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Ementa e Acórdão 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.348 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :LEANDRO DOS SANTOS MACEDO IMPTE.(S) :MARIANO HIGINO DE MEIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO Nº 337.166 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE AGRAVO REGIMENTAL. POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO, PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO COM SINAL IDENTIFICADOR RASPADO, RECEPTAÇÃO E PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA DUPLAMENTE MAJORADA. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. POSSIBILIDADE. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. SUPERVENIENTE ALTERAÇÃO DO QUADRO PROCESSUAL DA CAUSA. PREJUÍZO DA IMPETRAÇÃO. 1. Não se admite a impetração de habeas corpus em substituição ao agravo regimental. 2. A superveniente alteração do quadro processual da causa prejudica a análise da impetração. 3. Ausência de teratologia ou ilegalidade flagrante. A orientação firmada pelo Plenário do STF, no julgamento do HC 126.292 e do ARE 964.246-RG, ambos da relatoria do Min. Teori Zavascki, é no sentido de que a execução provisória da pena não compromete o princípio da presunção de inocência. Ademais, o julgamento condenatório em segundo grau de jurisdição impõe a prisão preventiva como medida de garantia da ordem pública. 4. Habeas corpus prejudicado, revogada a liminar. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento, por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB9B-FD49-BE55-ADD8 e senha 1B5F-970D-E6A0-CEE6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 142348 / SP maioria de votos, em julgar prejudicada a impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu este julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Alexandre de Moraes. Brasília, 6 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB9B-FD49-BE55-ADD8 e senha 1B5F-970D-E6A0-CEE6 Supremo Tribunal Federal HC 142348 / SP maioria de votos, em julgar prejudicada a impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu este julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Alexandre de Moraes. Brasília, 6 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB9B-FD49-BE55-ADD8 e senha 1B5F-970D-E6A0-CEE6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.348 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :LEANDRO DOS SANTOS MACEDO IMPTE.(S) :MARIANO HIGINO DE MEIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO Nº 337.166 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Segunda Vara da Comarca de Boituva/SP, no processo nº 0003186-57.2015.8.26.0082, determinou a prisão preventiva do paciente, ocorrida em 3 de junho de 2015, ante a suposta prática das infrações previstas nos artigos 12, cabeça (posse irregular de arma de fogo de uso permitido), 16, cabeça (porte ilegal de arma de fogo de uso restrito) e parágrafo único, inciso IV (com sinal identificador raspado), da Lei nº 10.826/2003; 180, cabeça (receptação), do Código Penal; e 2º, parágrafos 2º e 4º, inciso IV (participação em organização criminosa com causa de aumento por emprego de arma de fogo e conexão com grupos independentes), da Lei nº 12.850/2013. Consignou necessária a custódia para garantir a ordem pública, a aplicação da lei penal e a instrução processual, reportando-se à gravidade dos delitos, à integração a organização criminosa ligada ao denominado Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao fato de a conduta fomentar o cometimento de outras infrações. Condenou o paciente a 10 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 42 dias- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E335-9704-B328-B47B e senha AD4F-E661-739A-32FD Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.348 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :LEANDRO DOS SANTOS MACEDO IMPTE.(S) :MARIANO HIGINO DE MEIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO Nº 337.166 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Segunda Vara da Comarca de Boituva/SP, no processo nº 0003186-57.2015.8.26.0082, determinou a prisão preventiva do paciente, ocorrida em 3 de junho de 2015, ante a suposta prática das infrações previstas nos artigos 12, cabeça (posse irregular de arma de fogo de uso permitido), 16, cabeça (porte ilegal de arma de fogo de uso restrito) e parágrafo único, inciso IV (com sinal identificador raspado), da Lei nº 10.826/2003; 180, cabeça (receptação), do Código Penal; e 2º, parágrafos 2º e 4º, inciso IV (participação em organização criminosa com causa de aumento por emprego de arma de fogo e conexão com grupos independentes), da Lei nº 12.850/2013. Consignou necessária a custódia para garantir a ordem pública, a aplicação da lei penal e a instrução processual, reportando-se à gravidade dos delitos, à integração a organização criminosa ligada ao denominado Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao fato de a conduta fomentar o cometimento de outras infrações. Condenou o paciente a 10 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 42 dias- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E335-9704-B328-B47B e senha AD4F-E661-739A-32FD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 142348 / SP multa, em virtude da prática dos crimes versados nos artigos 16, parágrafo único, inciso IV, da Lei nº 10.826/2003, 180 do Código Penal e 2º, parágrafos 2º e 4º, inciso IV, da Lei nº 12.850/2013. Negou o direito de recorrer em liberdade, afirmando persistirem os motivos ensejadores da preventiva. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 337.166/SP, inadmitido pelo Relator. O impetrante sustenta não haver comprovação do vínculo do paciente com a facção. Ressalta a insubsistência dos fundamentos do pronunciamento mediante o qual imposta a prisão, tendo-o como abstrato. Salienta tratar-se de indevida execução antecipada da sanção. Aponta o excesso de prazo da custódia implementada em 15 de maio de 2015. Sublinha as condições pessoais favoráveis – primariedade, bons antecedentes e endereço fixo. Requereu, no campo precário e efêmero, fosse revogada a preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 5 de abril de 2017, deferiu o pedido de medida acauteladora. Estendeu os efeitos da decisão aos corréus Genival Aragão Souza, Eliseu Marins, André Luis de Carvalho, Márcio Martins da Silva, Helio Ael Vieira Junior, Tales Martins Anselmo e Renato Pinto, consoante o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra ato individual, proferido no Superior. Aduz ausente ilegalidade a ser reparada. Refere-se à impetração de nº 132.435, pendente de análise, no âmbito da qual postula-se idêntica medida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 17 de outubro de 2018, revelou que a Décima Quinta Turma, ao julgar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E335-9704-B328-B47B e senha AD4F-E661-739A-32FD Supremo Tribunal Federal HC 142348 / SP multa, em virtude da prática dos crimes versados nos artigos 16, parágrafo único, inciso IV, da Lei nº 10.826/2003, 180 do Código Penal e 2º, parágrafos 2º e 4º, inciso IV, da Lei nº 12.850/2013. Negou o direito de recorrer em liberdade, afirmando persistirem os motivos ensejadores da preventiva. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 337.166/SP, inadmitido pelo Relator. O impetrante sustenta não haver comprovação do vínculo do paciente com a facção. Ressalta a insubsistência dos fundamentos do pronunciamento mediante o qual imposta a prisão, tendo-o como abstrato. Salienta tratar-se de indevida execução antecipada da sanção. Aponta o excesso de prazo da custódia implementada em 15 de maio de 2015. Sublinha as condições pessoais favoráveis – primariedade, bons antecedentes e endereço fixo. Requereu, no campo precário e efêmero, fosse revogada a preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 5 de abril de 2017, deferiu o pedido de medida acauteladora. Estendeu os efeitos da decisão aos corréus Genival Aragão Souza, Eliseu Marins, André Luis de Carvalho, Márcio Martins da Silva, Helio Ael Vieira Junior, Tales Martins Anselmo e Renato Pinto, consoante o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra ato individual, proferido no Superior. Aduz ausente ilegalidade a ser reparada. Refere-se à impetração de nº 132.435, pendente de análise, no âmbito da qual postula-se idêntica medida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 17 de outubro de 2018, revelou que a Décima Quinta Turma, ao julgar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E335-9704-B328-B47B e senha AD4F-E661-739A-32FD Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 142348 / SP apelação, em 8 de março último, deu parcial provimento, diminuindo a pena para 9 anos e 3 meses de reclusão e 37 dias- multa. Evocando o decidido pelo Pleno no habeas corpus nº 126.292, determinou a execução provisória da sanção. Na sequência, ante a pendência de exame de embargos de declaração, o Desembargador Relator assentou a expedição de contramandados de prisão, a fim de aguardar-se o exaurimento da jurisdição de segundo grau. Embargos declaratórios, conforme andamento processual, estão pendentes de análise. Considerada a identidade de objetos, Vossa Excelência, em 6 de junho de 2018, determinou o apensamento do habeas corpus nº 132.435 a este, visando a apreciação conjunta. Aquele processo encontra-se aparelhado para julgamento. Lancei visto no processo em 27 de outubro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 6 de novembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E335-9704-B328-B47B e senha AD4F-E661-739A-32FD Supremo Tribunal Federal HC 142348 / SP apelação, em 8 de março último, deu parcial provimento, diminuindo a pena para 9 anos e 3 meses de reclusão e 37 dias- multa. Evocando o decidido pelo Pleno no habeas corpus nº 126.292, determinou a execução provisória da sanção. Na sequência, ante a pendência de exame de embargos de declaração, o Desembargador Relator assentou a expedição de contramandados de prisão, a fim de aguardar-se o exaurimento da jurisdição de segundo grau. Embargos declaratórios, conforme andamento processual, estão pendentes de análise. Considerada a identidade de objetos, Vossa Excelência, em 6 de junho de 2018, determinou o apensamento do habeas corpus nº 132.435 a este, visando a apreciação conjunta. Aquele processo encontra-se aparelhado para julgamento. Lancei visto no processo em 27 de outubro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 6 de novembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E335-9704-B328-B47B e senha AD4F-E661-739A-32FD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.348 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de ato de Colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, considerado o princípio da não culpabilidade, é insuficiente a levar à prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – INSTRUÇÃO CRIMINAL. Descabe partir da capacidade intuitiva, supondo, sem indicar dados concretos, o embaralhamento da instrução criminal. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao imputado. Ante a identidade de objeto deste habeas com o de nº 132.435, no que voltados ao afastamento da custódia implementada no processo nº 0003186-57.2015.8.26.0082, da Segunda Vara da Comarca de Boituva/SP, tem-se o julgamento conjunto das impetrações. A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal haver sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de superior. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Relativamente ao tema de fundo, reitero o que consignado, em 5 de abril de 2017, quando do implemento da medida de urgência: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FA9-831A-B5F9-B347 e senha 950D-BD08-1F04-D2FE Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.348 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de ato de Colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, considerado o princípio da não culpabilidade, é insuficiente a levar à prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – INSTRUÇÃO CRIMINAL. Descabe partir da capacidade intuitiva, supondo, sem indicar dados concretos, o embaralhamento da instrução criminal. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao imputado. Ante a identidade de objeto deste habeas com o de nº 132.435, no que voltados ao afastamento da custódia implementada no processo nº 0003186-57.2015.8.26.0082, da Segunda Vara da Comarca de Boituva/SP, tem-se o julgamento conjunto das impetrações. A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal haver sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de superior. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Relativamente ao tema de fundo, reitero o que consignado, em 5 de abril de 2017, quando do implemento da medida de urgência: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FA9-831A-B5F9-B347 e senha 950D-BD08-1F04-D2FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 142348 / SP […] 2. Os fundamentos da preventiva não resistem a exame. Inexiste a prisão automática tendo em conta o delito supostamente cometido, levando à inversão da ordem do processo-crime, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da pena. Considerou-se a gravidade concreta da imputação. Reiterados são os pronunciamentos do Supremo sobre a impossibilidade de potencialização da infração versada no processo. O fato de supostamente integrar organização delituosa surge como elemento neutro, insuficiente a embasar argumento alusivo à ordem pública. No tocante ao aumento da delinquência, o combate não há de fazer-se a ferro e fogo, mas mediante política criminal normativa. Quanto ao risco à instrução processual e à aplicação da lei penal, há de reportar-se, obrigatoriamente, a certo dado. Fora isso é a suposição do excepcional, do extravagante, o que não respalda a preventiva. Na sentença, chegou-se a justificar a continuidade da custódia dita provisória – que, a esta altura, já alcança 1 ano, 10 meses e 3 dias –, com a permanência dos motivos ensejadores. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas e o excesso de prazo da segregação. […] A superveniência de ato condenatório recorrível não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao referir-se aos títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1º, do mesmo diploma denomina, expressamente, preventiva a prisão oriunda da condenação recorrível. Defiro ordem, considerado o julgamento conjunto deste habeas com o de nº 132.435, para revogar a custódia preventiva formalizada no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FA9-831A-B5F9-B347 e senha 950D-BD08-1F04-D2FE Supremo Tribunal Federal HC 142348 / SP […] 2. Os fundamentos da preventiva não resistem a exame. Inexiste a prisão automática tendo em conta o delito supostamente cometido, levando à inversão da ordem do processo-crime, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da pena. Considerou-se a gravidade concreta da imputação. Reiterados são os pronunciamentos do Supremo sobre a impossibilidade de potencialização da infração versada no processo. O fato de supostamente integrar organização delituosa surge como elemento neutro, insuficiente a embasar argumento alusivo à ordem pública. No tocante ao aumento da delinquência, o combate não há de fazer-se a ferro e fogo, mas mediante política criminal normativa. Quanto ao risco à instrução processual e à aplicação da lei penal, há de reportar-se, obrigatoriamente, a certo dado. Fora isso é a suposição do excepcional, do extravagante, o que não respalda a preventiva. Na sentença, chegou-se a justificar a continuidade da custódia dita provisória – que, a esta altura, já alcança 1 ano, 10 meses e 3 dias –, com a permanência dos motivos ensejadores. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas e o excesso de prazo da segregação. […] A superveniência de ato condenatório recorrível não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao referir-se aos títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1º, do mesmo diploma denomina, expressamente, preventiva a prisão oriunda da condenação recorrível. Defiro ordem, considerado o julgamento conjunto deste habeas com o de nº 132.435, para revogar a custódia preventiva formalizada no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FA9-831A-B5F9-B347 e senha 950D-BD08-1F04-D2FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 142348 / SP processo nº 0003186-57.2015.8.26.0082, da Segunda Vara da Comarca de Boituva/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação jurídica dos corréus Genival Aragão Souza, Eliseu Marins, André Luis de Carvalho, Márcio Martins da Silva, Helio Ael Vieira Junior, Tales Martins Anselmo e Renato Pinto, a eles estendo os efeitos desta decisão, com os mesmos cuidados, consoante o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FA9-831A-B5F9-B347 e senha 950D-BD08-1F04-D2FE Supremo Tribunal Federal HC 142348 / SP processo nº 0003186-57.2015.8.26.0082, da Segunda Vara da Comarca de Boituva/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação jurídica dos corréus Genival Aragão Souza, Eliseu Marins, André Luis de Carvalho, Márcio Martins da Silva, Helio Ael Vieira Junior, Tales Martins Anselmo e Renato Pinto, a eles estendo os efeitos desta decisão, com os mesmos cuidados, consoante o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FA9-831A-B5F9-B347 e senha 950D-BD08-1F04-D2FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.348 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, aqui os habeas corpus são substitutivos de agravo regimental. E eu verifico que sobreveio o julgamento da apelação interposta pela defesa, ocasião em que o Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu a pena para 9 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Portanto, eu estou considerando prejudicados os habeas corpus, pela superveniência da decisão do Tribunal de Justiça, na linha da jurisprudência da Turma, revogada a liminar. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9765-4725-1008-60D4 e senha 905D-C972-2A5E-6E25 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.348 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, aqui os habeas corpus são substitutivos de agravo regimental. E eu verifico que sobreveio o julgamento da apelação interposta pela defesa, ocasião em que o Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu a pena para 9 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Portanto, eu estou considerando prejudicados os habeas corpus, pela superveniência da decisão do Tribunal de Justiça, na linha da jurisprudência da Turma, revogada a liminar. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9765-4725-1008-60D4 e senha 905D-C972-2A5E-6E25 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 142.348 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : LEANDRO DOS SANTOS MACEDO IMPTE.(S) : MARIANO HIGINO DE MEIRA (266811/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO Nº 337.166 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu este julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 6.11.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8030-2E78-70E8-30DB e senha 0237-00AC-550B-0467 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 142.348 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : LEANDRO DOS SANTOS MACEDO IMPTE.(S) : MARIANO HIGINO DE MEIRA (266811/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO Nº 337.166 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu este julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 6.11.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8030-2E78-70E8-30DB e senha 0237-00AC-550B-0467 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748685475
2018-11-06T00:00:00
2018-11-20T00:00:00
A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu este julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 6.11.2018.
HABEAS CORPUS
Ementa: Processual Penal. Habeas Corpus substitutivo de agravo regimental. Posse irregular de arma de fogo de uso permitido, Porte ilegal de arma de fogo de uso restrito com sinal identificador raspado, Receptação e Participação em organização criminosa duplamente majorada. Execução provisória da pena. Possibilidade. Inadequação da via eleita. Superveniente alteração do quadro processual da causa. Prejuízo da impetração. 1. Não se admite a impetração de habeas corpus em substituição ao agravo regimental. 2. A superveniente alteração do quadro processual da causa prejudica a análise da impetração. 3. Ausência de teratologia ou ilegalidade flagrante. A orientação firmada pelo Plenário do STF, no julgamento do HC 126.292 e do ARE 964.246-RG, ambos da relatoria do Min. Teori Zavascki, é no sentido de que a execução provisória da pena não compromete o princípio da presunção de inocência. Ademais, o julgamento condenatório em segundo grau de jurisdição impõe a prisão preventiva como medida de garantia da ordem pública. 4. Habeas corpus prejudicado, revogada a liminar.
sjur394837
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA, PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA) HC 126292 (TP), ARE 964246 RG. - Veja HC 132435 do STF. Número de páginas: 10. Análise: 23/01/2019, TLR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
142348
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00283 \"CAPUT\" ART-00387 PAR-00001 \n ART-00580\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 142348
[ "" ]
PACTE.(S) : LEANDRO DOS SANTOS MACEDO IMPTE.(S) : MARIANO HIGINO DE MEIRA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO Nº 337.166 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.348 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :LEANDRO DOS SANTOS MACEDO IMPTE.(S) :MARIANO HIGINO DE MEIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO n 337.166 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE AGRAVO REGIMENTAL. POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO, PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO COM SINAL IDENTIFICADOR RASPADO, RECEPTAÇÃO E PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA DUPLAMENTE MAJORADA. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. POSSIBILIDADE. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. SUPERVENIENTE ALTERAÇÃO DO QUADRO PROCESSUAL DA CAUSA. PREJUÍZO DA IMPETRAÇÃO. 1. Não se admite a impetração de habeas corpus em substituição ao agravo regimental. 2. A superveniente alteração do quadro processual da causa prejudica a análise da impetração. 3. Ausência de teratologia ou ilegalidade flagrante. A orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 126.292 e do ARE 964.246-RG, ambos da relatoria do Min. Teori Zavascki, é no sentido de que a execução provisória da pena não compromete o princípio da presunção de inocência. Ademais, o julgamento condenatório em segundo grau de jurisdição impõe a prisão preventiva como medida de garantia da ordem pública. 4. Habeas corpus prejudicado, revogada a liminar. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento, por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB9B-FD49-BE55-ADD8 e senha 1B5F-970D-E6A0-CEE6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 142348 / SP maioria de votos, em julgar prejudicada a impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu este julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Alexandre de Moraes. Brasília, 6 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB9B-FD49-BE55-ADD8 e senha 1B5F-970D-E6A0-CEE6 Supremo Tribunal Federal HC 142348 / SP maioria de votos, em julgar prejudicada a impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu este julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Alexandre de Moraes. Brasília, 6 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB9B-FD49-BE55-ADD8 e senha 1B5F-970D-E6A0-CEE6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.348 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :LEANDRO DOS SANTOS MACEDO IMPTE.(S) :MARIANO HIGINO DE MEIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO n 337.166 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Segunda Vara da Comarca de Boituva/SP, no processo n 0003186-57.2015.8.26.0082, determinou a prisão preventiva do paciente, ocorrida em 3 de junho de 2015, ante a suposta prática das infrações previstas nos artigos 12, cabeça (posse irregular de arma de fogo de uso permitido), 16, cabeça (porte ilegal de arma de fogo de uso restrito) e parágrafo único, inciso IV (com sinal identificador raspado), da Lei n 10.826/2003; 180, cabeça (receptação), do Código Penal; e 2..., parágrafos 2... e 4..., inciso IV (participação em organização criminosa com causa de aumento por emprego de arma de fogo e conexão com grupos independentes), da Lei n 12.850/2013. Consignou necessária a custódia para garantir a ordem pública, a aplicação da lei penal e a instrução processual, reportando-se à gravidade dos delitos, à integração a organização criminosa ligada ao denominado Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao fato de a conduta fomentar o cometimento de outras infrações. Condenou o paciente a 10 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 42 dias- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E335-9704-B328-B47B e senha AD4F-E661-739A-32FD Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.348 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :LEANDRO DOS SANTOS MACEDO IMPTE.(S) :MARIANO HIGINO DE MEIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO n 337.166 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Segunda Vara da Comarca de Boituva/SP, no processo n 0003186-57.2015.8.26.0082, determinou a prisão preventiva do paciente, ocorrida em 3 de junho de 2015, ante a suposta prática das infrações previstas nos artigos 12, cabeça (posse irregular de arma de fogo de uso permitido), 16, cabeça (porte ilegal de arma de fogo de uso restrito) e parágrafo único, inciso IV (com sinal identificador raspado), da Lei n 10.826/2003; 180, cabeça (receptação), do Código Penal; e 2..., parágrafos 2... e 4..., inciso IV (participação em organização criminosa com causa de aumento por emprego de arma de fogo e conexão com grupos independentes), da Lei n 12.850/2013. Consignou necessária a custódia para garantir a ordem pública, a aplicação da lei penal e a instrução processual, reportando-se à gravidade dos delitos, à integração a organização criminosa ligada ao denominado Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao fato de a conduta fomentar o cometimento de outras infrações. Condenou o paciente a 10 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 42 dias- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E335-9704-B328-B47B e senha AD4F-E661-739A-32FD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 142348 / SP multa, em virtude da prática dos crimes versados nos artigos 16, parágrafo único, inciso IV, da Lei n 10.826/2003, 180 do Código Penal e 2..., parágrafos 2... e 4..., inciso IV, da Lei n 12.850/2013. Negou o direito de recorrer em liberdade, afirmando persistirem os motivos ensejadores da preventiva. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 337.166/SP, inadmitido pelo Relator. O impetrante sustenta não haver comprovação do vínculo do paciente com a facção. Ressalta a insubsistência dos fundamentos do pronunciamento mediante o qual imposta a prisão, tendo-o como abstrato. Salienta tratar-se de indevida execução antecipada da sanção. Aponta o excesso de prazo da custódia implementada em 15 de maio de 2015. Sublinha as condições pessoais favoráveis – primariedade, bons antecedentes e endereço fixo. Requereu, no campo precário e efêmero, fosse revogada a preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 5 de abril de 2017, deferiu o pedido de medida acauteladora. Estendeu os efeitos da decisão aos corréus Genival Aragão Souza, Eliseu Marins, André Luis de Carvalho, Márcio Martins da Silva, Helio Ael Vieira Junior, Tales Martins Anselmo e Renato Pinto, consoante o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra ato individual, proferido no Superior. Aduz ausente ilegalidade a ser reparada. Refere-se à impetração de n 132.435, pendente de análise, no âmbito da qual postula-se idêntica medida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 17 de outubro de 2018, revelou que a Décima Quinta Turma, ao julgar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E335-9704-B328-B47B e senha AD4F-E661-739A-32FD Supremo Tribunal Federal HC 142348 / SP multa, em virtude da prática dos crimes versados nos artigos 16, parágrafo único, inciso IV, da Lei n 10.826/2003, 180 do Código Penal e 2..., parágrafos 2... e 4..., inciso IV, da Lei n 12.850/2013. Negou o direito de recorrer em liberdade, afirmando persistirem os motivos ensejadores da preventiva. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 337.166/SP, inadmitido pelo Relator. O impetrante sustenta não haver comprovação do vínculo do paciente com a facção. Ressalta a insubsistência dos fundamentos do pronunciamento mediante o qual imposta a prisão, tendo-o como abstrato. Salienta tratar-se de indevida execução antecipada da sanção. Aponta o excesso de prazo da custódia implementada em 15 de maio de 2015. Sublinha as condições pessoais favoráveis – primariedade, bons antecedentes e endereço fixo. Requereu, no campo precário e efêmero, fosse revogada a preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 5 de abril de 2017, deferiu o pedido de medida acauteladora. Estendeu os efeitos da decisão aos corréus Genival Aragão Souza, Eliseu Marins, André Luis de Carvalho, Márcio Martins da Silva, Helio Ael Vieira Junior, Tales Martins Anselmo e Renato Pinto, consoante o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra ato individual, proferido no Superior. Aduz ausente ilegalidade a ser reparada. Refere-se à impetração de n 132.435, pendente de análise, no âmbito da qual postula-se idêntica medida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 17 de outubro de 2018, revelou que a Décima Quinta Turma, ao julgar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E335-9704-B328-B47B e senha AD4F-E661-739A-32FD Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 142348 / SP apelação, em 8 de março último, deu parcial provimento, diminuindo a pena para 9 anos e 3 meses de reclusão e 37 dias- multa. Evocando o decidido pelo Pleno no habeas corpus n 126.292, determinou a execução provisória da sanção. Na sequência, ante a pendência de exame de embargos de declaração, o Desembargador Relator assentou a expedição de contramandados de prisão, a fim de aguardar-se o exaurimento da jurisdição de segundo grau. Embargos declaratórios, conforme andamento processual, estão pendentes de análise. Considerada a identidade de objetos, Vossa Excelência, em 6 de junho de 2018, determinou o apensamento do habeas corpus n 132.435 a este, visando a apreciação conjunta. Aquele processo encontra-se aparelhado para julgamento. Lancei visto no processo em 27 de outubro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 6 de novembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E335-9704-B328-B47B e senha AD4F-E661-739A-32FD Supremo Tribunal Federal HC 142348 / SP apelação, em 8 de março último, deu parcial provimento, diminuindo a pena para 9 anos e 3 meses de reclusão e 37 dias- multa. Evocando o decidido pelo Pleno no habeas corpus n 126.292, determinou a execução provisória da sanção. Na sequência, ante a pendência de exame de embargos de declaração, o Desembargador Relator assentou a expedição de contramandados de prisão, a fim de aguardar-se o exaurimento da jurisdição de segundo grau. Embargos declaratórios, conforme andamento processual, estão pendentes de análise. Considerada a identidade de objetos, Vossa Excelência, em 6 de junho de 2018, determinou o apensamento do habeas corpus n 132.435 a este, visando a apreciação conjunta. Aquele processo encontra-se aparelhado para julgamento. Lancei visto no processo em 27 de outubro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 6 de novembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E335-9704-B328-B47B e senha AD4F-E661-739A-32FD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.348 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de ato de Colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, considerado o princípio da não culpabilidade, é insuficiente a levar à prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – INSTRUÇÃO CRIMINAL. Descabe partir da capacidade intuitiva, supondo, sem indicar dados concretos, o embaralhamento da instrução criminal. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao imputado. Ante a identidade de objeto deste habeas com o de n 132.435, no que voltados ao afastamento da custódia implementada no processo n 0003186-57.2015.8.26.0082, da Segunda Vara da Comarca de Boituva/SP, tem-se o julgamento conjunto das impetrações. A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal haver sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de superior. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Relativamente ao tema de fundo, reitero o que consignado, em 5 de abril de 2017, quando do implemento da medida de urgência: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FA9-831A-B5F9-B347 e senha 950D-BD08-1F04-D2FE Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.348 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de ato de Colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, considerado o princípio da não culpabilidade, é insuficiente a levar à prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – INSTRUÇÃO CRIMINAL. Descabe partir da capacidade intuitiva, supondo, sem indicar dados concretos, o embaralhamento da instrução criminal. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao imputado. Ante a identidade de objeto deste habeas com o de n 132.435, no que voltados ao afastamento da custódia implementada no processo n 0003186-57.2015.8.26.0082, da Segunda Vara da Comarca de Boituva/SP, tem-se o julgamento conjunto das impetrações. A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal haver sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de superior. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Relativamente ao tema de fundo, reitero o que consignado, em 5 de abril de 2017, quando do implemento da medida de urgência: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FA9-831A-B5F9-B347 e senha 950D-BD08-1F04-D2FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 142348 / SP […] 2. Os fundamentos da preventiva não resistem a exame. Inexiste a prisão automática tendo em conta o delito supostamente cometido, levando à inversão da ordem do processo-crime, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da pena. Considerou-se a gravidade concreta da imputação. Reiterados são os pronunciamentos do Supremo sobre a impossibilidade de potencialização da infração versada no processo. O fato de supostamente integrar organização delituosa surge como elemento neutro, insuficiente a embasar argumento alusivo à ordem pública. No tocante ao aumento da delinquência, o combate não há de fazer-se a ferro e fogo, mas mediante política criminal normativa. Quanto ao risco à instrução processual e à aplicação da lei penal, há de reportar-se, obrigatoriamente, a certo dado. Fora isso é a suposição do excepcional, do extravagante, o que não respalda a preventiva. Na sentença, chegou-se a justificar a continuidade da custódia dita provisória – que, a esta altura, já alcança 1 ano, 10 meses e 3 dias –, com a permanência dos motivos ensejadores. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas e o excesso de prazo da segregação. […] A superveniência de ato condenatório recorrível não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao referir-se aos títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1..., do mesmo diploma denomina, expressamente, preventiva a prisão oriunda da condenação recorrível. Defiro ordem, considerado o julgamento conjunto deste habeas com o de n 132.435, para revogar a custódia preventiva formalizada no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FA9-831A-B5F9-B347 e senha 950D-BD08-1F04-D2FE Supremo Tribunal Federal HC 142348 / SP […] 2. Os fundamentos da preventiva não resistem a exame. Inexiste a prisão automática tendo em conta o delito supostamente cometido, levando à inversão da ordem do processo-crime, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da pena. Considerou-se a gravidade concreta da imputação. Reiterados são os pronunciamentos do Supremo sobre a impossibilidade de potencialização da infração versada no processo. O fato de supostamente integrar organização delituosa surge como elemento neutro, insuficiente a embasar argumento alusivo à ordem pública. No tocante ao aumento da delinquência, o combate não há de fazer-se a ferro e fogo, mas mediante política criminal normativa. Quanto ao risco à instrução processual e à aplicação da lei penal, há de reportar-se, obrigatoriamente, a certo dado. Fora isso é a suposição do excepcional, do extravagante, o que não respalda a preventiva. Na sentença, chegou-se a justificar a continuidade da custódia dita provisória – que, a esta altura, já alcança 1 ano, 10 meses e 3 dias –, com a permanência dos motivos ensejadores. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas e o excesso de prazo da segregação. […] A superveniência de ato condenatório recorrível não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao referir-se aos títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1..., do mesmo diploma denomina, expressamente, preventiva a prisão oriunda da condenação recorrível. Defiro ordem, considerado o julgamento conjunto deste habeas com o de n 132.435, para revogar a custódia preventiva formalizada no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FA9-831A-B5F9-B347 e senha 950D-BD08-1F04-D2FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 142348 / SP processo n 0003186-57.2015.8.26.0082, da Segunda Vara da Comarca de Boituva/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação jurídica dos corréus Genival Aragão Souza, Eliseu Marins, André Luis de Carvalho, Márcio Martins da Silva, Helio Ael Vieira Junior, Tales Martins Anselmo e Renato Pinto, a eles estendo os efeitos desta decisão, com os mesmos cuidados, consoante o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FA9-831A-B5F9-B347 e senha 950D-BD08-1F04-D2FE Supremo Tribunal Federal HC 142348 / SP processo n 0003186-57.2015.8.26.0082, da Segunda Vara da Comarca de Boituva/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação jurídica dos corréus Genival Aragão Souza, Eliseu Marins, André Luis de Carvalho, Márcio Martins da Silva, Helio Ael Vieira Junior, Tales Martins Anselmo e Renato Pinto, a eles estendo os efeitos desta decisão, com os mesmos cuidados, consoante o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FA9-831A-B5F9-B347 e senha 950D-BD08-1F04-D2FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.348 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, aqui os habeas corpus são substitutivos de agravo regimental. E eu verifico que sobreveio o julgamento da apelação interposta pela defesa, ocasião em que o Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu a pena para 9 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Portanto, eu estou considerando prejudicados os habeas corpus, pela superveniência da decisão do Tribunal de Justiça, na linha da jurisprudência da Turma, revogada a liminar. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9765-4725-1008-60D4 e senha 905D-C972-2A5E-6E25 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.348 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, aqui os habeas corpus são substitutivos de agravo regimental. E eu verifico que sobreveio o julgamento da apelação interposta pela defesa, ocasião em que o Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu a pena para 9 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Portanto, eu estou considerando prejudicados os habeas corpus, pela superveniência da decisão do Tribunal de Justiça, na linha da jurisprudência da Turma, revogada a liminar. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9765-4725-1008-60D4 e senha 905D-C972-2A5E-6E25 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 142.348 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : LEANDRO DOS SANTOS MACEDO IMPTE.(S) : MARIANO HIGINO DE MEIRA (266811/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO n 337.166 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu este julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 6.11.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8030-2E78-70E8-30DB e senha 0237-00AC-550B-0467 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 142.348 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : LEANDRO DOS SANTOS MACEDO IMPTE.(S) : MARIANO HIGINO DE MEIRA (266811/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO n 337.166 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu este julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 6.11.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8030-2E78-70E8-30DB e senha 0237-00AC-550B-0467 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 142 . 348", "HC 126 . 292", "ARE 964 . 246 - RG", "HC 142348 / SP", "HC 142348 / SP", "HABEAS CORPUS 142 . 348 SÃO", "processo n 0003186 - 57 . 2015 . 8 . 26 . 0082", "HABEAS CORPUS 142 . 348", "processo n 0003186 - 57 . 2015 . 8", ".", "26", ". 0082", "HC 142348 / SP", "habeas corpus n 337 . 166 / SP", "HC 142348 / SP", "HC 142348 / SP", "habeas corpus n 126 . 292", "habeas", "HC 142348 / SP", "habeas corpus n 126 . 292", "habeas corpus n 132 . 435", "HABEAS CORPUS 142 . 348 SÃO", "processo n 0003186 - 57 . 2015 . 8 . 26 . 0082", "HABEAS CORPUS 142 . 348", "processo n 0003186 - 57 . 2015 . 8 . 26 . 0082", "HC 142348 / SP", "HC 142348 / SP", "HC 142348 / SP", "processo n 0003186 - 57 . 2015 . 8 . 26 . 0082", "HC 142348 / SP", "processo n 0003186 - 57 . 2015 . 8 . 26 . 0082", "HABEAS CORPUS 142 . 348", "HABEAS CORPUS 142 . 348", "HABEAS CORPUS 142 . 348", "n 337 . 166 DO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos", "Lei n 10 . 826 / 2003", "180 , cabeça", "Lei n 12 . 850 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos", "Lei n 10 . 826 / 2003", "180 , cabeça", "Lei n 12 . 850 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 16 , parágrafo único , inciso IV , da Lei n 10 . 826 / 2003", "180 do Código Penal", "2", ". . . , parágrafos 2 . . . e 4 . . . , inciso IV , da Lei n 12 . 850 / 2013", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 16 , parágrafo único , inciso IV , da Lei n 10 . 826 / 2003", "180 do Código Penal", "2", ". . . , parágrafos 2 . . . e 4 . . . , inciso IV , da Lei n 12 . 850 / 2013", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "artigo 387", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara da Comarca de Boituva / SP", "Primeiro Comando da Capital", "PCC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara da Comarca de Boituva / SP", "Primeiro Comando da Capital", "PCC", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Décima Quinta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Décima Quinta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Vara da Comarca de Boituva / SP", "Supremo", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Vara da Comarca de Boituva / SP", "Supremo", "Procuradoria", "-", "Geral da 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ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "LEANDRO DOS SANTOS MACEDO", "MARIANO HIGINO DE MEIRA", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "LEANDRO DOS SANTOS MACEDO", "MARIANO HIGINO DE MEIRA", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Genival Aragão Souza", "Eliseu Marins", "André Luis de Carvalho", "Márcio Martins da Silva", "Helio Ael Vieira Junior", "Tales Martins Anselmo", "Renato Pinto", "Genival Aragão Souza", "Eliseu Marins", "André Luis de Carvalho", "Márcio Martins da Silva", "Helio Ael Vieira Junior", "Tales Martins Anselmo", "Renato Pinto", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Genival Aragão Souza", "Eliseu Marins", "André Luis de Carvalho", "Márcio Martins da Silva", "Helio Ael Vieira Junior", "Tales Martins Anselmo", "Renato Pinto", "Genival Aragão Souza", "Eliseu Marins", "André Luis de Carvalho", "Márcio Martins da Silva", "Helio Ael Vieira Junior", "Tales Martins Anselmo", "Renato Pinto", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "LEANDRO DOS SANTOS MACEDO", "MARIANO HIGINO DE MEIRA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "LEANDRO DOS SANTOS MACEDO", "MARIANO HIGINO DE MEIRA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "06", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "3 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "3 de junho de 2015", "24", 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Ementa e Acórdão 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.083.209 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VALDIR FERREIRA DE MORAES ADV.(A/S) :FERNANDO ANTONIO OLIVEIRA AGDO.(A/S) :SAO PAULO PREVIDENCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VINCULAÇÃO AO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DO TRIBUNAL DE ORIGEM. INVIABILIDADE. CARCEREIRO. APOSENTADORIA ESPECIAL. PARIDADE E INTEGRALIDADE DE VENCIMENTOS. PRECEDENTES. 1. O relator não precisa rebater, nem está vinculado aos fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem no juízo de admissibilidade. Precedentes. 2. A Lei Complementar nº 51/1985 deve ser analisada em conjunto com a atual redação da Constituição Federal dada pela EC nº 41/2003, a qual afasta a garantia da integralidade e paridade a servidores que se aposentaram após referida emenda, excetuada a situação daqueles que se enquadram na regra de transição prevista na EC nº 47/2005 (RE 590.260-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A13-FDCE-167E-54ED e senha 405A-0BB8-4195-7B3B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.083.209 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VALDIR FERREIRA DE MORAES ADV.(A/S) :FERNANDO ANTONIO OLIVEIRA AGDO.(A/S) :SAO PAULO PREVIDENCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 05.07.2018, cujo objeto é decisão monocrática que deu parcial provimento ao recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA - Servidor Público Estadual – Inativo - Carcereiro - Concessão de aposentadoria especial - Cabimento - Preenchimento dos requisitos constantes na Lei Complementar nº 51/85 Paridade e integralidade de vencimentos devidas aos servidores que ingressaram no serviço público antes da Emenda Constitucional nº 41/03 - Precedentes Segurança - concedida na 1ª Instância - Sentença mantida - Recursos não providos.’ O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a e d, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 40, §§ 1º, 3º, 4º, 8º e 17, da Constituição. Sustenta que, ‘ainda que a parte contrária possa ter direito à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.083.209 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VALDIR FERREIRA DE MORAES ADV.(A/S) :FERNANDO ANTONIO OLIVEIRA AGDO.(A/S) :SAO PAULO PREVIDENCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 05.07.2018, cujo objeto é decisão monocrática que deu parcial provimento ao recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA - Servidor Público Estadual – Inativo - Carcereiro - Concessão de aposentadoria especial - Cabimento - Preenchimento dos requisitos constantes na Lei Complementar nº 51/85 Paridade e integralidade de vencimentos devidas aos servidores que ingressaram no serviço público antes da Emenda Constitucional nº 41/03 - Precedentes Segurança - concedida na 1ª Instância - Sentença mantida - Recursos não providos.’ O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a e d, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 40, §§ 1º, 3º, 4º, 8º e 17, da Constituição. Sustenta que, ‘ainda que a parte contrária possa ter direito à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 1083209 AGR / SP aposentadoria com proventos integrais (no sentido de contrários à proporcionais), fato é que não tem direito à integralidade (proventos equivalentes à última remuneração quanto na ativa), salvo no caso das aposentadorias concedidas com base nos artigos 3°, 6° e 6°-A da Emenda Constitucional n° 41/03 e no artigo 3° da Emenda Constitucional nº 47/05’. O recurso merece parcial provimento. De início, ressalta- se que o acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) no sentido de que a Lei Complementar nº 51/1985, que trata da aposentadoria especial dos servidores públicos policiais, foi recepcionada pela Constituição Federal. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: ‘Mandado de injunção. Aposentadoria especial de servidor público policial. Artigo 40, § 4º, da Constituição Federal. Lei Complementar nº 51/1985. Inexistência de omissão legislativa. Agravo não provido. 1. A Lei Complementar nº 51/1985, que trata da aposentadoria especial dos servidores públicos policiais, foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988 (ADI 3.817/DF). 2. Havendo norma incidente sobre a situação concreta do impetrante, num ou noutro sentido, que ampare o exercício do direito à aposentadoria especial, em plano obviamente diferenciado dos servidores públicos em geral, submetidos às previsões do art. 40 da Constituição Federal e demais regras de transição, carece a parte de interesse na impetração, uma vez ausente qualquer omissão a ser sanada. 3. Agravo regimental não provido.’ (MI 2.283-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). Quanto ao cálculo do pagamento dos proventos, é preciso diferenciar integralidade de proventos integrais. Em meu voto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Supremo Tribunal Federal ARE 1083209 AGR / SP aposentadoria com proventos integrais (no sentido de contrários à proporcionais), fato é que não tem direito à integralidade (proventos equivalentes à última remuneração quanto na ativa), salvo no caso das aposentadorias concedidas com base nos artigos 3°, 6° e 6°-A da Emenda Constitucional n° 41/03 e no artigo 3° da Emenda Constitucional nº 47/05’. O recurso merece parcial provimento. De início, ressalta- se que o acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) no sentido de que a Lei Complementar nº 51/1985, que trata da aposentadoria especial dos servidores públicos policiais, foi recepcionada pela Constituição Federal. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: ‘Mandado de injunção. Aposentadoria especial de servidor público policial. Artigo 40, § 4º, da Constituição Federal. Lei Complementar nº 51/1985. Inexistência de omissão legislativa. Agravo não provido. 1. A Lei Complementar nº 51/1985, que trata da aposentadoria especial dos servidores públicos policiais, foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988 (ADI 3.817/DF). 2. Havendo norma incidente sobre a situação concreta do impetrante, num ou noutro sentido, que ampare o exercício do direito à aposentadoria especial, em plano obviamente diferenciado dos servidores públicos em geral, submetidos às previsões do art. 40 da Constituição Federal e demais regras de transição, carece a parte de interesse na impetração, uma vez ausente qualquer omissão a ser sanada. 3. Agravo regimental não provido.’ (MI 2.283-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). Quanto ao cálculo do pagamento dos proventos, é preciso diferenciar integralidade de proventos integrais. Em meu voto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1083209 AGR / SP no RE 924.456-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, destaquei a diferença entre os dois institutos: integralidade significa o direito de receber igual remuneração à que recebia na última posição em atividade. A partir da EC nº 41/2003, o servidor quando se aposenta não recebe mais o mesmo que recebia em atividade; passa a receber a média aritmética dos oitenta por cento maiores salários de contribuição usados para o cálculo de aposentadoria, de acordo com os termos da Lei nº 10.887/2004, que regulamentou a questão após citada emenda constitucional. Esse é o pagamento dos proventos integrais. O STF, ao julgar o RE 590.260-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, submetido à sistemática da repercussão geral, decidiu que os servidores públicos que ingressaram no serviço público antes da EC nº 41/2003, mas que se aposentaram após a edição da referida emenda, possuem direto à paridade e integralidade remuneratória, no momento que observada as regras de transição previstas na EC nº 47/2005. Veja-se a ementa do mencionado julgado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO POR ATIVIDADE DE MAGISTÉRIO, INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 977/2005, DO ESTADO DE SÃO PAULO. DIREITO INTERTEMPORAL. PARIDADE REMUNERATÓRIA ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS QUE INGRESSARAM NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DA EC 41/2003 E SE APOSENTARAM APÓS A REFERIDA EMENDA. POSSIBILIDADE. ARTS. 6º E 7º DA EC 41/2003, E ARTS. 2º E 3º DA EC 47/2005. REGRAS DE TRANSIÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I – Estende-se aos servidores inativos a gratificação extensiva, em caráter genérico, a todos os servidores em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Supremo Tribunal Federal ARE 1083209 AGR / SP no RE 924.456-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, destaquei a diferença entre os dois institutos: integralidade significa o direito de receber igual remuneração à que recebia na última posição em atividade. A partir da EC nº 41/2003, o servidor quando se aposenta não recebe mais o mesmo que recebia em atividade; passa a receber a média aritmética dos oitenta por cento maiores salários de contribuição usados para o cálculo de aposentadoria, de acordo com os termos da Lei nº 10.887/2004, que regulamentou a questão após citada emenda constitucional. Esse é o pagamento dos proventos integrais. O STF, ao julgar o RE 590.260-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, submetido à sistemática da repercussão geral, decidiu que os servidores públicos que ingressaram no serviço público antes da EC nº 41/2003, mas que se aposentaram após a edição da referida emenda, possuem direto à paridade e integralidade remuneratória, no momento que observada as regras de transição previstas na EC nº 47/2005. Veja-se a ementa do mencionado julgado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO POR ATIVIDADE DE MAGISTÉRIO, INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 977/2005, DO ESTADO DE SÃO PAULO. DIREITO INTERTEMPORAL. PARIDADE REMUNERATÓRIA ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS QUE INGRESSARAM NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DA EC 41/2003 E SE APOSENTARAM APÓS A REFERIDA EMENDA. POSSIBILIDADE. ARTS. 6º E 7º DA EC 41/2003, E ARTS. 2º E 3º DA EC 47/2005. REGRAS DE TRANSIÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I – Estende-se aos servidores inativos a gratificação extensiva, em caráter genérico, a todos os servidores em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1083209 AGR / SP atividade, independentemente da natureza da função exercida ou do local onde o serviço é prestado (art. 40, § 8º, da Constituição). II – Os servidores que ingressaram no serviço público antes da EC 41/2003, mas que se aposentaram após a referida emenda, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, desde que observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2º e 3º da EC 47/2005. III – Recurso extraordinário parcialmente provido.’ É preciso, portanto, analisar a Lei Complementar nº 51/1985 em conjunto com a atual redação da Constituição Federal dada pela EC nº 41/2003, a qual afasta a garantia da integralidade e paridade a servidores que se aposentaram após referida emenda, excetuada a situação daqueles que se enquadram nas regras de transição previstas na EC nº 47/2005. No caso, o Tribunal de origem dissentiu desse entendimento, ao assentar que a paridade e integralidade dos proventos são devidas aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC nº 41/2003. Tal requisito é insuficiente para garantir o pagamento da aposentadoria especial com integralidade e paridade dos proventos, devendo ser verificado se o recorrido se enquadra nas regras de transição previstas na EC nº 47/2005, conforme o entendimento firmado pelo STF. Diante do exposto, com base no art. 932, V, c/c o art. 1.042, § 5º, do CPC/201, e no art. 21, § 2º, do RI/STF, dou parcial provimento ao recurso para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento, a fim de que seja verificado se o recorrido preencheu os critérios de transição previstos na EC nº 47/2005, para que possa fazer jus à aposentadoria especial com as regras da integralidade e paridade.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Supremo Tribunal Federal ARE 1083209 AGR / SP atividade, independentemente da natureza da função exercida ou do local onde o serviço é prestado (art. 40, § 8º, da Constituição). II – Os servidores que ingressaram no serviço público antes da EC 41/2003, mas que se aposentaram após a referida emenda, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, desde que observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2º e 3º da EC 47/2005. III – Recurso extraordinário parcialmente provido.’ É preciso, portanto, analisar a Lei Complementar nº 51/1985 em conjunto com a atual redação da Constituição Federal dada pela EC nº 41/2003, a qual afasta a garantia da integralidade e paridade a servidores que se aposentaram após referida emenda, excetuada a situação daqueles que se enquadram nas regras de transição previstas na EC nº 47/2005. No caso, o Tribunal de origem dissentiu desse entendimento, ao assentar que a paridade e integralidade dos proventos são devidas aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC nº 41/2003. Tal requisito é insuficiente para garantir o pagamento da aposentadoria especial com integralidade e paridade dos proventos, devendo ser verificado se o recorrido se enquadra nas regras de transição previstas na EC nº 47/2005, conforme o entendimento firmado pelo STF. Diante do exposto, com base no art. 932, V, c/c o art. 1.042, § 5º, do CPC/201, e no art. 21, § 2º, do RI/STF, dou parcial provimento ao recurso para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento, a fim de que seja verificado se o recorrido preencheu os critérios de transição previstos na EC nº 47/2005, para que possa fazer jus à aposentadoria especial com as regras da integralidade e paridade.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório ARE 1083209 AGR / SP 2. A parte agravante alega “não poderia o Recurso Extraordinário ter sido analisado antes de ultrapassadas as razões pelas quais este não havia sido admitido na origem”, quais sejam: “a) a ausência de prequestionamento; b) a necessidade, para o provimento do recurso, da reanálise do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional; e c) a inexistência de repercussão geral”. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Supremo Tribunal Federal ARE 1083209 AGR / SP 2. A parte agravante alega “não poderia o Recurso Extraordinário ter sido analisado antes de ultrapassadas as razões pelas quais este não havia sido admitido na origem”, quais sejam: “a) a ausência de prequestionamento; b) a necessidade, para o provimento do recurso, da reanálise do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional; e c) a inexistência de repercussão geral”. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.083.209 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravante não traz fundamentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. De início, cabe ressaltar que o relator não precisa rebater e nem está vinculado aos fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem no juízo de admissibilidade, sob pena de usurpação de competência de análise do recurso extraordinário (AI 708.224, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 4. De todo modo, anoto que o recurso extraordinário preencheu todos os requisitos de admissibilidade, tendo em vista que foram opostos embargos de declaração com a finalidade de que o Tribunal de origem se manifestasse quanto a alegada violação ao art. 40, §§ 1º, 3º, 4º, 8º e 17, da Constituição Federal. Da mesma forma, o recurso preencheu o requisito de apresentação de preliminar fundamentada de demonstração da repercussão geral da questão debatida. 5. Ademais, cabe ressaltar que a presente controvérsia não é de índole infraconstitucional. Isso porque a discussão posta não é sobre o direito ou não de o servidor aposentar-se de forma especial de acordo com a Lei Complementar nº 51/1985, mas sim se é ou não possível que os cálculos e os reajustes dos proventos de aposentadorias especiais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1680-D54C-42AC-5F7B e senha 5189-87DC-235F-C7BC Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.083.209 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravante não traz fundamentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. De início, cabe ressaltar que o relator não precisa rebater e nem está vinculado aos fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem no juízo de admissibilidade, sob pena de usurpação de competência de análise do recurso extraordinário (AI 708.224, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 4. De todo modo, anoto que o recurso extraordinário preencheu todos os requisitos de admissibilidade, tendo em vista que foram opostos embargos de declaração com a finalidade de que o Tribunal de origem se manifestasse quanto a alegada violação ao art. 40, §§ 1º, 3º, 4º, 8º e 17, da Constituição Federal. Da mesma forma, o recurso preencheu o requisito de apresentação de preliminar fundamentada de demonstração da repercussão geral da questão debatida. 5. Ademais, cabe ressaltar que a presente controvérsia não é de índole infraconstitucional. Isso porque a discussão posta não é sobre o direito ou não de o servidor aposentar-se de forma especial de acordo com a Lei Complementar nº 51/1985, mas sim se é ou não possível que os cálculos e os reajustes dos proventos de aposentadorias especiais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1680-D54C-42AC-5F7B e senha 5189-87DC-235F-C7BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1083209 AGR / SP concedidas após a Emenda 41/2003 se deem com base no critério da última remuneração e com reajustes paritários. 6. Tal como assentou a decisão agravada, é preciso analisar a Lei Complementar nº 51/1985 em conjunto com a atual redação da Constituição Federal dada pela EC nº 41/2003, a qual afasta a garantia da integralidade e paridade a servidores que se aposentaram após referida emenda, excetuada a situação daqueles que se enquadram nas regras de transição previstas na EC nº 47/2005. 7. No caso, o acórdão recorrido não se manifestou quanto ao preenchimento dos requisitos pelo servidor para a concessão da aposentadoria especial, com parâmetro nas regras de transição previstas na EC nº 47/2005. Deste modo, necessário que seja suprida a omissão. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1680-D54C-42AC-5F7B e senha 5189-87DC-235F-C7BC Supremo Tribunal Federal ARE 1083209 AGR / SP concedidas após a Emenda 41/2003 se deem com base no critério da última remuneração e com reajustes paritários. 6. Tal como assentou a decisão agravada, é preciso analisar a Lei Complementar nº 51/1985 em conjunto com a atual redação da Constituição Federal dada pela EC nº 41/2003, a qual afasta a garantia da integralidade e paridade a servidores que se aposentaram após referida emenda, excetuada a situação daqueles que se enquadram nas regras de transição previstas na EC nº 47/2005. 7. No caso, o acórdão recorrido não se manifestou quanto ao preenchimento dos requisitos pelo servidor para a concessão da aposentadoria especial, com parâmetro nas regras de transição previstas na EC nº 47/2005. Deste modo, necessário que seja suprida a omissão. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1680-D54C-42AC-5F7B e senha 5189-87DC-235F-C7BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.083.209 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : VALDIR FERREIRA DE MORAES ADV.(A/S) : FERNANDO ANTONIO OLIVEIRA (189904/MG, 363505/SP) AGDO.(A/S) : SAO PAULO PREVIDENCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E40E-E90F-3F41-94B1 e senha 93F1-6D1C-2790-2854 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.083.209 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : VALDIR FERREIRA DE MORAES ADV.(A/S) : FERNANDO ANTONIO OLIVEIRA (189904/MG, 363505/SP) AGDO.(A/S) : SAO PAULO PREVIDENCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E40E-E90F-3F41-94B1 e senha 93F1-6D1C-2790-2854 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748675922
2018-11-06T00:00:00
2018-11-19T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VINCULAÇÃO AO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DO TRIBUNAL DE ORIGEM. INVIABILIDADE. CARCEREIRO. APOSENTADORIA ESPECIAL. PARIDADE E INTEGRALIDADE DE VENCIMENTOS. PRECEDENTES. 1. O relator não precisa rebater, nem está vinculado aos fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem no juízo de admissibilidade. Precedentes. 2. A Lei Complementar nº 51/1985 deve ser analisada em conjunto com a atual redação da Constituição Federal dada pela EC nº 41/2003, a qual afasta a garantia da integralidade e paridade a servidores que se aposentaram após referida emenda, excetuada a situação daqueles que se enquadram na regra de transição prevista na EC nº 47/2005 (RE 590.260-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur394564
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) AI 708224 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 06/12/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1083209
[ "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000047 ANO-2005\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LCP-000051 ANO-1985\n LEI COMPLEMENTAR" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1083209 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VALDIR FERREIRA DE MORAES ADV.(A/S) : FERNANDO ANTONIO OLIVEIRA AGDO.(A/S) : SAO PAULO PREVIDENCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.083.209 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VALDIR FERREIRA DE MORAES ADV.(A/S) :FERNANDO ANTONIO OLIVEIRA AGDO.(A/S) :SAO PAULO PREVIDENCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VINCULAÇÃO AO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DO TRIBUNAL DE ORIGEM. INVIABILIDADE. CARCEREIRO. APOSENTADORIA ESPECIAL. PARIDADE E INTEGRALIDADE DE VENCIMENTOS. PRECEDENTES. 1. O relator não precisa rebater, nem está vinculado aos fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem no juízo de admissibilidade. Precedentes. 2. A Lei Complementar n 51/1985 deve ser analisada em conjunto com a atual redação da Constituição Federal dada pela EC n 41/2003, a qual afasta a garantia da integralidade e paridade a servidores que se aposentaram após referida emenda, excetuada a situação daqueles que se enquadram na regra de transição prevista na EC n 47/2005 (Recurso Extraordinário 590.260-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A13-FDCE-167E-54ED e senha 405A-0BB8-4195-7B3B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.083.209 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VALDIR FERREIRA DE MORAES ADV.(A/S) :FERNANDO ANTONIO OLIVEIRA AGDO.(A/S) :SAO PAULO PREVIDENCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 05.07.2018, cujo objeto é decisão monocrática que deu parcial provimento ao recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA - Servidor Público Estadual – Inativo - Carcereiro - Concessão de aposentadoria especial - Cabimento - Preenchimento dos requisitos constantes na Lei Complementar n 51/85 Paridade e integralidade de vencimentos devidas aos servidores que ingressaram no serviço público antes da Emenda Constitucional n 41/03 - Precedentes Segurança - concedida na 1... Instância - Sentença mantida - Recursos não providos.’ O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a e d, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 40, §§ 1..., 3..., 4..., 8... e 17, da Constituição. Sustenta que, ‘ainda que a parte contrária possa ter direito à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.083.209 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VALDIR FERREIRA DE MORAES ADV.(A/S) :FERNANDO ANTONIO OLIVEIRA AGDO.(A/S) :SAO PAULO PREVIDENCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 05.07.2018, cujo objeto é decisão monocrática que deu parcial provimento ao recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA - Servidor Público Estadual – Inativo - Carcereiro - Concessão de aposentadoria especial - Cabimento - Preenchimento dos requisitos constantes na Lei Complementar n 51/85 Paridade e integralidade de vencimentos devidas aos servidores que ingressaram no serviço público antes da Emenda Constitucional n 41/03 - Precedentes Segurança - concedida na 1... Instância - Sentença mantida - Recursos não providos.’ O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a e d, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 40, §§ 1..., 3..., 4..., 8... e 17, da Constituição. Sustenta que, ‘ainda que a parte contrária possa ter direito à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 1083209 AGR / SP aposentadoria com proventos integrais (no sentido de contrários à proporcionais), fato é que não tem direito à integralidade (proventos equivalentes à última remuneração quanto na ativa), salvo no caso das aposentadorias concedidas com base nos artigos 3..., 6... e 6...-A da Emenda Constitucional n 41/03 e no artigo 3... da Emenda Constitucional n 47/05’. O recurso merece parcial provimento. De início, ressalta- se que o acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) no sentido de que a Lei Complementar n 51/1985, que trata da aposentadoria especial dos servidores públicos policiais, foi recepcionada pela Constituição Federal. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: ‘Mandado de injunção. Aposentadoria especial de servidor público policial. Artigo 40, § 4..., da Constituição Federal. Lei Complementar n 51/1985. Inexistência de omissão legislativa. Agravo não provido. 1. A Lei Complementar n 51/1985, que trata da aposentadoria especial dos servidores públicos policiais, foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988 (ADI 3.817/DF). 2. Havendo norma incidente sobre a situação concreta do impetrante, num ou noutro sentido, que ampare o exercício do direito à aposentadoria especial, em plano obviamente diferenciado dos servidores públicos em geral, submetidos às previsões do art. 40 da Constituição Federal e demais regras de transição, carece a parte de interesse na impetração, uma vez ausente qualquer omissão a ser sanada. 3. Agravo regimental não provido.’ (MI 2.283-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). Quanto ao cálculo do pagamento dos proventos, é preciso diferenciar integralidade de proventos integrais. Em meu voto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Supremo Tribunal Federal ARE 1083209 AGR / SP aposentadoria com proventos integrais (no sentido de contrários à proporcionais), fato é que não tem direito à integralidade (proventos equivalentes à última remuneração quanto na ativa), salvo no caso das aposentadorias concedidas com base nos artigos 3..., 6... e 6...-A da Emenda Constitucional n 41/03 e no artigo 3... da Emenda Constitucional n 47/05’. O recurso merece parcial provimento. De início, ressalta- se que o acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) no sentido de que a Lei Complementar n 51/1985, que trata da aposentadoria especial dos servidores públicos policiais, foi recepcionada pela Constituição Federal. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: ‘Mandado de injunção. Aposentadoria especial de servidor público policial. Artigo 40, § 4..., da Constituição Federal. Lei Complementar n 51/1985. Inexistência de omissão legislativa. Agravo não provido. 1. A Lei Complementar n 51/1985, que trata da aposentadoria especial dos servidores públicos policiais, foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988 (ADI 3.817/DF). 2. Havendo norma incidente sobre a situação concreta do impetrante, num ou noutro sentido, que ampare o exercício do direito à aposentadoria especial, em plano obviamente diferenciado dos servidores públicos em geral, submetidos às previsões do art. 40 da Constituição Federal e demais regras de transição, carece a parte de interesse na impetração, uma vez ausente qualquer omissão a ser sanada. 3. Agravo regimental não provido.’ (MI 2.283-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). Quanto ao cálculo do pagamento dos proventos, é preciso diferenciar integralidade de proventos integrais. Em meu voto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1083209 AGR / SP no Recurso Extraordinário 924.456-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, destaquei a diferença entre os dois institutos: integralidade significa o direito de receber igual remuneração à que recebia na última posição em atividade. A partir da EC n 41/2003, o servidor quando se aposenta não recebe mais o mesmo que recebia em atividade; passa a receber a média aritmética dos oitenta por cento maiores salários de contribuição usados para o cálculo de aposentadoria, de acordo com os termos da Lei n 10.887/2004, que regulamentou a questão após citada emenda constitucional. Esse é o pagamento dos proventos integrais. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 590.260-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, submetido à sistemática da repercussão geral, decidiu que os servidores públicos que ingressaram no serviço público antes da EC n 41/2003, mas que se aposentaram após a edição da referida emenda, possuem direto à paridade e integralidade remuneratória, no momento que observada as regras de transição previstas na EC n 47/2005. Veja-se a ementa do mencionado julgado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO POR ATIVIDADE DE MAGISTÉRIO, INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 977/2005, DO ESTADO DE SÃO PAULO. DIREITO INTERTEMPORAL. PARIDADE REMUNERATÓRIA ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS QUE INGRESSARAM NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DA EC 41/2003 E SE APOSENTARAM APÓS A REFERIDA EMENDA. POSSIBILIDADE. ARTS. 6... E 7... DA EC 41/2003, E ARTS. 2... E 3... DA EC 47/2005. REGRAS DE TRANSIÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I – Estende-se aos servidores inativos a gratificação extensiva, em caráter genérico, a todos os servidores em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Supremo Tribunal Federal ARE 1083209 AGR / SP no Recurso Extraordinário 924.456-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, destaquei a diferença entre os dois institutos: integralidade significa o direito de receber igual remuneração à que recebia na última posição em atividade. A partir da EC n 41/2003, o servidor quando se aposenta não recebe mais o mesmo que recebia em atividade; passa a receber a média aritmética dos oitenta por cento maiores salários de contribuição usados para o cálculo de aposentadoria, de acordo com os termos da Lei n 10.887/2004, que regulamentou a questão após citada emenda constitucional. Esse é o pagamento dos proventos integrais. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 590.260-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, submetido à sistemática da repercussão geral, decidiu que os servidores públicos que ingressaram no serviço público antes da EC n 41/2003, mas que se aposentaram após a edição da referida emenda, possuem direto à paridade e integralidade remuneratória, no momento que observada as regras de transição previstas na EC n 47/2005. Veja-se a ementa do mencionado julgado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO POR ATIVIDADE DE MAGISTÉRIO, INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 977/2005, DO ESTADO DE SÃO PAULO. DIREITO INTERTEMPORAL. PARIDADE REMUNERATÓRIA ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS QUE INGRESSARAM NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DA EC 41/2003 E SE APOSENTARAM APÓS A REFERIDA EMENDA. POSSIBILIDADE. ARTS. 6... E 7... DA EC 41/2003, E ARTS. 2... E 3... DA EC 47/2005. REGRAS DE TRANSIÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I – Estende-se aos servidores inativos a gratificação extensiva, em caráter genérico, a todos os servidores em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1083209 AGR / SP atividade, independentemente da natureza da função exercida ou do local onde o serviço é prestado (art. 40, § 8..., da Constituição). II – Os servidores que ingressaram no serviço público antes da EC 41/2003, mas que se aposentaram após a referida emenda, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, desde que observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2... e 3... da EC 47/2005. III – Recurso extraordinário parcialmente provido.’ É preciso, portanto, analisar a Lei Complementar n 51/1985 em conjunto com a atual redação da Constituição Federal dada pela EC n 41/2003, a qual afasta a garantia da integralidade e paridade a servidores que se aposentaram após referida emenda, excetuada a situação daqueles que se enquadram nas regras de transição previstas na EC n 47/2005. No caso, o Tribunal de origem dissentiu desse entendimento, ao assentar que a paridade e integralidade dos proventos são devidas aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC n 41/2003. Tal requisito é insuficiente para garantir o pagamento da aposentadoria especial com integralidade e paridade dos proventos, devendo ser verificado se o recorrido se enquadra nas regras de transição previstas na EC n 47/2005, conforme o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal. Diante do exposto, com base no art. 932, V, c/c o art. 1.042, § 5..., do Código de Processo Civil/201, e no art. 21, § 2..., do RI/Supremo Tribunal Federal, dou parcial provimento ao recurso para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento, a fim de que seja verificado se o recorrido preencheu os critérios de transição previstos na EC n 47/2005, para que possa fazer jus à aposentadoria especial com as regras da integralidade e paridade.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Supremo Tribunal Federal ARE 1083209 AGR / SP atividade, independentemente da natureza da função exercida ou do local onde o serviço é prestado (art. 40, § 8..., da Constituição). II – Os servidores que ingressaram no serviço público antes da EC 41/2003, mas que se aposentaram após a referida emenda, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, desde que observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2... e 3... da EC 47/2005. III – Recurso extraordinário parcialmente provido.’ É preciso, portanto, analisar a Lei Complementar n 51/1985 em conjunto com a atual redação da Constituição Federal dada pela EC n 41/2003, a qual afasta a garantia da integralidade e paridade a servidores que se aposentaram após referida emenda, excetuada a situação daqueles que se enquadram nas regras de transição previstas na EC n 47/2005. No caso, o Tribunal de origem dissentiu desse entendimento, ao assentar que a paridade e integralidade dos proventos são devidas aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC n 41/2003. Tal requisito é insuficiente para garantir o pagamento da aposentadoria especial com integralidade e paridade dos proventos, devendo ser verificado se o recorrido se enquadra nas regras de transição previstas na EC n 47/2005, conforme o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal. Diante do exposto, com base no art. 932, V, c/c o art. 1.042, § 5..., do Código de Processo Civil/201, e no art. 21, § 2..., do RI/Supremo Tribunal Federal, dou parcial provimento ao recurso para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento, a fim de que seja verificado se o recorrido preencheu os critérios de transição previstos na EC n 47/2005, para que possa fazer jus à aposentadoria especial com as regras da integralidade e paridade.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório ARE 1083209 AGR / SP 2. A parte agravante alega “não poderia o Recurso Extraordinário ter sido analisado antes de ultrapassadas as razões pelas quais este não havia sido admitido na origem”, quais sejam: “a) a ausência de prequestionamento; b) a necessidade, para o provimento do recurso, da reanálise do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional; e c) a inexistência de repercussão geral”. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Supremo Tribunal Federal ARE 1083209 AGR / SP 2. A parte agravante alega “não poderia o Recurso Extraordinário ter sido analisado antes de ultrapassadas as razões pelas quais este não havia sido admitido na origem”, quais sejam: “a) a ausência de prequestionamento; b) a necessidade, para o provimento do recurso, da reanálise do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional; e c) a inexistência de repercussão geral”. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFD3-1094-A4EA-CD8F e senha AA98-43AF-7919-7EF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.083.209 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravante não traz fundamentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. De início, cabe ressaltar que o relator não precisa rebater e nem está vinculado aos fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem no juízo de admissibilidade, sob pena de usurpação de competência de análise do recurso extraordinário (AI 708.224, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 4. De todo modo, anoto que o recurso extraordinário preencheu todos os requisitos de admissibilidade, tendo em vista que foram opostos embargos de declaração com a finalidade de que o Tribunal de origem se manifestasse quanto a alegada violação ao art. 40, §§ 1..., 3..., 4..., 8... e 17, da Constituição Federal. Da mesma forma, o recurso preencheu o requisito de apresentação de preliminar fundamentada de demonstração da repercussão geral da questão debatida. 5. Ademais, cabe ressaltar que a presente controvérsia não é de índole infraconstitucional. Isso porque a discussão posta não é sobre o direito ou não de o servidor aposentar-se de forma especial de acordo com a Lei Complementar n 51/1985, mas sim se é ou não possível que os cálculos e os reajustes dos proventos de aposentadorias especiais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1680-D54C-42AC-5F7B e senha 5189-87DC-235F-C7BC Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.083.209 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravante não traz fundamentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. De início, cabe ressaltar que o relator não precisa rebater e nem está vinculado aos fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem no juízo de admissibilidade, sob pena de usurpação de competência de análise do recurso extraordinário (AI 708.224, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 4. De todo modo, anoto que o recurso extraordinário preencheu todos os requisitos de admissibilidade, tendo em vista que foram opostos embargos de declaração com a finalidade de que o Tribunal de origem se manifestasse quanto a alegada violação ao art. 40, §§ 1..., 3..., 4..., 8... e 17, da Constituição Federal. Da mesma forma, o recurso preencheu o requisito de apresentação de preliminar fundamentada de demonstração da repercussão geral da questão debatida. 5. Ademais, cabe ressaltar que a presente controvérsia não é de índole infraconstitucional. Isso porque a discussão posta não é sobre o direito ou não de o servidor aposentar-se de forma especial de acordo com a Lei Complementar n 51/1985, mas sim se é ou não possível que os cálculos e os reajustes dos proventos de aposentadorias especiais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1680-D54C-42AC-5F7B e senha 5189-87DC-235F-C7BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1083209 AGR / SP concedidas após a Emenda 41/2003 se deem com base no critério da última remuneração e com reajustes paritários. 6. Tal como assentou a decisão agravada, é preciso analisar a Lei Complementar n 51/1985 em conjunto com a atual redação da Constituição Federal dada pela EC n 41/2003, a qual afasta a garantia da integralidade e paridade a servidores que se aposentaram após referida emenda, excetuada a situação daqueles que se enquadram nas regras de transição previstas na EC n 47/2005. 7. No caso, o acórdão recorrido não se manifestou quanto ao preenchimento dos requisitos pelo servidor para a concessão da aposentadoria especial, com parâmetro nas regras de transição previstas na EC n 47/2005. Deste modo, necessário que seja suprida a omissão. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1680-D54C-42AC-5F7B e senha 5189-87DC-235F-C7BC Supremo Tribunal Federal ARE 1083209 AGR / SP concedidas após a Emenda 41/2003 se deem com base no critério da última remuneração e com reajustes paritários. 6. Tal como assentou a decisão agravada, é preciso analisar a Lei Complementar n 51/1985 em conjunto com a atual redação da Constituição Federal dada pela EC n 41/2003, a qual afasta a garantia da integralidade e paridade a servidores que se aposentaram após referida emenda, excetuada a situação daqueles que se enquadram nas regras de transição previstas na EC n 47/2005. 7. No caso, o acórdão recorrido não se manifestou quanto ao preenchimento dos requisitos pelo servidor para a concessão da aposentadoria especial, com parâmetro nas regras de transição previstas na EC n 47/2005. Deste modo, necessário que seja suprida a omissão. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1680-D54C-42AC-5F7B e senha 5189-87DC-235F-C7BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.083.209 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : VALDIR FERREIRA DE MORAES ADV.(A/S) : FERNANDO ANTONIO OLIVEIRA (189904/MG, 363505/SP) AGDO.(A/S) : SAO PAULO PREVIDENCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E40E-E90F-3F41-94B1 e senha 93F1-6D1C-2790-2854 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.083.209 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : VALDIR FERREIRA DE MORAES ADV.(A/S) : FERNANDO ANTONIO OLIVEIRA (189904/MG, 363505/SP) AGDO.(A/S) : SAO PAULO PREVIDENCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E40E-E90F-3F41-94B1 e senha 93F1-6D1C-2790-2854 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 083 . 209", "Recurso Extraordinário 590 . 260 - RG", "ARE 1083209 AGR /", "ADI 3 . 817 / DF", "MI 2 . 283 - AgR", "ARE 1083209 AGR / SP", "ADI 3 . 817 / DF", "MI 2 . 283 - AgR", "ARE 1083209 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 924 . 456 - RG", "Recurso Extraordinário 590 . 260 - RG", "ARE 1083209 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 924 . 456 - RG", "Recurso Extraordinário 590 . 260 - RG", "ARE 1083209 AGR / SP", "AI 708 . 224", "AI 708 . 224", "ARE 1083209 AGR / SP", "ARE 1083209 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Lei Complementar n 51 / 1985", "Constituição Federal", "EC n 41 / 2003", "EC n 47 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 51 / 85", "Emenda Constitucional n 41 / 03", "art . 102 , III , a e d , da Constituição Federal", "art . 40 , § § 1 . . . , 3", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 51 / 85", "Emenda Constitucional n 41 / 03", "art . 102 , III , a e d , da Constituição Federal", "art . 40 , § § 1 . . . , 3 . . . , 4 . . . , 8 . . . e 17 , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR EMENTA: PROCESSUAL PENAL MILITAR. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ESTELIONATO. ALEGAÇÃO DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. 1. A alegação de prescrição da pretensão punitiva do Estado não foi apreciada pelas instâncias de origem, o que impede o imediato exame da matéria pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob pena de indevida supressão de instâncias. 2. O entendimento do STF é de que, “ausentes elementos seguros para o reconhecimento da prescrição, o pedido não pode ser conhecido. Nada impede, entretanto, que a pretensão seja formulada diretamente ao juízo da execução (art. 66 da Lei 7.210/1984), que, aliás, é quem possui todas as informações necessárias para tanto” (RHC 120.263, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D73-FDF9-1CEA-92BE e senha 95DC-515E-78E7-4F70 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime do Superior Tribunal Militar, da Relatoria do Ministro Alte. Esq. Carlos Augusto de Sousa, assim ementado: ‘EMENTA: APELAÇÃO. DPU. ESTELIONATO. ART. 251 DO CPM. PRELIMINARES DEFENSIVAS. INCOMPETÊNCIA DA JMU E INCOMPETÊNCIA DO CPJ. REJEITADAS. UNANIMIDADE. MÉRITO. ARREPENDIMENTO DO ACUSADO. RESTITUIÇÃO DA QUANTIA USURPADA. ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE NÃO CARACTERIZADO. IMPOSSIBILIDADE DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA INFRAÇÃO DISCIPLINAR. PENA JÁ ATENUADA NA SENTENÇA. NÃO INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA BAGATELA IMPRÓPRIA. ERRO NUMÉRICO/MATEMÁTICO NA SENTENÇA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime do Superior Tribunal Militar, da Relatoria do Ministro Alte. Esq. Carlos Augusto de Sousa, assim ementado: ‘EMENTA: APELAÇÃO. DPU. ESTELIONATO. ART. 251 DO CPM. PRELIMINARES DEFENSIVAS. INCOMPETÊNCIA DA JMU E INCOMPETÊNCIA DO CPJ. REJEITADAS. UNANIMIDADE. MÉRITO. ARREPENDIMENTO DO ACUSADO. RESTITUIÇÃO DA QUANTIA USURPADA. ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE NÃO CARACTERIZADO. IMPOSSIBILIDADE DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA INFRAÇÃO DISCIPLINAR. PENA JÁ ATENUADA NA SENTENÇA. NÃO INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA BAGATELA IMPRÓPRIA. ERRO NUMÉRICO/MATEMÁTICO NA SENTENÇA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 159737 AGR / PE RETIFICAÇÃO DO QUANTUM E DO TIPO DE REPRIMENDA. UNANIMIDADE. 1. É de competência da Justiça Militar da União o processamento e o julgamento de estelionato praticado por militar mais antigo em detrimento de companheiros de farda. Os fatos atingiram de maneira direta o bem jurídico militar, não se restringindo à esfera particular dos envolvidos. 2. Embora o estelionato tenha se consumado na agência bancária dos Ofendidos, considerar a incompetência da Justiça Militar para julgar o feito seria contrariar os preceitos constitucionais da hierarquia e da disciplina. Isso porque o modus operandi do Acusado ocorreu primacialmente em função da confiança nutrida pelos ofendidos em relação a sua antiguidade. Preliminar rejeitada. Unanimidade. 3. A Lei 8.457/1992, que organiza a Justiça Militar da União e regula o funcionamento de seus serviços auxiliares, encontra-se harmonicamente adequada aos preceitos constitucionais e não contempla a possibilidade de julgamento de civis monocraticamente pelo Juiz- Auditor. Preliminar rejeitada. Unanimidade. 4. Mérito. O arrependimento do Acusado e a restituição da quantia usurpada não configuram fundamento para aplicação do estado de necessidade exculpante. Pelo contrário, comprovam a existência de outros meios para resolver a situação. O arrependimento e a restituição do montante devem ser considerados apenas durante a dosimetria da pena. 5. Os §§ 1º e 2º do art. 240 do CPM estabelecem premissas que devem ser analisadas em conjunto. Assim, não há possibilidade de se operar a desclassificação para infração disciplinar, tendo em vista que a quantia usurpada não se amolda ao patamar de pequeno valor e também diante do elevado grau de reprovabilidade da conduta perpetrada pelo Acusado. Contudo, diante da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Supremo Tribunal Federal HC 159737 AGR / PE RETIFICAÇÃO DO QUANTUM E DO TIPO DE REPRIMENDA. UNANIMIDADE. 1. É de competência da Justiça Militar da União o processamento e o julgamento de estelionato praticado por militar mais antigo em detrimento de companheiros de farda. Os fatos atingiram de maneira direta o bem jurídico militar, não se restringindo à esfera particular dos envolvidos. 2. Embora o estelionato tenha se consumado na agência bancária dos Ofendidos, considerar a incompetência da Justiça Militar para julgar o feito seria contrariar os preceitos constitucionais da hierarquia e da disciplina. Isso porque o modus operandi do Acusado ocorreu primacialmente em função da confiança nutrida pelos ofendidos em relação a sua antiguidade. Preliminar rejeitada. Unanimidade. 3. A Lei 8.457/1992, que organiza a Justiça Militar da União e regula o funcionamento de seus serviços auxiliares, encontra-se harmonicamente adequada aos preceitos constitucionais e não contempla a possibilidade de julgamento de civis monocraticamente pelo Juiz- Auditor. Preliminar rejeitada. Unanimidade. 4. Mérito. O arrependimento do Acusado e a restituição da quantia usurpada não configuram fundamento para aplicação do estado de necessidade exculpante. Pelo contrário, comprovam a existência de outros meios para resolver a situação. O arrependimento e a restituição do montante devem ser considerados apenas durante a dosimetria da pena. 5. Os §§ 1º e 2º do art. 240 do CPM estabelecem premissas que devem ser analisadas em conjunto. Assim, não há possibilidade de se operar a desclassificação para infração disciplinar, tendo em vista que a quantia usurpada não se amolda ao patamar de pequeno valor e também diante do elevado grau de reprovabilidade da conduta perpetrada pelo Acusado. Contudo, diante da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 159737 AGR / PE restituição integral do valor indevidamente obtido, baseando-se numa interpretação teratológica, caberia tão somente atenuar a pena, conforme benevolentemente laborou o Conselho Permanente de Justiça, porquanto a restituição dos valores foram realizados já no curso da instrução criminal. 6. Para que se faça premente o uso do Princípio da Bagatela Imprópria devem ser considerados alguns elementos elencados pela jurisprudência do STF, quais sejam: mínima ofensividade da conduta; ausência de periculosidade social da ação; reduzido grau de reprovabilidade da conduta; e inexpressividade da lesão jurídica provocada. Caso haja a ofensa a qualquer deles, não se mostrará adequada a sua aplicação. Assim, mesmo que se considerem as circunstâncias judiciais favoráveis ao Acusado, sua conduta não poderia ser considerada como de reduzido grau de reprovabilidade, eis que ocorreu em detrimento de colegas de farda e dentro da unidade militar, em manifesta violação aos baluartes da Hierarquia e Disciplina. 7. Apelo conhecido e parcialmente provido, para retificar o quantum e o tipo de reprimenda. Unanimidade.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente, militar à época dos fatos, foi condenado à pena de 11 (onze) meses de reclusão, em regime inicial aberto, pelo crime previsto no artigo 251, caput, do Código Penal Militar. Juízo de origem concedeu ao acionante o benefício do sursis, pelo prazo de 2 (dois) anos, assim como o direito de recorrer em liberdade. 3. O Superior Tribunal Militar deu parcial provimento à apelação da defesa, ‘para, mantendo a condenação imposta ao ex-Sd Ex HERIC FERNANDES DA SILVA pelo crime de estelionato, previsto no art. 251 do CPM, retificar a pena imposta para 10 meses e 20 dias de detenção, garantidos os demais termos da Sentença condenatória’. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Supremo Tribunal Federal HC 159737 AGR / PE restituição integral do valor indevidamente obtido, baseando-se numa interpretação teratológica, caberia tão somente atenuar a pena, conforme benevolentemente laborou o Conselho Permanente de Justiça, porquanto a restituição dos valores foram realizados já no curso da instrução criminal. 6. Para que se faça premente o uso do Princípio da Bagatela Imprópria devem ser considerados alguns elementos elencados pela jurisprudência do STF, quais sejam: mínima ofensividade da conduta; ausência de periculosidade social da ação; reduzido grau de reprovabilidade da conduta; e inexpressividade da lesão jurídica provocada. Caso haja a ofensa a qualquer deles, não se mostrará adequada a sua aplicação. Assim, mesmo que se considerem as circunstâncias judiciais favoráveis ao Acusado, sua conduta não poderia ser considerada como de reduzido grau de reprovabilidade, eis que ocorreu em detrimento de colegas de farda e dentro da unidade militar, em manifesta violação aos baluartes da Hierarquia e Disciplina. 7. Apelo conhecido e parcialmente provido, para retificar o quantum e o tipo de reprimenda. Unanimidade.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente, militar à época dos fatos, foi condenado à pena de 11 (onze) meses de reclusão, em regime inicial aberto, pelo crime previsto no artigo 251, caput, do Código Penal Militar. Juízo de origem concedeu ao acionante o benefício do sursis, pelo prazo de 2 (dois) anos, assim como o direito de recorrer em liberdade. 3. O Superior Tribunal Militar deu parcial provimento à apelação da defesa, ‘para, mantendo a condenação imposta ao ex-Sd Ex HERIC FERNANDES DA SILVA pelo crime de estelionato, previsto no art. 251 do CPM, retificar a pena imposta para 10 meses e 20 dias de detenção, garantidos os demais termos da Sentença condenatória’. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 159737 AGR / PE 4. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito, ‘tendo em vista que o suposto delito foi cometido na esfera privada, sem afetar diretamente os interesses da Administração Militar’. 5. Prossegue a impetração para alegar a prescrição da pretensão punitiva do Estado. Para tanto, afirma que ‘a pena aplicada pela Corte Militar foi de 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão’. De modo que ‘transcorreu lapso temporal do prazo prescricional em 20/01/2018 para o recebimento da Denúncia, considerando que a data dos fatos é de 09/09/2015 à 27/10/2015, e o recebimento da Denúncia é de 21/01/2017, passados 01 (um) ano e 03 (três) meses do ocorrido, o que corrobora a prescrição da pretensão punitiva da pena em concreto retroativa’. 6. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de que seja reconhecida a extinção da punibilidade do acionante. Subsidiariamente, pleiteia seja declarada a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito e, por conseguinte, seja anulada a condenação imposta ao paciente e determinada a remessa dos autos à Justiça comum. Decido. 7. O habeas corpus não deve ser concedido. 8. Não desconheço a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a condição de militar do acusado e da vítima não é suficiente para atrair a competência da Justiça especializada (v.g HC 103. 812, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 115.590 e HC 121.778, ambos da relatoria do Ministro Luiz Fux). Tanto assim que, no julgamento do HC 124.473, de minha relatoria, concedi a ordem para assentar a incompetência da Justiça Militar, tendo em vista que, ‘apesar de paciente e vítima, na época dos fatos, ostentarem a condição de militar, observa-se dos autos que o crime foi praticado fora das dependências militares quando ambos estavam no gozo de férias, tendo o paciente subtraído o cartão bancário da vítima e, de posse dele, transferido valores da conta da vítima para sua própria conta...’ 9. Na hipótese de que se trata, contudo, para além de observar que, quando da empreitada criminosa, autor e vítima 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Supremo Tribunal Federal HC 159737 AGR / PE 4. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito, ‘tendo em vista que o suposto delito foi cometido na esfera privada, sem afetar diretamente os interesses da Administração Militar’. 5. Prossegue a impetração para alegar a prescrição da pretensão punitiva do Estado. Para tanto, afirma que ‘a pena aplicada pela Corte Militar foi de 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão’. De modo que ‘transcorreu lapso temporal do prazo prescricional em 20/01/2018 para o recebimento da Denúncia, considerando que a data dos fatos é de 09/09/2015 à 27/10/2015, e o recebimento da Denúncia é de 21/01/2017, passados 01 (um) ano e 03 (três) meses do ocorrido, o que corrobora a prescrição da pretensão punitiva da pena em concreto retroativa’. 6. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de que seja reconhecida a extinção da punibilidade do acionante. Subsidiariamente, pleiteia seja declarada a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito e, por conseguinte, seja anulada a condenação imposta ao paciente e determinada a remessa dos autos à Justiça comum. Decido. 7. O habeas corpus não deve ser concedido. 8. Não desconheço a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a condição de militar do acusado e da vítima não é suficiente para atrair a competência da Justiça especializada (v.g HC 103. 812, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 115.590 e HC 121.778, ambos da relatoria do Ministro Luiz Fux). Tanto assim que, no julgamento do HC 124.473, de minha relatoria, concedi a ordem para assentar a incompetência da Justiça Militar, tendo em vista que, ‘apesar de paciente e vítima, na época dos fatos, ostentarem a condição de militar, observa-se dos autos que o crime foi praticado fora das dependências militares quando ambos estavam no gozo de férias, tendo o paciente subtraído o cartão bancário da vítima e, de posse dele, transferido valores da conta da vítima para sua própria conta...’ 9. Na hipótese de que se trata, contudo, para além de observar que, quando da empreitada criminosa, autor e vítima 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório HC 159737 AGR / PE ostentavam a qualidade de militar em situação de atividade, o fato é que parte dos fatos narrados na denúncia (ludibriar os colegas de farda para conseguir que eles emprestassem seus respectivos cartões magnéticos) ocorreu dentro de unidade sujeita à administração militar (Quartel), em momento no qual o ora paciente e as vítimas estavam em serviço militar. De modo que, tal como assentou a autoridade impetrada, ‘embora o estelionato tenha se consumado na agência bancária dos Ofendidos, considerar a incompetência da Justiça Militar para julgar o feito seria contrariar os preceitos constitucionais da hierarquia e da disciplina. Isto porque o modus operandi do Acusado ocorreu primacialmente em função da confiança nutrida pelos ofendidos em relação a sua antiguidade. É inegável que a conduta criminosa de utilizar da confiança de companheiros de farda mais novos, para obter vantagens ilícitas, gera repercussão negativa no âmbito militar e ofende diretamente os primados basilares das Forças Armadas’. 10. Quanto ao mais, eventual alegação de prescrição da pretensão punitiva do Estado não foi suscitada perante as instâncias precedentes. O que impede o imediato exame da matéria por esta Suprema Corte, sob pena de supressão de instância. 11. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de prescrição da pretensão punitiva do Estado, destacando que se trata de matéria de ordem pública “e por isto mesmo apreciável e conhecível em qualquer grau de jurisdição”. 3. Com essa argumentação, a defesa requer o provimento do agravo regimental, a fim de que seja reconhecida a extinção da punibilidade do acionante. 4. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Supremo Tribunal Federal HC 159737 AGR / PE ostentavam a qualidade de militar em situação de atividade, o fato é que parte dos fatos narrados na denúncia (ludibriar os colegas de farda para conseguir que eles emprestassem seus respectivos cartões magnéticos) ocorreu dentro de unidade sujeita à administração militar (Quartel), em momento no qual o ora paciente e as vítimas estavam em serviço militar. De modo que, tal como assentou a autoridade impetrada, ‘embora o estelionato tenha se consumado na agência bancária dos Ofendidos, considerar a incompetência da Justiça Militar para julgar o feito seria contrariar os preceitos constitucionais da hierarquia e da disciplina. Isto porque o modus operandi do Acusado ocorreu primacialmente em função da confiança nutrida pelos ofendidos em relação a sua antiguidade. É inegável que a conduta criminosa de utilizar da confiança de companheiros de farda mais novos, para obter vantagens ilícitas, gera repercussão negativa no âmbito militar e ofende diretamente os primados basilares das Forças Armadas’. 10. Quanto ao mais, eventual alegação de prescrição da pretensão punitiva do Estado não foi suscitada perante as instâncias precedentes. O que impede o imediato exame da matéria por esta Suprema Corte, sob pena de supressão de instância. 11. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de prescrição da pretensão punitiva do Estado, destacando que se trata de matéria de ordem pública “e por isto mesmo apreciável e conhecível em qualquer grau de jurisdição”. 3. Com essa argumentação, a defesa requer o provimento do agravo regimental, a fim de que seja reconhecida a extinção da punibilidade do acionante. 4. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório HC 159737 AGR / PE 5. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Supremo Tribunal Federal HC 159737 AGR / PE 5. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A alegação de extinção da punibilidade pela prescrição não foi discutida nas instâncias de origem. O que impede a imediata análise da matéria pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instâncias. 3. Não bastasse isso, a hipótese atrai a jurisprudência do STF no sentido de que, “ausentes elementos seguros para o reconhecimento da prescrição, o pedido não pode ser conhecido. Nada impede, entretanto, que a pretensão seja formulada diretamente ao juízo da execução (art. 66 da Lei 7.210/1984), que, aliás, é quem possui todas as informações necessárias para tanto” (RHC 120.263, Rel. Min. Teori Zavascki). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B735-0700-A51F-D518 e senha 108F-A0C0-5D09-CE97 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A alegação de extinção da punibilidade pela prescrição não foi discutida nas instâncias de origem. O que impede a imediata análise da matéria pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instâncias. 3. Não bastasse isso, a hipótese atrai a jurisprudência do STF no sentido de que, “ausentes elementos seguros para o reconhecimento da prescrição, o pedido não pode ser conhecido. Nada impede, entretanto, que a pretensão seja formulada diretamente ao juízo da execução (art. 66 da Lei 7.210/1984), que, aliás, é quem possui todas as informações necessárias para tanto” (RHC 120.263, Rel. Min. Teori Zavascki). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B735-0700-A51F-D518 e senha 108F-A0C0-5D09-CE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48A9-2378-C863-B501 e senha 14C6-BFB1-25D0-D9F7 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48A9-2378-C863-B501 e senha 14C6-BFB1-25D0-D9F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CF7-E9C9-FBE9-40D1 e senha CD60-75CA-C94B-DC9C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CF7-E9C9-FBE9-40D1 e senha CD60-75CA-C94B-DC9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748675939
2018-11-06T00:00:00
2018-11-19T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: PROCESSUAL PENAL MILITAR. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ESTELIONATO. ALEGAÇÃO DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. 1. A alegação de prescrição da pretensão punitiva do Estado não foi apreciada pelas instâncias de origem, o que impede o imediato exame da matéria pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob pena de indevida supressão de instâncias. 2. O entendimento do STF é de que, “ausentes elementos seguros para o reconhecimento da prescrição, o pedido não pode ser conhecido. Nada impede, entretanto, que a pretensão seja formulada diretamente ao juízo da execução (art. 66 da Lei 7.210/1984), que, aliás, é quem possui todas as informações necessárias para tanto” (RHC 120.263, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur394506
- Acórdão(s) citado(s): (PRESCRIÇÃO) RHC 120263 (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 07/12/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
159737
[ "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\n ART-00066\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 159737 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
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Ementa e Acórdão 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR EMENTA: PROCESSUAL PENAL MILITAR. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ESTELIONATO. ALEGAÇÃO DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. 1. A alegação de prescrição da pretensão punitiva do Estado não foi apreciada pelas instâncias de origem, o que impede o imediato exame da matéria pelo Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), sob pena de indevida supressão de instâncias. 2. O entendimento do Supremo Tribunal Federal é de que, “ausentes elementos seguros para o reconhecimento da prescrição, o pedido não pode ser conhecido. Nada impede, entretanto, que a pretensão seja formulada diretamente ao juízo da execução (art. 66 da Lei 7.210/1984), que, aliás, é quem possui todas as informações necessárias para tanto” (RHC 120.263, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D73-FDF9-1CEA-92BE e senha 95DC-515E-78E7-4F70 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime do Superior Tribunal Militar, da Relatoria do Ministro Alte. Esq. Carlos Augusto de Sousa, assim ementado: ‘EMENTA: APELAÇÃO. DPU. ESTELIONATO. ART. 251 DO CPM. PRELIMINARES DEFENSIVAS. INCOMPETÊNCIA DA JMU E INCOMPETÊNCIA DO CPJ. REJEITADAS. UNANIMIDADE. MÉRITO. ARREPENDIMENTO DO ACUSADO. RESTITUIÇÃO DA QUANTIA USURPADA. ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE NÃO CARACTERIZADO. IMPOSSIBILIDADE DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA INFRAÇÃO DISCIPLINAR. PENA JÁ ATENUADA NA SENTENÇA. NÃO INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA BAGATELA IMPRÓPRIA. ERRO NUMÉRICO/MATEMÁTICO NA SENTENÇA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime do Superior Tribunal Militar, da Relatoria do Ministro Alte. Esq. Carlos Augusto de Sousa, assim ementado: ‘EMENTA: APELAÇÃO. DPU. ESTELIONATO. ART. 251 DO CPM. PRELIMINARES DEFENSIVAS. INCOMPETÊNCIA DA JMU E INCOMPETÊNCIA DO CPJ. REJEITADAS. UNANIMIDADE. MÉRITO. ARREPENDIMENTO DO ACUSADO. RESTITUIÇÃO DA QUANTIA USURPADA. ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE NÃO CARACTERIZADO. IMPOSSIBILIDADE DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA INFRAÇÃO DISCIPLINAR. PENA JÁ ATENUADA NA SENTENÇA. NÃO INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA BAGATELA IMPRÓPRIA. ERRO NUMÉRICO/MATEMÁTICO NA SENTENÇA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 159737 AGR / PE RETIFICAÇÃO DO QUANTUM E DO TIPO DE REPRIMENDA. UNANIMIDADE. 1. É de competência da Justiça Militar da União o processamento e o julgamento de estelionato praticado por militar mais antigo em detrimento de companheiros de farda. Os fatos atingiram de maneira direta o bem jurídico militar, não se restringindo à esfera particular dos envolvidos. 2. Embora o estelionato tenha se consumado na agência bancária dos Ofendidos, considerar a incompetência da Justiça Militar para julgar o feito seria contrariar os preceitos constitucionais da hierarquia e da disciplina. Isso porque o modus operandi do Acusado ocorreu primacialmente em função da confiança nutrida pelos ofendidos em relação a sua antiguidade. Preliminar rejeitada. Unanimidade. 3. A Lei 8.457/1992, que organiza a Justiça Militar da União e regula o funcionamento de seus serviços auxiliares, encontra-se harmonicamente adequada aos preceitos constitucionais e não contempla a possibilidade de julgamento de civis monocraticamente pelo Juiz- Auditor. Preliminar rejeitada. Unanimidade. 4. Mérito. O arrependimento do Acusado e a restituição da quantia usurpada não configuram fundamento para aplicação do estado de necessidade exculpante. Pelo contrário, comprovam a existência de outros meios para resolver a situação. O arrependimento e a restituição do montante devem ser considerados apenas durante a dosimetria da pena. 5. Os §§ 1... e 2... do art. 240 do CPM estabelecem premissas que devem ser analisadas em conjunto. Assim, não há possibilidade de se operar a desclassificação para infração disciplinar, tendo em vista que a quantia usurpada não se amolda ao patamar de pequeno valor e também diante do elevado grau de reprovabilidade da conduta perpetrada pelo Acusado. Contudo, diante da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Supremo Tribunal Federal HC 159737 AGR / PE RETIFICAÇÃO DO QUANTUM E DO TIPO DE REPRIMENDA. UNANIMIDADE. 1. É de competência da Justiça Militar da União o processamento e o julgamento de estelionato praticado por militar mais antigo em detrimento de companheiros de farda. Os fatos atingiram de maneira direta o bem jurídico militar, não se restringindo à esfera particular dos envolvidos. 2. Embora o estelionato tenha se consumado na agência bancária dos Ofendidos, considerar a incompetência da Justiça Militar para julgar o feito seria contrariar os preceitos constitucionais da hierarquia e da disciplina. Isso porque o modus operandi do Acusado ocorreu primacialmente em função da confiança nutrida pelos ofendidos em relação a sua antiguidade. Preliminar rejeitada. Unanimidade. 3. A Lei 8.457/1992, que organiza a Justiça Militar da União e regula o funcionamento de seus serviços auxiliares, encontra-se harmonicamente adequada aos preceitos constitucionais e não contempla a possibilidade de julgamento de civis monocraticamente pelo Juiz- Auditor. Preliminar rejeitada. Unanimidade. 4. Mérito. O arrependimento do Acusado e a restituição da quantia usurpada não configuram fundamento para aplicação do estado de necessidade exculpante. Pelo contrário, comprovam a existência de outros meios para resolver a situação. O arrependimento e a restituição do montante devem ser considerados apenas durante a dosimetria da pena. 5. Os §§ 1... e 2... do art. 240 do CPM estabelecem premissas que devem ser analisadas em conjunto. Assim, não há possibilidade de se operar a desclassificação para infração disciplinar, tendo em vista que a quantia usurpada não se amolda ao patamar de pequeno valor e também diante do elevado grau de reprovabilidade da conduta perpetrada pelo Acusado. Contudo, diante da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 159737 AGR / PE restituição integral do valor indevidamente obtido, baseando-se numa interpretação teratológica, caberia tão somente atenuar a pena, conforme benevolentemente laborou o Conselho Permanente de Justiça, porquanto a restituição dos valores foram realizados já no curso da instrução criminal. 6. Para que se faça premente o uso do Princípio da Bagatela Imprópria devem ser considerados alguns elementos elencados pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, quais sejam: mínima ofensividade da conduta; ausência de periculosidade social da ação; reduzido grau de reprovabilidade da conduta; e inexpressividade da lesão jurídica provocada. Caso haja a ofensa a qualquer deles, não se mostrará adequada a sua aplicação. Assim, mesmo que se considerem as circunstâncias judiciais favoráveis ao Acusado, sua conduta não poderia ser considerada como de reduzido grau de reprovabilidade, eis que ocorreu em detrimento de colegas de farda e dentro da unidade militar, em manifesta violação aos baluartes da Hierarquia e Disciplina. 7. Apelo conhecido e parcialmente provido, para retificar o quantum e o tipo de reprimenda. Unanimidade.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente, militar à época dos fatos, foi condenado à pena de 11 (onze) meses de reclusão, em regime inicial aberto, pelo crime previsto no artigo 251, caput, do Código Penal Militar. Juízo de origem concedeu ao acionante o benefício do sursis, pelo prazo de 2 (dois) anos, assim como o direito de recorrer em liberdade. 3. O Superior Tribunal Militar deu parcial provimento à apelação da defesa, ‘para, mantendo a condenação imposta ao ex-Sd Ex HERIC FERNANDES DA SILVA pelo crime de estelionato, previsto no art. 251 do CPM, retificar a pena imposta para 10 meses e 20 dias de detenção, garantidos os demais termos da Sentença condenatória’. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Supremo Tribunal Federal HC 159737 AGR / PE restituição integral do valor indevidamente obtido, baseando-se numa interpretação teratológica, caberia tão somente atenuar a pena, conforme benevolentemente laborou o Conselho Permanente de Justiça, porquanto a restituição dos valores foram realizados já no curso da instrução criminal. 6. Para que se faça premente o uso do Princípio da Bagatela Imprópria devem ser considerados alguns elementos elencados pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, quais sejam: mínima ofensividade da conduta; ausência de periculosidade social da ação; reduzido grau de reprovabilidade da conduta; e inexpressividade da lesão jurídica provocada. Caso haja a ofensa a qualquer deles, não se mostrará adequada a sua aplicação. Assim, mesmo que se considerem as circunstâncias judiciais favoráveis ao Acusado, sua conduta não poderia ser considerada como de reduzido grau de reprovabilidade, eis que ocorreu em detrimento de colegas de farda e dentro da unidade militar, em manifesta violação aos baluartes da Hierarquia e Disciplina. 7. Apelo conhecido e parcialmente provido, para retificar o quantum e o tipo de reprimenda. Unanimidade.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente, militar à época dos fatos, foi condenado à pena de 11 (onze) meses de reclusão, em regime inicial aberto, pelo crime previsto no artigo 251, caput, do Código Penal Militar. Juízo de origem concedeu ao acionante o benefício do sursis, pelo prazo de 2 (dois) anos, assim como o direito de recorrer em liberdade. 3. O Superior Tribunal Militar deu parcial provimento à apelação da defesa, ‘para, mantendo a condenação imposta ao ex-Sd Ex HERIC FERNANDES DA SILVA pelo crime de estelionato, previsto no art. 251 do CPM, retificar a pena imposta para 10 meses e 20 dias de detenção, garantidos os demais termos da Sentença condenatória’. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 159737 AGR / PE 4. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito, ‘tendo em vista que o suposto delito foi cometido na esfera privada, sem afetar diretamente os interesses da Administração Militar’. 5. Prossegue a impetração para alegar a prescrição da pretensão punitiva do Estado. Para tanto, afirma que ‘a pena aplicada pela Corte Militar foi de 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão’. De modo que ‘transcorreu lapso temporal do prazo prescricional em 20/01/2018 para o recebimento da Denúncia, considerando que a data dos fatos é de 09/09/2015 à 27/10/2015, e o recebimento da Denúncia é de 21/01/2017, passados 01 (um) ano e 03 (três) meses do ocorrido, o que corrobora a prescrição da pretensão punitiva da pena em concreto retroativa’. 6. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de que seja reconhecida a extinção da punibilidade do acionante. Subsidiariamente, pleiteia seja declarada a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito e, por conseguinte, seja anulada a condenação imposta ao paciente e determinada a remessa dos autos à Justiça comum. Decido. 7. O habeas corpus não deve ser concedido. 8. Não desconheço a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a condição de militar do acusado e da vítima não é suficiente para atrair a competência da Justiça especializada (v.g HC 103. 812, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 115.590 e HC 121.778, ambos da relatoria do Ministro Luiz Fux). Tanto assim que, no julgamento do HC 124.473, de minha relatoria, concedi a ordem para assentar a incompetência da Justiça Militar, tendo em vista que, ‘apesar de paciente e vítima, na época dos fatos, ostentarem a condição de militar, observa-se dos autos que o crime foi praticado fora das dependências militares quando ambos estavam no gozo de férias, tendo o paciente subtraído o cartão bancário da vítima e, de posse dele, transferido valores da conta da vítima para sua própria conta...’ 9. Na hipótese de que se trata, contudo, para além de observar que, quando da empreitada criminosa, autor e vítima 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Supremo Tribunal Federal HC 159737 AGR / PE 4. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito, ‘tendo em vista que o suposto delito foi cometido na esfera privada, sem afetar diretamente os interesses da Administração Militar’. 5. Prossegue a impetração para alegar a prescrição da pretensão punitiva do Estado. Para tanto, afirma que ‘a pena aplicada pela Corte Militar foi de 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão’. De modo que ‘transcorreu lapso temporal do prazo prescricional em 20/01/2018 para o recebimento da Denúncia, considerando que a data dos fatos é de 09/09/2015 à 27/10/2015, e o recebimento da Denúncia é de 21/01/2017, passados 01 (um) ano e 03 (três) meses do ocorrido, o que corrobora a prescrição da pretensão punitiva da pena em concreto retroativa’. 6. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de que seja reconhecida a extinção da punibilidade do acionante. Subsidiariamente, pleiteia seja declarada a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito e, por conseguinte, seja anulada a condenação imposta ao paciente e determinada a remessa dos autos à Justiça comum. Decido. 7. O habeas corpus não deve ser concedido. 8. Não desconheço a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a condição de militar do acusado e da vítima não é suficiente para atrair a competência da Justiça especializada (v.g HC 103. 812, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 115.590 e HC 121.778, ambos da relatoria do Ministro Luiz Fux). Tanto assim que, no julgamento do HC 124.473, de minha relatoria, concedi a ordem para assentar a incompetência da Justiça Militar, tendo em vista que, ‘apesar de paciente e vítima, na época dos fatos, ostentarem a condição de militar, observa-se dos autos que o crime foi praticado fora das dependências militares quando ambos estavam no gozo de férias, tendo o paciente subtraído o cartão bancário da vítima e, de posse dele, transferido valores da conta da vítima para sua própria conta...’ 9. Na hipótese de que se trata, contudo, para além de observar que, quando da empreitada criminosa, autor e vítima 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório HC 159737 AGR / PE ostentavam a qualidade de militar em situação de atividade, o fato é que parte dos fatos narrados na denúncia (ludibriar os colegas de farda para conseguir que eles emprestassem seus respectivos cartões magnéticos) ocorreu dentro de unidade sujeita à administração militar (Quartel), em momento no qual o ora paciente e as vítimas estavam em serviço militar. De modo que, tal como assentou a autoridade impetrada, ‘embora o estelionato tenha se consumado na agência bancária dos Ofendidos, considerar a incompetência da Justiça Militar para julgar o feito seria contrariar os preceitos constitucionais da hierarquia e da disciplina. Isto porque o modus operandi do Acusado ocorreu primacialmente em função da confiança nutrida pelos ofendidos em relação a sua antiguidade. É inegável que a conduta criminosa de utilizar da confiança de companheiros de farda mais novos, para obter vantagens ilícitas, gera repercussão negativa no âmbito militar e ofende diretamente os primados basilares das Forças Armadas’. 10. Quanto ao mais, eventual alegação de prescrição da pretensão punitiva do Estado não foi suscitada perante as instâncias precedentes. O que impede o imediato exame da matéria por esta Suprema Corte, sob pena de supressão de instância. 11. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de prescrição da pretensão punitiva do Estado, destacando que se trata de matéria de ordem pública “e por isto mesmo apreciável e conhecível em qualquer grau de jurisdição”. 3. Com essa argumentação, a defesa requer o provimento do agravo regimental, a fim de que seja reconhecida a extinção da punibilidade do acionante. 4. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Supremo Tribunal Federal HC 159737 AGR / PE ostentavam a qualidade de militar em situação de atividade, o fato é que parte dos fatos narrados na denúncia (ludibriar os colegas de farda para conseguir que eles emprestassem seus respectivos cartões magnéticos) ocorreu dentro de unidade sujeita à administração militar (Quartel), em momento no qual o ora paciente e as vítimas estavam em serviço militar. De modo que, tal como assentou a autoridade impetrada, ‘embora o estelionato tenha se consumado na agência bancária dos Ofendidos, considerar a incompetência da Justiça Militar para julgar o feito seria contrariar os preceitos constitucionais da hierarquia e da disciplina. Isto porque o modus operandi do Acusado ocorreu primacialmente em função da confiança nutrida pelos ofendidos em relação a sua antiguidade. É inegável que a conduta criminosa de utilizar da confiança de companheiros de farda mais novos, para obter vantagens ilícitas, gera repercussão negativa no âmbito militar e ofende diretamente os primados basilares das Forças Armadas’. 10. Quanto ao mais, eventual alegação de prescrição da pretensão punitiva do Estado não foi suscitada perante as instâncias precedentes. O que impede o imediato exame da matéria por esta Suprema Corte, sob pena de supressão de instância. 11. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de prescrição da pretensão punitiva do Estado, destacando que se trata de matéria de ordem pública “e por isto mesmo apreciável e conhecível em qualquer grau de jurisdição”. 3. Com essa argumentação, a defesa requer o provimento do agravo regimental, a fim de que seja reconhecida a extinção da punibilidade do acionante. 4. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório HC 159737 AGR / PE 5. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Supremo Tribunal Federal HC 159737 AGR / PE 5. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C610-DCA7-3AF4-55E2 e senha 8338-74ED-0C02-C4F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A alegação de extinção da punibilidade pela prescrição não foi discutida nas instâncias de origem. O que impede a imediata análise da matéria pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instâncias. 3. Não bastasse isso, a hipótese atrai a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, “ausentes elementos seguros para o reconhecimento da prescrição, o pedido não pode ser conhecido. Nada impede, entretanto, que a pretensão seja formulada diretamente ao juízo da execução (art. 66 da Lei 7.210/1984), que, aliás, é quem possui todas as informações necessárias para tanto” (RHC 120.263, Rel. Min. Teori Zavascki). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B735-0700-A51F-D518 e senha 108F-A0C0-5D09-CE97 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A alegação de extinção da punibilidade pela prescrição não foi discutida nas instâncias de origem. O que impede a imediata análise da matéria pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instâncias. 3. Não bastasse isso, a hipótese atrai a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, “ausentes elementos seguros para o reconhecimento da prescrição, o pedido não pode ser conhecido. Nada impede, entretanto, que a pretensão seja formulada diretamente ao juízo da execução (art. 66 da Lei 7.210/1984), que, aliás, é quem possui todas as informações necessárias para tanto” (RHC 120.263, Rel. Min. Teori Zavascki). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B735-0700-A51F-D518 e senha 108F-A0C0-5D09-CE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48A9-2378-C863-B501 e senha 14C6-BFB1-25D0-D9F7 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48A9-2378-C863-B501 e senha 14C6-BFB1-25D0-D9F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CF7-E9C9-FBE9-40D1 e senha CD60-75CA-C94B-DC9C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.737 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : HERIC FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CF7-E9C9-FBE9-40D1 e senha CD60-75CA-C94B-DC9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 159 . 737", "RHC 120 . 263", "HABEAS CORPUS 159 . 737", "HABEAS CORPUS 159 . 737", "HC 159737 AGR / PE", "HC 159737 AGR / PE", "HC 159737 AGR / PE", "HC 159737 AGR / PE", "HC 159737 AGR / PE", "HC 103 . 812", "HC 115 . 590", "HC 121 . 778", "HC 124 . 473", "HC 159737 AGR / PE", "HC 103 . 812", "HC 115 . 590", "HC 121 . 778", "HC 124", "HC 159737 AGR / PE", "HC 159737 AGR / PE", "HC 159737 AGR / PE", "HC 159737 AGR / PE", "HABEAS CORPUS 159 . 737", "RHC 120 . 263", "HABEAS CORPUS 159 . 737", "RHC 120 . 263", "HABEAS CORPUS 159 . 737", "HABEAS CORPUS 159 . 737", "HABEAS CORPUS 159 .", "HABEAS CORPUS 159 ." ], "LEGISLACAO": [ "art . 66 da Lei 7 . 210 / 1984", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 251 DO CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 457 / 1992", "§", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 457 / 1992", "§", "§ 1 . . . e 2 . . . do art . 240 do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :F.S.S.S. ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: EXECUÇÃO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 1. A Constituição Federal de 1988 autoriza a impetração de habeas corpus “sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder” (inciso LXVIII do art. 5º). Hipótese em que inexiste risco potencial ou iminente à liberdade de locomoção da paciente. 2. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que não cabe habeas corpus para viabilizar direito de visita a condenado. Precedente: HC 132.963, Rel. Min. Marco Aurélio. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B4F-42D8-09ED-FD8F e senha 86BA-E216-2CD2-88F9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :F.S.S.S. ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria da Ministra Maria Thereza De Assis Moura, assim ementado: ‘PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. DIREITO DE VISITA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Sobre o cabimento do habeas corpus, dispõe o art. 5.º, LXVIII, da Constituição Federal que ‘conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder’. 2. Assim, a esfera de cognição do mandamus restringe-se à proteção do direito de ir e vir (mesmo em casos de violação indireta a esse direito), o que, à toda evidência, não se verifica na hipótese dos autos, em que se pretende garantir que a enteada possa visitar o padrasto no presídio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB65-6F48-0B46-066B e senha 4D2A-A735-D530-EEB7 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :F.S.S.S. ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria da Ministra Maria Thereza De Assis Moura, assim ementado: ‘PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. DIREITO DE VISITA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Sobre o cabimento do habeas corpus, dispõe o art. 5.º, LXVIII, da Constituição Federal que ‘conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder’. 2. Assim, a esfera de cognição do mandamus restringe-se à proteção do direito de ir e vir (mesmo em casos de violação indireta a esse direito), o que, à toda evidência, não se verifica na hipótese dos autos, em que se pretende garantir que a enteada possa visitar o padrasto no presídio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB65-6F48-0B46-066B e senha 4D2A-A735-D530-EEB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 162059 AGR / SP 3. Agravo regimental a que se nega provimento’. 2. Extrai-se dos autos que foi indeferido pedido de visita formulado pela enteada do paciente, atualmente recolhido na Penitenciária de Martinópolis/SP. 3. A Defensoria Pública interpôs recurso inominado perante a Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo, não conhecido. 4. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Indeferido liminarmente, sobreveio interposição de agravo regimental, desprovido. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta, em síntese, que ‘não cabem mais diferenciações preconceituosas relacionadas ao estado de filiação’ e que ‘não se pode admitir que regulamentação infralegal proíba o sentenciado de ser visitado por enteada menor, quando a Lei de Execução Penal autoriza não apenas a visitação por parte de parentes, mas também por amigos’. Decido. 6. O habeas corpus não deve ser concedido. 7. A Constituição Federal de 1988 autoriza a impetração de habeas corpus ‘sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder’ (inciso LXVIII do art. 5º). Tais circunstâncias, contudo, não se apresentam na concreta situação dos autos. De modo que não há como deixar de reconhecer a inadequação da via eleita. 8. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus. ” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que “a decisão do juízo das execuções que indefere o pedido de visitas formulado repercute na esfera de liberdade, porquanto agrava, ainda mais, o grau de restrição da liberdade do paciente”; e que “não se constata qualquer ofensa efetiva ou perigo concreto que a presença da paciente no interior do estabelecimento prisional ocasionaria”. Com essa argumentação, requer a autorização para “realização de visita da paciente a seu padrasto nos raios habitacionais, ante a restrição ao direito de liberdade de locomoção da paciente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB65-6F48-0B46-066B e senha 4D2A-A735-D530-EEB7 Supremo Tribunal Federal HC 162059 AGR / SP 3. Agravo regimental a que se nega provimento’. 2. Extrai-se dos autos que foi indeferido pedido de visita formulado pela enteada do paciente, atualmente recolhido na Penitenciária de Martinópolis/SP. 3. A Defensoria Pública interpôs recurso inominado perante a Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo, não conhecido. 4. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Indeferido liminarmente, sobreveio interposição de agravo regimental, desprovido. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta, em síntese, que ‘não cabem mais diferenciações preconceituosas relacionadas ao estado de filiação’ e que ‘não se pode admitir que regulamentação infralegal proíba o sentenciado de ser visitado por enteada menor, quando a Lei de Execução Penal autoriza não apenas a visitação por parte de parentes, mas também por amigos’. Decido. 6. O habeas corpus não deve ser concedido. 7. A Constituição Federal de 1988 autoriza a impetração de habeas corpus ‘sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder’ (inciso LXVIII do art. 5º). Tais circunstâncias, contudo, não se apresentam na concreta situação dos autos. De modo que não há como deixar de reconhecer a inadequação da via eleita. 8. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus. ” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que “a decisão do juízo das execuções que indefere o pedido de visitas formulado repercute na esfera de liberdade, porquanto agrava, ainda mais, o grau de restrição da liberdade do paciente”; e que “não se constata qualquer ofensa efetiva ou perigo concreto que a presença da paciente no interior do estabelecimento prisional ocasionaria”. Com essa argumentação, requer a autorização para “realização de visita da paciente a seu padrasto nos raios habitacionais, ante a restrição ao direito de liberdade de locomoção da paciente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB65-6F48-0B46-066B e senha 4D2A-A735-D530-EEB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 162059 AGR / SP entendida de forma ampla”. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB65-6F48-0B46-066B e senha 4D2A-A735-D530-EEB7 Supremo Tribunal Federal HC 162059 AGR / SP entendida de forma ampla”. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB65-6F48-0B46-066B e senha 4D2A-A735-D530-EEB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A Constituição Federal de 1988 autoriza a impetração de habeas corpus “sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder” (inciso LXVIII do art. 5º). Essas circunstâncias, contudo, não estão presentes na concreta situação dos autos. Até porque o Supremo Tribunal Federal já decidiu que não cabe habeas corpus para viabilizar direito de visita a condenado. Precedente: HC 132.963, Rel. Min. Marco Aurélio. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5F3-6444-4C4B-1EA9 e senha C469-7799-475D-DEAD Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A Constituição Federal de 1988 autoriza a impetração de habeas corpus “sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder” (inciso LXVIII do art. 5º). Essas circunstâncias, contudo, não estão presentes na concreta situação dos autos. Até porque o Supremo Tribunal Federal já decidiu que não cabe habeas corpus para viabilizar direito de visita a condenado. Precedente: HC 132.963, Rel. Min. Marco Aurélio. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5F3-6444-4C4B-1EA9 e senha C469-7799-475D-DEAD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :F.S.S.S. ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8EC8-56B2-F30F-434C e senha 9DA2-5373-E43E-2A14 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :F.S.S.S. ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8EC8-56B2-F30F-434C e senha 9DA2-5373-E43E-2A14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : F.S.S.S. ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47ED-64E2-634E-DC8E e senha 3CE1-B6BB-1F89-FE60 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : F.S.S.S. ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47ED-64E2-634E-DC8E e senha 3CE1-B6BB-1F89-FE60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748677078
2018-11-06T00:00:00
2018-11-19T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: EXECUÇÃO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 1. A Constituição Federal de 1988 autoriza a impetração de habeas corpus “sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder” (inciso LXVIII do art. 5º). Hipótese em que inexiste risco potencial ou iminente à liberdade de locomoção da paciente. 2. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que não cabe habeas corpus para viabilizar direito de visita a condenado. Precedente: HC 132.963, Rel. Min. Marco Aurélio. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur394490
- Acórdão(s) citado(s): (HABEAS CORPUS, DIREITO DE VISITA) HC 132963 (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 07/12/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
162059
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00068\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 162059 AgR
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AGTE.(S) : F.S.S.S. ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :F.S.S.S. ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: EXECUÇÃO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 1. A Constituição Federal de 1988 autoriza a impetração de habeas corpus “sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder” (inciso LXVIII do art. 5...). Hipótese em que inexiste risco potencial ou iminente à liberdade de locomoção da paciente. 2. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que não cabe habeas corpus para viabilizar direito de visita a condenado. Precedente: HC 132.963, Rel. Min. Marco Aurélio. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B4F-42D8-09ED-FD8F e senha 86BA-E216-2CD2-88F9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :F.S.S.S. ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria da Ministra Maria Thereza De Assis Moura, assim ementado: ‘PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. DIREITO DE VISITA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Sobre o cabimento do habeas corpus, dispõe o art. 5., LXVIII, da Constituição Federal que ‘conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder’. 2. Assim, a esfera de cognição do mandamus restringe-se à proteção do direito de ir e vir (mesmo em casos de violação indireta a esse direito), o que, à toda evidência, não se verifica na hipótese dos autos, em que se pretende garantir que a enteada possa visitar o padrasto no presídio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB65-6F48-0B46-066B e senha 4D2A-A735-D530-EEB7 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :F.S.S.S. ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria da Ministra Maria Thereza De Assis Moura, assim ementado: ‘PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. DIREITO DE VISITA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Sobre o cabimento do habeas corpus, dispõe o art. 5., LXVIII, da Constituição Federal que ‘conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder’. 2. Assim, a esfera de cognição do mandamus restringe-se à proteção do direito de ir e vir (mesmo em casos de violação indireta a esse direito), o que, à toda evidência, não se verifica na hipótese dos autos, em que se pretende garantir que a enteada possa visitar o padrasto no presídio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB65-6F48-0B46-066B e senha 4D2A-A735-D530-EEB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 162059 AGR / SP 3. Agravo regimental a que se nega provimento’. 2. Extrai-se dos autos que foi indeferido pedido de visita formulado pela enteada do paciente, atualmente recolhido na Penitenciária de Martinópolis/SP. 3. A Defensoria Pública interpôs recurso inominado perante a Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo, não conhecido. 4. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Indeferido liminarmente, sobreveio interposição de agravo regimental, desprovido. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta, em síntese, que ‘não cabem mais diferenciações preconceituosas relacionadas ao estado de filiação’ e que ‘não se pode admitir que regulamentação infralegal proíba o sentenciado de ser visitado por enteada menor, quando a Lei de Execução Penal autoriza não apenas a visitação por parte de parentes, mas também por amigos’. Decido. 6. O habeas corpus não deve ser concedido. 7. A Constituição Federal de 1988 autoriza a impetração de habeas corpus ‘sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder’ (inciso LXVIII do art. 5...). Tais circunstâncias, contudo, não se apresentam na concreta situação dos autos. De modo que não há como deixar de reconhecer a inadequação da via eleita. 8. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus. ” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que “a decisão do juízo das execuções que indefere o pedido de visitas formulado repercute na esfera de liberdade, porquanto agrava, ainda mais, o grau de restrição da liberdade do paciente”; e que “não se constata qualquer ofensa efetiva ou perigo concreto que a presença da paciente no interior do estabelecimento prisional ocasionaria”. Com essa argumentação, requer a autorização para “realização de visita da paciente a seu padrasto nos raios habitacionais, ante a restrição ao direito de liberdade de locomoção da paciente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB65-6F48-0B46-066B e senha 4D2A-A735-D530-EEB7 Supremo Tribunal Federal HC 162059 AGR / SP 3. Agravo regimental a que se nega provimento’. 2. Extrai-se dos autos que foi indeferido pedido de visita formulado pela enteada do paciente, atualmente recolhido na Penitenciária de Martinópolis/SP. 3. A Defensoria Pública interpôs recurso inominado perante a Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo, não conhecido. 4. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Indeferido liminarmente, sobreveio interposição de agravo regimental, desprovido. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta, em síntese, que ‘não cabem mais diferenciações preconceituosas relacionadas ao estado de filiação’ e que ‘não se pode admitir que regulamentação infralegal proíba o sentenciado de ser visitado por enteada menor, quando a Lei de Execução Penal autoriza não apenas a visitação por parte de parentes, mas também por amigos’. Decido. 6. O habeas corpus não deve ser concedido. 7. A Constituição Federal de 1988 autoriza a impetração de habeas corpus ‘sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder’ (inciso LXVIII do art. 5...). Tais circunstâncias, contudo, não se apresentam na concreta situação dos autos. De modo que não há como deixar de reconhecer a inadequação da via eleita. 8. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus. ” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que “a decisão do juízo das execuções que indefere o pedido de visitas formulado repercute na esfera de liberdade, porquanto agrava, ainda mais, o grau de restrição da liberdade do paciente”; e que “não se constata qualquer ofensa efetiva ou perigo concreto que a presença da paciente no interior do estabelecimento prisional ocasionaria”. Com essa argumentação, requer a autorização para “realização de visita da paciente a seu padrasto nos raios habitacionais, ante a restrição ao direito de liberdade de locomoção da paciente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB65-6F48-0B46-066B e senha 4D2A-A735-D530-EEB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 162059 AGR / SP entendida de forma ampla”. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB65-6F48-0B46-066B e senha 4D2A-A735-D530-EEB7 Supremo Tribunal Federal HC 162059 AGR / SP entendida de forma ampla”. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB65-6F48-0B46-066B e senha 4D2A-A735-D530-EEB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A Constituição Federal de 1988 autoriza a impetração de habeas corpus “sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder” (inciso LXVIII do art. 5...). Essas circunstâncias, contudo, não estão presentes na concreta situação dos autos. Até porque o Supremo Tribunal Federal já decidiu que não cabe habeas corpus para viabilizar direito de visita a condenado. Precedente: HC 132.963, Rel. Min. Marco Aurélio. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5F3-6444-4C4B-1EA9 e senha C469-7799-475D-DEAD Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A Constituição Federal de 1988 autoriza a impetração de habeas corpus “sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder” (inciso LXVIII do art. 5...). Essas circunstâncias, contudo, não estão presentes na concreta situação dos autos. Até porque o Supremo Tribunal Federal já decidiu que não cabe habeas corpus para viabilizar direito de visita a condenado. Precedente: HC 132.963, Rel. Min. Marco Aurélio. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5F3-6444-4C4B-1EA9 e senha C469-7799-475D-DEAD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :F.S.S.S. ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8EC8-56B2-F30F-434C e senha 9DA2-5373-E43E-2A14 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :F.S.S.S. ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8EC8-56B2-F30F-434C e senha 9DA2-5373-E43E-2A14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : F.S.S.S. ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47ED-64E2-634E-DC8E e senha 3CE1-B6BB-1F89-FE60 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.059 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : F.S.S.S. ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47ED-64E2-634E-DC8E e senha 3CE1-B6BB-1F89-FE60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 162 . 059", "HC 132 . 963", "HABEAS CORPUS 162 . 059", "HABEAS CORPUS 162 . 059", "HC 162059 AGR / SP", "HC 162059 AGR / SP", "HC 162059 AGR / SP", "HC 162059 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 162 . 059", "HC 132 . 963", "HABEAS CORPUS 162 . 059", "HC 132 . 963", "E5F3 -", "HABEAS CORPUS 162 .", "HABEAS CORPUS 162 . 059", "HABEAS CORPUS 162 . 059", "HABEAS CORPUS 162 . 059" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . , LXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . , LXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Execução Penal", "Constituição Federal de 1988", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Execução Penal", "Constituição Federal de 1988", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Penitenciária de Martinópolis / SP", "Penitenciária de Martinópolis / SP", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Defensoria Pública", "Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Defensoria", "Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Maria Thereza De Assis Moura", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Maria Thereza De Assis Moura", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "06", "/", "11", "/", "2018", "26 de outubro a", "5 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "26", ".", "10", ".", "2018", "5", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "10", ".", "2018", "5", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.162.766 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) :ORLANDO DE ANDRADE VILLAR ADV.(A/S) :ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE DE SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PECÚLIO POST MORTEM. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280/STF. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. DESCABIMENTO. SÚMULA 279/STF. CARÁTER PROTELATÓRIO. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional local aplicada ao caso (Súmula 280/STF) e o reexame dos fatos, do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A08D-7094-410B-2571 e senha EA7F-F612-A503-80E8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1162766 AGR / RJ conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A08D-7094-410B-2571 e senha EA7F-F612-A503-80E8 Supremo Tribunal Federal ARE 1162766 AGR / RJ conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A08D-7094-410B-2571 e senha EA7F-F612-A503-80E8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.162.766 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) :ORLANDO DE ANDRADE VILLAR ADV.(A/S) :ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 04.10.2018, cujo objeto é decisão que negou provimento ao presente recurso extraordinário com agravo, uma vez que a decisão agravada “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte”. 2. A Terceira Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro havia negado seguimento ao recurso extraordinário em análise nestes autos, em face dos óbices das Súmulas 279/STF (“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”) e 280/STF (“Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”). 3. A parte agravante afasta os fundamentos da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. Sutenta que “a despeito da originária previsão em lei estadual do benefício denominado pecúlio post mortem, a eficácia de tal disposição foi suspensa em razão da superveniência do artigo 5º da Lei Federal n. 9.717/98, nos termos da norma dos arts. 24, § 4º, e 40, § 12, da CF”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DCB-3CF8-C2B2-DB7F e senha 496F-CC15-3B59-0451 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.162.766 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) :ORLANDO DE ANDRADE VILLAR ADV.(A/S) :ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 04.10.2018, cujo objeto é decisão que negou provimento ao presente recurso extraordinário com agravo, uma vez que a decisão agravada “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte”. 2. A Terceira Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro havia negado seguimento ao recurso extraordinário em análise nestes autos, em face dos óbices das Súmulas 279/STF (“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”) e 280/STF (“Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”). 3. A parte agravante afasta os fundamentos da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. Sutenta que “a despeito da originária previsão em lei estadual do benefício denominado pecúlio post mortem, a eficácia de tal disposição foi suspensa em razão da superveniência do artigo 5º da Lei Federal n. 9.717/98, nos termos da norma dos arts. 24, § 4º, e 40, § 12, da CF”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DCB-3CF8-C2B2-DB7F e senha 496F-CC15-3B59-0451 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1162766 AGR / RJ 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DCB-3CF8-C2B2-DB7F e senha 496F-CC15-3B59-0451 Supremo Tribunal Federal ARE 1162766 AGR / RJ 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DCB-3CF8-C2B2-DB7F e senha 496F-CC15-3B59-0451 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.162.766 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Tanto a decisão impugnada como o agravo interno datam de período posterior a 18.03.2016, quando entrou em vigor o CPC/2015. 2. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 3. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por sua Vigésima Câmara Cível, manteve na sua integralidade decisão monocrática proferida pelo relator dos autos, cuja ementa é a seguinte: “REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. EX- SERVIDOR. PENSÃO POR MORTE DE SERVIDOR. RIOPREVIDÊNCIA. PECÚLIO POST MORTEM. CABIMENTO. CORREÇÃO MONETÁRIA A PARTIR DO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. 1. A lei aplicável à concessão do benefício previdenciário aqui pleiteado é a Lei Estadual nº 285/79, visto que a de nº 5.109, que extinguiu o pecúlio post mortem, é posterior à data do óbito do ex-servidor, sendo, portanto, forçoso reconhecer que, ao tempo de sua entrada em vigor, a autora já havia implementado todos os requisitos para percepção do benefício. 2. Provimento parcial do apelo, por ato do Relator. […] Compulsando os elementos dos autos, depreende-se que se encontrava ainda em vigor no âmbito estadual por ocasião do falecimento do ex-servidor, em 13/10/2002, a Lei nº 285/79 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D20F-2902-92AF-4DF8 e senha 22BD-CA77-B36C-2501 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.162.766 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Tanto a decisão impugnada como o agravo interno datam de período posterior a 18.03.2016, quando entrou em vigor o CPC/2015. 2. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 3. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por sua Vigésima Câmara Cível, manteve na sua integralidade decisão monocrática proferida pelo relator dos autos, cuja ementa é a seguinte: “REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. EX- SERVIDOR. PENSÃO POR MORTE DE SERVIDOR. RIOPREVIDÊNCIA. PECÚLIO POST MORTEM. CABIMENTO. CORREÇÃO MONETÁRIA A PARTIR DO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. 1. A lei aplicável à concessão do benefício previdenciário aqui pleiteado é a Lei Estadual nº 285/79, visto que a de nº 5.109, que extinguiu o pecúlio post mortem, é posterior à data do óbito do ex-servidor, sendo, portanto, forçoso reconhecer que, ao tempo de sua entrada em vigor, a autora já havia implementado todos os requisitos para percepção do benefício. 2. Provimento parcial do apelo, por ato do Relator. […] Compulsando os elementos dos autos, depreende-se que se encontrava ainda em vigor no âmbito estadual por ocasião do falecimento do ex-servidor, em 13/10/2002, a Lei nº 285/79 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D20F-2902-92AF-4DF8 e senha 22BD-CA77-B36C-2501 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1162766 AGR / RJ que estabelecia no artigo 26, inciso III, item 1, que o pecúlio post mortem era benefício integrante do sistema previdenciário estadual, sendo a sua prestação, que importa no respectivo pagamento, de responsabilidade da ré. Sem dúvida, a lei aplicável à concessão do benefício previdenciário aqui pleiteado é a Lei Estadual nº 285/79, visto que a de nº 5.109, que extinguiu o pecúlio post mortem, data de 15 de outubro de 2007, sendo, portanto, forçoso reconhecer que, ao tempo da sua entrada em vigor, a autora já havia implementado todos os requisitos para percepção do benefício. Assim, não se pode acolher o argumento do apelante de que após a entrada em vigor da Emenda Constitucional nº 20/1998 (introduzindo o § 12 ao art. 40 da Constituição da República) e da Lei nº 9.717/98 o pagamento do pecúlio post mortem não seria mais possível. O sistema previdenciário tem natureza contributiva, razão pela qual a vedação do art. 5º, da Lei 9.717/98 não pode prejudicar beneficiário do servidor falecido que contribuiu durante a atividade para o eventual gozo do benefício em questão. […].” 4. Na peça de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) a parte recorrente alega violação aos arts. 5º, XXXVI, 24, XII, e § 4º, e 40, § 12, da Constituição. 5. O recurso extraordinário não foi admitido na instância de origem, em decisão cuja fundamentação foi mantida nesta Corte, conforme já relatado. 6. O presente agravo não deve ser provido. Tal como constou da decisão da instância ordinária, mantida pela decisão ora agravada, a solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame dos fatos, do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D20F-2902-92AF-4DF8 e senha 22BD-CA77-B36C-2501 Supremo Tribunal Federal ARE 1162766 AGR / RJ que estabelecia no artigo 26, inciso III, item 1, que o pecúlio post mortem era benefício integrante do sistema previdenciário estadual, sendo a sua prestação, que importa no respectivo pagamento, de responsabilidade da ré. Sem dúvida, a lei aplicável à concessão do benefício previdenciário aqui pleiteado é a Lei Estadual nº 285/79, visto que a de nº 5.109, que extinguiu o pecúlio post mortem, data de 15 de outubro de 2007, sendo, portanto, forçoso reconhecer que, ao tempo da sua entrada em vigor, a autora já havia implementado todos os requisitos para percepção do benefício. Assim, não se pode acolher o argumento do apelante de que após a entrada em vigor da Emenda Constitucional nº 20/1998 (introduzindo o § 12 ao art. 40 da Constituição da República) e da Lei nº 9.717/98 o pagamento do pecúlio post mortem não seria mais possível. O sistema previdenciário tem natureza contributiva, razão pela qual a vedação do art. 5º, da Lei 9.717/98 não pode prejudicar beneficiário do servidor falecido que contribuiu durante a atividade para o eventual gozo do benefício em questão. […].” 4. Na peça de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) a parte recorrente alega violação aos arts. 5º, XXXVI, 24, XII, e § 4º, e 40, § 12, da Constituição. 5. O recurso extraordinário não foi admitido na instância de origem, em decisão cuja fundamentação foi mantida nesta Corte, conforme já relatado. 6. O presente agravo não deve ser provido. Tal como constou da decisão da instância ordinária, mantida pela decisão ora agravada, a solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame dos fatos, do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D20F-2902-92AF-4DF8 e senha 22BD-CA77-B36C-2501 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1162766 AGR / RJ inviável o processamento do recurso extraordinário. Precedentes: ARE 1.150.666, Rel. Min. Luiz Fux; ARE 1.080.235, Rel. Min. Marco Aurélio; ARE 1.070.284, Rel. Min. Alexandre de Moraes; ARE 1.017.728, Rel. Min. Celso de Mell; e ARE 931.240, Rel. Min. Gilmar Mendes. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D20F-2902-92AF-4DF8 e senha 22BD-CA77-B36C-2501 Supremo Tribunal Federal ARE 1162766 AGR / RJ inviável o processamento do recurso extraordinário. Precedentes: ARE 1.150.666, Rel. Min. Luiz Fux; ARE 1.080.235, Rel. Min. Marco Aurélio; ARE 1.070.284, Rel. Min. Alexandre de Moraes; ARE 1.017.728, Rel. Min. Celso de Mell; e ARE 931.240, Rel. Min. Gilmar Mendes. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D20F-2902-92AF-4DF8 e senha 22BD-CA77-B36C-2501 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.162.766 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) : ORLANDO DE ANDRADE VILLAR (155100/RJ) ADV.(A/S) : ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO (146087/RJ) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45EC-C943-208C-FD7B e senha 7217-5703-DD12-E4CF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.162.766 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) : ORLANDO DE ANDRADE VILLAR (155100/RJ) ADV.(A/S) : ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO (146087/RJ) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45EC-C943-208C-FD7B e senha 7217-5703-DD12-E4CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748675961
2018-11-06T00:00:00
2018-11-19T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE DE SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PECÚLIO POST MORTEM. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280/STF. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. DESCABIMENTO. SÚMULA 279/STF. CARÁTER PROTELATÓRIO. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional local aplicada ao caso (Súmula 280/STF) e o reexame dos fatos, do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur394528
- Decisões monocráticas citadas: (PECÚLIO POST MORTEM) ARE 1017728, ARE 1070284, ARE 1080235, ARE 1150666. Número de páginas: 8. Análise: 06/12/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1162766
[ "LEG-FED LEI-009717 ANO-1998\n ART-00005\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 ART-01021 \n PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-000285 ANO-1979\n LEI ORDINÁRIA, RJ\n\n", "LEG-EST LEI-005109 ANO-2007\n LEI ORDINÁRIA, RJ" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1162766 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) : ORLANDO DE ANDRADE VILLAR ADV.(A/S) : ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO
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Ementa e Acórdão 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.162.766 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) :ORLANDO DE ANDRADE VILLAR ADV.(A/S) :ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE DE SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PECÚLIO POST MORTEM. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. DESCABIMENTO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. CARÁTER PROTELATÓRIO. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional local aplicada ao caso (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal) e o reexame dos fatos, do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A08D-7094-410B-2571 e senha EA7F-F612-A503-80E8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1162766 AGR / RJ conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A08D-7094-410B-2571 e senha EA7F-F612-A503-80E8 Supremo Tribunal Federal ARE 1162766 AGR / RJ conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A08D-7094-410B-2571 e senha EA7F-F612-A503-80E8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.162.766 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) :ORLANDO DE ANDRADE VILLAR ADV.(A/S) :ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 04.10.2018, cujo objeto é decisão que negou provimento ao presente recurso extraordinário com agravo, uma vez que a decisão agravada “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte”. 2. A Terceira Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro havia negado seguimento ao recurso extraordinário em análise nestes autos, em face dos óbices das Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal (“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”) e 280/Supremo Tribunal Federal (“Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”). 3. A parte agravante afasta os fundamentos da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. Sutenta que “a despeito da originária previsão em lei estadual do benefício denominado pecúlio post mortem, a eficácia de tal disposição foi suspensa em razão da superveniência do artigo 5... da Lei Federal n. 9.717/98, nos termos da norma dos arts. 24, § 4..., e 40, § 12, da Constituição Federal de 1988”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DCB-3CF8-C2B2-DB7F e senha 496F-CC15-3B59-0451 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.162.766 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) :ORLANDO DE ANDRADE VILLAR ADV.(A/S) :ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 04.10.2018, cujo objeto é decisão que negou provimento ao presente recurso extraordinário com agravo, uma vez que a decisão agravada “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte”. 2. A Terceira Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro havia negado seguimento ao recurso extraordinário em análise nestes autos, em face dos óbices das Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal (“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”) e 280/Supremo Tribunal Federal (“Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”). 3. A parte agravante afasta os fundamentos da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. Sutenta que “a despeito da originária previsão em lei estadual do benefício denominado pecúlio post mortem, a eficácia de tal disposição foi suspensa em razão da superveniência do artigo 5... da Lei Federal n. 9.717/98, nos termos da norma dos arts. 24, § 4..., e 40, § 12, da Constituição Federal de 1988”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DCB-3CF8-C2B2-DB7F e senha 496F-CC15-3B59-0451 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1162766 AGR / RJ 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DCB-3CF8-C2B2-DB7F e senha 496F-CC15-3B59-0451 Supremo Tribunal Federal ARE 1162766 AGR / RJ 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DCB-3CF8-C2B2-DB7F e senha 496F-CC15-3B59-0451 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.162.766 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Tanto a decisão impugnada como o agravo interno datam de período posterior a 18.03.2016, quando entrou em vigor o Código de Processo Civil/2015. 2. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 3. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por sua Vigésima Câmara Cível, manteve na sua integralidade decisão monocrática proferida pelo relator dos autos, cuja ementa é a seguinte: “REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. EX- SERVIDOR. PENSÃO POR MORTE DE SERVIDOR. RIOPREVIDÊNCIA. PECÚLIO POST MORTEM. CABIMENTO. CORREÇÃO MONETÁRIA A PARTIR DO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. 1. A lei aplicável à concessão do benefício previdenciário aqui pleiteado é a Lei Estadual n 285/79, visto que a de n 5.109, que extinguiu o pecúlio post mortem, é posterior à data do óbito do ex-servidor, sendo, portanto, forçoso reconhecer que, ao tempo de sua entrada em vigor, a autora já havia implementado todos os requisitos para percepção do benefício. 2. Provimento parcial do apelo, por ato do Relator. […] Compulsando os elementos dos autos, depreende-se que se encontrava ainda em vigor no âmbito estadual por ocasião do falecimento do ex-servidor, em 13/10/2002, a Lei n 285/79 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D20F-2902-92AF-4DF8 e senha 22BD-CA77-B36C-2501 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.162.766 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Tanto a decisão impugnada como o agravo interno datam de período posterior a 18.03.2016, quando entrou em vigor o Código de Processo Civil/2015. 2. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 3. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por sua Vigésima Câmara Cível, manteve na sua integralidade decisão monocrática proferida pelo relator dos autos, cuja ementa é a seguinte: “REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. EX- SERVIDOR. PENSÃO POR MORTE DE SERVIDOR. RIOPREVIDÊNCIA. PECÚLIO POST MORTEM. CABIMENTO. CORREÇÃO MONETÁRIA A PARTIR DO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. 1. A lei aplicável à concessão do benefício previdenciário aqui pleiteado é a Lei Estadual n 285/79, visto que a de n 5.109, que extinguiu o pecúlio post mortem, é posterior à data do óbito do ex-servidor, sendo, portanto, forçoso reconhecer que, ao tempo de sua entrada em vigor, a autora já havia implementado todos os requisitos para percepção do benefício. 2. Provimento parcial do apelo, por ato do Relator. […] Compulsando os elementos dos autos, depreende-se que se encontrava ainda em vigor no âmbito estadual por ocasião do falecimento do ex-servidor, em 13/10/2002, a Lei n 285/79 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D20F-2902-92AF-4DF8 e senha 22BD-CA77-B36C-2501 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1162766 AGR / RJ que estabelecia no artigo 26, inciso III, item 1, que o pecúlio post mortem era benefício integrante do sistema previdenciário estadual, sendo a sua prestação, que importa no respectivo pagamento, de responsabilidade da ré. Sem dúvida, a lei aplicável à concessão do benefício previdenciário aqui pleiteado é a Lei Estadual n 285/79, visto que a de n 5.109, que extinguiu o pecúlio post mortem, data de 15 de outubro de 2007, sendo, portanto, forçoso reconhecer que, ao tempo da sua entrada em vigor, a autora já havia implementado todos os requisitos para percepção do benefício. Assim, não se pode acolher o argumento do apelante de que após a entrada em vigor da Emenda Constitucional n 20/1998 (introduzindo o § 12 ao art. 40 da Constituição da República) e da Lei n 9.717/98 o pagamento do pecúlio post mortem não seria mais possível. O sistema previdenciário tem natureza contributiva, razão pela qual a vedação do art. 5..., da Lei 9.717/98 não pode prejudicar beneficiário do servidor falecido que contribuiu durante a atividade para o eventual gozo do benefício em questão. […].” 4. Na peça de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) a parte recorrente alega violação aos arts. 5..., XXXVI, 24, XII, e § 4..., e 40, § 12, da Constituição. 5. O recurso extraordinário não foi admitido na instância de origem, em decisão cuja fundamentação foi mantida nesta Corte, conforme já relatado. 6. O presente agravo não deve ser provido. Tal como constou da decisão da instância ordinária, mantida pela decisão ora agravada, a solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame dos fatos, do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D20F-2902-92AF-4DF8 e senha 22BD-CA77-B36C-2501 Supremo Tribunal Federal ARE 1162766 AGR / RJ que estabelecia no artigo 26, inciso III, item 1, que o pecúlio post mortem era benefício integrante do sistema previdenciário estadual, sendo a sua prestação, que importa no respectivo pagamento, de responsabilidade da ré. Sem dúvida, a lei aplicável à concessão do benefício previdenciário aqui pleiteado é a Lei Estadual n 285/79, visto que a de n 5.109, que extinguiu o pecúlio post mortem, data de 15 de outubro de 2007, sendo, portanto, forçoso reconhecer que, ao tempo da sua entrada em vigor, a autora já havia implementado todos os requisitos para percepção do benefício. Assim, não se pode acolher o argumento do apelante de que após a entrada em vigor da Emenda Constitucional n 20/1998 (introduzindo o § 12 ao art. 40 da Constituição da República) e da Lei n 9.717/98 o pagamento do pecúlio post mortem não seria mais possível. O sistema previdenciário tem natureza contributiva, razão pela qual a vedação do art. 5..., da Lei 9.717/98 não pode prejudicar beneficiário do servidor falecido que contribuiu durante a atividade para o eventual gozo do benefício em questão. […].” 4. Na peça de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) a parte recorrente alega violação aos arts. 5..., XXXVI, 24, XII, e § 4..., e 40, § 12, da Constituição. 5. O recurso extraordinário não foi admitido na instância de origem, em decisão cuja fundamentação foi mantida nesta Corte, conforme já relatado. 6. O presente agravo não deve ser provido. Tal como constou da decisão da instância ordinária, mantida pela decisão ora agravada, a solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame dos fatos, do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D20F-2902-92AF-4DF8 e senha 22BD-CA77-B36C-2501 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1162766 AGR / RJ inviável o processamento do recurso extraordinário. Precedentes: ARE 1.150.666, Rel. Min. Luiz Fux; ARE 1.080.235, Rel. Min. Marco Aurélio; ARE 1.070.284, Rel. Min. Alexandre de Moraes; ARE 1.017.728, Rel. Min. Celso de Mell; e ARE 931.240, Rel. Min. Gilmar Mendes. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D20F-2902-92AF-4DF8 e senha 22BD-CA77-B36C-2501 Supremo Tribunal Federal ARE 1162766 AGR / RJ inviável o processamento do recurso extraordinário. Precedentes: ARE 1.150.666, Rel. Min. Luiz Fux; ARE 1.080.235, Rel. Min. Marco Aurélio; ARE 1.070.284, Rel. Min. Alexandre de Moraes; ARE 1.017.728, Rel. Min. Celso de Mell; e ARE 931.240, Rel. Min. Gilmar Mendes. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D20F-2902-92AF-4DF8 e senha 22BD-CA77-B36C-2501 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.162.766 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) : ORLANDO DE ANDRADE VILLAR (155100/RJ) ADV.(A/S) : ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO (146087/RJ) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45EC-C943-208C-FD7B e senha 7217-5703-DD12-E4CF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.162.766 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) : ORLANDO DE ANDRADE VILLAR (155100/RJ) ADV.(A/S) : ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO (146087/RJ) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45EC-C943-208C-FD7B e senha 7217-5703-DD12-E4CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 162 . 766", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1162766 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 162 . 766", "Súmulas 279 / Supremo", "RECURSO", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1162766", "ARE 1162766 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 162 . 766", "ARE 1162766 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1162766 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 150 . 666", "ARE 1 . 080 . 235", "ARE 1 . 070 . 284", "ARE 1 . 017 . 728", "ARE 931 . 240", "ARE 1162766 AGR / RJ", "ARE 1 . 150 . 666", "ARE 1 . 080 . 235", "ARE 1 . 070 . 284", "ARE 1 . 017 . 728", "ARE 931 . 240", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 .", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . da Lei Federal n . 9 . 717 / 98", "arts . 24 , § 4 . . . , e 40 , § 12 , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . da Lei Federal n . 9 . 717 / 98", "arts . 24 , § 4 . . . , e 40 , § 12 , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Lei Estadual n", "Lei n 285 / 79", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Lei Estadual n 285 / 79", "de", "Lei n 285 / 79", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual n 285 / 79", "Emenda Constitucional n 20 / 1998", "art . 40 da Constituição da República", "Lei n 9 . 717 / 98", "art . 5 . . . , da Lei 9 . 717 / 98", "art . 102 , III , a , da Constituição", "arts . 5 . . . , XXXVI , 24 , XII , e § 4 . . . , e 40 , § 12 , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual n 285 / 79", "Emenda Constitucional n 20 / 1998", "§ 12 ao", "art . 40 da Constituição da República", "Lei n 9 . 717 / 98", "art . 5 . . . , da Lei 9 . 717 / 98", "art . 102 , III , a , da Constituição", "arts . 5 . . . , XXXVI , 24 , XII , e § 4 . . . , e 40 , § 12 , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIOPREVIDÊNCIA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO", "RIOPREVIDÊNCIA", "Terceira Vice", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Vigésima Câmara Cível", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Vigésima Câmara Cível", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIOPREVIDÊNCIA", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIOPREVIDÊNCIA", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA", "ORLANDO DE ANDRADE VILLAR", "ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA", "ORLANDO DE ANDRADE VILLAR", "ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA", "ORLANDO DE ANDRADE VILLAR", "ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Celso de Mell", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Celso de Mell", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA", "ORLANDO DE ANDRADE VILLAR", "ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "BETTY AMORIM DO NASCIMENTO SILVA", "ORLANDO DE ANDRADE VILLAR", "ELAINE CRISTINA CHISTE FAIAN MARIANO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "06", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro a", "5 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro a", "5 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "04", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "04", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "18", ".", "03", ".", "2016", "13", "/", "10", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "18", ".", "03", ".", "2016", "13", "/", "10", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de outubro de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de outubro de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "26", ".", "10", ".", "2018", "5", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "10", ".", "2018", "5", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.097.134 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO AGTE.(S) :ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) :ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO AGDO.(A/S) :JOSE ALEXANDRE ADV.(A/S) :MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Cerceamento de defesa. Indeferimento de provas. Repercussão geral. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Esse entendimento foi reafirmado em sede de repercussão geral. Vide: i) ARE nº 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13 - Tema 660 e ii) ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11 - Tema 424. 3. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido. 5. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D68-2BC3-656D-C670 e senha 6F21-4037-93F9-D4C6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1097134 AGR / MG artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 12 a 19/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D68-2BC3-656D-C670 e senha 6F21-4037-93F9-D4C6 Supremo Tribunal Federal ARE 1097134 AGR / MG artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 12 a 19/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D68-2BC3-656D-C670 e senha 6F21-4037-93F9-D4C6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.097.134 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO AGTE.(S) :ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) :ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO AGDO.(A/S) :JOSE ALEXANDRE ADV.(A/S) :MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da intempestividade do recurso extraordinário. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95FC-C8D9-0176-879A e senha 0772-02DA-6F55-8B3B Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.097.134 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO AGTE.(S) :ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) :ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO AGDO.(A/S) :JOSE ALEXANDRE ADV.(A/S) :MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da intempestividade do recurso extraordinário. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95FC-C8D9-0176-879A e senha 0772-02DA-6F55-8B3B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.097.134 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): De fato. Realizado o cotejo da decisão então recorrida com os fundamentos apresentados oportunamente pela parte agravante, impõe- se reconhecer que o recurso extraordinário foi tempestivamente apresentado. Todavia, ainda que superado este óbice, o recurso não comporta êxito. Isso porque, a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ressalte-se que esta Corte, ao examinar o ARE nº 748.371/MT-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13, Tema 660, reafirmou esse entendimento. O referido julgado foi assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ademais, o Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B21C-ED34-5B01-7D47 e senha 6314-4E28-DB30-1AB7 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.097.134 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): De fato. Realizado o cotejo da decisão então recorrida com os fundamentos apresentados oportunamente pela parte agravante, impõe- se reconhecer que o recurso extraordinário foi tempestivamente apresentado. Todavia, ainda que superado este óbice, o recurso não comporta êxito. Isso porque, a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ressalte-se que esta Corte, ao examinar o ARE nº 748.371/MT-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13, Tema 660, reafirmou esse entendimento. O referido julgado foi assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ademais, o Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B21C-ED34-5B01-7D47 e senha 6314-4E28-DB30-1AB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1097134 AGR / MG de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Este julgado restou assim ementado: “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe de 31/8/11). Por fim, para ultrapassar o entendimento firmado pelo acórdão recorrido e acolher a pretensão dos agravantes, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que não é cabível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B21C-ED34-5B01-7D47 e senha 6314-4E28-DB30-1AB7 Supremo Tribunal Federal ARE 1097134 AGR / MG de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Este julgado restou assim ementado: “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe de 31/8/11). Por fim, para ultrapassar o entendimento firmado pelo acórdão recorrido e acolher a pretensão dos agravantes, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que não é cabível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B21C-ED34-5B01-7D47 e senha 6314-4E28-DB30-1AB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.097.134 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO (60886/MG) AGTE.(S) : ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) : ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO (94000/MG) AGDO.(A/S) : JOSE ALEXANDRE ADV.(A/S) : MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE (117813/MG) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3AF-5A68-CAEF-E45A e senha BAEB-B93B-695C-DFB3 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.097.134 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO (60886/MG) AGTE.(S) : ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) : ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO (94000/MG) AGDO.(A/S) : JOSE ALEXANDRE ADV.(A/S) : MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE (117813/MG) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3AF-5A68-CAEF-E45A e senha BAEB-B93B-695C-DFB3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748773813
2018-10-22T00:00:00
2018-12-03T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Cerceamento de defesa. Indeferimento de provas. Repercussão geral. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Esse entendimento foi reafirmado em sede de repercussão geral. Vide: i) ARE nº 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13 - Tema 660 e ii) ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11 - Tema 424. 3. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido. 5. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur395625
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. (INDEFERIMENTO, PRODUÇÃO DE PROVA) ARE 639228 RG. Número de páginas: 6. Análise: 14/03/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1097134
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1097134 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO AGTE.(S) : ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) : ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO AGDO.(A/S) : JOSE ALEXANDRE ADV.(A/S) : MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE
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Ementa e Acórdão 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.097.134 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO AGTE.(S) :ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) :ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO AGDO.(A/S) :JOSE ALEXANDRE ADV.(A/S) :MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Cerceamento de defesa. Indeferimento de provas. Repercussão geral. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Esse entendimento foi reafirmado em sede de repercussão geral. Vide: i) ARE n 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/13 - Tema 660 e ii) ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11 - Tema 424. 3. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. 5. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D68-2BC3-656D-C670 e senha 6F21-4037-93F9-D4C6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1097134 AGR / MG artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 12 a 19/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D68-2BC3-656D-C670 e senha 6F21-4037-93F9-D4C6 Supremo Tribunal Federal ARE 1097134 AGR / MG artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 12 a 19/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D68-2BC3-656D-C670 e senha 6F21-4037-93F9-D4C6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.097.134 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO AGTE.(S) :ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) :ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO AGDO.(A/S) :JOSE ALEXANDRE ADV.(A/S) :MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da intempestividade do recurso extraordinário. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95FC-C8D9-0176-879A e senha 0772-02DA-6F55-8B3B Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.097.134 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO AGTE.(S) :ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) :ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO AGDO.(A/S) :JOSE ALEXANDRE ADV.(A/S) :MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da intempestividade do recurso extraordinário. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95FC-C8D9-0176-879A e senha 0772-02DA-6F55-8B3B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.097.134 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): De fato. Realizado o cotejo da decisão então recorrida com os fundamentos apresentados oportunamente pela parte agravante, impõe- se reconhecer que o recurso extraordinário foi tempestivamente apresentado. Todavia, ainda que superado este óbice, o recurso não comporta êxito. Isso porque, a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ressalte-se que esta Corte, ao examinar o ARE n 748.371/MT-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/13, Tema 660, reafirmou esse entendimento. O referido julgado foi assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ademais, o Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B21C-ED34-5B01-7D47 e senha 6314-4E28-DB30-1AB7 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.097.134 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): De fato. Realizado o cotejo da decisão então recorrida com os fundamentos apresentados oportunamente pela parte agravante, impõe- se reconhecer que o recurso extraordinário foi tempestivamente apresentado. Todavia, ainda que superado este óbice, o recurso não comporta êxito. Isso porque, a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ressalte-se que esta Corte, ao examinar o ARE n 748.371/MT-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/13, Tema 660, reafirmou esse entendimento. O referido julgado foi assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ademais, o Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B21C-ED34-5B01-7D47 e senha 6314-4E28-DB30-1AB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1097134 AGR / MG de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Este julgado restou assim ementado: “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe de 31/8/11). Por fim, para ultrapassar o entendimento firmado pelo acórdão recorrido e acolher a pretensão dos agravantes, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que não é cabível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B21C-ED34-5B01-7D47 e senha 6314-4E28-DB30-1AB7 Supremo Tribunal Federal ARE 1097134 AGR / MG de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Este julgado restou assim ementado: “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe de 31/8/11). Por fim, para ultrapassar o entendimento firmado pelo acórdão recorrido e acolher a pretensão dos agravantes, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que não é cabível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B21C-ED34-5B01-7D47 e senha 6314-4E28-DB30-1AB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.097.134 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO (60886/MG) AGTE.(S) : ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) : ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO (94000/MG) AGDO.(A/S) : JOSE ALEXANDRE ADV.(A/S) : MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE (117813/MG) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3AF-5A68-CAEF-E45A e senha BAEB-B93B-695C-DFB3 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.097.134 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO (60886/MG) AGTE.(S) : ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) : ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO (94000/MG) AGDO.(A/S) : JOSE ALEXANDRE ADV.(A/S) : MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE (117813/MG) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3AF-5A68-CAEF-E45A e senha BAEB-B93B-695C-DFB3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 097 . 134", "ARE n 748 . 371 / MT", "ARE n 639 . 228 / RJ", "Súmulas ns 279", "ARE n 748 . 371 / MT - RG", "ARE n 639 . 228 / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 097 . 134", "ARE n 748 . 371 / MT - RG", "ARE n 639 . 228 / RJ", "ARE 1097134 AGR / MG", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1097134 AGR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "MG", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO", "SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO", "ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO", "ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO", "JOSE ALEXANDRE", "MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "FERREIRA DO NASCIMENTO", "SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO", "ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO", "ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO", "JOSE ALEXANDRE", "MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE", "DIAS TOFFOLI", "SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO", "SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO", "ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO", "ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO", "JOSE ALEXANDRE", "MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO", "SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO", "ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO", "ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO", "JOSE ALEXANDRE", "MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO", "SINCLAIR FERREIRA DO NASCIMENTO", "ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO", "ALESSANDRO MOREIRA NASCIMENTO", "JOSE ALEXANDRE", "MIRIAM DE FREITAS ALEXANDRE", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "10", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "13", "31", "/", "8", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "19", "/", "10", "/", "2018", "22 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "19", "/", "10", "/", "2018", "22 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "13", "16", "/", "6", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "13", "16", "/", "6", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "8", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "8", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "12", ".", "10", ".", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "10", ".", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.087.977 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL ADV.(A/S) :JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Intempestividade do recurso extraordinário. Precedentes. 1. O agravante não observou o prazo de 15 (quinze) dias para a interposição do recurso extraordinário, segundo dispõe o art. 508 do Código de Processo Civil de 1973. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento), em desfavor da parte recorrente, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 12 a 19/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7381-E9B6-F112-15C5 e senha 7FE7-374F-32D8-1CA0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1087977 AGR / DF Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7381-E9B6-F112-15C5 e senha 7FE7-374F-32D8-1CA0 Supremo Tribunal Federal ARE 1087977 AGR / DF Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7381-E9B6-F112-15C5 e senha 7FE7-374F-32D8-1CA0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.087.977 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL ADV.(A/S) :JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da intempestividade do recurso extraordinário interposto na origem. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 629C-7B7D-0C9B-4808 e senha A5A9-D7C2-9648-646E Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.087.977 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL ADV.(A/S) :JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da intempestividade do recurso extraordinário interposto na origem. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 629C-7B7D-0C9B-4808 e senha A5A9-D7C2-9648-646E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.087.977 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, a parte agravante não observou o prazo recursal de 15 (quinze) dias para a interposição do recurso extraordinário, conforme estabelece o artigo 508 do Código de Processo Civil de 1973. Com efeito, o acórdão recorrido foi publicado em 13 de dezembro de 2011, terça-feira. O apelo extremo, todavia, foi protocolado somente em 9 de fevereiro de 2012, após o término do prazo. É, portanto, intempestivo. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. O recurso extraordinário não pode ser conhecido por ser intempestivo, uma vez que a parte recorrente protocolou a petição quando já transcorrido o prazo de 15 (quinze) dias previsto no art. 508 do Código de Processo Civil, contados após a publicação do acórdão em que o Tribunal de origem rejeitou os embargos de declaração. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 831.172/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 31/10/14). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Instrumento de mandato juntado por cópia, sem autenticação. Validade, a permitir o conhecimento da insurgência. Apelo interposto fora do prazo legal, em razão de suposta suspensão dos prazos por causa do recesso forense de final de ano. Necessidade de comprovação. Precedentes. 1. Conhece-se de agravo interposto por advogado cuja procuração é juntada aos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64EF-D8A6-092B-4FD6 e senha 93F3-2EF8-EDCA-8349 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.087.977 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, a parte agravante não observou o prazo recursal de 15 (quinze) dias para a interposição do recurso extraordinário, conforme estabelece o artigo 508 do Código de Processo Civil de 1973. Com efeito, o acórdão recorrido foi publicado em 13 de dezembro de 2011, terça-feira. O apelo extremo, todavia, foi protocolado somente em 9 de fevereiro de 2012, após o término do prazo. É, portanto, intempestivo. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. O recurso extraordinário não pode ser conhecido por ser intempestivo, uma vez que a parte recorrente protocolou a petição quando já transcorrido o prazo de 15 (quinze) dias previsto no art. 508 do Código de Processo Civil, contados após a publicação do acórdão em que o Tribunal de origem rejeitou os embargos de declaração. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 831.172/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 31/10/14). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Instrumento de mandato juntado por cópia, sem autenticação. Validade, a permitir o conhecimento da insurgência. Apelo interposto fora do prazo legal, em razão de suposta suspensão dos prazos por causa do recesso forense de final de ano. Necessidade de comprovação. Precedentes. 1. Conhece-se de agravo interposto por advogado cuja procuração é juntada aos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64EF-D8A6-092B-4FD6 e senha 93F3-2EF8-EDCA-8349 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1087977 AGR / DF autos na forma de mera cópia reprográfica, sendo dispensável a autenticação. 2. A comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo essa tempestividade ser demonstrada e comprovada pelo agravante mesmo que não haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem. 3. A jurisprudência da Corte evoluiu no sentido de admitir a comprovação desse requisito em agravo interposto contra a decisão em que se tenha reconhecido a intempestividade, mas isso, tampouco, ocorreu na espécie. 4. Agravo regimental não provido. (AI nº 741.616/RJ- AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 4/12/13) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PERÍODO DE RECESSO FORENSE DE FINAL DE ANO NO TJ/PR. FÉRIAS FORENSES. EC 45/04. NÃO-COMPROVAÇÃO NO TRASLADO. 1. A tempestividade do apelo extremo, em virtude de feriado local ou de suspensão dos prazos processuais pelo Tribunal de origem que não sejam de conhecimento obrigatório da instância ad quem, deve ser comprovada no momento da interposição do recurso. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido. (AI nº 610.384/PR-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/8/10) Ressalte-se que, à época da interposição do recurso extraordinário, não foram juntados aos autos quaisquer documentos que comprovem a suspensão dos prazos no Tribunal de origem. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64EF-D8A6-092B-4FD6 e senha 93F3-2EF8-EDCA-8349 Supremo Tribunal Federal ARE 1087977 AGR / DF autos na forma de mera cópia reprográfica, sendo dispensável a autenticação. 2. A comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo essa tempestividade ser demonstrada e comprovada pelo agravante mesmo que não haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem. 3. A jurisprudência da Corte evoluiu no sentido de admitir a comprovação desse requisito em agravo interposto contra a decisão em que se tenha reconhecido a intempestividade, mas isso, tampouco, ocorreu na espécie. 4. Agravo regimental não provido. (AI nº 741.616/RJ- AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 4/12/13) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PERÍODO DE RECESSO FORENSE DE FINAL DE ANO NO TJ/PR. FÉRIAS FORENSES. EC 45/04. NÃO-COMPROVAÇÃO NO TRASLADO. 1. A tempestividade do apelo extremo, em virtude de feriado local ou de suspensão dos prazos processuais pelo Tribunal de origem que não sejam de conhecimento obrigatório da instância ad quem, deve ser comprovada no momento da interposição do recurso. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido. (AI nº 610.384/PR-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/8/10) Ressalte-se que, à época da interposição do recurso extraordinário, não foram juntados aos autos quaisquer documentos que comprovem a suspensão dos prazos no Tribunal de origem. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64EF-D8A6-092B-4FD6 e senha 93F3-2EF8-EDCA-8349 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1087977 AGR / DF desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64EF-D8A6-092B-4FD6 e senha 93F3-2EF8-EDCA-8349 Supremo Tribunal Federal ARE 1087977 AGR / DF desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64EF-D8A6-092B-4FD6 e senha 93F3-2EF8-EDCA-8349 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.087.977 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF, 165498/MG, 170271/RJ, 49862A/RS) ADV.(A/S) : JEAN PAULO RUZZARIN (21006/DF, 168139/MG, 189223/RJ, 95867A/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78B1-2665-B56F-91C9 e senha 1506-3F9D-ACC0-A7C2 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.087.977 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF, 165498/MG, 170271/RJ, 49862A/RS) ADV.(A/S) : JEAN PAULO RUZZARIN (21006/DF, 168139/MG, 189223/RJ, 95867A/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78B1-2665-B56F-91C9 e senha 1506-3F9D-ACC0-A7C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748685825
2018-10-22T00:00:00
2018-11-20T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Intempestividade do recurso extraordinário. Precedentes. 1. O agravante não observou o prazo de 15 (quinze) dias para a interposição do recurso extraordinário, segundo dispõe o art. 508 do Código de Processo Civil de 1973. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento), em desfavor da parte recorrente, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur394716
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, INTEMPESTIVIDADE) AI 741616 AgR (1ªT), AI 610384 AgR (2ªT), ARE 831172 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 11/12/2018, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1087977
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00508\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1087977 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL ADV.(A/S) : JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.087.977 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL ADV.(A/S) :JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Intempestividade do recurso extraordinário. Precedentes. 1. O agravante não observou o prazo de 15 (quinze) dias para a interposição do recurso extraordinário, segundo dispõe o art. 508 do Código de Processo Civil de 1973. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento), em desfavor da parte recorrente, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 12 a 19/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7381-E9B6-F112-15C5 e senha 7FE7-374F-32D8-1CA0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1087977 AGR / DF Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7381-E9B6-F112-15C5 e senha 7FE7-374F-32D8-1CA0 Supremo Tribunal Federal ARE 1087977 AGR / DF Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7381-E9B6-F112-15C5 e senha 7FE7-374F-32D8-1CA0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.087.977 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL ADV.(A/S) :JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da intempestividade do recurso extraordinário interposto na origem. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 629C-7B7D-0C9B-4808 e senha A5A9-D7C2-9648-646E Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.087.977 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL ADV.(A/S) :JEAN PAULO RUZZARIN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da intempestividade do recurso extraordinário interposto na origem. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 629C-7B7D-0C9B-4808 e senha A5A9-D7C2-9648-646E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.087.977 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, a parte agravante não observou o prazo recursal de 15 (quinze) dias para a interposição do recurso extraordinário, conforme estabelece o artigo 508 do Código de Processo Civil de 1973. Com efeito, o acórdão recorrido foi publicado em 13 de dezembro de 2011, terça-feira. O apelo extremo, todavia, foi protocolado somente em 9 de fevereiro de 2012, após o término do prazo. É, portanto, intempestivo. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. O recurso extraordinário não pode ser conhecido por ser intempestivo, uma vez que a parte recorrente protocolou a petição quando já transcorrido o prazo de 15 (quinze) dias previsto no art. 508 do Código de Processo Civil, contados após a publicação do acórdão em que o Tribunal de origem rejeitou os embargos de declaração. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 831.172/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 31/10/14). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Instrumento de mandato juntado por cópia, sem autenticação. Validade, a permitir o conhecimento da insurgência. Apelo interposto fora do prazo legal, em razão de suposta suspensão dos prazos por causa do recesso forense de final de ano. Necessidade de comprovação. Precedentes. 1. Conhece-se de agravo interposto por advogado cuja procuração é juntada aos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64EF-D8A6-092B-4FD6 e senha 93F3-2EF8-EDCA-8349 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.087.977 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, a parte agravante não observou o prazo recursal de 15 (quinze) dias para a interposição do recurso extraordinário, conforme estabelece o artigo 508 do Código de Processo Civil de 1973. Com efeito, o acórdão recorrido foi publicado em 13 de dezembro de 2011, terça-feira. O apelo extremo, todavia, foi protocolado somente em 9 de fevereiro de 2012, após o término do prazo. É, portanto, intempestivo. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. O recurso extraordinário não pode ser conhecido por ser intempestivo, uma vez que a parte recorrente protocolou a petição quando já transcorrido o prazo de 15 (quinze) dias previsto no art. 508 do Código de Processo Civil, contados após a publicação do acórdão em que o Tribunal de origem rejeitou os embargos de declaração. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 831.172/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 31/10/14). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Instrumento de mandato juntado por cópia, sem autenticação. Validade, a permitir o conhecimento da insurgência. Apelo interposto fora do prazo legal, em razão de suposta suspensão dos prazos por causa do recesso forense de final de ano. Necessidade de comprovação. Precedentes. 1. Conhece-se de agravo interposto por advogado cuja procuração é juntada aos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64EF-D8A6-092B-4FD6 e senha 93F3-2EF8-EDCA-8349 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1087977 AGR / DF autos na forma de mera cópia reprográfica, sendo dispensável a autenticação. 2. A comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo essa tempestividade ser demonstrada e comprovada pelo agravante mesmo que não haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem. 3. A jurisprudência da Corte evoluiu no sentido de admitir a comprovação desse requisito em agravo interposto contra a decisão em que se tenha reconhecido a intempestividade, mas isso, tampouco, ocorreu na espécie. 4. Agravo regimental não provido. (AI n 741.616/RJ- AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 4/12/13) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PERÍODO DE RECESSO FORENSE DE FINAL DE ANO NO TJ/PR. FÉRIAS FORENSES. EC 45/04. NÃO-COMPROVAÇÃO NO TRASLADO. 1. A tempestividade do apelo extremo, em virtude de feriado local ou de suspensão dos prazos processuais pelo Tribunal de origem que não sejam de conhecimento obrigatório da instância ad quem, deve ser comprovada no momento da interposição do recurso. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido. (AI n 610.384/PR-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/8/10) Ressalte-se que, à época da interposição do recurso extraordinário, não foram juntados aos autos quaisquer documentos que comprovem a suspensão dos prazos no Tribunal de origem. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64EF-D8A6-092B-4FD6 e senha 93F3-2EF8-EDCA-8349 Supremo Tribunal Federal ARE 1087977 AGR / DF autos na forma de mera cópia reprográfica, sendo dispensável a autenticação. 2. A comprovação da tempestividade do recurso extraordinário é requisito essencial à sua admissibilidade, cabendo ao Supremo Tribunal Federal a decisão definitiva sobre o ponto, devendo essa tempestividade ser demonstrada e comprovada pelo agravante mesmo que não haja controvérsia a respeito do tema no Tribunal de origem. 3. A jurisprudência da Corte evoluiu no sentido de admitir a comprovação desse requisito em agravo interposto contra a decisão em que se tenha reconhecido a intempestividade, mas isso, tampouco, ocorreu na espécie. 4. Agravo regimental não provido. (AI n 741.616/RJ- AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 4/12/13) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PERÍODO DE RECESSO FORENSE DE FINAL DE ANO NO TJ/PR. FÉRIAS FORENSES. EC 45/04. NÃO-COMPROVAÇÃO NO TRASLADO. 1. A tempestividade do apelo extremo, em virtude de feriado local ou de suspensão dos prazos processuais pelo Tribunal de origem que não sejam de conhecimento obrigatório da instância ad quem, deve ser comprovada no momento da interposição do recurso. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido. (AI n 610.384/PR-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/8/10) Ressalte-se que, à época da interposição do recurso extraordinário, não foram juntados aos autos quaisquer documentos que comprovem a suspensão dos prazos no Tribunal de origem. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64EF-D8A6-092B-4FD6 e senha 93F3-2EF8-EDCA-8349 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1087977 AGR / DF desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64EF-D8A6-092B-4FD6 e senha 93F3-2EF8-EDCA-8349 Supremo Tribunal Federal ARE 1087977 AGR / DF desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64EF-D8A6-092B-4FD6 e senha 93F3-2EF8-EDCA-8349 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.087.977 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF, 165498/MG, 170271/RJ, 49862A/RS) ADV.(A/S) : JEAN PAULO RUZZARIN (21006/DF, 168139/MG, 189223/RJ, 95867A/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78B1-2665-B56F-91C9 e senha 1506-3F9D-ACC0-A7C2 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.087.977 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF, 165498/MG, 170271/RJ, 49862A/RS) ADV.(A/S) : JEAN PAULO RUZZARIN (21006/DF, 168139/MG, 189223/RJ, 95867A/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78B1-2665-B56F-91C9 e senha 1506-3F9D-ACC0-A7C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 087 . 977", "AGRAVO 1 . 087 . 977", "ARE n 831 . 172 / DF - AgR", "ARE n 831 . 172 / DF - AgR", "AI n 741 . 616 / RJ - AgR", "AI n 610 . 384 / PR - AgR", "AI n 741 . 616 / RJ - AgR", "ARE 1087977 AGR / DF", "ARE 1087977 AGR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "art . 508 do Código de Processo Civil de 1973", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 508 do Código de Processo Civil de 1973", "art . 508 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 508 do Código de Processo Civil de 1973", "art . 508 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 45 / 04", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINTUFRJ", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "UFRJ", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINTUFRJ", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "UFRJ", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "UFRJ", "Presidência", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "TJ", "/", "PR", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "TJ", "/", "PR", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINTUFRJ", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "UFRJ", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINTUFRJ", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "UFRJ", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "RUDI MEIRA CASSEL", "JEAN PAULO RUZZARIN", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RUDI MEIRA", "JEAN PAULO RUZZARIN", "DIAS TOFFOLI", "RUDI MEIRA", "JEAN PAULO RUZZARIN", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "RUDI MEIRA CASSEL", "JEAN PAULO RUZZARIN", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "RUDI MEIRA CASSEL", "JEAN PAULO RUZZARIN", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "10", "/", "2018", "12", "19", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "13 de dezembro de 2011", "9 de fevereiro de 2012", "31", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "13 de dezembro de 2011", "9 de fevereiro de 2012", "31", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "12", "/", "13", "20", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "12", "/", "13", "20", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "12", ".", "10", ".", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "10", ".", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.441 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SERGIO WESLEI DA CUNHA ADV.(A/S) :SERGIO WESLEI DA CUNHA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. RAZÕES RECURSAIS QUE NÃO INFIRMAM A DECISÃO AGRAVADA. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO QUANTO A NÃO CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. INADEQUAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA PARA QUESTIONAR APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A mera reiteração dos argumentos ventilados na inicial inviabilizam o exame do recurso de agravo regimental. II - A concessão de ofício é ato de iniciativa do magistrado, quando, no exame dos autos, entender que está diante de flagrante violação da norma ou teratologia decorrente do abuso de poder, tendo seu fundamento no art. 5°, LXVIII, da Constituição Federal de 1988, sendo descabida a alegação de omissão quando não for concedido o writ de ofício. III - A negativa de seguimento de recurso extraordinário, pelo Juízo de origem, com base na sistemática da repercussão geral, não é impugnável, seja pelo agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil, seja por reclamação. IV – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E557-D4D6-5656-494A e senha 0B83-FBC7-17C5-1FA2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RCL 24441 ED-AGR / SP unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de novembro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E557-D4D6-5656-494A e senha 0B83-FBC7-17C5-1FA2 Supremo Tribunal Federal RCL 24441 ED-AGR / SP unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de novembro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E557-D4D6-5656-494A e senha 0B83-FBC7-17C5-1FA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 06/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.441 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SERGIO WESLEI DA CUNHA ADV.(A/S) :SERGIO WESLEI DA CUNHA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto em favor de Sergio Weslei da Cunha contra decisão que rejeitou embargos de declaração. Em 20/2/2017, neguei seguimento à reclamação com fundamento no precedente do Plenário desta Suprema Corte no sentido de que a negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo Juízo de origem, com base na sistemática da repercussão geral, não é impugnável, seja pelo agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil, seja por reclamação. Inconformado, o paciente opôs embargos de declaração, alegando omissão quanto a não concessão de habeas corpus de ofício. Os declaratórios foram rejeitados diante da ausência de omissão, obscuridade ou contradição na decisão embargada. No presente agravo regimental, a agravante reitera as teses apresentadas na inicial da reclamatória, requerendo, por fim, a concessão de habeas corpus de ofício para trancar a ação penal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E684-3D10-0DFC-8810 e senha AB14-CC10-A618-FFA5 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.441 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SERGIO WESLEI DA CUNHA ADV.(A/S) :SERGIO WESLEI DA CUNHA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto em favor de Sergio Weslei da Cunha contra decisão que rejeitou embargos de declaração. Em 20/2/2017, neguei seguimento à reclamação com fundamento no precedente do Plenário desta Suprema Corte no sentido de que a negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo Juízo de origem, com base na sistemática da repercussão geral, não é impugnável, seja pelo agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil, seja por reclamação. Inconformado, o paciente opôs embargos de declaração, alegando omissão quanto a não concessão de habeas corpus de ofício. Os declaratórios foram rejeitados diante da ausência de omissão, obscuridade ou contradição na decisão embargada. No presente agravo regimental, a agravante reitera as teses apresentadas na inicial da reclamatória, requerendo, por fim, a concessão de habeas corpus de ofício para trancar a ação penal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E684-3D10-0DFC-8810 e senha AB14-CC10-A618-FFA5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 06/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.441 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, verifico ser o caso de negar provimento ao recurso de agravo regimental. Observo, de início, que o agravante não apresentou fundamentos aptos à atacar a decisão agravada, limitando-se a reiterar os argumentos ventilados na inicial da reclamação. Ademais, é descabido o argumento de omissão quanto a não concessão de habeas corpus de ofício. Isso porque este benefício é ato de iniciativa do magistrado, quando, no exame dos autos, entender que está diante de flagrante violação da norma ou teratologia decorrente do abuso de poder, tendo seu fundamento no art. 5°, LXVIII, da Constituição Federal de 1988. Ressalto, por fim, que a reclamatória ajuizada em favor do agravante não restou frutífera em razão da pacífica jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que a negativa de seguimento de recurso extraordinário, pelo Juízo de origem, com base na sistemática da repercussão geral, não é impugnável, seja pelo agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil, seja por reclamação. Nesse sentido: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3121-DA54-7C3B-1B8C e senha F315-CD9E-439B-7A59 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.441 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, verifico ser o caso de negar provimento ao recurso de agravo regimental. Observo, de início, que o agravante não apresentou fundamentos aptos à atacar a decisão agravada, limitando-se a reiterar os argumentos ventilados na inicial da reclamação. Ademais, é descabido o argumento de omissão quanto a não concessão de habeas corpus de ofício. Isso porque este benefício é ato de iniciativa do magistrado, quando, no exame dos autos, entender que está diante de flagrante violação da norma ou teratologia decorrente do abuso de poder, tendo seu fundamento no art. 5°, LXVIII, da Constituição Federal de 1988. Ressalto, por fim, que a reclamatória ajuizada em favor do agravante não restou frutífera em razão da pacífica jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que a negativa de seguimento de recurso extraordinário, pelo Juízo de origem, com base na sistemática da repercussão geral, não é impugnável, seja pelo agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil, seja por reclamação. Nesse sentido: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3121-DA54-7C3B-1B8C e senha F315-CD9E-439B-7A59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 24441 ED-AGR / SP em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJ 19/2/2010 – grifei). No mesmo sentido, cito, ainda, os seguintes precedentes da Segunda Turma: Rcl 24.167-AgR/RN, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 23.329-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 23.157-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello; e Rcl 22.690-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3121-DA54-7C3B-1B8C e senha F315-CD9E-439B-7A59 Supremo Tribunal Federal RCL 24441 ED-AGR / SP em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJ 19/2/2010 – grifei). No mesmo sentido, cito, ainda, os seguintes precedentes da Segunda Turma: Rcl 24.167-AgR/RN, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 23.329-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 23.157-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello; e Rcl 22.690-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3121-DA54-7C3B-1B8C e senha F315-CD9E-439B-7A59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/11/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.441 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SERGIO WESLEI DA CUNHA ADV.(A/S) : SERGIO WESLEI DA CUNHA (222209/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F749-CBAF-9877-F996 e senha D01E-00D9-141D-23B3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.441 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SERGIO WESLEI DA CUNHA ADV.(A/S) : SERGIO WESLEI DA CUNHA (222209/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F749-CBAF-9877-F996 e senha D01E-00D9-141D-23B3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748684872
2018-11-06T00:00:00
2018-11-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. RAZÕES RECURSAIS QUE NÃO INFIRMAM A DECISÃO AGRAVADA. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO QUANTO A NÃO CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. INADEQUAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA PARA QUESTIONAR APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A mera reiteração dos argumentos ventilados na inicial inviabilizam o exame do recurso de agravo regimental. II - A concessão de ofício é ato de iniciativa do magistrado, quando, no exame dos autos, entender que está diante de flagrante violação da norma ou teratologia decorrente do abuso de poder, tendo seu fundamento no art. 5°, LXVIII, da Constituição Federal de 1988, sendo descabida a alegação de omissão quando não for concedido o writ de ofício. III - A negativa de seguimento de recurso extraordinário, pelo Juízo de origem, com base na sistemática da repercussão geral, não é impugnável, seja pelo agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil, seja por reclamação. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur394838
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, APLICAÇÃO DE REPERCUSSÃO GERAL) AI 760358 QO (TP), Rcl 22690 AgR (2ªT), Rcl 23157 AgR (2ªT), Rcl 23329 AgR (2ªT), Rcl 24167 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 03/12/2018, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
24441
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01042\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-ED-AgR
acordaos
Rcl 24441 ED-AgR
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AGTE.(S) : SERGIO WESLEI DA CUNHA ADV.(A/S) : SERGIO WESLEI DA CUNHA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 06/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.441 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SERGIO WESLEI DA CUNHA ADV.(A/S) :SERGIO WESLEI DA CUNHA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. RAZÕES RECURSAIS QUE NÃO INFIRMAM A DECISÃO AGRAVADA. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO QUANTO A NÃO CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. INADEQUAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA PARA QUESTIONAR APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A mera reiteração dos argumentos ventilados na inicial inviabilizam o exame do recurso de agravo regimental. II - A concessão de ofício é ato de iniciativa do magistrado, quando, no exame dos autos, entender que está diante de flagrante violação da norma ou teratologia decorrente do abuso de poder, tendo seu fundamento no art. 5..., LXVIII, da Constituição Federal de 1988, sendo descabida a alegação de omissão quando não for concedido o writ de ofício. III - A negativa de seguimento de recurso extraordinário, pelo Juízo de origem, com base na sistemática da repercussão geral, não é impugnável, seja pelo agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil, seja por reclamação. IV – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E557-D4D6-5656-494A e senha 0B83-FBC7-17C5-1FA2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RCL 24441 ED-AGR / SP unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de novembro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E557-D4D6-5656-494A e senha 0B83-FBC7-17C5-1FA2 Supremo Tribunal Federal RCL 24441 ED-AGR / SP unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de novembro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E557-D4D6-5656-494A e senha 0B83-FBC7-17C5-1FA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 06/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.441 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SERGIO WESLEI DA CUNHA ADV.(A/S) :SERGIO WESLEI DA CUNHA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto em favor de Sergio Weslei da Cunha contra decisão que rejeitou embargos de declaração. Em 20/2/2017, neguei seguimento à reclamação com fundamento no precedente do Plenário desta Suprema Corte no sentido de que a negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo Juízo de origem, com base na sistemática da repercussão geral, não é impugnável, seja pelo agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil, seja por reclamação. Inconformado, o paciente opôs embargos de declaração, alegando omissão quanto a não concessão de habeas corpus de ofício. Os declaratórios foram rejeitados diante da ausência de omissão, obscuridade ou contradição na decisão embargada. No presente agravo regimental, a agravante reitera as teses apresentadas na inicial da reclamatória, requerendo, por fim, a concessão de habeas corpus de ofício para trancar a ação penal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E684-3D10-0DFC-8810 e senha AB14-CC10-A618-FFA5 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.441 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SERGIO WESLEI DA CUNHA ADV.(A/S) :SERGIO WESLEI DA CUNHA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto em favor de Sergio Weslei da Cunha contra decisão que rejeitou embargos de declaração. Em 20/2/2017, neguei seguimento à reclamação com fundamento no precedente do Plenário desta Suprema Corte no sentido de que a negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo Juízo de origem, com base na sistemática da repercussão geral, não é impugnável, seja pelo agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil, seja por reclamação. Inconformado, o paciente opôs embargos de declaração, alegando omissão quanto a não concessão de habeas corpus de ofício. Os declaratórios foram rejeitados diante da ausência de omissão, obscuridade ou contradição na decisão embargada. No presente agravo regimental, a agravante reitera as teses apresentadas na inicial da reclamatória, requerendo, por fim, a concessão de habeas corpus de ofício para trancar a ação penal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E684-3D10-0DFC-8810 e senha AB14-CC10-A618-FFA5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 06/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.441 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, verifico ser o caso de negar provimento ao recurso de agravo regimental. Observo, de início, que o agravante não apresentou fundamentos aptos à atacar a decisão agravada, limitando-se a reiterar os argumentos ventilados na inicial da reclamação. Ademais, é descabido o argumento de omissão quanto a não concessão de habeas corpus de ofício. Isso porque este benefício é ato de iniciativa do magistrado, quando, no exame dos autos, entender que está diante de flagrante violação da norma ou teratologia decorrente do abuso de poder, tendo seu fundamento no art. 5..., LXVIII, da Constituição Federal de 1988. Ressalto, por fim, que a reclamatória ajuizada em favor do agravante não restou frutífera em razão da pacífica jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que a negativa de seguimento de recurso extraordinário, pelo Juízo de origem, com base na sistemática da repercussão geral, não é impugnável, seja pelo agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil, seja por reclamação. Nesse sentido: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3121-DA54-7C3B-1B8C e senha F315-CD9E-439B-7A59 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.441 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, verifico ser o caso de negar provimento ao recurso de agravo regimental. Observo, de início, que o agravante não apresentou fundamentos aptos à atacar a decisão agravada, limitando-se a reiterar os argumentos ventilados na inicial da reclamação. Ademais, é descabido o argumento de omissão quanto a não concessão de habeas corpus de ofício. Isso porque este benefício é ato de iniciativa do magistrado, quando, no exame dos autos, entender que está diante de flagrante violação da norma ou teratologia decorrente do abuso de poder, tendo seu fundamento no art. 5..., LXVIII, da Constituição Federal de 1988. Ressalto, por fim, que a reclamatória ajuizada em favor do agravante não restou frutífera em razão da pacífica jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que a negativa de seguimento de recurso extraordinário, pelo Juízo de origem, com base na sistemática da repercussão geral, não é impugnável, seja pelo agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil, seja por reclamação. Nesse sentido: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3121-DA54-7C3B-1B8C e senha F315-CD9E-439B-7A59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 24441 ED-AGR / SP em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJ 19/2/2010 – grifei). No mesmo sentido, cito, ainda, os seguintes precedentes da Segunda Turma: Rcl 24.167-AgR/RN, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 23.329-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 23.157-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello; e Rcl 22.690-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3121-DA54-7C3B-1B8C e senha F315-CD9E-439B-7A59 Supremo Tribunal Federal RCL 24441 ED-AGR / SP em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJ 19/2/2010 – grifei). No mesmo sentido, cito, ainda, os seguintes precedentes da Segunda Turma: Rcl 24.167-AgR/RN, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 23.329-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 23.157-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello; e Rcl 22.690-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3121-DA54-7C3B-1B8C e senha F315-CD9E-439B-7A59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/11/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.441 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SERGIO WESLEI DA CUNHA ADV.(A/S) : SERGIO WESLEI DA CUNHA (222209/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F749-CBAF-9877-F996 e senha D01E-00D9-141D-23B3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.441 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SERGIO WESLEI DA CUNHA ADV.(A/S) : SERGIO WESLEI DA CUNHA (222209/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F749-CBAF-9877-F996 e senha D01E-00D9-141D-23B3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 24 . 441", "RECLAMAÇÃO 24 . 441", "RECLAMAÇÃO 24 . 441", "RECLAMAÇÃO 24 . 441", "RECLAMAÇÃO 24 . 441", "RCL 24441 ED", "AI 760 . 358 - QO / SE", "Rcl 24 . 167 - AgR / RN", "Rcl 23 . 329 - AgR / SP", "Rcl 23 . 157 - AgR / BA", "Rcl 22 . 690 - AgR / PE", "AI 760 . 358 - QO / SE", "Rcl 24 . 167 - AgR / RN", "Rcl 23 . 329 - AgR / SP", "Rcl 23 . 157 - AgR / BA", "Rcl 22 . 690 - AgR / PE" ], "LEGISLACAO": [ "art . 5 . . . , LXVIII , da Constituição Federal de 1988", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXVIII , da Constituição Federal de 1988", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXVIII , da Constituição Federal de 1988", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Plenário desta Suprema Corte", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "24441", "ED", "-", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "SERGIO WESLEI DA CUNHA", "SERGIO WESLEI DA CUNHA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "SERGIO WESLEI DA CUNHA", "SERGIO WESLEI DA CUNHA", "Ricardo Lewandowski", "Sergio Weslei da Cunha", "RICARDO LEWANDOWSKI", "SERGIO WESLEI DA CUNHA", "SERGIO WESLEI DA CUNHA", "Ricardo Lewandowski", "Sergio Weslei da Cunha", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "SERGIO WESLEI DA CUNHA", "SERGIO WESLEI DA CUNHA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "SERGIO WESLEI DA CUNHA", "SERGIO WESLEI DA CUNHA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "06", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "20", "/", "2", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "20", "/", "2", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "2", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "2", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "26", ".", "10", ".", "2018", "5", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "10", ".", "2018", "5", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.102 AMAPÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ AGDO.(A/S) :RICARDO COSTA FONSECA ADV.(A/S) :JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Agente penitenciário. Adicional de insalubridade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 26/10 a 5/11/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D20-D7F7-39DD-A9ED e senha EBE4-BD67-E207-4254 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1150102 AGR / AP Brasília, 6 de novembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D20-D7F7-39DD-A9ED e senha EBE4-BD67-E207-4254 Supremo Tribunal Federal ARE 1150102 AGR / AP Brasília, 6 de novembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D20-D7F7-39DD-A9ED e senha EBE4-BD67-E207-4254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 06/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.102 AMAPÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ AGDO.(A/S) :RICARDO COSTA FONSECA ADV.(A/S) :JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FDD-6D00-6D0C-4BFB e senha CC35-39FE-953F-A951 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.102 AMAPÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ AGDO.(A/S) :RICARDO COSTA FONSECA ADV.(A/S) :JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FDD-6D00-6D0C-4BFB e senha CC35-39FE-953F-A951 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 06/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.102 AMAPÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AGENTE PENITENCIÁRIO. SUBSÍDIO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LEI ESTADUAL Nº 14.188/2012. 1. A presente causa foi decidida com base na análise de legislação infraconstitucional e dos fatos e prova constantes nos autos. Incidência das Súmulas 280 e 279/STF. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (ARE nº 1.040.544/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 23/6/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Sistema remuneratório e benefícios. Adicional de insalubridade. 3. Matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Matéria infraconstitucional. 4. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 5. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 909A-7B6C-3B0E-7E06 e senha 2825-95D5-1EBE-F1B2 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.102 AMAPÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AGENTE PENITENCIÁRIO. SUBSÍDIO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LEI ESTADUAL Nº 14.188/2012. 1. A presente causa foi decidida com base na análise de legislação infraconstitucional e dos fatos e prova constantes nos autos. Incidência das Súmulas 280 e 279/STF. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (ARE nº 1.040.544/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 23/6/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Sistema remuneratório e benefícios. Adicional de insalubridade. 3. Matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Matéria infraconstitucional. 4. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 5. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 909A-7B6C-3B0E-7E06 e senha 2825-95D5-1EBE-F1B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1150102 AGR / AP Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 990.822/PB-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 7/4/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ESTADUAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 873.749/RS- AgR-segundo, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/8/15). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 909A-7B6C-3B0E-7E06 e senha 2825-95D5-1EBE-F1B2 Supremo Tribunal Federal ARE 1150102 AGR / AP Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 990.822/PB-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 7/4/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ESTADUAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 873.749/RS- AgR-segundo, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/8/15). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 909A-7B6C-3B0E-7E06 e senha 2825-95D5-1EBE-F1B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/11/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.102 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ AGDO.(A/S) : RICARDO COSTA FONSECA ADV.(A/S) : JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR (1822/AP, 27401-A/PA) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F722-51B4-D886-04F6 e senha F405-C587-873C-767E Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.102 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ AGDO.(A/S) : RICARDO COSTA FONSECA ADV.(A/S) : JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR (1822/AP, 27401-A/PA) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F722-51B4-D886-04F6 e senha F405-C587-873C-767E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748888442
2018-11-06T00:00:00
2018-12-18T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Agente penitenciário. Adicional de insalubridade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur397081
- Acórdão(s) citado(s): (ADICIONAL DE INSALUBRIDADE) ARE 873749 AgR-segundo (2ªT), ARE 990822 AgR (2ªT), ARE 1040544 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 12/02/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1150102
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 ART-00002 ART-00003 ART-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1150102 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ AGDO.(A/S) : RICARDO COSTA FONSECA ADV.(A/S) : JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR
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Ementa e Acórdão 06/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.102 AMAPÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ AGDO.(A/S) :RICARDO COSTA FONSECA ADV.(A/S) :JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Agente penitenciário. Adicional de insalubridade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 26/10 a 5/11/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D20-D7F7-39DD-A9ED e senha EBE4-BD67-E207-4254 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1150102 AGR / AP Brasília, 6 de novembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D20-D7F7-39DD-A9ED e senha EBE4-BD67-E207-4254 Supremo Tribunal Federal ARE 1150102 AGR / AP Brasília, 6 de novembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D20-D7F7-39DD-A9ED e senha EBE4-BD67-E207-4254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 06/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.102 AMAPÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ AGDO.(A/S) :RICARDO COSTA FONSECA ADV.(A/S) :JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FDD-6D00-6D0C-4BFB e senha CC35-39FE-953F-A951 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.102 AMAPÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ AGDO.(A/S) :RICARDO COSTA FONSECA ADV.(A/S) :JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FDD-6D00-6D0C-4BFB e senha CC35-39FE-953F-A951 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 06/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.102 AMAPÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AGENTE PENITENCIÁRIO. SUBSÍDIO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LEI ESTADUAL n 14.188/2012. 1. A presente causa foi decidida com base na análise de legislação infraconstitucional e dos fatos e prova constantes nos autos. Incidência das Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (ARE n 1.040.544/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 23/6/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Sistema remuneratório e benefícios. Adicional de insalubridade. 3. Matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Matéria infraconstitucional. 4. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 5. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 909A-7B6C-3B0E-7E06 e senha 2825-95D5-1EBE-F1B2 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.102 AMAPÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AGENTE PENITENCIÁRIO. SUBSÍDIO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LEI ESTADUAL n 14.188/2012. 1. A presente causa foi decidida com base na análise de legislação infraconstitucional e dos fatos e prova constantes nos autos. Incidência das Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (ARE n 1.040.544/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 23/6/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Sistema remuneratório e benefícios. Adicional de insalubridade. 3. Matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Matéria infraconstitucional. 4. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 5. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 909A-7B6C-3B0E-7E06 e senha 2825-95D5-1EBE-F1B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1150102 AGR / AP Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 990.822/PB-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 7/4/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ESTADUAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 873.749/RS- AgR-segundo, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/8/15). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 909A-7B6C-3B0E-7E06 e senha 2825-95D5-1EBE-F1B2 Supremo Tribunal Federal ARE 1150102 AGR / AP Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 990.822/PB-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 7/4/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ESTADUAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 873.749/RS- AgR-segundo, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/8/15). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 909A-7B6C-3B0E-7E06 e senha 2825-95D5-1EBE-F1B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/11/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.102 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ AGDO.(A/S) : RICARDO COSTA FONSECA ADV.(A/S) : JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR (1822/AP, 27401-A/PA) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F722-51B4-D886-04F6 e senha F405-C587-873C-767E Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.102 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ AGDO.(A/S) : RICARDO COSTA FONSECA ADV.(A/S) : JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR (1822/AP, 27401-A/PA) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F722-51B4-D886-04F6 e senha F405-C587-873C-767E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 150 . 102", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 150 . 102", "Súmulas ns 279", "Súmulas 280", "ARE n 1 . 040 . 544 / RS - AgR", "Súmulas ns 279", "Súmulas 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n", "ARE 1150102 AGR", "ARE n 990 . 822 / PB - AgR", "SÚMULAS NS . 279", "ARE n 873 . 749 / RS - AgR", "ARE 1150102 AGR / AP", "ARE n 990 . 822 / PB - AgR", "SÚMULAS NS . 279", "ARE n 873 . 749 / RS - AgR - segundo" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL n 14 . 188 / 2012", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL n 14 . 188 / 2012", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "Brasília", "Brasília", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "AG", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário" ], "PESSOA": [ "RICARDO COSTA FONSECA", "JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RICARDO COSTA FONSECA", "JORGE BALBINO DE ALMEIDA", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO COSTA FONSECA", "JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "RICARDO COSTA FONSECA", "JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "RICARDO COSTA FONSECA", "JORGE BALBINO DE ALMEIDA JUNIOR", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "06", "/", "11", "/", "2018", "26", "/", "10", "5", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "23", "/", "6", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "1", "23", "/", "6", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "4", "/", "17", "24", "/", "8", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "4", "/", "17", "24", "/", "8", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "11", "/", "2018", "26", ".", "10", ".", "2018", "5", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "10", ".", "2018", "5", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.015.197 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS ADV.(A/S) :ARISTON DE AQUINO ALVES EMBDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :PAULA DE PAIVA SANTOS ADV.(A/S) :IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN ADV.(A/S) :GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA EMENTA Embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Segundos embargos com que se busca rediscutir a causa. Impossibilidade. Precedentes. 1. As questões trazidas nos declaratórios já foram discutidas no julgamento do agravo regimental, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas pelo Tribunal Pleno no julgamento dos embargos de declaração anteriormente opostos. 2. Não se conhece de segundos embargos de declaração cujo objetivo seja promover a rediscussão da causa. 3. Embargos de declaração dos quais não se conhece, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa, nos termos do disciplinado no art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015, manifesto o caráter protelatório. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 9 a 16/11/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em não conhecer dos embargos de declaração, com imposição de multa de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 368A-B948-D240-4C00 e senha EB1C-3A77-3125-8D51 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1015197 AGR-ED-ED / DF 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.026, § 2º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 368A-B948-D240-4C00 e senha EB1C-3A77-3125-8D51 Supremo Tribunal Federal ARE 1015197 AGR-ED-ED / DF 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.026, § 2º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 368A-B948-D240-4C00 e senha EB1C-3A77-3125-8D51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 19/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.015.197 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS ADV.(A/S) :ARISTON DE AQUINO ALVES EMBDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :PAULA DE PAIVA SANTOS ADV.(A/S) :IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN ADV.(A/S) :GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de segundos embargos de declaração opostos contra acórdão mediante o qual a Segunda Turma negou provimento a agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, no percentual de 1% (um por cento). No julgamento dos primeiros embargos de declaração, a Segunda Turma rejeitou os aclaratórios, dada a ausência de omissão, obscuridade, contradição ou erro material. O acórdão foi assim ementado: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. O embargante insiste na erronia dos julgados proferidos por esta Corte e na não incidência da Súmula 284/STF. Insurge-se, ainda, contra a incidência da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC38-DECA-9924-E7A6 e senha 50AC-2AB8-8D91-BBCE Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.015.197 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS ADV.(A/S) :ARISTON DE AQUINO ALVES EMBDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :PAULA DE PAIVA SANTOS ADV.(A/S) :IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN ADV.(A/S) :GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de segundos embargos de declaração opostos contra acórdão mediante o qual a Segunda Turma negou provimento a agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, no percentual de 1% (um por cento). No julgamento dos primeiros embargos de declaração, a Segunda Turma rejeitou os aclaratórios, dada a ausência de omissão, obscuridade, contradição ou erro material. O acórdão foi assim ementado: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. O embargante insiste na erronia dos julgados proferidos por esta Corte e na não incidência da Súmula 284/STF. Insurge-se, ainda, contra a incidência da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC38-DECA-9924-E7A6 e senha 50AC-2AB8-8D91-BBCE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 19/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.015.197 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. As questões trazidas nestes declaratórios já foram discutidas nas razões do agravo regimental, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas por este Tribunal Pleno no julgamento do acórdão ora embargado. Assim, incabível o conhecimento destes segundos embargos de declaração, cujo objetivo é provocar o rejulgamento da causa. Nesse sentido: “SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE – RECURSO UTILIZADO COM O OBJETIVO DE INFRINGIR O JULGADO – INADMISSIBILIDADE – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Os embargos de declaração – desde que ausentes os seus requisitos de admissibilidade – não podem ser utilizados com o indevido objetivo de infringir o julgado, sob pena de inaceitável desvio da específica função jurídico-processual para a qual esse tipo recursal se acha instrumentalmente vocacionado. Precedentes. MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82C-DF15-7074-0137 e senha 6DD2-915E-2D15-7A66 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.015.197 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. As questões trazidas nestes declaratórios já foram discutidas nas razões do agravo regimental, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas por este Tribunal Pleno no julgamento do acórdão ora embargado. Assim, incabível o conhecimento destes segundos embargos de declaração, cujo objetivo é provocar o rejulgamento da causa. Nesse sentido: “SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE – RECURSO UTILIZADO COM O OBJETIVO DE INFRINGIR O JULGADO – INADMISSIBILIDADE – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Os embargos de declaração – desde que ausentes os seus requisitos de admissibilidade – não podem ser utilizados com o indevido objetivo de infringir o julgado, sob pena de inaceitável desvio da específica função jurídico-processual para a qual esse tipo recursal se acha instrumentalmente vocacionado. Precedentes. MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82C-DF15-7074-0137 e senha 6DD2-915E-2D15-7A66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1015197 AGR-ED-ED / DF da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a que se refere o art. 1.026, § 2º, do CPC/15 possui função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses. Precedentes” (RE nº 925.445/DF-AgR-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 23/6/16). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 1.022 DO CPC/2015. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Não há obscuridade, contradição, omissão ou erro material no acórdão questionado, o que afasta a presença de qualquer dos pressupostos de embargabilidade, nos termos do art. 1.022 do CPC/2015. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que se efetivou regularmente. 3. Caráter manifestamente protelatório dos embargos, que autoriza a imposição de multa de 2% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. 4. Embargos de declaração desprovidos, com aplicação da multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015” (Rcl nº 22.306/BA-AgR-ED-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 8/6/16). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82C-DF15-7074-0137 e senha 6DD2-915E-2D15-7A66 Supremo Tribunal Federal ARE 1015197 AGR-ED-ED / DF da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a que se refere o art. 1.026, § 2º, do CPC/15 possui função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses. Precedentes” (RE nº 925.445/DF-AgR-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 23/6/16). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 1.022 DO CPC/2015. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Não há obscuridade, contradição, omissão ou erro material no acórdão questionado, o que afasta a presença de qualquer dos pressupostos de embargabilidade, nos termos do art. 1.022 do CPC/2015. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que se efetivou regularmente. 3. Caráter manifestamente protelatório dos embargos, que autoriza a imposição de multa de 2% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. 4. Embargos de declaração desprovidos, com aplicação da multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015” (Rcl nº 22.306/BA-AgR-ED-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 8/6/16). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82C-DF15-7074-0137 e senha 6DD2-915E-2D15-7A66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1015197 AGR-ED-ED / DF “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO EMBARGADO QUE CONCLUIU PELA AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. REITERAÇÃO DO VÍCIO DE OMISSÃO RELATIVO À MATÉRIA JÁ APONTADA NOS ANTERIORES DECLARATÓRIOS. CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE INOCORRENTES. MANIFESTO CARÁTER PROCRASTINATÓRIO. APLICAÇÃO DA MULTA PREVISTA NO ART. 1.026, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. 1. Observada a dicção do art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, não são hábeis os aclaratórios à veiculação de vícios já apontados em anteriores embargos de declaração e apreciados pelo órgão julgador. 2. Os vícios – omissão, contradição, obscuridade ou mesmo erro material – suscetíveis de ataque em novos embargos de declaração são apenas os acaso surgidos na última decisão que se ataca. 3. Embargos declaratórios não conhecidos, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do disciplinado no art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015, manifesto o caráter protelatório” (AC nº 3.923/RS-AgR-ED-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 17/5/16). Ante o exposto, não conheço dos embargos de declaração, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, nos termos disciplinado no art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015, dado o manifesto o caráter protelatório. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82C-DF15-7074-0137 e senha 6DD2-915E-2D15-7A66 Supremo Tribunal Federal ARE 1015197 AGR-ED-ED / DF “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO EMBARGADO QUE CONCLUIU PELA AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. REITERAÇÃO DO VÍCIO DE OMISSÃO RELATIVO À MATÉRIA JÁ APONTADA NOS ANTERIORES DECLARATÓRIOS. CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE INOCORRENTES. MANIFESTO CARÁTER PROCRASTINATÓRIO. APLICAÇÃO DA MULTA PREVISTA NO ART. 1.026, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. 1. Observada a dicção do art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, não são hábeis os aclaratórios à veiculação de vícios já apontados em anteriores embargos de declaração e apreciados pelo órgão julgador. 2. Os vícios – omissão, contradição, obscuridade ou mesmo erro material – suscetíveis de ataque em novos embargos de declaração são apenas os acaso surgidos na última decisão que se ataca. 3. Embargos declaratórios não conhecidos, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do disciplinado no art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015, manifesto o caráter protelatório” (AC nº 3.923/RS-AgR-ED-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 17/5/16). Ante o exposto, não conheço dos embargos de declaração, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, nos termos disciplinado no art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015, dado o manifesto o caráter protelatório. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82C-DF15-7074-0137 e senha 6DD2-915E-2D15-7A66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 19/11/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.015.197 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS ADV.(A/S) : ARISTON DE AQUINO ALVES (DF011415/) EMBDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : PAULA DE PAIVA SANTOS (0027275/DF) ADV.(A/S) : IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN (45993/DF) ADV.(A/S) : GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA (008971/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.026, § 2º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED0A-A567-FBBE-2515 e senha E7EE-8313-7D53-4390 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.015.197 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS ADV.(A/S) : ARISTON DE AQUINO ALVES (DF011415/) EMBDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : PAULA DE PAIVA SANTOS (0027275/DF) ADV.(A/S) : IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN (45993/DF) ADV.(A/S) : GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA (008971/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.026, § 2º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED0A-A567-FBBE-2515 e senha E7EE-8313-7D53-4390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748841578
2018-11-19T00:00:00
2018-12-11T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.026, § 2º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Segundos embargos com que se busca rediscutir a causa. Impossibilidade. Precedentes. 1. As questões trazidas nos declaratórios já foram discutidas no julgamento do agravo regimental, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas pelo Tribunal Pleno no julgamento dos embargos de declaração anteriormente opostos. 2. Não se conhece de segundos embargos de declaração cujo objetivo seja promover a rediscussão da causa. 3. Embargos de declaração dos quais não se conhece, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa, nos termos do disciplinado no art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015, manifesto o caráter protelatório.
sjur396658
- Acórdão(s) citado(s): (ED, REJULGAMENTO DA CAUSA) RE 925445 AgR-ED-ED (2ªT), Rcl 22306 AgR-ED-ED (1ªT), AC 3923 AgR-ED-ED (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 05/02/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1015197
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01026 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR-ED-ED
acordaos
ARE 1015197 AgR-ED-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS ADV.(A/S) : ARISTON DE AQUINO ALVES EMBDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : PAULA DE PAIVA SANTOS ADV.(A/S) : IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN ADV.(A/S) : GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.015.197 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS ADV.(A/S) :ARISTON DE AQUINO ALVES EMBDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :PAULA DE PAIVA SANTOS ADV.(A/S) :IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN ADV.(A/S) :GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA EMENTA Embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Segundos embargos com que se busca rediscutir a causa. Impossibilidade. Precedentes. 1. As questões trazidas nos declaratórios já foram discutidas no julgamento do agravo regimental, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas pelo Tribunal Pleno no julgamento dos embargos de declaração anteriormente opostos. 2. Não se conhece de segundos embargos de declaração cujo objetivo seja promover a rediscussão da causa. 3. Embargos de declaração dos quais não se conhece, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa, nos termos do disciplinado no art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015, manifesto o caráter protelatório. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 9 a 16/11/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em não conhecer dos embargos de declaração, com imposição de multa de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 368A-B948-D240-4C00 e senha EB1C-3A77-3125-8D51 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1015197 AGR-ED-ED / DF 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 368A-B948-D240-4C00 e senha EB1C-3A77-3125-8D51 Supremo Tribunal Federal ARE 1015197 AGR-ED-ED / DF 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 368A-B948-D240-4C00 e senha EB1C-3A77-3125-8D51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 19/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.015.197 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS ADV.(A/S) :ARISTON DE AQUINO ALVES EMBDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :PAULA DE PAIVA SANTOS ADV.(A/S) :IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN ADV.(A/S) :GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de segundos embargos de declaração opostos contra acórdão mediante o qual a Segunda Turma negou provimento a agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, no percentual de 1% (um por cento). No julgamento dos primeiros embargos de declaração, a Segunda Turma rejeitou os aclaratórios, dada a ausência de omissão, obscuridade, contradição ou erro material. O acórdão foi assim ementado: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. O embargante insiste na erronia dos julgados proferidos por esta Corte e na não incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Insurge-se, ainda, contra a incidência da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC38-DECA-9924-E7A6 e senha 50AC-2AB8-8D91-BBCE Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.015.197 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS ADV.(A/S) :ARISTON DE AQUINO ALVES EMBDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :PAULA DE PAIVA SANTOS ADV.(A/S) :IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN ADV.(A/S) :GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de segundos embargos de declaração opostos contra acórdão mediante o qual a Segunda Turma negou provimento a agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, no percentual de 1% (um por cento). No julgamento dos primeiros embargos de declaração, a Segunda Turma rejeitou os aclaratórios, dada a ausência de omissão, obscuridade, contradição ou erro material. O acórdão foi assim ementado: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. O embargante insiste na erronia dos julgados proferidos por esta Corte e na não incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Insurge-se, ainda, contra a incidência da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC38-DECA-9924-E7A6 e senha 50AC-2AB8-8D91-BBCE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 19/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.015.197 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. As questões trazidas nestes declaratórios já foram discutidas nas razões do agravo regimental, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas por este Tribunal Pleno no julgamento do acórdão ora embargado. Assim, incabível o conhecimento destes segundos embargos de declaração, cujo objetivo é provocar o rejulgamento da causa. Nesse sentido: “SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE – RECURSO UTILIZADO COM O OBJETIVO DE INFRINGIR O JULGADO – INADMISSIBILIDADE – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Os embargos de declaração – desde que ausentes os seus requisitos de admissibilidade – não podem ser utilizados com o indevido objetivo de infringir o julgado, sob pena de inaceitável desvio da específica função jurídico-processual para a qual esse tipo recursal se acha instrumentalmente vocacionado. Precedentes. MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82C-DF15-7074-0137 e senha 6DD2-915E-2D15-7A66 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.015.197 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. As questões trazidas nestes declaratórios já foram discutidas nas razões do agravo regimental, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas por este Tribunal Pleno no julgamento do acórdão ora embargado. Assim, incabível o conhecimento destes segundos embargos de declaração, cujo objetivo é provocar o rejulgamento da causa. Nesse sentido: “SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE – RECURSO UTILIZADO COM O OBJETIVO DE INFRINGIR O JULGADO – INADMISSIBILIDADE – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Os embargos de declaração – desde que ausentes os seus requisitos de admissibilidade – não podem ser utilizados com o indevido objetivo de infringir o julgado, sob pena de inaceitável desvio da específica função jurídico-processual para a qual esse tipo recursal se acha instrumentalmente vocacionado. Precedentes. MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82C-DF15-7074-0137 e senha 6DD2-915E-2D15-7A66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1015197 AGR-ED-ED / DF da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a que se refere o art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil/15 possui função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses. Precedentes” (Recurso Extraordinário n 925.445/DF-AgR-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 23/6/16). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 1.022 DO Código de Processo Civil/2015. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Não há obscuridade, contradição, omissão ou erro material no acórdão questionado, o que afasta a presença de qualquer dos pressupostos de embargabilidade, nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil/2015. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que se efetivou regularmente. 3. Caráter manifestamente protelatório dos embargos, que autoriza a imposição de multa de 2% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. 4. Embargos de declaração desprovidos, com aplicação da multa prevista no art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil/2015” (Rcl n 22.306/BA-AgR-ED-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 8/6/16). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82C-DF15-7074-0137 e senha 6DD2-915E-2D15-7A66 Supremo Tribunal Federal ARE 1015197 AGR-ED-ED / DF da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a que se refere o art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil/15 possui função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses. Precedentes” (Recurso Extraordinário n 925.445/DF-AgR-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 23/6/16). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 1.022 DO Código de Processo Civil/2015. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Não há obscuridade, contradição, omissão ou erro material no acórdão questionado, o que afasta a presença de qualquer dos pressupostos de embargabilidade, nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil/2015. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que se efetivou regularmente. 3. Caráter manifestamente protelatório dos embargos, que autoriza a imposição de multa de 2% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. 4. Embargos de declaração desprovidos, com aplicação da multa prevista no art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil/2015” (Rcl n 22.306/BA-AgR-ED-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 8/6/16). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82C-DF15-7074-0137 e senha 6DD2-915E-2D15-7A66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1015197 AGR-ED-ED / DF “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO EMBARGADO QUE CONCLUIU PELA AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. REITERAÇÃO DO VÍCIO DE OMISSÃO RELATIVO À MATÉRIA JÁ APONTADA NOS ANTERIORES DECLARATÓRIOS. CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE INOCORRENTES. MANIFESTO CARÁTER PROCRASTINATÓRIO. APLICAÇÃO DA MULTA PREVISTA NO ART. 1.026, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. 1. Observada a dicção do art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, não são hábeis os aclaratórios à veiculação de vícios já apontados em anteriores embargos de declaração e apreciados pelo órgão julgador. 2. Os vícios – omissão, contradição, obscuridade ou mesmo erro material – suscetíveis de ataque em novos embargos de declaração são apenas os acaso surgidos na última decisão que se ataca. 3. Embargos declaratórios não conhecidos, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do disciplinado no art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015, manifesto o caráter protelatório” (AC n 3.923/RS-AgR-ED-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 17/5/16). Ante o exposto, não conheço dos embargos de declaração, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, nos termos disciplinado no art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015, dado o manifesto o caráter protelatório. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82C-DF15-7074-0137 e senha 6DD2-915E-2D15-7A66 Supremo Tribunal Federal ARE 1015197 AGR-ED-ED / DF “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO EMBARGADO QUE CONCLUIU PELA AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. REITERAÇÃO DO VÍCIO DE OMISSÃO RELATIVO À MATÉRIA JÁ APONTADA NOS ANTERIORES DECLARATÓRIOS. CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE INOCORRENTES. MANIFESTO CARÁTER PROCRASTINATÓRIO. APLICAÇÃO DA MULTA PREVISTA NO ART. 1.026, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. 1. Observada a dicção do art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, não são hábeis os aclaratórios à veiculação de vícios já apontados em anteriores embargos de declaração e apreciados pelo órgão julgador. 2. Os vícios – omissão, contradição, obscuridade ou mesmo erro material – suscetíveis de ataque em novos embargos de declaração são apenas os acaso surgidos na última decisão que se ataca. 3. Embargos declaratórios não conhecidos, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do disciplinado no art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015, manifesto o caráter protelatório” (AC n 3.923/RS-AgR-ED-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 17/5/16). Ante o exposto, não conheço dos embargos de declaração, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, nos termos disciplinado no art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015, dado o manifesto o caráter protelatório. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82C-DF15-7074-0137 e senha 6DD2-915E-2D15-7A66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 19/11/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.015.197 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS ADV.(A/S) : ARISTON DE AQUINO ALVES (DF011415/) EMBDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : PAULA DE PAIVA SANTOS (0027275/DF) ADV.(A/S) : IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN (45993/DF) ADV.(A/S) : GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA (008971/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED0A-A567-FBBE-2515 e senha E7EE-8313-7D53-4390 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.015.197 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS ADV.(A/S) : ARISTON DE AQUINO ALVES (DF011415/) EMBDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : PAULA DE PAIVA SANTOS (0027275/DF) ADV.(A/S) : IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN (45993/DF) ADV.(A/S) : GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA (008971/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED0A-A567-FBBE-2515 e senha E7EE-8313-7D53-4390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 015 . 197", "ARE 1015197 AGR", "Recurso Extraordinário n 925 . 445 / DF - AgR - ED - ED", "Rcl n 22 . 306 / BA - AgR - ED - ED", "Recurso Extraordinário n 925 . 445 / DF - AgR -", "Rcl n 22 . 306 / BA - AgR - ED - ED", "ARE 1015197 AGR - ED - ED / DF", "AC n 3 . 923 / RS - AgR - ED - ED", "AC n 3 . 923 / RS - AgR - ED - ED" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 15", "ART . 1 . 022 DO Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 15", "ART . 1 . 022 DO Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 026 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil de 2015", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 026 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil de 2015", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "HSBC BANK BRASIL S . A .", "BANCO MULTIPLO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "HSBC BANK BRASIL S . A .", "BANCO MULTIPLO", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "HSBC BANK BRASIL S . A .", "BANCO MULTIPLO", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PLENÁRIO", "HSBC BANK BRASIL S . A .", "BANCO MULTIPLO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "HSBC BANK BRASIL S . A .", "BANCO MULTIPLO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS", "ARISTON DE AQUINO ALVES", "PAULA DE PAIVA SANTOS", "IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN", "GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS", "ARISTON DE AQUINO ALVES", "PAULA DE PAIVA SANTOS", "IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN", "GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA", "DIAS TOFFOLI", "RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS", "ARISTON DE AQUINO ALVES", "PAULA DE PAIVA SANTOS", "IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN", "GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS", "ARISTON DE AQUINO ALVES", "PAULA DE PAIVA SANTOS", "IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN", "GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "RAILTON PEREIRA RAMOS DE JESUS", "ARISTON DE AQUINO ALVES", "PAULA DE PAIVA SANTOS", "IAN DOS SANTOS OLIVEIRA MILHOMEN", "GISALDO DO NASCIMENTO PEREIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "11", "/", "2018", "9", "16", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "6", "/", "16", "8", "/", "6", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "6", "/", "16", "8", "/", "6", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "11", ".", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) :JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO. PRISÃO CAUTELAR. REGIME INICIAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. A superveniente modificação do quadro processual da causa, com o julgamento do mérito do habeas corpus impetrado no Tribunal estadual, “faz instaurar situação configuradora de prejudicialidade (RTJ 141/502), justificando-se, em consequência, a extinção anômala do processo” (HC 83.799-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 3. No caso, não ficou demonstrada nenhuma teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício. Prisão preventiva justificada pela gravidade concreta da conduta, notadamente por se tratar de “crime de roubo, praticado em comparsaria e com emprego de grave ameaça e em plena via pública”. Ademais, o regime prisional fechado foi justificado pelas instâncias de origem com apoio em circunstâncias judiciais desfavoráveis. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786B-E509-AEE9-6A91 e senha 5E44-6B8E-EB1A-B915 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 161062 AGR / SP Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786B-E509-AEE9-6A91 e senha 5E44-6B8E-EB1A-B915 Supremo Tribunal Federal HC 161062 AGR / SP Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786B-E509-AEE9-6A91 e senha 5E44-6B8E-EB1A-B915 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) :JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o HC 461.504, do Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime previsto no artigo 157, § 2º, II, do Código Penal, vedado o direito de recorrer em liberdade. 3. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Indeferida a liminar, sobreveio a impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 461.504, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, indeferiu liminarmente o writ. 4. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a ausência de fundamentação idônea para a manutenção da prisão preventiva. Alega, ainda, a existência de dúvidas quanto à autoria delitiva. 5. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA7B-4F1F-D9B9-0E62 e senha BD61-95C1-974E-08BF Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) :JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o HC 461.504, do Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime previsto no artigo 157, § 2º, II, do Código Penal, vedado o direito de recorrer em liberdade. 3. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Indeferida a liminar, sobreveio a impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 461.504, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, indeferiu liminarmente o writ. 4. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a ausência de fundamentação idônea para a manutenção da prisão preventiva. Alega, ainda, a existência de dúvidas quanto à autoria delitiva. 5. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA7B-4F1F-D9B9-0E62 e senha BD61-95C1-974E-08BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 161062 AGR / SP Cumulativamente, pleiteia a fixação do regime inicial semiaberto. Decido. 6. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do STF, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 7. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA7B-4F1F-D9B9-0E62 e senha BD61-95C1-974E-08BF Supremo Tribunal Federal HC 161062 AGR / SP Cumulativamente, pleiteia a fixação do regime inicial semiaberto. Decido. 6. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do STF, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 7. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA7B-4F1F-D9B9-0E62 e senha BD61-95C1-974E-08BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 161062 AGR / SP desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 8. Por outro lado, o caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. As peças que instruem este processo não evidenciam situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a imediata expedição de um alvará de soltura em favor do acionante. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Juízo de origem, no sentido de que estão ‘presentes os requisitos do artigo 312, do Código de Processo Penal, por se tratar de crime de roubo, praticado em comparsaria e com emprego de grave ameaça e em plena via pública’. 9. Quanto ao mais, o entendimento do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que ‘A alegação de ausência de autoria e materialidade é insuscetível de deslinde em sede de habeas corpus, que, como é cediço, não comporta reexame de fatos e provas’ (RHC 117.491, Rel. Min. Luiz Fux). 10. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus”. 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na alegação de ausência de fundamentação idônea para a decretação da custódia cautelar. Alega, ainda, a possibilidade da fixação de regime inicial mais brando. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Cumulativamente, pleiteia a fixação do regime inicial semiaberto. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA7B-4F1F-D9B9-0E62 e senha BD61-95C1-974E-08BF Supremo Tribunal Federal HC 161062 AGR / SP desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 8. Por outro lado, o caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. As peças que instruem este processo não evidenciam situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a imediata expedição de um alvará de soltura em favor do acionante. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Juízo de origem, no sentido de que estão ‘presentes os requisitos do artigo 312, do Código de Processo Penal, por se tratar de crime de roubo, praticado em comparsaria e com emprego de grave ameaça e em plena via pública’. 9. Quanto ao mais, o entendimento do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que ‘A alegação de ausência de autoria e materialidade é insuscetível de deslinde em sede de habeas corpus, que, como é cediço, não comporta reexame de fatos e provas’ (RHC 117.491, Rel. Min. Luiz Fux). 10. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus”. 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na alegação de ausência de fundamentação idônea para a decretação da custódia cautelar. Alega, ainda, a possibilidade da fixação de regime inicial mais brando. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Cumulativamente, pleiteia a fixação do regime inicial semiaberto. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA7B-4F1F-D9B9-0E62 e senha BD61-95C1-974E-08BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. Ademais, não há como deixar de reconhecer o prejuízo da impetração. A página oficial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na internet dá conta de que sobreveio o julgamento do mérito do habeas corpus formalizado naquela Corte estadual. Circunstância processual que também inviabiliza a análise do presente pedido de habeas corpus, uma vez que “a superveniente modificação do quadro processual, resultante de inovação do estado de fato ou de direito ocorrida posteriormente à impetração do ‘habeas corpus’, faz instaurar situação configuradora de prejudicialidade (RTJ 141/502), justificando-se, em conseqüência, a extinção anômala do processo”(HC 83.799-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). Vejam-se, nessa linha, o HC 109.142, Rel. Min. Dias Toffoli; e o HC 123.431, de minha relatoria. 4. As peças que instruem este processo não evidenciam situação que autorize a concessão da ordem de ofício. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Juízo de origem, no sentido de que estão “presentes os requisitos do artigo 312, do Código de Processo Penal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F47F-FB41-6895-5176 e senha CD56-8499-055B-DCEC Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. Ademais, não há como deixar de reconhecer o prejuízo da impetração. A página oficial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na internet dá conta de que sobreveio o julgamento do mérito do habeas corpus formalizado naquela Corte estadual. Circunstância processual que também inviabiliza a análise do presente pedido de habeas corpus, uma vez que “a superveniente modificação do quadro processual, resultante de inovação do estado de fato ou de direito ocorrida posteriormente à impetração do ‘habeas corpus’, faz instaurar situação configuradora de prejudicialidade (RTJ 141/502), justificando-se, em conseqüência, a extinção anômala do processo”(HC 83.799-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). Vejam-se, nessa linha, o HC 109.142, Rel. Min. Dias Toffoli; e o HC 123.431, de minha relatoria. 4. As peças que instruem este processo não evidenciam situação que autorize a concessão da ordem de ofício. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Juízo de origem, no sentido de que estão “presentes os requisitos do artigo 312, do Código de Processo Penal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F47F-FB41-6895-5176 e senha CD56-8499-055B-DCEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 161062 AGR / SP por se tratar de crime de roubo, praticado em comparsaria e com emprego de grave ameaça e em plena via pública”. 5. Tenho afirmado em sucessivos julgamentos que, nas hipóteses envolvendo crimes praticados com violência real ou grave ameaça à pessoa, o ônus argumentativo em relação à periculosidade concreta do agente é menor. A forma em si como foi praticado o delito já sinaliza para o grau de periculosidade do acusado. No caso, não vejo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a expedição do alvará de soltura do acionante. 6. Quanto ao mais, reconheço que a “imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719/STF). Mas o fato é que, na hipótese de que se cuida, o magistrado fixou o regime fechado, com respaldo na gravidade concreta da conduta e da personalidade do agente, o que autoriza a fixação de regime prisional mais severo, nos termos do art. 33, § 3º, do CP. Transcrevo, nesse sentido, as seguintes passagens da sentença condenatória: “[...] No que concerne ao regime prisional imponível à espécie, mister fixar-se para os acusados a modalidade inicial fechada. Destaco a gravidade concreta da hipótese vertente, nos termos do artigo 33, § 3º, do Código Penal. A prática ocorreu em comparsaria, em plena via pública, demonstrando ousadia exacerbada, tendo os agentes por objeto, além de outros bens, o carro da vítima, com truculência e grave ameaça exacerbadas na abordagem, além da presença da filha da ofendida, extrapolando em muito a elementar do tipo penal, sendo, pois, grave a consequência do fato, tudo a demonstrar, pois, suas personalidades desvirtuadas, voltadas para a criminalidade violenta. […].” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F47F-FB41-6895-5176 e senha CD56-8499-055B-DCEC Supremo Tribunal Federal HC 161062 AGR / SP por se tratar de crime de roubo, praticado em comparsaria e com emprego de grave ameaça e em plena via pública”. 5. Tenho afirmado em sucessivos julgamentos que, nas hipóteses envolvendo crimes praticados com violência real ou grave ameaça à pessoa, o ônus argumentativo em relação à periculosidade concreta do agente é menor. A forma em si como foi praticado o delito já sinaliza para o grau de periculosidade do acusado. No caso, não vejo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a expedição do alvará de soltura do acionante. 6. Quanto ao mais, reconheço que a “imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719/STF). Mas o fato é que, na hipótese de que se cuida, o magistrado fixou o regime fechado, com respaldo na gravidade concreta da conduta e da personalidade do agente, o que autoriza a fixação de regime prisional mais severo, nos termos do art. 33, § 3º, do CP. Transcrevo, nesse sentido, as seguintes passagens da sentença condenatória: “[...] No que concerne ao regime prisional imponível à espécie, mister fixar-se para os acusados a modalidade inicial fechada. Destaco a gravidade concreta da hipótese vertente, nos termos do artigo 33, § 3º, do Código Penal. A prática ocorreu em comparsaria, em plena via pública, demonstrando ousadia exacerbada, tendo os agentes por objeto, além de outros bens, o carro da vítima, com truculência e grave ameaça exacerbadas na abordagem, além da presença da filha da ofendida, extrapolando em muito a elementar do tipo penal, sendo, pois, grave a consequência do fato, tudo a demonstrar, pois, suas personalidades desvirtuadas, voltadas para a criminalidade violenta. […].” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F47F-FB41-6895-5176 e senha CD56-8499-055B-DCEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 161062 AGR / SP 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F47F-FB41-6895-5176 e senha CD56-8499-055B-DCEC Supremo Tribunal Federal HC 161062 AGR / SP 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F47F-FB41-6895-5176 e senha CD56-8499-055B-DCEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) :JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE2-A559-92C0-D73B e senha 3739-86EB-3679-D56E Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) :JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE2-A559-92C0-D73B e senha 3739-86EB-3679-D56E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) : JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS (347864/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9649-2933-EEB6-4C01 e senha A423-4188-1D5B-9CF4 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) : JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS (347864/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9649-2933-EEB6-4C01 e senha A423-4188-1D5B-9CF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748675940
2018-11-06T00:00:00
2018-11-19T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO. PRISÃO CAUTELAR. REGIME INICIAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. A superveniente modificação do quadro processual da causa, com o julgamento do mérito do habeas corpus impetrado no Tribunal estadual, “faz instaurar situação configuradora de prejudicialidade (RTJ 141/502), justificando-se, em consequência, a extinção anômala do processo” (HC 83.799-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 3. No caso, não ficou demonstrada nenhuma teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício. Prisão preventiva justificada pela gravidade concreta da conduta, notadamente por se tratar de “crime de roubo, praticado em comparsaria e com emprego de grave ameaça e em plena via pública”. Ademais, o regime prisional fechado foi justificado pelas instâncias de origem com apoio em circunstâncias judiciais desfavoráveis. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur394507
- Acórdão(s) citado(s): (SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 113468 (1ªT), HC 117502 (1ªT), HC 108141 AgR (2ªT), HC 122166 AgR (2ªT). (JULGAMENTO DE MÉRITO, PREJUÍZO) RHC 83799 AgR (2ªT), HC 109142 (1ªT), HC 123431 (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 07/12/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
161062
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000719 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 161062 AgR
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AGTE.(S) : ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) : JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) :JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO. PRISÃO CAUTELAR. REGIME INICIAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. A superveniente modificação do quadro processual da causa, com o julgamento do mérito do habeas corpus impetrado no Tribunal estadual, “faz instaurar situação configuradora de prejudicialidade (RTJ 141/502), justificando-se, em consequência, a extinção anômala do processo” (HC 83.799-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 3. No caso, não ficou demonstrada nenhuma teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício. Prisão preventiva justificada pela gravidade concreta da conduta, notadamente por se tratar de “crime de roubo, praticado em comparsaria e com emprego de grave ameaça e em plena via pública”. Ademais, o regime prisional fechado foi justificado pelas instâncias de origem com apoio em circunstâncias judiciais desfavoráveis. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786B-E509-AEE9-6A91 e senha 5E44-6B8E-EB1A-B915 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 161062 AGR / SP Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786B-E509-AEE9-6A91 e senha 5E44-6B8E-EB1A-B915 Supremo Tribunal Federal HC 161062 AGR / SP Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786B-E509-AEE9-6A91 e senha 5E44-6B8E-EB1A-B915 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) :JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o HC 461.504, do Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime previsto no artigo 157, § 2..., II, do Código Penal, vedado o direito de recorrer em liberdade. 3. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Indeferida a liminar, sobreveio a impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 461.504, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, indeferiu liminarmente o writ. 4. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a ausência de fundamentação idônea para a manutenção da prisão preventiva. Alega, ainda, a existência de dúvidas quanto à autoria delitiva. 5. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA7B-4F1F-D9B9-0E62 e senha BD61-95C1-974E-08BF Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) :JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o HC 461.504, do Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime previsto no artigo 157, § 2..., II, do Código Penal, vedado o direito de recorrer em liberdade. 3. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Indeferida a liminar, sobreveio a impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 461.504, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, indeferiu liminarmente o writ. 4. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a ausência de fundamentação idônea para a manutenção da prisão preventiva. Alega, ainda, a existência de dúvidas quanto à autoria delitiva. 5. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA7B-4F1F-D9B9-0E62 e senha BD61-95C1-974E-08BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 161062 AGR / SP Cumulativamente, pleiteia a fixação do regime inicial semiaberto. Decido. 6. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 7. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA7B-4F1F-D9B9-0E62 e senha BD61-95C1-974E-08BF Supremo Tribunal Federal HC 161062 AGR / SP Cumulativamente, pleiteia a fixação do regime inicial semiaberto. Decido. 6. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 7. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA7B-4F1F-D9B9-0E62 e senha BD61-95C1-974E-08BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 161062 AGR / SP desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 8. Por outro lado, o caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. As peças que instruem este processo não evidenciam situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a imediata expedição de um alvará de soltura em favor do acionante. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Juízo de origem, no sentido de que estão ‘presentes os requisitos do artigo 312, do Código de Processo Penal, por se tratar de crime de roubo, praticado em comparsaria e com emprego de grave ameaça e em plena via pública’. 9. Quanto ao mais, o entendimento do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que ‘A alegação de ausência de autoria e materialidade é insuscetível de deslinde em sede de habeas corpus, que, como é cediço, não comporta reexame de fatos e provas’ (RHC 117.491, Rel. Min. Luiz Fux). 10. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus”. 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na alegação de ausência de fundamentação idônea para a decretação da custódia cautelar. Alega, ainda, a possibilidade da fixação de regime inicial mais brando. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Cumulativamente, pleiteia a fixação do regime inicial semiaberto. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA7B-4F1F-D9B9-0E62 e senha BD61-95C1-974E-08BF Supremo Tribunal Federal HC 161062 AGR / SP desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 8. Por outro lado, o caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. As peças que instruem este processo não evidenciam situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a imediata expedição de um alvará de soltura em favor do acionante. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Juízo de origem, no sentido de que estão ‘presentes os requisitos do artigo 312, do Código de Processo Penal, por se tratar de crime de roubo, praticado em comparsaria e com emprego de grave ameaça e em plena via pública’. 9. Quanto ao mais, o entendimento do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que ‘A alegação de ausência de autoria e materialidade é insuscetível de deslinde em sede de habeas corpus, que, como é cediço, não comporta reexame de fatos e provas’ (RHC 117.491, Rel. Min. Luiz Fux). 10. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus”. 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na alegação de ausência de fundamentação idônea para a decretação da custódia cautelar. Alega, ainda, a possibilidade da fixação de regime inicial mais brando. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Cumulativamente, pleiteia a fixação do regime inicial semiaberto. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA7B-4F1F-D9B9-0E62 e senha BD61-95C1-974E-08BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. Ademais, não há como deixar de reconhecer o prejuízo da impetração. A página oficial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na internet dá conta de que sobreveio o julgamento do mérito do habeas corpus formalizado naquela Corte estadual. Circunstância processual que também inviabiliza a análise do presente pedido de habeas corpus, uma vez que “a superveniente modificação do quadro processual, resultante de inovação do estado de fato ou de direito ocorrida posteriormente à impetração do ‘habeas corpus’, faz instaurar situação configuradora de prejudicialidade (RTJ 141/502), justificando-se, em conseqüência, a extinção anômala do processo”(HC 83.799-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). Vejam-se, nessa linha, o HC 109.142, Rel. Min. Dias Toffoli; e o HC 123.431, de minha relatoria. 4. As peças que instruem este processo não evidenciam situação que autorize a concessão da ordem de ofício. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Juízo de origem, no sentido de que estão “presentes os requisitos do artigo 312, do Código de Processo Penal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F47F-FB41-6895-5176 e senha CD56-8499-055B-DCEC Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. Ademais, não há como deixar de reconhecer o prejuízo da impetração. A página oficial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na internet dá conta de que sobreveio o julgamento do mérito do habeas corpus formalizado naquela Corte estadual. Circunstância processual que também inviabiliza a análise do presente pedido de habeas corpus, uma vez que “a superveniente modificação do quadro processual, resultante de inovação do estado de fato ou de direito ocorrida posteriormente à impetração do ‘habeas corpus’, faz instaurar situação configuradora de prejudicialidade (RTJ 141/502), justificando-se, em conseqüência, a extinção anômala do processo”(HC 83.799-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). Vejam-se, nessa linha, o HC 109.142, Rel. Min. Dias Toffoli; e o HC 123.431, de minha relatoria. 4. As peças que instruem este processo não evidenciam situação que autorize a concessão da ordem de ofício. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Juízo de origem, no sentido de que estão “presentes os requisitos do artigo 312, do Código de Processo Penal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F47F-FB41-6895-5176 e senha CD56-8499-055B-DCEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 161062 AGR / SP por se tratar de crime de roubo, praticado em comparsaria e com emprego de grave ameaça e em plena via pública”. 5. Tenho afirmado em sucessivos julgamentos que, nas hipóteses envolvendo crimes praticados com violência real ou grave ameaça à pessoa, o ônus argumentativo em relação à periculosidade concreta do agente é menor. A forma em si como foi praticado o delito já sinaliza para o grau de periculosidade do acusado. No caso, não vejo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a expedição do alvará de soltura do acionante. 6. Quanto ao mais, reconheço que a “imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719/Supremo Tribunal Federal). Mas o fato é que, na hipótese de que se cuida, o magistrado fixou o regime fechado, com respaldo na gravidade concreta da conduta e da personalidade do agente, o que autoriza a fixação de regime prisional mais severo, nos termos do art. 33, § 3..., do Código Penal Brasileiro. Transcrevo, nesse sentido, as seguintes passagens da sentença condenatória: “[...] No que concerne ao regime prisional imponível à espécie, mister fixar-se para os acusados a modalidade inicial fechada. Destaco a gravidade concreta da hipótese vertente, nos termos do artigo 33, § 3..., do Código Penal. A prática ocorreu em comparsaria, em plena via pública, demonstrando ousadia exacerbada, tendo os agentes por objeto, além de outros bens, o carro da vítima, com truculência e grave ameaça exacerbadas na abordagem, além da presença da filha da ofendida, extrapolando em muito a elementar do tipo penal, sendo, pois, grave a consequência do fato, tudo a demonstrar, pois, suas personalidades desvirtuadas, voltadas para a criminalidade violenta. […].” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F47F-FB41-6895-5176 e senha CD56-8499-055B-DCEC Supremo Tribunal Federal HC 161062 AGR / SP por se tratar de crime de roubo, praticado em comparsaria e com emprego de grave ameaça e em plena via pública”. 5. Tenho afirmado em sucessivos julgamentos que, nas hipóteses envolvendo crimes praticados com violência real ou grave ameaça à pessoa, o ônus argumentativo em relação à periculosidade concreta do agente é menor. A forma em si como foi praticado o delito já sinaliza para o grau de periculosidade do acusado. No caso, não vejo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a expedição do alvará de soltura do acionante. 6. Quanto ao mais, reconheço que a “imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719/Supremo Tribunal Federal). Mas o fato é que, na hipótese de que se cuida, o magistrado fixou o regime fechado, com respaldo na gravidade concreta da conduta e da personalidade do agente, o que autoriza a fixação de regime prisional mais severo, nos termos do art. 33, § 3..., do Código Penal Brasileiro. Transcrevo, nesse sentido, as seguintes passagens da sentença condenatória: “[...] No que concerne ao regime prisional imponível à espécie, mister fixar-se para os acusados a modalidade inicial fechada. Destaco a gravidade concreta da hipótese vertente, nos termos do artigo 33, § 3..., do Código Penal. A prática ocorreu em comparsaria, em plena via pública, demonstrando ousadia exacerbada, tendo os agentes por objeto, além de outros bens, o carro da vítima, com truculência e grave ameaça exacerbadas na abordagem, além da presença da filha da ofendida, extrapolando em muito a elementar do tipo penal, sendo, pois, grave a consequência do fato, tudo a demonstrar, pois, suas personalidades desvirtuadas, voltadas para a criminalidade violenta. […].” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F47F-FB41-6895-5176 e senha CD56-8499-055B-DCEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 161062 AGR / SP 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F47F-FB41-6895-5176 e senha CD56-8499-055B-DCEC Supremo Tribunal Federal HC 161062 AGR / SP 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F47F-FB41-6895-5176 e senha CD56-8499-055B-DCEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) :JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE2-A559-92C0-D73B e senha 3739-86EB-3679-D56E Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) :JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE2-A559-92C0-D73B e senha 3739-86EB-3679-D56E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) : JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS (347864/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9649-2933-EEB6-4C01 e senha A423-4188-1D5B-9CF4 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.062 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ANTONIO FERREIRA ADV.(A/S) : JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS (347864/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 461.504 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9649-2933-EEB6-4C01 e senha A423-4188-1D5B-9CF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 161 . 062", "HC n 461 . 504", "RTJ 141 / 502", "HC 83 . 799 - AgR", "HC 161062 AGR / SP", "HC 161062 AGR / SP", "HC n 461 . 504", "HC 461 . 504", "HC 461 . 504", "HABEAS CORPUS 161 . 062 SÃO", "HC n 461 . 504", "HC 461 . 504 ,", "HC 461 . 504", "HC 161062 AGR / SP", "HC 115 . 659", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "Súmula 283 2 Supremo Tribunal Federal", "HC 161062 AGR / SP", "HC 115 . 659", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "Súmula 283 2 Supremo Tribunal Federal", "HC 161062 AGR / SP", "RHC 117 . 491", "HC 161062 AGR / SP", "RHC 117 . 491", "HABEAS CORPUS 161 . 062", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "RTJ 141 / 502", "HC 83 . 799 - AgR", "HC 109 . 142", "HC 123 . 431", "HABEAS CORPUS 161 . 062", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "RTJ 141 / 502", "HC 83 . 799 - AgR", "HC 109 . 142", "HC 123 . 431", "HC 161062 AGR / SP", "Súmula 719 / Supremo Tribunal Federal", "HC 161062 AGR / SP", "Súmula 719 / Supremo Tribunal Federal", "HC 161062 AGR / SP", "HC 161062 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 161 . 062", "HC n 461 . 504", "HABEAS CORPUS 161 . 062", "HC n 461 . 504", "HABEAS CORPUS 161 . 062", "HC n 461 . 504", "HABEAS CORPUS 161 . 062", "HC n 461 . 504" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , § 2 . . . , II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , § 2 . . . , II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 , do Código de Processo Penal", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 , do Código de Processo Penal", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal Brasileiro", "artigo 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal Brasileiro", "artigo 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo 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Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "ANTONIO FERREIRA", "JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ANTONIO FERREIRA", "JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Reynaldo Soares da Fonseca", "ROBERTO BARROSO", "ANTONIO FERREIRA", "JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Reynaldo Soares da Fonseca", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ANTONIO FERREIRA", "JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "ANTONIO FERREIRA", "JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "ANTONIO FERREIRA", "JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "ANTONIO FERREIRA", "JORGE ANDERSON MOREIRA DOS SANTOS", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "06", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro a", "5 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro a", "5 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Ementa e Acórdão 19/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.946 AMAZONAS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :HAYDEE BALBI DA SILVA ADV.(A/S) :FLAVIO CORDEIRO ANTONY Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 13.08.2018. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE COBRANÇA. EXTENSÃO DE VANTAGEM A INATIVOS. ART. 40, § 8º, DA CF. REDAÇÃO ANTERIOR À EC 41/2003. RECONHECIMENTO EM MANDADO DE SEGURANÇA. AI 493.932-AgR. TRÂNSITO EM JULGADO. PARCELAS ANTERIORES À IMPETRAÇÃO. SÚMULA 269 DO STF. REDISCUSSÃO DO MÉRITO. IMPOSSIBILIDADE. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. RE 596.962-RG. TEMA 156. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. 1. O acórdão proferido no Tribunal a quo não diverge da jurisprudência firmada nesta Corte, que, no julgamento RE 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, entendeu pela existência de repercussão geral quanto à natureza de verba e a possível extensão aos inativos e pensionistas (Tema 156). 2. Para se chegar à conclusão diversa do entendimento firmado no Tribunal de origem, demandaria o reexame de fatos e provas, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. 3. Esta Corte possui entendimento de que é inviável em sede extraordinária, rediscutir matéria objeto de processo de conhecimento já transitado em julgado. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-CAE2-C67A-FB87 e senha CE6F-42D3-3388-EA6A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão RE 1111946 AGR / AM A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 9 a 16 de novembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-CAE2-C67A-FB87 e senha CE6F-42D3-3388-EA6A Supremo Tribunal Federal RE 1111946 AGR / AM A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 9 a 16 de novembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-CAE2-C67A-FB87 e senha CE6F-42D3-3388-EA6A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 19/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.946 AMAZONAS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :HAYDEE BALBI DA SILVA ADV.(A/S) :FLAVIO CORDEIRO ANTONY RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 9) interposto em 13.08.2018 (eDOC 10) contra decisão em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 8, p. 1-4): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, assim ementado (eDOC 3, p. 62): ‘EMENTA: APELAÇÃO. AÇÃO DE COBRANÇA DEVIDA. MANDADO DE SEGURANÇA QUE NÃO GERA EFEITOS PRETERITOS. APLICAÇÃO DO ART. 40, § 8º. DA CF VIGENTE À ÉPOCA (ANTES DA EC 41/03). PRECEDENTES. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. Com o o mandado de segurança não gera efeitos pretéritos, é devida a propositura de ação de cobrança para parcelas anteriores à impetração do mandamus, como fez a apelada através destes autos. Isto é reflexo da Súmula n. 269 do STF. 2. Pleito amparado pelo art. 40 § 8º, da CF (redação anterior à EC n. 41/2003), que estendia a transformação ou reclassificação do cargo ou função dos servidores ativos aos inativo. O pedido de cobrança refere-se a período anterior à alteração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.946 AMAZONAS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :HAYDEE BALBI DA SILVA ADV.(A/S) :FLAVIO CORDEIRO ANTONY RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 9) interposto em 13.08.2018 (eDOC 10) contra decisão em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 8, p. 1-4): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, assim ementado (eDOC 3, p. 62): ‘EMENTA: APELAÇÃO. AÇÃO DE COBRANÇA DEVIDA. MANDADO DE SEGURANÇA QUE NÃO GERA EFEITOS PRETERITOS. APLICAÇÃO DO ART. 40, § 8º. DA CF VIGENTE À ÉPOCA (ANTES DA EC 41/03). PRECEDENTES. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. Com o o mandado de segurança não gera efeitos pretéritos, é devida a propositura de ação de cobrança para parcelas anteriores à impetração do mandamus, como fez a apelada através destes autos. Isto é reflexo da Súmula n. 269 do STF. 2. Pleito amparado pelo art. 40 § 8º, da CF (redação anterior à EC n. 41/2003), que estendia a transformação ou reclassificação do cargo ou função dos servidores ativos aos inativo. O pedido de cobrança refere-se a período anterior à alteração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório RE 1111946 AGR / AM legislativa. Precedentes desta Corte, e do STF. 3. Recurso conhecido e não provido.” Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 4, p. 27). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 37, X e XIII; 40, §8º; e 61, §1º, III, a; da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta, em suma, que ‘a cláusula prevista no § 8º do art. 40 da Constituição Federal – por meio da qual se assegura aos aposentados e pensionistas a extensão de vantagens remuneratórias de caráter geral concedidas aos servidores ativos – é autoaplicável, bem como que a sua aplicação não esbarra no óbice previsto na Súmula nº 339, do STF, dado que a própria Constituição assegura a extensão da vantagem aos inativos e pensionistas.’ (eDOC 5, p. 37). A Presidência do TJ/AM admitiu o recurso extraordinário (eDOC 6, pp. 16/18). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, constato que a decisão recorrida não diverge da jurisprudência firmada nesta Corte, que, no julgamento do RE 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, entendeu pela existência de repercussão geral quanto à natureza de verba e a possível extensão aos inativos e pensionistas (Tema 156). Na oportunidade, a ementa restou assim redigida: ‘Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Direito Administrativo e Constitucional. Mandado de segurança. Pretendida extensão a servidora inativa de gratificação atribuída a professores em efetivo exercício da docência na rede pública estadual de ensino. Possibilidade de extensão da verba aos servidores inativos, por ser ela dotada de caráter geral. Inteligência do art. 40, § 8º, da Constituição Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal aplicáveis ao caso. Fixação das teses. Recurso não provido. 1. A Verba de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Supremo Tribunal Federal RE 1111946 AGR / AM legislativa. Precedentes desta Corte, e do STF. 3. Recurso conhecido e não provido.” Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 4, p. 27). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 37, X e XIII; 40, §8º; e 61, §1º, III, a; da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta, em suma, que ‘a cláusula prevista no § 8º do art. 40 da Constituição Federal – por meio da qual se assegura aos aposentados e pensionistas a extensão de vantagens remuneratórias de caráter geral concedidas aos servidores ativos – é autoaplicável, bem como que a sua aplicação não esbarra no óbice previsto na Súmula nº 339, do STF, dado que a própria Constituição assegura a extensão da vantagem aos inativos e pensionistas.’ (eDOC 5, p. 37). A Presidência do TJ/AM admitiu o recurso extraordinário (eDOC 6, pp. 16/18). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, constato que a decisão recorrida não diverge da jurisprudência firmada nesta Corte, que, no julgamento do RE 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, entendeu pela existência de repercussão geral quanto à natureza de verba e a possível extensão aos inativos e pensionistas (Tema 156). Na oportunidade, a ementa restou assim redigida: ‘Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Direito Administrativo e Constitucional. Mandado de segurança. Pretendida extensão a servidora inativa de gratificação atribuída a professores em efetivo exercício da docência na rede pública estadual de ensino. Possibilidade de extensão da verba aos servidores inativos, por ser ela dotada de caráter geral. Inteligência do art. 40, § 8º, da Constituição Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal aplicáveis ao caso. Fixação das teses. Recurso não provido. 1. A Verba de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório RE 1111946 AGR / AM Incentivo de Aprimoramento à Docência, instituída pela LC nº 159, de 18/3/04, do Estado de Mato Grosso, constitui vantagem remuneratória concedida indistintamente aos professores ativos, sendo, portanto, extensível aos professores inativos e pensionistas, nos termos do art. 40, § 8º, da CF. 2. A recorrida, na condição de professora aposentada antes da EC nº 41/2003, preencheu os requisitos constitucionais para que seja reconhecido o seu direito ao percebimento dessa verba. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 4. Fixação das teses do julgado, para que gerem efeitos erga omnes e para que os objetivos da tutela jurisdicional especial alcancem de forma eficiente os seus resultados jurídicos, nos seguintes termos: i) as vantagens remuneratórias legítimas e de caráter geral conferidas a determinada categoria, carreira ou, indistintamente, a servidores públicos, por serem vantagens genéricas, são extensíveis aos servidores inativos e pensionistas; ii) nesses casos, a extensão alcança os servidores que tenham ingressado no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais nºs 20/1998 e 41/2003 e se aposentado ou adquirido o direito à aposentadoria antes da EC nº 41/2003; iii) com relação àqueles servidores que se aposentaram após a EC nº 41/2003, deverão ser observados os requisitos estabelecidos na regra de transição contida no seu art. 7º, em virtude da extinção da paridade integral entre ativos e inativos contida no art. 40, § 8º, da CF para os servidores que ingressaram no serviço público após a publicação da referida emenda; iv) por fim, com relação aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC nº 41/2003 e se aposentaram ou adquiriram o direito à aposentadoria após a sua edição, é necessário observar a incidência das regras de transição fixadas pela EC nº 47/2005, a qual estabeleceu efeitos retroativos à data de vigência da EC nº 41/2003, conforme decidido nos autos do RE nº 590.260/SP, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/6/09.” Nas razões do presente recurso, sustenta-se, em síntese, o seguinte (eDOC 9, p. 4-5): 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Supremo Tribunal Federal RE 1111946 AGR / AM Incentivo de Aprimoramento à Docência, instituída pela LC nº 159, de 18/3/04, do Estado de Mato Grosso, constitui vantagem remuneratória concedida indistintamente aos professores ativos, sendo, portanto, extensível aos professores inativos e pensionistas, nos termos do art. 40, § 8º, da CF. 2. A recorrida, na condição de professora aposentada antes da EC nº 41/2003, preencheu os requisitos constitucionais para que seja reconhecido o seu direito ao percebimento dessa verba. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 4. Fixação das teses do julgado, para que gerem efeitos erga omnes e para que os objetivos da tutela jurisdicional especial alcancem de forma eficiente os seus resultados jurídicos, nos seguintes termos: i) as vantagens remuneratórias legítimas e de caráter geral conferidas a determinada categoria, carreira ou, indistintamente, a servidores públicos, por serem vantagens genéricas, são extensíveis aos servidores inativos e pensionistas; ii) nesses casos, a extensão alcança os servidores que tenham ingressado no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais nºs 20/1998 e 41/2003 e se aposentado ou adquirido o direito à aposentadoria antes da EC nº 41/2003; iii) com relação àqueles servidores que se aposentaram após a EC nº 41/2003, deverão ser observados os requisitos estabelecidos na regra de transição contida no seu art. 7º, em virtude da extinção da paridade integral entre ativos e inativos contida no art. 40, § 8º, da CF para os servidores que ingressaram no serviço público após a publicação da referida emenda; iv) por fim, com relação aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC nº 41/2003 e se aposentaram ou adquiriram o direito à aposentadoria após a sua edição, é necessário observar a incidência das regras de transição fixadas pela EC nº 47/2005, a qual estabeleceu efeitos retroativos à data de vigência da EC nº 41/2003, conforme decidido nos autos do RE nº 590.260/SP, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/6/09.” Nas razões do presente recurso, sustenta-se, em síntese, o seguinte (eDOC 9, p. 4-5): 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório RE 1111946 AGR / AM “Em que pese ser evidente improcedência da pretensão da parte autora, sob pena de desobediência ao decidido pelo Supremo Tribunal Federal no RE 248.285, o Tribunal de Justiça manteve a sentença, sob o falso fundamento de que reconhecido o direito da recorrida em receber parcela salarial devidamente atualizada, não cabe mais discussão quanto a esse ponto, tendo em vista o trânsito em julgado da decisão. (...). Entendeu o eminente Relator que o caso se assemelha ao que decidido pelo STF no RE 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli e que para rever o que decidido pelo TJAM, far-se-ia necessário o reexame de fatos e provas. Data maxima venia, a associação que se deve fazer no caso não é com o RE 596.962/RG mas sim com o RE 563.965-RN. Trata-se, na verdade, da interpretação que o TJAM vem dando ao art. 40, §8º da Constituição Federal combinado com o princípio constitucional do direito adquirido (art. 5.º, XXXVI). De efeito, o ponto fulcral deste processo está na questão da estabilidade financeira. é dizer: o recorrido pretende que a parcela da gratificação incorporada a seus vencimentos/proventos tenha o mesmo valor que a dos servidores dos atuais ocupantes da função gratificada ou cargo em comissão. Ora, desde a contestação o recorrente esclarece que a incorporação de gratificação, a título de estabilidade financeira, não assegura ao servidor o direito à constante atualização do valor da mesma, senão quando decorrente da própria revisão da remuneração. Essa é a interpretação que vem sendo dada pelo STF à paridade estabelecida entre ativos e inativos determinada pelo art. 40§ 8.º (antigo § 4.º) da CF/88. (...) A decisão supracitada deve ser reformada, pois não há necessidade de revolver fatos e provas. A questão que remanesce é eminentemente jurídica, sendo que se pretende deixar claro que não se pode confundir o objeto 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Supremo Tribunal Federal RE 1111946 AGR / AM “Em que pese ser evidente improcedência da pretensão da parte autora, sob pena de desobediência ao decidido pelo Supremo Tribunal Federal no RE 248.285, o Tribunal de Justiça manteve a sentença, sob o falso fundamento de que reconhecido o direito da recorrida em receber parcela salarial devidamente atualizada, não cabe mais discussão quanto a esse ponto, tendo em vista o trânsito em julgado da decisão. (...). Entendeu o eminente Relator que o caso se assemelha ao que decidido pelo STF no RE 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli e que para rever o que decidido pelo TJAM, far-se-ia necessário o reexame de fatos e provas. Data maxima venia, a associação que se deve fazer no caso não é com o RE 596.962/RG mas sim com o RE 563.965-RN. Trata-se, na verdade, da interpretação que o TJAM vem dando ao art. 40, §8º da Constituição Federal combinado com o princípio constitucional do direito adquirido (art. 5.º, XXXVI). De efeito, o ponto fulcral deste processo está na questão da estabilidade financeira. é dizer: o recorrido pretende que a parcela da gratificação incorporada a seus vencimentos/proventos tenha o mesmo valor que a dos servidores dos atuais ocupantes da função gratificada ou cargo em comissão. Ora, desde a contestação o recorrente esclarece que a incorporação de gratificação, a título de estabilidade financeira, não assegura ao servidor o direito à constante atualização do valor da mesma, senão quando decorrente da própria revisão da remuneração. Essa é a interpretação que vem sendo dada pelo STF à paridade estabelecida entre ativos e inativos determinada pelo art. 40§ 8.º (antigo § 4.º) da CF/88. (...) A decisão supracitada deve ser reformada, pois não há necessidade de revolver fatos e provas. A questão que remanesce é eminentemente jurídica, sendo que se pretende deixar claro que não se pode confundir o objeto 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório RE 1111946 AGR / AM da ação de cobrança com o do Mandado de Segurança. Não se está in casu buscando rediscutir na ação ordinária o direito reconhecido no mandado de segurança e sim, discutir se a autora possui ou não direito quanto a parcelas que não foram apreciadas no mandamus. Ressalta-se que tal distinção já foi devidamente analisada no acórdão paradigma proferido no Recurso Extraordinário n. 248.285-4/SC (...). A parte agravada, devidamente intimada, apresentou manifestação (eDOC 10). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Supremo Tribunal Federal RE 1111946 AGR / AM da ação de cobrança com o do Mandado de Segurança. Não se está in casu buscando rediscutir na ação ordinária o direito reconhecido no mandado de segurança e sim, discutir se a autora possui ou não direito quanto a parcelas que não foram apreciadas no mandamus. Ressalta-se que tal distinção já foi devidamente analisada no acórdão paradigma proferido no Recurso Extraordinário n. 248.285-4/SC (...). A parte agravada, devidamente intimada, apresentou manifestação (eDOC 10). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN 19/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.946 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a questão em consonância com o julgamento do RE 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli. Na oportunidade, a ementa restou assim redigida: “Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Direito Administrativo e Constitucional. Mandado de segurança. Pretendida extensão a servidora inativa de gratificação atribuída a professores em efetivo exercício da docência na rede pública estadual de ensino. Possibilidade de extensão da verba aos servidores inativos, por ser ela dotada de caráter geral. Inteligência do art. 40, § 8º, da Constituição Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal aplicáveis ao caso. Fixação das teses. Recurso não provido. 1. A Verba de Incentivo de Aprimoramento à Docência, instituída pela LC nº 159, de 18/3/04, do Estado de Mato Grosso, constitui vantagem remuneratória concedida indistintamente aos professores ativos, sendo, portanto, extensível aos professores inativos e pensionistas, nos termos do art. 40, § 8º, da CF. 2. A recorrida, na condição de professora aposentada antes da EC nº 41/2003, preencheu os requisitos constitucionais para que seja reconhecido o seu direito ao percebimento dessa verba. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 4. Fixação das teses do julgado, para que gerem efeitos erga omnes e para que os objetivos da tutela jurisdicional especial alcancem de forma eficiente os seus resultados jurídicos, nos seguintes termos: i) as vantagens remuneratórias legítimas e de caráter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.946 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a questão em consonância com o julgamento do RE 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli. Na oportunidade, a ementa restou assim redigida: “Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Direito Administrativo e Constitucional. Mandado de segurança. Pretendida extensão a servidora inativa de gratificação atribuída a professores em efetivo exercício da docência na rede pública estadual de ensino. Possibilidade de extensão da verba aos servidores inativos, por ser ela dotada de caráter geral. Inteligência do art. 40, § 8º, da Constituição Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal aplicáveis ao caso. Fixação das teses. Recurso não provido. 1. A Verba de Incentivo de Aprimoramento à Docência, instituída pela LC nº 159, de 18/3/04, do Estado de Mato Grosso, constitui vantagem remuneratória concedida indistintamente aos professores ativos, sendo, portanto, extensível aos professores inativos e pensionistas, nos termos do art. 40, § 8º, da CF. 2. A recorrida, na condição de professora aposentada antes da EC nº 41/2003, preencheu os requisitos constitucionais para que seja reconhecido o seu direito ao percebimento dessa verba. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 4. Fixação das teses do julgado, para que gerem efeitos erga omnes e para que os objetivos da tutela jurisdicional especial alcancem de forma eficiente os seus resultados jurídicos, nos seguintes termos: i) as vantagens remuneratórias legítimas e de caráter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1111946 AGR / AM geral conferidas a determinada categoria, carreira ou, indistintamente, a servidores públicos, por serem vantagens genéricas, são extensíveis aos servidores inativos e pensionistas; ii) nesses casos, a extensão alcança os servidores que tenham ingressado no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais nºs 20/1998 e 41/2003 e se aposentado ou adquirido o direito à aposentadoria antes da EC nº 41/2003; iii) com relação àqueles servidores que se aposentaram após a EC nº 41/2003, deverão ser observados os requisitos estabelecidos na regra de transição contida no seu art. 7º, em virtude da extinção da paridade integral entre ativos e inativos contida no art. 40, § 8º, da CF para os servidores que ingressaram no serviço público após a publicação da referida emenda; iv) por fim, com relação aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC nº 41/2003 e se aposentaram ou adquiriram o direito à aposentadoria após a sua edição, é necessário observar a incidência das regras de transição fixadas pela EC nº 47/2005, a qual estabeleceu efeitos retroativos à data de vigência da EC nº 41/2003, conforme decidido nos autos do RE nº 590.260/SP, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/6/09.” In casu, colhem-se, no ponto, os fundamentos da apelação no Tribunal de origem (eDOC 8, p. 3): “O pedido de cobrança feito pela apelante e concedido pelo Juízo a quo, refere-se ao período de dezembro de 1997 a julho de 2002, anteriormente portanto, à Emenda Constitucional n. 41/2003. (…) A redação do dispositivo é clara: a transformação ou reclassificação do cargo ou função dos servidores ativos estendem-se aos inativos. (…) As teses apresentadas pelo apelante se baseiam na redação do art. 40, §8º, da CF, após a Emenda n. 41/2003, que modificou o tratamento dado aos aposentados. Contudo, esta alteração 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal RE 1111946 AGR / AM geral conferidas a determinada categoria, carreira ou, indistintamente, a servidores públicos, por serem vantagens genéricas, são extensíveis aos servidores inativos e pensionistas; ii) nesses casos, a extensão alcança os servidores que tenham ingressado no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais nºs 20/1998 e 41/2003 e se aposentado ou adquirido o direito à aposentadoria antes da EC nº 41/2003; iii) com relação àqueles servidores que se aposentaram após a EC nº 41/2003, deverão ser observados os requisitos estabelecidos na regra de transição contida no seu art. 7º, em virtude da extinção da paridade integral entre ativos e inativos contida no art. 40, § 8º, da CF para os servidores que ingressaram no serviço público após a publicação da referida emenda; iv) por fim, com relação aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC nº 41/2003 e se aposentaram ou adquiriram o direito à aposentadoria após a sua edição, é necessário observar a incidência das regras de transição fixadas pela EC nº 47/2005, a qual estabeleceu efeitos retroativos à data de vigência da EC nº 41/2003, conforme decidido nos autos do RE nº 590.260/SP, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/6/09.” In casu, colhem-se, no ponto, os fundamentos da apelação no Tribunal de origem (eDOC 8, p. 3): “O pedido de cobrança feito pela apelante e concedido pelo Juízo a quo, refere-se ao período de dezembro de 1997 a julho de 2002, anteriormente portanto, à Emenda Constitucional n. 41/2003. (…) A redação do dispositivo é clara: a transformação ou reclassificação do cargo ou função dos servidores ativos estendem-se aos inativos. (…) As teses apresentadas pelo apelante se baseiam na redação do art. 40, §8º, da CF, após a Emenda n. 41/2003, que modificou o tratamento dado aos aposentados. Contudo, esta alteração 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1111946 AGR / AM não gera efeitos retroativos, sob pena de ofensa ao direito adquirido. Ressalte-se não se tratar de direito adquirido a regime jurídico, o qual só ocorreria caso a cobrança se fundasse em período posterior à alteração legislativa.” Verifica-se que a ora agravada pleiteia em ação ordinária o pagamento de atrasados referentes ao período de dezembro/1997 até julho/2008, decorrente do reconhecimento do direito por ela pleiteado nos autos de anterior mandado de segurança, objeto também de análise neste Supremo Tribunal (AI 493.932-AgR/AM, de relatoria do Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 24.10.2008, cujo trânsito em julgado se deu em 11.11.2008), em acórdão assim ementado: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - AUTO- APLICABILIDADE DA NORMA INSCRITA NO ART. 40, § 8º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL (NA REDAÇÃO ANTERIOR À PROMULGAÇÃO DA EC Nº 41/2003) - CORRESPONDÊNCIA DO VALOR DOS PROVENTOS DA APOSENTADORIA À TOTALIDADE DOS VENCIMENTOS DOS SERVIDORES EM ATIVIDADE - REVISÃO DOS VALORES NA MESMA DATA E NA MESMA PROPORÇÃO - DIRETRIZ JURISPRUDENCIAL FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO”. É o que se depreende dos seguintes fragmentos do voto condutor do acórdão recorrido, objeto do recurso extraordinário (eDOC 3, p. 65-67): “A apelada, anteriormente, ingressara com o mandado de segurança n. 2002-000888-6, pleiteando o acréscimo da vantagem do cargo de assessor de sistema de pessoal símbolo CC-2, transformado em gerente AD-2. O direito pleiteado foi concedido por nossas Câmaras Reunidas e confirmado pelo Supremo Tribunal Federal. Como o mandado de segurança não gera efeitos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal RE 1111946 AGR / AM não gera efeitos retroativos, sob pena de ofensa ao direito adquirido. Ressalte-se não se tratar de direito adquirido a regime jurídico, o qual só ocorreria caso a cobrança se fundasse em período posterior à alteração legislativa.” Verifica-se que a ora agravada pleiteia em ação ordinária o pagamento de atrasados referentes ao período de dezembro/1997 até julho/2008, decorrente do reconhecimento do direito por ela pleiteado nos autos de anterior mandado de segurança, objeto também de análise neste Supremo Tribunal (AI 493.932-AgR/AM, de relatoria do Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 24.10.2008, cujo trânsito em julgado se deu em 11.11.2008), em acórdão assim ementado: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - AUTO- APLICABILIDADE DA NORMA INSCRITA NO ART. 40, § 8º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL (NA REDAÇÃO ANTERIOR À PROMULGAÇÃO DA EC Nº 41/2003) - CORRESPONDÊNCIA DO VALOR DOS PROVENTOS DA APOSENTADORIA À TOTALIDADE DOS VENCIMENTOS DOS SERVIDORES EM ATIVIDADE - REVISÃO DOS VALORES NA MESMA DATA E NA MESMA PROPORÇÃO - DIRETRIZ JURISPRUDENCIAL FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO”. É o que se depreende dos seguintes fragmentos do voto condutor do acórdão recorrido, objeto do recurso extraordinário (eDOC 3, p. 65-67): “A apelada, anteriormente, ingressara com o mandado de segurança n. 2002-000888-6, pleiteando o acréscimo da vantagem do cargo de assessor de sistema de pessoal símbolo CC-2, transformado em gerente AD-2. O direito pleiteado foi concedido por nossas Câmaras Reunidas e confirmado pelo Supremo Tribunal Federal. Como o mandado de segurança não gera efeitos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1111946 AGR / AM pretéritos, é devida a propositura de ação de cobrança para parcelas anteriores à impetração do mandamus, como fez a apelada através destes autos. Isto é reflexo da Súmula n. 269 do STF(...). As teses apresentadas pelo apelante se baseiam na redação do art. 40, § 8º, após a Emenda n. 41/2003, que modificou o tratamento dado aos aposentados. Contudo, esta alteração não gera efeitos retroativos, sob pena de ofensa ao direito adquirido. Ressalte-se não se tratar de direito adquirido a regime jurídico, o qual só ocorreria caso a cobrança se fundasse em período posterior à alteração legislativa. Desta forma decidiram as Câmaras Reunidas desta Corte Estadual e o Supremo Tribunal Federal, nos autos do Mandado de Segurança interposto pela apelada em face da apelante (....). Denota-se que o Eminente magistrado, ao sentenciar, seguiu o posicionamento das Câmaras Reunidas deste Poder e do Supremo Tribunal Federal. Não há, portanto, qualquer razão para reforma”. Ademais, reitero que, para se chegar à conclusão diversa do entendimento firmado no acórdão impugnado, demandaria o reexame de fatos e provas, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, notadamente quanto à natureza da vantagem, como pretende o ora Agravante, na petição do apelo extremo (eDOC 5, p. 42), o que encontra óbice na Súmula 279 do STF, uma vez que no citado AI 493.932-AgR, quanto à verificação do caráter genérico, ou não, de referida vantagem. Transcrevo, neste ponto, trechos do voto condutor de tal julgado: “Cumpre acentuar, finalmente, que a verificação do caráter genérico, ou não, de determinada gratificação revela-se, a princípio, inviável, por efeito do que dispõe a Súmula 280/STF, consoante evidenciam sucessivas decisões proferidas por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal (....)”. Nesse sentido, confiram-se a respeito: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal RE 1111946 AGR / AM pretéritos, é devida a propositura de ação de cobrança para parcelas anteriores à impetração do mandamus, como fez a apelada através destes autos. Isto é reflexo da Súmula n. 269 do STF(...). As teses apresentadas pelo apelante se baseiam na redação do art. 40, § 8º, após a Emenda n. 41/2003, que modificou o tratamento dado aos aposentados. Contudo, esta alteração não gera efeitos retroativos, sob pena de ofensa ao direito adquirido. Ressalte-se não se tratar de direito adquirido a regime jurídico, o qual só ocorreria caso a cobrança se fundasse em período posterior à alteração legislativa. Desta forma decidiram as Câmaras Reunidas desta Corte Estadual e o Supremo Tribunal Federal, nos autos do Mandado de Segurança interposto pela apelada em face da apelante (....). Denota-se que o Eminente magistrado, ao sentenciar, seguiu o posicionamento das Câmaras Reunidas deste Poder e do Supremo Tribunal Federal. Não há, portanto, qualquer razão para reforma”. Ademais, reitero que, para se chegar à conclusão diversa do entendimento firmado no acórdão impugnado, demandaria o reexame de fatos e provas, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, notadamente quanto à natureza da vantagem, como pretende o ora Agravante, na petição do apelo extremo (eDOC 5, p. 42), o que encontra óbice na Súmula 279 do STF, uma vez que no citado AI 493.932-AgR, quanto à verificação do caráter genérico, ou não, de referida vantagem. Transcrevo, neste ponto, trechos do voto condutor de tal julgado: “Cumpre acentuar, finalmente, que a verificação do caráter genérico, ou não, de determinada gratificação revela-se, a princípio, inviável, por efeito do que dispõe a Súmula 280/STF, consoante evidenciam sucessivas decisões proferidas por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal (....)”. Nesse sentido, confiram-se a respeito: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1111946 AGR / AM “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES INATIVOS BENEFICIADOS PELA REGRA DE PARIDADE.EXTENSÃO DE VANTAGEM DE NATUREZA GENÉRICA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que as vantagens de caráter geral, concedidas aos servidores da ativa, são extensíveis aos inativos beneficiados pela regra de paridade (art. 40, § 8º, na redação anterior à EC 41/2003). Para divergir do entendimento do Tribunal de origem quanto à natureza genérica da parcela denominada “Prêmio do Produtividade”, faz-se necessário examinar a legislação ordinária aplicada à espécie, bem como uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Hipótese que atrai a incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 834.932-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 13.11.2014). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 30.3.2017. DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE REMUNERAÇÃO DETERMINADA EM ACÓRDÃO TRANSITADO EM JULGADO. SUPRESSÃO. DISCUSSÃO SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DA GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 280 E 279 DO STF. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que se chegou no acórdão recorrido, seria necessário o reexame de fatos e provas, além da legislação aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal RE 1111946 AGR / AM “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES INATIVOS BENEFICIADOS PELA REGRA DE PARIDADE.EXTENSÃO DE VANTAGEM DE NATUREZA GENÉRICA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que as vantagens de caráter geral, concedidas aos servidores da ativa, são extensíveis aos inativos beneficiados pela regra de paridade (art. 40, § 8º, na redação anterior à EC 41/2003). Para divergir do entendimento do Tribunal de origem quanto à natureza genérica da parcela denominada “Prêmio do Produtividade”, faz-se necessário examinar a legislação ordinária aplicada à espécie, bem como uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Hipótese que atrai a incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 834.932-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 13.11.2014). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 30.3.2017. DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE REMUNERAÇÃO DETERMINADA EM ACÓRDÃO TRANSITADO EM JULGADO. SUPRESSÃO. DISCUSSÃO SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DA GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 280 E 279 DO STF. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que se chegou no acórdão recorrido, seria necessário o reexame de fatos e provas, além da legislação aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1111946 AGR / AM Incidência da Súmula 512 do STF” (ARE 899.469/PB-AgR- Segundo, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 06.02.2018). Por fim, entendo inaplicável, à espécie, o entendimento posto no precedente apontado pelo ora Agravante (RE 248.285/SC, de relatoria do Min Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 05.11.99), assim ementado: “1. Mandado de segurança: ação ordinária de cobrança de "atrasados" anteriores à impetração: reexame do mérito cabível. Ação ordinária para obter o pagamento de "atrasados" relativos a vantagem pecuniária concedida em mandado de segurança, a partir da impetração: exame do mérito, já que, a teor do disposto no art. 1º, da Lei nº 5.021/66 e na Súmula 271, não se trata de mera liquidação. 2. Servidor estadual: inexistência de direito adquirido, em razão da estabilidade financeira, à percepção de vantagem financeira atribuída por lei local aos atuais ocupantes de cargos comissionados. Precedentes (RE 226.462, Pertence, T. Pleno, 13.5.98; RREE 222.480 e 223.425, Moreira Alves, T. Pleno, 9.12.98)”. Observa-se que, no caso dos autos, o pedido relativo às diferenças pleitadas pela parte Agravada está diretamente relacionado ao direito que lhe foi reconhecido no mencionado julgamento do AI 493.932-AgR, transitado em julgado, referente à isonomia de vencimentos dos ativos e inativos, nos termos do art. 40, § 8º, da CF, na redação anterior à EC 40/2001, cuja orientação foi levada em consideração pelo acórdão proferido nos presentes autos pela Corte de origem para julgar procedente a ação de cobrança. Pretende-se, agora, em momento inoportuno, discutir no apelo extremo o instituto da estabilidade financeira, nos termos do decidido no RE 563.965-RN, Rel. Min. Cármen Lúcia, em que se cuidou de questão envolvendo o direito adquirido à forma de cálculo de parcelas incorporadas à remuneração (Tema 41), o qual teve o seu mérito apreciado por esta Corte. Confira-se a ementa, publicada no DJe 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal RE 1111946 AGR / AM Incidência da Súmula 512 do STF” (ARE 899.469/PB-AgR- Segundo, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 06.02.2018). Por fim, entendo inaplicável, à espécie, o entendimento posto no precedente apontado pelo ora Agravante (RE 248.285/SC, de relatoria do Min Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 05.11.99), assim ementado: “1. Mandado de segurança: ação ordinária de cobrança de "atrasados" anteriores à impetração: reexame do mérito cabível. Ação ordinária para obter o pagamento de "atrasados" relativos a vantagem pecuniária concedida em mandado de segurança, a partir da impetração: exame do mérito, já que, a teor do disposto no art. 1º, da Lei nº 5.021/66 e na Súmula 271, não se trata de mera liquidação. 2. Servidor estadual: inexistência de direito adquirido, em razão da estabilidade financeira, à percepção de vantagem financeira atribuída por lei local aos atuais ocupantes de cargos comissionados. Precedentes (RE 226.462, Pertence, T. Pleno, 13.5.98; RREE 222.480 e 223.425, Moreira Alves, T. Pleno, 9.12.98)”. Observa-se que, no caso dos autos, o pedido relativo às diferenças pleitadas pela parte Agravada está diretamente relacionado ao direito que lhe foi reconhecido no mencionado julgamento do AI 493.932-AgR, transitado em julgado, referente à isonomia de vencimentos dos ativos e inativos, nos termos do art. 40, § 8º, da CF, na redação anterior à EC 40/2001, cuja orientação foi levada em consideração pelo acórdão proferido nos presentes autos pela Corte de origem para julgar procedente a ação de cobrança. Pretende-se, agora, em momento inoportuno, discutir no apelo extremo o instituto da estabilidade financeira, nos termos do decidido no RE 563.965-RN, Rel. Min. Cármen Lúcia, em que se cuidou de questão envolvendo o direito adquirido à forma de cálculo de parcelas incorporadas à remuneração (Tema 41), o qual teve o seu mérito apreciado por esta Corte. Confira-se a ementa, publicada no DJe 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1111946 AGR / AM 20.3.2009: “EMENTA: DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” Com efeito, esta Corte possui entendimento de que é inviável em sede extraordinária, rediscutir matéria objeto de processo de conhecimento já transitado em julgado. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Servidora Municipal. Estabilidade sindical. Demissão desconstituída por decisão em mandado de segurança. Trânsito em julgado. 3. Rediscussão quanto à ofensa do artigo 37, II, da Constituição Federal. Impossibilidade. Súmula 284 do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 618.655- AgR/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes. 2ª Turma. DJe 29.02.2008). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. AÇÃO DE COBRANÇA. DIREITO RECONHECIDO EM SEDE DE 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal RE 1111946 AGR / AM 20.3.2009: “EMENTA: DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” Com efeito, esta Corte possui entendimento de que é inviável em sede extraordinária, rediscutir matéria objeto de processo de conhecimento já transitado em julgado. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Servidora Municipal. Estabilidade sindical. Demissão desconstituída por decisão em mandado de segurança. Trânsito em julgado. 3. Rediscussão quanto à ofensa do artigo 37, II, da Constituição Federal. Impossibilidade. Súmula 284 do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 618.655- AgR/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes. 2ª Turma. DJe 29.02.2008). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. AÇÃO DE COBRANÇA. DIREITO RECONHECIDO EM SEDE DE 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1111946 AGR / AM MANDADO DE SEGURANÇA. REDISCUSSÃO DO MÉRITO. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ATO JURÍDICO PERFEITO, COISA JULGADA E DIREITO ADQUIRIDO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Lei Maior, nos moldes com que solvida a controvérsia pelas instâncias de origem, bem como observados os limites com que devolvida a matéria à apreciação deste Supremo Tribunal Federal, demandaria vedada incursão na legislação infraconstitucional aplicada ao caso (art. 102 da Constituição da República). 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa” (RE 1.085.044-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 17.04.2018). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal RE 1111946 AGR / AM MANDADO DE SEGURANÇA. REDISCUSSÃO DO MÉRITO. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ATO JURÍDICO PERFEITO, COISA JULGADA E DIREITO ADQUIRIDO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Lei Maior, nos moldes com que solvida a controvérsia pelas instâncias de origem, bem como observados os limites com que devolvida a matéria à apreciação deste Supremo Tribunal Federal, demandaria vedada incursão na legislação infraconstitucional aplicada ao caso (art. 102 da Constituição da República). 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa” (RE 1.085.044-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 17.04.2018). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 19/11/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.946 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : HAYDEE BALBI DA SILVA ADV.(A/S) : FLAVIO CORDEIRO ANTONY (1040/AM) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2078-4C0A-0C40-5FD3 e senha C431-594E-8CE3-13F7 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.946 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : HAYDEE BALBI DA SILVA ADV.(A/S) : FLAVIO CORDEIRO ANTONY (1040/AM) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2078-4C0A-0C40-5FD3 e senha C431-594E-8CE3-13F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748727873
2018-11-19T00:00:00
2018-11-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 13.08.2018. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE COBRANÇA. EXTENSÃO DE VANTAGEM A INATIVOS. ART. 40, § 8º, DA CF. REDAÇÃO ANTERIOR À EC 41/2003. RECONHECIMENTO EM MANDADO DE SEGURANÇA. AI 493.932-AgR. TRÂNSITO EM JULGADO. PARCELAS ANTERIORES À IMPETRAÇÃO. SÚMULA 269 DO STF. REDISCUSSÃO DO MÉRITO. IMPOSSIBILIDADE. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. RE 596.962-RG. TEMA 156. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. 1. O acórdão proferido no Tribunal a quo não diverge da jurisprudência firmada nesta Corte, que, no julgamento RE 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, entendeu pela existência de repercussão geral quanto à natureza de verba e a possível extensão aos inativos e pensionistas (Tema 156). 2. Para se chegar à conclusão diversa do entendimento firmado no Tribunal de origem, demandaria o reexame de fatos e provas, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. 3. Esta Corte possui entendimento de que é inviável em sede extraordinária, rediscutir matéria objeto de processo de conhecimento já transitado em julgado. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC.
sjur395296
- Acórdão(s) citado(s): (VERBA, NATUREZA, EXTENSÃO, INATIVOS ) RE 596962 RG. (SÚMULA 279) ARE 834932 AgR (1ªT), ARE 899469 AgR-segundo (2ªT). (IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS, FORMA DE CÁLCULO) RE 563965 RG. (PROCESSO TRANSITADO EM JULGADO, REDISCUSSÃO, SEDE EXTRAORDINÁRIA, IMPOSSIBILIDADE) AI 618655 AgR (2ªT), RE 1085044 AgR (1ªT). Número de páginas: 16. Análise: 12/12/2018, BMP.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1111946
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 PAR-00008\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000269 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1111946 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : HAYDEE BALBI DA SILVA ADV.(A/S) : FLAVIO CORDEIRO ANTONY
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Ementa e Acórdão 19/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.946 AMAZONAS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :HAYDEE BALBI DA SILVA ADV.(A/S) :FLAVIO CORDEIRO ANTONY Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 13.08.2018. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE COBRANÇA. EXTENSÃO DE VANTAGEM A INATIVOS. ART. 40, § 8..., DA Constituição Federal de 1988. REDAÇÃO ANTERIOR À EC 41/2003. RECONHECIMENTO EM MANDADO DE SEGURANÇA. AI 493.932-AgR. TRÂNSITO EM JULGADO. PARCELAS ANTERIORES À IMPETRAÇÃO. SÚMULA 269 DO Supremo Tribunal Federal. REDISCUSSÃO DO MÉRITO. IMPOSSIBILIDADE. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. Recurso Extraordinário 596.962-RG. TEMA 156. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão proferido no Tribunal a quo não diverge da jurisprudência firmada nesta Corte, que, no julgamento Recurso Extraordinário 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, entendeu pela existência de repercussão geral quanto à natureza de verba e a possível extensão aos inativos e pensionistas (Tema 156). 2. Para se chegar à conclusão diversa do entendimento firmado no Tribunal de origem, demandaria o reexame de fatos e provas, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Esta Corte possui entendimento de que é inviável em sede extraordinária, rediscutir matéria objeto de processo de conhecimento já transitado em julgado. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-CAE2-C67A-FB87 e senha CE6F-42D3-3388-EA6A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 9 a 16 de novembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-CAE2-C67A-FB87 e senha CE6F-42D3-3388-EA6A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 9 a 16 de novembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-CAE2-C67A-FB87 e senha CE6F-42D3-3388-EA6A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 19/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.946 AMAZONAS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :HAYDEE BALBI DA SILVA ADV.(A/S) :FLAVIO CORDEIRO ANTONY RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 9) interposto em 13.08.2018 (eDOC 10) contra decisão em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 8, p. 1-4): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, assim ementado (eDOC 3, p. 62): ‘EMENTA: APELAÇÃO. AÇÃO DE COBRANÇA DEVIDA. MANDADO DE SEGURANÇA QUE NÃO GERA EFEITOS PRETERITOS. APLICAÇÃO DO ART. 40, § 8.... DA Constituição Federal de 1988 VIGENTE À ÉPOCA (ANTES DA EC 41/03). PRECEDENTES. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. Com o o mandado de segurança não gera efeitos pretéritos, é devida a propositura de ação de cobrança para parcelas anteriores à impetração do mandamus, como fez a apelada através destes autos. Isto é reflexo da Súmula n. 269 do Supremo Tribunal Federal. 2. Pleito amparado pelo art. 40 § 8..., da Constituição Federal de 1988 (redação anterior à EC n. 41/2003), que estendia a transformação ou reclassificação do cargo ou função dos servidores ativos aos inativo. O pedido de cobrança refere-se a período anterior à alteração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.946 AMAZONAS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :HAYDEE BALBI DA SILVA ADV.(A/S) :FLAVIO CORDEIRO ANTONY RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 9) interposto em 13.08.2018 (eDOC 10) contra decisão em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 8, p. 1-4): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, assim ementado (eDOC 3, p. 62): ‘EMENTA: APELAÇÃO. AÇÃO DE COBRANÇA DEVIDA. MANDADO DE SEGURANÇA QUE NÃO GERA EFEITOS PRETERITOS. APLICAÇÃO DO ART. 40, § 8.... DA Constituição Federal de 1988 VIGENTE À ÉPOCA (ANTES DA EC 41/03). PRECEDENTES. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. Com o o mandado de segurança não gera efeitos pretéritos, é devida a propositura de ação de cobrança para parcelas anteriores à impetração do mandamus, como fez a apelada através destes autos. Isto é reflexo da Súmula n. 269 do Supremo Tribunal Federal. 2. Pleito amparado pelo art. 40 § 8..., da Constituição Federal de 1988 (redação anterior à EC n. 41/2003), que estendia a transformação ou reclassificação do cargo ou função dos servidores ativos aos inativo. O pedido de cobrança refere-se a período anterior à alteração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM legislativa. Precedentes desta Corte, e do Supremo Tribunal Federal. 3. Recurso conhecido e não provido.” Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 4, p. 27). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 37, X e XIII; 40, §8...; e 61, §1..., III, a; da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta, em suma, que ‘a cláusula prevista no § 8... do art. 40 da Constituição Federal – por meio da qual se assegura aos aposentados e pensionistas a extensão de vantagens remuneratórias de caráter geral concedidas aos servidores ativos – é autoaplicável, bem como que a sua aplicação não esbarra no óbice previsto na Súmula n 339, do Supremo Tribunal Federal, dado que a própria Constituição assegura a extensão da vantagem aos inativos e pensionistas.’ (eDOC 5, p. 37). A Presidência do TJ/AM admitiu o recurso extraordinário (eDOC 6, pp. 16/18). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, constato que a decisão recorrida não diverge da jurisprudência firmada nesta Corte, que, no julgamento do Recurso Extraordinário 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, entendeu pela existência de repercussão geral quanto à natureza de verba e a possível extensão aos inativos e pensionistas (Tema 156). Na oportunidade, a ementa restou assim redigida: ‘Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Direito Administrativo e Constitucional. Mandado de segurança. Pretendida extensão a servidora inativa de gratificação atribuída a professores em efetivo exercício da docência na rede pública estadual de ensino. Possibilidade de extensão da verba aos servidores inativos, por ser ela dotada de caráter geral. Inteligência do art. 40, § 8..., da Constituição Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal aplicáveis ao caso. Fixação das teses. Recurso não provido. 1. A Verba de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM legislativa. Precedentes desta Corte, e do Supremo Tribunal Federal. 3. Recurso conhecido e não provido.” Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 4, p. 27). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 37, X e XIII; 40, §8...; e 61, §1..., III, a; da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta, em suma, que ‘a cláusula prevista no § 8... do art. 40 da Constituição Federal – por meio da qual se assegura aos aposentados e pensionistas a extensão de vantagens remuneratórias de caráter geral concedidas aos servidores ativos – é autoaplicável, bem como que a sua aplicação não esbarra no óbice previsto na Súmula n 339, do Supremo Tribunal Federal, dado que a própria Constituição assegura a extensão da vantagem aos inativos e pensionistas.’ (eDOC 5, p. 37). A Presidência do TJ/AM admitiu o recurso extraordinário (eDOC 6, pp. 16/18). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, constato que a decisão recorrida não diverge da jurisprudência firmada nesta Corte, que, no julgamento do Recurso Extraordinário 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, entendeu pela existência de repercussão geral quanto à natureza de verba e a possível extensão aos inativos e pensionistas (Tema 156). Na oportunidade, a ementa restou assim redigida: ‘Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Direito Administrativo e Constitucional. Mandado de segurança. Pretendida extensão a servidora inativa de gratificação atribuída a professores em efetivo exercício da docência na rede pública estadual de ensino. Possibilidade de extensão da verba aos servidores inativos, por ser ela dotada de caráter geral. Inteligência do art. 40, § 8..., da Constituição Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal aplicáveis ao caso. Fixação das teses. Recurso não provido. 1. A Verba de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM Incentivo de Aprimoramento à Docência, instituída pela Lei Complementar n 159, de 18/3/04, do Estado de Mato Grosso, constitui vantagem remuneratória concedida indistintamente aos professores ativos, sendo, portanto, extensível aos professores inativos e pensionistas, nos termos do art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988. 2. A recorrida, na condição de professora aposentada antes da EC n 41/2003, preencheu os requisitos constitucionais para que seja reconhecido o seu direito ao percebimento dessa verba. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 4. Fixação das teses do julgado, para que gerem efeitos erga omnes e para que os objetivos da tutela jurisdicional especial alcancem de forma eficiente os seus resultados jurídicos, nos seguintes termos: i) as vantagens remuneratórias legítimas e de caráter geral conferidas a determinada categoria, carreira ou, indistintamente, a servidores públicos, por serem vantagens genéricas, são extensíveis aos servidores inativos e pensionistas; ii) nesses casos, a extensão alcança os servidores que tenham ingressado no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais ns 20/1998 e 41/2003 e se aposentado ou adquirido o direito à aposentadoria antes da EC n 41/2003; iii) com relação àqueles servidores que se aposentaram após a EC n 41/2003, deverão ser observados os requisitos estabelecidos na regra de transição contida no seu art. 7..., em virtude da extinção da paridade integral entre ativos e inativos contida no art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988 para os servidores que ingressaram no serviço público após a publicação da referida emenda; iv) por fim, com relação aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC n 41/2003 e se aposentaram ou adquiriram o direito à aposentadoria após a sua edição, é necessário observar a incidência das regras de transição fixadas pela EC n 47/2005, a qual estabeleceu efeitos retroativos à data de vigência da EC n 41/2003, conforme decidido nos autos do Recurso Extraordinário n 590.260/SP, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/6/09.” Nas razões do presente recurso, sustenta-se, em síntese, o seguinte (eDOC 9, p. 4-5): 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM Incentivo de Aprimoramento à Docência, instituída pela Lei Complementar n 159, de 18/3/04, do Estado de Mato Grosso, constitui vantagem remuneratória concedida indistintamente aos professores ativos, sendo, portanto, extensível aos professores inativos e pensionistas, nos termos do art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988. 2. A recorrida, na condição de professora aposentada antes da EC n 41/2003, preencheu os requisitos constitucionais para que seja reconhecido o seu direito ao percebimento dessa verba. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 4. Fixação das teses do julgado, para que gerem efeitos erga omnes e para que os objetivos da tutela jurisdicional especial alcancem de forma eficiente os seus resultados jurídicos, nos seguintes termos: i) as vantagens remuneratórias legítimas e de caráter geral conferidas a determinada categoria, carreira ou, indistintamente, a servidores públicos, por serem vantagens genéricas, são extensíveis aos servidores inativos e pensionistas; ii) nesses casos, a extensão alcança os servidores que tenham ingressado no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais ns 20/1998 e 41/2003 e se aposentado ou adquirido o direito à aposentadoria antes da EC n 41/2003; iii) com relação àqueles servidores que se aposentaram após a EC n 41/2003, deverão ser observados os requisitos estabelecidos na regra de transição contida no seu art. 7..., em virtude da extinção da paridade integral entre ativos e inativos contida no art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988 para os servidores que ingressaram no serviço público após a publicação da referida emenda; iv) por fim, com relação aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC n 41/2003 e se aposentaram ou adquiriram o direito à aposentadoria após a sua edição, é necessário observar a incidência das regras de transição fixadas pela EC n 47/2005, a qual estabeleceu efeitos retroativos à data de vigência da EC n 41/2003, conforme decidido nos autos do Recurso Extraordinário n 590.260/SP, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/6/09.” Nas razões do presente recurso, sustenta-se, em síntese, o seguinte (eDOC 9, p. 4-5): 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM “Em que pese ser evidente improcedência da pretensão da parte autora, sob pena de desobediência ao decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 248.285, o Tribunal de Justiça manteve a sentença, sob o falso fundamento de que reconhecido o direito da recorrida em receber parcela salarial devidamente atualizada, não cabe mais discussão quanto a esse ponto, tendo em vista o trânsito em julgado da decisão. (...). Entendeu o eminente Relator que o caso se assemelha ao que decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli e que para rever o que decidido pelo TJAM, far-se-ia necessário o reexame de fatos e provas. Data maxima venia, a associação que se deve fazer no caso não é com o Recurso Extraordinário 596.962/RG mas sim com o Recurso Extraordinário 563.965-RN. Trata-se, na verdade, da interpretação que o TJAM vem dando ao art. 40, §8... da Constituição Federal combinado com o princípio constitucional do direito adquirido (art. 5., XXXVI). De efeito, o ponto fulcral deste processo está na questão da estabilidade financeira. é dizer: o recorrido pretende que a parcela da gratificação incorporada a seus vencimentos/proventos tenha o mesmo valor que a dos servidores dos atuais ocupantes da função gratificada ou cargo em comissão. Ora, desde a contestação o recorrente esclarece que a incorporação de gratificação, a título de estabilidade financeira, não assegura ao servidor o direito à constante atualização do valor da mesma, senão quando decorrente da própria revisão da remuneração. Essa é a interpretação que vem sendo dada pelo Supremo Tribunal Federal à paridade estabelecida entre ativos e inativos determinada pelo art. 40§ 8. (antigo § 4.) da Constituição Federal de 1988/88. (...) A decisão supracitada deve ser reformada, pois não há necessidade de revolver fatos e provas. A questão que remanesce é eminentemente jurídica, sendo que se pretende deixar claro que não se pode confundir o objeto 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM “Em que pese ser evidente improcedência da pretensão da parte autora, sob pena de desobediência ao decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 248.285, o Tribunal de Justiça manteve a sentença, sob o falso fundamento de que reconhecido o direito da recorrida em receber parcela salarial devidamente atualizada, não cabe mais discussão quanto a esse ponto, tendo em vista o trânsito em julgado da decisão. (...). Entendeu o eminente Relator que o caso se assemelha ao que decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli e que para rever o que decidido pelo TJAM, far-se-ia necessário o reexame de fatos e provas. Data maxima venia, a associação que se deve fazer no caso não é com o Recurso Extraordinário 596.962/RG mas sim com o Recurso Extraordinário 563.965-RN. Trata-se, na verdade, da interpretação que o TJAM vem dando ao art. 40, §8... da Constituição Federal combinado com o princípio constitucional do direito adquirido (art. 5., XXXVI). De efeito, o ponto fulcral deste processo está na questão da estabilidade financeira. é dizer: o recorrido pretende que a parcela da gratificação incorporada a seus vencimentos/proventos tenha o mesmo valor que a dos servidores dos atuais ocupantes da função gratificada ou cargo em comissão. Ora, desde a contestação o recorrente esclarece que a incorporação de gratificação, a título de estabilidade financeira, não assegura ao servidor o direito à constante atualização do valor da mesma, senão quando decorrente da própria revisão da remuneração. Essa é a interpretação que vem sendo dada pelo Supremo Tribunal Federal à paridade estabelecida entre ativos e inativos determinada pelo art. 40§ 8. (antigo § 4.) da Constituição Federal de 1988/88. (...) A decisão supracitada deve ser reformada, pois não há necessidade de revolver fatos e provas. A questão que remanesce é eminentemente jurídica, sendo que se pretende deixar claro que não se pode confundir o objeto 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM da ação de cobrança com o do Mandado de Segurança. Não se está in casu buscando rediscutir na ação ordinária o direito reconhecido no mandado de segurança e sim, discutir se a autora possui ou não direito quanto a parcelas que não foram apreciadas no mandamus. Ressalta-se que tal distinção já foi devidamente analisada no acórdão paradigma proferido no Recurso Extraordinário n. 248.285-4/SC (...). A parte agravada, devidamente intimada, apresentou manifestação (eDOC 10). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM da ação de cobrança com o do Mandado de Segurança. Não se está in casu buscando rediscutir na ação ordinária o direito reconhecido no mandado de segurança e sim, discutir se a autora possui ou não direito quanto a parcelas que não foram apreciadas no mandamus. Ressalta-se que tal distinção já foi devidamente analisada no acórdão paradigma proferido no Recurso Extraordinário n. 248.285-4/SC (...). A parte agravada, devidamente intimada, apresentou manifestação (eDOC 10). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6D4-17F4-93A4-F824 e senha 982A-38FA-480B-B859 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN 19/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.946 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a questão em consonância com o julgamento do Recurso Extraordinário 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli. Na oportunidade, a ementa restou assim redigida: “Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Direito Administrativo e Constitucional. Mandado de segurança. Pretendida extensão a servidora inativa de gratificação atribuída a professores em efetivo exercício da docência na rede pública estadual de ensino. Possibilidade de extensão da verba aos servidores inativos, por ser ela dotada de caráter geral. Inteligência do art. 40, § 8..., da Constituição Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal aplicáveis ao caso. Fixação das teses. Recurso não provido. 1. A Verba de Incentivo de Aprimoramento à Docência, instituída pela Lei Complementar n 159, de 18/3/04, do Estado de Mato Grosso, constitui vantagem remuneratória concedida indistintamente aos professores ativos, sendo, portanto, extensível aos professores inativos e pensionistas, nos termos do art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988. 2. A recorrida, na condição de professora aposentada antes da EC n 41/2003, preencheu os requisitos constitucionais para que seja reconhecido o seu direito ao percebimento dessa verba. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 4. Fixação das teses do julgado, para que gerem efeitos erga omnes e para que os objetivos da tutela jurisdicional especial alcancem de forma eficiente os seus resultados jurídicos, nos seguintes termos: i) as vantagens remuneratórias legítimas e de caráter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.946 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a questão em consonância com o julgamento do Recurso Extraordinário 596.962-RG, Rel. Min. Dias Toffoli. Na oportunidade, a ementa restou assim redigida: “Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Direito Administrativo e Constitucional. Mandado de segurança. Pretendida extensão a servidora inativa de gratificação atribuída a professores em efetivo exercício da docência na rede pública estadual de ensino. Possibilidade de extensão da verba aos servidores inativos, por ser ela dotada de caráter geral. Inteligência do art. 40, § 8..., da Constituição Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal aplicáveis ao caso. Fixação das teses. Recurso não provido. 1. A Verba de Incentivo de Aprimoramento à Docência, instituída pela Lei Complementar n 159, de 18/3/04, do Estado de Mato Grosso, constitui vantagem remuneratória concedida indistintamente aos professores ativos, sendo, portanto, extensível aos professores inativos e pensionistas, nos termos do art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988. 2. A recorrida, na condição de professora aposentada antes da EC n 41/2003, preencheu os requisitos constitucionais para que seja reconhecido o seu direito ao percebimento dessa verba. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 4. Fixação das teses do julgado, para que gerem efeitos erga omnes e para que os objetivos da tutela jurisdicional especial alcancem de forma eficiente os seus resultados jurídicos, nos seguintes termos: i) as vantagens remuneratórias legítimas e de caráter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM geral conferidas a determinada categoria, carreira ou, indistintamente, a servidores públicos, por serem vantagens genéricas, são extensíveis aos servidores inativos e pensionistas; ii) nesses casos, a extensão alcança os servidores que tenham ingressado no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais ns 20/1998 e 41/2003 e se aposentado ou adquirido o direito à aposentadoria antes da EC n 41/2003; iii) com relação àqueles servidores que se aposentaram após a EC n 41/2003, deverão ser observados os requisitos estabelecidos na regra de transição contida no seu art. 7..., em virtude da extinção da paridade integral entre ativos e inativos contida no art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988 para os servidores que ingressaram no serviço público após a publicação da referida emenda; iv) por fim, com relação aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC n 41/2003 e se aposentaram ou adquiriram o direito à aposentadoria após a sua edição, é necessário observar a incidência das regras de transição fixadas pela EC n 47/2005, a qual estabeleceu efeitos retroativos à data de vigência da EC n 41/2003, conforme decidido nos autos do Recurso Extraordinário n 590.260/SP, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/6/09.” In casu, colhem-se, no ponto, os fundamentos da apelação no Tribunal de origem (eDOC 8, p. 3): “O pedido de cobrança feito pela apelante e concedido pelo Juízo a quo, refere-se ao período de dezembro de 1997 a julho de 2002, anteriormente portanto, à Emenda Constitucional n. 41/2003. (…) A redação do dispositivo é clara: a transformação ou reclassificação do cargo ou função dos servidores ativos estendem-se aos inativos. (…) As teses apresentadas pelo apelante se baseiam na redação do art. 40, §8..., da Constituição Federal de 1988, após a Emenda n. 41/2003, que modificou o tratamento dado aos aposentados. Contudo, esta alteração 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM geral conferidas a determinada categoria, carreira ou, indistintamente, a servidores públicos, por serem vantagens genéricas, são extensíveis aos servidores inativos e pensionistas; ii) nesses casos, a extensão alcança os servidores que tenham ingressado no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais ns 20/1998 e 41/2003 e se aposentado ou adquirido o direito à aposentadoria antes da EC n 41/2003; iii) com relação àqueles servidores que se aposentaram após a EC n 41/2003, deverão ser observados os requisitos estabelecidos na regra de transição contida no seu art. 7..., em virtude da extinção da paridade integral entre ativos e inativos contida no art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988 para os servidores que ingressaram no serviço público após a publicação da referida emenda; iv) por fim, com relação aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC n 41/2003 e se aposentaram ou adquiriram o direito à aposentadoria após a sua edição, é necessário observar a incidência das regras de transição fixadas pela EC n 47/2005, a qual estabeleceu efeitos retroativos à data de vigência da EC n 41/2003, conforme decidido nos autos do Recurso Extraordinário n 590.260/SP, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/6/09.” In casu, colhem-se, no ponto, os fundamentos da apelação no Tribunal de origem (eDOC 8, p. 3): “O pedido de cobrança feito pela apelante e concedido pelo Juízo a quo, refere-se ao período de dezembro de 1997 a julho de 2002, anteriormente portanto, à Emenda Constitucional n. 41/2003. (…) A redação do dispositivo é clara: a transformação ou reclassificação do cargo ou função dos servidores ativos estendem-se aos inativos. (…) As teses apresentadas pelo apelante se baseiam na redação do art. 40, §8..., da Constituição Federal de 1988, após a Emenda n. 41/2003, que modificou o tratamento dado aos aposentados. Contudo, esta alteração 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM não gera efeitos retroativos, sob pena de ofensa ao direito adquirido. Ressalte-se não se tratar de direito adquirido a regime jurídico, o qual só ocorreria caso a cobrança se fundasse em período posterior à alteração legislativa.” Verifica-se que a ora agravada pleiteia em ação ordinária o pagamento de atrasados referentes ao período de dezembro/1997 até julho/2008, decorrente do reconhecimento do direito por ela pleiteado nos autos de anterior mandado de segurança, objeto também de análise neste Supremo Tribunal (AI 493.932-AgR/AM, de relatoria do Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 24.10.2008, cujo trânsito em julgado se deu em 11.11.2008), em acórdão assim ementado: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - AUTO- APLICABILIDADE DA NORMA INSCRITA NO ART. 40, § 8..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL (NA REDAÇÃO ANTERIOR À PROMULGAÇÃO DA EC n 41/2003) - CORRESPONDÊNCIA DO VALOR DOS PROVENTOS DA APOSENTADORIA À TOTALIDADE DOS VENCIMENTOS DOS SERVIDORES EM ATIVIDADE - REVISÃO DOS VALORES NA MESMA DATA E NA MESMA PROPORÇÃO - DIRETRIZ JURISPRUDENCIAL FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO”. É o que se depreende dos seguintes fragmentos do voto condutor do acórdão recorrido, objeto do recurso extraordinário (eDOC 3, p. 65-67): “A apelada, anteriormente, ingressara com o mandado de segurança n. 2002-000888-6, pleiteando o acréscimo da vantagem do cargo de assessor de sistema de pessoal símbolo Código Civil Brasileiro-2, transformado em gerente AD-2. O direito pleiteado foi concedido por nossas Câmaras Reunidas e confirmado pelo Supremo Tribunal Federal. Como o mandado de segurança não gera efeitos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM não gera efeitos retroativos, sob pena de ofensa ao direito adquirido. Ressalte-se não se tratar de direito adquirido a regime jurídico, o qual só ocorreria caso a cobrança se fundasse em período posterior à alteração legislativa.” Verifica-se que a ora agravada pleiteia em ação ordinária o pagamento de atrasados referentes ao período de dezembro/1997 até julho/2008, decorrente do reconhecimento do direito por ela pleiteado nos autos de anterior mandado de segurança, objeto também de análise neste Supremo Tribunal (AI 493.932-AgR/AM, de relatoria do Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 24.10.2008, cujo trânsito em julgado se deu em 11.11.2008), em acórdão assim ementado: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - AUTO- APLICABILIDADE DA NORMA INSCRITA NO ART. 40, § 8..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL (NA REDAÇÃO ANTERIOR À PROMULGAÇÃO DA EC n 41/2003) - CORRESPONDÊNCIA DO VALOR DOS PROVENTOS DA APOSENTADORIA À TOTALIDADE DOS VENCIMENTOS DOS SERVIDORES EM ATIVIDADE - REVISÃO DOS VALORES NA MESMA DATA E NA MESMA PROPORÇÃO - DIRETRIZ JURISPRUDENCIAL FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO”. É o que se depreende dos seguintes fragmentos do voto condutor do acórdão recorrido, objeto do recurso extraordinário (eDOC 3, p. 65-67): “A apelada, anteriormente, ingressara com o mandado de segurança n. 2002-000888-6, pleiteando o acréscimo da vantagem do cargo de assessor de sistema de pessoal símbolo Código Civil Brasileiro-2, transformado em gerente AD-2. O direito pleiteado foi concedido por nossas Câmaras Reunidas e confirmado pelo Supremo Tribunal Federal. Como o mandado de segurança não gera efeitos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM pretéritos, é devida a propositura de ação de cobrança para parcelas anteriores à impetração do mandamus, como fez a apelada através destes autos. Isto é reflexo da Súmula n. 269 do Supremo Tribunal Federal(...). As teses apresentadas pelo apelante se baseiam na redação do art. 40, § 8..., após a Emenda n. 41/2003, que modificou o tratamento dado aos aposentados. Contudo, esta alteração não gera efeitos retroativos, sob pena de ofensa ao direito adquirido. Ressalte-se não se tratar de direito adquirido a regime jurídico, o qual só ocorreria caso a cobrança se fundasse em período posterior à alteração legislativa. Desta forma decidiram as Câmaras Reunidas desta Corte Estadual e o Supremo Tribunal Federal, nos autos do Mandado de Segurança interposto pela apelada em face da apelante (....). Denota-se que o Eminente magistrado, ao sentenciar, seguiu o posicionamento das Câmaras Reunidas deste Poder e do Supremo Tribunal Federal. Não há, portanto, qualquer razão para reforma”. Ademais, reitero que, para se chegar à conclusão diversa do entendimento firmado no acórdão impugnado, demandaria o reexame de fatos e provas, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, notadamente quanto à natureza da vantagem, como pretende o ora Agravante, na petição do apelo extremo (eDOC 5, p. 42), o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que no citado AI 493.932-AgR, quanto à verificação do caráter genérico, ou não, de referida vantagem. Transcrevo, neste ponto, trechos do voto condutor de tal julgado: “Cumpre acentuar, finalmente, que a verificação do caráter genérico, ou não, de determinada gratificação revela-se, a princípio, inviável, por efeito do que dispõe a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, consoante evidenciam sucessivas decisões proferidas por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal (....)”. Nesse sentido, confiram-se a respeito: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM pretéritos, é devida a propositura de ação de cobrança para parcelas anteriores à impetração do mandamus, como fez a apelada através destes autos. Isto é reflexo da Súmula n. 269 do Supremo Tribunal Federal(...). As teses apresentadas pelo apelante se baseiam na redação do art. 40, § 8..., após a Emenda n. 41/2003, que modificou o tratamento dado aos aposentados. Contudo, esta alteração não gera efeitos retroativos, sob pena de ofensa ao direito adquirido. Ressalte-se não se tratar de direito adquirido a regime jurídico, o qual só ocorreria caso a cobrança se fundasse em período posterior à alteração legislativa. Desta forma decidiram as Câmaras Reunidas desta Corte Estadual e o Supremo Tribunal Federal, nos autos do Mandado de Segurança interposto pela apelada em face da apelante (....). Denota-se que o Eminente magistrado, ao sentenciar, seguiu o posicionamento das Câmaras Reunidas deste Poder e do Supremo Tribunal Federal. Não há, portanto, qualquer razão para reforma”. Ademais, reitero que, para se chegar à conclusão diversa do entendimento firmado no acórdão impugnado, demandaria o reexame de fatos e provas, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, notadamente quanto à natureza da vantagem, como pretende o ora Agravante, na petição do apelo extremo (eDOC 5, p. 42), o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que no citado AI 493.932-AgR, quanto à verificação do caráter genérico, ou não, de referida vantagem. Transcrevo, neste ponto, trechos do voto condutor de tal julgado: “Cumpre acentuar, finalmente, que a verificação do caráter genérico, ou não, de determinada gratificação revela-se, a princípio, inviável, por efeito do que dispõe a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, consoante evidenciam sucessivas decisões proferidas por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal (....)”. Nesse sentido, confiram-se a respeito: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES INATIVOS BENEFICIADOS PELA REGRA DE PARIDADE.EXTENSÃO DE VANTAGEM DE NATUREZA GENÉRICA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que as vantagens de caráter geral, concedidas aos servidores da ativa, são extensíveis aos inativos beneficiados pela regra de paridade (art. 40, § 8..., na redação anterior à EC 41/2003). Para divergir do entendimento do Tribunal de origem quanto à natureza genérica da parcela denominada “Prêmio do Produtividade”, faz-se necessário examinar a legislação ordinária aplicada à espécie, bem como uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Hipótese que atrai a incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 834.932-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 13.11.2014). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 30.3.2017. DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE REMUNERAÇÃO DETERMINADA EM ACÓRDÃO TRANSITADO EM JULGADO. SUPRESSÃO. DISCUSSÃO SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DA GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 280 E 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que se chegou no acórdão recorrido, seria necessário o reexame de fatos e provas, além da legislação aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES INATIVOS BENEFICIADOS PELA REGRA DE PARIDADE.EXTENSÃO DE VANTAGEM DE NATUREZA GENÉRICA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que as vantagens de caráter geral, concedidas aos servidores da ativa, são extensíveis aos inativos beneficiados pela regra de paridade (art. 40, § 8..., na redação anterior à EC 41/2003). Para divergir do entendimento do Tribunal de origem quanto à natureza genérica da parcela denominada “Prêmio do Produtividade”, faz-se necessário examinar a legislação ordinária aplicada à espécie, bem como uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Hipótese que atrai a incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 834.932-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 13.11.2014). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 30.3.2017. DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE REMUNERAÇÃO DETERMINADA EM ACÓRDÃO TRANSITADO EM JULGADO. SUPRESSÃO. DISCUSSÃO SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DA GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 280 E 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que se chegou no acórdão recorrido, seria necessário o reexame de fatos e provas, além da legislação aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM Incidência da Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal” (ARE 899.469/PB-AgR- Segundo, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 06.02.2018). Por fim, entendo inaplicável, à espécie, o entendimento posto no precedente apontado pelo ora Agravante (Recurso Extraordinário 248.285/SC, de relatoria do Min Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 05.11.99), assim ementado: “1. Mandado de segurança: ação ordinária de cobrança de "atrasados" anteriores à impetração: reexame do mérito cabível. Ação ordinária para obter o pagamento de "atrasados" relativos a vantagem pecuniária concedida em mandado de segurança, a partir da impetração: exame do mérito, já que, a teor do disposto no art. 1..., da Lei n 5.021/66 e na Súmula 271, não se trata de mera liquidação. 2. Servidor estadual: inexistência de direito adquirido, em razão da estabilidade financeira, à percepção de vantagem financeira atribuída por lei local aos atuais ocupantes de cargos comissionados. Precedentes (Recurso Extraordinário 226.462, Pertence, T. Pleno, 13.5.98; RREE 222.480 e 223.425, Moreira Alves, T. Pleno, 9.12.98)”. Observa-se que, no caso dos autos, o pedido relativo às diferenças pleitadas pela parte Agravada está diretamente relacionado ao direito que lhe foi reconhecido no mencionado julgamento do AI 493.932-AgR, transitado em julgado, referente à isonomia de vencimentos dos ativos e inativos, nos termos do art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988, na redação anterior à EC 40/2001, cuja orientação foi levada em consideração pelo acórdão proferido nos presentes autos pela Corte de origem para julgar procedente a ação de cobrança. Pretende-se, agora, em momento inoportuno, discutir no apelo extremo o instituto da estabilidade financeira, nos termos do decidido no Recurso Extraordinário 563.965-RN, Rel. Min. Cármen Lúcia, em que se cuidou de questão envolvendo o direito adquirido à forma de cálculo de parcelas incorporadas à remuneração (Tema 41), o qual teve o seu mérito apreciado por esta Corte. Confira-se a ementa, publicada no DJe 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM Incidência da Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal” (ARE 899.469/PB-AgR- Segundo, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 06.02.2018). Por fim, entendo inaplicável, à espécie, o entendimento posto no precedente apontado pelo ora Agravante (Recurso Extraordinário 248.285/SC, de relatoria do Min Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 05.11.99), assim ementado: “1. Mandado de segurança: ação ordinária de cobrança de "atrasados" anteriores à impetração: reexame do mérito cabível. Ação ordinária para obter o pagamento de "atrasados" relativos a vantagem pecuniária concedida em mandado de segurança, a partir da impetração: exame do mérito, já que, a teor do disposto no art. 1..., da Lei n 5.021/66 e na Súmula 271, não se trata de mera liquidação. 2. Servidor estadual: inexistência de direito adquirido, em razão da estabilidade financeira, à percepção de vantagem financeira atribuída por lei local aos atuais ocupantes de cargos comissionados. Precedentes (Recurso Extraordinário 226.462, Pertence, T. Pleno, 13.5.98; RREE 222.480 e 223.425, Moreira Alves, T. Pleno, 9.12.98)”. Observa-se que, no caso dos autos, o pedido relativo às diferenças pleitadas pela parte Agravada está diretamente relacionado ao direito que lhe foi reconhecido no mencionado julgamento do AI 493.932-AgR, transitado em julgado, referente à isonomia de vencimentos dos ativos e inativos, nos termos do art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988, na redação anterior à EC 40/2001, cuja orientação foi levada em consideração pelo acórdão proferido nos presentes autos pela Corte de origem para julgar procedente a ação de cobrança. Pretende-se, agora, em momento inoportuno, discutir no apelo extremo o instituto da estabilidade financeira, nos termos do decidido no Recurso Extraordinário 563.965-RN, Rel. Min. Cármen Lúcia, em que se cuidou de questão envolvendo o direito adquirido à forma de cálculo de parcelas incorporadas à remuneração (Tema 41), o qual teve o seu mérito apreciado por esta Corte. Confira-se a ementa, publicada no DJe 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM 20.3.2009: “EMENTA: DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” Com efeito, esta Corte possui entendimento de que é inviável em sede extraordinária, rediscutir matéria objeto de processo de conhecimento já transitado em julgado. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Servidora Municipal. Estabilidade sindical. Demissão desconstituída por decisão em mandado de segurança. Trânsito em julgado. 3. Rediscussão quanto à ofensa do artigo 37, II, da Constituição Federal. Impossibilidade. Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 618.655- AgR/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes. 2... Turma. DJe 29.02.2008). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. AÇÃO DE COBRANÇA. DIREITO RECONHECIDO EM SEDE DE 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM 20.3.2009: “EMENTA: DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” Com efeito, esta Corte possui entendimento de que é inviável em sede extraordinária, rediscutir matéria objeto de processo de conhecimento já transitado em julgado. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Servidora Municipal. Estabilidade sindical. Demissão desconstituída por decisão em mandado de segurança. Trânsito em julgado. 3. Rediscussão quanto à ofensa do artigo 37, II, da Constituição Federal. Impossibilidade. Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 618.655- AgR/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes. 2... Turma. DJe 29.02.2008). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. AÇÃO DE COBRANÇA. DIREITO RECONHECIDO EM SEDE DE 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM MANDADO DE SEGURANÇA. REDISCUSSÃO DO MÉRITO. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ATO JURÍDICO PERFEITO, COISA JULGADA E DIREITO ADQUIRIDO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Lei Maior, nos moldes com que solvida a controvérsia pelas instâncias de origem, bem como observados os limites com que devolvida a matéria à apreciação deste Supremo Tribunal Federal, demandaria vedada incursão na legislação infraconstitucional aplicada ao caso (art. 102 da Constituição da República). 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa” (Recurso Extraordinário 1.085.044-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 17.04.2018). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM MANDADO DE SEGURANÇA. REDISCUSSÃO DO MÉRITO. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ATO JURÍDICO PERFEITO, COISA JULGADA E DIREITO ADQUIRIDO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Lei Maior, nos moldes com que solvida a controvérsia pelas instâncias de origem, bem como observados os limites com que devolvida a matéria à apreciação deste Supremo Tribunal Federal, demandaria vedada incursão na legislação infraconstitucional aplicada ao caso (art. 102 da Constituição da República). 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa” (Recurso Extraordinário 1.085.044-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 17.04.2018). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0879-1866-982A-B543 e senha 0BF6-B02A-7725-AE31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 19/11/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.946 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : HAYDEE BALBI DA SILVA ADV.(A/S) : FLAVIO CORDEIRO ANTONY (1040/AM) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2078-4C0A-0C40-5FD3 e senha C431-594E-8CE3-13F7 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.946 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : HAYDEE BALBI DA SILVA ADV.(A/S) : FLAVIO CORDEIRO ANTONY (1040/AM) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2078-4C0A-0C40-5FD3 e senha C431-594E-8CE3-13F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 111 . 946 AMAZONAS", "AI 493 . 932 - AgR", "SÚMULA 269 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 962 - RG", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 962 - RG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 111 . 946", "Súmula n . 269 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 269 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "Súmula n 339 , do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 962 - RG", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "Súmula n 339 , do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 962 - RG", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR /", "Recurso Extraordinário n 590 . 260 / SP", "Recurso Extraordinário 1111946", "Recurso Extraordinário n 590 . 260 / SP", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "Recurso Extraordinário 248 . 285", "Recurso Extraordinário 596 . 962 - RG", "Recurso Extraordinário 596 . 962 / RG", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RN", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "Recurso Extraordinário 248 . 285", "Recurso Extraordinário 596 . 962 - RG", "Recurso Extraordinário 596 . 962 / RG", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RN", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "Recurso Extraordinário n . 248 . 285 - 4 / SC", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "Recurso Extraordinário n . 248 . 285 - 4 / SC", "Recurso Extraordinário 596 . 962 - RG", "Recurso Extraordinário 596 . 962 - RG", "Recurso Extraordinário 1111946", "Recurso Extraordinário n 590 . 260 / SP", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR", "Recurso Extraordinário n 590 . 260 / SP", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "AI 493 . 932 - AgR / AM", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "AI 493 . 932 - AgR / AM", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "Súmula n . 269 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 493 . 932 - AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR /", "Súmula n . 269 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 493 . 932 - AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 834 . 932 - AgR", "SÚMULAS 280", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 834 . 932 - AgR", "SÚMULAS 280", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 899 . 469 / PB - AgR - Segundo", "Recurso Extraordinário 248 . 285 / SC", "Súmula 271", "Recurso Extraordinário 226 . 462", "RREE 222 . 480", "AI 493 .", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RN", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 899 . 469 / PB - AgR - Segundo", "Recurso Extraordinário 248 . 285 / SC", "Súmula", "Recurso Extraordinário 226 . 462", "RREE 222 . 480", "223", ".", "425", "AI 493 . 932 - AgR", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RN", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "AI 618 . 655 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR / AM", "AI 618 . 655 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário 1111946 AGR /", "Recurso Extraordinário 1 . 085 . 044 - AgR", "Recurso Extraordinário 1111946", "Recurso Extraordinário 1 . 085 . 044 - AgR", "RECURSO", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 40 , § 8 . . . , DA Constituição Federal de 1988", "EC 41 / 2003", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 40 , § 8 . . . . DA Constituição Federal de 1988", "EC 41 / 03", "art . 40 § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC n . 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 40 , § 8 . . . . DA Constituição Federal de 1988", "EC 41 / 03", "art . 40 § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC n . 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 37 , X e XIII ; 40 , § 8 . . . ; e 61 , § 1 . . . , III , a ; da Constituição Federal", "§ 8 . . . do art . 40 da Constituição Federal", "Constituição", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "arts . 37 , X e XIII ; 40 , § 8 . . . ; e 61 , § 1 . . . , III , a ; da Constituição Federal", "§ 8 .", "Constituição", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 159", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC n 41 / 2003", "Emendas Constitucionais ns 20 / 1998", "41", "/", "2003", "EC n 41 / 2003", "EC n 41 / 2003", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC n 41 / 2003", "EC n 47 / 2005", "EC n 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 159", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC n 41 / 2003", "Emendas Constitucionais ns 20 / 1998", "41", "/", "2003", "EC n 41 / 2003", "EC n 41 / 2003", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC n 41 / 2003", "EC n 47 / 2005", "EC n 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 8 . . . da Constituição Federal", "art . 40 § 8 . ( antigo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 8 . . . da Constituição Federal", "art . 40 § 8 . ( antigo § 4 . ) da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "Lei Complementar n 159", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC n 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "Lei Complementar n 159", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC n 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas Constitucionais ns 20 / 1998", "41", "/", "2003", "EC n 41 / 2003", "EC n 41 / 2003", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC n 41 / 2003", "EC n 47 / 2005", "EC n 41 / 2003", "Emenda Constitucional n . 41 / 2003", "art . 40 , § 8 . . . , da", "Constituição Federal de 1988", "Emenda n . 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas Constitucionais ns 20 / 1998", "41", "/", "2003", "EC n 41 / 2003", "EC n 41 / 2003", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC n 41 / 2003", "EC n 47 / 2005", "EC n 41 / 2003", "Emenda Constitucional n . 41 / 2003", "art . 40 , § 8 . . . , da", "Constituição Federal de 1988", "Emenda n . 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 40 , § 8 . . . , DA", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "EC n 41 / 2003", "Código Civil Brasileiro - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 40 , § 8 . . . , DA", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "EC n 41 / 2003", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda n . 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda n . 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 41 / 2003", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 41 / 2003", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , da Lei n 5 . 021 / 66", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC 40 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , da Lei n 5", ".", "021", "/", "66", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC 40 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR N . 203 / 2001", "Lei Complementar n . 203 / 2001", "Constituição da República de 1988", "artigo 37 , II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n", "LEI COMPLEMENTAR N . 203 / 2001", "Lei Complementar n . 203 / 2001", "Constituição da República de 1988", "artigo 37 , II , da Constituição Federal", "Súmula", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de", "art . 5 . . . , XXXVI , da Lei Maior", "art . 102 da Constituição da República", "Constituição da República", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 5 . . . , XXXVI , da Lei Maior", "art . 102 da Constituição da República", "Constituição da República", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Pleno", "T", ". Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "AM", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "HAYDEE BALBI DA SILVA", "FLAVIO CORDEIRO ANTONY", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "HAYDEE BALBI DA SILVA", "FLAVIO CORDEIRO ANTONY", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "HAYDEE BALBI DA SILVA", "FLAVIO CORDEIRO ANTONY", "EDSON FACHIN", "Dias Toffoli", "Dias", "Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "EDSON FACHIN", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "Moreira Alves", "Cármen Lúcia", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "EDSON FACHIN", "HAYDEE BALBI DA SILVA", "FLAVIO CORDEIRO ANTONY", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "HAYDEE BALBI DA SILVA", "FLAVIO CORDEIRO ANTONY", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "19", "/", "11", "/", "2018", "13", ".", "08", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "16 de novembro de 2018", "19 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "19 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "13", ".", "08", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "13", ".", "08", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "04", "24", "/", "6", "/", "09", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "04", "24", "/", "6", "/", "09", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "18", "/", "3", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "18", "/", "3", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "6", "/", "09", ".", "dezembro de 1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "6", "/", "09", ".", "dezembro de 1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro", "/", "1997", "julho", "/", "2008", "24", ".", "10", ".", "2008", "11", ".", "11", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro", "/", "1997", "julho", "/", "2008", "24", ".", "10", ".", "2008", "11", ".", "11", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "11", ".", "2014", "30", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "11", ".", "2014", "30", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "02", ".", "2018", "05", ".", "11", ".", "99", "13", ".", "5", ".", "98", "9", ".", "12", ".", "98", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "02", ".", "2018", "05", ".", "11", ".", "99", "13", ".", "5", ".", "98", "9", ".", "12", ".", "98", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "3", ".", "2009", "29", ".", "02", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "3", ".", "2009", "29", ".", "02", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "04", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "04", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "11", ".", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.834 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MOACIR GERVAZIO THOMAZI ADV.(A/S) :RAFAEL DE ASSIS HORN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :DULCE MARIA DA LUZ MOELLER ADV.(A/S) :EDGARD KATZWINKEL JUNIOR EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. SOLIDARIEDADE. DANO AO ERÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4846-5588-202F-6A65 e senha 02EB-CCA0-3CAF-70A7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1138834 AGR / SC em sessão virtual da Primeira Turma de 09 a 16 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4846-5588-202F-6A65 e senha 02EB-CCA0-3CAF-70A7 Supremo Tribunal Federal ARE 1138834 AGR / SC em sessão virtual da Primeira Turma de 09 a 16 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4846-5588-202F-6A65 e senha 02EB-CCA0-3CAF-70A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.834 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MOACIR GERVAZIO THOMAZI ADV.(A/S) :RAFAEL DE ASSIS HORN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :DULCE MARIA DA LUZ MOELLER ADV.(A/S) :EDGARD KATZWINKEL JUNIOR RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CERCEAMENTO DE DEFESA. PRECLUSÃO. DESÍDIA DA PARTE. A faculdade processual não exercida pela parte no momento oportuno afigura-se acobertada pelo manto da preclusão temporal, inviabilizando a sua realização posterior. NULIDADE DA SENTENÇA. PRESENÇA DOS REQUISITOS. Constatado o desenvolvimento do relatório, ainda que singelo e deficiente, bem como os fundamentos que formaram o convencimento do julgado e ainda a parte dispositiva, não se há cogitar de nulidade no decisum. LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. ESFERA JURÍDICA. A formação do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0B8-27CA-26A9-75A9 e senha 9D76-E138-26C9-348F Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.834 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MOACIR GERVAZIO THOMAZI ADV.(A/S) :RAFAEL DE ASSIS HORN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :DULCE MARIA DA LUZ MOELLER ADV.(A/S) :EDGARD KATZWINKEL JUNIOR RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CERCEAMENTO DE DEFESA. PRECLUSÃO. DESÍDIA DA PARTE. A faculdade processual não exercida pela parte no momento oportuno afigura-se acobertada pelo manto da preclusão temporal, inviabilizando a sua realização posterior. NULIDADE DA SENTENÇA. PRESENÇA DOS REQUISITOS. Constatado o desenvolvimento do relatório, ainda que singelo e deficiente, bem como os fundamentos que formaram o convencimento do julgado e ainda a parte dispositiva, não se há cogitar de nulidade no decisum. LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. ESFERA JURÍDICA. A formação do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0B8-27CA-26A9-75A9 e senha 9D76-E138-26C9-348F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1138834 AGR / SC litisconsórcio passivo necessário pressupõe a repercussão da decisão na esfera jurídica de terceiro. AÇÃO POPULAR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. FUNDAÇÃO. CONTROLE E FINALIDADE. REGIME. Submete-se às regras de proteção reservadas aos bens públicos, inclusive à tutela por meio de ações civis e populares, a fundação cuja origem, finalidade e controle sejam eminentemente públicos, ainda que formalmente constituída como privada. Não por outra razão, a conduta de seus agentes e seus negócios jurídicos regram-se pelos princípios constitucionais da Administração. RESPONSABILIDADE CIVIL. CONDUTA ILÍCITA. DANO MATERIAL. SOLIDARIEDADE. Se do conjunto probatório restar evidenciada a relação de causalidade entre o fato e a conduta culposa ou dolosa do agente público e do particular, que concorreram para o desfalque do erário, inevitavelmente estarão obrigados a suportar solidariamente os estragos que suas ações acarretaram.” Recurso extraordinário interposto na vigência do CPC/1973. Agravo manejado sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0B8-27CA-26A9-75A9 e senha 9D76-E138-26C9-348F Supremo Tribunal Federal ARE 1138834 AGR / SC litisconsórcio passivo necessário pressupõe a repercussão da decisão na esfera jurídica de terceiro. AÇÃO POPULAR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. FUNDAÇÃO. CONTROLE E FINALIDADE. REGIME. Submete-se às regras de proteção reservadas aos bens públicos, inclusive à tutela por meio de ações civis e populares, a fundação cuja origem, finalidade e controle sejam eminentemente públicos, ainda que formalmente constituída como privada. Não por outra razão, a conduta de seus agentes e seus negócios jurídicos regram-se pelos princípios constitucionais da Administração. RESPONSABILIDADE CIVIL. CONDUTA ILÍCITA. DANO MATERIAL. SOLIDARIEDADE. Se do conjunto probatório restar evidenciada a relação de causalidade entre o fato e a conduta culposa ou dolosa do agente público e do particular, que concorreram para o desfalque do erário, inevitavelmente estarão obrigados a suportar solidariamente os estragos que suas ações acarretaram.” Recurso extraordinário interposto na vigência do CPC/1973. Agravo manejado sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0B8-27CA-26A9-75A9 e senha 9D76-E138-26C9-348F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.834 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Colhe-se do acórdão recorrido: “[...] infere-se que a transação conquanto autorizada é ilícita, haja vista que a Circular n. 2005 que regulamenta a Medida Provisória n. 297/91 convertida na Lei n. 8.024/90, não permite a transferência de dinheiro na hipótese de construção de obras por fundações públicas. [...] Vem daí que a sua realização afrontou o princípio da legalidade, sobretudo porque deu destinação diversa aos recursos públicos dos fins prestigiados pelo estatuto (art. 2º) beneficiando particulares em detrimento da coletividade (fls. 124/127 e 110). Impende notar, outrossim, que o negócio jurídico não atendeu os procedimentos legais de validade, que pressupõe o pronunciamento do Conselho Curados, consoante comando expresso do art. 12, “d” do Estatuto da Fundação. Nessa tessitura, inobservada a forma exigida para a aprovação do ato e ausente autorização normativa para a permuta da moeda pela Fundação, sobeja a conclusão de que efetivamente a transação mercantil transgrediu o princípio da legalidade, resultando inválida. [...] Por tudo isso, torna-se inegável que o ato realmente é ilícito e imoral, tendo ensejado prejuízo material à Fundação, consoante demonstrado com suficiência pelo acervo probatório. [...] Disso resulta o dever indenizatório, configurado que está o dano decorrente da inadimplência, a conduta antijurídica e o nexo causal entre eles [...]” Desse modo, é certo que as instâncias ordinárias decidiram a questão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74FF-700E-D311-023C e senha BEE5-8D2A-3BCF-43EB Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.834 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Colhe-se do acórdão recorrido: “[...] infere-se que a transação conquanto autorizada é ilícita, haja vista que a Circular n. 2005 que regulamenta a Medida Provisória n. 297/91 convertida na Lei n. 8.024/90, não permite a transferência de dinheiro na hipótese de construção de obras por fundações públicas. [...] Vem daí que a sua realização afrontou o princípio da legalidade, sobretudo porque deu destinação diversa aos recursos públicos dos fins prestigiados pelo estatuto (art. 2º) beneficiando particulares em detrimento da coletividade (fls. 124/127 e 110). Impende notar, outrossim, que o negócio jurídico não atendeu os procedimentos legais de validade, que pressupõe o pronunciamento do Conselho Curados, consoante comando expresso do art. 12, “d” do Estatuto da Fundação. Nessa tessitura, inobservada a forma exigida para a aprovação do ato e ausente autorização normativa para a permuta da moeda pela Fundação, sobeja a conclusão de que efetivamente a transação mercantil transgrediu o princípio da legalidade, resultando inválida. [...] Por tudo isso, torna-se inegável que o ato realmente é ilícito e imoral, tendo ensejado prejuízo material à Fundação, consoante demonstrado com suficiência pelo acervo probatório. [...] Disso resulta o dever indenizatório, configurado que está o dano decorrente da inadimplência, a conduta antijurídica e o nexo causal entre eles [...]” Desse modo, é certo que as instâncias ordinárias decidiram a questão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74FF-700E-D311-023C e senha BEE5-8D2A-3BCF-43EB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1138834 AGR / SC com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo inocorrente afronta aos apontados dispositivos da Constituição da República. O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74FF-700E-D311-023C e senha BEE5-8D2A-3BCF-43EB Supremo Tribunal Federal ARE 1138834 AGR / SC com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo inocorrente afronta aos apontados dispositivos da Constituição da República. O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74FF-700E-D311-023C e senha BEE5-8D2A-3BCF-43EB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.834 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MOACIR GERVAZIO THOMAZI ADV.(A/S) : RAFAEL DE ASSIS HORN (12003/SC, 416237/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : DULCE MARIA DA LUZ MOELLER ADV.(A/S) : EDGARD KATZWINKEL JUNIOR (04314/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AA9-D2EE-7CC5-5AFF e senha 010A-9D8D-E0D2-70BA Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.834 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MOACIR GERVAZIO THOMAZI ADV.(A/S) : RAFAEL DE ASSIS HORN (12003/SC, 416237/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : DULCE MARIA DA LUZ MOELLER ADV.(A/S) : EDGARD KATZWINKEL JUNIOR (04314/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AA9-D2EE-7CC5-5AFF e senha 010A-9D8D-E0D2-70BA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748719164
2018-11-19T00:00:00
2018-11-26T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. SOLIDARIEDADE. DANO AO ERÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur395103
Número de páginas: 7. Análise: 06/12/2018, AMS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1138834
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 ART-00102\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1138834 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MOACIR GERVAZIO THOMAZI ADV.(A/S) : RAFAEL DE ASSIS HORN AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : DULCE MARIA DA LUZ MOELLER ADV.(A/S) : EDGARD KATZWINKEL JUNIOR
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Ementa e Acórdão 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.834 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MOACIR GERVAZIO THOMAZI ADV.(A/S) :RAFAEL DE ASSIS HORN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :DULCE MARIA DA LUZ MOELLER ADV.(A/S) :EDGARD KATZWINKEL JUNIOR EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. SOLIDARIEDADE. DANO AO ERÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4846-5588-202F-6A65 e senha 02EB-CCA0-3CAF-70A7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1138834 AGR / SC em sessão virtual da Primeira Turma de 09 a 16 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4846-5588-202F-6A65 e senha 02EB-CCA0-3CAF-70A7 Supremo Tribunal Federal ARE 1138834 AGR / SC em sessão virtual da Primeira Turma de 09 a 16 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4846-5588-202F-6A65 e senha 02EB-CCA0-3CAF-70A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.834 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MOACIR GERVAZIO THOMAZI ADV.(A/S) :RAFAEL DE ASSIS HORN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :DULCE MARIA DA LUZ MOELLER ADV.(A/S) :EDGARD KATZWINKEL JUNIOR RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CERCEAMENTO DE DEFESA. PRECLUSÃO. DESÍDIA DA PARTE. A faculdade processual não exercida pela parte no momento oportuno afigura-se acobertada pelo manto da preclusão temporal, inviabilizando a sua realização posterior. NULIDADE DA SENTENÇA. PRESENÇA DOS REQUISITOS. Constatado o desenvolvimento do relatório, ainda que singelo e deficiente, bem como os fundamentos que formaram o convencimento do julgado e ainda a parte dispositiva, não se há cogitar de nulidade no decisum. LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. ESFERA JURÍDICA. A formação do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0B8-27CA-26A9-75A9 e senha 9D76-E138-26C9-348F Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.834 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MOACIR GERVAZIO THOMAZI ADV.(A/S) :RAFAEL DE ASSIS HORN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :DULCE MARIA DA LUZ MOELLER ADV.(A/S) :EDGARD KATZWINKEL JUNIOR RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CERCEAMENTO DE DEFESA. PRECLUSÃO. DESÍDIA DA PARTE. A faculdade processual não exercida pela parte no momento oportuno afigura-se acobertada pelo manto da preclusão temporal, inviabilizando a sua realização posterior. NULIDADE DA SENTENÇA. PRESENÇA DOS REQUISITOS. Constatado o desenvolvimento do relatório, ainda que singelo e deficiente, bem como os fundamentos que formaram o convencimento do julgado e ainda a parte dispositiva, não se há cogitar de nulidade no decisum. LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. ESFERA JURÍDICA. A formação do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0B8-27CA-26A9-75A9 e senha 9D76-E138-26C9-348F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1138834 AGR / SC litisconsórcio passivo necessário pressupõe a repercussão da decisão na esfera jurídica de terceiro. AÇÃO POPULAR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. FUNDAÇÃO. CONTROLE E FINALIDADE. REGIME. Submete-se às regras de proteção reservadas aos bens públicos, inclusive à tutela por meio de ações civis e populares, a fundação cuja origem, finalidade e controle sejam eminentemente públicos, ainda que formalmente constituída como privada. Não por outra razão, a conduta de seus agentes e seus negócios jurídicos regram-se pelos princípios constitucionais da Administração. RESPONSABILIDADE CIVIL. CONDUTA ILÍCITA. DANO MATERIAL. SOLIDARIEDADE. Se do conjunto probatório restar evidenciada a relação de causalidade entre o fato e a conduta culposa ou dolosa do agente público e do particular, que concorreram para o desfalque do erário, inevitavelmente estarão obrigados a suportar solidariamente os estragos que suas ações acarretaram.” Recurso extraordinário interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0B8-27CA-26A9-75A9 e senha 9D76-E138-26C9-348F Supremo Tribunal Federal ARE 1138834 AGR / SC litisconsórcio passivo necessário pressupõe a repercussão da decisão na esfera jurídica de terceiro. AÇÃO POPULAR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. FUNDAÇÃO. CONTROLE E FINALIDADE. REGIME. Submete-se às regras de proteção reservadas aos bens públicos, inclusive à tutela por meio de ações civis e populares, a fundação cuja origem, finalidade e controle sejam eminentemente públicos, ainda que formalmente constituída como privada. Não por outra razão, a conduta de seus agentes e seus negócios jurídicos regram-se pelos princípios constitucionais da Administração. RESPONSABILIDADE CIVIL. CONDUTA ILÍCITA. DANO MATERIAL. SOLIDARIEDADE. Se do conjunto probatório restar evidenciada a relação de causalidade entre o fato e a conduta culposa ou dolosa do agente público e do particular, que concorreram para o desfalque do erário, inevitavelmente estarão obrigados a suportar solidariamente os estragos que suas ações acarretaram.” Recurso extraordinário interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0B8-27CA-26A9-75A9 e senha 9D76-E138-26C9-348F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.834 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Colhe-se do acórdão recorrido: “[...] infere-se que a transação conquanto autorizada é ilícita, haja vista que a Circular n. 2005 que regulamenta a Medida Provisória n. 297/91 convertida na Lei n. 8.024/90, não permite a transferência de dinheiro na hipótese de construção de obras por fundações públicas. [...] Vem daí que a sua realização afrontou o princípio da legalidade, sobretudo porque deu destinação diversa aos recursos públicos dos fins prestigiados pelo estatuto (art. 2...) beneficiando particulares em detrimento da coletividade (fls. 124/127 e 110). Impende notar, outrossim, que o negócio jurídico não atendeu os procedimentos legais de validade, que pressupõe o pronunciamento do Conselho Curados, consoante comando expresso do art. 12, “d” do Estatuto da Fundação. Nessa tessitura, inobservada a forma exigida para a aprovação do ato e ausente autorização normativa para a permuta da moeda pela Fundação, sobeja a conclusão de que efetivamente a transação mercantil transgrediu o princípio da legalidade, resultando inválida. [...] Por tudo isso, torna-se inegável que o ato realmente é ilícito e imoral, tendo ensejado prejuízo material à Fundação, consoante demonstrado com suficiência pelo acervo probatório. [...] Disso resulta o dever indenizatório, configurado que está o dano decorrente da inadimplência, a conduta antijurídica e o nexo causal entre eles [...]” Desse modo, é certo que as instâncias ordinárias decidiram a questão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74FF-700E-D311-023C e senha BEE5-8D2A-3BCF-43EB Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.834 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Colhe-se do acórdão recorrido: “[...] infere-se que a transação conquanto autorizada é ilícita, haja vista que a Circular n. 2005 que regulamenta a Medida Provisória n. 297/91 convertida na Lei n. 8.024/90, não permite a transferência de dinheiro na hipótese de construção de obras por fundações públicas. [...] Vem daí que a sua realização afrontou o princípio da legalidade, sobretudo porque deu destinação diversa aos recursos públicos dos fins prestigiados pelo estatuto (art. 2...) beneficiando particulares em detrimento da coletividade (fls. 124/127 e 110). Impende notar, outrossim, que o negócio jurídico não atendeu os procedimentos legais de validade, que pressupõe o pronunciamento do Conselho Curados, consoante comando expresso do art. 12, “d” do Estatuto da Fundação. Nessa tessitura, inobservada a forma exigida para a aprovação do ato e ausente autorização normativa para a permuta da moeda pela Fundação, sobeja a conclusão de que efetivamente a transação mercantil transgrediu o princípio da legalidade, resultando inválida. [...] Por tudo isso, torna-se inegável que o ato realmente é ilícito e imoral, tendo ensejado prejuízo material à Fundação, consoante demonstrado com suficiência pelo acervo probatório. [...] Disso resulta o dever indenizatório, configurado que está o dano decorrente da inadimplência, a conduta antijurídica e o nexo causal entre eles [...]” Desse modo, é certo que as instâncias ordinárias decidiram a questão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74FF-700E-D311-023C e senha BEE5-8D2A-3BCF-43EB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1138834 AGR / SC com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo inocorrente afronta aos apontados dispositivos da Constituição da República. O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74FF-700E-D311-023C e senha BEE5-8D2A-3BCF-43EB Supremo Tribunal Federal ARE 1138834 AGR / SC com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo inocorrente afronta aos apontados dispositivos da Constituição da República. O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74FF-700E-D311-023C e senha BEE5-8D2A-3BCF-43EB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.834 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MOACIR GERVAZIO THOMAZI ADV.(A/S) : RAFAEL DE ASSIS HORN (12003/SC, 416237/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : DULCE MARIA DA LUZ MOELLER ADV.(A/S) : EDGARD KATZWINKEL JUNIOR (04314/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AA9-D2EE-7CC5-5AFF e senha 010A-9D8D-E0D2-70BA Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.834 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MOACIR GERVAZIO THOMAZI ADV.(A/S) : RAFAEL DE ASSIS HORN (12003/SC, 416237/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : DULCE MARIA DA LUZ MOELLER ADV.(A/S) : EDGARD KATZWINKEL JUNIOR (04314/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AA9-D2EE-7CC5-5AFF e senha 010A-9D8D-E0D2-70BA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 138 . 834", "ARE 1138834", "ARE 1138834 AGR / SC", "ARE 1138834 AGR / SC", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1138834 AGR / SC", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 138 . 834" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 37 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Circular n . 2005", "Medida Provisória n . 297 / 91", "Lei n . 8 . 024 / 90", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Circular n . 2005", "Medida Provisória n . 297 / 91", "Lei n . 8 . 024 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Conselho Curados", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "MOACIR GERVAZIO THOMAZI", "RAFAEL DE ASSIS HORN", "DULCE MARIA DA LUZ MOELLER", "EDGARD KATZWINKEL JUNIOR", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MOACIR GERVAZIO THOMAZI", "RAFAEL DE ASSIS HORN", "DULCE MARIA DA LUZ MOELLER", "EDGARD KATZWINKEL JUNIOR", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MOACIR GERVAZIO THOMAZI", "RAFAEL DE ASSIS HORN", "DULCE MARIA DA LUZ MOELLER", "EDGARD KATZWINKEL JUNIOR", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "MOACIR GERVAZIO THOMAZI", "RAFAEL DE ASSIS HORN", "DULCE MARIA DA LUZ MOELLER", "EDGARD KATZWINKEL JUNIOR", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "MOACIR GERVAZIO THOMAZI", "RAFAEL DE ASSIS HORN", "MARIA DA LUZ MOELLER", "EDGARD KATZWINKEL JUNIOR", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "16 de novembro de 2018", "19 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "16 de novembro de 2018", "19 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "11", ".", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.524 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTONIO SALVADOR TONANI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. VALORAÇÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS DO ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. REPERCUSSÃO GERAL NÃO RECONHECIDA (TEMA 182). AGRAVO DESPROVIDO. 1. O STF já assentou que não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão da valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal (Tema 182). 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651911. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.524 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTONIO SALVADOR TONANI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão proferida pelo meu antecessor, MIN. TEORI ZAVASCKI, que negou provimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Sustenta o recorrente, em suma, extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651912. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.524 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTONIO SALVADOR TONANI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão proferida pelo meu antecessor, MIN. TEORI ZAVASCKI, que negou provimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Sustenta o recorrente, em suma, extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.524 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: O objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do AI 742.460 RG (CEZAR PELUSO, DJe de 25/9/2009, Tema 182), por se tratar de questão infraconstitucional. Considerando que a decisão de inexistência de repercussão geral tem eficácia em relação a todos os recursos sobre matéria idêntica (art. 543-A, § 5º, do CPC c/c art. 327, § 1º, do RISTF), indefiro liminarmente o agravo. Publique-se. Intime-se. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Com relação ao pedido de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, muito embora esta possa ser declarada de ofício, entendo que a matéria deva ser analisada pelo Juízo da execução (art. 66 , inciso II da Lei 7.210/84), que possui todos os elementos seguros para a apreciação do pedido. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651913. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.524 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: O objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do AI 742.460 RG (CEZAR PELUSO, DJe de 25/9/2009, Tema 182), por se tratar de questão infraconstitucional. Considerando que a decisão de inexistência de repercussão geral tem eficácia em relação a todos os recursos sobre matéria idêntica (art. 543-A, § 5º, do CPC c/c art. 327, § 1º, do RISTF), indefiro liminarmente o agravo. Publique-se. Intime-se. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Com relação ao pedido de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, muito embora esta possa ser declarada de ofício, entendo que a matéria deva ser analisada pelo Juízo da execução (art. 66 , inciso II da Lei 7.210/84), que possui todos os elementos seguros para a apreciação do pedido. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.524 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANTONIO SALVADOR TONANI PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735498 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.524 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANTONIO SALVADOR TONANI PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735498 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747753375
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. VALORAÇÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS DO ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. REPERCUSSÃO GERAL NÃO RECONHECIDA (TEMA 182). AGRAVO DESPROVIDO. 1. O STF já assentou que não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão da valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal (Tema 182). 2. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur387695
Número de páginas: 4. Análise: 14/08/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
872524
[ "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\n ART-00066 INC-00002\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00059\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 872524 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ANTONIO SALVADOR TONANI PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.524 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTONIO SALVADOR TONANI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. VALORAÇÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS DO ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. REPERCUSSÃO GERAL NÃO RECONHECIDA (TEMA 182). AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal já assentou que não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão da valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal (Tema 182). 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651911. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.524 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTONIO SALVADOR TONANI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão proferida pelo meu antecessor, MIN. TEORI ZAVASCKI, que negou provimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 2... Região. Sustenta o recorrente, em suma, extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651912. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.524 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTONIO SALVADOR TONANI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão proferida pelo meu antecessor, MIN. TEORI ZAVASCKI, que negou provimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 2... Região. Sustenta o recorrente, em suma, extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.524 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: O objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do AI 742.460 RG (CEZAR PELUSO, DJe de 25/9/2009, Tema 182), por se tratar de questão infraconstitucional. Considerando que a decisão de inexistência de repercussão geral tem eficácia em relação a todos os recursos sobre matéria idêntica (art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil c/c art. 327, § 1..., do RISTF), indefiro liminarmente o agravo. Publique-se. Intime-se. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Com relação ao pedido de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, muito embora esta possa ser declarada de ofício, entendo que a matéria deva ser analisada pelo Juízo da execução (art. 66 , inciso II da Lei 7.210/84), que possui todos os elementos seguros para a apreciação do pedido. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651913. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.524 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: O objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do AI 742.460 RG (CEZAR PELUSO, DJe de 25/9/2009, Tema 182), por se tratar de questão infraconstitucional. Considerando que a decisão de inexistência de repercussão geral tem eficácia em relação a todos os recursos sobre matéria idêntica (art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil c/c art. 327, § 1..., do RISTF), indefiro liminarmente o agravo. Publique-se. Intime-se. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Com relação ao pedido de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, muito embora esta possa ser declarada de ofício, entendo que a matéria deva ser analisada pelo Juízo da execução (art. 66 , inciso II da Lei 7.210/84), que possui todos os elementos seguros para a apreciação do pedido. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.524 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANTONIO SALVADOR TONANI PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735498 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.524 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANTONIO SALVADOR TONANI PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735498 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872 . 524", "AGRAVO 872 . 524", "AI 742 . 460 RG", "AI 742 . 460 RG" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 59 DO CÓDIGO PENAL", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 327 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 66 , inciso II da Lei 7 . 210 / 84", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 66 , inciso II da Lei 7 . 210 / 84", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO SALVADOR TONANI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO SALVADOR TONANI", "ALEXANDRE DE MORAES", "TEORI ZAVASCKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO SALVADOR TONANI", "ALEXANDRE DE MORAES", "TEORI ZAVASCKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CEZAR PELUSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CEZAR PELUSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO SALVADOR TONANI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO SALVADOR TONANI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "25", "/", "9", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "25", "/", "9", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.152.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS ADV.(A/S) :ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA AO ARTIGO 5º, INCISOS XXXV, XXXVI, LIV E LV. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA. INFRINGÊNCIA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 636 DO STF. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS E DE REGRAS DE EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DAB-DA27-A211-BFB9 e senha 3CD9-D367-2A3F-B959 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RE 1152874 AGR / DF interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida" (Súmula 636/STF). 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas e de cláusulas de edital de concurso público. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DAB-DA27-A211-BFB9 e senha 3CD9-D367-2A3F-B959 Supremo Tribunal Federal RE 1152874 AGR / DF interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida" (Súmula 636/STF). 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas e de cláusulas de edital de concurso público. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DAB-DA27-A211-BFB9 e senha 3CD9-D367-2A3F-B959 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Ementa e Acórdão RE 1152874 AGR / DF Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DAB-DA27-A211-BFB9 e senha 3CD9-D367-2A3F-B959 Supremo Tribunal Federal RE 1152874 AGR / DF Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DAB-DA27-A211-BFB9 e senha 3CD9-D367-2A3F-B959 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.152.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS ADV.(A/S) :ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que (a) deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide o Tema 660 da repercussão geral; e (c) aplicam-se as Súmulas 279, 454 e 636 desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; e (b) a ofensa à Constituição Federal ocorreu de forma direta. No mais, renova as razões do apelo extremo. Intimada, a parte agravada quedou-se inerte (Doc. 16). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F77-85AB-1F4E-C04F e senha A52A-2BF3-AA1F-E9F8 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.152.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS ADV.(A/S) :ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que (a) deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide o Tema 660 da repercussão geral; e (c) aplicam-se as Súmulas 279, 454 e 636 desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; e (b) a ofensa à Constituição Federal ocorreu de forma direta. No mais, renova as razões do apelo extremo. Intimada, a parte agravada quedou-se inerte (Doc. 16). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F77-85AB-1F4E-C04F e senha A52A-2BF3-AA1F-E9F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.152.874 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. No apelo extremo, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, a parte alega violação aos seguintes dispositivos constitucionais: 5º, caput, e incisos II, XII, XXXV, XXXVI, LIV e LV; e 37, caput, II, da Constituição. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.152.874 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. No apelo extremo, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, a parte alega violação aos seguintes dispositivos constitucionais: 5º, caput, e incisos II, XII, XXXV, XXXVI, LIV e LV; e 37, caput, II, da Constituição. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1152874 AGR / DF fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, em relação à ofensa aos artigos 5º, II, e 37, caput, da Constituição Federal, aplica-se neste caso a restrição da Súmula 636/STF: Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. Quanto à alegação de afronta ao artigo 5º, incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV, da CF/1988, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem, com base no conteúdo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Supremo Tribunal Federal RE 1152874 AGR / DF fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, em relação à ofensa aos artigos 5º, II, e 37, caput, da Constituição Federal, aplica-se neste caso a restrição da Súmula 636/STF: Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. Quanto à alegação de afronta ao artigo 5º, incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV, da CF/1988, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem, com base no conteúdo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1152874 AGR / DF probatório dos autos, negou provimento ao apelo da recorrente ao fundamento de que “o edital é a lei interna do concurso”. A propósito, veja-se a ementa do acórdão recorrido (Doc. 4, e-STJ, fl. 332): “APELAÇÃO. CONCURSO PÚBLICO. ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL DO DF. TESTE FÍSICO. CORRIDA. REPROVAÇÃO. ETAPA PREVISTA NO EDITAL. ILEGALIDADE NÃO DEMONSTRADA. VINCULAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO ÀS REGRAS DO CERTAME. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. 1. O edital é a lei interna do concurso, de modo que suas disposições vinculam tanto a Administração quanto os participantes do certame, que aderem ao instrumento convocatório e, por isso, passam a sujeitar-se ao regramento nele contido. 2. Não se aplica o princípio da razoabilidade para a flexibilização de critérios objetivos estabelecidos no edital, sob pena de interferência do Poder Judiciário na atividade administrativa, sem que qualquer ilegalidade tenha sido verificada. Assim, configuraria afronta aos princípios norteadores da Administração Pública aprovar candidato que não percorreu a distância mínima exigida no edital para o teste de doze minutos. 3. Recurso desprovido.” Verifica-se, portanto, que a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas, bem como pela análise das regras editalícias. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Supremo Tribunal Federal RE 1152874 AGR / DF probatório dos autos, negou provimento ao apelo da recorrente ao fundamento de que “o edital é a lei interna do concurso”. A propósito, veja-se a ementa do acórdão recorrido (Doc. 4, e-STJ, fl. 332): “APELAÇÃO. CONCURSO PÚBLICO. ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL DO DF. TESTE FÍSICO. CORRIDA. REPROVAÇÃO. ETAPA PREVISTA NO EDITAL. ILEGALIDADE NÃO DEMONSTRADA. VINCULAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO ÀS REGRAS DO CERTAME. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. 1. O edital é a lei interna do concurso, de modo que suas disposições vinculam tanto a Administração quanto os participantes do certame, que aderem ao instrumento convocatório e, por isso, passam a sujeitar-se ao regramento nele contido. 2. Não se aplica o princípio da razoabilidade para a flexibilização de critérios objetivos estabelecidos no edital, sob pena de interferência do Poder Judiciário na atividade administrativa, sem que qualquer ilegalidade tenha sido verificada. Assim, configuraria afronta aos princípios norteadores da Administração Pública aprovar candidato que não percorreu a distância mínima exigida no edital para o teste de doze minutos. 3. Recurso desprovido.” Verifica-se, portanto, que a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas, bem como pela análise das regras editalícias. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1152874 AGR / DF EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME DE CLÁUSULAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 454/STF. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. 1. A reforma do julgado recorrido impõe o exame de cláusulas do concurso público, o que é estranho ao âmbito de cognição do recurso extraordinário, conforme a Súmula 454 do STF, aplicada por analogia. 2. O acolhimento do recurso extraordinário passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/STF ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11)”. (ARE 1.076.134-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 6/6/2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. APLICAÇÃO DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. CANDIDATO REPROVADO. SUBMISSÃO A NOVO TESTE. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454/STF. OFENSA INDIRETA AO ART. 5°, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, EM RAZÃO DO EXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Conforme a Súmula 279/STF, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica a análise de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Supremo Tribunal Federal RE 1152874 AGR / DF EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME DE CLÁUSULAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 454/STF. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. 1. A reforma do julgado recorrido impõe o exame de cláusulas do concurso público, o que é estranho ao âmbito de cognição do recurso extraordinário, conforme a Súmula 454 do STF, aplicada por analogia. 2. O acolhimento do recurso extraordinário passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/STF ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11)”. (ARE 1.076.134-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 6/6/2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. APLICAÇÃO DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. CANDIDATO REPROVADO. SUBMISSÃO A NOVO TESTE. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454/STF. OFENSA INDIRETA AO ART. 5°, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, EM RAZÃO DO EXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Conforme a Súmula 279/STF, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica a análise de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1152874 AGR / DF cláusulas do edital do concurso público, a incidir a Súmula 454/STF. III – Ofensa indireta ao art. 5°, XXXV, da Constituição Federal, pela necessária análise da legislação infraconstitucional. Precedentes. IV – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. V – Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 964.523-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 20/11/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). " Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Supremo Tribunal Federal RE 1152874 AGR / DF cláusulas do edital do concurso público, a incidir a Súmula 454/STF. III – Ofensa indireta ao art. 5°, XXXV, da Constituição Federal, pela necessária análise da legislação infraconstitucional. Precedentes. IV – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. V – Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 964.523-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 20/11/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). " Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.152.874 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS ADV.(A/S) : ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE (28600/DF) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E48-8BDA-3077-3CBE e senha C3E7-6A4E-EE18-7524 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.152.874 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS ADV.(A/S) : ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE (28600/DF) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E48-8BDA-3077-3CBE e senha C3E7-6A4E-EE18-7524 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748719192
2018-11-19T00:00:00
2018-11-26T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA AO ARTIGO 5º, INCISOS XXXV, XXXVI, LIV E LV. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA. INFRINGÊNCIA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 636 DO STF. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS E DE REGRAS DE EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida" (Súmula 636/STF). 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas e de cláusulas de edital de concurso público. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. 6. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur395131
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 10. Análise: 14/12/2018, AMS.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1152874
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 INC-00036 INC-00054 \n INC-00055 ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1152874 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS ADV.(A/S) : ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.152.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS ADV.(A/S) :ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA AO ARTIGO 5..., INCISOS XXXV, XXXVI, LIV E LV. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA. INFRINGÊNCIA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS E DE REGRAS DE EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DAB-DA27-A211-BFB9 e senha 3CD9-D367-2A3F-B959 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida" (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas e de cláusulas de edital de concurso público. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DAB-DA27-A211-BFB9 e senha 3CD9-D367-2A3F-B959 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida" (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas e de cláusulas de edital de concurso público. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DAB-DA27-A211-BFB9 e senha 3CD9-D367-2A3F-B959 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DAB-DA27-A211-BFB9 e senha 3CD9-D367-2A3F-B959 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DAB-DA27-A211-BFB9 e senha 3CD9-D367-2A3F-B959 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.152.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS ADV.(A/S) :ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que (a) deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide o Tema 660 da repercussão geral; e (c) aplicam-se as Súmulas 279, 454 e 636 desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; e (b) a ofensa à Constituição Federal ocorreu de forma direta. No mais, renova as razões do apelo extremo. Intimada, a parte agravada quedou-se inerte (Doc. 16). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F77-85AB-1F4E-C04F e senha A52A-2BF3-AA1F-E9F8 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.152.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS ADV.(A/S) :ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que (a) deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide o Tema 660 da repercussão geral; e (c) aplicam-se as Súmulas 279, 454 e 636 desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; e (b) a ofensa à Constituição Federal ocorreu de forma direta. No mais, renova as razões do apelo extremo. Intimada, a parte agravada quedou-se inerte (Doc. 16). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F77-85AB-1F4E-C04F e senha A52A-2BF3-AA1F-E9F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.152.874 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. No apelo extremo, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, a parte alega violação aos seguintes dispositivos constitucionais: 5..., caput, e incisos II, XII, XXXV, XXXVI, LIV e LV; e 37, caput, II, da Constituição. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.152.874 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. No apelo extremo, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, a parte alega violação aos seguintes dispositivos constitucionais: 5..., caput, e incisos II, XII, XXXV, XXXVI, LIV e LV; e 37, caput, II, da Constituição. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, em relação à ofensa aos artigos 5..., II, e 37, caput, da Constituição Federal, aplica-se neste caso a restrição da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. Quanto à alegação de afronta ao artigo 5..., incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal de 1988/1988, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem, com base no conteúdo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, em relação à ofensa aos artigos 5..., II, e 37, caput, da Constituição Federal, aplica-se neste caso a restrição da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. Quanto à alegação de afronta ao artigo 5..., incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal de 1988/1988, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem, com base no conteúdo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF probatório dos autos, negou provimento ao apelo da recorrente ao fundamento de que “o edital é a lei interna do concurso”. A propósito, veja-se a ementa do acórdão recorrido (Doc. 4, e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 332): “APELAÇÃO. CONCURSO PÚBLICO. ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL DO DF. TESTE FÍSICO. CORRIDA. REPROVAÇÃO. ETAPA PREVISTA NO EDITAL. ILEGALIDADE NÃO DEMONSTRADA. VINCULAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO ÀS REGRAS DO CERTAME. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. 1. O edital é a lei interna do concurso, de modo que suas disposições vinculam tanto a Administração quanto os participantes do certame, que aderem ao instrumento convocatório e, por isso, passam a sujeitar-se ao regramento nele contido. 2. Não se aplica o princípio da razoabilidade para a flexibilização de critérios objetivos estabelecidos no edital, sob pena de interferência do Poder Judiciário na atividade administrativa, sem que qualquer ilegalidade tenha sido verificada. Assim, configuraria afronta aos princípios norteadores da Administração Pública aprovar candidato que não percorreu a distância mínima exigida no edital para o teste de doze minutos. 3. Recurso desprovido.” Verifica-se, portanto, que a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas, bem como pela análise das regras editalícias. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF probatório dos autos, negou provimento ao apelo da recorrente ao fundamento de que “o edital é a lei interna do concurso”. A propósito, veja-se a ementa do acórdão recorrido (Doc. 4, e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 332): “APELAÇÃO. CONCURSO PÚBLICO. ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL DO DF. TESTE FÍSICO. CORRIDA. REPROVAÇÃO. ETAPA PREVISTA NO EDITAL. ILEGALIDADE NÃO DEMONSTRADA. VINCULAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO ÀS REGRAS DO CERTAME. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. 1. O edital é a lei interna do concurso, de modo que suas disposições vinculam tanto a Administração quanto os participantes do certame, que aderem ao instrumento convocatório e, por isso, passam a sujeitar-se ao regramento nele contido. 2. Não se aplica o princípio da razoabilidade para a flexibilização de critérios objetivos estabelecidos no edital, sob pena de interferência do Poder Judiciário na atividade administrativa, sem que qualquer ilegalidade tenha sido verificada. Assim, configuraria afronta aos princípios norteadores da Administração Pública aprovar candidato que não percorreu a distância mínima exigida no edital para o teste de doze minutos. 3. Recurso desprovido.” Verifica-se, portanto, que a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas, bem como pela análise das regras editalícias. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME DE CLÁUSULAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A reforma do julgado recorrido impõe o exame de cláusulas do concurso público, o que é estranho ao âmbito de cognição do recurso extraordinário, conforme a Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal, aplicada por analogia. 2. O acolhimento do recurso extraordinário passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11)”. (ARE 1.076.134-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 6/6/2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. APLICAÇÃO DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. CANDIDATO REPROVADO. SUBMISSÃO A NOVO TESTE. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, EM RAZÃO DO EXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica a análise de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME DE CLÁUSULAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A reforma do julgado recorrido impõe o exame de cláusulas do concurso público, o que é estranho ao âmbito de cognição do recurso extraordinário, conforme a Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal, aplicada por analogia. 2. O acolhimento do recurso extraordinário passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11)”. (ARE 1.076.134-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 6/6/2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. APLICAÇÃO DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. CANDIDATO REPROVADO. SUBMISSÃO A NOVO TESTE. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, EM RAZÃO DO EXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica a análise de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF cláusulas do edital do concurso público, a incidir a Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. III – Ofensa indireta ao art. 5..., XXXV, da Constituição Federal, pela necessária análise da legislação infraconstitucional. Precedentes. IV – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. V – Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 964.523-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 20/11/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). " Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF cláusulas do edital do concurso público, a incidir a Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. III – Ofensa indireta ao art. 5..., XXXV, da Constituição Federal, pela necessária análise da legislação infraconstitucional. Precedentes. IV – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. V – Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 964.523-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 20/11/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). " Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F4C-8006-3E1C-31F9 e senha 64B0-9BDA-F608-E52F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.152.874 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS ADV.(A/S) : ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE (28600/DF) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E48-8BDA-3077-3CBE e senha C3E7-6A4E-EE18-7524 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.152.874 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS ADV.(A/S) : ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE (28600/DF) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E48-8BDA-3077-3CBE e senha C3E7-6A4E-EE18-7524 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 152 . 874", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1152874 AGR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 152 . 874", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 152 . 874", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 152 . 874", "Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 1152874", "Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 076 . 134 - AgR", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 076 . 134 - AgR", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 964 . 523 - AgR", "Recurso Extraordinário 1152874 AGR / DF", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 964 . 523 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 152 . 874" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , III , a , da Constituição Federal", "5 . . . , caput , e incisos II , XII , XXXV , XXXVI , LIV e LV ; e", "37 , caput , II , da Constituição", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , II , e 37 , caput , da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , incisos XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , II , e 37 , caput , da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , incisos XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "ART . 5 . . . , XXXV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11 )", "ART . 5 . . . , XXXV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "/", "DF", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS", "ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS", "ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS", "ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN", "LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS", "ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "ERIKA REGINA ARAUJO ALBUQUERQUE CALHEIROS", "ERIKA REGINA ARAUJO ALBURQUERQUE", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "6", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "6", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "11", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "11", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "11", ".", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.458 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ALEX SILVA SOUZA AGDO.(A/S) :FERNANDO ROBERTO CALAZANS SERRA AGDO.(A/S) :DECIO VINICIUS SOUSA SILVA AGDO.(A/S) :MARCUS VINICIUS FERREIRA BASTOS DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MURILO BRAGA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :HARLEY MESQUITA COSTA AGDO.(A/S) :DANILO CESAR LIMA BARROS AGDO.(A/S) :DANILO MENEZES DE ALENCAR AGDO.(A/S) :ELBER MARCEL VIEIRA CAMPOS AGDO.(A/S) :EMANUEL RIBEIRO LIBERATO DE MATTOS AGDO.(A/S) :EMERSON BARROSO TABOSA MONTENEGRO AGDO.(A/S) :FABIO MATTOS DE SOUZA AGDO.(A/S) :FRANCISCO DE ASSIS CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) :GERARDO ALVES LIMA FILHO AGDO.(A/S) :JADER DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) :JOSE NILTON PEREIRA MOURA AGDO.(A/S) :LUCIANO ARAUJO SOUSA AGDO.(A/S) :MATHEUS DE SANTANA CARNEIRO AGDO.(A/S) :NATAN TERCIO PINTO PIRES AGDO.(A/S) :RAFAEL CRUZ BANDEIRA ADV.(A/S) :JOSE CARLOS RIBEIRO DOS SANTOS EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. LEGITIMIDADE. EXECUÇÃO INDIVIDUAL. AÇÃO COLETIVA AJUIZADA POR SINDICATO. LIMITES DA COISA JULGADA. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18A2-B183-775A-A57A e senha 9EAD-78D9-B8A0-5D72 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1135458 AGR / BA A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 9 a 16.11.2018, por unanimidade, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18A2-B183-775A-A57A e senha 9EAD-78D9-B8A0-5D72 Supremo Tribunal Federal ARE 1135458 AGR / BA A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 9 a 16.11.2018, por unanimidade, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18A2-B183-775A-A57A e senha 9EAD-78D9-B8A0-5D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.458 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ALEX SILVA SOUZA AGDO.(A/S) :FERNANDO ROBERTO CALAZANS SERRA AGDO.(A/S) :DECIO VINICIUS SOUSA SILVA AGDO.(A/S) :MARCUS VINICIUS FERREIRA BASTOS DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MURILO BRAGA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :HARLEY MESQUITA COSTA AGDO.(A/S) :DANILO CESAR LIMA BARROS AGDO.(A/S) :DANILO MENEZES DE ALENCAR AGDO.(A/S) :ELBER MARCEL VIEIRA CAMPOS AGDO.(A/S) :EMANUEL RIBEIRO LIBERATO DE MATTOS AGDO.(A/S) :EMERSON BARROSO TABOSA MONTENEGRO AGDO.(A/S) :FABIO MATTOS DE SOUZA AGDO.(A/S) :FRANCISCO DE ASSIS CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) :GERARDO ALVES LIMA FILHO AGDO.(A/S) :JADER DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) :JOSE NILTON PEREIRA MOURA AGDO.(A/S) :LUCIANO ARAUJO SOUSA AGDO.(A/S) :MATHEUS DE SANTANA CARNEIRO AGDO.(A/S) :NATAN TERCIO PINTO PIRES AGDO.(A/S) :RAFAEL CRUZ BANDEIRA ADV.(A/S) :JOSE CARLOS RIBEIRO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela UNIÃO contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO COLETIVA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDAD-FEFA-73A1-4567 e senha 6A2E-95EF-3DFB-37E1 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.458 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ALEX SILVA SOUZA AGDO.(A/S) :FERNANDO ROBERTO CALAZANS SERRA AGDO.(A/S) :DECIO VINICIUS SOUSA SILVA AGDO.(A/S) :MARCUS VINICIUS FERREIRA BASTOS DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MURILO BRAGA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :HARLEY MESQUITA COSTA AGDO.(A/S) :DANILO CESAR LIMA BARROS AGDO.(A/S) :DANILO MENEZES DE ALENCAR AGDO.(A/S) :ELBER MARCEL VIEIRA CAMPOS AGDO.(A/S) :EMANUEL RIBEIRO LIBERATO DE MATTOS AGDO.(A/S) :EMERSON BARROSO TABOSA MONTENEGRO AGDO.(A/S) :FABIO MATTOS DE SOUZA AGDO.(A/S) :FRANCISCO DE ASSIS CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) :GERARDO ALVES LIMA FILHO AGDO.(A/S) :JADER DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) :JOSE NILTON PEREIRA MOURA AGDO.(A/S) :LUCIANO ARAUJO SOUSA AGDO.(A/S) :MATHEUS DE SANTANA CARNEIRO AGDO.(A/S) :NATAN TERCIO PINTO PIRES AGDO.(A/S) :RAFAEL CRUZ BANDEIRA ADV.(A/S) :JOSE CARLOS RIBEIRO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela UNIÃO contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO COLETIVA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDAD-FEFA-73A1-4567 e senha 6A2E-95EF-3DFB-37E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1135458 AGR / BA AJUIZADA POR SINDICATO. EXECUÇÃO INDIVIDUAL. LEGITIMIDADE. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. RECURSO DESPROVIDO.” (Doc. 9) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Sustenta-se a tese de que os exequentes não teriam legitimidade para intentar a execução, pois os efeitos do título executivo judicial foram limitados, abrangendo apenas os servidores associados ao sindicato autor, à data da propositura da ação. Nesse diapasão, a celeuma gira em torno da (im)possibilidade de servidores não sindicalizados promoverem a execução, quando o próprio título exequendo contém limitação subjetiva. No caso, sendo incontroversa a limitação subjetiva imposta no título executivo, afasta-se o teor da Súmula 279 desse STF, sendo despiciendo o revolvimento de fatos e provas. (...) Registre-se, por fim, que o objeto do recurso extraordinário envolve discussão eminentemente constitucional, como demonstra o seguinte trecho do voto condutor do acórdão do STJ, que se refere à Súmula 629 desse STF: Este Superior Tribunal consagrou orientação segundo a qual, consoante disposição da Súmula 629/STF, a associação ou o sindicato, na qualidade de substituto processual, atua na esfera judicial na defesa dos interesses coletivos de toda a categoria que representa, sendo dispensável a relação nominal dos filiados e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDAD-FEFA-73A1-4567 e senha 6A2E-95EF-3DFB-37E1 Supremo Tribunal Federal ARE 1135458 AGR / BA AJUIZADA POR SINDICATO. EXECUÇÃO INDIVIDUAL. LEGITIMIDADE. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. RECURSO DESPROVIDO.” (Doc. 9) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Sustenta-se a tese de que os exequentes não teriam legitimidade para intentar a execução, pois os efeitos do título executivo judicial foram limitados, abrangendo apenas os servidores associados ao sindicato autor, à data da propositura da ação. Nesse diapasão, a celeuma gira em torno da (im)possibilidade de servidores não sindicalizados promoverem a execução, quando o próprio título exequendo contém limitação subjetiva. No caso, sendo incontroversa a limitação subjetiva imposta no título executivo, afasta-se o teor da Súmula 279 desse STF, sendo despiciendo o revolvimento de fatos e provas. (...) Registre-se, por fim, que o objeto do recurso extraordinário envolve discussão eminentemente constitucional, como demonstra o seguinte trecho do voto condutor do acórdão do STJ, que se refere à Súmula 629 desse STF: Este Superior Tribunal consagrou orientação segundo a qual, consoante disposição da Súmula 629/STF, a associação ou o sindicato, na qualidade de substituto processual, atua na esfera judicial na defesa dos interesses coletivos de toda a categoria que representa, sendo dispensável a relação nominal dos filiados e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDAD-FEFA-73A1-4567 e senha 6A2E-95EF-3DFB-37E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1135458 AGR / BA suas respectivas autorizações. Assim, o servidor público integrante da categoria beneficiada, desde que comprove essa condição, tem legitimidade para propor execução individual, ainda que não ostente a condição de filiado ou associado da entidade autora da ação de conhecimento.” (Doc. 13, fls. 4-5) A parte agravada, instada a se manifestar, requer o não conhecimento do agravo interno ou o seu desprovimento (Doc. 22). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDAD-FEFA-73A1-4567 e senha 6A2E-95EF-3DFB-37E1 Supremo Tribunal Federal ARE 1135458 AGR / BA suas respectivas autorizações. Assim, o servidor público integrante da categoria beneficiada, desde que comprove essa condição, tem legitimidade para propor execução individual, ainda que não ostente a condição de filiado ou associado da entidade autora da ação de conhecimento.” (Doc. 13, fls. 4-5) A parte agravada, instada a se manifestar, requer o não conhecimento do agravo interno ou o seu desprovimento (Doc. 22). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDAD-FEFA-73A1-4567 e senha 6A2E-95EF-3DFB-37E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.458 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, a decisão agravada assentou que a discussão relativa aos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, conforme decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/2013, Tema 660. Acrescentou, ainda, que divergir do entendimento do Tribunal a quo, relativo à abrangência do título judicial formado na ação originária, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que faz incidir o óbice da Súmula 279 do STF. Nada obstante, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar o fundamento da decisão impugnada relativo à ausência de repercussão geral da discussão relativa aos limites da coisa julgada, conforme decidido no ARE 748.371, paradigma do Tema 660, e, ao assim proceder, deixou de atacar razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3AA-1478-276E-EAE5 e senha 532F-A4A2-B4F4-BC95 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.458 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, a decisão agravada assentou que a discussão relativa aos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, conforme decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/2013, Tema 660. Acrescentou, ainda, que divergir do entendimento do Tribunal a quo, relativo à abrangência do título judicial formado na ação originária, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que faz incidir o óbice da Súmula 279 do STF. Nada obstante, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar o fundamento da decisão impugnada relativo à ausência de repercussão geral da discussão relativa aos limites da coisa julgada, conforme decidido no ARE 748.371, paradigma do Tema 660, e, ao assim proceder, deixou de atacar razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3AA-1478-276E-EAE5 e senha 532F-A4A2-B4F4-BC95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1135458 AGR / BA Incide, mutatis mutandis, o enunciado da Súmula 283 do STF: “é inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283 do STF: “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2ª ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (RE 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; RE 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; RE 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; RE 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; RE 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; RE 79.623, RTJ 75/849; RE 84.077, RTJ 80/906). Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do STJ (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 140). Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3AA-1478-276E-EAE5 e senha 532F-A4A2-B4F4-BC95 Supremo Tribunal Federal ARE 1135458 AGR / BA Incide, mutatis mutandis, o enunciado da Súmula 283 do STF: “é inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283 do STF: “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2ª ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (RE 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; RE 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; RE 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; RE 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; RE 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; RE 79.623, RTJ 75/849; RE 84.077, RTJ 80/906). Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do STJ (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 140). Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3AA-1478-276E-EAE5 e senha 532F-A4A2-B4F4-BC95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1135458 AGR / BA 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NÃO CONHEÇO o agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3AA-1478-276E-EAE5 e senha 532F-A4A2-B4F4-BC95 Supremo Tribunal Federal ARE 1135458 AGR / BA 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NÃO CONHEÇO o agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3AA-1478-276E-EAE5 e senha 532F-A4A2-B4F4-BC95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.458 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ALEX SILVA SOUZA AGDO.(A/S) : FERNANDO ROBERTO CALAZANS SERRA AGDO.(A/S) : DECIO VINICIUS SOUSA SILVA AGDO.(A/S) : MARCUS VINICIUS FERREIRA BASTOS DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MURILO BRAGA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : HARLEY MESQUITA COSTA AGDO.(A/S) : DANILO CESAR LIMA BARROS AGDO.(A/S) : DANILO MENEZES DE ALENCAR AGDO.(A/S) : ELBER MARCEL VIEIRA CAMPOS AGDO.(A/S) : EMANUEL RIBEIRO LIBERATO DE MATTOS AGDO.(A/S) : EMERSON BARROSO TABOSA MONTENEGRO AGDO.(A/S) : FABIO MATTOS DE SOUZA AGDO.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) : GERARDO ALVES LIMA FILHO AGDO.(A/S) : JADER DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) : JOSE NILTON PEREIRA MOURA AGDO.(A/S) : LUCIANO ARAUJO SOUSA AGDO.(A/S) : MATHEUS DE SANTANA CARNEIRO AGDO.(A/S) : NATAN TERCIO PINTO PIRES AGDO.(A/S) : RAFAEL CRUZ BANDEIRA ADV.(A/S) : JOSE CARLOS RIBEIRO DOS SANTOS (19557/BA, 683A/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2266-8DDB-2F0A-4987 e senha AC3A-EE5E-B765-8907 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.458 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ALEX SILVA SOUZA AGDO.(A/S) : FERNANDO ROBERTO CALAZANS SERRA AGDO.(A/S) : DECIO VINICIUS SOUSA SILVA AGDO.(A/S) : MARCUS VINICIUS FERREIRA BASTOS DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MURILO BRAGA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : HARLEY MESQUITA COSTA AGDO.(A/S) : DANILO CESAR LIMA BARROS AGDO.(A/S) : DANILO MENEZES DE ALENCAR AGDO.(A/S) : ELBER MARCEL VIEIRA CAMPOS AGDO.(A/S) : EMANUEL RIBEIRO LIBERATO DE MATTOS AGDO.(A/S) : EMERSON BARROSO TABOSA MONTENEGRO AGDO.(A/S) : FABIO MATTOS DE SOUZA AGDO.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) : GERARDO ALVES LIMA FILHO AGDO.(A/S) : JADER DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) : JOSE NILTON PEREIRA MOURA AGDO.(A/S) : LUCIANO ARAUJO SOUSA AGDO.(A/S) : MATHEUS DE SANTANA CARNEIRO AGDO.(A/S) : NATAN TERCIO PINTO PIRES AGDO.(A/S) : RAFAEL CRUZ BANDEIRA ADV.(A/S) : JOSE CARLOS RIBEIRO DOS SANTOS (19557/BA, 683A/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2266-8DDB-2F0A-4987 e senha AC3A-EE5E-B765-8907 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748747843
2018-11-19T00:00:00
2018-11-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. LEGITIMIDADE. EXECUÇÃO INDIVIDUAL. AÇÃO COLETIVA AJUIZADA POR SINDICATO. LIMITES DA COISA JULGADA. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO.
sjur395390
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) AI 489247 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 19/01/2019, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1135458
[ "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1135458 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ALEX SILVA SOUZA AGDO.(A/S) : FERNANDO ROBERTO CALAZANS SERRA AGDO.(A/S) : DECIO VINICIUS SOUSA SILVA AGDO.(A/S) : MARCUS VINICIUS FERREIRA BASTOS DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MURILO BRAGA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : HARLEY MESQUITA COSTA AGDO.(A/S) : DANILO CESAR LIMA BARROS AGDO.(A/S) : DANILO MENEZES DE ALENCAR AGDO.(A/S) : ELBER MARCEL VIEIRA CAMPOS AGDO.(A/S) : EMANUEL RIBEIRO LIBERATO DE MATTOS AGDO.(A/S) : EMERSON BARROSO TABOSA MONTENEGRO AGDO.(A/S) : FABIO MATTOS DE SOUZA AGDO.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) : GERARDO ALVES LIMA FILHO AGDO.(A/S) : JADER DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) : JOSE NILTON PEREIRA MOURA AGDO.(A/S) : LUCIANO ARAUJO SOUSA AGDO.(A/S) : MATHEUS DE SANTANA CARNEIRO AGDO.(A/S) : NATAN TERCIO PINTO PIRES AGDO.(A/S) : RAFAEL CRUZ BANDEIRA ADV.(A/S) : JOSE CARLOS RIBEIRO DOS SANTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.458 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ALEX SILVA SOUZA AGDO.(A/S) :FERNANDO ROBERTO CALAZANS SERRA AGDO.(A/S) :DECIO VINICIUS SOUSA SILVA AGDO.(A/S) :MARCUS VINICIUS FERREIRA BASTOS DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MURILO BRAGA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :HARLEY MESQUITA COSTA AGDO.(A/S) :DANILO CESAR LIMA BARROS AGDO.(A/S) :DANILO MENEZES DE ALENCAR AGDO.(A/S) :ELBER MARCEL VIEIRA CAMPOS AGDO.(A/S) :EMANUEL RIBEIRO LIBERATO DE MATTOS AGDO.(A/S) :EMERSON BARROSO TABOSA MONTENEGRO AGDO.(A/S) :FABIO MATTOS DE SOUZA AGDO.(A/S) :FRANCISCO DE ASSIS CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) :GERARDO ALVES LIMA FILHO AGDO.(A/S) :JADER DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) :JOSE NILTON PEREIRA MOURA AGDO.(A/S) :LUCIANO ARAUJO SOUSA AGDO.(A/S) :MATHEUS DE SANTANA CARNEIRO AGDO.(A/S) :NATAN TERCIO PINTO PIRES AGDO.(A/S) :RAFAEL CRUZ BANDEIRA ADV.(A/S) :JOSE CARLOS RIBEIRO DOS SANTOS EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. LEGITIMIDADE. EXECUÇÃO INDIVIDUAL. AÇÃO COLETIVA AJUIZADA POR SINDICATO. LIMITES DA COISA JULGADA. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18A2-B183-775A-A57A e senha 9EAD-78D9-B8A0-5D72 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1135458 AGR / BA A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 9 a 16.11.2018, por unanimidade, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18A2-B183-775A-A57A e senha 9EAD-78D9-B8A0-5D72 Supremo Tribunal Federal ARE 1135458 AGR / BA A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 9 a 16.11.2018, por unanimidade, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18A2-B183-775A-A57A e senha 9EAD-78D9-B8A0-5D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.458 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ALEX SILVA SOUZA AGDO.(A/S) :FERNANDO ROBERTO CALAZANS SERRA AGDO.(A/S) :DECIO VINICIUS SOUSA SILVA AGDO.(A/S) :MARCUS VINICIUS FERREIRA BASTOS DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MURILO BRAGA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :HARLEY MESQUITA COSTA AGDO.(A/S) :DANILO CESAR LIMA BARROS AGDO.(A/S) :DANILO MENEZES DE ALENCAR AGDO.(A/S) :ELBER MARCEL VIEIRA CAMPOS AGDO.(A/S) :EMANUEL RIBEIRO LIBERATO DE MATTOS AGDO.(A/S) :EMERSON BARROSO TABOSA MONTENEGRO AGDO.(A/S) :FABIO MATTOS DE SOUZA AGDO.(A/S) :FRANCISCO DE ASSIS CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) :GERARDO ALVES LIMA FILHO AGDO.(A/S) :JADER DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) :JOSE NILTON PEREIRA MOURA AGDO.(A/S) :LUCIANO ARAUJO SOUSA AGDO.(A/S) :MATHEUS DE SANTANA CARNEIRO AGDO.(A/S) :NATAN TERCIO PINTO PIRES AGDO.(A/S) :RAFAEL CRUZ BANDEIRA ADV.(A/S) :JOSE CARLOS RIBEIRO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela UNIÃO contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO COLETIVA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDAD-FEFA-73A1-4567 e senha 6A2E-95EF-3DFB-37E1 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.458 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ALEX SILVA SOUZA AGDO.(A/S) :FERNANDO ROBERTO CALAZANS SERRA AGDO.(A/S) :DECIO VINICIUS SOUSA SILVA AGDO.(A/S) :MARCUS VINICIUS FERREIRA BASTOS DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MURILO BRAGA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :HARLEY MESQUITA COSTA AGDO.(A/S) :DANILO CESAR LIMA BARROS AGDO.(A/S) :DANILO MENEZES DE ALENCAR AGDO.(A/S) :ELBER MARCEL VIEIRA CAMPOS AGDO.(A/S) :EMANUEL RIBEIRO LIBERATO DE MATTOS AGDO.(A/S) :EMERSON BARROSO TABOSA MONTENEGRO AGDO.(A/S) :FABIO MATTOS DE SOUZA AGDO.(A/S) :FRANCISCO DE ASSIS CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) :GERARDO ALVES LIMA FILHO AGDO.(A/S) :JADER DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) :JOSE NILTON PEREIRA MOURA AGDO.(A/S) :LUCIANO ARAUJO SOUSA AGDO.(A/S) :MATHEUS DE SANTANA CARNEIRO AGDO.(A/S) :NATAN TERCIO PINTO PIRES AGDO.(A/S) :RAFAEL CRUZ BANDEIRA ADV.(A/S) :JOSE CARLOS RIBEIRO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela UNIÃO contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO COLETIVA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDAD-FEFA-73A1-4567 e senha 6A2E-95EF-3DFB-37E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1135458 AGR / BA AJUIZADA POR SINDICATO. EXECUÇÃO INDIVIDUAL. LEGITIMIDADE. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. RECURSO DESPROVIDO.” (Doc. 9) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Sustenta-se a tese de que os exequentes não teriam legitimidade para intentar a execução, pois os efeitos do título executivo judicial foram limitados, abrangendo apenas os servidores associados ao sindicato autor, à data da propositura da ação. Nesse diapasão, a celeuma gira em torno da (im)possibilidade de servidores não sindicalizados promoverem a execução, quando o próprio título exequendo contém limitação subjetiva. No caso, sendo incontroversa a limitação subjetiva imposta no título executivo, afasta-se o teor da Súmula 279 desse Supremo Tribunal Federal, sendo despiciendo o revolvimento de fatos e provas. (...) Registre-se, por fim, que o objeto do recurso extraordinário envolve discussão eminentemente constitucional, como demonstra o seguinte trecho do voto condutor do acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que se refere à Súmula 629 desse Supremo Tribunal Federal: Este Superior Tribunal consagrou orientação segundo a qual, consoante disposição da Súmula 629/Supremo Tribunal Federal, a associação ou o sindicato, na qualidade de substituto processual, atua na esfera judicial na defesa dos interesses coletivos de toda a categoria que representa, sendo dispensável a relação nominal dos filiados e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDAD-FEFA-73A1-4567 e senha 6A2E-95EF-3DFB-37E1 Supremo Tribunal Federal ARE 1135458 AGR / BA AJUIZADA POR SINDICATO. EXECUÇÃO INDIVIDUAL. LEGITIMIDADE. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. RECURSO DESPROVIDO.” (Doc. 9) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Sustenta-se a tese de que os exequentes não teriam legitimidade para intentar a execução, pois os efeitos do título executivo judicial foram limitados, abrangendo apenas os servidores associados ao sindicato autor, à data da propositura da ação. Nesse diapasão, a celeuma gira em torno da (im)possibilidade de servidores não sindicalizados promoverem a execução, quando o próprio título exequendo contém limitação subjetiva. No caso, sendo incontroversa a limitação subjetiva imposta no título executivo, afasta-se o teor da Súmula 279 desse Supremo Tribunal Federal, sendo despiciendo o revolvimento de fatos e provas. (...) Registre-se, por fim, que o objeto do recurso extraordinário envolve discussão eminentemente constitucional, como demonstra o seguinte trecho do voto condutor do acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que se refere à Súmula 629 desse Supremo Tribunal Federal: Este Superior Tribunal consagrou orientação segundo a qual, consoante disposição da Súmula 629/Supremo Tribunal Federal, a associação ou o sindicato, na qualidade de substituto processual, atua na esfera judicial na defesa dos interesses coletivos de toda a categoria que representa, sendo dispensável a relação nominal dos filiados e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDAD-FEFA-73A1-4567 e senha 6A2E-95EF-3DFB-37E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1135458 AGR / BA suas respectivas autorizações. Assim, o servidor público integrante da categoria beneficiada, desde que comprove essa condição, tem legitimidade para propor execução individual, ainda que não ostente a condição de filiado ou associado da entidade autora da ação de conhecimento.” (Doc. 13, fls. 4-5) A parte agravada, instada a se manifestar, requer o não conhecimento do agravo interno ou o seu desprovimento (Doc. 22). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDAD-FEFA-73A1-4567 e senha 6A2E-95EF-3DFB-37E1 Supremo Tribunal Federal ARE 1135458 AGR / BA suas respectivas autorizações. Assim, o servidor público integrante da categoria beneficiada, desde que comprove essa condição, tem legitimidade para propor execução individual, ainda que não ostente a condição de filiado ou associado da entidade autora da ação de conhecimento.” (Doc. 13, fls. 4-5) A parte agravada, instada a se manifestar, requer o não conhecimento do agravo interno ou o seu desprovimento (Doc. 22). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDAD-FEFA-73A1-4567 e senha 6A2E-95EF-3DFB-37E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.458 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, a decisão agravada assentou que a discussão relativa aos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, conforme decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/2013, Tema 660. Acrescentou, ainda, que divergir do entendimento do Tribunal a quo, relativo à abrangência do título judicial formado na ação originária, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que faz incidir o óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nada obstante, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar o fundamento da decisão impugnada relativo à ausência de repercussão geral da discussão relativa aos limites da coisa julgada, conforme decidido no ARE 748.371, paradigma do Tema 660, e, ao assim proceder, deixou de atacar razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3AA-1478-276E-EAE5 e senha 532F-A4A2-B4F4-BC95 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.458 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, a decisão agravada assentou que a discussão relativa aos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, conforme decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/2013, Tema 660. Acrescentou, ainda, que divergir do entendimento do Tribunal a quo, relativo à abrangência do título judicial formado na ação originária, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que faz incidir o óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nada obstante, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar o fundamento da decisão impugnada relativo à ausência de repercussão geral da discussão relativa aos limites da coisa julgada, conforme decidido no ARE 748.371, paradigma do Tema 660, e, ao assim proceder, deixou de atacar razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3AA-1478-276E-EAE5 e senha 532F-A4A2-B4F4-BC95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1135458 AGR / BA Incide, mutatis mutandis, o enunciado da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal: “é inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal: “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2... ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2... ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (Recurso Extraordinário 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; Recurso Extraordinário 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; Recurso Extraordinário 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; Recurso Extraordinário 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; Recurso Extraordinário 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; Recurso Extraordinário 79.623, RTJ 75/849; Recurso Extraordinário 84.077, RTJ 80/906). Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do Superior Tribunal de Justiça (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 140). Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3AA-1478-276E-EAE5 e senha 532F-A4A2-B4F4-BC95 Supremo Tribunal Federal ARE 1135458 AGR / BA Incide, mutatis mutandis, o enunciado da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal: “é inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal: “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2... ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2... ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (Recurso Extraordinário 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; Recurso Extraordinário 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; Recurso Extraordinário 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; Recurso Extraordinário 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; Recurso Extraordinário 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; Recurso Extraordinário 79.623, RTJ 75/849; Recurso Extraordinário 84.077, RTJ 80/906). Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do Superior Tribunal de Justiça (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 140). Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3AA-1478-276E-EAE5 e senha 532F-A4A2-B4F4-BC95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1135458 AGR / BA 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NÃO CONHEÇO o agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3AA-1478-276E-EAE5 e senha 532F-A4A2-B4F4-BC95 Supremo Tribunal Federal ARE 1135458 AGR / BA 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NÃO CONHEÇO o agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3AA-1478-276E-EAE5 e senha 532F-A4A2-B4F4-BC95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.458 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ALEX SILVA SOUZA AGDO.(A/S) : FERNANDO ROBERTO CALAZANS SERRA AGDO.(A/S) : DECIO VINICIUS SOUSA SILVA AGDO.(A/S) : MARCUS VINICIUS FERREIRA BASTOS DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MURILO BRAGA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : HARLEY MESQUITA COSTA AGDO.(A/S) : DANILO CESAR LIMA BARROS AGDO.(A/S) : DANILO MENEZES DE ALENCAR AGDO.(A/S) : ELBER MARCEL VIEIRA CAMPOS AGDO.(A/S) : EMANUEL RIBEIRO LIBERATO DE MATTOS AGDO.(A/S) : EMERSON BARROSO TABOSA MONTENEGRO AGDO.(A/S) : FABIO MATTOS DE SOUZA AGDO.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) : GERARDO ALVES LIMA FILHO AGDO.(A/S) : JADER DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) : JOSE NILTON PEREIRA MOURA AGDO.(A/S) : LUCIANO ARAUJO SOUSA AGDO.(A/S) : MATHEUS DE SANTANA CARNEIRO AGDO.(A/S) : NATAN TERCIO PINTO PIRES AGDO.(A/S) : RAFAEL CRUZ BANDEIRA ADV.(A/S) : JOSE CARLOS RIBEIRO DOS SANTOS (19557/BA, 683A/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2266-8DDB-2F0A-4987 e senha AC3A-EE5E-B765-8907 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.458 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ALEX SILVA SOUZA AGDO.(A/S) : FERNANDO ROBERTO CALAZANS SERRA AGDO.(A/S) : DECIO VINICIUS SOUSA SILVA AGDO.(A/S) : MARCUS VINICIUS FERREIRA BASTOS DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MURILO BRAGA DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : HARLEY MESQUITA COSTA AGDO.(A/S) : DANILO CESAR LIMA BARROS AGDO.(A/S) : DANILO MENEZES DE ALENCAR AGDO.(A/S) : ELBER MARCEL VIEIRA CAMPOS AGDO.(A/S) : EMANUEL RIBEIRO LIBERATO DE MATTOS AGDO.(A/S) : EMERSON BARROSO TABOSA MONTENEGRO AGDO.(A/S) : FABIO MATTOS DE SOUZA AGDO.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) : GERARDO ALVES LIMA FILHO AGDO.(A/S) : JADER DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) : JOSE NILTON PEREIRA MOURA AGDO.(A/S) : LUCIANO ARAUJO SOUSA AGDO.(A/S) : MATHEUS DE SANTANA CARNEIRO AGDO.(A/S) : NATAN TERCIO PINTO PIRES AGDO.(A/S) : RAFAEL CRUZ BANDEIRA ADV.(A/S) : JOSE CARLOS RIBEIRO DOS SANTOS (19557/BA, 683A/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2266-8DDB-2F0A-4987 e senha AC3A-EE5E-B765-8907 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 135 . 458", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1135458 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 135 . 458", "ARE 748 . 371", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 desse Supremo Tribunal Federal", "Súmula 629 desse Supremo Tribunal Federal", "Súmula 629 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1135458 AGR / BA", "ARE 748 . 371", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 desse Supremo Tribunal Federal", "Súmula 629 desse Supremo Tribunal Federal", "Súmula 629 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 65 . 072", "Recurso Extraordinário 66 . 768", "Recurso Extraordinário 60 . 854", "Recurso Extraordinário 63 . 174", "Recurso Extraordinário 79 . 083", "Recurso Extraordinário 79 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"RT", "Malheiros", "TRIBUNAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Ed", ".", "RT", "Malheiros", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ALEX SILVA SOUZA", "FERNANDO ROBERTO CALAZANS SERRA", "DECIO VINICIUS SOUSA SILVA", "MARCUS VINICIUS FERREIRA BASTOS DE OLIVEIRA", "MURILO BRAGA DE OLIVEIRA", "HARLEY MESQUITA COSTA", "DANILO CESAR LIMA BARROS", "DANILO MENEZES DE ALENCAR", "ELBER MARCEL VIEIRA CAMPOS", "EMANUEL RIBEIRO", "EMERSON BARROSO TABOSA MONTENEGRO", "FABIO MATTOS DE SOUZA", "FRANCISCO DE ASSIS CORREIA JUNIOR", "GERARDO ALVES LIMA FILHO", "JADER DA SILVA RIBEIRO", "JOSE NILTON PEREIRA MOURA", "LUCIANO ARAUJO SOUSA", "MATHEUS DE SANTANA 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Ementa e Acórdão 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.305 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO SAFRA S A ADV.(A/S) :CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO ADV.(A/S) :LEONARDO SANTANA CALDAS AGDO.(A/S) :DIEGO RIVERA HOHAGEN ADV.(A/S) :MARCOS EVALDO PANDOLFI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E MULTA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 150, IV, E 195, I, “A”, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E7D-2027-BC1C-7EF5 e senha C6B0-66B8-00D5-0CE2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 1156305 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 09 a 16 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E7D-2027-BC1C-7EF5 e senha C6B0-66B8-00D5-0CE2 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 09 a 16 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E7D-2027-BC1C-7EF5 e senha C6B0-66B8-00D5-0CE2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.305 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO SAFRA S A ADV.(A/S) :CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO ADV.(A/S) :LEONARDO SANTANA CALDAS AGDO.(A/S) :DIEGO RIVERA HOHAGEN ADV.(A/S) :MARCOS EVALDO PANDOLFI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 150, IV, e 195, I, “a”, da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E MULTA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ANTERIOR E POSTERIOR À ENTRADA EM VIGOR DOS §§ 2º E 3º DO ARTIGO 43 DA LEI Nº 8.212/91, ACRESCIDOS PELA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 449/2008, CONVERTIDA NA LEI Nº 11.941/2009. 1. Discute-se, no caso, qual o fato gerador das contribuições previdenciárias relativas às parcelas trabalhistas objeto de condenação ou de acordo homologado pela Justiça do Trabalho e, consequentemente, o marco inicial para a incidência dos acréscimos legais concernentes aos juros e às multas, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.305 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO SAFRA S A ADV.(A/S) :CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO ADV.(A/S) :LEONARDO SANTANA CALDAS AGDO.(A/S) :DIEGO RIVERA HOHAGEN ADV.(A/S) :MARCOS EVALDO PANDOLFI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 150, IV, e 195, I, “a”, da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E MULTA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ANTERIOR E POSTERIOR À ENTRADA EM VIGOR DOS §§ 2º E 3º DO ARTIGO 43 DA LEI Nº 8.212/91, ACRESCIDOS PELA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 449/2008, CONVERTIDA NA LEI Nº 11.941/2009. 1. Discute-se, no caso, qual o fato gerador das contribuições previdenciárias relativas às parcelas trabalhistas objeto de condenação ou de acordo homologado pela Justiça do Trabalho e, consequentemente, o marco inicial para a incidência dos acréscimos legais concernentes aos juros e às multas, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 1156305 AGR / SP virtude da nova redação do artigo 43 da Lei nº 8.212/91, dada pela Medida Provisória nº 449/2008, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/2009. 2. Percebe-se do artigo 146, inciso III,da Constituição Federal, que o constituinte remeteu à legislação infraconstitucional a definição e a delimitação dos tributos, inclusive a especificação dos seus fatos geradores. Por sua vez, o artigo 195 da Constituição Federal não define o fato gerador das contribuições previdenciárias, mas apenas sinaliza suas fontes de custeio, a fim de evitar que o legislador infraconstitucional institua outro tributo de natureza semelhante se amparando nos mesmos indicadores ou fontes, prática coibida pela Lei Maior, conforme se infere do seu artigo 154, inciso I, ao cuidar da instituição de impostos não previstos no Texto Constitucional. 3. No caso, o § 2º do artigo 43 da Lei nº 8.212/1991, acrescido pela Lei nº 11.941/2009, prevê expressamente que o fato gerador das contribuições sociais se considera ocorrido na data da prestação do serviço, a partir da qual, portanto, conforme dicção dos artigos 113, § 1º, e 114 do CTN, surge a obrigação tributária principal, ou obrigação trabalhista acessória. Nesse passo, a liquidação da sentença e o acordo homologado judicialmente equivalem à mera exequibilidade do crédito por meio de um título executivo judicial, ao passo que a exigibilidade e a mora podem ser identificadas desde a ocorrência do fato gerador e do inadimplemento da obrigação tributária, que aconteceu desde a prestação dos serviços pelo trabalhador sem a respectiva contraprestação pelo empregador e cumprimento da obrigação trabalhista acessória, ou obrigação tributária principal, de recolhimento da respectiva contribuição previdenciária. A prestação de serviços é o fato gerador da contribuição previdenciária, mesmo na hipótese de existência de controvérsia acerca dos direitos trabalhistas devidos em decorrência do contrato de trabalho, visto que as sentenças e os acordos homologados judicialmente possuem natureza meramente declaratória ou condenatória (que tem ínsita 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP virtude da nova redação do artigo 43 da Lei nº 8.212/91, dada pela Medida Provisória nº 449/2008, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/2009. 2. Percebe-se do artigo 146, inciso III,da Constituição Federal, que o constituinte remeteu à legislação infraconstitucional a definição e a delimitação dos tributos, inclusive a especificação dos seus fatos geradores. Por sua vez, o artigo 195 da Constituição Federal não define o fato gerador das contribuições previdenciárias, mas apenas sinaliza suas fontes de custeio, a fim de evitar que o legislador infraconstitucional institua outro tributo de natureza semelhante se amparando nos mesmos indicadores ou fontes, prática coibida pela Lei Maior, conforme se infere do seu artigo 154, inciso I, ao cuidar da instituição de impostos não previstos no Texto Constitucional. 3. No caso, o § 2º do artigo 43 da Lei nº 8.212/1991, acrescido pela Lei nº 11.941/2009, prevê expressamente que o fato gerador das contribuições sociais se considera ocorrido na data da prestação do serviço, a partir da qual, portanto, conforme dicção dos artigos 113, § 1º, e 114 do CTN, surge a obrigação tributária principal, ou obrigação trabalhista acessória. Nesse passo, a liquidação da sentença e o acordo homologado judicialmente equivalem à mera exequibilidade do crédito por meio de um título executivo judicial, ao passo que a exigibilidade e a mora podem ser identificadas desde a ocorrência do fato gerador e do inadimplemento da obrigação tributária, que aconteceu desde a prestação dos serviços pelo trabalhador sem a respectiva contraprestação pelo empregador e cumprimento da obrigação trabalhista acessória, ou obrigação tributária principal, de recolhimento da respectiva contribuição previdenciária. A prestação de serviços é o fato gerador da contribuição previdenciária, mesmo na hipótese de existência de controvérsia acerca dos direitos trabalhistas devidos em decorrência do contrato de trabalho, visto que as sentenças e os acordos homologados judicialmente possuem natureza meramente declaratória ou condenatória (que tem ínsita 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório ARE 1156305 AGR / SP também uma declaração), com efeitos ex tunc, e não constitutiva, vindo apenas a reconhecer uma situação jurídica que já existia. A própria Constituição Federal, em seu artigo 195, ao se referir aos salários e demais rendimentos do trabalho “pagos ou creditados”, a qualquer título, já sinaliza para a viabilidade dessa interpretação de o fato gerador ser a prestação de serviços, pois não se pode ter como sinônimos os vocábulos pagos e creditados. 4. A interpretação no sentido de o fato gerador das contribuições previdenciárias ser a liquidação dos créditos ou o pagamento implica negar vigência ao que foi estabelecido pelo legislador, que elegeu expressamente a prestação de serviços como fato gerador do aludido tributo, não havendo falar em inconstitucionalidade do artigo 43 d Lei nº 8.212/91, diante das alterações introduzidas pela Lei nº 11.941/2009. Por outro lado, não cabe, com o escopo de defender a tese de o fato gerador ser o pagamento ou a liquidação do crédito do trabalhador, invocar a interpretação conforme a Constituição Federal, pois esse tipo de exegese só é cabível quando a lei dá margem a duas ou mais interpretações diferentes. De fato, é imprescindível, no caso da interpretação conforme a Constituição Federal, a existência de um espaço de proposta interpretativa, sendo inadmissível que ela tenha como resultado uma decisão contra o texto e o sentido da lei, de forma a produzir uma regulação nova e distinta da vontade do Poder Legiferante, pois implicaria verdadeira invasão da esfera de competência do legislador, em nítida ofensa ao princípio fundamental daseparação dos Poderes, insculpido no artigo 2º da Constituição Federal, e protegido como cláusula pétrea pelo artigo 60, § 4º, da Lei Maior, e à própria ratio que levou à edição da Súmula Vinculante nº 10 do STF. 5. De mais a mais, essa interpretação de o fato gerador das contribuições previdenciárias e de o termo inicial para a incidência dos juros de mora a elas relativos serem o pagamento ou a liquidação dos créditos despreza, data venia, os princípios da efetividade do direito material trabalhista e da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP também uma declaração), com efeitos ex tunc, e não constitutiva, vindo apenas a reconhecer uma situação jurídica que já existia. A própria Constituição Federal, em seu artigo 195, ao se referir aos salários e demais rendimentos do trabalho “pagos ou creditados”, a qualquer título, já sinaliza para a viabilidade dessa interpretação de o fato gerador ser a prestação de serviços, pois não se pode ter como sinônimos os vocábulos pagos e creditados. 4. A interpretação no sentido de o fato gerador das contribuições previdenciárias ser a liquidação dos créditos ou o pagamento implica negar vigência ao que foi estabelecido pelo legislador, que elegeu expressamente a prestação de serviços como fato gerador do aludido tributo, não havendo falar em inconstitucionalidade do artigo 43 d Lei nº 8.212/91, diante das alterações introduzidas pela Lei nº 11.941/2009. Por outro lado, não cabe, com o escopo de defender a tese de o fato gerador ser o pagamento ou a liquidação do crédito do trabalhador, invocar a interpretação conforme a Constituição Federal, pois esse tipo de exegese só é cabível quando a lei dá margem a duas ou mais interpretações diferentes. De fato, é imprescindível, no caso da interpretação conforme a Constituição Federal, a existência de um espaço de proposta interpretativa, sendo inadmissível que ela tenha como resultado uma decisão contra o texto e o sentido da lei, de forma a produzir uma regulação nova e distinta da vontade do Poder Legiferante, pois implicaria verdadeira invasão da esfera de competência do legislador, em nítida ofensa ao princípio fundamental daseparação dos Poderes, insculpido no artigo 2º da Constituição Federal, e protegido como cláusula pétrea pelo artigo 60, § 4º, da Lei Maior, e à própria ratio que levou à edição da Súmula Vinculante nº 10 do STF. 5. De mais a mais, essa interpretação de o fato gerador das contribuições previdenciárias e de o termo inicial para a incidência dos juros de mora a elas relativos serem o pagamento ou a liquidação dos créditos despreza, data venia, os princípios da efetividade do direito material trabalhista e da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório ARE 1156305 AGR / SP duração razoável do processo, pois incentiva o descumprimento e a protelação das obrigações trabalhistas, tanto quanto a sua discussão em Juízo, porquanto a lide trabalhista passa a conferir vantagem tributária diante da supressão de alto quantitativo de juros e multas acumulados ao longo do tempo. Ou seja, implicaria premiar as empresas que não cumpriram a legislação trabalhista e tributária no momento oportuno, isentando-as dos encargos decorrentes do não recolhimento da contribuição previdenciária no seu vencimento, em detrimento daqueles empregadores que, não obstante em mora, espontaneamente dirigem-se ao Ente Previdenciário para o cumprimento dessas obrigações, com a obrigação de arcar com tais encargos. Isso acarreta, aliás, nítida ofensa ao princípio da isonomia, consagrado no artigo 5º, caput, da Constituição Federal, e ao princípio da isonomia tributária, previsto no artigo 150, inciso II, também do Texto Constitucional, pois institui tratamento desigual entre contribuintes que se encontram em situação equivalente, ao aplicar, de forma distinta, os critérios da legislação previdenciária relativamente aos valores a serem pagos, para contribuintes que possuem débitos de mesma natureza, devidos à Previdência Social e referentes a períodos idênticos ou semelhantes. 6. Por outro lado, conforme disposto no artigo 195, § 6º, da Constituição Federal, as contribuições sociais só poderão ser exigidas após decorridos 90 dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. Como a MP nº 449/2008 foi publicada em 4/12/2008, o marco para incidência dos acréscimos dos §§ 2º e 3º ao artigo 43 da Lei nº 8.212/91, por meio da Lei nº 11.941/2009, é 5/3/2009, pelo que somente as prestações de serviços ocorridas a partir dessa data é que deverão ser consideradas como fato gerador da contribuição previdenciária para o cômputo dos juros moratórios então incidentes. 7. Quanto ao período anterior ao advento da Medida Provisória nº 449/2008, o entendimento majoritário desta Corte 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP duração razoável do processo, pois incentiva o descumprimento e a protelação das obrigações trabalhistas, tanto quanto a sua discussão em Juízo, porquanto a lide trabalhista passa a conferir vantagem tributária diante da supressão de alto quantitativo de juros e multas acumulados ao longo do tempo. Ou seja, implicaria premiar as empresas que não cumpriram a legislação trabalhista e tributária no momento oportuno, isentando-as dos encargos decorrentes do não recolhimento da contribuição previdenciária no seu vencimento, em detrimento daqueles empregadores que, não obstante em mora, espontaneamente dirigem-se ao Ente Previdenciário para o cumprimento dessas obrigações, com a obrigação de arcar com tais encargos. Isso acarreta, aliás, nítida ofensa ao princípio da isonomia, consagrado no artigo 5º, caput, da Constituição Federal, e ao princípio da isonomia tributária, previsto no artigo 150, inciso II, também do Texto Constitucional, pois institui tratamento desigual entre contribuintes que se encontram em situação equivalente, ao aplicar, de forma distinta, os critérios da legislação previdenciária relativamente aos valores a serem pagos, para contribuintes que possuem débitos de mesma natureza, devidos à Previdência Social e referentes a períodos idênticos ou semelhantes. 6. Por outro lado, conforme disposto no artigo 195, § 6º, da Constituição Federal, as contribuições sociais só poderão ser exigidas após decorridos 90 dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. Como a MP nº 449/2008 foi publicada em 4/12/2008, o marco para incidência dos acréscimos dos §§ 2º e 3º ao artigo 43 da Lei nº 8.212/91, por meio da Lei nº 11.941/2009, é 5/3/2009, pelo que somente as prestações de serviços ocorridas a partir dessa data é que deverão ser consideradas como fato gerador da contribuição previdenciária para o cômputo dos juros moratórios então incidentes. 7. Quanto ao período anterior ao advento da Medida Provisória nº 449/2008, o entendimento majoritário desta Corte 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório ARE 1156305 AGR / SP é de que o termo inicial para os juros moratórios da contribuição previdenciária, no caso das parcelas deferidas judicialmente, é o dia dois do mês seguinte ao da liquidação da sentença, nos termos do artigo 276, caput, do Decreto nº 3.048/99. 8. Diferentemente da atualização monetária das contribuições previdenciárias, que visa recompor o seu valor monetário e pela qual respondem tanto o empregador como o trabalhador, cada qual com sua cota parte - sem prejuízo para este último, visto que receberá seu crédito trabalhista igualmente atualizado -, os juros moratórios visam compensar o retardamento ou inadimplemento de uma obrigação, propiciando, no caso, o devido restabelecimento do equilíbrio atuarial mediante aporte financeiro para o pagamento dos benefícios previdenciários, pelo que a responsabilidade pelo seu pagamento deve ser imputada apenas ao empregador, que deu causa à mora. 9. Com relação à multa, igualmente imputável apenas ao empregador, tratando-se de uma sanção jurídica que visa a compelir o devedor ao cumprimento de uma obrigação a partir do seu reconhecimento, não incide desde a data da prestação dos serviços, mas sim a partir do exaurimento do prazo decorrente da citação para o pagamento dos créditos previdenciários apurados em Juízo, observado o limite de 20%, conforme se extrai da dicção dos artigos 61, § 1º e § 2º, da Lei nº 9.430/96 e 43, § 3º, da Lei nº 8.212/91. 10. Esse tema foi à deliberação do Pleno do Tribunal Superior do Trabalho, que, julgando a matéria afetada, com esteio no § 13 do artigo 896 da CLT, decidiu, no julgamento do Processo n° E-RR-1125-36.2010.5.06.0171, em sessão realizada em 20/10/2015, no mesmo sentido ao entendimento ora sufragado. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP é de que o termo inicial para os juros moratórios da contribuição previdenciária, no caso das parcelas deferidas judicialmente, é o dia dois do mês seguinte ao da liquidação da sentença, nos termos do artigo 276, caput, do Decreto nº 3.048/99. 8. Diferentemente da atualização monetária das contribuições previdenciárias, que visa recompor o seu valor monetário e pela qual respondem tanto o empregador como o trabalhador, cada qual com sua cota parte - sem prejuízo para este último, visto que receberá seu crédito trabalhista igualmente atualizado -, os juros moratórios visam compensar o retardamento ou inadimplemento de uma obrigação, propiciando, no caso, o devido restabelecimento do equilíbrio atuarial mediante aporte financeiro para o pagamento dos benefícios previdenciários, pelo que a responsabilidade pelo seu pagamento deve ser imputada apenas ao empregador, que deu causa à mora. 9. Com relação à multa, igualmente imputável apenas ao empregador, tratando-se de uma sanção jurídica que visa a compelir o devedor ao cumprimento de uma obrigação a partir do seu reconhecimento, não incide desde a data da prestação dos serviços, mas sim a partir do exaurimento do prazo decorrente da citação para o pagamento dos créditos previdenciários apurados em Juízo, observado o limite de 20%, conforme se extrai da dicção dos artigos 61, § 1º e § 2º, da Lei nº 9.430/96 e 43, § 3º, da Lei nº 8.212/91. 10. Esse tema foi à deliberação do Pleno do Tribunal Superior do Trabalho, que, julgando a matéria afetada, com esteio no § 13 do artigo 896 da CLT, decidiu, no julgamento do Processo n° E-RR-1125-36.2010.5.06.0171, em sessão realizada em 20/10/2015, no mesmo sentido ao entendimento ora sufragado. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório ARE 1156305 AGR / SP É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.305 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico- normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada violação da Constituição da República. Nesse sentido: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 855132 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 10/02/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-037 DIVULG 25-02- 2015 PUBLIC 26-02-2015.) "Agravo regimental no recurso extraordinário. Contribuição previdenciária. Empregador. Folha de salários. Momento da ocorrência do fato gerador. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a controvérsia sobre o momento de ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária é dotada de natureza infraconstitucional, o que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.305 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico- normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada violação da Constituição da República. Nesse sentido: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 855132 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 10/02/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-037 DIVULG 25-02- 2015 PUBLIC 26-02-2015.) "Agravo regimental no recurso extraordinário. Contribuição previdenciária. Empregador. Folha de salários. Momento da ocorrência do fato gerador. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a controvérsia sobre o momento de ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária é dotada de natureza infraconstitucional, o que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156305 AGR / SP não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. A pretensa contrariedade à Constituição, se tivesse ocorrido, seria indireta. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 406567 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 16/10/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-225 DIVULG 14-11- 2012 PUBLIC 16-11-2012.) “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão assim ementado: “RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – FATO GERADOR – INCIDÊNCIA DE MULTA E JUROS DE MORA - ALTERAÇÃO DO ART. 43 DA LEI Nº 8.212/91 PELA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 449/08, CONVERTIDA NA LEI Nº 11.941/09. (violação do artigo 150, inciso III, alínea ‘a’, da Constituição Federal) O TST consolidou sua jurisprudência no sentido de que o fato gerador da contribuição previdenciária é o pagamento do crédito devido ao trabalhador e que, no caso de decisão judicial trabalhista, somente será cabível a incidência de multa e juros de mora após o dia dois do mês subsequente ao trânsito em julgado da decisão que põe fim à discussão acerca dos cálculos de liquidação, nos termos do artigo 276, caput, do Decreto nº 3.048/99. Ocorre que a MP nº 449/08, convertida na Lei nº 11.941/09, modificou o artigo 43 da Lei nº 8.212, o qual passou a determinar, em seus §§ 2º e 3º, que as contribuições sociais apuradas em virtude de sentença judicial ou acordo homologado judicialmente são devidas a partir da data de prestação do serviço. Nesse contexto, o termo inaugural da mora do devedor passou a ser a data da efetiva prestação laboral. Por outro lado, considerando-se que a publicação da MP nº 449 ocorreu em 04/12/2008, o marco de incidência do novo dispositivo legal é 05/03/2009, em atenção aos princípios da anterioridade tributária e nonagesimal, insculpidos nos artigos 150, III, ‘a’, e 195, §6º, da Constituição Federal. Na espécie, tendo em vista que a prestação de serviço objeto da presente reclamação trabalhista ocorreu no período de jan/2006 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. A pretensa contrariedade à Constituição, se tivesse ocorrido, seria indireta. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 406567 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 16/10/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-225 DIVULG 14-11- 2012 PUBLIC 16-11-2012.) “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão assim ementado: “RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – FATO GERADOR – INCIDÊNCIA DE MULTA E JUROS DE MORA - ALTERAÇÃO DO ART. 43 DA LEI Nº 8.212/91 PELA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 449/08, CONVERTIDA NA LEI Nº 11.941/09. (violação do artigo 150, inciso III, alínea ‘a’, da Constituição Federal) O TST consolidou sua jurisprudência no sentido de que o fato gerador da contribuição previdenciária é o pagamento do crédito devido ao trabalhador e que, no caso de decisão judicial trabalhista, somente será cabível a incidência de multa e juros de mora após o dia dois do mês subsequente ao trânsito em julgado da decisão que põe fim à discussão acerca dos cálculos de liquidação, nos termos do artigo 276, caput, do Decreto nº 3.048/99. Ocorre que a MP nº 449/08, convertida na Lei nº 11.941/09, modificou o artigo 43 da Lei nº 8.212, o qual passou a determinar, em seus §§ 2º e 3º, que as contribuições sociais apuradas em virtude de sentença judicial ou acordo homologado judicialmente são devidas a partir da data de prestação do serviço. Nesse contexto, o termo inaugural da mora do devedor passou a ser a data da efetiva prestação laboral. Por outro lado, considerando-se que a publicação da MP nº 449 ocorreu em 04/12/2008, o marco de incidência do novo dispositivo legal é 05/03/2009, em atenção aos princípios da anterioridade tributária e nonagesimal, insculpidos nos artigos 150, III, ‘a’, e 195, §6º, da Constituição Federal. Na espécie, tendo em vista que a prestação de serviço objeto da presente reclamação trabalhista ocorreu no período de jan/2006 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156305 AGR / SP a abr/2011, há que se prover parcialmente o recurso para determinar que a partir de 05/03/2009 o fato gerador da obrigação previdenciária para fins de incidência de juros moratórios é a data da efetiva prestação de serviço, mantendo- se o termo inicial dos referidos encargos no dia dois do mês seguinte ao do efetivo pagamento do débito em relação às prestações laborais ocorridas até o dia 04/03/2009. A multa incide a partir do primeiro dia subsequente ao término do prazo de citação para pagamento das parcelas previdenciárias, observado o limite legal de 20% (art. 61, § 2º). Esse entendimento está em estrita consonância com a decisão proferida pelo Tribunal Pleno do TST, nos autos do processo nº E-RR-1125-36.2010.5.06.0171, julgado em 20/10/2015, da relatoria do Exmo. Sr. Ministro Alexandre de Souza Agra Belmonte. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido” (págs. 1 e 2 do documento eletrônico 7). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, sustenta-se violação ao art. 195, I, a, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos - o momento da ocorrência do fato gerador de contribuições previdenciárias – com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional. Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada às normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, a inviabilizar o recurso extraordinário. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: [...] Com o mesmo entendimento, cito, ainda, dentre outras, as seguintes decisões monocráticas: ARE 1.021.549/SC e ARE 1.020.941/MG, Rel. Min. Celso de Mello; RE 714.597/DF, Rel. Min. Luiz Fux e RE 713.077/DF, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF). Deixo de majorar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. Publique-se. Brasília, 31 de agosto 2017. Ministro Ricardo Lewandowski Relator.” (ARE 1069582, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP a abr/2011, há que se prover parcialmente o recurso para determinar que a partir de 05/03/2009 o fato gerador da obrigação previdenciária para fins de incidência de juros moratórios é a data da efetiva prestação de serviço, mantendo- se o termo inicial dos referidos encargos no dia dois do mês seguinte ao do efetivo pagamento do débito em relação às prestações laborais ocorridas até o dia 04/03/2009. A multa incide a partir do primeiro dia subsequente ao término do prazo de citação para pagamento das parcelas previdenciárias, observado o limite legal de 20% (art. 61, § 2º). Esse entendimento está em estrita consonância com a decisão proferida pelo Tribunal Pleno do TST, nos autos do processo nº E-RR-1125-36.2010.5.06.0171, julgado em 20/10/2015, da relatoria do Exmo. Sr. Ministro Alexandre de Souza Agra Belmonte. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido” (págs. 1 e 2 do documento eletrônico 7). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, sustenta-se violação ao art. 195, I, a, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos - o momento da ocorrência do fato gerador de contribuições previdenciárias – com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional. Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada às normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, a inviabilizar o recurso extraordinário. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: [...] Com o mesmo entendimento, cito, ainda, dentre outras, as seguintes decisões monocráticas: ARE 1.021.549/SC e ARE 1.020.941/MG, Rel. Min. Celso de Mello; RE 714.597/DF, Rel. Min. Luiz Fux e RE 713.077/DF, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF). Deixo de majorar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. Publique-se. Brasília, 31 de agosto 2017. Ministro Ricardo Lewandowski Relator.” (ARE 1069582, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156305 AGR / SP 31/08/2017, publicado em PROCESSO ELETRÔNICO DJe-200 DIVULG 04/09/2017 PUBLIC 05/09/2017.) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP 31/08/2017, publicado em PROCESSO ELETRÔNICO DJe-200 DIVULG 04/09/2017 PUBLIC 05/09/2017.) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.305 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BANCO SAFRA S A ADV.(A/S) : CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO (06930/DF, 22294/GO, 301919/SP) ADV.(A/S) : LEONARDO SANTANA CALDAS (12870/DF, 22305/GO, 164972/MG, 301924/SP) AGDO.(A/S) : DIEGO RIVERA HOHAGEN ADV.(A/S) : MARCOS EVALDO PANDOLFI (35654-A/CE, 19057-A/PB, 01520/ PE, 21000/RS, 283640/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE9B-7711-342A-15AD e senha 5816-9B2C-360F-FFA9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.305 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BANCO SAFRA S A ADV.(A/S) : CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO (06930/DF, 22294/GO, 301919/SP) ADV.(A/S) : LEONARDO SANTANA CALDAS (12870/DF, 22305/GO, 164972/MG, 301924/SP) AGDO.(A/S) : DIEGO RIVERA HOHAGEN ADV.(A/S) : MARCOS EVALDO PANDOLFI (35654-A/CE, 19057-A/PB, 01520/ PE, 21000/RS, 283640/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE9B-7711-342A-15AD e senha 5816-9B2C-360F-FFA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748719188
2018-11-19T00:00:00
2018-11-26T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E MULTA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 150, IV, E 195, I, “A”, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur395127
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, FATO GERADOR) RE 406567 AgR (1ªT), ARE 855132 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, FATO GERADOR) ARE 1069582. Número de páginas: 13. Análise: 06/12/2018, AMS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1156305
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 ART-00150 INC-00004 ART-00195 \n INC-00001 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1156305 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO SAFRA S A ADV.(A/S) : CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO ADV.(A/S) : LEONARDO SANTANA CALDAS AGDO.(A/S) : DIEGO RIVERA HOHAGEN ADV.(A/S) : MARCOS EVALDO PANDOLFI AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.305 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO SAFRA S A ADV.(A/S) :CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO ADV.(A/S) :LEONARDO SANTANA CALDAS AGDO.(A/S) :DIEGO RIVERA HOHAGEN ADV.(A/S) :MARCOS EVALDO PANDOLFI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E MULTA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 150, IV, E 195, I, “A”, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E7D-2027-BC1C-7EF5 e senha C6B0-66B8-00D5-0CE2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 1156305 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 09 a 16 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E7D-2027-BC1C-7EF5 e senha C6B0-66B8-00D5-0CE2 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 09 a 16 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E7D-2027-BC1C-7EF5 e senha C6B0-66B8-00D5-0CE2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.305 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO SAFRA S A ADV.(A/S) :CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO ADV.(A/S) :LEONARDO SANTANA CALDAS AGDO.(A/S) :DIEGO RIVERA HOHAGEN ADV.(A/S) :MARCOS EVALDO PANDOLFI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 150, IV, e 195, I, “a”, da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E MULTA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ANTERIOR E POSTERIOR À ENTRADA EM VIGOR DOS §§ 2... E 3... DO ARTIGO 43 DA LEI n 8.212/91, ACRESCIDOS PELA MEDIDA PROVISÓRIA n 449/2008, CONVERTIDA NA LEI n 11.941/2009. 1. Discute-se, no caso, qual o fato gerador das contribuições previdenciárias relativas às parcelas trabalhistas objeto de condenação ou de acordo homologado pela Justiça do Trabalho e, consequentemente, o marco inicial para a incidência dos acréscimos legais concernentes aos juros e às multas, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.305 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO SAFRA S A ADV.(A/S) :CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO ADV.(A/S) :LEONARDO SANTANA CALDAS AGDO.(A/S) :DIEGO RIVERA HOHAGEN ADV.(A/S) :MARCOS EVALDO PANDOLFI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 150, IV, e 195, I, “a”, da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E MULTA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ANTERIOR E POSTERIOR À ENTRADA EM VIGOR DOS §§ 2... E 3... DO ARTIGO 43 DA LEI n 8.212/91, ACRESCIDOS PELA MEDIDA PROVISÓRIA n 449/2008, CONVERTIDA NA LEI n 11.941/2009. 1. Discute-se, no caso, qual o fato gerador das contribuições previdenciárias relativas às parcelas trabalhistas objeto de condenação ou de acordo homologado pela Justiça do Trabalho e, consequentemente, o marco inicial para a incidência dos acréscimos legais concernentes aos juros e às multas, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 1156305 AGR / SP virtude da nova redação do artigo 43 da Lei n 8.212/91, dada pela Medida Provisória n 449/2008, posteriormente convertida na Lei n 11.941/2009. 2. Percebe-se do artigo 146, inciso III,da Constituição Federal, que o constituinte remeteu à legislação infraconstitucional a definição e a delimitação dos tributos, inclusive a especificação dos seus fatos geradores. Por sua vez, o artigo 195 da Constituição Federal não define o fato gerador das contribuições previdenciárias, mas apenas sinaliza suas fontes de custeio, a fim de evitar que o legislador infraconstitucional institua outro tributo de natureza semelhante se amparando nos mesmos indicadores ou fontes, prática coibida pela Lei Maior, conforme se infere do seu artigo 154, inciso I, ao cuidar da instituição de impostos não previstos no Texto Constitucional. 3. No caso, o § 2... do artigo 43 da Lei n 8.212/1991, acrescido pela Lei n 11.941/2009, prevê expressamente que o fato gerador das contribuições sociais se considera ocorrido na data da prestação do serviço, a partir da qual, portanto, conforme dicção dos artigos 113, § 1..., e 114 do CTN, surge a obrigação tributária principal, ou obrigação trabalhista acessória. Nesse passo, a liquidação da sentença e o acordo homologado judicialmente equivalem à mera exequibilidade do crédito por meio de um título executivo judicial, ao passo que a exigibilidade e a mora podem ser identificadas desde a ocorrência do fato gerador e do inadimplemento da obrigação tributária, que aconteceu desde a prestação dos serviços pelo trabalhador sem a respectiva contraprestação pelo empregador e cumprimento da obrigação trabalhista acessória, ou obrigação tributária principal, de recolhimento da respectiva contribuição previdenciária. A prestação de serviços é o fato gerador da contribuição previdenciária, mesmo na hipótese de existência de controvérsia acerca dos direitos trabalhistas devidos em decorrência do contrato de trabalho, visto que as sentenças e os acordos homologados judicialmente possuem natureza meramente declaratória ou condenatória (que tem ínsita 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP virtude da nova redação do artigo 43 da Lei n 8.212/91, dada pela Medida Provisória n 449/2008, posteriormente convertida na Lei n 11.941/2009. 2. Percebe-se do artigo 146, inciso III,da Constituição Federal, que o constituinte remeteu à legislação infraconstitucional a definição e a delimitação dos tributos, inclusive a especificação dos seus fatos geradores. Por sua vez, o artigo 195 da Constituição Federal não define o fato gerador das contribuições previdenciárias, mas apenas sinaliza suas fontes de custeio, a fim de evitar que o legislador infraconstitucional institua outro tributo de natureza semelhante se amparando nos mesmos indicadores ou fontes, prática coibida pela Lei Maior, conforme se infere do seu artigo 154, inciso I, ao cuidar da instituição de impostos não previstos no Texto Constitucional. 3. No caso, o § 2... do artigo 43 da Lei n 8.212/1991, acrescido pela Lei n 11.941/2009, prevê expressamente que o fato gerador das contribuições sociais se considera ocorrido na data da prestação do serviço, a partir da qual, portanto, conforme dicção dos artigos 113, § 1..., e 114 do CTN, surge a obrigação tributária principal, ou obrigação trabalhista acessória. Nesse passo, a liquidação da sentença e o acordo homologado judicialmente equivalem à mera exequibilidade do crédito por meio de um título executivo judicial, ao passo que a exigibilidade e a mora podem ser identificadas desde a ocorrência do fato gerador e do inadimplemento da obrigação tributária, que aconteceu desde a prestação dos serviços pelo trabalhador sem a respectiva contraprestação pelo empregador e cumprimento da obrigação trabalhista acessória, ou obrigação tributária principal, de recolhimento da respectiva contribuição previdenciária. A prestação de serviços é o fato gerador da contribuição previdenciária, mesmo na hipótese de existência de controvérsia acerca dos direitos trabalhistas devidos em decorrência do contrato de trabalho, visto que as sentenças e os acordos homologados judicialmente possuem natureza meramente declaratória ou condenatória (que tem ínsita 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório ARE 1156305 AGR / SP também uma declaração), com efeitos ex tunc, e não constitutiva, vindo apenas a reconhecer uma situação jurídica que já existia. A própria Constituição Federal, em seu artigo 195, ao se referir aos salários e demais rendimentos do trabalho “pagos ou creditados”, a qualquer título, já sinaliza para a viabilidade dessa interpretação de o fato gerador ser a prestação de serviços, pois não se pode ter como sinônimos os vocábulos pagos e creditados. 4. A interpretação no sentido de o fato gerador das contribuições previdenciárias ser a liquidação dos créditos ou o pagamento implica negar vigência ao que foi estabelecido pelo legislador, que elegeu expressamente a prestação de serviços como fato gerador do aludido tributo, não havendo falar em inconstitucionalidade do artigo 43 d Lei n 8.212/91, diante das alterações introduzidas pela Lei n 11.941/2009. Por outro lado, não cabe, com o escopo de defender a tese de o fato gerador ser o pagamento ou a liquidação do crédito do trabalhador, invocar a interpretação conforme a Constituição Federal, pois esse tipo de exegese só é cabível quando a lei dá margem a duas ou mais interpretações diferentes. De fato, é imprescindível, no caso da interpretação conforme a Constituição Federal, a existência de um espaço de proposta interpretativa, sendo inadmissível que ela tenha como resultado uma decisão contra o texto e o sentido da lei, de forma a produzir uma regulação nova e distinta da vontade do Poder Legiferante, pois implicaria verdadeira invasão da esfera de competência do legislador, em nítida ofensa ao princípio fundamental daseparação dos Poderes, insculpido no artigo 2... da Constituição Federal, e protegido como cláusula pétrea pelo artigo 60, § 4..., da Lei Maior, e à própria ratio que levou à edição da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal. 5. De mais a mais, essa interpretação de o fato gerador das contribuições previdenciárias e de o termo inicial para a incidência dos juros de mora a elas relativos serem o pagamento ou a liquidação dos créditos despreza, data venia, os princípios da efetividade do direito material trabalhista e da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP também uma declaração), com efeitos ex tunc, e não constitutiva, vindo apenas a reconhecer uma situação jurídica que já existia. A própria Constituição Federal, em seu artigo 195, ao se referir aos salários e demais rendimentos do trabalho “pagos ou creditados”, a qualquer título, já sinaliza para a viabilidade dessa interpretação de o fato gerador ser a prestação de serviços, pois não se pode ter como sinônimos os vocábulos pagos e creditados. 4. A interpretação no sentido de o fato gerador das contribuições previdenciárias ser a liquidação dos créditos ou o pagamento implica negar vigência ao que foi estabelecido pelo legislador, que elegeu expressamente a prestação de serviços como fato gerador do aludido tributo, não havendo falar em inconstitucionalidade do artigo 43 d Lei n 8.212/91, diante das alterações introduzidas pela Lei n 11.941/2009. Por outro lado, não cabe, com o escopo de defender a tese de o fato gerador ser o pagamento ou a liquidação do crédito do trabalhador, invocar a interpretação conforme a Constituição Federal, pois esse tipo de exegese só é cabível quando a lei dá margem a duas ou mais interpretações diferentes. De fato, é imprescindível, no caso da interpretação conforme a Constituição Federal, a existência de um espaço de proposta interpretativa, sendo inadmissível que ela tenha como resultado uma decisão contra o texto e o sentido da lei, de forma a produzir uma regulação nova e distinta da vontade do Poder Legiferante, pois implicaria verdadeira invasão da esfera de competência do legislador, em nítida ofensa ao princípio fundamental daseparação dos Poderes, insculpido no artigo 2... da Constituição Federal, e protegido como cláusula pétrea pelo artigo 60, § 4..., da Lei Maior, e à própria ratio que levou à edição da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal. 5. De mais a mais, essa interpretação de o fato gerador das contribuições previdenciárias e de o termo inicial para a incidência dos juros de mora a elas relativos serem o pagamento ou a liquidação dos créditos despreza, data venia, os princípios da efetividade do direito material trabalhista e da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório ARE 1156305 AGR / SP duração razoável do processo, pois incentiva o descumprimento e a protelação das obrigações trabalhistas, tanto quanto a sua discussão em Juízo, porquanto a lide trabalhista passa a conferir vantagem tributária diante da supressão de alto quantitativo de juros e multas acumulados ao longo do tempo. Ou seja, implicaria premiar as empresas que não cumpriram a legislação trabalhista e tributária no momento oportuno, isentando-as dos encargos decorrentes do não recolhimento da contribuição previdenciária no seu vencimento, em detrimento daqueles empregadores que, não obstante em mora, espontaneamente dirigem-se ao Ente Previdenciário para o cumprimento dessas obrigações, com a obrigação de arcar com tais encargos. Isso acarreta, aliás, nítida ofensa ao princípio da isonomia, consagrado no artigo 5..., caput, da Constituição Federal, e ao princípio da isonomia tributária, previsto no artigo 150, inciso II, também do Texto Constitucional, pois institui tratamento desigual entre contribuintes que se encontram em situação equivalente, ao aplicar, de forma distinta, os critérios da legislação previdenciária relativamente aos valores a serem pagos, para contribuintes que possuem débitos de mesma natureza, devidos à Previdência Social e referentes a períodos idênticos ou semelhantes. 6. Por outro lado, conforme disposto no artigo 195, § 6..., da Constituição Federal, as contribuições sociais só poderão ser exigidas após decorridos 90 dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. Como a Medida Provisória n 449/2008 foi publicada em 4/12/2008, o marco para incidência dos acréscimos dos §§ 2... e 3... ao artigo 43 da Lei n 8.212/91, por meio da Lei n 11.941/2009, é 5/3/2009, pelo que somente as prestações de serviços ocorridas a partir dessa data é que deverão ser consideradas como fato gerador da contribuição previdenciária para o cômputo dos juros moratórios então incidentes. 7. Quanto ao período anterior ao advento da Medida Provisória n 449/2008, o entendimento majoritário desta Corte 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP duração razoável do processo, pois incentiva o descumprimento e a protelação das obrigações trabalhistas, tanto quanto a sua discussão em Juízo, porquanto a lide trabalhista passa a conferir vantagem tributária diante da supressão de alto quantitativo de juros e multas acumulados ao longo do tempo. Ou seja, implicaria premiar as empresas que não cumpriram a legislação trabalhista e tributária no momento oportuno, isentando-as dos encargos decorrentes do não recolhimento da contribuição previdenciária no seu vencimento, em detrimento daqueles empregadores que, não obstante em mora, espontaneamente dirigem-se ao Ente Previdenciário para o cumprimento dessas obrigações, com a obrigação de arcar com tais encargos. Isso acarreta, aliás, nítida ofensa ao princípio da isonomia, consagrado no artigo 5..., caput, da Constituição Federal, e ao princípio da isonomia tributária, previsto no artigo 150, inciso II, também do Texto Constitucional, pois institui tratamento desigual entre contribuintes que se encontram em situação equivalente, ao aplicar, de forma distinta, os critérios da legislação previdenciária relativamente aos valores a serem pagos, para contribuintes que possuem débitos de mesma natureza, devidos à Previdência Social e referentes a períodos idênticos ou semelhantes. 6. Por outro lado, conforme disposto no artigo 195, § 6..., da Constituição Federal, as contribuições sociais só poderão ser exigidas após decorridos 90 dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. Como a Medida Provisória n 449/2008 foi publicada em 4/12/2008, o marco para incidência dos acréscimos dos §§ 2... e 3... ao artigo 43 da Lei n 8.212/91, por meio da Lei n 11.941/2009, é 5/3/2009, pelo que somente as prestações de serviços ocorridas a partir dessa data é que deverão ser consideradas como fato gerador da contribuição previdenciária para o cômputo dos juros moratórios então incidentes. 7. Quanto ao período anterior ao advento da Medida Provisória n 449/2008, o entendimento majoritário desta Corte 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório ARE 1156305 AGR / SP é de que o termo inicial para os juros moratórios da contribuição previdenciária, no caso das parcelas deferidas judicialmente, é o dia dois do mês seguinte ao da liquidação da sentença, nos termos do artigo 276, caput, do Decreto n 3.048/99. 8. Diferentemente da atualização monetária das contribuições previdenciárias, que visa recompor o seu valor monetário e pela qual respondem tanto o empregador como o trabalhador, cada qual com sua cota parte - sem prejuízo para este último, visto que receberá seu crédito trabalhista igualmente atualizado -, os juros moratórios visam compensar o retardamento ou inadimplemento de uma obrigação, propiciando, no caso, o devido restabelecimento do equilíbrio atuarial mediante aporte financeiro para o pagamento dos benefícios previdenciários, pelo que a responsabilidade pelo seu pagamento deve ser imputada apenas ao empregador, que deu causa à mora. 9. Com relação à multa, igualmente imputável apenas ao empregador, tratando-se de uma sanção jurídica que visa a compelir o devedor ao cumprimento de uma obrigação a partir do seu reconhecimento, não incide desde a data da prestação dos serviços, mas sim a partir do exaurimento do prazo decorrente da citação para o pagamento dos créditos previdenciários apurados em Juízo, observado o limite de 20%, conforme se extrai da dicção dos artigos 61, § 1... e § 2..., da Lei n 9.430/96 e 43, § 3..., da Lei n 8.212/91. 10. Esse tema foi à deliberação do Pleno do Tribunal Superior do Trabalho, que, julgando a matéria afetada, com esteio no § 13 do artigo 896 da Consolidação das Leis do Trabalho, decidiu, no julgamento do Processo n E-RR-1125-36.2010.5.06.0171, em sessão realizada em 20/10/2015, no mesmo sentido ao entendimento ora sufragado. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP é de que o termo inicial para os juros moratórios da contribuição previdenciária, no caso das parcelas deferidas judicialmente, é o dia dois do mês seguinte ao da liquidação da sentença, nos termos do artigo 276, caput, do Decreto n 3.048/99. 8. Diferentemente da atualização monetária das contribuições previdenciárias, que visa recompor o seu valor monetário e pela qual respondem tanto o empregador como o trabalhador, cada qual com sua cota parte - sem prejuízo para este último, visto que receberá seu crédito trabalhista igualmente atualizado -, os juros moratórios visam compensar o retardamento ou inadimplemento de uma obrigação, propiciando, no caso, o devido restabelecimento do equilíbrio atuarial mediante aporte financeiro para o pagamento dos benefícios previdenciários, pelo que a responsabilidade pelo seu pagamento deve ser imputada apenas ao empregador, que deu causa à mora. 9. Com relação à multa, igualmente imputável apenas ao empregador, tratando-se de uma sanção jurídica que visa a compelir o devedor ao cumprimento de uma obrigação a partir do seu reconhecimento, não incide desde a data da prestação dos serviços, mas sim a partir do exaurimento do prazo decorrente da citação para o pagamento dos créditos previdenciários apurados em Juízo, observado o limite de 20%, conforme se extrai da dicção dos artigos 61, § 1... e § 2..., da Lei n 9.430/96 e 43, § 3..., da Lei n 8.212/91. 10. Esse tema foi à deliberação do Pleno do Tribunal Superior do Trabalho, que, julgando a matéria afetada, com esteio no § 13 do artigo 896 da Consolidação das Leis do Trabalho, decidiu, no julgamento do Processo n E-RR-1125-36.2010.5.06.0171, em sessão realizada em 20/10/2015, no mesmo sentido ao entendimento ora sufragado. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório ARE 1156305 AGR / SP É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D21-577F-FCA5-8291 e senha 0CCE-FA4D-A851-8408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.305 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico- normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada violação da Constituição da República. Nesse sentido: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 855132 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 10/02/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-037 DIVULG 25-02- 2015 PUBLIC 26-02-2015.) "Agravo regimental no recurso extraordinário. Contribuição previdenciária. Empregador. Folha de salários. Momento da ocorrência do fato gerador. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a controvérsia sobre o momento de ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária é dotada de natureza infraconstitucional, o que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.305 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico- normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada violação da Constituição da República. Nesse sentido: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 855132 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 10/02/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-037 DIVULG 25-02- 2015 PUBLIC 26-02-2015.) "Agravo regimental no recurso extraordinário. Contribuição previdenciária. Empregador. Folha de salários. Momento da ocorrência do fato gerador. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a controvérsia sobre o momento de ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária é dotada de natureza infraconstitucional, o que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156305 AGR / SP não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. A pretensa contrariedade à Constituição, se tivesse ocorrido, seria indireta. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 406567 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 16/10/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-225 DIVULG 14-11- 2012 PUBLIC 16-11-2012.) “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão assim ementado: “RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – FATO GERADOR – INCIDÊNCIA DE MULTA E JUROS DE MORA - ALTERAÇÃO DO ART. 43 DA LEI n 8.212/91 PELA MEDIDA PROVISÓRIA n 449/08, CONVERTIDA NA LEI n 11.941/09. (violação do artigo 150, inciso III, alínea ‘a’, da Constituição Federal) O Tribunal Superior do Trabalho consolidou sua jurisprudência no sentido de que o fato gerador da contribuição previdenciária é o pagamento do crédito devido ao trabalhador e que, no caso de decisão judicial trabalhista, somente será cabível a incidência de multa e juros de mora após o dia dois do mês subsequente ao trânsito em julgado da decisão que põe fim à discussão acerca dos cálculos de liquidação, nos termos do artigo 276, caput, do Decreto n 3.048/99. Ocorre que a Medida Provisória n 449/08, convertida na Lei n 11.941/09, modificou o artigo 43 da Lei n 8.212, o qual passou a determinar, em seus §§ 2... e 3..., que as contribuições sociais apuradas em virtude de sentença judicial ou acordo homologado judicialmente são devidas a partir da data de prestação do serviço. Nesse contexto, o termo inaugural da mora do devedor passou a ser a data da efetiva prestação laboral. Por outro lado, considerando-se que a publicação da Medida Provisória n 449 ocorreu em 04/12/2008, o marco de incidência do novo dispositivo legal é 05/03/2009, em atenção aos princípios da anterioridade tributária e nonagesimal, insculpidos nos artigos 150, III, ‘a’, e 195, §6..., da Constituição Federal. Na espécie, tendo em vista que a prestação de serviço objeto da presente reclamação trabalhista ocorreu no período de jan/2006 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP não viabiliza o processamento do recurso extraordinário. A pretensa contrariedade à Constituição, se tivesse ocorrido, seria indireta. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 406567 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 16/10/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-225 DIVULG 14-11- 2012 PUBLIC 16-11-2012.) “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão assim ementado: “RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – FATO GERADOR – INCIDÊNCIA DE MULTA E JUROS DE MORA - ALTERAÇÃO DO ART. 43 DA LEI n 8.212/91 PELA MEDIDA PROVISÓRIA n 449/08, CONVERTIDA NA LEI n 11.941/09. (violação do artigo 150, inciso III, alínea ‘a’, da Constituição Federal) O Tribunal Superior do Trabalho consolidou sua jurisprudência no sentido de que o fato gerador da contribuição previdenciária é o pagamento do crédito devido ao trabalhador e que, no caso de decisão judicial trabalhista, somente será cabível a incidência de multa e juros de mora após o dia dois do mês subsequente ao trânsito em julgado da decisão que põe fim à discussão acerca dos cálculos de liquidação, nos termos do artigo 276, caput, do Decreto n 3.048/99. Ocorre que a Medida Provisória n 449/08, convertida na Lei n 11.941/09, modificou o artigo 43 da Lei n 8.212, o qual passou a determinar, em seus §§ 2... e 3..., que as contribuições sociais apuradas em virtude de sentença judicial ou acordo homologado judicialmente são devidas a partir da data de prestação do serviço. Nesse contexto, o termo inaugural da mora do devedor passou a ser a data da efetiva prestação laboral. Por outro lado, considerando-se que a publicação da Medida Provisória n 449 ocorreu em 04/12/2008, o marco de incidência do novo dispositivo legal é 05/03/2009, em atenção aos princípios da anterioridade tributária e nonagesimal, insculpidos nos artigos 150, III, ‘a’, e 195, §6..., da Constituição Federal. Na espécie, tendo em vista que a prestação de serviço objeto da presente reclamação trabalhista ocorreu no período de jan/2006 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156305 AGR / SP a abr/2011, há que se prover parcialmente o recurso para determinar que a partir de 05/03/2009 o fato gerador da obrigação previdenciária para fins de incidência de juros moratórios é a data da efetiva prestação de serviço, mantendo- se o termo inicial dos referidos encargos no dia dois do mês seguinte ao do efetivo pagamento do débito em relação às prestações laborais ocorridas até o dia 04/03/2009. A multa incide a partir do primeiro dia subsequente ao término do prazo de citação para pagamento das parcelas previdenciárias, observado o limite legal de 20% (art. 61, § 2...). Esse entendimento está em estrita consonância com a decisão proferida pelo Tribunal Pleno do Tribunal Superior do Trabalho, nos autos do processo n E-RR-1125-36.2010.5.06.0171, julgado em 20/10/2015, da relatoria do Exmo. Sr. Ministro Alexandre de Souza Agra Belmonte. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido” (págs. 1 e 2 do documento eletrônico 7). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, sustenta-se violação ao art. 195, I, a, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos - o momento da ocorrência do fato gerador de contribuições previdenciárias – com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional. Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada às normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, a inviabilizar o recurso extraordinário. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: [...] Com o mesmo entendimento, cito, ainda, dentre outras, as seguintes decisões monocráticas: ARE 1.021.549/SC e ARE 1.020.941/MG, Rel. Min. Celso de Mello; Recurso Extraordinário 714.597/DF, Rel. Min. Luiz Fux e Recurso Extraordinário 713.077/DF, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Deixo de majorar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. Publique-se. Brasília, 31 de agosto 2017. Ministro Ricardo Lewandowski Relator.” (ARE 1069582, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP a abr/2011, há que se prover parcialmente o recurso para determinar que a partir de 05/03/2009 o fato gerador da obrigação previdenciária para fins de incidência de juros moratórios é a data da efetiva prestação de serviço, mantendo- se o termo inicial dos referidos encargos no dia dois do mês seguinte ao do efetivo pagamento do débito em relação às prestações laborais ocorridas até o dia 04/03/2009. A multa incide a partir do primeiro dia subsequente ao término do prazo de citação para pagamento das parcelas previdenciárias, observado o limite legal de 20% (art. 61, § 2...). Esse entendimento está em estrita consonância com a decisão proferida pelo Tribunal Pleno do Tribunal Superior do Trabalho, nos autos do processo n E-RR-1125-36.2010.5.06.0171, julgado em 20/10/2015, da relatoria do Exmo. Sr. Ministro Alexandre de Souza Agra Belmonte. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido” (págs. 1 e 2 do documento eletrônico 7). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, sustenta-se violação ao art. 195, I, a, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos - o momento da ocorrência do fato gerador de contribuições previdenciárias – com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional. Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada às normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, a inviabilizar o recurso extraordinário. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: [...] Com o mesmo entendimento, cito, ainda, dentre outras, as seguintes decisões monocráticas: ARE 1.021.549/SC e ARE 1.020.941/MG, Rel. Min. Celso de Mello; Recurso Extraordinário 714.597/DF, Rel. Min. Luiz Fux e Recurso Extraordinário 713.077/DF, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Deixo de majorar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. Publique-se. Brasília, 31 de agosto 2017. Ministro Ricardo Lewandowski Relator.” (ARE 1069582, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156305 AGR / SP 31/08/2017, publicado em PROCESSO ELETRÔNICO DJe-200 DIVULG 04/09/2017 PUBLIC 05/09/2017.) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Supremo Tribunal Federal ARE 1156305 AGR / SP 31/08/2017, publicado em PROCESSO ELETRÔNICO DJe-200 DIVULG 04/09/2017 PUBLIC 05/09/2017.) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D422-17D7-0FFD-344F e senha B015-C405-2D57-3299 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.305 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BANCO SAFRA S A ADV.(A/S) : CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO (06930/DF, 22294/GO, 301919/SP) ADV.(A/S) : LEONARDO SANTANA CALDAS (12870/DF, 22305/GO, 164972/MG, 301924/SP) AGDO.(A/S) : DIEGO RIVERA HOHAGEN ADV.(A/S) : MARCOS EVALDO PANDOLFI (35654-A/CE, 19057-A/PB, 01520/ PE, 21000/RS, 283640/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE9B-7711-342A-15AD e senha 5816-9B2C-360F-FFA9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.305 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BANCO SAFRA S A ADV.(A/S) : CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO (06930/DF, 22294/GO, 301919/SP) ADV.(A/S) : LEONARDO SANTANA CALDAS (12870/DF, 22305/GO, 164972/MG, 301924/SP) AGDO.(A/S) : DIEGO RIVERA HOHAGEN ADV.(A/S) : MARCOS EVALDO PANDOLFI (35654-A/CE, 19057-A/PB, 01520/ PE, 21000/RS, 283640/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE9B-7711-342A-15AD e senha 5816-9B2C-360F-FFA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 156 . 305", "AGRAVO 1 . 156 . 305", "ARE 1156305 AGR / SP", "ARE 1156305 AGR / SP", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1156305 AGR / SP", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1156305 AGR / SP", "ARE 1156305 AGR", "ARE 1156305 AGR / SP", "RR -", "1125 -", "36 .", "2010 .", "5", ".", "06", ".", "0171", "ARE 1156305 AGR / SP", "-", "RR", "-", "1125", "-", "36", ".", "2010", ".", "5", ".", "06", ".", "0171", "ARE 1156305 AGR / SP", "ARE 1156305 AGR / SP", "AGRAVO 1 . 156 . 305", "ARE 855132 AgR", "ARE 855132 AgR", "ARE 1156305 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 406567 AgR", "ARE 1156305 AGR /", "Recurso Extraordinário 406567 AgR", "E", "-", "RR", "-", "1125", "-", "36", ".", "2010", ".", "5", ".", "06", ".", "0171", "ARE 1 . 021 . 549 / SC", "ARE 1 . 020 . 941 / MG", "Recurso Extraordinário 714", ".", "597", "/", "DF", "Recurso Extraordinário 713 . 077 / DF", "ARE 1069582", "processo n E -", "RR -", "1125 -", "36 .", "2010 .", "5", ".", "06", ".", "0171", "ARE 1 . 021 . 549 / SC", "ARE 1 . 020 . 941 / MG", "Recurso Extraordinário 714 . 597 / DF", "Recurso Extraordinário 713 . 077 / DF", "ARE 1069582", "ARE 1156305 AGR", "ARE 1156305" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ARTS . 150 , IV , E 195 , I , “ A ” , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 150 , IV , e 195 , I , “ a ” , da Lei Maior", "ARTIGO 43 DA LEI n 8 . 212 / 91", "MEDIDA PROVISÓRIA n 449 / 2008", "LEI n 11 . 941 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 150 , IV , e 195 , I , “ a ” , da Lei Maior", "ARTIGO 43 DA LEI n 8 . 212 / 91", "MEDIDA PROVISÓRIA n 449 / 2008", "LEI n 11 . 941 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 43 da Lei n 8 . 212 / 91", "Medida Provisória n 449 / 2008", "Lei n 11 . 941 / 2009", "artigo 146 , inciso III , da Constituição Federal", "artigo 195 da Constituição Federal", "Lei Maior", "Texto Constitucional", "§ 2 . . . do artigo 43 da Lei n 8 . 212 / 1991", "Lei n 11 . 941 / 2009", "artigos 113 , § 1 . . . , e 114 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 43 da Lei n 8 . 212", "Medida Provisória n 449 / 2008", "Lei n 11 . 941 / 2009", "artigo 146 , inciso III , da Constituição Federal", "artigo 195 da Constituição Federal", "Lei Maior", "Texto Constitucional", "§ 2 . . . do artigo 43 da Lei n 8 . 212 / 1991", "Lei n 11 . 941 / 2009", "artigos 113 , § 1 . . . , e 114 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 43 d Lei n 8 . 212 / 91", "Lei n 11 . 941 / 2009", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "artigo 2 . . . da Constituição Federal", "artigo 60 , § 4 . . . , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 43 d Lei n 8 . 212 / 91", "Lei n 11 . 941 / 2009", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "artigo 2 . . . da Constituição", "artigo 60 , § 4 . . . , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , caput , da Constituição Federal", "artigo 150 , inciso II , também do Texto Constitucional", "artigo 195 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 449 / 2008", "artigo 43 da Lei n 8 . 212 / 91", "Lei n 11 . 941 / 2009", "Medida Provisória n 449 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , caput , da Constituição Federal", "artigo 150 , inciso II , também do Texto Constitucional", "artigo 195 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 449 / 2008", "artigo 43 da Lei n 8 . 212 / 91", "Lei n 11 . 941 / 2009", "Medida Provisória n 449 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 276 , caput , do Decreto n 3 . 048 / 99", "artigos 61 , § 1 . . . e § 2 . . . , da Lei n 9 . 430 / 96", "43 , § 3 . . . , da Lei n 8 . 212", "§ 13 do artigo 896 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 276 , caput , do Decreto n 3 . 048 / 99", "artigos 61 , § 1 . . . e § 2 . . . , da Lei n 9 . 430 / 96", "43 , § 3 . . . , da Lei n 8 . 212 / 91", "§ 13 do artigo 896 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ART . 43 DA LEI n 8 . 212 / 91", "MEDIDA PROVISÓRIA n 449 / 08", "LEI n 11 . 941 / 09", "artigo 150 , inciso III , alínea ‘ a ’ , da Constituição Federal", "artigo 276 , caput , do Decreto n 3 . 048 / 99", "Medida Provisória n 449 / 08", "Lei n 11 . 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"Supremo Tribunal Federal", "Pleno do Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno do Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno do Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno do Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SAFRA S A", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SAFRA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO", "LEONARDO SANTANA CALDAS", "DIEGO RIVERA HOHAGEN", "MARCOS EVALDO PANDOLFI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO", "LEONARDO SANTANA CALDAS", "DIEGO RIVERA HOHAGEN", "MARCOS EVALDO PANDOLFI", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO", "LEONARDO SANTANA CALDAS", "DIEGO RIVERA HOHAGEN", "MARCOS EVALDO PANDOLFI", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "Alexandre de Souza Agra Belmonte", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Alexandre de Souza Agra", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSA WEBER", "CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO", 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Ementa e Acórdão 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.332 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA ADV.(A/S) :GEORGE DE LUCCA TRAVERSO AGDO.(A/S) :RENATO GOLIN DA CUNHA ADV.(A/S) :ANA CRISTINA COSTAMILAN ADV.(A/S) :MARLISE NUNES BAULER EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Previdência Privada. Complementação de aposentadoria. Revisão de reajustes. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Cláusulas do regulamento de benefícios da entidade. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame do conjunto fático- probatório da causa e das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade. Incidência das Súmulas nºs 636, 279 e 454/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31AD-3462-17B8-5B36 e senha DB8D-0888-E1EF-3ADF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1137332 AGR / RS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 12 a 19/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31AD-3462-17B8-5B36 e senha DB8D-0888-E1EF-3ADF Supremo Tribunal Federal ARE 1137332 AGR / RS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 12 a 19/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31AD-3462-17B8-5B36 e senha DB8D-0888-E1EF-3ADF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.332 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA ADV.(A/S) :GEORGE DE LUCCA TRAVERSO AGDO.(A/S) :RENATO GOLIN DA CUNHA ADV.(A/S) :ANA CRISTINA COSTAMILAN ADV.(A/S) :MARLISE NUNES BAULER RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência da Súmula 282/STF. Sustenta a parte agravante que não haveria necessidade de análise da legislação infraconstitucional e que os dispositivos constitucionais alegados como violados estariam prequestionados. No mais, repisa os argumentos de mérito deduzidos no recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5B7-CD53-2ADF-FA23 e senha BBFB-90A4-CC43-9CC3 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.332 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA ADV.(A/S) :GEORGE DE LUCCA TRAVERSO AGDO.(A/S) :RENATO GOLIN DA CUNHA ADV.(A/S) :ANA CRISTINA COSTAMILAN ADV.(A/S) :MARLISE NUNES BAULER RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência da Súmula 282/STF. Sustenta a parte agravante que não haveria necessidade de análise da legislação infraconstitucional e que os dispositivos constitucionais alegados como violados estariam prequestionados. No mais, repisa os argumentos de mérito deduzidos no recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5B7-CD53-2ADF-FA23 e senha BBFB-90A4-CC43-9CC3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.332 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido, a seguinte fundamentação: “Tenho que no caso telado, não há como reformar a sentença. Em que pese possua entendimento no sentido de que o regulamento aplicável nestas hipóteses de previdência privada é o vigente no momento da aposentadoria e não o da época da adesão ao plano, no caso concreto a perícia realizada apontou corretamente existir diferenças a serem creditadas ao autor, sendo que o regulamento aplicável está correto, mas a forma de reajustes não.” (Grifei) Destarte, verifica-se do excerto transcrito, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas do regulamento da entidade, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279, 636 e 454/STF. Nesse sentido: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. REAJUSTES SALARIAIS. REVISÃO DE BENEFÍCIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. SÚMULAS Nº 282 E Nº 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6080-3EE2-CB7D-C6E9 e senha CA78-FFA4-E35D-F3E9 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.332 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido, a seguinte fundamentação: “Tenho que no caso telado, não há como reformar a sentença. Em que pese possua entendimento no sentido de que o regulamento aplicável nestas hipóteses de previdência privada é o vigente no momento da aposentadoria e não o da época da adesão ao plano, no caso concreto a perícia realizada apontou corretamente existir diferenças a serem creditadas ao autor, sendo que o regulamento aplicável está correto, mas a forma de reajustes não.” (Grifei) Destarte, verifica-se do excerto transcrito, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas do regulamento da entidade, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279, 636 e 454/STF. Nesse sentido: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. REAJUSTES SALARIAIS. REVISÃO DE BENEFÍCIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. SÚMULAS Nº 282 E Nº 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6080-3EE2-CB7D-C6E9 e senha CA78-FFA4-E35D-F3E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1137332 AGR / RS matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias. Ressalto que os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento inovaram ao suscitar a suposta ofensa à Constituição Federal. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas nº 282 e nº 356/STF. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE nº 1.001.357/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/4/17). “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. REVISÃO DE BENEFÍCIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. 1. Para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 841.666/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 2/6/15). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDÊNCIA PRIVADA COMPLEMENTAR. VALIA. REGULAMENTO INTERNO QUE VINCULA OS REAJUSTES DE SEUS BENEFÍCIOS AOS CRITÉRIOS APLICÁVEIS À PREVIDÊNCIA SOCIAL. ART. 58, ADCT. NECESSIDADE DE EXAME DE CLAÚSULAS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6080-3EE2-CB7D-C6E9 e senha CA78-FFA4-E35D-F3E9 Supremo Tribunal Federal ARE 1137332 AGR / RS matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias. Ressalto que os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento inovaram ao suscitar a suposta ofensa à Constituição Federal. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas nº 282 e nº 356/STF. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE nº 1.001.357/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/4/17). “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. REVISÃO DE BENEFÍCIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. 1. Para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 841.666/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 2/6/15). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDÊNCIA PRIVADA COMPLEMENTAR. VALIA. REGULAMENTO INTERNO QUE VINCULA OS REAJUSTES DE SEUS BENEFÍCIOS AOS CRITÉRIOS APLICÁVEIS À PREVIDÊNCIA SOCIAL. ART. 58, ADCT. NECESSIDADE DE EXAME DE CLAÚSULAS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6080-3EE2-CB7D-C6E9 e senha CA78-FFA4-E35D-F3E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1137332 AGR / RS REGULAMENTARES. ÓBICE DO ENUNCIADO 454 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento (RE nº 220.086/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1º/10/10). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6080-3EE2-CB7D-C6E9 e senha CA78-FFA4-E35D-F3E9 Supremo Tribunal Federal ARE 1137332 AGR / RS REGULAMENTARES. ÓBICE DO ENUNCIADO 454 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento (RE nº 220.086/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1º/10/10). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6080-3EE2-CB7D-C6E9 e senha CA78-FFA4-E35D-F3E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.332 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA (13418/DF) ADV.(A/S) : GEORGE DE LUCCA TRAVERSO (71076/PR, 16578/RS, 39418/SC) AGDO.(A/S) : RENATO GOLIN DA CUNHA ADV.(A/S) : ANA CRISTINA COSTAMILAN (30.229/RS) ADV.(A/S) : MARLISE NUNES BAULER (53316/RS) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73E6-6A65-7B52-5882 e senha 69FD-8DBD-F2EA-98D4 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.332 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA (13418/DF) ADV.(A/S) : GEORGE DE LUCCA TRAVERSO (71076/PR, 16578/RS, 39418/SC) AGDO.(A/S) : RENATO GOLIN DA CUNHA ADV.(A/S) : ANA CRISTINA COSTAMILAN (30.229/RS) ADV.(A/S) : MARLISE NUNES BAULER (53316/RS) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73E6-6A65-7B52-5882 e senha 69FD-8DBD-F2EA-98D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748685867
2018-10-22T00:00:00
2018-11-20T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Previdência Privada. Complementação de aposentadoria. Revisão de reajustes. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Cláusulas do regulamento de benefícios da entidade. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame do conjunto fático-probatório da causa e das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade. Incidência das Súmulas nºs 636, 279 e 454/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur394758
- Acórdão(s) citado(s): (PREVIDÊNCIA PRIVADA) RE 220086 (2ªT), ARE 841666 AgR (1ªT), ARE 1001357 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 12/12/2018, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1137332
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1137332 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA ADV.(A/S) : GEORGE DE LUCCA TRAVERSO AGDO.(A/S) : RENATO GOLIN DA CUNHA ADV.(A/S) : ANA CRISTINA COSTAMILAN ADV.(A/S) : MARLISE NUNES BAULER
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.332 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA ADV.(A/S) :GEORGE DE LUCCA TRAVERSO AGDO.(A/S) :RENATO GOLIN DA CUNHA ADV.(A/S) :ANA CRISTINA COSTAMILAN ADV.(A/S) :MARLISE NUNES BAULER EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Previdência Privada. Complementação de aposentadoria. Revisão de reajustes. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Cláusulas do regulamento de benefícios da entidade. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame do conjunto fático- probatório da causa e das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade. Incidência das Súmulas ns 636, 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31AD-3462-17B8-5B36 e senha DB8D-0888-E1EF-3ADF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1137332 AGR / RS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 12 a 19/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31AD-3462-17B8-5B36 e senha DB8D-0888-E1EF-3ADF Supremo Tribunal Federal ARE 1137332 AGR / RS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 12 a 19/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31AD-3462-17B8-5B36 e senha DB8D-0888-E1EF-3ADF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.332 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA ADV.(A/S) :GEORGE DE LUCCA TRAVERSO AGDO.(A/S) :RENATO GOLIN DA CUNHA ADV.(A/S) :ANA CRISTINA COSTAMILAN ADV.(A/S) :MARLISE NUNES BAULER RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante que não haveria necessidade de análise da legislação infraconstitucional e que os dispositivos constitucionais alegados como violados estariam prequestionados. No mais, repisa os argumentos de mérito deduzidos no recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5B7-CD53-2ADF-FA23 e senha BBFB-90A4-CC43-9CC3 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.332 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA ADV.(A/S) :GEORGE DE LUCCA TRAVERSO AGDO.(A/S) :RENATO GOLIN DA CUNHA ADV.(A/S) :ANA CRISTINA COSTAMILAN ADV.(A/S) :MARLISE NUNES BAULER RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante que não haveria necessidade de análise da legislação infraconstitucional e que os dispositivos constitucionais alegados como violados estariam prequestionados. No mais, repisa os argumentos de mérito deduzidos no recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5B7-CD53-2ADF-FA23 e senha BBFB-90A4-CC43-9CC3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.332 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido, a seguinte fundamentação: “Tenho que no caso telado, não há como reformar a sentença. Em que pese possua entendimento no sentido de que o regulamento aplicável nestas hipóteses de previdência privada é o vigente no momento da aposentadoria e não o da época da adesão ao plano, no caso concreto a perícia realizada apontou corretamente existir diferenças a serem creditadas ao autor, sendo que o regulamento aplicável está correto, mas a forma de reajustes não.” (Grifei) Destarte, verifica-se do excerto transcrito, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas do regulamento da entidade, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279, 636 e 454/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. REAJUSTES SALARIAIS. REVISÃO DE BENEFÍCIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. SÚMULAS n 282 E n 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6080-3EE2-CB7D-C6E9 e senha CA78-FFA4-E35D-F3E9 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.332 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido, a seguinte fundamentação: “Tenho que no caso telado, não há como reformar a sentença. Em que pese possua entendimento no sentido de que o regulamento aplicável nestas hipóteses de previdência privada é o vigente no momento da aposentadoria e não o da época da adesão ao plano, no caso concreto a perícia realizada apontou corretamente existir diferenças a serem creditadas ao autor, sendo que o regulamento aplicável está correto, mas a forma de reajustes não.” (Grifei) Destarte, verifica-se do excerto transcrito, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas do regulamento da entidade, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279, 636 e 454/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. REAJUSTES SALARIAIS. REVISÃO DE BENEFÍCIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. SÚMULAS n 282 E n 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6080-3EE2-CB7D-C6E9 e senha CA78-FFA4-E35D-F3E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1137332 AGR / RS matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias. Ressalto que os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento inovaram ao suscitar a suposta ofensa à Constituição Federal. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas n 282 e n 356/Supremo Tribunal Federal. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE n 1.001.357/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/4/17). “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. REVISÃO DE BENEFÍCIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. 1. Para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 841.666/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 2/6/15). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDÊNCIA PRIVADA COMPLEMENTAR. VALIA. REGULAMENTO INTERNO QUE VINCULA OS REAJUSTES DE SEUS BENEFÍCIOS AOS CRITÉRIOS APLICÁVEIS À PREVIDÊNCIA SOCIAL. ART. 58, ADCT. NECESSIDADE DE EXAME DE CLAÚSULAS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6080-3EE2-CB7D-C6E9 e senha CA78-FFA4-E35D-F3E9 Supremo Tribunal Federal ARE 1137332 AGR / RS matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias. Ressalto que os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento inovaram ao suscitar a suposta ofensa à Constituição Federal. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas n 282 e n 356/Supremo Tribunal Federal. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE n 1.001.357/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/4/17). “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. REVISÃO DE BENEFÍCIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. 1. Para dissentir do entendimento proferido pelo Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 841.666/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 2/6/15). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDÊNCIA PRIVADA COMPLEMENTAR. VALIA. REGULAMENTO INTERNO QUE VINCULA OS REAJUSTES DE SEUS BENEFÍCIOS AOS CRITÉRIOS APLICÁVEIS À PREVIDÊNCIA SOCIAL. ART. 58, ADCT. NECESSIDADE DE EXAME DE CLAÚSULAS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6080-3EE2-CB7D-C6E9 e senha CA78-FFA4-E35D-F3E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1137332 AGR / RS REGULAMENTARES. ÓBICE DO ENUNCIADO 454 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento (Recurso Extraordinário n 220.086/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1.../10/10). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6080-3EE2-CB7D-C6E9 e senha CA78-FFA4-E35D-F3E9 Supremo Tribunal Federal ARE 1137332 AGR / RS REGULAMENTARES. ÓBICE DO ENUNCIADO 454 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento (Recurso Extraordinário n 220.086/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1.../10/10). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6080-3EE2-CB7D-C6E9 e senha CA78-FFA4-E35D-F3E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.332 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA (13418/DF) ADV.(A/S) : GEORGE DE LUCCA TRAVERSO (71076/PR, 16578/RS, 39418/SC) AGDO.(A/S) : RENATO GOLIN DA CUNHA ADV.(A/S) : ANA CRISTINA COSTAMILAN (30.229/RS) ADV.(A/S) : MARLISE NUNES BAULER (53316/RS) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73E6-6A65-7B52-5882 e senha 69FD-8DBD-F2EA-98D4 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.332 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA (13418/DF) ADV.(A/S) : GEORGE DE LUCCA TRAVERSO (71076/PR, 16578/RS, 39418/SC) AGDO.(A/S) : RENATO GOLIN DA CUNHA ADV.(A/S) : ANA CRISTINA COSTAMILAN (30.229/RS) ADV.(A/S) : MARLISE NUNES BAULER (53316/RS) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73E6-6A65-7B52-5882 e senha 69FD-8DBD-F2EA-98D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 137 . 332", "Súmulas ns 636 , 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1137332 AGR / RS", "ARE 1137332 AGR /", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 137 . 332", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 636 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS n 282", "Súmulas 279 , 636 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS n 282", "ARE 1137332 AGR / RS", "Súmulas n 282", "ARE n 1 . 001 . 357 / RS - AgR", "SÚMULAS 279 E 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 841 . 666 / DF - AgR", "ARE 1137332 AGR / RS", "Súmulas n 282 e n 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 001 . 357 / RS - AgR", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279", "ARE n 841 . 666 / DF", "Recurso Extraordinário n 220 . 086 / RJ - AgR", "ARE 1137332 AGR", "Recurso Extraordinário n 220 . 086 / RJ - AgR", "AGRAVO 1 . 137 . 332" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 .", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "CONSTITUIÇÃO", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição da República", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição da República", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "AG", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "PLENÁRIO", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "Presidência", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA", "GEORGE DE LUCCA TRAVERSO", "RENATO GOLIN DA CUNHA", "ANA CRISTINA COSTAMILAN", "MARLISE NUNES BAULER", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA", "GEORGE DE LUCCA TRAVERSO", "RENATO GOLIN DA CUNHA", "ANA CRISTINA COSTAMILAN", "MARLISE NUNES BAULER", "DIAS TOFFOLI", "MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA", "GEORGE DE LUCCA TRAVERSO", "RENATO GOLIN DA CUNHA", "ANA CRISTINA COSTAMILAN", "MARLISE NUNES BAULER", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA", "GEORGE DE LUCCA TRAVERSO", "RENATO GOLIN DA CUNHA", "ANA CRISTINA COSTAMILAN", "MARLISE NUNES BAULER", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA", "GEORGE DE LUCCA TRAVERSO", "RENATO GOLIN DA CUNHA", "ANA CRISTINA COSTAMILAN", "MARLISE NUNES BAULER", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "19", "/", "10", "/", "2018", "22 de outubro de", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "19", "/", "10", "/", "2018", "22 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "4", "/", "4", "/", "17", "2", "/", "6", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "4", "/", "17", "2", "/", "6", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "10", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "10", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "12", ".", "10", ".", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "10", ".", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO GRELLERT ADV.(A/S) :PAULO HENRIQUE BEREHULKA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DA CONTROVÉRSIA JÁ DECIDA PELO STF. PODER DE INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. POSSIBILIDADE DESDE QUE RESPEITADOS DIREITOS E GARANTIAS DA PESSOA INVESTIGADA (TEMA 184). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A controvérsia a respeito da legitimidade constitucional do poder de investigação do Ministério Público está pacificada no âmbito desta Corte. Em 14/5/2015, o Plenário, ao concluir o julgamento do RE 593.727/MG, fixou a seguinte tese: “o Ministério Público dispõe de competência para promover, por autoridade própria, e por prazo razoável, investigações de natureza penal, desde que respeitados os direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado ou a qualquer pessoa sob investigação do Estado, observadas, sempre, por seus agentes, as hipóteses de reserva constitucional de jurisdição e, também, as prerrogativas profissionais de que se acham investidos, em nosso País, os Advogados (Lei 8.906/94, artigo 7º, notadamente os incisos I, II, III, XI, XIII, XIV e XIX), sem prejuízo da possibilidade sempre presente no Estado democrático de Direito do permanente controle jurisdicional dos atos, necessariamente documentados (Súmula Vinculante 14), praticados pelos membros dessa instituição”. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651951. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1005861 AGR / PR Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651951. Supremo Tribunal Federal ARE 1005861 AGR / PR Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651951. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO GRELLERT ADV.(A/S) :PAULO HENRIQUE BEREHULKA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão proferida pelo meu antecessor, MIN. TEORI ZAVASCKI, que negou provimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Sustenta o recorrente, em suma: (a) extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva; e (b) que o recurso extraordinário “não questiona a legitimidade do poder de investigação do Ministério Público como o exímio relator expôs, mas sim, debate a legalidade do Ministério Público PRESIDIR o inquérito, cumulando funções de presidência e investigação do inquérito”. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651952. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO GRELLERT ADV.(A/S) :PAULO HENRIQUE BEREHULKA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão proferida pelo meu antecessor, MIN. TEORI ZAVASCKI, que negou provimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Sustenta o recorrente, em suma: (a) extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva; e (b) que o recurso extraordinário “não questiona a legitimidade do poder de investigação do Ministério Público como o exímio relator expôs, mas sim, debate a legalidade do Ministério Público PRESIDIR o inquérito, cumulando funções de presidência e investigação do inquérito”. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651952. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. A controvérsia a respeito da legitimidade constitucional do poder de investigação do Ministério Público está pacificada no âmbito desta Corte. Em 14/5/2015, o Plenário, ao concluir o julgamento do RE 593.727/MG, com repercussão geral reconhecida, acolheu proposta formulada pelo Ministro Celso de Mello, que se transformou na seguinte tese: “o Ministério Público dispõe de competência para promover, por autoridade própria, e por prazo razoável, investigações de natureza penal, desde que respeitados os direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado ou a qualquer pessoa sob investigação do Estado, observadas, sempre, por seus agentes, as hipóteses de reserva constitucional de jurisdição e, também, as prerrogativas profissionais de que se acham investidos, em nosso País, os Advogados (Lei 8.906/94, artigo 7º, notadamente os incisos I, II, III, XI, XIII, XIV e XIX), sem prejuízo da possibilidade sempre presente no Estado democrático de Direito do permanente controle jurisdicional dos atos, necessariamente documentados (Súmula Vinculante 14), praticados pelos membros dessa instituição”. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651953. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. A controvérsia a respeito da legitimidade constitucional do poder de investigação do Ministério Público está pacificada no âmbito desta Corte. Em 14/5/2015, o Plenário, ao concluir o julgamento do RE 593.727/MG, com repercussão geral reconhecida, acolheu proposta formulada pelo Ministro Celso de Mello, que se transformou na seguinte tese: “o Ministério Público dispõe de competência para promover, por autoridade própria, e por prazo razoável, investigações de natureza penal, desde que respeitados os direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado ou a qualquer pessoa sob investigação do Estado, observadas, sempre, por seus agentes, as hipóteses de reserva constitucional de jurisdição e, também, as prerrogativas profissionais de que se acham investidos, em nosso País, os Advogados (Lei 8.906/94, artigo 7º, notadamente os incisos I, II, III, XI, XIII, XIV e XIX), sem prejuízo da possibilidade sempre presente no Estado democrático de Direito do permanente controle jurisdicional dos atos, necessariamente documentados (Súmula Vinculante 14), praticados pelos membros dessa instituição”. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1005861 AGR / PR Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Com relação ao pedido de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, muito embora esta possa ser declarada de ofício, entendo que a matéria deva ser analisada pelo Juízo da execução (art. 66 , inciso II da Lei 7.210/84), que possui todos os elementos seguros para a apreciação do pedido. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651953. Supremo Tribunal Federal ARE 1005861 AGR / PR Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Com relação ao pedido de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, muito embora esta possa ser declarada de ofício, entendo que a matéria deva ser analisada pelo Juízo da execução (art. 66 , inciso II da Lei 7.210/84), que possui todos os elementos seguros para a apreciação do pedido. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO GRELLERT ADV.(A/S) :PAULO HENRIQUE BEREHULKA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Conforme fiz ver ao votar no recurso extraordinário nº 593.727, Tema nº 184 do repertório de repercussão geral, o Ministério Público não possui legitimidade para, por meios próprios, realizar investigações criminais. A leitura das normas que tratam das respectivas funções e atribuições – artigos 127 a 129 da Constituição Federal – não permite concluir-se estar autorizada a referida investigação. Descabe observar a teoria dos poderes implícitos, pois a medida pressupõe vácuo normativo. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15099121. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO GRELLERT ADV.(A/S) :PAULO HENRIQUE BEREHULKA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Conforme fiz ver ao votar no recurso extraordinário nº 593.727, Tema nº 184 do repertório de repercussão geral, o Ministério Público não possui legitimidade para, por meios próprios, realizar investigações criminais. A leitura das normas que tratam das respectivas funções e atribuições – artigos 127 a 129 da Constituição Federal – não permite concluir-se estar autorizada a referida investigação. Descabe observar a teoria dos poderes implícitos, pois a medida pressupõe vácuo normativo. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15099121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) : ANTONIO AUGUSTO GRELLERT (19188-A/PB, 38282/PR, 38164- A/SC, 304731/SP) ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE BEREHULKA (35664/PR, 37333/SC, 304735/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735517 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) : ANTONIO AUGUSTO GRELLERT (19188-A/PB, 38282/PR, 38164- A/SC, 304731/SP) ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE BEREHULKA (35664/PR, 37333/SC, 304735/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735517 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747753379
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DA CONTROVÉRSIA JÁ DECIDA PELO STF. PODER DE INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. POSSIBILIDADE DESDE QUE RESPEITADOS DIREITOS E GARANTIAS DA PESSOA INVESTIGADA (TEMA 184). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A controvérsia a respeito da legitimidade constitucional do poder de investigação do Ministério Público está pacificada no âmbito desta Corte. Em 14/5/2015, o Plenário, ao concluir o julgamento do RE 593.727/MG, fixou a seguinte tese: “o Ministério Público dispõe de competência para promover, por autoridade própria, e por prazo razoável, investigações de natureza penal, desde que respeitados os direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado ou a qualquer pessoa sob investigação do Estado, observadas, sempre, por seus agentes, as hipóteses de reserva constitucional de jurisdição e, também, as prerrogativas profissionais de que se acham investidos, em nosso País, os Advogados (Lei 8.906/94, artigo 7º, notadamente os incisos I, II, III, XI, XIII, XIV e XIX), sem prejuízo da possibilidade sempre presente no Estado democrático de Direito do permanente controle jurisdicional dos atos, necessariamente documentados (Súmula Vinculante 14), praticados pelos membros dessa instituição”. 2. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur387699
- Acórdão(s) citado(s): (PODER DE INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO) RE 593727 (TP). Número de páginas: 7. Análise: 11/08/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1005861
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00127 ART-00128 ART-00129\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\n ART-00066 INC-00002\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1005861 AgR
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AGTE.(S) : APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) : ANTONIO AUGUSTO GRELLERT ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE BEREHULKA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
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Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO GRELLERT ADV.(A/S) :PAULO HENRIQUE BEREHULKA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DA CONTROVÉRSIA JÁ DECIDA PELO Supremo Tribunal Federal. PODER DE INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. POSSIBILIDADE DESDE QUE RESPEITADOS DIREITOS E GARANTIAS DA PESSOA INVESTIGADA (TEMA 184). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A controvérsia a respeito da legitimidade constitucional do poder de investigação do Ministério Público está pacificada no âmbito desta Corte. Em 14/5/2015, o Plenário, ao concluir o julgamento do Recurso Extraordinário 593.727/MG, fixou a seguinte tese: “o Ministério Público dispõe de competência para promover, por autoridade própria, e por prazo razoável, investigações de natureza penal, desde que respeitados os direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado ou a qualquer pessoa sob investigação do Estado, observadas, sempre, por seus agentes, as hipóteses de reserva constitucional de jurisdição e, também, as prerrogativas profissionais de que se acham investidos, em nosso País, os Advogados (Lei 8.906/94, artigo 7..., notadamente os incisos I, II, III, XI, XIII, XIV e XIX), sem prejuízo da possibilidade sempre presente no Estado democrático de Direito do permanente controle jurisdicional dos atos, necessariamente documentados (Súmula Vinculante 14), praticados pelos membros dessa instituição”. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651951. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1005861 AGR / PR Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651951. Supremo Tribunal Federal ARE 1005861 AGR / PR Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651951. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO GRELLERT ADV.(A/S) :PAULO HENRIQUE BEREHULKA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão proferida pelo meu antecessor, MIN. TEORI ZAVASCKI, que negou provimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Sustenta o recorrente, em suma: (a) extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva; e (b) que o recurso extraordinário “não questiona a legitimidade do poder de investigação do Ministério Público como o exímio relator expôs, mas sim, debate a legalidade do Ministério Público PRESIDIR o inquérito, cumulando funções de presidência e investigação do inquérito”. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651952. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO GRELLERT ADV.(A/S) :PAULO HENRIQUE BEREHULKA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão proferida pelo meu antecessor, MIN. TEORI ZAVASCKI, que negou provimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Sustenta o recorrente, em suma: (a) extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva; e (b) que o recurso extraordinário “não questiona a legitimidade do poder de investigação do Ministério Público como o exímio relator expôs, mas sim, debate a legalidade do Ministério Público PRESIDIR o inquérito, cumulando funções de presidência e investigação do inquérito”. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651952. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. A controvérsia a respeito da legitimidade constitucional do poder de investigação do Ministério Público está pacificada no âmbito desta Corte. Em 14/5/2015, o Plenário, ao concluir o julgamento do Recurso Extraordinário 593.727/MG, com repercussão geral reconhecida, acolheu proposta formulada pelo Ministro Celso de Mello, que se transformou na seguinte tese: “o Ministério Público dispõe de competência para promover, por autoridade própria, e por prazo razoável, investigações de natureza penal, desde que respeitados os direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado ou a qualquer pessoa sob investigação do Estado, observadas, sempre, por seus agentes, as hipóteses de reserva constitucional de jurisdição e, também, as prerrogativas profissionais de que se acham investidos, em nosso País, os Advogados (Lei 8.906/94, artigo 7..., notadamente os incisos I, II, III, XI, XIII, XIV e XIX), sem prejuízo da possibilidade sempre presente no Estado democrático de Direito do permanente controle jurisdicional dos atos, necessariamente documentados (Súmula Vinculante 14), praticados pelos membros dessa instituição”. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651953. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. A controvérsia a respeito da legitimidade constitucional do poder de investigação do Ministério Público está pacificada no âmbito desta Corte. Em 14/5/2015, o Plenário, ao concluir o julgamento do Recurso Extraordinário 593.727/MG, com repercussão geral reconhecida, acolheu proposta formulada pelo Ministro Celso de Mello, que se transformou na seguinte tese: “o Ministério Público dispõe de competência para promover, por autoridade própria, e por prazo razoável, investigações de natureza penal, desde que respeitados os direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado ou a qualquer pessoa sob investigação do Estado, observadas, sempre, por seus agentes, as hipóteses de reserva constitucional de jurisdição e, também, as prerrogativas profissionais de que se acham investidos, em nosso País, os Advogados (Lei 8.906/94, artigo 7..., notadamente os incisos I, II, III, XI, XIII, XIV e XIX), sem prejuízo da possibilidade sempre presente no Estado democrático de Direito do permanente controle jurisdicional dos atos, necessariamente documentados (Súmula Vinculante 14), praticados pelos membros dessa instituição”. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1005861 AGR / PR Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Com relação ao pedido de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, muito embora esta possa ser declarada de ofício, entendo que a matéria deva ser analisada pelo Juízo da execução (art. 66 , inciso II da Lei 7.210/84), que possui todos os elementos seguros para a apreciação do pedido. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651953. Supremo Tribunal Federal ARE 1005861 AGR / PR Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Com relação ao pedido de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, muito embora esta possa ser declarada de ofício, entendo que a matéria deva ser analisada pelo Juízo da execução (art. 66 , inciso II da Lei 7.210/84), que possui todos os elementos seguros para a apreciação do pedido. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO GRELLERT ADV.(A/S) :PAULO HENRIQUE BEREHULKA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Conforme fiz ver ao votar no recurso extraordinário n 593.727, Tema n 184 do repertório de repercussão geral, o Ministério Público não possui legitimidade para, por meios próprios, realizar investigações criminais. A leitura das normas que tratam das respectivas funções e atribuições – artigos 127 a 129 da Constituição Federal – não permite concluir-se estar autorizada a referida investigação. Descabe observar a teoria dos poderes implícitos, pois a medida pressupõe vácuo normativo. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15099121. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO GRELLERT ADV.(A/S) :PAULO HENRIQUE BEREHULKA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Conforme fiz ver ao votar no recurso extraordinário n 593.727, Tema n 184 do repertório de repercussão geral, o Ministério Público não possui legitimidade para, por meios próprios, realizar investigações criminais. A leitura das normas que tratam das respectivas funções e atribuições – artigos 127 a 129 da Constituição Federal – não permite concluir-se estar autorizada a referida investigação. Descabe observar a teoria dos poderes implícitos, pois a medida pressupõe vácuo normativo. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15099121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) : ANTONIO AUGUSTO GRELLERT (19188-A/PB, 38282/PR, 38164- A/SC, 304731/SP) ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE BEREHULKA (35664/PR, 37333/SC, 304735/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735517 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.861 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : APARECIDO CUSTODIO DA SILVA ADV.(A/S) : ANTONIO AUGUSTO GRELLERT (19188-A/PB, 38282/PR, 38164- A/SC, 304731/SP) ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE BEREHULKA (35664/PR, 37333/SC, 304735/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735517 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 005 . 861", "Recurso Extraordinário 593 . 727 / MG", "RECURSO", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 593 . 727 / MG", "Súmula Vinculante 14", "Recurso Extraordinário 593 . 727 / MG", "Súmula Vinculante 14", "ARE 1005861 AGR / PR", "ARE 1005861 AGR / PR", "recurso extraordinário n 593 . 727", "recurso extraordinário n 593 . 727" ], "LEGISLACAO": [ "Lei 8 . 906 / 94 , artigo 7 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Lei 8 . 906 / 94 , artigo 7 . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Lei 8 . 906 / 94 , artigo 7 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 66 , inciso II da Lei 7 . 210 / 84", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 66 , 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MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "APARECIDO CUSTODIO DA SILVA", "ANTONIO AUGUSTO GRELLERT", "PAULO HENRIQUE BEREHULKA", "ALEXANDRE DE MORAES", "TEORI ZAVASCKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "APARECIDO CUSTODIO DA SILVA", "ANTONIO AUGUSTO GRELLERT", "PAULO HENRIQUE BEREHULKA", "ALEXANDRE DE MORAES", "TEORI ZAVASCKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Celso de Mello", "ALEXANDRE DE MORAES", "Celso de Mello", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "APARECIDO CUSTODIO DA SILVA", "ANTONIO AUGUSTO GRELLERT", "PAULO HENRIQUE BEREHULKA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "APARECIDO CUSTODIO DA SILVA", "ANTONIO AUGUSTO GRELLERT", "PAULO HENRIQUE BEREHULKA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "APARECIDO CUSTODIO DA SILVA", "ANTONIO AUGUSTO GRELLERT", "PAULO HENRIQUE BEREHULKA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís 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"6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.100.497 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCELO ALVES FEITOSA ADV.(A/S) :VINICIUS VILELA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE PRESIDENTE EPITACIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE EPITÁCIO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ALEGADO DECESSO REMUNERATÓRIO: SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, condenar a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907189. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1100497 AGR / SP Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907189. Supremo Tribunal Federal ARE 1100497 AGR / SP Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.100.497 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCELO ALVES FEITOSA ADV.(A/S) :VINICIUS VILELA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE PRESIDENTE EPITACIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE EPITÁCIO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 19.1.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo agravante por ausência de ofensa constitucional direta e por incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal (doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2018, o agravante interpôs, em 15.2.2018, agravo regimental (doc. 7). 3. O agravante alega que, “contrariamente ao exposto na decisão vergastada, não há que se falar em pretensão em reexame de provas, tampouco em ofensa indireta a Constituição Federal no presente caso, mas o acórdão proferido pelo Colégio Recursal contraria diretamente a Carta da República” (fl. 4, doc. 7). Sustenta que “o acórdão hostilizado negou vigência aos artigos 1º, 5º, inciso II e XXXVI, artigo 37, inciso XV, artigo 60, §4º, inciso IV, da Constituição Federal. Ora, houve ofensa direta notadamente ao artigo 37, inciso XV, da Constituição que assegura a irredutibilidade de vencimentos” (fl. 5, doc. 7). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso (doc. 7). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907190. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.100.497 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCELO ALVES FEITOSA ADV.(A/S) :VINICIUS VILELA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE PRESIDENTE EPITACIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE EPITÁCIO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 19.1.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo agravante por ausência de ofensa constitucional direta e por incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal (doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2018, o agravante interpôs, em 15.2.2018, agravo regimental (doc. 7). 3. O agravante alega que, “contrariamente ao exposto na decisão vergastada, não há que se falar em pretensão em reexame de provas, tampouco em ofensa indireta a Constituição Federal no presente caso, mas o acórdão proferido pelo Colégio Recursal contraria diretamente a Carta da República” (fl. 4, doc. 7). Sustenta que “o acórdão hostilizado negou vigência aos artigos 1º, 5º, inciso II e XXXVI, artigo 37, inciso XV, artigo 60, §4º, inciso IV, da Constituição Federal. Ora, houve ofensa direta notadamente ao artigo 37, inciso XV, da Constituição que assegura a irredutibilidade de vencimentos” (fl. 5, doc. 7). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso (doc. 7). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1100497 AGR / SP 4. O agravado não apresentou contrarrazões ao presente recurso (doc. 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907190. Supremo Tribunal Federal ARE 1100497 AGR / SP 4. O agravado não apresentou contrarrazões ao presente recurso (doc. 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.100.497 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “Servidor Público Municipal de Presidente Epitácio - Cargo em comissão de livre nomeação e exoneração - Retomo ao cargo anterior de menor remuneração que não ofende a garantia constitucional da irredutibilidade de vencimentos porque a precariedade é inerente ao cargo em comissão - Artigo 41, § 3º, da LCM 002/94 que abrange somente os cargos efetivos exercidos em substituição - Na Administração Pública não há liberdade nem vontade pessoal Enquanto na Administração Particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe, na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza - Portanto, em obediência ao princípio da legalidade, diante da falta de lei autorizadora, correto o procedimento da fazenda municipal, até porque não se cogita de direito adquirido - Ação julgada improcedente na origem - Sentença mantida - Recurso não provido” (fl. 143, vol. 2). Como assentado na decisão agravada, a pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar municipal n. 2/1994). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907191. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.100.497 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “Servidor Público Municipal de Presidente Epitácio - Cargo em comissão de livre nomeação e exoneração - Retomo ao cargo anterior de menor remuneração que não ofende a garantia constitucional da irredutibilidade de vencimentos porque a precariedade é inerente ao cargo em comissão - Artigo 41, § 3º, da LCM 002/94 que abrange somente os cargos efetivos exercidos em substituição - Na Administração Pública não há liberdade nem vontade pessoal Enquanto na Administração Particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe, na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza - Portanto, em obediência ao princípio da legalidade, diante da falta de lei autorizadora, correto o procedimento da fazenda municipal, até porque não se cogita de direito adquirido - Ação julgada improcedente na origem - Sentença mantida - Recurso não provido” (fl. 143, vol. 2). Como assentado na decisão agravada, a pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar municipal n. 2/1994). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1100497 AGR / SP processamento do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Em relação à inobservância da garantia da irredutibilidade dos proventos, divergir desse entendimento demandaria o exame da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do STF. 3. Agravo regimental improvido” (ARE n. 785.838-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 7.12.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSÁRIOS REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 741.578-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.5.2015). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907191. Supremo Tribunal Federal ARE 1100497 AGR / SP processamento do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Em relação à inobservância da garantia da irredutibilidade dos proventos, divergir desse entendimento demandaria o exame da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do STF. 3. Agravo regimental improvido” (ARE n. 785.838-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 7.12.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSÁRIOS REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 741.578-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.5.2015). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.100.497 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCELO ALVES FEITOSA ADV.(A/S) : VINICIUS VILELA DOS SANTOS (19526-A/MS, 298280/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE PRESIDENTE EPITACIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE EPITÁCIO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º 3º e § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890132 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.100.497 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCELO ALVES FEITOSA ADV.(A/S) : VINICIUS VILELA DOS SANTOS (19526-A/MS, 298280/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE PRESIDENTE EPITACIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE EPITÁCIO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º 3º e § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890132 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14908429
2018-05-18T00:00:00
2018-05-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º 3º e § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ALEGADO DECESSO REMUNERATÓRIO: SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur385727
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, DECESSO REMUNERATÓRIO) ARE 785838 AgR (1ªT), ARE 741578 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 05/06/2018, MJC.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
1100497
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LCP-000002 ANO-1994\n LEI COMPLEMENTAR DO MUNICIPIO DE PRESIDENTE EPITACIO, SP\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1100497 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCELO ALVES FEITOSA ADV.(A/S) : VINICIUS VILELA DOS SANTOS AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE PRESIDENTE EPITACIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE EPITÁCIO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.100.497 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCELO ALVES FEITOSA ADV.(A/S) :VINICIUS VILELA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE PRESIDENTE EPITACIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE EPITÁCIO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ALEGADO DECESSO REMUNERATÓRIO: SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, condenar a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicar a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907189. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1100497 AGR / SP Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907189. Supremo Tribunal Federal ARE 1100497 AGR / SP Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.100.497 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCELO ALVES FEITOSA ADV.(A/S) :VINICIUS VILELA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE PRESIDENTE EPITACIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE EPITÁCIO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 19.1.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo agravante por ausência de ofensa constitucional direta e por incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal (doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2018, o agravante interpôs, em 15.2.2018, agravo regimental (doc. 7). 3. O agravante alega que, “contrariamente ao exposto na decisão vergastada, não há que se falar em pretensão em reexame de provas, tampouco em ofensa indireta a Constituição Federal no presente caso, mas o acórdão proferido pelo Colégio Recursal contraria diretamente a Carta da República” (fl. 4, doc. 7). Sustenta que “o acórdão hostilizado negou vigência aos artigos 1..., 5..., inciso II e XXXVI, artigo 37, inciso XV, artigo 60, §4..., inciso IV, da Constituição Federal. Ora, houve ofensa direta notadamente ao artigo 37, inciso XV, da Constituição que assegura a irredutibilidade de vencimentos” (fl. 5, doc. 7). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso (doc. 7). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907190. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.100.497 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCELO ALVES FEITOSA ADV.(A/S) :VINICIUS VILELA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE PRESIDENTE EPITACIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE EPITÁCIO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 19.1.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo agravante por ausência de ofensa constitucional direta e por incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal (doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2018, o agravante interpôs, em 15.2.2018, agravo regimental (doc. 7). 3. O agravante alega que, “contrariamente ao exposto na decisão vergastada, não há que se falar em pretensão em reexame de provas, tampouco em ofensa indireta a Constituição Federal no presente caso, mas o acórdão proferido pelo Colégio Recursal contraria diretamente a Carta da República” (fl. 4, doc. 7). Sustenta que “o acórdão hostilizado negou vigência aos artigos 1..., 5..., inciso II e XXXVI, artigo 37, inciso XV, artigo 60, §4..., inciso IV, da Constituição Federal. Ora, houve ofensa direta notadamente ao artigo 37, inciso XV, da Constituição que assegura a irredutibilidade de vencimentos” (fl. 5, doc. 7). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso (doc. 7). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1100497 AGR / SP 4. O agravado não apresentou contrarrazões ao presente recurso (doc. 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907190. Supremo Tribunal Federal ARE 1100497 AGR / SP 4. O agravado não apresentou contrarrazões ao presente recurso (doc. 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.100.497 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “Servidor Público Municipal de Presidente Epitácio - Cargo em comissão de livre nomeação e exoneração - Retomo ao cargo anterior de menor remuneração que não ofende a garantia constitucional da irredutibilidade de vencimentos porque a precariedade é inerente ao cargo em comissão - Artigo 41, § 3..., da LCM 002/94 que abrange somente os cargos efetivos exercidos em substituição - Na Administração Pública não há liberdade nem vontade pessoal Enquanto na Administração Particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe, na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza - Portanto, em obediência ao princípio da legalidade, diante da falta de lei autorizadora, correto o procedimento da fazenda municipal, até porque não se cogita de direito adquirido - Ação julgada improcedente na origem - Sentença mantida - Recurso não provido” (fl. 143, vol. 2). Como assentado na decisão agravada, a pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar municipal n. 2/1994). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907191. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.100.497 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “Servidor Público Municipal de Presidente Epitácio - Cargo em comissão de livre nomeação e exoneração - Retomo ao cargo anterior de menor remuneração que não ofende a garantia constitucional da irredutibilidade de vencimentos porque a precariedade é inerente ao cargo em comissão - Artigo 41, § 3..., da LCM 002/94 que abrange somente os cargos efetivos exercidos em substituição - Na Administração Pública não há liberdade nem vontade pessoal Enquanto na Administração Particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe, na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza - Portanto, em obediência ao princípio da legalidade, diante da falta de lei autorizadora, correto o procedimento da fazenda municipal, até porque não se cogita de direito adquirido - Ação julgada improcedente na origem - Sentença mantida - Recurso não provido” (fl. 143, vol. 2). Como assentado na decisão agravada, a pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar municipal n. 2/1994). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1100497 AGR / SP processamento do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Em relação à inobservância da garantia da irredutibilidade dos proventos, divergir desse entendimento demandaria o exame da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental improvido” (ARE n. 785.838-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 7.12.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSÁRIOS REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 741.578-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.5.2015). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907191. Supremo Tribunal Federal ARE 1100497 AGR / SP processamento do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Em relação à inobservância da garantia da irredutibilidade dos proventos, divergir desse entendimento demandaria o exame da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental improvido” (ARE n. 785.838-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 7.12.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSÁRIOS REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 741.578-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.5.2015). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.100.497 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCELO ALVES FEITOSA ADV.(A/S) : VINICIUS VILELA DOS SANTOS (19526-A/MS, 298280/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE PRESIDENTE EPITACIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE EPITÁCIO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2... 3... e § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890132 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.100.497 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCELO ALVES FEITOSA ADV.(A/S) : VINICIUS VILELA DOS SANTOS (19526-A/MS, 298280/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE PRESIDENTE EPITACIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE EPITÁCIO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2... 3... e § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890132 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 100 . 497", "SÚMULAS 279", "ARE 1100497 AGR / SP", "ARE 1100497 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 100 . 497", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1100497 AGR / SP", "ARE 1100497", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1100497 AGR", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 785 . 838 - AgR", "SÚMULAS NS . 279", "ARE n . 741 . 578 - AgR", "ARE 1100497 AGR / SP", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 785 . 838 - AgR", "SÚMULAS NS . 279", "ARE n . 741 . 578 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Carta da República ”", "artigos 1 . . . , 5 . . . , inciso II e XXXVI , artigo 37 , inciso XV , artigo 60 , § 4 . . . , inciso IV , da Constituição Federal", "artigo 37 , inciso XV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Carta da República", "artigo 37 , inciso XV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 41 , § 3 . . . , da LCM 002 / 94", "Lei Complementar municipal n . 2 / 1994", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 41 , § 3 . . . , da LCM 002 / 94", "Lei Complementar municipal n . 2 / 1994", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§", "§ 4 . . . do", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE PRESIDENTE", "MUNICÍPIO DE PRESIDENTE", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE PRESIDENTE", "MUNICÍPIO DE PRESIDENTE EPITÁCIO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Presidente Epitácio", "SÃO PAULO", "Presidente Epitácio", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE PRESIDENTE", "RECURSO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PRESIDENTE" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Colégio Recursal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MUNICIPIO", "Colégio", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SP", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCELO ALVES FEITOSA", "VINICIUS VILELA DOS SANTOS", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCELO ALVES FEITOSA", "VINICIUS VILELA DOS SANTOS", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCELO ALVES FEITOSA", "VINICIUS VILELA DOS SANTOS", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "MARCELO ALVES FEITOSA", "VINICIUS VILELA DOS SANTOS", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos", "MARCELO ALVES FEITOSA", "VINICIUS VILELA DOS SANTOS", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "19", ".", "1", ".", "2018", "6", ".", "2", ".", "2018", "15", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "19", ".", "1", ".", "2018", "6", ".", "2", ".", "2018", "15", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2016", "13", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2016", "13", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.347 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM: AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PERÍCIA MÉDICA. ADEQUAÇÃO E NECESSIDADE DA MEDICAÇÃO: SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907038. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.347 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 6.10.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Paraná contra a aplicação da sistemática da repercussão geral na origem e por incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal (doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 11.10.2017, Paraná interpôs, em 4.12.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 10). 3. O agravante argumenta que “o Estado do Paraná interpôs recurso extraordinário, o qual teve parte negada seguimento (Tema 793 – devidamente impugnada por meio do agravo interno) e parte inadmitida por implicar revolvimento fático-probatório, esta parte objeto do presente recurso extraordinário com agravo” (fl. 2, doc. 10). Alega que “a decisão agravada concluiu pela aplicação do En. 279 des[t]a C. Corte Suprema. Tem-se, contudo, que a questão posta em julgamento não depende de revolvimento fático-probatório. Efetivamente, o Recurso Extraordinário interposto, trata das seguintes questões: i) obrigatoriedade do fornecimento de medicamento de alto custo pelos entes públicos em detrimento da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907039. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.347 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 6.10.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Paraná contra a aplicação da sistemática da repercussão geral na origem e por incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal (doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 11.10.2017, Paraná interpôs, em 4.12.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 10). 3. O agravante argumenta que “o Estado do Paraná interpôs recurso extraordinário, o qual teve parte negada seguimento (Tema 793 – devidamente impugnada por meio do agravo interno) e parte inadmitida por implicar revolvimento fático-probatório, esta parte objeto do presente recurso extraordinário com agravo” (fl. 2, doc. 10). Alega que “a decisão agravada concluiu pela aplicação do En. 279 des[t]a C. Corte Suprema. Tem-se, contudo, que a questão posta em julgamento não depende de revolvimento fático-probatório. Efetivamente, o Recurso Extraordinário interposto, trata das seguintes questões: i) obrigatoriedade do fornecimento de medicamento de alto custo pelos entes públicos em detrimento da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 1080347 AGR / PR maioria da população que reclama atendimento igualitário na área da saúde; ii) determinação pelo acórdão, de medicamento que se encontra fora da Política Nacional de Medicamento e que nem toda população tem acesso. Portanto, nenhuma destas questões reclamam análise de prova, mas mera interpretação das normas constitucionais” (fls. 2-3, doc. 10). Assevera que “a matéria já teve a repercussão geral reconhecida quando da análise do RE 566.471” (fl. 3, doc. 10). Requer “seja conhecido e provido o presente agravo para reformar a decisão recorrida pelas razões acima expostas” (fl. 3, doc. 10). 4. Em 4.12.2017, determinou-se a manifestação dos agravados sobre este recurso (doc. 12). A União não apresentou contrarrazões. Ministério Público Federal alega que “o agravante sustenta a desnecessidade do reexame de provas para a correta solução da controvérsia, cuja repercussão geral teria sido reconhecida nos autos do RE 566.471/RN, projetando-se sobre a hipótese de fornecimento de medicamento de alto custo pelo poder público” (fls. 1 e 2, doc. 14). Requer o desprovimento do agravo interno (doc. 14). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907039. Supremo Tribunal Federal ARE 1080347 AGR / PR maioria da população que reclama atendimento igualitário na área da saúde; ii) determinação pelo acórdão, de medicamento que se encontra fora da Política Nacional de Medicamento e que nem toda população tem acesso. Portanto, nenhuma destas questões reclamam análise de prova, mas mera interpretação das normas constitucionais” (fls. 2-3, doc. 10). Assevera que “a matéria já teve a repercussão geral reconhecida quando da análise do RE 566.471” (fl. 3, doc. 10). Requer “seja conhecido e provido o presente agravo para reformar a decisão recorrida pelas razões acima expostas” (fl. 3, doc. 10). 4. Em 4.12.2017, determinou-se a manifestação dos agravados sobre este recurso (doc. 12). A União não apresentou contrarrazões. Ministério Público Federal alega que “o agravante sustenta a desnecessidade do reexame de provas para a correta solução da controvérsia, cuja repercussão geral teria sido reconhecida nos autos do RE 566.471/RN, projetando-se sobre a hipótese de fornecimento de medicamento de alto custo pelo poder público” (fls. 1 e 2, doc. 14). Requer o desprovimento do agravo interno (doc. 14). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.347 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual para o Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n. 760.358-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 12.2.2010). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.347 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual para o Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n. 760.358-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 12.2.2010). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1080347 AGR / PR COM AGRAVO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO CPC/1973. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II - A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. III - Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 952.337-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 6.9.2016). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. DECISÃO ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 998.807-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.12.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem por ocasião do juízo de admissibilidade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática de repercussão geral (AI-QO 760.358). 4. Agravo regimental a que se nega provimento“ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Supremo Tribunal Federal ARE 1080347 AGR / PR COM AGRAVO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO CPC/1973. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II - A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. III - Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 952.337-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 6.9.2016). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. DECISÃO ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 998.807-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.12.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem por ocasião do juízo de admissibilidade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática de repercussão geral (AI-QO 760.358). 4. Agravo regimental a que se nega provimento“ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1080347 AGR / PR (ARE n. 911.997-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 20.10.2016). 3. Quanto ao fornecimento de medicamento, o Tribunal de origem assentou: “No caso concreto, o exame do pedido se deu através de perícia médica realizada por perito especialista na matéria e nomeado pelo Juízo, indicando expressamente a necessidade do medicamento postulado para o tratamento da moléstia que acomete a parte autora. Logo, no que tange à análise da prova e do pedido, mantêm-se os fundamentos da sentença. (…). Dessa maneira, evidente a adequação e a necessidade da medicação prescrita, mantém-se a condenação imposta na sentença, devendo os réus, solidariamente, fornecer à paciente Ana Maria Maia da Silva o medicamento Rituximabe (MabThera®). Nas demandas desta natureza, os entes federativos são solidariamente responsáveis pela operacionalização interna, distribuição e ônus financeiro do serviço de saúde pleiteado. Nesse sentido, questões como a competência para distribuição do fármaco, realização do tratamento e repartição/reembolso dos custos advindos da aquisição destes entre os réus solidários constituem medidas a ser solvidas administrativamente, sem necessidade de intervenção judicial, sendo que eventual divergência administrativa/institucional, quanto aos programas de saúde pública, repasses de numerário ou restituições, deve ser apurada na forma e juízo próprios, sem constituir empecilho ao bom cumprimento da determinação judicial aqui firmada ou confirmada” (fls. 222-225, vol. 2). Como posto na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Supremo Tribunal Federal ARE 1080347 AGR / PR (ARE n. 911.997-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 20.10.2016). 3. Quanto ao fornecimento de medicamento, o Tribunal de origem assentou: “No caso concreto, o exame do pedido se deu através de perícia médica realizada por perito especialista na matéria e nomeado pelo Juízo, indicando expressamente a necessidade do medicamento postulado para o tratamento da moléstia que acomete a parte autora. Logo, no que tange à análise da prova e do pedido, mantêm-se os fundamentos da sentença. (…). Dessa maneira, evidente a adequação e a necessidade da medicação prescrita, mantém-se a condenação imposta na sentença, devendo os réus, solidariamente, fornecer à paciente Ana Maria Maia da Silva o medicamento Rituximabe (MabThera®). Nas demandas desta natureza, os entes federativos são solidariamente responsáveis pela operacionalização interna, distribuição e ônus financeiro do serviço de saúde pleiteado. Nesse sentido, questões como a competência para distribuição do fármaco, realização do tratamento e repartição/reembolso dos custos advindos da aquisição destes entre os réus solidários constituem medidas a ser solvidas administrativamente, sem necessidade de intervenção judicial, sendo que eventual divergência administrativa/institucional, quanto aos programas de saúde pública, repasses de numerário ou restituições, deve ser apurada na forma e juízo próprios, sem constituir empecilho ao bom cumprimento da determinação judicial aqui firmada ou confirmada” (fls. 222-225, vol. 2). Como posto na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1080347 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. 1. COMPROVAÇÃO DE NECESSIDADE DE TRATAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 2. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA: IMPOSSIBILIDADE. CONFUSÃO ENRE CREDOR E DEVEDOR. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 939.823-AgR, de minha Relatoria, Segunda Turma, DJe 06.10.2016). “Agravo regimental no segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Procedimento cirúrgico. Necessidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Tema nº 6 da Repercussão geral. Inaplicabilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. A discussão ora em análise não se ajusta ao Tema nº 6 da Repercussão Geral. 3. Agravo regimental não provido” (RE n. 902.378-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 11.5.2016). “DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO PELO PODER PÚBLICO. LISTA DO SUS. COMPROVAÇÃO DA NECESSIDADE. IMPOSSIBILIDADE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF SOBRESTAMENTO. MEDICAMENTO DE ALTO CUSTO. INOVAÇÃO DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Supremo Tribunal Federal ARE 1080347 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. 1. COMPROVAÇÃO DE NECESSIDADE DE TRATAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 2. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA: IMPOSSIBILIDADE. CONFUSÃO ENRE CREDOR E DEVEDOR. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 939.823-AgR, de minha Relatoria, Segunda Turma, DJe 06.10.2016). “Agravo regimental no segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Procedimento cirúrgico. Necessidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Tema nº 6 da Repercussão geral. Inaplicabilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. A discussão ora em análise não se ajusta ao Tema nº 6 da Repercussão Geral. 3. Agravo regimental não provido” (RE n. 902.378-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 11.5.2016). “DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO PELO PODER PÚBLICO. LISTA DO SUS. COMPROVAÇÃO DA NECESSIDADE. IMPOSSIBILIDADE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF SOBRESTAMENTO. MEDICAMENTO DE ALTO CUSTO. INOVAÇÃO DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1080347 AGR / PR FUNDAMENTO EM AGRAVO REGIMENTAL. 1. O Tribunal de origem, com base na análise da perícia médica, entendeu por determinar o fornecimento de medicamento que não se encontra na lista de fármacos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde – SUS. 2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso extraordinário. Precedentes. 3. A tese de que os medicamentos se caracterizariam como de alto custo não fez parte das razões do recurso extraordinário, sendo aduzida somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 935.824-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 26.08.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. MEDICAMENTO. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Nº 279 DO STF. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ALEGAÇÃO TARDIA. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (RE n. 884.516-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.9.2015). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e deixo de aplicar o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil por ausência de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Supremo Tribunal Federal ARE 1080347 AGR / PR FUNDAMENTO EM AGRAVO REGIMENTAL. 1. O Tribunal de origem, com base na análise da perícia médica, entendeu por determinar o fornecimento de medicamento que não se encontra na lista de fármacos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde – SUS. 2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso extraordinário. Precedentes. 3. A tese de que os medicamentos se caracterizariam como de alto custo não fez parte das razões do recurso extraordinário, sendo aduzida somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 935.824-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 26.08.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. MEDICAMENTO. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Nº 279 DO STF. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ALEGAÇÃO TARDIA. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (RE n. 884.516-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.9.2015). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e deixo de aplicar o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil por ausência de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1080347 AGR / PR condenação anterior em honorários advocatícios. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Supremo Tribunal Federal ARE 1080347 AGR / PR condenação anterior em honorários advocatícios. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.347 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890094 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.347 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890094 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14908407
2018-05-18T00:00:00
2018-05-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM: AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PERÍCIA MÉDICA. ADEQUAÇÃO E NECESSIDADE DA MEDICAÇÃO: SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur385706
- Acórdão(s) citado(s): (APLICAÇÃO DE REPERCUSSÃO GERAL) AI 760358 QO (TP), ARE 952337 AgR (TP), ARE 911997 AgR (2ªT), ARE 998807 AgR (1ªT). (FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS) RE 884516 AgR (1ªT), ARE 935824 AgR (1ªT), RE 902378 AgR-segundo-AgR (2ªT), ARE 939823 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 05/06/2018, MJC.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
1080347
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1080347 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.347 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM: AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PERÍCIA MÉDICA. ADEQUAÇÃO E NECESSIDADE DA MEDICAÇÃO: SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907038. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.347 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 6.10.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Paraná contra a aplicação da sistemática da repercussão geral na origem e por incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal (doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 11.10.2017, Paraná interpôs, em 4.12.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 10). 3. O agravante argumenta que “o Estado do Paraná interpôs recurso extraordinário, o qual teve parte negada seguimento (Tema 793 – devidamente impugnada por meio do agravo interno) e parte inadmitida por implicar revolvimento fático-probatório, esta parte objeto do presente recurso extraordinário com agravo” (fl. 2, doc. 10). Alega que “a decisão agravada concluiu pela aplicação do En. 279 des[t]a C. Corte Suprema. Tem-se, contudo, que a questão posta em julgamento não depende de revolvimento fático-probatório. Efetivamente, o Recurso Extraordinário interposto, trata das seguintes questões: i) obrigatoriedade do fornecimento de medicamento de alto custo pelos entes públicos em detrimento da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907039. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.347 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 6.10.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Paraná contra a aplicação da sistemática da repercussão geral na origem e por incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal (doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 11.10.2017, Paraná interpôs, em 4.12.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 10). 3. O agravante argumenta que “o Estado do Paraná interpôs recurso extraordinário, o qual teve parte negada seguimento (Tema 793 – devidamente impugnada por meio do agravo interno) e parte inadmitida por implicar revolvimento fático-probatório, esta parte objeto do presente recurso extraordinário com agravo” (fl. 2, doc. 10). Alega que “a decisão agravada concluiu pela aplicação do En. 279 des[t]a C. Corte Suprema. Tem-se, contudo, que a questão posta em julgamento não depende de revolvimento fático-probatório. Efetivamente, o Recurso Extraordinário interposto, trata das seguintes questões: i) obrigatoriedade do fornecimento de medicamento de alto custo pelos entes públicos em detrimento da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 1080347 AGR / PR maioria da população que reclama atendimento igualitário na área da saúde; ii) determinação pelo acórdão, de medicamento que se encontra fora da Política Nacional de Medicamento e que nem toda população tem acesso. Portanto, nenhuma destas questões reclamam análise de prova, mas mera interpretação das normas constitucionais” (fls. 2-3, doc. 10). Assevera que “a matéria já teve a repercussão geral reconhecida quando da análise do Recurso Extraordinário 566.471” (fl. 3, doc. 10). Requer “seja conhecido e provido o presente agravo para reformar a decisão recorrida pelas razões acima expostas” (fl. 3, doc. 10). 4. Em 4.12.2017, determinou-se a manifestação dos agravados sobre este recurso (doc. 12). A União não apresentou contrarrazões. Ministério Público Federal alega que “o agravante sustenta a desnecessidade do reexame de provas para a correta solução da controvérsia, cuja repercussão geral teria sido reconhecida nos autos do Recurso Extraordinário 566.471/RN, projetando-se sobre a hipótese de fornecimento de medicamento de alto custo pelo poder público” (fls. 1 e 2, doc. 14). Requer o desprovimento do agravo interno (doc. 14). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907039. Supremo Tribunal Federal ARE 1080347 AGR / PR maioria da população que reclama atendimento igualitário na área da saúde; ii) determinação pelo acórdão, de medicamento que se encontra fora da Política Nacional de Medicamento e que nem toda população tem acesso. Portanto, nenhuma destas questões reclamam análise de prova, mas mera interpretação das normas constitucionais” (fls. 2-3, doc. 10). Assevera que “a matéria já teve a repercussão geral reconhecida quando da análise do Recurso Extraordinário 566.471” (fl. 3, doc. 10). Requer “seja conhecido e provido o presente agravo para reformar a decisão recorrida pelas razões acima expostas” (fl. 3, doc. 10). 4. Em 4.12.2017, determinou-se a manifestação dos agravados sobre este recurso (doc. 12). A União não apresentou contrarrazões. Ministério Público Federal alega que “o agravante sustenta a desnecessidade do reexame de provas para a correta solução da controvérsia, cuja repercussão geral teria sido reconhecida nos autos do Recurso Extraordinário 566.471/RN, projetando-se sobre a hipótese de fornecimento de medicamento de alto custo pelo poder público” (fls. 1 e 2, doc. 14). Requer o desprovimento do agravo interno (doc. 14). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.347 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual para o Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n. 760.358-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 12.2.2010). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.347 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual para o Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n. 760.358-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 12.2.2010). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1080347 AGR / PR COM AGRAVO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO Código de Processo Civil/1973. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II - A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. III - Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 952.337-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 6.9.2016). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. DECISÃO ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 998.807-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.12.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem por ocasião do juízo de admissibilidade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática de repercussão geral (AI-QO 760.358). 4. Agravo regimental a que se nega provimento“ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Supremo Tribunal Federal ARE 1080347 AGR / PR COM AGRAVO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO Código de Processo Civil/1973. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II - A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. III - Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 952.337-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 6.9.2016). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. DECISÃO ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 998.807-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.12.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem por ocasião do juízo de admissibilidade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática de repercussão geral (AI-QO 760.358). 4. Agravo regimental a que se nega provimento“ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1080347 AGR / PR (ARE n. 911.997-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 20.10.2016). 3. Quanto ao fornecimento de medicamento, o Tribunal de origem assentou: “No caso concreto, o exame do pedido se deu através de perícia médica realizada por perito especialista na matéria e nomeado pelo Juízo, indicando expressamente a necessidade do medicamento postulado para o tratamento da moléstia que acomete a parte autora. Logo, no que tange à análise da prova e do pedido, mantêm-se os fundamentos da sentença. (…). Dessa maneira, evidente a adequação e a necessidade da medicação prescrita, mantém-se a condenação imposta na sentença, devendo os réus, solidariamente, fornecer à paciente Ana Maria Maia da Silva o medicamento Rituximabe (MabThera®). Nas demandas desta natureza, os entes federativos são solidariamente responsáveis pela operacionalização interna, distribuição e ônus financeiro do serviço de saúde pleiteado. Nesse sentido, questões como a competência para distribuição do fármaco, realização do tratamento e repartição/reembolso dos custos advindos da aquisição destes entre os réus solidários constituem medidas a ser solvidas administrativamente, sem necessidade de intervenção judicial, sendo que eventual divergência administrativa/institucional, quanto aos programas de saúde pública, repasses de numerário ou restituições, deve ser apurada na forma e juízo próprios, sem constituir empecilho ao bom cumprimento da determinação judicial aqui firmada ou confirmada” (fls. 222-225, vol. 2). Como posto na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Supremo Tribunal Federal ARE 1080347 AGR / PR (ARE n. 911.997-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 20.10.2016). 3. Quanto ao fornecimento de medicamento, o Tribunal de origem assentou: “No caso concreto, o exame do pedido se deu através de perícia médica realizada por perito especialista na matéria e nomeado pelo Juízo, indicando expressamente a necessidade do medicamento postulado para o tratamento da moléstia que acomete a parte autora. Logo, no que tange à análise da prova e do pedido, mantêm-se os fundamentos da sentença. (…). Dessa maneira, evidente a adequação e a necessidade da medicação prescrita, mantém-se a condenação imposta na sentença, devendo os réus, solidariamente, fornecer à paciente Ana Maria Maia da Silva o medicamento Rituximabe (MabThera®). Nas demandas desta natureza, os entes federativos são solidariamente responsáveis pela operacionalização interna, distribuição e ônus financeiro do serviço de saúde pleiteado. Nesse sentido, questões como a competência para distribuição do fármaco, realização do tratamento e repartição/reembolso dos custos advindos da aquisição destes entre os réus solidários constituem medidas a ser solvidas administrativamente, sem necessidade de intervenção judicial, sendo que eventual divergência administrativa/institucional, quanto aos programas de saúde pública, repasses de numerário ou restituições, deve ser apurada na forma e juízo próprios, sem constituir empecilho ao bom cumprimento da determinação judicial aqui firmada ou confirmada” (fls. 222-225, vol. 2). Como posto na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1080347 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. 1. COMPROVAÇÃO DE NECESSIDADE DE TRATAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 2. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA: IMPOSSIBILIDADE. CONFUSÃO ENRE CREDOR E DEVEDOR. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 939.823-AgR, de minha Relatoria, Segunda Turma, DJe 06.10.2016). “Agravo regimental no segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Procedimento cirúrgico. Necessidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Tema n 6 da Repercussão geral. Inaplicabilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A discussão ora em análise não se ajusta ao Tema n 6 da Repercussão Geral. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n. 902.378-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 11.5.2016). “DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO PELO PODER PÚBLICO. LISTA DO SUS. COMPROVAÇÃO DA NECESSIDADE. IMPOSSIBILIDADE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal SOBRESTAMENTO. MEDICAMENTO DE ALTO CUSTO. INOVAÇÃO DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Supremo Tribunal Federal ARE 1080347 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. 1. COMPROVAÇÃO DE NECESSIDADE DE TRATAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 2. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA: IMPOSSIBILIDADE. CONFUSÃO ENRE CREDOR E DEVEDOR. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 939.823-AgR, de minha Relatoria, Segunda Turma, DJe 06.10.2016). “Agravo regimental no segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Procedimento cirúrgico. Necessidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Tema n 6 da Repercussão geral. Inaplicabilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A discussão ora em análise não se ajusta ao Tema n 6 da Repercussão Geral. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n. 902.378-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 11.5.2016). “DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO PELO PODER PÚBLICO. LISTA DO SUS. COMPROVAÇÃO DA NECESSIDADE. IMPOSSIBILIDADE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal SOBRESTAMENTO. MEDICAMENTO DE ALTO CUSTO. INOVAÇÃO DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1080347 AGR / PR FUNDAMENTO EM AGRAVO REGIMENTAL. 1. O Tribunal de origem, com base na análise da perícia médica, entendeu por determinar o fornecimento de medicamento que não se encontra na lista de fármacos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde – SUS. 2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em recurso extraordinário. Precedentes. 3. A tese de que os medicamentos se caracterizariam como de alto custo não fez parte das razões do recurso extraordinário, sendo aduzida somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 935.824-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 26.08.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. MEDICAMENTO. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ALEGAÇÃO TARDIA. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n. 884.516-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.9.2015). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e deixo de aplicar o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil por ausência de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Supremo Tribunal Federal ARE 1080347 AGR / PR FUNDAMENTO EM AGRAVO REGIMENTAL. 1. O Tribunal de origem, com base na análise da perícia médica, entendeu por determinar o fornecimento de medicamento que não se encontra na lista de fármacos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde – SUS. 2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em recurso extraordinário. Precedentes. 3. A tese de que os medicamentos se caracterizariam como de alto custo não fez parte das razões do recurso extraordinário, sendo aduzida somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 935.824-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 26.08.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. MEDICAMENTO. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ALEGAÇÃO TARDIA. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n. 884.516-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.9.2015). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e deixo de aplicar o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil por ausência de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1080347 AGR / PR condenação anterior em honorários advocatícios. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Supremo Tribunal Federal ARE 1080347 AGR / PR condenação anterior em honorários advocatícios. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.347 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890094 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.347 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890094 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 080 . 347", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 566 . 471 ”", "Recurso Extraordinário 566 . 471 / RN", "Recurso Extraordinário 566 . 471 ”", "Recurso Extraordinário 566 . 471 / RN", "AI n . 760 . 358 - QO", "RECURSO", "AI n . 760", "ARE 1080347 AGR / PR", "AI 760 . 358 - QO / SE", "ARE n . 952 . 337 - AgR", "ARE n . 998 . 807 - AgR", "AI", "-", "QO 760 . 358", "AI 760 . 358 - QO / SE", "ARE n . 952 . 337 - AgR", "ARE n . 998 . 807 - AgR", "AI", "-", "QO 760 . 358", "ARE 1080347 AGR / PR", "ARE n . 911 . 997 - AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1080347 AGR / PR", "ARE n . 911 . 997 - AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1080347 AGR / PR", "ARE n . 939 . 823 - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 902 . 378 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n . 939 . 823 - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 902 . 378 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1080347 AGR / PR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 935 . 824 - AgR", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 884 . 516 - AgR", "ARE 1080347 AGR / PR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 935 . 824 - AgR", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 884 . 516 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "En", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 544 DO Código de Processo Civil / 1973", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Paraná", "Estado do Paraná", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Paraná", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO AG", "UNIÃO", "UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "C . Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Estado do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal 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Ementa e Acórdão 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.114.714 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Responsabilidade civil do Estado. Ausência de amparo social. Nexo de causalidade não demonstrado na origem. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. As instâncias ordinárias concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não foram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade civil do Estado. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 11 a 17/5/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915849. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1114714 AGR / DF votos, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915849. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF votos, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915849. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.114.714 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Jussara Pereira de Carvalho interpõe tempestivo agravo regimental (26/4/18) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO E CIVIL. INDENIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ALEGAÇÃO DA AUSÊNCIA DE AMPARO SOCIAL. ÔNUS DA PROVA DO FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO. DESATENDIMENTO. NEXO DE CAUSALIDADE NÃO CONFIGURADO. SENTENÇA MANTIDA. 1. É objetiva a responsabilidade do Estado pela ausência de assistência social a quem dela necessita (art. 37, § 6º e art. 203 da Constituição Federal). Todavia, exclui- se a responsabilidade civil, ante a ausência da demonstração do nexo de causalidade. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.114.714 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Jussara Pereira de Carvalho interpõe tempestivo agravo regimental (26/4/18) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO E CIVIL. INDENIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ALEGAÇÃO DA AUSÊNCIA DE AMPARO SOCIAL. ÔNUS DA PROVA DO FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO. DESATENDIMENTO. NEXO DE CAUSALIDADE NÃO CONFIGURADO. SENTENÇA MANTIDA. 1. É objetiva a responsabilidade do Estado pela ausência de assistência social a quem dela necessita (art. 37, § 6º e art. 203 da Constituição Federal). Todavia, exclui- se a responsabilidade civil, ante a ausência da demonstração do nexo de causalidade. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 1114714 AGR / DF 2. Apelação conhecida e não provida.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 6º e 37, § 6º, da Constituição Federal. Decido. No caso dos autos, o acórdão recorrido manteve a improcedência do pedido de indenização por danos morais formulado pela autora amparado no conjunto fático-probatório dos autos. Colhe-se de seu voto condutor os seguintes fundamentos: ‘De início, registro que a atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal reconhece a responsabilidade objetiva estatal tanto nos casos de ação quanto nos de omissão imputável aos agentes públicos. (…) Assim, a responsabilidade objetiva do Estado pela falta de assistência social a quem dela necessita (art. 203 da Constituição Federal), fundada na Teoria do Risco Administrativo e albergada no artigo 37, § 6º, da Constituição Federal, prescinde da prova do dolo ou culpa, bastando perquirir-se o nexo de causalidade entre o dano e a conduta comissiva ou omissiva do ente público. Nada obstante, a apelante não se desincumbiu do ônus de demonstrar a alegada negligência dos órgãos públicos prestadores de serviços de assistência social, indicados na narrativa, do que decorre a ruptura do nexo de causalidade material com os prejuízos relatados em abstrato, consubstanciados, sobretudo, no convívio em família desestruturada em que está inserida a apelante, à míngua de conduta omissiva ou comissiva imputável ao Poder Púbico. O quadro probatório (f. 33/167) permite concluir que houve intensa atividade exercida pelo Conselho Tutelar de Sobradinho no acompanhamento da família da apelante, desde meados de março de 2010, quando a parte buscou intervenção do conselho, em razão do mau desempenho 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF 2. Apelação conhecida e não provida.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 6º e 37, § 6º, da Constituição Federal. Decido. No caso dos autos, o acórdão recorrido manteve a improcedência do pedido de indenização por danos morais formulado pela autora amparado no conjunto fático-probatório dos autos. Colhe-se de seu voto condutor os seguintes fundamentos: ‘De início, registro que a atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal reconhece a responsabilidade objetiva estatal tanto nos casos de ação quanto nos de omissão imputável aos agentes públicos. (…) Assim, a responsabilidade objetiva do Estado pela falta de assistência social a quem dela necessita (art. 203 da Constituição Federal), fundada na Teoria do Risco Administrativo e albergada no artigo 37, § 6º, da Constituição Federal, prescinde da prova do dolo ou culpa, bastando perquirir-se o nexo de causalidade entre o dano e a conduta comissiva ou omissiva do ente público. Nada obstante, a apelante não se desincumbiu do ônus de demonstrar a alegada negligência dos órgãos públicos prestadores de serviços de assistência social, indicados na narrativa, do que decorre a ruptura do nexo de causalidade material com os prejuízos relatados em abstrato, consubstanciados, sobretudo, no convívio em família desestruturada em que está inserida a apelante, à míngua de conduta omissiva ou comissiva imputável ao Poder Púbico. O quadro probatório (f. 33/167) permite concluir que houve intensa atividade exercida pelo Conselho Tutelar de Sobradinho no acompanhamento da família da apelante, desde meados de março de 2010, quando a parte buscou intervenção do conselho, em razão do mau desempenho 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 1114714 AGR / DF escolar de sua filha e de outros conflitos familiares, consoante o relatório informativo de f. 69/70. Nesse relatório consta que: (…) Destarte, o documento indica as várias visitas em domicílio que foram realizadas desde então, inclusive no Rio de Janeiro, onde reside o pai dos últimos filhos da autora, conforme o relato constante da medida de proteção editada pelo Conselho Tutelar de Sobradinho I (f. 58), realidade que destoa da narrativa inicial de que nunca houve visita pessoal no seu ambiente familiar. Ademais, a atuação frequente do órgão fica também nítida nas requisições de serviço público enumeradas no ofício de f. 79/80, dentre elas encaminhamento para programas e para atendimento psicológico familiar, bem assim adoção de medidas de proteção, consoante o retratado no relatório informativo de f. 69/70. Não fosse isso, também restou comprovado que a própria apelante não deu continuidade aos programas de apoio que lhe foram disponibilizados, uma vez que retornava ao Rio de Janeiro com frequência, chegando a recusar atendimento de psicóloga, pertencente ao Centro de Referência Especial de Assistência Social - CREAS (f. 69) O ofício de f. 33, no mesmo sentido, informa que ‘todas as vezes que JUSSARA foi encaminhada a órgãos que poderiam ajudá-la oferecendo tratamento, como por exemplo: CAPS - PARANOÁS, PAV, ADOLESCENTRO, CREAS, a mesma nunca se vinculou, abandonando sempre os acompanhamentos, impedindo assim um tratamento eficaz’ (f. 33). Tanto é assim que consta declaração nos autos (f. 190) sobre pedido de desligamento da Unidade de Acolhimento à Mulher - Casa Flor – da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do Distrito Federal, promovido pela apelante, em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF escolar de sua filha e de outros conflitos familiares, consoante o relatório informativo de f. 69/70. Nesse relatório consta que: (…) Destarte, o documento indica as várias visitas em domicílio que foram realizadas desde então, inclusive no Rio de Janeiro, onde reside o pai dos últimos filhos da autora, conforme o relato constante da medida de proteção editada pelo Conselho Tutelar de Sobradinho I (f. 58), realidade que destoa da narrativa inicial de que nunca houve visita pessoal no seu ambiente familiar. Ademais, a atuação frequente do órgão fica também nítida nas requisições de serviço público enumeradas no ofício de f. 79/80, dentre elas encaminhamento para programas e para atendimento psicológico familiar, bem assim adoção de medidas de proteção, consoante o retratado no relatório informativo de f. 69/70. Não fosse isso, também restou comprovado que a própria apelante não deu continuidade aos programas de apoio que lhe foram disponibilizados, uma vez que retornava ao Rio de Janeiro com frequência, chegando a recusar atendimento de psicóloga, pertencente ao Centro de Referência Especial de Assistência Social - CREAS (f. 69) O ofício de f. 33, no mesmo sentido, informa que ‘todas as vezes que JUSSARA foi encaminhada a órgãos que poderiam ajudá-la oferecendo tratamento, como por exemplo: CAPS - PARANOÁS, PAV, ADOLESCENTRO, CREAS, a mesma nunca se vinculou, abandonando sempre os acompanhamentos, impedindo assim um tratamento eficaz’ (f. 33). Tanto é assim que consta declaração nos autos (f. 190) sobre pedido de desligamento da Unidade de Acolhimento à Mulher - Casa Flor – da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do Distrito Federal, promovido pela apelante, em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 1114714 AGR / DF 15/09/2015, sob a justificativa de que a parte retornaria à cidade do Rio de Janeiro. Ocorre que o pedido de desligamento se deu posteriormente ao ajuizamento desta ação, que contraditoriamente visava o acompanhamento e apoio familiar pelos órgãos assistenciais integrantes da estrutura administrativa do Distrito Federal. Enfim, mesmo após reunião em que foi disponibilizada à apelante a possibilidade de ter autonomia quanto ao local de sua residência, a parte manifestou desinteresse em sair do convívio de sua família (f. 70), comportamento que também vai de encontro a toda a narrativa dos prejuízos de ordem psíquica e moral sofridos por ela e por seus filhos, posto que decorrentes do núcleo familiar desestruturado. Quanto ao alegado atendimento inadequado e destrato ocasionados pelos agentes da rede pública que prestam os serviços de assistência social, também restou ausente qualquer prova que corrobore as condutas narradas em abstrato. Conclusão diversa da narrativa, aliás, foi proferida pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ao arquivar pedido de providências da ora apelante, formulado sob a justificativa de não ter obtido resultado eficaz quando de denúncia apresentada junto ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (f. 100/104). Oportuno reproduzir o consignado pelo CNMP, porquanto revela com notória verossimilhança todo o cotejo probatório documentado nestes autos: (…) Diante disso, à míngua de conduta comissiva ou omissiva do Poder Público, não há como imputar-lhe a obrigação de indenizar a título de composição de um dano que não tenha dado causa. Por fim, não se admite a juntada extemporânea de documento, após a sentença, por não se tratar de prova 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF 15/09/2015, sob a justificativa de que a parte retornaria à cidade do Rio de Janeiro. Ocorre que o pedido de desligamento se deu posteriormente ao ajuizamento desta ação, que contraditoriamente visava o acompanhamento e apoio familiar pelos órgãos assistenciais integrantes da estrutura administrativa do Distrito Federal. Enfim, mesmo após reunião em que foi disponibilizada à apelante a possibilidade de ter autonomia quanto ao local de sua residência, a parte manifestou desinteresse em sair do convívio de sua família (f. 70), comportamento que também vai de encontro a toda a narrativa dos prejuízos de ordem psíquica e moral sofridos por ela e por seus filhos, posto que decorrentes do núcleo familiar desestruturado. Quanto ao alegado atendimento inadequado e destrato ocasionados pelos agentes da rede pública que prestam os serviços de assistência social, também restou ausente qualquer prova que corrobore as condutas narradas em abstrato. Conclusão diversa da narrativa, aliás, foi proferida pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ao arquivar pedido de providências da ora apelante, formulado sob a justificativa de não ter obtido resultado eficaz quando de denúncia apresentada junto ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (f. 100/104). Oportuno reproduzir o consignado pelo CNMP, porquanto revela com notória verossimilhança todo o cotejo probatório documentado nestes autos: (…) Diante disso, à míngua de conduta comissiva ou omissiva do Poder Público, não há como imputar-lhe a obrigação de indenizar a título de composição de um dano que não tenha dado causa. Por fim, não se admite a juntada extemporânea de documento, após a sentença, por não se tratar de prova 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 1114714 AGR / DF nova em relação aos fatos alegados no pedido inicial, sem comprovação da autora/apelante quanto ao motivo que a impediu de juntá-lo anteriormente. Todavia, verifico que os relatórios médicos e psicológicos acostados à f. 210/218; bem assim os encaminhamentos do Departamento de Atividade Psicossocial de f. 266/269; a decisão que aplicou medidas protetivas em favor da filha da apelante à f. 272/273; e o encaminhamento de f. 274, foram emitidos posteriormente à r. sentença, tratando-se, portanto, de prova nova. Apesar disso, afigura-me irrelevante a documentação nova trazida, porquanto apenas reafirma diagnóstico de patologias mentais e situação conturbada familiar, já comprovados nos autos, fatos que sequer influenciam neste julgamento, já que ausente a demonstração de que os danos narrados decorreram da conduta omissiva ou comissiva consubstanciada em negligência estatal, elementar do nexo de causalidade para fins de responsabilização civil. Ante o exposto, não comprovados os fatos constitutivos do direito, bem assim concluído que a narrativa da petição inicial não condiz com as provas dos autos, escorreita a r. sentença que julgou improcedente o pedido de compensação pelo Distrito Federal, a título de dano moral.’ Nessa conformidade, verifica-se que para acolher a pretensão da recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelas instâncias de origem, no sentido da inexistência do nexo causal, seria imprescindível o reexame dos fatos e provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF nova em relação aos fatos alegados no pedido inicial, sem comprovação da autora/apelante quanto ao motivo que a impediu de juntá-lo anteriormente. Todavia, verifico que os relatórios médicos e psicológicos acostados à f. 210/218; bem assim os encaminhamentos do Departamento de Atividade Psicossocial de f. 266/269; a decisão que aplicou medidas protetivas em favor da filha da apelante à f. 272/273; e o encaminhamento de f. 274, foram emitidos posteriormente à r. sentença, tratando-se, portanto, de prova nova. Apesar disso, afigura-me irrelevante a documentação nova trazida, porquanto apenas reafirma diagnóstico de patologias mentais e situação conturbada familiar, já comprovados nos autos, fatos que sequer influenciam neste julgamento, já que ausente a demonstração de que os danos narrados decorreram da conduta omissiva ou comissiva consubstanciada em negligência estatal, elementar do nexo de causalidade para fins de responsabilização civil. Ante o exposto, não comprovados os fatos constitutivos do direito, bem assim concluído que a narrativa da petição inicial não condiz com as provas dos autos, escorreita a r. sentença que julgou improcedente o pedido de compensação pelo Distrito Federal, a título de dano moral.’ Nessa conformidade, verifica-se que para acolher a pretensão da recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelas instâncias de origem, no sentido da inexistência do nexo causal, seria imprescindível o reexame dos fatos e provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório ARE 1114714 AGR / DF ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NEXO DE CAUSALIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. É inadmissível o extraordinário quando para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, exija-se o reexame das provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 909.388/PE- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/4/16). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. AUSÊNCIA DE NEXO CAUSAL. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 828.807/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/14). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Responsabilidade objetiva do Estado. Art. 37, § 6º, da CF. Acidente de trânsito. Comprovação do fato e do nexo causal. Indenização por dano material 3. Incidência das Súmulas 279 e 283 do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 587.311/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 30/11/10). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. ART. 37, § 6° DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA. SÚMULA 279 do STF. I – A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, § 6°, da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes do STF. II – Agravo regimental improvido’ (RE nº 484.277/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NEXO DE CAUSALIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. É inadmissível o extraordinário quando para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, exija-se o reexame das provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 909.388/PE- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/4/16). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. AUSÊNCIA DE NEXO CAUSAL. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 828.807/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/14). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Responsabilidade objetiva do Estado. Art. 37, § 6º, da CF. Acidente de trânsito. Comprovação do fato e do nexo causal. Indenização por dano material 3. Incidência das Súmulas 279 e 283 do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 587.311/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 30/11/10). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. ART. 37, § 6° DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA. SÚMULA 279 do STF. I – A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, § 6°, da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes do STF. II – Agravo regimental improvido’ (RE nº 484.277/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório ARE 1114714 AGR / DF Lewandowski, DJ de 7/12/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO CULPOSA. RELEVÂNCIA DA CULPA ‘IN VIGILANDO’ NA PRODUÇÃO DO RESULTADO DANOSO. DISCUSSÃO EMINENTEMENTE FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 461.073/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/12/10). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) do seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão de justiça gratuita.” Aduz a agravante, in verbis, o seguinte: “Pretende-se, tão somente, que o E. Supremo Tribunal Federal diga se, à luz do disposto nos artigos 6º e 37, §6º, da Constituição Federal, a omissão estatal narrada no caso concreto configura situação hábil a gerar dano moral. Nesse sentido, com a devida vênia, não merece prosperar a conclusão de que reverter a conclusão acerca da existência de dano moral demandaria o reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Isso porque, conforme apontado [ ], a pretensão da Agravante restringe-se à análise de ocorrência de falha na prestação do serviço pelo Agravado, consubstanciada nas situações fáticas já delineadas, cuja rediscussão não é suscitada nas razões recursais.” 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF Lewandowski, DJ de 7/12/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO CULPOSA. RELEVÂNCIA DA CULPA ‘IN VIGILANDO’ NA PRODUÇÃO DO RESULTADO DANOSO. DISCUSSÃO EMINENTEMENTE FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 461.073/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/12/10). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) do seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão de justiça gratuita.” Aduz a agravante, in verbis, o seguinte: “Pretende-se, tão somente, que o E. Supremo Tribunal Federal diga se, à luz do disposto nos artigos 6º e 37, §6º, da Constituição Federal, a omissão estatal narrada no caso concreto configura situação hábil a gerar dano moral. Nesse sentido, com a devida vênia, não merece prosperar a conclusão de que reverter a conclusão acerca da existência de dano moral demandaria o reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Isso porque, conforme apontado [ ], a pretensão da Agravante restringe-se à análise de ocorrência de falha na prestação do serviço pelo Agravado, consubstanciada nas situações fáticas já delineadas, cuja rediscussão não é suscitada nas razões recursais.” 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Relatório ARE 1114714 AGR / DF Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.114.714 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece êxito. O acórdão recorrido foi enfático ao assentar que “(…) a apelante não se desincumbiu do ônus de demonstrar a alegada negligência dos órgãos públicos prestadores de serviços de assistência social, indicados na narrativa, do que decorre a ruptura do nexo de causalidade material com os prejuízos relatados em abstrato, consubstanciados, sobretudo, no convívio em família desestruturada em que está inserida a apelante, à míngua de conduta omissiva ou comissiva imputável ao Poder Púbico. O quadro probatório (f. 33/167) permite concluir que houve intensa atividade exercida pelo Conselho Tutelar de Sobradinho no acompanhamento da família da apelante, desde meados de março de 2010, quando a parte buscou intervenção do conselho, em razão do mau desempenho escolar de sua filha e de outros conflitos familiares, consoante o relatório informativo de f. 69/70” (grifei). Verifica-se, pelo excerto transcrito, que, conforme já consignado na decisão agravada, para divergir das conclusões a que chegou o Tribunal a quo e acolher a pretensão recursal, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o qual não é cabível no âmbito do recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Suprema Corte. Sobre o tema, além dos precedentes já citados, anotem-se os seguintes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. HOMICÍDIO PRATICADO DENTRO DA DELEGACIA DE POLÍCIA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915846. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.114.714 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece êxito. O acórdão recorrido foi enfático ao assentar que “(…) a apelante não se desincumbiu do ônus de demonstrar a alegada negligência dos órgãos públicos prestadores de serviços de assistência social, indicados na narrativa, do que decorre a ruptura do nexo de causalidade material com os prejuízos relatados em abstrato, consubstanciados, sobretudo, no convívio em família desestruturada em que está inserida a apelante, à míngua de conduta omissiva ou comissiva imputável ao Poder Púbico. O quadro probatório (f. 33/167) permite concluir que houve intensa atividade exercida pelo Conselho Tutelar de Sobradinho no acompanhamento da família da apelante, desde meados de março de 2010, quando a parte buscou intervenção do conselho, em razão do mau desempenho escolar de sua filha e de outros conflitos familiares, consoante o relatório informativo de f. 69/70” (grifei). Verifica-se, pelo excerto transcrito, que, conforme já consignado na decisão agravada, para divergir das conclusões a que chegou o Tribunal a quo e acolher a pretensão recursal, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o qual não é cabível no âmbito do recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Suprema Corte. Sobre o tema, além dos precedentes já citados, anotem-se os seguintes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. HOMICÍDIO PRATICADO DENTRO DA DELEGACIA DE POLÍCIA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1114714 AGR / DF RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO. NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE A SUPOSTA FALTA DO SERVIÇO E O DANO SOFRIDO. INCURSIONAMENTO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (RE nº 724.829/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 21/11/16) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Acidente de trânsito. responsabilidade do estado. Dano moral e material. Dever de indenizar. Nexo de causalidade. Discussão. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (ARE nº 937.901/PI-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 25/4/16). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO STF. 1. A responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6º, do Texto Constitucional. Precedentes. 2. O Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 956.285/CE- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 25/8/16). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915846. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO. NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE A SUPOSTA FALTA DO SERVIÇO E O DANO SOFRIDO. INCURSIONAMENTO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (RE nº 724.829/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 21/11/16) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Acidente de trânsito. responsabilidade do estado. Dano moral e material. Dever de indenizar. Nexo de causalidade. Discussão. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (ARE nº 937.901/PI-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 25/4/16). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO STF. 1. A responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6º, do Texto Constitucional. Precedentes. 2. O Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 956.285/CE- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 25/8/16). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1114714 AGR / DF EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/STF. 1. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 936.414/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 9/8/16). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915846. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/STF. 1. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 936.414/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 9/8/16). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 18/05/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.114.714 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889672 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.114.714 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889672 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14933570
2018-05-18T00:00:00
2018-06-05T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Responsabilidade civil do Estado. Ausência de amparo social. Nexo de causalidade não demonstrado na origem. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. As instâncias ordinárias concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não foram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade civil do Estado. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.
sjur385901
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) ARE 937901 AgR (2ªT), ARE 936414 AgR (1ªT), RE 724829 AgR (1ªT), ARE 956285 AgR (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 07/06/2018, BMP.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
1114714
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1114714 AgR
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AGTE.(S) : JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
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Ementa e Acórdão 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.114.714 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Responsabilidade civil do Estado. Ausência de amparo social. Nexo de causalidade não demonstrado na origem. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. As instâncias ordinárias concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não foram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade civil do Estado. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 11 a 17/5/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915849. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1114714 AGR / DF votos, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915849. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF votos, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915849. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.114.714 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Jussara Pereira de Carvalho interpõe tempestivo agravo regimental (26/4/18) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO E CIVIL. INDENIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ALEGAÇÃO DA AUSÊNCIA DE AMPARO SOCIAL. ÔNUS DA PROVA DO FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO. DESATENDIMENTO. NEXO DE CAUSALIDADE NÃO CONFIGURADO. SENTENÇA MANTIDA. 1. É objetiva a responsabilidade do Estado pela ausência de assistência social a quem dela necessita (art. 37, § 6... e art. 203 da Constituição Federal). Todavia, exclui- se a responsabilidade civil, ante a ausência da demonstração do nexo de causalidade. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.114.714 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Jussara Pereira de Carvalho interpõe tempestivo agravo regimental (26/4/18) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO E CIVIL. INDENIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ALEGAÇÃO DA AUSÊNCIA DE AMPARO SOCIAL. ÔNUS DA PROVA DO FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO. DESATENDIMENTO. NEXO DE CAUSALIDADE NÃO CONFIGURADO. SENTENÇA MANTIDA. 1. É objetiva a responsabilidade do Estado pela ausência de assistência social a quem dela necessita (art. 37, § 6... e art. 203 da Constituição Federal). Todavia, exclui- se a responsabilidade civil, ante a ausência da demonstração do nexo de causalidade. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 1114714 AGR / DF 2. Apelação conhecida e não provida.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 6... e 37, § 6..., da Constituição Federal. Decido. No caso dos autos, o acórdão recorrido manteve a improcedência do pedido de indenização por danos morais formulado pela autora amparado no conjunto fático-probatório dos autos. Colhe-se de seu voto condutor os seguintes fundamentos: ‘De início, registro que a atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal reconhece a responsabilidade objetiva estatal tanto nos casos de ação quanto nos de omissão imputável aos agentes públicos. (…) Assim, a responsabilidade objetiva do Estado pela falta de assistência social a quem dela necessita (art. 203 da Constituição Federal), fundada na Teoria do Risco Administrativo e albergada no artigo 37, § 6..., da Constituição Federal, prescinde da prova do dolo ou culpa, bastando perquirir-se o nexo de causalidade entre o dano e a conduta comissiva ou omissiva do ente público. Nada obstante, a apelante não se desincumbiu do ônus de demonstrar a alegada negligência dos órgãos públicos prestadores de serviços de assistência social, indicados na narrativa, do que decorre a ruptura do nexo de causalidade material com os prejuízos relatados em abstrato, consubstanciados, sobretudo, no convívio em família desestruturada em que está inserida a apelante, à míngua de conduta omissiva ou comissiva imputável ao Poder Púbico. O quadro probatório (f. 33/167) permite concluir que houve intensa atividade exercida pelo Conselho Tutelar de Sobradinho no acompanhamento da família da apelante, desde meados de março de 2010, quando a parte buscou intervenção do conselho, em razão do mau desempenho 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF 2. Apelação conhecida e não provida.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 6... e 37, § 6..., da Constituição Federal. Decido. No caso dos autos, o acórdão recorrido manteve a improcedência do pedido de indenização por danos morais formulado pela autora amparado no conjunto fático-probatório dos autos. Colhe-se de seu voto condutor os seguintes fundamentos: ‘De início, registro que a atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal reconhece a responsabilidade objetiva estatal tanto nos casos de ação quanto nos de omissão imputável aos agentes públicos. (…) Assim, a responsabilidade objetiva do Estado pela falta de assistência social a quem dela necessita (art. 203 da Constituição Federal), fundada na Teoria do Risco Administrativo e albergada no artigo 37, § 6..., da Constituição Federal, prescinde da prova do dolo ou culpa, bastando perquirir-se o nexo de causalidade entre o dano e a conduta comissiva ou omissiva do ente público. Nada obstante, a apelante não se desincumbiu do ônus de demonstrar a alegada negligência dos órgãos públicos prestadores de serviços de assistência social, indicados na narrativa, do que decorre a ruptura do nexo de causalidade material com os prejuízos relatados em abstrato, consubstanciados, sobretudo, no convívio em família desestruturada em que está inserida a apelante, à míngua de conduta omissiva ou comissiva imputável ao Poder Púbico. O quadro probatório (f. 33/167) permite concluir que houve intensa atividade exercida pelo Conselho Tutelar de Sobradinho no acompanhamento da família da apelante, desde meados de março de 2010, quando a parte buscou intervenção do conselho, em razão do mau desempenho 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 1114714 AGR / DF escolar de sua filha e de outros conflitos familiares, consoante o relatório informativo de f. 69/70. Nesse relatório consta que: (…) Destarte, o documento indica as várias visitas em domicílio que foram realizadas desde então, inclusive no Rio de Janeiro, onde reside o pai dos últimos filhos da autora, conforme o relato constante da medida de proteção editada pelo Conselho Tutelar de Sobradinho I (f. 58), realidade que destoa da narrativa inicial de que nunca houve visita pessoal no seu ambiente familiar. Ademais, a atuação frequente do órgão fica também nítida nas requisições de serviço público enumeradas no ofício de f. 79/80, dentre elas encaminhamento para programas e para atendimento psicológico familiar, bem assim adoção de medidas de proteção, consoante o retratado no relatório informativo de f. 69/70. Não fosse isso, também restou comprovado que a própria apelante não deu continuidade aos programas de apoio que lhe foram disponibilizados, uma vez que retornava ao Rio de Janeiro com frequência, chegando a recusar atendimento de psicóloga, pertencente ao Centro de Referência Especial de Assistência Social - CREAS (f. 69) O ofício de f. 33, no mesmo sentido, informa que ‘todas as vezes que JUSSARA foi encaminhada a órgãos que poderiam ajudá-la oferecendo tratamento, como por exemplo: CAPS - PARANOÁS, PAV, ADOLESCENTRO, CREAS, a mesma nunca se vinculou, abandonando sempre os acompanhamentos, impedindo assim um tratamento eficaz’ (f. 33). Tanto é assim que consta declaração nos autos (f. 190) sobre pedido de desligamento da Unidade de Acolhimento à Mulher - Casa Flor – da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do Distrito Federal, promovido pela apelante, em 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF escolar de sua filha e de outros conflitos familiares, consoante o relatório informativo de f. 69/70. Nesse relatório consta que: (…) Destarte, o documento indica as várias visitas em domicílio que foram realizadas desde então, inclusive no Rio de Janeiro, onde reside o pai dos últimos filhos da autora, conforme o relato constante da medida de proteção editada pelo Conselho Tutelar de Sobradinho I (f. 58), realidade que destoa da narrativa inicial de que nunca houve visita pessoal no seu ambiente familiar. Ademais, a atuação frequente do órgão fica também nítida nas requisições de serviço público enumeradas no ofício de f. 79/80, dentre elas encaminhamento para programas e para atendimento psicológico familiar, bem assim adoção de medidas de proteção, consoante o retratado no relatório informativo de f. 69/70. Não fosse isso, também restou comprovado que a própria apelante não deu continuidade aos programas de apoio que lhe foram disponibilizados, uma vez que retornava ao Rio de Janeiro com frequência, chegando a recusar atendimento de psicóloga, pertencente ao Centro de Referência Especial de Assistência Social - CREAS (f. 69) O ofício de f. 33, no mesmo sentido, informa que ‘todas as vezes que JUSSARA foi encaminhada a órgãos que poderiam ajudá-la oferecendo tratamento, como por exemplo: CAPS - PARANOÁS, PAV, ADOLESCENTRO, CREAS, a mesma nunca se vinculou, abandonando sempre os acompanhamentos, impedindo assim um tratamento eficaz’ (f. 33). Tanto é assim que consta declaração nos autos (f. 190) sobre pedido de desligamento da Unidade de Acolhimento à Mulher - Casa Flor – da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do Distrito Federal, promovido pela apelante, em 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 1114714 AGR / DF 15/09/2015, sob a justificativa de que a parte retornaria à cidade do Rio de Janeiro. Ocorre que o pedido de desligamento se deu posteriormente ao ajuizamento desta ação, que contraditoriamente visava o acompanhamento e apoio familiar pelos órgãos assistenciais integrantes da estrutura administrativa do Distrito Federal. Enfim, mesmo após reunião em que foi disponibilizada à apelante a possibilidade de ter autonomia quanto ao local de sua residência, a parte manifestou desinteresse em sair do convívio de sua família (f. 70), comportamento que também vai de encontro a toda a narrativa dos prejuízos de ordem psíquica e moral sofridos por ela e por seus filhos, posto que decorrentes do núcleo familiar desestruturado. Quanto ao alegado atendimento inadequado e destrato ocasionados pelos agentes da rede pública que prestam os serviços de assistência social, também restou ausente qualquer prova que corrobore as condutas narradas em abstrato. Conclusão diversa da narrativa, aliás, foi proferida pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ao arquivar pedido de providências da ora apelante, formulado sob a justificativa de não ter obtido resultado eficaz quando de denúncia apresentada junto ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (f. 100/104). Oportuno reproduzir o consignado pelo CNMP, porquanto revela com notória verossimilhança todo o cotejo probatório documentado nestes autos: (…) Diante disso, à míngua de conduta comissiva ou omissiva do Poder Público, não há como imputar-lhe a obrigação de indenizar a título de composição de um dano que não tenha dado causa. Por fim, não se admite a juntada extemporânea de documento, após a sentença, por não se tratar de prova 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF 15/09/2015, sob a justificativa de que a parte retornaria à cidade do Rio de Janeiro. Ocorre que o pedido de desligamento se deu posteriormente ao ajuizamento desta ação, que contraditoriamente visava o acompanhamento e apoio familiar pelos órgãos assistenciais integrantes da estrutura administrativa do Distrito Federal. Enfim, mesmo após reunião em que foi disponibilizada à apelante a possibilidade de ter autonomia quanto ao local de sua residência, a parte manifestou desinteresse em sair do convívio de sua família (f. 70), comportamento que também vai de encontro a toda a narrativa dos prejuízos de ordem psíquica e moral sofridos por ela e por seus filhos, posto que decorrentes do núcleo familiar desestruturado. Quanto ao alegado atendimento inadequado e destrato ocasionados pelos agentes da rede pública que prestam os serviços de assistência social, também restou ausente qualquer prova que corrobore as condutas narradas em abstrato. Conclusão diversa da narrativa, aliás, foi proferida pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ao arquivar pedido de providências da ora apelante, formulado sob a justificativa de não ter obtido resultado eficaz quando de denúncia apresentada junto ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (f. 100/104). Oportuno reproduzir o consignado pelo CNMP, porquanto revela com notória verossimilhança todo o cotejo probatório documentado nestes autos: (…) Diante disso, à míngua de conduta comissiva ou omissiva do Poder Público, não há como imputar-lhe a obrigação de indenizar a título de composição de um dano que não tenha dado causa. Por fim, não se admite a juntada extemporânea de documento, após a sentença, por não se tratar de prova 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 1114714 AGR / DF nova em relação aos fatos alegados no pedido inicial, sem comprovação da autora/apelante quanto ao motivo que a impediu de juntá-lo anteriormente. Todavia, verifico que os relatórios médicos e psicológicos acostados à f. 210/218; bem assim os encaminhamentos do Departamento de Atividade Psicossocial de f. 266/269; a decisão que aplicou medidas protetivas em favor da filha da apelante à f. 272/273; e o encaminhamento de f. 274, foram emitidos posteriormente à r. sentença, tratando-se, portanto, de prova nova. Apesar disso, afigura-me irrelevante a documentação nova trazida, porquanto apenas reafirma diagnóstico de patologias mentais e situação conturbada familiar, já comprovados nos autos, fatos que sequer influenciam neste julgamento, já que ausente a demonstração de que os danos narrados decorreram da conduta omissiva ou comissiva consubstanciada em negligência estatal, elementar do nexo de causalidade para fins de responsabilização civil. Ante o exposto, não comprovados os fatos constitutivos do direito, bem assim concluído que a narrativa da petição inicial não condiz com as provas dos autos, escorreita a r. sentença que julgou improcedente o pedido de compensação pelo Distrito Federal, a título de dano moral.’ Nessa conformidade, verifica-se que para acolher a pretensão da recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelas instâncias de origem, no sentido da inexistência do nexo causal, seria imprescindível o reexame dos fatos e provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF nova em relação aos fatos alegados no pedido inicial, sem comprovação da autora/apelante quanto ao motivo que a impediu de juntá-lo anteriormente. Todavia, verifico que os relatórios médicos e psicológicos acostados à f. 210/218; bem assim os encaminhamentos do Departamento de Atividade Psicossocial de f. 266/269; a decisão que aplicou medidas protetivas em favor da filha da apelante à f. 272/273; e o encaminhamento de f. 274, foram emitidos posteriormente à r. sentença, tratando-se, portanto, de prova nova. Apesar disso, afigura-me irrelevante a documentação nova trazida, porquanto apenas reafirma diagnóstico de patologias mentais e situação conturbada familiar, já comprovados nos autos, fatos que sequer influenciam neste julgamento, já que ausente a demonstração de que os danos narrados decorreram da conduta omissiva ou comissiva consubstanciada em negligência estatal, elementar do nexo de causalidade para fins de responsabilização civil. Ante o exposto, não comprovados os fatos constitutivos do direito, bem assim concluído que a narrativa da petição inicial não condiz com as provas dos autos, escorreita a r. sentença que julgou improcedente o pedido de compensação pelo Distrito Federal, a título de dano moral.’ Nessa conformidade, verifica-se que para acolher a pretensão da recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelas instâncias de origem, no sentido da inexistência do nexo causal, seria imprescindível o reexame dos fatos e provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório ARE 1114714 AGR / DF ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NEXO DE CAUSALIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. É inadmissível o extraordinário quando para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, exija-se o reexame das provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 909.388/PE- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/4/16). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. AUSÊNCIA DE NEXO CAUSAL. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 828.807/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/14). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Responsabilidade objetiva do Estado. Art. 37, § 6..., da Constituição Federal de 1988. Acidente de trânsito. Comprovação do fato e do nexo causal. Indenização por dano material 3. Incidência das Súmulas 279 e 283 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 587.311/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 30/11/10). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. ART. 37, § 6... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA. SÚMULA 279 do Supremo Tribunal Federal. I – A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, § 6..., da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 484.277/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NEXO DE CAUSALIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. É inadmissível o extraordinário quando para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, exija-se o reexame das provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 909.388/PE- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/4/16). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. AUSÊNCIA DE NEXO CAUSAL. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 828.807/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/14). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Responsabilidade objetiva do Estado. Art. 37, § 6..., da Constituição Federal de 1988. Acidente de trânsito. Comprovação do fato e do nexo causal. Indenização por dano material 3. Incidência das Súmulas 279 e 283 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 587.311/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 30/11/10). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. ART. 37, § 6... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA. SÚMULA 279 do Supremo Tribunal Federal. I – A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, § 6..., da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 484.277/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório ARE 1114714 AGR / DF Lewandowski, DJ de 7/12/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO CULPOSA. RELEVÂNCIA DA CULPA ‘IN VIGILANDO’ NA PRODUÇÃO DO RESULTADO DANOSO. DISCUSSÃO EMINENTEMENTE FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 461.073/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/12/10). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) do seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão de justiça gratuita.” Aduz a agravante, in verbis, o seguinte: “Pretende-se, tão somente, que o E. Supremo Tribunal Federal diga se, à luz do disposto nos artigos 6... e 37, §6..., da Constituição Federal, a omissão estatal narrada no caso concreto configura situação hábil a gerar dano moral. Nesse sentido, com a devida vênia, não merece prosperar a conclusão de que reverter a conclusão acerca da existência de dano moral demandaria o reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Isso porque, conforme apontado [ ], a pretensão da Agravante restringe-se à análise de ocorrência de falha na prestação do serviço pelo Agravado, consubstanciada nas situações fáticas já delineadas, cuja rediscussão não é suscitada nas razões recursais.” 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF Lewandowski, DJ de 7/12/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO CULPOSA. RELEVÂNCIA DA CULPA ‘IN VIGILANDO’ NA PRODUÇÃO DO RESULTADO DANOSO. DISCUSSÃO EMINENTEMENTE FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 461.073/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/12/10). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) do seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão de justiça gratuita.” Aduz a agravante, in verbis, o seguinte: “Pretende-se, tão somente, que o E. Supremo Tribunal Federal diga se, à luz do disposto nos artigos 6... e 37, §6..., da Constituição Federal, a omissão estatal narrada no caso concreto configura situação hábil a gerar dano moral. Nesse sentido, com a devida vênia, não merece prosperar a conclusão de que reverter a conclusão acerca da existência de dano moral demandaria o reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Isso porque, conforme apontado [ ], a pretensão da Agravante restringe-se à análise de ocorrência de falha na prestação do serviço pelo Agravado, consubstanciada nas situações fáticas já delineadas, cuja rediscussão não é suscitada nas razões recursais.” 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Relatório ARE 1114714 AGR / DF Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.114.714 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece êxito. O acórdão recorrido foi enfático ao assentar que “(…) a apelante não se desincumbiu do ônus de demonstrar a alegada negligência dos órgãos públicos prestadores de serviços de assistência social, indicados na narrativa, do que decorre a ruptura do nexo de causalidade material com os prejuízos relatados em abstrato, consubstanciados, sobretudo, no convívio em família desestruturada em que está inserida a apelante, à míngua de conduta omissiva ou comissiva imputável ao Poder Púbico. O quadro probatório (f. 33/167) permite concluir que houve intensa atividade exercida pelo Conselho Tutelar de Sobradinho no acompanhamento da família da apelante, desde meados de março de 2010, quando a parte buscou intervenção do conselho, em razão do mau desempenho escolar de sua filha e de outros conflitos familiares, consoante o relatório informativo de f. 69/70” (grifei). Verifica-se, pelo excerto transcrito, que, conforme já consignado na decisão agravada, para divergir das conclusões a que chegou o Tribunal a quo e acolher a pretensão recursal, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o qual não é cabível no âmbito do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Suprema Corte. Sobre o tema, além dos precedentes já citados, anotem-se os seguintes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. HOMICÍDIO PRATICADO DENTRO DA DELEGACIA DE POLÍCIA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915846. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.114.714 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece êxito. O acórdão recorrido foi enfático ao assentar que “(…) a apelante não se desincumbiu do ônus de demonstrar a alegada negligência dos órgãos públicos prestadores de serviços de assistência social, indicados na narrativa, do que decorre a ruptura do nexo de causalidade material com os prejuízos relatados em abstrato, consubstanciados, sobretudo, no convívio em família desestruturada em que está inserida a apelante, à míngua de conduta omissiva ou comissiva imputável ao Poder Púbico. O quadro probatório (f. 33/167) permite concluir que houve intensa atividade exercida pelo Conselho Tutelar de Sobradinho no acompanhamento da família da apelante, desde meados de março de 2010, quando a parte buscou intervenção do conselho, em razão do mau desempenho escolar de sua filha e de outros conflitos familiares, consoante o relatório informativo de f. 69/70” (grifei). Verifica-se, pelo excerto transcrito, que, conforme já consignado na decisão agravada, para divergir das conclusões a que chegou o Tribunal a quo e acolher a pretensão recursal, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o qual não é cabível no âmbito do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Suprema Corte. Sobre o tema, além dos precedentes já citados, anotem-se os seguintes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. HOMICÍDIO PRATICADO DENTRO DA DELEGACIA DE POLÍCIA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1114714 AGR / DF RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO. NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE A SUPOSTA FALTA DO SERVIÇO E O DANO SOFRIDO. INCURSIONAMENTO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 724.829/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 21/11/16) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Acidente de trânsito. responsabilidade do estado. Dano moral e material. Dever de indenizar. Nexo de causalidade. Discussão. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (ARE n 937.901/PI-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 25/4/16). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6..., do Texto Constitucional. Precedentes. 2. O Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 956.285/CE- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 25/8/16). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915846. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO. NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE A SUPOSTA FALTA DO SERVIÇO E O DANO SOFRIDO. INCURSIONAMENTO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 724.829/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 21/11/16) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Acidente de trânsito. responsabilidade do estado. Dano moral e material. Dever de indenizar. Nexo de causalidade. Discussão. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (ARE n 937.901/PI-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 25/4/16). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6..., do Texto Constitucional. Precedentes. 2. O Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 956.285/CE- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 25/8/16). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1114714 AGR / DF EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 936.414/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 9/8/16). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915846. Supremo Tribunal Federal ARE 1114714 AGR / DF EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 936.414/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 9/8/16). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14915846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 18/05/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.114.714 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889672 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.114.714 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889672 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 114 . 714", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1114714 AGR / DF", "ARE 1114714 AGR", "ARE 1114714 AGR / DF", "ARE 1114714 AGR / DF", "ARE 1114714 AGR / DF", "ARE 1114714 AGR / DF", "ARE 1114714 AGR / DF", "ARE 1114714 AGR / DF", "ARE 1114714 AGR", "Súmula n 279 desta Corte", "Súmula n 279 desta Corte", "ARE 1114714 AGR / DF ADMINISTRATIVO", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 909 . 388 / PE - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 828 . 807 / RJ - AgR", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário n 587 . 311 / RJ - AgR", "SÚMULA 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 484 . 277 / SE - AgR", "ARE 1114714 AGR /", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 909 . 388 / PE -", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO", "ARE n 828 . 807 / RJ - AgR", "Súmulas 279 e 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 587 . 311 / RJ - AgR", "SÚMULA 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 484 . 277 / SE - AgR", "ARE 1114714 AGR / DF Lewandowski", "ENUNCIADO 279 DA SÚMULA / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 461 . 073 / RS - AgR", "ARE 1114714", "Recurso Extraordinário n 461 . 073 / RS - AgR", "ARE 1114714 AGR / DF", "ARE 1114714 AGR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 114 . 714", "Súmula n 279 desta Suprema Corte", "Súmula n 279 desta Suprema Corte", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 724 . 829 / AM - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 937 . 901 / PI - AgR", "AGRAVO", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 956 . 285 / CE - AgR", "ARE 1114714 AGR / DF", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 724 . 829 / AM - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 937 . 901 / PI - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 956 . 285 / CE - AgR", "ARE 1114714 AGR / DF", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 936 . 414 / PE - AgR", "ARE 1114714 AGR / DF", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 936 . 414 / PE - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . e art . 203 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . e art . 203 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 6 . . . e 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "art . 203 da Constituição Federal", "artigo 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 6 . . . e 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "art . 203 da Constituição Federal", "artigo 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal de 1988", "ART . 37 , § 6 . . . DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal de 1988", "ART . 37 , § 6 . . . DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 37 , § 6 . . . , da", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "artigos 6 . . . e 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "artigos 6 . . . e 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . , do Texto Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . , do Texto Constitucional", "art . 1 . 021 ,", "Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "Distrito Federal", "Rio de Janeiro", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Sétima Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Sétima Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Tutelar de Sobradinho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Tutelar de Sobradinho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Conselho Tutelar de Sobradinho I", "Centro de Referência Especial de Assistência Social", "CREAS", "CAPS", "-", "PARANOÁS", "PAV", "ADOLESCENTRO", "CREAS", "Unidade de Acolhimento à Mulher", "Casa Flor", "Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda", "Distrito Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Tutelar de Sobradinho I", "Centro de Referência Especial de Assistência Social", "CREAS", "CAPS", "-", "PARANOÁS", "PAV", "ADOLESCENTRO", "CREAS", "Unidade de Acolhimento à Mulher", "Casa Flor", "Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do Distrito Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Conselho Nacional do Ministério Público", "CNMP", "Ministério Público do Distrito Federal e Territórios", "CNMP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional do Ministério Público", "CNMP", "Ministério Público do Distrito Federal e Territórios", "CNMP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "DF", "Departamento de Atividade Psicossocial", "Distrito Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Departamento de Atividade Psicossocial", "Distrito Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Conselho Tutelar de Sobradinho", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Conselho Tutelar de Sobradinho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO", "DIAS TOFFOLI", "Jussara Pereira de Carvalho", "DIAS TOFFOLI", "JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO", "DIAS TOFFOLI", "Jussara Pereira de Carvalho", "JUSSARA", "JUSSARA", "Edson Fachin", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo", "Edson Fachin", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo", "Joaquim Barbosa", "Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Marília Montenegro", "DIAS TOFFOLI", "JUSSARA PEREIRA DE CARVALHO", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Marília Montenegro" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "11", "17", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "26", "/", "4", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "26", "/", "4", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "meados", "março de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "março de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "4", "/", "16", "26", "/", "9", "/", "14", "30", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "4", "/", "16", "26", "/", "9", "/", "14", "30", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "12", "/", "07", "2", "/", "12", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "12", "/", "07", "2", "/", "12", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "março de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "meados", "março de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "11", "/", "16", "25", "/", "4", "/", "16", "25", "/", "8", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "11", "/", "16", "25", "/", "4", "/", "16", "25", "/", "8", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "8", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "8", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", 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Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.753 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :FUNDACAO PARQUES E JARDINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PODA DE ÁRVORES. NECESSIDADE DE REEXAME DO MATERIAL FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. É firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o Poder Judiciário, em respeito ao princípio constitucional da separação dos Poderes, só pode adentrar no mérito de decisão administrativa quando esta restar eivada de ilegalidade ou de abuso de poder. 2. Hipótese em que para dissentir da conclusão do Tribunal de origem seriam imprescindíveis uma nova análise dos fatos e das provas constantes dos autos, bem como o exame da legislação local aplicável. Nessas condições, incidem as Súmulas 279 e 280/STF. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18 da Lei nº 7.347/1985). 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872321. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 1111753 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 a 17 de maio de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872321. Supremo Tribunal Federal RE 1111753 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 a 17 de maio de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.753 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :FUNDACAO PARQUES E JARDINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, em decisão assim fundamentada: "Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘RECURSOS DE APELAÇÃO. AGRAVO RETIDO. REJEIÇÃO. PRELIMINARES QUE SE CONFUNDEM COM O MÉRITO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. SERVIÇO DE PODA DE ÁRVORES. SERVIÇO NÃO LIGADO AO MÍNIMO EXISTENCIAL. PODER REGULAMENTAR. PRIVATIVO DO TITULAR DO SERVIÇO PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE DE O JUDICIÁRIO SE IMISCUIR NAS TAREFAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 2º da Constituição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872322. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.753 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :FUNDACAO PARQUES E JARDINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, em decisão assim fundamentada: "Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘RECURSOS DE APELAÇÃO. AGRAVO RETIDO. REJEIÇÃO. PRELIMINARES QUE SE CONFUNDEM COM O MÉRITO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. SERVIÇO DE PODA DE ÁRVORES. SERVIÇO NÃO LIGADO AO MÍNIMO EXISTENCIAL. PODER REGULAMENTAR. PRIVATIVO DO TITULAR DO SERVIÇO PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE DE O JUDICIÁRIO SE IMISCUIR NAS TAREFAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 2º da Constituição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 1111753 AGR / RJ O recurso não deve ser provido. O Supremo Tribunal Federal já assentou a possibilidade, em casos emergenciais, de implementação de políticas públicas relativas aos direitos assegurados na Constituição por decisão judicial, ante a inércia ou morosidade da Administração. Nessa linha, vejam-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Poder Judiciário. Determinação para implementação de políticas públicas. Segurança pública. Destacamento de policiais para garantia de segurança em estabelecimento de custódia de menores infratores. Violação do princípio da separação dos Poderes. Não ocorrência. Precedentes. 1. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais sem que isso configure violação do princípio da separação dos poderes. 2. Agravo regimental não provido.’ (Primeira Turma, AI 810.410-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) ‘DIREITO CONSTITUCIONAL. SEGURANÇA PÚBLICA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PROSSEGUIMENTO DE JULGAMENTO. AUSÊNCIA DE INGERÊNCIA NO PODER DISCRICIONÁRIO DO PODER EXECUTIVO. ARTIGOS 2º, 6º E 144 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O direito a segurança é prerrogativa constitucional indisponível, garantido mediante a implementação de políticas públicas, impondo ao Estado a obrigação de criar condições objetivas que possibilitem o efetivo acesso a tal serviço. 2. É possível ao Poder Judiciário determinar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872322. Supremo Tribunal Federal RE 1111753 AGR / RJ O recurso não deve ser provido. O Supremo Tribunal Federal já assentou a possibilidade, em casos emergenciais, de implementação de políticas públicas relativas aos direitos assegurados na Constituição por decisão judicial, ante a inércia ou morosidade da Administração. Nessa linha, vejam-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Poder Judiciário. Determinação para implementação de políticas públicas. Segurança pública. Destacamento de policiais para garantia de segurança em estabelecimento de custódia de menores infratores. Violação do princípio da separação dos Poderes. Não ocorrência. Precedentes. 1. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais sem que isso configure violação do princípio da separação dos poderes. 2. Agravo regimental não provido.’ (Primeira Turma, AI 810.410-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) ‘DIREITO CONSTITUCIONAL. SEGURANÇA PÚBLICA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PROSSEGUIMENTO DE JULGAMENTO. AUSÊNCIA DE INGERÊNCIA NO PODER DISCRICIONÁRIO DO PODER EXECUTIVO. ARTIGOS 2º, 6º E 144 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O direito a segurança é prerrogativa constitucional indisponível, garantido mediante a implementação de políticas públicas, impondo ao Estado a obrigação de criar condições objetivas que possibilitem o efetivo acesso a tal serviço. 2. É possível ao Poder Judiciário determinar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 1111753 AGR / RJ implementação pelo Estado, quando inadimplente, de políticas públicas constitucionalmente previstas, sem que haja ingerência em questão que envolve o poder discricionário do Poder Executivo. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido.’ (Segunda Turma, RE 559.646-AgR, Relª. Minª. Ellen Gracie) No caso, não ficou comprovada a existência de situação emergencial a demandar a necessidade de intervenção do Poder Judiciário na implementação de determinada política pública. Assim, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente no sentido de que há omissão do Poder Público, tendo em vista que a inadequada poda de árvores pode ensejar consequências gravíssimas à população , seria necessária a reapreciação de fatos e provas constantes dos autos, o que não é cabível nesse momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, do CPC/2015 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego provimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18 da Lei nº 7.347/1985).” 2. A parte recorrente alega que há nulidade porque o Ministério Público Federal não foi intimado para oferecer parecer no presente recurso. Reitera os fundamentos do recurso extraordinário de suposta violação ao art. 2º da Constituição Federal. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872322. Supremo Tribunal Federal RE 1111753 AGR / RJ implementação pelo Estado, quando inadimplente, de políticas públicas constitucionalmente previstas, sem que haja ingerência em questão que envolve o poder discricionário do Poder Executivo. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido.’ (Segunda Turma, RE 559.646-AgR, Relª. Minª. Ellen Gracie) No caso, não ficou comprovada a existência de situação emergencial a demandar a necessidade de intervenção do Poder Judiciário na implementação de determinada política pública. Assim, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente no sentido de que há omissão do Poder Público, tendo em vista que a inadequada poda de árvores pode ensejar consequências gravíssimas à população , seria necessária a reapreciação de fatos e provas constantes dos autos, o que não é cabível nesse momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, do CPC/2015 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego provimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18 da Lei nº 7.347/1985).” 2. A parte recorrente alega que há nulidade porque o Ministério Público Federal não foi intimado para oferecer parecer no presente recurso. Reitera os fundamentos do recurso extraordinário de suposta violação ao art. 2º da Constituição Federal. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.753 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz fundamentos suficientes para alterar a decisão ora agravada. 3. Quanto à suposta nulidade dada a não intimação do Ministério Público Federal, para oferecimento de parecer, observo que não há, no recurso extraordinário, a necessidade desta intimação. 4. No mérito, conforme consta da decisão ora impugnada, o Supremo Tribunal Federal já assentou a possibilidade, em casos emergenciais, de implementação de políticas públicas relativas aos direitos assegurados na Constituição por decisão judicial, ante a inércia ou morosidade da Administração. 5. Na hipótese, não ficou comprovada a existência de situação emergencial a demandar a necessidade de intervenção do Poder Judiciário na implementação de determinada política pública. Assim, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente no sentido de que há omissão do Poder Público, tendo em vista que a inadequada poda de árvores pode ensejar consequências gravíssimas à população , seria necessária a reapreciação de fatos e provas constantes dos autos, o que não é cabível nesse momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872323. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.753 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz fundamentos suficientes para alterar a decisão ora agravada. 3. Quanto à suposta nulidade dada a não intimação do Ministério Público Federal, para oferecimento de parecer, observo que não há, no recurso extraordinário, a necessidade desta intimação. 4. No mérito, conforme consta da decisão ora impugnada, o Supremo Tribunal Federal já assentou a possibilidade, em casos emergenciais, de implementação de políticas públicas relativas aos direitos assegurados na Constituição por decisão judicial, ante a inércia ou morosidade da Administração. 5. Na hipótese, não ficou comprovada a existência de situação emergencial a demandar a necessidade de intervenção do Poder Judiciário na implementação de determinada política pública. Assim, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente no sentido de que há omissão do Poder Público, tendo em vista que a inadequada poda de árvores pode ensejar consequências gravíssimas à população , seria necessária a reapreciação de fatos e provas constantes dos autos, o que não é cabível nesse momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1111753 AGR / RJ 6. A parte agravante insiste no acolhimento de recurso que não preenche os requisitos de sua admissibilidade. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18 da Lei nº 7.347/1985). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872323. Supremo Tribunal Federal RE 1111753 AGR / RJ 6. A parte agravante insiste no acolhimento de recurso que não preenche os requisitos de sua admissibilidade. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18 da Lei nº 7.347/1985). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.753 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO (33742/DF, 69747/RJ, 323956/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : FUNDACAO PARQUES E JARDINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935203 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.753 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO (33742/DF, 69747/RJ, 323956/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : FUNDACAO PARQUES E JARDINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935203 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14944006
2018-05-18T00:00:00
2018-06-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PODA DE ÁRVORES. NECESSIDADE DE REEXAME DO MATERIAL FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. É firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o Poder Judiciário, em respeito ao princípio constitucional da separação dos Poderes, só pode adentrar no mérito de decisão administrativa quando esta restar eivada de ilegalidade ou de abuso de poder. 2. Hipótese em que para dissentir da conclusão do Tribunal de origem seriam imprescindíveis uma nova análise dos fatos e das provas constantes dos autos, bem como o exame da legislação local aplicável. Nessas condições, incidem as Súmulas 279 e 280/STF. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18 da Lei nº 7.347/1985). 4. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur386066
Número de páginas: 8. Análise: 08/06/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1111753
[ "LEG-FED LEI-007347 ANO-1985\n ART-00017 ART-00018\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-00098 PAR-00003 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1111753 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : FUNDACAO PARQUES E JARDINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.753 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :FUNDACAO PARQUES E JARDINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PODA DE ÁRVORES. NECESSIDADE DE REEXAME DO MATERIAL FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. É firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o Poder Judiciário, em respeito ao princípio constitucional da separação dos Poderes, só pode adentrar no mérito de decisão administrativa quando esta restar eivada de ilegalidade ou de abuso de poder. 2. Hipótese em que para dissentir da conclusão do Tribunal de origem seriam imprescindíveis uma nova análise dos fatos e das provas constantes dos autos, bem como o exame da legislação local aplicável. Nessas condições, incidem as Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18 da Lei n 7.347/1985). 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872321. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1111753 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 a 17 de maio de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872321. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111753 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 a 17 de maio de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.753 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :FUNDACAO PARQUES E JARDINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, em decisão assim fundamentada: "Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘RECURSOS DE APELAÇÃO. AGRAVO RETIDO. REJEIÇÃO. PRELIMINARES QUE SE CONFUNDEM COM O MÉRITO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. SERVIÇO DE PODA DE ÁRVORES. SERVIÇO NÃO LIGADO AO MÍNIMO EXISTENCIAL. PODER REGULAMENTAR. PRIVATIVO DO TITULAR DO SERVIÇO PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE DE O JUDICIÁRIO SE IMISCUIR NAS TAREFAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 2... da Constituição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872322. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.753 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :FUNDACAO PARQUES E JARDINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, em decisão assim fundamentada: "Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘RECURSOS DE APELAÇÃO. AGRAVO RETIDO. REJEIÇÃO. PRELIMINARES QUE SE CONFUNDEM COM O MÉRITO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. SERVIÇO DE PODA DE ÁRVORES. SERVIÇO NÃO LIGADO AO MÍNIMO EXISTENCIAL. PODER REGULAMENTAR. PRIVATIVO DO TITULAR DO SERVIÇO PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE DE O JUDICIÁRIO SE IMISCUIR NAS TAREFAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 2... da Constituição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1111753 AGR / RJ O recurso não deve ser provido. O Supremo Tribunal Federal já assentou a possibilidade, em casos emergenciais, de implementação de políticas públicas relativas aos direitos assegurados na Constituição por decisão judicial, ante a inércia ou morosidade da Administração. Nessa linha, vejam-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Poder Judiciário. Determinação para implementação de políticas públicas. Segurança pública. Destacamento de policiais para garantia de segurança em estabelecimento de custódia de menores infratores. Violação do princípio da separação dos Poderes. Não ocorrência. Precedentes. 1. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais sem que isso configure violação do princípio da separação dos poderes. 2. Agravo regimental não provido.’ (Primeira Turma, AI 810.410-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) ‘DIREITO CONSTITUCIONAL. SEGURANÇA PÚBLICA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PROSSEGUIMENTO DE JULGAMENTO. AUSÊNCIA DE INGERÊNCIA NO PODER DISCRICIONÁRIO DO PODER EXECUTIVO. ARTIGOS 2..., 6... E 144 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O direito a segurança é prerrogativa constitucional indisponível, garantido mediante a implementação de políticas públicas, impondo ao Estado a obrigação de criar condições objetivas que possibilitem o efetivo acesso a tal serviço. 2. É possível ao Poder Judiciário determinar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872322. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111753 AGR / RJ O recurso não deve ser provido. O Supremo Tribunal Federal já assentou a possibilidade, em casos emergenciais, de implementação de políticas públicas relativas aos direitos assegurados na Constituição por decisão judicial, ante a inércia ou morosidade da Administração. Nessa linha, vejam-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Poder Judiciário. Determinação para implementação de políticas públicas. Segurança pública. Destacamento de policiais para garantia de segurança em estabelecimento de custódia de menores infratores. Violação do princípio da separação dos Poderes. Não ocorrência. Precedentes. 1. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais sem que isso configure violação do princípio da separação dos poderes. 2. Agravo regimental não provido.’ (Primeira Turma, AI 810.410-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) ‘DIREITO CONSTITUCIONAL. SEGURANÇA PÚBLICA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PROSSEGUIMENTO DE JULGAMENTO. AUSÊNCIA DE INGERÊNCIA NO PODER DISCRICIONÁRIO DO PODER EXECUTIVO. ARTIGOS 2..., 6... E 144 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O direito a segurança é prerrogativa constitucional indisponível, garantido mediante a implementação de políticas públicas, impondo ao Estado a obrigação de criar condições objetivas que possibilitem o efetivo acesso a tal serviço. 2. É possível ao Poder Judiciário determinar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1111753 AGR / RJ implementação pelo Estado, quando inadimplente, de políticas públicas constitucionalmente previstas, sem que haja ingerência em questão que envolve o poder discricionário do Poder Executivo. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido.’ (Segunda Turma, Recurso Extraordinário 559.646-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie) No caso, não ficou comprovada a existência de situação emergencial a demandar a necessidade de intervenção do Poder Judiciário na implementação de determinada política pública. Assim, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente no sentido de que há omissão do Poder Público, tendo em vista que a inadequada poda de árvores pode ensejar consequências gravíssimas à população , seria necessária a reapreciação de fatos e provas constantes dos autos, o que não é cabível nesse momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, do Código de Processo Civil/2015 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18 da Lei n 7.347/1985).” 2. A parte recorrente alega que há nulidade porque o Ministério Público Federal não foi intimado para oferecer parecer no presente recurso. Reitera os fundamentos do recurso extraordinário de suposta violação ao art. 2... da Constituição Federal. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872322. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111753 AGR / RJ implementação pelo Estado, quando inadimplente, de políticas públicas constitucionalmente previstas, sem que haja ingerência em questão que envolve o poder discricionário do Poder Executivo. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido.’ (Segunda Turma, Recurso Extraordinário 559.646-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie) No caso, não ficou comprovada a existência de situação emergencial a demandar a necessidade de intervenção do Poder Judiciário na implementação de determinada política pública. Assim, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente no sentido de que há omissão do Poder Público, tendo em vista que a inadequada poda de árvores pode ensejar consequências gravíssimas à população , seria necessária a reapreciação de fatos e provas constantes dos autos, o que não é cabível nesse momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, do Código de Processo Civil/2015 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18 da Lei n 7.347/1985).” 2. A parte recorrente alega que há nulidade porque o Ministério Público Federal não foi intimado para oferecer parecer no presente recurso. Reitera os fundamentos do recurso extraordinário de suposta violação ao art. 2... da Constituição Federal. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.753 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz fundamentos suficientes para alterar a decisão ora agravada. 3. Quanto à suposta nulidade dada a não intimação do Ministério Público Federal, para oferecimento de parecer, observo que não há, no recurso extraordinário, a necessidade desta intimação. 4. No mérito, conforme consta da decisão ora impugnada, o Supremo Tribunal Federal já assentou a possibilidade, em casos emergenciais, de implementação de políticas públicas relativas aos direitos assegurados na Constituição por decisão judicial, ante a inércia ou morosidade da Administração. 5. Na hipótese, não ficou comprovada a existência de situação emergencial a demandar a necessidade de intervenção do Poder Judiciário na implementação de determinada política pública. Assim, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente no sentido de que há omissão do Poder Público, tendo em vista que a inadequada poda de árvores pode ensejar consequências gravíssimas à população , seria necessária a reapreciação de fatos e provas constantes dos autos, o que não é cabível nesse momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872323. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.753 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz fundamentos suficientes para alterar a decisão ora agravada. 3. Quanto à suposta nulidade dada a não intimação do Ministério Público Federal, para oferecimento de parecer, observo que não há, no recurso extraordinário, a necessidade desta intimação. 4. No mérito, conforme consta da decisão ora impugnada, o Supremo Tribunal Federal já assentou a possibilidade, em casos emergenciais, de implementação de políticas públicas relativas aos direitos assegurados na Constituição por decisão judicial, ante a inércia ou morosidade da Administração. 5. Na hipótese, não ficou comprovada a existência de situação emergencial a demandar a necessidade de intervenção do Poder Judiciário na implementação de determinada política pública. Assim, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente no sentido de que há omissão do Poder Público, tendo em vista que a inadequada poda de árvores pode ensejar consequências gravíssimas à população , seria necessária a reapreciação de fatos e provas constantes dos autos, o que não é cabível nesse momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1111753 AGR / RJ 6. A parte agravante insiste no acolhimento de recurso que não preenche os requisitos de sua admissibilidade. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18 da Lei n 7.347/1985). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872323. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111753 AGR / RJ 6. A parte agravante insiste no acolhimento de recurso que não preenche os requisitos de sua admissibilidade. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18 da Lei n 7.347/1985). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.753 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO (33742/DF, 69747/RJ, 323956/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : FUNDACAO PARQUES E JARDINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935203 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.753 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO (33742/DF, 69747/RJ, 323956/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : FUNDACAO PARQUES E JARDINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935203 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 111 . 753", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1111753 AGR /", "Recurso Extraordinário 1111753 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 111 . 753", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 111 . 753", "Recurso Extraordinário 1111753 AGR", "AI 810 . 410 - AgR", "Recurso Extraordinário 1111753 AGR / RJ", "AI 810 . 410 - AgR", "Recurso Extraordinário 1111753 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 559 . 646 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1111753 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 559 . 646 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1111753 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1111753 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 111 . 753", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 111 ." ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "arts . 17 e 18 da Lei n 7 . 347 / 1985", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 2 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 2 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ARTIGOS 2 . . . , 6 . . . 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da Lei n 7 . 347 / 1985", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO", "MUNICÍPIO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A", "MUNICÍPIO", "FUNDACAO PARQUES E JARDINS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A", "FUNDACAO PARQUES E JARDINS", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO", "LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A", "FUNDACAO PARQUES E JARDINS", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal 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Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO", "LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A", "MUNICÍPIO", "FUNDACAO PARQUES E JARDINS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S A", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "FUNDACAO PARQUES E JARDINS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "JOSE ROBERTO DE ALBUQUERQUE SAMPAIO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 a 17 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 a 17 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", 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Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.514 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ENIO ROBERTO KAUFMANN ADV.(A/S) :ANDRE TISCHLER ELLWANGER DE ARAUJO AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA: INVIABILIDADE. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em não conhecer do agravo regimental e aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907057. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.514 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ENIO ROBERTO KAUFMANN ADV.(A/S) :ANDRE TISCHLER ELLWANGER DE ARAUJO AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 6.11.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo por ausência de impugnação da decisão agravada (Súmula 287 do Supremo Tribunal, doc. 13). 2. Publicada essa decisão em 10.11.2017, o agravante interpôs, em 16.11.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 15). 3. O agravante reitera os argumentos do recurso extraordinário com agravo sem impugnar o fundamento da decisão agravada (doc. 15). 4. O agravado apresentou contrarrazões ao agravo regimental (doc. 19). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907058. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.514 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ENIO ROBERTO KAUFMANN ADV.(A/S) :ANDRE TISCHLER ELLWANGER DE ARAUJO AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 6.11.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo por ausência de impugnação da decisão agravada (Súmula 287 do Supremo Tribunal, doc. 13). 2. Publicada essa decisão em 10.11.2017, o agravante interpôs, em 16.11.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 15). 3. O agravante reitera os argumentos do recurso extraordinário com agravo sem impugnar o fundamento da decisão agravada (doc. 15). 4. O agravado apresentou contrarrazões ao agravo regimental (doc. 19). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.514 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo por incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal (doc. 13). Contra a negativa de seguimento do agravo, o agravante interpôs o presente agravo regimental sem impugnar especificamente o fundamento da decisão agravada de incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal (doc. 15). Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de ser inviável o recurso no qual não se infirmam os fundamentos da decisão agravada. Assim, por exemplo: “AGRAVO INTERNO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO.I - Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso. II – Agravo interno não conhecido” (ARE n. 900.341-AgR-EDv-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.8.2016). “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 1.021, § 1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E ART. 317, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907059. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.514 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo por incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal (doc. 13). Contra a negativa de seguimento do agravo, o agravante interpôs o presente agravo regimental sem impugnar especificamente o fundamento da decisão agravada de incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal (doc. 15). Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de ser inviável o recurso no qual não se infirmam os fundamentos da decisão agravada. Assim, por exemplo: “AGRAVO INTERNO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO.I - Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso. II – Agravo interno não conhecido” (ARE n. 900.341-AgR-EDv-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.8.2016). “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 1.021, § 1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E ART. 317, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1088514 AGR / RS § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANEJADO EM 18.5.2016.1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso nos arts. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil e 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: ‘Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada’ e ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido” (ARE n. 960.628-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 24.8.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Fundamentos da decisão agravada não impugnados nas razões do agravo regimental. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental do qual não se conhece, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Honorários advocatícios majorados em 2 pontos percentuais (art. 1.021, §§ 2º e 11, do CPC)” (ARE n. 954.607-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 24.6.2016). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, não conheço do agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907059. Supremo Tribunal Federal ARE 1088514 AGR / RS § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANEJADO EM 18.5.2016.1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso nos arts. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil e 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: ‘Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada’ e ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido” (ARE n. 960.628-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 24.8.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Fundamentos da decisão agravada não impugnados nas razões do agravo regimental. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental do qual não se conhece, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Honorários advocatícios majorados em 2 pontos percentuais (art. 1.021, §§ 2º e 11, do CPC)” (ARE n. 954.607-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 24.6.2016). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, não conheço do agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.514 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ENIO ROBERTO KAUFMANN ADV.(A/S) : ANDRE TISCHLER ELLWANGER DE ARAUJO (84276/RS) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890099 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.514 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ENIO ROBERTO KAUFMANN ADV.(A/S) : ANDRE TISCHLER ELLWANGER DE ARAUJO (84276/RS) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890099 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14908403
2018-05-18T00:00:00
2018-05-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA: INVIABILIDADE. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO.
sjur385702
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) ARE 954607 AgR (2ªT), ARE 900341 AgR-EDv-AgR (TP), ARE 960628 AgR (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 05/06/2018, MJC.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
1088514
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1088514 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ENIO ROBERTO KAUFMANN ADV.(A/S) : ANDRE TISCHLER ELLWANGER DE ARAUJO AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.514 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ENIO ROBERTO KAUFMANN ADV.(A/S) :ANDRE TISCHLER ELLWANGER DE ARAUJO AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA: INVIABILIDADE. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em não conhecer do agravo regimental e aplicar a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907057. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.514 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ENIO ROBERTO KAUFMANN ADV.(A/S) :ANDRE TISCHLER ELLWANGER DE ARAUJO AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 6.11.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo por ausência de impugnação da decisão agravada (Súmula 287 do Supremo Tribunal, doc. 13). 2. Publicada essa decisão em 10.11.2017, o agravante interpôs, em 16.11.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 15). 3. O agravante reitera os argumentos do recurso extraordinário com agravo sem impugnar o fundamento da decisão agravada (doc. 15). 4. O agravado apresentou contrarrazões ao agravo regimental (doc. 19). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907058. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.514 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ENIO ROBERTO KAUFMANN ADV.(A/S) :ANDRE TISCHLER ELLWANGER DE ARAUJO AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 6.11.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo por ausência de impugnação da decisão agravada (Súmula 287 do Supremo Tribunal, doc. 13). 2. Publicada essa decisão em 10.11.2017, o agravante interpôs, em 16.11.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 15). 3. O agravante reitera os argumentos do recurso extraordinário com agravo sem impugnar o fundamento da decisão agravada (doc. 15). 4. O agravado apresentou contrarrazões ao agravo regimental (doc. 19). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.514 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo por incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal (doc. 13). Contra a negativa de seguimento do agravo, o agravante interpôs o presente agravo regimental sem impugnar especificamente o fundamento da decisão agravada de incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal (doc. 15). Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de ser inviável o recurso no qual não se infirmam os fundamentos da decisão agravada. Assim, por exemplo: “AGRAVO INTERNO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO.I - Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso. II – Agravo interno não conhecido” (ARE n. 900.341-AgR-EDv-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.8.2016). “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 1.021, § 1..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E ART. 317, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907059. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.514 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo por incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal (doc. 13). Contra a negativa de seguimento do agravo, o agravante interpôs o presente agravo regimental sem impugnar especificamente o fundamento da decisão agravada de incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal (doc. 15). Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de ser inviável o recurso no qual não se infirmam os fundamentos da decisão agravada. Assim, por exemplo: “AGRAVO INTERNO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO.I - Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso. II – Agravo interno não conhecido” (ARE n. 900.341-AgR-EDv-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.8.2016). “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 1.021, § 1..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E ART. 317, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1088514 AGR / RS § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANEJADO EM 18.5.2016.1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso nos arts. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil e 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: ‘Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada’ e ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido” (ARE n. 960.628-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 24.8.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Fundamentos da decisão agravada não impugnados nas razões do agravo regimental. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental do qual não se conhece, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Honorários advocatícios majorados em 2 pontos percentuais (art. 1.021, §§ 2... e 11, do Código de Processo Civil)” (ARE n. 954.607-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 24.6.2016). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, não conheço do agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907059. Supremo Tribunal Federal ARE 1088514 AGR / RS § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANEJADO EM 18.5.2016.1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso nos arts. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil e 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: ‘Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada’ e ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido” (ARE n. 960.628-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 24.8.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Fundamentos da decisão agravada não impugnados nas razões do agravo regimental. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental do qual não se conhece, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Honorários advocatícios majorados em 2 pontos percentuais (art. 1.021, §§ 2... e 11, do Código de Processo Civil)” (ARE n. 954.607-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 24.6.2016). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, não conheço do agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.514 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ENIO ROBERTO KAUFMANN ADV.(A/S) : ANDRE TISCHLER ELLWANGER DE ARAUJO (84276/RS) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890099 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.514 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ENIO ROBERTO KAUFMANN ADV.(A/S) : ANDRE TISCHLER ELLWANGER DE ARAUJO (84276/RS) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890099 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 088 . 514", "Súmula 287 do Supremo Tribunal", "AGRAVO 1 . 088 . 514", "Súmula 287 do Supremo Tribunal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 900 . 341 - AgR -", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 900 . 341", "ARE n . 960 . 628 - AgR", "ARE n . 954 . 607 - AgR", "ARE 1088514 AGR / RS", "ARE n . 960 . 628 - AgR", "ARE n . 954 . 607 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 021 , § 1 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ART . 317 , Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 021 , § 1 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "317 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § § 2 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.576 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :NATANAEL JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO NABOR AREIAS BULHOES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO REEXAME DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA NA ESTREITA VIA DO WRIT. SOMENTE EM SITUAÇÕES EXCEPCIONAIS SE FAZ POSSÍVEL O NOVO EXAME DOS FUNDAMENTOS DA DOSIMETRIA DA PENA LEVADA A EFEITO PELO JUIZ NATURAL DA CAUSA A PARTIR DO SISTEMA TRIFÁSICO. INUTILIDADE DO “HABEAS CORPUS PARA REALIZAR NOVO JUÍZO DE REPROVABILIDADE, PONDERANDO EM CONCRETO, QUAL SERIA A PENA ADEQUADA AO FATO PELO QUAL CONDENADO O PACIENTE” (HC 94.655/MT, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, PRIMEIRA TURMA). AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da inviabilidade do reexame da matéria fático-probatória na estreita via do habeas corpus, pois o writ não tem natureza jurídica de recurso. III - A orientação jurisprudencial desta Suprema Corte é no sentido de que somente em situações excepcionais é admissível o reexame dos fundamentos da dosimetria da pena levada a efeito pelo juiz natural da causa a partir do sistema trifásico, o que, adianto, não se dá na espécie. IV – Não se pode utilizar o “habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636015. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 41 Ementa e Acórdão HC 122576 AGR / RO Cármen Lúcia, Primeira Turma). V - Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636015. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Cármen Lúcia, Primeira Turma). V - Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 41 Relatório 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.576 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :NATANAEL JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO NABOR AREIAS BULHOES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão, por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 15). O agravante sustenta, em síntese, que “[o] Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento quanto ao cabimento do habeas corpus para o controle da legalidade da dosimetria da pena. Nesse sentido, a análise da validade dos fundamentos utilizados para exasperar a pena não implica reapreciação de matéria fática, na medida em que o vedado reexame das circunstâncias judiciais não se confunde com o exame da legalidade dos fundamentos utilizados a pretexto da valoração das circunstâncias judiciais (v.g., HC nº 69.419, Rel. Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE; RHC 135.295/MS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI; HC nº 97.058, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA; HC nº 94.073, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI; e HC nº. 110.854, Rel. Min. LUIZ FUX). Da mesma forma, essa Col. Corte tem reiterados precedentes admitindo a impetração de habeas corpus para o reconhecimento da atipicidade de condutas, inclusive pelo fundamento da inexistência de prova documental de elemento essencial à caracterização do delito (v.g., HC 140.137/SC, Rel. Min. DIAS TOFFOLI). No caso dos autos, observa-se que as questões arguidas pela defesa guardam relação apenas e tão somente com a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636016. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.576 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :NATANAEL JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO NABOR AREIAS BULHOES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão, por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 15). O agravante sustenta, em síntese, que “[o] Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento quanto ao cabimento do habeas corpus para o controle da legalidade da dosimetria da pena. Nesse sentido, a análise da validade dos fundamentos utilizados para exasperar a pena não implica reapreciação de matéria fática, na medida em que o vedado reexame das circunstâncias judiciais não se confunde com o exame da legalidade dos fundamentos utilizados a pretexto da valoração das circunstâncias judiciais (v.g., HC nº 69.419, Rel. Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE; RHC 135.295/MS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI; HC nº 97.058, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA; HC nº 94.073, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI; e HC nº. 110.854, Rel. Min. LUIZ FUX). Da mesma forma, essa Col. Corte tem reiterados precedentes admitindo a impetração de habeas corpus para o reconhecimento da atipicidade de condutas, inclusive pelo fundamento da inexistência de prova documental de elemento essencial à caracterização do delito (v.g., HC 140.137/SC, Rel. Min. DIAS TOFFOLI). No caso dos autos, observa-se que as questões arguidas pela defesa guardam relação apenas e tão somente com a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636016. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 41 Relatório HC 122576 AGR / RO inidoneidade das razões declinadas pelo Tribunal coator para (i) estimar caracterizados os crimes dos arts. 305 e 344 do CP, (ii) reconhecer concurso material de crimes entre condutas alegadamente consubstanciadoras de peculato, e (iii) exasperar a pena-base dos delitos pelos quais o ora agravante foi condenado. Com efeito, ao contrário do afirmado na decisão agravada, as impugnações à dosimetria da pena realizada pelo Tribunal coator não implicam, por nenhum modo, o reexame de matéria fático-probatório ou mesmo contrariam orientação consolidada no âmbito dessa Col. Corte. As relevantes questões de direito deduzidas na impetração não se qualificam como mero diversionismo ou como tentativa de submeter a essa instância extraordinária inconformismo limitado à conformação fática da causa. Não. O inconformismo do ora agravante guarda evidente e objetivo vínculo com a interpretação de lei federal, conforme apontam, inclusive, os precedentes citados na inicial do writ. Ademais, relativamente à dosimetria da pena, longe de submeter a esse Col. Supremo Tribunal Federal a rediscussão de matéria fático-probatória, a impetração denegada pela decisão agravada pleiteia a observância de precedentes específicos da Corte no sentido de que a execução dos atos necessários à realização das elementares típicas não pode implicar exacerbação do juízo de reprovabilidade da conduta do acusado, sob pena de indisfarçável bis in idem. Dito de outro modo: não se pretende o exame da proporcionalidade da pena com relação aos fatos imputados ao ora agravante. A questão posta em julgamento é a da própria legalidade da sanção restritiva da liberdade. Nesse contexto, em rigor, o caso implicado na presente impetração não se amolda às hipóteses legais e regimentais que autorizam o julgamento monocrático da pretensão deduzida em sede de habeas corpus originário, notadamente se se considerar que o ora agravante foi condenado no âmbito de ação penal originária pelo eg. Superior Tribunal de Justiça. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636016. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO inidoneidade das razões declinadas pelo Tribunal coator para (i) estimar caracterizados os crimes dos arts. 305 e 344 do CP, (ii) reconhecer concurso material de crimes entre condutas alegadamente consubstanciadoras de peculato, e (iii) exasperar a pena-base dos delitos pelos quais o ora agravante foi condenado. Com efeito, ao contrário do afirmado na decisão agravada, as impugnações à dosimetria da pena realizada pelo Tribunal coator não implicam, por nenhum modo, o reexame de matéria fático-probatório ou mesmo contrariam orientação consolidada no âmbito dessa Col. Corte. As relevantes questões de direito deduzidas na impetração não se qualificam como mero diversionismo ou como tentativa de submeter a essa instância extraordinária inconformismo limitado à conformação fática da causa. Não. O inconformismo do ora agravante guarda evidente e objetivo vínculo com a interpretação de lei federal, conforme apontam, inclusive, os precedentes citados na inicial do writ. Ademais, relativamente à dosimetria da pena, longe de submeter a esse Col. Supremo Tribunal Federal a rediscussão de matéria fático-probatória, a impetração denegada pela decisão agravada pleiteia a observância de precedentes específicos da Corte no sentido de que a execução dos atos necessários à realização das elementares típicas não pode implicar exacerbação do juízo de reprovabilidade da conduta do acusado, sob pena de indisfarçável bis in idem. Dito de outro modo: não se pretende o exame da proporcionalidade da pena com relação aos fatos imputados ao ora agravante. A questão posta em julgamento é a da própria legalidade da sanção restritiva da liberdade. Nesse contexto, em rigor, o caso implicado na presente impetração não se amolda às hipóteses legais e regimentais que autorizam o julgamento monocrático da pretensão deduzida em sede de habeas corpus originário, notadamente se se considerar que o ora agravante foi condenado no âmbito de ação penal originária pelo eg. Superior Tribunal de Justiça. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636016. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 41 Relatório HC 122576 AGR / RO Assim, para além da impossibilidade de se afirmar incabível ou manifestamente improcedente o pedido deduzido na ação constitucional de habeas corpus, a peculiar e especial gravidade da sanção privativa de liberdade imposta originariamente pelo Tribunal coator justifica a submissão das razões do writ ao colegiado competente. Notadamente porque não há um conjunto de decisões representativo da orientação do Tribunal contrário às alegações do ora agravante. Em verdade, conforme demonstrado na inicial do habeas corpus, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal favorece o acolhimento da pretensão deduzida, notadamente aquela relativa à impossibilidade de se exasperar a pena-base a partir de mera referência a circunstâncias próprias do tipo penal” (págs. 2-4 do documento eletrônico 16). Pede, ao final, “[...] a reconsideração da decisão agravada para o fim de submeter-se o habeas corpus à apreciação do colegiado competente, ou, quando não, o provimento do presente agravo regimental para deferir-se o habeas corpus e reconhecer-se a teratologia da condenação do ora agravante pelos delitos dos arts. 305 e 344 do CP, assim como para reconhecer-se a manifesta ilegalidade (i) no reconhecimento de concurso material entre as condutas alegadamente caracterizadoras de peculato e (ii) na fixação das penas impostas ao recorrente no âmbito de ação penal originária, nos termos da fundamentação do writ e das razões do presente agravo regimental” (pág. 23 do documento eletrônico 16). Posteriormente, o Subprocurador-Geral da República, Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do agravo regimental, nos exatos termos da decisão agravada (documento eletrônico 19). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636016. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Assim, para além da impossibilidade de se afirmar incabível ou manifestamente improcedente o pedido deduzido na ação constitucional de habeas corpus, a peculiar e especial gravidade da sanção privativa de liberdade imposta originariamente pelo Tribunal coator justifica a submissão das razões do writ ao colegiado competente. Notadamente porque não há um conjunto de decisões representativo da orientação do Tribunal contrário às alegações do ora agravante. Em verdade, conforme demonstrado na inicial do habeas corpus, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal favorece o acolhimento da pretensão deduzida, notadamente aquela relativa à impossibilidade de se exasperar a pena-base a partir de mera referência a circunstâncias próprias do tipo penal” (págs. 2-4 do documento eletrônico 16). Pede, ao final, “[...] a reconsideração da decisão agravada para o fim de submeter-se o habeas corpus à apreciação do colegiado competente, ou, quando não, o provimento do presente agravo regimental para deferir-se o habeas corpus e reconhecer-se a teratologia da condenação do ora agravante pelos delitos dos arts. 305 e 344 do CP, assim como para reconhecer-se a manifesta ilegalidade (i) no reconhecimento de concurso material entre as condutas alegadamente caracterizadoras de peculato e (ii) na fixação das penas impostas ao recorrente no âmbito de ação penal originária, nos termos da fundamentação do writ e das razões do presente agravo regimental” (pág. 23 do documento eletrônico 16). Posteriormente, o Subprocurador-Geral da República, Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do agravo regimental, nos exatos termos da decisão agravada (documento eletrônico 19). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636016. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.576 RONDÔNIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Na espécie, reafirmo, o caso é de denegação da ordem. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.576 RONDÔNIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Na espécie, reafirmo, o caso é de denegação da ordem. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO inviabilidade do reexame da matéria fático-probatória na estreita via do habeas corpus, pois o writ não tem natureza jurídica de recurso. Na esteira desse entendimento, cito a ementa dos seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. SENTENÇA CONDENATÓRIA TRANSITADA EM JULGADO. IMPETRAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESCABIMENTO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE OU TERATOLOGIA. NÃO CONHECIMENTO. I – A orientação do STF é a de que não cabe habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. II – Para verificar a alegada ausência de provas para a condenação ou a incidência de erro de ilicitude ou de tipo, far-se-ia necessário o reexame de fatos e provas, o que não é recomendável na via do habeas corpus. Precedentes. III – Não verificada ilegalidade flagrante ou teratologia a configurar um constrangimento ilegal manifesto, suficiente a justificar o conhecimento excepcional do writ. IV – Ordem de habeas corpus não conhecida.” (HC 136.892/PR, de minha relatoria). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. CRIME DE PECULATO. DOSIMETRIA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CRIME CONTINUADO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. 2. A dosimetria da pena é matéria 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO inviabilidade do reexame da matéria fático-probatória na estreita via do habeas corpus, pois o writ não tem natureza jurídica de recurso. Na esteira desse entendimento, cito a ementa dos seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. SENTENÇA CONDENATÓRIA TRANSITADA EM JULGADO. IMPETRAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESCABIMENTO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE OU TERATOLOGIA. NÃO CONHECIMENTO. I – A orientação do STF é a de que não cabe habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. II – Para verificar a alegada ausência de provas para a condenação ou a incidência de erro de ilicitude ou de tipo, far-se-ia necessário o reexame de fatos e provas, o que não é recomendável na via do habeas corpus. Precedentes. III – Não verificada ilegalidade flagrante ou teratologia a configurar um constrangimento ilegal manifesto, suficiente a justificar o conhecimento excepcional do writ. IV – Ordem de habeas corpus não conhecida.” (HC 136.892/PR, de minha relatoria). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. CRIME DE PECULATO. DOSIMETRIA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CRIME CONTINUADO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. 2. A dosimetria da pena é matéria 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias. 3. Existência de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal autorizadoras da elevação da pena- base acima do mínimo legal. 4. Atenuante genérica da confissão espontânea fixada em patamar razoável e proporcional com as peculiares do caso concreto. 5. O incremento da pena referente à continuidade delitiva (art. 71 do CP) está compreendido entre os limites mínimo e máximo legais e devidamente motivado pelo magistrado de primeiro grau. 6. Inviável, na via estreita do habeas corpus, o exame minucioso dos fatos e provas da causa que levou à fixação das penas. Precedentes. 7. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito” (HC 125.772/PE, Rel. Min. Rosa Weber). Anote-se, ainda, que a orientação jurisprudencial desta Suprema Corte é no sentido de que somente em situações excepcionais é admissível o reexame dos fundamentos da dosimetria da pena levada a efeito pelo juiz natural da causa a partir do sistema trifásico, o que, adianto, não se dá na espécie. Nesse sentido, indico os seguintes precedentes colegiados: “HABEAS CORPUS. PENAL. PACIENTE CONDENADO PELO CRIME DE PECULATO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA O DELITO PREVISTO NO ART. 1°, I, DO DECRETO-LEI 201/1967. FIXAÇÃO DA MESMA PENA PARA O PACIENTE E CORRÉU. OFENSA AO PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. INOCORRÊNCIA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS COMUNS AOS CORRÉUS E RELATIVAS AO FATO CRIMINOSO EM SI. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias. 3. Existência de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal autorizadoras da elevação da pena- base acima do mínimo legal. 4. Atenuante genérica da confissão espontânea fixada em patamar razoável e proporcional com as peculiares do caso concreto. 5. O incremento da pena referente à continuidade delitiva (art. 71 do CP) está compreendido entre os limites mínimo e máximo legais e devidamente motivado pelo magistrado de primeiro grau. 6. Inviável, na via estreita do habeas corpus, o exame minucioso dos fatos e provas da causa que levou à fixação das penas. Precedentes. 7. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito” (HC 125.772/PE, Rel. Min. Rosa Weber). Anote-se, ainda, que a orientação jurisprudencial desta Suprema Corte é no sentido de que somente em situações excepcionais é admissível o reexame dos fundamentos da dosimetria da pena levada a efeito pelo juiz natural da causa a partir do sistema trifásico, o que, adianto, não se dá na espécie. Nesse sentido, indico os seguintes precedentes colegiados: “HABEAS CORPUS. PENAL. PACIENTE CONDENADO PELO CRIME DE PECULATO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA O DELITO PREVISTO NO ART. 1°, I, DO DECRETO-LEI 201/1967. FIXAÇÃO DA MESMA PENA PARA O PACIENTE E CORRÉU. OFENSA AO PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. INOCORRÊNCIA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS COMUNS AOS CORRÉUS E RELATIVAS AO FATO CRIMINOSO EM SI. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA. I – Esta Corte já assentou entendimento no sentido de que não viola o princípio da individualização da pena a fixação da mesma pena-base para corréus se as circunstâncias judiciais são comuns. Precedentes. II – De acordo com a jurisprudência desta Corte, somente em situações excepcionais é que se admite o reexame dos fundamentos da dosimetria levada a efeito pelo juiz a partir do sistema trifásico, o que não se verifica no caso sob exame. III – A reprimenda fixada, definitivamente, em três anos de reclusão em regime semiaberto não desbordou os lindes da proporcionalidade e da razoabilidade, não havendo, a meu ver, flagrante ilegalidade ou teratologia que justifiquem a concessão da ordem, sendo certo que não se pode utilizar ‘o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente’ (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). IV – Ordem denegada” (HC 108.858/SP, de minha relatoria). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. CRIME DE PECULATO. DOSIMETRIA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CRIME CONTINUADO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. 2. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA. I – Esta Corte já assentou entendimento no sentido de que não viola o princípio da individualização da pena a fixação da mesma pena-base para corréus se as circunstâncias judiciais são comuns. Precedentes. II – De acordo com a jurisprudência desta Corte, somente em situações excepcionais é que se admite o reexame dos fundamentos da dosimetria levada a efeito pelo juiz a partir do sistema trifásico, o que não se verifica no caso sob exame. III – A reprimenda fixada, definitivamente, em três anos de reclusão em regime semiaberto não desbordou os lindes da proporcionalidade e da razoabilidade, não havendo, a meu ver, flagrante ilegalidade ou teratologia que justifiquem a concessão da ordem, sendo certo que não se pode utilizar ‘o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente’ (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). IV – Ordem denegada” (HC 108.858/SP, de minha relatoria). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. CRIME DE PECULATO. DOSIMETRIA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CRIME CONTINUADO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. 2. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias. 3. Existência de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal autorizadoras da elevação da pena- base acima do mínimo legal. 4. Atenuante genérica da confissão espontânea fixada em patamar razoável e proporcional com as peculiares do caso concreto. 5. O incremento da pena referente à continuidade delitiva (art. 71 do CP) está compreendido entre os limites mínimo e máximo legais e devidamente motivado pelo magistrado de primeiro grau. 6. Inviável, na via estreita do habeas corpus, o exame minucioso dos fatos e provas da causa que levou à fixação das penas. Precedentes. 7. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito” (HC 125.772/PE, Rel. Min. Rosa Weber). Transcrevo novamente, por ser necessário à reanálise deste writ, trechos do voto condutor proferido pela Ministra Eliana Calmon, Relatora da AP 266/RO na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça: “[...] PECULATO-APROPRIAÇÃO DO CHEQUE DE R$ 601.315,00 (ART. 312, CAPUT, NA FORMA DO ART. 29, CAPUT, TODOS DO CÓDIGO PENAL) Segundo a denúncia, em 16 de fevereiro de 2001, NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, Presidente e Diretor do Departamento Financeiro da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, respectivamente, mediante acordo prévio de vontades, emitiram, a débito da conta corrente de n° 350-07762-3000-9, mantida pelo órgão por eles dirigido, Banco Sudameris, agência n° 350 de Porto Velho/RO, o cheque de n° 004847, no valor de R$ 601.315,00 (seiscentos e um mil, trezentos e quinze reais) como comprovam os docs. de fl. 103/107 do Apenso I e o doc. de fl. 1.320 do Apenso V. A ordem de pagamento foi apresentada ao banco no mesmo dia 16, uma sexta-feira, pelo Diretor Financeiro FRANCISCO PORDEUS, o qual reteve consigo o valor de R$ 1.315,00 (mil, trezentos e quinze reais), 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias. 3. Existência de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal autorizadoras da elevação da pena- base acima do mínimo legal. 4. Atenuante genérica da confissão espontânea fixada em patamar razoável e proporcional com as peculiares do caso concreto. 5. O incremento da pena referente à continuidade delitiva (art. 71 do CP) está compreendido entre os limites mínimo e máximo legais e devidamente motivado pelo magistrado de primeiro grau. 6. Inviável, na via estreita do habeas corpus, o exame minucioso dos fatos e provas da causa que levou à fixação das penas. Precedentes. 7. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito” (HC 125.772/PE, Rel. Min. Rosa Weber). Transcrevo novamente, por ser necessário à reanálise deste writ, trechos do voto condutor proferido pela Ministra Eliana Calmon, Relatora da AP 266/RO na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça: “[...] PECULATO-APROPRIAÇÃO DO CHEQUE DE R$ 601.315,00 (ART. 312, CAPUT, NA FORMA DO ART. 29, CAPUT, TODOS DO CÓDIGO PENAL) Segundo a denúncia, em 16 de fevereiro de 2001, NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, Presidente e Diretor do Departamento Financeiro da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, respectivamente, mediante acordo prévio de vontades, emitiram, a débito da conta corrente de n° 350-07762-3000-9, mantida pelo órgão por eles dirigido, Banco Sudameris, agência n° 350 de Porto Velho/RO, o cheque de n° 004847, no valor de R$ 601.315,00 (seiscentos e um mil, trezentos e quinze reais) como comprovam os docs. de fl. 103/107 do Apenso I e o doc. de fl. 1.320 do Apenso V. A ordem de pagamento foi apresentada ao banco no mesmo dia 16, uma sexta-feira, pelo Diretor Financeiro FRANCISCO PORDEUS, o qual reteve consigo o valor de R$ 1.315,00 (mil, trezentos e quinze reais), 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO entregando o restante (R$ 600.000,00) à empresa TRANSEGURO para serem guardados até o dia seguinte (sábado) e transportados para a sede da Distribuidora de Bebidas São Miguel Arcanjo Ltda. (DISMAR), empresa que tem o denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA sócio majoritário como evidencia o contrato social de fl. 348/368 do Apenso I. Ainda de acordo com o MPF, a importância foi efetivamente entregue na empresa DISMAR à denunciada IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, funcionária de confiança de NATANAEL. Considera o parquet que os denunciados NATANAEL, FRANCISCO PORDEUS E IRENE, unidos por liame subjetivo, mediante prévio acordo de vontades, apropriaram-se, de forma indevida, do valor de R$ 601.315,00, pertencente à Assembleia Legislativa. Os dois primeiros utilizando-se do cargo público que ocupavam e a terceira equiparada a funcionária pública, diante da circunstância fática elementar ao crime de apropriação indébita. Na versão da defesa de NATANAEL e FRANCISCO PORDEUS, tomaram eles a atitude de sacar o valor indicado na ordem de pagamento e procederam como descreveu o MPF para realizarem o pagamento aos servidores comissionados da Assembleia. Transcrevo trecho do interrogatório prestado pelo denunciado NATANAEL que, com relação ao delito de peculato- apropriação a ele imputado, afirmou em Juízo que: [...]. O acusado FRANCISCO PORDEUS alega que reteve consigo o valor de R$ 1.315,00 em razão da informação passada pela empresa TRANSEGURO de que seria mais apropriado que o valor transportado pela empresa de segurança fosse redondo, ou seja, R$ 600.000,00. Afirma não haver qualquer prova nos autos de ter ele se apropriado de R$ 1.315,00, tendo desempenhado suas funções na Assembleia Legislativa sob o primado da ética e da moral (fl. 812/816). Colho trecho do seu interrogatório: [...]. Para IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA não há nos autos prova alguma que a incrimine. Como funcionária da empresa DISMAR, cuidou tão-somente de cumprir as ordens 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO entregando o restante (R$ 600.000,00) à empresa TRANSEGURO para serem guardados até o dia seguinte (sábado) e transportados para a sede da Distribuidora de Bebidas São Miguel Arcanjo Ltda. (DISMAR), empresa que tem o denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA sócio majoritário como evidencia o contrato social de fl. 348/368 do Apenso I. Ainda de acordo com o MPF, a importância foi efetivamente entregue na empresa DISMAR à denunciada IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, funcionária de confiança de NATANAEL. Considera o parquet que os denunciados NATANAEL, FRANCISCO PORDEUS E IRENE, unidos por liame subjetivo, mediante prévio acordo de vontades, apropriaram-se, de forma indevida, do valor de R$ 601.315,00, pertencente à Assembleia Legislativa. Os dois primeiros utilizando-se do cargo público que ocupavam e a terceira equiparada a funcionária pública, diante da circunstância fática elementar ao crime de apropriação indébita. Na versão da defesa de NATANAEL e FRANCISCO PORDEUS, tomaram eles a atitude de sacar o valor indicado na ordem de pagamento e procederam como descreveu o MPF para realizarem o pagamento aos servidores comissionados da Assembleia. Transcrevo trecho do interrogatório prestado pelo denunciado NATANAEL que, com relação ao delito de peculato- apropriação a ele imputado, afirmou em Juízo que: [...]. O acusado FRANCISCO PORDEUS alega que reteve consigo o valor de R$ 1.315,00 em razão da informação passada pela empresa TRANSEGURO de que seria mais apropriado que o valor transportado pela empresa de segurança fosse redondo, ou seja, R$ 600.000,00. Afirma não haver qualquer prova nos autos de ter ele se apropriado de R$ 1.315,00, tendo desempenhado suas funções na Assembleia Legislativa sob o primado da ética e da moral (fl. 812/816). Colho trecho do seu interrogatório: [...]. Para IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA não há nos autos prova alguma que a incrimine. Como funcionária da empresa DISMAR, cuidou tão-somente de cumprir as ordens 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO do seu patrão NATANAEL, recebendo o valor transportado pela TRANSEGURO. Dá a seguinte versão aos fatos: entrou em contato com a TRANSEGURO com o único objetivo de cientificar-se acerca do procedimento para transporte do valor mencionado pelo denunciado NATANAEL, tendo recebido informação de funcionário da empresa de segurança que o serviço só poderia ser feito se firmado contrato antecedentemente. Como a Assembleia não era cliente da empresa de segurança, recebeu IRENE ordem de NATANAEL para que fosse feito o serviço em nome da sua empresa, a DISMAR, pois a mesma já era cliente da TRANSEGURO. Confira-se trecho do seu interrogatório: [...]. Para justificarem a conduta dizem que os pagamentos seriam feitos diretamente aos servidores comissionados que comparecessem no dia 17, sábado, à DISMAR, porque havia muitos servidores ‘fantasmas’ na folha de comissionados da Assembleia e a providência era necessária para evitar lesão aos cofres públicos. Para NATANAEL o pagamento de forma pessoal é autorizado pela legislação que regula o tema, tanto que a Resolução Administrativa n° 003 do Tribunal de Contas Estadual, no art. 50, § 2°, dispõe que o pagamento de despesas somente será feito mediante ordem bancária ou cheque nominativo quando possível, dando opção quanto ao pagamento pessoal. O fato imputado aos três denunciados NATANAEL, FRANCISCO PORDEUS e IRENE, da forma descrita e contraditada, foi tipificada como delito de peculato- apropriação do valor de R$ 601.315,00, constante do artigo 312, caput, do Código Penal: [...]. Cezar Roberto Bittencourt, dissertando sobre a adequação típica do delito de peculato-apropriação, preceitua que: [...]. NATANAEL e FRANCISCO PORDEUS, como servidores públicos, utilizando-se dos cargos que ocupavam junto ao Poder Legislativo do Estado, emitiram, a débito da conta corrente de n° 350-07762-3000-9, mantida pela Assembleia Legislativa do Estado, no banco SUDAMERIS, agência n° 350 de Porto Velho/RO, o cheque de n° 004847, no valor de R$ 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO do seu patrão NATANAEL, recebendo o valor transportado pela TRANSEGURO. Dá a seguinte versão aos fatos: entrou em contato com a TRANSEGURO com o único objetivo de cientificar-se acerca do procedimento para transporte do valor mencionado pelo denunciado NATANAEL, tendo recebido informação de funcionário da empresa de segurança que o serviço só poderia ser feito se firmado contrato antecedentemente. Como a Assembleia não era cliente da empresa de segurança, recebeu IRENE ordem de NATANAEL para que fosse feito o serviço em nome da sua empresa, a DISMAR, pois a mesma já era cliente da TRANSEGURO. Confira-se trecho do seu interrogatório: [...]. Para justificarem a conduta dizem que os pagamentos seriam feitos diretamente aos servidores comissionados que comparecessem no dia 17, sábado, à DISMAR, porque havia muitos servidores ‘fantasmas’ na folha de comissionados da Assembleia e a providência era necessária para evitar lesão aos cofres públicos. Para NATANAEL o pagamento de forma pessoal é autorizado pela legislação que regula o tema, tanto que a Resolução Administrativa n° 003 do Tribunal de Contas Estadual, no art. 50, § 2°, dispõe que o pagamento de despesas somente será feito mediante ordem bancária ou cheque nominativo quando possível, dando opção quanto ao pagamento pessoal. O fato imputado aos três denunciados NATANAEL, FRANCISCO PORDEUS e IRENE, da forma descrita e contraditada, foi tipificada como delito de peculato- apropriação do valor de R$ 601.315,00, constante do artigo 312, caput, do Código Penal: [...]. Cezar Roberto Bittencourt, dissertando sobre a adequação típica do delito de peculato-apropriação, preceitua que: [...]. NATANAEL e FRANCISCO PORDEUS, como servidores públicos, utilizando-se dos cargos que ocupavam junto ao Poder Legislativo do Estado, emitiram, a débito da conta corrente de n° 350-07762-3000-9, mantida pela Assembleia Legislativa do Estado, no banco SUDAMERIS, agência n° 350 de Porto Velho/RO, o cheque de n° 004847, no valor de R$ 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO 601.315,00 (microfilmagem de fl. 2.338/2.339). Em nenhum momento da instrução criminal os acusados NATANAEL E FRANCISCO negaram a autoria das assinaturas subscritas no referido cheque. Ao contrário, desde o início da persecução criminal confirmaram a emissão, muito embora tenham dado versão inverossímil: tiveram a intenção de realizar o pagamento parcial da folha de comissionados da Assembleia Legislativa no mês de janeiro de 2001 (conforme aposto no verso do cheque), o que teria sido feito no dia aprazado, 17 de janeiro de 2009. Afirmam que o pagamento dos servidores comissionados foi realizado no sábado, dia 17/02/2001, na sede da Assembleia Legislativa. A versão não sobrevive sequer a uma verificação perfunctória. Prescrevem os arts. 63, 64 e 65 da Lei n° 4.320/64 (diploma que estatui normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal) que: [...]. Interpretando as principais expressões contidas na lei temos, na lição de Valdecir Pascoal: [...]. No âmbito do Estado de Rondônia, vigorava, à época dos fatos, a Resolução Administrativa n° 003, editada pelo Tribunal de Contas que, em seu art. 50, § 2°, prescrevia: [...]. Ainda no âmbito estadual, vigorava a Resolução n° 031, da Secretaria da Fazenda que, no art. 3° estabelecia: [...]. Tem-se que o sistema de execução das despesas públicas, compreendendo desde a fase de empenho, passando pela liquidação e chegando ao pagamento, encontra-se regulado pelas normas gerais da Lei Federal n° 4.320/64, diploma com o qual as normas estaduais e municipais devem guardar compatibilidade. Afirma o denunciado NATANAEL, em sua defesa, que o art. 50, § 2°, da Resolução Administrativa n° 003, editada pelo Tribunal de Contas Estadual, prescreve que o pagamento de pessoal somente será realizado por meio de cheque nominativo ou ordem bancária, quando estas opções se mostrarem possíveis. Entendo, contudo, que tal raciocínio não subsiste a uma interpretação sistemática das regras de controle da despesa pública. A versão apresentada pelos denunciados 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO 601.315,00 (microfilmagem de fl. 2.338/2.339). Em nenhum momento da instrução criminal os acusados NATANAEL E FRANCISCO negaram a autoria das assinaturas subscritas no referido cheque. Ao contrário, desde o início da persecução criminal confirmaram a emissão, muito embora tenham dado versão inverossímil: tiveram a intenção de realizar o pagamento parcial da folha de comissionados da Assembleia Legislativa no mês de janeiro de 2001 (conforme aposto no verso do cheque), o que teria sido feito no dia aprazado, 17 de janeiro de 2009. Afirmam que o pagamento dos servidores comissionados foi realizado no sábado, dia 17/02/2001, na sede da Assembleia Legislativa. A versão não sobrevive sequer a uma verificação perfunctória. Prescrevem os arts. 63, 64 e 65 da Lei n° 4.320/64 (diploma que estatui normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal) que: [...]. Interpretando as principais expressões contidas na lei temos, na lição de Valdecir Pascoal: [...]. No âmbito do Estado de Rondônia, vigorava, à época dos fatos, a Resolução Administrativa n° 003, editada pelo Tribunal de Contas que, em seu art. 50, § 2°, prescrevia: [...]. Ainda no âmbito estadual, vigorava a Resolução n° 031, da Secretaria da Fazenda que, no art. 3° estabelecia: [...]. Tem-se que o sistema de execução das despesas públicas, compreendendo desde a fase de empenho, passando pela liquidação e chegando ao pagamento, encontra-se regulado pelas normas gerais da Lei Federal n° 4.320/64, diploma com o qual as normas estaduais e municipais devem guardar compatibilidade. Afirma o denunciado NATANAEL, em sua defesa, que o art. 50, § 2°, da Resolução Administrativa n° 003, editada pelo Tribunal de Contas Estadual, prescreve que o pagamento de pessoal somente será realizado por meio de cheque nominativo ou ordem bancária, quando estas opções se mostrarem possíveis. Entendo, contudo, que tal raciocínio não subsiste a uma interpretação sistemática das regras de controle da despesa pública. A versão apresentada pelos denunciados 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO NATANAEL (ex-Secretário Estadual de Saúde e ex-gerente do banco estadual de Rondônia) e FRANCISCO PORDEUS (responsável direto pela gestão do departamento financeiro da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, ex-funcionário do Banco do Brasil e consultor financeiro, não pode ser crível, como constatado pela testemunha de defesa SWAMY HATZINAKIS - fl. 1.169). Para ela a experiência de ambos no trato com finanças e com a coisa pública, não poderia confundi- los, pois contraria visivelmente o estabelecido nos arts. 63, 64 e 65 da Lei Federal n° 4.320/64. A opção adotada pelos agentes públicos, emissão de cheque nominal endossado, tornando-o ao portador, para pagamento de despesa pública, configura pagamento de despesa sem anterior liquidação e desprovida de ordem de pagamento, exarada por serviço de contabilidade (providência necessária, nos termos do art. 64 da Lei n° 4.320/64), é condenável de qualquer ângulo que se analise, ocasionando a quebra do controle da despesa pública. O procedimento para realização da despesa pública foi concebido com o escopo de propiciar o controle efetivo na gestão do erário e deve ser estritamente obedecido, sob pena de responsabilização do agente público responsável. Afinal, a realização de gastos com pessoal deve seguir estritamente o princípio da legalidade e o trâmite estabelecido em lei, viabilizando o exercício da fiscalização por parte do órgão competente, comprovando a Administração o cumprimento do seu dever de remunerar o trabalho dos funcionários. Ressalvo que, em razão da existência da Resolução n° 003 do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, admitir-se-ia a viabilidade do pagamento da folha de comissionados mediante a emissão de cheque nominativo, mas jamais por meio de pagamento em dinheiro, passando pela empresa de propriedade do Presidente da Assembleia. O proceder descrito na denúncia e confirmado pelos próprios denunciados, além de não ter respaldo legal, prejudica a constatação do devido emprego da verba, para o fim específico de pagamento de pessoal. Ademais, constata-se que os denunciados não carrearam para os autos documento 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO NATANAEL (ex-Secretário Estadual de Saúde e ex-gerente do banco estadual de Rondônia) e FRANCISCO PORDEUS (responsável direto pela gestão do departamento financeiro da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, ex-funcionário do Banco do Brasil e consultor financeiro, não pode ser crível, como constatado pela testemunha de defesa SWAMY HATZINAKIS - fl. 1.169). Para ela a experiência de ambos no trato com finanças e com a coisa pública, não poderia confundi- los, pois contraria visivelmente o estabelecido nos arts. 63, 64 e 65 da Lei Federal n° 4.320/64. A opção adotada pelos agentes públicos, emissão de cheque nominal endossado, tornando-o ao portador, para pagamento de despesa pública, configura pagamento de despesa sem anterior liquidação e desprovida de ordem de pagamento, exarada por serviço de contabilidade (providência necessária, nos termos do art. 64 da Lei n° 4.320/64), é condenável de qualquer ângulo que se analise, ocasionando a quebra do controle da despesa pública. O procedimento para realização da despesa pública foi concebido com o escopo de propiciar o controle efetivo na gestão do erário e deve ser estritamente obedecido, sob pena de responsabilização do agente público responsável. Afinal, a realização de gastos com pessoal deve seguir estritamente o princípio da legalidade e o trâmite estabelecido em lei, viabilizando o exercício da fiscalização por parte do órgão competente, comprovando a Administração o cumprimento do seu dever de remunerar o trabalho dos funcionários. Ressalvo que, em razão da existência da Resolução n° 003 do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, admitir-se-ia a viabilidade do pagamento da folha de comissionados mediante a emissão de cheque nominativo, mas jamais por meio de pagamento em dinheiro, passando pela empresa de propriedade do Presidente da Assembleia. O proceder descrito na denúncia e confirmado pelos próprios denunciados, além de não ter respaldo legal, prejudica a constatação do devido emprego da verba, para o fim específico de pagamento de pessoal. Ademais, constata-se que os denunciados não carrearam para os autos documento 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO comprobatório de que o montante sacado foi empregado efetivamente para pagamento dos comissionados. Para os denunciados só seria possível a acusação se demonstrado, por meio da quebra do sigilo bancário, que o valor sacado da conta da Assembleia Legislativa tenha sido creditado em alguma das contas em nome dos réus. Revela-se pertinente o fato de não haver nos autos nenhum recibo de quitação fornecido pelos comissionados ao receberem os seus salários pessoalmente, nem tampouco restou provado por qualquer outro meio, sequer por testemunha. O denunciado NATANAEL apenas suscitou, quando das alegações finais, estar sendo perseguido pelo Ministério Público. Disse textualmente: ‘desde a sua posse no cargo de Presidente da Assembleia Legislativa (ocorrida no dia 1°/2/2001), passou a sofrer perseguição por parte do Ministério Público Estadual’. Chegou a dizer Natanael que os recibos de pagamento dos comissionados e assim identificados foram apreendidos pelo MP que os reteve em seu poder, sem juntar aos autos para persegui-lo. Entendo que, para identificação dos tais ‘servidores fantasmas’, havia outros meios mais simples e eficazes. Sendo bastante o recadastramento dos servidores comissionados lotados na Assembleia. É também estranho que tenham os denunciados escolhido um sábado para efetuarem o pagamento, dia que não há expediente normal nos órgãos públicos. No que tange à alegada retenção dos documentos por parte do Ministério Público, verifica-se que todo o material apreendido na primeira etapa da diligência, realizada no prédio da Assembleia Legislativa, foi devolvido (doc. de fl. 55 do Apenso I). Ademais, se cotejadas as afirmações constantes das declarações de NATANAEL com as de FRANCISCO PORDEUS, vamos encontrar diversas contradições, o que torna vulneráveis as versões fáticas fornecidas por ambos. Vejamos. Sobre a imputação do delito de peculato-apropriação ora examinada, tem-se que o denunciado NATANAEL, quando interrogado em Juízo (fl. 622/623), afirmou: [...]. FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, no interrogatório judicial asseverou (fl. 812/813): [...]. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO comprobatório de que o montante sacado foi empregado efetivamente para pagamento dos comissionados. Para os denunciados só seria possível a acusação se demonstrado, por meio da quebra do sigilo bancário, que o valor sacado da conta da Assembleia Legislativa tenha sido creditado em alguma das contas em nome dos réus. Revela-se pertinente o fato de não haver nos autos nenhum recibo de quitação fornecido pelos comissionados ao receberem os seus salários pessoalmente, nem tampouco restou provado por qualquer outro meio, sequer por testemunha. O denunciado NATANAEL apenas suscitou, quando das alegações finais, estar sendo perseguido pelo Ministério Público. Disse textualmente: ‘desde a sua posse no cargo de Presidente da Assembleia Legislativa (ocorrida no dia 1°/2/2001), passou a sofrer perseguição por parte do Ministério Público Estadual’. Chegou a dizer Natanael que os recibos de pagamento dos comissionados e assim identificados foram apreendidos pelo MP que os reteve em seu poder, sem juntar aos autos para persegui-lo. Entendo que, para identificação dos tais ‘servidores fantasmas’, havia outros meios mais simples e eficazes. Sendo bastante o recadastramento dos servidores comissionados lotados na Assembleia. É também estranho que tenham os denunciados escolhido um sábado para efetuarem o pagamento, dia que não há expediente normal nos órgãos públicos. No que tange à alegada retenção dos documentos por parte do Ministério Público, verifica-se que todo o material apreendido na primeira etapa da diligência, realizada no prédio da Assembleia Legislativa, foi devolvido (doc. de fl. 55 do Apenso I). Ademais, se cotejadas as afirmações constantes das declarações de NATANAEL com as de FRANCISCO PORDEUS, vamos encontrar diversas contradições, o que torna vulneráveis as versões fáticas fornecidas por ambos. Vejamos. Sobre a imputação do delito de peculato-apropriação ora examinada, tem-se que o denunciado NATANAEL, quando interrogado em Juízo (fl. 622/623), afirmou: [...]. FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, no interrogatório judicial asseverou (fl. 812/813): [...]. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Decompondo-se e cotejando os dois textos podemos destacar os desacertos seguintes: 1) a) enquanto NATANAEL afirma que o valor arrecadado com o saque do cheque de R$ 601.315,00 não foi suficiente para cobrir a folha de comissionados do mês de janeiro de 2001, tendo sido necessário a emissão de outro cheque no valor de R$ 179.000,00; b) o acusado FRANCISCO PORDEUS alegou que sobrou dinheiro do montante sacado com a emissão do cheque de R$ 601.315,00, quantia essa que, segundo FRANCISCO, teria sido devolvida aos cofres da Assembleia, fato não comprovado com a quebra do sigilo bancário. Verifica-se, portanto, que os denunciados não estão acordes, sequer com a quantia sacada, o que contribui para demonstrar a insubsistência da tese de defesa. 2) o denunciado FRANCISCO alegou não ter tido notícia de que tenha havido demissão de supostos servidores ‘fantasmas’, dado relevante para a aferição da autoria do delito de peculato ora examinado, já que demonstra a insubsistência da tese de defesa dos acusados NATANAEL E FRANCISCO de que o pagamento realizado com a presença dos servidores foi levado a termo com o escopo de expungir do quadro da Assembleia os comissionados ‘fantasmas’. Ora, caso fosse crível que o saque da quantia de R$ 601.315,00, da conta da Assembleia Legislativa, tivesse sido efetuado com o fim de expungir da folha de comissionados os servidores ‘fantasmas’, seria razoável e até mesmo necessário, como decorrência lógica do princípio da moralidade, que NATANAEL, na qualidade de Presidente da Casa e responsável pela ideia de emissão do referido cheque, houvesse determinado a instauração de processo administrativo para demitir os tais servidores que não compareceram no sábado, dia 17/02/2001 (consigno que até mesmo o dia escolhido pelos denunciados para efetuar o pagamento dos comissionados não contribui muito para a acolhida da tese de defesa); 3) outro fato que corrobora a veracidade da acusação, esvaziando a tese da defesa advém da análise da folha de comissionados da Assembleia Legislativa, referente ao mês de janeiro de 2001, juntada às fl. 710/836 do 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Decompondo-se e cotejando os dois textos podemos destacar os desacertos seguintes: 1) a) enquanto NATANAEL afirma que o valor arrecadado com o saque do cheque de R$ 601.315,00 não foi suficiente para cobrir a folha de comissionados do mês de janeiro de 2001, tendo sido necessário a emissão de outro cheque no valor de R$ 179.000,00; b) o acusado FRANCISCO PORDEUS alegou que sobrou dinheiro do montante sacado com a emissão do cheque de R$ 601.315,00, quantia essa que, segundo FRANCISCO, teria sido devolvida aos cofres da Assembleia, fato não comprovado com a quebra do sigilo bancário. Verifica-se, portanto, que os denunciados não estão acordes, sequer com a quantia sacada, o que contribui para demonstrar a insubsistência da tese de defesa. 2) o denunciado FRANCISCO alegou não ter tido notícia de que tenha havido demissão de supostos servidores ‘fantasmas’, dado relevante para a aferição da autoria do delito de peculato ora examinado, já que demonstra a insubsistência da tese de defesa dos acusados NATANAEL E FRANCISCO de que o pagamento realizado com a presença dos servidores foi levado a termo com o escopo de expungir do quadro da Assembleia os comissionados ‘fantasmas’. Ora, caso fosse crível que o saque da quantia de R$ 601.315,00, da conta da Assembleia Legislativa, tivesse sido efetuado com o fim de expungir da folha de comissionados os servidores ‘fantasmas’, seria razoável e até mesmo necessário, como decorrência lógica do princípio da moralidade, que NATANAEL, na qualidade de Presidente da Casa e responsável pela ideia de emissão do referido cheque, houvesse determinado a instauração de processo administrativo para demitir os tais servidores que não compareceram no sábado, dia 17/02/2001 (consigno que até mesmo o dia escolhido pelos denunciados para efetuar o pagamento dos comissionados não contribui muito para a acolhida da tese de defesa); 3) outro fato que corrobora a veracidade da acusação, esvaziando a tese da defesa advém da análise da folha de comissionados da Assembleia Legislativa, referente ao mês de janeiro de 2001, juntada às fl. 710/836 do 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Apenso n° III, documento apreendido na primeira etapa da diligência de busca e apreensão realizada no prédio da Assembleia Legislativa, arrecadado pelo Ministério Público. Pelo documento a folha não passou de R$ 299.327,81 (duzentos e noventa e nove mil, trezentos e vinte e sete reais e oitenta e hum centavos), quantia bem inferior ao cheque que deu causa ao oferecimento da denúncia e mais baixo ainda do valor de R$1.200.000,00 (hum milhão e duzentos mil reais), montante que segundo NATANAEL era o valor da folha comissionada para janeiro de 2001. Assinale-se que nos meses seguintes as folhas não passaram de quatrocentos mil reais (fevereiro - R$ 330.835,83 (fl. 838/964); março - R$ 357.509,79 (fl. 970/1.112)), valor infinitamente menor do que os indicados por NATANAEL; 4) outro ponto de discordância entre os denunciados merece destaque. No interrogatório a denunciada IRENE BECARIA disse o seguinte: [...]. Entretanto NATANAEL afirma, no interrogatório, ter ordenado que o dinheiro fosse transportado da empresa DISMAR para a Assembleia Legislativa, a denunciada IRENE afirma que tanto NATANAEL quanto FRANCISCO PORDEUS compareceram pessoalmente à sede da DISMAR no sábado e levaram o dinheiro público consigo; 5) revela-se, ainda, incoerente a alegação da defesa de que o dinheiro sacado da conta da Assembleia Legislativa foi transportado pela empresa TRANSEGURO sob o argumento de que esta empresa preservaria com segurança a verba pública. Ora, caso fosse esse o objetivo dos denunciados NATANAEL e FRANCISCO, por que então, após a entrega do valor na DISMAR, não cuidaram de realizar o transporte da verba pública, sem qualquer segurança, para a sede da Assembleia Legislativa? Seria mais apropriado que tivessem feito, pessoalmente, o transporte do montante da sede da TRANSEGURO diretamente para a sede da Assembleia Legislativa, sem passar pela sede da empresa DISMAR, da qual NATANAEL é sócio majoritário. Pelos fatos aqui demonstrados e pelos indícios reunidos na instrução, tenho por comprovados os fatos descritos na denúncia 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Apenso n° III, documento apreendido na primeira etapa da diligência de busca e apreensão realizada no prédio da Assembleia Legislativa, arrecadado pelo Ministério Público. Pelo documento a folha não passou de R$ 299.327,81 (duzentos e noventa e nove mil, trezentos e vinte e sete reais e oitenta e hum centavos), quantia bem inferior ao cheque que deu causa ao oferecimento da denúncia e mais baixo ainda do valor de R$1.200.000,00 (hum milhão e duzentos mil reais), montante que segundo NATANAEL era o valor da folha comissionada para janeiro de 2001. Assinale-se que nos meses seguintes as folhas não passaram de quatrocentos mil reais (fevereiro - R$ 330.835,83 (fl. 838/964); março - R$ 357.509,79 (fl. 970/1.112)), valor infinitamente menor do que os indicados por NATANAEL; 4) outro ponto de discordância entre os denunciados merece destaque. No interrogatório a denunciada IRENE BECARIA disse o seguinte: [...]. Entretanto NATANAEL afirma, no interrogatório, ter ordenado que o dinheiro fosse transportado da empresa DISMAR para a Assembleia Legislativa, a denunciada IRENE afirma que tanto NATANAEL quanto FRANCISCO PORDEUS compareceram pessoalmente à sede da DISMAR no sábado e levaram o dinheiro público consigo; 5) revela-se, ainda, incoerente a alegação da defesa de que o dinheiro sacado da conta da Assembleia Legislativa foi transportado pela empresa TRANSEGURO sob o argumento de que esta empresa preservaria com segurança a verba pública. Ora, caso fosse esse o objetivo dos denunciados NATANAEL e FRANCISCO, por que então, após a entrega do valor na DISMAR, não cuidaram de realizar o transporte da verba pública, sem qualquer segurança, para a sede da Assembleia Legislativa? Seria mais apropriado que tivessem feito, pessoalmente, o transporte do montante da sede da TRANSEGURO diretamente para a sede da Assembleia Legislativa, sem passar pela sede da empresa DISMAR, da qual NATANAEL é sócio majoritário. Pelos fatos aqui demonstrados e pelos indícios reunidos na instrução, tenho por comprovados os fatos descritos na denúncia 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO envolvendo os denunciados NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS. Sobre a validade da microfilmagem de cheque como prova material de delito, confira-se o teor do art. 1°, § 1°, da Lei 5.433/68 (diploma que regula a microfilmagem de documentos): [...]. A tese da defesa de que o valor de R$ 601.315,00 foi sacado para fazer frente à folha de comissionados da Assembleia Legislativa referente ao mês de janeiro de 2001 não encontrou guarida na prova produzida na instrução criminal. Pelo contrário, confrontados os interrogatórios prestados pelos denunciados restou demonstrada a existência de contradições sobre fatos que deveriam mostrar-se indene de dúvidas, tal como a suficiência do valor sacado para cobrir a despesa com os comissionados. Sobre a tese de que a prova indiciária fundamenta a condenação, Adalberto José Aranha preceitua: [...]. A versão apresentada pela defesa revelou-se ainda mais insubsistente quando examinados os pontos controvertidos contidos nos interrogatórios, como destacado acima, sendo importante chamar atenção para fato da maior relevância: não há registro nos autos, ou prova oficial, de demissão dos supostos servidores ‘fantasmas’. Há apenas recortes de jornais colacionados pelo réu NATANAEL (fls. 1.704/1.717), documentos que não possuem o condão de comprovar a assertiva. Os indícios reunidos na instrução criminal e a prova produzida em Juízo, de forma convergente, apontam para uma conclusão segura: os denunciados NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PRODEUS, utilizando-se das facilidades que seus cargos lhes proporcionavam, apropriaram- se de dinheiro público, cometendo o delito de peculato na modalidade apropriação, capitulado no art. 312, caput, (primeira parte, na forma do art. 29, caput, (concurso de pessoas), ambos do Código Penal. Em relação à conduta da denunciada IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, reputo que não há prova suficiente para embasar a sua condenação como partícipe ou coautora do delito de peculato na 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO envolvendo os denunciados NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS. Sobre a validade da microfilmagem de cheque como prova material de delito, confira-se o teor do art. 1°, § 1°, da Lei 5.433/68 (diploma que regula a microfilmagem de documentos): [...]. A tese da defesa de que o valor de R$ 601.315,00 foi sacado para fazer frente à folha de comissionados da Assembleia Legislativa referente ao mês de janeiro de 2001 não encontrou guarida na prova produzida na instrução criminal. Pelo contrário, confrontados os interrogatórios prestados pelos denunciados restou demonstrada a existência de contradições sobre fatos que deveriam mostrar-se indene de dúvidas, tal como a suficiência do valor sacado para cobrir a despesa com os comissionados. Sobre a tese de que a prova indiciária fundamenta a condenação, Adalberto José Aranha preceitua: [...]. A versão apresentada pela defesa revelou-se ainda mais insubsistente quando examinados os pontos controvertidos contidos nos interrogatórios, como destacado acima, sendo importante chamar atenção para fato da maior relevância: não há registro nos autos, ou prova oficial, de demissão dos supostos servidores ‘fantasmas’. Há apenas recortes de jornais colacionados pelo réu NATANAEL (fls. 1.704/1.717), documentos que não possuem o condão de comprovar a assertiva. Os indícios reunidos na instrução criminal e a prova produzida em Juízo, de forma convergente, apontam para uma conclusão segura: os denunciados NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PRODEUS, utilizando-se das facilidades que seus cargos lhes proporcionavam, apropriaram- se de dinheiro público, cometendo o delito de peculato na modalidade apropriação, capitulado no art. 312, caput, (primeira parte, na forma do art. 29, caput, (concurso de pessoas), ambos do Código Penal. Em relação à conduta da denunciada IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, reputo que não há prova suficiente para embasar a sua condenação como partícipe ou coautora do delito de peculato na 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO modalidade apropriação. Da prova produzida na instrução criminal, tem-se que a acusada se limitou a atuar obedecendo as ordens de NATANAEL, seu empregador e superior hierárquico. Os depoimentos prestados pelos denunciados NATANAEL, FRANCISCO PORDEUS E IRENE afirmam sem distorção alguma, ser IRENE funcionária da empresa DISMAR, e como tal atendeu às ordens de NATANAEL. Assim, em razão da ausência de prova ou indício de domínio funcional do fato por parte da ré e por não ter sido demonstrada nenhuma conduta hábil a ser enquadrada como espécie de participação moral ou material no delito ora examinado, carece de base probatória a acusação do delito de peculato praticado pela denunciada IRENE. SEGUNDO FATO PECULATO-DESVIO O Ministério Público imputou ao denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA a prática de peculato na modalidade desvio, tipificado no art. 312, caput, (segunda parte), na forma do art. 71, caput, do Código Penal. Afirma que, com a quebra do sigilo bancário da conta da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, junto ao banco SUDAMERIS, restou apurado que, no período de janeiro a abril de 2001, 55 (cinquenta e cinco) cheques administrativos nominais a pessoas físicas diversas foram sacados, totalizando R$ 207.855,20 (Apenso V), valor este creditado na conta junto ao BRADESCO, de titularidade da empresa DISMAR (Distribuidora de Bebidas São Miguel Arcanjo Ltda.), da qual o denunciado é sócio majoritário (ordem judicial de quebra do sigilo bancário da empresa DISMAR - fl. 373 e 512/694 do Apenso II). Assevera o parquet que se constata no verso dos 55 (cinquenta e cinco) cheques, subscritos por NATANAEL E FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, a aposição de carimbo do BRADESCO atestando que os valores consignados nos citados títulos foram creditados na conta n° 15.550-0, agência 2.167, mantida pela DISMAR. Para o Ministério Público, tal fato caracteriza delito continuado pois os 55 (cinquenta e cinco) 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO modalidade apropriação. Da prova produzida na instrução criminal, tem-se que a acusada se limitou a atuar obedecendo as ordens de NATANAEL, seu empregador e superior hierárquico. Os depoimentos prestados pelos denunciados NATANAEL, FRANCISCO PORDEUS E IRENE afirmam sem distorção alguma, ser IRENE funcionária da empresa DISMAR, e como tal atendeu às ordens de NATANAEL. Assim, em razão da ausência de prova ou indício de domínio funcional do fato por parte da ré e por não ter sido demonstrada nenhuma conduta hábil a ser enquadrada como espécie de participação moral ou material no delito ora examinado, carece de base probatória a acusação do delito de peculato praticado pela denunciada IRENE. SEGUNDO FATO PECULATO-DESVIO O Ministério Público imputou ao denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA a prática de peculato na modalidade desvio, tipificado no art. 312, caput, (segunda parte), na forma do art. 71, caput, do Código Penal. Afirma que, com a quebra do sigilo bancário da conta da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, junto ao banco SUDAMERIS, restou apurado que, no período de janeiro a abril de 2001, 55 (cinquenta e cinco) cheques administrativos nominais a pessoas físicas diversas foram sacados, totalizando R$ 207.855,20 (Apenso V), valor este creditado na conta junto ao BRADESCO, de titularidade da empresa DISMAR (Distribuidora de Bebidas São Miguel Arcanjo Ltda.), da qual o denunciado é sócio majoritário (ordem judicial de quebra do sigilo bancário da empresa DISMAR - fl. 373 e 512/694 do Apenso II). Assevera o parquet que se constata no verso dos 55 (cinquenta e cinco) cheques, subscritos por NATANAEL E FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, a aposição de carimbo do BRADESCO atestando que os valores consignados nos citados títulos foram creditados na conta n° 15.550-0, agência 2.167, mantida pela DISMAR. Para o Ministério Público, tal fato caracteriza delito continuado pois os 55 (cinquenta e cinco) 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO cheques da Assembleia Legislativa foram emitidos pelo denunciado NATANAEL, com o escopo de desviar verba pública para aplicação em proveito próprio, em continuidade delitiva. A análise deste fato está inteiramente voltado para a conduta de NATANAEL JOSÉ DA SILVA, já que apesar de configurada, em tese, a prática do delito de peculato-desvio, por parte de FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, o Ministério Público não cuidou de incluir este agente na exordial acusatória quanto a este acontecimento. Segundo o parquet, NATANAEL, em interrogatório judicial, disse que os cheques nominativos foram subscritos pelo acusado e emitidos pela Assembleia Legislativa com o fim de remunerar servidores comissionados e que as ordens de pagamento foram endossadas pelos beneficiários e por eles trocadas na DISMAR, estabelecimento de grande porte na cidade de Porto Velho/RO e que, por isso mesmo, está acostumado a realizar esse tipo de operação. Eis a palavra do denunciado: [...]. Sobre este específico fato, troca dos cheques dos comissionados na DISMAR, disse IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, quando interrogada em Juízo: [...]. Para este episódio sustenta a defesa duas razões que justificam o agir de NATANAEL: a) os cheques nominativos foram emitidos pela Assembleia Legislativa com o fim de remunerar servidores; b) a só juntada de cópias dos cheques não se mostra suficiente para servir de prova material ao delito imputado (fl. 159/268), porque inviabilizada a aferição da regularidade dos endossos, os quais demonstrariam a insubsistência da acusação formulada. Entendo que nesse tópico, algumas premissas devem ser fixadas acerca da validade e da suficiência da prova. Os cheques têm as cópias constando dos autos (fls.159/268 do Apenso I) e por elas verifica-se terem sido creditados todos os cheques na conta 15.550-0, agência 2.167, do BRADESCO, de titularidade da DISMAR, fato aliás confirmado pelo denunciado, mas criando como desculpa objetivo inteiramente inverossímil: os cheques foram creditados na conta da DISMAR porque os servidores 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO cheques da Assembleia Legislativa foram emitidos pelo denunciado NATANAEL, com o escopo de desviar verba pública para aplicação em proveito próprio, em continuidade delitiva. A análise deste fato está inteiramente voltado para a conduta de NATANAEL JOSÉ DA SILVA, já que apesar de configurada, em tese, a prática do delito de peculato-desvio, por parte de FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, o Ministério Público não cuidou de incluir este agente na exordial acusatória quanto a este acontecimento. Segundo o parquet, NATANAEL, em interrogatório judicial, disse que os cheques nominativos foram subscritos pelo acusado e emitidos pela Assembleia Legislativa com o fim de remunerar servidores comissionados e que as ordens de pagamento foram endossadas pelos beneficiários e por eles trocadas na DISMAR, estabelecimento de grande porte na cidade de Porto Velho/RO e que, por isso mesmo, está acostumado a realizar esse tipo de operação. Eis a palavra do denunciado: [...]. Sobre este específico fato, troca dos cheques dos comissionados na DISMAR, disse IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, quando interrogada em Juízo: [...]. Para este episódio sustenta a defesa duas razões que justificam o agir de NATANAEL: a) os cheques nominativos foram emitidos pela Assembleia Legislativa com o fim de remunerar servidores; b) a só juntada de cópias dos cheques não se mostra suficiente para servir de prova material ao delito imputado (fl. 159/268), porque inviabilizada a aferição da regularidade dos endossos, os quais demonstrariam a insubsistência da acusação formulada. Entendo que nesse tópico, algumas premissas devem ser fixadas acerca da validade e da suficiência da prova. Os cheques têm as cópias constando dos autos (fls.159/268 do Apenso I) e por elas verifica-se terem sido creditados todos os cheques na conta 15.550-0, agência 2.167, do BRADESCO, de titularidade da DISMAR, fato aliás confirmado pelo denunciado, mas criando como desculpa objetivo inteiramente inverossímil: os cheques foram creditados na conta da DISMAR porque os servidores 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO procuraram a DISMAR para trocar os cheques por dinheiro. Daí os endossos em todas as ordens de pagamento. Após apresentar a sua justificativa, volta-se o denunciado contra o processo para dizer que a prova produzida nos autos não é suficiente para condená-lo por peculato-desvio, eis que só seria possível aceitar a versão do Ministério Público por meio de perícia grafotécnica nos endossos apostos nos versos dos cheques, providência necessária para comprovar que as assinaturas foram apostas pelos servidores cujos nomes constam nos cheques. A tese é inteiramente inacreditável. Afinal, em meio a tantos estabelecimentos existentes na cidade de Porto Velho/RO, exatamente os 55 (cinquenta e cinco) cheques emitidos irregularmente foram todos, sem exceção, trocados no mesmo dia, um sábado, na empresa de propriedade do então Presidente da Assembleia Legislativa? Entendo que não há prova hábil a autorizar a conclusão. Muito embora não tenham sido periciadas as assinaturas dos endossos, nem haja perícia afirmando a falsidade de qualquer delas, da análise das provas produzidas na instrução tem-se que, pelo menos parte dos mencionados cheques foram, de fato, utilizados pelo denunciado como meio de desvio de dinheiro público em seu benefício. E para chegar-se a essa conclusão revela-se desnecessária a realização de perícia grafotécnica nos mencionados títulos. Colhe-se da prova testemunhal muitas das conclusões. Por exemplo, prestou depoimento em Juízo ELIANIO DE NAZARÉ NASCIMENTO, beneficiado pelo cheque de fl. 191/192 do Apenso I (emitido no valor de R$ 3.154,07), oportunidade em que afirmou: [...]. GERSON BARBOSA COSTA (beneficiado pelo cheque de R$ 3.154,07 - fl. 193/194 do Apenso I) declarou que: [...]. LUCIANA DO CARMO BECKER, beneficiada com o cheque de R$ 3.879,07 (fl. 165/166 do Apenso I) afirmou em Juízo: [...]. Confrontados os nomes dos depoentes acima mencionados com a folha de comissionados da Assembleia Legislativa nos meses de janeiro a abril de 2001 (docs. de fl. 711 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO procuraram a DISMAR para trocar os cheques por dinheiro. Daí os endossos em todas as ordens de pagamento. Após apresentar a sua justificativa, volta-se o denunciado contra o processo para dizer que a prova produzida nos autos não é suficiente para condená-lo por peculato-desvio, eis que só seria possível aceitar a versão do Ministério Público por meio de perícia grafotécnica nos endossos apostos nos versos dos cheques, providência necessária para comprovar que as assinaturas foram apostas pelos servidores cujos nomes constam nos cheques. A tese é inteiramente inacreditável. Afinal, em meio a tantos estabelecimentos existentes na cidade de Porto Velho/RO, exatamente os 55 (cinquenta e cinco) cheques emitidos irregularmente foram todos, sem exceção, trocados no mesmo dia, um sábado, na empresa de propriedade do então Presidente da Assembleia Legislativa? Entendo que não há prova hábil a autorizar a conclusão. Muito embora não tenham sido periciadas as assinaturas dos endossos, nem haja perícia afirmando a falsidade de qualquer delas, da análise das provas produzidas na instrução tem-se que, pelo menos parte dos mencionados cheques foram, de fato, utilizados pelo denunciado como meio de desvio de dinheiro público em seu benefício. E para chegar-se a essa conclusão revela-se desnecessária a realização de perícia grafotécnica nos mencionados títulos. Colhe-se da prova testemunhal muitas das conclusões. Por exemplo, prestou depoimento em Juízo ELIANIO DE NAZARÉ NASCIMENTO, beneficiado pelo cheque de fl. 191/192 do Apenso I (emitido no valor de R$ 3.154,07), oportunidade em que afirmou: [...]. GERSON BARBOSA COSTA (beneficiado pelo cheque de R$ 3.154,07 - fl. 193/194 do Apenso I) declarou que: [...]. LUCIANA DO CARMO BECKER, beneficiada com o cheque de R$ 3.879,07 (fl. 165/166 do Apenso I) afirmou em Juízo: [...]. Confrontados os nomes dos depoentes acima mencionados com a folha de comissionados da Assembleia Legislativa nos meses de janeiro a abril de 2001 (docs. de fl. 711 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO do Apenso III às fls. 1.258 do Apenso IV), observa-se que apenas o nome de ELIANIO DE NAZARÉ NASCIMENTO figura como servidor comissionado da Casa Legislativa e, mesmo assim, do doc. de fl. 1.156 extrai-se que este recebia o valor de R$ 623,00 a título de remuneração, valor bem abaixo do que consta no cheque a ele atribuído. Assim, mesmo sem adentrar na questão da regularidade dos endossos, verifica-se que ao menos 02 (dois) dos 55 (cinquenta e cinco) cheques citados na denúncia podem até ter sido emitidos pelo denunciado NATANAEL com o fim de remunerar o trabalho de jornalistas, mas não figuravam eles na folha de pagamento da Assembleia. Poderiam ser até custeados pela Assembleia, mas estavam a serviço pessoal do denunciado, então Presidente da Casa. Demonstrado, portanto, o desvio de verba pública em proveito do denunciado, desnecessária torna-se a apuração da autenticidade dos endossos. Cezar Roberto Bittencourt conceitua o peculato-desvio da seguinte forma: [...]. Sobre a suficiência das cópias dos cheques apresentadas pelo parquet como prova material do delito, confira-se o seguinte precedente desta Corte: [...]. Sobre o tema, trago a doutrina de Guilherme de Souza Nucci, em comentários ao art. 232, parágrafo único, do Código de Processo Penal: [...]. Nesse diapasão, colaciono a lição de Heráclito Antonio Mossin: [...]. Da leitura das peças de defesa apresentadas pelo acusado NATANAEL e do interrogatório por ele prestado em Juízo, deflui-se que em nenhum momento foi negada a autoria da assinatura aposta nos cheques acostados às fls. 159/268 tampouco contestou NATANAEL a autenticidade das cópias constantes dos autos. Ao contrário, confirmou o denunciado ter emitido as ordens de pagamento com o fim de remunerar servidores da Assembleia e que estes, mediante endosso, trocaram os cheques na DISMAR. Demonstrada a materialidade do delito, pela prova coletada na instrução tem-se que o réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA, em continuidade delitiva, emitiu 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO do Apenso III às fls. 1.258 do Apenso IV), observa-se que apenas o nome de ELIANIO DE NAZARÉ NASCIMENTO figura como servidor comissionado da Casa Legislativa e, mesmo assim, do doc. de fl. 1.156 extrai-se que este recebia o valor de R$ 623,00 a título de remuneração, valor bem abaixo do que consta no cheque a ele atribuído. Assim, mesmo sem adentrar na questão da regularidade dos endossos, verifica-se que ao menos 02 (dois) dos 55 (cinquenta e cinco) cheques citados na denúncia podem até ter sido emitidos pelo denunciado NATANAEL com o fim de remunerar o trabalho de jornalistas, mas não figuravam eles na folha de pagamento da Assembleia. Poderiam ser até custeados pela Assembleia, mas estavam a serviço pessoal do denunciado, então Presidente da Casa. Demonstrado, portanto, o desvio de verba pública em proveito do denunciado, desnecessária torna-se a apuração da autenticidade dos endossos. Cezar Roberto Bittencourt conceitua o peculato-desvio da seguinte forma: [...]. Sobre a suficiência das cópias dos cheques apresentadas pelo parquet como prova material do delito, confira-se o seguinte precedente desta Corte: [...]. Sobre o tema, trago a doutrina de Guilherme de Souza Nucci, em comentários ao art. 232, parágrafo único, do Código de Processo Penal: [...]. Nesse diapasão, colaciono a lição de Heráclito Antonio Mossin: [...]. Da leitura das peças de defesa apresentadas pelo acusado NATANAEL e do interrogatório por ele prestado em Juízo, deflui-se que em nenhum momento foi negada a autoria da assinatura aposta nos cheques acostados às fls. 159/268 tampouco contestou NATANAEL a autenticidade das cópias constantes dos autos. Ao contrário, confirmou o denunciado ter emitido as ordens de pagamento com o fim de remunerar servidores da Assembleia e que estes, mediante endosso, trocaram os cheques na DISMAR. Demonstrada a materialidade do delito, pela prova coletada na instrução tem-se que o réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA, em continuidade delitiva, emitiu 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO pelo menos 02 (dois) cheques (datados de março e abril de 2001), para com eles desviar verba pública em prol do atendimento de interesses próprios (remunerar jornalistas por ele contratados e pagos com dinheiro da Assembleia Legislativa). Nesse ponto não tenho dúvida em afirmar haver nos autos prova suficiente da autoria e da materialidade do delito praticado, como demonstrado. TERCEIRO FATO COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO JUDICIAL Segundo o Ministério Público, com o fim de assegurar a ocultação de outro crime, foi cometido mais um delito, este tipificado no artigo 344, c/c o artigo 61, II, ‘b’, do Código Penal. Entendo oportuno traçar um breve resumo histórico do que ocorreu no dia 1°/6/2001, data em que Oficiais de Justiça, Promotores de Justiça, Oficiais do Ministério Público, 02 (dois) agentes da Polícia Civil e 01 (um) Delegado da Polícia Civil) dirigiram-se à sede da Assembleia Legislativa para cumprir ordem judicial de busca e apreensão. Como registra o doc. de fl. 43/44 do Apenso I, a diligência foi dividida em 02 (duas) etapas. Na primeira os executores do mandado compareceram ao prédio da Assembleia Legislativa e apreenderam os documentos mencionados no auto de apreensão de fl. 45/47 do Apenso I (dentre estes as folhas de comissionados da Assembleia dos meses de janeiro a abril de 2001 - Lote 14 de fl. 46). À tarde, quando os executores do mandado retornaram ao prédio para cumprir a segunda etapa da diligência, o denunciado NATANAEL, avisado da apreensão antecedente, retornou do interior do Estado onde estava em viagem (fato confirmado no interrogatório prestado pelo réu, ouvido neste STJ - fl. 625) e impediu a conclusão dos trabalhos, inviabilizando a retirada dos documentos do prédio. Expostos os fatos narrados em certidão exarada por Oficiais de Justiça (fl. 43/44 do Apenso I) e corroborada por diversos depoimentos constantes dos autos, passo a analisar as provas quanto a esta acusação. O Ministério Público imputou ao denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA a prática do delito 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO pelo menos 02 (dois) cheques (datados de março e abril de 2001), para com eles desviar verba pública em prol do atendimento de interesses próprios (remunerar jornalistas por ele contratados e pagos com dinheiro da Assembleia Legislativa). Nesse ponto não tenho dúvida em afirmar haver nos autos prova suficiente da autoria e da materialidade do delito praticado, como demonstrado. TERCEIRO FATO COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO JUDICIAL Segundo o Ministério Público, com o fim de assegurar a ocultação de outro crime, foi cometido mais um delito, este tipificado no artigo 344, c/c o artigo 61, II, ‘b’, do Código Penal. Entendo oportuno traçar um breve resumo histórico do que ocorreu no dia 1°/6/2001, data em que Oficiais de Justiça, Promotores de Justiça, Oficiais do Ministério Público, 02 (dois) agentes da Polícia Civil e 01 (um) Delegado da Polícia Civil) dirigiram-se à sede da Assembleia Legislativa para cumprir ordem judicial de busca e apreensão. Como registra o doc. de fl. 43/44 do Apenso I, a diligência foi dividida em 02 (duas) etapas. Na primeira os executores do mandado compareceram ao prédio da Assembleia Legislativa e apreenderam os documentos mencionados no auto de apreensão de fl. 45/47 do Apenso I (dentre estes as folhas de comissionados da Assembleia dos meses de janeiro a abril de 2001 - Lote 14 de fl. 46). À tarde, quando os executores do mandado retornaram ao prédio para cumprir a segunda etapa da diligência, o denunciado NATANAEL, avisado da apreensão antecedente, retornou do interior do Estado onde estava em viagem (fato confirmado no interrogatório prestado pelo réu, ouvido neste STJ - fl. 625) e impediu a conclusão dos trabalhos, inviabilizando a retirada dos documentos do prédio. Expostos os fatos narrados em certidão exarada por Oficiais de Justiça (fl. 43/44 do Apenso I) e corroborada por diversos depoimentos constantes dos autos, passo a analisar as provas quanto a esta acusação. O Ministério Público imputou ao denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA a prática do delito 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO de coação no curso do processo, tipificado no art. 344 do Código Penal c/c o art. 61, II, ‘b’ (para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime), do Código Penal. A diligência de busca e apreensão na sede da Assembleia Legislativa visava arrecadar provas para a constatação do cometimento dos delitos de peculato, praticados pelos denunciados NATANAEL E FRANCISCO PORDEUS, como já descrito acima, como FATO DOIS. A diligência foi autorizada pelo Juízo da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Porto Velho/RO, determinando a busca e apreensão de equipamentos, cd’s, fichas, documentos e demais itens aptos a guardar informações relacionadas com o setor de pagamento de pessoal da Assembleia, especialmente o que estivesse relacionado com os servidores comissionados no período de janeiro a abril de 2001 (fl. 28/33 do Apenso n° 1). Consignou o juiz na sua decisão, que a diligência deveria ser levada a termo, com a presença de 02 (dois) Oficiais de Justiça, representantes do Ministério Público e Delegados da Polícia Civil (fl. 34/36). Informa a certidão de fl. 43/44 do Apenso I, datada de 02/06/2001, que os Oficiais de Justiça, incumbidos de realizar a diligência, foram acompanhados pelos Promotores de Justiça Aidee Maria Moser e Rodney Pereira de Paula, por um Delegado de Polícia Civil, 02 (dois) agentes de polícia, contador do Ministério Público e técnicos de informática. Segundo registra a mesma certidão, dirigiram-se os agentes ao setor de recursos humanos da Assembleia Legislativa, o qual foi aberto, sem qualquer resistência, com o auxílio de chaveiro. Iniciada a execução do mandado, os oficiais apreenderam e lacraram documentos úteis à investigação, realizando o depósito junto à sede do Ministério Público estadual. À tarde, ao retornarem, como consta da certidão, chegaram a realizar nova apreensão de documentos, tendo sido devidamente encaixotados, mas por volta das 18:00h, quando da chegada do Presidente da Assembleia Legislativa ao local, a energia do prédio foi cortada, tendo sido iniciada, segundo relato dos Oficiais de Justiça, a prática de uma série de atos abusivos por parte do denunciado 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO de coação no curso do processo, tipificado no art. 344 do Código Penal c/c o art. 61, II, ‘b’ (para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime), do Código Penal. A diligência de busca e apreensão na sede da Assembleia Legislativa visava arrecadar provas para a constatação do cometimento dos delitos de peculato, praticados pelos denunciados NATANAEL E FRANCISCO PORDEUS, como já descrito acima, como FATO DOIS. A diligência foi autorizada pelo Juízo da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Porto Velho/RO, determinando a busca e apreensão de equipamentos, cd’s, fichas, documentos e demais itens aptos a guardar informações relacionadas com o setor de pagamento de pessoal da Assembleia, especialmente o que estivesse relacionado com os servidores comissionados no período de janeiro a abril de 2001 (fl. 28/33 do Apenso n° 1). Consignou o juiz na sua decisão, que a diligência deveria ser levada a termo, com a presença de 02 (dois) Oficiais de Justiça, representantes do Ministério Público e Delegados da Polícia Civil (fl. 34/36). Informa a certidão de fl. 43/44 do Apenso I, datada de 02/06/2001, que os Oficiais de Justiça, incumbidos de realizar a diligência, foram acompanhados pelos Promotores de Justiça Aidee Maria Moser e Rodney Pereira de Paula, por um Delegado de Polícia Civil, 02 (dois) agentes de polícia, contador do Ministério Público e técnicos de informática. Segundo registra a mesma certidão, dirigiram-se os agentes ao setor de recursos humanos da Assembleia Legislativa, o qual foi aberto, sem qualquer resistência, com o auxílio de chaveiro. Iniciada a execução do mandado, os oficiais apreenderam e lacraram documentos úteis à investigação, realizando o depósito junto à sede do Ministério Público estadual. À tarde, ao retornarem, como consta da certidão, chegaram a realizar nova apreensão de documentos, tendo sido devidamente encaixotados, mas por volta das 18:00h, quando da chegada do Presidente da Assembleia Legislativa ao local, a energia do prédio foi cortada, tendo sido iniciada, segundo relato dos Oficiais de Justiça, a prática de uma série de atos abusivos por parte do denunciado 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO NATANAEL JOSÉ DA SILVA. Afirma o parquet que NATANAEL, auxiliado por policiais militares e agentes de segurança da Assembleia Legislativa, proferiu ameaças e utilizou de força física para obstar a execução da ordem. Segundo registra a denúncia, o incidente tomou grandes proporções pela completa inação do Comando Geral da Polícia Militar que, embora avisado por telefone, omitiu-se inteiramente. O máximo que se obteve foi o comparecimento, ao local, de uma guarnição comandada pelo Tenente André Roberto de Azevedo, único policial que tentou preservar a legalidade e o cumprimento da ordem judicial. Porém, afirma o parquet, que este agente policial foi impedido pela força dos demais colegas, inclusive do Coronel da Polícia Militar REINALDO GUIMARÃES DE FIGUEIREDO, chefe da Assessoria Militar da Assembleia, o qual orientou o Tenente Azevedo, dizendo-lhe: ‘levar em banho-maria, porque ao final poderia sobrar para ele, Tenente’. Em sua defesa, o denunciado NATANAEL alega que se opôs ao cumprimento da ordem de forma pacífica, argumentando que a busca e apreensão somente poderia ser concedida pelo Tribunal de Justiça. Esta versão é corroborada pela testemunha de defesa CELSO DE OLIVEIRA SOUZA, então deputado estadual: [...]. Segundo o réu, o Ministério Público Estadual estava empenhado em persegui-lo em razão da instauração de uma CPI para apurar a venda de terras irregulares por parte de AMADEU MACHADO, Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, político de influência em Rondônia, com o qual o Promotor ABDIEL RAMOS mantinha estreitos vínculos de amizade (interrogatório prestado pelo denunciado às fls. 626/627). Esta afirmação de NATANAEL é confirmada pelo Senador VALDIR RAUPP, testemunha arrolada pela defesa que asseverou: [...]. IVO SCHERER, Procurador de Justiça, citado na defesa do réu NATANAEL, como membro do Ministério Público, crítico da postura dos executores do mandado judicial, declarou em Juízo: [...]. 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO NATANAEL JOSÉ DA SILVA. Afirma o parquet que NATANAEL, auxiliado por policiais militares e agentes de segurança da Assembleia Legislativa, proferiu ameaças e utilizou de força física para obstar a execução da ordem. Segundo registra a denúncia, o incidente tomou grandes proporções pela completa inação do Comando Geral da Polícia Militar que, embora avisado por telefone, omitiu-se inteiramente. O máximo que se obteve foi o comparecimento, ao local, de uma guarnição comandada pelo Tenente André Roberto de Azevedo, único policial que tentou preservar a legalidade e o cumprimento da ordem judicial. Porém, afirma o parquet, que este agente policial foi impedido pela força dos demais colegas, inclusive do Coronel da Polícia Militar REINALDO GUIMARÃES DE FIGUEIREDO, chefe da Assessoria Militar da Assembleia, o qual orientou o Tenente Azevedo, dizendo-lhe: ‘levar em banho-maria, porque ao final poderia sobrar para ele, Tenente’. Em sua defesa, o denunciado NATANAEL alega que se opôs ao cumprimento da ordem de forma pacífica, argumentando que a busca e apreensão somente poderia ser concedida pelo Tribunal de Justiça. Esta versão é corroborada pela testemunha de defesa CELSO DE OLIVEIRA SOUZA, então deputado estadual: [...]. Segundo o réu, o Ministério Público Estadual estava empenhado em persegui-lo em razão da instauração de uma CPI para apurar a venda de terras irregulares por parte de AMADEU MACHADO, Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, político de influência em Rondônia, com o qual o Promotor ABDIEL RAMOS mantinha estreitos vínculos de amizade (interrogatório prestado pelo denunciado às fls. 626/627). Esta afirmação de NATANAEL é confirmada pelo Senador VALDIR RAUPP, testemunha arrolada pela defesa que asseverou: [...]. IVO SCHERER, Procurador de Justiça, citado na defesa do réu NATANAEL, como membro do Ministério Público, crítico da postura dos executores do mandado judicial, declarou em Juízo: [...]. 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Por sua vez, GERSON BARBOSA COSTA, testemunha da defesa (jornalista beneficiado com um dos cheques citados no tópico da denúncia relacionado com o delito de peculato- desvio), afirmou: [...]. Advirto que as investigações não descambaram e nem poderiam para averiguar das malquerenças ou não do Ministério Público com o denunciado NATANAEL, como parece ter sido a intenção da defesa. Agiu o Ministério Público dentro de sua esfera de atribuição, como demonstram os arestos colacionados: [...]. Faz-se necessário frisar que a ordem de busca e apreensão a ser cumprida nas dependências da Assembleia Legislativa foi deferida por Juiz de Direito nos autos de um processo cautelar ajuizado pelo Ministério Público, com o fim de investigar irregularidades cometidas por NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO PORDEUS, na condução da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia. Em todo e qualquer Estado Democrático de Direito espera-se que uma ordem judicial seja cumprida devidamente, sem oposição, senão as juridicamente admitidas, sendo grave ou melhor gravíssima a atitude de tentar pela força barrar o cumprimento de uma ordem judicial. No caso dos autos, restou demonstrado pela prova testemunhal produzida na instrução criminal que o denunciado NATANAEL, ao ser avisado de que havia sido expedida ordem de busca e apreensão a ser cumprida nas dependências da Assembleia Legislativa, dirigiu-se ao prédio sede onde passou, de forma agressiva, a opor-se ao cumprimento do mandado judicial, impedindo a apreensão dos documentos, inclusive da folha de pagamento dos servidores comissionados da Assembleia, dos meses de janeiro a abril de 2001, indispensáveis para provar o peculato imputado na denúncia. Sobre o triste episódio foi ouvido o Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Dr. MIGUEL MONICO NETO, que, à época dos fatos, ocupava o cargo de Promotor de Justiça: [...]. ANGÉLICA LOPES HERNANDES, Oficiala do Ministério 21 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Por sua vez, GERSON BARBOSA COSTA, testemunha da defesa (jornalista beneficiado com um dos cheques citados no tópico da denúncia relacionado com o delito de peculato- desvio), afirmou: [...]. Advirto que as investigações não descambaram e nem poderiam para averiguar das malquerenças ou não do Ministério Público com o denunciado NATANAEL, como parece ter sido a intenção da defesa. Agiu o Ministério Público dentro de sua esfera de atribuição, como demonstram os arestos colacionados: [...]. Faz-se necessário frisar que a ordem de busca e apreensão a ser cumprida nas dependências da Assembleia Legislativa foi deferida por Juiz de Direito nos autos de um processo cautelar ajuizado pelo Ministério Público, com o fim de investigar irregularidades cometidas por NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO PORDEUS, na condução da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia. Em todo e qualquer Estado Democrático de Direito espera-se que uma ordem judicial seja cumprida devidamente, sem oposição, senão as juridicamente admitidas, sendo grave ou melhor gravíssima a atitude de tentar pela força barrar o cumprimento de uma ordem judicial. No caso dos autos, restou demonstrado pela prova testemunhal produzida na instrução criminal que o denunciado NATANAEL, ao ser avisado de que havia sido expedida ordem de busca e apreensão a ser cumprida nas dependências da Assembleia Legislativa, dirigiu-se ao prédio sede onde passou, de forma agressiva, a opor-se ao cumprimento do mandado judicial, impedindo a apreensão dos documentos, inclusive da folha de pagamento dos servidores comissionados da Assembleia, dos meses de janeiro a abril de 2001, indispensáveis para provar o peculato imputado na denúncia. Sobre o triste episódio foi ouvido o Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Dr. MIGUEL MONICO NETO, que, à época dos fatos, ocupava o cargo de Promotor de Justiça: [...]. ANGÉLICA LOPES HERNANDES, Oficiala do Ministério 21 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Público, citada no depoimento acima, declarou em Juízo: [...]. KLEBER PEREA SERRANO, consultor de informática, prestando serviços ao Ministério Público, declarou, quando ouvido pelo Juiz: [...]. CLAÚDIO RIBEIRO DE MENDONÇA, Promotor de Justiça, prestou depoimento em Juízo e afirmou que: [...]. Dos depoimentos acima transcritos, tem-se que toda a resistência ao cumprimento da ordem judicial foi comandada pelo denunciado NATANAEL. As testemunhas, presentes ao local dos fatos desde o início da diligência, foram categóricas em afirmar que NATANAEL utilizou-se de força física contra a servidora ANGÉLICA, tendo proferido ameaças, inclusive de morte, aos agentes incumbidos da execução da ordem, o que, só por si, já configura o delito de coação no curso do processo judicial, crime formal capitulado no art. 344 do Código Penal: [...]. Em relação à configuração do delito ora examinado, Cezar Roberto Bittencourt preceitua: [...]. A resistência ao cumprimento da ordem judicial por parte do réu NATANAEL também foi confirmada pelo então Procurador do Estado de Rondônia NILTON DJALMA DOS SANTOS SILVA (agente público incumbido de redigir o pedido de suspensão de liminar interposto pela Assembleia Legislativa perante o Tribunal de Justiça): [...]. Confirmando a coação exercida pelo denunciado NATANAEL, ABDIEL RAMOS FIGUEIRA, então Procurador- Geral de Justiça do Estado de Rondônia, declarou em Juízo: [...]. A prova testemunhal, tanto das pessoas arroladas pelo Ministério Público, como pela defesa, é segura em afirmar que a diligência de busca e apreensão vinha sendo regularmente cumprida na tarde do dia 1°/6/2001, até a chegada do réu NATANAEL que, tendo o domínio funcional do fato, assumiu a dianteira na resistência ao cumprimento da ordem judicial. Após a chegada do réu NATANAEL ao local dos fatos, houve o corte da energia elétrica (que se restringiu apenas ao prédio da Assembleia) e a total inviabilidade da conclusão da diligência, 22 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Público, citada no depoimento acima, declarou em Juízo: [...]. KLEBER PEREA SERRANO, consultor de informática, prestando serviços ao Ministério Público, declarou, quando ouvido pelo Juiz: [...]. CLAÚDIO RIBEIRO DE MENDONÇA, Promotor de Justiça, prestou depoimento em Juízo e afirmou que: [...]. Dos depoimentos acima transcritos, tem-se que toda a resistência ao cumprimento da ordem judicial foi comandada pelo denunciado NATANAEL. As testemunhas, presentes ao local dos fatos desde o início da diligência, foram categóricas em afirmar que NATANAEL utilizou-se de força física contra a servidora ANGÉLICA, tendo proferido ameaças, inclusive de morte, aos agentes incumbidos da execução da ordem, o que, só por si, já configura o delito de coação no curso do processo judicial, crime formal capitulado no art. 344 do Código Penal: [...]. Em relação à configuração do delito ora examinado, Cezar Roberto Bittencourt preceitua: [...]. A resistência ao cumprimento da ordem judicial por parte do réu NATANAEL também foi confirmada pelo então Procurador do Estado de Rondônia NILTON DJALMA DOS SANTOS SILVA (agente público incumbido de redigir o pedido de suspensão de liminar interposto pela Assembleia Legislativa perante o Tribunal de Justiça): [...]. Confirmando a coação exercida pelo denunciado NATANAEL, ABDIEL RAMOS FIGUEIRA, então Procurador- Geral de Justiça do Estado de Rondônia, declarou em Juízo: [...]. A prova testemunhal, tanto das pessoas arroladas pelo Ministério Público, como pela defesa, é segura em afirmar que a diligência de busca e apreensão vinha sendo regularmente cumprida na tarde do dia 1°/6/2001, até a chegada do réu NATANAEL que, tendo o domínio funcional do fato, assumiu a dianteira na resistência ao cumprimento da ordem judicial. Após a chegada do réu NATANAEL ao local dos fatos, houve o corte da energia elétrica (que se restringiu apenas ao prédio da Assembleia) e a total inviabilidade da conclusão da diligência, 22 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO pela oposição de NATANAEL, com o auxílio de seguranças e policiais que prestavam serviço à Assembleia, impedindo a retirada da documentação ainda não recolhida (certidão de fl. 43/44 do Apenso I). Nesse diapasão, transcrevo trecho do depoimento prestado pelo então Deputado Estadual MAURO DE CARVALHO, presente ao local dos fatos: [...]. EDÉZIO MARTELLI, testemunha de defesa foi ouvida em Juízo e declarou que: [...]. ANDRÉ ROBERTO DE AZEVEDO, então tenente da Polícia Militar do Estado de Rondônia, presente ao local dos fatos e referida nos depoimentos de MIGUEL MONICO NETO e ABDIEL RAMOS FIGUEIRA, declarou em Juízo: [...]. Entendo que os testemunhos do Policial Militar ANDRÉ ROBERTO DE AZEVEDO e do Procurador do Estado NILTON DJALMA DOS SANTOS SILVA detém grande relevância por se tratarem de agentes públicos estranhos aos quadros do Ministério Público, (órgão que, na ótica da defesa, estava empenhado em perseguir o réu). Corroboram tais testemunhos com os outros depoimentos, afirmando categoricamente que o acusado NATANAEL assumiu a postura de coordenar, e de forma agressiva assumiu a resistência ao cumprimento da ordem judicial. Para tanto utilizou-se de ameaças graves. Muitas das testemunhas arroladas pela defesa em nada acrescentaram à instrução, mostrando-se alheias aos fatos ou incoerentes, muitas vezes contribuindo no quadro fático probatório para descrédito da tese sustentada por NATANAEL. Neste ponto, lembra-se lição de Marcellus Polastri Lima: [...]. Anoto que certas testemunhas de defesa, presentes ao local dos fatos, confirmam o corte da energia após a chegada de NATANAEL, mas, quando inquiridas acerca da conduta do acusado no dia da suposta prática do delito de coação no curso do processo judicial, limitam-se a tergiversar, afirmando que nada viram e ouviram sobre o que se passava no interior do departamento financeiro e que a conduta social do acusado não detém qualquer nódoa. FRANCISCO CARVALHO DA SILVA, então deputado estadual, afirmou em Juízo que: [...]. 23 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO pela oposição de NATANAEL, com o auxílio de seguranças e policiais que prestavam serviço à Assembleia, impedindo a retirada da documentação ainda não recolhida (certidão de fl. 43/44 do Apenso I). Nesse diapasão, transcrevo trecho do depoimento prestado pelo então Deputado Estadual MAURO DE CARVALHO, presente ao local dos fatos: [...]. EDÉZIO MARTELLI, testemunha de defesa foi ouvida em Juízo e declarou que: [...]. ANDRÉ ROBERTO DE AZEVEDO, então tenente da Polícia Militar do Estado de Rondônia, presente ao local dos fatos e referida nos depoimentos de MIGUEL MONICO NETO e ABDIEL RAMOS FIGUEIRA, declarou em Juízo: [...]. Entendo que os testemunhos do Policial Militar ANDRÉ ROBERTO DE AZEVEDO e do Procurador do Estado NILTON DJALMA DOS SANTOS SILVA detém grande relevância por se tratarem de agentes públicos estranhos aos quadros do Ministério Público, (órgão que, na ótica da defesa, estava empenhado em perseguir o réu). Corroboram tais testemunhos com os outros depoimentos, afirmando categoricamente que o acusado NATANAEL assumiu a postura de coordenar, e de forma agressiva assumiu a resistência ao cumprimento da ordem judicial. Para tanto utilizou-se de ameaças graves. Muitas das testemunhas arroladas pela defesa em nada acrescentaram à instrução, mostrando-se alheias aos fatos ou incoerentes, muitas vezes contribuindo no quadro fático probatório para descrédito da tese sustentada por NATANAEL. Neste ponto, lembra-se lição de Marcellus Polastri Lima: [...]. Anoto que certas testemunhas de defesa, presentes ao local dos fatos, confirmam o corte da energia após a chegada de NATANAEL, mas, quando inquiridas acerca da conduta do acusado no dia da suposta prática do delito de coação no curso do processo judicial, limitam-se a tergiversar, afirmando que nada viram e ouviram sobre o que se passava no interior do departamento financeiro e que a conduta social do acusado não detém qualquer nódoa. FRANCISCO CARVALHO DA SILVA, então deputado estadual, afirmou em Juízo que: [...]. 23 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO ANTONILSON DA SILVA MOURA, servidor da Assembleia Legislativa, declarou em Juízo que: [...]. Como se pode constatar pela análise das provas e pelos relatos das testemunhas, a conduta tipificada como crime de coação no curso do processo judicial, atribuída ao denunciado, está intimamente relacionada com os delitos de peculato imputados ao réu, devidamente comprovados, como já analisado e sedimentado na prova documental resultante da apreensão que se deu na primeira etapa do cumprimento do mandado judicial. Os Oficiais de Justiça (certidão de fl. 43/44 do Apenso I), os Promotores de Justiça, os servidores do parquet, um tenente da Polícia Militar e o Procurador do Estado (autoridade esta incumbida de defender judicialmente a Assembleia Legislativa), estavam presentes ao local e atestam que o réu, de forma arbitrária (quase inimaginável nos dias atuais), coordenou a resistência ao cumprimento do mandado judicial. Valendo-se de violência moral e física, procurou o réu esconder as provas que lhe incriminavam no curso de processo judicial, com o fim de atender interesse próprio (ocultar provas e impedir que o Ministério Público tivesse acesso a documentos que pudessem incriminá-lo), incidindo, portanto, circunstância agravante prevista no art. 61, II, ‘b’, do Código Penal: [...]. QUARTO FATO SUPRESSÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO O Ministério Público imputa aos denunciados NATANAEL JOSÉ DA SILVA, VITOR PAULO RIGGO TERNES e EVANILDO ABREU DE MELO, a prática do crime de supressão de documento público, capitulado no art. 305, c/c art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, na forma do art. 29, caput, todos do Código Penal. Afirma o parquet que, por volta das 21:00h do dia 1°/6/2001, quando os executores do mandado judicial encontravam-se na sala do departamento financeiro da Assembleia Legislativa, o denunciado NATANAEL arrecadou os computadores que tinham sido apreendidos e atirou-os sobre uma mureta, jogando-os em uma sala localizada ao lado do departamento financeiro, destruindo os equipamentos. Assevera que 24 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO ANTONILSON DA SILVA MOURA, servidor da Assembleia Legislativa, declarou em Juízo que: [...]. Como se pode constatar pela análise das provas e pelos relatos das testemunhas, a conduta tipificada como crime de coação no curso do processo judicial, atribuída ao denunciado, está intimamente relacionada com os delitos de peculato imputados ao réu, devidamente comprovados, como já analisado e sedimentado na prova documental resultante da apreensão que se deu na primeira etapa do cumprimento do mandado judicial. Os Oficiais de Justiça (certidão de fl. 43/44 do Apenso I), os Promotores de Justiça, os servidores do parquet, um tenente da Polícia Militar e o Procurador do Estado (autoridade esta incumbida de defender judicialmente a Assembleia Legislativa), estavam presentes ao local e atestam que o réu, de forma arbitrária (quase inimaginável nos dias atuais), coordenou a resistência ao cumprimento do mandado judicial. Valendo-se de violência moral e física, procurou o réu esconder as provas que lhe incriminavam no curso de processo judicial, com o fim de atender interesse próprio (ocultar provas e impedir que o Ministério Público tivesse acesso a documentos que pudessem incriminá-lo), incidindo, portanto, circunstância agravante prevista no art. 61, II, ‘b’, do Código Penal: [...]. QUARTO FATO SUPRESSÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO O Ministério Público imputa aos denunciados NATANAEL JOSÉ DA SILVA, VITOR PAULO RIGGO TERNES e EVANILDO ABREU DE MELO, a prática do crime de supressão de documento público, capitulado no art. 305, c/c art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, na forma do art. 29, caput, todos do Código Penal. Afirma o parquet que, por volta das 21:00h do dia 1°/6/2001, quando os executores do mandado judicial encontravam-se na sala do departamento financeiro da Assembleia Legislativa, o denunciado NATANAEL arrecadou os computadores que tinham sido apreendidos e atirou-os sobre uma mureta, jogando-os em uma sala localizada ao lado do departamento financeiro, destruindo os equipamentos. Assevera que 24 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO NATANAEL, auxiliado por um policial militar que prestava serviço na Assembleia Legislativa, afastou, mediante o emprego de força física, ANGÉLICA LOPES HERNANDES, servidora do Ministério Público, do local em que estava uma caixa de papelão com os documentos apreendidos e, apossando-se da caixa, passou a rasgar os documentos, jogando-os em uma sala lateral ao departamento financeiro. A seguir, o denunciado derramou álcool sobre os papéis e ateou fogo, destruindo-os. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas NATANAEL, com o fim de obstruir o trabalho dos soldados do fogo, ordenou o trancamento do portão lateral da Assembleia, no que foi auxiliado pelo denunciado VITOR PAULO RIGGO TERNES, então diretor logístico da Polícia Militar que, para evitar a intervenção dos bombeiros despistou-os, fornecendo informações equivocadas, dizendo que o incêndio estava localizado em casa vizinha à Assembleia. Assevera o parquet que, após constatado que a informação prestada pelo acusado VITOR TERNES era falsa, os bombeiros conseguiram adentrar no pátio do prédio da Assembleia, onde fixaram uma escada para subir até o local do incêndio, mas foram impedidos neste momento pelos denunciados EVANILDO ABREU DE MELO E JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA, respectivamente, deputado estadual e vice-Presidente da Assembleia. Para o autor da ação penal o acusado EVANILDO intimidou os bombeiros por meio de ameaças, tendo o acusado NATANAEL, com o auxílio de outro deputado (JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA), derrubado a escada, inviabilizando definitivamente a ação do Corpo de Bombeiros. Assim, foram queimados os documentos já separados para a apreensão, com o nítido propósito de suprimir a prova cabal dos delitos cuja materialidade foi narrada nos tópicos acima. Ou seja, NATANAEL promoveu a destruição, em benefício próprio e em prejuízo das investigações, de documentos públicos dos quais não podia dispor. Para o Ministério Público a ação do denunciado VITOR RIGGO TERNES, dificultando a ação dos bombeiros e do acusado EVANILDO ABREU, adotando postura contrária à ação dos 25 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO NATANAEL, auxiliado por um policial militar que prestava serviço na Assembleia Legislativa, afastou, mediante o emprego de força física, ANGÉLICA LOPES HERNANDES, servidora do Ministério Público, do local em que estava uma caixa de papelão com os documentos apreendidos e, apossando-se da caixa, passou a rasgar os documentos, jogando-os em uma sala lateral ao departamento financeiro. A seguir, o denunciado derramou álcool sobre os papéis e ateou fogo, destruindo-os. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas NATANAEL, com o fim de obstruir o trabalho dos soldados do fogo, ordenou o trancamento do portão lateral da Assembleia, no que foi auxiliado pelo denunciado VITOR PAULO RIGGO TERNES, então diretor logístico da Polícia Militar que, para evitar a intervenção dos bombeiros despistou-os, fornecendo informações equivocadas, dizendo que o incêndio estava localizado em casa vizinha à Assembleia. Assevera o parquet que, após constatado que a informação prestada pelo acusado VITOR TERNES era falsa, os bombeiros conseguiram adentrar no pátio do prédio da Assembleia, onde fixaram uma escada para subir até o local do incêndio, mas foram impedidos neste momento pelos denunciados EVANILDO ABREU DE MELO E JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA, respectivamente, deputado estadual e vice-Presidente da Assembleia. Para o autor da ação penal o acusado EVANILDO intimidou os bombeiros por meio de ameaças, tendo o acusado NATANAEL, com o auxílio de outro deputado (JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA), derrubado a escada, inviabilizando definitivamente a ação do Corpo de Bombeiros. Assim, foram queimados os documentos já separados para a apreensão, com o nítido propósito de suprimir a prova cabal dos delitos cuja materialidade foi narrada nos tópicos acima. Ou seja, NATANAEL promoveu a destruição, em benefício próprio e em prejuízo das investigações, de documentos públicos dos quais não podia dispor. Para o Ministério Público a ação do denunciado VITOR RIGGO TERNES, dificultando a ação dos bombeiros e do acusado EVANILDO ABREU, adotando postura contrária à ação dos 25 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO bombeiros, os inclui como partícipes da conduta delituosa empreendida por NATANAEL, pois contribuíram para o malogro da ação do Corpo de Bombeiros e concorreram para a prática do crime de supressão de documento público devidamente capitulado no Código Penal (art. 305, na forma do art. 29, caput, do Código Penal). Em sua defesa o réu NATANAEL negou a autoria do delito, alegando em Juízo: [...]. O acusado VITOR RIGGO TERNES, Policial Militar, também negou a participação no delito de supressão de documento público e sobre os fatos delituosos a ele imputados deu a versão seguinte, quando interrogado: [...]. Como os demais, negou o réu EVANILDO ABREU DE MELO sua participação no delito de supressão de documento público e assim contou a seguinte história: [...]. Expostas as teses de defesa apresentadas pelos denunciados apontados neste tópico da denúncia, passo a confrontar suas versões com os fatos que restaram comprovados na instrução criminal. De todo o material probatório colhido na instrução criminal e já examinado em capítulos anteriores deste voto, tem-se como premissa insofismável que, a partir do momento em que o denunciado NATANAEL chegou ao prédio da Assembleia Legislativa, a segunda etapa do cumprimento da ordem judicial de busca e apreensão restou prejudicada. Ficou demonstrado por meio de prova testemunhal que o réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA, auxiliado por seguranças e policiais à paisana, impediu, mediante violência e grave ameaça, a retirada de documentos e provas que pudessem incriminá-lo pela prática dos delitos de peculato imputados na exordial acusatória. Pelo que disseram as testemunhas tem-se a certeza de que o acusado NATANAEL tinha o domínio funcional do fato e era o único interessado na destruição dos documentos que já estavam em poder da funcionária do Ministério Público, ainda no interior do departamento financeiro. Pretendia o acusado, com tal conduta, destruir a prova da prática dos crimes de peculato imputados na denúncia. Só não alcançou seu desiderato porque muitos dos 26 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO bombeiros, os inclui como partícipes da conduta delituosa empreendida por NATANAEL, pois contribuíram para o malogro da ação do Corpo de Bombeiros e concorreram para a prática do crime de supressão de documento público devidamente capitulado no Código Penal (art. 305, na forma do art. 29, caput, do Código Penal). Em sua defesa o réu NATANAEL negou a autoria do delito, alegando em Juízo: [...]. O acusado VITOR RIGGO TERNES, Policial Militar, também negou a participação no delito de supressão de documento público e sobre os fatos delituosos a ele imputados deu a versão seguinte, quando interrogado: [...]. Como os demais, negou o réu EVANILDO ABREU DE MELO sua participação no delito de supressão de documento público e assim contou a seguinte história: [...]. Expostas as teses de defesa apresentadas pelos denunciados apontados neste tópico da denúncia, passo a confrontar suas versões com os fatos que restaram comprovados na instrução criminal. De todo o material probatório colhido na instrução criminal e já examinado em capítulos anteriores deste voto, tem-se como premissa insofismável que, a partir do momento em que o denunciado NATANAEL chegou ao prédio da Assembleia Legislativa, a segunda etapa do cumprimento da ordem judicial de busca e apreensão restou prejudicada. Ficou demonstrado por meio de prova testemunhal que o réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA, auxiliado por seguranças e policiais à paisana, impediu, mediante violência e grave ameaça, a retirada de documentos e provas que pudessem incriminá-lo pela prática dos delitos de peculato imputados na exordial acusatória. Pelo que disseram as testemunhas tem-se a certeza de que o acusado NATANAEL tinha o domínio funcional do fato e era o único interessado na destruição dos documentos que já estavam em poder da funcionária do Ministério Público, ainda no interior do departamento financeiro. Pretendia o acusado, com tal conduta, destruir a prova da prática dos crimes de peculato imputados na denúncia. Só não alcançou seu desiderato porque muitos dos 26 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO documentos comprobatórios já estavam fora da Assembleia, apreendidos na diligência realizada pela manhã. Assim sendo, tem-se como fato incontroverso, porque comprovado até mesmo por perícia (fls. 312/326 do Apenso VI), que no dia 1° de junho de 2001, durante o cumprimento da ordem judicial de busca e apreensão, houve a destruição de computadores e a queima de documentos pertencentes à Assembleia Legislativa. A perícia oficial realizada pelo Instituto de Criminalística do Estado de Rondônia, no interior do departamento financeiro da Assembleia Legislativa, constatou a presença de 05 (cinco) CPU’s bastante danificadas e a queima e destruição de documentos públicos, levada a efeito por ação humana, fatos registrados fotograficamente (fls. 317/326 do Apenso VI). O fato descrito está tipificado no art. 305 do Código Penal: [...]. Provada a materialidade do delito indicado pelo Ministério Público, quando do oferecimento da denúncia, já recebida pela Corte Especial, resta analisar a prova quanto à autoria. Na versão de NATANAEL o incêndio foi causado pelos policiais que acompanhavam o Ministério Público, mas a afirmação não encontra suporte em nenhum depoimento prestado nos autos, tratando-se de hipótese inteiramente vazia e incoerente. Afinal, para que o Ministério Público iria determinar a queima de documentos que pretendia apreender? Para incriminar o denunciado pela prática do delito tipificado no art. 305 do Código Penal e correr o risco de perder as provas materiais do cometimento do delito de peculato (art. 312 do CP), crime cujo preceito secundário prevê pena mais grave do que a do art. 305 do CP? Caso fosse crível tal tese, concluir-se-ia que o parquet estaria lhe beneficiando. Tese desarrazoada e desprovida de fundamento. Superado esse ponto, colaciono depoimentos de testemunhas presenciais que afirmam, categoricamente, ter partido do denunciado a iniciativa de queimar os documentos reunidos no cumprimento da ordem judicial. MIGUEL MONICO NETO, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, declarou: [...]. ANGÉLICA LOPES HERNANDES, Oficiala do Ministério 27 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO documentos comprobatórios já estavam fora da Assembleia, apreendidos na diligência realizada pela manhã. Assim sendo, tem-se como fato incontroverso, porque comprovado até mesmo por perícia (fls. 312/326 do Apenso VI), que no dia 1° de junho de 2001, durante o cumprimento da ordem judicial de busca e apreensão, houve a destruição de computadores e a queima de documentos pertencentes à Assembleia Legislativa. A perícia oficial realizada pelo Instituto de Criminalística do Estado de Rondônia, no interior do departamento financeiro da Assembleia Legislativa, constatou a presença de 05 (cinco) CPU’s bastante danificadas e a queima e destruição de documentos públicos, levada a efeito por ação humana, fatos registrados fotograficamente (fls. 317/326 do Apenso VI). O fato descrito está tipificado no art. 305 do Código Penal: [...]. Provada a materialidade do delito indicado pelo Ministério Público, quando do oferecimento da denúncia, já recebida pela Corte Especial, resta analisar a prova quanto à autoria. Na versão de NATANAEL o incêndio foi causado pelos policiais que acompanhavam o Ministério Público, mas a afirmação não encontra suporte em nenhum depoimento prestado nos autos, tratando-se de hipótese inteiramente vazia e incoerente. Afinal, para que o Ministério Público iria determinar a queima de documentos que pretendia apreender? Para incriminar o denunciado pela prática do delito tipificado no art. 305 do Código Penal e correr o risco de perder as provas materiais do cometimento do delito de peculato (art. 312 do CP), crime cujo preceito secundário prevê pena mais grave do que a do art. 305 do CP? Caso fosse crível tal tese, concluir-se-ia que o parquet estaria lhe beneficiando. Tese desarrazoada e desprovida de fundamento. Superado esse ponto, colaciono depoimentos de testemunhas presenciais que afirmam, categoricamente, ter partido do denunciado a iniciativa de queimar os documentos reunidos no cumprimento da ordem judicial. MIGUEL MONICO NETO, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, declarou: [...]. ANGÉLICA LOPES HERNANDES, Oficiala do Ministério 27 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Público, foi citada no depoimento acima transcrito e declarou em Juízo que: [...]. KLEBER PEREA SERRANO, consultor de informática que prestava serviços ao Ministério Público, declarou em Juízo: [...]. CLAÚDIO RIBEIRO DE MENDONÇA, Promotor de Justiça, prestou depoimento em Juízo e afirmou que: [...]. O próprio réu EVANILDO ABREU DE MELO confirma ter NATANAEL obstruído o trabalho do Corpo de Bombeiros: [...]. Na instrução criminal foram reunidos indícios e provas contundentes de ter o acusado NATANAEL interesse em suprimir os documentos que seriam apreendidos na diligência de busca e apreensão (pretendia ele destruir as folhas de pagamento de servidores comissionados da Assembleia Legislativa referente aos meses de janeiro a abril de 2001), documentos apreendidos na primeira etapa do cumprimento da ordem judicial e sem os quais restaria dificultada a prova da prática dos delitos de peculato. Diante da documentação dos fatos narrados na denúncia, confirmados de forma minuciosa nos testemunhos colhidos no curso da instrução, tem-se como certa a afirmação de que o denunciado efetivamente impediu o cumprimento da segunda etapa da diligência, em torno do cumprimento da ordem judicial. Mas foi além para também inutilizar, destruindo com fogo importantes documentos, na tentativa de encobrir a materialidade dos seus crimes. Examinando-se as condutas atribuídas aos denunciados VITOR RIGGO TERNES e EVANILDO ABREU DE MELO, tem-se que o parquet, na denúncia, afirma que o réu VITOR TERNES teria obstruído o trabalho de controle do incêndio ao repassar, de forma premeditada, informações equivocadas aos bombeiros acerca do local em que o fogo estava ocorrendo. Quando interrogado negou VITOR TERNES (fl. 655) a sua participação, inclusive porque, segundo alegou foi sua a iniciativa de chamar os bombeiros. Mas quando chegou a viatura do Corpo de Bombeiros o incêndio já estava controlado, razão pela qual cuidou de informá-los acerca deste fato. Tal versão é confirmada pelo doc. de fl. 89/90 do Apenso VI (Registro de 28 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Público, foi citada no depoimento acima transcrito e declarou em Juízo que: [...]. KLEBER PEREA SERRANO, consultor de informática que prestava serviços ao Ministério Público, declarou em Juízo: [...]. CLAÚDIO RIBEIRO DE MENDONÇA, Promotor de Justiça, prestou depoimento em Juízo e afirmou que: [...]. O próprio réu EVANILDO ABREU DE MELO confirma ter NATANAEL obstruído o trabalho do Corpo de Bombeiros: [...]. Na instrução criminal foram reunidos indícios e provas contundentes de ter o acusado NATANAEL interesse em suprimir os documentos que seriam apreendidos na diligência de busca e apreensão (pretendia ele destruir as folhas de pagamento de servidores comissionados da Assembleia Legislativa referente aos meses de janeiro a abril de 2001), documentos apreendidos na primeira etapa do cumprimento da ordem judicial e sem os quais restaria dificultada a prova da prática dos delitos de peculato. Diante da documentação dos fatos narrados na denúncia, confirmados de forma minuciosa nos testemunhos colhidos no curso da instrução, tem-se como certa a afirmação de que o denunciado efetivamente impediu o cumprimento da segunda etapa da diligência, em torno do cumprimento da ordem judicial. Mas foi além para também inutilizar, destruindo com fogo importantes documentos, na tentativa de encobrir a materialidade dos seus crimes. Examinando-se as condutas atribuídas aos denunciados VITOR RIGGO TERNES e EVANILDO ABREU DE MELO, tem-se que o parquet, na denúncia, afirma que o réu VITOR TERNES teria obstruído o trabalho de controle do incêndio ao repassar, de forma premeditada, informações equivocadas aos bombeiros acerca do local em que o fogo estava ocorrendo. Quando interrogado negou VITOR TERNES (fl. 655) a sua participação, inclusive porque, segundo alegou foi sua a iniciativa de chamar os bombeiros. Mas quando chegou a viatura do Corpo de Bombeiros o incêndio já estava controlado, razão pela qual cuidou de informá-los acerca deste fato. Tal versão é confirmada pelo doc. de fl. 89/90 do Apenso VI (Registro de 28 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Atividade dos bombeiros que compareceram ao prédio da Assembleia com o objetivo de debelar o incêndio). Considero não haver nos autos prova suficiente para embasar a acusação formulada pelo parquet de que o denunciado VITOR TERNES, de forma dolosa, tenha concorrido como partícipe na prática do delito de supressão de documento público. No tocante ao denunciado EVANILDO ABREU DE MELO, então deputado estadual, afirma o Ministério Público que este acusado, no dia dos fatos, dirigiu-se ao local em que os bombeiros colocaram uma escada para ter acesso ao departamento financeiro e passou a criar empecilho à ação dos soldados do fogo, por meio de ameaças, conduta que contribuiu para a consumação do delito de supressão de documento público praticado pelo réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA. Colho trecho de depoimento da única testemunha que, quando inquirida sobre a conduta do réu EVANILDO, no dia dos fatos, respondeu objetivamente às perguntas formuladas pelo Juiz de Direito, não se limitando a alegar que nada viu ou que não tem lembrança de tal fato. ANDRÉ ROBERTO DE AZEVEDO, então tenente da Polícia Militar do Estado de Rondônia, testemunha referida no depoimento de MIGUEL MONICO NETO e presente ao local dos fatos, declarou em Juízo que o réu NATANAEL foi auxiliado pelo denunciado EVANILDO ABREU DE MELO (então deputado estadual) na derrubada da escada utilizada pelo Corpo de Bombeiros para ter acesso ao local em que o fogo tinha sido empregado: [...]. O depoimento do agente policial, como mostra a transcrição acima, demonstra de forma taxativa que o réu EVANILDO ABREU DE MELO participou dos fatos descritos, impedindo o acesso dos bombeiros ao departamento financeiro da Assembleia Legislativa, contribuindo de forma decisiva para que se consumasse a perda de diversos documentos públicos, auxiliando dessa forma o denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA. A acusação do Ministério Público e o testemunho acima mencionado encontra supedâneo no doc. de fl. 89/90 do Apenso VI (Registro de Atividade formalizado pelos bombeiros que 29 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Atividade dos bombeiros que compareceram ao prédio da Assembleia com o objetivo de debelar o incêndio). Considero não haver nos autos prova suficiente para embasar a acusação formulada pelo parquet de que o denunciado VITOR TERNES, de forma dolosa, tenha concorrido como partícipe na prática do delito de supressão de documento público. No tocante ao denunciado EVANILDO ABREU DE MELO, então deputado estadual, afirma o Ministério Público que este acusado, no dia dos fatos, dirigiu-se ao local em que os bombeiros colocaram uma escada para ter acesso ao departamento financeiro e passou a criar empecilho à ação dos soldados do fogo, por meio de ameaças, conduta que contribuiu para a consumação do delito de supressão de documento público praticado pelo réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA. Colho trecho de depoimento da única testemunha que, quando inquirida sobre a conduta do réu EVANILDO, no dia dos fatos, respondeu objetivamente às perguntas formuladas pelo Juiz de Direito, não se limitando a alegar que nada viu ou que não tem lembrança de tal fato. ANDRÉ ROBERTO DE AZEVEDO, então tenente da Polícia Militar do Estado de Rondônia, testemunha referida no depoimento de MIGUEL MONICO NETO e presente ao local dos fatos, declarou em Juízo que o réu NATANAEL foi auxiliado pelo denunciado EVANILDO ABREU DE MELO (então deputado estadual) na derrubada da escada utilizada pelo Corpo de Bombeiros para ter acesso ao local em que o fogo tinha sido empregado: [...]. O depoimento do agente policial, como mostra a transcrição acima, demonstra de forma taxativa que o réu EVANILDO ABREU DE MELO participou dos fatos descritos, impedindo o acesso dos bombeiros ao departamento financeiro da Assembleia Legislativa, contribuindo de forma decisiva para que se consumasse a perda de diversos documentos públicos, auxiliando dessa forma o denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA. A acusação do Ministério Público e o testemunho acima mencionado encontra supedâneo no doc. de fl. 89/90 do Apenso VI (Registro de Atividade formalizado pelos bombeiros que 29 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO compareceram à Assembleia Legislativa no dia 1°/6/2001 com o fim de debelar o incêndio). Os bombeiros relataram que, ao identificarem estar o fogo localizado no Departamento Financeiro da Assembleia Legislativa, cuidaram de fixar uma escada com o escopo de ter acesso ao local, momento em que o réu EVANILDO ABREU DE MELO tomou a frente, impedindo a atuação dos agentes. Tenho como comprovado que o denunciado EVANILDO ABREU DE MELO atuou como partícipe do réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA. CONCLUSÕES Assim vistos e examinados os autos e devidamente analisadas as provas, concluo quanto as diversas imputações e o faço considerando de per si cada um dos quatro fatos indicados na denúncia e estudados separadamente neste voto. PRIMEIRO FATO (peculato-apropriação) JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na denúncia, para condenar NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, como incursos nas penas do art. 312, caput, (primeira parte), na forma do art. 29, caput, do Código Penal e JULGO IMPROCEDENTE a denúncia oferecida contra IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, por falta de provas. SEGUNDO FATO (peculato- desvio) JULGO PROCEDENTE o pedido formulado pelo Ministério Público Federal, para condenar NATANAEL JOSÉ DA SILVA, como incurso na pena do art. 312, caput, (segunda parte), na forma do art. 71, caput, do Código Penal. Esclareço que, quanto a este fato, houve a participação do denunciado FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, mas não tendo ele sido incluído como agente na denúncia, não pode responder pelos fatos então apurados. TERCEIRO FATO (coação no curso do processo judicial) Pelos fatos que se constituem em delito, como consta da inicial e se identifica como sendo o terceiro episódio, dentre os quatro episódios destacados, JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na denúncia, para condenar NATANAEL JOSÉ DA SILVA, como incurso na pena do art. 344 c/c art. 61, II, ‘b’, do Código Penal. QUARTO FATO (SUPRESSÃO DE DOCUMENTO 30 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO compareceram à Assembleia Legislativa no dia 1°/6/2001 com o fim de debelar o incêndio). Os bombeiros relataram que, ao identificarem estar o fogo localizado no Departamento Financeiro da Assembleia Legislativa, cuidaram de fixar uma escada com o escopo de ter acesso ao local, momento em que o réu EVANILDO ABREU DE MELO tomou a frente, impedindo a atuação dos agentes. Tenho como comprovado que o denunciado EVANILDO ABREU DE MELO atuou como partícipe do réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA. CONCLUSÕES Assim vistos e examinados os autos e devidamente analisadas as provas, concluo quanto as diversas imputações e o faço considerando de per si cada um dos quatro fatos indicados na denúncia e estudados separadamente neste voto. PRIMEIRO FATO (peculato-apropriação) JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na denúncia, para condenar NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, como incursos nas penas do art. 312, caput, (primeira parte), na forma do art. 29, caput, do Código Penal e JULGO IMPROCEDENTE a denúncia oferecida contra IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, por falta de provas. SEGUNDO FATO (peculato- desvio) JULGO PROCEDENTE o pedido formulado pelo Ministério Público Federal, para condenar NATANAEL JOSÉ DA SILVA, como incurso na pena do art. 312, caput, (segunda parte), na forma do art. 71, caput, do Código Penal. Esclareço que, quanto a este fato, houve a participação do denunciado FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, mas não tendo ele sido incluído como agente na denúncia, não pode responder pelos fatos então apurados. TERCEIRO FATO (coação no curso do processo judicial) Pelos fatos que se constituem em delito, como consta da inicial e se identifica como sendo o terceiro episódio, dentre os quatro episódios destacados, JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na denúncia, para condenar NATANAEL JOSÉ DA SILVA, como incurso na pena do art. 344 c/c art. 61, II, ‘b’, do Código Penal. QUARTO FATO (SUPRESSÃO DE DOCUMENTO 30 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO PÚBLICO) Com relação aos fatos que formam o quarto episódio, como consta dos autos, JULGO PROCEDENTE a denúncia oferecida contra NATANAEL JOSÉ DA SILVA, para condená-lo como incurso nas penas do art. 305, c/c art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, do Código Penal. Também JULGO PROCEDENTE a denúncia em relação ao acusado EVANILDO ABREU DE MELO, incurso nas mesmas penas do artigo 305, c/c art. 61, II, ‘d’, do Código Penal e na forma do art. 29, caput, do Estatuto Repressivo pátrio. Por fim, JULGO IMPROCEDENTE o pedido formulado contra VITOR RIGGO TERNES, por falta de provas, insuficientes as colhidas para condenação. FIXAÇÃO DAS PENAS PRIMEIRO FATO (peculato-apropriação - art. 312 CP). Na dosagem das penas analiso as circunstâncias especiais do artigo 59 do Código Penal em relação ao acusado NATANAEL JOSÉ DA SILVA. Considero de alta reprovabilidade a conduta deste acusado, eis que se aproveitou do cargo público para apropriar-se de dinheiro pertencente ao órgão que presidia, conduta apta a merecer exemplar reprimenda. De maneira artificiosa, criou mecanismo até certo ponto primário para assim desvirtuar a finalidade da verba apropriada, certamente na certeza da impunidade, pelo prestígio exercido na Casa Legislativa, conduzida com prepotência e compadrio. Considerando todas essas circunstâncias, para um delito cujas penas cominadas vão de dois a doze anos de reclusão, fixo a pena-base em 04 (quatro) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 100 dias-multa, no valor de um salário mínimo dia, nos termos do art. 60 do Código Penal. Em relação ao réu FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, tendo presente as circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, deixo consignado que era o réu responsável direto pela gestão do caixa da Assembleia Legislativa, ocupando o relevante cargo de confiança de Diretor do Departamento Financeiro, função decisiva para que fosse possível aliar-se ao Presidente do órgão e juntos, em coautoria apropriarem-se de verba pública na modalidade de peculato- apropriação, conduta que merece o devido juízo de censura. 31 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO PÚBLICO) Com relação aos fatos que formam o quarto episódio, como consta dos autos, JULGO PROCEDENTE a denúncia oferecida contra NATANAEL JOSÉ DA SILVA, para condená-lo como incurso nas penas do art. 305, c/c art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, do Código Penal. Também JULGO PROCEDENTE a denúncia em relação ao acusado EVANILDO ABREU DE MELO, incurso nas mesmas penas do artigo 305, c/c art. 61, II, ‘d’, do Código Penal e na forma do art. 29, caput, do Estatuto Repressivo pátrio. Por fim, JULGO IMPROCEDENTE o pedido formulado contra VITOR RIGGO TERNES, por falta de provas, insuficientes as colhidas para condenação. FIXAÇÃO DAS PENAS PRIMEIRO FATO (peculato-apropriação - art. 312 CP). Na dosagem das penas analiso as circunstâncias especiais do artigo 59 do Código Penal em relação ao acusado NATANAEL JOSÉ DA SILVA. Considero de alta reprovabilidade a conduta deste acusado, eis que se aproveitou do cargo público para apropriar-se de dinheiro pertencente ao órgão que presidia, conduta apta a merecer exemplar reprimenda. De maneira artificiosa, criou mecanismo até certo ponto primário para assim desvirtuar a finalidade da verba apropriada, certamente na certeza da impunidade, pelo prestígio exercido na Casa Legislativa, conduzida com prepotência e compadrio. Considerando todas essas circunstâncias, para um delito cujas penas cominadas vão de dois a doze anos de reclusão, fixo a pena-base em 04 (quatro) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 100 dias-multa, no valor de um salário mínimo dia, nos termos do art. 60 do Código Penal. Em relação ao réu FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, tendo presente as circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, deixo consignado que era o réu responsável direto pela gestão do caixa da Assembleia Legislativa, ocupando o relevante cargo de confiança de Diretor do Departamento Financeiro, função decisiva para que fosse possível aliar-se ao Presidente do órgão e juntos, em coautoria apropriarem-se de verba pública na modalidade de peculato- apropriação, conduta que merece o devido juízo de censura. 31 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Assim, à vista dos elementos destacados, fixo a pena-base em 03 (três) anos de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 100 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. SEGUNDO FATO (peculato-desvio). Analisadas as diretrizes do art. 59 do Código Penal e as circunstâncias em que foi cometido este delito por NATANAEL JOSÉ DA SILVA, quando atuava como dirigente maior da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, da qual era presidente, não se pode deixar de considerar de extrema gravidade o desvio de verbas por ele patrocinado para atender a interesse próprio. Conduziu- se o acusado de forma incompatível com o exercício do cargo, merecendo a devida repreensão da Justiça. À vista dessas circunstâncias fixo a pena-base, dentro de um mínimo de dois e um máximo de doze anos, em 03 (três) anos e 02 (dois) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. Pelo crime continuado, aplico a regra do artigo 71, caput, do Código Penal (crime continuado) e a vista da existência concreta da prática de 02 (dois) crimes da mesma espécie, com a mesma pena-base, aplico a pena de 03 (três) anos e 02 (dois) meses, aumentada do critério legal de 1/6 (um sexto), ficando o réu definitivamente condenado a pena de 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias- multa, cada um, no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. TERCEIRO FATO (COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO - art. 344 CP) Analisadas as diretrizes do ar. 59 do Código Penal, entendo que a conduta do réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA, então Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, é dotada de extrema gravidade, visto que, opondo-se à ordem judicial expedida por Juiz de Direito regularmente investido na função jurisdicional, atentou contra um dos 32 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Assim, à vista dos elementos destacados, fixo a pena-base em 03 (três) anos de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 100 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. SEGUNDO FATO (peculato-desvio). Analisadas as diretrizes do art. 59 do Código Penal e as circunstâncias em que foi cometido este delito por NATANAEL JOSÉ DA SILVA, quando atuava como dirigente maior da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, da qual era presidente, não se pode deixar de considerar de extrema gravidade o desvio de verbas por ele patrocinado para atender a interesse próprio. Conduziu- se o acusado de forma incompatível com o exercício do cargo, merecendo a devida repreensão da Justiça. À vista dessas circunstâncias fixo a pena-base, dentro de um mínimo de dois e um máximo de doze anos, em 03 (três) anos e 02 (dois) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. Pelo crime continuado, aplico a regra do artigo 71, caput, do Código Penal (crime continuado) e a vista da existência concreta da prática de 02 (dois) crimes da mesma espécie, com a mesma pena-base, aplico a pena de 03 (três) anos e 02 (dois) meses, aumentada do critério legal de 1/6 (um sexto), ficando o réu definitivamente condenado a pena de 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias- multa, cada um, no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. TERCEIRO FATO (COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO - art. 344 CP) Analisadas as diretrizes do ar. 59 do Código Penal, entendo que a conduta do réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA, então Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, é dotada de extrema gravidade, visto que, opondo-se à ordem judicial expedida por Juiz de Direito regularmente investido na função jurisdicional, atentou contra um dos 32 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Poderes da República. Demonstram as provas dos autos ter agido o denunciado com o firme propósito de impedir o acesso dos executores do mandado a documentos que o incriminassem pela prática dos delitos de peculato imputados na denúncia e que restaram devidamente demonstrados na instrução criminal. Foi o delito executado com o emprego de violência e de grave ameaça contra agentes públicos incumbido de executar a ordem judicial, fato que revela o total desprezo do réu para com a integridade física dos servidores públicos. À vista dessas circunstâncias fixo a pena-base, considerando as penas cominadas ao delito, mínimo de hum e máximo de quatro anos, em 02 (dois) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, acrescendo- se 04 (quatro) meses em razão da circunstância agravante prevista no art. 61, II, ‘b’, do Estatuto Repressivo, ficando, então, o acusado condenado a uma pena de 02 (dois) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. QUARTO FATO (SUPRESSÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO - art. 305 CP) Este delito, imputado aos denunciados Natanael e Evanildo é de gravíssimo potencial, visto que levada a termo com o emprego de fogo, visando destruir prova da prática dos crimes de peculato imputados na denúncia e que restaram comprovados em razão do êxito da primeira etapa da busca e apreensão. À vista dessas circunstâncias fixo a pena-base, considerando as penas cominadas de dois a seis anos de reclusão, em 03 (três) anos e 02 (dois) meses de reclusão, acrescendo-se 06 (seis) meses em razão das circunstâncias agravantes previstas no art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, do Estatuto Repressivo, ficando, então, o acusado condenado a uma pena de 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão em regime inicial aberto, e ao pagamento de 30 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. [...]. No tocante a NATANAEL JOSÉ DA SILVA, as penas de cada um dos delitos por ele praticados 33 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Poderes da República. Demonstram as provas dos autos ter agido o denunciado com o firme propósito de impedir o acesso dos executores do mandado a documentos que o incriminassem pela prática dos delitos de peculato imputados na denúncia e que restaram devidamente demonstrados na instrução criminal. Foi o delito executado com o emprego de violência e de grave ameaça contra agentes públicos incumbido de executar a ordem judicial, fato que revela o total desprezo do réu para com a integridade física dos servidores públicos. À vista dessas circunstâncias fixo a pena-base, considerando as penas cominadas ao delito, mínimo de hum e máximo de quatro anos, em 02 (dois) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, acrescendo- se 04 (quatro) meses em razão da circunstância agravante prevista no art. 61, II, ‘b’, do Estatuto Repressivo, ficando, então, o acusado condenado a uma pena de 02 (dois) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. QUARTO FATO (SUPRESSÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO - art. 305 CP) Este delito, imputado aos denunciados Natanael e Evanildo é de gravíssimo potencial, visto que levada a termo com o emprego de fogo, visando destruir prova da prática dos crimes de peculato imputados na denúncia e que restaram comprovados em razão do êxito da primeira etapa da busca e apreensão. À vista dessas circunstâncias fixo a pena-base, considerando as penas cominadas de dois a seis anos de reclusão, em 03 (três) anos e 02 (dois) meses de reclusão, acrescendo-se 06 (seis) meses em razão das circunstâncias agravantes previstas no art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, do Estatuto Repressivo, ficando, então, o acusado condenado a uma pena de 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão em regime inicial aberto, e ao pagamento de 30 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. [...]. No tocante a NATANAEL JOSÉ DA SILVA, as penas de cada um dos delitos por ele praticados 33 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO restou assim fixada: a) delito tipificado no art. 312, caput (peculato-apropriação), do Código Penal: 04 (quatro) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto e ao pagamento de 100 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal; b) delito capitulado no art. 312, caput (peculato-desvio mediante crime continuado), do Código Penal: 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal; c) delito tipificado no art. 344 do Código Penal (coação no curso do processo judicial) c/c art. 61, II, ‘b’, do Código Penal: 02 (dois) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal; e d) delito tipificado no art. 305 do Código Penal (supressão de documento público) c/c art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, do Estatuto Repressivo pátrio: 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 30 dias- multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. Após o somatório das penas fixadas e considerando-se a regra do art. 69, caput (cúmulo material), do Código Penal, fica o réu definitivamente condenado à pena de 14 (quatorze) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 170 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário- mínimo. Nos termos do art. 92, I, ‘b’, do Código Penal, declaro, como efeito da condenação, que o réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA perde o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia” (documento eletrônico 6). Com efeito, conforme se verifica, para decidir de modo diverso, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Nesse sentido, impõe-se reafirmar ser inviável o reexame de matéria fático-probatória na estreita via do habeas corpus, pois o writ não tem 34 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO restou assim fixada: a) delito tipificado no art. 312, caput (peculato-apropriação), do Código Penal: 04 (quatro) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto e ao pagamento de 100 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal; b) delito capitulado no art. 312, caput (peculato-desvio mediante crime continuado), do Código Penal: 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal; c) delito tipificado no art. 344 do Código Penal (coação no curso do processo judicial) c/c art. 61, II, ‘b’, do Código Penal: 02 (dois) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal; e d) delito tipificado no art. 305 do Código Penal (supressão de documento público) c/c art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, do Estatuto Repressivo pátrio: 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 30 dias- multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. Após o somatório das penas fixadas e considerando-se a regra do art. 69, caput (cúmulo material), do Código Penal, fica o réu definitivamente condenado à pena de 14 (quatorze) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 170 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário- mínimo. Nos termos do art. 92, I, ‘b’, do Código Penal, declaro, como efeito da condenação, que o réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA perde o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia” (documento eletrônico 6). Com efeito, conforme se verifica, para decidir de modo diverso, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Nesse sentido, impõe-se reafirmar ser inviável o reexame de matéria fático-probatória na estreita via do habeas corpus, pois o writ não tem 34 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO natureza jurídica de recurso. Ademais, o quantum de pena fixado, à unanimidade, pela Corte Especial do STJ encontra-se devidamente motivado, além de mostrar-se proporcional ao caso em apreço, sendo certo não poder se utilizar “o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). Isso posto, mantenho a decisão nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 35 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO natureza jurídica de recurso. Ademais, o quantum de pena fixado, à unanimidade, pela Corte Especial do STJ encontra-se devidamente motivado, além de mostrar-se proporcional ao caso em apreço, sendo certo não poder se utilizar “o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). Isso posto, mantenho a decisão nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 35 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 41 Extrato de Ata - 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.576 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : NATANAEL JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) : ANTONIO NABOR AREIAS BULHOES (1109/AL, 1465-A/DF, 2251-A/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669217 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.576 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : NATANAEL JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) : ANTONIO NABOR AREIAS BULHOES (1109/AL, 1465-A/DF, 2251-A/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669217 Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 41
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747676735
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO REEXAME DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA NA ESTREITA VIA DO WRIT. SOMENTE EM SITUAÇÕES EXCEPCIONAIS SE FAZ POSSÍVEL O NOVO EXAME DOS FUNDAMENTOS DA DOSIMETRIA DA PENA LEVADA A EFEITO PELO JUIZ NATURAL DA CAUSA A PARTIR DO SISTEMA TRIFÁSICO. INUTILIDADE DO “HABEAS CORPUS PARA REALIZAR NOVO JUÍZO DE REPROVABILIDADE, PONDERANDO EM CONCRETO, QUAL SERIA A PENA ADEQUADA AO FATO PELO QUAL CONDENADO O PACIENTE” (HC 94.655/MT, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, PRIMEIRA TURMA). AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da inviabilidade do reexame da matéria fático-probatória na estreita via do habeas corpus, pois o writ não tem natureza jurídica de recurso. III - A orientação jurisprudencial desta Suprema Corte é no sentido de que somente em situações excepcionais é admissível o reexame dos fundamentos da dosimetria da pena levada a efeito pelo juiz natural da causa a partir do sistema trifásico, o que, adianto, não se dá na espécie. IV – Não se pode utilizar o “habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). V - Agravo a que se nega provimento.
sjur387919
- Acórdão(s) citado(s): (AGRAVO INTERNO, REITERAÇÃO, ARGUMENTO, HC) HC 108507 AgR (2ªT), RHC 130578 AgR (2ªT). (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 125772 (1ªT), HC 136892 (2ªT). (HC, REEXAME, FUNDAMENTO, DOSIMETRIA DA PENA) HC 94655 (1ªT), HC 125772 (1ªT). (HC, REEXAME, JUÍZO DE REPROVABILIDADE, FIXAÇÃO DA PENA) HC 94655 (1ªT). - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: STJ: AP 266. Número de páginas: 41. Análise: 03/10/2018, JRS.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
122576
null
HC-AgR
acordaos
HC 122576 AgR
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AGTE.(S) : NATANAEL JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) : ANTONIO NABOR AREIAS BULHOES AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.576 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :NATANAEL JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO NABOR AREIAS BULHOES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO REEXAME DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA NA ESTREITA VIA DO WRIT. SOMENTE EM SITUAÇÕES EXCEPCIONAIS SE FAZ POSSÍVEL O NOVO EXAME DOS FUNDAMENTOS DA DOSIMETRIA DA PENA LEVADA A EFEITO PELO JUIZ NATURAL DA CAUSA A PARTIR DO SISTEMA TRIFÁSICO. INUTILIDADE DO “HABEAS CORPUS PARA REALIZAR NOVO JUÍZO DE REPROVABILIDADE, PONDERANDO EM CONCRETO, QUAL SERIA A PENA ADEQUADA AO FATO PELO QUAL CONDENADO O PACIENTE” (HC 94.655/MT, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, PRIMEIRA TURMA). AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da inviabilidade do reexame da matéria fático-probatória na estreita via do habeas corpus, pois o writ não tem natureza jurídica de recurso. III - A orientação jurisprudencial desta Suprema Corte é no sentido de que somente em situações excepcionais é admissível o reexame dos fundamentos da dosimetria da pena levada a efeito pelo juiz natural da causa a partir do sistema trifásico, o que, adianto, não se dá na espécie. IV – Não se pode utilizar o “habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636015. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 41 Ementa e Acórdão HC 122576 AGR / RO Cármen Lúcia, Primeira Turma). V - Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636015. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Cármen Lúcia, Primeira Turma). V - Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 41 Relatório 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.576 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :NATANAEL JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO NABOR AREIAS BULHOES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão, por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 15). O agravante sustenta, em síntese, que “[o] Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento quanto ao cabimento do habeas corpus para o controle da legalidade da dosimetria da pena. Nesse sentido, a análise da validade dos fundamentos utilizados para exasperar a pena não implica reapreciação de matéria fática, na medida em que o vedado reexame das circunstâncias judiciais não se confunde com o exame da legalidade dos fundamentos utilizados a pretexto da valoração das circunstâncias judiciais (v.g., HC n 69.419, Rel. Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE; RHC 135.295/MS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI; HC n 97.058, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA; HC n 94.073, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI; e HC n. 110.854, Rel. Min. LUIZ FUX). Da mesma forma, essa Col. Corte tem reiterados precedentes admitindo a impetração de habeas corpus para o reconhecimento da atipicidade de condutas, inclusive pelo fundamento da inexistência de prova documental de elemento essencial à caracterização do delito (v.g., HC 140.137/SC, Rel. Min. DIAS TOFFOLI). No caso dos autos, observa-se que as questões arguidas pela defesa guardam relação apenas e tão somente com a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636016. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.576 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :NATANAEL JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) :ANTONIO NABOR AREIAS BULHOES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão, por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 15). O agravante sustenta, em síntese, que “[o] Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento quanto ao cabimento do habeas corpus para o controle da legalidade da dosimetria da pena. Nesse sentido, a análise da validade dos fundamentos utilizados para exasperar a pena não implica reapreciação de matéria fática, na medida em que o vedado reexame das circunstâncias judiciais não se confunde com o exame da legalidade dos fundamentos utilizados a pretexto da valoração das circunstâncias judiciais (v.g., HC n 69.419, Rel. Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE; RHC 135.295/MS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI; HC n 97.058, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA; HC n 94.073, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI; e HC n. 110.854, Rel. Min. LUIZ FUX). Da mesma forma, essa Col. Corte tem reiterados precedentes admitindo a impetração de habeas corpus para o reconhecimento da atipicidade de condutas, inclusive pelo fundamento da inexistência de prova documental de elemento essencial à caracterização do delito (v.g., HC 140.137/SC, Rel. Min. DIAS TOFFOLI). No caso dos autos, observa-se que as questões arguidas pela defesa guardam relação apenas e tão somente com a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636016. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 41 Relatório HC 122576 AGR / RO inidoneidade das razões declinadas pelo Tribunal coator para (i) estimar caracterizados os crimes dos arts. 305 e 344 do Código Penal Brasileiro, (ii) reconhecer concurso material de crimes entre condutas alegadamente consubstanciadoras de peculato, e (iii) exasperar a pena-base dos delitos pelos quais o ora agravante foi condenado. Com efeito, ao contrário do afirmado na decisão agravada, as impugnações à dosimetria da pena realizada pelo Tribunal coator não implicam, por nenhum modo, o reexame de matéria fático-probatório ou mesmo contrariam orientação consolidada no âmbito dessa Col. Corte. As relevantes questões de direito deduzidas na impetração não se qualificam como mero diversionismo ou como tentativa de submeter a essa instância extraordinária inconformismo limitado à conformação fática da causa. Não. O inconformismo do ora agravante guarda evidente e objetivo vínculo com a interpretação de lei federal, conforme apontam, inclusive, os precedentes citados na inicial do writ. Ademais, relativamente à dosimetria da pena, longe de submeter a esse Col. Supremo Tribunal Federal a rediscussão de matéria fático-probatória, a impetração denegada pela decisão agravada pleiteia a observância de precedentes específicos da Corte no sentido de que a execução dos atos necessários à realização das elementares típicas não pode implicar exacerbação do juízo de reprovabilidade da conduta do acusado, sob pena de indisfarçável bis in idem. Dito de outro modo: não se pretende o exame da proporcionalidade da pena com relação aos fatos imputados ao ora agravante. A questão posta em julgamento é a da própria legalidade da sanção restritiva da liberdade. Nesse contexto, em rigor, o caso implicado na presente impetração não se amolda às hipóteses legais e regimentais que autorizam o julgamento monocrático da pretensão deduzida em sede de habeas corpus originário, notadamente se se considerar que o ora agravante foi condenado no âmbito de ação penal originária pelo eg. Superior Tribunal de Justiça. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636016. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO inidoneidade das razões declinadas pelo Tribunal coator para (i) estimar caracterizados os crimes dos arts. 305 e 344 do Código Penal Brasileiro, (ii) reconhecer concurso material de crimes entre condutas alegadamente consubstanciadoras de peculato, e (iii) exasperar a pena-base dos delitos pelos quais o ora agravante foi condenado. Com efeito, ao contrário do afirmado na decisão agravada, as impugnações à dosimetria da pena realizada pelo Tribunal coator não implicam, por nenhum modo, o reexame de matéria fático-probatório ou mesmo contrariam orientação consolidada no âmbito dessa Col. Corte. As relevantes questões de direito deduzidas na impetração não se qualificam como mero diversionismo ou como tentativa de submeter a essa instância extraordinária inconformismo limitado à conformação fática da causa. Não. O inconformismo do ora agravante guarda evidente e objetivo vínculo com a interpretação de lei federal, conforme apontam, inclusive, os precedentes citados na inicial do writ. Ademais, relativamente à dosimetria da pena, longe de submeter a esse Col. Supremo Tribunal Federal a rediscussão de matéria fático-probatória, a impetração denegada pela decisão agravada pleiteia a observância de precedentes específicos da Corte no sentido de que a execução dos atos necessários à realização das elementares típicas não pode implicar exacerbação do juízo de reprovabilidade da conduta do acusado, sob pena de indisfarçável bis in idem. Dito de outro modo: não se pretende o exame da proporcionalidade da pena com relação aos fatos imputados ao ora agravante. A questão posta em julgamento é a da própria legalidade da sanção restritiva da liberdade. Nesse contexto, em rigor, o caso implicado na presente impetração não se amolda às hipóteses legais e regimentais que autorizam o julgamento monocrático da pretensão deduzida em sede de habeas corpus originário, notadamente se se considerar que o ora agravante foi condenado no âmbito de ação penal originária pelo eg. Superior Tribunal de Justiça. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636016. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 41 Relatório HC 122576 AGR / RO Assim, para além da impossibilidade de se afirmar incabível ou manifestamente improcedente o pedido deduzido na ação constitucional de habeas corpus, a peculiar e especial gravidade da sanção privativa de liberdade imposta originariamente pelo Tribunal coator justifica a submissão das razões do writ ao colegiado competente. Notadamente porque não há um conjunto de decisões representativo da orientação do Tribunal contrário às alegações do ora agravante. Em verdade, conforme demonstrado na inicial do habeas corpus, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal favorece o acolhimento da pretensão deduzida, notadamente aquela relativa à impossibilidade de se exasperar a pena-base a partir de mera referência a circunstâncias próprias do tipo penal” (págs. 2-4 do documento eletrônico 16). Pede, ao final, “[...] a reconsideração da decisão agravada para o fim de submeter-se o habeas corpus à apreciação do colegiado competente, ou, quando não, o provimento do presente agravo regimental para deferir-se o habeas corpus e reconhecer-se a teratologia da condenação do ora agravante pelos delitos dos arts. 305 e 344 do Código Penal Brasileiro, assim como para reconhecer-se a manifesta ilegalidade (i) no reconhecimento de concurso material entre as condutas alegadamente caracterizadoras de peculato e (ii) na fixação das penas impostas ao recorrente no âmbito de ação penal originária, nos termos da fundamentação do writ e das razões do presente agravo regimental” (pág. 23 do documento eletrônico 16). Posteriormente, o Subprocurador-Geral da República, Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do agravo regimental, nos exatos termos da decisão agravada (documento eletrônico 19). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636016. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Assim, para além da impossibilidade de se afirmar incabível ou manifestamente improcedente o pedido deduzido na ação constitucional de habeas corpus, a peculiar e especial gravidade da sanção privativa de liberdade imposta originariamente pelo Tribunal coator justifica a submissão das razões do writ ao colegiado competente. Notadamente porque não há um conjunto de decisões representativo da orientação do Tribunal contrário às alegações do ora agravante. Em verdade, conforme demonstrado na inicial do habeas corpus, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal favorece o acolhimento da pretensão deduzida, notadamente aquela relativa à impossibilidade de se exasperar a pena-base a partir de mera referência a circunstâncias próprias do tipo penal” (págs. 2-4 do documento eletrônico 16). Pede, ao final, “[...] a reconsideração da decisão agravada para o fim de submeter-se o habeas corpus à apreciação do colegiado competente, ou, quando não, o provimento do presente agravo regimental para deferir-se o habeas corpus e reconhecer-se a teratologia da condenação do ora agravante pelos delitos dos arts. 305 e 344 do Código Penal Brasileiro, assim como para reconhecer-se a manifesta ilegalidade (i) no reconhecimento de concurso material entre as condutas alegadamente caracterizadoras de peculato e (ii) na fixação das penas impostas ao recorrente no âmbito de ação penal originária, nos termos da fundamentação do writ e das razões do presente agravo regimental” (pág. 23 do documento eletrônico 16). Posteriormente, o Subprocurador-Geral da República, Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do agravo regimental, nos exatos termos da decisão agravada (documento eletrônico 19). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636016. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.576 RONDÔNIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Na espécie, reafirmo, o caso é de denegação da ordem. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.576 RONDÔNIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Na espécie, reafirmo, o caso é de denegação da ordem. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO inviabilidade do reexame da matéria fático-probatória na estreita via do habeas corpus, pois o writ não tem natureza jurídica de recurso. Na esteira desse entendimento, cito a ementa dos seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. SENTENÇA CONDENATÓRIA TRANSITADA EM JULGADO. IMPETRAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESCABIMENTO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE OU TERATOLOGIA. NÃO CONHECIMENTO. I – A orientação do Supremo Tribunal Federal é a de que não cabe habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. II – Para verificar a alegada ausência de provas para a condenação ou a incidência de erro de ilicitude ou de tipo, far-se-ia necessário o reexame de fatos e provas, o que não é recomendável na via do habeas corpus. Precedentes. III – Não verificada ilegalidade flagrante ou teratologia a configurar um constrangimento ilegal manifesto, suficiente a justificar o conhecimento excepcional do writ. IV – Ordem de habeas corpus não conhecida.” (HC 136.892/PR, de minha relatoria). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. CRIME DE PECULATO. DOSIMETRIA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CRIME CONTINUADO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. 2. A dosimetria da pena é matéria 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO inviabilidade do reexame da matéria fático-probatória na estreita via do habeas corpus, pois o writ não tem natureza jurídica de recurso. Na esteira desse entendimento, cito a ementa dos seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. SENTENÇA CONDENATÓRIA TRANSITADA EM JULGADO. IMPETRAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESCABIMENTO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE OU TERATOLOGIA. NÃO CONHECIMENTO. I – A orientação do Supremo Tribunal Federal é a de que não cabe habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. II – Para verificar a alegada ausência de provas para a condenação ou a incidência de erro de ilicitude ou de tipo, far-se-ia necessário o reexame de fatos e provas, o que não é recomendável na via do habeas corpus. Precedentes. III – Não verificada ilegalidade flagrante ou teratologia a configurar um constrangimento ilegal manifesto, suficiente a justificar o conhecimento excepcional do writ. IV – Ordem de habeas corpus não conhecida.” (HC 136.892/PR, de minha relatoria). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. CRIME DE PECULATO. DOSIMETRIA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CRIME CONTINUADO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. 2. A dosimetria da pena é matéria 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias. 3. Existência de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal autorizadoras da elevação da pena- base acima do mínimo legal. 4. Atenuante genérica da confissão espontânea fixada em patamar razoável e proporcional com as peculiares do caso concreto. 5. O incremento da pena referente à continuidade delitiva (art. 71 do Código Penal Brasileiro) está compreendido entre os limites mínimo e máximo legais e devidamente motivado pelo magistrado de primeiro grau. 6. Inviável, na via estreita do habeas corpus, o exame minucioso dos fatos e provas da causa que levou à fixação das penas. Precedentes. 7. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito” (HC 125.772/PE, Rel. Min. Rosa Weber). Anote-se, ainda, que a orientação jurisprudencial desta Suprema Corte é no sentido de que somente em situações excepcionais é admissível o reexame dos fundamentos da dosimetria da pena levada a efeito pelo juiz natural da causa a partir do sistema trifásico, o que, adianto, não se dá na espécie. Nesse sentido, indico os seguintes precedentes colegiados: “HABEAS CORPUS. PENAL. PACIENTE CONDENADO PELO CRIME DE PECULATO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA O DELITO PREVISTO NO ART. 1..., I, DO DECRETO-LEI 201/1967. FIXAÇÃO DA MESMA PENA PARA O PACIENTE E CORRÉU. OFENSA AO PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. INOCORRÊNCIA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS COMUNS AOS CORRÉUS E RELATIVAS AO FATO CRIMINOSO EM SI. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias. 3. Existência de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal autorizadoras da elevação da pena- base acima do mínimo legal. 4. Atenuante genérica da confissão espontânea fixada em patamar razoável e proporcional com as peculiares do caso concreto. 5. O incremento da pena referente à continuidade delitiva (art. 71 do Código Penal Brasileiro) está compreendido entre os limites mínimo e máximo legais e devidamente motivado pelo magistrado de primeiro grau. 6. Inviável, na via estreita do habeas corpus, o exame minucioso dos fatos e provas da causa que levou à fixação das penas. Precedentes. 7. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito” (HC 125.772/PE, Rel. Min. Rosa Weber). Anote-se, ainda, que a orientação jurisprudencial desta Suprema Corte é no sentido de que somente em situações excepcionais é admissível o reexame dos fundamentos da dosimetria da pena levada a efeito pelo juiz natural da causa a partir do sistema trifásico, o que, adianto, não se dá na espécie. Nesse sentido, indico os seguintes precedentes colegiados: “HABEAS CORPUS. PENAL. PACIENTE CONDENADO PELO CRIME DE PECULATO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA O DELITO PREVISTO NO ART. 1..., I, DO DECRETO-LEI 201/1967. FIXAÇÃO DA MESMA PENA PARA O PACIENTE E CORRÉU. OFENSA AO PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. INOCORRÊNCIA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS COMUNS AOS CORRÉUS E RELATIVAS AO FATO CRIMINOSO EM SI. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA. I – Esta Corte já assentou entendimento no sentido de que não viola o princípio da individualização da pena a fixação da mesma pena-base para corréus se as circunstâncias judiciais são comuns. Precedentes. II – De acordo com a jurisprudência desta Corte, somente em situações excepcionais é que se admite o reexame dos fundamentos da dosimetria levada a efeito pelo juiz a partir do sistema trifásico, o que não se verifica no caso sob exame. III – A reprimenda fixada, definitivamente, em três anos de reclusão em regime semiaberto não desbordou os lindes da proporcionalidade e da razoabilidade, não havendo, a meu ver, flagrante ilegalidade ou teratologia que justifiquem a concessão da ordem, sendo certo que não se pode utilizar ‘o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente’ (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). IV – Ordem denegada” (HC 108.858/SP, de minha relatoria). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. CRIME DE PECULATO. DOSIMETRIA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CRIME CONTINUADO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. 2. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA. I – Esta Corte já assentou entendimento no sentido de que não viola o princípio da individualização da pena a fixação da mesma pena-base para corréus se as circunstâncias judiciais são comuns. Precedentes. II – De acordo com a jurisprudência desta Corte, somente em situações excepcionais é que se admite o reexame dos fundamentos da dosimetria levada a efeito pelo juiz a partir do sistema trifásico, o que não se verifica no caso sob exame. III – A reprimenda fixada, definitivamente, em três anos de reclusão em regime semiaberto não desbordou os lindes da proporcionalidade e da razoabilidade, não havendo, a meu ver, flagrante ilegalidade ou teratologia que justifiquem a concessão da ordem, sendo certo que não se pode utilizar ‘o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente’ (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). IV – Ordem denegada” (HC 108.858/SP, de minha relatoria). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. CRIME DE PECULATO. DOSIMETRIA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CRIME CONTINUADO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. 2. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias. 3. Existência de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal autorizadoras da elevação da pena- base acima do mínimo legal. 4. Atenuante genérica da confissão espontânea fixada em patamar razoável e proporcional com as peculiares do caso concreto. 5. O incremento da pena referente à continuidade delitiva (art. 71 do Código Penal Brasileiro) está compreendido entre os limites mínimo e máximo legais e devidamente motivado pelo magistrado de primeiro grau. 6. Inviável, na via estreita do habeas corpus, o exame minucioso dos fatos e provas da causa que levou à fixação das penas. Precedentes. 7. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito” (HC 125.772/PE, Rel. Min. Rosa Weber). Transcrevo novamente, por ser necessário à reanálise deste writ, trechos do voto condutor proferido pela Ministra Eliana Calmon, Relatora da AP 266/RO na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça: “[...] PECULATO-APROPRIAÇÃO DO CHEQUE DE R$ 601.315,00 (ART. 312, CAPUT, NA FORMA DO ART. 29, CAPUT, TODOS DO CÓDIGO PENAL) Segundo a denúncia, em 16 de fevereiro de 2001, NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, Presidente e Diretor do Departamento Financeiro da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, respectivamente, mediante acordo prévio de vontades, emitiram, a débito da conta corrente de n 350-07762-3000-9, mantida pelo órgão por eles dirigido, Banco Sudameris, agência n 350 de Porto Velho/RO, o cheque de n 004847, no valor de R$ 601.315,00 (seiscentos e um mil, trezentos e quinze reais) como comprovam os docs. de fl. 103/107 do Apenso I e o doc. de fl. 1.320 do Apenso V. A ordem de pagamento foi apresentada ao banco no mesmo dia 16, uma sexta-feira, pelo Diretor Financeiro FRANCISCO PORDEUS, o qual reteve consigo o valor de R$ 1.315,00 (mil, trezentos e quinze reais), 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias. 3. Existência de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal autorizadoras da elevação da pena- base acima do mínimo legal. 4. Atenuante genérica da confissão espontânea fixada em patamar razoável e proporcional com as peculiares do caso concreto. 5. O incremento da pena referente à continuidade delitiva (art. 71 do Código Penal Brasileiro) está compreendido entre os limites mínimo e máximo legais e devidamente motivado pelo magistrado de primeiro grau. 6. Inviável, na via estreita do habeas corpus, o exame minucioso dos fatos e provas da causa que levou à fixação das penas. Precedentes. 7. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito” (HC 125.772/PE, Rel. Min. Rosa Weber). Transcrevo novamente, por ser necessário à reanálise deste writ, trechos do voto condutor proferido pela Ministra Eliana Calmon, Relatora da AP 266/RO na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça: “[...] PECULATO-APROPRIAÇÃO DO CHEQUE DE R$ 601.315,00 (ART. 312, CAPUT, NA FORMA DO ART. 29, CAPUT, TODOS DO CÓDIGO PENAL) Segundo a denúncia, em 16 de fevereiro de 2001, NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, Presidente e Diretor do Departamento Financeiro da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, respectivamente, mediante acordo prévio de vontades, emitiram, a débito da conta corrente de n 350-07762-3000-9, mantida pelo órgão por eles dirigido, Banco Sudameris, agência n 350 de Porto Velho/RO, o cheque de n 004847, no valor de R$ 601.315,00 (seiscentos e um mil, trezentos e quinze reais) como comprovam os docs. de fl. 103/107 do Apenso I e o doc. de fl. 1.320 do Apenso V. A ordem de pagamento foi apresentada ao banco no mesmo dia 16, uma sexta-feira, pelo Diretor Financeiro FRANCISCO PORDEUS, o qual reteve consigo o valor de R$ 1.315,00 (mil, trezentos e quinze reais), 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO entregando o restante (R$ 600.000,00) à empresa TRANSEGURO para serem guardados até o dia seguinte (sábado) e transportados para a sede da Distribuidora de Bebidas São Miguel Arcanjo Ltda. (DISMAR), empresa que tem o denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA sócio majoritário como evidencia o contrato social de fl. 348/368 do Apenso I. Ainda de acordo com o MPF, a importância foi efetivamente entregue na empresa DISMAR à denunciada IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, funcionária de confiança de NATANAEL. Considera o parquet que os denunciados NATANAEL, FRANCISCO PORDEUS E IRENE, unidos por liame subjetivo, mediante prévio acordo de vontades, apropriaram-se, de forma indevida, do valor de R$ 601.315,00, pertencente à Assembleia Legislativa. Os dois primeiros utilizando-se do cargo público que ocupavam e a terceira equiparada a funcionária pública, diante da circunstância fática elementar ao crime de apropriação indébita. Na versão da defesa de NATANAEL e FRANCISCO PORDEUS, tomaram eles a atitude de sacar o valor indicado na ordem de pagamento e procederam como descreveu o MPF para realizarem o pagamento aos servidores comissionados da Assembleia. Transcrevo trecho do interrogatório prestado pelo denunciado NATANAEL que, com relação ao delito de peculato- apropriação a ele imputado, afirmou em Juízo que: [...]. O acusado FRANCISCO PORDEUS alega que reteve consigo o valor de R$ 1.315,00 em razão da informação passada pela empresa TRANSEGURO de que seria mais apropriado que o valor transportado pela empresa de segurança fosse redondo, ou seja, R$ 600.000,00. Afirma não haver qualquer prova nos autos de ter ele se apropriado de R$ 1.315,00, tendo desempenhado suas funções na Assembleia Legislativa sob o primado da ética e da moral (fl. 812/816). Colho trecho do seu interrogatório: [...]. Para IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA não há nos autos prova alguma que a incrimine. Como funcionária da empresa DISMAR, cuidou tão-somente de cumprir as ordens 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO entregando o restante (R$ 600.000,00) à empresa TRANSEGURO para serem guardados até o dia seguinte (sábado) e transportados para a sede da Distribuidora de Bebidas São Miguel Arcanjo Ltda. (DISMAR), empresa que tem o denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA sócio majoritário como evidencia o contrato social de fl. 348/368 do Apenso I. Ainda de acordo com o MPF, a importância foi efetivamente entregue na empresa DISMAR à denunciada IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, funcionária de confiança de NATANAEL. Considera o parquet que os denunciados NATANAEL, FRANCISCO PORDEUS E IRENE, unidos por liame subjetivo, mediante prévio acordo de vontades, apropriaram-se, de forma indevida, do valor de R$ 601.315,00, pertencente à Assembleia Legislativa. Os dois primeiros utilizando-se do cargo público que ocupavam e a terceira equiparada a funcionária pública, diante da circunstância fática elementar ao crime de apropriação indébita. Na versão da defesa de NATANAEL e FRANCISCO PORDEUS, tomaram eles a atitude de sacar o valor indicado na ordem de pagamento e procederam como descreveu o MPF para realizarem o pagamento aos servidores comissionados da Assembleia. Transcrevo trecho do interrogatório prestado pelo denunciado NATANAEL que, com relação ao delito de peculato- apropriação a ele imputado, afirmou em Juízo que: [...]. O acusado FRANCISCO PORDEUS alega que reteve consigo o valor de R$ 1.315,00 em razão da informação passada pela empresa TRANSEGURO de que seria mais apropriado que o valor transportado pela empresa de segurança fosse redondo, ou seja, R$ 600.000,00. Afirma não haver qualquer prova nos autos de ter ele se apropriado de R$ 1.315,00, tendo desempenhado suas funções na Assembleia Legislativa sob o primado da ética e da moral (fl. 812/816). Colho trecho do seu interrogatório: [...]. Para IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA não há nos autos prova alguma que a incrimine. Como funcionária da empresa DISMAR, cuidou tão-somente de cumprir as ordens 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO do seu patrão NATANAEL, recebendo o valor transportado pela TRANSEGURO. Dá a seguinte versão aos fatos: entrou em contato com a TRANSEGURO com o único objetivo de cientificar-se acerca do procedimento para transporte do valor mencionado pelo denunciado NATANAEL, tendo recebido informação de funcionário da empresa de segurança que o serviço só poderia ser feito se firmado contrato antecedentemente. Como a Assembleia não era cliente da empresa de segurança, recebeu IRENE ordem de NATANAEL para que fosse feito o serviço em nome da sua empresa, a DISMAR, pois a mesma já era cliente da TRANSEGURO. Confira-se trecho do seu interrogatório: [...]. Para justificarem a conduta dizem que os pagamentos seriam feitos diretamente aos servidores comissionados que comparecessem no dia 17, sábado, à DISMAR, porque havia muitos servidores ‘fantasmas’ na folha de comissionados da Assembleia e a providência era necessária para evitar lesão aos cofres públicos. Para NATANAEL o pagamento de forma pessoal é autorizado pela legislação que regula o tema, tanto que a Resolução Administrativa n 003 do Tribunal de Contas Estadual, no art. 50, § 2..., dispõe que o pagamento de despesas somente será feito mediante ordem bancária ou cheque nominativo quando possível, dando opção quanto ao pagamento pessoal. O fato imputado aos três denunciados NATANAEL, FRANCISCO PORDEUS e IRENE, da forma descrita e contraditada, foi tipificada como delito de peculato- apropriação do valor de R$ 601.315,00, constante do artigo 312, caput, do Código Penal: [...]. Cezar Roberto Bittencourt, dissertando sobre a adequação típica do delito de peculato-apropriação, preceitua que: [...]. NATANAEL e FRANCISCO PORDEUS, como servidores públicos, utilizando-se dos cargos que ocupavam junto ao Poder Legislativo do Estado, emitiram, a débito da conta corrente de n 350-07762-3000-9, mantida pela Assembleia Legislativa do Estado, no banco SUDAMERIS, agência n 350 de Porto Velho/RO, o cheque de n 004847, no valor de R$ 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO do seu patrão NATANAEL, recebendo o valor transportado pela TRANSEGURO. Dá a seguinte versão aos fatos: entrou em contato com a TRANSEGURO com o único objetivo de cientificar-se acerca do procedimento para transporte do valor mencionado pelo denunciado NATANAEL, tendo recebido informação de funcionário da empresa de segurança que o serviço só poderia ser feito se firmado contrato antecedentemente. Como a Assembleia não era cliente da empresa de segurança, recebeu IRENE ordem de NATANAEL para que fosse feito o serviço em nome da sua empresa, a DISMAR, pois a mesma já era cliente da TRANSEGURO. Confira-se trecho do seu interrogatório: [...]. Para justificarem a conduta dizem que os pagamentos seriam feitos diretamente aos servidores comissionados que comparecessem no dia 17, sábado, à DISMAR, porque havia muitos servidores ‘fantasmas’ na folha de comissionados da Assembleia e a providência era necessária para evitar lesão aos cofres públicos. Para NATANAEL o pagamento de forma pessoal é autorizado pela legislação que regula o tema, tanto que a Resolução Administrativa n 003 do Tribunal de Contas Estadual, no art. 50, § 2..., dispõe que o pagamento de despesas somente será feito mediante ordem bancária ou cheque nominativo quando possível, dando opção quanto ao pagamento pessoal. O fato imputado aos três denunciados NATANAEL, FRANCISCO PORDEUS e IRENE, da forma descrita e contraditada, foi tipificada como delito de peculato- apropriação do valor de R$ 601.315,00, constante do artigo 312, caput, do Código Penal: [...]. Cezar Roberto Bittencourt, dissertando sobre a adequação típica do delito de peculato-apropriação, preceitua que: [...]. NATANAEL e FRANCISCO PORDEUS, como servidores públicos, utilizando-se dos cargos que ocupavam junto ao Poder Legislativo do Estado, emitiram, a débito da conta corrente de n 350-07762-3000-9, mantida pela Assembleia Legislativa do Estado, no banco SUDAMERIS, agência n 350 de Porto Velho/RO, o cheque de n 004847, no valor de R$ 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO 601.315,00 (microfilmagem de fl. 2.338/2.339). Em nenhum momento da instrução criminal os acusados NATANAEL E FRANCISCO negaram a autoria das assinaturas subscritas no referido cheque. Ao contrário, desde o início da persecução criminal confirmaram a emissão, muito embora tenham dado versão inverossímil: tiveram a intenção de realizar o pagamento parcial da folha de comissionados da Assembleia Legislativa no mês de janeiro de 2001 (conforme aposto no verso do cheque), o que teria sido feito no dia aprazado, 17 de janeiro de 2009. Afirmam que o pagamento dos servidores comissionados foi realizado no sábado, dia 17/02/2001, na sede da Assembleia Legislativa. A versão não sobrevive sequer a uma verificação perfunctória. Prescrevem os arts. 63, 64 e 65 da Lei n 4.320/64 (diploma que estatui normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal) que: [...]. Interpretando as principais expressões contidas na lei temos, na lição de Valdecir Pascoal: [...]. No âmbito do Estado de Rondônia, vigorava, à época dos fatos, a Resolução Administrativa n 003, editada pelo Tribunal de Contas que, em seu art. 50, § 2..., prescrevia: [...]. Ainda no âmbito estadual, vigorava a Resolução n 031, da Secretaria da Fazenda que, no art. 3... estabelecia: [...]. Tem-se que o sistema de execução das despesas públicas, compreendendo desde a fase de empenho, passando pela liquidação e chegando ao pagamento, encontra-se regulado pelas normas gerais da Lei Federal n 4.320/64, diploma com o qual as normas estaduais e municipais devem guardar compatibilidade. Afirma o denunciado NATANAEL, em sua defesa, que o art. 50, § 2..., da Resolução Administrativa n 003, editada pelo Tribunal de Contas Estadual, prescreve que o pagamento de pessoal somente será realizado por meio de cheque nominativo ou ordem bancária, quando estas opções se mostrarem possíveis. Entendo, contudo, que tal raciocínio não subsiste a uma interpretação sistemática das regras de controle da despesa pública. A versão apresentada pelos denunciados 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO 601.315,00 (microfilmagem de fl. 2.338/2.339). Em nenhum momento da instrução criminal os acusados NATANAEL E FRANCISCO negaram a autoria das assinaturas subscritas no referido cheque. Ao contrário, desde o início da persecução criminal confirmaram a emissão, muito embora tenham dado versão inverossímil: tiveram a intenção de realizar o pagamento parcial da folha de comissionados da Assembleia Legislativa no mês de janeiro de 2001 (conforme aposto no verso do cheque), o que teria sido feito no dia aprazado, 17 de janeiro de 2009. Afirmam que o pagamento dos servidores comissionados foi realizado no sábado, dia 17/02/2001, na sede da Assembleia Legislativa. A versão não sobrevive sequer a uma verificação perfunctória. Prescrevem os arts. 63, 64 e 65 da Lei n 4.320/64 (diploma que estatui normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal) que: [...]. Interpretando as principais expressões contidas na lei temos, na lição de Valdecir Pascoal: [...]. No âmbito do Estado de Rondônia, vigorava, à época dos fatos, a Resolução Administrativa n 003, editada pelo Tribunal de Contas que, em seu art. 50, § 2..., prescrevia: [...]. Ainda no âmbito estadual, vigorava a Resolução n 031, da Secretaria da Fazenda que, no art. 3... estabelecia: [...]. Tem-se que o sistema de execução das despesas públicas, compreendendo desde a fase de empenho, passando pela liquidação e chegando ao pagamento, encontra-se regulado pelas normas gerais da Lei Federal n 4.320/64, diploma com o qual as normas estaduais e municipais devem guardar compatibilidade. Afirma o denunciado NATANAEL, em sua defesa, que o art. 50, § 2..., da Resolução Administrativa n 003, editada pelo Tribunal de Contas Estadual, prescreve que o pagamento de pessoal somente será realizado por meio de cheque nominativo ou ordem bancária, quando estas opções se mostrarem possíveis. Entendo, contudo, que tal raciocínio não subsiste a uma interpretação sistemática das regras de controle da despesa pública. A versão apresentada pelos denunciados 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO NATANAEL (ex-Secretário Estadual de Saúde e ex-gerente do banco estadual de Rondônia) e FRANCISCO PORDEUS (responsável direto pela gestão do departamento financeiro da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, ex-funcionário do Banco do Brasil e consultor financeiro, não pode ser crível, como constatado pela testemunha de defesa SWAMY HATZINAKIS - fl. 1.169). Para ela a experiência de ambos no trato com finanças e com a coisa pública, não poderia confundi- los, pois contraria visivelmente o estabelecido nos arts. 63, 64 e 65 da Lei Federal n 4.320/64. A opção adotada pelos agentes públicos, emissão de cheque nominal endossado, tornando-o ao portador, para pagamento de despesa pública, configura pagamento de despesa sem anterior liquidação e desprovida de ordem de pagamento, exarada por serviço de contabilidade (providência necessária, nos termos do art. 64 da Lei n 4.320/64), é condenável de qualquer ângulo que se analise, ocasionando a quebra do controle da despesa pública. O procedimento para realização da despesa pública foi concebido com o escopo de propiciar o controle efetivo na gestão do erário e deve ser estritamente obedecido, sob pena de responsabilização do agente público responsável. Afinal, a realização de gastos com pessoal deve seguir estritamente o princípio da legalidade e o trâmite estabelecido em lei, viabilizando o exercício da fiscalização por parte do órgão competente, comprovando a Administração o cumprimento do seu dever de remunerar o trabalho dos funcionários. Ressalvo que, em razão da existência da Resolução n 003 do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, admitir-se-ia a viabilidade do pagamento da folha de comissionados mediante a emissão de cheque nominativo, mas jamais por meio de pagamento em dinheiro, passando pela empresa de propriedade do Presidente da Assembleia. O proceder descrito na denúncia e confirmado pelos próprios denunciados, além de não ter respaldo legal, prejudica a constatação do devido emprego da verba, para o fim específico de pagamento de pessoal. Ademais, constata-se que os denunciados não carrearam para os autos documento 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO NATANAEL (ex-Secretário Estadual de Saúde e ex-gerente do banco estadual de Rondônia) e FRANCISCO PORDEUS (responsável direto pela gestão do departamento financeiro da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, ex-funcionário do Banco do Brasil e consultor financeiro, não pode ser crível, como constatado pela testemunha de defesa SWAMY HATZINAKIS - fl. 1.169). Para ela a experiência de ambos no trato com finanças e com a coisa pública, não poderia confundi- los, pois contraria visivelmente o estabelecido nos arts. 63, 64 e 65 da Lei Federal n 4.320/64. A opção adotada pelos agentes públicos, emissão de cheque nominal endossado, tornando-o ao portador, para pagamento de despesa pública, configura pagamento de despesa sem anterior liquidação e desprovida de ordem de pagamento, exarada por serviço de contabilidade (providência necessária, nos termos do art. 64 da Lei n 4.320/64), é condenável de qualquer ângulo que se analise, ocasionando a quebra do controle da despesa pública. O procedimento para realização da despesa pública foi concebido com o escopo de propiciar o controle efetivo na gestão do erário e deve ser estritamente obedecido, sob pena de responsabilização do agente público responsável. Afinal, a realização de gastos com pessoal deve seguir estritamente o princípio da legalidade e o trâmite estabelecido em lei, viabilizando o exercício da fiscalização por parte do órgão competente, comprovando a Administração o cumprimento do seu dever de remunerar o trabalho dos funcionários. Ressalvo que, em razão da existência da Resolução n 003 do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, admitir-se-ia a viabilidade do pagamento da folha de comissionados mediante a emissão de cheque nominativo, mas jamais por meio de pagamento em dinheiro, passando pela empresa de propriedade do Presidente da Assembleia. O proceder descrito na denúncia e confirmado pelos próprios denunciados, além de não ter respaldo legal, prejudica a constatação do devido emprego da verba, para o fim específico de pagamento de pessoal. Ademais, constata-se que os denunciados não carrearam para os autos documento 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO comprobatório de que o montante sacado foi empregado efetivamente para pagamento dos comissionados. Para os denunciados só seria possível a acusação se demonstrado, por meio da quebra do sigilo bancário, que o valor sacado da conta da Assembleia Legislativa tenha sido creditado em alguma das contas em nome dos réus. Revela-se pertinente o fato de não haver nos autos nenhum recibo de quitação fornecido pelos comissionados ao receberem os seus salários pessoalmente, nem tampouco restou provado por qualquer outro meio, sequer por testemunha. O denunciado NATANAEL apenas suscitou, quando das alegações finais, estar sendo perseguido pelo Ministério Público. Disse textualmente: ‘desde a sua posse no cargo de Presidente da Assembleia Legislativa (ocorrida no dia 1.../2/2001), passou a sofrer perseguição por parte do Ministério Público Estadual’. Chegou a dizer Natanael que os recibos de pagamento dos comissionados e assim identificados foram apreendidos pelo Medida Provisória que os reteve em seu poder, sem juntar aos autos para persegui-lo. Entendo que, para identificação dos tais ‘servidores fantasmas’, havia outros meios mais simples e eficazes. Sendo bastante o recadastramento dos servidores comissionados lotados na Assembleia. É também estranho que tenham os denunciados escolhido um sábado para efetuarem o pagamento, dia que não há expediente normal nos órgãos públicos. No que tange à alegada retenção dos documentos por parte do Ministério Público, verifica-se que todo o material apreendido na primeira etapa da diligência, realizada no prédio da Assembleia Legislativa, foi devolvido (doc. de fl. 55 do Apenso I). Ademais, se cotejadas as afirmações constantes das declarações de NATANAEL com as de FRANCISCO PORDEUS, vamos encontrar diversas contradições, o que torna vulneráveis as versões fáticas fornecidas por ambos. Vejamos. Sobre a imputação do delito de peculato-apropriação ora examinada, tem-se que o denunciado NATANAEL, quando interrogado em Juízo (fl. 622/623), afirmou: [...]. FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, no interrogatório judicial asseverou (fl. 812/813): [...]. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO comprobatório de que o montante sacado foi empregado efetivamente para pagamento dos comissionados. Para os denunciados só seria possível a acusação se demonstrado, por meio da quebra do sigilo bancário, que o valor sacado da conta da Assembleia Legislativa tenha sido creditado em alguma das contas em nome dos réus. Revela-se pertinente o fato de não haver nos autos nenhum recibo de quitação fornecido pelos comissionados ao receberem os seus salários pessoalmente, nem tampouco restou provado por qualquer outro meio, sequer por testemunha. O denunciado NATANAEL apenas suscitou, quando das alegações finais, estar sendo perseguido pelo Ministério Público. Disse textualmente: ‘desde a sua posse no cargo de Presidente da Assembleia Legislativa (ocorrida no dia 1.../2/2001), passou a sofrer perseguição por parte do Ministério Público Estadual’. Chegou a dizer Natanael que os recibos de pagamento dos comissionados e assim identificados foram apreendidos pelo Medida Provisória que os reteve em seu poder, sem juntar aos autos para persegui-lo. Entendo que, para identificação dos tais ‘servidores fantasmas’, havia outros meios mais simples e eficazes. Sendo bastante o recadastramento dos servidores comissionados lotados na Assembleia. É também estranho que tenham os denunciados escolhido um sábado para efetuarem o pagamento, dia que não há expediente normal nos órgãos públicos. No que tange à alegada retenção dos documentos por parte do Ministério Público, verifica-se que todo o material apreendido na primeira etapa da diligência, realizada no prédio da Assembleia Legislativa, foi devolvido (doc. de fl. 55 do Apenso I). Ademais, se cotejadas as afirmações constantes das declarações de NATANAEL com as de FRANCISCO PORDEUS, vamos encontrar diversas contradições, o que torna vulneráveis as versões fáticas fornecidas por ambos. Vejamos. Sobre a imputação do delito de peculato-apropriação ora examinada, tem-se que o denunciado NATANAEL, quando interrogado em Juízo (fl. 622/623), afirmou: [...]. FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, no interrogatório judicial asseverou (fl. 812/813): [...]. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Decompondo-se e cotejando os dois textos podemos destacar os desacertos seguintes: 1) a) enquanto NATANAEL afirma que o valor arrecadado com o saque do cheque de R$ 601.315,00 não foi suficiente para cobrir a folha de comissionados do mês de janeiro de 2001, tendo sido necessário a emissão de outro cheque no valor de R$ 179.000,00; b) o acusado FRANCISCO PORDEUS alegou que sobrou dinheiro do montante sacado com a emissão do cheque de R$ 601.315,00, quantia essa que, segundo FRANCISCO, teria sido devolvida aos cofres da Assembleia, fato não comprovado com a quebra do sigilo bancário. Verifica-se, portanto, que os denunciados não estão acordes, sequer com a quantia sacada, o que contribui para demonstrar a insubsistência da tese de defesa. 2) o denunciado FRANCISCO alegou não ter tido notícia de que tenha havido demissão de supostos servidores ‘fantasmas’, dado relevante para a aferição da autoria do delito de peculato ora examinado, já que demonstra a insubsistência da tese de defesa dos acusados NATANAEL E FRANCISCO de que o pagamento realizado com a presença dos servidores foi levado a termo com o escopo de expungir do quadro da Assembleia os comissionados ‘fantasmas’. Ora, caso fosse crível que o saque da quantia de R$ 601.315,00, da conta da Assembleia Legislativa, tivesse sido efetuado com o fim de expungir da folha de comissionados os servidores ‘fantasmas’, seria razoável e até mesmo necessário, como decorrência lógica do princípio da moralidade, que NATANAEL, na qualidade de Presidente da Casa e responsável pela ideia de emissão do referido cheque, houvesse determinado a instauração de processo administrativo para demitir os tais servidores que não compareceram no sábado, dia 17/02/2001 (consigno que até mesmo o dia escolhido pelos denunciados para efetuar o pagamento dos comissionados não contribui muito para a acolhida da tese de defesa); 3) outro fato que corrobora a veracidade da acusação, esvaziando a tese da defesa advém da análise da folha de comissionados da Assembleia Legislativa, referente ao mês de janeiro de 2001, juntada às fl. 710/836 do 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Decompondo-se e cotejando os dois textos podemos destacar os desacertos seguintes: 1) a) enquanto NATANAEL afirma que o valor arrecadado com o saque do cheque de R$ 601.315,00 não foi suficiente para cobrir a folha de comissionados do mês de janeiro de 2001, tendo sido necessário a emissão de outro cheque no valor de R$ 179.000,00; b) o acusado FRANCISCO PORDEUS alegou que sobrou dinheiro do montante sacado com a emissão do cheque de R$ 601.315,00, quantia essa que, segundo FRANCISCO, teria sido devolvida aos cofres da Assembleia, fato não comprovado com a quebra do sigilo bancário. Verifica-se, portanto, que os denunciados não estão acordes, sequer com a quantia sacada, o que contribui para demonstrar a insubsistência da tese de defesa. 2) o denunciado FRANCISCO alegou não ter tido notícia de que tenha havido demissão de supostos servidores ‘fantasmas’, dado relevante para a aferição da autoria do delito de peculato ora examinado, já que demonstra a insubsistência da tese de defesa dos acusados NATANAEL E FRANCISCO de que o pagamento realizado com a presença dos servidores foi levado a termo com o escopo de expungir do quadro da Assembleia os comissionados ‘fantasmas’. Ora, caso fosse crível que o saque da quantia de R$ 601.315,00, da conta da Assembleia Legislativa, tivesse sido efetuado com o fim de expungir da folha de comissionados os servidores ‘fantasmas’, seria razoável e até mesmo necessário, como decorrência lógica do princípio da moralidade, que NATANAEL, na qualidade de Presidente da Casa e responsável pela ideia de emissão do referido cheque, houvesse determinado a instauração de processo administrativo para demitir os tais servidores que não compareceram no sábado, dia 17/02/2001 (consigno que até mesmo o dia escolhido pelos denunciados para efetuar o pagamento dos comissionados não contribui muito para a acolhida da tese de defesa); 3) outro fato que corrobora a veracidade da acusação, esvaziando a tese da defesa advém da análise da folha de comissionados da Assembleia Legislativa, referente ao mês de janeiro de 2001, juntada às fl. 710/836 do 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Apenso n III, documento apreendido na primeira etapa da diligência de busca e apreensão realizada no prédio da Assembleia Legislativa, arrecadado pelo Ministério Público. Pelo documento a folha não passou de R$ 299.327,81 (duzentos e noventa e nove mil, trezentos e vinte e sete reais e oitenta e hum centavos), quantia bem inferior ao cheque que deu causa ao oferecimento da denúncia e mais baixo ainda do valor de R$1.200.000,00 (hum milhão e duzentos mil reais), montante que segundo NATANAEL era o valor da folha comissionada para janeiro de 2001. Assinale-se que nos meses seguintes as folhas não passaram de quatrocentos mil reais (fevereiro - R$ 330.835,83 (fl. 838/964); março - R$ 357.509,79 (fl. 970/1.112)), valor infinitamente menor do que os indicados por NATANAEL; 4) outro ponto de discordância entre os denunciados merece destaque. No interrogatório a denunciada IRENE BECARIA disse o seguinte: [...]. Entretanto NATANAEL afirma, no interrogatório, ter ordenado que o dinheiro fosse transportado da empresa DISMAR para a Assembleia Legislativa, a denunciada IRENE afirma que tanto NATANAEL quanto FRANCISCO PORDEUS compareceram pessoalmente à sede da DISMAR no sábado e levaram o dinheiro público consigo; 5) revela-se, ainda, incoerente a alegação da defesa de que o dinheiro sacado da conta da Assembleia Legislativa foi transportado pela empresa TRANSEGURO sob o argumento de que esta empresa preservaria com segurança a verba pública. Ora, caso fosse esse o objetivo dos denunciados NATANAEL e FRANCISCO, por que então, após a entrega do valor na DISMAR, não cuidaram de realizar o transporte da verba pública, sem qualquer segurança, para a sede da Assembleia Legislativa? Seria mais apropriado que tivessem feito, pessoalmente, o transporte do montante da sede da TRANSEGURO diretamente para a sede da Assembleia Legislativa, sem passar pela sede da empresa DISMAR, da qual NATANAEL é sócio majoritário. Pelos fatos aqui demonstrados e pelos indícios reunidos na instrução, tenho por comprovados os fatos descritos na denúncia 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Apenso n III, documento apreendido na primeira etapa da diligência de busca e apreensão realizada no prédio da Assembleia Legislativa, arrecadado pelo Ministério Público. Pelo documento a folha não passou de R$ 299.327,81 (duzentos e noventa e nove mil, trezentos e vinte e sete reais e oitenta e hum centavos), quantia bem inferior ao cheque que deu causa ao oferecimento da denúncia e mais baixo ainda do valor de R$1.200.000,00 (hum milhão e duzentos mil reais), montante que segundo NATANAEL era o valor da folha comissionada para janeiro de 2001. Assinale-se que nos meses seguintes as folhas não passaram de quatrocentos mil reais (fevereiro - R$ 330.835,83 (fl. 838/964); março - R$ 357.509,79 (fl. 970/1.112)), valor infinitamente menor do que os indicados por NATANAEL; 4) outro ponto de discordância entre os denunciados merece destaque. No interrogatório a denunciada IRENE BECARIA disse o seguinte: [...]. Entretanto NATANAEL afirma, no interrogatório, ter ordenado que o dinheiro fosse transportado da empresa DISMAR para a Assembleia Legislativa, a denunciada IRENE afirma que tanto NATANAEL quanto FRANCISCO PORDEUS compareceram pessoalmente à sede da DISMAR no sábado e levaram o dinheiro público consigo; 5) revela-se, ainda, incoerente a alegação da defesa de que o dinheiro sacado da conta da Assembleia Legislativa foi transportado pela empresa TRANSEGURO sob o argumento de que esta empresa preservaria com segurança a verba pública. Ora, caso fosse esse o objetivo dos denunciados NATANAEL e FRANCISCO, por que então, após a entrega do valor na DISMAR, não cuidaram de realizar o transporte da verba pública, sem qualquer segurança, para a sede da Assembleia Legislativa? Seria mais apropriado que tivessem feito, pessoalmente, o transporte do montante da sede da TRANSEGURO diretamente para a sede da Assembleia Legislativa, sem passar pela sede da empresa DISMAR, da qual NATANAEL é sócio majoritário. Pelos fatos aqui demonstrados e pelos indícios reunidos na instrução, tenho por comprovados os fatos descritos na denúncia 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO envolvendo os denunciados NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS. Sobre a validade da microfilmagem de cheque como prova material de delito, confira-se o teor do art. 1..., § 1..., da Lei 5.433/68 (diploma que regula a microfilmagem de documentos): [...]. A tese da defesa de que o valor de R$ 601.315,00 foi sacado para fazer frente à folha de comissionados da Assembleia Legislativa referente ao mês de janeiro de 2001 não encontrou guarida na prova produzida na instrução criminal. Pelo contrário, confrontados os interrogatórios prestados pelos denunciados restou demonstrada a existência de contradições sobre fatos que deveriam mostrar-se indene de dúvidas, tal como a suficiência do valor sacado para cobrir a despesa com os comissionados. Sobre a tese de que a prova indiciária fundamenta a condenação, Adalberto José Aranha preceitua: [...]. A versão apresentada pela defesa revelou-se ainda mais insubsistente quando examinados os pontos controvertidos contidos nos interrogatórios, como destacado acima, sendo importante chamar atenção para fato da maior relevância: não há registro nos autos, ou prova oficial, de demissão dos supostos servidores ‘fantasmas’. Há apenas recortes de jornais colacionados pelo réu NATANAEL (fls. 1.704/1.717), documentos que não possuem o condão de comprovar a assertiva. Os indícios reunidos na instrução criminal e a prova produzida em Juízo, de forma convergente, apontam para uma conclusão segura: os denunciados NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PRODEUS, utilizando-se das facilidades que seus cargos lhes proporcionavam, apropriaram- se de dinheiro público, cometendo o delito de peculato na modalidade apropriação, capitulado no art. 312, caput, (primeira parte, na forma do art. 29, caput, (concurso de pessoas), ambos do Código Penal. Em relação à conduta da denunciada IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, reputo que não há prova suficiente para embasar a sua condenação como partícipe ou coautora do delito de peculato na 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO envolvendo os denunciados NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS. Sobre a validade da microfilmagem de cheque como prova material de delito, confira-se o teor do art. 1..., § 1..., da Lei 5.433/68 (diploma que regula a microfilmagem de documentos): [...]. A tese da defesa de que o valor de R$ 601.315,00 foi sacado para fazer frente à folha de comissionados da Assembleia Legislativa referente ao mês de janeiro de 2001 não encontrou guarida na prova produzida na instrução criminal. Pelo contrário, confrontados os interrogatórios prestados pelos denunciados restou demonstrada a existência de contradições sobre fatos que deveriam mostrar-se indene de dúvidas, tal como a suficiência do valor sacado para cobrir a despesa com os comissionados. Sobre a tese de que a prova indiciária fundamenta a condenação, Adalberto José Aranha preceitua: [...]. A versão apresentada pela defesa revelou-se ainda mais insubsistente quando examinados os pontos controvertidos contidos nos interrogatórios, como destacado acima, sendo importante chamar atenção para fato da maior relevância: não há registro nos autos, ou prova oficial, de demissão dos supostos servidores ‘fantasmas’. Há apenas recortes de jornais colacionados pelo réu NATANAEL (fls. 1.704/1.717), documentos que não possuem o condão de comprovar a assertiva. Os indícios reunidos na instrução criminal e a prova produzida em Juízo, de forma convergente, apontam para uma conclusão segura: os denunciados NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PRODEUS, utilizando-se das facilidades que seus cargos lhes proporcionavam, apropriaram- se de dinheiro público, cometendo o delito de peculato na modalidade apropriação, capitulado no art. 312, caput, (primeira parte, na forma do art. 29, caput, (concurso de pessoas), ambos do Código Penal. Em relação à conduta da denunciada IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, reputo que não há prova suficiente para embasar a sua condenação como partícipe ou coautora do delito de peculato na 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO modalidade apropriação. Da prova produzida na instrução criminal, tem-se que a acusada se limitou a atuar obedecendo as ordens de NATANAEL, seu empregador e superior hierárquico. Os depoimentos prestados pelos denunciados NATANAEL, FRANCISCO PORDEUS E IRENE afirmam sem distorção alguma, ser IRENE funcionária da empresa DISMAR, e como tal atendeu às ordens de NATANAEL. Assim, em razão da ausência de prova ou indício de domínio funcional do fato por parte da ré e por não ter sido demonstrada nenhuma conduta hábil a ser enquadrada como espécie de participação moral ou material no delito ora examinado, carece de base probatória a acusação do delito de peculato praticado pela denunciada IRENE. SEGUNDO FATO PECULATO-DESVIO O Ministério Público imputou ao denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA a prática de peculato na modalidade desvio, tipificado no art. 312, caput, (segunda parte), na forma do art. 71, caput, do Código Penal. Afirma que, com a quebra do sigilo bancário da conta da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, junto ao banco SUDAMERIS, restou apurado que, no período de janeiro a abril de 2001, 55 (cinquenta e cinco) cheques administrativos nominais a pessoas físicas diversas foram sacados, totalizando R$ 207.855,20 (Apenso V), valor este creditado na conta junto ao BRADESCO, de titularidade da empresa DISMAR (Distribuidora de Bebidas São Miguel Arcanjo Ltda.), da qual o denunciado é sócio majoritário (ordem judicial de quebra do sigilo bancário da empresa DISMAR - fl. 373 e 512/694 do Apenso II). Assevera o parquet que se constata no verso dos 55 (cinquenta e cinco) cheques, subscritos por NATANAEL E FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, a aposição de carimbo do BRADESCO atestando que os valores consignados nos citados títulos foram creditados na conta n 15.550-0, agência 2.167, mantida pela DISMAR. Para o Ministério Público, tal fato caracteriza delito continuado pois os 55 (cinquenta e cinco) 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO modalidade apropriação. Da prova produzida na instrução criminal, tem-se que a acusada se limitou a atuar obedecendo as ordens de NATANAEL, seu empregador e superior hierárquico. Os depoimentos prestados pelos denunciados NATANAEL, FRANCISCO PORDEUS E IRENE afirmam sem distorção alguma, ser IRENE funcionária da empresa DISMAR, e como tal atendeu às ordens de NATANAEL. Assim, em razão da ausência de prova ou indício de domínio funcional do fato por parte da ré e por não ter sido demonstrada nenhuma conduta hábil a ser enquadrada como espécie de participação moral ou material no delito ora examinado, carece de base probatória a acusação do delito de peculato praticado pela denunciada IRENE. SEGUNDO FATO PECULATO-DESVIO O Ministério Público imputou ao denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA a prática de peculato na modalidade desvio, tipificado no art. 312, caput, (segunda parte), na forma do art. 71, caput, do Código Penal. Afirma que, com a quebra do sigilo bancário da conta da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, junto ao banco SUDAMERIS, restou apurado que, no período de janeiro a abril de 2001, 55 (cinquenta e cinco) cheques administrativos nominais a pessoas físicas diversas foram sacados, totalizando R$ 207.855,20 (Apenso V), valor este creditado na conta junto ao BRADESCO, de titularidade da empresa DISMAR (Distribuidora de Bebidas São Miguel Arcanjo Ltda.), da qual o denunciado é sócio majoritário (ordem judicial de quebra do sigilo bancário da empresa DISMAR - fl. 373 e 512/694 do Apenso II). Assevera o parquet que se constata no verso dos 55 (cinquenta e cinco) cheques, subscritos por NATANAEL E FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, a aposição de carimbo do BRADESCO atestando que os valores consignados nos citados títulos foram creditados na conta n 15.550-0, agência 2.167, mantida pela DISMAR. Para o Ministério Público, tal fato caracteriza delito continuado pois os 55 (cinquenta e cinco) 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO cheques da Assembleia Legislativa foram emitidos pelo denunciado NATANAEL, com o escopo de desviar verba pública para aplicação em proveito próprio, em continuidade delitiva. A análise deste fato está inteiramente voltado para a conduta de NATANAEL JOSÉ DA SILVA, já que apesar de configurada, em tese, a prática do delito de peculato-desvio, por parte de FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, o Ministério Público não cuidou de incluir este agente na exordial acusatória quanto a este acontecimento. Segundo o parquet, NATANAEL, em interrogatório judicial, disse que os cheques nominativos foram subscritos pelo acusado e emitidos pela Assembleia Legislativa com o fim de remunerar servidores comissionados e que as ordens de pagamento foram endossadas pelos beneficiários e por eles trocadas na DISMAR, estabelecimento de grande porte na cidade de Porto Velho/RO e que, por isso mesmo, está acostumado a realizar esse tipo de operação. Eis a palavra do denunciado: [...]. Sobre este específico fato, troca dos cheques dos comissionados na DISMAR, disse IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, quando interrogada em Juízo: [...]. Para este episódio sustenta a defesa duas razões que justificam o agir de NATANAEL: a) os cheques nominativos foram emitidos pela Assembleia Legislativa com o fim de remunerar servidores; b) a só juntada de cópias dos cheques não se mostra suficiente para servir de prova material ao delito imputado (fl. 159/268), porque inviabilizada a aferição da regularidade dos endossos, os quais demonstrariam a insubsistência da acusação formulada. Entendo que nesse tópico, algumas premissas devem ser fixadas acerca da validade e da suficiência da prova. Os cheques têm as cópias constando dos autos (fls.159/268 do Apenso I) e por elas verifica-se terem sido creditados todos os cheques na conta 15.550-0, agência 2.167, do BRADESCO, de titularidade da DISMAR, fato aliás confirmado pelo denunciado, mas criando como desculpa objetivo inteiramente inverossímil: os cheques foram creditados na conta da DISMAR porque os servidores 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO cheques da Assembleia Legislativa foram emitidos pelo denunciado NATANAEL, com o escopo de desviar verba pública para aplicação em proveito próprio, em continuidade delitiva. A análise deste fato está inteiramente voltado para a conduta de NATANAEL JOSÉ DA SILVA, já que apesar de configurada, em tese, a prática do delito de peculato-desvio, por parte de FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, o Ministério Público não cuidou de incluir este agente na exordial acusatória quanto a este acontecimento. Segundo o parquet, NATANAEL, em interrogatório judicial, disse que os cheques nominativos foram subscritos pelo acusado e emitidos pela Assembleia Legislativa com o fim de remunerar servidores comissionados e que as ordens de pagamento foram endossadas pelos beneficiários e por eles trocadas na DISMAR, estabelecimento de grande porte na cidade de Porto Velho/RO e que, por isso mesmo, está acostumado a realizar esse tipo de operação. Eis a palavra do denunciado: [...]. Sobre este específico fato, troca dos cheques dos comissionados na DISMAR, disse IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, quando interrogada em Juízo: [...]. Para este episódio sustenta a defesa duas razões que justificam o agir de NATANAEL: a) os cheques nominativos foram emitidos pela Assembleia Legislativa com o fim de remunerar servidores; b) a só juntada de cópias dos cheques não se mostra suficiente para servir de prova material ao delito imputado (fl. 159/268), porque inviabilizada a aferição da regularidade dos endossos, os quais demonstrariam a insubsistência da acusação formulada. Entendo que nesse tópico, algumas premissas devem ser fixadas acerca da validade e da suficiência da prova. Os cheques têm as cópias constando dos autos (fls.159/268 do Apenso I) e por elas verifica-se terem sido creditados todos os cheques na conta 15.550-0, agência 2.167, do BRADESCO, de titularidade da DISMAR, fato aliás confirmado pelo denunciado, mas criando como desculpa objetivo inteiramente inverossímil: os cheques foram creditados na conta da DISMAR porque os servidores 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO procuraram a DISMAR para trocar os cheques por dinheiro. Daí os endossos em todas as ordens de pagamento. Após apresentar a sua justificativa, volta-se o denunciado contra o processo para dizer que a prova produzida nos autos não é suficiente para condená-lo por peculato-desvio, eis que só seria possível aceitar a versão do Ministério Público por meio de perícia grafotécnica nos endossos apostos nos versos dos cheques, providência necessária para comprovar que as assinaturas foram apostas pelos servidores cujos nomes constam nos cheques. A tese é inteiramente inacreditável. Afinal, em meio a tantos estabelecimentos existentes na cidade de Porto Velho/RO, exatamente os 55 (cinquenta e cinco) cheques emitidos irregularmente foram todos, sem exceção, trocados no mesmo dia, um sábado, na empresa de propriedade do então Presidente da Assembleia Legislativa? Entendo que não há prova hábil a autorizar a conclusão. Muito embora não tenham sido periciadas as assinaturas dos endossos, nem haja perícia afirmando a falsidade de qualquer delas, da análise das provas produzidas na instrução tem-se que, pelo menos parte dos mencionados cheques foram, de fato, utilizados pelo denunciado como meio de desvio de dinheiro público em seu benefício. E para chegar-se a essa conclusão revela-se desnecessária a realização de perícia grafotécnica nos mencionados títulos. Colhe-se da prova testemunhal muitas das conclusões. Por exemplo, prestou depoimento em Juízo ELIANIO DE NAZARÉ NASCIMENTO, beneficiado pelo cheque de fl. 191/192 do Apenso I (emitido no valor de R$ 3.154,07), oportunidade em que afirmou: [...]. GERSON BARBOSA COSTA (beneficiado pelo cheque de R$ 3.154,07 - fl. 193/194 do Apenso I) declarou que: [...]. LUCIANA DO CARMO BECKER, beneficiada com o cheque de R$ 3.879,07 (fl. 165/166 do Apenso I) afirmou em Juízo: [...]. Confrontados os nomes dos depoentes acima mencionados com a folha de comissionados da Assembleia Legislativa nos meses de janeiro a abril de 2001 (docs. de fl. 711 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO procuraram a DISMAR para trocar os cheques por dinheiro. Daí os endossos em todas as ordens de pagamento. Após apresentar a sua justificativa, volta-se o denunciado contra o processo para dizer que a prova produzida nos autos não é suficiente para condená-lo por peculato-desvio, eis que só seria possível aceitar a versão do Ministério Público por meio de perícia grafotécnica nos endossos apostos nos versos dos cheques, providência necessária para comprovar que as assinaturas foram apostas pelos servidores cujos nomes constam nos cheques. A tese é inteiramente inacreditável. Afinal, em meio a tantos estabelecimentos existentes na cidade de Porto Velho/RO, exatamente os 55 (cinquenta e cinco) cheques emitidos irregularmente foram todos, sem exceção, trocados no mesmo dia, um sábado, na empresa de propriedade do então Presidente da Assembleia Legislativa? Entendo que não há prova hábil a autorizar a conclusão. Muito embora não tenham sido periciadas as assinaturas dos endossos, nem haja perícia afirmando a falsidade de qualquer delas, da análise das provas produzidas na instrução tem-se que, pelo menos parte dos mencionados cheques foram, de fato, utilizados pelo denunciado como meio de desvio de dinheiro público em seu benefício. E para chegar-se a essa conclusão revela-se desnecessária a realização de perícia grafotécnica nos mencionados títulos. Colhe-se da prova testemunhal muitas das conclusões. Por exemplo, prestou depoimento em Juízo ELIANIO DE NAZARÉ NASCIMENTO, beneficiado pelo cheque de fl. 191/192 do Apenso I (emitido no valor de R$ 3.154,07), oportunidade em que afirmou: [...]. GERSON BARBOSA COSTA (beneficiado pelo cheque de R$ 3.154,07 - fl. 193/194 do Apenso I) declarou que: [...]. LUCIANA DO CARMO BECKER, beneficiada com o cheque de R$ 3.879,07 (fl. 165/166 do Apenso I) afirmou em Juízo: [...]. Confrontados os nomes dos depoentes acima mencionados com a folha de comissionados da Assembleia Legislativa nos meses de janeiro a abril de 2001 (docs. de fl. 711 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO do Apenso III às fls. 1.258 do Apenso IV), observa-se que apenas o nome de ELIANIO DE NAZARÉ NASCIMENTO figura como servidor comissionado da Casa Legislativa e, mesmo assim, do doc. de fl. 1.156 extrai-se que este recebia o valor de R$ 623,00 a título de remuneração, valor bem abaixo do que consta no cheque a ele atribuído. Assim, mesmo sem adentrar na questão da regularidade dos endossos, verifica-se que ao menos 02 (dois) dos 55 (cinquenta e cinco) cheques citados na denúncia podem até ter sido emitidos pelo denunciado NATANAEL com o fim de remunerar o trabalho de jornalistas, mas não figuravam eles na folha de pagamento da Assembleia. Poderiam ser até custeados pela Assembleia, mas estavam a serviço pessoal do denunciado, então Presidente da Casa. Demonstrado, portanto, o desvio de verba pública em proveito do denunciado, desnecessária torna-se a apuração da autenticidade dos endossos. Cezar Roberto Bittencourt conceitua o peculato-desvio da seguinte forma: [...]. Sobre a suficiência das cópias dos cheques apresentadas pelo parquet como prova material do delito, confira-se o seguinte precedente desta Corte: [...]. Sobre o tema, trago a doutrina de Guilherme de Souza Nucci, em comentários ao art. 232, parágrafo único, do Código de Processo Penal: [...]. Nesse diapasão, colaciono a lição de Heráclito Antonio Mossin: [...]. Da leitura das peças de defesa apresentadas pelo acusado NATANAEL e do interrogatório por ele prestado em Juízo, deflui-se que em nenhum momento foi negada a autoria da assinatura aposta nos cheques acostados às fls. 159/268 tampouco contestou NATANAEL a autenticidade das cópias constantes dos autos. Ao contrário, confirmou o denunciado ter emitido as ordens de pagamento com o fim de remunerar servidores da Assembleia e que estes, mediante endosso, trocaram os cheques na DISMAR. Demonstrada a materialidade do delito, pela prova coletada na instrução tem-se que o réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA, em continuidade delitiva, emitiu 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO do Apenso III às fls. 1.258 do Apenso IV), observa-se que apenas o nome de ELIANIO DE NAZARÉ NASCIMENTO figura como servidor comissionado da Casa Legislativa e, mesmo assim, do doc. de fl. 1.156 extrai-se que este recebia o valor de R$ 623,00 a título de remuneração, valor bem abaixo do que consta no cheque a ele atribuído. Assim, mesmo sem adentrar na questão da regularidade dos endossos, verifica-se que ao menos 02 (dois) dos 55 (cinquenta e cinco) cheques citados na denúncia podem até ter sido emitidos pelo denunciado NATANAEL com o fim de remunerar o trabalho de jornalistas, mas não figuravam eles na folha de pagamento da Assembleia. Poderiam ser até custeados pela Assembleia, mas estavam a serviço pessoal do denunciado, então Presidente da Casa. Demonstrado, portanto, o desvio de verba pública em proveito do denunciado, desnecessária torna-se a apuração da autenticidade dos endossos. Cezar Roberto Bittencourt conceitua o peculato-desvio da seguinte forma: [...]. Sobre a suficiência das cópias dos cheques apresentadas pelo parquet como prova material do delito, confira-se o seguinte precedente desta Corte: [...]. Sobre o tema, trago a doutrina de Guilherme de Souza Nucci, em comentários ao art. 232, parágrafo único, do Código de Processo Penal: [...]. Nesse diapasão, colaciono a lição de Heráclito Antonio Mossin: [...]. Da leitura das peças de defesa apresentadas pelo acusado NATANAEL e do interrogatório por ele prestado em Juízo, deflui-se que em nenhum momento foi negada a autoria da assinatura aposta nos cheques acostados às fls. 159/268 tampouco contestou NATANAEL a autenticidade das cópias constantes dos autos. Ao contrário, confirmou o denunciado ter emitido as ordens de pagamento com o fim de remunerar servidores da Assembleia e que estes, mediante endosso, trocaram os cheques na DISMAR. Demonstrada a materialidade do delito, pela prova coletada na instrução tem-se que o réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA, em continuidade delitiva, emitiu 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO pelo menos 02 (dois) cheques (datados de março e abril de 2001), para com eles desviar verba pública em prol do atendimento de interesses próprios (remunerar jornalistas por ele contratados e pagos com dinheiro da Assembleia Legislativa). Nesse ponto não tenho dúvida em afirmar haver nos autos prova suficiente da autoria e da materialidade do delito praticado, como demonstrado. TERCEIRO FATO COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO JUDICIAL Segundo o Ministério Público, com o fim de assegurar a ocultação de outro crime, foi cometido mais um delito, este tipificado no artigo 344, c/c o artigo 61, II, ‘b’, do Código Penal. Entendo oportuno traçar um breve resumo histórico do que ocorreu no dia 1.../6/2001, data em que Oficiais de Justiça, Promotores de Justiça, Oficiais do Ministério Público, 02 (dois) agentes da Polícia Civil e 01 (um) Delegado da Polícia Civil) dirigiram-se à sede da Assembleia Legislativa para cumprir ordem judicial de busca e apreensão. Como registra o doc. de fl. 43/44 do Apenso I, a diligência foi dividida em 02 (duas) etapas. Na primeira os executores do mandado compareceram ao prédio da Assembleia Legislativa e apreenderam os documentos mencionados no auto de apreensão de fl. 45/47 do Apenso I (dentre estes as folhas de comissionados da Assembleia dos meses de janeiro a abril de 2001 - Lote 14 de fl. 46). À tarde, quando os executores do mandado retornaram ao prédio para cumprir a segunda etapa da diligência, o denunciado NATANAEL, avisado da apreensão antecedente, retornou do interior do Estado onde estava em viagem (fato confirmado no interrogatório prestado pelo réu, ouvido neste Superior Tribunal de Justiça - fl. 625) e impediu a conclusão dos trabalhos, inviabilizando a retirada dos documentos do prédio. Expostos os fatos narrados em certidão exarada por Oficiais de Justiça (fl. 43/44 do Apenso I) e corroborada por diversos depoimentos constantes dos autos, passo a analisar as provas quanto a esta acusação. O Ministério Público imputou ao denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA a prática do delito 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO pelo menos 02 (dois) cheques (datados de março e abril de 2001), para com eles desviar verba pública em prol do atendimento de interesses próprios (remunerar jornalistas por ele contratados e pagos com dinheiro da Assembleia Legislativa). Nesse ponto não tenho dúvida em afirmar haver nos autos prova suficiente da autoria e da materialidade do delito praticado, como demonstrado. TERCEIRO FATO COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO JUDICIAL Segundo o Ministério Público, com o fim de assegurar a ocultação de outro crime, foi cometido mais um delito, este tipificado no artigo 344, c/c o artigo 61, II, ‘b’, do Código Penal. Entendo oportuno traçar um breve resumo histórico do que ocorreu no dia 1.../6/2001, data em que Oficiais de Justiça, Promotores de Justiça, Oficiais do Ministério Público, 02 (dois) agentes da Polícia Civil e 01 (um) Delegado da Polícia Civil) dirigiram-se à sede da Assembleia Legislativa para cumprir ordem judicial de busca e apreensão. Como registra o doc. de fl. 43/44 do Apenso I, a diligência foi dividida em 02 (duas) etapas. Na primeira os executores do mandado compareceram ao prédio da Assembleia Legislativa e apreenderam os documentos mencionados no auto de apreensão de fl. 45/47 do Apenso I (dentre estes as folhas de comissionados da Assembleia dos meses de janeiro a abril de 2001 - Lote 14 de fl. 46). À tarde, quando os executores do mandado retornaram ao prédio para cumprir a segunda etapa da diligência, o denunciado NATANAEL, avisado da apreensão antecedente, retornou do interior do Estado onde estava em viagem (fato confirmado no interrogatório prestado pelo réu, ouvido neste Superior Tribunal de Justiça - fl. 625) e impediu a conclusão dos trabalhos, inviabilizando a retirada dos documentos do prédio. Expostos os fatos narrados em certidão exarada por Oficiais de Justiça (fl. 43/44 do Apenso I) e corroborada por diversos depoimentos constantes dos autos, passo a analisar as provas quanto a esta acusação. O Ministério Público imputou ao denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA a prática do delito 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO de coação no curso do processo, tipificado no art. 344 do Código Penal c/c o art. 61, II, ‘b’ (para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime), do Código Penal. A diligência de busca e apreensão na sede da Assembleia Legislativa visava arrecadar provas para a constatação do cometimento dos delitos de peculato, praticados pelos denunciados NATANAEL E FRANCISCO PORDEUS, como já descrito acima, como FATO DOIS. A diligência foi autorizada pelo Juízo da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Porto Velho/RO, determinando a busca e apreensão de equipamentos, cd’s, fichas, documentos e demais itens aptos a guardar informações relacionadas com o setor de pagamento de pessoal da Assembleia, especialmente o que estivesse relacionado com os servidores comissionados no período de janeiro a abril de 2001 (fl. 28/33 do Apenso n 1). Consignou o juiz na sua decisão, que a diligência deveria ser levada a termo, com a presença de 02 (dois) Oficiais de Justiça, representantes do Ministério Público e Delegados da Polícia Civil (fl. 34/36). Informa a certidão de fl. 43/44 do Apenso I, datada de 02/06/2001, que os Oficiais de Justiça, incumbidos de realizar a diligência, foram acompanhados pelos Promotores de Justiça Aidee Maria Moser e Rodney Pereira de Paula, por um Delegado de Polícia Civil, 02 (dois) agentes de polícia, contador do Ministério Público e técnicos de informática. Segundo registra a mesma certidão, dirigiram-se os agentes ao setor de recursos humanos da Assembleia Legislativa, o qual foi aberto, sem qualquer resistência, com o auxílio de chaveiro. Iniciada a execução do mandado, os oficiais apreenderam e lacraram documentos úteis à investigação, realizando o depósito junto à sede do Ministério Público estadual. À tarde, ao retornarem, como consta da certidão, chegaram a realizar nova apreensão de documentos, tendo sido devidamente encaixotados, mas por volta das 18:00h, quando da chegada do Presidente da Assembleia Legislativa ao local, a energia do prédio foi cortada, tendo sido iniciada, segundo relato dos Oficiais de Justiça, a prática de uma série de atos abusivos por parte do denunciado 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO de coação no curso do processo, tipificado no art. 344 do Código Penal c/c o art. 61, II, ‘b’ (para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime), do Código Penal. A diligência de busca e apreensão na sede da Assembleia Legislativa visava arrecadar provas para a constatação do cometimento dos delitos de peculato, praticados pelos denunciados NATANAEL E FRANCISCO PORDEUS, como já descrito acima, como FATO DOIS. A diligência foi autorizada pelo Juízo da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Porto Velho/RO, determinando a busca e apreensão de equipamentos, cd’s, fichas, documentos e demais itens aptos a guardar informações relacionadas com o setor de pagamento de pessoal da Assembleia, especialmente o que estivesse relacionado com os servidores comissionados no período de janeiro a abril de 2001 (fl. 28/33 do Apenso n 1). Consignou o juiz na sua decisão, que a diligência deveria ser levada a termo, com a presença de 02 (dois) Oficiais de Justiça, representantes do Ministério Público e Delegados da Polícia Civil (fl. 34/36). Informa a certidão de fl. 43/44 do Apenso I, datada de 02/06/2001, que os Oficiais de Justiça, incumbidos de realizar a diligência, foram acompanhados pelos Promotores de Justiça Aidee Maria Moser e Rodney Pereira de Paula, por um Delegado de Polícia Civil, 02 (dois) agentes de polícia, contador do Ministério Público e técnicos de informática. Segundo registra a mesma certidão, dirigiram-se os agentes ao setor de recursos humanos da Assembleia Legislativa, o qual foi aberto, sem qualquer resistência, com o auxílio de chaveiro. Iniciada a execução do mandado, os oficiais apreenderam e lacraram documentos úteis à investigação, realizando o depósito junto à sede do Ministério Público estadual. À tarde, ao retornarem, como consta da certidão, chegaram a realizar nova apreensão de documentos, tendo sido devidamente encaixotados, mas por volta das 18:00h, quando da chegada do Presidente da Assembleia Legislativa ao local, a energia do prédio foi cortada, tendo sido iniciada, segundo relato dos Oficiais de Justiça, a prática de uma série de atos abusivos por parte do denunciado 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO NATANAEL JOSÉ DA SILVA. Afirma o parquet que NATANAEL, auxiliado por policiais militares e agentes de segurança da Assembleia Legislativa, proferiu ameaças e utilizou de força física para obstar a execução da ordem. Segundo registra a denúncia, o incidente tomou grandes proporções pela completa inação do Comando Geral da Polícia Militar que, embora avisado por telefone, omitiu-se inteiramente. O máximo que se obteve foi o comparecimento, ao local, de uma guarnição comandada pelo Tenente André Roberto de Azevedo, único policial que tentou preservar a legalidade e o cumprimento da ordem judicial. Porém, afirma o parquet, que este agente policial foi impedido pela força dos demais colegas, inclusive do Coronel da Polícia Militar REINALDO GUIMARÃES DE FIGUEIREDO, chefe da Assessoria Militar da Assembleia, o qual orientou o Tenente Azevedo, dizendo-lhe: ‘levar em banho-maria, porque ao final poderia sobrar para ele, Tenente’. Em sua defesa, o denunciado NATANAEL alega que se opôs ao cumprimento da ordem de forma pacífica, argumentando que a busca e apreensão somente poderia ser concedida pelo Tribunal de Justiça. Esta versão é corroborada pela testemunha de defesa CELSO DE OLIVEIRA SOUZA, então deputado estadual: [...]. Segundo o réu, o Ministério Público Estadual estava empenhado em persegui-lo em razão da instauração de uma CPI para apurar a venda de terras irregulares por parte de AMADEU MACHADO, Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, político de influência em Rondônia, com o qual o Promotor ABDIEL RAMOS mantinha estreitos vínculos de amizade (interrogatório prestado pelo denunciado às fls. 626/627). Esta afirmação de NATANAEL é confirmada pelo Senador VALDIR RAUPP, testemunha arrolada pela defesa que asseverou: [...]. IVO SCHERER, Procurador de Justiça, citado na defesa do réu NATANAEL, como membro do Ministério Público, crítico da postura dos executores do mandado judicial, declarou em Juízo: [...]. 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO NATANAEL JOSÉ DA SILVA. Afirma o parquet que NATANAEL, auxiliado por policiais militares e agentes de segurança da Assembleia Legislativa, proferiu ameaças e utilizou de força física para obstar a execução da ordem. Segundo registra a denúncia, o incidente tomou grandes proporções pela completa inação do Comando Geral da Polícia Militar que, embora avisado por telefone, omitiu-se inteiramente. O máximo que se obteve foi o comparecimento, ao local, de uma guarnição comandada pelo Tenente André Roberto de Azevedo, único policial que tentou preservar a legalidade e o cumprimento da ordem judicial. Porém, afirma o parquet, que este agente policial foi impedido pela força dos demais colegas, inclusive do Coronel da Polícia Militar REINALDO GUIMARÃES DE FIGUEIREDO, chefe da Assessoria Militar da Assembleia, o qual orientou o Tenente Azevedo, dizendo-lhe: ‘levar em banho-maria, porque ao final poderia sobrar para ele, Tenente’. Em sua defesa, o denunciado NATANAEL alega que se opôs ao cumprimento da ordem de forma pacífica, argumentando que a busca e apreensão somente poderia ser concedida pelo Tribunal de Justiça. Esta versão é corroborada pela testemunha de defesa CELSO DE OLIVEIRA SOUZA, então deputado estadual: [...]. Segundo o réu, o Ministério Público Estadual estava empenhado em persegui-lo em razão da instauração de uma CPI para apurar a venda de terras irregulares por parte de AMADEU MACHADO, Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, político de influência em Rondônia, com o qual o Promotor ABDIEL RAMOS mantinha estreitos vínculos de amizade (interrogatório prestado pelo denunciado às fls. 626/627). Esta afirmação de NATANAEL é confirmada pelo Senador VALDIR RAUPP, testemunha arrolada pela defesa que asseverou: [...]. IVO SCHERER, Procurador de Justiça, citado na defesa do réu NATANAEL, como membro do Ministério Público, crítico da postura dos executores do mandado judicial, declarou em Juízo: [...]. 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Por sua vez, GERSON BARBOSA COSTA, testemunha da defesa (jornalista beneficiado com um dos cheques citados no tópico da denúncia relacionado com o delito de peculato- desvio), afirmou: [...]. Advirto que as investigações não descambaram e nem poderiam para averiguar das malquerenças ou não do Ministério Público com o denunciado NATANAEL, como parece ter sido a intenção da defesa. Agiu o Ministério Público dentro de sua esfera de atribuição, como demonstram os arestos colacionados: [...]. Faz-se necessário frisar que a ordem de busca e apreensão a ser cumprida nas dependências da Assembleia Legislativa foi deferida por Juiz de Direito nos autos de um processo cautelar ajuizado pelo Ministério Público, com o fim de investigar irregularidades cometidas por NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO PORDEUS, na condução da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia. Em todo e qualquer Estado Democrático de Direito espera-se que uma ordem judicial seja cumprida devidamente, sem oposição, senão as juridicamente admitidas, sendo grave ou melhor gravíssima a atitude de tentar pela força barrar o cumprimento de uma ordem judicial. No caso dos autos, restou demonstrado pela prova testemunhal produzida na instrução criminal que o denunciado NATANAEL, ao ser avisado de que havia sido expedida ordem de busca e apreensão a ser cumprida nas dependências da Assembleia Legislativa, dirigiu-se ao prédio sede onde passou, de forma agressiva, a opor-se ao cumprimento do mandado judicial, impedindo a apreensão dos documentos, inclusive da folha de pagamento dos servidores comissionados da Assembleia, dos meses de janeiro a abril de 2001, indispensáveis para provar o peculato imputado na denúncia. Sobre o triste episódio foi ouvido o Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Dr. MIGUEL MONICO NETO, que, à época dos fatos, ocupava o cargo de Promotor de Justiça: [...]. ANGÉLICA LOPES HERNANDES, Oficiala do Ministério 21 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Por sua vez, GERSON BARBOSA COSTA, testemunha da defesa (jornalista beneficiado com um dos cheques citados no tópico da denúncia relacionado com o delito de peculato- desvio), afirmou: [...]. Advirto que as investigações não descambaram e nem poderiam para averiguar das malquerenças ou não do Ministério Público com o denunciado NATANAEL, como parece ter sido a intenção da defesa. Agiu o Ministério Público dentro de sua esfera de atribuição, como demonstram os arestos colacionados: [...]. Faz-se necessário frisar que a ordem de busca e apreensão a ser cumprida nas dependências da Assembleia Legislativa foi deferida por Juiz de Direito nos autos de um processo cautelar ajuizado pelo Ministério Público, com o fim de investigar irregularidades cometidas por NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO PORDEUS, na condução da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia. Em todo e qualquer Estado Democrático de Direito espera-se que uma ordem judicial seja cumprida devidamente, sem oposição, senão as juridicamente admitidas, sendo grave ou melhor gravíssima a atitude de tentar pela força barrar o cumprimento de uma ordem judicial. No caso dos autos, restou demonstrado pela prova testemunhal produzida na instrução criminal que o denunciado NATANAEL, ao ser avisado de que havia sido expedida ordem de busca e apreensão a ser cumprida nas dependências da Assembleia Legislativa, dirigiu-se ao prédio sede onde passou, de forma agressiva, a opor-se ao cumprimento do mandado judicial, impedindo a apreensão dos documentos, inclusive da folha de pagamento dos servidores comissionados da Assembleia, dos meses de janeiro a abril de 2001, indispensáveis para provar o peculato imputado na denúncia. Sobre o triste episódio foi ouvido o Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Dr. MIGUEL MONICO NETO, que, à época dos fatos, ocupava o cargo de Promotor de Justiça: [...]. ANGÉLICA LOPES HERNANDES, Oficiala do Ministério 21 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Público, citada no depoimento acima, declarou em Juízo: [...]. KLEBER PEREA SERRANO, consultor de informática, prestando serviços ao Ministério Público, declarou, quando ouvido pelo Juiz: [...]. CLAÚDIO RIBEIRO DE MENDONÇA, Promotor de Justiça, prestou depoimento em Juízo e afirmou que: [...]. Dos depoimentos acima transcritos, tem-se que toda a resistência ao cumprimento da ordem judicial foi comandada pelo denunciado NATANAEL. As testemunhas, presentes ao local dos fatos desde o início da diligência, foram categóricas em afirmar que NATANAEL utilizou-se de força física contra a servidora ANGÉLICA, tendo proferido ameaças, inclusive de morte, aos agentes incumbidos da execução da ordem, o que, só por si, já configura o delito de coação no curso do processo judicial, crime formal capitulado no art. 344 do Código Penal: [...]. Em relação à configuração do delito ora examinado, Cezar Roberto Bittencourt preceitua: [...]. A resistência ao cumprimento da ordem judicial por parte do réu NATANAEL também foi confirmada pelo então Procurador do Estado de Rondônia NILTON DJALMA DOS SANTOS SILVA (agente público incumbido de redigir o pedido de suspensão de liminar interposto pela Assembleia Legislativa perante o Tribunal de Justiça): [...]. Confirmando a coação exercida pelo denunciado NATANAEL, ABDIEL RAMOS FIGUEIRA, então Procurador- Geral de Justiça do Estado de Rondônia, declarou em Juízo: [...]. A prova testemunhal, tanto das pessoas arroladas pelo Ministério Público, como pela defesa, é segura em afirmar que a diligência de busca e apreensão vinha sendo regularmente cumprida na tarde do dia 1.../6/2001, até a chegada do réu NATANAEL que, tendo o domínio funcional do fato, assumiu a dianteira na resistência ao cumprimento da ordem judicial. Após a chegada do réu NATANAEL ao local dos fatos, houve o corte da energia elétrica (que se restringiu apenas ao prédio da Assembleia) e a total inviabilidade da conclusão da diligência, 22 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Público, citada no depoimento acima, declarou em Juízo: [...]. KLEBER PEREA SERRANO, consultor de informática, prestando serviços ao Ministério Público, declarou, quando ouvido pelo Juiz: [...]. CLAÚDIO RIBEIRO DE MENDONÇA, Promotor de Justiça, prestou depoimento em Juízo e afirmou que: [...]. Dos depoimentos acima transcritos, tem-se que toda a resistência ao cumprimento da ordem judicial foi comandada pelo denunciado NATANAEL. As testemunhas, presentes ao local dos fatos desde o início da diligência, foram categóricas em afirmar que NATANAEL utilizou-se de força física contra a servidora ANGÉLICA, tendo proferido ameaças, inclusive de morte, aos agentes incumbidos da execução da ordem, o que, só por si, já configura o delito de coação no curso do processo judicial, crime formal capitulado no art. 344 do Código Penal: [...]. Em relação à configuração do delito ora examinado, Cezar Roberto Bittencourt preceitua: [...]. A resistência ao cumprimento da ordem judicial por parte do réu NATANAEL também foi confirmada pelo então Procurador do Estado de Rondônia NILTON DJALMA DOS SANTOS SILVA (agente público incumbido de redigir o pedido de suspensão de liminar interposto pela Assembleia Legislativa perante o Tribunal de Justiça): [...]. Confirmando a coação exercida pelo denunciado NATANAEL, ABDIEL RAMOS FIGUEIRA, então Procurador- Geral de Justiça do Estado de Rondônia, declarou em Juízo: [...]. A prova testemunhal, tanto das pessoas arroladas pelo Ministério Público, como pela defesa, é segura em afirmar que a diligência de busca e apreensão vinha sendo regularmente cumprida na tarde do dia 1.../6/2001, até a chegada do réu NATANAEL que, tendo o domínio funcional do fato, assumiu a dianteira na resistência ao cumprimento da ordem judicial. Após a chegada do réu NATANAEL ao local dos fatos, houve o corte da energia elétrica (que se restringiu apenas ao prédio da Assembleia) e a total inviabilidade da conclusão da diligência, 22 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO pela oposição de NATANAEL, com o auxílio de seguranças e policiais que prestavam serviço à Assembleia, impedindo a retirada da documentação ainda não recolhida (certidão de fl. 43/44 do Apenso I). Nesse diapasão, transcrevo trecho do depoimento prestado pelo então Deputado Estadual MAURO DE CARVALHO, presente ao local dos fatos: [...]. EDÉZIO MARTELLI, testemunha de defesa foi ouvida em Juízo e declarou que: [...]. ANDRÉ ROBERTO DE AZEVEDO, então tenente da Polícia Militar do Estado de Rondônia, presente ao local dos fatos e referida nos depoimentos de MIGUEL MONICO NETO e ABDIEL RAMOS FIGUEIRA, declarou em Juízo: [...]. Entendo que os testemunhos do Policial Militar ANDRÉ ROBERTO DE AZEVEDO e do Procurador do Estado NILTON DJALMA DOS SANTOS SILVA detém grande relevância por se tratarem de agentes públicos estranhos aos quadros do Ministério Público, (órgão que, na ótica da defesa, estava empenhado em perseguir o réu). Corroboram tais testemunhos com os outros depoimentos, afirmando categoricamente que o acusado NATANAEL assumiu a postura de coordenar, e de forma agressiva assumiu a resistência ao cumprimento da ordem judicial. Para tanto utilizou-se de ameaças graves. Muitas das testemunhas arroladas pela defesa em nada acrescentaram à instrução, mostrando-se alheias aos fatos ou incoerentes, muitas vezes contribuindo no quadro fático probatório para descrédito da tese sustentada por NATANAEL. Neste ponto, lembra-se lição de Marcellus Polastri Lima: [...]. Anoto que certas testemunhas de defesa, presentes ao local dos fatos, confirmam o corte da energia após a chegada de NATANAEL, mas, quando inquiridas acerca da conduta do acusado no dia da suposta prática do delito de coação no curso do processo judicial, limitam-se a tergiversar, afirmando que nada viram e ouviram sobre o que se passava no interior do departamento financeiro e que a conduta social do acusado não detém qualquer nódoa. FRANCISCO CARVALHO DA SILVA, então deputado estadual, afirmou em Juízo que: [...]. 23 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO pela oposição de NATANAEL, com o auxílio de seguranças e policiais que prestavam serviço à Assembleia, impedindo a retirada da documentação ainda não recolhida (certidão de fl. 43/44 do Apenso I). Nesse diapasão, transcrevo trecho do depoimento prestado pelo então Deputado Estadual MAURO DE CARVALHO, presente ao local dos fatos: [...]. EDÉZIO MARTELLI, testemunha de defesa foi ouvida em Juízo e declarou que: [...]. ANDRÉ ROBERTO DE AZEVEDO, então tenente da Polícia Militar do Estado de Rondônia, presente ao local dos fatos e referida nos depoimentos de MIGUEL MONICO NETO e ABDIEL RAMOS FIGUEIRA, declarou em Juízo: [...]. Entendo que os testemunhos do Policial Militar ANDRÉ ROBERTO DE AZEVEDO e do Procurador do Estado NILTON DJALMA DOS SANTOS SILVA detém grande relevância por se tratarem de agentes públicos estranhos aos quadros do Ministério Público, (órgão que, na ótica da defesa, estava empenhado em perseguir o réu). Corroboram tais testemunhos com os outros depoimentos, afirmando categoricamente que o acusado NATANAEL assumiu a postura de coordenar, e de forma agressiva assumiu a resistência ao cumprimento da ordem judicial. Para tanto utilizou-se de ameaças graves. Muitas das testemunhas arroladas pela defesa em nada acrescentaram à instrução, mostrando-se alheias aos fatos ou incoerentes, muitas vezes contribuindo no quadro fático probatório para descrédito da tese sustentada por NATANAEL. Neste ponto, lembra-se lição de Marcellus Polastri Lima: [...]. Anoto que certas testemunhas de defesa, presentes ao local dos fatos, confirmam o corte da energia após a chegada de NATANAEL, mas, quando inquiridas acerca da conduta do acusado no dia da suposta prática do delito de coação no curso do processo judicial, limitam-se a tergiversar, afirmando que nada viram e ouviram sobre o que se passava no interior do departamento financeiro e que a conduta social do acusado não detém qualquer nódoa. FRANCISCO CARVALHO DA SILVA, então deputado estadual, afirmou em Juízo que: [...]. 23 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO ANTONILSON DA SILVA MOURA, servidor da Assembleia Legislativa, declarou em Juízo que: [...]. Como se pode constatar pela análise das provas e pelos relatos das testemunhas, a conduta tipificada como crime de coação no curso do processo judicial, atribuída ao denunciado, está intimamente relacionada com os delitos de peculato imputados ao réu, devidamente comprovados, como já analisado e sedimentado na prova documental resultante da apreensão que se deu na primeira etapa do cumprimento do mandado judicial. Os Oficiais de Justiça (certidão de fl. 43/44 do Apenso I), os Promotores de Justiça, os servidores do parquet, um tenente da Polícia Militar e o Procurador do Estado (autoridade esta incumbida de defender judicialmente a Assembleia Legislativa), estavam presentes ao local e atestam que o réu, de forma arbitrária (quase inimaginável nos dias atuais), coordenou a resistência ao cumprimento do mandado judicial. Valendo-se de violência moral e física, procurou o réu esconder as provas que lhe incriminavam no curso de processo judicial, com o fim de atender interesse próprio (ocultar provas e impedir que o Ministério Público tivesse acesso a documentos que pudessem incriminá-lo), incidindo, portanto, circunstância agravante prevista no art. 61, II, ‘b’, do Código Penal: [...]. QUARTO FATO SUPRESSÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO O Ministério Público imputa aos denunciados NATANAEL JOSÉ DA SILVA, VITOR PAULO RIGGO TERNES e EVANILDO ABREU DE MELO, a prática do crime de supressão de documento público, capitulado no art. 305, c/c art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, na forma do art. 29, caput, todos do Código Penal. Afirma o parquet que, por volta das 21:00h do dia 1.../6/2001, quando os executores do mandado judicial encontravam-se na sala do departamento financeiro da Assembleia Legislativa, o denunciado NATANAEL arrecadou os computadores que tinham sido apreendidos e atirou-os sobre uma mureta, jogando-os em uma sala localizada ao lado do departamento financeiro, destruindo os equipamentos. Assevera que 24 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO ANTONILSON DA SILVA MOURA, servidor da Assembleia Legislativa, declarou em Juízo que: [...]. Como se pode constatar pela análise das provas e pelos relatos das testemunhas, a conduta tipificada como crime de coação no curso do processo judicial, atribuída ao denunciado, está intimamente relacionada com os delitos de peculato imputados ao réu, devidamente comprovados, como já analisado e sedimentado na prova documental resultante da apreensão que se deu na primeira etapa do cumprimento do mandado judicial. Os Oficiais de Justiça (certidão de fl. 43/44 do Apenso I), os Promotores de Justiça, os servidores do parquet, um tenente da Polícia Militar e o Procurador do Estado (autoridade esta incumbida de defender judicialmente a Assembleia Legislativa), estavam presentes ao local e atestam que o réu, de forma arbitrária (quase inimaginável nos dias atuais), coordenou a resistência ao cumprimento do mandado judicial. Valendo-se de violência moral e física, procurou o réu esconder as provas que lhe incriminavam no curso de processo judicial, com o fim de atender interesse próprio (ocultar provas e impedir que o Ministério Público tivesse acesso a documentos que pudessem incriminá-lo), incidindo, portanto, circunstância agravante prevista no art. 61, II, ‘b’, do Código Penal: [...]. QUARTO FATO SUPRESSÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO O Ministério Público imputa aos denunciados NATANAEL JOSÉ DA SILVA, VITOR PAULO RIGGO TERNES e EVANILDO ABREU DE MELO, a prática do crime de supressão de documento público, capitulado no art. 305, c/c art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, na forma do art. 29, caput, todos do Código Penal. Afirma o parquet que, por volta das 21:00h do dia 1.../6/2001, quando os executores do mandado judicial encontravam-se na sala do departamento financeiro da Assembleia Legislativa, o denunciado NATANAEL arrecadou os computadores que tinham sido apreendidos e atirou-os sobre uma mureta, jogando-os em uma sala localizada ao lado do departamento financeiro, destruindo os equipamentos. Assevera que 24 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO NATANAEL, auxiliado por um policial militar que prestava serviço na Assembleia Legislativa, afastou, mediante o emprego de força física, ANGÉLICA LOPES HERNANDES, servidora do Ministério Público, do local em que estava uma caixa de papelão com os documentos apreendidos e, apossando-se da caixa, passou a rasgar os documentos, jogando-os em uma sala lateral ao departamento financeiro. A seguir, o denunciado derramou álcool sobre os papéis e ateou fogo, destruindo-os. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas NATANAEL, com o fim de obstruir o trabalho dos soldados do fogo, ordenou o trancamento do portão lateral da Assembleia, no que foi auxiliado pelo denunciado VITOR PAULO RIGGO TERNES, então diretor logístico da Polícia Militar que, para evitar a intervenção dos bombeiros despistou-os, fornecendo informações equivocadas, dizendo que o incêndio estava localizado em casa vizinha à Assembleia. Assevera o parquet que, após constatado que a informação prestada pelo acusado VITOR TERNES era falsa, os bombeiros conseguiram adentrar no pátio do prédio da Assembleia, onde fixaram uma escada para subir até o local do incêndio, mas foram impedidos neste momento pelos denunciados EVANILDO ABREU DE MELO E JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA, respectivamente, deputado estadual e vice-Presidente da Assembleia. Para o autor da ação penal o acusado EVANILDO intimidou os bombeiros por meio de ameaças, tendo o acusado NATANAEL, com o auxílio de outro deputado (JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA), derrubado a escada, inviabilizando definitivamente a ação do Corpo de Bombeiros. Assim, foram queimados os documentos já separados para a apreensão, com o nítido propósito de suprimir a prova cabal dos delitos cuja materialidade foi narrada nos tópicos acima. Ou seja, NATANAEL promoveu a destruição, em benefício próprio e em prejuízo das investigações, de documentos públicos dos quais não podia dispor. Para o Ministério Público a ação do denunciado VITOR RIGGO TERNES, dificultando a ação dos bombeiros e do acusado EVANILDO ABREU, adotando postura contrária à ação dos 25 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO NATANAEL, auxiliado por um policial militar que prestava serviço na Assembleia Legislativa, afastou, mediante o emprego de força física, ANGÉLICA LOPES HERNANDES, servidora do Ministério Público, do local em que estava uma caixa de papelão com os documentos apreendidos e, apossando-se da caixa, passou a rasgar os documentos, jogando-os em uma sala lateral ao departamento financeiro. A seguir, o denunciado derramou álcool sobre os papéis e ateou fogo, destruindo-os. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas NATANAEL, com o fim de obstruir o trabalho dos soldados do fogo, ordenou o trancamento do portão lateral da Assembleia, no que foi auxiliado pelo denunciado VITOR PAULO RIGGO TERNES, então diretor logístico da Polícia Militar que, para evitar a intervenção dos bombeiros despistou-os, fornecendo informações equivocadas, dizendo que o incêndio estava localizado em casa vizinha à Assembleia. Assevera o parquet que, após constatado que a informação prestada pelo acusado VITOR TERNES era falsa, os bombeiros conseguiram adentrar no pátio do prédio da Assembleia, onde fixaram uma escada para subir até o local do incêndio, mas foram impedidos neste momento pelos denunciados EVANILDO ABREU DE MELO E JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA, respectivamente, deputado estadual e vice-Presidente da Assembleia. Para o autor da ação penal o acusado EVANILDO intimidou os bombeiros por meio de ameaças, tendo o acusado NATANAEL, com o auxílio de outro deputado (JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA), derrubado a escada, inviabilizando definitivamente a ação do Corpo de Bombeiros. Assim, foram queimados os documentos já separados para a apreensão, com o nítido propósito de suprimir a prova cabal dos delitos cuja materialidade foi narrada nos tópicos acima. Ou seja, NATANAEL promoveu a destruição, em benefício próprio e em prejuízo das investigações, de documentos públicos dos quais não podia dispor. Para o Ministério Público a ação do denunciado VITOR RIGGO TERNES, dificultando a ação dos bombeiros e do acusado EVANILDO ABREU, adotando postura contrária à ação dos 25 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO bombeiros, os inclui como partícipes da conduta delituosa empreendida por NATANAEL, pois contribuíram para o malogro da ação do Corpo de Bombeiros e concorreram para a prática do crime de supressão de documento público devidamente capitulado no Código Penal (art. 305, na forma do art. 29, caput, do Código Penal). Em sua defesa o réu NATANAEL negou a autoria do delito, alegando em Juízo: [...]. O acusado VITOR RIGGO TERNES, Policial Militar, também negou a participação no delito de supressão de documento público e sobre os fatos delituosos a ele imputados deu a versão seguinte, quando interrogado: [...]. Como os demais, negou o réu EVANILDO ABREU DE MELO sua participação no delito de supressão de documento público e assim contou a seguinte história: [...]. Expostas as teses de defesa apresentadas pelos denunciados apontados neste tópico da denúncia, passo a confrontar suas versões com os fatos que restaram comprovados na instrução criminal. De todo o material probatório colhido na instrução criminal e já examinado em capítulos anteriores deste voto, tem-se como premissa insofismável que, a partir do momento em que o denunciado NATANAEL chegou ao prédio da Assembleia Legislativa, a segunda etapa do cumprimento da ordem judicial de busca e apreensão restou prejudicada. Ficou demonstrado por meio de prova testemunhal que o réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA, auxiliado por seguranças e policiais à paisana, impediu, mediante violência e grave ameaça, a retirada de documentos e provas que pudessem incriminá-lo pela prática dos delitos de peculato imputados na exordial acusatória. Pelo que disseram as testemunhas tem-se a certeza de que o acusado NATANAEL tinha o domínio funcional do fato e era o único interessado na destruição dos documentos que já estavam em poder da funcionária do Ministério Público, ainda no interior do departamento financeiro. Pretendia o acusado, com tal conduta, destruir a prova da prática dos crimes de peculato imputados na denúncia. Só não alcançou seu desiderato porque muitos dos 26 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO bombeiros, os inclui como partícipes da conduta delituosa empreendida por NATANAEL, pois contribuíram para o malogro da ação do Corpo de Bombeiros e concorreram para a prática do crime de supressão de documento público devidamente capitulado no Código Penal (art. 305, na forma do art. 29, caput, do Código Penal). Em sua defesa o réu NATANAEL negou a autoria do delito, alegando em Juízo: [...]. O acusado VITOR RIGGO TERNES, Policial Militar, também negou a participação no delito de supressão de documento público e sobre os fatos delituosos a ele imputados deu a versão seguinte, quando interrogado: [...]. Como os demais, negou o réu EVANILDO ABREU DE MELO sua participação no delito de supressão de documento público e assim contou a seguinte história: [...]. Expostas as teses de defesa apresentadas pelos denunciados apontados neste tópico da denúncia, passo a confrontar suas versões com os fatos que restaram comprovados na instrução criminal. De todo o material probatório colhido na instrução criminal e já examinado em capítulos anteriores deste voto, tem-se como premissa insofismável que, a partir do momento em que o denunciado NATANAEL chegou ao prédio da Assembleia Legislativa, a segunda etapa do cumprimento da ordem judicial de busca e apreensão restou prejudicada. Ficou demonstrado por meio de prova testemunhal que o réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA, auxiliado por seguranças e policiais à paisana, impediu, mediante violência e grave ameaça, a retirada de documentos e provas que pudessem incriminá-lo pela prática dos delitos de peculato imputados na exordial acusatória. Pelo que disseram as testemunhas tem-se a certeza de que o acusado NATANAEL tinha o domínio funcional do fato e era o único interessado na destruição dos documentos que já estavam em poder da funcionária do Ministério Público, ainda no interior do departamento financeiro. Pretendia o acusado, com tal conduta, destruir a prova da prática dos crimes de peculato imputados na denúncia. Só não alcançou seu desiderato porque muitos dos 26 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO documentos comprobatórios já estavam fora da Assembleia, apreendidos na diligência realizada pela manhã. Assim sendo, tem-se como fato incontroverso, porque comprovado até mesmo por perícia (fls. 312/326 do Apenso VI), que no dia 1... de junho de 2001, durante o cumprimento da ordem judicial de busca e apreensão, houve a destruição de computadores e a queima de documentos pertencentes à Assembleia Legislativa. A perícia oficial realizada pelo Instituto de Criminalística do Estado de Rondônia, no interior do departamento financeiro da Assembleia Legislativa, constatou a presença de 05 (cinco) CPU’s bastante danificadas e a queima e destruição de documentos públicos, levada a efeito por ação humana, fatos registrados fotograficamente (fls. 317/326 do Apenso VI). O fato descrito está tipificado no art. 305 do Código Penal: [...]. Provada a materialidade do delito indicado pelo Ministério Público, quando do oferecimento da denúncia, já recebida pela Corte Especial, resta analisar a prova quanto à autoria. Na versão de NATANAEL o incêndio foi causado pelos policiais que acompanhavam o Ministério Público, mas a afirmação não encontra suporte em nenhum depoimento prestado nos autos, tratando-se de hipótese inteiramente vazia e incoerente. Afinal, para que o Ministério Público iria determinar a queima de documentos que pretendia apreender? Para incriminar o denunciado pela prática do delito tipificado no art. 305 do Código Penal e correr o risco de perder as provas materiais do cometimento do delito de peculato (art. 312 do Código Penal Brasileiro), crime cujo preceito secundário prevê pena mais grave do que a do art. 305 do Código Penal Brasileiro? Caso fosse crível tal tese, concluir-se-ia que o parquet estaria lhe beneficiando. Tese desarrazoada e desprovida de fundamento. Superado esse ponto, colaciono depoimentos de testemunhas presenciais que afirmam, categoricamente, ter partido do denunciado a iniciativa de queimar os documentos reunidos no cumprimento da ordem judicial. MIGUEL MONICO NETO, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, declarou: [...]. ANGÉLICA LOPES HERNANDES, Oficiala do Ministério 27 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO documentos comprobatórios já estavam fora da Assembleia, apreendidos na diligência realizada pela manhã. Assim sendo, tem-se como fato incontroverso, porque comprovado até mesmo por perícia (fls. 312/326 do Apenso VI), que no dia 1... de junho de 2001, durante o cumprimento da ordem judicial de busca e apreensão, houve a destruição de computadores e a queima de documentos pertencentes à Assembleia Legislativa. A perícia oficial realizada pelo Instituto de Criminalística do Estado de Rondônia, no interior do departamento financeiro da Assembleia Legislativa, constatou a presença de 05 (cinco) CPU’s bastante danificadas e a queima e destruição de documentos públicos, levada a efeito por ação humana, fatos registrados fotograficamente (fls. 317/326 do Apenso VI). O fato descrito está tipificado no art. 305 do Código Penal: [...]. Provada a materialidade do delito indicado pelo Ministério Público, quando do oferecimento da denúncia, já recebida pela Corte Especial, resta analisar a prova quanto à autoria. Na versão de NATANAEL o incêndio foi causado pelos policiais que acompanhavam o Ministério Público, mas a afirmação não encontra suporte em nenhum depoimento prestado nos autos, tratando-se de hipótese inteiramente vazia e incoerente. Afinal, para que o Ministério Público iria determinar a queima de documentos que pretendia apreender? Para incriminar o denunciado pela prática do delito tipificado no art. 305 do Código Penal e correr o risco de perder as provas materiais do cometimento do delito de peculato (art. 312 do Código Penal Brasileiro), crime cujo preceito secundário prevê pena mais grave do que a do art. 305 do Código Penal Brasileiro? Caso fosse crível tal tese, concluir-se-ia que o parquet estaria lhe beneficiando. Tese desarrazoada e desprovida de fundamento. Superado esse ponto, colaciono depoimentos de testemunhas presenciais que afirmam, categoricamente, ter partido do denunciado a iniciativa de queimar os documentos reunidos no cumprimento da ordem judicial. MIGUEL MONICO NETO, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, declarou: [...]. ANGÉLICA LOPES HERNANDES, Oficiala do Ministério 27 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Público, foi citada no depoimento acima transcrito e declarou em Juízo que: [...]. KLEBER PEREA SERRANO, consultor de informática que prestava serviços ao Ministério Público, declarou em Juízo: [...]. CLAÚDIO RIBEIRO DE MENDONÇA, Promotor de Justiça, prestou depoimento em Juízo e afirmou que: [...]. O próprio réu EVANILDO ABREU DE MELO confirma ter NATANAEL obstruído o trabalho do Corpo de Bombeiros: [...]. Na instrução criminal foram reunidos indícios e provas contundentes de ter o acusado NATANAEL interesse em suprimir os documentos que seriam apreendidos na diligência de busca e apreensão (pretendia ele destruir as folhas de pagamento de servidores comissionados da Assembleia Legislativa referente aos meses de janeiro a abril de 2001), documentos apreendidos na primeira etapa do cumprimento da ordem judicial e sem os quais restaria dificultada a prova da prática dos delitos de peculato. Diante da documentação dos fatos narrados na denúncia, confirmados de forma minuciosa nos testemunhos colhidos no curso da instrução, tem-se como certa a afirmação de que o denunciado efetivamente impediu o cumprimento da segunda etapa da diligência, em torno do cumprimento da ordem judicial. Mas foi além para também inutilizar, destruindo com fogo importantes documentos, na tentativa de encobrir a materialidade dos seus crimes. Examinando-se as condutas atribuídas aos denunciados VITOR RIGGO TERNES e EVANILDO ABREU DE MELO, tem-se que o parquet, na denúncia, afirma que o réu VITOR TERNES teria obstruído o trabalho de controle do incêndio ao repassar, de forma premeditada, informações equivocadas aos bombeiros acerca do local em que o fogo estava ocorrendo. Quando interrogado negou VITOR TERNES (fl. 655) a sua participação, inclusive porque, segundo alegou foi sua a iniciativa de chamar os bombeiros. Mas quando chegou a viatura do Corpo de Bombeiros o incêndio já estava controlado, razão pela qual cuidou de informá-los acerca deste fato. Tal versão é confirmada pelo doc. de fl. 89/90 do Apenso VI (Registro de 28 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Público, foi citada no depoimento acima transcrito e declarou em Juízo que: [...]. KLEBER PEREA SERRANO, consultor de informática que prestava serviços ao Ministério Público, declarou em Juízo: [...]. CLAÚDIO RIBEIRO DE MENDONÇA, Promotor de Justiça, prestou depoimento em Juízo e afirmou que: [...]. O próprio réu EVANILDO ABREU DE MELO confirma ter NATANAEL obstruído o trabalho do Corpo de Bombeiros: [...]. Na instrução criminal foram reunidos indícios e provas contundentes de ter o acusado NATANAEL interesse em suprimir os documentos que seriam apreendidos na diligência de busca e apreensão (pretendia ele destruir as folhas de pagamento de servidores comissionados da Assembleia Legislativa referente aos meses de janeiro a abril de 2001), documentos apreendidos na primeira etapa do cumprimento da ordem judicial e sem os quais restaria dificultada a prova da prática dos delitos de peculato. Diante da documentação dos fatos narrados na denúncia, confirmados de forma minuciosa nos testemunhos colhidos no curso da instrução, tem-se como certa a afirmação de que o denunciado efetivamente impediu o cumprimento da segunda etapa da diligência, em torno do cumprimento da ordem judicial. Mas foi além para também inutilizar, destruindo com fogo importantes documentos, na tentativa de encobrir a materialidade dos seus crimes. Examinando-se as condutas atribuídas aos denunciados VITOR RIGGO TERNES e EVANILDO ABREU DE MELO, tem-se que o parquet, na denúncia, afirma que o réu VITOR TERNES teria obstruído o trabalho de controle do incêndio ao repassar, de forma premeditada, informações equivocadas aos bombeiros acerca do local em que o fogo estava ocorrendo. Quando interrogado negou VITOR TERNES (fl. 655) a sua participação, inclusive porque, segundo alegou foi sua a iniciativa de chamar os bombeiros. Mas quando chegou a viatura do Corpo de Bombeiros o incêndio já estava controlado, razão pela qual cuidou de informá-los acerca deste fato. Tal versão é confirmada pelo doc. de fl. 89/90 do Apenso VI (Registro de 28 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Atividade dos bombeiros que compareceram ao prédio da Assembleia com o objetivo de debelar o incêndio). Considero não haver nos autos prova suficiente para embasar a acusação formulada pelo parquet de que o denunciado VITOR TERNES, de forma dolosa, tenha concorrido como partícipe na prática do delito de supressão de documento público. No tocante ao denunciado EVANILDO ABREU DE MELO, então deputado estadual, afirma o Ministério Público que este acusado, no dia dos fatos, dirigiu-se ao local em que os bombeiros colocaram uma escada para ter acesso ao departamento financeiro e passou a criar empecilho à ação dos soldados do fogo, por meio de ameaças, conduta que contribuiu para a consumação do delito de supressão de documento público praticado pelo réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA. Colho trecho de depoimento da única testemunha que, quando inquirida sobre a conduta do réu EVANILDO, no dia dos fatos, respondeu objetivamente às perguntas formuladas pelo Juiz de Direito, não se limitando a alegar que nada viu ou que não tem lembrança de tal fato. ANDRÉ ROBERTO DE AZEVEDO, então tenente da Polícia Militar do Estado de Rondônia, testemunha referida no depoimento de MIGUEL MONICO NETO e presente ao local dos fatos, declarou em Juízo que o réu NATANAEL foi auxiliado pelo denunciado EVANILDO ABREU DE MELO (então deputado estadual) na derrubada da escada utilizada pelo Corpo de Bombeiros para ter acesso ao local em que o fogo tinha sido empregado: [...]. O depoimento do agente policial, como mostra a transcrição acima, demonstra de forma taxativa que o réu EVANILDO ABREU DE MELO participou dos fatos descritos, impedindo o acesso dos bombeiros ao departamento financeiro da Assembleia Legislativa, contribuindo de forma decisiva para que se consumasse a perda de diversos documentos públicos, auxiliando dessa forma o denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA. A acusação do Ministério Público e o testemunho acima mencionado encontra supedâneo no doc. de fl. 89/90 do Apenso VI (Registro de Atividade formalizado pelos bombeiros que 29 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Atividade dos bombeiros que compareceram ao prédio da Assembleia com o objetivo de debelar o incêndio). Considero não haver nos autos prova suficiente para embasar a acusação formulada pelo parquet de que o denunciado VITOR TERNES, de forma dolosa, tenha concorrido como partícipe na prática do delito de supressão de documento público. No tocante ao denunciado EVANILDO ABREU DE MELO, então deputado estadual, afirma o Ministério Público que este acusado, no dia dos fatos, dirigiu-se ao local em que os bombeiros colocaram uma escada para ter acesso ao departamento financeiro e passou a criar empecilho à ação dos soldados do fogo, por meio de ameaças, conduta que contribuiu para a consumação do delito de supressão de documento público praticado pelo réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA. Colho trecho de depoimento da única testemunha que, quando inquirida sobre a conduta do réu EVANILDO, no dia dos fatos, respondeu objetivamente às perguntas formuladas pelo Juiz de Direito, não se limitando a alegar que nada viu ou que não tem lembrança de tal fato. ANDRÉ ROBERTO DE AZEVEDO, então tenente da Polícia Militar do Estado de Rondônia, testemunha referida no depoimento de MIGUEL MONICO NETO e presente ao local dos fatos, declarou em Juízo que o réu NATANAEL foi auxiliado pelo denunciado EVANILDO ABREU DE MELO (então deputado estadual) na derrubada da escada utilizada pelo Corpo de Bombeiros para ter acesso ao local em que o fogo tinha sido empregado: [...]. O depoimento do agente policial, como mostra a transcrição acima, demonstra de forma taxativa que o réu EVANILDO ABREU DE MELO participou dos fatos descritos, impedindo o acesso dos bombeiros ao departamento financeiro da Assembleia Legislativa, contribuindo de forma decisiva para que se consumasse a perda de diversos documentos públicos, auxiliando dessa forma o denunciado NATANAEL JOSÉ DA SILVA. A acusação do Ministério Público e o testemunho acima mencionado encontra supedâneo no doc. de fl. 89/90 do Apenso VI (Registro de Atividade formalizado pelos bombeiros que 29 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO compareceram à Assembleia Legislativa no dia 1.../6/2001 com o fim de debelar o incêndio). Os bombeiros relataram que, ao identificarem estar o fogo localizado no Departamento Financeiro da Assembleia Legislativa, cuidaram de fixar uma escada com o escopo de ter acesso ao local, momento em que o réu EVANILDO ABREU DE MELO tomou a frente, impedindo a atuação dos agentes. Tenho como comprovado que o denunciado EVANILDO ABREU DE MELO atuou como partícipe do réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA. CONCLUSÕES Assim vistos e examinados os autos e devidamente analisadas as provas, concluo quanto as diversas imputações e o faço considerando de per si cada um dos quatro fatos indicados na denúncia e estudados separadamente neste voto. PRIMEIRO FATO (peculato-apropriação) JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na denúncia, para condenar NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, como incursos nas penas do art. 312, caput, (primeira parte), na forma do art. 29, caput, do Código Penal e JULGO IMPROCEDENTE a denúncia oferecida contra IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, por falta de provas. SEGUNDO FATO (peculato- desvio) JULGO PROCEDENTE o pedido formulado pelo Ministério Público Federal, para condenar NATANAEL JOSÉ DA SILVA, como incurso na pena do art. 312, caput, (segunda parte), na forma do art. 71, caput, do Código Penal. Esclareço que, quanto a este fato, houve a participação do denunciado FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, mas não tendo ele sido incluído como agente na denúncia, não pode responder pelos fatos então apurados. TERCEIRO FATO (coação no curso do processo judicial) Pelos fatos que se constituem em delito, como consta da inicial e se identifica como sendo o terceiro episódio, dentre os quatro episódios destacados, JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na denúncia, para condenar NATANAEL JOSÉ DA SILVA, como incurso na pena do art. 344 c/c art. 61, II, ‘b’, do Código Penal. QUARTO FATO (SUPRESSÃO DE DOCUMENTO 30 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO compareceram à Assembleia Legislativa no dia 1.../6/2001 com o fim de debelar o incêndio). Os bombeiros relataram que, ao identificarem estar o fogo localizado no Departamento Financeiro da Assembleia Legislativa, cuidaram de fixar uma escada com o escopo de ter acesso ao local, momento em que o réu EVANILDO ABREU DE MELO tomou a frente, impedindo a atuação dos agentes. Tenho como comprovado que o denunciado EVANILDO ABREU DE MELO atuou como partícipe do réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA. CONCLUSÕES Assim vistos e examinados os autos e devidamente analisadas as provas, concluo quanto as diversas imputações e o faço considerando de per si cada um dos quatro fatos indicados na denúncia e estudados separadamente neste voto. PRIMEIRO FATO (peculato-apropriação) JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na denúncia, para condenar NATANAEL JOSÉ DA SILVA e FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, como incursos nas penas do art. 312, caput, (primeira parte), na forma do art. 29, caput, do Código Penal e JULGO IMPROCEDENTE a denúncia oferecida contra IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA, por falta de provas. SEGUNDO FATO (peculato- desvio) JULGO PROCEDENTE o pedido formulado pelo Ministério Público Federal, para condenar NATANAEL JOSÉ DA SILVA, como incurso na pena do art. 312, caput, (segunda parte), na forma do art. 71, caput, do Código Penal. Esclareço que, quanto a este fato, houve a participação do denunciado FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, mas não tendo ele sido incluído como agente na denúncia, não pode responder pelos fatos então apurados. TERCEIRO FATO (coação no curso do processo judicial) Pelos fatos que se constituem em delito, como consta da inicial e se identifica como sendo o terceiro episódio, dentre os quatro episódios destacados, JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na denúncia, para condenar NATANAEL JOSÉ DA SILVA, como incurso na pena do art. 344 c/c art. 61, II, ‘b’, do Código Penal. QUARTO FATO (SUPRESSÃO DE DOCUMENTO 30 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO PÚBLICO) Com relação aos fatos que formam o quarto episódio, como consta dos autos, JULGO PROCEDENTE a denúncia oferecida contra NATANAEL JOSÉ DA SILVA, para condená-lo como incurso nas penas do art. 305, c/c art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, do Código Penal. Também JULGO PROCEDENTE a denúncia em relação ao acusado EVANILDO ABREU DE MELO, incurso nas mesmas penas do artigo 305, c/c art. 61, II, ‘d’, do Código Penal e na forma do art. 29, caput, do Estatuto Repressivo pátrio. Por fim, JULGO IMPROCEDENTE o pedido formulado contra VITOR RIGGO TERNES, por falta de provas, insuficientes as colhidas para condenação. FIXAÇÃO DAS PENAS PRIMEIRO FATO (peculato-apropriação - art. 312 Código Penal Brasileiro). Na dosagem das penas analiso as circunstâncias especiais do artigo 59 do Código Penal em relação ao acusado NATANAEL JOSÉ DA SILVA. Considero de alta reprovabilidade a conduta deste acusado, eis que se aproveitou do cargo público para apropriar-se de dinheiro pertencente ao órgão que presidia, conduta apta a merecer exemplar reprimenda. De maneira artificiosa, criou mecanismo até certo ponto primário para assim desvirtuar a finalidade da verba apropriada, certamente na certeza da impunidade, pelo prestígio exercido na Casa Legislativa, conduzida com prepotência e compadrio. Considerando todas essas circunstâncias, para um delito cujas penas cominadas vão de dois a doze anos de reclusão, fixo a pena-base em 04 (quatro) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 100 dias-multa, no valor de um salário mínimo dia, nos termos do art. 60 do Código Penal. Em relação ao réu FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, tendo presente as circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, deixo consignado que era o réu responsável direto pela gestão do caixa da Assembleia Legislativa, ocupando o relevante cargo de confiança de Diretor do Departamento Financeiro, função decisiva para que fosse possível aliar-se ao Presidente do órgão e juntos, em coautoria apropriarem-se de verba pública na modalidade de peculato- apropriação, conduta que merece o devido juízo de censura. 31 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO PÚBLICO) Com relação aos fatos que formam o quarto episódio, como consta dos autos, JULGO PROCEDENTE a denúncia oferecida contra NATANAEL JOSÉ DA SILVA, para condená-lo como incurso nas penas do art. 305, c/c art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, do Código Penal. Também JULGO PROCEDENTE a denúncia em relação ao acusado EVANILDO ABREU DE MELO, incurso nas mesmas penas do artigo 305, c/c art. 61, II, ‘d’, do Código Penal e na forma do art. 29, caput, do Estatuto Repressivo pátrio. Por fim, JULGO IMPROCEDENTE o pedido formulado contra VITOR RIGGO TERNES, por falta de provas, insuficientes as colhidas para condenação. FIXAÇÃO DAS PENAS PRIMEIRO FATO (peculato-apropriação - art. 312 Código Penal Brasileiro). Na dosagem das penas analiso as circunstâncias especiais do artigo 59 do Código Penal em relação ao acusado NATANAEL JOSÉ DA SILVA. Considero de alta reprovabilidade a conduta deste acusado, eis que se aproveitou do cargo público para apropriar-se de dinheiro pertencente ao órgão que presidia, conduta apta a merecer exemplar reprimenda. De maneira artificiosa, criou mecanismo até certo ponto primário para assim desvirtuar a finalidade da verba apropriada, certamente na certeza da impunidade, pelo prestígio exercido na Casa Legislativa, conduzida com prepotência e compadrio. Considerando todas essas circunstâncias, para um delito cujas penas cominadas vão de dois a doze anos de reclusão, fixo a pena-base em 04 (quatro) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 100 dias-multa, no valor de um salário mínimo dia, nos termos do art. 60 do Código Penal. Em relação ao réu FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS, tendo presente as circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, deixo consignado que era o réu responsável direto pela gestão do caixa da Assembleia Legislativa, ocupando o relevante cargo de confiança de Diretor do Departamento Financeiro, função decisiva para que fosse possível aliar-se ao Presidente do órgão e juntos, em coautoria apropriarem-se de verba pública na modalidade de peculato- apropriação, conduta que merece o devido juízo de censura. 31 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Assim, à vista dos elementos destacados, fixo a pena-base em 03 (três) anos de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 100 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. SEGUNDO FATO (peculato-desvio). Analisadas as diretrizes do art. 59 do Código Penal e as circunstâncias em que foi cometido este delito por NATANAEL JOSÉ DA SILVA, quando atuava como dirigente maior da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, da qual era presidente, não se pode deixar de considerar de extrema gravidade o desvio de verbas por ele patrocinado para atender a interesse próprio. Conduziu- se o acusado de forma incompatível com o exercício do cargo, merecendo a devida repreensão da Justiça. À vista dessas circunstâncias fixo a pena-base, dentro de um mínimo de dois e um máximo de doze anos, em 03 (três) anos e 02 (dois) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. Pelo crime continuado, aplico a regra do artigo 71, caput, do Código Penal (crime continuado) e a vista da existência concreta da prática de 02 (dois) crimes da mesma espécie, com a mesma pena-base, aplico a pena de 03 (três) anos e 02 (dois) meses, aumentada do critério legal de 1/6 (um sexto), ficando o réu definitivamente condenado a pena de 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias- multa, cada um, no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. TERCEIRO FATO (COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO - art. 344 Código Penal Brasileiro) Analisadas as diretrizes do ar. 59 do Código Penal, entendo que a conduta do réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA, então Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, é dotada de extrema gravidade, visto que, opondo-se à ordem judicial expedida por Juiz de Direito regularmente investido na função jurisdicional, atentou contra um dos 32 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Assim, à vista dos elementos destacados, fixo a pena-base em 03 (três) anos de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 100 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. SEGUNDO FATO (peculato-desvio). Analisadas as diretrizes do art. 59 do Código Penal e as circunstâncias em que foi cometido este delito por NATANAEL JOSÉ DA SILVA, quando atuava como dirigente maior da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, da qual era presidente, não se pode deixar de considerar de extrema gravidade o desvio de verbas por ele patrocinado para atender a interesse próprio. Conduziu- se o acusado de forma incompatível com o exercício do cargo, merecendo a devida repreensão da Justiça. À vista dessas circunstâncias fixo a pena-base, dentro de um mínimo de dois e um máximo de doze anos, em 03 (três) anos e 02 (dois) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. Pelo crime continuado, aplico a regra do artigo 71, caput, do Código Penal (crime continuado) e a vista da existência concreta da prática de 02 (dois) crimes da mesma espécie, com a mesma pena-base, aplico a pena de 03 (três) anos e 02 (dois) meses, aumentada do critério legal de 1/6 (um sexto), ficando o réu definitivamente condenado a pena de 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias- multa, cada um, no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. TERCEIRO FATO (COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO - art. 344 Código Penal Brasileiro) Analisadas as diretrizes do ar. 59 do Código Penal, entendo que a conduta do réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA, então Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, é dotada de extrema gravidade, visto que, opondo-se à ordem judicial expedida por Juiz de Direito regularmente investido na função jurisdicional, atentou contra um dos 32 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO Poderes da República. Demonstram as provas dos autos ter agido o denunciado com o firme propósito de impedir o acesso dos executores do mandado a documentos que o incriminassem pela prática dos delitos de peculato imputados na denúncia e que restaram devidamente demonstrados na instrução criminal. Foi o delito executado com o emprego de violência e de grave ameaça contra agentes públicos incumbido de executar a ordem judicial, fato que revela o total desprezo do réu para com a integridade física dos servidores públicos. À vista dessas circunstâncias fixo a pena-base, considerando as penas cominadas ao delito, mínimo de hum e máximo de quatro anos, em 02 (dois) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, acrescendo- se 04 (quatro) meses em razão da circunstância agravante prevista no art. 61, II, ‘b’, do Estatuto Repressivo, ficando, então, o acusado condenado a uma pena de 02 (dois) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. QUARTO FATO (SUPRESSÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO - art. 305 Código Penal Brasileiro) Este delito, imputado aos denunciados Natanael e Evanildo é de gravíssimo potencial, visto que levada a termo com o emprego de fogo, visando destruir prova da prática dos crimes de peculato imputados na denúncia e que restaram comprovados em razão do êxito da primeira etapa da busca e apreensão. À vista dessas circunstâncias fixo a pena-base, considerando as penas cominadas de dois a seis anos de reclusão, em 03 (três) anos e 02 (dois) meses de reclusão, acrescendo-se 06 (seis) meses em razão das circunstâncias agravantes previstas no art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, do Estatuto Repressivo, ficando, então, o acusado condenado a uma pena de 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão em regime inicial aberto, e ao pagamento de 30 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. [...]. No tocante a NATANAEL JOSÉ DA SILVA, as penas de cada um dos delitos por ele praticados 33 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO Poderes da República. Demonstram as provas dos autos ter agido o denunciado com o firme propósito de impedir o acesso dos executores do mandado a documentos que o incriminassem pela prática dos delitos de peculato imputados na denúncia e que restaram devidamente demonstrados na instrução criminal. Foi o delito executado com o emprego de violência e de grave ameaça contra agentes públicos incumbido de executar a ordem judicial, fato que revela o total desprezo do réu para com a integridade física dos servidores públicos. À vista dessas circunstâncias fixo a pena-base, considerando as penas cominadas ao delito, mínimo de hum e máximo de quatro anos, em 02 (dois) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, acrescendo- se 04 (quatro) meses em razão da circunstância agravante prevista no art. 61, II, ‘b’, do Estatuto Repressivo, ficando, então, o acusado condenado a uma pena de 02 (dois) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. QUARTO FATO (SUPRESSÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO - art. 305 Código Penal Brasileiro) Este delito, imputado aos denunciados Natanael e Evanildo é de gravíssimo potencial, visto que levada a termo com o emprego de fogo, visando destruir prova da prática dos crimes de peculato imputados na denúncia e que restaram comprovados em razão do êxito da primeira etapa da busca e apreensão. À vista dessas circunstâncias fixo a pena-base, considerando as penas cominadas de dois a seis anos de reclusão, em 03 (três) anos e 02 (dois) meses de reclusão, acrescendo-se 06 (seis) meses em razão das circunstâncias agravantes previstas no art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, do Estatuto Repressivo, ficando, então, o acusado condenado a uma pena de 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão em regime inicial aberto, e ao pagamento de 30 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. [...]. No tocante a NATANAEL JOSÉ DA SILVA, as penas de cada um dos delitos por ele praticados 33 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO restou assim fixada: a) delito tipificado no art. 312, caput (peculato-apropriação), do Código Penal: 04 (quatro) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto e ao pagamento de 100 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal; b) delito capitulado no art. 312, caput (peculato-desvio mediante crime continuado), do Código Penal: 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal; c) delito tipificado no art. 344 do Código Penal (coação no curso do processo judicial) c/c art. 61, II, ‘b’, do Código Penal: 02 (dois) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal; e d) delito tipificado no art. 305 do Código Penal (supressão de documento público) c/c art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, do Estatuto Repressivo pátrio: 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 30 dias- multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. Após o somatório das penas fixadas e considerando-se a regra do art. 69, caput (cúmulo material), do Código Penal, fica o réu definitivamente condenado à pena de 14 (quatorze) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 170 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário- mínimo. Nos termos do art. 92, I, ‘b’, do Código Penal, declaro, como efeito da condenação, que o réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA perde o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia” (documento eletrônico 6). Com efeito, conforme se verifica, para decidir de modo diverso, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Nesse sentido, impõe-se reafirmar ser inviável o reexame de matéria fático-probatória na estreita via do habeas corpus, pois o writ não tem 34 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO restou assim fixada: a) delito tipificado no art. 312, caput (peculato-apropriação), do Código Penal: 04 (quatro) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto e ao pagamento de 100 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal; b) delito capitulado no art. 312, caput (peculato-desvio mediante crime continuado), do Código Penal: 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal; c) delito tipificado no art. 344 do Código Penal (coação no curso do processo judicial) c/c art. 61, II, ‘b’, do Código Penal: 02 (dois) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal; e d) delito tipificado no art. 305 do Código Penal (supressão de documento público) c/c art. 61, II, ‘b’ e ‘d’, do Estatuto Repressivo pátrio: 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 30 dias- multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário mínimo, nos termos do art. 60 do Código Penal. Após o somatório das penas fixadas e considerando-se a regra do art. 69, caput (cúmulo material), do Código Penal, fica o réu definitivamente condenado à pena de 14 (quatorze) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 170 dias-multa, cada um no equivalente a 1 (uma) vez o salário- mínimo. Nos termos do art. 92, I, ‘b’, do Código Penal, declaro, como efeito da condenação, que o réu NATANAEL JOSÉ DA SILVA perde o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia” (documento eletrônico 6). Com efeito, conforme se verifica, para decidir de modo diverso, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Nesse sentido, impõe-se reafirmar ser inviável o reexame de matéria fático-probatória na estreita via do habeas corpus, pois o writ não tem 34 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 41 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 122576 AGR / RO natureza jurídica de recurso. Ademais, o quantum de pena fixado, à unanimidade, pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça encontra-se devidamente motivado, além de mostrar-se proporcional ao caso em apreço, sendo certo não poder se utilizar “o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). Isso posto, mantenho a decisão nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 35 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Supremo Tribunal Federal HC 122576 AGR / RO natureza jurídica de recurso. Ademais, o quantum de pena fixado, à unanimidade, pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça encontra-se devidamente motivado, além de mostrar-se proporcional ao caso em apreço, sendo certo não poder se utilizar “o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). Isso posto, mantenho a decisão nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 35 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747636017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 41 Extrato de Ata - 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.576 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : NATANAEL JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) : ANTONIO NABOR AREIAS BULHOES (1109/AL, 1465-A/DF, 2251-A/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669217 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.576 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : NATANAEL JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) : ANTONIO NABOR AREIAS BULHOES (1109/AL, 1465-A/DF, 2251-A/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669217 Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 41
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 122 . 576", "HC 94 . 655 / MT", "HC 94 . 655 / MT", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HABEAS CORPUS 122 . 576", "HC n 69 . 419", "RHC 135 . 295 / MS", "HC n 97 . 058", "HC n 94 . 073", "HC n . 110 . 854", "HC 140 . 137 / SC", "HABEAS CORPUS 122 . 576", "HC n 69 . 419", "RHC 135 . 295 / MS", "HC n 97 . 058", "HC n 94 . 073", "HC n . 110 . 854", "HC 140 . 137 / SC", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HABEAS CORPUS 122 . 576", "RHC 122 . 002 / RJ", "RHC 130578 - AgR / RJ", "HC 108 . 507 - AgR / SP", "HABEAS CORPUS 122 . 576", "RHC 122 . 002 / RJ", "RHC 130578 - AgR / RJ", "HC 108 . 507 - AgR / SP", "HC 122576 AGR / RO", "HC 136 . 892 / PR", "HC 122576 AGR / RO", "HC 136 . 892 / PR", "HC 122576 AGR / RO", "HC 125 . 772 / PE", "HC 122576 AGR / RO", "HC 125 . 772 / PE", "HC 122576 AGR / RO", "HC 94 . 655 / MT", "HC 108 . 858 / SP", "HC 122576 AGR / RO", "HC 94 . 655 / MT", "HC 108 . 858 / SP", "HC 122576 AGR / RO", "HC 125 . 772 / PE", "AP 266 / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 125 . 772 / PE", "AP 266 / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO 601 . 315 ,", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR /", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 122576 AGR / RO", "HC 94 . 655 / MT", "HC 122576 AGR / RO", "HC 94 . 655 / MT", "HABEAS CORPUS 122 . 576", "HABEAS CORPUS 122 . 576" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "arts . 305 e 344 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 305 e 344 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 305 e 344 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "art . 59 do Código Penal", "art . 71 do Código Penal Brasileiro", "ART . 1 . . . , I , DO DECRETO - LEI 201 / 1967", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "art . 59 do Código Penal", "art . 71 do Código Penal Brasileiro", "ART . 1 . . . , I , DO DECRETO - LEI 201 / 1967", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "art . 71 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "art . 71 do Código Penal 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232 , parágrafo único , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 344 , c / c o artigo 61 , II , ‘ b ’ , do Código Penal", "artigo 344 , c / c o artigo 61 , II , ‘ b ’ , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 344 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 344 do Código Penal", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 344 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 344 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 61 , II , ‘ b ’ , do Código Penal", "art . 305 , c / c art . 61 , II , ‘ b ’ e ‘ d ’ , na forma do", "art . 29 , caput , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 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DJALMA DOS SANTOS SILVA", "NATANAEL", "NATANAEL", "Marcellus Polastri Lima", "NATANAEL", "FRANCISCO CARVALHO DA SILVA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANTONILSON DA SILVA MOURA", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "VITOR PAULO RIGGO TERNES", "EVANILDO ABREU DE MELO", "NATANAEL", "ANTONILSON DA SILVA MOURA", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "VITOR PAULO RIGGO TERNES", "EVANILDO ABREU DE MELO", "NATANAEL", "RICARDO LEWANDOWSKI", "NATANAEL", "ANGÉLICA LOPES HERNANDES", "NATANAEL", "VITOR PAULO RIGGO TERNES", "VITOR TERNES", "EVANILDO ABREU DE MELO", "JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA", "EVANILDO", "NATANAEL", "JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA", "NATANAEL", "VITOR RIGGO TERNES", "EVANILDO ABREU", "NATANAEL", "ANGÉLICA LOPES HERNANDES", "NATANAEL", "VITOR PAULO RIGGO TERNES", "VITOR TERNES", "EVANILDO ABREU DE MELO", "JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA", "EVANILDO", "NATANAEL", "JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA", "NATANAEL", "VITOR RIGGO TERNES", "EVANILDO ABREU", "RICARDO LEWANDOWSKI", "NATANAEL", "NATANAEL", "VITOR RIGGO TERNES", "EVANILDO ABREU DE MELO", "NATANAEL", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "NATANAEL", "NATANAEL", "NATANAEL", "VITOR RIGGO TERNES", "EVANILDO ABREU DE MELO", "NATANAEL", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "NATANAEL", "RICARDO LEWANDOWSKI", "NATANAEL", "MIGUEL MONICO NETO", "ANGÉLICA LOPES HERNANDES", "NATANAEL", "MIGUEL MONICO NETO", "ANGÉLICA LOPES HERNANDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "KLEBER PEREA SERRANO", "CLAÚDIO RIBEIRO DE MENDONÇA", "EVANILDO ABREU DE MELO", "NATANAEL", "NATANAEL", "VITOR RIGGO TERNES", "EVANILDO ABREU DE MELO", "VITOR TERNES", "VITOR TERNES", "KLEBER PEREA SERRANO", "CLAÚDIO RIBEIRO DE MENDONÇA", "EVANILDO ABREU DE MELO", "NATANAEL", "NATANAEL", "VITOR RIGGO TERNES", "EVANILDO ABREU DE MELO", "VITOR TERNES", "VITOR TERNES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "VITOR TERNES", "EVANILDO ABREU DE MELO", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "EVANILDO", "ANDRÉ ROBERTO DE AZEVEDO", "MIGUEL MONICO NETO", "NATANAEL", "EVANILDO ABREU DE MELO", "EVANILDO ABREU DE MELO", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "VITOR TERNES", "EVANILDO ABREU DE MELO", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "EVANILDO", "ANDRÉ ROBERTO DE AZEVEDO", "MIGUEL MONICO NETO", "NATANAEL", "EVANILDO ABREU DE MELO", "EVANILDO ABREU DE MELO", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EVANILDO ABREU DE MELO", "EVANILDO ABREU DE MELO", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS", "IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "EVANILDO ABREU DE MELO", "EVANILDO ABREU DE MELO", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS", "IRENE BECARIA DE ALMEIDA MOURA", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "EVANILDO ABREU DE MELO", "VITOR RIGGO TERNES", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "EVANILDO ABREU DE MELO", "VITOR RIGGO TERNES", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "FRANCISCO DE OLIVEIRA PORDEUS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Natanael", "Evanildo", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "Natanael", "Evanildo", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "ANTONIO NABOR AREIAS BULHOES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "NATANAEL JOSÉ DA SILVA", "ANTONIO NABOR AREIAS BULHOES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho 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"17 de janeiro de 2009", "sábado", "17", "/", "02", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro de 2001", "17", "/", "02", "/", "2001", "janeiro de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "02", "/", "2001", "janeiro de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro de 2001", "fevereiro", "março", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro a abril de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro a abril de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "março e abril de 2001", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "março e abril de 2001", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "2001", "meses de janeiro a abril de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro a abril de 2001", "02", "/", "06", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro", "abril de 2001", "02", "/", "06", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro a abril de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro", "abril", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". .", ".", "/", "6", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . de junho de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ". . de junho de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro a abril de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) :FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADE CLANDESTINA DE TELECOMUNICAÇÕES. ARTIGO 183 DA LEI Nº 9.472/97. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, ”D” E “I”. ROL TAXATIVO. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O desenvolvimento clandestino de atividade de transmissão de sinal de internet, via rádio, comunicação multimídia, sem a autorização do órgão regulador, caracteriza, por si só, o tipo descrito no artigo 183 da Lei n.º 9.472/97, pois se trata de crime formal, inexigindo, destarte, a necessidade de comprovação de efetivo prejuízo. 2. In casu, os pacientes foram denunciados pela suposta prática da infração penal prevista no artigo 183 da Lei nº 9.472/97 c/c artigo 29 do Código Penal. 3. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 4. Para dissentir dos fundamentos do acórdão recorrido, seria necessário o revolvimento de fatos e provas, sendo o habeas corpus ação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786453. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão HC 152118 AGR / GO inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático- probatório engendrado nos autos. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 27/04/2018 a 04/05/2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786453. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático- probatório engendrado nos autos. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 27/04/2018 a 04/05/2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786453. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) :FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765552. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) :FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) :FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADE CLANDESTINA DE TELECOMUNICAÇÕES. ARTIGO 183 DA LEI Nº 9.472/97. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, D E I. ROL TAXATIVO. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. - Seguimento negado, com esteio no artigo 21, § 1º do RISTF. Prejudicado o exame do pedido de liminar. - Ciência ao Ministério Público Federal.” Consta dos autos que os pacientes foram denunciados pela suposta prática da infração penal prevista no artigo 183 da Lei nº 9.472/97 c/c artigo 29 do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786454. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) :FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADE CLANDESTINA DE TELECOMUNICAÇÕES. ARTIGO 183 DA LEI Nº 9.472/97. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, D E I. ROL TAXATIVO. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. - Seguimento negado, com esteio no artigo 21, § 1º do RISTF. Prejudicado o exame do pedido de liminar. - Ciência ao Ministério Público Federal.” Consta dos autos que os pacientes foram denunciados pela suposta prática da infração penal prevista no artigo 183 da Lei nº 9.472/97 c/c artigo 29 do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786454. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório HC 152118 AGR / GO O juízo natural absolveu sumariamente os pacientes sob o fundamento de não vislumbrar tipicidade na conduta imputada. Contra esse decisum, houve recurso do Ministério Público. Contudo, a decisão foi mantida pela Corte Regional. Ainda irresignado, o órgão acusatório interpôs recurso especial, o qual foi inadmitido na origem. No exame do agravo em recurso especial, o Superior Tribunal de Justiça deu provimento à irresignação ministerial para cassar o acórdão recorrido e determinar o retorno dos autos à origem para o prosseguimento da ação penal. A decisão monocrática foi mantida pelo órgão colegiado competente em sede de agravo regimental. Inconformada, a defesa impetrou o presente habeas corpus, pugnando pelo reconhecimento da atipicidade da conduta imputada ao paciente. Contudo, neguei seguimento ao writ, nos termos da ementa supratranscrita. Sobreveio o presente agravo regimental, no qual a defesa repisa os mesmos argumentos da inicial. Sustenta que “a retransmissão de sinal de internet via rádio a terceiros configura uma prestação de serviço de valor adicionado, o qual é excluído expressamente da categoria de atividade de telecomunicação, não podendo, dessa forma, configurar o delito de art. 183 da referida lei”. Ao final, formulou pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, requer seja dado provimento ao presente agravo, exercendo-se o juízo de retratação por Vossa Excelência, para que seja concedido habeas corpus aos pacientes. Caso superado o juízo de retratação, seja o mesmo levado à Turma, em destaque e em sessão presencial, para que esta lhe dê provimento, e, ao final, conceda a ordem, sanando-se a ilegalidade. Pugna, ainda, caso exercida a reconsideração, com o prosseguimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786454. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO O juízo natural absolveu sumariamente os pacientes sob o fundamento de não vislumbrar tipicidade na conduta imputada. Contra esse decisum, houve recurso do Ministério Público. Contudo, a decisão foi mantida pela Corte Regional. Ainda irresignado, o órgão acusatório interpôs recurso especial, o qual foi inadmitido na origem. No exame do agravo em recurso especial, o Superior Tribunal de Justiça deu provimento à irresignação ministerial para cassar o acórdão recorrido e determinar o retorno dos autos à origem para o prosseguimento da ação penal. A decisão monocrática foi mantida pelo órgão colegiado competente em sede de agravo regimental. Inconformada, a defesa impetrou o presente habeas corpus, pugnando pelo reconhecimento da atipicidade da conduta imputada ao paciente. Contudo, neguei seguimento ao writ, nos termos da ementa supratranscrita. Sobreveio o presente agravo regimental, no qual a defesa repisa os mesmos argumentos da inicial. Sustenta que “a retransmissão de sinal de internet via rádio a terceiros configura uma prestação de serviço de valor adicionado, o qual é excluído expressamente da categoria de atividade de telecomunicação, não podendo, dessa forma, configurar o delito de art. 183 da referida lei”. Ao final, formulou pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, requer seja dado provimento ao presente agravo, exercendo-se o juízo de retratação por Vossa Excelência, para que seja concedido habeas corpus aos pacientes. Caso superado o juízo de retratação, seja o mesmo levado à Turma, em destaque e em sessão presencial, para que esta lhe dê provimento, e, ao final, conceda a ordem, sanando-se a ilegalidade. Pugna, ainda, caso exercida a reconsideração, com o prosseguimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786454. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório HC 152118 AGR / GO da impetração, pela intimação pessoal da Defensoria Pública-Geral da União para a sessão de julgamento do writ, oportunidade em que deseja proferir sustentação oral.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786454. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO da impetração, pela intimação pessoal da Defensoria Pública-Geral da União para a sessão de julgamento do writ, oportunidade em que deseja proferir sustentação oral.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786454. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Conforme assentado em decisão monocrática, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, verbis: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador- Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. In casu, os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Conforme assentado em decisão monocrática, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, verbis: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador- Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. In casu, os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1º/10/99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1º/10/99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio, no voto proferido no HC 110.055/MG, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, in verbis: “Essa óptica há de ser observada, também, no que o acórdão impugnado foi formalizado pelo Superior Tribunal de Justiça em recurso ordinário constitucional em habeas corpus. De duas, uma: ou há, no acórdão proferido, quadro a ensejar a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio, no voto proferido no HC 110.055/MG, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, in verbis: “Essa óptica há de ser observada, também, no que o acórdão impugnado foi formalizado pelo Superior Tribunal de Justiça em recurso ordinário constitucional em habeas corpus. De duas, uma: ou há, no acórdão proferido, quadro a ensejar a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO interposição de recurso extraordinário, ou não há. Descabe a volta a estágio anterior, que é o do ajuizamento originário do habeas corpus. No mais, ante os parâmetros fáticos e legais, não existe campo para a concessão da ordem de ofício. Extingo o processo sem o julgamento do mérito” (HC 110.055/MG, Primeira Turma, DJe de 9/11/12) No mesmo sentido, firmou-se o entendimento da Primeira Turma desta Corte no sentido da inadmissibilidade da utilização do habeas corpus como substitutivo de recurso extraordinário, conforme se verifica nos seguintes precedentes: “Habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita.” (HC 113.805/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 15/4/2013) “HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO. ROUBOS CIRCUNSTANCIADOS. TENTATIVA DE FURTO QUALIFICADO. QUADRILHA. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário, previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional não cabe, em 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO interposição de recurso extraordinário, ou não há. Descabe a volta a estágio anterior, que é o do ajuizamento originário do habeas corpus. No mais, ante os parâmetros fáticos e legais, não existe campo para a concessão da ordem de ofício. Extingo o processo sem o julgamento do mérito” (HC 110.055/MG, Primeira Turma, DJe de 9/11/12) No mesmo sentido, firmou-se o entendimento da Primeira Turma desta Corte no sentido da inadmissibilidade da utilização do habeas corpus como substitutivo de recurso extraordinário, conforme se verifica nos seguintes precedentes: “Habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita.” (HC 113.805/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 15/4/2013) “HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO. ROUBOS CIRCUNSTANCIADOS. TENTATIVA DE FURTO QUALIFICADO. QUADRILHA. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário, previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional não cabe, em 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. 2. Havendo condenação criminal, encontram-se presentes os pressupostos da preventiva, a saber, prova da materialidade e indícios de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de cognição provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado, mas, sim, de julgamento condenatório, precedido por amplo contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial, ou seja, um juízo efetuado, com base em cognição profunda e exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. Ainda que a sentença esteja sujeita à reavaliação crítica através de recursos, a situação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento. 3. Se as circunstâncias concretas do crime indicam o envolvimento do paciente em organização criminosa numerosa, bem estruturada, voltada à prática de crimes graves, tais como, tráfico de drogas, roubo de cargas, furtos de caixas eletrônicos, aquisição de armas, a periculosidade e risco de reiteração delitiva está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, à luz do art. 312 do CPP. Precedentes. 4. Ordem denegada.” (HC 118.981/MT, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19/11/2013) Ademais, impende considerar que no caso inexiste excepcionalidade que permita a concessão da ordem de ofício, ante a ausência de teratologia na decisão atacada, flagrante ilegalidade ou abuso de poder. In casu, o Superior Tribunal de Justiça fundamentou a decisão nos seguintes termos, naquilo que interessa: “Com efeito, conforme já ressaltado, a conduta perpetrada pelo agente configura o crime art. 183 da Lei n. 9.427/1997, tendo em vista se tratar de atividade clandestina de telecomunicação desenvolvida por meio de serviço de internet sem fio. Na hipótese, o entendimento do acórdão recorrido contraria a orientação jurisprudencial firmada por esta Corte, porquanto o serviço de valor adicional desenvolvido pelos réus/agravantes se amolda à figura típica prevista no referido dispositivo legal. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. 2. Havendo condenação criminal, encontram-se presentes os pressupostos da preventiva, a saber, prova da materialidade e indícios de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de cognição provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado, mas, sim, de julgamento condenatório, precedido por amplo contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial, ou seja, um juízo efetuado, com base em cognição profunda e exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. Ainda que a sentença esteja sujeita à reavaliação crítica através de recursos, a situação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento. 3. Se as circunstâncias concretas do crime indicam o envolvimento do paciente em organização criminosa numerosa, bem estruturada, voltada à prática de crimes graves, tais como, tráfico de drogas, roubo de cargas, furtos de caixas eletrônicos, aquisição de armas, a periculosidade e risco de reiteração delitiva está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, à luz do art. 312 do CPP. Precedentes. 4. Ordem denegada.” (HC 118.981/MT, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19/11/2013) Ademais, impende considerar que no caso inexiste excepcionalidade que permita a concessão da ordem de ofício, ante a ausência de teratologia na decisão atacada, flagrante ilegalidade ou abuso de poder. In casu, o Superior Tribunal de Justiça fundamentou a decisão nos seguintes termos, naquilo que interessa: “Com efeito, conforme já ressaltado, a conduta perpetrada pelo agente configura o crime art. 183 da Lei n. 9.427/1997, tendo em vista se tratar de atividade clandestina de telecomunicação desenvolvida por meio de serviço de internet sem fio. Na hipótese, o entendimento do acórdão recorrido contraria a orientação jurisprudencial firmada por esta Corte, porquanto o serviço de valor adicional desenvolvido pelos réus/agravantes se amolda à figura típica prevista no referido dispositivo legal. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO A propósito, colacionam-se os seguintes precedentes, como reforço argumentativo: […] Ante o exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental.” Com efeito, cumpre frisar que a prestação de serviços de provedor internet via rádio, wireless, se trata de prestação de serviço de interesse coletivo a exigir a imprescindível outorga do Estado, na hipótese a Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações do Brasil, pelo órgão competente para fiscalizar e regulamentar a atividade. No que concerne ao desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicação, delito previsto no artigo 183 da Lei n.º 9.472/97, basta que reste presente a clandestinidade, ou seja, o exercício sem autorização legal para sua caracterização. Deveras, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o tipo penal de desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicação, sob a modalidade de serviço de comunicação multimídia, é crime formal e sua consumação se dá com o mero exercício da atividade de modo clandestino, sendo prescindível o resultado naturalístico. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, ”D” E “I”. ROL TAXATIVO. DESENVOLVIMENTO CLANDESTINO DE ATIVIDADE DE TELECOMUNICAÇÃO. SERVIÇO DE PROVEDOR DE INTERNET. ART. 183 DA LEI N.º 9.472/97. ALEGAÇÃO DE BAIXA FREQUÊNCIA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. AGRAVO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO A propósito, colacionam-se os seguintes precedentes, como reforço argumentativo: […] Ante o exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental.” Com efeito, cumpre frisar que a prestação de serviços de provedor internet via rádio, wireless, se trata de prestação de serviço de interesse coletivo a exigir a imprescindível outorga do Estado, na hipótese a Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações do Brasil, pelo órgão competente para fiscalizar e regulamentar a atividade. No que concerne ao desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicação, delito previsto no artigo 183 da Lei n.º 9.472/97, basta que reste presente a clandestinidade, ou seja, o exercício sem autorização legal para sua caracterização. Deveras, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o tipo penal de desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicação, sob a modalidade de serviço de comunicação multimídia, é crime formal e sua consumação se dá com o mero exercício da atividade de modo clandestino, sendo prescindível o resultado naturalístico. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, ”D” E “I”. ROL TAXATIVO. DESENVOLVIMENTO CLANDESTINO DE ATIVIDADE DE TELECOMUNICAÇÃO. SERVIÇO DE PROVEDOR DE INTERNET. ART. 183 DA LEI N.º 9.472/97. ALEGAÇÃO DE BAIXA FREQUÊNCIA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. AGRAVO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O desenvolvimento clandestino de atividade de transmissão de sinal de internet, via rádio, comunicação multimídia, sem a autorização do órgão regulador, caracteriza, por si só, o tipo descrito no artigo 183, da Lei n.º 9.472/97, pois se trata de crime formal, inexigindo, destarte, a comprovação de efetivo prejuízo. 2. A inexistência de potencial ofensivo ou interferência ao sistema de telecomunicações ante a suposta baixa frequência do serviço, bem como a habitualidade não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedente: HC 130.786, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 16/06/2016. 3. In casu, o paciente foi condenado pela prática do crime previsto no artigo 183 da Lei 9.472/97, em razão de desenvolver clandestinamente atividade de telecomunicação, em especial, exploração de prestação de serviço de comunicação multimídia (internet), mediante link ADSL e antena TPLINK, sem a devida autorização legal. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 129.807-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 20.4.2017). “HABEAS CORPUS. PENAL. EXPLORAÇÃO DE SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA. OPERAÇÃO SEM AUTORIZAÇÃO DO PODER PÚBLICO. ART. 183 DA LEI N. 9.472/1997. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. EXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA. REEXAME DE PROVAS. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. Para a incidência do princípio da insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime e os aspectos objetivos do fato, tais como, a mínima ofensividade da conduta do agente, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica causada. 2. Nas circunstâncias do 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O desenvolvimento clandestino de atividade de transmissão de sinal de internet, via rádio, comunicação multimídia, sem a autorização do órgão regulador, caracteriza, por si só, o tipo descrito no artigo 183, da Lei n.º 9.472/97, pois se trata de crime formal, inexigindo, destarte, a comprovação de efetivo prejuízo. 2. A inexistência de potencial ofensivo ou interferência ao sistema de telecomunicações ante a suposta baixa frequência do serviço, bem como a habitualidade não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedente: HC 130.786, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 16/06/2016. 3. In casu, o paciente foi condenado pela prática do crime previsto no artigo 183 da Lei 9.472/97, em razão de desenvolver clandestinamente atividade de telecomunicação, em especial, exploração de prestação de serviço de comunicação multimídia (internet), mediante link ADSL e antena TPLINK, sem a devida autorização legal. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 129.807-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 20.4.2017). “HABEAS CORPUS. PENAL. EXPLORAÇÃO DE SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA. OPERAÇÃO SEM AUTORIZAÇÃO DO PODER PÚBLICO. ART. 183 DA LEI N. 9.472/1997. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. EXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA. REEXAME DE PROVAS. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. Para a incidência do princípio da insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime e os aspectos objetivos do fato, tais como, a mínima ofensividade da conduta do agente, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica causada. 2. Nas circunstâncias do 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO caso, não se pode aplicar ao Paciente o princípio em razão da expressividade da lesão jurídica provocada, notadamente em razão da quantidade de usuários, do número de serviços disponibilizados e da modalidade de serviço especial, regulado e controlado. 3. O reexame dos fatos e das provas dos autos não é viável em habeas corpus. Precedentes. 4. Ordem denegada.” (HC 130.786, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 16.6.2016). Demais disso, impende consignar que a decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à tipicidade da conduta imputada aos pacientes encontra-se em consonância ao entendimento desta Suprema Corte. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: HC 145.308, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 10/11/2017 e HC 146.819, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 26/10/2017. Outrossim, examinar os aspectos fáticos suscitados pela defesa demanda o indevido incursionamento na moldura fática delineada. Nesse contexto, cumpre ressaltar que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I . HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO caso, não se pode aplicar ao Paciente o princípio em razão da expressividade da lesão jurídica provocada, notadamente em razão da quantidade de usuários, do número de serviços disponibilizados e da modalidade de serviço especial, regulado e controlado. 3. O reexame dos fatos e das provas dos autos não é viável em habeas corpus. Precedentes. 4. Ordem denegada.” (HC 130.786, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 16.6.2016). Demais disso, impende consignar que a decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à tipicidade da conduta imputada aos pacientes encontra-se em consonância ao entendimento desta Suprema Corte. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: HC 145.308, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 10/11/2017 e HC 146.819, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 26/10/2017. Outrossim, examinar os aspectos fáticos suscitados pela defesa demanda o indevido incursionamento na moldura fática delineada. Nesse contexto, cumpre ressaltar que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I . HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC nº 130.439, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 12/05/2016). Impende destacar, por fim, que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC nº 130.439, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 12/05/2016). Impende destacar, por fim, que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016) “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016) “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) : FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828883 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) : FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828883 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14829225
2018-05-07T00:00:00
2018-05-17T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADE CLANDESTINA DE TELECOMUNICAÇÕES. ARTIGO 183 DA LEI Nº 9.472/97. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, ”D” E “I”. ROL TAXATIVO. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O desenvolvimento clandestino de atividade de transmissão de sinal de internet, via rádio, comunicação multimídia, sem a autorização do órgão regulador, caracteriza, por si só, o tipo descrito no artigo 183 da Lei n.º 9.472/97, pois se trata de crime formal, inexigindo, destarte, a necessidade de comprovação de efetivo prejuízo. 2. In casu, os pacientes foram denunciados pela suposta prática da infração penal prevista no artigo 183 da Lei nº 9.472/97 c/c artigo 29 do Código Penal. 3. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 4. Para dissentir dos fundamentos do acórdão recorrido, seria necessário o revolvimento de fatos e provas, sendo o habeas corpus ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido.
sjur385157
- Acórdão(s) citado(s): (AGRAVO, REITERAÇÃO, ARGUMENTO, PETIÇÃO INICIAL) HC 122904 AgR (1ªT), RHC 124487 AgR (1ªT), HC 136071 AgR (2ªT). (TAXATIVIDADE, COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA, STF) Pet 1738 AgR. (HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO, RECURSO) HC 110055 (1ªT), HC 113805 (1ªT), HC 118981 (1ªT). (ATIVIDADE CLANDESTINA DE TELECOMUNICAÇÃO, CRIME FORMAL) HC 129807 AgR (1ªT), HC 130786 (2ªT). (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 130439 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (INTERNET, RÁDIO, TIPICIDADE, ATIVIDADE CLANDESTINA DE TELECOMUNICAÇÃO) HC 146819, HC 145308. Número de páginas: 17. Análise: 11/09/2018, AMA.
LUIZ FUX
Primeira Turma
152118
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-D LET-I\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009472 ANO-1997\n ART-00183\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00029\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 152118 AgR
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AGTE.(S) : LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) : FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) :FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADE CLANDESTINA DE TELECOMUNICAÇÕES. ARTIGO 183 DA LEI n 9.472/97. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ”D” E “I”. ROL TAXATIVO. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O desenvolvimento clandestino de atividade de transmissão de sinal de internet, via rádio, comunicação multimídia, sem a autorização do órgão regulador, caracteriza, por si só, o tipo descrito no artigo 183 da Lei n. 9.472/97, pois se trata de crime formal, inexigindo, destarte, a necessidade de comprovação de efetivo prejuízo. 2. In casu, os pacientes foram denunciados pela suposta prática da infração penal prevista no artigo 183 da Lei n 9.472/97 c/c artigo 29 do Código Penal. 3. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 4. Para dissentir dos fundamentos do acórdão recorrido, seria necessário o revolvimento de fatos e provas, sendo o habeas corpus ação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786453. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão HC 152118 AGR / GO inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático- probatório engendrado nos autos. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 27/04/2018 a 04/05/2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786453. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático- probatório engendrado nos autos. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 27/04/2018 a 04/05/2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786453. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) :FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765552. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) :FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) :FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADE CLANDESTINA DE TELECOMUNICAÇÕES. ARTIGO 183 DA LEI n 9.472/97. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, D E I. ROL TAXATIVO. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. - Seguimento negado, com esteio no artigo 21, § 1... do RISTF. Prejudicado o exame do pedido de liminar. - Ciência ao Ministério Público Federal.” Consta dos autos que os pacientes foram denunciados pela suposta prática da infração penal prevista no artigo 183 da Lei n 9.472/97 c/c artigo 29 do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786454. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) :FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADE CLANDESTINA DE TELECOMUNICAÇÕES. ARTIGO 183 DA LEI n 9.472/97. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, D E I. ROL TAXATIVO. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. - Seguimento negado, com esteio no artigo 21, § 1... do RISTF. Prejudicado o exame do pedido de liminar. - Ciência ao Ministério Público Federal.” Consta dos autos que os pacientes foram denunciados pela suposta prática da infração penal prevista no artigo 183 da Lei n 9.472/97 c/c artigo 29 do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786454. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório HC 152118 AGR / GO O juízo natural absolveu sumariamente os pacientes sob o fundamento de não vislumbrar tipicidade na conduta imputada. Contra esse decisum, houve recurso do Ministério Público. Contudo, a decisão foi mantida pela Corte Regional. Ainda irresignado, o órgão acusatório interpôs recurso especial, o qual foi inadmitido na origem. No exame do agravo em recurso especial, o Superior Tribunal de Justiça deu provimento à irresignação ministerial para cassar o acórdão recorrido e determinar o retorno dos autos à origem para o prosseguimento da ação penal. A decisão monocrática foi mantida pelo órgão colegiado competente em sede de agravo regimental. Inconformada, a defesa impetrou o presente habeas corpus, pugnando pelo reconhecimento da atipicidade da conduta imputada ao paciente. Contudo, neguei seguimento ao writ, nos termos da ementa supratranscrita. Sobreveio o presente agravo regimental, no qual a defesa repisa os mesmos argumentos da inicial. Sustenta que “a retransmissão de sinal de internet via rádio a terceiros configura uma prestação de serviço de valor adicionado, o qual é excluído expressamente da categoria de atividade de telecomunicação, não podendo, dessa forma, configurar o delito de art. 183 da referida lei”. Ao final, formulou pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, requer seja dado provimento ao presente agravo, exercendo-se o juízo de retratação por Vossa Excelência, para que seja concedido habeas corpus aos pacientes. Caso superado o juízo de retratação, seja o mesmo levado à Turma, em destaque e em sessão presencial, para que esta lhe dê provimento, e, ao final, conceda a ordem, sanando-se a ilegalidade. Pugna, ainda, caso exercida a reconsideração, com o prosseguimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786454. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO O juízo natural absolveu sumariamente os pacientes sob o fundamento de não vislumbrar tipicidade na conduta imputada. Contra esse decisum, houve recurso do Ministério Público. Contudo, a decisão foi mantida pela Corte Regional. Ainda irresignado, o órgão acusatório interpôs recurso especial, o qual foi inadmitido na origem. No exame do agravo em recurso especial, o Superior Tribunal de Justiça deu provimento à irresignação ministerial para cassar o acórdão recorrido e determinar o retorno dos autos à origem para o prosseguimento da ação penal. A decisão monocrática foi mantida pelo órgão colegiado competente em sede de agravo regimental. Inconformada, a defesa impetrou o presente habeas corpus, pugnando pelo reconhecimento da atipicidade da conduta imputada ao paciente. Contudo, neguei seguimento ao writ, nos termos da ementa supratranscrita. Sobreveio o presente agravo regimental, no qual a defesa repisa os mesmos argumentos da inicial. Sustenta que “a retransmissão de sinal de internet via rádio a terceiros configura uma prestação de serviço de valor adicionado, o qual é excluído expressamente da categoria de atividade de telecomunicação, não podendo, dessa forma, configurar o delito de art. 183 da referida lei”. Ao final, formulou pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, requer seja dado provimento ao presente agravo, exercendo-se o juízo de retratação por Vossa Excelência, para que seja concedido habeas corpus aos pacientes. Caso superado o juízo de retratação, seja o mesmo levado à Turma, em destaque e em sessão presencial, para que esta lhe dê provimento, e, ao final, conceda a ordem, sanando-se a ilegalidade. Pugna, ainda, caso exercida a reconsideração, com o prosseguimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786454. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório HC 152118 AGR / GO da impetração, pela intimação pessoal da Defensoria Pública-Geral da União para a sessão de julgamento do writ, oportunidade em que deseja proferir sustentação oral.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786454. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO da impetração, pela intimação pessoal da Defensoria Pública-Geral da União para a sessão de julgamento do writ, oportunidade em que deseja proferir sustentação oral.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786454. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Conforme assentado em decisão monocrática, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, verbis: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador- Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. In casu, os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Conforme assentado em decisão monocrática, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, verbis: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador- Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. In casu, os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1.../10/99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1.../10/99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio, no voto proferido no HC 110.055/MG, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, in verbis: “Essa óptica há de ser observada, também, no que o acórdão impugnado foi formalizado pelo Superior Tribunal de Justiça em recurso ordinário constitucional em habeas corpus. De duas, uma: ou há, no acórdão proferido, quadro a ensejar a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio, no voto proferido no HC 110.055/MG, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, in verbis: “Essa óptica há de ser observada, também, no que o acórdão impugnado foi formalizado pelo Superior Tribunal de Justiça em recurso ordinário constitucional em habeas corpus. De duas, uma: ou há, no acórdão proferido, quadro a ensejar a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO interposição de recurso extraordinário, ou não há. Descabe a volta a estágio anterior, que é o do ajuizamento originário do habeas corpus. No mais, ante os parâmetros fáticos e legais, não existe campo para a concessão da ordem de ofício. Extingo o processo sem o julgamento do mérito” (HC 110.055/MG, Primeira Turma, DJe de 9/11/12) No mesmo sentido, firmou-se o entendimento da Primeira Turma desta Corte no sentido da inadmissibilidade da utilização do habeas corpus como substitutivo de recurso extraordinário, conforme se verifica nos seguintes precedentes: “Habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC n 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita.” (HC 113.805/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 15/4/2013) “HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO. ROUBOS CIRCUNSTANCIADOS. TENTATIVA DE FURTO QUALIFICADO. QUADRILHA. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário, previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional não cabe, em 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO interposição de recurso extraordinário, ou não há. Descabe a volta a estágio anterior, que é o do ajuizamento originário do habeas corpus. No mais, ante os parâmetros fáticos e legais, não existe campo para a concessão da ordem de ofício. Extingo o processo sem o julgamento do mérito” (HC 110.055/MG, Primeira Turma, DJe de 9/11/12) No mesmo sentido, firmou-se o entendimento da Primeira Turma desta Corte no sentido da inadmissibilidade da utilização do habeas corpus como substitutivo de recurso extraordinário, conforme se verifica nos seguintes precedentes: “Habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC n 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita.” (HC 113.805/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 15/4/2013) “HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO. ROUBOS CIRCUNSTANCIADOS. TENTATIVA DE FURTO QUALIFICADO. QUADRILHA. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário, previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional não cabe, em 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. 2. Havendo condenação criminal, encontram-se presentes os pressupostos da preventiva, a saber, prova da materialidade e indícios de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de cognição provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado, mas, sim, de julgamento condenatório, precedido por amplo contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial, ou seja, um juízo efetuado, com base em cognição profunda e exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. Ainda que a sentença esteja sujeita à reavaliação crítica através de recursos, a situação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento. 3. Se as circunstâncias concretas do crime indicam o envolvimento do paciente em organização criminosa numerosa, bem estruturada, voltada à prática de crimes graves, tais como, tráfico de drogas, roubo de cargas, furtos de caixas eletrônicos, aquisição de armas, a periculosidade e risco de reiteração delitiva está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, à luz do art. 312 do CPP. Precedentes. 4. Ordem denegada.” (HC 118.981/MT, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19/11/2013) Ademais, impende considerar que no caso inexiste excepcionalidade que permita a concessão da ordem de ofício, ante a ausência de teratologia na decisão atacada, flagrante ilegalidade ou abuso de poder. In casu, o Superior Tribunal de Justiça fundamentou a decisão nos seguintes termos, naquilo que interessa: “Com efeito, conforme já ressaltado, a conduta perpetrada pelo agente configura o crime art. 183 da Lei n. 9.427/1997, tendo em vista se tratar de atividade clandestina de telecomunicação desenvolvida por meio de serviço de internet sem fio. Na hipótese, o entendimento do acórdão recorrido contraria a orientação jurisprudencial firmada por esta Corte, porquanto o serviço de valor adicional desenvolvido pelos réus/agravantes se amolda à figura típica prevista no referido dispositivo legal. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. 2. Havendo condenação criminal, encontram-se presentes os pressupostos da preventiva, a saber, prova da materialidade e indícios de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de cognição provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado, mas, sim, de julgamento condenatório, precedido por amplo contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial, ou seja, um juízo efetuado, com base em cognição profunda e exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. Ainda que a sentença esteja sujeita à reavaliação crítica através de recursos, a situação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento. 3. Se as circunstâncias concretas do crime indicam o envolvimento do paciente em organização criminosa numerosa, bem estruturada, voltada à prática de crimes graves, tais como, tráfico de drogas, roubo de cargas, furtos de caixas eletrônicos, aquisição de armas, a periculosidade e risco de reiteração delitiva está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, à luz do art. 312 do CPP. Precedentes. 4. Ordem denegada.” (HC 118.981/MT, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19/11/2013) Ademais, impende considerar que no caso inexiste excepcionalidade que permita a concessão da ordem de ofício, ante a ausência de teratologia na decisão atacada, flagrante ilegalidade ou abuso de poder. In casu, o Superior Tribunal de Justiça fundamentou a decisão nos seguintes termos, naquilo que interessa: “Com efeito, conforme já ressaltado, a conduta perpetrada pelo agente configura o crime art. 183 da Lei n. 9.427/1997, tendo em vista se tratar de atividade clandestina de telecomunicação desenvolvida por meio de serviço de internet sem fio. Na hipótese, o entendimento do acórdão recorrido contraria a orientação jurisprudencial firmada por esta Corte, porquanto o serviço de valor adicional desenvolvido pelos réus/agravantes se amolda à figura típica prevista no referido dispositivo legal. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO A propósito, colacionam-se os seguintes precedentes, como reforço argumentativo: […] Ante o exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental.” Com efeito, cumpre frisar que a prestação de serviços de provedor internet via rádio, wireless, se trata de prestação de serviço de interesse coletivo a exigir a imprescindível outorga do Estado, na hipótese a Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações do Brasil, pelo órgão competente para fiscalizar e regulamentar a atividade. No que concerne ao desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicação, delito previsto no artigo 183 da Lei n. 9.472/97, basta que reste presente a clandestinidade, ou seja, o exercício sem autorização legal para sua caracterização. Deveras, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o tipo penal de desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicação, sob a modalidade de serviço de comunicação multimídia, é crime formal e sua consumação se dá com o mero exercício da atividade de modo clandestino, sendo prescindível o resultado naturalístico. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ”D” E “I”. ROL TAXATIVO. DESENVOLVIMENTO CLANDESTINO DE ATIVIDADE DE TELECOMUNICAÇÃO. SERVIÇO DE PROVEDOR DE INTERNET. ART. 183 DA LEI N. 9.472/97. ALEGAÇÃO DE BAIXA FREQUÊNCIA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. AGRAVO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO A propósito, colacionam-se os seguintes precedentes, como reforço argumentativo: […] Ante o exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental.” Com efeito, cumpre frisar que a prestação de serviços de provedor internet via rádio, wireless, se trata de prestação de serviço de interesse coletivo a exigir a imprescindível outorga do Estado, na hipótese a Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações do Brasil, pelo órgão competente para fiscalizar e regulamentar a atividade. No que concerne ao desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicação, delito previsto no artigo 183 da Lei n. 9.472/97, basta que reste presente a clandestinidade, ou seja, o exercício sem autorização legal para sua caracterização. Deveras, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o tipo penal de desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicação, sob a modalidade de serviço de comunicação multimídia, é crime formal e sua consumação se dá com o mero exercício da atividade de modo clandestino, sendo prescindível o resultado naturalístico. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ”D” E “I”. ROL TAXATIVO. DESENVOLVIMENTO CLANDESTINO DE ATIVIDADE DE TELECOMUNICAÇÃO. SERVIÇO DE PROVEDOR DE INTERNET. ART. 183 DA LEI N. 9.472/97. ALEGAÇÃO DE BAIXA FREQUÊNCIA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. AGRAVO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O desenvolvimento clandestino de atividade de transmissão de sinal de internet, via rádio, comunicação multimídia, sem a autorização do órgão regulador, caracteriza, por si só, o tipo descrito no artigo 183, da Lei n. 9.472/97, pois se trata de crime formal, inexigindo, destarte, a comprovação de efetivo prejuízo. 2. A inexistência de potencial ofensivo ou interferência ao sistema de telecomunicações ante a suposta baixa frequência do serviço, bem como a habitualidade não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedente: HC 130.786, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 16/06/2016. 3. In casu, o paciente foi condenado pela prática do crime previsto no artigo 183 da Lei 9.472/97, em razão de desenvolver clandestinamente atividade de telecomunicação, em especial, exploração de prestação de serviço de comunicação multimídia (internet), mediante link ADSL e antena TPLINK, sem a devida autorização legal. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 129.807-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 20.4.2017). “HABEAS CORPUS. PENAL. EXPLORAÇÃO DE SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA. OPERAÇÃO SEM AUTORIZAÇÃO DO PODER PÚBLICO. ART. 183 DA LEI N. 9.472/1997. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. EXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA. REEXAME DE PROVAS. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. Para a incidência do princípio da insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime e os aspectos objetivos do fato, tais como, a mínima ofensividade da conduta do agente, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica causada. 2. Nas circunstâncias do 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O desenvolvimento clandestino de atividade de transmissão de sinal de internet, via rádio, comunicação multimídia, sem a autorização do órgão regulador, caracteriza, por si só, o tipo descrito no artigo 183, da Lei n. 9.472/97, pois se trata de crime formal, inexigindo, destarte, a comprovação de efetivo prejuízo. 2. A inexistência de potencial ofensivo ou interferência ao sistema de telecomunicações ante a suposta baixa frequência do serviço, bem como a habitualidade não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedente: HC 130.786, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 16/06/2016. 3. In casu, o paciente foi condenado pela prática do crime previsto no artigo 183 da Lei 9.472/97, em razão de desenvolver clandestinamente atividade de telecomunicação, em especial, exploração de prestação de serviço de comunicação multimídia (internet), mediante link ADSL e antena TPLINK, sem a devida autorização legal. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 129.807-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 20.4.2017). “HABEAS CORPUS. PENAL. EXPLORAÇÃO DE SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA. OPERAÇÃO SEM AUTORIZAÇÃO DO PODER PÚBLICO. ART. 183 DA LEI N. 9.472/1997. ALEGAÇÃO DE INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. EXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA. REEXAME DE PROVAS. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. Para a incidência do princípio da insignificância, devem ser relevados o valor do objeto do crime e os aspectos objetivos do fato, tais como, a mínima ofensividade da conduta do agente, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica causada. 2. Nas circunstâncias do 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO caso, não se pode aplicar ao Paciente o princípio em razão da expressividade da lesão jurídica provocada, notadamente em razão da quantidade de usuários, do número de serviços disponibilizados e da modalidade de serviço especial, regulado e controlado. 3. O reexame dos fatos e das provas dos autos não é viável em habeas corpus. Precedentes. 4. Ordem denegada.” (HC 130.786, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 16.6.2016). Demais disso, impende consignar que a decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à tipicidade da conduta imputada aos pacientes encontra-se em consonância ao entendimento desta Suprema Corte. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: HC 145.308, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 10/11/2017 e HC 146.819, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 26/10/2017. Outrossim, examinar os aspectos fáticos suscitados pela defesa demanda o indevido incursionamento na moldura fática delineada. Nesse contexto, cumpre ressaltar que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I . HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO caso, não se pode aplicar ao Paciente o princípio em razão da expressividade da lesão jurídica provocada, notadamente em razão da quantidade de usuários, do número de serviços disponibilizados e da modalidade de serviço especial, regulado e controlado. 3. O reexame dos fatos e das provas dos autos não é viável em habeas corpus. Precedentes. 4. Ordem denegada.” (HC 130.786, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 16.6.2016). Demais disso, impende consignar que a decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à tipicidade da conduta imputada aos pacientes encontra-se em consonância ao entendimento desta Suprema Corte. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: HC 145.308, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 10/11/2017 e HC 146.819, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 26/10/2017. Outrossim, examinar os aspectos fáticos suscitados pela defesa demanda o indevido incursionamento na moldura fática delineada. Nesse contexto, cumpre ressaltar que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I . HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC n 130.439, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 12/05/2016). Impende destacar, por fim, que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC n 130.439, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 12/05/2016). Impende destacar, por fim, que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 152118 AGR / GO resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016) “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Supremo Tribunal Federal HC 152118 AGR / GO resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016) “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786455. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) : FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828883 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.118 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LORENA LOPES BARBOSA ARAUJO AGTE.(S) : FILIPE DIAS ARAUJO PARREIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828883 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
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Ementa e Acórdão 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) :GABRIELA ALTHOFF MULLER AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão de Recurso Extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. A reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta CORTE. 3. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça, atacado pelo recurso extraordinário, não trouxe nenhuma questão constitucional nova. Assim, as alegações recursais estão preclusas, pois deveriam ter-se dirigido ao julgado de 2ª instância. 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829360. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 999958 AGR / SC provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829360. Supremo Tribunal Federal ARE 999958 AGR / SC provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829360. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) :GABRIELA ALTHOFF MULLER AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que (a) a matéria está situada no contexto normativo infraconstitucional; e (b) incide o óbice da Súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a controvérsia é de índole constitucional; (b) não se trata de reexame de provas. Intimada para se manifestar, a parte contrária não apresentou contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829361. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) :GABRIELA ALTHOFF MULLER AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que (a) a matéria está situada no contexto normativo infraconstitucional; e (b) incide o óbice da Súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a controvérsia é de índole constitucional; (b) não se trata de reexame de provas. Intimada para se manifestar, a parte contrária não apresentou contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829361. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo contra decisão do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto com fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal, em que a parte recorrente alega ter o acórdão recorrido violado dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. O Superior Tribunal de Justiça, com base na legislação ordinária pertinente e nas circunstâncias da causa, entendeu que a pretensão executiva não estava prescrita, uma vez que o despacho citatório interrompeu a fluência do prazo prescricional. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição indicadas seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar esse grave óbice, a reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Ademais, a jurisprudência reiterada desta CORTE entende não alcançar estatura constitucional as questões relativas à interrupção do prazo prescricional em demandas tributárias. Confira-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Execução fiscal. Prescrição. Interrupção. Código Tributário Nacional, Código de Processo Civil e Lei nº 6.830/80. Infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Possui Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829362. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo contra decisão do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto com fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal, em que a parte recorrente alega ter o acórdão recorrido violado dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. O Superior Tribunal de Justiça, com base na legislação ordinária pertinente e nas circunstâncias da causa, entendeu que a pretensão executiva não estava prescrita, uma vez que o despacho citatório interrompeu a fluência do prazo prescricional. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição indicadas seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar esse grave óbice, a reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Ademais, a jurisprudência reiterada desta CORTE entende não alcançar estatura constitucional as questões relativas à interrupção do prazo prescricional em demandas tributárias. Confira-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Execução fiscal. Prescrição. Interrupção. Código Tributário Nacional, Código de Processo Civil e Lei nº 6.830/80. Infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Possui Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 999958 AGR / SC natureza infraconstitucional a discussão a respeito da interrupção do prazo prescricional em sede de execução fiscal na qual se envolva a interpretação do Código Tributário Nacional, do Código de Processo Civil e da Lei nº 6.830/80. A afronta ao texto constitucional seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 2. Agravo regimental não provido. (ARE 810.802-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 1/9/2014)’ No mesmo sentido, vejam-se os seguintes precedentes: ARE 858.514- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 24/9/2015; e ARE 900.769-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 29/9/2015. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Acrescente-se que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça, atacado pelo recurso extraordinário, não trouxe nenhuma questão constitucional nova. Assim, as alegações recursais estão preclusas, pois deveriam ter-se dirigido ao julgado de 2ª instância. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829362. Supremo Tribunal Federal ARE 999958 AGR / SC natureza infraconstitucional a discussão a respeito da interrupção do prazo prescricional em sede de execução fiscal na qual se envolva a interpretação do Código Tributário Nacional, do Código de Processo Civil e da Lei nº 6.830/80. A afronta ao texto constitucional seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 2. Agravo regimental não provido. (ARE 810.802-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 1/9/2014)’ No mesmo sentido, vejam-se os seguintes precedentes: ARE 858.514- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 24/9/2015; e ARE 900.769-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 29/9/2015. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Acrescente-se que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça, atacado pelo recurso extraordinário, não trouxe nenhuma questão constitucional nova. Assim, as alegações recursais estão preclusas, pois deveriam ter-se dirigido ao julgado de 2ª instância. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) :GABRIELA ALTHOFF MULLER AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. A adequação do extraordinário é revelada quando, no acórdão recorrido, haja adoção de entendimento explícito sob o ângulo constitucional. O argumento de o tema ter surgido pela vez primeira na origem não prospera. A razão é simples: o pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça, provendo ou não o recurso especial, substitui o acórdão impugnado, nos termos do artigo 1.008 do Código de Processo Civil de 2015 (“O julgamento proferido pelo tribunal substituirá a decisão impugnada no que tiver sido objeto de recurso”). Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765546. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) :GABRIELA ALTHOFF MULLER AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. A adequação do extraordinário é revelada quando, no acórdão recorrido, haja adoção de entendimento explícito sob o ângulo constitucional. O argumento de o tema ter surgido pela vez primeira na origem não prospera. A razão é simples: o pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça, provendo ou não o recurso especial, substitui o acórdão impugnado, nos termos do artigo 1.008 do Código de Processo Civil de 2015 (“O julgamento proferido pelo tribunal substituirá a decisão impugnada no que tiver sido objeto de recurso”). Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765546. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) : GABRIELA ALTHOFF MULLER (36556/SC) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828919 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) : GABRIELA ALTHOFF MULLER (36556/SC) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828919 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14830292
2018-05-07T00:00:00
2018-05-17T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão de Recurso Extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. A reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta CORTE. 3. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça, atacado pelo recurso extraordinário, não trouxe nenhuma questão constitucional nova. Assim, as alegações recursais estão preclusas, pois deveriam ter-se dirigido ao julgado de 2ª instância. 4. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur385182
Número de páginas: 7. Análise: 25/05/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
999958
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01008\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 999958 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) : GABRIELA ALTHOFF MULLER AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS
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Ementa e Acórdão 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) :GABRIELA ALTHOFF MULLER AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão de Recurso Extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. A reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta CORTE. 3. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça, atacado pelo recurso extraordinário, não trouxe nenhuma questão constitucional nova. Assim, as alegações recursais estão preclusas, pois deveriam ter-se dirigido ao julgado de 2... instância. 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829360. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 999958 AGR / SC provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829360. Supremo Tribunal Federal ARE 999958 AGR / SC provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829360. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) :GABRIELA ALTHOFF MULLER AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que (a) a matéria está situada no contexto normativo infraconstitucional; e (b) incide o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a controvérsia é de índole constitucional; (b) não se trata de reexame de provas. Intimada para se manifestar, a parte contrária não apresentou contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829361. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) :GABRIELA ALTHOFF MULLER AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que (a) a matéria está situada no contexto normativo infraconstitucional; e (b) incide o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a controvérsia é de índole constitucional; (b) não se trata de reexame de provas. Intimada para se manifestar, a parte contrária não apresentou contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829361. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo contra decisão do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto com fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal, em que a parte recorrente alega ter o acórdão recorrido violado dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. O Superior Tribunal de Justiça, com base na legislação ordinária pertinente e nas circunstâncias da causa, entendeu que a pretensão executiva não estava prescrita, uma vez que o despacho citatório interrompeu a fluência do prazo prescricional. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição indicadas seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar esse grave óbice, a reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Ademais, a jurisprudência reiterada desta CORTE entende não alcançar estatura constitucional as questões relativas à interrupção do prazo prescricional em demandas tributárias. Confira-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Execução fiscal. Prescrição. Interrupção. Código Tributário Nacional, Código de Processo Civil e Lei n 6.830/80. Infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Possui Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829362. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo contra decisão do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto com fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal, em que a parte recorrente alega ter o acórdão recorrido violado dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. O Superior Tribunal de Justiça, com base na legislação ordinária pertinente e nas circunstâncias da causa, entendeu que a pretensão executiva não estava prescrita, uma vez que o despacho citatório interrompeu a fluência do prazo prescricional. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição indicadas seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar esse grave óbice, a reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Ademais, a jurisprudência reiterada desta CORTE entende não alcançar estatura constitucional as questões relativas à interrupção do prazo prescricional em demandas tributárias. Confira-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Execução fiscal. Prescrição. Interrupção. Código Tributário Nacional, Código de Processo Civil e Lei n 6.830/80. Infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Possui Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 999958 AGR / SC natureza infraconstitucional a discussão a respeito da interrupção do prazo prescricional em sede de execução fiscal na qual se envolva a interpretação do Código Tributário Nacional, do Código de Processo Civil e da Lei n 6.830/80. A afronta ao texto constitucional seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 2. Agravo regimental não provido. (ARE 810.802-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 1/9/2014)’ No mesmo sentido, vejam-se os seguintes precedentes: ARE 858.514- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 24/9/2015; e ARE 900.769-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 29/9/2015. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Acrescente-se que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça, atacado pelo recurso extraordinário, não trouxe nenhuma questão constitucional nova. Assim, as alegações recursais estão preclusas, pois deveriam ter-se dirigido ao julgado de 2... instância. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829362. Supremo Tribunal Federal ARE 999958 AGR / SC natureza infraconstitucional a discussão a respeito da interrupção do prazo prescricional em sede de execução fiscal na qual se envolva a interpretação do Código Tributário Nacional, do Código de Processo Civil e da Lei n 6.830/80. A afronta ao texto constitucional seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 2. Agravo regimental não provido. (ARE 810.802-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 1/9/2014)’ No mesmo sentido, vejam-se os seguintes precedentes: ARE 858.514- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 24/9/2015; e ARE 900.769-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 29/9/2015. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Acrescente-se que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça, atacado pelo recurso extraordinário, não trouxe nenhuma questão constitucional nova. Assim, as alegações recursais estão preclusas, pois deveriam ter-se dirigido ao julgado de 2... instância. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) :GABRIELA ALTHOFF MULLER AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. A adequação do extraordinário é revelada quando, no acórdão recorrido, haja adoção de entendimento explícito sob o ângulo constitucional. O argumento de o tema ter surgido pela vez primeira na origem não prospera. A razão é simples: o pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça, provendo ou não o recurso especial, substitui o acórdão impugnado, nos termos do artigo 1.008 do Código de Processo Civil de 2015 (“O julgamento proferido pelo tribunal substituirá a decisão impugnada no que tiver sido objeto de recurso”). Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765546. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) :GABRIELA ALTHOFF MULLER AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. A adequação do extraordinário é revelada quando, no acórdão recorrido, haja adoção de entendimento explícito sob o ângulo constitucional. O argumento de o tema ter surgido pela vez primeira na origem não prospera. A razão é simples: o pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça, provendo ou não o recurso especial, substitui o acórdão impugnado, nos termos do artigo 1.008 do Código de Processo Civil de 2015 (“O julgamento proferido pelo tribunal substituirá a decisão impugnada no que tiver sido objeto de recurso”). Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765546. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) : GABRIELA ALTHOFF MULLER (36556/SC) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828919 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.958 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MULLER COMERCIO DO VESTUARIO LIMITADA - ME ADV.(A/S) : GABRIELA ALTHOFF MULLER (36556/SC) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828919 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999 . 958", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 999958 AGR / SC", "ARE 999958 AGR / SC", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 desta CORTE", "Súmula 279 desta CORTE", "ARE 999958 AGR / SC", "ARE 810 . 802 - AgR", "ARE 858 . 514 - AgR", "ARE 900 . 769 - AgR", "ARE 999958 AGR / SC", "ARE 810 . 802 - AgR", "ARE 858 . 514 - AgR", "ARE 900 . 769 - AgR", "AGRAVO 999 . 958" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Constituição", "Código Tributário Nacional", "Código de Processo Civil", "Lei n 6 . 830 / 80", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Constituição", "Código Tributário Nacional", "Código de Processo Civil", "Lei n 6 . 830 / 80", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.570 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829352. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 991570 AGR / MG argumentativo. 3. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 4. Cabe a majoração de honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, pois a decisão agravada foi publicada a partir de 18/3/2016, e houve estipulação de honorários nas instâncias precedentes. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (CPC/2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829352. Supremo Tribunal Federal ARE 991570 AGR / MG argumentativo. 3. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 4. Cabe a majoração de honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, pois a decisão agravada foi publicada a partir de 18/3/2016, e houve estipulação de honorários nas instâncias precedentes. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (CPC/2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829352. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.570 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a aplicação da Súmula 280/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral da matéria foi reconhecida no RE 727.851; e (b) o Enunciado 280 do STF não tem incidência no caso dos autos. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829353. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.570 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a aplicação da Súmula 280/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral da matéria foi reconhecida no RE 727.851; e (b) o Enunciado 280 do STF não tem incidência no caso dos autos. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.570 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de agravo contra decisão da instância de origem que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu o art. 155, III, da CF/88. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.570 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de agravo contra decisão da instância de origem que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu o art. 155, III, da CF/88. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 991570 AGR / MG envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do recurso extraordinário. Ademais, o Tribunal a quo , decidiu a controvérsia a respeito da responsabilidade tributária pelo IPVA no caso de veículo alienada fiduciariamente para particular, essencialmente com base na Leis Estaduais 19.971/2011 e 14.937/2003. Assim, a solução dessa controvérsia, portanto, depende da análise da legislação local, o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF ( Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. IPVA. Alienação fiduciária. Contribuinte. Necessidade de reexame da legislação ordinária e do contrato. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, concernente ao enquadramento do credor fiduciário como proprietário do veículo automotor para fins de cobrança de IPVA, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação ordinária (Código Civil, Decreto-lei nº 911/69, Lei Estadual nº 14.937/03) e do contrato de alienação fiduciária. 2. A afronta ao texto constitucional, se houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Incidência das Súmulas 279 e 454 da Corte. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Supremo Tribunal Federal ARE 991570 AGR / MG envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do recurso extraordinário. Ademais, o Tribunal a quo , decidiu a controvérsia a respeito da responsabilidade tributária pelo IPVA no caso de veículo alienada fiduciariamente para particular, essencialmente com base na Leis Estaduais 19.971/2011 e 14.937/2003. Assim, a solução dessa controvérsia, portanto, depende da análise da legislação local, o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF ( Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. IPVA. Alienação fiduciária. Contribuinte. Necessidade de reexame da legislação ordinária e do contrato. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, concernente ao enquadramento do credor fiduciário como proprietário do veículo automotor para fins de cobrança de IPVA, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação ordinária (Código Civil, Decreto-lei nº 911/69, Lei Estadual nº 14.937/03) e do contrato de alienação fiduciária. 2. A afronta ao texto constitucional, se houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Incidência das Súmulas 279 e 454 da Corte. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 991570 AGR / MG 830.373-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 6/5/2015) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. IPVA. Alienação fiduciária. Contribuinte. Necessidade de reexame da legislação ordinária e do contrato. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, concernente ao enquadramento do credor fiduciário como proprietário do veículo automotor para fins de cobrança de IPVA, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação ordinária (Código Civil, Decreto-lei nº 911/69, Lei Estadual nº 14.937/03) e do contrato de alienação fiduciária. 2. A afronta ao texto constitucional, se houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Incidência das Súmulas 279 e 454 da Corte. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 885.040-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 28/9/2015) Por fim, o recurso não comporta cabimento pela alínea d do inciso III do art. 102, da CF/88, porquanto a instância de origem não julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, porque o julgado recorrido foi publicado antes da entrada em vigor da nova codificação processual. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. A propósito, confiram-se os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta CORTE que aplicaram o mesmo entendimento da decisão ora recorrida: ARE 935.555 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 3/8/2017; ARE 976.120 AgR, Relator(a): Min. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Supremo Tribunal Federal ARE 991570 AGR / MG 830.373-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 6/5/2015) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. IPVA. Alienação fiduciária. Contribuinte. Necessidade de reexame da legislação ordinária e do contrato. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, concernente ao enquadramento do credor fiduciário como proprietário do veículo automotor para fins de cobrança de IPVA, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação ordinária (Código Civil, Decreto-lei nº 911/69, Lei Estadual nº 14.937/03) e do contrato de alienação fiduciária. 2. A afronta ao texto constitucional, se houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Incidência das Súmulas 279 e 454 da Corte. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 885.040-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 28/9/2015) Por fim, o recurso não comporta cabimento pela alínea d do inciso III do art. 102, da CF/88, porquanto a instância de origem não julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, porque o julgado recorrido foi publicado antes da entrada em vigor da nova codificação processual. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. A propósito, confiram-se os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta CORTE que aplicaram o mesmo entendimento da decisão ora recorrida: ARE 935.555 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 3/8/2017; ARE 976.120 AgR, Relator(a): Min. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 991570 AGR / MG CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 20/9/2016; ARE 936.170 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 1º/8/2016 e ARE 934.007 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 17/3/2016. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (CPC/2015, art. 85, § 11). É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Supremo Tribunal Federal ARE 991570 AGR / MG CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 20/9/2016; ARE 936.170 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 1º/8/2016 e ARE 934.007 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 17/3/2016. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (CPC/2015, art. 85, § 11). É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.570 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA (21445/DF, 10503/ES, 139419/MG, 112310/RJ, 303020/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828916 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.570 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA (21445/DF, 10503/ES, 139419/MG, 112310/RJ, 303020/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828916 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14830284
2018-05-07T00:00:00
2018-05-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 4. Cabe a majoração de honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, pois a decisão agravada foi publicada a partir de 18/3/2016, e houve estipulação de honorários nas instâncias precedentes. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (CPC/2015, art. 85, § 11).
sjur385174
- Acórdão(s) citado(s): (IPVA, ALIENAÇÃ FIDUCIÁRIA) ARE 934007 AgR (1ªT), ARE 936170 AgR (1ªT), ARE 976120 AgR (2ªT), ARE 935555 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 25/05/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
991570
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-014937 ANO-2003\n LEI ORDINÁRIA, MG\n\n", "LEG-EST LEI-019971 ANO-2011\n LEI ORDINÁRIA, MG\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 991570 AgR
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AGTE.(S) : BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Ementa e Acórdão 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.570 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829352. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 991570 AGR / MG argumentativo. 3. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 4. Cabe a majoração de honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, pois a decisão agravada foi publicada a partir de 18/3/2016, e houve estipulação de honorários nas instâncias precedentes. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829352. Supremo Tribunal Federal ARE 991570 AGR / MG argumentativo. 3. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 4. Cabe a majoração de honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, pois a decisão agravada foi publicada a partir de 18/3/2016, e houve estipulação de honorários nas instâncias precedentes. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829352. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.570 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral da matéria foi reconhecida no Recurso Extraordinário 727.851; e (b) o Enunciado 280 do Supremo Tribunal Federal não tem incidência no caso dos autos. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829353. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.570 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral da matéria foi reconhecida no Recurso Extraordinário 727.851; e (b) o Enunciado 280 do Supremo Tribunal Federal não tem incidência no caso dos autos. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.570 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de agravo contra decisão da instância de origem que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu o art. 155, III, da Constituição Federal de 1988/88. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.570 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de agravo contra decisão da instância de origem que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu o art. 155, III, da Constituição Federal de 1988/88. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 991570 AGR / MG envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do recurso extraordinário. Ademais, o Tribunal a quo , decidiu a controvérsia a respeito da responsabilidade tributária pelo IPVA no caso de veículo alienada fiduciariamente para particular, essencialmente com base na Leis Estaduais 19.971/2011 e 14.937/2003. Assim, a solução dessa controvérsia, portanto, depende da análise da legislação local, o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal ( Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. IPVA. Alienação fiduciária. Contribuinte. Necessidade de reexame da legislação ordinária e do contrato. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, concernente ao enquadramento do credor fiduciário como proprietário do veículo automotor para fins de cobrança de IPVA, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação ordinária (Código Civil, Decreto-lei n 911/69, Lei Estadual n 14.937/03) e do contrato de alienação fiduciária. 2. A afronta ao texto constitucional, se houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Incidência das Súmulas 279 e 454 da Corte. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Supremo Tribunal Federal ARE 991570 AGR / MG envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do recurso extraordinário. Ademais, o Tribunal a quo , decidiu a controvérsia a respeito da responsabilidade tributária pelo IPVA no caso de veículo alienada fiduciariamente para particular, essencialmente com base na Leis Estaduais 19.971/2011 e 14.937/2003. Assim, a solução dessa controvérsia, portanto, depende da análise da legislação local, o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal ( Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. IPVA. Alienação fiduciária. Contribuinte. Necessidade de reexame da legislação ordinária e do contrato. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, concernente ao enquadramento do credor fiduciário como proprietário do veículo automotor para fins de cobrança de IPVA, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação ordinária (Código Civil, Decreto-lei n 911/69, Lei Estadual n 14.937/03) e do contrato de alienação fiduciária. 2. A afronta ao texto constitucional, se houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Incidência das Súmulas 279 e 454 da Corte. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 991570 AGR / MG 830.373-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 6/5/2015) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. IPVA. Alienação fiduciária. Contribuinte. Necessidade de reexame da legislação ordinária e do contrato. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, concernente ao enquadramento do credor fiduciário como proprietário do veículo automotor para fins de cobrança de IPVA, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação ordinária (Código Civil, Decreto-lei n 911/69, Lei Estadual n 14.937/03) e do contrato de alienação fiduciária. 2. A afronta ao texto constitucional, se houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Incidência das Súmulas 279 e 454 da Corte. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 885.040-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 28/9/2015) Por fim, o recurso não comporta cabimento pela alínea d do inciso III do art. 102, da Constituição Federal de 1988/88, porquanto a instância de origem não julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, porque o julgado recorrido foi publicado antes da entrada em vigor da nova codificação processual. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. A propósito, confiram-se os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta CORTE que aplicaram o mesmo entendimento da decisão ora recorrida: ARE 935.555 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 3/8/2017; ARE 976.120 AgR, Relator(a): Min. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Supremo Tribunal Federal ARE 991570 AGR / MG 830.373-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 6/5/2015) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. IPVA. Alienação fiduciária. Contribuinte. Necessidade de reexame da legislação ordinária e do contrato. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, concernente ao enquadramento do credor fiduciário como proprietário do veículo automotor para fins de cobrança de IPVA, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação ordinária (Código Civil, Decreto-lei n 911/69, Lei Estadual n 14.937/03) e do contrato de alienação fiduciária. 2. A afronta ao texto constitucional, se houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Incidência das Súmulas 279 e 454 da Corte. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 885.040-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 28/9/2015) Por fim, o recurso não comporta cabimento pela alínea d do inciso III do art. 102, da Constituição Federal de 1988/88, porquanto a instância de origem não julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, porque o julgado recorrido foi publicado antes da entrada em vigor da nova codificação processual. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. A propósito, confiram-se os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta CORTE que aplicaram o mesmo entendimento da decisão ora recorrida: ARE 935.555 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 3/8/2017; ARE 976.120 AgR, Relator(a): Min. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 991570 AGR / MG CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 20/9/2016; ARE 936.170 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 1.../8/2016 e ARE 934.007 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 17/3/2016. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Supremo Tribunal Federal ARE 991570 AGR / MG CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 20/9/2016; ARE 936.170 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 1.../8/2016 e ARE 934.007 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 17/3/2016. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.570 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA (21445/DF, 10503/ES, 139419/MG, 112310/RJ, 303020/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828916 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.570 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA (21445/DF, 10503/ES, 139419/MG, 112310/RJ, 303020/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828916 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991 . 570", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 991570 AGR / MG", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 991570 AGR / MG", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 727 . 851", "Enunciado 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 727 . 851", "Enunciado 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 991570 AGR / MG", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 991570 AGR / MG", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AgR", "ARE 885 . 040 - AgR", "ARE 935 . 555 AgR", "ARE 976 . 120 AgR", "ARE 991570 AGR / MG 830 . 373 -", "Súmulas 279", "ARE 885 . 040 - AgR", "ARE 935 . 555 AgR", "ARE 976 . 120 AgR", "ARE 991570 AGR / MG", "ARE 936 . 170 AgR", "ARE 934 . 007 AgR", "ARE 936 . 170 AgR", "ARE 934 . 007 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil de 2015", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil de 2015", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "art . 155 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", "1", ".", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "art . 155 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis", "Estaduais 19 . 971 / 2011", "14", ".", "937", "/", "2003", "Código Civil", "Decreto", "-", "lei n 911 / 69", "Lei Estadual n 14 . 937 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Estaduais 19 . 971 / 2011", "14", ".", "937", "/", "2003", "Código Civil", "Decreto", "-", "lei n 911 / 69", "Lei Estadual n 14 . 937 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil", "Decreto", "-", "lei n 911 / 69", "Lei Estadual n 14 . 937 / 03", "alínea d do inciso III do art . 102 , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil", "Decreto", "-", "lei n", "Lei Estadual n 14 . 937 / 03", "alínea d do inciso III do art . 102 , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO PAN S . 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A .", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO PAN S . 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Ementa e Acórdão 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.294 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PLANO DE SAUDE ANA COSTA LTDA. ADV.(A/S) :AUREANE RODRIGUES DA SILVA PINESE AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PLANO DE SAÚDE. REAJUSTE INDEVIDO. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA E INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: TEMA 660. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplicação da multa prevista no § 4º do art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107586. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1113294 AGR / RJ 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 15 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107586. Supremo Tribunal Federal ARE 1113294 AGR / RJ 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 15 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.294 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PLANO DE SAUDE ANA COSTA LTDA. ADV.(A/S) :AUREANE RODRIGUES DA SILVA PINESE AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 8.3.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Plano de Saúde Ana Costa Ltda. com fundamento na ausência de ofensa constitucional direta, na incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e na inexistência de repercussão geral da matéria veiculada no recurso extraordinário (Tema 660, doc. 39). 2. Publicada essa decisão no DJe de 26.3.2018, Plano de Saúde Ana Costa Ltda. interpôs, em 3.4.2018, tempestivamente, agravo regimental (doc. 40). 3. O agravante alega contrariedade “ao disposto no 5º, incisos XXXV e LV, da Constituição Federal, o que por si só enseja a reforma do V. acórdão, uma vez que configurada as omissões e contradições existentes” (fl. 2, doc. 40). Assevera que “basta observar da tese defendida no Recurso Extraordinário para se constatar que houve demonstração da repercussão geral, e não é o caso de ausência de ofensa constitucional direta, não havendo que se falar em aplicação da súmula 279 do STF, pois absolutamente demonstrada a violação direta ao artigo 5º, incisos XXXV e LV, da Constituição Federal, devendo a r. decisão agravada ser reconsiderada pela E. Ministra Relatora para que este Agravo em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107587. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.294 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PLANO DE SAUDE ANA COSTA LTDA. ADV.(A/S) :AUREANE RODRIGUES DA SILVA PINESE AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 8.3.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Plano de Saúde Ana Costa Ltda. com fundamento na ausência de ofensa constitucional direta, na incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e na inexistência de repercussão geral da matéria veiculada no recurso extraordinário (Tema 660, doc. 39). 2. Publicada essa decisão no DJe de 26.3.2018, Plano de Saúde Ana Costa Ltda. interpôs, em 3.4.2018, tempestivamente, agravo regimental (doc. 40). 3. O agravante alega contrariedade “ao disposto no 5º, incisos XXXV e LV, da Constituição Federal, o que por si só enseja a reforma do V. acórdão, uma vez que configurada as omissões e contradições existentes” (fl. 2, doc. 40). Assevera que “basta observar da tese defendida no Recurso Extraordinário para se constatar que houve demonstração da repercussão geral, e não é o caso de ausência de ofensa constitucional direta, não havendo que se falar em aplicação da súmula 279 do STF, pois absolutamente demonstrada a violação direta ao artigo 5º, incisos XXXV e LV, da Constituição Federal, devendo a r. decisão agravada ser reconsiderada pela E. Ministra Relatora para que este Agravo em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1113294 AGR / RJ Recurso Extraordinário seja apreciado pelo Colegiado desta Colenda Primeira Turma” (fl. 31, doc. 40). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Em 6.4.2018, determinou-se a manifestação da agravada sobre este recurso (doc. 43). Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS sustenta que “o agravante não infirmou, de modo suficiente e específico, todos os fundamentos da decisão, limitando-se a reproduzir os argumentos já elencados nas razões do recurso extraordinário” (fl. 3, doc. 45). Requer “não conhecimento do agravo“ (fl. 3, doc. 45). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107587. Supremo Tribunal Federal ARE 1113294 AGR / RJ Recurso Extraordinário seja apreciado pelo Colegiado desta Colenda Primeira Turma” (fl. 31, doc. 40). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Em 6.4.2018, determinou-se a manifestação da agravada sobre este recurso (doc. 43). Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS sustenta que “o agravante não infirmou, de modo suficiente e específico, todos os fundamentos da decisão, limitando-se a reproduzir os argumentos já elencados nas razões do recurso extraordinário” (fl. 3, doc. 45). Requer “não conhecimento do agravo“ (fl. 3, doc. 45). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.294 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Na espécie o Tribunal de origem decidiu: “correto o entendimento do magistrado de primeiro grau ao afirmar que as cópias das circulares emitidas pela autora, datadas de 12/07/04 e 19/07/04, respectivamente, afirmando expressamente que aplicaria novos índices de reajuste aos contratos celebrados em data anterior à vigência da Lei nº 9.656/98, e reemitiria boletos de cobrança em cumprimento à liminar concedida à ação pública imperada contra o Plano de Saúde, contrariam as alegações de que a correção dos índices se deu com base em comportamento voluntário exteriorizado desde 18/06/04 (fls. 448/449) (…)Pelo mesmo motivo não seria possível considerar a reparação efetuada pelo apelante para fins de redução da multa que lhe foi aplicada, nos termos do parágrafo primeiro do artigo 14 da Resolução RDC 24/2000, eis que, como visto, não houve qualquer voluntariedade na conduta da operadora de saúde. De outro giro, registra-se que, conforme orientação deste Tribunal, a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta, com fundamento no parágrafo primeiro do artigo 29 da Lei nº 9.656/98, constitui ato discricionário da Administração Pública, inexistindo direito subjetivo do Administrado. Desse modo, o artigo 29-A consigna que a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta se trata de faculdade conferia à Agência Reguladora (…) Por outro lado, argumenta a apelante que o processo administrativo em comento seria nulo, visto que a agência reguladora não teria respeitado os prazos previstos na Lei 9.874/99. Ocorre, no entanto, que tais prazos legais - ao contrário do que afirma a apelante - são impróprios, ou seja, seu eventual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.294 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Na espécie o Tribunal de origem decidiu: “correto o entendimento do magistrado de primeiro grau ao afirmar que as cópias das circulares emitidas pela autora, datadas de 12/07/04 e 19/07/04, respectivamente, afirmando expressamente que aplicaria novos índices de reajuste aos contratos celebrados em data anterior à vigência da Lei nº 9.656/98, e reemitiria boletos de cobrança em cumprimento à liminar concedida à ação pública imperada contra o Plano de Saúde, contrariam as alegações de que a correção dos índices se deu com base em comportamento voluntário exteriorizado desde 18/06/04 (fls. 448/449) (…)Pelo mesmo motivo não seria possível considerar a reparação efetuada pelo apelante para fins de redução da multa que lhe foi aplicada, nos termos do parágrafo primeiro do artigo 14 da Resolução RDC 24/2000, eis que, como visto, não houve qualquer voluntariedade na conduta da operadora de saúde. De outro giro, registra-se que, conforme orientação deste Tribunal, a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta, com fundamento no parágrafo primeiro do artigo 29 da Lei nº 9.656/98, constitui ato discricionário da Administração Pública, inexistindo direito subjetivo do Administrado. Desse modo, o artigo 29-A consigna que a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta se trata de faculdade conferia à Agência Reguladora (…) Por outro lado, argumenta a apelante que o processo administrativo em comento seria nulo, visto que a agência reguladora não teria respeitado os prazos previstos na Lei 9.874/99. Ocorre, no entanto, que tais prazos legais - ao contrário do que afirma a apelante - são impróprios, ou seja, seu eventual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1113294 AGR / RJ desrespeito não configura nulidade do processo administrativo. Isso porque, o escopo do mencionado processo é investigar violações ao ordenamento jurídico, o que deve ser feito com correção e no prazo necessário para o deslinde das circunstâncias do caso concreto, muitas vezes complexas, a demandar tempo mais dilatado para a sua correta e justa apuração. Desse modo, não há que se falar em nulidade do processo administrativo” (fls. 7-12, doc. 18). Como assentado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria também a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 9.656/1998 e Resolução Normativa/ANS n. 48/2003). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Confiram-se os julgados a seguir: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Plano de saúde. Aplicação de sanção pecuniária. Negativa de assistência médica. 3. Necessidade da prévia interpretação da legislação infraconstitucional, do reexame do conjunto fático- probatório e das cláusulas contratuais. Incidência dos enunciados 279, 454 e 636 da Súmula do STF. 4. Afronta aos princípios contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema 660. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 853.386-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.11.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Supremo Tribunal Federal ARE 1113294 AGR / RJ desrespeito não configura nulidade do processo administrativo. Isso porque, o escopo do mencionado processo é investigar violações ao ordenamento jurídico, o que deve ser feito com correção e no prazo necessário para o deslinde das circunstâncias do caso concreto, muitas vezes complexas, a demandar tempo mais dilatado para a sua correta e justa apuração. Desse modo, não há que se falar em nulidade do processo administrativo” (fls. 7-12, doc. 18). Como assentado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria também a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 9.656/1998 e Resolução Normativa/ANS n. 48/2003). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Confiram-se os julgados a seguir: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Plano de saúde. Aplicação de sanção pecuniária. Negativa de assistência médica. 3. Necessidade da prévia interpretação da legislação infraconstitucional, do reexame do conjunto fático- probatório e das cláusulas contratuais. Incidência dos enunciados 279, 454 e 636 da Súmula do STF. 4. Afronta aos princípios contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema 660. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 853.386-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.11.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1113294 AGR / RJ DE SAÚDE. EXCLUSÃO DE COBERTURA. ABUSIVIDADE. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA Nº 454 DO STF. 1. Os planos de saúde, quando sub judice a controvérsia sobre as coberturas contratuais, implicam a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a interpretação de cláusulas contratuais e do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inviável o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 725.747-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1º/8/2013 e ARE 734.806-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/6/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, nos termos da Súmula nº 279 do STF. 3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do enunciado da Súmula nº 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’ (...) 5. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE n. 848.626-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 4.3.2015). 3. Para evitar a tramitação de recursos totalmente improcedentes neste Supremo Tribunal, acrescentou-se que este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1º.8.2013, Tema 660). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Supremo Tribunal Federal ARE 1113294 AGR / RJ DE SAÚDE. EXCLUSÃO DE COBERTURA. ABUSIVIDADE. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA Nº 454 DO STF. 1. Os planos de saúde, quando sub judice a controvérsia sobre as coberturas contratuais, implicam a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a interpretação de cláusulas contratuais e do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inviável o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 725.747-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1º/8/2013 e ARE 734.806-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/6/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, nos termos da Súmula nº 279 do STF. 3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do enunciado da Súmula nº 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’ (...) 5. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE n. 848.626-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 4.3.2015). 3. Para evitar a tramitação de recursos totalmente improcedentes neste Supremo Tribunal, acrescentou-se que este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1º.8.2013, Tema 660). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1113294 AGR / RJ Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Supremo Tribunal Federal ARE 1113294 AGR / RJ Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 15/06/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.294 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PLANO DE SAUDE ANA COSTA LTDA. ADV.(A/S) : AUREANE RODRIGUES DA SILVA PINESE (2722-A/RJ, 111960/SP) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º 3º e § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15069996 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.294 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PLANO DE SAUDE ANA COSTA LTDA. ADV.(A/S) : AUREANE RODRIGUES DA SILVA PINESE (2722-A/RJ, 111960/SP) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º 3º e § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15069996 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15119639
2018-06-15T00:00:00
2018-06-26T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º 3º e § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PLANO DE SAÚDE. REAJUSTE INDEVIDO. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA E INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: TEMA 660. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur387169
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) ARE 848626 AgR (1ªT), ARE 853386 AgR (2ªT). (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 9. Análise: 18/07/2018, MAD.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
1113294
[ "LEG-FED LEI-009656 ANO-1998\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RES-000048 ANO-2003\n RESOLUÇÃO NORMATIVA DA AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE - ANS\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1113294 AgR
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AGTE.(S) : PLANO DE SAUDE ANA COSTA LTDA. ADV.(A/S) : AUREANE RODRIGUES DA SILVA PINESE AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.294 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PLANO DE SAUDE ANA COSTA LTDA. ADV.(A/S) :AUREANE RODRIGUES DA SILVA PINESE AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PLANO DE SAÚDE. REAJUSTE INDEVIDO. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA E INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: TEMA 660. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplicação da multa prevista no § 4... do art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107586. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1113294 AGR / RJ 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 15 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107586. Supremo Tribunal Federal ARE 1113294 AGR / RJ 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 15 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.294 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PLANO DE SAUDE ANA COSTA LTDA. ADV.(A/S) :AUREANE RODRIGUES DA SILVA PINESE AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 8.3.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Plano de Saúde Ana Costa Ltda. com fundamento na ausência de ofensa constitucional direta, na incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e na inexistência de repercussão geral da matéria veiculada no recurso extraordinário (Tema 660, doc. 39). 2. Publicada essa decisão no DJe de 26.3.2018, Plano de Saúde Ana Costa Ltda. interpôs, em 3.4.2018, tempestivamente, agravo regimental (doc. 40). 3. O agravante alega contrariedade “ao disposto no 5..., incisos XXXV e LV, da Constituição Federal, o que por si só enseja a reforma do V. acórdão, uma vez que configurada as omissões e contradições existentes” (fl. 2, doc. 40). Assevera que “basta observar da tese defendida no Recurso Extraordinário para se constatar que houve demonstração da repercussão geral, e não é o caso de ausência de ofensa constitucional direta, não havendo que se falar em aplicação da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois absolutamente demonstrada a violação direta ao artigo 5..., incisos XXXV e LV, da Constituição Federal, devendo a r. decisão agravada ser reconsiderada pela E. Ministra Relatora para que este Agravo em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107587. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.294 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PLANO DE SAUDE ANA COSTA LTDA. ADV.(A/S) :AUREANE RODRIGUES DA SILVA PINESE AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 8.3.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Plano de Saúde Ana Costa Ltda. com fundamento na ausência de ofensa constitucional direta, na incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e na inexistência de repercussão geral da matéria veiculada no recurso extraordinário (Tema 660, doc. 39). 2. Publicada essa decisão no DJe de 26.3.2018, Plano de Saúde Ana Costa Ltda. interpôs, em 3.4.2018, tempestivamente, agravo regimental (doc. 40). 3. O agravante alega contrariedade “ao disposto no 5..., incisos XXXV e LV, da Constituição Federal, o que por si só enseja a reforma do V. acórdão, uma vez que configurada as omissões e contradições existentes” (fl. 2, doc. 40). Assevera que “basta observar da tese defendida no Recurso Extraordinário para se constatar que houve demonstração da repercussão geral, e não é o caso de ausência de ofensa constitucional direta, não havendo que se falar em aplicação da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois absolutamente demonstrada a violação direta ao artigo 5..., incisos XXXV e LV, da Constituição Federal, devendo a r. decisão agravada ser reconsiderada pela E. Ministra Relatora para que este Agravo em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1113294 AGR / RJ Recurso Extraordinário seja apreciado pelo Colegiado desta Colenda Primeira Turma” (fl. 31, doc. 40). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Em 6.4.2018, determinou-se a manifestação da agravada sobre este recurso (doc. 43). Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS sustenta que “o agravante não infirmou, de modo suficiente e específico, todos os fundamentos da decisão, limitando-se a reproduzir os argumentos já elencados nas razões do recurso extraordinário” (fl. 3, doc. 45). Requer “não conhecimento do agravo“ (fl. 3, doc. 45). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107587. Supremo Tribunal Federal ARE 1113294 AGR / RJ Recurso Extraordinário seja apreciado pelo Colegiado desta Colenda Primeira Turma” (fl. 31, doc. 40). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Em 6.4.2018, determinou-se a manifestação da agravada sobre este recurso (doc. 43). Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS sustenta que “o agravante não infirmou, de modo suficiente e específico, todos os fundamentos da decisão, limitando-se a reproduzir os argumentos já elencados nas razões do recurso extraordinário” (fl. 3, doc. 45). Requer “não conhecimento do agravo“ (fl. 3, doc. 45). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.294 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Na espécie o Tribunal de origem decidiu: “correto o entendimento do magistrado de primeiro grau ao afirmar que as cópias das circulares emitidas pela autora, datadas de 12/07/04 e 19/07/04, respectivamente, afirmando expressamente que aplicaria novos índices de reajuste aos contratos celebrados em data anterior à vigência da Lei n 9.656/98, e reemitiria boletos de cobrança em cumprimento à liminar concedida à ação pública imperada contra o Plano de Saúde, contrariam as alegações de que a correção dos índices se deu com base em comportamento voluntário exteriorizado desde 18/06/04 (fls. 448/449) (…)Pelo mesmo motivo não seria possível considerar a reparação efetuada pelo apelante para fins de redução da multa que lhe foi aplicada, nos termos do parágrafo primeiro do artigo 14 da Resolução RDC 24/2000, eis que, como visto, não houve qualquer voluntariedade na conduta da operadora de saúde. De outro giro, registra-se que, conforme orientação deste Tribunal, a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta, com fundamento no parágrafo primeiro do artigo 29 da Lei n 9.656/98, constitui ato discricionário da Administração Pública, inexistindo direito subjetivo do Administrado. Desse modo, o artigo 29-A consigna que a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta se trata de faculdade conferia à Agência Reguladora (…) Por outro lado, argumenta a apelante que o processo administrativo em comento seria nulo, visto que a agência reguladora não teria respeitado os prazos previstos na Lei 9.874/99. Ocorre, no entanto, que tais prazos legais - ao contrário do que afirma a apelante - são impróprios, ou seja, seu eventual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.294 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Na espécie o Tribunal de origem decidiu: “correto o entendimento do magistrado de primeiro grau ao afirmar que as cópias das circulares emitidas pela autora, datadas de 12/07/04 e 19/07/04, respectivamente, afirmando expressamente que aplicaria novos índices de reajuste aos contratos celebrados em data anterior à vigência da Lei n 9.656/98, e reemitiria boletos de cobrança em cumprimento à liminar concedida à ação pública imperada contra o Plano de Saúde, contrariam as alegações de que a correção dos índices se deu com base em comportamento voluntário exteriorizado desde 18/06/04 (fls. 448/449) (…)Pelo mesmo motivo não seria possível considerar a reparação efetuada pelo apelante para fins de redução da multa que lhe foi aplicada, nos termos do parágrafo primeiro do artigo 14 da Resolução RDC 24/2000, eis que, como visto, não houve qualquer voluntariedade na conduta da operadora de saúde. De outro giro, registra-se que, conforme orientação deste Tribunal, a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta, com fundamento no parágrafo primeiro do artigo 29 da Lei n 9.656/98, constitui ato discricionário da Administração Pública, inexistindo direito subjetivo do Administrado. Desse modo, o artigo 29-A consigna que a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta se trata de faculdade conferia à Agência Reguladora (…) Por outro lado, argumenta a apelante que o processo administrativo em comento seria nulo, visto que a agência reguladora não teria respeitado os prazos previstos na Lei 9.874/99. Ocorre, no entanto, que tais prazos legais - ao contrário do que afirma a apelante - são impróprios, ou seja, seu eventual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1113294 AGR / RJ desrespeito não configura nulidade do processo administrativo. Isso porque, o escopo do mencionado processo é investigar violações ao ordenamento jurídico, o que deve ser feito com correção e no prazo necessário para o deslinde das circunstâncias do caso concreto, muitas vezes complexas, a demandar tempo mais dilatado para a sua correta e justa apuração. Desse modo, não há que se falar em nulidade do processo administrativo” (fls. 7-12, doc. 18). Como assentado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria também a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 9.656/1998 e Resolução Normativa/ANS n. 48/2003). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Confiram-se os julgados a seguir: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Plano de saúde. Aplicação de sanção pecuniária. Negativa de assistência médica. 3. Necessidade da prévia interpretação da legislação infraconstitucional, do reexame do conjunto fático- probatório e das cláusulas contratuais. Incidência dos enunciados 279, 454 e 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Afronta aos princípios contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema 660. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 853.386-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.11.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Supremo Tribunal Federal ARE 1113294 AGR / RJ desrespeito não configura nulidade do processo administrativo. Isso porque, o escopo do mencionado processo é investigar violações ao ordenamento jurídico, o que deve ser feito com correção e no prazo necessário para o deslinde das circunstâncias do caso concreto, muitas vezes complexas, a demandar tempo mais dilatado para a sua correta e justa apuração. Desse modo, não há que se falar em nulidade do processo administrativo” (fls. 7-12, doc. 18). Como assentado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria também a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 9.656/1998 e Resolução Normativa/ANS n. 48/2003). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Confiram-se os julgados a seguir: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Plano de saúde. Aplicação de sanção pecuniária. Negativa de assistência médica. 3. Necessidade da prévia interpretação da legislação infraconstitucional, do reexame do conjunto fático- probatório e das cláusulas contratuais. Incidência dos enunciados 279, 454 e 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Afronta aos princípios contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema 660. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 853.386-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.11.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1113294 AGR / RJ DE SAÚDE. EXCLUSÃO DE COBERTURA. ABUSIVIDADE. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os planos de saúde, quando sub judice a controvérsia sobre as coberturas contratuais, implicam a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a interpretação de cláusulas contratuais e do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inviável o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 725.747-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1.../8/2013 e ARE 734.806-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/6/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, nos termos da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do enunciado da Súmula n 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’ (...) 5. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE n. 848.626-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 4.3.2015). 3. Para evitar a tramitação de recursos totalmente improcedentes neste Supremo Tribunal, acrescentou-se que este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1....8.2013, Tema 660). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Supremo Tribunal Federal ARE 1113294 AGR / RJ DE SAÚDE. EXCLUSÃO DE COBERTURA. ABUSIVIDADE. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os planos de saúde, quando sub judice a controvérsia sobre as coberturas contratuais, implicam a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a interpretação de cláusulas contratuais e do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inviável o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 725.747-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1.../8/2013 e ARE 734.806-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/6/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, nos termos da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do enunciado da Súmula n 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’ (...) 5. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE n. 848.626-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 4.3.2015). 3. Para evitar a tramitação de recursos totalmente improcedentes neste Supremo Tribunal, acrescentou-se que este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1....8.2013, Tema 660). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1113294 AGR / RJ Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Supremo Tribunal Federal ARE 1113294 AGR / RJ Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 15/06/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.294 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PLANO DE SAUDE ANA COSTA LTDA. ADV.(A/S) : AUREANE RODRIGUES DA SILVA PINESE (2722-A/RJ, 111960/SP) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2... 3... e § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15069996 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.294 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PLANO DE SAUDE ANA COSTA LTDA. ADV.(A/S) : AUREANE RODRIGUES DA SILVA PINESE (2722-A/RJ, 111960/SP) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2... 3... e § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15069996 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 279 DO SUPREMO", "ARE 1113294 AGR / RJ 1 . 021", "ARE 1113294 AGR / RJ 1", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1113294 AGR / RJ", "ARE 1113294 AGR", "ARE 1113294", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "enunciados 279 , 454", "ARE n . 853 . 386 - AgR", "ARE 1113294 AGR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "enunciados 279 , 454 e 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "ARE n . 853 . 386 - AgR", "ARE 1113294 AGR / RJ DE SAÚDE", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 725 . 747 - AgR", "ARE 734 . 806 - AgR", "Súmula n 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 848 . 626 - AgR", "ARE n . 748 . 371", "ARE 1113294 AGR / RJ", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 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Lei n 9 . 656 / 98", "Lei 9 . 874 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 656 / 98", "parágrafo primeiro do artigo 14 da Resolução RDC 24 / 2000", "parágrafo primeiro do artigo 29 da Lei n 9 . 656 / 98", "Lei 9 . 874 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 9 . 656 / 1998", "Resolução Normativa / ANS n . 48 / 2003", "Constituição da República", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 9 . 656 / 1998", "Resolução Normativa / ANS n . 48 / 2003", "Constituição da República", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida 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"ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "PLANO DE SAUDE ANA COSTA LTDA .", "AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR", "ANS", "Plano de Saúde Ana Costa Ltda .", "Plano de Saúde Ana Costa Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLANO DE SAUDE ANA COSTA LTDA .", "AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR", "ANS", "Plano de Saúde Ana Costa Ltda .", "Plano de Saúde Ana Costa Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Agência Nacional de Saúde Suplementar", "ANS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Primeira Turma", "Agência Nacional de Saúde Suplementar", "ANS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de 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Ementa e Acórdão 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.720 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :G.A. ADV.(A/S) :AGNELO BOTTONE AGDO.(A/S) :H.S.D.A. ADV.(A/S) :ELAINE APARECIDA DOS SANTOS EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE CALÚNIA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA. ARTIGOS 138, 139 E 140 DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. REJEIÇÃO DE QUEIXA- CRIME. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20.9.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de setembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53F3-2EA0-D84B-95A5 e senha 191D-7470-9122-F4DF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.720 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : G.A. ADV.(A/S) : AGNELO BOTTONE (240550/SP) AGDO.(A/S) : H.S.D.A. ADV.(A/S) : ELAINE APARECIDA DOS SANTOS (275664/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EBA-14FF-E289-AB18 e senha AC51-DD05-945C-E826 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.720 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : G.A. ADV.(A/S) : AGNELO BOTTONE (240550/SP) AGDO.(A/S) : H.S.D.A. ADV.(A/S) : ELAINE APARECIDA DOS SANTOS (275664/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EBA-14FF-E289-AB18 e senha AC51-DD05-945C-E826 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748345625
2018-09-21T00:00:00
2018-10-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE CALÚNIA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA. ARTIGOS 138, 139 E 140 DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. REJEIÇÃO DE QUEIXA-CRIME. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur391887
Número de páginas: 2. Análise: 22/10/2018, ER.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1150720
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00139 ART-00140 ART-00138\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1150720 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : G.A. ADV.(A/S) : AGNELO BOTTONE AGDO.(A/S) : H.S.D.A. ADV.(A/S) : ELAINE APARECIDA DOS SANTOS
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Ementa e Acórdão 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.720 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :G.A. ADV.(A/S) :AGNELO BOTTONE AGDO.(A/S) :H.S.D.A. ADV.(A/S) :ELAINE APARECIDA DOS SANTOS EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE CALÚNIA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA. ARTIGOS 138, 139 E 140 DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. REJEIÇÃO DE QUEIXA- CRIME. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20.9.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de setembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53F3-2EA0-D84B-95A5 e senha 191D-7470-9122-F4DF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.720 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : G.A. ADV.(A/S) : AGNELO BOTTONE (240550/SP) AGDO.(A/S) : H.S.D.A. ADV.(A/S) : ELAINE APARECIDA DOS SANTOS (275664/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EBA-14FF-E289-AB18 e senha AC51-DD05-945C-E826 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.720 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : G.A. ADV.(A/S) : AGNELO BOTTONE (240550/SP) AGDO.(A/S) : H.S.D.A. ADV.(A/S) : ELAINE APARECIDA DOS SANTOS (275664/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EBA-14FF-E289-AB18 e senha AC51-DD05-945C-E826 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 150 . 720", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGOS 138 , 139 E 140 DO CÓDIGO PENAL", "ARTIGO 5 . . . , XXXV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "AGNELO BOTTONE", "H", "ELAINE APARECIDA DOS SANTOS", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "AGNELO BOTTONE", "ELAINE APARECIDA DOS SANTOS", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "LUIZ FUX", "AGNELO BOTTONE", "ELAINE APARECIDA DOS SANTOS", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "21", "/", "09", "/", "2018", "14 a 20 . 9 . 2018", "21 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "14", ".", "9", ".", "2018", "20", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "9", ".", "2018", "20", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.660 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RENATA DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REMOÇÃO. RETORNO À LOTAÇÃO INICIAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental e aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907285. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.660 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RENATA DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 16.2.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Renata de Souza Santos por incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ausência de ofensa constitucional direta (doc. 21). 2. Publicada essa decisão no DJe de 21.2.2018, Renata de Souza Santos interpõe agravo regimental tempestivamente (doc. 22). 3. A agravante alega que “o acórdão atacado feriu o disposto no artigo 37, incisos I e IV, da Constituição Federal, divergiu da Jurisprudência Nacional, bem como afrontou o seu Direito Líquido e Certo, previsto no artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, vislumbrando-se, por tal motivo, as hipóteses de cabimento do Recurso Extraordinário contidas na alínea ‘a’ do inciso III do artigo 102 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, devendo por tal motivo ser admitido, processado e julgado o presente recurso” (fl. 3, doc. 22). Assevera haver, “conforme já mencionado nas razões recursais, a Agravante jamais pretendeu o reexame de provas, mas tão somente a aplicação literal do previsto no artigo 37, inciso I e IV, da CRFB/88, haja vista a presença do seu direito líquido e certo previsto no artigo 5º, inciso XXXVI, a qual foi Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907286. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.660 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RENATA DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 16.2.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Renata de Souza Santos por incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ausência de ofensa constitucional direta (doc. 21). 2. Publicada essa decisão no DJe de 21.2.2018, Renata de Souza Santos interpõe agravo regimental tempestivamente (doc. 22). 3. A agravante alega que “o acórdão atacado feriu o disposto no artigo 37, incisos I e IV, da Constituição Federal, divergiu da Jurisprudência Nacional, bem como afrontou o seu Direito Líquido e Certo, previsto no artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, vislumbrando-se, por tal motivo, as hipóteses de cabimento do Recurso Extraordinário contidas na alínea ‘a’ do inciso III do artigo 102 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, devendo por tal motivo ser admitido, processado e julgado o presente recurso” (fl. 3, doc. 22). Assevera haver, “conforme já mencionado nas razões recursais, a Agravante jamais pretendeu o reexame de provas, mas tão somente a aplicação literal do previsto no artigo 37, inciso I e IV, da CRFB/88, haja vista a presença do seu direito líquido e certo previsto no artigo 5º, inciso XXXVI, a qual foi Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907286. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1106660 AGR / RJ exaustivamente comprovada através dos documentos acostados aos autos principais, principalmente o edital do certame que comprova de forma inequívoca que a Agravante deveria ser relotada em sua unidade de origem” (fl. 5, doc. 22). Argumenta que “as decisões prolatadas pelo STJ e TJRJ, através de suas respeitáveis turmas, no caso da Agravante, importou em frontal colidência com os ditames constitucionais e jurisprudenciais, e bem por isso não só passível de ser obviado pela via recursal específica, como igualmente suscetível de gerar a responsabilidade do Estado-Juiz pelos prejuízos causados às partes, principalmente os de cunho material” (fl. 5, doc. 13). Requer “a procedência in totum deste presente Agravo caso a Ilustrada Relatoria não venha a exercer o tão esperado ‘Juízo de Retratação’ na forma do Artigo n° 1.021 § 2°, do Novo Código de Processo Civil – afora o que ali dispõe o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Caso não aconteça, requer a Agravante que o Feito seja colocado em Mesa para o julgamento colegiado do presente Recurso sob a sua forma regimental e dali se dignarem a proceder a reforma in totum do acórdão impugnado de acordo com a fundamentação supra, sob pena de ocorrência de flagrante cerceamento do direito de defesa ali previsto no Artigo 5°, da CRFB/88” (fl. 6, doc. 22). 4. Em 28.2.2018, determinei a manifestação do agravado sobre este recurso (doc. 24). Rio de Janeiro sustenta que “não merece reparos a decisão atacada pelo agravo interno, seja por carecer o recurso de qualquer fundamento, seja por ausência de impugnação das razões da decisão agravada, sendo caso de aplicação da Súmula nº 287/STF ” (fl. 1, doc. 25). Requer “seja desprovido o recurso de agravo regimental ajuizado” (fl. 2, doc. 25). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907286. Supremo Tribunal Federal ARE 1106660 AGR / RJ exaustivamente comprovada através dos documentos acostados aos autos principais, principalmente o edital do certame que comprova de forma inequívoca que a Agravante deveria ser relotada em sua unidade de origem” (fl. 5, doc. 22). Argumenta que “as decisões prolatadas pelo STJ e TJRJ, através de suas respeitáveis turmas, no caso da Agravante, importou em frontal colidência com os ditames constitucionais e jurisprudenciais, e bem por isso não só passível de ser obviado pela via recursal específica, como igualmente suscetível de gerar a responsabilidade do Estado-Juiz pelos prejuízos causados às partes, principalmente os de cunho material” (fl. 5, doc. 13). Requer “a procedência in totum deste presente Agravo caso a Ilustrada Relatoria não venha a exercer o tão esperado ‘Juízo de Retratação’ na forma do Artigo n° 1.021 § 2°, do Novo Código de Processo Civil – afora o que ali dispõe o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Caso não aconteça, requer a Agravante que o Feito seja colocado em Mesa para o julgamento colegiado do presente Recurso sob a sua forma regimental e dali se dignarem a proceder a reforma in totum do acórdão impugnado de acordo com a fundamentação supra, sob pena de ocorrência de flagrante cerceamento do direito de defesa ali previsto no Artigo 5°, da CRFB/88” (fl. 6, doc. 22). 4. Em 28.2.2018, determinei a manifestação do agravado sobre este recurso (doc. 24). Rio de Janeiro sustenta que “não merece reparos a decisão atacada pelo agravo interno, seja por carecer o recurso de qualquer fundamento, seja por ausência de impugnação das razões da decisão agravada, sendo caso de aplicação da Súmula nº 287/STF ” (fl. 1, doc. 25). Requer “seja desprovido o recurso de agravo regimental ajuizado” (fl. 2, doc. 25). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907286. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.660 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Na espécie o Tribunal de origem assentou: “(...) o servidor poderá ser lotado no local em que for mais conveniente para a Administração Pública, de acordo com a necessidade do serviço, sendo ato discricionário da Administração, merecendo tal confronto apenas com os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Consequentemente, não se pode admitir que o servidor seja removido como forma de punição ou por algum outro desvio de função.(...) Na presente hipótese, os documentos juntados aos autos não comprovam de plano qualquer ilegalidade, nem tampouco demonstram que a remoção da servidora não ocorreu por outro motivo senão o de interesse da administração, cabendo observar que os atos da Administração gozam de presunção de legitimidade. (…) Assim, não restando evidenciado desvio de finalidade, deve prevalecer o interesse da administração na busca pela forma mais eficiente de prestação dos serviços em comento” (fls. 7-9, vol. 4). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria também a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Confiram-se os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.660 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Na espécie o Tribunal de origem assentou: “(...) o servidor poderá ser lotado no local em que for mais conveniente para a Administração Pública, de acordo com a necessidade do serviço, sendo ato discricionário da Administração, merecendo tal confronto apenas com os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Consequentemente, não se pode admitir que o servidor seja removido como forma de punição ou por algum outro desvio de função.(...) Na presente hipótese, os documentos juntados aos autos não comprovam de plano qualquer ilegalidade, nem tampouco demonstram que a remoção da servidora não ocorreu por outro motivo senão o de interesse da administração, cabendo observar que os atos da Administração gozam de presunção de legitimidade. (…) Assim, não restando evidenciado desvio de finalidade, deve prevalecer o interesse da administração na busca pela forma mais eficiente de prestação dos serviços em comento” (fls. 7-9, vol. 4). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria também a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Confiram-se os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1106660 AGR / RJ julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DIREITO À EDUCAÇÃO. LOTAÇÃO DE SERVIDORES. JUÍZO DE CONVENIÊNCIA E OPORTUNIDADE DA ADMINISTRAÇÃO. PRECEDENTES. PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS. DESIGNAÇÃO IMEDIATA DE MONITORES. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE n. 909.983-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18.4.2016). “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. POLICIAL MILITAR. LOTAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS EDITALÍCIAS. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.7.2015. 1. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias. Ressalto que os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento inovaram ao suscitar a suposta ofensa à Constituição Federal. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/STF. 2. Divergir da conclusão da Corte Regional exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão da origem, bem como o reexame da interpretação conferida a cláusulas editalícias, procedimentos vedados em sede extraordinária. Aplicação das Súmulas 279 e 454/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” e “Simples interpretação de cláusulas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Supremo Tribunal Federal ARE 1106660 AGR / RJ julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DIREITO À EDUCAÇÃO. LOTAÇÃO DE SERVIDORES. JUÍZO DE CONVENIÊNCIA E OPORTUNIDADE DA ADMINISTRAÇÃO. PRECEDENTES. PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS. DESIGNAÇÃO IMEDIATA DE MONITORES. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE n. 909.983-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18.4.2016). “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. POLICIAL MILITAR. LOTAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS EDITALÍCIAS. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.7.2015. 1. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias. Ressalto que os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento inovaram ao suscitar a suposta ofensa à Constituição Federal. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/STF. 2. Divergir da conclusão da Corte Regional exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão da origem, bem como o reexame da interpretação conferida a cláusulas editalícias, procedimentos vedados em sede extraordinária. Aplicação das Súmulas 279 e 454/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” e “Simples interpretação de cláusulas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1106660 AGR / RJ contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.” 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n. 942.173-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 16.3.2016). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. OPÇÃO DE LOTAÇÃO. PRETERIÇÃO CARACTERIZADA. SÚMULAS 279 E 454/STF. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como o exame de cláusulas editalícias. Incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 523.924-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 14.12.2015). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. PEDIDO DE REMOÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. LOTAÇÃO INICIAL EM CARGO PÚBLICO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – A orientação desta Corte é no sentido de afastar o direito de servidor público à remoção na hipótese de lotação inicial de candidato aprovado em concurso público. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. III – Agravo regimental improvido” (RE n. 592.344-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4.5.2011). 4. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Supremo Tribunal Federal ARE 1106660 AGR / RJ contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.” 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n. 942.173-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 16.3.2016). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. OPÇÃO DE LOTAÇÃO. PRETERIÇÃO CARACTERIZADA. SÚMULAS 279 E 454/STF. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como o exame de cláusulas editalícias. Incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 523.924-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 14.12.2015). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. PEDIDO DE REMOÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. LOTAÇÃO INICIAL EM CARGO PÚBLICO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – A orientação desta Corte é no sentido de afastar o direito de servidor público à remoção na hipótese de lotação inicial de candidato aprovado em concurso público. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. III – Agravo regimental improvido” (RE n. 592.344-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4.5.2011). 4. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1106660 AGR / RJ prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% e deixo de aplicar o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil por cuidar-se de mandado de segurança. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Supremo Tribunal Federal ARE 1106660 AGR / RJ prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% e deixo de aplicar o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil por cuidar-se de mandado de segurança. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.660 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : RENATA DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA (148792/RJ) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890156 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.660 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : RENATA DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA (148792/RJ) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890156 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14908441
2018-05-18T00:00:00
2018-05-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REMOÇÃO. RETORNO À LOTAÇÃO INICIAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur385739
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, LOTAÇÃO) RE 592344 AgR (1ªT), RE 523924 AgR (1ªT), RE 909983 AgR (2ªT), ARE 942173 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 04/06/2018, MJC.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
1106660
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1106660 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RENATA DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.660 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RENATA DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REMOÇÃO. RETORNO À LOTAÇÃO INICIAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental e aplicar a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907285. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.660 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RENATA DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 16.2.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Renata de Souza Santos por incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ausência de ofensa constitucional direta (doc. 21). 2. Publicada essa decisão no DJe de 21.2.2018, Renata de Souza Santos interpõe agravo regimental tempestivamente (doc. 22). 3. A agravante alega que “o acórdão atacado feriu o disposto no artigo 37, incisos I e IV, da Constituição Federal, divergiu da Jurisprudência Nacional, bem como afrontou o seu Direito Líquido e Certo, previsto no artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal, vislumbrando-se, por tal motivo, as hipóteses de cabimento do Recurso Extraordinário contidas na alínea ‘a’ do inciso III do artigo 102 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, devendo por tal motivo ser admitido, processado e julgado o presente recurso” (fl. 3, doc. 22). Assevera haver, “conforme já mencionado nas razões recursais, a Agravante jamais pretendeu o reexame de provas, mas tão somente a aplicação literal do previsto no artigo 37, inciso I e IV, da CRFB/88, haja vista a presença do seu direito líquido e certo previsto no artigo 5..., inciso XXXVI, a qual foi Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907286. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.660 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RENATA DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 16.2.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Renata de Souza Santos por incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ausência de ofensa constitucional direta (doc. 21). 2. Publicada essa decisão no DJe de 21.2.2018, Renata de Souza Santos interpõe agravo regimental tempestivamente (doc. 22). 3. A agravante alega que “o acórdão atacado feriu o disposto no artigo 37, incisos I e IV, da Constituição Federal, divergiu da Jurisprudência Nacional, bem como afrontou o seu Direito Líquido e Certo, previsto no artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal, vislumbrando-se, por tal motivo, as hipóteses de cabimento do Recurso Extraordinário contidas na alínea ‘a’ do inciso III do artigo 102 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, devendo por tal motivo ser admitido, processado e julgado o presente recurso” (fl. 3, doc. 22). Assevera haver, “conforme já mencionado nas razões recursais, a Agravante jamais pretendeu o reexame de provas, mas tão somente a aplicação literal do previsto no artigo 37, inciso I e IV, da CRFB/88, haja vista a presença do seu direito líquido e certo previsto no artigo 5..., inciso XXXVI, a qual foi Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907286. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1106660 AGR / RJ exaustivamente comprovada através dos documentos acostados aos autos principais, principalmente o edital do certame que comprova de forma inequívoca que a Agravante deveria ser relotada em sua unidade de origem” (fl. 5, doc. 22). Argumenta que “as decisões prolatadas pelo Superior Tribunal de Justiça e TJRJ, através de suas respeitáveis turmas, no caso da Agravante, importou em frontal colidência com os ditames constitucionais e jurisprudenciais, e bem por isso não só passível de ser obviado pela via recursal específica, como igualmente suscetível de gerar a responsabilidade do Estado-Juiz pelos prejuízos causados às partes, principalmente os de cunho material” (fl. 5, doc. 13). Requer “a procedência in totum deste presente Agravo caso a Ilustrada Relatoria não venha a exercer o tão esperado ‘Juízo de Retratação’ na forma do Artigo n 1.021 § 2..., do Novo Código de Processo Civil – afora o que ali dispõe o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Caso não aconteça, requer a Agravante que o Feito seja colocado em Mesa para o julgamento colegiado do presente Recurso sob a sua forma regimental e dali se dignarem a proceder a reforma in totum do acórdão impugnado de acordo com a fundamentação supra, sob pena de ocorrência de flagrante cerceamento do direito de defesa ali previsto no Artigo 5..., da CRFB/88” (fl. 6, doc. 22). 4. Em 28.2.2018, determinei a manifestação do agravado sobre este recurso (doc. 24). Rio de Janeiro sustenta que “não merece reparos a decisão atacada pelo agravo interno, seja por carecer o recurso de qualquer fundamento, seja por ausência de impugnação das razões da decisão agravada, sendo caso de aplicação da Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal ” (fl. 1, doc. 25). Requer “seja desprovido o recurso de agravo regimental ajuizado” (fl. 2, doc. 25). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907286. Supremo Tribunal Federal ARE 1106660 AGR / RJ exaustivamente comprovada através dos documentos acostados aos autos principais, principalmente o edital do certame que comprova de forma inequívoca que a Agravante deveria ser relotada em sua unidade de origem” (fl. 5, doc. 22). Argumenta que “as decisões prolatadas pelo Superior Tribunal de Justiça e TJRJ, através de suas respeitáveis turmas, no caso da Agravante, importou em frontal colidência com os ditames constitucionais e jurisprudenciais, e bem por isso não só passível de ser obviado pela via recursal específica, como igualmente suscetível de gerar a responsabilidade do Estado-Juiz pelos prejuízos causados às partes, principalmente os de cunho material” (fl. 5, doc. 13). Requer “a procedência in totum deste presente Agravo caso a Ilustrada Relatoria não venha a exercer o tão esperado ‘Juízo de Retratação’ na forma do Artigo n 1.021 § 2..., do Novo Código de Processo Civil – afora o que ali dispõe o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Caso não aconteça, requer a Agravante que o Feito seja colocado em Mesa para o julgamento colegiado do presente Recurso sob a sua forma regimental e dali se dignarem a proceder a reforma in totum do acórdão impugnado de acordo com a fundamentação supra, sob pena de ocorrência de flagrante cerceamento do direito de defesa ali previsto no Artigo 5..., da CRFB/88” (fl. 6, doc. 22). 4. Em 28.2.2018, determinei a manifestação do agravado sobre este recurso (doc. 24). Rio de Janeiro sustenta que “não merece reparos a decisão atacada pelo agravo interno, seja por carecer o recurso de qualquer fundamento, seja por ausência de impugnação das razões da decisão agravada, sendo caso de aplicação da Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal ” (fl. 1, doc. 25). Requer “seja desprovido o recurso de agravo regimental ajuizado” (fl. 2, doc. 25). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907286. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.660 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Na espécie o Tribunal de origem assentou: “(...) o servidor poderá ser lotado no local em que for mais conveniente para a Administração Pública, de acordo com a necessidade do serviço, sendo ato discricionário da Administração, merecendo tal confronto apenas com os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Consequentemente, não se pode admitir que o servidor seja removido como forma de punição ou por algum outro desvio de função.(...) Na presente hipótese, os documentos juntados aos autos não comprovam de plano qualquer ilegalidade, nem tampouco demonstram que a remoção da servidora não ocorreu por outro motivo senão o de interesse da administração, cabendo observar que os atos da Administração gozam de presunção de legitimidade. (…) Assim, não restando evidenciado desvio de finalidade, deve prevalecer o interesse da administração na busca pela forma mais eficiente de prestação dos serviços em comento” (fls. 7-9, vol. 4). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria também a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Confiram-se os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.660 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Na espécie o Tribunal de origem assentou: “(...) o servidor poderá ser lotado no local em que for mais conveniente para a Administração Pública, de acordo com a necessidade do serviço, sendo ato discricionário da Administração, merecendo tal confronto apenas com os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Consequentemente, não se pode admitir que o servidor seja removido como forma de punição ou por algum outro desvio de função.(...) Na presente hipótese, os documentos juntados aos autos não comprovam de plano qualquer ilegalidade, nem tampouco demonstram que a remoção da servidora não ocorreu por outro motivo senão o de interesse da administração, cabendo observar que os atos da Administração gozam de presunção de legitimidade. (…) Assim, não restando evidenciado desvio de finalidade, deve prevalecer o interesse da administração na busca pela forma mais eficiente de prestação dos serviços em comento” (fls. 7-9, vol. 4). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria também a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Confiram-se os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1106660 AGR / RJ julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DIREITO À EDUCAÇÃO. LOTAÇÃO DE SERVIDORES. JUÍZO DE CONVENIÊNCIA E OPORTUNIDADE DA ADMINISTRAÇÃO. PRECEDENTES. PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS. DESIGNAÇÃO IMEDIATA DE MONITORES. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n. 909.983-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18.4.2016). “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. POLICIAL MILITAR. LOTAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS EDITALÍCIAS. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.7.2015. 1. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias. Ressalto que os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento inovaram ao suscitar a suposta ofensa à Constituição Federal. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Divergir da conclusão da Corte Regional exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão da origem, bem como o reexame da interpretação conferida a cláusulas editalícias, procedimentos vedados em sede extraordinária. Aplicação das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” e “Simples interpretação de cláusulas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Supremo Tribunal Federal ARE 1106660 AGR / RJ julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DIREITO À EDUCAÇÃO. LOTAÇÃO DE SERVIDORES. JUÍZO DE CONVENIÊNCIA E OPORTUNIDADE DA ADMINISTRAÇÃO. PRECEDENTES. PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS. DESIGNAÇÃO IMEDIATA DE MONITORES. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n. 909.983-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18.4.2016). “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. POLICIAL MILITAR. LOTAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS EDITALÍCIAS. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.7.2015. 1. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias. Ressalto que os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento inovaram ao suscitar a suposta ofensa à Constituição Federal. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Divergir da conclusão da Corte Regional exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão da origem, bem como o reexame da interpretação conferida a cláusulas editalícias, procedimentos vedados em sede extraordinária. Aplicação das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” e “Simples interpretação de cláusulas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1106660 AGR / RJ contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.” 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n. 942.173-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 16.3.2016). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. OPÇÃO DE LOTAÇÃO. PRETERIÇÃO CARACTERIZADA. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como o exame de cláusulas editalícias. Incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 523.924-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 14.12.2015). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. PEDIDO DE REMOÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. LOTAÇÃO INICIAL EM CARGO PÚBLICO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – A orientação desta Corte é no sentido de afastar o direito de servidor público à remoção na hipótese de lotação inicial de candidato aprovado em concurso público. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n. 592.344-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4.5.2011). 4. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Supremo Tribunal Federal ARE 1106660 AGR / RJ contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.” 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n. 942.173-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 16.3.2016). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. OPÇÃO DE LOTAÇÃO. PRETERIÇÃO CARACTERIZADA. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como o exame de cláusulas editalícias. Incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 523.924-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 14.12.2015). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. PEDIDO DE REMOÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. LOTAÇÃO INICIAL EM CARGO PÚBLICO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – A orientação desta Corte é no sentido de afastar o direito de servidor público à remoção na hipótese de lotação inicial de candidato aprovado em concurso público. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n. 592.344-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4.5.2011). 4. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1106660 AGR / RJ prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% e deixo de aplicar o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil por cuidar-se de mandado de segurança. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Supremo Tribunal Federal ARE 1106660 AGR / RJ prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% e deixo de aplicar o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil por cuidar-se de mandado de segurança. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.660 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : RENATA DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA (148792/RJ) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890156 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.660 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : RENATA DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA (148792/RJ) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890156 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 106 . 660", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1106660 AGR / RJ", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1106660 AGR / RJ", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1106660 AGR / RJ", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário n . 909 . 983 - AgR", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1106660 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário n . 909 . 983 - AgR", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "ARE 1106660 AGR / RJ", "ARE n . 942 . 173 - AgR", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 523 . 924 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal 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Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "16", ".", "2", ".", "2018", "21", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "16", ".", "2", ".", "2018", "21", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "4", ".", "2016", "07", ".", "7", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "4", ".", "2016", "07", ".", "7", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "3", ".", "2016", "14", ".", "12", ".", "2015", "4", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "3", ".", "2016", "14", ".", "12", ".", "2015", 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Ementa e Acórdão 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.014.963 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DALILA DE BRITO FERREIRA ADV.(A/S) :ROBERTO LUIZ MAIA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA. TEMA 660 DA REPERCUSSÃO GERAL. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (CPC, art. 1.030, § 2º); e agravo do art. 1.042 do CPC quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos demais óbices aplicados na origem, o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829396. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1014963 AGR / RJ agravo não merece prosperar. O STF, no julgamento do ARE 748.371- RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 6. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 7. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829396. Supremo Tribunal Federal ARE 1014963 AGR / RJ agravo não merece prosperar. O STF, no julgamento do ARE 748.371- RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 6. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 7. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829396. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1014963 AGR / RJ Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829396. Supremo Tribunal Federal ARE 1014963 AGR / RJ Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829396. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.014.963 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DALILA DE BRITO FERREIRA ADV.(A/S) :ROBERTO LUIZ MAIA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo em Recurso Extraordinário sob o argumento de que (a) a parte da decisão de admissibilidade do apelo extremo que aplicou a sistemática da repercussão geral não é passível de recurso para o STF; (b) o Tema 660 incide no caso; e (c) a Súmula 280 do STF impede o conhecimento do apelo. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) houve ofensa direta ao texto constitucional; e (b) não é o caso de aplicação do óbice constante na Súmula 280 do STF. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829397. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.014.963 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DALILA DE BRITO FERREIRA ADV.(A/S) :ROBERTO LUIZ MAIA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo em Recurso Extraordinário sob o argumento de que (a) a parte da decisão de admissibilidade do apelo extremo que aplicou a sistemática da repercussão geral não é passível de recurso para o STF; (b) o Tema 660 incide no caso; e (c) a Súmula 280 do STF impede o conhecimento do apelo. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) houve ofensa direta ao texto constitucional; e (b) não é o caso de aplicação do óbice constante na Súmula 280 do STF. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829397. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.014.963 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Cuida-se de Agravo contra decisão da instância de origem que, aplicando precedente desta CORTE formado sob a sistemática da repercussão geral (RE 609.381-RG, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Tema 480), negou seguimento, no ponto, ao Recurso Extraordinário, e, quanto ao mais, inadmitiu-o ao entendimento de tratar-se de violação reflexa ao Texto Magno. É o relatório. Decido. A jurisprudência desta CORTE firmou entendimento pela inadmissibilidade de agravo para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com o objetivo de impugnar decisão da instância de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, seja inadmitindo o recurso extraordinário, seja sobrestando-o até a formação de precedente pela SUPREMA CORTE, pois, como destacado pelo Decano de nosso SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, Min. CELSO DE MELLO, se revela incognoscível o recurso deduzido contra decisão que, ao aplicar os parágrafos do art. 543-B do CPC/73, faz incidir, no caso concreto, orientação plenária desta SUPREMA CORTE, não importando que se trate de ato decisório que deixa de reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia jurídica ou que se cuide de julgamento de mérito sobre matéria cuja repercussão geral tenha sido anteriormente proclamada (RE 1.023.231/PR, DJe de 22/2/2017). Dessa forma, não existe, contra a decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral, previsão legal de interposição de recurso (ARE 960.182-AgR, Rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829398. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.014.963 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Cuida-se de Agravo contra decisão da instância de origem que, aplicando precedente desta CORTE formado sob a sistemática da repercussão geral (RE 609.381-RG, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Tema 480), negou seguimento, no ponto, ao Recurso Extraordinário, e, quanto ao mais, inadmitiu-o ao entendimento de tratar-se de violação reflexa ao Texto Magno. É o relatório. Decido. A jurisprudência desta CORTE firmou entendimento pela inadmissibilidade de agravo para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com o objetivo de impugnar decisão da instância de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, seja inadmitindo o recurso extraordinário, seja sobrestando-o até a formação de precedente pela SUPREMA CORTE, pois, como destacado pelo Decano de nosso SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, Min. CELSO DE MELLO, se revela incognoscível o recurso deduzido contra decisão que, ao aplicar os parágrafos do art. 543-B do CPC/73, faz incidir, no caso concreto, orientação plenária desta SUPREMA CORTE, não importando que se trate de ato decisório que deixa de reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia jurídica ou que se cuide de julgamento de mérito sobre matéria cuja repercussão geral tenha sido anteriormente proclamada (RE 1.023.231/PR, DJe de 22/2/2017). Dessa forma, não existe, contra a decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral, previsão legal de interposição de recurso (ARE 960.182-AgR, Rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829398. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1014963 AGR / RJ CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 15/3/2017). Quanto à afronta ao art. 5º, XXXXV, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem, com base na legislação infraconstitucional pertinente, decidiu que a remuneração da ora recorrente, servidora pública municipal, não pode exceder o subsídio mensal de prefeito municipal, sendo, portanto, correto os descontos realizados em seu contracheque. Por sua vez, a recorrente, ao entendimento de que o Decreto Municipal 23.919/2004 fora revogado pela Lei Municipal 3.881/2004, defende que os seus vencimentos não excede o limite legitimamente instituído pela mencionada lei municipal (fl. 8, Doc. 3). A solução dessa controvérsia, portanto, na forma como colocada pela recorrente, depende da análise de legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829398. Supremo Tribunal Federal ARE 1014963 AGR / RJ CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 15/3/2017). Quanto à afronta ao art. 5º, XXXXV, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem, com base na legislação infraconstitucional pertinente, decidiu que a remuneração da ora recorrente, servidora pública municipal, não pode exceder o subsídio mensal de prefeito municipal, sendo, portanto, correto os descontos realizados em seu contracheque. Por sua vez, a recorrente, ao entendimento de que o Decreto Municipal 23.919/2004 fora revogado pela Lei Municipal 3.881/2004, defende que os seus vencimentos não excede o limite legitimamente instituído pela mencionada lei municipal (fl. 8, Doc. 3). A solução dessa controvérsia, portanto, na forma como colocada pela recorrente, depende da análise de legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829398. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1014963 AGR / RJ fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11). É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829398. Supremo Tribunal Federal ARE 1014963 AGR / RJ fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11). É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829398. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.014.963 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DALILA DE BRITO FERREIRA ADV.(A/S) : ROBERTO LUIZ MAIA DOS SANTOS (17550/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828923 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.014.963 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DALILA DE BRITO FERREIRA ADV.(A/S) : ROBERTO LUIZ MAIA DOS SANTOS (17550/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828923 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14830297
2018-05-07T00:00:00
2018-05-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA. TEMA 660 DA REPERCUSSÃO GERAL. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (CPC, art. 1.030, § 2º); e agravo do art. 1.042 do CPC quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos demais óbices aplicados na origem, o agravo não merece prosperar. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 6. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 7. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11).
sjur385187
Número de páginas: 8. Análise: 25/05/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1014963
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01030 PAR-00002 \n ART-01042\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-003881 ANO-2004\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, RJ\n\n", "LEG-MUN DEC-023919 ANO-2004\n DECRETO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, RJ" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1014963 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DALILA DE BRITO FERREIRA ADV.(A/S) : ROBERTO LUIZ MAIA DOS SANTOS AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.014.963 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DALILA DE BRITO FERREIRA ADV.(A/S) :ROBERTO LUIZ MAIA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA. TEMA 660 DA REPERCUSSÃO GERAL. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (Código de Processo Civil, art. 1.030, § 2...); e agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos demais óbices aplicados na origem, o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829396. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1014963 AGR / RJ agravo não merece prosperar. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371- RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 6. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 7. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829396. Supremo Tribunal Federal ARE 1014963 AGR / RJ agravo não merece prosperar. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371- RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 6. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 7. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829396. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1014963 AGR / RJ Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829396. Supremo Tribunal Federal ARE 1014963 AGR / RJ Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829396. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.014.963 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DALILA DE BRITO FERREIRA ADV.(A/S) :ROBERTO LUIZ MAIA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo em Recurso Extraordinário sob o argumento de que (a) a parte da decisão de admissibilidade do apelo extremo que aplicou a sistemática da repercussão geral não é passível de recurso para o Supremo Tribunal Federal; (b) o Tema 660 incide no caso; e (c) a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal impede o conhecimento do apelo. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) houve ofensa direta ao texto constitucional; e (b) não é o caso de aplicação do óbice constante na Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829397. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.014.963 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DALILA DE BRITO FERREIRA ADV.(A/S) :ROBERTO LUIZ MAIA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo em Recurso Extraordinário sob o argumento de que (a) a parte da decisão de admissibilidade do apelo extremo que aplicou a sistemática da repercussão geral não é passível de recurso para o Supremo Tribunal Federal; (b) o Tema 660 incide no caso; e (c) a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal impede o conhecimento do apelo. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) houve ofensa direta ao texto constitucional; e (b) não é o caso de aplicação do óbice constante na Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829397. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.014.963 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Cuida-se de Agravo contra decisão da instância de origem que, aplicando precedente desta CORTE formado sob a sistemática da repercussão geral (Recurso Extraordinário 609.381-RG, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Tema 480), negou seguimento, no ponto, ao Recurso Extraordinário, e, quanto ao mais, inadmitiu-o ao entendimento de tratar-se de violação reflexa ao Texto Magno. É o relatório. Decido. A jurisprudência desta CORTE firmou entendimento pela inadmissibilidade de agravo para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com o objetivo de impugnar decisão da instância de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, seja inadmitindo o recurso extraordinário, seja sobrestando-o até a formação de precedente pela SUPREMA CORTE, pois, como destacado pelo Decano de nosso SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, Min. CELSO DE MELLO, se revela incognoscível o recurso deduzido contra decisão que, ao aplicar os parágrafos do art. 543-B do Código de Processo Civil/73, faz incidir, no caso concreto, orientação plenária desta SUPREMA CORTE, não importando que se trate de ato decisório que deixa de reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia jurídica ou que se cuide de julgamento de mérito sobre matéria cuja repercussão geral tenha sido anteriormente proclamada (Recurso Extraordinário 1.023.231/PR, DJe de 22/2/2017). Dessa forma, não existe, contra a decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral, previsão legal de interposição de recurso (ARE 960.182-AgR, Rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829398. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.014.963 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Cuida-se de Agravo contra decisão da instância de origem que, aplicando precedente desta CORTE formado sob a sistemática da repercussão geral (Recurso Extraordinário 609.381-RG, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Tema 480), negou seguimento, no ponto, ao Recurso Extraordinário, e, quanto ao mais, inadmitiu-o ao entendimento de tratar-se de violação reflexa ao Texto Magno. É o relatório. Decido. A jurisprudência desta CORTE firmou entendimento pela inadmissibilidade de agravo para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com o objetivo de impugnar decisão da instância de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, seja inadmitindo o recurso extraordinário, seja sobrestando-o até a formação de precedente pela SUPREMA CORTE, pois, como destacado pelo Decano de nosso SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, Min. CELSO DE MELLO, se revela incognoscível o recurso deduzido contra decisão que, ao aplicar os parágrafos do art. 543-B do Código de Processo Civil/73, faz incidir, no caso concreto, orientação plenária desta SUPREMA CORTE, não importando que se trate de ato decisório que deixa de reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia jurídica ou que se cuide de julgamento de mérito sobre matéria cuja repercussão geral tenha sido anteriormente proclamada (Recurso Extraordinário 1.023.231/PR, DJe de 22/2/2017). Dessa forma, não existe, contra a decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral, previsão legal de interposição de recurso (ARE 960.182-AgR, Rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829398. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1014963 AGR / RJ CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 15/3/2017). Quanto à afronta ao art. 5..., XXXXV, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem, com base na legislação infraconstitucional pertinente, decidiu que a remuneração da ora recorrente, servidora pública municipal, não pode exceder o subsídio mensal de prefeito municipal, sendo, portanto, correto os descontos realizados em seu contracheque. Por sua vez, a recorrente, ao entendimento de que o Decreto Municipal 23.919/2004 fora revogado pela Lei Municipal 3.881/2004, defende que os seus vencimentos não excede o limite legitimamente instituído pela mencionada lei municipal (fl. 8, Doc. 3). A solução dessa controvérsia, portanto, na forma como colocada pela recorrente, depende da análise de legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829398. Supremo Tribunal Federal ARE 1014963 AGR / RJ CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 15/3/2017). Quanto à afronta ao art. 5..., XXXXV, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem, com base na legislação infraconstitucional pertinente, decidiu que a remuneração da ora recorrente, servidora pública municipal, não pode exceder o subsídio mensal de prefeito municipal, sendo, portanto, correto os descontos realizados em seu contracheque. Por sua vez, a recorrente, ao entendimento de que o Decreto Municipal 23.919/2004 fora revogado pela Lei Municipal 3.881/2004, defende que os seus vencimentos não excede o limite legitimamente instituído pela mencionada lei municipal (fl. 8, Doc. 3). A solução dessa controvérsia, portanto, na forma como colocada pela recorrente, depende da análise de legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829398. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1014963 AGR / RJ fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829398. Supremo Tribunal Federal ARE 1014963 AGR / RJ fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829398. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.014.963 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DALILA DE BRITO FERREIRA ADV.(A/S) : ROBERTO LUIZ MAIA DOS SANTOS (17550/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828923 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.014.963 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DALILA DE BRITO FERREIRA ADV.(A/S) : ROBERTO LUIZ MAIA DOS SANTOS (17550/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828923 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 014 . 963", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO", "AGRAVO 994 . 469", "ARE 1014963 AGR / RJ", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1014963 AGR / RJ", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "ARE 1014963", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 609 . 381 - RG", "Recurso Extraordinário 1 . 023 . 231 / PR", "ARE 960 . 182 - AgR", "Recurso Extraordinário 609 . 381 - RG", "Recurso Extraordinário 1 . 023 . 231 / PR", "ARE 960 . 182 - AgR", "ARE 1014963 AGR / RJ", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1014963 AGR /", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1014963 AGR / RJ", "ARE 1014963 AGR / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , art . 1 . 030 , § 2", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.537 SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. INTERESSE PROCESSUAL AUSENTE. EXTINÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL. OMISSÃO. PRINCÍPIO DA CAUSALIDADE. 1. Extinto processo por falta de interesse de agir, responde a parte que deu causa à instauração do processo pelos ônus sucumbenciais. 2. Embargos de Declaração que se conhece e a que se dá provimento, para, suplantando a omissão apontada, observados os termos do art. 85, § 2º, do Código de Processo Civil, impor a fixação de honorários advocatícios. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência da Senhora Ministra CÁRMEN LÚCIA, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em conhecer dos embargos e a eles dar provimento, para, suplantando a omissão apontada, observados os termos do art. 85, § 2º, do Código de Processo Civil, impor a fixação de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907560. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão AC 3537 ED / SE Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907560. Supremo Tribunal Federal AC 3537 ED / SE Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907560. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.537 SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Embargos de Declaração em Ação Cautelar preparatória, visando essa a inexigência de certidões negativas de débito trabalhista e de créditos não quitados do Setor Público Federal (CADIN) de responsáveis legais do Estado de Sergipe e da Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (PRONESE), em chamadas ou chamamentos públicos ou em celebração de contratos, convênios, contratos de repasse, termos de execução descentralizada ou qualquer outro instrumento que importe em transferência de recursos financeiros, opostos pela União em face de Decisão monocrática da lavra do Ministro TEORI ZAVASCKI, que julgou prejudicado Agravo Regimental interposto pelo Estado de Sergipe e pela PRONESE, sob o fundamento da perda superveniente do interesse no julgamento da causa. Alega a Embargante padecer a Decisão embargada de omissão, tendo em vista não terem sido fixados os alegadamente devidos honorários sucumbenciais. Requer, ante isso, a fixação da verba referida, observados os termos do art. 85, § 2º, do Código de Processo Civil. É o Relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691810. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.537 SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Embargos de Declaração em Ação Cautelar preparatória, visando essa a inexigência de certidões negativas de débito trabalhista e de créditos não quitados do Setor Público Federal (CADIN) de responsáveis legais do Estado de Sergipe e da Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (PRONESE), em chamadas ou chamamentos públicos ou em celebração de contratos, convênios, contratos de repasse, termos de execução descentralizada ou qualquer outro instrumento que importe em transferência de recursos financeiros, opostos pela União em face de Decisão monocrática da lavra do Ministro TEORI ZAVASCKI, que julgou prejudicado Agravo Regimental interposto pelo Estado de Sergipe e pela PRONESE, sob o fundamento da perda superveniente do interesse no julgamento da causa. Alega a Embargante padecer a Decisão embargada de omissão, tendo em vista não terem sido fixados os alegadamente devidos honorários sucumbenciais. Requer, ante isso, a fixação da verba referida, observados os termos do art. 85, § 2º, do Código de Processo Civil. É o Relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691810. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.537 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Embargos de Declaração opostos pela União frente a Decisão prolatada pelo Ministro Relator em Agravo Regimental interposto na Ação Cautelar preparatória 3.537. A referida Ação Cautelar visava a dispensa de exigência de certidões negativas de débito trabalhista e de créditos não quitados do Setor Público Federal (CADIN) de responsáveis legais do Estado de Sergipe e da Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (PRONESE), em chamadas ou chamamentos públicos ou em celebração de contratos, convênios, contratos de repasse, termos de execução descentralizada ou qualquer outro instrumento que importe em transferência de recursos financeiros, tendo sido extinta, com prejuízo do Agravo Regimental respectivo apresentado em irresignação ao indeferimento a pedido de provimento cautelar, conforme os termos seguintes, por perda do interesse em seu julgamento: DECISÃO: 1. Trata-se de ação cautelar preparatória, com pedido de liminar, proposta em 21/2/2014 pelo Estado de Sergipe e pela Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe – PRONESE com o objetivo de obter a suspensão dos efeitos da inscrição dessa empresa no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados no Setor Público – CADIN, de forma possa participar do Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNCF), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). 2. O pedido de liminar foi indeferido em 12/2/2014. Os embargos de declaração opostos contra essa decisão foram acolhidos em parte, sem alteração no resultado. Inconformados, os autores apresentaram agravo regimental. Intimados para manifestar se ainda há interesse no prosseguimento da presente demanda por meio do despacho de 23/6/2016, os autores solicitaram prorrogação do prazo de resposta. Apesar do deferimento desse pedido, os autos retornaram conclusos sem qualquer manifestação, conforme certidão juntada aos autos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691809. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.537 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Embargos de Declaração opostos pela União frente a Decisão prolatada pelo Ministro Relator em Agravo Regimental interposto na Ação Cautelar preparatória 3.537. A referida Ação Cautelar visava a dispensa de exigência de certidões negativas de débito trabalhista e de créditos não quitados do Setor Público Federal (CADIN) de responsáveis legais do Estado de Sergipe e da Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (PRONESE), em chamadas ou chamamentos públicos ou em celebração de contratos, convênios, contratos de repasse, termos de execução descentralizada ou qualquer outro instrumento que importe em transferência de recursos financeiros, tendo sido extinta, com prejuízo do Agravo Regimental respectivo apresentado em irresignação ao indeferimento a pedido de provimento cautelar, conforme os termos seguintes, por perda do interesse em seu julgamento: DECISÃO: 1. Trata-se de ação cautelar preparatória, com pedido de liminar, proposta em 21/2/2014 pelo Estado de Sergipe e pela Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe – PRONESE com o objetivo de obter a suspensão dos efeitos da inscrição dessa empresa no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados no Setor Público – CADIN, de forma possa participar do Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNCF), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). 2. O pedido de liminar foi indeferido em 12/2/2014. Os embargos de declaração opostos contra essa decisão foram acolhidos em parte, sem alteração no resultado. Inconformados, os autores apresentaram agravo regimental. Intimados para manifestar se ainda há interesse no prosseguimento da presente demanda por meio do despacho de 23/6/2016, os autores solicitaram prorrogação do prazo de resposta. Apesar do deferimento desse pedido, os autos retornaram conclusos sem qualquer manifestação, conforme certidão juntada aos autos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691809. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AC 3537 ED / SE eletrônicos (doc. 66). O comportamento atual dos autores, além de indicar falta de urgência na pretendida suspensão da inscrição do PRONESE no CADIN, revela superveniente perda do interesse no julgamento da presente ação cautelar preparatória. 3. Diante do exposto, julgo prejudicado o pedido. Prejudicado o agravo regimental. Publique-se. Intime-se. Arquive-se. Alegando a Embargante se apresentar a Decisão omissa, uma vez que não determinados honorários sucumbenciais, requereu, considerados os termos do § 2º do art. 85 do Código de Processo Civil, a sua fixação. Decide-se. O Código de Processo Civil, em seu art. 1.022, é claro ao estabelecer dever, como condição de admissão e de provimento a embargos de declaração, a decisão contra a qual se voltam estar maculada por obscuridades, contradições ou omissões, prestando-se, ainda, para correção de erro material. Há efetiva omissão na Decisão apontada. Desatendendo, de fato, ao princípio da causalidade, segundo o qual, mesmo não havido julgamento de mérito, aquele que deu causa à propositura da demanda responderá pelas despesas daí decorrentes, a Decisão embargada deixou de impor verba honorária sucumbencial. A Ação Cautelar foi intentada pelo Embargado Estado de Sergipe, devidamente contestada, tendo dela se originado recurso de agravo, que, finalmente, em decorrência de patente falta de demonstração de interesse de agir, terminou extinto, arrastando a esse destino a Ação Cautelar. Irrespondível, dessa forma, a confirmação de que causado o relatado e acidentado processamento pelo ora Embargado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691809. Supremo Tribunal Federal AC 3537 ED / SE eletrônicos (doc. 66). O comportamento atual dos autores, além de indicar falta de urgência na pretendida suspensão da inscrição do PRONESE no CADIN, revela superveniente perda do interesse no julgamento da presente ação cautelar preparatória. 3. Diante do exposto, julgo prejudicado o pedido. Prejudicado o agravo regimental. Publique-se. Intime-se. Arquive-se. Alegando a Embargante se apresentar a Decisão omissa, uma vez que não determinados honorários sucumbenciais, requereu, considerados os termos do § 2º do art. 85 do Código de Processo Civil, a sua fixação. Decide-se. O Código de Processo Civil, em seu art. 1.022, é claro ao estabelecer dever, como condição de admissão e de provimento a embargos de declaração, a decisão contra a qual se voltam estar maculada por obscuridades, contradições ou omissões, prestando-se, ainda, para correção de erro material. Há efetiva omissão na Decisão apontada. Desatendendo, de fato, ao princípio da causalidade, segundo o qual, mesmo não havido julgamento de mérito, aquele que deu causa à propositura da demanda responderá pelas despesas daí decorrentes, a Decisão embargada deixou de impor verba honorária sucumbencial. A Ação Cautelar foi intentada pelo Embargado Estado de Sergipe, devidamente contestada, tendo dela se originado recurso de agravo, que, finalmente, em decorrência de patente falta de demonstração de interesse de agir, terminou extinto, arrastando a esse destino a Ação Cautelar. Irrespondível, dessa forma, a confirmação de que causado o relatado e acidentado processamento pelo ora Embargado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691809. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AC 3537 ED / SE Assim considerado, é o VOTO, admitidos os Embargos de Declaração na Ação Cautelar 3.537, considerado, ainda, o Agravo Regimental respectivo, com reconhecimento da omissão, observados os termos do art. 85, § 2º, do Código de Processo Civil, pela imposição de honorários advocatícios. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691809. Supremo Tribunal Federal AC 3537 ED / SE Assim considerado, é o VOTO, admitidos os Embargos de Declaração na Ação Cautelar 3.537, considerado, ainda, o Agravo Regimental respectivo, com reconhecimento da omissão, observados os termos do art. 85, § 2º, do Código de Processo Civil, pela imposição de honorários advocatícios. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691809. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.537 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu dos embargos e a eles deu provimento, para, suplantando a omissão apontada, observados os termos do art. 85, § 2º, do Código de Processo Civil, impor a fixação de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890075 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.537 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu dos embargos e a eles deu provimento, para, suplantando a omissão apontada, observados os termos do art. 85, § 2º, do Código de Processo Civil, impor a fixação de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890075 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14918722
2018-05-18T00:00:00
2018-06-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, conheceu dos embargos e a eles deu provimento, para, suplantando a omissão apontada, observados os termos do art. 85, § 2º, do Código de Processo Civil, impor a fixação de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. INTERESSE PROCESSUAL AUSENTE. EXTINÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL. OMISSÃO. PRINCÍPIO DA CAUSALIDADE. 1. Extinto processo por falta de interesse de agir, responde a parte que deu causa à instauração do processo pelos ônus sucumbenciais. 2. Embargos de Declaração que se conhece e a que se dá provimento, para, suplantando a omissão apontada, observados os termos do art. 85, § 2º, do Código de Processo Civil, impor a fixação de honorários advocatícios.
sjur385794
Número de páginas: 7. Análise: 05/06/2018, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Tribunal Pleno
3537
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 ART-01022\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
AC-ED
acordaos
AC 3537 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE
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Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.537 SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. INTERESSE PROCESSUAL AUSENTE. EXTINÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL. OMISSÃO. PRINCÍPIO DA CAUSALIDADE. 1. Extinto processo por falta de interesse de agir, responde a parte que deu causa à instauração do processo pelos ônus sucumbenciais. 2. Embargos de Declaração que se conhece e a que se dá provimento, para, suplantando a omissão apontada, observados os termos do art. 85, § 2..., do Código de Processo Civil, impor a fixação de honorários advocatícios. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência da Senhora Ministra CÁRMEN LÚCIA, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em conhecer dos embargos e a eles dar provimento, para, suplantando a omissão apontada, observados os termos do art. 85, § 2..., do Código de Processo Civil, impor a fixação de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907560. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão AC 3537 ED / SE Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907560. Supremo Tribunal Federal AC 3537 ED / SE Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907560. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.537 SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Embargos de Declaração em Ação Cautelar preparatória, visando essa a inexigência de certidões negativas de débito trabalhista e de créditos não quitados do Setor Público Federal (CADIN) de responsáveis legais do Estado de Sergipe e da Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (PRONESE), em chamadas ou chamamentos públicos ou em celebração de contratos, convênios, contratos de repasse, termos de execução descentralizada ou qualquer outro instrumento que importe em transferência de recursos financeiros, opostos pela União em face de Decisão monocrática da lavra do Ministro TEORI ZAVASCKI, que julgou prejudicado Agravo Regimental interposto pelo Estado de Sergipe e pela PRONESE, sob o fundamento da perda superveniente do interesse no julgamento da causa. Alega a Embargante padecer a Decisão embargada de omissão, tendo em vista não terem sido fixados os alegadamente devidos honorários sucumbenciais. Requer, ante isso, a fixação da verba referida, observados os termos do art. 85, § 2..., do Código de Processo Civil. É o Relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691810. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.537 SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Embargos de Declaração em Ação Cautelar preparatória, visando essa a inexigência de certidões negativas de débito trabalhista e de créditos não quitados do Setor Público Federal (CADIN) de responsáveis legais do Estado de Sergipe e da Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (PRONESE), em chamadas ou chamamentos públicos ou em celebração de contratos, convênios, contratos de repasse, termos de execução descentralizada ou qualquer outro instrumento que importe em transferência de recursos financeiros, opostos pela União em face de Decisão monocrática da lavra do Ministro TEORI ZAVASCKI, que julgou prejudicado Agravo Regimental interposto pelo Estado de Sergipe e pela PRONESE, sob o fundamento da perda superveniente do interesse no julgamento da causa. Alega a Embargante padecer a Decisão embargada de omissão, tendo em vista não terem sido fixados os alegadamente devidos honorários sucumbenciais. Requer, ante isso, a fixação da verba referida, observados os termos do art. 85, § 2..., do Código de Processo Civil. É o Relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691810. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.537 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Embargos de Declaração opostos pela União frente a Decisão prolatada pelo Ministro Relator em Agravo Regimental interposto na Ação Cautelar preparatória 3.537. A referida Ação Cautelar visava a dispensa de exigência de certidões negativas de débito trabalhista e de créditos não quitados do Setor Público Federal (CADIN) de responsáveis legais do Estado de Sergipe e da Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (PRONESE), em chamadas ou chamamentos públicos ou em celebração de contratos, convênios, contratos de repasse, termos de execução descentralizada ou qualquer outro instrumento que importe em transferência de recursos financeiros, tendo sido extinta, com prejuízo do Agravo Regimental respectivo apresentado em irresignação ao indeferimento a pedido de provimento cautelar, conforme os termos seguintes, por perda do interesse em seu julgamento: DECISÃO: 1. Trata-se de ação cautelar preparatória, com pedido de liminar, proposta em 21/2/2014 pelo Estado de Sergipe e pela Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe – PRONESE com o objetivo de obter a suspensão dos efeitos da inscrição dessa empresa no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados no Setor Público – CADIN, de forma possa participar do Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNCF), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). 2. O pedido de liminar foi indeferido em 12/2/2014. Os embargos de declaração opostos contra essa decisão foram acolhidos em parte, sem alteração no resultado. Inconformados, os autores apresentaram agravo regimental. Intimados para manifestar se ainda há interesse no prosseguimento da presente demanda por meio do despacho de 23/6/2016, os autores solicitaram prorrogação do prazo de resposta. Apesar do deferimento desse pedido, os autos retornaram conclusos sem qualquer manifestação, conforme certidão juntada aos autos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691809. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.537 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Embargos de Declaração opostos pela União frente a Decisão prolatada pelo Ministro Relator em Agravo Regimental interposto na Ação Cautelar preparatória 3.537. A referida Ação Cautelar visava a dispensa de exigência de certidões negativas de débito trabalhista e de créditos não quitados do Setor Público Federal (CADIN) de responsáveis legais do Estado de Sergipe e da Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (PRONESE), em chamadas ou chamamentos públicos ou em celebração de contratos, convênios, contratos de repasse, termos de execução descentralizada ou qualquer outro instrumento que importe em transferência de recursos financeiros, tendo sido extinta, com prejuízo do Agravo Regimental respectivo apresentado em irresignação ao indeferimento a pedido de provimento cautelar, conforme os termos seguintes, por perda do interesse em seu julgamento: DECISÃO: 1. Trata-se de ação cautelar preparatória, com pedido de liminar, proposta em 21/2/2014 pelo Estado de Sergipe e pela Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe – PRONESE com o objetivo de obter a suspensão dos efeitos da inscrição dessa empresa no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados no Setor Público – CADIN, de forma possa participar do Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNCF), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). 2. O pedido de liminar foi indeferido em 12/2/2014. Os embargos de declaração opostos contra essa decisão foram acolhidos em parte, sem alteração no resultado. Inconformados, os autores apresentaram agravo regimental. Intimados para manifestar se ainda há interesse no prosseguimento da presente demanda por meio do despacho de 23/6/2016, os autores solicitaram prorrogação do prazo de resposta. Apesar do deferimento desse pedido, os autos retornaram conclusos sem qualquer manifestação, conforme certidão juntada aos autos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691809. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AC 3537 ED / SE eletrônicos (doc. 66). O comportamento atual dos autores, além de indicar falta de urgência na pretendida suspensão da inscrição do PRONESE no CADIN, revela superveniente perda do interesse no julgamento da presente ação cautelar preparatória. 3. Diante do exposto, julgo prejudicado o pedido. Prejudicado o agravo regimental. Publique-se. Intime-se. Arquive-se. Alegando a Embargante se apresentar a Decisão omissa, uma vez que não determinados honorários sucumbenciais, requereu, considerados os termos do § 2... do art. 85 do Código de Processo Civil, a sua fixação. Decide-se. O Código de Processo Civil, em seu art. 1.022, é claro ao estabelecer dever, como condição de admissão e de provimento a embargos de declaração, a decisão contra a qual se voltam estar maculada por obscuridades, contradições ou omissões, prestando-se, ainda, para correção de erro material. Há efetiva omissão na Decisão apontada. Desatendendo, de fato, ao princípio da causalidade, segundo o qual, mesmo não havido julgamento de mérito, aquele que deu causa à propositura da demanda responderá pelas despesas daí decorrentes, a Decisão embargada deixou de impor verba honorária sucumbencial. A Ação Cautelar foi intentada pelo Embargado Estado de Sergipe, devidamente contestada, tendo dela se originado recurso de agravo, que, finalmente, em decorrência de patente falta de demonstração de interesse de agir, terminou extinto, arrastando a esse destino a Ação Cautelar. Irrespondível, dessa forma, a confirmação de que causado o relatado e acidentado processamento pelo ora Embargado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691809. Supremo Tribunal Federal AC 3537 ED / SE eletrônicos (doc. 66). O comportamento atual dos autores, além de indicar falta de urgência na pretendida suspensão da inscrição do PRONESE no CADIN, revela superveniente perda do interesse no julgamento da presente ação cautelar preparatória. 3. Diante do exposto, julgo prejudicado o pedido. Prejudicado o agravo regimental. Publique-se. Intime-se. Arquive-se. Alegando a Embargante se apresentar a Decisão omissa, uma vez que não determinados honorários sucumbenciais, requereu, considerados os termos do § 2... do art. 85 do Código de Processo Civil, a sua fixação. Decide-se. O Código de Processo Civil, em seu art. 1.022, é claro ao estabelecer dever, como condição de admissão e de provimento a embargos de declaração, a decisão contra a qual se voltam estar maculada por obscuridades, contradições ou omissões, prestando-se, ainda, para correção de erro material. Há efetiva omissão na Decisão apontada. Desatendendo, de fato, ao princípio da causalidade, segundo o qual, mesmo não havido julgamento de mérito, aquele que deu causa à propositura da demanda responderá pelas despesas daí decorrentes, a Decisão embargada deixou de impor verba honorária sucumbencial. A Ação Cautelar foi intentada pelo Embargado Estado de Sergipe, devidamente contestada, tendo dela se originado recurso de agravo, que, finalmente, em decorrência de patente falta de demonstração de interesse de agir, terminou extinto, arrastando a esse destino a Ação Cautelar. Irrespondível, dessa forma, a confirmação de que causado o relatado e acidentado processamento pelo ora Embargado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691809. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AC 3537 ED / SE Assim considerado, é o VOTO, admitidos os Embargos de Declaração na Ação Cautelar 3.537, considerado, ainda, o Agravo Regimental respectivo, com reconhecimento da omissão, observados os termos do art. 85, § 2..., do Código de Processo Civil, pela imposição de honorários advocatícios. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691809. Supremo Tribunal Federal AC 3537 ED / SE Assim considerado, é o VOTO, admitidos os Embargos de Declaração na Ação Cautelar 3.537, considerado, ainda, o Agravo Regimental respectivo, com reconhecimento da omissão, observados os termos do art. 85, § 2..., do Código de Processo Civil, pela imposição de honorários advocatícios. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14691809. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.537 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu dos embargos e a eles deu provimento, para, suplantando a omissão apontada, observados os termos do art. 85, § 2..., do Código de Processo Civil, impor a fixação de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890075 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.537 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu dos embargos e a eles deu provimento, para, suplantando a omissão apontada, observados os termos do art. 85, § 2..., do Código de Processo Civil, impor a fixação de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890075 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CAUTELAR 3 . 537", "AC 3537 ED / SE", "AC 3537 ED / SE", "AÇÃO CAUTELAR 3 . 537", "AÇÃO CAUTELAR 3 . 537", "AÇÃO", "AC 3537 ED / SE", "AC 3537 ED / SE", "Ação Cautelar 3 . 537", "AÇÃO CAUTELAR 3 . 537" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 85 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 85 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 85 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "Brasília", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "Estado de Sergipe", "Estado de Sergipe", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "Estado de Sergipe", "Estado de Sergipe", "Estado de Sergipe", "Setor Público Federal", "Estado de Sergipe", "Estado de Sergipe", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SERGIPE", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "UNIÃO", "UNIÃO", "Setor Público Federal", "CADIN", "Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe", "PRONESE", "União", "PRONESE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe", "PRONESE", "União", "PRONESE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Setor Público Federal", "CADIN", "Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe", "PRONESE", "Estado de Sergipe", "Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe", "PRONESE", "CADIN", "Programa", "Ministério do Desenvolvimento Agrário", "MDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Estado de Sergipe", "Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe", "PRONESE", "Estado de Sergipe", "Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe", "PRONESE", "Ministério do Desenvolvimento Agrário", "MDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CADIN", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "SERGIPE", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Alexandre de Moraes", "TEORI ZAVASCKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "Alexandre de Moraes", "TEORI ZAVASCKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos", "ALEXANDRE DE MORAES", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "2", "/", "2014", "12", "/", "2", "/", "2014", "23", "/", "6", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "2", "/", "2014", "12", "/", "2", "/", "2014", "23", "/", "6", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.558 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :J MACEDO S/A ADV.(A/S) :CELSO LUIZ DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. ICMS. Desconto antecipado. Local de produção do insumo. 4. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Inexistência de prequestionamento da matéria constitucional. Súmulas 282 e 356 do STF. Precedentes. 6. Razões do recurso extremo dissociadas do que decidido pelas instâncias de origem. Súmula 284 do STF. Precedentes. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de setembro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5CA-14DF-0D99-FB60 e senha D3A1-C188-0537-E627 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.558 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :J MACEDO S/A ADV.(A/S) :CELSO LUIZ DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Preliminarmente, observo a deficiência do recurso extraordinário, tendo em vista a ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida, no âmbito da qual não houve debate acerca da questão da proibição do tratamento tributário distintivo em virtude do local de procedência do insumo e a despeito do que não foram opostos embargos de declaração. Incide, portanto, o óbice da Súmula 284 desta Corte. Ainda que assim não o fosse, melhor sorte não assistiria à parte Recorrente. Isso porque, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Regulamento do ICMS) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou a incidência do recolhimento antecipado do imposto, visto que, no caso, ter-se-ia presente hipótese de exclusão da regra de dispensa. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: (...) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EB-A71B-913C-2F88 e senha FC08-2536-0F84-005F Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.558 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :J MACEDO S/A ADV.(A/S) :CELSO LUIZ DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Preliminarmente, observo a deficiência do recurso extraordinário, tendo em vista a ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida, no âmbito da qual não houve debate acerca da questão da proibição do tratamento tributário distintivo em virtude do local de procedência do insumo e a despeito do que não foram opostos embargos de declaração. Incide, portanto, o óbice da Súmula 284 desta Corte. Ainda que assim não o fosse, melhor sorte não assistiria à parte Recorrente. Isso porque, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Regulamento do ICMS) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou a incidência do recolhimento antecipado do imposto, visto que, no caso, ter-se-ia presente hipótese de exclusão da regra de dispensa. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: (...) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EB-A71B-913C-2F88 e senha FC08-2536-0F84-005F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 1134558 AGR / PE recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do STF”. (eDOC 6, p. 1-3) No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a não incidência do óbice da Súmula 284 do STF, uma vez que seria o recurso extraordinário claro ao delimitar a controvérsia em discussão. Argumenta-se ainda presente no caso violação direta ao dispositivo constitucional que veda o tratamento tributário diferenciado em razão da procedência do bem. Por fim, aduz-se desnecessário o revolvimento do acervo probatório dos autos ao enfrentamento da tese recursal extraordinária. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção da decisão agravada (eDOC 10, p. 1-4). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EB-A71B-913C-2F88 e senha FC08-2536-0F84-005F Supremo Tribunal Federal ARE 1134558 AGR / PE recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do STF”. (eDOC 6, p. 1-3) No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a não incidência do óbice da Súmula 284 do STF, uma vez que seria o recurso extraordinário claro ao delimitar a controvérsia em discussão. Argumenta-se ainda presente no caso violação direta ao dispositivo constitucional que veda o tratamento tributário diferenciado em razão da procedência do bem. Por fim, aduz-se desnecessário o revolvimento do acervo probatório dos autos ao enfrentamento da tese recursal extraordinária. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção da decisão agravada (eDOC 10, p. 1-4). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EB-A71B-913C-2F88 e senha FC08-2536-0F84-005F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.558 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, incide na espécie o óbice da Súmula 284 do STF, porquanto dissociadas as razões do recurso extraordinário do que decidido pelo acórdão do tribunal de origem, no âmbito do qual não restou lançado juízo acerca da questão constitucional concernente à proibição do tratamento tributário distintivo em virtude do local de procedência do insumo e a despeito do que não foram opostos embargos de declaração. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DAS RAZÕES RECURSAIS. SÚMULA 284/STF. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. 1. As razões do Recurso Extraordinário encontram-se dissociadas do que foi decidido pelo acórdão recorrido, o que atrai a aplicação da Súmula 284/STF: é inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. 2. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 3 . Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.558 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, incide na espécie o óbice da Súmula 284 do STF, porquanto dissociadas as razões do recurso extraordinário do que decidido pelo acórdão do tribunal de origem, no âmbito do qual não restou lançado juízo acerca da questão constitucional concernente à proibição do tratamento tributário distintivo em virtude do local de procedência do insumo e a despeito do que não foram opostos embargos de declaração. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DAS RAZÕES RECURSAIS. SÚMULA 284/STF. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. 1. As razões do Recurso Extraordinário encontram-se dissociadas do que foi decidido pelo acórdão recorrido, o que atrai a aplicação da Súmula 284/STF: é inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. 2. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 3 . Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1134558 AGR / PE do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem”. (ARE-AgR 1.016.656, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 6.3.2018) (grifo nosso) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Consumidor e Processual Civil. Plano de Saúde. Prequestionamento. Ausência. Violação dos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Repercussão geral. Inexistência. Agravo. Razões dissociadas do acórdão recorrido. Inadmissibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios da legalidade, do contraditório e da ampla defesa e do devido processo legal (ARE nº 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tema 660, DJe de 1º/8/13). 3. É inadmissível o recurso quando as razões nele expostas estão dissociadas dos fundamentos adotados no acórdão recorrido. Orientação da Súmula nº 284/STF. 4. Agravo regimental não provido, com imposição multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve a fixação prévia de honorários advocatícios na causa”. (ARE-AgR 1.068.209, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 6.11.2017) (grifo nosso) Além disso, sublinho essa mesma ausência de juízo acerca do tema constitucional suscitado no apelo extremo a atrair a incidência das Súmulas 282 e 356 do STF, ante a inexistência do devido prequestionamento. Eis, a propósito, julgados sobre o tema: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Aluno-aprendiz. Cômputo do período como tempo de serviço público. Legalidade. 4. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Supremo Tribunal Federal ARE 1134558 AGR / PE do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem”. (ARE-AgR 1.016.656, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 6.3.2018) (grifo nosso) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Consumidor e Processual Civil. Plano de Saúde. Prequestionamento. Ausência. Violação dos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Repercussão geral. Inexistência. Agravo. Razões dissociadas do acórdão recorrido. Inadmissibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios da legalidade, do contraditório e da ampla defesa e do devido processo legal (ARE nº 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tema 660, DJe de 1º/8/13). 3. É inadmissível o recurso quando as razões nele expostas estão dissociadas dos fundamentos adotados no acórdão recorrido. Orientação da Súmula nº 284/STF. 4. Agravo regimental não provido, com imposição multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve a fixação prévia de honorários advocatícios na causa”. (ARE-AgR 1.068.209, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 6.11.2017) (grifo nosso) Além disso, sublinho essa mesma ausência de juízo acerca do tema constitucional suscitado no apelo extremo a atrair a incidência das Súmulas 282 e 356 do STF, ante a inexistência do devido prequestionamento. Eis, a propósito, julgados sobre o tema: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Aluno-aprendiz. Cômputo do período como tempo de serviço público. Legalidade. 4. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1134558 AGR / PE Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do STF. Precedentes. 5. Inexistência de prequestionamento da matéria constitucional suscitada no recurso. Súmulas 282 e 356 do STF. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.007.072, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 27.8.2018) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SERVIDOR PÚBLICO NÃO ESTÁVEL. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. NECESSIDADE. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência desta CORTE tem reafirmado a necessidade do devido processo administrativo para a dispensa de servidor público, ainda que não estável. 3. Agravo Interno a que se nega provimento”. (RE- AgR 565.469, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.8.2018) Por fim, quanto ao tema de fundo, destaco não haver o que se colher do recurso. Isso porque a matéria debatida nas instâncias ordinárias restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário da parte agravante. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do STF. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Supremo Tribunal Federal ARE 1134558 AGR / PE Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do STF. Precedentes. 5. Inexistência de prequestionamento da matéria constitucional suscitada no recurso. Súmulas 282 e 356 do STF. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.007.072, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 27.8.2018) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SERVIDOR PÚBLICO NÃO ESTÁVEL. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. NECESSIDADE. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência desta CORTE tem reafirmado a necessidade do devido processo administrativo para a dispensa de servidor público, ainda que não estável. 3. Agravo Interno a que se nega provimento”. (RE- AgR 565.469, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.8.2018) Por fim, quanto ao tema de fundo, destaco não haver o que se colher do recurso. Isso porque a matéria debatida nas instâncias ordinárias restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário da parte agravante. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do STF. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1134558 AGR / PE “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Operação interestadual. Diferencial de alíquota do ICMS. Aquisição. Ativo Fixo. Incorporação à atividade de transporte municipal de passageiros. Sujeição ao ISS. Natureza da atividade. Legislação infraconstitucional local. Súmula 280/STF. Fatos e provas. Súmula 279/STF. 1. O Tribunal de origem consignou que o Estado não poderia cobrar o ICMS correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual, visto que as mercadorias foram adquiridas para serem incorporadas às atividades de transporte municipal de passageiros, sujeitas exclusivamente ao ISS. 2. Acolher a pretensão recursal importaria no reexame da causa à luz da Lei Complementar nº 87/96, da legislação local e do acervo fático e probatório dos autos, providências vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% do valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do novo Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação”. (ARE-AgR 1.116.560, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 24.8.2018) “AGRAVO DE INSTRUMENTO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO”. (AI-AgR 867.914, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 28.5.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Supremo Tribunal Federal ARE 1134558 AGR / PE “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Operação interestadual. Diferencial de alíquota do ICMS. Aquisição. Ativo Fixo. Incorporação à atividade de transporte municipal de passageiros. Sujeição ao ISS. Natureza da atividade. Legislação infraconstitucional local. Súmula 280/STF. Fatos e provas. Súmula 279/STF. 1. O Tribunal de origem consignou que o Estado não poderia cobrar o ICMS correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual, visto que as mercadorias foram adquiridas para serem incorporadas às atividades de transporte municipal de passageiros, sujeitas exclusivamente ao ISS. 2. Acolher a pretensão recursal importaria no reexame da causa à luz da Lei Complementar nº 87/96, da legislação local e do acervo fático e probatório dos autos, providências vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% do valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do novo Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação”. (ARE-AgR 1.116.560, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 24.8.2018) “AGRAVO DE INSTRUMENTO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO”. (AI-AgR 867.914, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 28.5.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1134558 AGR / PE disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Supremo Tribunal Federal ARE 1134558 AGR / PE disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 21/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.558 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : J MACEDO S/A ADV.(A/S) : CELSO LUIZ DE OLIVEIRA (17279/BA, 17382-A/CE, 01971/A/ DF, 77977-A/PB, 00495/PE, 32323/PR, 110732/RJ, 868-A/RN, 47142A/RS, 41457/SC, 796A/SE, 77977/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 114B-AFF6-F9E0-EE67 e senha 5B7C-1B08-6BBF-23CE Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.558 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : J MACEDO S/A ADV.(A/S) : CELSO LUIZ DE OLIVEIRA (17279/BA, 17382-A/CE, 01971/A/ DF, 77977-A/PB, 00495/PE, 32323/PR, 110732/RJ, 868-A/RN, 47142A/RS, 41457/SC, 796A/SE, 77977/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 114B-AFF6-F9E0-EE67 e senha 5B7C-1B08-6BBF-23CE Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748397152
2018-09-21T00:00:00
2018-10-09T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. ICMS. Desconto antecipado. Local de produção do insumo. 4. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Inexistência de prequestionamento da matéria constitucional. Súmulas 282 e 356 do STF. Precedentes. 6. Razões do recurso extremo dissociadas do que decidido pelas instâncias de origem. Súmula 284 do STF. Precedentes. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Negativa de provimento ao agravo regimental.
sjur392198
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 284) ARE 1068209 AgR (2ªT), ARE 1016656 AgR (1ªT). (PREQUESTIONAMENTO) RE 565469 AgR (1ªT), ARE 1007072 AgR (2ªT). (SÚMULA 279, SÚMULA 280) AI 867914 AgR (2ªT), ARE 1116560 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 19/10/2018, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1134558
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1134558 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : J MACEDO S/A ADV.(A/S) : CELSO LUIZ DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
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Ementa e Acórdão 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.558 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :J MACEDO S/A ADV.(A/S) :CELSO LUIZ DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. ICMS. Desconto antecipado. Local de produção do insumo. 4. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Inexistência de prequestionamento da matéria constitucional. Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 6. Razões do recurso extremo dissociadas do que decidido pelas instâncias de origem. Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de setembro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5CA-14DF-0D99-FB60 e senha D3A1-C188-0537-E627 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.558 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :J MACEDO S/A ADV.(A/S) :CELSO LUIZ DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Preliminarmente, observo a deficiência do recurso extraordinário, tendo em vista a ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida, no âmbito da qual não houve debate acerca da questão da proibição do tratamento tributário distintivo em virtude do local de procedência do insumo e a despeito do que não foram opostos embargos de declaração. Incide, portanto, o óbice da Súmula 284 desta Corte. Ainda que assim não o fosse, melhor sorte não assistiria à parte Recorrente. Isso porque, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Regulamento do ICMS) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou a incidência do recolhimento antecipado do imposto, visto que, no caso, ter-se-ia presente hipótese de exclusão da regra de dispensa. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: (...) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EB-A71B-913C-2F88 e senha FC08-2536-0F84-005F Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.558 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :J MACEDO S/A ADV.(A/S) :CELSO LUIZ DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Preliminarmente, observo a deficiência do recurso extraordinário, tendo em vista a ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida, no âmbito da qual não houve debate acerca da questão da proibição do tratamento tributário distintivo em virtude do local de procedência do insumo e a despeito do que não foram opostos embargos de declaração. Incide, portanto, o óbice da Súmula 284 desta Corte. Ainda que assim não o fosse, melhor sorte não assistiria à parte Recorrente. Isso porque, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Regulamento do ICMS) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou a incidência do recolhimento antecipado do imposto, visto que, no caso, ter-se-ia presente hipótese de exclusão da regra de dispensa. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: (...) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EB-A71B-913C-2F88 e senha FC08-2536-0F84-005F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 1134558 AGR / PE recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 6, p. 1-3) No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a não incidência do óbice da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que seria o recurso extraordinário claro ao delimitar a controvérsia em discussão. Argumenta-se ainda presente no caso violação direta ao dispositivo constitucional que veda o tratamento tributário diferenciado em razão da procedência do bem. Por fim, aduz-se desnecessário o revolvimento do acervo probatório dos autos ao enfrentamento da tese recursal extraordinária. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção da decisão agravada (eDOC 10, p. 1-4). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EB-A71B-913C-2F88 e senha FC08-2536-0F84-005F Supremo Tribunal Federal ARE 1134558 AGR / PE recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 6, p. 1-3) No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a não incidência do óbice da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que seria o recurso extraordinário claro ao delimitar a controvérsia em discussão. Argumenta-se ainda presente no caso violação direta ao dispositivo constitucional que veda o tratamento tributário diferenciado em razão da procedência do bem. Por fim, aduz-se desnecessário o revolvimento do acervo probatório dos autos ao enfrentamento da tese recursal extraordinária. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção da decisão agravada (eDOC 10, p. 1-4). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EB-A71B-913C-2F88 e senha FC08-2536-0F84-005F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.558 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, incide na espécie o óbice da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal, porquanto dissociadas as razões do recurso extraordinário do que decidido pelo acórdão do tribunal de origem, no âmbito do qual não restou lançado juízo acerca da questão constitucional concernente à proibição do tratamento tributário distintivo em virtude do local de procedência do insumo e a despeito do que não foram opostos embargos de declaração. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DAS RAZÕES RECURSAIS. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. 1. As razões do Recurso Extraordinário encontram-se dissociadas do que foi decidido pelo acórdão recorrido, o que atrai a aplicação da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: é inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. 2. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 3 . Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.558 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, incide na espécie o óbice da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal, porquanto dissociadas as razões do recurso extraordinário do que decidido pelo acórdão do tribunal de origem, no âmbito do qual não restou lançado juízo acerca da questão constitucional concernente à proibição do tratamento tributário distintivo em virtude do local de procedência do insumo e a despeito do que não foram opostos embargos de declaração. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DAS RAZÕES RECURSAIS. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. 1. As razões do Recurso Extraordinário encontram-se dissociadas do que foi decidido pelo acórdão recorrido, o que atrai a aplicação da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: é inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. 2. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 3 . Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1134558 AGR / PE do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem”. (ARE-AgR 1.016.656, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 6.3.2018) (grifo nosso) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Consumidor e Processual Civil. Plano de Saúde. Prequestionamento. Ausência. Violação dos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Repercussão geral. Inexistência. Agravo. Razões dissociadas do acórdão recorrido. Inadmissibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios da legalidade, do contraditório e da ampla defesa e do devido processo legal (ARE n 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tema 660, DJe de 1.../8/13). 3. É inadmissível o recurso quando as razões nele expostas estão dissociadas dos fundamentos adotados no acórdão recorrido. Orientação da Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido, com imposição multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve a fixação prévia de honorários advocatícios na causa”. (ARE-AgR 1.068.209, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 6.11.2017) (grifo nosso) Além disso, sublinho essa mesma ausência de juízo acerca do tema constitucional suscitado no apelo extremo a atrair a incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal, ante a inexistência do devido prequestionamento. Eis, a propósito, julgados sobre o tema: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Aluno-aprendiz. Cômputo do período como tempo de serviço público. Legalidade. 4. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Supremo Tribunal Federal ARE 1134558 AGR / PE do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem”. (ARE-AgR 1.016.656, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 6.3.2018) (grifo nosso) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Consumidor e Processual Civil. Plano de Saúde. Prequestionamento. Ausência. Violação dos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Repercussão geral. Inexistência. Agravo. Razões dissociadas do acórdão recorrido. Inadmissibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios da legalidade, do contraditório e da ampla defesa e do devido processo legal (ARE n 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tema 660, DJe de 1.../8/13). 3. É inadmissível o recurso quando as razões nele expostas estão dissociadas dos fundamentos adotados no acórdão recorrido. Orientação da Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido, com imposição multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve a fixação prévia de honorários advocatícios na causa”. (ARE-AgR 1.068.209, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 6.11.2017) (grifo nosso) Além disso, sublinho essa mesma ausência de juízo acerca do tema constitucional suscitado no apelo extremo a atrair a incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal, ante a inexistência do devido prequestionamento. Eis, a propósito, julgados sobre o tema: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Aluno-aprendiz. Cômputo do período como tempo de serviço público. Legalidade. 4. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1134558 AGR / PE Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Inexistência de prequestionamento da matéria constitucional suscitada no recurso. Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.007.072, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 27.8.2018) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SERVIDOR PÚBLICO NÃO ESTÁVEL. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. NECESSIDADE. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência desta CORTE tem reafirmado a necessidade do devido processo administrativo para a dispensa de servidor público, ainda que não estável. 3. Agravo Interno a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário- AgR 565.469, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.8.2018) Por fim, quanto ao tema de fundo, destaco não haver o que se colher do recurso. Isso porque a matéria debatida nas instâncias ordinárias restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário da parte agravante. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Supremo Tribunal Federal ARE 1134558 AGR / PE Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Inexistência de prequestionamento da matéria constitucional suscitada no recurso. Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.007.072, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 27.8.2018) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SERVIDOR PÚBLICO NÃO ESTÁVEL. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. NECESSIDADE. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência desta CORTE tem reafirmado a necessidade do devido processo administrativo para a dispensa de servidor público, ainda que não estável. 3. Agravo Interno a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário- AgR 565.469, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.8.2018) Por fim, quanto ao tema de fundo, destaco não haver o que se colher do recurso. Isso porque a matéria debatida nas instâncias ordinárias restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário da parte agravante. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1134558 AGR / PE “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Operação interestadual. Diferencial de alíquota do ICMS. Aquisição. Ativo Fixo. Incorporação à atividade de transporte municipal de passageiros. Sujeição ao ISS. Natureza da atividade. Legislação infraconstitucional local. Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Fatos e provas. Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O Tribunal de origem consignou que o Estado não poderia cobrar o ICMS correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual, visto que as mercadorias foram adquiridas para serem incorporadas às atividades de transporte municipal de passageiros, sujeitas exclusivamente ao ISS. 2. Acolher a pretensão recursal importaria no reexame da causa à luz da Lei Complementar n 87/96, da legislação local e do acervo fático e probatório dos autos, providências vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% do valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do novo Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação”. (ARE-AgR 1.116.560, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 24.8.2018) “AGRAVO DE INSTRUMENTO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/Supremo Tribunal Federal E LEI n 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO”. (AI-AgR 867.914, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 28.5.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Supremo Tribunal Federal ARE 1134558 AGR / PE “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Operação interestadual. Diferencial de alíquota do ICMS. Aquisição. Ativo Fixo. Incorporação à atividade de transporte municipal de passageiros. Sujeição ao ISS. Natureza da atividade. Legislação infraconstitucional local. Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Fatos e provas. Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O Tribunal de origem consignou que o Estado não poderia cobrar o ICMS correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual, visto que as mercadorias foram adquiridas para serem incorporadas às atividades de transporte municipal de passageiros, sujeitas exclusivamente ao ISS. 2. Acolher a pretensão recursal importaria no reexame da causa à luz da Lei Complementar n 87/96, da legislação local e do acervo fático e probatório dos autos, providências vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% do valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do novo Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação”. (ARE-AgR 1.116.560, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 24.8.2018) “AGRAVO DE INSTRUMENTO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/Supremo Tribunal Federal E LEI n 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO”. (AI-AgR 867.914, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 28.5.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1134558 AGR / PE disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Supremo Tribunal Federal ARE 1134558 AGR / PE disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F36-C6AE-6D37-A699 e senha 616A-A924-EC16-A885 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 21/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.558 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : J MACEDO S/A ADV.(A/S) : CELSO LUIZ DE OLIVEIRA (17279/BA, 17382-A/CE, 01971/A/ DF, 77977-A/PB, 00495/PE, 32323/PR, 110732/RJ, 868-A/RN, 47142A/RS, 41457/SC, 796A/SE, 77977/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 114B-AFF6-F9E0-EE67 e senha 5B7C-1B08-6BBF-23CE Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.558 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : J MACEDO S/A ADV.(A/S) : CELSO LUIZ DE OLIVEIRA (17279/BA, 17382-A/CE, 01971/A/ DF, 77977-A/PB, 00495/PE, 32323/PR, 110732/RJ, 868-A/RN, 47142A/RS, 41457/SC, 796A/SE, 77977/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 114B-AFF6-F9E0-EE67 e senha 5B7C-1B08-6BBF-23CE Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 134 . 558", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 134 . 558", "ARE 1134558 AGR / PE", "Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1134558 AGR / PE", "Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1134558 AGR / PE do Código", "ARE", "-", "AgR 1 . 016 . 656", "Súmulas ns 282", "ARE n 748 . 371 / MT", "ARE", "-", "AgR 1 . 068 . 209", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1134558", "ARE", "-", "AgR 1 . 016 . 656", "Súmulas ns 282", "ARE n 748 . 371 / MT", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 1 . 068 . 209", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 1 . 007 . 072", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 565 . 469", "Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1134558 AGR / PE", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 1 . 007 . 072", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário - AgR 565 . 469", "Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1134558 AGR / PE", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 280", "ARE", "-", "AgR 1 . 116 . 560", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 512 / Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR 867 . 914", "ARE 1134558 AGR / PE", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 1 . 116 . 560", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 512 / Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR 867 . 914" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regulamento", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regulamento do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 87", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "LEI n 12 . 016 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 87 / 96", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "LEI n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 21/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.096 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS Agravo interno em ação cível originária. 2. Direito Administrativo. 3. Convênios. Irregularidade na prestação de contas. Inscrição em cadastros federais de inadimplentes (CAUC/Siafi/Cadin). 4. Tomada de Contas Especial. Necessidade. Ausência configura ofensa ao devido processo legal. Jurisprudência sedimentada. 5. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Honorários. Majoração. art. 85, §11, do CPC. Impossibilidade. Extrapolamento dos limites previstos na parte final da norma processual. 7. Multa. Em caso de votação unânime no colegiado, aplicação da multa do art. 1.021, § 4º, do CPC no percentual de 5% do valor atualizado da causa. 8. Negativa de provimento a agravo interno. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários advocatícios e aplicar a multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de setembro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF57-DA6F-DDDF-EE12 e senha 9A0F-F623-F3D4-9610 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 21/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.096 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto contra decisão de minha lavra que julgou parcialmente procedente o pedido formulado pelo Estado de Alagoas, como se vê do dispositivo que ora transcrevo: “Ante o exposto, por tratar-se de posicionamento reiterado desta Corte (art. 21, § 1º, do RISTF): 1) julgo procedente, em parte, o pedido, para determinar que a União, quanto ao Convênio 01/1996, abstenha-se de inscrever o Estado de Alagoas ou para que exclua a sua inscrição no Cauc/Siafi/Cadin ou qualquer outro cadastro restritivo, até que ocorra a finalização do respectivo procedimento de tomada de contas especial do referido convênio; 2) declaro prejudicado o agravo regimental interposto pela União em face da decisão de concessão da tutela antecipada; e 3) condeno a União a pagar a quantia de R$ 2.631,88 (dois mil, seiscentos e trinta e um reais e oitenta e oito centavos), a título de honorários advocatícios para o(s) causídico(s) do polo adverso”. (eDOC 50, p. 15) Nas razões recursais (eDOC 56), a União insiste que, nos termos da legislação de regência (Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei 10.522/2002) e de recomendação do Tribunal de Contas da União, o registro de inadimplência no sistema de gestão do instrumento é ato prévio à tomada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7CA-AFE8-843B-F321 e senha C9C3-2EE2-26E3-B557 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.096 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto contra decisão de minha lavra que julgou parcialmente procedente o pedido formulado pelo Estado de Alagoas, como se vê do dispositivo que ora transcrevo: “Ante o exposto, por tratar-se de posicionamento reiterado desta Corte (art. 21, § 1º, do RISTF): 1) julgo procedente, em parte, o pedido, para determinar que a União, quanto ao Convênio 01/1996, abstenha-se de inscrever o Estado de Alagoas ou para que exclua a sua inscrição no Cauc/Siafi/Cadin ou qualquer outro cadastro restritivo, até que ocorra a finalização do respectivo procedimento de tomada de contas especial do referido convênio; 2) declaro prejudicado o agravo regimental interposto pela União em face da decisão de concessão da tutela antecipada; e 3) condeno a União a pagar a quantia de R$ 2.631,88 (dois mil, seiscentos e trinta e um reais e oitenta e oito centavos), a título de honorários advocatícios para o(s) causídico(s) do polo adverso”. (eDOC 50, p. 15) Nas razões recursais (eDOC 56), a União insiste que, nos termos da legislação de regência (Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei 10.522/2002) e de recomendação do Tribunal de Contas da União, o registro de inadimplência no sistema de gestão do instrumento é ato prévio à tomada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7CA-AFE8-843B-F321 e senha C9C3-2EE2-26E3-B557 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório ACO 2096 AGR / DF de contas especial. Em outras palavras, afirma, em síntese, que a inscrição no cadastro deve ser feita por ocasião da não prestação de contas relativa ao convênio ou da constatação de irregularidade nessas contas, sendo a tomada de contas especial procedimento posterior, que visa à identificação de dano ao erário e do gestor responsável. Argumenta que a inscrição nos cadastros federais deve ser precedida apenas de procedimento prévio de notificação e que, no caso dos autos, houve pleno respeito aos postulados do devido processo legal, uma vez que foram encaminhados diversos expedientes ao ente interessado com o fim de informar as irregularidades apuradas, entre os quais cita o Memorando 047/2013/CGCONV/DGI/SEGEX/MI, de 7 de fevereiro de 2013. Aduz, assim, que o “Estado-autor teve incontáveis oportunidades para apresentar sua defesa e realizar efetivamente o contraditório”, tais como os Ofícios 1396/2010/CAPC/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 6.8.2010; 434/2012/DGI/SECEX/IVII, de 15.5.2012; 435/2012/DGI/SECEX/MI, de 15.2.2012; e 436/2012/DGI/SECEX/MI, de 15.2.2012, entre outros. Alega estar a decisão recorrida embasada em suposta jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, a qual não estaria sedimentada, pois existem precedentes judiciais em sentido contrário. Cita os julgados proferidos nas ACOs 1.860 (Rel. Min. Marco Aurélio) e 1.617 (Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Ademais, sustenta que o tema da restrição no Siafi/Siconv, antes do julgamento da tomada de contas especial, foi inserido no regime de repercussão geral por meio do RE-RG 607.420, posteriormente substituído pelo RE-RG 1.067.086, ainda não julgado (tema 327). Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, requerendo a manutenção da decisão em sua integralidade. Defende a imprescindibilidade do procedimento de tomada de contas especial para a inserção do ente em cadastro de inadimplência da União (eDOC 59). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7CA-AFE8-843B-F321 e senha C9C3-2EE2-26E3-B557 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF de contas especial. Em outras palavras, afirma, em síntese, que a inscrição no cadastro deve ser feita por ocasião da não prestação de contas relativa ao convênio ou da constatação de irregularidade nessas contas, sendo a tomada de contas especial procedimento posterior, que visa à identificação de dano ao erário e do gestor responsável. Argumenta que a inscrição nos cadastros federais deve ser precedida apenas de procedimento prévio de notificação e que, no caso dos autos, houve pleno respeito aos postulados do devido processo legal, uma vez que foram encaminhados diversos expedientes ao ente interessado com o fim de informar as irregularidades apuradas, entre os quais cita o Memorando 047/2013/CGCONV/DGI/SEGEX/MI, de 7 de fevereiro de 2013. Aduz, assim, que o “Estado-autor teve incontáveis oportunidades para apresentar sua defesa e realizar efetivamente o contraditório”, tais como os Ofícios 1396/2010/CAPC/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 6.8.2010; 434/2012/DGI/SECEX/IVII, de 15.5.2012; 435/2012/DGI/SECEX/MI, de 15.2.2012; e 436/2012/DGI/SECEX/MI, de 15.2.2012, entre outros. Alega estar a decisão recorrida embasada em suposta jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, a qual não estaria sedimentada, pois existem precedentes judiciais em sentido contrário. Cita os julgados proferidos nas ACOs 1.860 (Rel. Min. Marco Aurélio) e 1.617 (Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Ademais, sustenta que o tema da restrição no Siafi/Siconv, antes do julgamento da tomada de contas especial, foi inserido no regime de repercussão geral por meio do RE-RG 607.420, posteriormente substituído pelo RE-RG 1.067.086, ainda não julgado (tema 327). Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, requerendo a manutenção da decisão em sua integralidade. Defende a imprescindibilidade do procedimento de tomada de contas especial para a inserção do ente em cadastro de inadimplência da União (eDOC 59). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7CA-AFE8-843B-F321 e senha C9C3-2EE2-26E3-B557 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.096 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, saliento que o presente recurso deve ser apreciado sob o regime jurídico do novo Código de Processo Civil, tendo em vista impugnar decisão publicada em data posterior a 17.3.2016. A irresignação da recorrente não merece prosperar, pois não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada, a qual, para evitar tautologia, transcrevo na parte que interessa à insurgência recursal: (…) in casu, verifico que a ré procedeu à inscrição do Estado no Cauc sem ter oportunizado o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, em violação ao princípio constitucional do devido processo legal. Entretanto, a questão estava a exigir a instrução de procedimento administrativo já previsto na legislação que possibilitasse ao autor confrontar, de forma plena, os argumentos da União quanto às irregularidades apontadas no convênio. Tanto que a própria ré, ao analisar pedido administrativo do autor, relacionado ao convênio, fez menção expressa à necessidade de tomada de contas especial, in verbis: ‘1.22. após análise do pleito e considerando que o procedimento de instauração de Tomada de Contas Especial não depende do Estado de Alagoas, a CONJUR firmou entendimento de que a medida encetada pelo Governo do Estado de Alagoas junto ao Ministério Público Federal - MPF é o bastante para motivar a retirada do registro de inadimplência do SIAFI, haja vista que o MPF é um órgão competente para propor eventual ação civil pública de improbidade bem como para a adoção das Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.096 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, saliento que o presente recurso deve ser apreciado sob o regime jurídico do novo Código de Processo Civil, tendo em vista impugnar decisão publicada em data posterior a 17.3.2016. A irresignação da recorrente não merece prosperar, pois não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada, a qual, para evitar tautologia, transcrevo na parte que interessa à insurgência recursal: (…) in casu, verifico que a ré procedeu à inscrição do Estado no Cauc sem ter oportunizado o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, em violação ao princípio constitucional do devido processo legal. Entretanto, a questão estava a exigir a instrução de procedimento administrativo já previsto na legislação que possibilitasse ao autor confrontar, de forma plena, os argumentos da União quanto às irregularidades apontadas no convênio. Tanto que a própria ré, ao analisar pedido administrativo do autor, relacionado ao convênio, fez menção expressa à necessidade de tomada de contas especial, in verbis: ‘1.22. após análise do pleito e considerando que o procedimento de instauração de Tomada de Contas Especial não depende do Estado de Alagoas, a CONJUR firmou entendimento de que a medida encetada pelo Governo do Estado de Alagoas junto ao Ministério Público Federal - MPF é o bastante para motivar a retirada do registro de inadimplência do SIAFI, haja vista que o MPF é um órgão competente para propor eventual ação civil pública de improbidade bem como para a adoção das Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF medidas cabíveis no âmbito criminal (Nota nº 44/2013/CONJUR-MIN/CGU/AGU, de 30/1/2013 anexo XXI). 1.23 dessa forma, o registro de inadimplência do Estado de Alagoas foi excluído do SIAFI (Despacho nº 99/2013/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 30/1/2013 anexo XXIII). 1.24 posteriormente, considerando que a irregularidade do convênio não foi sanada e nem as contas aprovadas, essa CGCONV retificou o Despacho nº 99/2013/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 30/1/2013, e suspendeu o registro de inadimplência do Estado de Alagoas no SIAFI quanto ao convênio supracitado (Despacho nº 119/2013/CAPC/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 5/2/2013 anexo XXIII) (...)’. (eDOC 27, p. 3/4) (grifo nosso) A jurisprudência desta Corte já sedimentou o entendimento no sentido de que a inscrição em cadastro de inadimplentes, o qual repercuta no repasse de verbas imprescindíveis para a continuidade de projetos nos entes estaduais e municipais, deve ser precedida de tomada de contas especial. A propósito, cito os seguintes julgados: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO(CAUC).LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. PRESENÇA DE INTERESSE PROCESSUAL.OFENSA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NECESSIDADE. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. ACO 2.131/MT- AgR, REL. MIN. CELSO DE MELLO, DJE 20/2/2015. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF medidas cabíveis no âmbito criminal (Nota nº 44/2013/CONJUR-MIN/CGU/AGU, de 30/1/2013 anexo XXI). 1.23 dessa forma, o registro de inadimplência do Estado de Alagoas foi excluído do SIAFI (Despacho nº 99/2013/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 30/1/2013 anexo XXIII). 1.24 posteriormente, considerando que a irregularidade do convênio não foi sanada e nem as contas aprovadas, essa CGCONV retificou o Despacho nº 99/2013/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 30/1/2013, e suspendeu o registro de inadimplência do Estado de Alagoas no SIAFI quanto ao convênio supracitado (Despacho nº 119/2013/CAPC/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 5/2/2013 anexo XXIII) (...)’. (eDOC 27, p. 3/4) (grifo nosso) A jurisprudência desta Corte já sedimentou o entendimento no sentido de que a inscrição em cadastro de inadimplentes, o qual repercuta no repasse de verbas imprescindíveis para a continuidade de projetos nos entes estaduais e municipais, deve ser precedida de tomada de contas especial. A propósito, cito os seguintes julgados: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO(CAUC).LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. PRESENÇA DE INTERESSE PROCESSUAL.OFENSA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NECESSIDADE. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. ACO 2.131/MT- AgR, REL. MIN. CELSO DE MELLO, DJE 20/2/2015. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF PROVIMENTO. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa. ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20/2/2015. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’. (ACO-AgR-segundo 964, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 16.2.2016, grifo nosso) ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. ESTADO DE GOIÁS. INSCRIÇÃO NO SIAFI/CAUC IRREGULARIDADES PRATICADAS PELO PRÓPRIO PODER EXECUTIVO NO CUMPRIMENTO DE CONVÊNIO FIRMADO COM O INCRA. INAPLICABILIDADE DA TEORIA DA INTRANSCENDÊNCIA SUBJETIVA DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITO.INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NÃO OCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CONFIGURADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’. (ACO-AgR 1.988, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 4.12.2015, grifo nosso) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO.INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. VIOLAÇÃO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. TOMADA DE CONTAS ESPECIAL PRÉVIA. PRECEDENTES. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO COLEGIADO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Em razão de expressa determinação constitucional, na medida 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF PROVIMENTO. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa. ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20/2/2015. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’. (ACO-AgR-segundo 964, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 16.2.2016, grifo nosso) ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. ESTADO DE GOIÁS. INSCRIÇÃO NO SIAFI/CAUC IRREGULARIDADES PRATICADAS PELO PRÓPRIO PODER EXECUTIVO NO CUMPRIMENTO DE CONVÊNIO FIRMADO COM O INCRA. INAPLICABILIDADE DA TEORIA DA INTRANSCENDÊNCIA SUBJETIVA DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITO.INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NÃO OCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CONFIGURADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’. (ACO-AgR 1.988, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 4.12.2015, grifo nosso) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO.INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. VIOLAÇÃO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. TOMADA DE CONTAS ESPECIAL PRÉVIA. PRECEDENTES. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO COLEGIADO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Em razão de expressa determinação constitucional, na medida 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF em que a atuação da Administração Pública é pautada pelo princípio da legalidade (CF, art. 37, caput ), inexiste, em princípio, qualquer ilegalidade na atuação da União em proceder à inscrição do órgão ou ente (o qual se mostre inadimplente em relação a débitos ou deveres legais) nos cadastros de restrição, bem como na não celebração de convênios ou prestação de garantias. 2. Não obstante, configurada, como in casu, hipótese excepcional a autorizar a exclusão judicial da inscrição nos cadastros de inadimplência e/ou a liberação dos recursos federais, independentemente da sua destinação, deve ser preservado o interesse público. 3. É que, em casos como o presente, o propósito é de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. 4. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel. Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’. (ACO-AgR 2.102, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, Dje 19.11.2015, grifo nosso) ‘AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO GOVERNO FEDERAL E CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIOS INSCRIÇÃO DE UNIDADE DA FEDERAÇÃO AUSÊNCIA DE OBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL LIMINAR REFERENDADA. Viola o princípio do devido processo legal a inscrição de unidade federativa em cadastros de inadimplentes antes de iniciada e julgada eventual tomada de contas especial 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF em que a atuação da Administração Pública é pautada pelo princípio da legalidade (CF, art. 37, caput ), inexiste, em princípio, qualquer ilegalidade na atuação da União em proceder à inscrição do órgão ou ente (o qual se mostre inadimplente em relação a débitos ou deveres legais) nos cadastros de restrição, bem como na não celebração de convênios ou prestação de garantias. 2. Não obstante, configurada, como in casu, hipótese excepcional a autorizar a exclusão judicial da inscrição nos cadastros de inadimplência e/ou a liberação dos recursos federais, independentemente da sua destinação, deve ser preservado o interesse público. 3. É que, em casos como o presente, o propósito é de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. 4. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel. Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’. (ACO-AgR 2.102, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, Dje 19.11.2015, grifo nosso) ‘AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO GOVERNO FEDERAL E CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIOS INSCRIÇÃO DE UNIDADE DA FEDERAÇÃO AUSÊNCIA DE OBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL LIMINAR REFERENDADA. Viola o princípio do devido processo legal a inscrição de unidade federativa em cadastros de inadimplentes antes de iniciada e julgada eventual tomada de contas especial 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF pelo Tribunal de Contas da União’. (ACO-MC-Ref 2.159, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 2.6.2014, grifo nosso) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO NO CAUC. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O Plenário deste Supremo Tribunal Federal assentou a necessidade de prévia tomada de contas especial por parte do Tribunal de Contas para a inserção de Estado-membro nos cadastros federais desabonadores, atendendo-se assim às garantias constitucionais do devido processo legal . II - Agravo regimental a que se nega provimento’. (ACO-AgR 2.240, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7.2.2018, grifo nosso) Em outras palavras, primeiro a União, por meio de seus órgãos constitucionalmente instituídos, deve proceder à tomada de contas especial, pois somente após o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, é que se permite a inscrição dos demais entes federativos em cadastros restritivos. Portanto, senão instaurada e concluída a tomada de contas especial, não pode a União inscrever o Estado de Alagoas no Cauc, uma vez que, ao assim atuar, viola o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, conforme amplamente decidido por esta Corte em inúmeros precedentes”. (eDOC 50, p. 7-11) A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do STF. O entendimento do Plenário está solidificado no sentido de que, para proceder à inscrição dos demais entes federativos em cadastros restritivos, a União deve realizar o procedimento da tomada de contas 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF pelo Tribunal de Contas da União’. (ACO-MC-Ref 2.159, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 2.6.2014, grifo nosso) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO NO CAUC. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O Plenário deste Supremo Tribunal Federal assentou a necessidade de prévia tomada de contas especial por parte do Tribunal de Contas para a inserção de Estado-membro nos cadastros federais desabonadores, atendendo-se assim às garantias constitucionais do devido processo legal . II - Agravo regimental a que se nega provimento’. (ACO-AgR 2.240, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7.2.2018, grifo nosso) Em outras palavras, primeiro a União, por meio de seus órgãos constitucionalmente instituídos, deve proceder à tomada de contas especial, pois somente após o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, é que se permite a inscrição dos demais entes federativos em cadastros restritivos. Portanto, senão instaurada e concluída a tomada de contas especial, não pode a União inscrever o Estado de Alagoas no Cauc, uma vez que, ao assim atuar, viola o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, conforme amplamente decidido por esta Corte em inúmeros precedentes”. (eDOC 50, p. 7-11) A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do STF. O entendimento do Plenário está solidificado no sentido de que, para proceder à inscrição dos demais entes federativos em cadastros restritivos, a União deve realizar o procedimento da tomada de contas 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF especial, garantindo, assim, o exercício efetivo do contraditório e da ampla defesa. Além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. AGRAVOS REGIMENTAIS NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO (CAUC). LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. PRESENÇA DE INTERESSE PROCESSUAL. OFENSA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NECESSIDADE. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa (ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20/2/2015). 2. Agravos regimentais improvidos”. (ACO-AgR 2.703, Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, DJe 23.11.2016) “Agravo regimental em ação cível originária. Conflito federativo. Inscrição de estado em cadastros federais de inadimplência. CAUC/SIAFI. Legitimidade passiva ad causam da União. Inscrição sem o prévio julgamento de tomada de contas especial. Princípio do devido processo legal. Necessidade de prévia tomada de contas especial. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. Legitimidade da União para figurar no polo passivo de demandas como a presente, uma vez que é ela que organiza e mantém cadastros de inadimplência, como o CAUC/SIAFI. Precedentes: ACO nº 1.995-AgR/BA, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 4/8/15; ACO nº 2.733-MC-Ref/AC, Tribunal Pleno, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 22/9/16; ACO nº 1.848-AgR/MA, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/2/15; e 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF especial, garantindo, assim, o exercício efetivo do contraditório e da ampla defesa. Além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. AGRAVOS REGIMENTAIS NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO (CAUC). LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. PRESENÇA DE INTERESSE PROCESSUAL. OFENSA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NECESSIDADE. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa (ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20/2/2015). 2. Agravos regimentais improvidos”. (ACO-AgR 2.703, Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, DJe 23.11.2016) “Agravo regimental em ação cível originária. Conflito federativo. Inscrição de estado em cadastros federais de inadimplência. CAUC/SIAFI. Legitimidade passiva ad causam da União. Inscrição sem o prévio julgamento de tomada de contas especial. Princípio do devido processo legal. Necessidade de prévia tomada de contas especial. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. Legitimidade da União para figurar no polo passivo de demandas como a presente, uma vez que é ela que organiza e mantém cadastros de inadimplência, como o CAUC/SIAFI. Precedentes: ACO nº 1.995-AgR/BA, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 4/8/15; ACO nº 2.733-MC-Ref/AC, Tribunal Pleno, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 22/9/16; ACO nº 1.848-AgR/MA, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/2/15; e 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF ACO nº 2.165-AgR/RR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 16/9/15. 2. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa. Precedentes: ACO nº 1.732- AgR/DF, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 2/5/17; ACO nº 732/AP, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 21/6/17; ACO nº 2.605-AgR/DF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 24/5/16; ACO nº 2.131-AgR/MT, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 20/2/15; ACO nº 1.848-AgR/MA, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/2/15; dentre outros. 3. Sem a conclusão de tomadas de contas especial, ou de outro procedimento específico instituído por lei que permita a apuração dos danos ao erário federal e das respectivas responsabilidades, fica inviabilizada a imposição de restrições para a transferência de recursos entre entes federados. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido”. (ACO-AgR 2.811, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 15.9.2017, grifo nosso) “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. DIREITO ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DO ESTADO DO MARANHÃO NO SIAFI/CAUC. NECESSIDADE DE PRÉVIA NOTIFICAÇÃO. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Esta Corte possui entendimento no sentido de que viola as garantias do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa a inscrição do Estado em cadastro de inadimplência federal enquanto não ultimado o processo tomada de contas especial. 2. Inocorrência de violação ao princípio da colegialidade. Tema 327 da Repercussão Geral. RE 607.420, Rel. Min. Rosa Weber. Existência de inúmeros precedentes do Plenário do STF no mesmo sentido da decisão agravada (art. 21, § 1º, do RISTF). 3. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF ACO nº 2.165-AgR/RR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 16/9/15. 2. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa. Precedentes: ACO nº 1.732- AgR/DF, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 2/5/17; ACO nº 732/AP, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 21/6/17; ACO nº 2.605-AgR/DF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 24/5/16; ACO nº 2.131-AgR/MT, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 20/2/15; ACO nº 1.848-AgR/MA, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/2/15; dentre outros. 3. Sem a conclusão de tomadas de contas especial, ou de outro procedimento específico instituído por lei que permita a apuração dos danos ao erário federal e das respectivas responsabilidades, fica inviabilizada a imposição de restrições para a transferência de recursos entre entes federados. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido”. (ACO-AgR 2.811, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 15.9.2017, grifo nosso) “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. DIREITO ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DO ESTADO DO MARANHÃO NO SIAFI/CAUC. NECESSIDADE DE PRÉVIA NOTIFICAÇÃO. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Esta Corte possui entendimento no sentido de que viola as garantias do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa a inscrição do Estado em cadastro de inadimplência federal enquanto não ultimado o processo tomada de contas especial. 2. Inocorrência de violação ao princípio da colegialidade. Tema 327 da Repercussão Geral. RE 607.420, Rel. Min. Rosa Weber. Existência de inúmeros precedentes do Plenário do STF no mesmo sentido da decisão agravada (art. 21, § 1º, do RISTF). 3. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF Agravo a que se nega provimento”. (ACO-AgR 1.470, Rel. Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, DJe 22.5.2018, grifo nosso) “Direito constitucional e financeiro. Agravo interno em ação cível originária. Inscrição de Estado-membro em cadastro federal de inadimplência. Necessidade de prévia instauração de tomada de constas especial. 1. A jurisprudência do STF tem entendido que viola o devido processo legal a inscrição de Estado-membro nos cadastros federais de inadimplência antes da efetiva instauração e julgamento de tomada de contas especial. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015”. (ACO-AgR 2.461, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 28.2.2018, grifo nosso) Observo, ainda, que a jurisprudência já assentou que a troca de ofícios entre os convenentes não é suficiente para garantir o cumprimento do princípio do devido processo legal e da ampla defesa, havendo, para tanto, a necessidade de instauração da tomada de contas especial. Nesse sentido, cito o seguinte precedente da Primeira Turma: “CONVÊNIO CONTRAPARTIDA INEXISTÊNCIA CADASTRO DE INADIMPLENTES ISENÇÃO IMPROPRIEDADE. Adotando o Estado providências, com o ajuizamento de ação contra o responsável pelo descumprimento do Convênio, descabe o lançamento no cadastro de inadimplência federal SIAFI e CAUC. PROCESSO ADMINISTRATIVO UNIÃO VERSUS ESTADO CADASTRO DE INADIMPLENTES DIREITO DE DEFESA. Considerada irregularidade verificada na observância de convênio, há de ter- se a instauração de processo administrativo, abrindo-se margem ao Estado interessado, antes do lançamento no cadastro de inadimplentes, de manifestar-se. PROCESSO 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF Agravo a que se nega provimento”. (ACO-AgR 1.470, Rel. Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, DJe 22.5.2018, grifo nosso) “Direito constitucional e financeiro. Agravo interno em ação cível originária. Inscrição de Estado-membro em cadastro federal de inadimplência. Necessidade de prévia instauração de tomada de constas especial. 1. A jurisprudência do STF tem entendido que viola o devido processo legal a inscrição de Estado-membro nos cadastros federais de inadimplência antes da efetiva instauração e julgamento de tomada de contas especial. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015”. (ACO-AgR 2.461, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 28.2.2018, grifo nosso) Observo, ainda, que a jurisprudência já assentou que a troca de ofícios entre os convenentes não é suficiente para garantir o cumprimento do princípio do devido processo legal e da ampla defesa, havendo, para tanto, a necessidade de instauração da tomada de contas especial. Nesse sentido, cito o seguinte precedente da Primeira Turma: “CONVÊNIO CONTRAPARTIDA INEXISTÊNCIA CADASTRO DE INADIMPLENTES ISENÇÃO IMPROPRIEDADE. Adotando o Estado providências, com o ajuizamento de ação contra o responsável pelo descumprimento do Convênio, descabe o lançamento no cadastro de inadimplência federal SIAFI e CAUC. PROCESSO ADMINISTRATIVO UNIÃO VERSUS ESTADO CADASTRO DE INADIMPLENTES DIREITO DE DEFESA. Considerada irregularidade verificada na observância de convênio, há de ter- se a instauração de processo administrativo, abrindo-se margem ao Estado interessado, antes do lançamento no cadastro de inadimplentes, de manifestar-se. PROCESSO 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF ADMINISTRATIVO INTIMAÇÃO CORRESPONDÊNCIAS TROCA INSUFICIÊNCIA. Ante as consequências da conclusão sobre a inadimplência do Estado, cumpre intimá-lo formalmente, o que pode ocorrer mediante postado com aviso de recebimento, sendo insuficiente a troca de memorandos e correspondência sobre o desenrolar da observância do convênio. PROCESSO ADMINISTRATIVO CONVÊNIO INADIMPLÊNCIA AÇÃO DE IMPROBIDADE IRRELEVÂNCIA. O ajuizamento de ação de improbidade contra gestor anterior não obstaculiza as consequências da relação jurídica entre a União e o Estado, considerado o inadimplemento relativo a convênio. CONVÊNIO RELAÇÃO JURÍDICA UNIÃO E ESTADO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA INADEQUAÇÃO. O fato de a relação jurídica envolver a União e a unidade da Federação o Estado afasta a observância do princípio da intranscendência. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBÊNCIA. Verificada a sucumbência, impõe-se a fixação de honorários advocatícios”. (ACO 1.978, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 27.5.2016, grifo nosso). In casu, a União não poderia ter procedido à inscrição do Estado de Alagoas no cadastro federal de inadimplentes sem a realização de tomada de contas especial, razão pela qual está correta a decisão ora recorrida, ao determinar a retirada dos apontamentos negativos até que haja a instauração e correspondente finalização do referido procedimento. Por fim, quanto à existência de repercussão geral da matéria, registro que, nos autos do processo-paradigma (tema 327), não consta qualquer decisão de suspensão dos processos relacionados, na forma do art. 1035, § 5º, do CPC. Não havendo tal determinação do relator do processo submetido à sistemática da repercussão geral, desnecessário é aguardar o seu desfecho, ante a inexistência de obrigatoriedade. Ademais, ainda que o relator houvesse determinado o sobrestamento dos feitos cuja matéria esteja submetida à repercussão geral, tal ordem não alcança os processos originários desta Corte. Sobre o 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF ADMINISTRATIVO INTIMAÇÃO CORRESPONDÊNCIAS TROCA INSUFICIÊNCIA. Ante as consequências da conclusão sobre a inadimplência do Estado, cumpre intimá-lo formalmente, o que pode ocorrer mediante postado com aviso de recebimento, sendo insuficiente a troca de memorandos e correspondência sobre o desenrolar da observância do convênio. PROCESSO ADMINISTRATIVO CONVÊNIO INADIMPLÊNCIA AÇÃO DE IMPROBIDADE IRRELEVÂNCIA. O ajuizamento de ação de improbidade contra gestor anterior não obstaculiza as consequências da relação jurídica entre a União e o Estado, considerado o inadimplemento relativo a convênio. CONVÊNIO RELAÇÃO JURÍDICA UNIÃO E ESTADO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA INADEQUAÇÃO. O fato de a relação jurídica envolver a União e a unidade da Federação o Estado afasta a observância do princípio da intranscendência. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBÊNCIA. Verificada a sucumbência, impõe-se a fixação de honorários advocatícios”. (ACO 1.978, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 27.5.2016, grifo nosso). In casu, a União não poderia ter procedido à inscrição do Estado de Alagoas no cadastro federal de inadimplentes sem a realização de tomada de contas especial, razão pela qual está correta a decisão ora recorrida, ao determinar a retirada dos apontamentos negativos até que haja a instauração e correspondente finalização do referido procedimento. Por fim, quanto à existência de repercussão geral da matéria, registro que, nos autos do processo-paradigma (tema 327), não consta qualquer decisão de suspensão dos processos relacionados, na forma do art. 1035, § 5º, do CPC. Não havendo tal determinação do relator do processo submetido à sistemática da repercussão geral, desnecessário é aguardar o seu desfecho, ante a inexistência de obrigatoriedade. Ademais, ainda que o relator houvesse determinado o sobrestamento dos feitos cuja matéria esteja submetida à repercussão geral, tal ordem não alcança os processos originários desta Corte. Sobre o 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF tema, confira-se o seguinte precedente: “Agravo regimental em ação rescisória. Provimento sem concurso público em serventia extrajudicial. Negativa de seguimento. Aplicação da súmula STF nº 343. Entendimento adotado na ação originária em consonância com a jurisprudência da Corte. Sobrestamento da ação rescisória no aguardo do julgamento de extraordinário com repercussão geral. Inadmissão. Inaplicabilidade da sistemática aos processos originários. Agravo regimental não provido. 1. A decisão que se pretende rescindir não diverge da orientação jurisprudencial estabelecida no Supremo Tribunal à época da prolação do decisum rescindendo e prevalente até a presente data no sentido da autoaplicabilidade do art. 236, § 3º, da CF/88 e de que, após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o provimento em serviços notarial e de registro sem a prévia aprovação em concurso público. 2. Conforme tese fixada no julgamento do Tema 136 da Repercussão Geral (RE nº 590.809/RS), não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente, sendo irrelevante a natureza da discussão posta no feito rescindendo (se constitucional ou infraconstitucional) para a observância do enunciado da Súmula STF nº 343. 3. A suspensão dos processos pela aplicação da sistemática da repercussão geral não é obrigatória e, caso determinada pelo relator do processo paradigma, não atinge os feitos originários em curso na Corte. Precedentes: ACO nº 2591/DF-AgR, Relator o Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 2/12/16 e ACO nº 2648/AP-AgR, Relator o Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 2/6/16). 4. Agravo regimental não provido”. (AR-AgR 2.572, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 21.3.2017, grifo nosso) Ante o exposto, nego provimento ao agravo, por ser manifestamente 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF tema, confira-se o seguinte precedente: “Agravo regimental em ação rescisória. Provimento sem concurso público em serventia extrajudicial. Negativa de seguimento. Aplicação da súmula STF nº 343. Entendimento adotado na ação originária em consonância com a jurisprudência da Corte. Sobrestamento da ação rescisória no aguardo do julgamento de extraordinário com repercussão geral. Inadmissão. Inaplicabilidade da sistemática aos processos originários. Agravo regimental não provido. 1. A decisão que se pretende rescindir não diverge da orientação jurisprudencial estabelecida no Supremo Tribunal à época da prolação do decisum rescindendo e prevalente até a presente data no sentido da autoaplicabilidade do art. 236, § 3º, da CF/88 e de que, após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o provimento em serviços notarial e de registro sem a prévia aprovação em concurso público. 2. Conforme tese fixada no julgamento do Tema 136 da Repercussão Geral (RE nº 590.809/RS), não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente, sendo irrelevante a natureza da discussão posta no feito rescindendo (se constitucional ou infraconstitucional) para a observância do enunciado da Súmula STF nº 343. 3. A suspensão dos processos pela aplicação da sistemática da repercussão geral não é obrigatória e, caso determinada pelo relator do processo paradigma, não atinge os feitos originários em curso na Corte. Precedentes: ACO nº 2591/DF-AgR, Relator o Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 2/12/16 e ACO nº 2648/AP-AgR, Relator o Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 2/6/16). 4. Agravo regimental não provido”. (AR-AgR 2.572, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 21.3.2017, grifo nosso) Ante o exposto, nego provimento ao agravo, por ser manifestamente 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF inadmissível e, considerando que o valor dos honorários advocatícios foi fixado em quantia certa (art. 85, § 8º, do CPC), a majoração do art. 85, § 11, do CPC somente poderá ocorrer se não exceder os limites previstos nos § 2º e § 3º do referido dispositivo. Considerando que a decisão objurgada condenou a recorrida ao pagamento de honorários advocatícios no percentual máximo (20% do valor atualizado da causa), deixo de majorá-los na fase recursal, diante do que preceitua a parte final do § 11 do art. 85 do CPC, qual seja, “sendo vedado ao tribunal, no cômputo geral da fixação de honorários devidos ao advogado do vencedor, ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos §§2º e 3º para a fase de conhecimento”. Por derradeiro, tendo em vista a manifesta improcedência do presente agravo, em caso de decisão unânime do colegiado, entendo ser ocasião de aplicação de multa de 5% sobre o valor atualizado da causa, prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a ser liquidada na fase de cumprimento de sentença. É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF inadmissível e, considerando que o valor dos honorários advocatícios foi fixado em quantia certa (art. 85, § 8º, do CPC), a majoração do art. 85, § 11, do CPC somente poderá ocorrer se não exceder os limites previstos nos § 2º e § 3º do referido dispositivo. Considerando que a decisão objurgada condenou a recorrida ao pagamento de honorários advocatícios no percentual máximo (20% do valor atualizado da causa), deixo de majorá-los na fase recursal, diante do que preceitua a parte final do § 11 do art. 85 do CPC, qual seja, “sendo vedado ao tribunal, no cômputo geral da fixação de honorários devidos ao advogado do vencedor, ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos §§2º e 3º para a fase de conhecimento”. Por derradeiro, tendo em vista a manifesta improcedência do presente agravo, em caso de decisão unânime do colegiado, entendo ser ocasião de aplicação de multa de 5% sobre o valor atualizado da causa, prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a ser liquidada na fase de cumprimento de sentença. É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 21/09/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.096 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração os honorários, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, respeitados os limites previstos nos § 2º e § 3º do referido dispositivo, e com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E8E7-8046-19A9-A205 e senha 141B-CCD1-C353-4169 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.096 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração os honorários, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, respeitados os limites previstos nos § 2º e § 3º do referido dispositivo, e com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E8E7-8046-19A9-A205 e senha 141B-CCD1-C353-4169 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748499321
2018-09-21T00:00:00
2018-10-25T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração os honorários, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, respeitados os limites previstos nos § 2º e § 3º do referido dispositivo, e com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018.
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
Agravo interno em ação cível originária. 2. Direito Administrativo. 3. Convênios. Irregularidade na prestação de contas. Inscrição em cadastros federais de inadimplentes (CAUC/Siafi/Cadin). 4. Tomada de Contas Especial. Necessidade. Ausência configura ofensa ao devido processo legal. Jurisprudência sedimentada. 5. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Honorários. Majoração. art. 85, §11, do CPC. Impossibilidade. Extrapolamento dos limites previstos na parte final da norma processual. 7. Multa. Em caso de votação unânime no colegiado, aplicação da multa do art. 1.021, § 4º, do CPC no percentual de 5% do valor atualizado da causa. 8. Negativa de provimento a agravo interno.
sjur393397
- Acórdão(s) citado(s): (INSCRIÇÃO, ENTE FEDERADO, CADASTRO DE INADIMPLENTES, TOMADA DE CONTAS ESPECIAL) ACO 1470 AgR (TP), ACO 2703 AgR (TP), ACO 2461 AgR (1ªT), ACO 2811 AgR-segundo (TP). (GARANTIA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA, INSUFICIÊNCIA, EXPEDIÇÃO, OFÍCIO) ACO 1978 (1ªT). (SOBRESTAMENTO DO PROCESSO, REPERCUSSÃO GERAL, AÇÃO ORIGINÁRIA, STF) AR 2572 AgR (TP). Número de páginas: 15. Análise: 28/03/2019, JRS.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
2096
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00008 PAR-00011 ART-01021 \n PAR-00004 ART-01035 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ACO-AgR
acordaos
ACO 2096 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS
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Ementa e Acórdão 21/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.096 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS Agravo interno em ação cível originária. 2. Direito Administrativo. 3. Convênios. Irregularidade na prestação de contas. Inscrição em cadastros federais de inadimplentes (CAUC/Siafi/Cadin). 4. Tomada de Contas Especial. Necessidade. Ausência configura ofensa ao devido processo legal. Jurisprudência sedimentada. 5. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Honorários. Majoração. art. 85, §11, do Código de Processo Civil. Impossibilidade. Extrapolamento dos limites previstos na parte final da norma processual. 7. Multa. Em caso de votação unânime no colegiado, aplicação da multa do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil no percentual de 5% do valor atualizado da causa. 8. Negativa de provimento a agravo interno. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários advocatícios e aplicar a multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de setembro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF57-DA6F-DDDF-EE12 e senha 9A0F-F623-F3D4-9610 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 21/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.096 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto contra decisão de minha lavra que julgou parcialmente procedente o pedido formulado pelo Estado de Alagoas, como se vê do dispositivo que ora transcrevo: “Ante o exposto, por tratar-se de posicionamento reiterado desta Corte (art. 21, § 1..., do RISTF): 1) julgo procedente, em parte, o pedido, para determinar que a União, quanto ao Convênio 01/1996, abstenha-se de inscrever o Estado de Alagoas ou para que exclua a sua inscrição no Cauc/Siafi/Cadin ou qualquer outro cadastro restritivo, até que ocorra a finalização do respectivo procedimento de tomada de contas especial do referido convênio; 2) declaro prejudicado o agravo regimental interposto pela União em face da decisão de concessão da tutela antecipada; e 3) condeno a União a pagar a quantia de R$ 2.631,88 (dois mil, seiscentos e trinta e um reais e oitenta e oito centavos), a título de honorários advocatícios para o(s) causídico(s) do polo adverso”. (eDOC 50, p. 15) Nas razões recursais (eDOC 56), a União insiste que, nos termos da legislação de regência (Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei 10.522/2002) e de recomendação do Tribunal de Contas da União, o registro de inadimplência no sistema de gestão do instrumento é ato prévio à tomada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7CA-AFE8-843B-F321 e senha C9C3-2EE2-26E3-B557 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.096 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto contra decisão de minha lavra que julgou parcialmente procedente o pedido formulado pelo Estado de Alagoas, como se vê do dispositivo que ora transcrevo: “Ante o exposto, por tratar-se de posicionamento reiterado desta Corte (art. 21, § 1..., do RISTF): 1) julgo procedente, em parte, o pedido, para determinar que a União, quanto ao Convênio 01/1996, abstenha-se de inscrever o Estado de Alagoas ou para que exclua a sua inscrição no Cauc/Siafi/Cadin ou qualquer outro cadastro restritivo, até que ocorra a finalização do respectivo procedimento de tomada de contas especial do referido convênio; 2) declaro prejudicado o agravo regimental interposto pela União em face da decisão de concessão da tutela antecipada; e 3) condeno a União a pagar a quantia de R$ 2.631,88 (dois mil, seiscentos e trinta e um reais e oitenta e oito centavos), a título de honorários advocatícios para o(s) causídico(s) do polo adverso”. (eDOC 50, p. 15) Nas razões recursais (eDOC 56), a União insiste que, nos termos da legislação de regência (Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei 10.522/2002) e de recomendação do Tribunal de Contas da União, o registro de inadimplência no sistema de gestão do instrumento é ato prévio à tomada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7CA-AFE8-843B-F321 e senha C9C3-2EE2-26E3-B557 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório ACO 2096 AGR / DF de contas especial. Em outras palavras, afirma, em síntese, que a inscrição no cadastro deve ser feita por ocasião da não prestação de contas relativa ao convênio ou da constatação de irregularidade nessas contas, sendo a tomada de contas especial procedimento posterior, que visa à identificação de dano ao erário e do gestor responsável. Argumenta que a inscrição nos cadastros federais deve ser precedida apenas de procedimento prévio de notificação e que, no caso dos autos, houve pleno respeito aos postulados do devido processo legal, uma vez que foram encaminhados diversos expedientes ao ente interessado com o fim de informar as irregularidades apuradas, entre os quais cita o Memorando 047/2013/CGCONV/DGI/SEGEX/MI, de 7 de fevereiro de 2013. Aduz, assim, que o “Estado-autor teve incontáveis oportunidades para apresentar sua defesa e realizar efetivamente o contraditório”, tais como os Ofícios 1396/2010/CAPC/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 6.8.2010; 434/2012/DGI/SECEX/IVII, de 15.5.2012; 435/2012/DGI/SECEX/MI, de 15.2.2012; e 436/2012/DGI/SECEX/MI, de 15.2.2012, entre outros. Alega estar a decisão recorrida embasada em suposta jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, a qual não estaria sedimentada, pois existem precedentes judiciais em sentido contrário. Cita os julgados proferidos nas ACOs 1.860 (Rel. Min. Marco Aurélio) e 1.617 (Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Ademais, sustenta que o tema da restrição no Siafi/Siconv, antes do julgamento da tomada de contas especial, foi inserido no regime de repercussão geral por meio do Recurso Extraordinário-RG 607.420, posteriormente substituído pelo Recurso Extraordinário-RG 1.067.086, ainda não julgado (tema 327). Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, requerendo a manutenção da decisão em sua integralidade. Defende a imprescindibilidade do procedimento de tomada de contas especial para a inserção do ente em cadastro de inadimplência da União (eDOC 59). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7CA-AFE8-843B-F321 e senha C9C3-2EE2-26E3-B557 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF de contas especial. Em outras palavras, afirma, em síntese, que a inscrição no cadastro deve ser feita por ocasião da não prestação de contas relativa ao convênio ou da constatação de irregularidade nessas contas, sendo a tomada de contas especial procedimento posterior, que visa à identificação de dano ao erário e do gestor responsável. Argumenta que a inscrição nos cadastros federais deve ser precedida apenas de procedimento prévio de notificação e que, no caso dos autos, houve pleno respeito aos postulados do devido processo legal, uma vez que foram encaminhados diversos expedientes ao ente interessado com o fim de informar as irregularidades apuradas, entre os quais cita o Memorando 047/2013/CGCONV/DGI/SEGEX/MI, de 7 de fevereiro de 2013. Aduz, assim, que o “Estado-autor teve incontáveis oportunidades para apresentar sua defesa e realizar efetivamente o contraditório”, tais como os Ofícios 1396/2010/CAPC/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 6.8.2010; 434/2012/DGI/SECEX/IVII, de 15.5.2012; 435/2012/DGI/SECEX/MI, de 15.2.2012; e 436/2012/DGI/SECEX/MI, de 15.2.2012, entre outros. Alega estar a decisão recorrida embasada em suposta jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, a qual não estaria sedimentada, pois existem precedentes judiciais em sentido contrário. Cita os julgados proferidos nas ACOs 1.860 (Rel. Min. Marco Aurélio) e 1.617 (Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Ademais, sustenta que o tema da restrição no Siafi/Siconv, antes do julgamento da tomada de contas especial, foi inserido no regime de repercussão geral por meio do Recurso Extraordinário-RG 607.420, posteriormente substituído pelo Recurso Extraordinário-RG 1.067.086, ainda não julgado (tema 327). Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, requerendo a manutenção da decisão em sua integralidade. Defende a imprescindibilidade do procedimento de tomada de contas especial para a inserção do ente em cadastro de inadimplência da União (eDOC 59). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7CA-AFE8-843B-F321 e senha C9C3-2EE2-26E3-B557 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.096 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, saliento que o presente recurso deve ser apreciado sob o regime jurídico do novo Código de Processo Civil, tendo em vista impugnar decisão publicada em data posterior a 17.3.2016. A irresignação da recorrente não merece prosperar, pois não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada, a qual, para evitar tautologia, transcrevo na parte que interessa à insurgência recursal: (…) in casu, verifico que a ré procedeu à inscrição do Estado no Cauc sem ter oportunizado o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, em violação ao princípio constitucional do devido processo legal. Entretanto, a questão estava a exigir a instrução de procedimento administrativo já previsto na legislação que possibilitasse ao autor confrontar, de forma plena, os argumentos da União quanto às irregularidades apontadas no convênio. Tanto que a própria ré, ao analisar pedido administrativo do autor, relacionado ao convênio, fez menção expressa à necessidade de tomada de contas especial, in verbis: ‘1.22. após análise do pleito e considerando que o procedimento de instauração de Tomada de Contas Especial não depende do Estado de Alagoas, a CONJUR firmou entendimento de que a medida encetada pelo Governo do Estado de Alagoas junto ao Ministério Público Federal - MPF é o bastante para motivar a retirada do registro de inadimplência do SIAFI, haja vista que o MPF é um órgão competente para propor eventual ação civil pública de improbidade bem como para a adoção das Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.096 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, saliento que o presente recurso deve ser apreciado sob o regime jurídico do novo Código de Processo Civil, tendo em vista impugnar decisão publicada em data posterior a 17.3.2016. A irresignação da recorrente não merece prosperar, pois não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada, a qual, para evitar tautologia, transcrevo na parte que interessa à insurgência recursal: (…) in casu, verifico que a ré procedeu à inscrição do Estado no Cauc sem ter oportunizado o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, em violação ao princípio constitucional do devido processo legal. Entretanto, a questão estava a exigir a instrução de procedimento administrativo já previsto na legislação que possibilitasse ao autor confrontar, de forma plena, os argumentos da União quanto às irregularidades apontadas no convênio. Tanto que a própria ré, ao analisar pedido administrativo do autor, relacionado ao convênio, fez menção expressa à necessidade de tomada de contas especial, in verbis: ‘1.22. após análise do pleito e considerando que o procedimento de instauração de Tomada de Contas Especial não depende do Estado de Alagoas, a CONJUR firmou entendimento de que a medida encetada pelo Governo do Estado de Alagoas junto ao Ministério Público Federal - MPF é o bastante para motivar a retirada do registro de inadimplência do SIAFI, haja vista que o MPF é um órgão competente para propor eventual ação civil pública de improbidade bem como para a adoção das Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF medidas cabíveis no âmbito criminal (Nota n 44/2013/CONJUR-MIN/CGU/AGU, de 30/1/2013 anexo XXI). 1.23 dessa forma, o registro de inadimplência do Estado de Alagoas foi excluído do SIAFI (Despacho n 99/2013/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 30/1/2013 anexo XXIII). 1.24 posteriormente, considerando que a irregularidade do convênio não foi sanada e nem as contas aprovadas, essa CGCONV retificou o Despacho n 99/2013/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 30/1/2013, e suspendeu o registro de inadimplência do Estado de Alagoas no SIAFI quanto ao convênio supracitado (Despacho n 119/2013/CAPC/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 5/2/2013 anexo XXIII) (...)’. (eDOC 27, p. 3/4) (grifo nosso) A jurisprudência desta Corte já sedimentou o entendimento no sentido de que a inscrição em cadastro de inadimplentes, o qual repercuta no repasse de verbas imprescindíveis para a continuidade de projetos nos entes estaduais e municipais, deve ser precedida de tomada de contas especial. A propósito, cito os seguintes julgados: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO(CAUC).LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. PRESENÇA DE INTERESSE PROCESSUAL.OFENSA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NECESSIDADE. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. ACO 2.131/MT- AgR, REL. MIN. CELSO DE MELLO, DJE 20/2/2015. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF medidas cabíveis no âmbito criminal (Nota n 44/2013/CONJUR-MIN/CGU/AGU, de 30/1/2013 anexo XXI). 1.23 dessa forma, o registro de inadimplência do Estado de Alagoas foi excluído do SIAFI (Despacho n 99/2013/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 30/1/2013 anexo XXIII). 1.24 posteriormente, considerando que a irregularidade do convênio não foi sanada e nem as contas aprovadas, essa CGCONV retificou o Despacho n 99/2013/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 30/1/2013, e suspendeu o registro de inadimplência do Estado de Alagoas no SIAFI quanto ao convênio supracitado (Despacho n 119/2013/CAPC/CGCONV/DGI/SECEX/MI, de 5/2/2013 anexo XXIII) (...)’. (eDOC 27, p. 3/4) (grifo nosso) A jurisprudência desta Corte já sedimentou o entendimento no sentido de que a inscrição em cadastro de inadimplentes, o qual repercuta no repasse de verbas imprescindíveis para a continuidade de projetos nos entes estaduais e municipais, deve ser precedida de tomada de contas especial. A propósito, cito os seguintes julgados: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO(CAUC).LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. PRESENÇA DE INTERESSE PROCESSUAL.OFENSA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NECESSIDADE. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. ACO 2.131/MT- AgR, REL. MIN. CELSO DE MELLO, DJE 20/2/2015. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF PROVIMENTO. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa. ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20/2/2015. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’. (ACO-AgR-segundo 964, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 16.2.2016, grifo nosso) ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. ESTADO DE GOIÁS. INSCRIÇÃO NO SIAFI/CAUC IRREGULARIDADES PRATICADAS PELO PRÓPRIO PODER EXECUTIVO NO CUMPRIMENTO DE CONVÊNIO FIRMADO COM O INCRA. INAPLICABILIDADE DA TEORIA DA INTRANSCENDÊNCIA SUBJETIVA DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITO.INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NÃO OCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CONFIGURADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’. (ACO-AgR 1.988, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 4.12.2015, grifo nosso) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO.INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. VIOLAÇÃO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. TOMADA DE CONTAS ESPECIAL PRÉVIA. PRECEDENTES. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO COLEGIADO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Em razão de expressa determinação constitucional, na medida 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF PROVIMENTO. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa. ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20/2/2015. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’. (ACO-AgR-segundo 964, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 16.2.2016, grifo nosso) ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. ESTADO DE GOIÁS. INSCRIÇÃO NO SIAFI/CAUC IRREGULARIDADES PRATICADAS PELO PRÓPRIO PODER EXECUTIVO NO CUMPRIMENTO DE CONVÊNIO FIRMADO COM O INCRA. INAPLICABILIDADE DA TEORIA DA INTRANSCENDÊNCIA SUBJETIVA DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITO.INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NÃO OCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CONFIGURADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’. (ACO-AgR 1.988, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 4.12.2015, grifo nosso) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO.INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. VIOLAÇÃO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. TOMADA DE CONTAS ESPECIAL PRÉVIA. PRECEDENTES. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO COLEGIADO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Em razão de expressa determinação constitucional, na medida 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF em que a atuação da Administração Pública é pautada pelo princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 37, caput ), inexiste, em princípio, qualquer ilegalidade na atuação da União em proceder à inscrição do órgão ou ente (o qual se mostre inadimplente em relação a débitos ou deveres legais) nos cadastros de restrição, bem como na não celebração de convênios ou prestação de garantias. 2. Não obstante, configurada, como in casu, hipótese excepcional a autorizar a exclusão judicial da inscrição nos cadastros de inadimplência e/ou a liberação dos recursos federais, independentemente da sua destinação, deve ser preservado o interesse público. 3. É que, em casos como o presente, o propósito é de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. 4. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel. Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’. (ACO-AgR 2.102, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, Dje 19.11.2015, grifo nosso) ‘AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO GOVERNO FEDERAL E CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIOS INSCRIÇÃO DE UNIDADE DA FEDERAÇÃO AUSÊNCIA DE OBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL LIMINAR REFERENDADA. Viola o princípio do devido processo legal a inscrição de unidade federativa em cadastros de inadimplentes antes de iniciada e julgada eventual tomada de contas especial 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF em que a atuação da Administração Pública é pautada pelo princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 37, caput ), inexiste, em princípio, qualquer ilegalidade na atuação da União em proceder à inscrição do órgão ou ente (o qual se mostre inadimplente em relação a débitos ou deveres legais) nos cadastros de restrição, bem como na não celebração de convênios ou prestação de garantias. 2. Não obstante, configurada, como in casu, hipótese excepcional a autorizar a exclusão judicial da inscrição nos cadastros de inadimplência e/ou a liberação dos recursos federais, independentemente da sua destinação, deve ser preservado o interesse público. 3. É que, em casos como o presente, o propósito é de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. 4. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel. Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’. (ACO-AgR 2.102, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, Dje 19.11.2015, grifo nosso) ‘AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO GOVERNO FEDERAL E CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIOS INSCRIÇÃO DE UNIDADE DA FEDERAÇÃO AUSÊNCIA DE OBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL LIMINAR REFERENDADA. Viola o princípio do devido processo legal a inscrição de unidade federativa em cadastros de inadimplentes antes de iniciada e julgada eventual tomada de contas especial 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF pelo Tribunal de Contas da União’. (ACO-MC-Ref 2.159, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 2.6.2014, grifo nosso) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO NO CAUC. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O Plenário deste Supremo Tribunal Federal assentou a necessidade de prévia tomada de contas especial por parte do Tribunal de Contas para a inserção de Estado-membro nos cadastros federais desabonadores, atendendo-se assim às garantias constitucionais do devido processo legal . II - Agravo regimental a que se nega provimento’. (ACO-AgR 2.240, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7.2.2018, grifo nosso) Em outras palavras, primeiro a União, por meio de seus órgãos constitucionalmente instituídos, deve proceder à tomada de contas especial, pois somente após o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, é que se permite a inscrição dos demais entes federativos em cadastros restritivos. Portanto, senão instaurada e concluída a tomada de contas especial, não pode a União inscrever o Estado de Alagoas no Cauc, uma vez que, ao assim atuar, viola o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, conforme amplamente decidido por esta Corte em inúmeros precedentes”. (eDOC 50, p. 7-11) A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. O entendimento do Plenário está solidificado no sentido de que, para proceder à inscrição dos demais entes federativos em cadastros restritivos, a União deve realizar o procedimento da tomada de contas 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF pelo Tribunal de Contas da União’. (ACO-MC-Ref 2.159, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 2.6.2014, grifo nosso) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO NO CAUC. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O Plenário deste Supremo Tribunal Federal assentou a necessidade de prévia tomada de contas especial por parte do Tribunal de Contas para a inserção de Estado-membro nos cadastros federais desabonadores, atendendo-se assim às garantias constitucionais do devido processo legal . II - Agravo regimental a que se nega provimento’. (ACO-AgR 2.240, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7.2.2018, grifo nosso) Em outras palavras, primeiro a União, por meio de seus órgãos constitucionalmente instituídos, deve proceder à tomada de contas especial, pois somente após o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, é que se permite a inscrição dos demais entes federativos em cadastros restritivos. Portanto, senão instaurada e concluída a tomada de contas especial, não pode a União inscrever o Estado de Alagoas no Cauc, uma vez que, ao assim atuar, viola o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, conforme amplamente decidido por esta Corte em inúmeros precedentes”. (eDOC 50, p. 7-11) A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. O entendimento do Plenário está solidificado no sentido de que, para proceder à inscrição dos demais entes federativos em cadastros restritivos, a União deve realizar o procedimento da tomada de contas 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF especial, garantindo, assim, o exercício efetivo do contraditório e da ampla defesa. Além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. AGRAVOS REGIMENTAIS NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO (CAUC). LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. PRESENÇA DE INTERESSE PROCESSUAL. OFENSA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NECESSIDADE. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa (ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20/2/2015). 2. Agravos regimentais improvidos”. (ACO-AgR 2.703, Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, DJe 23.11.2016) “Agravo regimental em ação cível originária. Conflito federativo. Inscrição de estado em cadastros federais de inadimplência. CAUC/SIAFI. Legitimidade passiva ad causam da União. Inscrição sem o prévio julgamento de tomada de contas especial. Princípio do devido processo legal. Necessidade de prévia tomada de contas especial. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. Legitimidade da União para figurar no polo passivo de demandas como a presente, uma vez que é ela que organiza e mantém cadastros de inadimplência, como o CAUC/SIAFI. Precedentes: ACO n 1.995-AgR/BA, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 4/8/15; ACO n 2.733-MC-Ref/AC, Tribunal Pleno, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 22/9/16; ACO n 1.848-AgR/MA, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/2/15; e 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF especial, garantindo, assim, o exercício efetivo do contraditório e da ampla defesa. Além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. AGRAVOS REGIMENTAIS NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO (CAUC). LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. PRESENÇA DE INTERESSE PROCESSUAL. OFENSA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NECESSIDADE. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa (ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20/2/2015). 2. Agravos regimentais improvidos”. (ACO-AgR 2.703, Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, DJe 23.11.2016) “Agravo regimental em ação cível originária. Conflito federativo. Inscrição de estado em cadastros federais de inadimplência. CAUC/SIAFI. Legitimidade passiva ad causam da União. Inscrição sem o prévio julgamento de tomada de contas especial. Princípio do devido processo legal. Necessidade de prévia tomada de contas especial. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. Legitimidade da União para figurar no polo passivo de demandas como a presente, uma vez que é ela que organiza e mantém cadastros de inadimplência, como o CAUC/SIAFI. Precedentes: ACO n 1.995-AgR/BA, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 4/8/15; ACO n 2.733-MC-Ref/AC, Tribunal Pleno, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 22/9/16; ACO n 1.848-AgR/MA, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/2/15; e 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF ACO n 2.165-AgR/RR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 16/9/15. 2. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa. Precedentes: ACO n 1.732- AgR/DF, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 2/5/17; ACO n 732/AP, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 21/6/17; ACO n 2.605-AgR/DF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 24/5/16; ACO n 2.131-AgR/MT, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 20/2/15; ACO n 1.848-AgR/MA, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/2/15; dentre outros. 3. Sem a conclusão de tomadas de contas especial, ou de outro procedimento específico instituído por lei que permita a apuração dos danos ao erário federal e das respectivas responsabilidades, fica inviabilizada a imposição de restrições para a transferência de recursos entre entes federados. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido”. (ACO-AgR 2.811, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 15.9.2017, grifo nosso) “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. DIREITO ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DO ESTADO DO MARANHÃO NO SIAFI/CAUC. NECESSIDADE DE PRÉVIA NOTIFICAÇÃO. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Esta Corte possui entendimento no sentido de que viola as garantias do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa a inscrição do Estado em cadastro de inadimplência federal enquanto não ultimado o processo tomada de contas especial. 2. Inocorrência de violação ao princípio da colegialidade. Tema 327 da Repercussão Geral. Recurso Extraordinário 607.420, Rel. Min. Rosa Weber. Existência de inúmeros precedentes do Plenário do Supremo Tribunal Federal no mesmo sentido da decisão agravada (art. 21, § 1..., do RISTF). 3. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF ACO n 2.165-AgR/RR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 16/9/15. 2. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa. Precedentes: ACO n 1.732- AgR/DF, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 2/5/17; ACO n 732/AP, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 21/6/17; ACO n 2.605-AgR/DF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 24/5/16; ACO n 2.131-AgR/MT, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 20/2/15; ACO n 1.848-AgR/MA, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/2/15; dentre outros. 3. Sem a conclusão de tomadas de contas especial, ou de outro procedimento específico instituído por lei que permita a apuração dos danos ao erário federal e das respectivas responsabilidades, fica inviabilizada a imposição de restrições para a transferência de recursos entre entes federados. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido”. (ACO-AgR 2.811, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 15.9.2017, grifo nosso) “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. DIREITO ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DO ESTADO DO MARANHÃO NO SIAFI/CAUC. NECESSIDADE DE PRÉVIA NOTIFICAÇÃO. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Esta Corte possui entendimento no sentido de que viola as garantias do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa a inscrição do Estado em cadastro de inadimplência federal enquanto não ultimado o processo tomada de contas especial. 2. Inocorrência de violação ao princípio da colegialidade. Tema 327 da Repercussão Geral. Recurso Extraordinário 607.420, Rel. Min. Rosa Weber. Existência de inúmeros precedentes do Plenário do Supremo Tribunal Federal no mesmo sentido da decisão agravada (art. 21, § 1..., do RISTF). 3. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF Agravo a que se nega provimento”. (ACO-AgR 1.470, Rel. Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, DJe 22.5.2018, grifo nosso) “Direito constitucional e financeiro. Agravo interno em ação cível originária. Inscrição de Estado-membro em cadastro federal de inadimplência. Necessidade de prévia instauração de tomada de constas especial. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem entendido que viola o devido processo legal a inscrição de Estado-membro nos cadastros federais de inadimplência antes da efetiva instauração e julgamento de tomada de contas especial. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015”. (ACO-AgR 2.461, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 28.2.2018, grifo nosso) Observo, ainda, que a jurisprudência já assentou que a troca de ofícios entre os convenentes não é suficiente para garantir o cumprimento do princípio do devido processo legal e da ampla defesa, havendo, para tanto, a necessidade de instauração da tomada de contas especial. Nesse sentido, cito o seguinte precedente da Primeira Turma: “CONVÊNIO CONTRAPARTIDA INEXISTÊNCIA CADASTRO DE INADIMPLENTES ISENÇÃO IMPROPRIEDADE. Adotando o Estado providências, com o ajuizamento de ação contra o responsável pelo descumprimento do Convênio, descabe o lançamento no cadastro de inadimplência federal SIAFI e CAUC. PROCESSO ADMINISTRATIVO UNIÃO VERSUS ESTADO CADASTRO DE INADIMPLENTES DIREITO DE DEFESA. Considerada irregularidade verificada na observância de convênio, há de ter- se a instauração de processo administrativo, abrindo-se margem ao Estado interessado, antes do lançamento no cadastro de inadimplentes, de manifestar-se. PROCESSO 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF Agravo a que se nega provimento”. (ACO-AgR 1.470, Rel. Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, DJe 22.5.2018, grifo nosso) “Direito constitucional e financeiro. Agravo interno em ação cível originária. Inscrição de Estado-membro em cadastro federal de inadimplência. Necessidade de prévia instauração de tomada de constas especial. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem entendido que viola o devido processo legal a inscrição de Estado-membro nos cadastros federais de inadimplência antes da efetiva instauração e julgamento de tomada de contas especial. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015”. (ACO-AgR 2.461, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 28.2.2018, grifo nosso) Observo, ainda, que a jurisprudência já assentou que a troca de ofícios entre os convenentes não é suficiente para garantir o cumprimento do princípio do devido processo legal e da ampla defesa, havendo, para tanto, a necessidade de instauração da tomada de contas especial. Nesse sentido, cito o seguinte precedente da Primeira Turma: “CONVÊNIO CONTRAPARTIDA INEXISTÊNCIA CADASTRO DE INADIMPLENTES ISENÇÃO IMPROPRIEDADE. Adotando o Estado providências, com o ajuizamento de ação contra o responsável pelo descumprimento do Convênio, descabe o lançamento no cadastro de inadimplência federal SIAFI e CAUC. PROCESSO ADMINISTRATIVO UNIÃO VERSUS ESTADO CADASTRO DE INADIMPLENTES DIREITO DE DEFESA. Considerada irregularidade verificada na observância de convênio, há de ter- se a instauração de processo administrativo, abrindo-se margem ao Estado interessado, antes do lançamento no cadastro de inadimplentes, de manifestar-se. PROCESSO 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF ADMINISTRATIVO INTIMAÇÃO CORRESPONDÊNCIAS TROCA INSUFICIÊNCIA. Ante as consequências da conclusão sobre a inadimplência do Estado, cumpre intimá-lo formalmente, o que pode ocorrer mediante postado com aviso de recebimento, sendo insuficiente a troca de memorandos e correspondência sobre o desenrolar da observância do convênio. PROCESSO ADMINISTRATIVO CONVÊNIO INADIMPLÊNCIA AÇÃO DE IMPROBIDADE IRRELEVÂNCIA. O ajuizamento de ação de improbidade contra gestor anterior não obstaculiza as consequências da relação jurídica entre a União e o Estado, considerado o inadimplemento relativo a convênio. CONVÊNIO RELAÇÃO JURÍDICA UNIÃO E ESTADO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA INADEQUAÇÃO. O fato de a relação jurídica envolver a União e a unidade da Federação o Estado afasta a observância do princípio da intranscendência. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBÊNCIA. Verificada a sucumbência, impõe-se a fixação de honorários advocatícios”. (ACO 1.978, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 27.5.2016, grifo nosso). In casu, a União não poderia ter procedido à inscrição do Estado de Alagoas no cadastro federal de inadimplentes sem a realização de tomada de contas especial, razão pela qual está correta a decisão ora recorrida, ao determinar a retirada dos apontamentos negativos até que haja a instauração e correspondente finalização do referido procedimento. Por fim, quanto à existência de repercussão geral da matéria, registro que, nos autos do processo-paradigma (tema 327), não consta qualquer decisão de suspensão dos processos relacionados, na forma do art. 1035, § 5..., do Código de Processo Civil. Não havendo tal determinação do relator do processo submetido à sistemática da repercussão geral, desnecessário é aguardar o seu desfecho, ante a inexistência de obrigatoriedade. Ademais, ainda que o relator houvesse determinado o sobrestamento dos feitos cuja matéria esteja submetida à repercussão geral, tal ordem não alcança os processos originários desta Corte. Sobre o 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF ADMINISTRATIVO INTIMAÇÃO CORRESPONDÊNCIAS TROCA INSUFICIÊNCIA. Ante as consequências da conclusão sobre a inadimplência do Estado, cumpre intimá-lo formalmente, o que pode ocorrer mediante postado com aviso de recebimento, sendo insuficiente a troca de memorandos e correspondência sobre o desenrolar da observância do convênio. PROCESSO ADMINISTRATIVO CONVÊNIO INADIMPLÊNCIA AÇÃO DE IMPROBIDADE IRRELEVÂNCIA. O ajuizamento de ação de improbidade contra gestor anterior não obstaculiza as consequências da relação jurídica entre a União e o Estado, considerado o inadimplemento relativo a convênio. CONVÊNIO RELAÇÃO JURÍDICA UNIÃO E ESTADO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA INADEQUAÇÃO. O fato de a relação jurídica envolver a União e a unidade da Federação o Estado afasta a observância do princípio da intranscendência. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBÊNCIA. Verificada a sucumbência, impõe-se a fixação de honorários advocatícios”. (ACO 1.978, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 27.5.2016, grifo nosso). In casu, a União não poderia ter procedido à inscrição do Estado de Alagoas no cadastro federal de inadimplentes sem a realização de tomada de contas especial, razão pela qual está correta a decisão ora recorrida, ao determinar a retirada dos apontamentos negativos até que haja a instauração e correspondente finalização do referido procedimento. Por fim, quanto à existência de repercussão geral da matéria, registro que, nos autos do processo-paradigma (tema 327), não consta qualquer decisão de suspensão dos processos relacionados, na forma do art. 1035, § 5..., do Código de Processo Civil. Não havendo tal determinação do relator do processo submetido à sistemática da repercussão geral, desnecessário é aguardar o seu desfecho, ante a inexistência de obrigatoriedade. Ademais, ainda que o relator houvesse determinado o sobrestamento dos feitos cuja matéria esteja submetida à repercussão geral, tal ordem não alcança os processos originários desta Corte. Sobre o 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF tema, confira-se o seguinte precedente: “Agravo regimental em ação rescisória. Provimento sem concurso público em serventia extrajudicial. Negativa de seguimento. Aplicação da súmula Supremo Tribunal Federal n 343. Entendimento adotado na ação originária em consonância com a jurisprudência da Corte. Sobrestamento da ação rescisória no aguardo do julgamento de extraordinário com repercussão geral. Inadmissão. Inaplicabilidade da sistemática aos processos originários. Agravo regimental não provido. 1. A decisão que se pretende rescindir não diverge da orientação jurisprudencial estabelecida no Supremo Tribunal à época da prolação do decisum rescindendo e prevalente até a presente data no sentido da autoaplicabilidade do art. 236, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88 e de que, após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o provimento em serviços notarial e de registro sem a prévia aprovação em concurso público. 2. Conforme tese fixada no julgamento do Tema 136 da Repercussão Geral (Recurso Extraordinário n 590.809/RS), não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente, sendo irrelevante a natureza da discussão posta no feito rescindendo (se constitucional ou infraconstitucional) para a observância do enunciado da Súmula Supremo Tribunal Federal n 343. 3. A suspensão dos processos pela aplicação da sistemática da repercussão geral não é obrigatória e, caso determinada pelo relator do processo paradigma, não atinge os feitos originários em curso na Corte. Precedentes: ACO n 2591/DF-AgR, Relator o Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 2/12/16 e ACO n 2648/AP-AgR, Relator o Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 2/6/16). 4. Agravo regimental não provido”. (AR-AgR 2.572, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 21.3.2017, grifo nosso) Ante o exposto, nego provimento ao agravo, por ser manifestamente 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF tema, confira-se o seguinte precedente: “Agravo regimental em ação rescisória. Provimento sem concurso público em serventia extrajudicial. Negativa de seguimento. Aplicação da súmula Supremo Tribunal Federal n 343. Entendimento adotado na ação originária em consonância com a jurisprudência da Corte. Sobrestamento da ação rescisória no aguardo do julgamento de extraordinário com repercussão geral. Inadmissão. Inaplicabilidade da sistemática aos processos originários. Agravo regimental não provido. 1. A decisão que se pretende rescindir não diverge da orientação jurisprudencial estabelecida no Supremo Tribunal à época da prolação do decisum rescindendo e prevalente até a presente data no sentido da autoaplicabilidade do art. 236, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88 e de que, após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o provimento em serviços notarial e de registro sem a prévia aprovação em concurso público. 2. Conforme tese fixada no julgamento do Tema 136 da Repercussão Geral (Recurso Extraordinário n 590.809/RS), não cabe ação rescisória quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo à época da formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do precedente, sendo irrelevante a natureza da discussão posta no feito rescindendo (se constitucional ou infraconstitucional) para a observância do enunciado da Súmula Supremo Tribunal Federal n 343. 3. A suspensão dos processos pela aplicação da sistemática da repercussão geral não é obrigatória e, caso determinada pelo relator do processo paradigma, não atinge os feitos originários em curso na Corte. Precedentes: ACO n 2591/DF-AgR, Relator o Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 2/12/16 e ACO n 2648/AP-AgR, Relator o Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 2/6/16). 4. Agravo regimental não provido”. (AR-AgR 2.572, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 21.3.2017, grifo nosso) Ante o exposto, nego provimento ao agravo, por ser manifestamente 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2096 AGR / DF inadmissível e, considerando que o valor dos honorários advocatícios foi fixado em quantia certa (art. 85, § 8..., do Código de Processo Civil), a majoração do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil somente poderá ocorrer se não exceder os limites previstos nos § 2... e § 3... do referido dispositivo. Considerando que a decisão objurgada condenou a recorrida ao pagamento de honorários advocatícios no percentual máximo (20% do valor atualizado da causa), deixo de majorá-los na fase recursal, diante do que preceitua a parte final do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, qual seja, “sendo vedado ao tribunal, no cômputo geral da fixação de honorários devidos ao advogado do vencedor, ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos §§2... e 3... para a fase de conhecimento”. Por derradeiro, tendo em vista a manifesta improcedência do presente agravo, em caso de decisão unânime do colegiado, entendo ser ocasião de aplicação de multa de 5% sobre o valor atualizado da causa, prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a ser liquidada na fase de cumprimento de sentença. É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Supremo Tribunal Federal ACO 2096 AGR / DF inadmissível e, considerando que o valor dos honorários advocatícios foi fixado em quantia certa (art. 85, § 8..., do Código de Processo Civil), a majoração do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil somente poderá ocorrer se não exceder os limites previstos nos § 2... e § 3... do referido dispositivo. Considerando que a decisão objurgada condenou a recorrida ao pagamento de honorários advocatícios no percentual máximo (20% do valor atualizado da causa), deixo de majorá-los na fase recursal, diante do que preceitua a parte final do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, qual seja, “sendo vedado ao tribunal, no cômputo geral da fixação de honorários devidos ao advogado do vencedor, ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos §§2... e 3... para a fase de conhecimento”. Por derradeiro, tendo em vista a manifesta improcedência do presente agravo, em caso de decisão unânime do colegiado, entendo ser ocasião de aplicação de multa de 5% sobre o valor atualizado da causa, prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a ser liquidada na fase de cumprimento de sentença. É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9040-B006-32B9-1B2E e senha 4B3A-54B1-2F7B-F0A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 21/09/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.096 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração os honorários, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, respeitados os limites previstos nos § 2... e § 3... do referido dispositivo, e com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E8E7-8046-19A9-A205 e senha 141B-CCD1-C353-4169 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.096 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração os honorários, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, respeitados os limites previstos nos § 2... e § 3... do referido dispositivo, e com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E8E7-8046-19A9-A205 e senha 141B-CCD1-C353-4169 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 096", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 096", "ACO", "ACOs", "ACO 2096", "ACOs 1 . 860", "Recurso Extraordinário - RG 607 . 420", "Recurso Extraordinário - RG 1 . 067 . 086", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 096", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 096", "ACO 2096 AGR / DF", "ACO 2 . 131 / MT - AgR", "ACO", "ACO 2 . 131 / MT - AgR", "ACO 2096 AGR / DF", "ACO 2 . 131 / MT - AgR", "ACO", "-", "AgR", "-", "segundo 964", "ACO", "-", "AgR 1 . 988", "ACO 2096 AGR / DF", "ACO 2 . 131 / MT - AgR", "ACO", "-", "AgR", "-", "segundo 964", "ACO", "-", "AgR 1 . 988", "ACO 2096 AGR / DF", "ACO 1 . 848 - AgR", "AC 2 . 032", "ACO", "-", "AgR 2 . 102", "ACO 1 . 848 - AgR", "AC 2 . 032", "ACO", "-", "AgR 2 . 102", "-", "54B1", "-", "ACO", "-", "Ref", "ACO", "-", "AgR 2 . 240", "ACO", "-", "MC", "-", "Ref 2 . 159", "ACO", "-", "AgR 2 . 240", "ACO 2096 AGR / DF", "ACO 2 . 131 / MT - AgR", "ACO", "-", "AgR 2 . 703", "Agravo", "ACO n 1 . 995 - AgR / BA", "ACO n 2 . 733 - MC - Ref 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Ementa e Acórdão 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.091.269 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA. ADV.(A/S) :INDALECIO GOMES NETO AGDO.(A/S) :PAULO MOLINARI ADV.(A/S) :HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA (12834 OAB/PR) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Convenção coletiva. Horas in itinere. Supressão. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório e de cláusulas contratuais. Súmulas 279 e 454 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de setembro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02F1-3506-9CB7-6E42 e senha 46EA-E719-8FC6-4AB0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.091.269 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA. ADV.(A/S) :INDALECIO GOMES NETO AGDO.(A/S) :PAULO MOLINARI ADV.(A/S) :HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA (12834 OAB/PR) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar o acervo fático- probatório dos autos e as cláusulas do acordo coletivo, consignou que o tempo ajustado na norma coletiva não é o efetivamente gasto para se percorrer as distâncias pretendidas e, em relação ao prêmio produtividade, que havia habitualidade no seu pagamento, configurando a natureza salarial. Nesse sentido, extraem-se os seguintes trechos do acórdão impugnado: ‘Na hipótese dos autos, a cláusula normativa fixa em menos de 50% do tempo efetivamente gasto pelo empregado para alcançar o seu posto de trabalho e em seu retorno para casa. O Regional revela que, a cláusula normativa fixa em uma hora o tempo efetivamente gasto pelo empregado para alcançar o seu posto de trabalho e em seu retorno para casa. No entanto, restou delineado na mencionada decisão que, no trajeto, o autor despendia duas horas e quarenta minutos no trajeto. Portanto, despendia mais de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF97-531A-16DB-9A62 e senha C964-CAB5-0D8C-0148 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.091.269 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA. ADV.(A/S) :INDALECIO GOMES NETO AGDO.(A/S) :PAULO MOLINARI ADV.(A/S) :HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA (12834 OAB/PR) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar o acervo fático- probatório dos autos e as cláusulas do acordo coletivo, consignou que o tempo ajustado na norma coletiva não é o efetivamente gasto para se percorrer as distâncias pretendidas e, em relação ao prêmio produtividade, que havia habitualidade no seu pagamento, configurando a natureza salarial. Nesse sentido, extraem-se os seguintes trechos do acórdão impugnado: ‘Na hipótese dos autos, a cláusula normativa fixa em menos de 50% do tempo efetivamente gasto pelo empregado para alcançar o seu posto de trabalho e em seu retorno para casa. O Regional revela que, a cláusula normativa fixa em uma hora o tempo efetivamente gasto pelo empregado para alcançar o seu posto de trabalho e em seu retorno para casa. No entanto, restou delineado na mencionada decisão que, no trajeto, o autor despendia duas horas e quarenta minutos no trajeto. Portanto, despendia mais de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF97-531A-16DB-9A62 e senha C964-CAB5-0D8C-0148 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1091269 AGR / PR 50% do tempo fixado na convenção coletiva. Ora, não se concebe que os tempos ajustados na norma coletiva correspondam, de forma razoável, àqueles efetivamente gastos para se percorrer as distâncias pretendidas. Nesse contexto, o ajuste realizado não guarda feições de negociação da duração do trajeto por meio de norma coletiva, mas de supressão do direito dos trabalhadores, motivo pelo qual não há como se o validar. (…) Quanto ao prêmio produtividade, em que pese a norma coletiva prever expressamente a não integração da parcela prêmio de produtividade à remuneração do empregado, observa-se, pelo contexto fático apresentado, que havia habitualidade no seu pagamento, embora sob as feições de estímulo aos funcionários. Assim, à luz do art. 457, § 1º, da CLT, se o pagamento ocorreu de forma habitual e contínua, resta, portanto, configurada sua natureza salarial, devendo integrar a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. A parcela possui natureza salarial e deve integrar o salário do autor para todos os efeitos legais, nos termos postulados. O acórdão contém fundamentação explícita sobre tais questionamentos, inexistindo, portanto, qualquer vício’ (eDOC 14, p. 3-4). Verifico que divergir do entendimento adotado pelo acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e a interpretação de cláusulas contidas em convenção coletiva de trabalho, providências vedadas na via extraordinária, em face dos óbices previstos nas Súmula 279 e 454 do STF. Ademais, ao negar provimento ao recurso, o Tribunal a quo observou a Consolidação das Leis do Trabalho e o Código de Processo Civil. Assim, a matéria debatida na origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF97-531A-16DB-9A62 e senha C964-CAB5-0D8C-0148 Supremo Tribunal Federal ARE 1091269 AGR / PR 50% do tempo fixado na convenção coletiva. Ora, não se concebe que os tempos ajustados na norma coletiva correspondam, de forma razoável, àqueles efetivamente gastos para se percorrer as distâncias pretendidas. Nesse contexto, o ajuste realizado não guarda feições de negociação da duração do trajeto por meio de norma coletiva, mas de supressão do direito dos trabalhadores, motivo pelo qual não há como se o validar. (…) Quanto ao prêmio produtividade, em que pese a norma coletiva prever expressamente a não integração da parcela prêmio de produtividade à remuneração do empregado, observa-se, pelo contexto fático apresentado, que havia habitualidade no seu pagamento, embora sob as feições de estímulo aos funcionários. Assim, à luz do art. 457, § 1º, da CLT, se o pagamento ocorreu de forma habitual e contínua, resta, portanto, configurada sua natureza salarial, devendo integrar a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. A parcela possui natureza salarial e deve integrar o salário do autor para todos os efeitos legais, nos termos postulados. O acórdão contém fundamentação explícita sobre tais questionamentos, inexistindo, portanto, qualquer vício’ (eDOC 14, p. 3-4). Verifico que divergir do entendimento adotado pelo acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e a interpretação de cláusulas contidas em convenção coletiva de trabalho, providências vedadas na via extraordinária, em face dos óbices previstos nas Súmula 279 e 454 do STF. Ademais, ao negar provimento ao recurso, o Tribunal a quo observou a Consolidação das Leis do Trabalho e o Código de Processo Civil. Assim, a matéria debatida na origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF97-531A-16DB-9A62 e senha C964-CAB5-0D8C-0148 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1091269 AGR / PR que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC 35, p. 3-4) Nas razões recursais, defende-se presente na espécie violação direta ao art. 7º, XXVI, da Constituição Federal, bem como argumenta-se a não incidência das Súmulas 279 e 454 do STF, na medida em que prescindível à apreciação das razões recursais extraordinárias a análise de elementos de prova e de cláusulas do acordo coletivo. Por fim, sustenta-se a divergência entre o acórdão do tribunal a quo e o que decidido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE- AgR-segundo 895.759, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 23.5.2017, e do RE 590.145, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 29.5.2015, tema 152 da sistemática da repercussão geral. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 39. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF97-531A-16DB-9A62 e senha C964-CAB5-0D8C-0148 Supremo Tribunal Federal ARE 1091269 AGR / PR que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC 35, p. 3-4) Nas razões recursais, defende-se presente na espécie violação direta ao art. 7º, XXVI, da Constituição Federal, bem como argumenta-se a não incidência das Súmulas 279 e 454 do STF, na medida em que prescindível à apreciação das razões recursais extraordinárias a análise de elementos de prova e de cláusulas do acordo coletivo. Por fim, sustenta-se a divergência entre o acórdão do tribunal a quo e o que decidido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE- AgR-segundo 895.759, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 23.5.2017, e do RE 590.145, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 29.5.2015, tema 152 da sistemática da repercussão geral. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 39. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF97-531A-16DB-9A62 e senha C964-CAB5-0D8C-0148 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.091.269 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Inicialmente, destaco não convergir a questão tratada no caso àquela apreciada no RE 590.145, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 29.5.2015 (tema 152), porquanto reconhecida no paradigma a validade da renúncia genérica a direitos em razão da adesão a plano de demissão voluntária, ao passo que discutida na hipótese a possibilidade de se estipular por norma coletiva supressão ao direito ao recebimento de horas in itinere. No tocante à defendida prevalência do que assentado no RE-AgR- segundo 895.759, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 23.5.2017, registro ter aquele julgamento ocorrido com fundamento no contexto fático do caso e fora do regime da sistemática da repercussão geral. Assim, restritos seus efeitos às partes daquele processo e à situação específica daqueles autos. Por fim, quanto às teses recursais remanescentes, sem razão a parte agravante. Isso porque a matéria debatida nas instâncias de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal a quo demandaria o reexame do acervo probatório e de cláusulas da norma coletiva, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F4-24A1-2AFF-B57E e senha 652F-0F8E-DC84-EE29 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.091.269 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Inicialmente, destaco não convergir a questão tratada no caso àquela apreciada no RE 590.145, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 29.5.2015 (tema 152), porquanto reconhecida no paradigma a validade da renúncia genérica a direitos em razão da adesão a plano de demissão voluntária, ao passo que discutida na hipótese a possibilidade de se estipular por norma coletiva supressão ao direito ao recebimento de horas in itinere. No tocante à defendida prevalência do que assentado no RE-AgR- segundo 895.759, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 23.5.2017, registro ter aquele julgamento ocorrido com fundamento no contexto fático do caso e fora do regime da sistemática da repercussão geral. Assim, restritos seus efeitos às partes daquele processo e à situação específica daqueles autos. Por fim, quanto às teses recursais remanescentes, sem razão a parte agravante. Isso porque a matéria debatida nas instâncias de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal a quo demandaria o reexame do acervo probatório e de cláusulas da norma coletiva, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F4-24A1-2AFF-B57E e senha 652F-0F8E-DC84-EE29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1091269 AGR / PR “DIREITO DO TRABALHO. HORAS IN ITINERE. NORMA COLETIVA. SUPRESSÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 7º, XXVI, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Alicerçada a decisão recorrida na análise da legislação infraconstitucional, bem como das cláusulas coletivas, no que diz com a inexistência de concessões recíprocas no acordo coletivo por meio do qual suprimido o direito às horas in itinere. 2. Obstada a análise da apontada violação do art. 7º, XXVI, da Constituição Federal, porquanto vinculada ao revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária conforme disposto nas Súmulas 279 e 454/STF. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido”. (ARE-AgR 1.091.275, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 27.6.2018) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. HORAS IN ITINERE. PRÊMIO-PRODUTIVIDADE. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO – CLT. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F4-24A1-2AFF-B57E e senha 652F-0F8E-DC84-EE29 Supremo Tribunal Federal ARE 1091269 AGR / PR “DIREITO DO TRABALHO. HORAS IN ITINERE. NORMA COLETIVA. SUPRESSÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 7º, XXVI, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Alicerçada a decisão recorrida na análise da legislação infraconstitucional, bem como das cláusulas coletivas, no que diz com a inexistência de concessões recíprocas no acordo coletivo por meio do qual suprimido o direito às horas in itinere. 2. Obstada a análise da apontada violação do art. 7º, XXVI, da Constituição Federal, porquanto vinculada ao revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária conforme disposto nas Súmulas 279 e 454/STF. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido”. (ARE-AgR 1.091.275, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 27.6.2018) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. HORAS IN ITINERE. PRÊMIO-PRODUTIVIDADE. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO – CLT. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F4-24A1-2AFF-B57E e senha 652F-0F8E-DC84-EE29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1091269 AGR / PR CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE-AgR 1.109.767, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24.5.2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. NORMA COLETIVA. HORAS IN ITINERE EXCEDENTES. BASE DE CÁLCULO. HORAS EXTRAS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DE ACORDO COLETIVO. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas de acordo coletivo, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. II- Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. III- Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.018.487, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.6.2017) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F4-24A1-2AFF-B57E e senha 652F-0F8E-DC84-EE29 Supremo Tribunal Federal ARE 1091269 AGR / PR CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE-AgR 1.109.767, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24.5.2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. NORMA COLETIVA. HORAS IN ITINERE EXCEDENTES. BASE DE CÁLCULO. HORAS EXTRAS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DE ACORDO COLETIVO. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas de acordo coletivo, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. II- Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. III- Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.018.487, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.6.2017) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F4-24A1-2AFF-B57E e senha 652F-0F8E-DC84-EE29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.091.269 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA. ADV.(A/S) : INDALECIO GOMES NETO (17923/DF, 23465/PR, 45925/SC) AGDO.(A/S) : PAULO MOLINARI ADV.(A/S) : HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA (12834 OAB/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1C4-77CA-EC34-2BCF e senha 6B50-9D3E-E48D-2401 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.091.269 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA. ADV.(A/S) : INDALECIO GOMES NETO (17923/DF, 23465/PR, 45925/SC) AGDO.(A/S) : PAULO MOLINARI ADV.(A/S) : HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA (12834 OAB/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1C4-77CA-EC34-2BCF e senha 6B50-9D3E-E48D-2401 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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2018-09-21T00:00:00
2018-10-09T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Convenção coletiva. Horas in itinere. Supressão. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório e de cláusulas contratuais. Súmulas 279 e 454 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental.
sjur392173
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279, SÚMULA 454) ARE 1018487 AgR (2ªT), ARE 1091275 AgR (1ªT), ARE 1109767 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 19/10/2018, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1091269
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1091269 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA. ADV.(A/S) : INDALECIO GOMES NETO AGDO.(A/S) : PAULO MOLINARI ADV.(A/S) : HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA (12834 OAB/PR)
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Ementa e Acórdão 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.091.269 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA. ADV.(A/S) :INDALECIO GOMES NETO AGDO.(A/S) :PAULO MOLINARI ADV.(A/S) :HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA (12834 OAB/PR) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Convenção coletiva. Horas in itinere. Supressão. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório e de cláusulas contratuais. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de setembro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02F1-3506-9CB7-6E42 e senha 46EA-E719-8FC6-4AB0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.091.269 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA. ADV.(A/S) :INDALECIO GOMES NETO AGDO.(A/S) :PAULO MOLINARI ADV.(A/S) :HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA (12834 OAB/PR) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar o acervo fático- probatório dos autos e as cláusulas do acordo coletivo, consignou que o tempo ajustado na norma coletiva não é o efetivamente gasto para se percorrer as distâncias pretendidas e, em relação ao prêmio produtividade, que havia habitualidade no seu pagamento, configurando a natureza salarial. Nesse sentido, extraem-se os seguintes trechos do acórdão impugnado: ‘Na hipótese dos autos, a cláusula normativa fixa em menos de 50% do tempo efetivamente gasto pelo empregado para alcançar o seu posto de trabalho e em seu retorno para casa. O Regional revela que, a cláusula normativa fixa em uma hora o tempo efetivamente gasto pelo empregado para alcançar o seu posto de trabalho e em seu retorno para casa. No entanto, restou delineado na mencionada decisão que, no trajeto, o autor despendia duas horas e quarenta minutos no trajeto. Portanto, despendia mais de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF97-531A-16DB-9A62 e senha C964-CAB5-0D8C-0148 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.091.269 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA. ADV.(A/S) :INDALECIO GOMES NETO AGDO.(A/S) :PAULO MOLINARI ADV.(A/S) :HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA (12834 OAB/PR) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar o acervo fático- probatório dos autos e as cláusulas do acordo coletivo, consignou que o tempo ajustado na norma coletiva não é o efetivamente gasto para se percorrer as distâncias pretendidas e, em relação ao prêmio produtividade, que havia habitualidade no seu pagamento, configurando a natureza salarial. Nesse sentido, extraem-se os seguintes trechos do acórdão impugnado: ‘Na hipótese dos autos, a cláusula normativa fixa em menos de 50% do tempo efetivamente gasto pelo empregado para alcançar o seu posto de trabalho e em seu retorno para casa. O Regional revela que, a cláusula normativa fixa em uma hora o tempo efetivamente gasto pelo empregado para alcançar o seu posto de trabalho e em seu retorno para casa. No entanto, restou delineado na mencionada decisão que, no trajeto, o autor despendia duas horas e quarenta minutos no trajeto. Portanto, despendia mais de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF97-531A-16DB-9A62 e senha C964-CAB5-0D8C-0148 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1091269 AGR / PR 50% do tempo fixado na convenção coletiva. Ora, não se concebe que os tempos ajustados na norma coletiva correspondam, de forma razoável, àqueles efetivamente gastos para se percorrer as distâncias pretendidas. Nesse contexto, o ajuste realizado não guarda feições de negociação da duração do trajeto por meio de norma coletiva, mas de supressão do direito dos trabalhadores, motivo pelo qual não há como se o validar. (…) Quanto ao prêmio produtividade, em que pese a norma coletiva prever expressamente a não integração da parcela prêmio de produtividade à remuneração do empregado, observa-se, pelo contexto fático apresentado, que havia habitualidade no seu pagamento, embora sob as feições de estímulo aos funcionários. Assim, à luz do art. 457, § 1..., da Consolidação das Leis do Trabalho, se o pagamento ocorreu de forma habitual e contínua, resta, portanto, configurada sua natureza salarial, devendo integrar a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. A parcela possui natureza salarial e deve integrar o salário do autor para todos os efeitos legais, nos termos postulados. O acórdão contém fundamentação explícita sobre tais questionamentos, inexistindo, portanto, qualquer vício’ (eDOC 14, p. 3-4). Verifico que divergir do entendimento adotado pelo acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e a interpretação de cláusulas contidas em convenção coletiva de trabalho, providências vedadas na via extraordinária, em face dos óbices previstos nas Súmula 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, ao negar provimento ao recurso, o Tribunal a quo observou a Consolidação das Leis do Trabalho e o Código de Processo Civil. Assim, a matéria debatida na origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF97-531A-16DB-9A62 e senha C964-CAB5-0D8C-0148 Supremo Tribunal Federal ARE 1091269 AGR / PR 50% do tempo fixado na convenção coletiva. Ora, não se concebe que os tempos ajustados na norma coletiva correspondam, de forma razoável, àqueles efetivamente gastos para se percorrer as distâncias pretendidas. Nesse contexto, o ajuste realizado não guarda feições de negociação da duração do trajeto por meio de norma coletiva, mas de supressão do direito dos trabalhadores, motivo pelo qual não há como se o validar. (…) Quanto ao prêmio produtividade, em que pese a norma coletiva prever expressamente a não integração da parcela prêmio de produtividade à remuneração do empregado, observa-se, pelo contexto fático apresentado, que havia habitualidade no seu pagamento, embora sob as feições de estímulo aos funcionários. Assim, à luz do art. 457, § 1..., da Consolidação das Leis do Trabalho, se o pagamento ocorreu de forma habitual e contínua, resta, portanto, configurada sua natureza salarial, devendo integrar a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. A parcela possui natureza salarial e deve integrar o salário do autor para todos os efeitos legais, nos termos postulados. O acórdão contém fundamentação explícita sobre tais questionamentos, inexistindo, portanto, qualquer vício’ (eDOC 14, p. 3-4). Verifico que divergir do entendimento adotado pelo acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e a interpretação de cláusulas contidas em convenção coletiva de trabalho, providências vedadas na via extraordinária, em face dos óbices previstos nas Súmula 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, ao negar provimento ao recurso, o Tribunal a quo observou a Consolidação das Leis do Trabalho e o Código de Processo Civil. Assim, a matéria debatida na origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF97-531A-16DB-9A62 e senha C964-CAB5-0D8C-0148 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1091269 AGR / PR que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC 35, p. 3-4) Nas razões recursais, defende-se presente na espécie violação direta ao art. 7..., XXVI, da Constituição Federal, bem como argumenta-se a não incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, na medida em que prescindível à apreciação das razões recursais extraordinárias a análise de elementos de prova e de cláusulas do acordo coletivo. Por fim, sustenta-se a divergência entre o acórdão do tribunal a quo e o que decidido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário- AgR-segundo 895.759, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 23.5.2017, e do Recurso Extraordinário 590.145, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 29.5.2015, tema 152 da sistemática da repercussão geral. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 39. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF97-531A-16DB-9A62 e senha C964-CAB5-0D8C-0148 Supremo Tribunal Federal ARE 1091269 AGR / PR que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC 35, p. 3-4) Nas razões recursais, defende-se presente na espécie violação direta ao art. 7..., XXVI, da Constituição Federal, bem como argumenta-se a não incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, na medida em que prescindível à apreciação das razões recursais extraordinárias a análise de elementos de prova e de cláusulas do acordo coletivo. Por fim, sustenta-se a divergência entre o acórdão do tribunal a quo e o que decidido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário- AgR-segundo 895.759, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 23.5.2017, e do Recurso Extraordinário 590.145, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 29.5.2015, tema 152 da sistemática da repercussão geral. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 39. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF97-531A-16DB-9A62 e senha C964-CAB5-0D8C-0148 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.091.269 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Inicialmente, destaco não convergir a questão tratada no caso àquela apreciada no Recurso Extraordinário 590.145, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 29.5.2015 (tema 152), porquanto reconhecida no paradigma a validade da renúncia genérica a direitos em razão da adesão a plano de demissão voluntária, ao passo que discutida na hipótese a possibilidade de se estipular por norma coletiva supressão ao direito ao recebimento de horas in itinere. No tocante à defendida prevalência do que assentado no Recurso Extraordinário-AgR- segundo 895.759, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 23.5.2017, registro ter aquele julgamento ocorrido com fundamento no contexto fático do caso e fora do regime da sistemática da repercussão geral. Assim, restritos seus efeitos às partes daquele processo e à situação específica daqueles autos. Por fim, quanto às teses recursais remanescentes, sem razão a parte agravante. Isso porque a matéria debatida nas instâncias de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal a quo demandaria o reexame do acervo probatório e de cláusulas da norma coletiva, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F4-24A1-2AFF-B57E e senha 652F-0F8E-DC84-EE29 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.091.269 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Inicialmente, destaco não convergir a questão tratada no caso àquela apreciada no Recurso Extraordinário 590.145, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 29.5.2015 (tema 152), porquanto reconhecida no paradigma a validade da renúncia genérica a direitos em razão da adesão a plano de demissão voluntária, ao passo que discutida na hipótese a possibilidade de se estipular por norma coletiva supressão ao direito ao recebimento de horas in itinere. No tocante à defendida prevalência do que assentado no Recurso Extraordinário-AgR- segundo 895.759, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 23.5.2017, registro ter aquele julgamento ocorrido com fundamento no contexto fático do caso e fora do regime da sistemática da repercussão geral. Assim, restritos seus efeitos às partes daquele processo e à situação específica daqueles autos. Por fim, quanto às teses recursais remanescentes, sem razão a parte agravante. Isso porque a matéria debatida nas instâncias de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal a quo demandaria o reexame do acervo probatório e de cláusulas da norma coletiva, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F4-24A1-2AFF-B57E e senha 652F-0F8E-DC84-EE29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1091269 AGR / PR “DIREITO DO TRABALHO. HORAS IN ITINERE. NORMA COLETIVA. SUPRESSÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 7..., XXVI, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Alicerçada a decisão recorrida na análise da legislação infraconstitucional, bem como das cláusulas coletivas, no que diz com a inexistência de concessões recíprocas no acordo coletivo por meio do qual suprimido o direito às horas in itinere. 2. Obstada a análise da apontada violação do art. 7..., XXVI, da Constituição Federal, porquanto vinculada ao revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária conforme disposto nas Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido”. (ARE-AgR 1.091.275, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 27.6.2018) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. HORAS IN ITINERE. PRÊMIO-PRODUTIVIDADE. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO – Consolidação das Leis do Trabalho. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F4-24A1-2AFF-B57E e senha 652F-0F8E-DC84-EE29 Supremo Tribunal Federal ARE 1091269 AGR / PR “DIREITO DO TRABALHO. HORAS IN ITINERE. NORMA COLETIVA. SUPRESSÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 7..., XXVI, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Alicerçada a decisão recorrida na análise da legislação infraconstitucional, bem como das cláusulas coletivas, no que diz com a inexistência de concessões recíprocas no acordo coletivo por meio do qual suprimido o direito às horas in itinere. 2. Obstada a análise da apontada violação do art. 7..., XXVI, da Constituição Federal, porquanto vinculada ao revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária conforme disposto nas Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido”. (ARE-AgR 1.091.275, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 27.6.2018) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. HORAS IN ITINERE. PRÊMIO-PRODUTIVIDADE. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO – Consolidação das Leis do Trabalho. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F4-24A1-2AFF-B57E e senha 652F-0F8E-DC84-EE29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1091269 AGR / PR Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE-AgR 1.109.767, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24.5.2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. NORMA COLETIVA. HORAS IN ITINERE EXCEDENTES. BASE DE CÁLCULO. HORAS EXTRAS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DE ACORDO COLETIVO. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas de acordo coletivo, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. II- Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. III- Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.018.487, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.6.2017) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F4-24A1-2AFF-B57E e senha 652F-0F8E-DC84-EE29 Supremo Tribunal Federal ARE 1091269 AGR / PR Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE-AgR 1.109.767, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24.5.2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. NORMA COLETIVA. HORAS IN ITINERE EXCEDENTES. BASE DE CÁLCULO. HORAS EXTRAS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DE ACORDO COLETIVO. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas de acordo coletivo, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. II- Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. III- Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.018.487, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.6.2017) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F4-24A1-2AFF-B57E e senha 652F-0F8E-DC84-EE29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.091.269 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA. ADV.(A/S) : INDALECIO GOMES NETO (17923/DF, 23465/PR, 45925/SC) AGDO.(A/S) : PAULO MOLINARI ADV.(A/S) : HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA (12834 OAB/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1C4-77CA-EC34-2BCF e senha 6B50-9D3E-E48D-2401 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.091.269 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA. ADV.(A/S) : INDALECIO GOMES NETO (17923/DF, 23465/PR, 45925/SC) AGDO.(A/S) : PAULO MOLINARI ADV.(A/S) : HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA (12834 OAB/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1C4-77CA-EC34-2BCF e senha 6B50-9D3E-E48D-2401 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 091 . 269", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 091 . 269", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 091 . 269", "ARE 1091269 AGR / PR", "Súmula 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1091269 AGR", "Súmula 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1091269 AGR / PR", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 590 . 145", "ARE 1091269 AGR / PR", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR - segundo 895 . 759", "Recurso Extraordinário 590 . 145", "Recurso Extraordinário 590 . 145", "Recurso Extraordinário - AgR - segundo 895 . 759", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 590 . 145", "Recurso Extraordinário - AgR - segundo 895 . 759", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1091269 AGR / PR", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 1 . 091", "SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 1 . 091 . 275", "SÚMULAS 279", "ARE", "-", "AgR 1 . 109 . 767", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 1 . 018 . 487", "ARE 1091269 AGR / PR", "ARE", "-", "AgR 1 . 109 . 767", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 1 . 018 . 487" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 457 , § 1 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Código de Processo Civil", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 457 , § 1 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do", "Código de Processo Civil", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 7 . . . , XXVI , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal", "LEIS DO TRABALHO", "Consolidação das Leis do Trabalho", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 7 . . . , XXVI , DA CONSTITUIÇÃO", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil", "art . 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal", "LEIS DO TRABALHO", "Consolidação das Leis do Trabalho", "CÓDIGO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "§ 11 do art . 85 do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "§ 11 do art . 85 do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA .", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA .", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "INDALECIO GOMES NETO", "PAULO MOLINARI", "HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "INDALECIO GOMES NETO", "PAULO MOLINARI", "HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "INDALECIO GOMES NETO", "PAULO MOLINARI", "HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "INDALECIO GOMES NETO", "PAULO MOLINARI", "HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "PAULO MOLINARI", "HORÁCIO TOLEDO NOGUEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "21", "/", "09", "/", "2018", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "5", ".", "2017", "29", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "5", ".", "2017", "29", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "29", ".", "5", ".", "2015", "23", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "29", ".", "5", ".", "2015", "23", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2018", "16", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2018", "16", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "14", ".", "9", ".", "2018", "20", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "9", ".", "2018", "20", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. REQUISITOS LEGAIS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. OFENSA AO ARTIGO 93, IX, DA CF. INEXISTÊNCIA. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. TEMA 660. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20.9.2018, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71F6-D4A6-9531-3AEE e senha EB31-8B44-2977-08F7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão ARE 923412 AGR / RJ multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Brasília, 21 de setembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71F6-D4A6-9531-3AEE e senha EB31-8B44-2977-08F7 Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Brasília, 21 de setembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71F6-D4A6-9531-3AEE e senha EB31-8B44-2977-08F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por RUMO MALHA SUL S/A, contra decisão de minha relatoria, publicada em 1º/8/2018, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Como se vê, no caso concreto, o Col. Supremo Tribunal Federal, analisando a violação ao disposto no art. 93, inc. IX, da Constituição Federal, afirmou expressamente que há repercussão geral acerca do dever de fundamentação das decisões judiciais. É exatamente isso o que ocorre, uma vez que o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A133-70E2-97F5-81F2 e senha CDBD-B36A-C758-29C6 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por RUMO MALHA SUL S/A, contra decisão de minha relatoria, publicada em 1º/8/2018, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Como se vê, no caso concreto, o Col. Supremo Tribunal Federal, analisando a violação ao disposto no art. 93, inc. IX, da Constituição Federal, afirmou expressamente que há repercussão geral acerca do dever de fundamentação das decisões judiciais. É exatamente isso o que ocorre, uma vez que o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A133-70E2-97F5-81F2 e senha CDBD-B36A-C758-29C6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório ARE 923412 AGR / RJ extraordinário ora interposto versa sobre uma questão jurídica de enorme relevância social e até mesmo jurídica: a imperiosa necessidade de fundamentação das decisões judiciais. (...) Evidentemente, estando o regime de pagamento por precatório previsto no art. 100 da Constituição Federal, é claro que a violação a tal regra de pagamento se dá de forma frontal e direta à Carta Magna. Afinal, não há qualquer norma infraconstitucional que trate do regime de pagamento por precatório. Os dispositivos da Constituição Federal são os únicos a tratar do tema, evidenciando que a sua violação é rigorosamente frontal à Constituição Federal. (...) Porém, ao contrário do que entendeu a R. decisão agravada, o recurso interposto pela RUMO aborda apenas questões exclusivamente de direito, recaindo suas razões recursais sobre: (a) a possibilidade, prevista em lei, de se compensarem créditos e débitos devidos entre as mesmas partes; (b) a possibilidade de que essa compensação seja realizada no âmbito de contrato administrativo; e (c) a necessidade de respeito ao reequilíbrio contratual. Além disso, não há dúvida alguma com relação aos valores discutidos em sede de embargos à execução, os quais são incontroversos. Como se percebe, não incide o óbice constante na citada Súmula n. 279 editada por este Col. Supremo Tribunal Federal, justamente porque não há qualquer necessidade de reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos.” (Doc. 56, fls. 7, 8 e 10) Por fim, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, formulado em 12/9/2018, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente eletrônico. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A133-70E2-97F5-81F2 e senha CDBD-B36A-C758-29C6 Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ extraordinário ora interposto versa sobre uma questão jurídica de enorme relevância social e até mesmo jurídica: a imperiosa necessidade de fundamentação das decisões judiciais. (...) Evidentemente, estando o regime de pagamento por precatório previsto no art. 100 da Constituição Federal, é claro que a violação a tal regra de pagamento se dá de forma frontal e direta à Carta Magna. Afinal, não há qualquer norma infraconstitucional que trate do regime de pagamento por precatório. Os dispositivos da Constituição Federal são os únicos a tratar do tema, evidenciando que a sua violação é rigorosamente frontal à Constituição Federal. (...) Porém, ao contrário do que entendeu a R. decisão agravada, o recurso interposto pela RUMO aborda apenas questões exclusivamente de direito, recaindo suas razões recursais sobre: (a) a possibilidade, prevista em lei, de se compensarem créditos e débitos devidos entre as mesmas partes; (b) a possibilidade de que essa compensação seja realizada no âmbito de contrato administrativo; e (c) a necessidade de respeito ao reequilíbrio contratual. Além disso, não há dúvida alguma com relação aos valores discutidos em sede de embargos à execução, os quais são incontroversos. Como se percebe, não incide o óbice constante na citada Súmula n. 279 editada por este Col. Supremo Tribunal Federal, justamente porque não há qualquer necessidade de reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos.” (Doc. 56, fls. 7, 8 e 10) Por fim, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, formulado em 12/9/2018, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente eletrônico. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A133-70E2-97F5-81F2 e senha CDBD-B36A-C758-29C6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com fundamento no conjunto fático-probatório constante dos autos e na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil, Lei 8.666/1993 e Código de Processo Civil), entendeu pela manutenção da sentença de improcedência dos embargos à execução, ajuizados pela parte ora agravante, por ausência dos requisitos legais para a compensação de créditos e, ainda, não conheceu da alegação de excesso de execução, por entender se tratar de inovação recursal. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “O cerne da controvérsia reside na possibilidade, ou não, de compensação dos valores executados pela União, com os valores que a executada alega serem devidos pela União exequente a ela executada, ora recorrente. O valor da execução é R$767.630,85, em novembro/2003 (fls. 55), sendo que o valor supostamente devido pelo ente federativo à executada seria R$2.189.832,78, em fevereiro/2010 (fls. 09). Nesta toada, colhe-se o fundamento medular da irresignação (fls. 3.809): ‘3.28. Ora bem, sendo a apelante credora da RFFSA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com fundamento no conjunto fático-probatório constante dos autos e na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil, Lei 8.666/1993 e Código de Processo Civil), entendeu pela manutenção da sentença de improcedência dos embargos à execução, ajuizados pela parte ora agravante, por ausência dos requisitos legais para a compensação de créditos e, ainda, não conheceu da alegação de excesso de execução, por entender se tratar de inovação recursal. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “O cerne da controvérsia reside na possibilidade, ou não, de compensação dos valores executados pela União, com os valores que a executada alega serem devidos pela União exequente a ela executada, ora recorrente. O valor da execução é R$767.630,85, em novembro/2003 (fls. 55), sendo que o valor supostamente devido pelo ente federativo à executada seria R$2.189.832,78, em fevereiro/2010 (fls. 09). Nesta toada, colhe-se o fundamento medular da irresignação (fls. 3.809): ‘3.28. Ora bem, sendo a apelante credora da RFFSA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ por conta das dívidas trabalhistas de responsabilidade desta (RFFSA) e, ao mesmo tempo, devedora da RFFSA pelas rendas trimestrais decorrentes do Contrato de Arrendamento, não paira dúvida quanto à compensação ex lege que se opera entre os créditos e débitos da apelante perante a RFFSA, ora substituída pela apelada, na forma prevista no art. 1.009 do Código Civil de 1916, reproduzido no art. 368 do Código Civil em vigor’. O pleito de compensação foi rejeitado pelo decisum, ao entendimento de que a dívida da exequente com a executada não seria líquida, inconfigurando-se, assim, a possibilidade de compensação, à luz do preceituado no art. 369, do Código Civil, no sentido de que ‘A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis’. A sentença não merece reforma, uma vez que, de fato, a dívida que a executada pretende compensar não é líquida, pois que objeto de controvérsia judicial em andamento, em outros processos, conforme sinalado na fundamentação do decisum, in verbis: ‘O crédito que a Requerente alega ter em relação à Requerida não é líquido - tanto assim que a compensação anteriormente feita deu causa à proposição de execução por título extrajudicial ajuizada pela RFFSA (processo n. 2003.51.01.025874-6), ora sucedida pela União Federal, bem como às ações de ns. 2008.51.01.022198-8; 2009.51.01.021723-0; 2009.51.01.017946-0; 2009.51.01.014434-2; e 2009.51.01.004652-6, todas ajuizadas pela Embargante, e nas quais pretende esta última o pagamento de verbas supostamente devidas, pela União Federal, na qualidade de sucessora da extinta RFFSA, a título de verbas trabalhistas com que teria arcado a Embargante, por força de contrato administrativo celebrado com a RFFSA. Sendo assim, inviável a pretensão da Embargante, porquanto não se pode compensar dívida que sequer foi questionada, nos presentes embargos, com débitos cuja existência e valor ainda estão sendo discutidos em sede 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ por conta das dívidas trabalhistas de responsabilidade desta (RFFSA) e, ao mesmo tempo, devedora da RFFSA pelas rendas trimestrais decorrentes do Contrato de Arrendamento, não paira dúvida quanto à compensação ex lege que se opera entre os créditos e débitos da apelante perante a RFFSA, ora substituída pela apelada, na forma prevista no art. 1.009 do Código Civil de 1916, reproduzido no art. 368 do Código Civil em vigor’. O pleito de compensação foi rejeitado pelo decisum, ao entendimento de que a dívida da exequente com a executada não seria líquida, inconfigurando-se, assim, a possibilidade de compensação, à luz do preceituado no art. 369, do Código Civil, no sentido de que ‘A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis’. A sentença não merece reforma, uma vez que, de fato, a dívida que a executada pretende compensar não é líquida, pois que objeto de controvérsia judicial em andamento, em outros processos, conforme sinalado na fundamentação do decisum, in verbis: ‘O crédito que a Requerente alega ter em relação à Requerida não é líquido - tanto assim que a compensação anteriormente feita deu causa à proposição de execução por título extrajudicial ajuizada pela RFFSA (processo n. 2003.51.01.025874-6), ora sucedida pela União Federal, bem como às ações de ns. 2008.51.01.022198-8; 2009.51.01.021723-0; 2009.51.01.017946-0; 2009.51.01.014434-2; e 2009.51.01.004652-6, todas ajuizadas pela Embargante, e nas quais pretende esta última o pagamento de verbas supostamente devidas, pela União Federal, na qualidade de sucessora da extinta RFFSA, a título de verbas trabalhistas com que teria arcado a Embargante, por força de contrato administrativo celebrado com a RFFSA. Sendo assim, inviável a pretensão da Embargante, porquanto não se pode compensar dívida que sequer foi questionada, nos presentes embargos, com débitos cuja existência e valor ainda estão sendo discutidos em sede 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ judicial. E, nessa perspectiva, é evidente o risco que se pretende impor à União Federal, que dependerá, para assegurar-se da garantia, de reiteradas perícias e outras fianças bancárias cujo valor, por ora, sequer se pode mensurar.’ A existência de controvérsia judicial sobre a dívida em testilha possui respaldo nos documentos de fls. 3.761/3.765, a par de que a apelante não contesta o fato. Ressai clara, portanto, a iliquidez que obstaculiza o pleito de compensação, nos termos do art. 369, do Código Civil, corretas as considerações tecidas pelo ente federativo, em sua impugnação (fls. 3.757/3.758), repisadas em suas contrarrazões (fls. 3.939/3.940), verbis: ‘A dívida da embargante com a União é certa e líquida - está expressa em números nos contratos de concessão e arrendamento. Já a suposta dívida da União (extinta RFFSA) com a autora é, além de suposta, de valor incerto, que demanda uma extensa e intrincada comprovação das despesas efetuadas pela ALL América Latina Logística e da efetiva responsabilidade da peticionante. Como se disse no item acima, a responsabilidade da União em relação às dívidas trabalhistas tem um limite temporal claro e há a necessidade e verificação de cumprimento das regras editalícias para que seja reconhecida como válida. Assim, para que se estabeleça a existência, validade e valor dos créditos suscitados pela embargante há que se verificar ação por ação, procedimento por procedimento, de modo que se determine a responsabilidade sobre o crédito, a existência de denunciação da lide ou notificação, a correção da defesa apresentada pela concessionária e o efetivo pagamento. Somente após o cumprimento desses requisitos é que se poderá efetivamente ostentar um crédito certo, líquido e exigível contra a União. Como ainda não foram realizados esses procedimentos, ao menos sob o ponto de vista do contraditório e ampla defesa, não se pode dizer que o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ judicial. E, nessa perspectiva, é evidente o risco que se pretende impor à União Federal, que dependerá, para assegurar-se da garantia, de reiteradas perícias e outras fianças bancárias cujo valor, por ora, sequer se pode mensurar.’ A existência de controvérsia judicial sobre a dívida em testilha possui respaldo nos documentos de fls. 3.761/3.765, a par de que a apelante não contesta o fato. Ressai clara, portanto, a iliquidez que obstaculiza o pleito de compensação, nos termos do art. 369, do Código Civil, corretas as considerações tecidas pelo ente federativo, em sua impugnação (fls. 3.757/3.758), repisadas em suas contrarrazões (fls. 3.939/3.940), verbis: ‘A dívida da embargante com a União é certa e líquida - está expressa em números nos contratos de concessão e arrendamento. Já a suposta dívida da União (extinta RFFSA) com a autora é, além de suposta, de valor incerto, que demanda uma extensa e intrincada comprovação das despesas efetuadas pela ALL América Latina Logística e da efetiva responsabilidade da peticionante. Como se disse no item acima, a responsabilidade da União em relação às dívidas trabalhistas tem um limite temporal claro e há a necessidade e verificação de cumprimento das regras editalícias para que seja reconhecida como válida. Assim, para que se estabeleça a existência, validade e valor dos créditos suscitados pela embargante há que se verificar ação por ação, procedimento por procedimento, de modo que se determine a responsabilidade sobre o crédito, a existência de denunciação da lide ou notificação, a correção da defesa apresentada pela concessionária e o efetivo pagamento. Somente após o cumprimento desses requisitos é que se poderá efetivamente ostentar um crédito certo, líquido e exigível contra a União. Como ainda não foram realizados esses procedimentos, ao menos sob o ponto de vista do contraditório e ampla defesa, não se pode dizer que o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ crédito ostentado pela executada seja certo, líquido e exigível, o que inviabiliza a compensação pretendida. Além disso, e de forma a resolver de modo definitivo a questão, há que se considerar que a legislação civil veda a realização de compensação quando uma das parcelas ‘for de coisa não suscetível de penhora’ - art. 373, III, do CC. Como qualquer parte integrante do patrimônio público é por essência impenhorável (artigo 100, Constituição Federal), a compensação demandada pela parte autora é impossível, a teor da legislação mencionada’. Noutro eito – conforme também sinalado pela União em seu arrazoado –, a compensação também esbarra na regra do art. 373, III, do Código Civil, a prever que ‘A diferença de causa nas dívidas não impede a compensação, exceto: (...) III - se uma for de coisa não suscetível de penhora’, o que se amolda ao caso dos autos, haja vista a impenhorabilidade do patrimônio público, a teor do art. 100, da Constituição Federal. No sentido do exposto, precedentes do E. STJ, v.g.: (...) Outrossim, não merece trânsito o pleito formulado, a título alternativo, na vertente de um suposto excesso, uma vez que a pretensão desconstitutiva cingiu-se à tese de inexistência da dívida. Inconfigurado o instituto da compensação - sobre o qual apoiou-se a tese autoral de inexistência da dívida -, improsperável a alegação de excesso, pois a demanda não ventilou a questão só agora trazida à baila, situação que representa inovação recursal indevida, haja vista que o apelo não tem o condão de devolver ao órgão ad quem o conhecimento de matéria estranha ao âmbito do julgamento do juízo a quo (arts. 128 e 515, § 1º, do CPC). No que concerne aos honorários, o pleito recursal, se apresenta verbis ‘3.58. Na espécie, porque não é causa de complexidade excessiva, a prestação do serviço se deu na sede da capital, bem como que o processo tramitou por menos de um ano e ensejou uma única manifestação da parte apelada, verifica-se que a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ crédito ostentado pela executada seja certo, líquido e exigível, o que inviabiliza a compensação pretendida. Além disso, e de forma a resolver de modo definitivo a questão, há que se considerar que a legislação civil veda a realização de compensação quando uma das parcelas ‘for de coisa não suscetível de penhora’ - art. 373, III, do CC. Como qualquer parte integrante do patrimônio público é por essência impenhorável (artigo 100, Constituição Federal), a compensação demandada pela parte autora é impossível, a teor da legislação mencionada’. Noutro eito – conforme também sinalado pela União em seu arrazoado –, a compensação também esbarra na regra do art. 373, III, do Código Civil, a prever que ‘A diferença de causa nas dívidas não impede a compensação, exceto: (...) III - se uma for de coisa não suscetível de penhora’, o que se amolda ao caso dos autos, haja vista a impenhorabilidade do patrimônio público, a teor do art. 100, da Constituição Federal. No sentido do exposto, precedentes do E. STJ, v.g.: (...) Outrossim, não merece trânsito o pleito formulado, a título alternativo, na vertente de um suposto excesso, uma vez que a pretensão desconstitutiva cingiu-se à tese de inexistência da dívida. Inconfigurado o instituto da compensação - sobre o qual apoiou-se a tese autoral de inexistência da dívida -, improsperável a alegação de excesso, pois a demanda não ventilou a questão só agora trazida à baila, situação que representa inovação recursal indevida, haja vista que o apelo não tem o condão de devolver ao órgão ad quem o conhecimento de matéria estranha ao âmbito do julgamento do juízo a quo (arts. 128 e 515, § 1º, do CPC). No que concerne aos honorários, o pleito recursal, se apresenta verbis ‘3.58. Na espécie, porque não é causa de complexidade excessiva, a prestação do serviço se deu na sede da capital, bem como que o processo tramitou por menos de um ano e ensejou uma única manifestação da parte apelada, verifica-se que a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ fixação dos honorários em 10% do valor da causa foi excessiva, impondo-se a sua redução para patamar compatível com a causa e o trabalho desenvolvido e tempo despendido’, o que, pelo cenário, em epígrafe, se inconfigura, o que conduz, a teor do § 4º, do artigo 20 do CPC, na manutenção do decisum.” (Doc. 50, fls. 15- 18) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação infraconstitucional de regência, bem como o incursionamento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe a discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF, de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Execução Fiscal. Princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional. Ofensa reflexa. Nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora. Indeferimento. Ordem legal de preferência. Certeza e liquidez dos títulos. Infraconstitucional. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ fixação dos honorários em 10% do valor da causa foi excessiva, impondo-se a sua redução para patamar compatível com a causa e o trabalho desenvolvido e tempo despendido’, o que, pelo cenário, em epígrafe, se inconfigura, o que conduz, a teor do § 4º, do artigo 20 do CPC, na manutenção do decisum.” (Doc. 50, fls. 15- 18) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação infraconstitucional de regência, bem como o incursionamento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe a discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF, de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Execução Fiscal. Princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional. Ofensa reflexa. Nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora. Indeferimento. Ordem legal de preferência. Certeza e liquidez dos títulos. Infraconstitucional. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, especialmente acerca do indeferimento da nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora, em razão da inobservância da ordem legal de preferência e da ausência de liquidez e certeza, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Lei nº 6.830/1980), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 853.035- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 29/5/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA. TÍTULOS DA ELETROBRÁS. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO. VIOLAÇÃO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO À PENHORA DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, especialmente acerca do indeferimento da nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora, em razão da inobservância da ordem legal de preferência e da ausência de liquidez e certeza, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Lei nº 6.830/1980), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 853.035- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 29/5/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA. TÍTULOS DA ELETROBRÁS. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO. VIOLAÇÃO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO À PENHORA DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ DEBÊNTURES DA ELETROBRÁS. POSSIBILIDADE DE RECUSA PELA FAZENDA. 1. Trata-se de execução fiscal em que houve recusa pela Fazenda Pública de nomeação à penhora de debêntures da Eletrobrás. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que as debêntures da Eletrobrás podem ser nomeadas à penhora por serem títulos de crédito e, portanto, passíveis de garantia de execução fiscal, ao contrário dos títulos ao portador. 3. Na espécie, o Tribunal regional acatou a recusa da Fazenda Pública ao fundamento de que o título é de difícil alienação, sem cotação na bolsa de valores e de liquidez incerta, o que torna compreensível a recusa das debêntures oferecidas para penhora. 4. Esse entendimento segue a jurisprudência deste Tribunal Superior no sentido de que os referidos títulos são dotados de baixa liquidez, apesar de existir cotação em bolsa de valores, sendo lícito à Fazenda recusá-los diante da ordem de preferência estipulada no art. 11 da Lei n. 6.830/80. Precedentes: AgRg no Ag 1.146.608/RS, Rel. Ministro Hamilton Carvalhido, Primeira Turma, DJe 17/9/2009; e EDcl no AgRg no REsp 1041794/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 14/4/2009.’ 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 651.346-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/9/2012) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ DEBÊNTURES DA ELETROBRÁS. POSSIBILIDADE DE RECUSA PELA FAZENDA. 1. Trata-se de execução fiscal em que houve recusa pela Fazenda Pública de nomeação à penhora de debêntures da Eletrobrás. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que as debêntures da Eletrobrás podem ser nomeadas à penhora por serem títulos de crédito e, portanto, passíveis de garantia de execução fiscal, ao contrário dos títulos ao portador. 3. Na espécie, o Tribunal regional acatou a recusa da Fazenda Pública ao fundamento de que o título é de difícil alienação, sem cotação na bolsa de valores e de liquidez incerta, o que torna compreensível a recusa das debêntures oferecidas para penhora. 4. Esse entendimento segue a jurisprudência deste Tribunal Superior no sentido de que os referidos títulos são dotados de baixa liquidez, apesar de existir cotação em bolsa de valores, sendo lícito à Fazenda recusá-los diante da ordem de preferência estipulada no art. 11 da Lei n. 6.830/80. Precedentes: AgRg no Ag 1.146.608/RS, Rel. Ministro Hamilton Carvalhido, Primeira Turma, DJe 17/9/2009; e EDcl no AgRg no REsp 1041794/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 14/4/2009.’ 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 651.346-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/9/2012) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ má-fé.” (AI 817.528-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 5/10/2011) Outrossim, releva anotar que não prospera o argumento de que ficou caracterizada a negativa de prestação jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou as questões postas nos autos, embora de forma contrária aos interesses da parte agravante. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Ressalte-se que o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ má-fé.” (AI 817.528-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 5/10/2011) Outrossim, releva anotar que não prospera o argumento de que ficou caracterizada a negativa de prestação jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou as questões postas nos autos, embora de forma contrária aos interesses da parte agravante. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Ressalte-se que o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010). Demais disso, conforme asseverado na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que os princípios da ampla defesa e do contraditório (artigo 5º, LV), quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, revelam uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Aliás, outro não foi o entendimento do Supremo ao afirmar a inexistência de repercussão geral do tema, na análise do ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema 660, DJe de 1º/8/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência deste Tribunal, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 17.04.2017. DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO ECONÔMICO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. CESSÃO DE CRÉDITO. EXECUÇÃO FISCAL. DÍVIDA ATIVA 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010). Demais disso, conforme asseverado na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que os princípios da ampla defesa e do contraditório (artigo 5º, LV), quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, revelam uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Aliás, outro não foi o entendimento do Supremo ao afirmar a inexistência de repercussão geral do tema, na análise do ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema 660, DJe de 1º/8/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência deste Tribunal, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 17.04.2017. DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO ECONÔMICO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. CESSÃO DE CRÉDITO. EXECUÇÃO FISCAL. DÍVIDA ATIVA 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ NÃO-TRIBUTÁRIA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. DEVER DE FUNDAMENTAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS. INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO. MP 2.196-3/2001. 1. A discussão referente à cessão de créditos rurais celebrados entre agricultor rural e sociedade de economia mista integrante do sistema financeiro nacional e ao envolvimento da União em operações creditícias no setor agrícola, de modo a configurar indevida intervenção do Estado na economia, cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. 2. No tocante à violação do dever constitucional de motivação das decisões, o art. 93, IX, da Constituição Federal, exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Precedente: AI-QO-RG 791.292, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.08.2010. Tema 339. 3. Não ostenta repercussão geral a alegação de ofensa ao devido processo legal, quando a aferição da violação pressuponha a revisão de legislação infraconstitucional. Precedente: RE 748.371-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013. Tema 660. 4. É aplicável a majoração de honorários advocatícios aos recursos interpostos contra decisões cujas intimações tenham ocorrido a partir de 18.03.2016. Art. 14 do CPC. Precedente: ARE 957268 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 12.09.2016. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com fixação de multa, observadas as peculiaridades atinentes à gratuidade de justiça, nos termos dos arts. 98, §§3º e 4º, e 1.021, §4º, do CPC.” (ARE 1.032.471-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 25/10/2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Contrato bancário. Embargos à execução. Prequestionamento. Ausência. Artigo 5º, inciso XXXV, da CF. Violação. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ NÃO-TRIBUTÁRIA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. DEVER DE FUNDAMENTAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS. INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO. MP 2.196-3/2001. 1. A discussão referente à cessão de créditos rurais celebrados entre agricultor rural e sociedade de economia mista integrante do sistema financeiro nacional e ao envolvimento da União em operações creditícias no setor agrícola, de modo a configurar indevida intervenção do Estado na economia, cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. 2. No tocante à violação do dever constitucional de motivação das decisões, o art. 93, IX, da Constituição Federal, exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Precedente: AI-QO-RG 791.292, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.08.2010. Tema 339. 3. Não ostenta repercussão geral a alegação de ofensa ao devido processo legal, quando a aferição da violação pressuponha a revisão de legislação infraconstitucional. Precedente: RE 748.371-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013. Tema 660. 4. É aplicável a majoração de honorários advocatícios aos recursos interpostos contra decisões cujas intimações tenham ocorrido a partir de 18.03.2016. Art. 14 do CPC. Precedente: ARE 957268 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 12.09.2016. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com fixação de multa, observadas as peculiaridades atinentes à gratuidade de justiça, nos termos dos arts. 98, §§3º e 4º, e 1.021, §4º, do CPC.” (ARE 1.032.471-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 25/10/2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Contrato bancário. Embargos à execução. Prequestionamento. Ausência. Artigo 5º, inciso XXXV, da CF. Violação. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional ou para o reexame do conjunto fático probatório da causa. Incidência das Súmula nº s 279 e 636 do STF. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve na origem condenação das agravantes em honorários advocatícios.” (ARE 1.005.665-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 7/4/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EXCESSO DE EXECUÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO STF NO ARE 748.371. TEMA 660. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 918.665-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 19/8/2016) Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional ou para o reexame do conjunto fático probatório da causa. Incidência das Súmula nº s 279 e 636 do STF. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve na origem condenação das agravantes em honorários advocatícios.” (ARE 1.005.665-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 7/4/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EXCESSO DE EXECUÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO STF NO ARE 748.371. TEMA 660. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 918.665-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 19/8/2016) Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do CPC/2015). É como voto. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do CPC/2015). É como voto. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A503-D057-ABD5-40F5 e senha 20FD-E594-B670-30C4 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A503-D057-ABD5-40F5 e senha 20FD-E594-B670-30C4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO (102090/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB86-F1D6-603D-40B0 e senha 2ED4-B142-BC55-FB63 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO (102090/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB86-F1D6-603D-40B0 e senha 2ED4-B142-BC55-FB63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748334070
2018-09-21T00:00:00
2018-10-01T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. REQUISITOS LEGAIS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. OFENSA AO ARTIGO 93, IX, DA CF. INEXISTÊNCIA. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. TEMA 660. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur391835
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO FISCAL, MATÉRIA FÁTICA E LEGAL) AI 817528 AgR (1ªT), ARE 651346 AgR (1ªT), ARE 853035 AgR (2ªT). (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) ARE 740877 AgR (2ªT). (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG. (VIOLAÇÃO, PRINCÍPIOS, CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA E DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG, ARE 918665 AgR (1ªT), ARE 1005665 AgR (2ªT), ARE 1032471 AgR (2ªT). Número de páginas: 18. Análise: 23/10/2018, ER.
LUIZ FUX
Primeira Turma
923412
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00055 ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\n\n", "LEG-FED LEI-010406 ANO-2002\n CC-2002 CÓDIGO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00085 PAR-00011 \n ART-00489 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 923412 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. REQUISITOS LEGAIS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. OFENSA AO ARTIGO 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNCIA. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. TEMA 660. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20.9.2018, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71F6-D4A6-9531-3AEE e senha EB31-8B44-2977-08F7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão ARE 923412 AGR / RJ multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Brasília, 21 de setembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71F6-D4A6-9531-3AEE e senha EB31-8B44-2977-08F7 Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Brasília, 21 de setembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71F6-D4A6-9531-3AEE e senha EB31-8B44-2977-08F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por RUMO MALHA SUL S/A, contra decisão de minha relatoria, publicada em 1.../8/2018, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Como se vê, no caso concreto, o Col. Supremo Tribunal Federal, analisando a violação ao disposto no art. 93, inc. IX, da Constituição Federal, afirmou expressamente que há repercussão geral acerca do dever de fundamentação das decisões judiciais. É exatamente isso o que ocorre, uma vez que o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A133-70E2-97F5-81F2 e senha CDBD-B36A-C758-29C6 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por RUMO MALHA SUL S/A, contra decisão de minha relatoria, publicada em 1.../8/2018, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Como se vê, no caso concreto, o Col. Supremo Tribunal Federal, analisando a violação ao disposto no art. 93, inc. IX, da Constituição Federal, afirmou expressamente que há repercussão geral acerca do dever de fundamentação das decisões judiciais. É exatamente isso o que ocorre, uma vez que o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A133-70E2-97F5-81F2 e senha CDBD-B36A-C758-29C6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório ARE 923412 AGR / RJ extraordinário ora interposto versa sobre uma questão jurídica de enorme relevância social e até mesmo jurídica: a imperiosa necessidade de fundamentação das decisões judiciais. (...) Evidentemente, estando o regime de pagamento por precatório previsto no art. 100 da Constituição Federal, é claro que a violação a tal regra de pagamento se dá de forma frontal e direta à Carta Magna. Afinal, não há qualquer norma infraconstitucional que trate do regime de pagamento por precatório. Os dispositivos da Constituição Federal são os únicos a tratar do tema, evidenciando que a sua violação é rigorosamente frontal à Constituição Federal. (...) Porém, ao contrário do que entendeu a R. decisão agravada, o recurso interposto pela RUMO aborda apenas questões exclusivamente de direito, recaindo suas razões recursais sobre: (a) a possibilidade, prevista em lei, de se compensarem créditos e débitos devidos entre as mesmas partes; (b) a possibilidade de que essa compensação seja realizada no âmbito de contrato administrativo; e (c) a necessidade de respeito ao reequilíbrio contratual. Além disso, não há dúvida alguma com relação aos valores discutidos em sede de embargos à execução, os quais são incontroversos. Como se percebe, não incide o óbice constante na citada Súmula n. 279 editada por este Col. Supremo Tribunal Federal, justamente porque não há qualquer necessidade de reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos.” (Doc. 56, fls. 7, 8 e 10) Por fim, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, formulado em 12/9/2018, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente eletrônico. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A133-70E2-97F5-81F2 e senha CDBD-B36A-C758-29C6 Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ extraordinário ora interposto versa sobre uma questão jurídica de enorme relevância social e até mesmo jurídica: a imperiosa necessidade de fundamentação das decisões judiciais. (...) Evidentemente, estando o regime de pagamento por precatório previsto no art. 100 da Constituição Federal, é claro que a violação a tal regra de pagamento se dá de forma frontal e direta à Carta Magna. Afinal, não há qualquer norma infraconstitucional que trate do regime de pagamento por precatório. Os dispositivos da Constituição Federal são os únicos a tratar do tema, evidenciando que a sua violação é rigorosamente frontal à Constituição Federal. (...) Porém, ao contrário do que entendeu a R. decisão agravada, o recurso interposto pela RUMO aborda apenas questões exclusivamente de direito, recaindo suas razões recursais sobre: (a) a possibilidade, prevista em lei, de se compensarem créditos e débitos devidos entre as mesmas partes; (b) a possibilidade de que essa compensação seja realizada no âmbito de contrato administrativo; e (c) a necessidade de respeito ao reequilíbrio contratual. Além disso, não há dúvida alguma com relação aos valores discutidos em sede de embargos à execução, os quais são incontroversos. Como se percebe, não incide o óbice constante na citada Súmula n. 279 editada por este Col. Supremo Tribunal Federal, justamente porque não há qualquer necessidade de reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos.” (Doc. 56, fls. 7, 8 e 10) Por fim, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, formulado em 12/9/2018, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente eletrônico. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A133-70E2-97F5-81F2 e senha CDBD-B36A-C758-29C6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com fundamento no conjunto fático-probatório constante dos autos e na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil, Lei 8.666/1993 e Código de Processo Civil), entendeu pela manutenção da sentença de improcedência dos embargos à execução, ajuizados pela parte ora agravante, por ausência dos requisitos legais para a compensação de créditos e, ainda, não conheceu da alegação de excesso de execução, por entender se tratar de inovação recursal. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “O cerne da controvérsia reside na possibilidade, ou não, de compensação dos valores executados pela União, com os valores que a executada alega serem devidos pela União exequente a ela executada, ora recorrente. O valor da execução é R$767.630,85, em novembro/2003 (fls. 55), sendo que o valor supostamente devido pelo ente federativo à executada seria R$2.189.832,78, em fevereiro/2010 (fls. 09). Nesta toada, colhe-se o fundamento medular da irresignação (fls. 3.809): ‘3.28. Ora bem, sendo a apelante credora da RFFSA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com fundamento no conjunto fático-probatório constante dos autos e na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil, Lei 8.666/1993 e Código de Processo Civil), entendeu pela manutenção da sentença de improcedência dos embargos à execução, ajuizados pela parte ora agravante, por ausência dos requisitos legais para a compensação de créditos e, ainda, não conheceu da alegação de excesso de execução, por entender se tratar de inovação recursal. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “O cerne da controvérsia reside na possibilidade, ou não, de compensação dos valores executados pela União, com os valores que a executada alega serem devidos pela União exequente a ela executada, ora recorrente. O valor da execução é R$767.630,85, em novembro/2003 (fls. 55), sendo que o valor supostamente devido pelo ente federativo à executada seria R$2.189.832,78, em fevereiro/2010 (fls. 09). Nesta toada, colhe-se o fundamento medular da irresignação (fls. 3.809): ‘3.28. Ora bem, sendo a apelante credora da RFFSA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ por conta das dívidas trabalhistas de responsabilidade desta (RFFSA) e, ao mesmo tempo, devedora da RFFSA pelas rendas trimestrais decorrentes do Contrato de Arrendamento, não paira dúvida quanto à compensação ex lege que se opera entre os créditos e débitos da apelante perante a RFFSA, ora substituída pela apelada, na forma prevista no art. 1.009 do Código Civil de 1916, reproduzido no art. 368 do Código Civil em vigor’. O pleito de compensação foi rejeitado pelo decisum, ao entendimento de que a dívida da exequente com a executada não seria líquida, inconfigurando-se, assim, a possibilidade de compensação, à luz do preceituado no art. 369, do Código Civil, no sentido de que ‘A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis’. A sentença não merece reforma, uma vez que, de fato, a dívida que a executada pretende compensar não é líquida, pois que objeto de controvérsia judicial em andamento, em outros processos, conforme sinalado na fundamentação do decisum, in verbis: ‘O crédito que a Requerente alega ter em relação à Requerida não é líquido - tanto assim que a compensação anteriormente feita deu causa à proposição de execução por título extrajudicial ajuizada pela RFFSA (processo n. 2003.51.01.025874-6), ora sucedida pela União Federal, bem como às ações de ns. 2008.51.01.022198-8; 2009.51.01.021723-0; 2009.51.01.017946-0; 2009.51.01.014434-2; e 2009.51.01.004652-6, todas ajuizadas pela Embargante, e nas quais pretende esta última o pagamento de verbas supostamente devidas, pela União Federal, na qualidade de sucessora da extinta RFFSA, a título de verbas trabalhistas com que teria arcado a Embargante, por força de contrato administrativo celebrado com a RFFSA. Sendo assim, inviável a pretensão da Embargante, porquanto não se pode compensar dívida que sequer foi questionada, nos presentes embargos, com débitos cuja existência e valor ainda estão sendo discutidos em sede 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ por conta das dívidas trabalhistas de responsabilidade desta (RFFSA) e, ao mesmo tempo, devedora da RFFSA pelas rendas trimestrais decorrentes do Contrato de Arrendamento, não paira dúvida quanto à compensação ex lege que se opera entre os créditos e débitos da apelante perante a RFFSA, ora substituída pela apelada, na forma prevista no art. 1.009 do Código Civil de 1916, reproduzido no art. 368 do Código Civil em vigor’. O pleito de compensação foi rejeitado pelo decisum, ao entendimento de que a dívida da exequente com a executada não seria líquida, inconfigurando-se, assim, a possibilidade de compensação, à luz do preceituado no art. 369, do Código Civil, no sentido de que ‘A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis’. A sentença não merece reforma, uma vez que, de fato, a dívida que a executada pretende compensar não é líquida, pois que objeto de controvérsia judicial em andamento, em outros processos, conforme sinalado na fundamentação do decisum, in verbis: ‘O crédito que a Requerente alega ter em relação à Requerida não é líquido - tanto assim que a compensação anteriormente feita deu causa à proposição de execução por título extrajudicial ajuizada pela RFFSA (processo n. 2003.51.01.025874-6), ora sucedida pela União Federal, bem como às ações de ns. 2008.51.01.022198-8; 2009.51.01.021723-0; 2009.51.01.017946-0; 2009.51.01.014434-2; e 2009.51.01.004652-6, todas ajuizadas pela Embargante, e nas quais pretende esta última o pagamento de verbas supostamente devidas, pela União Federal, na qualidade de sucessora da extinta RFFSA, a título de verbas trabalhistas com que teria arcado a Embargante, por força de contrato administrativo celebrado com a RFFSA. Sendo assim, inviável a pretensão da Embargante, porquanto não se pode compensar dívida que sequer foi questionada, nos presentes embargos, com débitos cuja existência e valor ainda estão sendo discutidos em sede 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ judicial. E, nessa perspectiva, é evidente o risco que se pretende impor à União Federal, que dependerá, para assegurar-se da garantia, de reiteradas perícias e outras fianças bancárias cujo valor, por ora, sequer se pode mensurar.’ A existência de controvérsia judicial sobre a dívida em testilha possui respaldo nos documentos de fls. 3.761/3.765, a par de que a apelante não contesta o fato. Ressai clara, portanto, a iliquidez que obstaculiza o pleito de compensação, nos termos do art. 369, do Código Civil, corretas as considerações tecidas pelo ente federativo, em sua impugnação (fls. 3.757/3.758), repisadas em suas contrarrazões (fls. 3.939/3.940), verbis: ‘A dívida da embargante com a União é certa e líquida - está expressa em números nos contratos de concessão e arrendamento. Já a suposta dívida da União (extinta RFFSA) com a autora é, além de suposta, de valor incerto, que demanda uma extensa e intrincada comprovação das despesas efetuadas pela ALL América Latina Logística e da efetiva responsabilidade da peticionante. Como se disse no item acima, a responsabilidade da União em relação às dívidas trabalhistas tem um limite temporal claro e há a necessidade e verificação de cumprimento das regras editalícias para que seja reconhecida como válida. Assim, para que se estabeleça a existência, validade e valor dos créditos suscitados pela embargante há que se verificar ação por ação, procedimento por procedimento, de modo que se determine a responsabilidade sobre o crédito, a existência de denunciação da lide ou notificação, a correção da defesa apresentada pela concessionária e o efetivo pagamento. Somente após o cumprimento desses requisitos é que se poderá efetivamente ostentar um crédito certo, líquido e exigível contra a União. Como ainda não foram realizados esses procedimentos, ao menos sob o ponto de vista do contraditório e ampla defesa, não se pode dizer que o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ judicial. E, nessa perspectiva, é evidente o risco que se pretende impor à União Federal, que dependerá, para assegurar-se da garantia, de reiteradas perícias e outras fianças bancárias cujo valor, por ora, sequer se pode mensurar.’ A existência de controvérsia judicial sobre a dívida em testilha possui respaldo nos documentos de fls. 3.761/3.765, a par de que a apelante não contesta o fato. Ressai clara, portanto, a iliquidez que obstaculiza o pleito de compensação, nos termos do art. 369, do Código Civil, corretas as considerações tecidas pelo ente federativo, em sua impugnação (fls. 3.757/3.758), repisadas em suas contrarrazões (fls. 3.939/3.940), verbis: ‘A dívida da embargante com a União é certa e líquida - está expressa em números nos contratos de concessão e arrendamento. Já a suposta dívida da União (extinta RFFSA) com a autora é, além de suposta, de valor incerto, que demanda uma extensa e intrincada comprovação das despesas efetuadas pela ALL América Latina Logística e da efetiva responsabilidade da peticionante. Como se disse no item acima, a responsabilidade da União em relação às dívidas trabalhistas tem um limite temporal claro e há a necessidade e verificação de cumprimento das regras editalícias para que seja reconhecida como válida. Assim, para que se estabeleça a existência, validade e valor dos créditos suscitados pela embargante há que se verificar ação por ação, procedimento por procedimento, de modo que se determine a responsabilidade sobre o crédito, a existência de denunciação da lide ou notificação, a correção da defesa apresentada pela concessionária e o efetivo pagamento. Somente após o cumprimento desses requisitos é que se poderá efetivamente ostentar um crédito certo, líquido e exigível contra a União. Como ainda não foram realizados esses procedimentos, ao menos sob o ponto de vista do contraditório e ampla defesa, não se pode dizer que o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ crédito ostentado pela executada seja certo, líquido e exigível, o que inviabiliza a compensação pretendida. Além disso, e de forma a resolver de modo definitivo a questão, há que se considerar que a legislação civil veda a realização de compensação quando uma das parcelas ‘for de coisa não suscetível de penhora’ - art. 373, III, do Código Civil Brasileiro. Como qualquer parte integrante do patrimônio público é por essência impenhorável (artigo 100, Constituição Federal), a compensação demandada pela parte autora é impossível, a teor da legislação mencionada’. Noutro eito – conforme também sinalado pela União em seu arrazoado –, a compensação também esbarra na regra do art. 373, III, do Código Civil, a prever que ‘A diferença de causa nas dívidas não impede a compensação, exceto: (...) III - se uma for de coisa não suscetível de penhora’, o que se amolda ao caso dos autos, haja vista a impenhorabilidade do patrimônio público, a teor do art. 100, da Constituição Federal. No sentido do exposto, precedentes do E. Superior Tribunal de Justiça, v.g.: (...) Outrossim, não merece trânsito o pleito formulado, a título alternativo, na vertente de um suposto excesso, uma vez que a pretensão desconstitutiva cingiu-se à tese de inexistência da dívida. Inconfigurado o instituto da compensação - sobre o qual apoiou-se a tese autoral de inexistência da dívida -, improsperável a alegação de excesso, pois a demanda não ventilou a questão só agora trazida à baila, situação que representa inovação recursal indevida, haja vista que o apelo não tem o condão de devolver ao órgão ad quem o conhecimento de matéria estranha ao âmbito do julgamento do juízo a quo (arts. 128 e 515, § 1..., do Código de Processo Civil). No que concerne aos honorários, o pleito recursal, se apresenta verbis ‘3.58. Na espécie, porque não é causa de complexidade excessiva, a prestação do serviço se deu na sede da capital, bem como que o processo tramitou por menos de um ano e ensejou uma única manifestação da parte apelada, verifica-se que a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ crédito ostentado pela executada seja certo, líquido e exigível, o que inviabiliza a compensação pretendida. Além disso, e de forma a resolver de modo definitivo a questão, há que se considerar que a legislação civil veda a realização de compensação quando uma das parcelas ‘for de coisa não suscetível de penhora’ - art. 373, III, do Código Civil Brasileiro. Como qualquer parte integrante do patrimônio público é por essência impenhorável (artigo 100, Constituição Federal), a compensação demandada pela parte autora é impossível, a teor da legislação mencionada’. Noutro eito – conforme também sinalado pela União em seu arrazoado –, a compensação também esbarra na regra do art. 373, III, do Código Civil, a prever que ‘A diferença de causa nas dívidas não impede a compensação, exceto: (...) III - se uma for de coisa não suscetível de penhora’, o que se amolda ao caso dos autos, haja vista a impenhorabilidade do patrimônio público, a teor do art. 100, da Constituição Federal. No sentido do exposto, precedentes do E. Superior Tribunal de Justiça, v.g.: (...) Outrossim, não merece trânsito o pleito formulado, a título alternativo, na vertente de um suposto excesso, uma vez que a pretensão desconstitutiva cingiu-se à tese de inexistência da dívida. Inconfigurado o instituto da compensação - sobre o qual apoiou-se a tese autoral de inexistência da dívida -, improsperável a alegação de excesso, pois a demanda não ventilou a questão só agora trazida à baila, situação que representa inovação recursal indevida, haja vista que o apelo não tem o condão de devolver ao órgão ad quem o conhecimento de matéria estranha ao âmbito do julgamento do juízo a quo (arts. 128 e 515, § 1..., do Código de Processo Civil). No que concerne aos honorários, o pleito recursal, se apresenta verbis ‘3.58. Na espécie, porque não é causa de complexidade excessiva, a prestação do serviço se deu na sede da capital, bem como que o processo tramitou por menos de um ano e ensejou uma única manifestação da parte apelada, verifica-se que a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ fixação dos honorários em 10% do valor da causa foi excessiva, impondo-se a sua redução para patamar compatível com a causa e o trabalho desenvolvido e tempo despendido’, o que, pelo cenário, em epígrafe, se inconfigura, o que conduz, a teor do § 4..., do artigo 20 do Código de Processo Civil, na manutenção do decisum.” (Doc. 50, fls. 15- 18) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação infraconstitucional de regência, bem como o incursionamento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe a discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Execução Fiscal. Princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional. Ofensa reflexa. Nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora. Indeferimento. Ordem legal de preferência. Certeza e liquidez dos títulos. Infraconstitucional. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ fixação dos honorários em 10% do valor da causa foi excessiva, impondo-se a sua redução para patamar compatível com a causa e o trabalho desenvolvido e tempo despendido’, o que, pelo cenário, em epígrafe, se inconfigura, o que conduz, a teor do § 4..., do artigo 20 do Código de Processo Civil, na manutenção do decisum.” (Doc. 50, fls. 15- 18) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação infraconstitucional de regência, bem como o incursionamento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe a discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Execução Fiscal. Princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional. Ofensa reflexa. Nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora. Indeferimento. Ordem legal de preferência. Certeza e liquidez dos títulos. Infraconstitucional. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, especialmente acerca do indeferimento da nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora, em razão da inobservância da ordem legal de preferência e da ausência de liquidez e certeza, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Lei n 6.830/1980), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 853.035- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 29/5/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA. TÍTULOS DA ELETROBRÁS. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO. VIOLAÇÃO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO À PENHORA DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, especialmente acerca do indeferimento da nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora, em razão da inobservância da ordem legal de preferência e da ausência de liquidez e certeza, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Lei n 6.830/1980), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 853.035- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 29/5/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA. TÍTULOS DA ELETROBRÁS. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO. VIOLAÇÃO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO À PENHORA DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ DEBÊNTURES DA ELETROBRÁS. POSSIBILIDADE DE RECUSA PELA FAZENDA. 1. Trata-se de execução fiscal em que houve recusa pela Fazenda Pública de nomeação à penhora de debêntures da Eletrobrás. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que as debêntures da Eletrobrás podem ser nomeadas à penhora por serem títulos de crédito e, portanto, passíveis de garantia de execução fiscal, ao contrário dos títulos ao portador. 3. Na espécie, o Tribunal regional acatou a recusa da Fazenda Pública ao fundamento de que o título é de difícil alienação, sem cotação na bolsa de valores e de liquidez incerta, o que torna compreensível a recusa das debêntures oferecidas para penhora. 4. Esse entendimento segue a jurisprudência deste Tribunal Superior no sentido de que os referidos títulos são dotados de baixa liquidez, apesar de existir cotação em bolsa de valores, sendo lícito à Fazenda recusá-los diante da ordem de preferência estipulada no art. 11 da Lei n. 6.830/80. Precedentes: AgRg no Ag 1.146.608/RS, Rel. Ministro Hamilton Carvalhido, Primeira Turma, DJe 17/9/2009; e EDcl no AgRg no REsp 1041794/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 14/4/2009.’ 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 651.346-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/9/2012) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ DEBÊNTURES DA ELETROBRÁS. POSSIBILIDADE DE RECUSA PELA FAZENDA. 1. Trata-se de execução fiscal em que houve recusa pela Fazenda Pública de nomeação à penhora de debêntures da Eletrobrás. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que as debêntures da Eletrobrás podem ser nomeadas à penhora por serem títulos de crédito e, portanto, passíveis de garantia de execução fiscal, ao contrário dos títulos ao portador. 3. Na espécie, o Tribunal regional acatou a recusa da Fazenda Pública ao fundamento de que o título é de difícil alienação, sem cotação na bolsa de valores e de liquidez incerta, o que torna compreensível a recusa das debêntures oferecidas para penhora. 4. Esse entendimento segue a jurisprudência deste Tribunal Superior no sentido de que os referidos títulos são dotados de baixa liquidez, apesar de existir cotação em bolsa de valores, sendo lícito à Fazenda recusá-los diante da ordem de preferência estipulada no art. 11 da Lei n. 6.830/80. Precedentes: AgRg no Ag 1.146.608/RS, Rel. Ministro Hamilton Carvalhido, Primeira Turma, DJe 17/9/2009; e EDcl no AgRg no REsp 1041794/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 14/4/2009.’ 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 651.346-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/9/2012) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ má-fé.” (AI 817.528-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 5/10/2011) Outrossim, releva anotar que não prospera o argumento de que ficou caracterizada a negativa de prestação jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou as questões postas nos autos, embora de forma contrária aos interesses da parte agravante. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Ressalte-se que o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ má-fé.” (AI 817.528-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 5/10/2011) Outrossim, releva anotar que não prospera o argumento de que ficou caracterizada a negativa de prestação jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou as questões postas nos autos, embora de forma contrária aos interesses da parte agravante. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Ressalte-se que o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010). Demais disso, conforme asseverado na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que os princípios da ampla defesa e do contraditório (artigo 5..., LV), quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, revelam uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Aliás, outro não foi o entendimento do Supremo ao afirmar a inexistência de repercussão geral do tema, na análise do ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema 660, DJe de 1.../8/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência deste Tribunal, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 17.04.2017. DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO ECONÔMICO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. CESSÃO DE CRÉDITO. EXECUÇÃO FISCAL. DÍVIDA ATIVA 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010). Demais disso, conforme asseverado na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que os princípios da ampla defesa e do contraditório (artigo 5..., LV), quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, revelam uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Aliás, outro não foi o entendimento do Supremo ao afirmar a inexistência de repercussão geral do tema, na análise do ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema 660, DJe de 1.../8/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência deste Tribunal, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 17.04.2017. DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO ECONÔMICO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. CESSÃO DE CRÉDITO. EXECUÇÃO FISCAL. DÍVIDA ATIVA 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ NÃO-TRIBUTÁRIA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. DEVER DE FUNDAMENTAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS. INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO. Medida Provisória 2.196-3/2001. 1. A discussão referente à cessão de créditos rurais celebrados entre agricultor rural e sociedade de economia mista integrante do sistema financeiro nacional e ao envolvimento da União em operações creditícias no setor agrícola, de modo a configurar indevida intervenção do Estado na economia, cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. 2. No tocante à violação do dever constitucional de motivação das decisões, o art. 93, IX, da Constituição Federal, exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Precedente: AI-QO-RG 791.292, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.08.2010. Tema 339. 3. Não ostenta repercussão geral a alegação de ofensa ao devido processo legal, quando a aferição da violação pressuponha a revisão de legislação infraconstitucional. Precedente: Recurso Extraordinário 748.371-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013. Tema 660. 4. É aplicável a majoração de honorários advocatícios aos recursos interpostos contra decisões cujas intimações tenham ocorrido a partir de 18.03.2016. Art. 14 do Código de Processo Civil. Precedente: ARE 957268 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 12.09.2016. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com fixação de multa, observadas as peculiaridades atinentes à gratuidade de justiça, nos termos dos arts. 98, §§3... e 4..., e 1.021, §4..., do Código de Processo Civil.” (ARE 1.032.471-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 25/10/2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Contrato bancário. Embargos à execução. Prequestionamento. Ausência. Artigo 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal de 1988. Violação. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ NÃO-TRIBUTÁRIA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. DEVER DE FUNDAMENTAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS. INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO. Medida Provisória 2.196-3/2001. 1. A discussão referente à cessão de créditos rurais celebrados entre agricultor rural e sociedade de economia mista integrante do sistema financeiro nacional e ao envolvimento da União em operações creditícias no setor agrícola, de modo a configurar indevida intervenção do Estado na economia, cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. 2. No tocante à violação do dever constitucional de motivação das decisões, o art. 93, IX, da Constituição Federal, exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Precedente: AI-QO-RG 791.292, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.08.2010. Tema 339. 3. Não ostenta repercussão geral a alegação de ofensa ao devido processo legal, quando a aferição da violação pressuponha a revisão de legislação infraconstitucional. Precedente: Recurso Extraordinário 748.371-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013. Tema 660. 4. É aplicável a majoração de honorários advocatícios aos recursos interpostos contra decisões cujas intimações tenham ocorrido a partir de 18.03.2016. Art. 14 do Código de Processo Civil. Precedente: ARE 957268 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 12.09.2016. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com fixação de multa, observadas as peculiaridades atinentes à gratuidade de justiça, nos termos dos arts. 98, §§3... e 4..., e 1.021, §4..., do Código de Processo Civil.” (ARE 1.032.471-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 25/10/2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Contrato bancário. Embargos à execução. Prequestionamento. Ausência. Artigo 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal de 1988. Violação. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional ou para o reexame do conjunto fático probatório da causa. Incidência das Súmula n s 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve na origem condenação das agravantes em honorários advocatícios.” (ARE 1.005.665-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 7/4/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EXCESSO DE EXECUÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. TEMA 660. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 918.665-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 19/8/2016) Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional ou para o reexame do conjunto fático probatório da causa. Incidência das Súmula n s 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve na origem condenação das agravantes em honorários advocatícios.” (ARE 1.005.665-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 7/4/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EXCESSO DE EXECUÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. TEMA 660. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 918.665-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 19/8/2016) Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 923412 AGR / RJ Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Supremo Tribunal Federal ARE 923412 AGR / RJ Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE7A-452B-1867-C106 e senha 4199-A95D-7F79-EF3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A503-D057-ABD5-40F5 e senha 20FD-E594-B670-30C4 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A503-D057-ABD5-40F5 e senha 20FD-E594-B670-30C4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO (102090/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB86-F1D6-603D-40B0 e senha 2ED4-B142-BC55-FB63 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.412 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : RUMO MALHA SUL S/A (NOVA DENOMINAÇÃO DE ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S/A) ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO (102090/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB86-F1D6-603D-40B0 e senha 2ED4-B142-BC55-FB63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 DO Supremo", "ARE 748 . 371", "ARE 748 . 371", "ARE 923412 AGR / RJ", "Súmula n . 279", "ARE 923412 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923 . 412", "ARE 923412 AGR / RJ", "ARE 923412 AGR / RJ", "2008", ".", "51", ".", "01", ".", "022198", "-", "8", ".", ".", ".", ".", ".", ".", ".", ".", "ARE 923412", "ARE 923412 AGR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 923412 AGR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 923412 AGR / RJ", "ARE 853 . 035 - AgR", "ARE 923412 AGR / RJ", "ARE 853 . 035 - AgR", "ARE 923412", "AgRg no Ag 1 . 146 . 608 / RS", "EDcl no AgRg no REsp 1041794 / RS", "ARE 651 . 346 - AgR", "ARE 923412 AGR / RJ", "AgRg no Ag 1 . 146 . 608 / RS", "EDcl no AgRg no REsp 1041794 / RS", "ARE 651 . 346 - AgR", "ARE 923412 AGR /", "AI 817 . 528 - AgR", "ARE 740 . 877 - AgR", "Agravo", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "AI 817 . 528 - AgR", "ARE 740 . 877 - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 923412 AGR / RJ", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 748 . 371", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 748 . 371", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "ARE 957268 AgR", "ARE 1 . 032 . 471 - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "ARE 957268 AgR", "ARE 1 . 032 . 471 - AgR", "ARE 923412 AGR / RJ", "Súmulas ns 282", "Súmula n s 279", "ARE 1 . 005 . 665 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 .", "ARE 918 . 665 - AgR", "ARE 923412 AGR / RJ", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n s 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 005 . 665 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 .", "ARE 918 . 665 - AgR", "ARE 923412", "ARE 923412 AGR / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , inc . IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , inc . IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 da Constituição Federal", "Carta Magna", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 da Constituição Federal", "Carta Magna", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil", "Lei 8 . 666 / 1993", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil", "Lei 8 . 666 / 1993", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 009 do Código Civil de 1916", "art . 368 do Código Civil", "art . 369 , do Código Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 009 do Código Civil de 1916", "art . 368 do Código Civil", "art . 369 , do Código Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 369 , do Código Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 369 , do Código Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 373 , III , do Código Civil Brasileiro", "artigo 100 , Constituição Federal", "art . 373 , III , do Código Civil", "art . 100 , da Constituição Federal", "arts . 128 e 515 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO FEDERAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) :EDGARD MOREIRA DA SILVA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. FALTA DE INDICAÇÃO DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. NÃO CONHECIMENTO. DETERMINAÇÃO DE IMEDIATA CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO. 1. À falta de fundamentação minimamente adequada, os embargos de declaração não merecem ser conhecidos. 2. Embargos manifestamente incabíveis não produzem o efeito interruptivo, de modo que o prazo para impugnações ao julgado atacado seguiu fluindo até seu termo final. 3. Embargos de declaração não conhecidos. Certificação do trânsito em julgado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em não conhecer dos embargos de declaração e, por maioria, em determinar a imediata certificação do trânsito em julgado, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043877. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão MS 29564 AGR-ED / DF Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043877. Supremo Tribunal Federal MS 29564 AGR-ED / DF Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO FEDERAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) :EDGARD MOREIRA DA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra acórdão do Supremo Tribunal Federal que negou provimento a agravo interno. Em suas razões, a parte embargante reitera argumentos anteriormente aduzidos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043878. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO FEDERAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) :EDGARD MOREIRA DA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra acórdão do Supremo Tribunal Federal que negou provimento a agravo interno. Em suas razões, a parte embargante reitera argumentos anteriormente aduzidos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê os embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com o fito de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No caso em apreço, não há mínima fundamentação sobre as referidas deficiências. A parte busca, em verdade, reabrir a discussão sobre a questão, ignorando por completo a sua inércia quanto ao ônus de impugnar especificadamente os fundamentos da decisão agravada. Tem-se, assim, o manifesto descabimento destes embargos, que, por esse motivo, não produzem o efeito de interromper o prazo para outros recursos. Nesse sentido: ARE 738.488 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 24/3/2014; AI 241.860 AgR- ED-ED-ED-AgR, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 8/11/2002). Portanto, é de rigor a certificação do trânsito em julgado. Nesse sentido: “EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECATÓRIO. ATUALIZAÇÃO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER PROTELATÓRIO. 1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do CPC/2015. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. Embargos de declaração rejeitados, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043879. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê os embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com o fito de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No caso em apreço, não há mínima fundamentação sobre as referidas deficiências. A parte busca, em verdade, reabrir a discussão sobre a questão, ignorando por completo a sua inércia quanto ao ônus de impugnar especificadamente os fundamentos da decisão agravada. Tem-se, assim, o manifesto descabimento destes embargos, que, por esse motivo, não produzem o efeito de interromper o prazo para outros recursos. Nesse sentido: ARE 738.488 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 24/3/2014; AI 241.860 AgR- ED-ED-ED-AgR, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 8/11/2002). Portanto, é de rigor a certificação do trânsito em julgado. Nesse sentido: “EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECATÓRIO. ATUALIZAÇÃO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER PROTELATÓRIO. 1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do CPC/2015. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. Embargos de declaração rejeitados, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29564 AGR-ED / DF (RE 637.002 AgR-ED, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 10/5/2018) “ “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO SEGUNDO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS NA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE EMBARGANTE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. APLICAÇÃO DA MULTA DO ARTIGO 1.026, § 2º, DO CPC/2015. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. (ARE 1083639 AgR-segundo-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 7/5/2018) “ “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS E OMISSÕES A SEREM SANADAS. AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. POSSIBILIDADE DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. PRECEDENTES. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS, COM DETERMINAÇÃO DA CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO EMBARGADO E IMEDIATA BAIXA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM. I - Ausência dos pressupostos do art. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043879. Supremo Tribunal Federal MS 29564 AGR-ED / DF (RE 637.002 AgR-ED, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 10/5/2018) “ “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO SEGUNDO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS NA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE EMBARGANTE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. APLICAÇÃO DA MULTA DO ARTIGO 1.026, § 2º, DO CPC/2015. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. (ARE 1083639 AgR-segundo-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 7/5/2018) “ “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS E OMISSÕES A SEREM SANADAS. AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. POSSIBILIDADE DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. PRECEDENTES. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS, COM DETERMINAÇÃO DA CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO EMBARGADO E IMEDIATA BAIXA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM. I - Ausência dos pressupostos do art. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29564 AGR-ED / DF 1.022, I e II, do Código de Processo Civil. II - A parte embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem. (ARE 1.015.504 AgR-EDv-AgR-ED, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 6/3/2018) “ Diante do exposto, NÃO CONHEÇO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Certifique-se imediatamente o trânsito em julgado. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043879. Supremo Tribunal Federal MS 29564 AGR-ED / DF 1.022, I e II, do Código de Processo Civil. II - A parte embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem. (ARE 1.015.504 AgR-EDv-AgR-ED, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 6/3/2018) “ Diante do exposto, NÃO CONHEÇO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Certifique-se imediatamente o trânsito em julgado. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIAO FEDERAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) :EDGARD MOREIRA DA SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo parcialmente do Relator. Faço-o no tocante à determinação de ser certificado o trânsito em julgado do acórdão atacado e de baixa imediata do processo à origem. Está-se diante dos primeiros embargos declaratórios. Esse recurso tem a finalidade de integrar ou esclarecer a decisão proferida, situando-se no âmbito do direito de defesa. O uso do instrumental não pode implicar as providências extremadas veiculadas pelo Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004360. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIAO FEDERAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) :EDGARD MOREIRA DA SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo parcialmente do Relator. Faço-o no tocante à determinação de ser certificado o trânsito em julgado do acórdão atacado e de baixa imediata do processo à origem. Está-se diante dos primeiros embargos declaratórios. Esse recurso tem a finalidade de integrar ou esclarecer a decisão proferida, situando-se no âmbito do direito de defesa. O uso do instrumental não pode implicar as providências extremadas veiculadas pelo Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004360. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : UNIÃO FEDERAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) : EDGARD MOREIRA DA SILVA (9936/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e, por maioria, determinou a imediata certificação do trânsito em julgado, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B694-4572-DAF8-E7E3 e senha 1FD1-CA70-19C8-8F52 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : UNIÃO FEDERAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) : EDGARD MOREIRA DA SILVA (9936/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e, por maioria, determinou a imediata certificação do trânsito em julgado, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B694-4572-DAF8-E7E3 e senha 1FD1-CA70-19C8-8F52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748084384
2018-08-17T00:00:00
2018-08-30T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e, por maioria, determinou a imediata certificação do trânsito em julgado, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. FALTA DE INDICAÇÃO DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. NÃO CONHECIMENTO. DETERMINAÇÃO DE IMEDIATA CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO. 1. À falta de fundamentação minimamente adequada, os embargos de declaração não merecem ser conhecidos. 2. Embargos manifestamente incabíveis não produzem o efeito interruptivo, de modo que o prazo para impugnações ao julgado atacado seguiu fluindo até seu termo final. 3. Embargos de declaração não conhecidos. Certificação do trânsito em julgado.
sjur389683
- Acórdão(s) citado(s): (ED, EFEITO INTERRUPTIVO, INEXISTÊNCIA) AI 241860 AgR-ED-ED-ED-AgR (2ªT), ARE 738488 AgR (TP), ARE 1015504 AgR-EDv-AgR-ED (TP), RE 637002 AgR-ED (1ªT), ARE 1083639 AgR-segundo-ED (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 13/09/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
29564
null
MS-AgR-ED
acordaos
MS 29564 AgR-ED
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EMBTE.(S) : UNIÃO FEDERAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) : EDGARD MOREIRA DA SILVA
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Ementa e Acórdão 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO FEDERAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) :EDGARD MOREIRA DA SILVA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. FALTA DE INDICAÇÃO DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. NÃO CONHECIMENTO. DETERMINAÇÃO DE IMEDIATA CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO. 1. À falta de fundamentação minimamente adequada, os embargos de declaração não merecem ser conhecidos. 2. Embargos manifestamente incabíveis não produzem o efeito interruptivo, de modo que o prazo para impugnações ao julgado atacado seguiu fluindo até seu termo final. 3. Embargos de declaração não conhecidos. Certificação do trânsito em julgado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em não conhecer dos embargos de declaração e, por maioria, em determinar a imediata certificação do trânsito em julgado, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043877. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão MS 29564 AGR-ED / DF Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043877. Supremo Tribunal Federal MS 29564 AGR-ED / DF Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO FEDERAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) :EDGARD MOREIRA DA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra acórdão do Supremo Tribunal Federal que negou provimento a agravo interno. Em suas razões, a parte embargante reitera argumentos anteriormente aduzidos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043878. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO FEDERAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) :EDGARD MOREIRA DA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra acórdão do Supremo Tribunal Federal que negou provimento a agravo interno. Em suas razões, a parte embargante reitera argumentos anteriormente aduzidos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê os embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com o fito de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No caso em apreço, não há mínima fundamentação sobre as referidas deficiências. A parte busca, em verdade, reabrir a discussão sobre a questão, ignorando por completo a sua inércia quanto ao ônus de impugnar especificadamente os fundamentos da decisão agravada. Tem-se, assim, o manifesto descabimento destes embargos, que, por esse motivo, não produzem o efeito de interromper o prazo para outros recursos. Nesse sentido: ARE 738.488 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 24/3/2014; AI 241.860 AgR- ED-ED-ED-AgR, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 8/11/2002). Portanto, é de rigor a certificação do trânsito em julgado. Nesse sentido: “EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECATÓRIO. ATUALIZAÇÃO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER PROTELATÓRIO. 1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do Código de Processo Civil/2015. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. Embargos de declaração rejeitados, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043879. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê os embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com o fito de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No caso em apreço, não há mínima fundamentação sobre as referidas deficiências. A parte busca, em verdade, reabrir a discussão sobre a questão, ignorando por completo a sua inércia quanto ao ônus de impugnar especificadamente os fundamentos da decisão agravada. Tem-se, assim, o manifesto descabimento destes embargos, que, por esse motivo, não produzem o efeito de interromper o prazo para outros recursos. Nesse sentido: ARE 738.488 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 24/3/2014; AI 241.860 AgR- ED-ED-ED-AgR, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 8/11/2002). Portanto, é de rigor a certificação do trânsito em julgado. Nesse sentido: “EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECATÓRIO. ATUALIZAÇÃO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER PROTELATÓRIO. 1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do Código de Processo Civil/2015. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. Embargos de declaração rejeitados, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29564 AGR-ED / DF (Recurso Extraordinário 637.002 AgR-ED, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 10/5/2018) “ “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO SEGUNDO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS NA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE EMBARGANTE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. APLICAÇÃO DA MULTA DO ARTIGO 1.026, § 2..., DO Código de Processo Civil/2015. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. (ARE 1083639 AgR-segundo-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 7/5/2018) “ “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS E OMISSÕES A SEREM SANADAS. AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. POSSIBILIDADE DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. PRECEDENTES. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS, COM DETERMINAÇÃO DA CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO EMBARGADO E IMEDIATA BAIXA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM. I - Ausência dos pressupostos do art. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043879. Supremo Tribunal Federal MS 29564 AGR-ED / DF (Recurso Extraordinário 637.002 AgR-ED, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 10/5/2018) “ “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO SEGUNDO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS NA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE EMBARGANTE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. APLICAÇÃO DA MULTA DO ARTIGO 1.026, § 2..., DO Código de Processo Civil/2015. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. (ARE 1083639 AgR-segundo-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 7/5/2018) “ “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS E OMISSÕES A SEREM SANADAS. AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. POSSIBILIDADE DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. PRECEDENTES. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS, COM DETERMINAÇÃO DA CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO EMBARGADO E IMEDIATA BAIXA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM. I - Ausência dos pressupostos do art. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29564 AGR-ED / DF 1.022, I e II, do Código de Processo Civil. II - A parte embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem. (ARE 1.015.504 AgR-EDv-AgR-ED, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 6/3/2018) “ Diante do exposto, NÃO CONHEÇO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Certifique-se imediatamente o trânsito em julgado. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043879. Supremo Tribunal Federal MS 29564 AGR-ED / DF 1.022, I e II, do Código de Processo Civil. II - A parte embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem. (ARE 1.015.504 AgR-EDv-AgR-ED, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 6/3/2018) “ Diante do exposto, NÃO CONHEÇO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Certifique-se imediatamente o trânsito em julgado. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIAO FEDERAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) :EDGARD MOREIRA DA SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo parcialmente do Relator. Faço-o no tocante à determinação de ser certificado o trânsito em julgado do acórdão atacado e de baixa imediata do processo à origem. Está-se diante dos primeiros embargos declaratórios. Esse recurso tem a finalidade de integrar ou esclarecer a decisão proferida, situando-se no âmbito do direito de defesa. O uso do instrumental não pode implicar as providências extremadas veiculadas pelo Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004360. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIAO FEDERAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) :EDGARD MOREIRA DA SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo parcialmente do Relator. Faço-o no tocante à determinação de ser certificado o trânsito em julgado do acórdão atacado e de baixa imediata do processo à origem. Está-se diante dos primeiros embargos declaratórios. Esse recurso tem a finalidade de integrar ou esclarecer a decisão proferida, situando-se no âmbito do direito de defesa. O uso do instrumental não pode implicar as providências extremadas veiculadas pelo Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004360. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : UNIÃO FEDERAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) : EDGARD MOREIRA DA SILVA (9936/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e, por maioria, determinou a imediata certificação do trânsito em julgado, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B694-4572-DAF8-E7E3 e senha 1FD1-CA70-19C8-8F52 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.564 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : UNIÃO FEDERAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : SANDRA NAIARA PORTO SILVA ADV.(A/S) : EDGARD MOREIRA DA SILVA (9936/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e, por maioria, determinou a imediata certificação do trânsito em julgado, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B694-4572-DAF8-E7E3 e senha 1FD1-CA70-19C8-8F52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 29564 AGR - ED / DF", "MS 29564", "ARE 738 . 488 AgR", "AI 241 . 860 AgR - ED - ED - ED - AgR", "ARE 738 . 488 AgR", "AI 241 . 860 AgR - ED - ED - ED - AgR", "MS 29564 AGR - ED / DF", "Recurso Extraordinário 637 . 002 AgR - ED", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1083639 AgR - segundo - ED", "MS 29564 AGR - ED / DF", "Recurso Extraordinário 637 . 002 AgR - ED", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1083639 AgR - segundo - ED", "MS 29564 AGR - ED / DF", "ARE 1 . 015 . 504 AgR - EDv - AgR - ED", "MS 29564 AGR", "ARE 1 . 015 . 504 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 1 . 022 do Código de Processo 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SILVA", "EDGARD MOREIRA DA SILVA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "SANDRA NAIARA PORTO SILVA", "EDGARD MOREIRA DA SILVA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOAQUIM BARBOSA", "CARLOS VELLOSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOAQUIM BARBOSA", "CARLOS VELLOSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "SANDRA NAIARA PORTO SILVA", "EDGARD MOREIRA DA SILVA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "SANDRA NAIARA PORTO SILVA", "EDGARD MOREIRA DA SILVA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "SANDRA NAIARA PORTO SILVA", "EDGARD MOREIRA DA SILVA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "SANDRA NAIARA PORTO SILVA", "EDGARD MOREIRA DA SILVA", "Marco 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Ementa e Acórdão 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.718 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Previdenciário. Prequestionamento. Ausência. Cálculos da contadoria judicial. Impugnação. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 7 a 14/9/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de setembro de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 40C0-C870-0157-6A14 e senha BBC5-78E3-5DEE-8DB0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1140718 AGR / PE Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 40C0-C870-0157-6A14 e senha BBC5-78E3-5DEE-8DB0 Supremo Tribunal Federal ARE 1140718 AGR / PE Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 40C0-C870-0157-6A14 e senha BBC5-78E3-5DEE-8DB0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.718 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): José Maria Pereira da Silva interpôs tempestivo agravo regimental, em 21/8/18, contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado: ‘Previdenciário e Processual Civil. Embargos à execução. Prevalência dos valores apresentados pela Contadoria Judicial. Agravo de instrumento improvido.’ Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F502-0A0A-4D9E-7BD6 e senha 9A92-3A55-D2FF-F646 Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.718 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): José Maria Pereira da Silva interpôs tempestivo agravo regimental, em 21/8/18, contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado: ‘Previdenciário e Processual Civil. Embargos à execução. Prevalência dos valores apresentados pela Contadoria Judicial. Agravo de instrumento improvido.’ Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F502-0A0A-4D9E-7BD6 e senha 9A92-3A55-D2FF-F646 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1140718 AGR / PE na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, destaca-se: ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Prequestionamento. Ausência. Embargos de declaração que não trataram da matéria constitucional. Súmulas 282 e 356 do STF. 3. Ofensa aos princípios da legalidade e da prestação jurisdicional. Análise da legislação infraconstitucional. Precedente. 4. Revisão de cláusula contratual. Ofensa reflexa. Precedente. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 551.533/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, ressalte-se que o acolhimento da pretensão recursal não prescinde do reexame da legislação infraconstitucional pertinente e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 279 desta Corte. A propósito: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. IMPUGNAÇÃO DOS CÁLCULOS DA CONTADORIA JUDICIAL. 1. REEXAME DE FATOS E PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 731.592/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/6/13). ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO. IMPUGNAÇÃO DE CÁLCULOS. ANÁLISE DE NORMAS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F502-0A0A-4D9E-7BD6 e senha 9A92-3A55-D2FF-F646 Supremo Tribunal Federal ARE 1140718 AGR / PE na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, destaca-se: ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Prequestionamento. Ausência. Embargos de declaração que não trataram da matéria constitucional. Súmulas 282 e 356 do STF. 3. Ofensa aos princípios da legalidade e da prestação jurisdicional. Análise da legislação infraconstitucional. Precedente. 4. Revisão de cláusula contratual. Ofensa reflexa. Precedente. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 551.533/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, ressalte-se que o acolhimento da pretensão recursal não prescinde do reexame da legislação infraconstitucional pertinente e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 279 desta Corte. A propósito: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. IMPUGNAÇÃO DOS CÁLCULOS DA CONTADORIA JUDICIAL. 1. REEXAME DE FATOS E PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 731.592/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/6/13). ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO. IMPUGNAÇÃO DE CÁLCULOS. ANÁLISE DE NORMAS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F502-0A0A-4D9E-7BD6 e senha 9A92-3A55-D2FF-F646 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1140718 AGR / PE INFRACONSTITUCIONAIS. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.4.2009. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI nº 857.516/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 1º/4/13). Registre-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no artigo 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, tendo sido a matéria devidamente prequestionada por meio dos embargos de declaração opostos. Alega que, para o deslinde da controvérsia, não seria necessário o revolvimento de fatos e provas, razão pela qual não haveria falar em incidência da Súmula nº 279/STF. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F502-0A0A-4D9E-7BD6 e senha 9A92-3A55-D2FF-F646 Supremo Tribunal Federal ARE 1140718 AGR / PE INFRACONSTITUCIONAIS. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.4.2009. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI nº 857.516/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 1º/4/13). Registre-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no artigo 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, tendo sido a matéria devidamente prequestionada por meio dos embargos de declaração opostos. Alega que, para o deslinde da controvérsia, não seria necessário o revolvimento de fatos e provas, razão pela qual não haveria falar em incidência da Súmula nº 279/STF. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F502-0A0A-4D9E-7BD6 e senha 9A92-3A55-D2FF-F646 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.718 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão ora agravada, o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GDATA. SUBSTITUIÇÃO. GDPGTAS. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 2. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem, respectivamente, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.718 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão ora agravada, o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GDATA. SUBSTITUIÇÃO. GDPGTAS. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 2. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem, respectivamente, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1140718 AGR / PE na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não podem ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento’ 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. PRELIMINAR DE INCOMPENTENCIA DA JUSTIÇA FEDERAL COMUM REJEITADA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL ACOLHIDA. SUMULA 85, STJ. LEI Nº 10.404/02(GDATA). SERVIDORES INATIVOS. PARIDADE COM SERVIDOR ATIVO. EXCLUSÃO DA GDPGTAS POR FORÇA DE REMESSA OFICIAL’. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE nº 735.586/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/14). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do STF. III – Agravo regimental improvido” (RE nº 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/7/11). Ademais, colhe-se do acórdão recorrido: “No caso concreto, devido à divergência de valores apresentados pelo autor em sua planilha e pelo embargante em seus embargos, o M.M juiz prolator da sentença, solicitou o parecer da contadoria que apresentou um terceiro valor de logo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Supremo Tribunal Federal ARE 1140718 AGR / PE na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não podem ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento’ 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. PRELIMINAR DE INCOMPENTENCIA DA JUSTIÇA FEDERAL COMUM REJEITADA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL ACOLHIDA. SUMULA 85, STJ. LEI Nº 10.404/02(GDATA). SERVIDORES INATIVOS. PARIDADE COM SERVIDOR ATIVO. EXCLUSÃO DA GDPGTAS POR FORÇA DE REMESSA OFICIAL’. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE nº 735.586/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/14). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do STF. III – Agravo regimental improvido” (RE nº 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/7/11). Ademais, colhe-se do acórdão recorrido: “No caso concreto, devido à divergência de valores apresentados pelo autor em sua planilha e pelo embargante em seus embargos, o M.M juiz prolator da sentença, solicitou o parecer da contadoria que apresentou um terceiro valor de logo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1140718 AGR / PE acolhido pelo Juiz sentenciante no referido agravo. Nestes termos: ‘Considerando os esclarecimentos prestados pela Contadoria do Juízo às fls. 445 e 414/420, resta evidente que a RMI foi calculada corretamente, não assistindo razão à exequente. Desta feita, reputo corretos os cálculos da contadoria e, como a implantação da obrigação de fazer trará prejuízo à parte autora, impõe-se reconhecer a inexequibilidade da decisão judicial. Assim, resta prejudicado o cumprimento da obrigação de fazer, impondo-se o arquivamento do feito.’ Por essas razões, nego provimento agravo de instrumento.” Verifica-se que, para dissentir do entendimento adotado pela Corte de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, providência inviável em sede de recurso extraordinário, haja vista o enunciado da Súmula nº 279/STF. Além dos precedentes já citados, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental em recurso extraordinário 2. Precatório. Parcelamento. Art. 78 do ADCT. Juros de mora. Inadimplemento. Incidência. Precedentes 3. Análise de cálculo de contadoria judicial. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. Precedentes 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 1.065.394/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/6/18). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE EXECUÇÃO. ÔNUS DA PROVA. IMPUGNAÇÃO DOS CÁLCULOS DA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Supremo Tribunal Federal ARE 1140718 AGR / PE acolhido pelo Juiz sentenciante no referido agravo. Nestes termos: ‘Considerando os esclarecimentos prestados pela Contadoria do Juízo às fls. 445 e 414/420, resta evidente que a RMI foi calculada corretamente, não assistindo razão à exequente. Desta feita, reputo corretos os cálculos da contadoria e, como a implantação da obrigação de fazer trará prejuízo à parte autora, impõe-se reconhecer a inexequibilidade da decisão judicial. Assim, resta prejudicado o cumprimento da obrigação de fazer, impondo-se o arquivamento do feito.’ Por essas razões, nego provimento agravo de instrumento.” Verifica-se que, para dissentir do entendimento adotado pela Corte de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, providência inviável em sede de recurso extraordinário, haja vista o enunciado da Súmula nº 279/STF. Além dos precedentes já citados, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental em recurso extraordinário 2. Precatório. Parcelamento. Art. 78 do ADCT. Juros de mora. Inadimplemento. Incidência. Precedentes 3. Análise de cálculo de contadoria judicial. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. Precedentes 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 1.065.394/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/6/18). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE EXECUÇÃO. ÔNUS DA PROVA. IMPUGNAÇÃO DOS CÁLCULOS DA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1140718 AGR / PE CONTADORIA JUDICIAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2013. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 830.441/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 17/12/14). Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Supremo Tribunal Federal ARE 1140718 AGR / PE CONTADORIA JUDICIAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2013. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 830.441/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 17/12/14). Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 17/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.718 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA (13892A/AL, 29933/BA, 20417-A/CE, 51948/DF, 9503-A/MA, 4007/PB, 00573/PE, 199239/RJ, 560-A/RN) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processo de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado do respectivo julgado o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5BB-5CF4-7DC8-3CAF e senha ABC8-0A4C-E304-7D60 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.718 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA (13892A/AL, 29933/BA, 20417-A/CE, 51948/DF, 9503-A/MA, 4007/PB, 00573/PE, 199239/RJ, 560-A/RN) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processo de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado do respectivo julgado o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5BB-5CF4-7DC8-3CAF e senha ABC8-0A4C-E304-7D60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748772999
2018-09-17T00:00:00
2018-12-03T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Previdenciário. Prequestionamento. Ausência. Cálculos da contadoria judicial. Impugnação. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa.
sjur395792
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) RE 607071 ED (1ªT), ARE 735586 AgR (1ªT). (CÁLCULO, CONTADORIA) ARE 830441 AgR (1ªT), RE 1065394 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 17/01/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
1140718
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1140718 AgR
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AGTE.(S) : JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.718 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Previdenciário. Prequestionamento. Ausência. Cálculos da contadoria judicial. Impugnação. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 7 a 14/9/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de setembro de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 40C0-C870-0157-6A14 e senha BBC5-78E3-5DEE-8DB0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1140718 AGR / PE Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 40C0-C870-0157-6A14 e senha BBC5-78E3-5DEE-8DB0 Supremo Tribunal Federal ARE 1140718 AGR / PE Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 40C0-C870-0157-6A14 e senha BBC5-78E3-5DEE-8DB0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.718 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): José Maria Pereira da Silva interpôs tempestivo agravo regimental, em 21/8/18, contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da 4... Turma do Tribunal Regional Federal da 5... Região, assim ementado: ‘Previdenciário e Processual Civil. Embargos à execução. Prevalência dos valores apresentados pela Contadoria Judicial. Agravo de instrumento improvido.’ Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F502-0A0A-4D9E-7BD6 e senha 9A92-3A55-D2FF-F646 Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.718 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): José Maria Pereira da Silva interpôs tempestivo agravo regimental, em 21/8/18, contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da 4... Turma do Tribunal Regional Federal da 5... Região, assim ementado: ‘Previdenciário e Processual Civil. Embargos à execução. Prevalência dos valores apresentados pela Contadoria Judicial. Agravo de instrumento improvido.’ Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F502-0A0A-4D9E-7BD6 e senha 9A92-3A55-D2FF-F646 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1140718 AGR / PE na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, destaca-se: ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Prequestionamento. Ausência. Embargos de declaração que não trataram da matéria constitucional. Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Ofensa aos princípios da legalidade e da prestação jurisdicional. Análise da legislação infraconstitucional. Precedente. 4. Revisão de cláusula contratual. Ofensa reflexa. Precedente. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 551.533/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, ressalte-se que o acolhimento da pretensão recursal não prescinde do reexame da legislação infraconstitucional pertinente e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 279 desta Corte. A propósito: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. IMPUGNAÇÃO DOS CÁLCULOS DA CONTADORIA JUDICIAL. 1. REEXAME DE FATOS E PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 731.592/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/6/13). ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO. IMPUGNAÇÃO DE CÁLCULOS. ANÁLISE DE NORMAS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F502-0A0A-4D9E-7BD6 e senha 9A92-3A55-D2FF-F646 Supremo Tribunal Federal ARE 1140718 AGR / PE na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, destaca-se: ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Prequestionamento. Ausência. Embargos de declaração que não trataram da matéria constitucional. Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Ofensa aos princípios da legalidade e da prestação jurisdicional. Análise da legislação infraconstitucional. Precedente. 4. Revisão de cláusula contratual. Ofensa reflexa. Precedente. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 551.533/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, ressalte-se que o acolhimento da pretensão recursal não prescinde do reexame da legislação infraconstitucional pertinente e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 279 desta Corte. A propósito: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. IMPUGNAÇÃO DOS CÁLCULOS DA CONTADORIA JUDICIAL. 1. REEXAME DE FATOS E PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 731.592/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/6/13). ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO. IMPUGNAÇÃO DE CÁLCULOS. ANÁLISE DE NORMAS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F502-0A0A-4D9E-7BD6 e senha 9A92-3A55-D2FF-F646 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1140718 AGR / PE INFRACONSTITUCIONAIS. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.4.2009. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI, e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI n 857.516/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 1.../4/13). Registre-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no artigo 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal, tendo sido a matéria devidamente prequestionada por meio dos embargos de declaração opostos. Alega que, para o deslinde da controvérsia, não seria necessário o revolvimento de fatos e provas, razão pela qual não haveria falar em incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F502-0A0A-4D9E-7BD6 e senha 9A92-3A55-D2FF-F646 Supremo Tribunal Federal ARE 1140718 AGR / PE INFRACONSTITUCIONAIS. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.4.2009. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI, e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI n 857.516/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 1.../4/13). Registre-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no artigo 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal, tendo sido a matéria devidamente prequestionada por meio dos embargos de declaração opostos. Alega que, para o deslinde da controvérsia, não seria necessário o revolvimento de fatos e provas, razão pela qual não haveria falar em incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F502-0A0A-4D9E-7BD6 e senha 9A92-3A55-D2FF-F646 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.718 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão ora agravada, o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GDATA. SUBSTITUIÇÃO. GDPGTAS. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 2. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem, respectivamente, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.718 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão ora agravada, o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GDATA. SUBSTITUIÇÃO. GDPGTAS. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 2. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem, respectivamente, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1140718 AGR / PE na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não podem ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento’ 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. PRELIMINAR DE INCOMPENTENCIA DA JUSTIÇA FEDERAL COMUM REJEITADA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL ACOLHIDA. SUMULA 85, Superior Tribunal de Justiça. LEI n 10.404/02(GDATA). SERVIDORES INATIVOS. PARIDADE COM SERVIDOR ATIVO. EXCLUSÃO DA GDPGTAS POR FORÇA DE REMESSA OFICIAL’. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE n 735.586/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/14). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../7/11). Ademais, colhe-se do acórdão recorrido: “No caso concreto, devido à divergência de valores apresentados pelo autor em sua planilha e pelo embargante em seus embargos, o M.M juiz prolator da sentença, solicitou o parecer da contadoria que apresentou um terceiro valor de logo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Supremo Tribunal Federal ARE 1140718 AGR / PE na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não podem ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento’ 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. PRELIMINAR DE INCOMPENTENCIA DA JUSTIÇA FEDERAL COMUM REJEITADA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL ACOLHIDA. SUMULA 85, Superior Tribunal de Justiça. LEI n 10.404/02(GDATA). SERVIDORES INATIVOS. PARIDADE COM SERVIDOR ATIVO. EXCLUSÃO DA GDPGTAS POR FORÇA DE REMESSA OFICIAL’. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE n 735.586/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/14). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../7/11). Ademais, colhe-se do acórdão recorrido: “No caso concreto, devido à divergência de valores apresentados pelo autor em sua planilha e pelo embargante em seus embargos, o M.M juiz prolator da sentença, solicitou o parecer da contadoria que apresentou um terceiro valor de logo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1140718 AGR / PE acolhido pelo Juiz sentenciante no referido agravo. Nestes termos: ‘Considerando os esclarecimentos prestados pela Contadoria do Juízo às fls. 445 e 414/420, resta evidente que a RMI foi calculada corretamente, não assistindo razão à exequente. Desta feita, reputo corretos os cálculos da contadoria e, como a implantação da obrigação de fazer trará prejuízo à parte autora, impõe-se reconhecer a inexequibilidade da decisão judicial. Assim, resta prejudicado o cumprimento da obrigação de fazer, impondo-se o arquivamento do feito.’ Por essas razões, nego provimento agravo de instrumento.” Verifica-se que, para dissentir do entendimento adotado pela Corte de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, providência inviável em sede de recurso extraordinário, haja vista o enunciado da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Além dos precedentes já citados, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental em recurso extraordinário 2. Precatório. Parcelamento. Art. 78 do ADCT. Juros de mora. Inadimplemento. Incidência. Precedentes 3. Análise de cálculo de contadoria judicial. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. Precedentes 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 1.065.394/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/6/18). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE EXECUÇÃO. ÔNUS DA PROVA. IMPUGNAÇÃO DOS CÁLCULOS DA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Supremo Tribunal Federal ARE 1140718 AGR / PE acolhido pelo Juiz sentenciante no referido agravo. Nestes termos: ‘Considerando os esclarecimentos prestados pela Contadoria do Juízo às fls. 445 e 414/420, resta evidente que a RMI foi calculada corretamente, não assistindo razão à exequente. Desta feita, reputo corretos os cálculos da contadoria e, como a implantação da obrigação de fazer trará prejuízo à parte autora, impõe-se reconhecer a inexequibilidade da decisão judicial. Assim, resta prejudicado o cumprimento da obrigação de fazer, impondo-se o arquivamento do feito.’ Por essas razões, nego provimento agravo de instrumento.” Verifica-se que, para dissentir do entendimento adotado pela Corte de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, providência inviável em sede de recurso extraordinário, haja vista o enunciado da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Além dos precedentes já citados, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental em recurso extraordinário 2. Precatório. Parcelamento. Art. 78 do ADCT. Juros de mora. Inadimplemento. Incidência. Precedentes 3. Análise de cálculo de contadoria judicial. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. Precedentes 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 1.065.394/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/6/18). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE EXECUÇÃO. ÔNUS DA PROVA. IMPUGNAÇÃO DOS CÁLCULOS DA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1140718 AGR / PE CONTADORIA JUDICIAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2013. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 830.441/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 17/12/14). Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Supremo Tribunal Federal ARE 1140718 AGR / PE CONTADORIA JUDICIAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2013. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 830.441/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 17/12/14). Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F349-9A53-56F1-9775 e senha 6566-26B3-DA13-06BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 17/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.718 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA (13892A/AL, 29933/BA, 20417-A/CE, 51948/DF, 9503-A/MA, 4007/PB, 00573/PE, 199239/RJ, 560-A/RN) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processo de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado do respectivo julgado o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5BB-5CF4-7DC8-3CAF e senha ABC8-0A4C-E304-7D60 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.718 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA (13892A/AL, 29933/BA, 20417-A/CE, 51948/DF, 9503-A/MA, 4007/PB, 00573/PE, 199239/RJ, 560-A/RN) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processo de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado do respectivo julgado o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5BB-5CF4-7DC8-3CAF e senha ABC8-0A4C-E304-7D60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 140 . 718", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1140718 AGR / PE", "ARE 1140718 AGR /", "ARE 1140718 AGR / PE", "Súmulas 282", "AI n 551 . 533 / MG - AgR", "Súmula n 279 desta Corte", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 731 . 592 / SP - AgR", "ARE 1140718 AGR / PE", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 551 . 533 / MG - AgR", "Súmula n 279 desta Corte", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 731 . 592 / SP - AgR", "AI n 857 . 516 / BA - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1140718 AGR", "AI n 857 . 516 / BA - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "Súmulas", "ARE 1140718 AGR", "SUMULA 85 , Superior Tribunal", "ARE n 735 . 586 / PE - AgR", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 607 . 071 / DF - ED", "ARE 1140718 AGR", "SUMULA 85 , Superior Tribunal de Justiça", "ARE n 735 . 586 / PE - AgR", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 607 . 071 / DF - ED", "ARE 1140718 AGR / PE", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 1 . 065 . 394 / SP - AgR", "ARE 1140718 AGR / PE", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 1 . 065 . 394 / SP - AgR", "ARE 1140718", "ARE n 830 . 441 / GO - AgR", "ARE n 830 . 441 / GO - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 5 . . . , XXXVI , e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "artigo 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVI , e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "artigo 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 10 . 404 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 10 . 404 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 78 do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "4", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO", "INSS", "4", ".", ".", ". Turma do Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PE", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA", "MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA", "MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA", "DIAS TOFFOLI", "José Maria Pereira da Silva", "DIAS TOFFOLI", "JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA", "MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA", "DIAS TOFFOLI", "José Maria Pereira da Silva", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA", "MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Marcelo Pimentel", "DIAS TOFFOLI", "JOSE MARIA PEREIRA DA SILVA", "MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "17", "/", "09", "/", "2018", "7", "14", "/", "9", "/", "2018", "17 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2018", "21", "/", "8", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2018", "21", "/", "8", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "3", "/", "06", "7", "/", "6", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "3", "/", "06", "7", "/", "6", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "4", ".", "2009", "1", ".", ".", ".", "/", "4", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "4", ".", "2009", "1", ".", ".", ".", "/", "4", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "14", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "14", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "6", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "6", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2013", "17", "/", "12", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2013", "17", "/", "12", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2018", "7", ".", "9", ".", "2018", "14", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "9", ".", "2018", "14", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) :BRUNO BARROS MENDES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO. EXECUÇÃO PENAL. CONTINUIDADE DELITIVA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. O acolhimento da pretensão defensiva (reconhecimento da continuidade delitiva) exigiria o revolvimento do conjunto fático-probatório da causa, inviável na via processualmente restrita do habeas corpus. 3. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de setembro a 4 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 814E-4E56-F1FF-39ED e senha CEE3-C21A-9973-9858 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) :BRUNO BARROS MENDES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática em que neguei seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, sem pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o HC 438.232, do Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente cumpre pena total de 52 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, pela prática de 11 delitos de roubo. 3. O Juízo das Execuções Criminais indeferiu o pedido de unificação de penas, pois não caracterizada a continuidade delitiva. 4. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, denegado. Na sequência, sobreveio HC no Superior Tribunal de Justiça. O relator, Min. Reynaldo Soares Da Fonseca, negou seguimento ao writ. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta “que o reeducando agiu de maneira impulsiva, iludido pela falsa sensação compensatória e com liame subjetivo existente entre os eventos delituosos”; que houve “pluralidade de crimes da mesma espécie, conexão temporal; conexão espacial e foi utilizado o “mesmo modus operandi”. Assim, afirma que estão presentes “os requisitos objetivos necessários ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA8D-6790-FE33-E2BD e senha 4658-D705-9570-FDB9 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) :BRUNO BARROS MENDES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática em que neguei seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, sem pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o HC 438.232, do Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente cumpre pena total de 52 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, pela prática de 11 delitos de roubo. 3. O Juízo das Execuções Criminais indeferiu o pedido de unificação de penas, pois não caracterizada a continuidade delitiva. 4. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, denegado. Na sequência, sobreveio HC no Superior Tribunal de Justiça. O relator, Min. Reynaldo Soares Da Fonseca, negou seguimento ao writ. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta “que o reeducando agiu de maneira impulsiva, iludido pela falsa sensação compensatória e com liame subjetivo existente entre os eventos delituosos”; que houve “pluralidade de crimes da mesma espécie, conexão temporal; conexão espacial e foi utilizado o “mesmo modus operandi”. Assim, afirma que estão presentes “os requisitos objetivos necessários ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA8D-6790-FE33-E2BD e senha 4658-D705-9570-FDB9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 157282 AGR / SP reconhecimento do crime continuado”. 6. Prossegue a impetração para acrescentar que, ainda “que se adote a teoria subjetiva, ou seja, aquela que condiciona um elemento subjetivo como requisito do crime continuado”, “não restou provado concretamente nos autos, que o reeducando é criminoso habitual e que não agiu com unidade de desígnio”. 7. Com essa argumentação, requer “seja reconhecida a continuidade delitiva ao reeducando”. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do STF, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA8D-6790-FE33-E2BD e senha 4658-D705-9570-FDB9 Supremo Tribunal Federal HC 157282 AGR / SP reconhecimento do crime continuado”. 6. Prossegue a impetração para acrescentar que, ainda “que se adote a teoria subjetiva, ou seja, aquela que condiciona um elemento subjetivo como requisito do crime continuado”, “não restou provado concretamente nos autos, que o reeducando é criminoso habitual e que não agiu com unidade de desígnio”. 7. Com essa argumentação, requer “seja reconhecida a continuidade delitiva ao reeducando”. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do STF, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA8D-6790-FE33-E2BD e senha 4658-D705-9570-FDB9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 157282 AGR / SP indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é caso da concessão da ordem de ofício. 11. O Tribunal estadual deixou consignado que nos “casos dos autos, muito embora sejam delitos da mesma espécie, o que se verifica, na realidade, é reiteração criminosa, uma vez que a prática de cada roubo resultou de desígnio autônomo”. Dessa forma, para dissentir desses fundamentos e decidir que “não restou provado concretamente nos autos, que o reeducando é criminoso habitual e que não agiu com unidade de desígnio”, seria necessário o revolvimento de matéria fático-probatória, inviável na via processualmente contida do habeas corpus. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus. ” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste que estão presentes os “requisitos objetivos necessários ao reconhecimento do crime continuado”. 3. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA8D-6790-FE33-E2BD e senha 4658-D705-9570-FDB9 Supremo Tribunal Federal HC 157282 AGR / SP indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é caso da concessão da ordem de ofício. 11. O Tribunal estadual deixou consignado que nos “casos dos autos, muito embora sejam delitos da mesma espécie, o que se verifica, na realidade, é reiteração criminosa, uma vez que a prática de cada roubo resultou de desígnio autônomo”. Dessa forma, para dissentir desses fundamentos e decidir que “não restou provado concretamente nos autos, que o reeducando é criminoso habitual e que não agiu com unidade de desígnio”, seria necessário o revolvimento de matéria fático-probatória, inviável na via processualmente contida do habeas corpus. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus. ” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste que estão presentes os “requisitos objetivos necessários ao reconhecimento do crime continuado”. 3. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA8D-6790-FE33-E2BD e senha 4658-D705-9570-FDB9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (STF) examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. A decisão agravada demonstrou os motivos pelos quais não seria possível a concessão da ordem de ofício. O acolhimento da pretensão defensiva, no sentido de que “não restou provado concretamente nos autos, que o reeducando é criminoso habitual e que não agiu com unidade de desígnio”, exigiria o revolvimento de matéria fático-probatória, inviável na via processualmente restrita do habeas corpus. 4. Diante do exposto, nego provimento agravo regimental. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C7F-B238-6B4B-8D1E e senha F204-6526-01C0-2BD0 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (STF) examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. A decisão agravada demonstrou os motivos pelos quais não seria possível a concessão da ordem de ofício. O acolhimento da pretensão defensiva, no sentido de que “não restou provado concretamente nos autos, que o reeducando é criminoso habitual e que não agiu com unidade de desígnio”, exigiria o revolvimento de matéria fático-probatória, inviável na via processualmente restrita do habeas corpus. 4. Diante do exposto, nego provimento agravo regimental. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C7F-B238-6B4B-8D1E e senha F204-6526-01C0-2BD0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) :BRUNO BARROS MENDES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613A-0CFA-48E9-88C4 e senha 3341-135F-793A-E4FC Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) :BRUNO BARROS MENDES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613A-0CFA-48E9-88C4 e senha 3341-135F-793A-E4FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) : BRUNO BARROS MENDES (376553/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1904-B8F8-AEBB-0CFB e senha D31A-165C-7750-6EEC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) : BRUNO BARROS MENDES (376553/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1904-B8F8-AEBB-0CFB e senha D31A-165C-7750-6EEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748569056
2018-10-05T00:00:00
2018-11-05T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO. EXECUÇÃO PENAL. CONTINUIDADE DELITIVA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. O acolhimento da pretensão defensiva (reconhecimento da continuidade delitiva) exigiria o revolvimento do conjunto fático-probatório da causa, inviável na via processualmente restrita do habeas corpus. 3. Agravo regimental não provido.
sjur393796
- Acórdão(s) citado(s): (HC, REEXAME DE FATO) HC 113468 (1ªT), HC 117502 (1ªT), HC 108141 AgR (2ªT), HC 122166 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 22/11/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
157282
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 157282 AgR
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AGTE.(S) : DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) : BRUNO BARROS MENDES AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) :BRUNO BARROS MENDES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO. EXECUÇÃO PENAL. CONTINUIDADE DELITIVA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. O acolhimento da pretensão defensiva (reconhecimento da continuidade delitiva) exigiria o revolvimento do conjunto fático-probatório da causa, inviável na via processualmente restrita do habeas corpus. 3. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de setembro a 4 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 814E-4E56-F1FF-39ED e senha CEE3-C21A-9973-9858 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) :BRUNO BARROS MENDES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática em que neguei seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, sem pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o HC 438.232, do Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente cumpre pena total de 52 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, pela prática de 11 delitos de roubo. 3. O Juízo das Execuções Criminais indeferiu o pedido de unificação de penas, pois não caracterizada a continuidade delitiva. 4. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, denegado. Na sequência, sobreveio HC no Superior Tribunal de Justiça. O relator, Min. Reynaldo Soares Da Fonseca, negou seguimento ao writ. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta “que o reeducando agiu de maneira impulsiva, iludido pela falsa sensação compensatória e com liame subjetivo existente entre os eventos delituosos”; que houve “pluralidade de crimes da mesma espécie, conexão temporal; conexão espacial e foi utilizado o “mesmo modus operandi”. Assim, afirma que estão presentes “os requisitos objetivos necessários ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA8D-6790-FE33-E2BD e senha 4658-D705-9570-FDB9 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) :BRUNO BARROS MENDES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática em que neguei seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, sem pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o HC 438.232, do Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente cumpre pena total de 52 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, pela prática de 11 delitos de roubo. 3. O Juízo das Execuções Criminais indeferiu o pedido de unificação de penas, pois não caracterizada a continuidade delitiva. 4. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, denegado. Na sequência, sobreveio HC no Superior Tribunal de Justiça. O relator, Min. Reynaldo Soares Da Fonseca, negou seguimento ao writ. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta “que o reeducando agiu de maneira impulsiva, iludido pela falsa sensação compensatória e com liame subjetivo existente entre os eventos delituosos”; que houve “pluralidade de crimes da mesma espécie, conexão temporal; conexão espacial e foi utilizado o “mesmo modus operandi”. Assim, afirma que estão presentes “os requisitos objetivos necessários ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA8D-6790-FE33-E2BD e senha 4658-D705-9570-FDB9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 157282 AGR / SP reconhecimento do crime continuado”. 6. Prossegue a impetração para acrescentar que, ainda “que se adote a teoria subjetiva, ou seja, aquela que condiciona um elemento subjetivo como requisito do crime continuado”, “não restou provado concretamente nos autos, que o reeducando é criminoso habitual e que não agiu com unidade de desígnio”. 7. Com essa argumentação, requer “seja reconhecida a continuidade delitiva ao reeducando”. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA8D-6790-FE33-E2BD e senha 4658-D705-9570-FDB9 Supremo Tribunal Federal HC 157282 AGR / SP reconhecimento do crime continuado”. 6. Prossegue a impetração para acrescentar que, ainda “que se adote a teoria subjetiva, ou seja, aquela que condiciona um elemento subjetivo como requisito do crime continuado”, “não restou provado concretamente nos autos, que o reeducando é criminoso habitual e que não agiu com unidade de desígnio”. 7. Com essa argumentação, requer “seja reconhecida a continuidade delitiva ao reeducando”. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA8D-6790-FE33-E2BD e senha 4658-D705-9570-FDB9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 157282 AGR / SP indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é caso da concessão da ordem de ofício. 11. O Tribunal estadual deixou consignado que nos “casos dos autos, muito embora sejam delitos da mesma espécie, o que se verifica, na realidade, é reiteração criminosa, uma vez que a prática de cada roubo resultou de desígnio autônomo”. Dessa forma, para dissentir desses fundamentos e decidir que “não restou provado concretamente nos autos, que o reeducando é criminoso habitual e que não agiu com unidade de desígnio”, seria necessário o revolvimento de matéria fático-probatória, inviável na via processualmente contida do habeas corpus. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus. ” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste que estão presentes os “requisitos objetivos necessários ao reconhecimento do crime continuado”. 3. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA8D-6790-FE33-E2BD e senha 4658-D705-9570-FDB9 Supremo Tribunal Federal HC 157282 AGR / SP indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é caso da concessão da ordem de ofício. 11. O Tribunal estadual deixou consignado que nos “casos dos autos, muito embora sejam delitos da mesma espécie, o que se verifica, na realidade, é reiteração criminosa, uma vez que a prática de cada roubo resultou de desígnio autônomo”. Dessa forma, para dissentir desses fundamentos e decidir que “não restou provado concretamente nos autos, que o reeducando é criminoso habitual e que não agiu com unidade de desígnio”, seria necessário o revolvimento de matéria fático-probatória, inviável na via processualmente contida do habeas corpus. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus. ” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste que estão presentes os “requisitos objetivos necessários ao reconhecimento do crime continuado”. 3. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA8D-6790-FE33-E2BD e senha 4658-D705-9570-FDB9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. A decisão agravada demonstrou os motivos pelos quais não seria possível a concessão da ordem de ofício. O acolhimento da pretensão defensiva, no sentido de que “não restou provado concretamente nos autos, que o reeducando é criminoso habitual e que não agiu com unidade de desígnio”, exigiria o revolvimento de matéria fático-probatória, inviável na via processualmente restrita do habeas corpus. 4. Diante do exposto, nego provimento agravo regimental. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C7F-B238-6B4B-8D1E e senha F204-6526-01C0-2BD0 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. A decisão agravada demonstrou os motivos pelos quais não seria possível a concessão da ordem de ofício. O acolhimento da pretensão defensiva, no sentido de que “não restou provado concretamente nos autos, que o reeducando é criminoso habitual e que não agiu com unidade de desígnio”, exigiria o revolvimento de matéria fático-probatória, inviável na via processualmente restrita do habeas corpus. 4. Diante do exposto, nego provimento agravo regimental. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C7F-B238-6B4B-8D1E e senha F204-6526-01C0-2BD0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) :BRUNO BARROS MENDES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613A-0CFA-48E9-88C4 e senha 3341-135F-793A-E4FC Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) :BRUNO BARROS MENDES AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613A-0CFA-48E9-88C4 e senha 3341-135F-793A-E4FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) : BRUNO BARROS MENDES (376553/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1904-B8F8-AEBB-0CFB e senha D31A-165C-7750-6EEC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.282 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DARIO DA SILVA SANTANA ADV.(A/S) : BRUNO BARROS MENDES (376553/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1904-B8F8-AEBB-0CFB e senha D31A-165C-7750-6EEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 157 . 282", "HABEAS CORPUS 157 . 282", "HC 438 . 232 ,", "HABEAS CORPUS 157 . 282", "HC 438 . 232 ,", "HC 157282 AGR / SP", "HC 115 . 659", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 157282 AGR / SP", "HC 115 . 659", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 157282 AGR / SP", "HC 157282 AGR / SP", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HABEAS CORPUS 157 . 282", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HABEAS CORPUS 157 . 282", "HABEAS CORPUS 157 . 282 SÃO PAULO", "HABEAS CORPUS 157 . 282", "HABEAS CORPUS 157 . 282" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 422 DO CÓDIGO DE", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "DARIO DA SILVA SANTANA", "BRUNO BARROS MENDES", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "DARIO DA SILVA SANTANA", "BRUNO BARROS MENDES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Reynaldo Soares Da Fonseca", "ROBERTO BARROSO", "DARIO DA SILVA SANTANA", "BRUNO BARROS MENDES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Reynaldo Soares Da Fonseca", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "DARIO DA SILVA SANTANA", "BRUNO BARROS MENDES", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "DARIO DA SILVA SANTANA", "BRUNO BARROS MENDES", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "DARIO DA SILVA SANTANA", "BRUNO BARROS MENDES", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "DARIO DA SILVA SANTANA", "BRUNO BARROS MENDES", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "10", "/", "2018", "28 de setembro a", "4 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "28", ".", "9", ".", "2018", "4", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "9", ".", "2018", "4", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA ADV.(A/S) :THIAGO MARTINELLI VEIGA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SOPHIA FERNANDES FERRAZ ADV.(A/S) :AMAURI VINCIGUERA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Pensão por morte. Manutenção do benefício após 21 anos de idade do beneficiário. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C9A-1113-6680-AA8F e senha 10F6-ABC9-FC8E-16A4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA ADV.(A/S) :THIAGO MARTINELLI VEIGA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SOPHIA FERNANDES FERRAZ ADV.(A/S) :AMAURI VINCIGUERA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação federal aplicável à espécie (Lei n. 8.213/91), manteve a sentença de improcedência do pedido e consignou que a questão tratada nos autos não é de natureza constitucional. (...) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC 116, p. 1-2) No agravo regimental, sustenta-se a índole constitucional da matéria tratada no apelo extremo, na medida em que se estaria a discutir no caso a constitucionalidade dos arts. 16, I, e 77, § 2º, II, da Lei 8.213/91, e não a interpretação dada pelas instâncias ordinárias à mencionada legislação. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 122. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C8E3-24AD-321C-C7BC e senha 5270-A321-3888-BD14 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA ADV.(A/S) :THIAGO MARTINELLI VEIGA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SOPHIA FERNANDES FERRAZ ADV.(A/S) :AMAURI VINCIGUERA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação federal aplicável à espécie (Lei n. 8.213/91), manteve a sentença de improcedência do pedido e consignou que a questão tratada nos autos não é de natureza constitucional. (...) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC 116, p. 1-2) No agravo regimental, sustenta-se a índole constitucional da matéria tratada no apelo extremo, na medida em que se estaria a discutir no caso a constitucionalidade dos arts. 16, I, e 77, § 2º, II, da Lei 8.213/91, e não a interpretação dada pelas instâncias ordinárias à mencionada legislação. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 122. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C8E3-24AD-321C-C7BC e senha 5270-A321-3888-BD14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1126297 AGR / SC É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C8E3-24AD-321C-C7BC e senha 5270-A321-3888-BD14 Supremo Tribunal Federal ARE 1126297 AGR / SC É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C8E3-24AD-321C-C7BC e senha 5270-A321-3888-BD14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.297 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, não alcança estatura constitucional a discussão pertinente à cessação do benefício de pensão por morte nos casos de implemento de idade (Lei 8.213/91), de modo que inviável o processamento da pretensão recursal extraordinária da parte agravante. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. SUSPENSÃO DE PENSÃO POR BENEFICIÁRIO MAIOR DE 21 ANOS. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-ED 783.325, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 3.5.2017) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 032D-CD7F-7D8F-0EF1 e senha 31CC-0067-1127-0679 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.297 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, não alcança estatura constitucional a discussão pertinente à cessação do benefício de pensão por morte nos casos de implemento de idade (Lei 8.213/91), de modo que inviável o processamento da pretensão recursal extraordinária da parte agravante. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. SUSPENSÃO DE PENSÃO POR BENEFICIÁRIO MAIOR DE 21 ANOS. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-ED 783.325, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 3.5.2017) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 032D-CD7F-7D8F-0EF1 e senha 31CC-0067-1127-0679 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1126297 AGR / SC “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Pensão por morte. Pretensão de manutenção do benefício após o beneficiário atingir os 21 anos de idade. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido”. (ARE-AgR 766.750, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 11.3.2014) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 032D-CD7F-7D8F-0EF1 e senha 31CC-0067-1127-0679 Supremo Tribunal Federal ARE 1126297 AGR / SC “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Pensão por morte. Pretensão de manutenção do benefício após o beneficiário atingir os 21 anos de idade. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido”. (ARE-AgR 766.750, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 11.3.2014) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 032D-CD7F-7D8F-0EF1 e senha 31CC-0067-1127-0679 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.297 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA ADV.(A/S) : THIAGO MARTINELLI VEIGA (30112/SC) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SOPHIA FERNANDES FERRAZ ADV.(A/S) : AMAURI VINCIGUERA (80215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F30C-E013-2D4E-BCEB e senha 9A89-AA84-6BB5-1847 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.297 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA ADV.(A/S) : THIAGO MARTINELLI VEIGA (30112/SC) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SOPHIA FERNANDES FERRAZ ADV.(A/S) : AMAURI VINCIGUERA (80215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F30C-E013-2D4E-BCEB e senha 9A89-AA84-6BB5-1847 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748170726
2018-08-31T00:00:00
2018-09-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Pensão por morte. Manutenção do benefício após 21 anos de idade do beneficiário. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental.
sjur390452
- Acórdão(s) citado(s): (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) ARE 766750 AgR (1ªT), AI 783325 ED (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 25/09/2018, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1126297
[ "LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1126297 AgR
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AGTE.(S) : ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA ADV.(A/S) : THIAGO MARTINELLI VEIGA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SOPHIA FERNANDES FERRAZ ADV.(A/S) : AMAURI VINCIGUERA
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Ementa e Acórdão 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA ADV.(A/S) :THIAGO MARTINELLI VEIGA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SOPHIA FERNANDES FERRAZ ADV.(A/S) :AMAURI VINCIGUERA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Pensão por morte. Manutenção do benefício após 21 anos de idade do beneficiário. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C9A-1113-6680-AA8F e senha 10F6-ABC9-FC8E-16A4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA ADV.(A/S) :THIAGO MARTINELLI VEIGA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SOPHIA FERNANDES FERRAZ ADV.(A/S) :AMAURI VINCIGUERA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação federal aplicável à espécie (Lei n. 8.213/91), manteve a sentença de improcedência do pedido e consignou que a questão tratada nos autos não é de natureza constitucional. (...) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC 116, p. 1-2) No agravo regimental, sustenta-se a índole constitucional da matéria tratada no apelo extremo, na medida em que se estaria a discutir no caso a constitucionalidade dos arts. 16, I, e 77, § 2..., II, da Lei 8.213/91, e não a interpretação dada pelas instâncias ordinárias à mencionada legislação. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 122. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C8E3-24AD-321C-C7BC e senha 5270-A321-3888-BD14 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA ADV.(A/S) :THIAGO MARTINELLI VEIGA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SOPHIA FERNANDES FERRAZ ADV.(A/S) :AMAURI VINCIGUERA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação federal aplicável à espécie (Lei n. 8.213/91), manteve a sentença de improcedência do pedido e consignou que a questão tratada nos autos não é de natureza constitucional. (...) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC 116, p. 1-2) No agravo regimental, sustenta-se a índole constitucional da matéria tratada no apelo extremo, na medida em que se estaria a discutir no caso a constitucionalidade dos arts. 16, I, e 77, § 2..., II, da Lei 8.213/91, e não a interpretação dada pelas instâncias ordinárias à mencionada legislação. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 122. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C8E3-24AD-321C-C7BC e senha 5270-A321-3888-BD14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1126297 AGR / SC É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C8E3-24AD-321C-C7BC e senha 5270-A321-3888-BD14 Supremo Tribunal Federal ARE 1126297 AGR / SC É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C8E3-24AD-321C-C7BC e senha 5270-A321-3888-BD14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.297 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, não alcança estatura constitucional a discussão pertinente à cessação do benefício de pensão por morte nos casos de implemento de idade (Lei 8.213/91), de modo que inviável o processamento da pretensão recursal extraordinária da parte agravante. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. SUSPENSÃO DE PENSÃO POR BENEFICIÁRIO MAIOR DE 21 ANOS. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-ED 783.325, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 3.5.2017) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 032D-CD7F-7D8F-0EF1 e senha 31CC-0067-1127-0679 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.297 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, não alcança estatura constitucional a discussão pertinente à cessação do benefício de pensão por morte nos casos de implemento de idade (Lei 8.213/91), de modo que inviável o processamento da pretensão recursal extraordinária da parte agravante. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. SUSPENSÃO DE PENSÃO POR BENEFICIÁRIO MAIOR DE 21 ANOS. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-ED 783.325, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 3.5.2017) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 032D-CD7F-7D8F-0EF1 e senha 31CC-0067-1127-0679 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1126297 AGR / SC “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Pensão por morte. Pretensão de manutenção do benefício após o beneficiário atingir os 21 anos de idade. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido”. (ARE-AgR 766.750, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 11.3.2014) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 032D-CD7F-7D8F-0EF1 e senha 31CC-0067-1127-0679 Supremo Tribunal Federal ARE 1126297 AGR / SC “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Pensão por morte. Pretensão de manutenção do benefício após o beneficiário atingir os 21 anos de idade. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido”. (ARE-AgR 766.750, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 11.3.2014) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 032D-CD7F-7D8F-0EF1 e senha 31CC-0067-1127-0679 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.297 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA ADV.(A/S) : THIAGO MARTINELLI VEIGA (30112/SC) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SOPHIA FERNANDES FERRAZ ADV.(A/S) : AMAURI VINCIGUERA (80215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F30C-E013-2D4E-BCEB e senha 9A89-AA84-6BB5-1847 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.297 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA ADV.(A/S) : THIAGO MARTINELLI VEIGA (30112/SC) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SOPHIA FERNANDES FERRAZ ADV.(A/S) : AMAURI VINCIGUERA (80215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F30C-E013-2D4E-BCEB e senha 9A89-AA84-6BB5-1847 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 126 . 297", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "ARE", "ARE 1126297", "AI", "-", "ED 783 . 325", "AGRAVO 1 . 126 . 297", "AI", "-", "ED 783 . 325", "ARE 1126297 AGR /", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 766 . 750", "ARE", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 766 . 750", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 126 . 297" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 213 / 91", "Constituição", "§ 2 . . . , II , da Lei 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 213 / 91", "Constituição", "arts . 16 , I , e 77 , § 2 . . . , II , da Lei 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 .", "Lei 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "INSS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA", "THIAGO MARTINELLI VEIGA", "SOPHIA FERNANDES FERRAZ", "AMAURI VINCIGUERA", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA", "THIAGO MARTINELLI VEIGA", "SOPHIA FERNANDES FERRAZ", "AMAURI VINCIGUERA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA", "THIAGO MARTINELLI VEIGA", "SOPHIA FERNANDES FERRAZ", "AMAURI VINCIGUERA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA", "THIAGO MARTINELLI VEIGA", "SOPHIA FERNANDES FERRAZ", "AMAURI VINCIGUERA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE HENRIQUE FERNANDES NOLLA", "THIAGO MARTINELLI VEIGA", "SOPHIA FERNANDES FERRAZ", "AMAURI VINCIGUERA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "30 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "3", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "3", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", ".", "8", ".", "2018", "30", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "8", ".", "2018", "30", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :WANDERLEY DEBORTOLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento na sistemática da repercussão geral. RE nº 567.110/AC-RG. Ausência de teratologia. Sucedâneo recursal. Agravo regimental não provido. 1. Não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1º, RISTF. 2. Ausente a demonstração de teratologia da decisão da Corte de origem em que se aplica entendimento do STF firmado de acordo com a sistemática da repercussão geral, bem como improcedentes as razões para a superação dos precedentes obrigatórios. 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 7 a 14/9/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de setembro de 2018. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E9-63CD-9F32-A3DD e senha EA37-BD44-458F-779C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 30073 AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E9-63CD-9F32-A3DD e senha EA37-BD44-458F-779C Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E9-63CD-9F32-A3DD e senha EA37-BD44-458F-779C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :WANDERLEY DEBORTOLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MIISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de tempestivo agravo regimental interposto por SÃO PAULO PREVIDÊNCIA (SPPREV) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, porquanto não demonstrada teratologia na aplicação do Tema nº 26 de repercussão geral para negar seguimento ao recurso extraordinário interposto. O agravante limita-se à alegação de que a decisão agravada divergiu do entendimento firmado no RE nº 590.260/SP-RG, colacionando resumo do julgado. Para tanto, aduz que os requisitos constantes dos arts. 2º e 3º da EC nº 47/2005 não foram preenchidos pelo beneficiário da decisão reclamada. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental pelo colegiado do STF para se julgar procedente a reclamação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B4ED-5032-E2B2-2212 e senha 205A-2314-7BF7-2CFC Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :WANDERLEY DEBORTOLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MIISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de tempestivo agravo regimental interposto por SÃO PAULO PREVIDÊNCIA (SPPREV) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, porquanto não demonstrada teratologia na aplicação do Tema nº 26 de repercussão geral para negar seguimento ao recurso extraordinário interposto. O agravante limita-se à alegação de que a decisão agravada divergiu do entendimento firmado no RE nº 590.260/SP-RG, colacionando resumo do julgado. Para tanto, aduz que os requisitos constantes dos arts. 2º e 3º da EC nº 47/2005 não foram preenchidos pelo beneficiário da decisão reclamada. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental pelo colegiado do STF para se julgar procedente a reclamação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B4ED-5032-E2B2-2212 e senha 205A-2314-7BF7-2CFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.073 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1º, de seu Regimento Interno. Vide precedentes nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. ELEIÇÃO DA MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. CANDIDATURA AVULSA PARA SUPLENTE. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Os fundamentos da decisão agravada não foram impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os argumentos apresentados na inicial. Precedentes. 2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS nº 27.873/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/3/10). “Agravo regimental em reclamação. Decisão agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte. Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, § 1º, do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes. É requisito essencial do agravo regimental a apresentação das razões do pedido de reforma da decisão agravada, conforme expressa determinação do art. 317, § 1º, do Regimento Interno desta Corte. Inviável, portanto, o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.073 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1º, de seu Regimento Interno. Vide precedentes nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. ELEIÇÃO DA MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. CANDIDATURA AVULSA PARA SUPLENTE. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Os fundamentos da decisão agravada não foram impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os argumentos apresentados na inicial. Precedentes. 2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS nº 27.873/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/3/10). “Agravo regimental em reclamação. Decisão agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte. Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, § 1º, do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes. É requisito essencial do agravo regimental a apresentação das razões do pedido de reforma da decisão agravada, conforme expressa determinação do art. 317, § 1º, do Regimento Interno desta Corte. Inviável, portanto, o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Rcl nº 8.665/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/10/09). “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1º, do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 490.720/MS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1º/2/08). As razões expendidas na petição recursal não são suficientes para infirmar os fundamentos pelos quais assentei a negativa de seguimento à reclamação constitucional, quais sejam, de que: a) inexiste usurpação da competência do STF, porquanto o julgamento do agravo interno é de competência do órgão colegiado a que vinculada a autoridade judiciária que proferiu a decisão negativa de seguimento ao recurso extraordinário com fundamento na sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 1.030, I, a, e § 2º c/c o art. 1.021, ambos do CPC, e b) o reclamante não logrou demonstrar a existência de teratologia ou peculiaridades que tornassem incorreta a aplicação do Tema nº 26 de repercussão geral no caso em análise. Portanto, os fundamentos da decisão agravada subsistem na íntegra, dos quais destaco: “O Processo nº 1002240-85.2016.8.26.0356 foi julgado procedente, condenando-se a SPPREV ao recálculo do benefício de aposentadoria concedido ao autor da ação, policial civil, (Wanderley Debortolo), pautando-se na Lei Complementar nº 51/85, com as garantias da integralidade e da paridade de vencimentos com os servidores ativos. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Rcl nº 8.665/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/10/09). “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1º, do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 490.720/MS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1º/2/08). As razões expendidas na petição recursal não são suficientes para infirmar os fundamentos pelos quais assentei a negativa de seguimento à reclamação constitucional, quais sejam, de que: a) inexiste usurpação da competência do STF, porquanto o julgamento do agravo interno é de competência do órgão colegiado a que vinculada a autoridade judiciária que proferiu a decisão negativa de seguimento ao recurso extraordinário com fundamento na sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 1.030, I, a, e § 2º c/c o art. 1.021, ambos do CPC, e b) o reclamante não logrou demonstrar a existência de teratologia ou peculiaridades que tornassem incorreta a aplicação do Tema nº 26 de repercussão geral no caso em análise. Portanto, os fundamentos da decisão agravada subsistem na íntegra, dos quais destaco: “O Processo nº 1002240-85.2016.8.26.0356 foi julgado procedente, condenando-se a SPPREV ao recálculo do benefício de aposentadoria concedido ao autor da ação, policial civil, (Wanderley Debortolo), pautando-se na Lei Complementar nº 51/85, com as garantias da integralidade e da paridade de vencimentos com os servidores ativos. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP O entendimento monocrático foi mantido pelo Colégio Recursal de Andradina, em acórdão assim ementado: ‘RECURSO INOMINADO INVESTIGADOR DE POLÍCIA APOSENTADO PRETENSÃO AO RECONHECIMENTO DO DIREITO À APOSENTADORIA NOS MOLDES DAS LEIS COMPLEMENTARES NºS 51/85 E 144/14 ADMISSIBILIDADE PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS AUTOR QUE INGRESSOU NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DO ADVENTO DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 41/2003 MANUTENÇÃO DO R. DECISUM, NOS TERMOS DO ARTIGO 46, DA LEI Nº 9.099/1995 - RECURSO CONHECIDO, MAS NÃO PROVIDO.’ Opostos embargos de declaração com o objetivo de que fosse aplicada a Lei nº 11.960/2009, foram conhecidos e providos em acórdão assim ementado: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INVESTIGADOR DE POLÍCIA APOSENTADO PRETENSÃO AO RECONHECIMENTO DO DIREITO À APOSENTADORIA NOS MOLDES DAS LEIS COMPLEMENTARES NºS 51/85 E 144/14 RECURSO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NOS ARTIGOS 994, INCISO IV E 1.022, INCISO II, DO NCPC PRETENSÃO À APLICAÇÃO DA LEI Nº 11.960/2009, NO TOCANTE AOS CONSECTÁRIOS LEGAIS RECURSO CONHECIDO, E PROVIDO.’ Interposto recurso extraordinário, a Corte de origem negou-lhe seguimento em primeiro juízo de admissibilidade, aplicando norma de interpretação fixada em precedente do STF de observância obrigatória pelos demais órgãos do Poder Judiciário, porquanto decidido na sistemática da repercussão 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP O entendimento monocrático foi mantido pelo Colégio Recursal de Andradina, em acórdão assim ementado: ‘RECURSO INOMINADO INVESTIGADOR DE POLÍCIA APOSENTADO PRETENSÃO AO RECONHECIMENTO DO DIREITO À APOSENTADORIA NOS MOLDES DAS LEIS COMPLEMENTARES NºS 51/85 E 144/14 ADMISSIBILIDADE PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS AUTOR QUE INGRESSOU NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DO ADVENTO DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 41/2003 MANUTENÇÃO DO R. DECISUM, NOS TERMOS DO ARTIGO 46, DA LEI Nº 9.099/1995 - RECURSO CONHECIDO, MAS NÃO PROVIDO.’ Opostos embargos de declaração com o objetivo de que fosse aplicada a Lei nº 11.960/2009, foram conhecidos e providos em acórdão assim ementado: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INVESTIGADOR DE POLÍCIA APOSENTADO PRETENSÃO AO RECONHECIMENTO DO DIREITO À APOSENTADORIA NOS MOLDES DAS LEIS COMPLEMENTARES NºS 51/85 E 144/14 RECURSO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NOS ARTIGOS 994, INCISO IV E 1.022, INCISO II, DO NCPC PRETENSÃO À APLICAÇÃO DA LEI Nº 11.960/2009, NO TOCANTE AOS CONSECTÁRIOS LEGAIS RECURSO CONHECIDO, E PROVIDO.’ Interposto recurso extraordinário, a Corte de origem negou-lhe seguimento em primeiro juízo de admissibilidade, aplicando norma de interpretação fixada em precedente do STF de observância obrigatória pelos demais órgãos do Poder Judiciário, porquanto decidido na sistemática da repercussão 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP geral, a saber: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. RECEPÇÃO CONSTITUCIONAL DO ART. 1º, INC. I, DA LEI COMPLEMENTAR N. 51/1985. ADOÇÃO DE REQUISITOS E CRITÉRIOS DIFERENCIADOS PARA A CONCESSÃO DE APOSENTADORIA A SERVIDORES CUJAS ATIVIDADES NÃO SÃO EXERCIDAS EXCLUSIVAMENTE SOB CONDIÇÕES ESPECIAIS QUE PREJUDIQUEM A SAÚDE OU A INTEGRIDADE FÍSICA. 1. Reiteração do posicionamento assentado no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.817, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, da recepção do inc. I do art. 1O da Lei Complementar n. 51/1985 pela Constituição. 2. O Tribunal a quo reconheceu, corretamente, o direito do Recorrido de se aposentar na forma especial prevista na Lei Complementar 51/1985, por terem sido cumpridos todos os requisitos exigidos pela lei. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ (RE nº 567.110/AC-RG, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 11/4/11– Tema nº 26). Em face à decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento no art. 1.030, I, ‘a’, do CPC, a SPPREV interpôs agravo em recurso extraordinário (art. 1.042 do CPC), o qual, por ser manifestamente incabível, não foi conhecido. Não se conformando com a decisão, a SPPREV opôs embargos de declaração, os quais foram conhecidos e desprovidos. Tão somente após o julgamento dos aclaratórios manejados em face de decisão que não conheceu do agravo do art. 1.042 interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento na sistemática da repercussão geral, é que o ora reclamante aviou o recurso de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP geral, a saber: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. RECEPÇÃO CONSTITUCIONAL DO ART. 1º, INC. I, DA LEI COMPLEMENTAR N. 51/1985. ADOÇÃO DE REQUISITOS E CRITÉRIOS DIFERENCIADOS PARA A CONCESSÃO DE APOSENTADORIA A SERVIDORES CUJAS ATIVIDADES NÃO SÃO EXERCIDAS EXCLUSIVAMENTE SOB CONDIÇÕES ESPECIAIS QUE PREJUDIQUEM A SAÚDE OU A INTEGRIDADE FÍSICA. 1. Reiteração do posicionamento assentado no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.817, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, da recepção do inc. I do art. 1O da Lei Complementar n. 51/1985 pela Constituição. 2. O Tribunal a quo reconheceu, corretamente, o direito do Recorrido de se aposentar na forma especial prevista na Lei Complementar 51/1985, por terem sido cumpridos todos os requisitos exigidos pela lei. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ (RE nº 567.110/AC-RG, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 11/4/11– Tema nº 26). Em face à decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento no art. 1.030, I, ‘a’, do CPC, a SPPREV interpôs agravo em recurso extraordinário (art. 1.042 do CPC), o qual, por ser manifestamente incabível, não foi conhecido. Não se conformando com a decisão, a SPPREV opôs embargos de declaração, os quais foram conhecidos e desprovidos. Tão somente após o julgamento dos aclaratórios manejados em face de decisão que não conheceu do agravo do art. 1.042 interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento na sistemática da repercussão geral, é que o ora reclamante aviou o recurso de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP agravo interno, conforme determina o art. 1.021 do CPC. No entanto, o agravo interno foi desprovido, com fundamento na aplicabilidade do RE nº 567.110/AC-RG. O acórdão restou assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO. DECISÃO DENEGATÓRIA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. Considerando estar o v. Acórdão em harmonia com o julgamento do mérito do RE nº 567.110, em assunto submetido à sistemática da repercussão geral, Tema 26 - Concessão de aposentadoria especial a policiais civis nos termos da Lei Complementar nº 51/1985, e como o caso sub examine amolda-se a esse tema, com o permissivo do artigo 1030, I, letra ‘a’, do Código de Processo Civil, foi negado seguimento ao recurso extraordinário interposto. Equivocado o entendimento do agravante quando aduz tratar-se de matéria diversa daquela versada no RE 567.110. Isto porque o acórdão recorrido é claro ao apreciar a questão sob a ótica da Lei Complementar 51/1985, mesmo tema objeto do recurso extraordinário onde verificou-se haver repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal. Agravo não provido.’ Não há usurpação da competência do STF, porquanto a hipótese dos autos é regida pelo inciso I, alínea a e §2º, ambos do art. 1.030 do CPC, que prescreve o cabimento de agravo interno contra despacho de inadmissibilidade de recurso extraordinário ‘que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso extraordinário interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral’, cuja competência para julgamento é do órgão colegiado a que vinculada a autoridade judiciária que proferiu o despacho, conforme disposto no art. 1.021 do CPC. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP agravo interno, conforme determina o art. 1.021 do CPC. No entanto, o agravo interno foi desprovido, com fundamento na aplicabilidade do RE nº 567.110/AC-RG. O acórdão restou assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO. DECISÃO DENEGATÓRIA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. Considerando estar o v. Acórdão em harmonia com o julgamento do mérito do RE nº 567.110, em assunto submetido à sistemática da repercussão geral, Tema 26 - Concessão de aposentadoria especial a policiais civis nos termos da Lei Complementar nº 51/1985, e como o caso sub examine amolda-se a esse tema, com o permissivo do artigo 1030, I, letra ‘a’, do Código de Processo Civil, foi negado seguimento ao recurso extraordinário interposto. Equivocado o entendimento do agravante quando aduz tratar-se de matéria diversa daquela versada no RE 567.110. Isto porque o acórdão recorrido é claro ao apreciar a questão sob a ótica da Lei Complementar 51/1985, mesmo tema objeto do recurso extraordinário onde verificou-se haver repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal. Agravo não provido.’ Não há usurpação da competência do STF, porquanto a hipótese dos autos é regida pelo inciso I, alínea a e §2º, ambos do art. 1.030 do CPC, que prescreve o cabimento de agravo interno contra despacho de inadmissibilidade de recurso extraordinário ‘que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso extraordinário interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral’, cuja competência para julgamento é do órgão colegiado a que vinculada a autoridade judiciária que proferiu o despacho, conforme disposto no art. 1.021 do CPC. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP A disciplina legal acima referida corrobora o entendimento firmado nesta Suprema Corte quando da edição da EC nº 45/04 e da Lei nº 11.418/06 (com que se instituiu a sistemática da repercussão geral na ordem jurídica), mitigando o entendimento consubstanciado na Súmula nº 727/ STF (AI nº 760.358/SE-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes e Reclamações nºs 7.569/SP e 7.547/SP, Rel. Min. Ellen Gracie). Vide precedentes do Supremo Tribunal Federal nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não é cabível a reclamação para corrigir eventual equívoco na aplicação da repercussão geral pela Corte de origem. II Agravo improvido’ (Rcl nº 11.250/RS-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 1º/7/11). 'PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DECISÃO DO JUÍZO OU TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. IMPOSSIBILIDADE DE IMPUGNAÇÃO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES DO TRIBUNAL PLENO. 1. O Plenário desta Corte assentou o entendimento de que não cabe qualquer recurso ao Supremo da decisão do Juízo de origem que nega a admissão do recurso extraordinário com base em precedente produzido sob a sistemática da repercussão geral. 2. Independentemente do nome dado à impugnação (agravo, agravo interno, agravo regimental, agravo do art. 544 do CPC, agravo de instrumento, pedido de reconsideração), cabe ao órgão que proferiu a decisão 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP A disciplina legal acima referida corrobora o entendimento firmado nesta Suprema Corte quando da edição da EC nº 45/04 e da Lei nº 11.418/06 (com que se instituiu a sistemática da repercussão geral na ordem jurídica), mitigando o entendimento consubstanciado na Súmula nº 727/ STF (AI nº 760.358/SE-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes e Reclamações nºs 7.569/SP e 7.547/SP, Rel. Min. Ellen Gracie). Vide precedentes do Supremo Tribunal Federal nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não é cabível a reclamação para corrigir eventual equívoco na aplicação da repercussão geral pela Corte de origem. II Agravo improvido’ (Rcl nº 11.250/RS-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 1º/7/11). 'PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DECISÃO DO JUÍZO OU TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. IMPOSSIBILIDADE DE IMPUGNAÇÃO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES DO TRIBUNAL PLENO. 1. O Plenário desta Corte assentou o entendimento de que não cabe qualquer recurso ao Supremo da decisão do Juízo de origem que nega a admissão do recurso extraordinário com base em precedente produzido sob a sistemática da repercussão geral. 2. Independentemente do nome dado à impugnação (agravo, agravo interno, agravo regimental, agravo do art. 544 do CPC, agravo de instrumento, pedido de reconsideração), cabe ao órgão que proferiu a decisão 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP agravada analisar as razões da parte vencida. 3. A decisão do Juízo de origem que mantém a inadmissão respeita esse procedimento e não é passível de mais nenhum recurso. 4. Em caso de nova insurgência, cumpre à instância de origem certificar o trânsito em julgado. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Rcl nº 22.881/PR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 8/3/16). ‘DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. NEGLIGÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO DE COMUNICAR VEÍCULO LOCALIZADO APÓS FURTO. AGRAVO REGIMENTAL. REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 04.6.2014. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso agravo e reclamação contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do CPC) aplicada pelo Tribunal de origem, observado como marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie’ (art. 328 do RISTF). 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (ARE nº 927.100/RS-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 15/2/16). Ademais, o reclamante não logrou demonstrar a existência de teratologia na aplicação do Tema nº 26 de repercussão geral pelo COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA/SP para negar 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP agravada analisar as razões da parte vencida. 3. A decisão do Juízo de origem que mantém a inadmissão respeita esse procedimento e não é passível de mais nenhum recurso. 4. Em caso de nova insurgência, cumpre à instância de origem certificar o trânsito em julgado. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Rcl nº 22.881/PR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 8/3/16). ‘DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. NEGLIGÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO DE COMUNICAR VEÍCULO LOCALIZADO APÓS FURTO. AGRAVO REGIMENTAL. REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 04.6.2014. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso agravo e reclamação contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do CPC) aplicada pelo Tribunal de origem, observado como marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie’ (art. 328 do RISTF). 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (ARE nº 927.100/RS-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 15/2/16). Ademais, o reclamante não logrou demonstrar a existência de teratologia na aplicação do Tema nº 26 de repercussão geral pelo COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA/SP para negar 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP seguimento a recurso extraordinário que tem como objeto o recálculo do benefício de aposentadoria especial concedido a policial civil nos termos da Lei Complementar nº 51/95. A propósito, destaque-se: ‘Alega o autor que em 25.10.1988 foi admitido a ocupar cargo público de investigador de polícia, tendo completado 20 (vinte) anos de serviço em cargo de natureza estritamente policial e 10 (dez) anos de atividades particulares. Ocorre que, a época de sua aposentadoria, foi aplicada a Lei Complementar 10.887/04, e não as Leis Complementares 51/85 e 144/14, que regulam a aposentadoria de servidores públicos policiais e lhes garante proventos integrais e paridade remuneratória. Pretende a declaração do seu direito a aposentadoria de acordo com as referidas normas e a condenação da requerida no pagamento da diferença entre os benefícios. O artigo 40, §4º, inciso III, da CF, com a redação dada pela EC 47/05, garante a aposentadoria especial aos servidores cujas ‘atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física’, nos termos definidos em lei complementar. O artigo 126, §4º, item 3, da Constituição Paulista, com redação da EC 21/2006, repete aquele dispositivo. A Lei Complementar nº 51/85, em sua redação original, estabelecia que o policial será aposentado ‘voluntariamente, com proventos integrais, após 30 (trinta) anos de serviço, desde que conte, pelo menos, 20 (vinte) anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial’. A recepção desse dispositivo pela CF/88 foi reconhecida pelo STF na ADI 3817/DF, Relatora Ministra Cármen Lúcia. No RE 567110/AC, Tribunal Pleno, Relatora Ministra Cármen Lúcia, julgado em 13/10/2010, foi reconhecida a repercussão geral da concessão de aposentadoria especial a policiais civis, nos termos da LC 51/85. A atual redação do artigo 1º da Lei 51/85, dada pela 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP seguimento a recurso extraordinário que tem como objeto o recálculo do benefício de aposentadoria especial concedido a policial civil nos termos da Lei Complementar nº 51/95. A propósito, destaque-se: ‘Alega o autor que em 25.10.1988 foi admitido a ocupar cargo público de investigador de polícia, tendo completado 20 (vinte) anos de serviço em cargo de natureza estritamente policial e 10 (dez) anos de atividades particulares. Ocorre que, a época de sua aposentadoria, foi aplicada a Lei Complementar 10.887/04, e não as Leis Complementares 51/85 e 144/14, que regulam a aposentadoria de servidores públicos policiais e lhes garante proventos integrais e paridade remuneratória. Pretende a declaração do seu direito a aposentadoria de acordo com as referidas normas e a condenação da requerida no pagamento da diferença entre os benefícios. O artigo 40, §4º, inciso III, da CF, com a redação dada pela EC 47/05, garante a aposentadoria especial aos servidores cujas ‘atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física’, nos termos definidos em lei complementar. O artigo 126, §4º, item 3, da Constituição Paulista, com redação da EC 21/2006, repete aquele dispositivo. A Lei Complementar nº 51/85, em sua redação original, estabelecia que o policial será aposentado ‘voluntariamente, com proventos integrais, após 30 (trinta) anos de serviço, desde que conte, pelo menos, 20 (vinte) anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial’. A recepção desse dispositivo pela CF/88 foi reconhecida pelo STF na ADI 3817/DF, Relatora Ministra Cármen Lúcia. No RE 567110/AC, Tribunal Pleno, Relatora Ministra Cármen Lúcia, julgado em 13/10/2010, foi reconhecida a repercussão geral da concessão de aposentadoria especial a policiais civis, nos termos da LC 51/85. A atual redação do artigo 1º da Lei 51/85, dada pela 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP LC 144/14, de 15.05.2014, prevê que o servidor público policial será aposentado: ‘II voluntariamente, com proventos integrais, independentemente da idade; A) após 30 (trinta) anos de contribuição, desde que conte, pelo menos, 20 (vinte) anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial, se homem; B) após 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, desde que conte, pelo menos, 15 (quinze) anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial, se mulher’. É incontroverso nos autos que o autor da ação, investigador de polícia inativo, preenche os requisitos da LC 51/85 para a concessão de sua aposentadoria. No âmbito do Estado de São Paulo, foi editada a LC 1062/08 (artigo 2º), que concede aos policiais civis do Estado aposentadoria voluntária desde que preenchidos, cumulativamente, tempo de contribuição (30 anos de contribuição previdenciária), tempo de efetivo exercício em cargo de natureza estritamente policial (20 anos) e requisitos de idade (cinquenta e cinco anos de idade, se homem, e cinquenta anos de idade, se mulher). Os que ingressaram na carreira antes da vigência da EC nº 41/2003, como é o caso do autor da ação (conforme fls. 20/21), sujeitam-se apenas à comprovação dos 30 anos de contribuição previdenciária e 20 anos de efetivo exercício em atividade estritamente policial (artigo 3º). Tal diploma deve ser interpretado em consonância com a LC 51/85, norma geral que, já na redação original, recepcionada pela CF/88, assegurava a integralidade. Entendimento contrário çimplica afronta ao artigo 24, XVI, parágrafos 1º e 2º, da CF. Ressalte-se que, para os servidores que ingressaram no serviço público antes de 1988, a integralidade dos proventos e a paridade remuneratória também estão 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP LC 144/14, de 15.05.2014, prevê que o servidor público policial será aposentado: ‘II voluntariamente, com proventos integrais, independentemente da idade; A) após 30 (trinta) anos de contribuição, desde que conte, pelo menos, 20 (vinte) anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial, se homem; B) após 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, desde que conte, pelo menos, 15 (quinze) anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial, se mulher’. É incontroverso nos autos que o autor da ação, investigador de polícia inativo, preenche os requisitos da LC 51/85 para a concessão de sua aposentadoria. No âmbito do Estado de São Paulo, foi editada a LC 1062/08 (artigo 2º), que concede aos policiais civis do Estado aposentadoria voluntária desde que preenchidos, cumulativamente, tempo de contribuição (30 anos de contribuição previdenciária), tempo de efetivo exercício em cargo de natureza estritamente policial (20 anos) e requisitos de idade (cinquenta e cinco anos de idade, se homem, e cinquenta anos de idade, se mulher). Os que ingressaram na carreira antes da vigência da EC nº 41/2003, como é o caso do autor da ação (conforme fls. 20/21), sujeitam-se apenas à comprovação dos 30 anos de contribuição previdenciária e 20 anos de efetivo exercício em atividade estritamente policial (artigo 3º). Tal diploma deve ser interpretado em consonância com a LC 51/85, norma geral que, já na redação original, recepcionada pela CF/88, assegurava a integralidade. Entendimento contrário çimplica afronta ao artigo 24, XVI, parágrafos 1º e 2º, da CF. Ressalte-se que, para os servidores que ingressaram no serviço público antes de 1988, a integralidade dos proventos e a paridade remuneratória também estão 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP asseguradas, nos termos do artigo 3º e parágrafo único da EC 47/2005. No caso dos autos, o documento de fl. 26 demonstra que o autor ingressou na carreira antes da vigência da EC nº 41/2003, isto é, em 25.10.1988. Exerceu efetivamente por mais de 20 anos cargos de natureza estritamente policial e tem mais de 30 anos de contribuição previdenciária. Preencheu, portanto, todos os requisitos da LCE 1062/08, da LC 51/85 e da EC 47/2005 para a aposentadoria especial, com proventos integrais e paridade remuneratória. O artigo 40, §§3º e 17, da CF, com redação da EC 41/2003, não se aplica à hipótese.' O reclamante defende que o recurso extraordinário por si interposto tem por fundamento a violação aos §§ 1º, 3º, 4º, 8º e 17 do art. 40 da CF/8, estando controvertido, nos autos de origem, o direito de servidor ser aposentado com integralidade e paridade de vencimentos após o advento da EC nº 41/2003.] Defende que a temática controvertida na origem foi decidida pelo STF, em precedente obrigatório da sistemática da repercussão geral (RE nº 590.260/SP-RG), no sentido de que há direito à paridade com ativos e à integralidade dos vencimentos os servidores que se vincularam ao Poder Público anteriormente à edição das EC nº 19/1998 e EC nº 41/2003, ‘desde que observadas as regras de transição especificadas nos artigos 2º e 3º da ec 47/2005, o que não aconteceu no presente caso.’ As alegações não são aptas a demonstrar a existência de peculiaridades no Processo nº 1002240-85.2016.8.26.0356, no qual se controverte a aposentadoria e servidor público policial civil, que tornem inadequada a aplicação da sistemática da repercussão geral nos autos, com fundamento no Tema nº 26, não subsistindo os argumentos relacionados à técnica do distinguishing para obter pronunciamento do STF no caso concreto. A reclamação com fundamento em precedente de 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP asseguradas, nos termos do artigo 3º e parágrafo único da EC 47/2005. No caso dos autos, o documento de fl. 26 demonstra que o autor ingressou na carreira antes da vigência da EC nº 41/2003, isto é, em 25.10.1988. Exerceu efetivamente por mais de 20 anos cargos de natureza estritamente policial e tem mais de 30 anos de contribuição previdenciária. Preencheu, portanto, todos os requisitos da LCE 1062/08, da LC 51/85 e da EC 47/2005 para a aposentadoria especial, com proventos integrais e paridade remuneratória. O artigo 40, §§3º e 17, da CF, com redação da EC 41/2003, não se aplica à hipótese.' O reclamante defende que o recurso extraordinário por si interposto tem por fundamento a violação aos §§ 1º, 3º, 4º, 8º e 17 do art. 40 da CF/8, estando controvertido, nos autos de origem, o direito de servidor ser aposentado com integralidade e paridade de vencimentos após o advento da EC nº 41/2003.] Defende que a temática controvertida na origem foi decidida pelo STF, em precedente obrigatório da sistemática da repercussão geral (RE nº 590.260/SP-RG), no sentido de que há direito à paridade com ativos e à integralidade dos vencimentos os servidores que se vincularam ao Poder Público anteriormente à edição das EC nº 19/1998 e EC nº 41/2003, ‘desde que observadas as regras de transição especificadas nos artigos 2º e 3º da ec 47/2005, o que não aconteceu no presente caso.’ As alegações não são aptas a demonstrar a existência de peculiaridades no Processo nº 1002240-85.2016.8.26.0356, no qual se controverte a aposentadoria e servidor público policial civil, que tornem inadequada a aplicação da sistemática da repercussão geral nos autos, com fundamento no Tema nº 26, não subsistindo os argumentos relacionados à técnica do distinguishing para obter pronunciamento do STF no caso concreto. A reclamação com fundamento em precedente de 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP repercussão geral não pode ser usada para subverter a nova sistemática, estando essa conclusão apoiada em reiterada jurisprudência do STF no sentido de que a reclamatória constitucional não se ‘configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado’ (Rcl nº 6.534/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe-197 de 17/10/08), tampouco se admite o seu emprego como 'sucedâneo de ação rescisória, de recursos ou de ações judiciais em geral' (Rcl nº 23.157/BA-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 7/4/2016).” Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. No caso de julgamento unânime, considerando que o uso de meios processuais manifestamente inadmissíveis gera efeitos danosos à prestação jurisdicional, tomando tempo e recursos escassos desta Corte, incide a multa do § 4º do art. 1.021 do CPC, a qual fixo em 1 (um) salário mínimo, em razão do valor irrisório da causa, cuja execução deverá ser realizada no juízo de origem. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP repercussão geral não pode ser usada para subverter a nova sistemática, estando essa conclusão apoiada em reiterada jurisprudência do STF no sentido de que a reclamatória constitucional não se ‘configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado’ (Rcl nº 6.534/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe-197 de 17/10/08), tampouco se admite o seu emprego como 'sucedâneo de ação rescisória, de recursos ou de ações judiciais em geral' (Rcl nº 23.157/BA-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 7/4/2016).” Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. No caso de julgamento unânime, considerando que o uso de meios processuais manifestamente inadmissíveis gera efeitos danosos à prestação jurisdicional, tomando tempo e recursos escassos desta Corte, incide a multa do § 4º do art. 1.021 do CPC, a qual fixo em 1 (um) salário mínimo, em razão do valor irrisório da causa, cuja execução deverá ser realizada no juízo de origem. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 17/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.073 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : WANDERLEY DEBORTOLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processo de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado do respectivo julgado o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 40C8-957C-744C-6A3B e senha A599-DC82-E73E-F82F Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.073 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : WANDERLEY DEBORTOLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processo de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado do respectivo julgado o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 40C8-957C-744C-6A3B e senha A599-DC82-E73E-F82F Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748772962
2018-09-17T00:00:00
2018-12-03T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento na sistemática da repercussão geral. RE nº 567.110/AC-RG. Ausência de teratologia. Sucedâneo recursal. Agravo regimental não provido. 1. Não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1º, RISTF. 2. Ausente a demonstração de teratologia da decisão da Corte de origem em que se aplica entendimento do STF firmado de acordo com a sistemática da repercussão geral, bem como improcedentes as razões para a superação dos precedentes obrigatórios. 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa.
sjur395776
- Acórdão(s) citado(s): (AGRAVO REGIMENTAL, IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) Rcl 8665 AgR (2ªT), RE 490720 ED (2ªT), MS 27873 AgR (TP), RE 567110 RG. - Veja RE 567110 RG do STF. Número de páginas: 15. Análise: 05/02/2019, JRS.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
30073
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004 ART-01030 INC-00001 \n LET-A PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 30073 AgR
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AGTE.(S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : WANDERLEY DEBORTOLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :WANDERLEY DEBORTOLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento na sistemática da repercussão geral. Recurso Extraordinário n 567.110/AC-RG. Ausência de teratologia. Sucedâneo recursal. Agravo regimental não provido. 1. Não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1..., RISTF. 2. Ausente a demonstração de teratologia da decisão da Corte de origem em que se aplica entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado de acordo com a sistemática da repercussão geral, bem como improcedentes as razões para a superação dos precedentes obrigatórios. 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 7 a 14/9/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de setembro de 2018. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E9-63CD-9F32-A3DD e senha EA37-BD44-458F-779C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 30073 AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E9-63CD-9F32-A3DD e senha EA37-BD44-458F-779C Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E9-63CD-9F32-A3DD e senha EA37-BD44-458F-779C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :WANDERLEY DEBORTOLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MIISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de tempestivo agravo regimental interposto por SÃO PAULO PREVIDÊNCIA (SPPREV) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, porquanto não demonstrada teratologia na aplicação do Tema n 26 de repercussão geral para negar seguimento ao recurso extraordinário interposto. O agravante limita-se à alegação de que a decisão agravada divergiu do entendimento firmado no Recurso Extraordinário n 590.260/SP-RG, colacionando resumo do julgado. Para tanto, aduz que os requisitos constantes dos arts. 2... e 3... da EC n 47/2005 não foram preenchidos pelo beneficiário da decisão reclamada. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental pelo colegiado do Supremo Tribunal Federal para se julgar procedente a reclamação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B4ED-5032-E2B2-2212 e senha 205A-2314-7BF7-2CFC Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :WANDERLEY DEBORTOLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MIISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de tempestivo agravo regimental interposto por SÃO PAULO PREVIDÊNCIA (SPPREV) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, porquanto não demonstrada teratologia na aplicação do Tema n 26 de repercussão geral para negar seguimento ao recurso extraordinário interposto. O agravante limita-se à alegação de que a decisão agravada divergiu do entendimento firmado no Recurso Extraordinário n 590.260/SP-RG, colacionando resumo do julgado. Para tanto, aduz que os requisitos constantes dos arts. 2... e 3... da EC n 47/2005 não foram preenchidos pelo beneficiário da decisão reclamada. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental pelo colegiado do Supremo Tribunal Federal para se julgar procedente a reclamação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B4ED-5032-E2B2-2212 e senha 205A-2314-7BF7-2CFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.073 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1..., de seu Regimento Interno. Vide precedentes nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. ELEIÇÃO DA MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. CANDIDATURA AVULSA PARA SUPLENTE. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Os fundamentos da decisão agravada não foram impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os argumentos apresentados na inicial. Precedentes. 2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS n 27.873/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/3/10). “Agravo regimental em reclamação. Decisão agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte. Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, § 1..., do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes. É requisito essencial do agravo regimental a apresentação das razões do pedido de reforma da decisão agravada, conforme expressa determinação do art. 317, § 1..., do Regimento Interno desta Corte. Inviável, portanto, o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.073 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1..., de seu Regimento Interno. Vide precedentes nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. ELEIÇÃO DA MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. CANDIDATURA AVULSA PARA SUPLENTE. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Os fundamentos da decisão agravada não foram impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os argumentos apresentados na inicial. Precedentes. 2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS n 27.873/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/3/10). “Agravo regimental em reclamação. Decisão agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte. Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, § 1..., do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes. É requisito essencial do agravo regimental a apresentação das razões do pedido de reforma da decisão agravada, conforme expressa determinação do art. 317, § 1..., do Regimento Interno desta Corte. Inviável, portanto, o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Rcl n 8.665/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/10/09). “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1..., do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 490.720/MS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1.../2/08). As razões expendidas na petição recursal não são suficientes para infirmar os fundamentos pelos quais assentei a negativa de seguimento à reclamação constitucional, quais sejam, de que: a) inexiste usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, porquanto o julgamento do agravo interno é de competência do órgão colegiado a que vinculada a autoridade judiciária que proferiu a decisão negativa de seguimento ao recurso extraordinário com fundamento na sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 1.030, I, a, e § 2... c/c o art. 1.021, ambos do Código de Processo Civil, e b) o reclamante não logrou demonstrar a existência de teratologia ou peculiaridades que tornassem incorreta a aplicação do Tema n 26 de repercussão geral no caso em análise. Portanto, os fundamentos da decisão agravada subsistem na íntegra, dos quais destaco: “O Processo n 1002240-85.2016.8.26.0356 foi julgado procedente, condenando-se a SPPREV ao recálculo do benefício de aposentadoria concedido ao autor da ação, policial civil, (Wanderley Debortolo), pautando-se na Lei Complementar n 51/85, com as garantias da integralidade e da paridade de vencimentos com os servidores ativos. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Rcl n 8.665/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/10/09). “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1..., do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 490.720/MS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1.../2/08). As razões expendidas na petição recursal não são suficientes para infirmar os fundamentos pelos quais assentei a negativa de seguimento à reclamação constitucional, quais sejam, de que: a) inexiste usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, porquanto o julgamento do agravo interno é de competência do órgão colegiado a que vinculada a autoridade judiciária que proferiu a decisão negativa de seguimento ao recurso extraordinário com fundamento na sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 1.030, I, a, e § 2... c/c o art. 1.021, ambos do Código de Processo Civil, e b) o reclamante não logrou demonstrar a existência de teratologia ou peculiaridades que tornassem incorreta a aplicação do Tema n 26 de repercussão geral no caso em análise. Portanto, os fundamentos da decisão agravada subsistem na íntegra, dos quais destaco: “O Processo n 1002240-85.2016.8.26.0356 foi julgado procedente, condenando-se a SPPREV ao recálculo do benefício de aposentadoria concedido ao autor da ação, policial civil, (Wanderley Debortolo), pautando-se na Lei Complementar n 51/85, com as garantias da integralidade e da paridade de vencimentos com os servidores ativos. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP O entendimento monocrático foi mantido pelo Colégio Recursal de Andradina, em acórdão assim ementado: ‘RECURSO INOMINADO INVESTIGADOR DE POLÍCIA APOSENTADO PRETENSÃO AO RECONHECIMENTO DO DIREITO À APOSENTADORIA NOS MOLDES DAS LEIS COMPLEMENTARES nS 51/85 E 144/14 ADMISSIBILIDADE PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS AUTOR QUE INGRESSOU NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DO ADVENTO DA EMENDA CONSTITUCIONAL n 41/2003 MANUTENÇÃO DO R. DECISUM, NOS TERMOS DO ARTIGO 46, DA LEI n 9.099/1995 - RECURSO CONHECIDO, MAS NÃO PROVIDO.’ Opostos embargos de declaração com o objetivo de que fosse aplicada a Lei n 11.960/2009, foram conhecidos e providos em acórdão assim ementado: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INVESTIGADOR DE POLÍCIA APOSENTADO PRETENSÃO AO RECONHECIMENTO DO DIREITO À APOSENTADORIA NOS MOLDES DAS LEIS COMPLEMENTARES nS 51/85 E 144/14 RECURSO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NOS ARTIGOS 994, INCISO IV E 1.022, INCISO II, DO NCPC PRETENSÃO À APLICAÇÃO DA LEI n 11.960/2009, NO TOCANTE AOS CONSECTÁRIOS LEGAIS RECURSO CONHECIDO, E PROVIDO.’ Interposto recurso extraordinário, a Corte de origem negou-lhe seguimento em primeiro juízo de admissibilidade, aplicando norma de interpretação fixada em precedente do Supremo Tribunal Federal de observância obrigatória pelos demais órgãos do Poder Judiciário, porquanto decidido na sistemática da repercussão 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP O entendimento monocrático foi mantido pelo Colégio Recursal de Andradina, em acórdão assim ementado: ‘RECURSO INOMINADO INVESTIGADOR DE POLÍCIA APOSENTADO PRETENSÃO AO RECONHECIMENTO DO DIREITO À APOSENTADORIA NOS MOLDES DAS LEIS COMPLEMENTARES nS 51/85 E 144/14 ADMISSIBILIDADE PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS AUTOR QUE INGRESSOU NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DO ADVENTO DA EMENDA CONSTITUCIONAL n 41/2003 MANUTENÇÃO DO R. DECISUM, NOS TERMOS DO ARTIGO 46, DA LEI n 9.099/1995 - RECURSO CONHECIDO, MAS NÃO PROVIDO.’ Opostos embargos de declaração com o objetivo de que fosse aplicada a Lei n 11.960/2009, foram conhecidos e providos em acórdão assim ementado: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INVESTIGADOR DE POLÍCIA APOSENTADO PRETENSÃO AO RECONHECIMENTO DO DIREITO À APOSENTADORIA NOS MOLDES DAS LEIS COMPLEMENTARES nS 51/85 E 144/14 RECURSO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NOS ARTIGOS 994, INCISO IV E 1.022, INCISO II, DO NCPC PRETENSÃO À APLICAÇÃO DA LEI n 11.960/2009, NO TOCANTE AOS CONSECTÁRIOS LEGAIS RECURSO CONHECIDO, E PROVIDO.’ Interposto recurso extraordinário, a Corte de origem negou-lhe seguimento em primeiro juízo de admissibilidade, aplicando norma de interpretação fixada em precedente do Supremo Tribunal Federal de observância obrigatória pelos demais órgãos do Poder Judiciário, porquanto decidido na sistemática da repercussão 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP geral, a saber: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. RECEPÇÃO CONSTITUCIONAL DO ART. 1..., INC. I, DA LEI COMPLEMENTAR N. 51/1985. ADOÇÃO DE REQUISITOS E CRITÉRIOS DIFERENCIADOS PARA A CONCESSÃO DE APOSENTADORIA A SERVIDORES CUJAS ATIVIDADES NÃO SÃO EXERCIDAS EXCLUSIVAMENTE SOB CONDIÇÕES ESPECIAIS QUE PREJUDIQUEM A SAÚDE OU A INTEGRIDADE FÍSICA. 1. Reiteração do posicionamento assentado no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.817, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, da recepção do inc. I do art. 1O da Lei Complementar n. 51/1985 pela Constituição. 2. O Tribunal a quo reconheceu, corretamente, o direito do Recorrido de se aposentar na forma especial prevista na Lei Complementar 51/1985, por terem sido cumpridos todos os requisitos exigidos pela lei. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ (Recurso Extraordinário n 567.110/AC-RG, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 11/4/11– Tema n 26). Em face à decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento no art. 1.030, I, ‘a’, do Código de Processo Civil, a SPPREV interpôs agravo em recurso extraordinário (art. 1.042 do Código de Processo Civil), o qual, por ser manifestamente incabível, não foi conhecido. Não se conformando com a decisão, a SPPREV opôs embargos de declaração, os quais foram conhecidos e desprovidos. Tão somente após o julgamento dos aclaratórios manejados em face de decisão que não conheceu do agravo do art. 1.042 interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento na sistemática da repercussão geral, é que o ora reclamante aviou o recurso de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP geral, a saber: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. RECEPÇÃO CONSTITUCIONAL DO ART. 1..., INC. I, DA LEI COMPLEMENTAR N. 51/1985. ADOÇÃO DE REQUISITOS E CRITÉRIOS DIFERENCIADOS PARA A CONCESSÃO DE APOSENTADORIA A SERVIDORES CUJAS ATIVIDADES NÃO SÃO EXERCIDAS EXCLUSIVAMENTE SOB CONDIÇÕES ESPECIAIS QUE PREJUDIQUEM A SAÚDE OU A INTEGRIDADE FÍSICA. 1. Reiteração do posicionamento assentado no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.817, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, da recepção do inc. I do art. 1O da Lei Complementar n. 51/1985 pela Constituição. 2. O Tribunal a quo reconheceu, corretamente, o direito do Recorrido de se aposentar na forma especial prevista na Lei Complementar 51/1985, por terem sido cumpridos todos os requisitos exigidos pela lei. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ (Recurso Extraordinário n 567.110/AC-RG, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 11/4/11– Tema n 26). Em face à decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento no art. 1.030, I, ‘a’, do Código de Processo Civil, a SPPREV interpôs agravo em recurso extraordinário (art. 1.042 do Código de Processo Civil), o qual, por ser manifestamente incabível, não foi conhecido. Não se conformando com a decisão, a SPPREV opôs embargos de declaração, os quais foram conhecidos e desprovidos. Tão somente após o julgamento dos aclaratórios manejados em face de decisão que não conheceu do agravo do art. 1.042 interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento na sistemática da repercussão geral, é que o ora reclamante aviou o recurso de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP agravo interno, conforme determina o art. 1.021 do Código de Processo Civil. No entanto, o agravo interno foi desprovido, com fundamento na aplicabilidade do Recurso Extraordinário n 567.110/AC-RG. O acórdão restou assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO. DECISÃO DENEGATÓRIA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. Considerando estar o v. Acórdão em harmonia com o julgamento do mérito do Recurso Extraordinário n 567.110, em assunto submetido à sistemática da repercussão geral, Tema 26 - Concessão de aposentadoria especial a policiais civis nos termos da Lei Complementar n 51/1985, e como o caso sub examine amolda-se a esse tema, com o permissivo do artigo 1030, I, letra ‘a’, do Código de Processo Civil, foi negado seguimento ao recurso extraordinário interposto. Equivocado o entendimento do agravante quando aduz tratar-se de matéria diversa daquela versada no Recurso Extraordinário 567.110. Isto porque o acórdão recorrido é claro ao apreciar a questão sob a ótica da Lei Complementar 51/1985, mesmo tema objeto do recurso extraordinário onde verificou-se haver repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal. Agravo não provido.’ Não há usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, porquanto a hipótese dos autos é regida pelo inciso I, alínea a e §2..., ambos do art. 1.030 do Código de Processo Civil, que prescreve o cabimento de agravo interno contra despacho de inadmissibilidade de recurso extraordinário ‘que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso extraordinário interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral’, cuja competência para julgamento é do órgão colegiado a que vinculada a autoridade judiciária que proferiu o despacho, conforme disposto no art. 1.021 do Código de Processo Civil. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP agravo interno, conforme determina o art. 1.021 do Código de Processo Civil. No entanto, o agravo interno foi desprovido, com fundamento na aplicabilidade do Recurso Extraordinário n 567.110/AC-RG. O acórdão restou assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO. DECISÃO DENEGATÓRIA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. Considerando estar o v. Acórdão em harmonia com o julgamento do mérito do Recurso Extraordinário n 567.110, em assunto submetido à sistemática da repercussão geral, Tema 26 - Concessão de aposentadoria especial a policiais civis nos termos da Lei Complementar n 51/1985, e como o caso sub examine amolda-se a esse tema, com o permissivo do artigo 1030, I, letra ‘a’, do Código de Processo Civil, foi negado seguimento ao recurso extraordinário interposto. Equivocado o entendimento do agravante quando aduz tratar-se de matéria diversa daquela versada no Recurso Extraordinário 567.110. Isto porque o acórdão recorrido é claro ao apreciar a questão sob a ótica da Lei Complementar 51/1985, mesmo tema objeto do recurso extraordinário onde verificou-se haver repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal. Agravo não provido.’ Não há usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, porquanto a hipótese dos autos é regida pelo inciso I, alínea a e §2..., ambos do art. 1.030 do Código de Processo Civil, que prescreve o cabimento de agravo interno contra despacho de inadmissibilidade de recurso extraordinário ‘que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso extraordinário interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral’, cuja competência para julgamento é do órgão colegiado a que vinculada a autoridade judiciária que proferiu o despacho, conforme disposto no art. 1.021 do Código de Processo Civil. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP A disciplina legal acima referida corrobora o entendimento firmado nesta Suprema Corte quando da edição da EC n 45/04 e da Lei n 11.418/06 (com que se instituiu a sistemática da repercussão geral na ordem jurídica), mitigando o entendimento consubstanciado na Súmula n 727/ Supremo Tribunal Federal (AI n 760.358/SE-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes e Reclamações ns 7.569/SP e 7.547/SP, Rel. Min. Ellen Gracie). Vide precedentes do Supremo Tribunal Federal nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não é cabível a reclamação para corrigir eventual equívoco na aplicação da repercussão geral pela Corte de origem. II Agravo improvido’ (Rcl n 11.250/RS-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 1.../7/11). 'PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DECISÃO DO JUÍZO OU TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. IMPOSSIBILIDADE DE IMPUGNAÇÃO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES DO TRIBUNAL PLENO. 1. O Plenário desta Corte assentou o entendimento de que não cabe qualquer recurso ao Supremo da decisão do Juízo de origem que nega a admissão do recurso extraordinário com base em precedente produzido sob a sistemática da repercussão geral. 2. Independentemente do nome dado à impugnação (agravo, agravo interno, agravo regimental, agravo do art. 544 do Código de Processo Civil, agravo de instrumento, pedido de reconsideração), cabe ao órgão que proferiu a decisão 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP A disciplina legal acima referida corrobora o entendimento firmado nesta Suprema Corte quando da edição da EC n 45/04 e da Lei n 11.418/06 (com que se instituiu a sistemática da repercussão geral na ordem jurídica), mitigando o entendimento consubstanciado na Súmula n 727/ Supremo Tribunal Federal (AI n 760.358/SE-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes e Reclamações ns 7.569/SP e 7.547/SP, Rel. Min. Ellen Gracie). Vide precedentes do Supremo Tribunal Federal nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não é cabível a reclamação para corrigir eventual equívoco na aplicação da repercussão geral pela Corte de origem. II Agravo improvido’ (Rcl n 11.250/RS-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 1.../7/11). 'PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DECISÃO DO JUÍZO OU TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. IMPOSSIBILIDADE DE IMPUGNAÇÃO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES DO TRIBUNAL PLENO. 1. O Plenário desta Corte assentou o entendimento de que não cabe qualquer recurso ao Supremo da decisão do Juízo de origem que nega a admissão do recurso extraordinário com base em precedente produzido sob a sistemática da repercussão geral. 2. Independentemente do nome dado à impugnação (agravo, agravo interno, agravo regimental, agravo do art. 544 do Código de Processo Civil, agravo de instrumento, pedido de reconsideração), cabe ao órgão que proferiu a decisão 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP agravada analisar as razões da parte vencida. 3. A decisão do Juízo de origem que mantém a inadmissão respeita esse procedimento e não é passível de mais nenhum recurso. 4. Em caso de nova insurgência, cumpre à instância de origem certificar o trânsito em julgado. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Rcl n 22.881/PR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 8/3/16). ‘DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. NEGLIGÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO DE COMUNICAR VEÍCULO LOCALIZADO APÓS FURTO. AGRAVO REGIMENTAL. REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 04.6.2014. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso agravo e reclamação contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do Código de Processo Civil) aplicada pelo Tribunal de origem, observado como marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie’ (art. 328 do RISTF). 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (ARE n 927.100/RS-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 15/2/16). Ademais, o reclamante não logrou demonstrar a existência de teratologia na aplicação do Tema n 26 de repercussão geral pelo COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA/SP para negar 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP agravada analisar as razões da parte vencida. 3. A decisão do Juízo de origem que mantém a inadmissão respeita esse procedimento e não é passível de mais nenhum recurso. 4. Em caso de nova insurgência, cumpre à instância de origem certificar o trânsito em julgado. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Rcl n 22.881/PR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 8/3/16). ‘DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. NEGLIGÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO DE COMUNICAR VEÍCULO LOCALIZADO APÓS FURTO. AGRAVO REGIMENTAL. REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 04.6.2014. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso agravo e reclamação contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do Código de Processo Civil) aplicada pelo Tribunal de origem, observado como marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie’ (art. 328 do RISTF). 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (ARE n 927.100/RS-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 15/2/16). Ademais, o reclamante não logrou demonstrar a existência de teratologia na aplicação do Tema n 26 de repercussão geral pelo COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA/SP para negar 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP seguimento a recurso extraordinário que tem como objeto o recálculo do benefício de aposentadoria especial concedido a policial civil nos termos da Lei Complementar n 51/95. A propósito, destaque-se: ‘Alega o autor que em 25.10.1988 foi admitido a ocupar cargo público de investigador de polícia, tendo completado 20 (vinte) anos de serviço em cargo de natureza estritamente policial e 10 (dez) anos de atividades particulares. Ocorre que, a época de sua aposentadoria, foi aplicada a Lei Complementar 10.887/04, e não as Leis Complementares 51/85 e 144/14, que regulam a aposentadoria de servidores públicos policiais e lhes garante proventos integrais e paridade remuneratória. Pretende a declaração do seu direito a aposentadoria de acordo com as referidas normas e a condenação da requerida no pagamento da diferença entre os benefícios. O artigo 40, §4..., inciso III, da Constituição Federal de 1988, com a redação dada pela EC 47/05, garante a aposentadoria especial aos servidores cujas ‘atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física’, nos termos definidos em lei complementar. O artigo 126, §4..., item 3, da Constituição Paulista, com redação da EC 21/2006, repete aquele dispositivo. A Lei Complementar n 51/85, em sua redação original, estabelecia que o policial será aposentado ‘voluntariamente, com proventos integrais, após 30 (trinta) anos de serviço, desde que conte, pelo menos, 20 (vinte) anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial’. A recepção desse dispositivo pela Constituição Federal de 1988/88 foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal na ADI 3817/DF, Relatora Ministra Cármen Lúcia. No Recurso Extraordinário 567110/AC, Tribunal Pleno, Relatora Ministra Cármen Lúcia, julgado em 13/10/2010, foi reconhecida a repercussão geral da concessão de aposentadoria especial a policiais civis, nos termos da Lei Complementar 51/85. A atual redação do artigo 1... da Lei 51/85, dada pela 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP seguimento a recurso extraordinário que tem como objeto o recálculo do benefício de aposentadoria especial concedido a policial civil nos termos da Lei Complementar n 51/95. A propósito, destaque-se: ‘Alega o autor que em 25.10.1988 foi admitido a ocupar cargo público de investigador de polícia, tendo completado 20 (vinte) anos de serviço em cargo de natureza estritamente policial e 10 (dez) anos de atividades particulares. Ocorre que, a época de sua aposentadoria, foi aplicada a Lei Complementar 10.887/04, e não as Leis Complementares 51/85 e 144/14, que regulam a aposentadoria de servidores públicos policiais e lhes garante proventos integrais e paridade remuneratória. Pretende a declaração do seu direito a aposentadoria de acordo com as referidas normas e a condenação da requerida no pagamento da diferença entre os benefícios. O artigo 40, §4..., inciso III, da Constituição Federal de 1988, com a redação dada pela EC 47/05, garante a aposentadoria especial aos servidores cujas ‘atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física’, nos termos definidos em lei complementar. O artigo 126, §4..., item 3, da Constituição Paulista, com redação da EC 21/2006, repete aquele dispositivo. A Lei Complementar n 51/85, em sua redação original, estabelecia que o policial será aposentado ‘voluntariamente, com proventos integrais, após 30 (trinta) anos de serviço, desde que conte, pelo menos, 20 (vinte) anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial’. A recepção desse dispositivo pela Constituição Federal de 1988/88 foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal na ADI 3817/DF, Relatora Ministra Cármen Lúcia. No Recurso Extraordinário 567110/AC, Tribunal Pleno, Relatora Ministra Cármen Lúcia, julgado em 13/10/2010, foi reconhecida a repercussão geral da concessão de aposentadoria especial a policiais civis, nos termos da Lei Complementar 51/85. A atual redação do artigo 1... da Lei 51/85, dada pela 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP Lei Complementar 144/14, de 15.05.2014, prevê que o servidor público policial será aposentado: ‘II voluntariamente, com proventos integrais, independentemente da idade; A) após 30 (trinta) anos de contribuição, desde que conte, pelo menos, 20 (vinte) anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial, se homem; B) após 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, desde que conte, pelo menos, 15 (quinze) anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial, se mulher’. É incontroverso nos autos que o autor da ação, investigador de polícia inativo, preenche os requisitos da Lei Complementar 51/85 para a concessão de sua aposentadoria. No âmbito do Estado de São Paulo, foi editada a Lei Complementar 1062/08 (artigo 2...), que concede aos policiais civis do Estado aposentadoria voluntária desde que preenchidos, cumulativamente, tempo de contribuição (30 anos de contribuição previdenciária), tempo de efetivo exercício em cargo de natureza estritamente policial (20 anos) e requisitos de idade (cinquenta e cinco anos de idade, se homem, e cinquenta anos de idade, se mulher). Os que ingressaram na carreira antes da vigência da EC n 41/2003, como é o caso do autor da ação (conforme fls. 20/21), sujeitam-se apenas à comprovação dos 30 anos de contribuição previdenciária e 20 anos de efetivo exercício em atividade estritamente policial (artigo 3...). Tal diploma deve ser interpretado em consonância com a Lei Complementar 51/85, norma geral que, já na redação original, recepcionada pela Constituição Federal de 1988/88, assegurava a integralidade. Entendimento contrário çimplica afronta ao artigo 24, XVI, parágrafos 1... e 2..., da Constituição Federal de 1988. Ressalte-se que, para os servidores que ingressaram no serviço público antes de 1988, a integralidade dos proventos e a paridade remuneratória também estão 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP Lei Complementar 144/14, de 15.05.2014, prevê que o servidor público policial será aposentado: ‘II voluntariamente, com proventos integrais, independentemente da idade; A) após 30 (trinta) anos de contribuição, desde que conte, pelo menos, 20 (vinte) anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial, se homem; B) após 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, desde que conte, pelo menos, 15 (quinze) anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial, se mulher’. É incontroverso nos autos que o autor da ação, investigador de polícia inativo, preenche os requisitos da Lei Complementar 51/85 para a concessão de sua aposentadoria. No âmbito do Estado de São Paulo, foi editada a Lei Complementar 1062/08 (artigo 2...), que concede aos policiais civis do Estado aposentadoria voluntária desde que preenchidos, cumulativamente, tempo de contribuição (30 anos de contribuição previdenciária), tempo de efetivo exercício em cargo de natureza estritamente policial (20 anos) e requisitos de idade (cinquenta e cinco anos de idade, se homem, e cinquenta anos de idade, se mulher). Os que ingressaram na carreira antes da vigência da EC n 41/2003, como é o caso do autor da ação (conforme fls. 20/21), sujeitam-se apenas à comprovação dos 30 anos de contribuição previdenciária e 20 anos de efetivo exercício em atividade estritamente policial (artigo 3...). Tal diploma deve ser interpretado em consonância com a Lei Complementar 51/85, norma geral que, já na redação original, recepcionada pela Constituição Federal de 1988/88, assegurava a integralidade. Entendimento contrário çimplica afronta ao artigo 24, XVI, parágrafos 1... e 2..., da Constituição Federal de 1988. Ressalte-se que, para os servidores que ingressaram no serviço público antes de 1988, a integralidade dos proventos e a paridade remuneratória também estão 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP asseguradas, nos termos do artigo 3... e parágrafo único da EC 47/2005. No caso dos autos, o documento de fl. 26 demonstra que o autor ingressou na carreira antes da vigência da EC n 41/2003, isto é, em 25.10.1988. Exerceu efetivamente por mais de 20 anos cargos de natureza estritamente policial e tem mais de 30 anos de contribuição previdenciária. Preencheu, portanto, todos os requisitos da LCE 1062/08, da Lei Complementar 51/85 e da EC 47/2005 para a aposentadoria especial, com proventos integrais e paridade remuneratória. O artigo 40, §§3... e 17, da Constituição Federal de 1988, com redação da EC 41/2003, não se aplica à hipótese.' O reclamante defende que o recurso extraordinário por si interposto tem por fundamento a violação aos §§ 1..., 3..., 4..., 8... e 17 do art. 40 da Constituição Federal de 1988/8, estando controvertido, nos autos de origem, o direito de servidor ser aposentado com integralidade e paridade de vencimentos após o advento da EC n 41/2003.] Defende que a temática controvertida na origem foi decidida pelo Supremo Tribunal Federal, em precedente obrigatório da sistemática da repercussão geral (Recurso Extraordinário n 590.260/SP-RG), no sentido de que há direito à paridade com ativos e à integralidade dos vencimentos os servidores que se vincularam ao Poder Público anteriormente à edição das EC n 19/1998 e EC n 41/2003, ‘desde que observadas as regras de transição especificadas nos artigos 2... e 3... da ec 47/2005, o que não aconteceu no presente caso.’ As alegações não são aptas a demonstrar a existência de peculiaridades no Processo n 1002240-85.2016.8.26.0356, no qual se controverte a aposentadoria e servidor público policial civil, que tornem inadequada a aplicação da sistemática da repercussão geral nos autos, com fundamento no Tema n 26, não subsistindo os argumentos relacionados à técnica do distinguishing para obter pronunciamento do Supremo Tribunal Federal no caso concreto. A reclamação com fundamento em precedente de 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP asseguradas, nos termos do artigo 3... e parágrafo único da EC 47/2005. No caso dos autos, o documento de fl. 26 demonstra que o autor ingressou na carreira antes da vigência da EC n 41/2003, isto é, em 25.10.1988. Exerceu efetivamente por mais de 20 anos cargos de natureza estritamente policial e tem mais de 30 anos de contribuição previdenciária. Preencheu, portanto, todos os requisitos da LCE 1062/08, da Lei Complementar 51/85 e da EC 47/2005 para a aposentadoria especial, com proventos integrais e paridade remuneratória. O artigo 40, §§3... e 17, da Constituição Federal de 1988, com redação da EC 41/2003, não se aplica à hipótese.' O reclamante defende que o recurso extraordinário por si interposto tem por fundamento a violação aos §§ 1..., 3..., 4..., 8... e 17 do art. 40 da Constituição Federal de 1988/8, estando controvertido, nos autos de origem, o direito de servidor ser aposentado com integralidade e paridade de vencimentos após o advento da EC n 41/2003.] Defende que a temática controvertida na origem foi decidida pelo Supremo Tribunal Federal, em precedente obrigatório da sistemática da repercussão geral (Recurso Extraordinário n 590.260/SP-RG), no sentido de que há direito à paridade com ativos e à integralidade dos vencimentos os servidores que se vincularam ao Poder Público anteriormente à edição das EC n 19/1998 e EC n 41/2003, ‘desde que observadas as regras de transição especificadas nos artigos 2... e 3... da ec 47/2005, o que não aconteceu no presente caso.’ As alegações não são aptas a demonstrar a existência de peculiaridades no Processo n 1002240-85.2016.8.26.0356, no qual se controverte a aposentadoria e servidor público policial civil, que tornem inadequada a aplicação da sistemática da repercussão geral nos autos, com fundamento no Tema n 26, não subsistindo os argumentos relacionados à técnica do distinguishing para obter pronunciamento do Supremo Tribunal Federal no caso concreto. A reclamação com fundamento em precedente de 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 30073 AGR / SP repercussão geral não pode ser usada para subverter a nova sistemática, estando essa conclusão apoiada em reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a reclamatória constitucional não se ‘configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado’ (Rcl n 6.534/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe-197 de 17/10/08), tampouco se admite o seu emprego como 'sucedâneo de ação rescisória, de recursos ou de ações judiciais em geral' (Rcl n 23.157/BA-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 7/4/2016).” Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. No caso de julgamento unânime, considerando que o uso de meios processuais manifestamente inadmissíveis gera efeitos danosos à prestação jurisdicional, tomando tempo e recursos escassos desta Corte, incide a multa do § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, a qual fixo em 1 (um) salário mínimo, em razão do valor irrisório da causa, cuja execução deverá ser realizada no juízo de origem. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Supremo Tribunal Federal RCL 30073 AGR / SP repercussão geral não pode ser usada para subverter a nova sistemática, estando essa conclusão apoiada em reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a reclamatória constitucional não se ‘configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado’ (Rcl n 6.534/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe-197 de 17/10/08), tampouco se admite o seu emprego como 'sucedâneo de ação rescisória, de recursos ou de ações judiciais em geral' (Rcl n 23.157/BA-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 7/4/2016).” Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. No caso de julgamento unânime, considerando que o uso de meios processuais manifestamente inadmissíveis gera efeitos danosos à prestação jurisdicional, tomando tempo e recursos escassos desta Corte, incide a multa do § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, a qual fixo em 1 (um) salário mínimo, em razão do valor irrisório da causa, cuja execução deverá ser realizada no juízo de origem. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-83A5-92C7-EF88 e senha 871E-231A-9A7E-7004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 17/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.073 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : WANDERLEY DEBORTOLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processo de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado do respectivo julgado o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 40C8-957C-744C-6A3B e senha A599-DC82-E73E-F82F Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.073 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : WANDERLEY DEBORTOLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processo de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado do respectivo julgado o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 40C8-957C-744C-6A3B e senha A599-DC82-E73E-F82F Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 30 . 073", "Recurso Extraordinário n 567 . 110 / AC - RG", "Recurso Extraordinário n 590 . 260 / SP - RG", "Recurso Extraordinário n 590 . 260 / SP - RG", "MS n 27 . 873 / DF - AgR", "HC 98 . 893", "RECLAMAÇÃO", "MS n 27 . 873 / DF - AgR", "HC 98 . 893", "Rcl n 8 . 665 / MG - AgR", "Recurso Extraordinário n 490 . 720 / MS - ED", "Processo n 1002240 - 85 . 2016 . 8 . 26 . 0356", "Rcl n 8 . 665 / MG - AgR", "Recurso Extraordinário n 490 . 720 / MS - ED", "Processo n 1002240 - 85 . 2016 . 8 . 26 . 0356", "RCL 30073 AGR / SP", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 817", "Recurso Extraordinário n 567 . 110 / AC - RG", "RCL", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 817", "Recurso Extraordinário n 567 . 110 / AC - RG", "Recurso Extraordinário n 567 . 110 / AC - RG", "Recurso Extraordinário n 567 . 110", "Recurso Extraordinário 567 . 110", "RCL 30073", "Recurso Extraordinário n 567 . 110 / AC - RG", "Recurso Extraordinário n 567 . 110", "Recurso Extraordinário 567 . 110", "Súmula n 727 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 760 . 358 / SE - QO", "Reclamações ns 7 . 569 / SP", "7", ".", "547 / SP", "Rcl n 11 . 250 / RS - AgR", "Súmula n 727 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 760 . 358 / SE - QO", "Reclamações ns 7 . 569 / SP", "7", ".", "547 / SP", "Rcl n 11 . 250 / RS - AgR", "RCL 30073 AGR / SP", "Rcl n 22 . 881 / PR", "ARE n 927 . 100 / RS - AgR", "Rcl n 22 . 881 / PR", "ARE n 927 . 100 / RS - AgR", "ADI 3817 / DF", "Recurso Extraordinário 567110 / AC", "RCL 30073 AGR", "ADI 3817 / DF", "Recurso Extraordinário 567110 / AC", "RCL 30073", "Recurso Extraordinário n 590 . 260 / SP - RG", "Processo n 1002240 - 85 . 2016 . 8 . 26 . 0356", "RCL 30073", "Recurso Extraordinário n 590 . 260 / SP - RG", "Processo n 1002240 - 85 . 2016 . 8 . 26 .", "Rcl n 6 . 534 / MA - AgR", "Rcl n 23 . 157 / BA - AgR", "RCL 30073 AGR / SP", "Rcl n 6 . 534 / MA - AgR", "Rcl n 23 . 157 / BA - AgR", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 2 . . . e 3 . . . da", "EC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "EC n 47 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 1 . 030 , I , a , e § 2 . . . c / c o art . 1 . 021 , ambos do Código de Processo Civil", "Lei Complementar n 51 / 85", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 1 . 030 , I , a , e § 2 . . . c / c o", "art . 1 . 021 , ambos do Código de Processo Civil", "Lei Complementar n 51 / 85", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS COMPLEMENTARES nS 51 / 85", "144", "/", "14", "EMENDA CONSTITUCIONAL n 41 / 2003", "ARTIGO 46 , DA LEI n 9 . 099 / 1995", "Lei n 11 . 960 / 2009", "LEIS COMPLEMENTARES nS 51 / 85", "144", "/", "14", "ARTIGOS 994 , INCISO IV E 1 . 022 , INCISO II , DO NCPC", "LEI n 11 . 960 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS COMPLEMENTARES nS 51 / 85", "144", "/", "14", "ARTIGO 46 , DA LEI n 9 . 099 / 1995", "Lei n 11 . 960 / 2009", "LEIS COMPLEMENTARES nS 51 / 85", "144", "/", "14", "ARTIGOS 994 , INCISO IV E 1 . 022 , INCISO II , DO NCPC", "LEI n 11", ".", "960", "/", "2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . . . , INC . I , DA LEI COMPLEMENTAR N . 51 / 1985", "inc . I do art . 1O da Lei Complementar n . 51 / 1985", "Constituição", "Lei Complementar 51 / 1985", "art . 1 . 030 , I , ‘ a ’ , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . . . , INC . I , DA LEI COMPLEMENTAR N . 51 / 1985", "inc . 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Ementa e Acórdão 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) :NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. PRESCRIÇÃO. ÓBICE DA SÚMULA 691/STF. 1. O Supremo Tribunal Federal (STF) firmou orientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). 2. O pedido de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva não foi apreciado pelo Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede o imediato exame da matéria pelo STF, sob pena de indevida supressão de instância. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1D7-B40B-0B2A-2419 e senha 1347-1FD2-6E9E-2C16 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) :NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida nos autos do HC 462.492, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que os pacientes foram condenados às penas de 6 anos e 2 meses de reclusão, pela prática do crime do art. 4º, caput, da Lei 7.492/1986, e 3 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime do art. 5º, caput, da Lei n. 7.492/1986. 3. Irresignada, a defesa apelou. O Tribunal Regional Federal da 3º Região negou provimento ao recurso, de ofício, reduziu a pena de multa, e determinou a imediata execução da pena. 4. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O relator, Ministro Ribeiro Dantas, indeferiu a liminar. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante aponta que ‘os Pacientes atingiram 70 (setenta) anos de idade entre a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D4-DF7B-72B3-E6C0 e senha F1DF-115C-9A19-26D1 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) :NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida nos autos do HC 462.492, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que os pacientes foram condenados às penas de 6 anos e 2 meses de reclusão, pela prática do crime do art. 4º, caput, da Lei 7.492/1986, e 3 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime do art. 5º, caput, da Lei n. 7.492/1986. 3. Irresignada, a defesa apelou. O Tribunal Regional Federal da 3º Região negou provimento ao recurso, de ofício, reduziu a pena de multa, e determinou a imediata execução da pena. 4. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O relator, Ministro Ribeiro Dantas, indeferiu a liminar. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante aponta que ‘os Pacientes atingiram 70 (setenta) anos de idade entre a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D4-DF7B-72B3-E6C0 e senha F1DF-115C-9A19-26D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 161966 AGR / SP prolação da r. sentença de primeira instância e o v. Acórdão pelo E. Tribunal Regional Federal da 03ª Região, ou seja, a idade fora atingida enquanto ainda pendente a apreciação do mérito da ação penal, fazendo, portanto, jus à redução da prescrição na dicção do artigo 115 do Código Penal, consoante este entendimento’. 6. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem ‘a fim de ser assegurada a liberdade dos Pacientes, concedendo se a suspensão da determinação emanada pelo de ofício pelo E. Tribunal Regional Federal da 03ª Região, para cumprimento imediato e provisório da pena privativa da liberdade” e que se reconheça “a extinção da punibilidade do delito remanescente, em favor dos Pacientes, pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva retroativa da pena em concreto’. Decido. 7. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões teratológicas. 8. A hipótese de que se trata não autoriza a superação do entendimento da Súmula 691/STF. 9. Lembro a jurisprudência do Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA CONFIRMADA POR TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D4-DF7B-72B3-E6C0 e senha F1DF-115C-9A19-26D1 Supremo Tribunal Federal HC 161966 AGR / SP prolação da r. sentença de primeira instância e o v. Acórdão pelo E. Tribunal Regional Federal da 03ª Região, ou seja, a idade fora atingida enquanto ainda pendente a apreciação do mérito da ação penal, fazendo, portanto, jus à redução da prescrição na dicção do artigo 115 do Código Penal, consoante este entendimento’. 6. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem ‘a fim de ser assegurada a liberdade dos Pacientes, concedendo se a suspensão da determinação emanada pelo de ofício pelo E. Tribunal Regional Federal da 03ª Região, para cumprimento imediato e provisório da pena privativa da liberdade” e que se reconheça “a extinção da punibilidade do delito remanescente, em favor dos Pacientes, pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva retroativa da pena em concreto’. Decido. 7. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões teratológicas. 8. A hipótese de que se trata não autoriza a superação do entendimento da Súmula 691/STF. 9. Lembro a jurisprudência do Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA CONFIRMADA POR TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D4-DF7B-72B3-E6C0 e senha F1DF-115C-9A19-26D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 161966 AGR / SP sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal. 2. Habeas corpus denegado.’ 10. Entendimento, esse, confirmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao examinar as medidas cautelares nas ADCs 43 e 44, da relatoria do Min. Marco Aurélio. Jurisprudência reafirmada, em sede de repercussão geral, na análise do ARE 964.246, Rel. Min. Teori Zavascki. 11. Por outro lado, verifico que a questão relativa à prescrição da pretensão punitiva não foi apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede o imediato exame da matéria por esta Corte, sob pena de supressão de instância. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, não conheço do habeas corpus. ” 2. No presente agravo regimental, a defesa reitera que “os Pacientes (ambos) já haviam completado 70 (setenta) anos de idade, fazendo jus ao benefício do artigo 115 do Código Penal”; “que há entendimento deste Excelso Supremo Tribunal Federa l (…) em que foi assentada a tese segundo a qual a benesse do artigo 115 do Código Penal se aplica ao condenado que atingir a idade de 70 anos até o trânsito em julgado do decreto condenatório, sendo exatamente o caso sub oculi”. Prossegue a narrativa para afirmar que “em nenhum momento os Pacientes se insurgiram contra a possibilidade de execução provisória da decisão penal condenatória proferida em segundo grau de jurisdição”. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D4-DF7B-72B3-E6C0 e senha F1DF-115C-9A19-26D1 Supremo Tribunal Federal HC 161966 AGR / SP sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal. 2. Habeas corpus denegado.’ 10. Entendimento, esse, confirmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao examinar as medidas cautelares nas ADCs 43 e 44, da relatoria do Min. Marco Aurélio. Jurisprudência reafirmada, em sede de repercussão geral, na análise do ARE 964.246, Rel. Min. Teori Zavascki. 11. Por outro lado, verifico que a questão relativa à prescrição da pretensão punitiva não foi apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede o imediato exame da matéria por esta Corte, sob pena de supressão de instância. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, não conheço do habeas corpus. ” 2. No presente agravo regimental, a defesa reitera que “os Pacientes (ambos) já haviam completado 70 (setenta) anos de idade, fazendo jus ao benefício do artigo 115 do Código Penal”; “que há entendimento deste Excelso Supremo Tribunal Federa l (…) em que foi assentada a tese segundo a qual a benesse do artigo 115 do Código Penal se aplica ao condenado que atingir a idade de 70 anos até o trânsito em julgado do decreto condenatório, sendo exatamente o caso sub oculi”. Prossegue a narrativa para afirmar que “em nenhum momento os Pacientes se insurgiram contra a possibilidade de execução provisória da decisão penal condenatória proferida em segundo grau de jurisdição”. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D4-DF7B-72B3-E6C0 e senha F1DF-115C-9A19-26D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A decisão agravada apontou a inadmissibilidade da impetração contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). Demonstrou, ainda, que, no caso, as decisões das instâncias precedentes não são teratológicas ou patentemente desfundamentadas, de modo a autorizar a superação daquele enunciado sumular. 3. A jurisprudência do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki, assim ementado: “CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA CONFIRMADA POR TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal. 2. Habeas corpus denegado”. 4. Entendimento, esse, confirmado pelo Plenário do STF, ao examinar as medidas cautelares nas ADCs 43 e 44, da relatoria do Min. Marco Aurélio. Jurisprudência reafirmada, em sede de repercussão geral, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E9-D2F8-E3C3-0B6B e senha 0A70-388A-1210-6E10 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A decisão agravada apontou a inadmissibilidade da impetração contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). Demonstrou, ainda, que, no caso, as decisões das instâncias precedentes não são teratológicas ou patentemente desfundamentadas, de modo a autorizar a superação daquele enunciado sumular. 3. A jurisprudência do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki, assim ementado: “CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA CONFIRMADA POR TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal. 2. Habeas corpus denegado”. 4. Entendimento, esse, confirmado pelo Plenário do STF, ao examinar as medidas cautelares nas ADCs 43 e 44, da relatoria do Min. Marco Aurélio. Jurisprudência reafirmada, em sede de repercussão geral, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E9-D2F8-E3C3-0B6B e senha 0A70-388A-1210-6E10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 161966 AGR / SP na análise do ARE 964.246, Rel. Min. Teori Zavascki. 5. Além disso, a decisão agravada assentou que a questão quanto ao reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva não foi apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede o imediato exame da matéria por esta Corte, sob pena de supressão de instância. 6. Por fim, acrescento os seguintes trechos do parecer do Ministério Público Federal, que acolho como razões de decidir: “(…) ainda que se considere a possibilidade de a matéria relativa à prescrição poder ser conhecida de ofício e em qualquer grau de jurisdição, mesmo assim não é caso de provimento do reclamo, pois a prescrição, de fato, não se consumou. O art. 115 do Código Penal é expresso ao determinar que: ‘Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos.’ Ora, não há necessidade de maiores interpretações do texto legal para se concluir que a idade do agente, quando ultrapassar os 70 anos, deve ser considerada na data em que prolatada sentença. A data do acórdão somente será considerada, para tal efeito, quando se tratar de acórdão condenatório, pois esse substituiria a sentença penal condenatória. A pretensão da defesa não encontra respaldo nem na jurisprudência do eg. Superior Tribunal de Justiça, tampouco na mais recente jurisprudência dessa c. Corte, verbis: ‘[....] 2. Por expressa previsão do art. 115 do CP, são reduzidos pela metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, na data da sentença, maior de 70 anos. O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E9-D2F8-E3C3-0B6B e senha 0A70-388A-1210-6E10 Supremo Tribunal Federal HC 161966 AGR / SP na análise do ARE 964.246, Rel. Min. Teori Zavascki. 5. Além disso, a decisão agravada assentou que a questão quanto ao reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva não foi apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede o imediato exame da matéria por esta Corte, sob pena de supressão de instância. 6. Por fim, acrescento os seguintes trechos do parecer do Ministério Público Federal, que acolho como razões de decidir: “(…) ainda que se considere a possibilidade de a matéria relativa à prescrição poder ser conhecida de ofício e em qualquer grau de jurisdição, mesmo assim não é caso de provimento do reclamo, pois a prescrição, de fato, não se consumou. O art. 115 do Código Penal é expresso ao determinar que: ‘Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos.’ Ora, não há necessidade de maiores interpretações do texto legal para se concluir que a idade do agente, quando ultrapassar os 70 anos, deve ser considerada na data em que prolatada sentença. A data do acórdão somente será considerada, para tal efeito, quando se tratar de acórdão condenatório, pois esse substituiria a sentença penal condenatória. A pretensão da defesa não encontra respaldo nem na jurisprudência do eg. Superior Tribunal de Justiça, tampouco na mais recente jurisprudência dessa c. Corte, verbis: ‘[....] 2. Por expressa previsão do art. 115 do CP, são reduzidos pela metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, na data da sentença, maior de 70 anos. O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E9-D2F8-E3C3-0B6B e senha 0A70-388A-1210-6E10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 161966 AGR / SP acórdão confirmatório da condenação não substitui o marco de redução do prazo prescricional. Precedentes.’ (AgRg no RHC 94.376/SP, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 17/05/2018) ‘[....] 2. Segundo a jurisprudência majoritária da Corte, a regra do art. 115 do Código Penal somente é aplicada ao agente com 70 (setenta) anos na data da sentença condenatória, conforme interpretação literal do referido dispositivo legal. 3. Embargos de declaração dos quais não se conhece.’ (RE 1045217 AgR-ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 04/04/2018) Destarte, não há como se reconhecer a prescrição da pretensão punitiva estatal, como requer a defesa, tampouco afastar a execução provisória da pena determinada pelo TRF3, em total compasso com o mais atual entendimento jurisprudencial dessa c. Corte ( ARE 964.246 1 )”. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E9-D2F8-E3C3-0B6B e senha 0A70-388A-1210-6E10 Supremo Tribunal Federal HC 161966 AGR / SP acórdão confirmatório da condenação não substitui o marco de redução do prazo prescricional. Precedentes.’ (AgRg no RHC 94.376/SP, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 17/05/2018) ‘[....] 2. Segundo a jurisprudência majoritária da Corte, a regra do art. 115 do Código Penal somente é aplicada ao agente com 70 (setenta) anos na data da sentença condenatória, conforme interpretação literal do referido dispositivo legal. 3. Embargos de declaração dos quais não se conhece.’ (RE 1045217 AgR-ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 04/04/2018) Destarte, não há como se reconhecer a prescrição da pretensão punitiva estatal, como requer a defesa, tampouco afastar a execução provisória da pena determinada pelo TRF3, em total compasso com o mais atual entendimento jurisprudencial dessa c. Corte ( ARE 964.246 1 )”. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E9-D2F8-E3C3-0B6B e senha 0A70-388A-1210-6E10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) :NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BB7-5CB4-6C27-E397 e senha E476-D65D-E8D6-2076 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) :NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BB7-5CB4-6C27-E397 e senha E476-D65D-E8D6-2076 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) : NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA (193111/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CC1-87D2-CA0A-586B e senha 4AEF-ECF3-269D-EB7C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) : NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA (193111/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CC1-87D2-CA0A-586B e senha 4AEF-ECF3-269D-EB7C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748675948
2018-11-06T00:00:00
2018-11-19T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. PRESCRIÇÃO. ÓBICE DA SÚMULA 691/STF. 1. O Supremo Tribunal Federal (STF) firmou orientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). 2. O pedido de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva não foi apreciado pelo Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede o imediato exame da matéria pelo STF, sob pena de indevida supressão de instância. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur394515
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA SENTENÇA) HC 126292 (TP), ADC 43 MC (TP), ADC 44 MC (TP). Número de páginas: 9. Análise: 07/12/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
161966
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 161966 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) : NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) :NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. PRESCRIÇÃO. ÓBICE DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. 1. O Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) firmou orientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). 2. O pedido de reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva não foi apreciado pelo Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede o imediato exame da matéria pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 26 de outubro a 5 de novembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1D7-B40B-0B2A-2419 e senha 1347-1FD2-6E9E-2C16 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) :NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida nos autos do HC 462.492, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que os pacientes foram condenados às penas de 6 anos e 2 meses de reclusão, pela prática do crime do art. 4..., caput, da Lei 7.492/1986, e 3 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime do art. 5..., caput, da Lei n. 7.492/1986. 3. Irresignada, a defesa apelou. O Tribunal Regional Federal da 3... Região negou provimento ao recurso, de ofício, reduziu a pena de multa, e determinou a imediata execução da pena. 4. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O relator, Ministro Ribeiro Dantas, indeferiu a liminar. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante aponta que ‘os Pacientes atingiram 70 (setenta) anos de idade entre a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D4-DF7B-72B3-E6C0 e senha F1DF-115C-9A19-26D1 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) :NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida nos autos do HC 462.492, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que os pacientes foram condenados às penas de 6 anos e 2 meses de reclusão, pela prática do crime do art. 4..., caput, da Lei 7.492/1986, e 3 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime do art. 5..., caput, da Lei n. 7.492/1986. 3. Irresignada, a defesa apelou. O Tribunal Regional Federal da 3... Região negou provimento ao recurso, de ofício, reduziu a pena de multa, e determinou a imediata execução da pena. 4. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O relator, Ministro Ribeiro Dantas, indeferiu a liminar. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante aponta que ‘os Pacientes atingiram 70 (setenta) anos de idade entre a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D4-DF7B-72B3-E6C0 e senha F1DF-115C-9A19-26D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 161966 AGR / SP prolação da r. sentença de primeira instância e o v. Acórdão pelo E. Tribunal Regional Federal da 03... Região, ou seja, a idade fora atingida enquanto ainda pendente a apreciação do mérito da ação penal, fazendo, portanto, jus à redução da prescrição na dicção do artigo 115 do Código Penal, consoante este entendimento’. 6. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem ‘a fim de ser assegurada a liberdade dos Pacientes, concedendo se a suspensão da determinação emanada pelo de ofício pelo E. Tribunal Regional Federal da 03... Região, para cumprimento imediato e provisório da pena privativa da liberdade” e que se reconheça “a extinção da punibilidade do delito remanescente, em favor dos Pacientes, pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva retroativa da pena em concreto’. Decido. 7. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões teratológicas. 8. A hipótese de que se trata não autoriza a superação do entendimento da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. 9. Lembro a jurisprudência do Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII). SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA CONFIRMADA POR TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D4-DF7B-72B3-E6C0 e senha F1DF-115C-9A19-26D1 Supremo Tribunal Federal HC 161966 AGR / SP prolação da r. sentença de primeira instância e o v. Acórdão pelo E. Tribunal Regional Federal da 03... Região, ou seja, a idade fora atingida enquanto ainda pendente a apreciação do mérito da ação penal, fazendo, portanto, jus à redução da prescrição na dicção do artigo 115 do Código Penal, consoante este entendimento’. 6. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem ‘a fim de ser assegurada a liberdade dos Pacientes, concedendo se a suspensão da determinação emanada pelo de ofício pelo E. Tribunal Regional Federal da 03... Região, para cumprimento imediato e provisório da pena privativa da liberdade” e que se reconheça “a extinção da punibilidade do delito remanescente, em favor dos Pacientes, pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva retroativa da pena em concreto’. Decido. 7. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões teratológicas. 8. A hipótese de que se trata não autoriza a superação do entendimento da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. 9. Lembro a jurisprudência do Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII). SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA CONFIRMADA POR TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D4-DF7B-72B3-E6C0 e senha F1DF-115C-9A19-26D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 161966 AGR / SP sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII da Constituição Federal. 2. Habeas corpus denegado.’ 10. Entendimento, esse, confirmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao examinar as medidas cautelares nas ADCs 43 e 44, da relatoria do Min. Marco Aurélio. Jurisprudência reafirmada, em sede de repercussão geral, na análise do ARE 964.246, Rel. Min. Teori Zavascki. 11. Por outro lado, verifico que a questão relativa à prescrição da pretensão punitiva não foi apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede o imediato exame da matéria por esta Corte, sob pena de supressão de instância. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, não conheço do habeas corpus. ” 2. No presente agravo regimental, a defesa reitera que “os Pacientes (ambos) já haviam completado 70 (setenta) anos de idade, fazendo jus ao benefício do artigo 115 do Código Penal”; “que há entendimento deste Excelso Supremo Tribunal Federa l (…) em que foi assentada a tese segundo a qual a benesse do artigo 115 do Código Penal se aplica ao condenado que atingir a idade de 70 anos até o trânsito em julgado do decreto condenatório, sendo exatamente o caso sub oculi”. Prossegue a narrativa para afirmar que “em nenhum momento os Pacientes se insurgiram contra a possibilidade de execução provisória da decisão penal condenatória proferida em segundo grau de jurisdição”. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D4-DF7B-72B3-E6C0 e senha F1DF-115C-9A19-26D1 Supremo Tribunal Federal HC 161966 AGR / SP sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII da Constituição Federal. 2. Habeas corpus denegado.’ 10. Entendimento, esse, confirmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao examinar as medidas cautelares nas ADCs 43 e 44, da relatoria do Min. Marco Aurélio. Jurisprudência reafirmada, em sede de repercussão geral, na análise do ARE 964.246, Rel. Min. Teori Zavascki. 11. Por outro lado, verifico que a questão relativa à prescrição da pretensão punitiva não foi apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede o imediato exame da matéria por esta Corte, sob pena de supressão de instância. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, não conheço do habeas corpus. ” 2. No presente agravo regimental, a defesa reitera que “os Pacientes (ambos) já haviam completado 70 (setenta) anos de idade, fazendo jus ao benefício do artigo 115 do Código Penal”; “que há entendimento deste Excelso Supremo Tribunal Federa l (…) em que foi assentada a tese segundo a qual a benesse do artigo 115 do Código Penal se aplica ao condenado que atingir a idade de 70 anos até o trânsito em julgado do decreto condenatório, sendo exatamente o caso sub oculi”. Prossegue a narrativa para afirmar que “em nenhum momento os Pacientes se insurgiram contra a possibilidade de execução provisória da decisão penal condenatória proferida em segundo grau de jurisdição”. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D4-DF7B-72B3-E6C0 e senha F1DF-115C-9A19-26D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A decisão agravada apontou a inadmissibilidade da impetração contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). Demonstrou, ainda, que, no caso, as decisões das instâncias precedentes não são teratológicas ou patentemente desfundamentadas, de modo a autorizar a superação daquele enunciado sumular. 3. A jurisprudência do Plenário do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), no julgamento do HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki, assim ementado: “CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII). SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA CONFIRMADA POR TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII da Constituição Federal. 2. Habeas corpus denegado”. 4. Entendimento, esse, confirmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao examinar as medidas cautelares nas ADCs 43 e 44, da relatoria do Min. Marco Aurélio. Jurisprudência reafirmada, em sede de repercussão geral, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E9-D2F8-E3C3-0B6B e senha 0A70-388A-1210-6E10 Supremo Tribunal Federal 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A decisão agravada apontou a inadmissibilidade da impetração contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). Demonstrou, ainda, que, no caso, as decisões das instâncias precedentes não são teratológicas ou patentemente desfundamentadas, de modo a autorizar a superação daquele enunciado sumular. 3. A jurisprudência do Plenário do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), no julgamento do HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki, assim ementado: “CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII). SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA CONFIRMADA POR TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII da Constituição Federal. 2. Habeas corpus denegado”. 4. Entendimento, esse, confirmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao examinar as medidas cautelares nas ADCs 43 e 44, da relatoria do Min. Marco Aurélio. Jurisprudência reafirmada, em sede de repercussão geral, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E9-D2F8-E3C3-0B6B e senha 0A70-388A-1210-6E10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 161966 AGR / SP na análise do ARE 964.246, Rel. Min. Teori Zavascki. 5. Além disso, a decisão agravada assentou que a questão quanto ao reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva não foi apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede o imediato exame da matéria por esta Corte, sob pena de supressão de instância. 6. Por fim, acrescento os seguintes trechos do parecer do Ministério Público Federal, que acolho como razões de decidir: “(…) ainda que se considere a possibilidade de a matéria relativa à prescrição poder ser conhecida de ofício e em qualquer grau de jurisdição, mesmo assim não é caso de provimento do reclamo, pois a prescrição, de fato, não se consumou. O art. 115 do Código Penal é expresso ao determinar que: ‘Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos.’ Ora, não há necessidade de maiores interpretações do texto legal para se concluir que a idade do agente, quando ultrapassar os 70 anos, deve ser considerada na data em que prolatada sentença. A data do acórdão somente será considerada, para tal efeito, quando se tratar de acórdão condenatório, pois esse substituiria a sentença penal condenatória. A pretensão da defesa não encontra respaldo nem na jurisprudência do eg. Superior Tribunal de Justiça, tampouco na mais recente jurisprudência dessa c. Corte, verbis: ‘[....] 2. Por expressa previsão do art. 115 do Código Penal Brasileiro, são reduzidos pela metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, na data da sentença, maior de 70 anos. O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E9-D2F8-E3C3-0B6B e senha 0A70-388A-1210-6E10 Supremo Tribunal Federal HC 161966 AGR / SP na análise do ARE 964.246, Rel. Min. Teori Zavascki. 5. Além disso, a decisão agravada assentou que a questão quanto ao reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva não foi apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede o imediato exame da matéria por esta Corte, sob pena de supressão de instância. 6. Por fim, acrescento os seguintes trechos do parecer do Ministério Público Federal, que acolho como razões de decidir: “(…) ainda que se considere a possibilidade de a matéria relativa à prescrição poder ser conhecida de ofício e em qualquer grau de jurisdição, mesmo assim não é caso de provimento do reclamo, pois a prescrição, de fato, não se consumou. O art. 115 do Código Penal é expresso ao determinar que: ‘Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos.’ Ora, não há necessidade de maiores interpretações do texto legal para se concluir que a idade do agente, quando ultrapassar os 70 anos, deve ser considerada na data em que prolatada sentença. A data do acórdão somente será considerada, para tal efeito, quando se tratar de acórdão condenatório, pois esse substituiria a sentença penal condenatória. A pretensão da defesa não encontra respaldo nem na jurisprudência do eg. Superior Tribunal de Justiça, tampouco na mais recente jurisprudência dessa c. Corte, verbis: ‘[....] 2. Por expressa previsão do art. 115 do Código Penal Brasileiro, são reduzidos pela metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, na data da sentença, maior de 70 anos. O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E9-D2F8-E3C3-0B6B e senha 0A70-388A-1210-6E10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 161966 AGR / SP acórdão confirmatório da condenação não substitui o marco de redução do prazo prescricional. Precedentes.’ (AgRg no RHC 94.376/SP, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 17/05/2018) ‘[....] 2. Segundo a jurisprudência majoritária da Corte, a regra do art. 115 do Código Penal somente é aplicada ao agente com 70 (setenta) anos na data da sentença condenatória, conforme interpretação literal do referido dispositivo legal. 3. Embargos de declaração dos quais não se conhece.’ (Recurso Extraordinário 1045217 AgR-ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 04/04/2018) Destarte, não há como se reconhecer a prescrição da pretensão punitiva estatal, como requer a defesa, tampouco afastar a execução provisória da pena determinada pelo TRF3, em total compasso com o mais atual entendimento jurisprudencial dessa c. Corte ( ARE 964.246 1 )”. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E9-D2F8-E3C3-0B6B e senha 0A70-388A-1210-6E10 Supremo Tribunal Federal HC 161966 AGR / SP acórdão confirmatório da condenação não substitui o marco de redução do prazo prescricional. Precedentes.’ (AgRg no RHC 94.376/SP, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 17/05/2018) ‘[....] 2. Segundo a jurisprudência majoritária da Corte, a regra do art. 115 do Código Penal somente é aplicada ao agente com 70 (setenta) anos na data da sentença condenatória, conforme interpretação literal do referido dispositivo legal. 3. Embargos de declaração dos quais não se conhece.’ (Recurso Extraordinário 1045217 AgR-ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 04/04/2018) Destarte, não há como se reconhecer a prescrição da pretensão punitiva estatal, como requer a defesa, tampouco afastar a execução provisória da pena determinada pelo TRF3, em total compasso com o mais atual entendimento jurisprudencial dessa c. Corte ( ARE 964.246 1 )”. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E9-D2F8-E3C3-0B6B e senha 0A70-388A-1210-6E10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) :NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BB7-5CB4-6C27-E397 e senha E476-D65D-E8D6-2076 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) :NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BB7-5CB4-6C27-E397 e senha E476-D65D-E8D6-2076 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 06/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) : NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA (193111/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CC1-87D2-CA0A-586B e senha 4AEF-ECF3-269D-EB7C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.966 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RUBENS TUFIK CURI AGTE.(S) : NILTON JOSE SOBRINHO ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARDUZZI VIEIRA (193111/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 462.492 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.10.2018 a 5.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CC1-87D2-CA0A-586B e senha 4AEF-ECF3-269D-EB7C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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Ementa e Acórdão 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.120 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MARIA CAITANO DE SOUZA ABREU ADV.(A/S) :LEONARDO JOSE SANTANA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Administrativo. Prequestionamento. Ausência. Contrato temporário declarado nulo. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 596.478/RR-RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento firmado pelo Plenário no RE nº 765.320/MG, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 23/9/16 – Tema 916. 4. Agravo regimental não provido. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 733D-A05E-3384-0F35 e senha 534C-4C09-A209-37FC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão RE 1111120 AGR / MG ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 7 a 14/9/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de setembro de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 733D-A05E-3384-0F35 e senha 534C-4C09-A209-37FC Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 7 a 14/9/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de setembro de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 733D-A05E-3384-0F35 e senha 534C-4C09-A209-37FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.120 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MARIA CAITANO DE SOUZA ABREU ADV.(A/S) :LEONARDO JOSE SANTANA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Minas Gerais interpõe tempestivo agravo regimental (15/8/18) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado de Minas Gerais interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘APELAÇÃO CIVEL. SERVIDORES PÚBLICOS EFETIVADOS. LEI 100/2007. ADI 4876. INCONSTITUCIONALIDADE. DESIGNAÇÃO. CONTRATO TEMPORÁRIO NULO. FGTS DEVIDO. O Supremo Tribunal Federal, na ADI 4876, declarou inconstitucional os incisos I, II, IV e V do art. 7º da Lei Complementar nº 100/2007 do Estado de Minas Gerais, que efetivou milhares de servidores da Administração Pública, sem concurso público. Considerando que a designação inicialmente firmada, verdadeiro contrato temporário, estendeu-se ao período permitido na Lei, há de reconhecer igualmente a sua nulidade. E nos termos da Súmula n.º 363 do Tribunal Superior do Trabalho, Súmula Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.120 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MARIA CAITANO DE SOUZA ABREU ADV.(A/S) :LEONARDO JOSE SANTANA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Minas Gerais interpõe tempestivo agravo regimental (15/8/18) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado de Minas Gerais interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘APELAÇÃO CIVEL. SERVIDORES PÚBLICOS EFETIVADOS. LEI 100/2007. ADI 4876. INCONSTITUCIONALIDADE. DESIGNAÇÃO. CONTRATO TEMPORÁRIO NULO. FGTS DEVIDO. O Supremo Tribunal Federal, na ADI 4876, declarou inconstitucional os incisos I, II, IV e V do art. 7º da Lei Complementar nº 100/2007 do Estado de Minas Gerais, que efetivou milhares de servidores da Administração Pública, sem concurso público. Considerando que a designação inicialmente firmada, verdadeiro contrato temporário, estendeu-se ao período permitido na Lei, há de reconhecer igualmente a sua nulidade. E nos termos da Súmula n.º 363 do Tribunal Superior do Trabalho, Súmula Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório RE 1111120 AGR / MG nº 466 do Superior Tribunal de Justiça e o artigo 19-A da Lei n.º 8.036/90, a contratação irregular gera o direito ao recebimento da contraprestação ajustada e do FGTS. Recurso conhecido e provido. V.v.: - Sendo declarada inconstitucional a efetivação de servidores promovida pela Lei Complementar 100/07, o caráter temporário inicial do contrato se estende até o desligamento do servidor, tornando nula a contratação. - Embora o art. 19- A, da Lei 8.036/90 estabeleça ser devido o depósito de FGTS ao trabalhador cujo contrato de trabalho seja declarado nulo, esta previsão não se aplica às contratações que possuem natureza administrativa.’ Opostos embargos declaratórios pela parte autora, foram acolhidos para, tão somente, arbitrar os honorários advocatícios. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 2º, 18, 25, 37, caput e inciso IX, 39, § 3º, 61, § 1º, inciso II, alínea 'a', e 161, caput e § 1º, da Constituição Federal. Decido. No que se refere aos artigos 2º, 18, 25, 37, caput, 39, § 3º, 61, § 1º, inciso II, alínea 'a', e 161, caput e § 1º, da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, destaca-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AJUDA DE CUSTO. MILITAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. SÚMULA 636 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Ausência de prequestionamento. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG nº 466 do Superior Tribunal de Justiça e o artigo 19-A da Lei n.º 8.036/90, a contratação irregular gera o direito ao recebimento da contraprestação ajustada e do FGTS. Recurso conhecido e provido. V.v.: - Sendo declarada inconstitucional a efetivação de servidores promovida pela Lei Complementar 100/07, o caráter temporário inicial do contrato se estende até o desligamento do servidor, tornando nula a contratação. - Embora o art. 19- A, da Lei 8.036/90 estabeleça ser devido o depósito de FGTS ao trabalhador cujo contrato de trabalho seja declarado nulo, esta previsão não se aplica às contratações que possuem natureza administrativa.’ Opostos embargos declaratórios pela parte autora, foram acolhidos para, tão somente, arbitrar os honorários advocatícios. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 2º, 18, 25, 37, caput e inciso IX, 39, § 3º, 61, § 1º, inciso II, alínea 'a', e 161, caput e § 1º, da Constituição Federal. Decido. No que se refere aos artigos 2º, 18, 25, 37, caput, 39, § 3º, 61, § 1º, inciso II, alínea 'a', e 161, caput e § 1º, da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, destaca-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AJUDA DE CUSTO. MILITAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. SÚMULA 636 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Ausência de prequestionamento. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório RE 1111120 AGR / MG embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II – Esta Corte entende inadmissível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). III – Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 800.777/RS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/14). Por outro lado, verifica-se do voto condutor do acórdão atacado que a Corte de origem concluiu pelo direito da parte autora ao recebimento do FGTS amparada na nulidade do contrato temporário celebrado entre as partes e não, como afirma o ora recorrente, com base na declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 100/07, que efetivou milhares de servidores sem concurso público. Do referido voto, destaca-se: ‘O cerne da demanda consiste em verificar o direito da apelante ao recebimento do FGTS, após ser desligada dos quadros da Administração Pública, uma vez declarada inconstitucional a Lei Estadual 100/2007 que a efetivou. Em 26/03/14, o plenário do Supremo Tribunal Federal julgou a ADI 4876, de Relatoria do Ministro Dias Toffoli, para declarar a inconstitucionalidade dos incisos I, II, IV e V do art. 7º da Lei Complementar nº 100/2007 do Estado de Minas Gerais, que efetivou milhares de servidores da Administração Pública, sem concurso público. Naquela oportunidade, a Suprema Corte modulou os efeitos da declaração de inconstitucionalidade apenas em relação aos servidores ocupantes de cargos para os quais não haja concurso público em andamento ou com prazo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II – Esta Corte entende inadmissível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). III – Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 800.777/RS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/14). Por outro lado, verifica-se do voto condutor do acórdão atacado que a Corte de origem concluiu pelo direito da parte autora ao recebimento do FGTS amparada na nulidade do contrato temporário celebrado entre as partes e não, como afirma o ora recorrente, com base na declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 100/07, que efetivou milhares de servidores sem concurso público. Do referido voto, destaca-se: ‘O cerne da demanda consiste em verificar o direito da apelante ao recebimento do FGTS, após ser desligada dos quadros da Administração Pública, uma vez declarada inconstitucional a Lei Estadual 100/2007 que a efetivou. Em 26/03/14, o plenário do Supremo Tribunal Federal julgou a ADI 4876, de Relatoria do Ministro Dias Toffoli, para declarar a inconstitucionalidade dos incisos I, II, IV e V do art. 7º da Lei Complementar nº 100/2007 do Estado de Minas Gerais, que efetivou milhares de servidores da Administração Pública, sem concurso público. Naquela oportunidade, a Suprema Corte modulou os efeitos da declaração de inconstitucionalidade apenas em relação aos servidores ocupantes de cargos para os quais não haja concurso público em andamento ou com prazo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Relatório RE 1111120 AGR / MG de validade em curso, "de modo a somente produzir efeitos a partir de doze meses, contados da data da publicação da ata de julgamento", posteriormente estendido aos servidores da educação básica e superior do Estado até dezembro de 2015 pelo julgamento do ED na ADI4876. Importante notar que o efeito prospectivo de parte da decisão de inconstitucionalidade, para definir que a sua eficácia só começasse a surtir efeitos a partir daquele momento específico, nos termos do art. 27 da Lei n.º 9.868/99, não retira o caráter retroativo da decisão (ex tunc). Assim sendo, a declaração de inconstitucionalidade retroage desde o nascimento da Lei, tornando nula a efetivação de todos os servidores não concursados. Logo, não resta dúvida de que tais servidores não poderiam exercer as funções na qualidade de efetivados por tanto tempo na Administração Pública, mas também não se desconhece que o fizeram por largo período. E se não podem ser considerados efetivos, há de reconhecer que ingressaram no serviço público na qualidade de designados para exercer a função pública de professor para, regência de classe, especialista em educação e serviçal, para exercício exclusivo em unidade estadual de ensino, nos termos do art. 10, inciso II, §1º alínea a da Lei nº 10.254/1990. No entanto, referida Lei, que instituiu o regime jurídico único do servidor público civil do Estado de Minas Gerais e deu outras providências, limitou o prazo de designação para o exercício da função de professor especialista em educação e serviçal ao período letivo. Veja- se: (…) Considerando que a apelante exerceu a função de auxiliar de serviços da educação básica por tempo superior ao permitido na Lei, há de reconhecer igualmente 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG de validade em curso, "de modo a somente produzir efeitos a partir de doze meses, contados da data da publicação da ata de julgamento", posteriormente estendido aos servidores da educação básica e superior do Estado até dezembro de 2015 pelo julgamento do ED na ADI4876. Importante notar que o efeito prospectivo de parte da decisão de inconstitucionalidade, para definir que a sua eficácia só começasse a surtir efeitos a partir daquele momento específico, nos termos do art. 27 da Lei n.º 9.868/99, não retira o caráter retroativo da decisão (ex tunc). Assim sendo, a declaração de inconstitucionalidade retroage desde o nascimento da Lei, tornando nula a efetivação de todos os servidores não concursados. Logo, não resta dúvida de que tais servidores não poderiam exercer as funções na qualidade de efetivados por tanto tempo na Administração Pública, mas também não se desconhece que o fizeram por largo período. E se não podem ser considerados efetivos, há de reconhecer que ingressaram no serviço público na qualidade de designados para exercer a função pública de professor para, regência de classe, especialista em educação e serviçal, para exercício exclusivo em unidade estadual de ensino, nos termos do art. 10, inciso II, §1º alínea a da Lei nº 10.254/1990. No entanto, referida Lei, que instituiu o regime jurídico único do servidor público civil do Estado de Minas Gerais e deu outras providências, limitou o prazo de designação para o exercício da função de professor especialista em educação e serviçal ao período letivo. Veja- se: (…) Considerando que a apelante exerceu a função de auxiliar de serviços da educação básica por tempo superior ao permitido na Lei, há de reconhecer igualmente 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Relatório RE 1111120 AGR / MG a nulidade do contrato temporário, firmado sob a roupagem de designação. Veja que o fundamento da designação é a supressão temporária de comprovada necessidade de pessoal, a justificar nos termos do art. 37, inciso IX da CR/88 a contratação por prazo determinado. E sobre o assunto, em processos análogos, tenho firmado entendimento de que declarados nulos os contratos temporários ilegais - e, portanto, incapaz de gerar qualquer vínculo de caráter jurídico-administrativo -, tem a parte o direito ao recebimento da contraprestação ajustada e dos valores referentes ao FGTS, sem qualquer outro adicional ou benefício, nos termos da Súmula n.º 363 do Tribunal Superior do Trabalho, Súmula nº 466 do Superior Tribunal de Justiça e o artigo 19-A da Lei n.º 8.036/90, declarado constitucional pelo STF, no julgamento do RE nº 596478/RR (DJe 01/03/13), reconhecido como de repercussão geral: (…) Isso posto, peço vênia ao eminente Relator para DAR PROVIMENTO ao recurso de apelação e julgar procedente o pedido de cobrança dos valores referentes aos depósitos do FGTS pelo período trabalhado pela apelante, observada a prescrição quinquenal, devendo ser corrigidas pelo IPCA, índice que melhor reflete a inflação acumulada do período, e aplicados juros de mora com base nos juros que recaem sobre a caderneta de poupança, nos termos da nova redação do art. 1º-F da Lei nº. 9.494/97’ (g.n.). Assim, não merece prosperar a irresignação, haja vista que o entendimento firmado pelo Tribunal de origem não diverge da orientação que prevaleceu nesta Corte. No julgamento do mérito do RE nº 596.478/RR, transitado em julgado após o não conhecimento dos segundos aclaratórios opostos, dos quais fui Relator, as questões postas neste recurso, sob o manto da repercussão geral, foram definidas como tudo restou 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG a nulidade do contrato temporário, firmado sob a roupagem de designação. Veja que o fundamento da designação é a supressão temporária de comprovada necessidade de pessoal, a justificar nos termos do art. 37, inciso IX da CR/88 a contratação por prazo determinado. E sobre o assunto, em processos análogos, tenho firmado entendimento de que declarados nulos os contratos temporários ilegais - e, portanto, incapaz de gerar qualquer vínculo de caráter jurídico-administrativo -, tem a parte o direito ao recebimento da contraprestação ajustada e dos valores referentes ao FGTS, sem qualquer outro adicional ou benefício, nos termos da Súmula n.º 363 do Tribunal Superior do Trabalho, Súmula nº 466 do Superior Tribunal de Justiça e o artigo 19-A da Lei n.º 8.036/90, declarado constitucional pelo STF, no julgamento do RE nº 596478/RR (DJe 01/03/13), reconhecido como de repercussão geral: (…) Isso posto, peço vênia ao eminente Relator para DAR PROVIMENTO ao recurso de apelação e julgar procedente o pedido de cobrança dos valores referentes aos depósitos do FGTS pelo período trabalhado pela apelante, observada a prescrição quinquenal, devendo ser corrigidas pelo IPCA, índice que melhor reflete a inflação acumulada do período, e aplicados juros de mora com base nos juros que recaem sobre a caderneta de poupança, nos termos da nova redação do art. 1º-F da Lei nº. 9.494/97’ (g.n.). Assim, não merece prosperar a irresignação, haja vista que o entendimento firmado pelo Tribunal de origem não diverge da orientação que prevaleceu nesta Corte. No julgamento do mérito do RE nº 596.478/RR, transitado em julgado após o não conhecimento dos segundos aclaratórios opostos, dos quais fui Relator, as questões postas neste recurso, sob o manto da repercussão geral, foram definidas como tudo restou 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Relatório RE 1111120 AGR / MG explicitado na sua ementa: ‘Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19- A da Lei nº 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei nº 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ Nos autos do RE nº 596.478/RR, apreciou-se a questão relativa à constitucionalidade do art. 19-A da Lei nº 8.036/90, acrescido pela Medida Provisória nº 2.164-41, que assegura o direito ao FGTS à pessoa contratada pela Administração Pública sem a prévia realização de concurso público. O Tribunal, por maioria, entendeu que ante o reconhecimento de nulidade da contratação sem a prévia realização de concurso público, faz-se necessário reconhecer a existência de efeitos jurídicos residuais, qual seja, a necessidade de recolhimento da verba trabalhista. Fundamentei, por ocasião do julgamento que: ‘[i]dentifico exatamente isto: uma necessidade de se estabelecer uma regra de transição. E daí se fixou uma declaração, uma nítida declaração, quanto a serem indenizadas as horas de trabalho, e, por consequência, vem o art. 19-A e explicita ser “devido o depósito do FGTS na conta vinculada do trabalhador”, senão ficaria esse trabalhador em uma situação de total desamparo. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG explicitado na sua ementa: ‘Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19- A da Lei nº 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei nº 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ Nos autos do RE nº 596.478/RR, apreciou-se a questão relativa à constitucionalidade do art. 19-A da Lei nº 8.036/90, acrescido pela Medida Provisória nº 2.164-41, que assegura o direito ao FGTS à pessoa contratada pela Administração Pública sem a prévia realização de concurso público. O Tribunal, por maioria, entendeu que ante o reconhecimento de nulidade da contratação sem a prévia realização de concurso público, faz-se necessário reconhecer a existência de efeitos jurídicos residuais, qual seja, a necessidade de recolhimento da verba trabalhista. Fundamentei, por ocasião do julgamento que: ‘[i]dentifico exatamente isto: uma necessidade de se estabelecer uma regra de transição. E daí se fixou uma declaração, uma nítida declaração, quanto a serem indenizadas as horas de trabalho, e, por consequência, vem o art. 19-A e explicita ser “devido o depósito do FGTS na conta vinculada do trabalhador”, senão ficaria esse trabalhador em uma situação de total desamparo. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Relatório RE 1111120 AGR / MG E volto a dizer, presume-se que ele foi contratado para trabalhar e prestou o serviço. (...)’. O eminente Ministro Gilmar Mendes votou nesse mesmo sentido. Vide: ‘Uma coisa é combater o contrato irregular – para isso o Ministério Público deve fazer todos os esforços, e todos os órgãos de fiscalização também. Agora, não reconhecer, minimamente, este direito ao FGTS me parece realmente onerar em demasia a parte mais fraca. E, aí, veja, de novo não é o Estado o responsável pelo o malfeito, mas o trabalhador. (...). (...) E, no caso específico, a norma acaba por privilegiar o Estado em detrimento do elo mais fraco dessa relação. Parece-me que é isso que agrava. Por outro lado, em termos institucionais hoje, ou temos o regime estatutário, em que a seleção terá quer ser por concurso público, ou teremos um sistema de seleção dos chamados empregos, aí, por prazo determinado. Então me parece que essas hipóteses serão cada vez mais raras, mas elas ocorreram. Por isso, o legislador se preocupou em dar pelo menos essa garantia básica, garantia mínima a esse trabalhador que teve essa relação fática. Parece-me que é essa a questão.’ Da mesma forma votou o eminente Ministro Ayres Britto, in verbis: ‘Entendo que a lei - a medida provisória -, no seu artigo 19-A, é compatível com o § 2º do artigo 37 da Constituição. A Constituição, ao falar de nulidade, pode muito bem ser interpretada da seguinte forma, o que diz o § 2º do artigo 37 da Constituição? Se não houver concurso público, o recrutamento do servidor para a administração pública será automaticamente desfeito, será nulo. E esse dispositivo vai continuar operando; não está sento negado 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG E volto a dizer, presume-se que ele foi contratado para trabalhar e prestou o serviço. (...)’. O eminente Ministro Gilmar Mendes votou nesse mesmo sentido. Vide: ‘Uma coisa é combater o contrato irregular – para isso o Ministério Público deve fazer todos os esforços, e todos os órgãos de fiscalização também. Agora, não reconhecer, minimamente, este direito ao FGTS me parece realmente onerar em demasia a parte mais fraca. E, aí, veja, de novo não é o Estado o responsável pelo o malfeito, mas o trabalhador. (...). (...) E, no caso específico, a norma acaba por privilegiar o Estado em detrimento do elo mais fraco dessa relação. Parece-me que é isso que agrava. Por outro lado, em termos institucionais hoje, ou temos o regime estatutário, em que a seleção terá quer ser por concurso público, ou teremos um sistema de seleção dos chamados empregos, aí, por prazo determinado. Então me parece que essas hipóteses serão cada vez mais raras, mas elas ocorreram. Por isso, o legislador se preocupou em dar pelo menos essa garantia básica, garantia mínima a esse trabalhador que teve essa relação fática. Parece-me que é essa a questão.’ Da mesma forma votou o eminente Ministro Ayres Britto, in verbis: ‘Entendo que a lei - a medida provisória -, no seu artigo 19-A, é compatível com o § 2º do artigo 37 da Constituição. A Constituição, ao falar de nulidade, pode muito bem ser interpretada da seguinte forma, o que diz o § 2º do artigo 37 da Constituição? Se não houver concurso público, o recrutamento do servidor para a administração pública será automaticamente desfeito, será nulo. E esse dispositivo vai continuar operando; não está sento negado 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Relatório RE 1111120 AGR / MG por essa nossa decisão. O que nós estamos fazendo aqui é uma distinção já feita, por exemplo, no HC nº 80.263, da relatoria do Ministro Ilmar Galvão, entre dois planos: o plano da validade e o plano da existência. Nem por ser nulo o ato ele se torna um absoluto nada jurídico; ele pode produzir, sim, consequências. No caso, nós estamos conferindo consequências ao ato nulo que homenageiam princípios constitucionais outros, já que a interpretação constitucional deve ser feita de modo sistemático. O hipossuficiente aqui é o empregado, hipossuficiente nos termos da Constituição, que, ao listar, ao inventariar trinta e quatro direitos do trabalhador, frente ao empregador, já deixou claro que nessa relação trabalhista há um hipossuficiente que é o trabalhador. Como o trabalhador representa aqui a força do trabalho, a Constituição homenageia o trabalho valorizando por diversos modos, como, por exemplo, no artigo 1º, inciso IV, dizendo que ele é um dos fundamentos da República. Na cabeça do artigo 170, dizendo que toda ordem econômica se baseia na valorização do trabalho e na livre iniciativa. No artigo 193, dizendo que toda ordem social se fundamenta na primazia do trabalho, ou seja, na precedência do trabalho.’ Sobre o tema, destaco os recentes julgados desta Corte: ‘Ementa: Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. Contratação temporária. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. 3. Contrato por tempo indeterminado e inexistência de excepcional interesse público. Nulidade do contrato. 4. Efeitos jurídicos: pagamento do saldo salarial e levantamento de FGTS. Precedentes: RE-RG 596.478, red. do acórdão Dias Toffoli, e RE-RG 705.140, rel. min. Teori Zavascki. 5. Aplicabilidade dessa orientação jurisprudencial aos casos 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG por essa nossa decisão. O que nós estamos fazendo aqui é uma distinção já feita, por exemplo, no HC nº 80.263, da relatoria do Ministro Ilmar Galvão, entre dois planos: o plano da validade e o plano da existência. Nem por ser nulo o ato ele se torna um absoluto nada jurídico; ele pode produzir, sim, consequências. No caso, nós estamos conferindo consequências ao ato nulo que homenageiam princípios constitucionais outros, já que a interpretação constitucional deve ser feita de modo sistemático. O hipossuficiente aqui é o empregado, hipossuficiente nos termos da Constituição, que, ao listar, ao inventariar trinta e quatro direitos do trabalhador, frente ao empregador, já deixou claro que nessa relação trabalhista há um hipossuficiente que é o trabalhador. Como o trabalhador representa aqui a força do trabalho, a Constituição homenageia o trabalho valorizando por diversos modos, como, por exemplo, no artigo 1º, inciso IV, dizendo que ele é um dos fundamentos da República. Na cabeça do artigo 170, dizendo que toda ordem econômica se baseia na valorização do trabalho e na livre iniciativa. No artigo 193, dizendo que toda ordem social se fundamenta na primazia do trabalho, ou seja, na precedência do trabalho.’ Sobre o tema, destaco os recentes julgados desta Corte: ‘Ementa: Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. Contratação temporária. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. 3. Contrato por tempo indeterminado e inexistência de excepcional interesse público. Nulidade do contrato. 4. Efeitos jurídicos: pagamento do saldo salarial e levantamento de FGTS. Precedentes: RE-RG 596.478, red. do acórdão Dias Toffoli, e RE-RG 705.140, rel. min. Teori Zavascki. 5. Aplicabilidade dessa orientação jurisprudencial aos casos 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Relatório RE 1111120 AGR / MG de contratação em caráter temporário pela Administração Pública. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 863.125/MG-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 6/5/2015). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. NULIDADE. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO – FGTS. RE 596.478-RG. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JULGAMENTO DE MÉRITO. 1. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS é devido aos servidores temporários, nas hipóteses em há declaração de nulidade do contrato firmado com a Administração Pública, consoante decidido pelo Plenário do STF, na análise do RE 596.478-RG, Rel. para o acórdão Min. Dias Toffoli, DJe de 1/3/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO CÍVEL – CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA - PRAZO SUPERIOR AO ADMITIDO NA LEGISLAÇÃO PERTINENTE - NULIDADE DO ATO - FGTS - DIREITO AO RECOLHIMENTO - PRECEDENTE DO STF.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO’ (RE nº 830.962/MG- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/11/14). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO SERVIÇO PÚBLICO CONTRATAÇÃO EM CARÁTER TEMPORÁRIO RENOVAÇÕES SUCESSIVAS DO CONTRATO EXTENSÃO DOS DIREITOS SOCIAIS PREVISTOS NO ART. 7º DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DIREITO AO DEPÓSITO DO FGTS ORIENTAÇÃO QUE PREVALECE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM RAZÃO DE JULGAMENTO FINAL, COM REPERCUSSÃO GERAL, DO RE 596.478/RR RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO’ (RE nº 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG de contratação em caráter temporário pela Administração Pública. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 863.125/MG-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 6/5/2015). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. NULIDADE. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO – FGTS. RE 596.478-RG. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JULGAMENTO DE MÉRITO. 1. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS é devido aos servidores temporários, nas hipóteses em há declaração de nulidade do contrato firmado com a Administração Pública, consoante decidido pelo Plenário do STF, na análise do RE 596.478-RG, Rel. para o acórdão Min. Dias Toffoli, DJe de 1/3/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO CÍVEL – CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA - PRAZO SUPERIOR AO ADMITIDO NA LEGISLAÇÃO PERTINENTE - NULIDADE DO ATO - FGTS - DIREITO AO RECOLHIMENTO - PRECEDENTE DO STF.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO’ (RE nº 830.962/MG- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/11/14). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO SERVIÇO PÚBLICO CONTRATAÇÃO EM CARÁTER TEMPORÁRIO RENOVAÇÕES SUCESSIVAS DO CONTRATO EXTENSÃO DOS DIREITOS SOCIAIS PREVISTOS NO ART. 7º DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DIREITO AO DEPÓSITO DO FGTS ORIENTAÇÃO QUE PREVALECE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM RAZÃO DE JULGAMENTO FINAL, COM REPERCUSSÃO GERAL, DO RE 596.478/RR RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO’ (RE nº 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Relatório RE 1111120 AGR / MG 752.206/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 12/12/13 - grifei). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” Aduz o agravante, in verbis, que, “(…) com a modulação dos efeitos da decisão proferida na ADI 4876/DF, na esteira da validade temporária da LC 100/07, considera-se também válida (até a data estabelecida na decisão da Ação Direta de Inconstitucionalidade), a investidura, promovida pelo diploma inconstitucional, dos servidores nos cargos efetivos de professor. Decorre, portanto, da validade temporária da LC 100/97, o fato de que não se podem considerar nulos, ao menos no período contemplado pela modulação dos efeitos da decisão proferida na ADI 4876/DF, os vínculos mantidos entre os professores (e servidores da educação) titulares de cargo efetivo nos termos da referida lei e o Estado de Minas Gerais. (…) Com efeito, não há qualquer congruência jurídica na condenação ao pagamento de FGTS no período compreendido entre a publicação da Lei Complementar mineira e a declaração de sua inconstitucionalidade, se neste mesmo período, além da modulação dos efeitos ex nunc e pro futuro, considerando válidos os atos perpetrados anteriormente por atender ao princípio da segurança jurídica, houve o recebimento, pelos professores, de todas as verbas destinadas ao servidor titular de cargo efetivo e a manutenção do vínculo 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG 752.206/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 12/12/13 - grifei). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” Aduz o agravante, in verbis, que, “(…) com a modulação dos efeitos da decisão proferida na ADI 4876/DF, na esteira da validade temporária da LC 100/07, considera-se também válida (até a data estabelecida na decisão da Ação Direta de Inconstitucionalidade), a investidura, promovida pelo diploma inconstitucional, dos servidores nos cargos efetivos de professor. Decorre, portanto, da validade temporária da LC 100/97, o fato de que não se podem considerar nulos, ao menos no período contemplado pela modulação dos efeitos da decisão proferida na ADI 4876/DF, os vínculos mantidos entre os professores (e servidores da educação) titulares de cargo efetivo nos termos da referida lei e o Estado de Minas Gerais. (…) Com efeito, não há qualquer congruência jurídica na condenação ao pagamento de FGTS no período compreendido entre a publicação da Lei Complementar mineira e a declaração de sua inconstitucionalidade, se neste mesmo período, além da modulação dos efeitos ex nunc e pro futuro, considerando válidos os atos perpetrados anteriormente por atender ao princípio da segurança jurídica, houve o recebimento, pelos professores, de todas as verbas destinadas ao servidor titular de cargo efetivo e a manutenção do vínculo 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Relatório RE 1111120 AGR / MG destes mesmos servidores ao regime próprio de previdência. Portanto, no caso, o eventual reconhecimento do direito à percepção do FGTS possibilitaria uma acumulação indevida de direitos relativos a dois regimes jurídicos diversos, por parte do servidor.” Assevera que o caso em análise difere do que foi decidido no RE 596.478/RR, uma vez que o vínculo estabelecido entre as partes, naquele caso, era celetista. Por fim, alega que teria havido o efetivo prequestionamento dos dispositivos constitucionais apontados como violados. É o relatório. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG destes mesmos servidores ao regime próprio de previdência. Portanto, no caso, o eventual reconhecimento do direito à percepção do FGTS possibilitaria uma acumulação indevida de direitos relativos a dois regimes jurídicos diversos, por parte do servidor.” Assevera que o caso em análise difere do que foi decidido no RE 596.478/RR, uma vez que o vínculo estabelecido entre as partes, naquele caso, era celetista. Por fim, alega que teria havido o efetivo prequestionamento dos dispositivos constitucionais apontados como violados. É o relatório. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.120 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, reitero que aos arts. 2º; 18; 25; 37, caput; 39, § 3º, 61, § 1º, inciso II, alínea a; e 161, caput e § 1º, da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, destaca-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AJUDA DE CUSTO. MILITAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. SÚMULA 636 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Ausência de prequestionamento. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II Esta Corte entende inadmissível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). III Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 800.777/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/14). Ademais, conforme consignado na decisão agravada, verifica-se que a Corte de origem concluiu pelo direito da parte autora ao recebimento do FGTS amparada na nulidade do contrato temporário celebrado entre as partes, e não, como afirma o ora recorrente, com base na declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 100/07, que efetivou milhares Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.120 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, reitero que aos arts. 2º; 18; 25; 37, caput; 39, § 3º, 61, § 1º, inciso II, alínea a; e 161, caput e § 1º, da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, destaca-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AJUDA DE CUSTO. MILITAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. SÚMULA 636 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Ausência de prequestionamento. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II Esta Corte entende inadmissível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). III Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 800.777/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/14). Ademais, conforme consignado na decisão agravada, verifica-se que a Corte de origem concluiu pelo direito da parte autora ao recebimento do FGTS amparada na nulidade do contrato temporário celebrado entre as partes, e não, como afirma o ora recorrente, com base na declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 100/07, que efetivou milhares Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1111120 AGR / MG de servidores sem concurso público. Esse entendimento se coaduna com o que foi decidido por esta Corte em diversos precedentes acerca da matéria. Com efeito, nos autos do RE nº 596.478/RR, apreciou-se a questão relativa à constitucionalidade do art. 19-A da Lei nº 8.036/90, acrescido pela Medida Provisória nº 2.164-41, que assegura o direito ao FGTS à pessoa contratada pela Administração Pública sem a prévia realização de concurso público. O Tribunal, por maioria, entendeu que, ante o reconhecimento de nulidade da contratação sem a prévia realização de concurso público, faz-se necessário reconhecer a existência de efeitos jurídicos residuais, qual seja, a necessidade de recolhimento da verba trabalhista. Posteriormente, nos autos do RE 765.320/MG-RG (Tema 916), Relator o Ministro Teori Zavascki, discutiu-se exatamente o tema travado nestes autos, qual seja: as consequências jurídicas da nulidade do contrato temporário firmado em desconformidade com o art. 37, inciso XI, da Constituição Federal, no qual foi firmada a seguinte tese: “A contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS.” Aplicando essa orientação, além dos já precedentes citados, anotem- se os seguintes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. EFEITOS JURÍDICOS. DIREITO À PERCEPÇÃO DOS SALÁRIOS REFERENTES AO PERÍODO TRABALHADO. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA COMUM. 1. Compete à Justiça 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG de servidores sem concurso público. Esse entendimento se coaduna com o que foi decidido por esta Corte em diversos precedentes acerca da matéria. Com efeito, nos autos do RE nº 596.478/RR, apreciou-se a questão relativa à constitucionalidade do art. 19-A da Lei nº 8.036/90, acrescido pela Medida Provisória nº 2.164-41, que assegura o direito ao FGTS à pessoa contratada pela Administração Pública sem a prévia realização de concurso público. O Tribunal, por maioria, entendeu que, ante o reconhecimento de nulidade da contratação sem a prévia realização de concurso público, faz-se necessário reconhecer a existência de efeitos jurídicos residuais, qual seja, a necessidade de recolhimento da verba trabalhista. Posteriormente, nos autos do RE 765.320/MG-RG (Tema 916), Relator o Ministro Teori Zavascki, discutiu-se exatamente o tema travado nestes autos, qual seja: as consequências jurídicas da nulidade do contrato temporário firmado em desconformidade com o art. 37, inciso XI, da Constituição Federal, no qual foi firmada a seguinte tese: “A contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS.” Aplicando essa orientação, além dos já precedentes citados, anotem- se os seguintes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. EFEITOS JURÍDICOS. DIREITO À PERCEPÇÃO DOS SALÁRIOS REFERENTES AO PERÍODO TRABALHADO. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA COMUM. 1. Compete à Justiça 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1111120 AGR / MG comum julgar as demandas instauradas entre o poder público e os servidores vinculados à Administração por uma relação jurídico-estatutária. Precedente. 2. O Supremo Tribunal Federal reafirmou a sua jurisprudência, para fins de repercussão geral, no sentido de que 'a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS' ( RE 765.320- RG, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Agravo interno a que se nega provimento” (RE nº 595.390/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 1º/3/18). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONTRATO TEMPORÁRIO. NULIDADE. FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO (FGTS). DIREITO AOS DEPÓSITOS. DECISÃO RECORRIDA EM CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO SEDIMENTADO NOS TEMAS 191, 308 E 916. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973. 1. O entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, divergiu da jurisprudência firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal nos julgados sob a sistemática da repercussão geral dos Temas 191, 308 e 916 (RE 596.478/RR, RE 705.140/RS e RE 765.320/MG). 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº 761.083/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/12/16) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG comum julgar as demandas instauradas entre o poder público e os servidores vinculados à Administração por uma relação jurídico-estatutária. Precedente. 2. O Supremo Tribunal Federal reafirmou a sua jurisprudência, para fins de repercussão geral, no sentido de que 'a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS' ( RE 765.320- RG, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Agravo interno a que se nega provimento” (RE nº 595.390/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 1º/3/18). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONTRATO TEMPORÁRIO. NULIDADE. FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO (FGTS). DIREITO AOS DEPÓSITOS. DECISÃO RECORRIDA EM CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO SEDIMENTADO NOS TEMAS 191, 308 E 916. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973. 1. O entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, divergiu da jurisprudência firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal nos julgados sob a sistemática da repercussão geral dos Temas 191, 308 e 916 (RE 596.478/RR, RE 705.140/RS e RE 765.320/MG). 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº 761.083/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/12/16) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1111120 AGR / MG “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DECLARADA NULA. PAGAMENTO DE FGTS. CABIMENTO. PRECEDENTES. AGRAVO DESPROVIDO. 1. É devido o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço aos servidores contratados temporariamente (art. 37, IX, CF) nas hipóteses em que o contrato firmado com a Administração Pública é declarado nulo. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 816.105/MG-AgR-segundo, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 22/11/16) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual. Artigo 557, §1º-A, do CPC. Provimento monocrático. Admissibilidade. Direito Administrativo. Contratação temporária. Descaracterização. Prorrogações sucessivas. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. Havendo jurisprudência dominante sobre o tema, é dado ao relator decidir monocraticamente o recurso, inclusive para a ele dar provimento. 2. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 596.478/RR-RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento de ambas as Turmas. 4. A jurisprudência da Corte é no sentido de que é devida a extensão dos diretos sociais previstos no art. 7º da Constituição Federal a servidor contratado temporariamente, nos moldes do art. 37, inciso IX, da referida Carta da República, notadamente quando o contrato é sucessivamente renovado. 5. Agravo regimental não provido” (ARE 766.127/PE-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 18/5/16). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DECLARADA NULA. PAGAMENTO DE FGTS. CABIMENTO. PRECEDENTES. AGRAVO DESPROVIDO. 1. É devido o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço aos servidores contratados temporariamente (art. 37, IX, CF) nas hipóteses em que o contrato firmado com a Administração Pública é declarado nulo. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 816.105/MG-AgR-segundo, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 22/11/16) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual. Artigo 557, §1º-A, do CPC. Provimento monocrático. Admissibilidade. Direito Administrativo. Contratação temporária. Descaracterização. Prorrogações sucessivas. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. Havendo jurisprudência dominante sobre o tema, é dado ao relator decidir monocraticamente o recurso, inclusive para a ele dar provimento. 2. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 596.478/RR-RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento de ambas as Turmas. 4. A jurisprudência da Corte é no sentido de que é devida a extensão dos diretos sociais previstos no art. 7º da Constituição Federal a servidor contratado temporariamente, nos moldes do art. 37, inciso IX, da referida Carta da República, notadamente quando o contrato é sucessivamente renovado. 5. Agravo regimental não provido” (ARE 766.127/PE-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 18/5/16). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1111120 AGR / MG Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Supremo Tribunal Federal RE 1111120 AGR / MG Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 17/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.120 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MARIA CAITANO DE SOUZA ABREU ADV.(A/S) : LEONARDO JOSE SANTANA (26687/ES, 40189/GO, 104617/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processo de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado do respectivo julgado o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BE0-9294-3E55-14F5 e senha 2607-07F9-A787-2341 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.120 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MARIA CAITANO DE SOUZA ABREU ADV.(A/S) : LEONARDO JOSE SANTANA (26687/ES, 40189/GO, 104617/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processo de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado do respectivo julgado o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BE0-9294-3E55-14F5 e senha 2607-07F9-A787-2341 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748774893
2018-09-17T00:00:00
2018-12-03T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Administrativo. Prequestionamento. Ausência. Contrato temporário declarado nulo. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 596.478/RR-RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento firmado pelo Plenário no RE nº 765.320/MG, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 23/9/16 – Tema 916. 4. Agravo regimental não provido. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.
sjur395840
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRATO NULO, FGTS) RE 596478 RG, RE 595390 AgR (1ªT), RE 816105 AgR-segundo (1ªT), RE 761083 AgR (1ªT), ARE 766127 AgR (2ªT), RE 765320 RG. (PREQUESTIONAMENTO) ARE 800777 AgR (2ªT). Número de páginas: 19. Análise: 16/01/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
1111120
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 PAR-00002 PAR-00011\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000100 ANO-2007\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED LEI-008036 ANO-1990\n ART-0019A INCLUÍDO PELA MPR-2164-41/2001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED MPR-002164 ANO-2001\n MEDIDA PROVISÓRIA - REEDIÇÃO Nº 41" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1111120 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MARIA CAITANO DE SOUZA ABREU ADV.(A/S) : LEONARDO JOSE SANTANA
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Ementa e Acórdão 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.120 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MARIA CAITANO DE SOUZA ABREU ADV.(A/S) :LEONARDO JOSE SANTANA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Administrativo. Prequestionamento. Ausência. Contrato temporário declarado nulo. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 596.478/RR-RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento firmado pelo Plenário no Recurso Extraordinário n 765.320/MG, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 23/9/16 – Tema 916. 4. Agravo regimental não provido. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 733D-A05E-3384-0F35 e senha 534C-4C09-A209-37FC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 7 a 14/9/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de setembro de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 733D-A05E-3384-0F35 e senha 534C-4C09-A209-37FC Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 7 a 14/9/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de setembro de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 733D-A05E-3384-0F35 e senha 534C-4C09-A209-37FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.120 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MARIA CAITANO DE SOUZA ABREU ADV.(A/S) :LEONARDO JOSE SANTANA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Minas Gerais interpõe tempestivo agravo regimental (15/8/18) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado de Minas Gerais interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da 3... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘APELAÇÃO CIVEL. SERVIDORES PÚBLICOS EFETIVADOS. LEI 100/2007. ADI 4876. INCONSTITUCIONALIDADE. DESIGNAÇÃO. CONTRATO TEMPORÁRIO NULO. FGTS DEVIDO. O Supremo Tribunal Federal, na ADI 4876, declarou inconstitucional os incisos I, II, IV e V do art. 7... da Lei Complementar n 100/2007 do Estado de Minas Gerais, que efetivou milhares de servidores da Administração Pública, sem concurso público. Considerando que a designação inicialmente firmada, verdadeiro contrato temporário, estendeu-se ao período permitido na Lei, há de reconhecer igualmente a sua nulidade. E nos termos da Súmula n. 363 do Tribunal Superior do Trabalho, Súmula Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.120 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MARIA CAITANO DE SOUZA ABREU ADV.(A/S) :LEONARDO JOSE SANTANA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Minas Gerais interpõe tempestivo agravo regimental (15/8/18) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado de Minas Gerais interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da 3... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘APELAÇÃO CIVEL. SERVIDORES PÚBLICOS EFETIVADOS. LEI 100/2007. ADI 4876. INCONSTITUCIONALIDADE. DESIGNAÇÃO. CONTRATO TEMPORÁRIO NULO. FGTS DEVIDO. O Supremo Tribunal Federal, na ADI 4876, declarou inconstitucional os incisos I, II, IV e V do art. 7... da Lei Complementar n 100/2007 do Estado de Minas Gerais, que efetivou milhares de servidores da Administração Pública, sem concurso público. Considerando que a designação inicialmente firmada, verdadeiro contrato temporário, estendeu-se ao período permitido na Lei, há de reconhecer igualmente a sua nulidade. E nos termos da Súmula n. 363 do Tribunal Superior do Trabalho, Súmula Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG n 466 do Superior Tribunal de Justiça e o artigo 19-A da Lei n. 8.036/90, a contratação irregular gera o direito ao recebimento da contraprestação ajustada e do FGTS. Recurso conhecido e provido. V.v.: - Sendo declarada inconstitucional a efetivação de servidores promovida pela Lei Complementar 100/07, o caráter temporário inicial do contrato se estende até o desligamento do servidor, tornando nula a contratação. - Embora o art. 19- A, da Lei 8.036/90 estabeleça ser devido o depósito de FGTS ao trabalhador cujo contrato de trabalho seja declarado nulo, esta previsão não se aplica às contratações que possuem natureza administrativa.’ Opostos embargos declaratórios pela parte autora, foram acolhidos para, tão somente, arbitrar os honorários advocatícios. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 2..., 18, 25, 37, caput e inciso IX, 39, § 3..., 61, § 1..., inciso II, alínea 'a', e 161, caput e § 1..., da Constituição Federal. Decido. No que se refere aos artigos 2..., 18, 25, 37, caput, 39, § 3..., 61, § 1..., inciso II, alínea 'a', e 161, caput e § 1..., da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, destaca-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AJUDA DE CUSTO. MILITAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Ausência de prequestionamento. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG n 466 do Superior Tribunal de Justiça e o artigo 19-A da Lei n. 8.036/90, a contratação irregular gera o direito ao recebimento da contraprestação ajustada e do FGTS. Recurso conhecido e provido. V.v.: - Sendo declarada inconstitucional a efetivação de servidores promovida pela Lei Complementar 100/07, o caráter temporário inicial do contrato se estende até o desligamento do servidor, tornando nula a contratação. - Embora o art. 19- A, da Lei 8.036/90 estabeleça ser devido o depósito de FGTS ao trabalhador cujo contrato de trabalho seja declarado nulo, esta previsão não se aplica às contratações que possuem natureza administrativa.’ Opostos embargos declaratórios pela parte autora, foram acolhidos para, tão somente, arbitrar os honorários advocatícios. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 2..., 18, 25, 37, caput e inciso IX, 39, § 3..., 61, § 1..., inciso II, alínea 'a', e 161, caput e § 1..., da Constituição Federal. Decido. No que se refere aos artigos 2..., 18, 25, 37, caput, 39, § 3..., 61, § 1..., inciso II, alínea 'a', e 161, caput e § 1..., da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, destaca-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AJUDA DE CUSTO. MILITAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Ausência de prequestionamento. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II – Esta Corte entende inadmissível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). III – Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 800.777/RS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/14). Por outro lado, verifica-se do voto condutor do acórdão atacado que a Corte de origem concluiu pelo direito da parte autora ao recebimento do FGTS amparada na nulidade do contrato temporário celebrado entre as partes e não, como afirma o ora recorrente, com base na declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 100/07, que efetivou milhares de servidores sem concurso público. Do referido voto, destaca-se: ‘O cerne da demanda consiste em verificar o direito da apelante ao recebimento do FGTS, após ser desligada dos quadros da Administração Pública, uma vez declarada inconstitucional a Lei Estadual 100/2007 que a efetivou. Em 26/03/14, o plenário do Supremo Tribunal Federal julgou a ADI 4876, de Relatoria do Ministro Dias Toffoli, para declarar a inconstitucionalidade dos incisos I, II, IV e V do art. 7... da Lei Complementar n 100/2007 do Estado de Minas Gerais, que efetivou milhares de servidores da Administração Pública, sem concurso público. Naquela oportunidade, a Suprema Corte modulou os efeitos da declaração de inconstitucionalidade apenas em relação aos servidores ocupantes de cargos para os quais não haja concurso público em andamento ou com prazo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II – Esta Corte entende inadmissível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). III – Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 800.777/RS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/14). Por outro lado, verifica-se do voto condutor do acórdão atacado que a Corte de origem concluiu pelo direito da parte autora ao recebimento do FGTS amparada na nulidade do contrato temporário celebrado entre as partes e não, como afirma o ora recorrente, com base na declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 100/07, que efetivou milhares de servidores sem concurso público. Do referido voto, destaca-se: ‘O cerne da demanda consiste em verificar o direito da apelante ao recebimento do FGTS, após ser desligada dos quadros da Administração Pública, uma vez declarada inconstitucional a Lei Estadual 100/2007 que a efetivou. Em 26/03/14, o plenário do Supremo Tribunal Federal julgou a ADI 4876, de Relatoria do Ministro Dias Toffoli, para declarar a inconstitucionalidade dos incisos I, II, IV e V do art. 7... da Lei Complementar n 100/2007 do Estado de Minas Gerais, que efetivou milhares de servidores da Administração Pública, sem concurso público. Naquela oportunidade, a Suprema Corte modulou os efeitos da declaração de inconstitucionalidade apenas em relação aos servidores ocupantes de cargos para os quais não haja concurso público em andamento ou com prazo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Relatório Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG de validade em curso, "de modo a somente produzir efeitos a partir de doze meses, contados da data da publicação da ata de julgamento", posteriormente estendido aos servidores da educação básica e superior do Estado até dezembro de 2015 pelo julgamento do ED na ADI4876. Importante notar que o efeito prospectivo de parte da decisão de inconstitucionalidade, para definir que a sua eficácia só começasse a surtir efeitos a partir daquele momento específico, nos termos do art. 27 da Lei n. 9.868/99, não retira o caráter retroativo da decisão (ex tunc). Assim sendo, a declaração de inconstitucionalidade retroage desde o nascimento da Lei, tornando nula a efetivação de todos os servidores não concursados. Logo, não resta dúvida de que tais servidores não poderiam exercer as funções na qualidade de efetivados por tanto tempo na Administração Pública, mas também não se desconhece que o fizeram por largo período. E se não podem ser considerados efetivos, há de reconhecer que ingressaram no serviço público na qualidade de designados para exercer a função pública de professor para, regência de classe, especialista em educação e serviçal, para exercício exclusivo em unidade estadual de ensino, nos termos do art. 10, inciso II, §1... alínea a da Lei n 10.254/1990. No entanto, referida Lei, que instituiu o regime jurídico único do servidor público civil do Estado de Minas Gerais e deu outras providências, limitou o prazo de designação para o exercício da função de professor especialista em educação e serviçal ao período letivo. Veja- se: (…) Considerando que a apelante exerceu a função de auxiliar de serviços da educação básica por tempo superior ao permitido na Lei, há de reconhecer igualmente 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG de validade em curso, "de modo a somente produzir efeitos a partir de doze meses, contados da data da publicação da ata de julgamento", posteriormente estendido aos servidores da educação básica e superior do Estado até dezembro de 2015 pelo julgamento do ED na ADI4876. Importante notar que o efeito prospectivo de parte da decisão de inconstitucionalidade, para definir que a sua eficácia só começasse a surtir efeitos a partir daquele momento específico, nos termos do art. 27 da Lei n. 9.868/99, não retira o caráter retroativo da decisão (ex tunc). Assim sendo, a declaração de inconstitucionalidade retroage desde o nascimento da Lei, tornando nula a efetivação de todos os servidores não concursados. Logo, não resta dúvida de que tais servidores não poderiam exercer as funções na qualidade de efetivados por tanto tempo na Administração Pública, mas também não se desconhece que o fizeram por largo período. E se não podem ser considerados efetivos, há de reconhecer que ingressaram no serviço público na qualidade de designados para exercer a função pública de professor para, regência de classe, especialista em educação e serviçal, para exercício exclusivo em unidade estadual de ensino, nos termos do art. 10, inciso II, §1... alínea a da Lei n 10.254/1990. No entanto, referida Lei, que instituiu o regime jurídico único do servidor público civil do Estado de Minas Gerais e deu outras providências, limitou o prazo de designação para o exercício da função de professor especialista em educação e serviçal ao período letivo. Veja- se: (…) Considerando que a apelante exerceu a função de auxiliar de serviços da educação básica por tempo superior ao permitido na Lei, há de reconhecer igualmente 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Relatório Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG a nulidade do contrato temporário, firmado sob a roupagem de designação. Veja que o fundamento da designação é a supressão temporária de comprovada necessidade de pessoal, a justificar nos termos do art. 37, inciso IX da CR/88 a contratação por prazo determinado. E sobre o assunto, em processos análogos, tenho firmado entendimento de que declarados nulos os contratos temporários ilegais - e, portanto, incapaz de gerar qualquer vínculo de caráter jurídico-administrativo -, tem a parte o direito ao recebimento da contraprestação ajustada e dos valores referentes ao FGTS, sem qualquer outro adicional ou benefício, nos termos da Súmula n. 363 do Tribunal Superior do Trabalho, Súmula n 466 do Superior Tribunal de Justiça e o artigo 19-A da Lei n. 8.036/90, declarado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 596478/RR (DJe 01/03/13), reconhecido como de repercussão geral: (…) Isso posto, peço vênia ao eminente Relator para DAR PROVIMENTO ao recurso de apelação e julgar procedente o pedido de cobrança dos valores referentes aos depósitos do FGTS pelo período trabalhado pela apelante, observada a prescrição quinquenal, devendo ser corrigidas pelo IPCA, índice que melhor reflete a inflação acumulada do período, e aplicados juros de mora com base nos juros que recaem sobre a caderneta de poupança, nos termos da nova redação do art. 1...-F da Lei n. 9.494/97’ (g.n.). Assim, não merece prosperar a irresignação, haja vista que o entendimento firmado pelo Tribunal de origem não diverge da orientação que prevaleceu nesta Corte. No julgamento do mérito do Recurso Extraordinário n 596.478/RR, transitado em julgado após o não conhecimento dos segundos aclaratórios opostos, dos quais fui Relator, as questões postas neste recurso, sob o manto da repercussão geral, foram definidas como tudo restou 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG a nulidade do contrato temporário, firmado sob a roupagem de designação. Veja que o fundamento da designação é a supressão temporária de comprovada necessidade de pessoal, a justificar nos termos do art. 37, inciso IX da CR/88 a contratação por prazo determinado. E sobre o assunto, em processos análogos, tenho firmado entendimento de que declarados nulos os contratos temporários ilegais - e, portanto, incapaz de gerar qualquer vínculo de caráter jurídico-administrativo -, tem a parte o direito ao recebimento da contraprestação ajustada e dos valores referentes ao FGTS, sem qualquer outro adicional ou benefício, nos termos da Súmula n. 363 do Tribunal Superior do Trabalho, Súmula n 466 do Superior Tribunal de Justiça e o artigo 19-A da Lei n. 8.036/90, declarado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 596478/RR (DJe 01/03/13), reconhecido como de repercussão geral: (…) Isso posto, peço vênia ao eminente Relator para DAR PROVIMENTO ao recurso de apelação e julgar procedente o pedido de cobrança dos valores referentes aos depósitos do FGTS pelo período trabalhado pela apelante, observada a prescrição quinquenal, devendo ser corrigidas pelo IPCA, índice que melhor reflete a inflação acumulada do período, e aplicados juros de mora com base nos juros que recaem sobre a caderneta de poupança, nos termos da nova redação do art. 1...-F da Lei n. 9.494/97’ (g.n.). Assim, não merece prosperar a irresignação, haja vista que o entendimento firmado pelo Tribunal de origem não diverge da orientação que prevaleceu nesta Corte. No julgamento do mérito do Recurso Extraordinário n 596.478/RR, transitado em julgado após o não conhecimento dos segundos aclaratórios opostos, dos quais fui Relator, as questões postas neste recurso, sob o manto da repercussão geral, foram definidas como tudo restou 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Relatório Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG explicitado na sua ementa: ‘Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19- A da Lei n 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei n 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ Nos autos do Recurso Extraordinário n 596.478/RR, apreciou-se a questão relativa à constitucionalidade do art. 19-A da Lei n 8.036/90, acrescido pela Medida Provisória n 2.164-41, que assegura o direito ao FGTS à pessoa contratada pela Administração Pública sem a prévia realização de concurso público. O Tribunal, por maioria, entendeu que ante o reconhecimento de nulidade da contratação sem a prévia realização de concurso público, faz-se necessário reconhecer a existência de efeitos jurídicos residuais, qual seja, a necessidade de recolhimento da verba trabalhista. Fundamentei, por ocasião do julgamento que: ‘[i]dentifico exatamente isto: uma necessidade de se estabelecer uma regra de transição. E daí se fixou uma declaração, uma nítida declaração, quanto a serem indenizadas as horas de trabalho, e, por consequência, vem o art. 19-A e explicita ser “devido o depósito do FGTS na conta vinculada do trabalhador”, senão ficaria esse trabalhador em uma situação de total desamparo. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG explicitado na sua ementa: ‘Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19- A da Lei n 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei n 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ Nos autos do Recurso Extraordinário n 596.478/RR, apreciou-se a questão relativa à constitucionalidade do art. 19-A da Lei n 8.036/90, acrescido pela Medida Provisória n 2.164-41, que assegura o direito ao FGTS à pessoa contratada pela Administração Pública sem a prévia realização de concurso público. O Tribunal, por maioria, entendeu que ante o reconhecimento de nulidade da contratação sem a prévia realização de concurso público, faz-se necessário reconhecer a existência de efeitos jurídicos residuais, qual seja, a necessidade de recolhimento da verba trabalhista. Fundamentei, por ocasião do julgamento que: ‘[i]dentifico exatamente isto: uma necessidade de se estabelecer uma regra de transição. E daí se fixou uma declaração, uma nítida declaração, quanto a serem indenizadas as horas de trabalho, e, por consequência, vem o art. 19-A e explicita ser “devido o depósito do FGTS na conta vinculada do trabalhador”, senão ficaria esse trabalhador em uma situação de total desamparo. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Relatório Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG E volto a dizer, presume-se que ele foi contratado para trabalhar e prestou o serviço. (...)’. O eminente Ministro Gilmar Mendes votou nesse mesmo sentido. Vide: ‘Uma coisa é combater o contrato irregular – para isso o Ministério Público deve fazer todos os esforços, e todos os órgãos de fiscalização também. Agora, não reconhecer, minimamente, este direito ao FGTS me parece realmente onerar em demasia a parte mais fraca. E, aí, veja, de novo não é o Estado o responsável pelo o malfeito, mas o trabalhador. (...). (...) E, no caso específico, a norma acaba por privilegiar o Estado em detrimento do elo mais fraco dessa relação. Parece-me que é isso que agrava. Por outro lado, em termos institucionais hoje, ou temos o regime estatutário, em que a seleção terá quer ser por concurso público, ou teremos um sistema de seleção dos chamados empregos, aí, por prazo determinado. Então me parece que essas hipóteses serão cada vez mais raras, mas elas ocorreram. Por isso, o legislador se preocupou em dar pelo menos essa garantia básica, garantia mínima a esse trabalhador que teve essa relação fática. Parece-me que é essa a questão.’ Da mesma forma votou o eminente Ministro Ayres Britto, in verbis: ‘Entendo que a lei - a medida provisória -, no seu artigo 19-A, é compatível com o § 2... do artigo 37 da Constituição. A Constituição, ao falar de nulidade, pode muito bem ser interpretada da seguinte forma, o que diz o § 2... do artigo 37 da Constituição? Se não houver concurso público, o recrutamento do servidor para a administração pública será automaticamente desfeito, será nulo. E esse dispositivo vai continuar operando; não está sento negado 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG E volto a dizer, presume-se que ele foi contratado para trabalhar e prestou o serviço. (...)’. O eminente Ministro Gilmar Mendes votou nesse mesmo sentido. Vide: ‘Uma coisa é combater o contrato irregular – para isso o Ministério Público deve fazer todos os esforços, e todos os órgãos de fiscalização também. Agora, não reconhecer, minimamente, este direito ao FGTS me parece realmente onerar em demasia a parte mais fraca. E, aí, veja, de novo não é o Estado o responsável pelo o malfeito, mas o trabalhador. (...). (...) E, no caso específico, a norma acaba por privilegiar o Estado em detrimento do elo mais fraco dessa relação. Parece-me que é isso que agrava. Por outro lado, em termos institucionais hoje, ou temos o regime estatutário, em que a seleção terá quer ser por concurso público, ou teremos um sistema de seleção dos chamados empregos, aí, por prazo determinado. Então me parece que essas hipóteses serão cada vez mais raras, mas elas ocorreram. Por isso, o legislador se preocupou em dar pelo menos essa garantia básica, garantia mínima a esse trabalhador que teve essa relação fática. Parece-me que é essa a questão.’ Da mesma forma votou o eminente Ministro Ayres Britto, in verbis: ‘Entendo que a lei - a medida provisória -, no seu artigo 19-A, é compatível com o § 2... do artigo 37 da Constituição. A Constituição, ao falar de nulidade, pode muito bem ser interpretada da seguinte forma, o que diz o § 2... do artigo 37 da Constituição? Se não houver concurso público, o recrutamento do servidor para a administração pública será automaticamente desfeito, será nulo. E esse dispositivo vai continuar operando; não está sento negado 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Relatório Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG por essa nossa decisão. O que nós estamos fazendo aqui é uma distinção já feita, por exemplo, no HC n 80.263, da relatoria do Ministro Ilmar Galvão, entre dois planos: o plano da validade e o plano da existência. Nem por ser nulo o ato ele se torna um absoluto nada jurídico; ele pode produzir, sim, consequências. No caso, nós estamos conferindo consequências ao ato nulo que homenageiam princípios constitucionais outros, já que a interpretação constitucional deve ser feita de modo sistemático. O hipossuficiente aqui é o empregado, hipossuficiente nos termos da Constituição, que, ao listar, ao inventariar trinta e quatro direitos do trabalhador, frente ao empregador, já deixou claro que nessa relação trabalhista há um hipossuficiente que é o trabalhador. Como o trabalhador representa aqui a força do trabalho, a Constituição homenageia o trabalho valorizando por diversos modos, como, por exemplo, no artigo 1..., inciso IV, dizendo que ele é um dos fundamentos da República. Na cabeça do artigo 170, dizendo que toda ordem econômica se baseia na valorização do trabalho e na livre iniciativa. No artigo 193, dizendo que toda ordem social se fundamenta na primazia do trabalho, ou seja, na precedência do trabalho.’ Sobre o tema, destaco os recentes julgados desta Corte: ‘Ementa: Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. Contratação temporária. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. 3. Contrato por tempo indeterminado e inexistência de excepcional interesse público. Nulidade do contrato. 4. Efeitos jurídicos: pagamento do saldo salarial e levantamento de FGTS. Precedentes: Recurso Extraordinário-RG 596.478, red. do acórdão Dias Toffoli, e Recurso Extraordinário-RG 705.140, rel. min. Teori Zavascki. 5. Aplicabilidade dessa orientação jurisprudencial aos casos 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG por essa nossa decisão. O que nós estamos fazendo aqui é uma distinção já feita, por exemplo, no HC n 80.263, da relatoria do Ministro Ilmar Galvão, entre dois planos: o plano da validade e o plano da existência. Nem por ser nulo o ato ele se torna um absoluto nada jurídico; ele pode produzir, sim, consequências. No caso, nós estamos conferindo consequências ao ato nulo que homenageiam princípios constitucionais outros, já que a interpretação constitucional deve ser feita de modo sistemático. O hipossuficiente aqui é o empregado, hipossuficiente nos termos da Constituição, que, ao listar, ao inventariar trinta e quatro direitos do trabalhador, frente ao empregador, já deixou claro que nessa relação trabalhista há um hipossuficiente que é o trabalhador. Como o trabalhador representa aqui a força do trabalho, a Constituição homenageia o trabalho valorizando por diversos modos, como, por exemplo, no artigo 1..., inciso IV, dizendo que ele é um dos fundamentos da República. Na cabeça do artigo 170, dizendo que toda ordem econômica se baseia na valorização do trabalho e na livre iniciativa. No artigo 193, dizendo que toda ordem social se fundamenta na primazia do trabalho, ou seja, na precedência do trabalho.’ Sobre o tema, destaco os recentes julgados desta Corte: ‘Ementa: Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. Contratação temporária. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. 3. Contrato por tempo indeterminado e inexistência de excepcional interesse público. Nulidade do contrato. 4. Efeitos jurídicos: pagamento do saldo salarial e levantamento de FGTS. Precedentes: Recurso Extraordinário-RG 596.478, red. do acórdão Dias Toffoli, e Recurso Extraordinário-RG 705.140, rel. min. Teori Zavascki. 5. Aplicabilidade dessa orientação jurisprudencial aos casos 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Relatório Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG de contratação em caráter temporário pela Administração Pública. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 863.125/MG-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 6/5/2015). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. NULIDADE. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO – FGTS. Recurso Extraordinário 596.478-RG. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JULGAMENTO DE MÉRITO. 1. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS é devido aos servidores temporários, nas hipóteses em há declaração de nulidade do contrato firmado com a Administração Pública, consoante decidido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário 596.478-RG, Rel. para o acórdão Min. Dias Toffoli, DJe de 1/3/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO CÍVEL – CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA - PRAZO SUPERIOR AO ADMITIDO NA LEGISLAÇÃO PERTINENTE - NULIDADE DO ATO - FGTS - DIREITO AO RECOLHIMENTO - PRECEDENTE DO Supremo Tribunal Federal.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO’ (Recurso Extraordinário n 830.962/MG- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/11/14). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO SERVIÇO PÚBLICO CONTRATAÇÃO EM CARÁTER TEMPORÁRIO RENOVAÇÕES SUCESSIVAS DO CONTRATO EXTENSÃO DOS DIREITOS SOCIAIS PREVISTOS NO ART. 7... DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DIREITO AO DEPÓSITO DO FGTS ORIENTAÇÃO QUE PREVALECE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM RAZÃO DE JULGAMENTO FINAL, COM REPERCUSSÃO GERAL, DO Recurso Extraordinário 596.478/RR RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO’ (Recurso Extraordinário n 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG de contratação em caráter temporário pela Administração Pública. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 863.125/MG-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 6/5/2015). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. NULIDADE. DIREITO AO DEPÓSITO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO – FGTS. Recurso Extraordinário 596.478-RG. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JULGAMENTO DE MÉRITO. 1. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS é devido aos servidores temporários, nas hipóteses em há declaração de nulidade do contrato firmado com a Administração Pública, consoante decidido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário 596.478-RG, Rel. para o acórdão Min. Dias Toffoli, DJe de 1/3/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO CÍVEL – CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA - PRAZO SUPERIOR AO ADMITIDO NA LEGISLAÇÃO PERTINENTE - NULIDADE DO ATO - FGTS - DIREITO AO RECOLHIMENTO - PRECEDENTE DO Supremo Tribunal Federal.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO’ (Recurso Extraordinário n 830.962/MG- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/11/14). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO SERVIÇO PÚBLICO CONTRATAÇÃO EM CARÁTER TEMPORÁRIO RENOVAÇÕES SUCESSIVAS DO CONTRATO EXTENSÃO DOS DIREITOS SOCIAIS PREVISTOS NO ART. 7... DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DIREITO AO DEPÓSITO DO FGTS ORIENTAÇÃO QUE PREVALECE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM RAZÃO DE JULGAMENTO FINAL, COM REPERCUSSÃO GERAL, DO Recurso Extraordinário 596.478/RR RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO’ (Recurso Extraordinário n 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Relatório Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG 752.206/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 12/12/13 - grifei). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” Aduz o agravante, in verbis, que, “(…) com a modulação dos efeitos da decisão proferida na ADI 4876/DF, na esteira da validade temporária da Lei Complementar 100/07, considera-se também válida (até a data estabelecida na decisão da Ação Direta de Inconstitucionalidade), a investidura, promovida pelo diploma inconstitucional, dos servidores nos cargos efetivos de professor. Decorre, portanto, da validade temporária da Lei Complementar 100/97, o fato de que não se podem considerar nulos, ao menos no período contemplado pela modulação dos efeitos da decisão proferida na ADI 4876/DF, os vínculos mantidos entre os professores (e servidores da educação) titulares de cargo efetivo nos termos da referida lei e o Estado de Minas Gerais. (…) Com efeito, não há qualquer congruência jurídica na condenação ao pagamento de FGTS no período compreendido entre a publicação da Lei Complementar mineira e a declaração de sua inconstitucionalidade, se neste mesmo período, além da modulação dos efeitos ex nunc e pro futuro, considerando válidos os atos perpetrados anteriormente por atender ao princípio da segurança jurídica, houve o recebimento, pelos professores, de todas as verbas destinadas ao servidor titular de cargo efetivo e a manutenção do vínculo 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG 752.206/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 12/12/13 - grifei). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” Aduz o agravante, in verbis, que, “(…) com a modulação dos efeitos da decisão proferida na ADI 4876/DF, na esteira da validade temporária da Lei Complementar 100/07, considera-se também válida (até a data estabelecida na decisão da Ação Direta de Inconstitucionalidade), a investidura, promovida pelo diploma inconstitucional, dos servidores nos cargos efetivos de professor. Decorre, portanto, da validade temporária da Lei Complementar 100/97, o fato de que não se podem considerar nulos, ao menos no período contemplado pela modulação dos efeitos da decisão proferida na ADI 4876/DF, os vínculos mantidos entre os professores (e servidores da educação) titulares de cargo efetivo nos termos da referida lei e o Estado de Minas Gerais. (…) Com efeito, não há qualquer congruência jurídica na condenação ao pagamento de FGTS no período compreendido entre a publicação da Lei Complementar mineira e a declaração de sua inconstitucionalidade, se neste mesmo período, além da modulação dos efeitos ex nunc e pro futuro, considerando válidos os atos perpetrados anteriormente por atender ao princípio da segurança jurídica, houve o recebimento, pelos professores, de todas as verbas destinadas ao servidor titular de cargo efetivo e a manutenção do vínculo 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Relatório Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG destes mesmos servidores ao regime próprio de previdência. Portanto, no caso, o eventual reconhecimento do direito à percepção do FGTS possibilitaria uma acumulação indevida de direitos relativos a dois regimes jurídicos diversos, por parte do servidor.” Assevera que o caso em análise difere do que foi decidido no Recurso Extraordinário 596.478/RR, uma vez que o vínculo estabelecido entre as partes, naquele caso, era celetista. Por fim, alega que teria havido o efetivo prequestionamento dos dispositivos constitucionais apontados como violados. É o relatório. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG destes mesmos servidores ao regime próprio de previdência. Portanto, no caso, o eventual reconhecimento do direito à percepção do FGTS possibilitaria uma acumulação indevida de direitos relativos a dois regimes jurídicos diversos, por parte do servidor.” Assevera que o caso em análise difere do que foi decidido no Recurso Extraordinário 596.478/RR, uma vez que o vínculo estabelecido entre as partes, naquele caso, era celetista. Por fim, alega que teria havido o efetivo prequestionamento dos dispositivos constitucionais apontados como violados. É o relatório. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2F-5FE2-F106-51B4 e senha E0BB-9A54-4628-4406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.120 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, reitero que aos arts. 2...; 18; 25; 37, caput; 39, § 3..., 61, § 1..., inciso II, alínea a; e 161, caput e § 1..., da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, destaca-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AJUDA DE CUSTO. MILITAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Ausência de prequestionamento. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II Esta Corte entende inadmissível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). III Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 800.777/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/14). Ademais, conforme consignado na decisão agravada, verifica-se que a Corte de origem concluiu pelo direito da parte autora ao recebimento do FGTS amparada na nulidade do contrato temporário celebrado entre as partes, e não, como afirma o ora recorrente, com base na declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 100/07, que efetivou milhares Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.120 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, reitero que aos arts. 2...; 18; 25; 37, caput; 39, § 3..., 61, § 1..., inciso II, alínea a; e 161, caput e § 1..., da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, destaca-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AJUDA DE CUSTO. MILITAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Ausência de prequestionamento. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II Esta Corte entende inadmissível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). III Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 800.777/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/14). Ademais, conforme consignado na decisão agravada, verifica-se que a Corte de origem concluiu pelo direito da parte autora ao recebimento do FGTS amparada na nulidade do contrato temporário celebrado entre as partes, e não, como afirma o ora recorrente, com base na declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 100/07, que efetivou milhares Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG de servidores sem concurso público. Esse entendimento se coaduna com o que foi decidido por esta Corte em diversos precedentes acerca da matéria. Com efeito, nos autos do Recurso Extraordinário n 596.478/RR, apreciou-se a questão relativa à constitucionalidade do art. 19-A da Lei n 8.036/90, acrescido pela Medida Provisória n 2.164-41, que assegura o direito ao FGTS à pessoa contratada pela Administração Pública sem a prévia realização de concurso público. O Tribunal, por maioria, entendeu que, ante o reconhecimento de nulidade da contratação sem a prévia realização de concurso público, faz-se necessário reconhecer a existência de efeitos jurídicos residuais, qual seja, a necessidade de recolhimento da verba trabalhista. Posteriormente, nos autos do Recurso Extraordinário 765.320/MG-RG (Tema 916), Relator o Ministro Teori Zavascki, discutiu-se exatamente o tema travado nestes autos, qual seja: as consequências jurídicas da nulidade do contrato temporário firmado em desconformidade com o art. 37, inciso XI, da Constituição Federal, no qual foi firmada a seguinte tese: “A contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS.” Aplicando essa orientação, além dos já precedentes citados, anotem- se os seguintes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. EFEITOS JURÍDICOS. DIREITO À PERCEPÇÃO DOS SALÁRIOS REFERENTES AO PERÍODO TRABALHADO. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA COMUM. 1. Compete à Justiça 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG de servidores sem concurso público. Esse entendimento se coaduna com o que foi decidido por esta Corte em diversos precedentes acerca da matéria. Com efeito, nos autos do Recurso Extraordinário n 596.478/RR, apreciou-se a questão relativa à constitucionalidade do art. 19-A da Lei n 8.036/90, acrescido pela Medida Provisória n 2.164-41, que assegura o direito ao FGTS à pessoa contratada pela Administração Pública sem a prévia realização de concurso público. O Tribunal, por maioria, entendeu que, ante o reconhecimento de nulidade da contratação sem a prévia realização de concurso público, faz-se necessário reconhecer a existência de efeitos jurídicos residuais, qual seja, a necessidade de recolhimento da verba trabalhista. Posteriormente, nos autos do Recurso Extraordinário 765.320/MG-RG (Tema 916), Relator o Ministro Teori Zavascki, discutiu-se exatamente o tema travado nestes autos, qual seja: as consequências jurídicas da nulidade do contrato temporário firmado em desconformidade com o art. 37, inciso XI, da Constituição Federal, no qual foi firmada a seguinte tese: “A contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS.” Aplicando essa orientação, além dos já precedentes citados, anotem- se os seguintes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. EFEITOS JURÍDICOS. DIREITO À PERCEPÇÃO DOS SALÁRIOS REFERENTES AO PERÍODO TRABALHADO. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA COMUM. 1. Compete à Justiça 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG comum julgar as demandas instauradas entre o poder público e os servidores vinculados à Administração por uma relação jurídico-estatutária. Precedente. 2. O Supremo Tribunal Federal reafirmou a sua jurisprudência, para fins de repercussão geral, no sentido de que 'a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS' ( Recurso Extraordinário 765.320- RG, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Agravo interno a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 595.390/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 1.../3/18). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONTRATO TEMPORÁRIO. NULIDADE. FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO (FGTS). DIREITO AOS DEPÓSITOS. DECISÃO RECORRIDA EM CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO SEDIMENTADO NOS TEMAS 191, 308 E 916. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/1973. 1. O entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, divergiu da jurisprudência firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal nos julgados sob a sistemática da repercussão geral dos Temas 191, 308 e 916 (Recurso Extraordinário 596.478/RR, Recurso Extraordinário 705.140/RS e Recurso Extraordinário 765.320/MG). 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 761.083/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/12/16) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG comum julgar as demandas instauradas entre o poder público e os servidores vinculados à Administração por uma relação jurídico-estatutária. Precedente. 2. O Supremo Tribunal Federal reafirmou a sua jurisprudência, para fins de repercussão geral, no sentido de que 'a contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS' ( Recurso Extraordinário 765.320- RG, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Agravo interno a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 595.390/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 1.../3/18). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONTRATO TEMPORÁRIO. NULIDADE. FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO (FGTS). DIREITO AOS DEPÓSITOS. DECISÃO RECORRIDA EM CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO SEDIMENTADO NOS TEMAS 191, 308 E 916. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/1973. 1. O entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, divergiu da jurisprudência firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal nos julgados sob a sistemática da repercussão geral dos Temas 191, 308 e 916 (Recurso Extraordinário 596.478/RR, Recurso Extraordinário 705.140/RS e Recurso Extraordinário 765.320/MG). 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 761.083/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/12/16) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DECLARADA NULA. PAGAMENTO DE FGTS. CABIMENTO. PRECEDENTES. AGRAVO DESPROVIDO. 1. É devido o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço aos servidores contratados temporariamente (art. 37, IX, Constituição Federal de 1988) nas hipóteses em que o contrato firmado com a Administração Pública é declarado nulo. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 816.105/MG-AgR-segundo, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 22/11/16) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual. Artigo 557, §1...-A, do Código de Processo Civil. Provimento monocrático. Admissibilidade. Direito Administrativo. Contratação temporária. Descaracterização. Prorrogações sucessivas. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. Havendo jurisprudência dominante sobre o tema, é dado ao relator decidir monocraticamente o recurso, inclusive para a ele dar provimento. 2. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 596.478/RR-RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento de ambas as Turmas. 4. A jurisprudência da Corte é no sentido de que é devida a extensão dos diretos sociais previstos no art. 7... da Constituição Federal a servidor contratado temporariamente, nos moldes do art. 37, inciso IX, da referida Carta da República, notadamente quando o contrato é sucessivamente renovado. 5. Agravo regimental não provido” (ARE 766.127/PE-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 18/5/16). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DECLARADA NULA. PAGAMENTO DE FGTS. CABIMENTO. PRECEDENTES. AGRAVO DESPROVIDO. 1. É devido o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço aos servidores contratados temporariamente (art. 37, IX, Constituição Federal de 1988) nas hipóteses em que o contrato firmado com a Administração Pública é declarado nulo. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 816.105/MG-AgR-segundo, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 22/11/16) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual. Artigo 557, §1...-A, do Código de Processo Civil. Provimento monocrático. Admissibilidade. Direito Administrativo. Contratação temporária. Descaracterização. Prorrogações sucessivas. Direito ao recebimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. 1. Havendo jurisprudência dominante sobre o tema, é dado ao relator decidir monocraticamente o recurso, inclusive para a ele dar provimento. 2. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 596.478/RR-RG, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, concluiu que, mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Essa orientação se aplica também aos contratos temporários declarados nulos, consoante entendimento de ambas as Turmas. 4. A jurisprudência da Corte é no sentido de que é devida a extensão dos diretos sociais previstos no art. 7... da Constituição Federal a servidor contratado temporariamente, nos moldes do art. 37, inciso IX, da referida Carta da República, notadamente quando o contrato é sucessivamente renovado. 5. Agravo regimental não provido” (ARE 766.127/PE-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 18/5/16). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2054-993F-AC78-470A e senha 9175-4BF2-F27C-1624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 17/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.120 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MARIA CAITANO DE SOUZA ABREU ADV.(A/S) : LEONARDO JOSE SANTANA (26687/ES, 40189/GO, 104617/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processo de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado do respectivo julgado o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BE0-9294-3E55-14F5 e senha 2607-07F9-A787-2341 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.120 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MARIA CAITANO DE SOUZA ABREU ADV.(A/S) : LEONARDO JOSE SANTANA (26687/ES, 40189/GO, 104617/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processo de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado do respectivo julgado o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BE0-9294-3E55-14F5 e senha 2607-07F9-A787-2341 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 111 . 120", "Súmulas ns 282", "Recurso Extraordinário n 596 . 478 / RR - RG", "Recurso Extraordinário n 765 . 320 / MG", "Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 111 . 120 MINAS", "ADI 4876", "Súmula n . 363 do Tribunal Superior do Trabalho", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 111 . 120", "ADI 4876", "ADI 4876", "Súmula n . 363 do Tribunal Superior do Trabalho", "Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG n 466 do Superior", "SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG n 466 do Superior Tribunal de Justiça", "Súmulas", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1111120 AGR / MG", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 800 . 777 / RS - 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Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.434 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE NAZEM ABOSSAMBRA REPRESENTADO POR REGINA CÉLIA ABOSSAMBRA ADV.(A/S) :MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS ADV.(A/S) :ERICA PAIVA REIS STABELITO EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A parte recorrente, nas razões do recurso, não se desincumbiu do dever processual de desconstituir os fundamentos da decisão agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Precedente. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno não conhecido, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de setembro a 4 de outubro de 2018. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24AD-8003-8132-8745 e senha 5CFA-DB87-30FC-D1E0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1143434 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24AD-8003-8132-8745 e senha 5CFA-DB87-30FC-D1E0 Supremo Tribunal Federal ARE 1143434 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24AD-8003-8132-8745 e senha 5CFA-DB87-30FC-D1E0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.434 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE NAZEM ABOSSAMBRA REPRESENTADO POR REGINA CÉLIA ABOSSAMBRA ADV.(A/S) :MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS ADV.(A/S) :ERICA PAIVA REIS STABELITO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de ser “inviável a abertura da instância extraordinária, já que, para se perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não caracterizado o requisito da afronta direta à Carta Magna”. 2. A parte agravante sustenta a existência de fato novo, uma vez que na apelação interposta na ação de usucapião foi concedida tutela recursal, determinando o sobrestamento de mandado de despejo até julgamento final do referido recurso. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED12-E21F-32CD-42CE e senha 3B55-55E8-5231-CDB4 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.434 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE NAZEM ABOSSAMBRA REPRESENTADO POR REGINA CÉLIA ABOSSAMBRA ADV.(A/S) :MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS ADV.(A/S) :ERICA PAIVA REIS STABELITO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de ser “inviável a abertura da instância extraordinária, já que, para se perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não caracterizado o requisito da afronta direta à Carta Magna”. 2. A parte agravante sustenta a existência de fato novo, uma vez que na apelação interposta na ação de usucapião foi concedida tutela recursal, determinando o sobrestamento de mandado de despejo até julgamento final do referido recurso. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED12-E21F-32CD-42CE e senha 3B55-55E8-5231-CDB4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.434 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser conhecido, tendo em vista que a parte agravante não atacou os fundamentos da decisão ora agravada. 2. A parte recorrente, nas razões do recurso, não se desincumbiu do dever processual de desconstituir os fundamentos da decisão que negou seguimento ao seu recurso de agravo, de modo que a decisão permanece incólume. 3. Nesses casos, de acordo com o art. 932, III, do CPC/2015 e a orientação do Supremo Tribunal Federal (STF), é inadmissível o agravo interno. Veja-se, nesse sentido, a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” 4. Ademais, cabe ao juízo da execução a análise de eventual sobrestamento de mandado de despejo. 5. Diante do exposto, não conheço do agravo interno. Ante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5153-16DC-E9B3-9C8B e senha 6A0A-7A92-1328-32FA Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.434 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser conhecido, tendo em vista que a parte agravante não atacou os fundamentos da decisão ora agravada. 2. A parte recorrente, nas razões do recurso, não se desincumbiu do dever processual de desconstituir os fundamentos da decisão que negou seguimento ao seu recurso de agravo, de modo que a decisão permanece incólume. 3. Nesses casos, de acordo com o art. 932, III, do CPC/2015 e a orientação do Supremo Tribunal Federal (STF), é inadmissível o agravo interno. Veja-se, nesse sentido, a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” 4. Ademais, cabe ao juízo da execução a análise de eventual sobrestamento de mandado de despejo. 5. Diante do exposto, não conheço do agravo interno. Ante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5153-16DC-E9B3-9C8B e senha 6A0A-7A92-1328-32FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1143434 AGR / SP seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5153-16DC-E9B3-9C8B e senha 6A0A-7A92-1328-32FA Supremo Tribunal Federal ARE 1143434 AGR / SP seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5153-16DC-E9B3-9C8B e senha 6A0A-7A92-1328-32FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.434 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI (11954/CE, 398319/SP) AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE NAZEM ABOSSAMBRA REPRESENTADO POR REGINA CÉLIA ABOSSAMBRA ADV.(A/S) : MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS (286658/SP) ADV.(A/S) : ERICA PAIVA REIS STABELITO (164444/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE5B-5EDB-B3B6-21F9 e senha 60B6-9F8D-86BD-6DB3 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.434 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI (11954/CE, 398319/SP) AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE NAZEM ABOSSAMBRA REPRESENTADO POR REGINA CÉLIA ABOSSAMBRA ADV.(A/S) : MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS (286658/SP) ADV.(A/S) : ERICA PAIVA REIS STABELITO (164444/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE5B-5EDB-B3B6-21F9 e senha 60B6-9F8D-86BD-6DB3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748582975
2018-10-05T00:00:00
2018-11-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A parte recorrente, nas razões do recurso, não se desincumbiu do dever processual de desconstituir os fundamentos da decisão agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Precedente. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno não conhecido, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur393881
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) ARE 737174 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 26/11/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1143434
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-00932 INC-00003 ART-01021 PAR-00004 \n PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1143434 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE NAZEM ABOSSAMBRA REPRESENTADO POR REGINA CÉLIA ABOSSAMBRA ADV.(A/S) : MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS ADV.(A/S) : ERICA PAIVA REIS STABELITO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.434 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE NAZEM ABOSSAMBRA REPRESENTADO POR REGINA CÉLIA ABOSSAMBRA ADV.(A/S) :MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS ADV.(A/S) :ERICA PAIVA REIS STABELITO EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A parte recorrente, nas razões do recurso, não se desincumbiu do dever processual de desconstituir os fundamentos da decisão agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Precedente. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno não conhecido, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de setembro a 4 de outubro de 2018. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24AD-8003-8132-8745 e senha 5CFA-DB87-30FC-D1E0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1143434 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24AD-8003-8132-8745 e senha 5CFA-DB87-30FC-D1E0 Supremo Tribunal Federal ARE 1143434 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24AD-8003-8132-8745 e senha 5CFA-DB87-30FC-D1E0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.434 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE NAZEM ABOSSAMBRA REPRESENTADO POR REGINA CÉLIA ABOSSAMBRA ADV.(A/S) :MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS ADV.(A/S) :ERICA PAIVA REIS STABELITO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de ser “inviável a abertura da instância extraordinária, já que, para se perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não caracterizado o requisito da afronta direta à Carta Magna”. 2. A parte agravante sustenta a existência de fato novo, uma vez que na apelação interposta na ação de usucapião foi concedida tutela recursal, determinando o sobrestamento de mandado de despejo até julgamento final do referido recurso. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED12-E21F-32CD-42CE e senha 3B55-55E8-5231-CDB4 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.434 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE NAZEM ABOSSAMBRA REPRESENTADO POR REGINA CÉLIA ABOSSAMBRA ADV.(A/S) :MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS ADV.(A/S) :ERICA PAIVA REIS STABELITO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de ser “inviável a abertura da instância extraordinária, já que, para se perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não caracterizado o requisito da afronta direta à Carta Magna”. 2. A parte agravante sustenta a existência de fato novo, uma vez que na apelação interposta na ação de usucapião foi concedida tutela recursal, determinando o sobrestamento de mandado de despejo até julgamento final do referido recurso. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED12-E21F-32CD-42CE e senha 3B55-55E8-5231-CDB4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.434 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser conhecido, tendo em vista que a parte agravante não atacou os fundamentos da decisão ora agravada. 2. A parte recorrente, nas razões do recurso, não se desincumbiu do dever processual de desconstituir os fundamentos da decisão que negou seguimento ao seu recurso de agravo, de modo que a decisão permanece incólume. 3. Nesses casos, de acordo com o art. 932, III, do Código de Processo Civil/2015 e a orientação do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), é inadmissível o agravo interno. Veja-se, nesse sentido, a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” 4. Ademais, cabe ao juízo da execução a análise de eventual sobrestamento de mandado de despejo. 5. Diante do exposto, não conheço do agravo interno. Ante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5153-16DC-E9B3-9C8B e senha 6A0A-7A92-1328-32FA Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.434 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser conhecido, tendo em vista que a parte agravante não atacou os fundamentos da decisão ora agravada. 2. A parte recorrente, nas razões do recurso, não se desincumbiu do dever processual de desconstituir os fundamentos da decisão que negou seguimento ao seu recurso de agravo, de modo que a decisão permanece incólume. 3. Nesses casos, de acordo com o art. 932, III, do Código de Processo Civil/2015 e a orientação do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), é inadmissível o agravo interno. Veja-se, nesse sentido, a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” 4. Ademais, cabe ao juízo da execução a análise de eventual sobrestamento de mandado de despejo. 5. Diante do exposto, não conheço do agravo interno. Ante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5153-16DC-E9B3-9C8B e senha 6A0A-7A92-1328-32FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1143434 AGR / SP seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5153-16DC-E9B3-9C8B e senha 6A0A-7A92-1328-32FA Supremo Tribunal Federal ARE 1143434 AGR / SP seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5153-16DC-E9B3-9C8B e senha 6A0A-7A92-1328-32FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.434 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI (11954/CE, 398319/SP) AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE NAZEM ABOSSAMBRA REPRESENTADO POR REGINA CÉLIA ABOSSAMBRA ADV.(A/S) : MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS (286658/SP) ADV.(A/S) : ERICA PAIVA REIS STABELITO (164444/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE5B-5EDB-B3B6-21F9 e senha 60B6-9F8D-86BD-6DB3 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.434 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI (11954/CE, 398319/SP) AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE NAZEM ABOSSAMBRA REPRESENTADO POR REGINA CÉLIA ABOSSAMBRA ADV.(A/S) : MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS (286658/SP) ADV.(A/S) : ERICA PAIVA REIS STABELITO (164444/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE5B-5EDB-B3B6-21F9 e senha 60B6-9F8D-86BD-6DB3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 143 . 434", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 143 . 434", "ARE 737 . 174 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 143 . 434", "ARE 737 . 174 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , III , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , III , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", ".", "85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO", "ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI", "ESPÓLIO DE NAZEM ABOSSAMBRA", "REGINA CÉLIA ABOSSAMBRA", "MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS", "ERICA PAIVA REIS STABELITO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO", "ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI", "ESPÓLIO DE NAZEM ABOSSAMBRA", "REGINA CÉLIA ABOSSAMBRA", "MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS", "ERICA PAIVA REIS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO", "ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI", "ESPÓLIO DE NAZEM ABOSSAMBRA", "REGINA CÉLIA ABOSSAMBRA", "MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS", "ERICA PAIVA REIS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO", "ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI", "ESPÓLIO DE NAZEM", "CÉLIA ABOSSAMBRA", "MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS", "ERICA PAIVA REIS STABELITO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "RAIMUNDA ZELIA DE OLIVEIRA COUTO", "ANGEL ALBERTO DE OLIVEIRA COUTO NAPOLI", "ESPÓLIO", "CÉLIA ABOSSAMBRA", "MARCOS ROBERTO DE MEDEIROS", "ERICA PAIVA REIS STABELITO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "10", "/", "2018", "28 de setembro a", "4 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "28", ".", "9", ".", "2018", "4", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "9", ".", "2018", "4", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) :FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR E USO DE DOCUMENTO FALSO (ARTS. 298 E 304 DO CP). ALEGAÇÃO DE CRIME IMPOSSÍVEL. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a “caracterização do crime impossível pressupõe a absoluta ineficácia do meio empregado ou a absoluta impropriedade do objeto, de modo que o bem juridicamente tutelado não sofra qualquer lesão ou ameaça de lesão” (HC 121.945, Rel. Min. Luiz Fux). Hipótese em que não restou comprovada a absoluta ineficácia do meio empregado. O que impede o acolhimento da tese de crime impossível. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 a 19 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89F7-6665-4D3D-A552 e senha 4B00-A2CC-2C43-B96E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) :FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-CF92-B595-FDFE e senha 730A-78FC-F766-8DB2 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) :FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-CF92-B595-FDFE e senha 730A-78FC-F766-8DB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) :FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Nefi Cordeiro, assim ementado: ‘PROCESSUAL PENAL. PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. JULGAMENTO MONOCRÁTICO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. REDIMENSIONAMENTO DAS PENAS. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. Não viola o princípio da colegialidade a decisão monocrática do relator, tendo em vista a possibilidade de submissão do julgado ao exame do órgão colegiado, mediante a interposição de agravo regimental. 2. Para se alterar a premissa adotada pelo Tribunal de origem de que as falsificações perpetradas não eram grosseiras, seria necessário reexame probatório dos autos, procedimento vedado pela Súmula n. 7 do STJ (AgRg no AREsp 127.252/RJ, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) :FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Nefi Cordeiro, assim ementado: ‘PROCESSUAL PENAL. PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. JULGAMENTO MONOCRÁTICO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. REDIMENSIONAMENTO DAS PENAS. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. Não viola o princípio da colegialidade a decisão monocrática do relator, tendo em vista a possibilidade de submissão do julgado ao exame do órgão colegiado, mediante a interposição de agravo regimental. 2. Para se alterar a premissa adotada pelo Tribunal de origem de que as falsificações perpetradas não eram grosseiras, seria necessário reexame probatório dos autos, procedimento vedado pela Súmula n. 7 do STJ (AgRg no AREsp 127.252/RJ, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 157799 AGR / RJ CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 02/08/2016, DJe 16/08/2016). 3. É incabível o exame do pleito relativo ao redimensionamento das penas, suscitado apenas na via regimental, pois configurada indevida inovação recursal. 4. Agravo regimental improvido.’ 2. Extrai-se dos autos que a paciente foi condenada à pena de 2 (dois) anos e 2 (dois) meses de reclusão, em regime inicial aberto, pelos crimes previstos no artigo 304 c/c o artigo 298 (duas vezes), e no artigo 155, todos do Código Penal. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direito. 3. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negou provimento à apelação da defesa. 4. Em seguida, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. O Relator do AResp 1.121.011, Ministro Nefi Cordeiro, deu provimento ao agravo para, ‘afastada a condenação pelo delito de furto diante do reconhecimento da atipicidade material, reduzir a sanção para 1 ano e 2 meses de reclusão, mais 11 dias-multa, mantido o regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos’. 5. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 6. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que ‘a paciente foi condenada pela prática, em tese, dos crimes de uso de documento falso e falsificação de documento particular por ter falsificado receita médica para conseguir comprar medicamento de uso controlado para emagrecer. A questão é que o documento utilizado apresentou erro grosseiro, de fácil constatação’. De modo que ‘é impossível que os crimes de uso de documento falso e de falsificação de documento particular tenham se consumado, uma vez que o meio empregado é totalmente ineficaz, eis que os documentos falsificados eram bem diferentes dos originais’. 7. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de que a acionante ‘seja absolvida dos crimes de uso de documento falso e falsificação de documento particular, por se 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Supremo Tribunal Federal HC 157799 AGR / RJ CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 02/08/2016, DJe 16/08/2016). 3. É incabível o exame do pleito relativo ao redimensionamento das penas, suscitado apenas na via regimental, pois configurada indevida inovação recursal. 4. Agravo regimental improvido.’ 2. Extrai-se dos autos que a paciente foi condenada à pena de 2 (dois) anos e 2 (dois) meses de reclusão, em regime inicial aberto, pelos crimes previstos no artigo 304 c/c o artigo 298 (duas vezes), e no artigo 155, todos do Código Penal. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direito. 3. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negou provimento à apelação da defesa. 4. Em seguida, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. O Relator do AResp 1.121.011, Ministro Nefi Cordeiro, deu provimento ao agravo para, ‘afastada a condenação pelo delito de furto diante do reconhecimento da atipicidade material, reduzir a sanção para 1 ano e 2 meses de reclusão, mais 11 dias-multa, mantido o regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos’. 5. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 6. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que ‘a paciente foi condenada pela prática, em tese, dos crimes de uso de documento falso e falsificação de documento particular por ter falsificado receita médica para conseguir comprar medicamento de uso controlado para emagrecer. A questão é que o documento utilizado apresentou erro grosseiro, de fácil constatação’. De modo que ‘é impossível que os crimes de uso de documento falso e de falsificação de documento particular tenham se consumado, uma vez que o meio empregado é totalmente ineficaz, eis que os documentos falsificados eram bem diferentes dos originais’. 7. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de que a acionante ‘seja absolvida dos crimes de uso de documento falso e falsificação de documento particular, por se 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório HC 157799 AGR / RJ tratar de crime impossível’. Decido. 8. O habeas corpus não deve ser concedido. 9. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘A caracterização do crime impossível pressupõe a absoluta ineficácia do meio empregado ou a absoluta impropriedade do objeto, de modo que o bem juridicamente tutelado não sofra qualquer lesão ou ameaça de lesão’ (HC 121.945, Rel. Min. Luiz Fux). 11. No caso de que se trata, o Tribunal Estadual assentou que, ‘conforme restou comprovado pelo laudo pericial, ‘os documentos não se encontram nos moldes dos documentos de mesma natureza emitidos por gráficas autorizadas, caracterizando sua falsidade’, cabendo frisar-se que os funcionários da farmácia lesada apenas desconfiaram da autenticidade do documento após a acusada usá-lo mais de uma vez, no mesmo local, pelo que não granjeia prestígio a tese defensiva, eis que somente se tem como grosseira a falsificação perceptível icto oculli pelo homem mediano’. 12. Nessas condições, o acolhimento da pretensão defensiva, quanto à ineficácia do meio empregado, demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via restrita do habeas corpus. 13. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de crime impossível. Para tanto, reitera que, “o laudo pericial é claro no sentido de que o receituário médico utilizado pela acusada para a compra do remédio para emagrecer apresentava erro grosseiro”. De modo que “o documento apresentado jamais conseguiria ludibriar os empregados da farmácia, verdadeiros peritos em receituários médicos, já que trabalham com esse tipo de documento diariamente”. 3. Com essa argumentação, a defesa requer o provimento do agravo a fim de que o acionante seja absolvido dos crimes de uso de documento falso e de falsificação de documento particular (arts. 304 e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Supremo Tribunal Federal HC 157799 AGR / RJ tratar de crime impossível’. Decido. 8. O habeas corpus não deve ser concedido. 9. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘A caracterização do crime impossível pressupõe a absoluta ineficácia do meio empregado ou a absoluta impropriedade do objeto, de modo que o bem juridicamente tutelado não sofra qualquer lesão ou ameaça de lesão’ (HC 121.945, Rel. Min. Luiz Fux). 11. No caso de que se trata, o Tribunal Estadual assentou que, ‘conforme restou comprovado pelo laudo pericial, ‘os documentos não se encontram nos moldes dos documentos de mesma natureza emitidos por gráficas autorizadas, caracterizando sua falsidade’, cabendo frisar-se que os funcionários da farmácia lesada apenas desconfiaram da autenticidade do documento após a acusada usá-lo mais de uma vez, no mesmo local, pelo que não granjeia prestígio a tese defensiva, eis que somente se tem como grosseira a falsificação perceptível icto oculli pelo homem mediano’. 12. Nessas condições, o acolhimento da pretensão defensiva, quanto à ineficácia do meio empregado, demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via restrita do habeas corpus. 13. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de crime impossível. Para tanto, reitera que, “o laudo pericial é claro no sentido de que o receituário médico utilizado pela acusada para a compra do remédio para emagrecer apresentava erro grosseiro”. De modo que “o documento apresentado jamais conseguiria ludibriar os empregados da farmácia, verdadeiros peritos em receituários médicos, já que trabalham com esse tipo de documento diariamente”. 3. Com essa argumentação, a defesa requer o provimento do agravo a fim de que o acionante seja absolvido dos crimes de uso de documento falso e de falsificação de documento particular (arts. 304 e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Relatório HC 157799 AGR / RJ 298 do CP). 4. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Supremo Tribunal Federal HC 157799 AGR / RJ 298 do CP). 4. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. Tal como apontado na decisão agravada, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “A caracterização do crime impossível pressupõe a absoluta ineficácia do meio empregado ou a absoluta impropriedade do objeto, de modo que o bem juridicamente tutelado não sofra qualquer lesão ou ameaça de lesão” (HC 121.945, Rel. Min. Luiz Fux). 3. No caso de que se trata, o Tribunal Estadual assentou que, “conforme restou comprovado pelo laudo pericial, ‘os documentos não se encontram nos moldes dos documentos de mesma natureza emitidos por gráficas autorizadas, caracterizando sua falsidade’, cabendo frisar-se que os funcionários da farmácia lesada apenas desconfiaram da autenticidade do documento após a acusada usá-lo mais de uma vez, no mesmo local, pelo que não granjeia prestígio a tese defensiva, eis que somente se tem como grosseira a falsificação perceptível icto oculli pelo homem mediano”. 4. Nessas condições, o acolhimento da pretensão defensiva, quanto à ineficácia do meio empregado, demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via restrita do habeas corpus. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8095-CD3B-9A4A-332D e senha 6760-6E7A-DD15-AE56 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. Tal como apontado na decisão agravada, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “A caracterização do crime impossível pressupõe a absoluta ineficácia do meio empregado ou a absoluta impropriedade do objeto, de modo que o bem juridicamente tutelado não sofra qualquer lesão ou ameaça de lesão” (HC 121.945, Rel. Min. Luiz Fux). 3. No caso de que se trata, o Tribunal Estadual assentou que, “conforme restou comprovado pelo laudo pericial, ‘os documentos não se encontram nos moldes dos documentos de mesma natureza emitidos por gráficas autorizadas, caracterizando sua falsidade’, cabendo frisar-se que os funcionários da farmácia lesada apenas desconfiaram da autenticidade do documento após a acusada usá-lo mais de uma vez, no mesmo local, pelo que não granjeia prestígio a tese defensiva, eis que somente se tem como grosseira a falsificação perceptível icto oculli pelo homem mediano”. 4. Nessas condições, o acolhimento da pretensão defensiva, quanto à ineficácia do meio empregado, demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via restrita do habeas corpus. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8095-CD3B-9A4A-332D e senha 6760-6E7A-DD15-AE56 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) : FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO (94366/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CED-7531-7F91-5D4B e senha 2E59-758C-7647-D325 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) : FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO (94366/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CED-7531-7F91-5D4B e senha 2E59-758C-7647-D325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748625862
2018-10-22T00:00:00
2018-11-09T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR E USO DE DOCUMENTO FALSO (ARTS. 298 E 304 DO CP). ALEGAÇÃO DE CRIME IMPOSSÍVEL. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a “caracterização do crime impossível pressupõe a absoluta ineficácia do meio empregado ou a absoluta impropriedade do objeto, de modo que o bem juridicamente tutelado não sofra qualquer lesão ou ameaça de lesão” (HC 121.945, Rel. Min. Luiz Fux). Hipótese em que não restou comprovada a absoluta ineficácia do meio empregado. O que impede o acolhimento da tese de crime impossível. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur394098
- Acórdão(s) citado(s): (CRIME IMPOSSÍVEL) HC 121945 (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 28/11/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
157799
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 157799 AgR
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AGTE.(S) : PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) : FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) :FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR E USO DE DOCUMENTO FALSO (ARTS. 298 E 304 DO Código Penal Brasileiro). ALEGAÇÃO DE CRIME IMPOSSÍVEL. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a “caracterização do crime impossível pressupõe a absoluta ineficácia do meio empregado ou a absoluta impropriedade do objeto, de modo que o bem juridicamente tutelado não sofra qualquer lesão ou ameaça de lesão” (HC 121.945, Rel. Min. Luiz Fux). Hipótese em que não restou comprovada a absoluta ineficácia do meio empregado. O que impede o acolhimento da tese de crime impossível. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 a 19 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89F7-6665-4D3D-A552 e senha 4B00-A2CC-2C43-B96E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) :FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-CF92-B595-FDFE e senha 730A-78FC-F766-8DB2 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) :FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-CF92-B595-FDFE e senha 730A-78FC-F766-8DB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) :FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Nefi Cordeiro, assim ementado: ‘PROCESSUAL PENAL. PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. JULGAMENTO MONOCRÁTICO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. REDIMENSIONAMENTO DAS PENAS. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. Não viola o princípio da colegialidade a decisão monocrática do relator, tendo em vista a possibilidade de submissão do julgado ao exame do órgão colegiado, mediante a interposição de agravo regimental. 2. Para se alterar a premissa adotada pelo Tribunal de origem de que as falsificações perpetradas não eram grosseiras, seria necessário reexame probatório dos autos, procedimento vedado pela Súmula n. 7 do Superior Tribunal de Justiça (AgRg no AREsp 127.252/RJ, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) :FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Nefi Cordeiro, assim ementado: ‘PROCESSUAL PENAL. PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. JULGAMENTO MONOCRÁTICO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. REDIMENSIONAMENTO DAS PENAS. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. Não viola o princípio da colegialidade a decisão monocrática do relator, tendo em vista a possibilidade de submissão do julgado ao exame do órgão colegiado, mediante a interposição de agravo regimental. 2. Para se alterar a premissa adotada pelo Tribunal de origem de que as falsificações perpetradas não eram grosseiras, seria necessário reexame probatório dos autos, procedimento vedado pela Súmula n. 7 do Superior Tribunal de Justiça (AgRg no AREsp 127.252/RJ, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 157799 AGR / RJ CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 02/08/2016, DJe 16/08/2016). 3. É incabível o exame do pleito relativo ao redimensionamento das penas, suscitado apenas na via regimental, pois configurada indevida inovação recursal. 4. Agravo regimental improvido.’ 2. Extrai-se dos autos que a paciente foi condenada à pena de 2 (dois) anos e 2 (dois) meses de reclusão, em regime inicial aberto, pelos crimes previstos no artigo 304 c/c o artigo 298 (duas vezes), e no artigo 155, todos do Código Penal. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direito. 3. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negou provimento à apelação da defesa. 4. Em seguida, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. O Relator do AResp 1.121.011, Ministro Nefi Cordeiro, deu provimento ao agravo para, ‘afastada a condenação pelo delito de furto diante do reconhecimento da atipicidade material, reduzir a sanção para 1 ano e 2 meses de reclusão, mais 11 dias-multa, mantido o regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos’. 5. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 6. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que ‘a paciente foi condenada pela prática, em tese, dos crimes de uso de documento falso e falsificação de documento particular por ter falsificado receita médica para conseguir comprar medicamento de uso controlado para emagrecer. A questão é que o documento utilizado apresentou erro grosseiro, de fácil constatação’. De modo que ‘é impossível que os crimes de uso de documento falso e de falsificação de documento particular tenham se consumado, uma vez que o meio empregado é totalmente ineficaz, eis que os documentos falsificados eram bem diferentes dos originais’. 7. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de que a acionante ‘seja absolvida dos crimes de uso de documento falso e falsificação de documento particular, por se 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Supremo Tribunal Federal HC 157799 AGR / RJ CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 02/08/2016, DJe 16/08/2016). 3. É incabível o exame do pleito relativo ao redimensionamento das penas, suscitado apenas na via regimental, pois configurada indevida inovação recursal. 4. Agravo regimental improvido.’ 2. Extrai-se dos autos que a paciente foi condenada à pena de 2 (dois) anos e 2 (dois) meses de reclusão, em regime inicial aberto, pelos crimes previstos no artigo 304 c/c o artigo 298 (duas vezes), e no artigo 155, todos do Código Penal. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direito. 3. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negou provimento à apelação da defesa. 4. Em seguida, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. O Relator do AResp 1.121.011, Ministro Nefi Cordeiro, deu provimento ao agravo para, ‘afastada a condenação pelo delito de furto diante do reconhecimento da atipicidade material, reduzir a sanção para 1 ano e 2 meses de reclusão, mais 11 dias-multa, mantido o regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos’. 5. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 6. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que ‘a paciente foi condenada pela prática, em tese, dos crimes de uso de documento falso e falsificação de documento particular por ter falsificado receita médica para conseguir comprar medicamento de uso controlado para emagrecer. A questão é que o documento utilizado apresentou erro grosseiro, de fácil constatação’. De modo que ‘é impossível que os crimes de uso de documento falso e de falsificação de documento particular tenham se consumado, uma vez que o meio empregado é totalmente ineficaz, eis que os documentos falsificados eram bem diferentes dos originais’. 7. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de que a acionante ‘seja absolvida dos crimes de uso de documento falso e falsificação de documento particular, por se 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório HC 157799 AGR / RJ tratar de crime impossível’. Decido. 8. O habeas corpus não deve ser concedido. 9. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘A caracterização do crime impossível pressupõe a absoluta ineficácia do meio empregado ou a absoluta impropriedade do objeto, de modo que o bem juridicamente tutelado não sofra qualquer lesão ou ameaça de lesão’ (HC 121.945, Rel. Min. Luiz Fux). 11. No caso de que se trata, o Tribunal Estadual assentou que, ‘conforme restou comprovado pelo laudo pericial, ‘os documentos não se encontram nos moldes dos documentos de mesma natureza emitidos por gráficas autorizadas, caracterizando sua falsidade’, cabendo frisar-se que os funcionários da farmácia lesada apenas desconfiaram da autenticidade do documento após a acusada usá-lo mais de uma vez, no mesmo local, pelo que não granjeia prestígio a tese defensiva, eis que somente se tem como grosseira a falsificação perceptível icto oculli pelo homem mediano’. 12. Nessas condições, o acolhimento da pretensão defensiva, quanto à ineficácia do meio empregado, demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via restrita do habeas corpus. 13. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de crime impossível. Para tanto, reitera que, “o laudo pericial é claro no sentido de que o receituário médico utilizado pela acusada para a compra do remédio para emagrecer apresentava erro grosseiro”. De modo que “o documento apresentado jamais conseguiria ludibriar os empregados da farmácia, verdadeiros peritos em receituários médicos, já que trabalham com esse tipo de documento diariamente”. 3. Com essa argumentação, a defesa requer o provimento do agravo a fim de que o acionante seja absolvido dos crimes de uso de documento falso e de falsificação de documento particular (arts. 304 e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Supremo Tribunal Federal HC 157799 AGR / RJ tratar de crime impossível’. Decido. 8. O habeas corpus não deve ser concedido. 9. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘A caracterização do crime impossível pressupõe a absoluta ineficácia do meio empregado ou a absoluta impropriedade do objeto, de modo que o bem juridicamente tutelado não sofra qualquer lesão ou ameaça de lesão’ (HC 121.945, Rel. Min. Luiz Fux). 11. No caso de que se trata, o Tribunal Estadual assentou que, ‘conforme restou comprovado pelo laudo pericial, ‘os documentos não se encontram nos moldes dos documentos de mesma natureza emitidos por gráficas autorizadas, caracterizando sua falsidade’, cabendo frisar-se que os funcionários da farmácia lesada apenas desconfiaram da autenticidade do documento após a acusada usá-lo mais de uma vez, no mesmo local, pelo que não granjeia prestígio a tese defensiva, eis que somente se tem como grosseira a falsificação perceptível icto oculli pelo homem mediano’. 12. Nessas condições, o acolhimento da pretensão defensiva, quanto à ineficácia do meio empregado, demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via restrita do habeas corpus. 13. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de crime impossível. Para tanto, reitera que, “o laudo pericial é claro no sentido de que o receituário médico utilizado pela acusada para a compra do remédio para emagrecer apresentava erro grosseiro”. De modo que “o documento apresentado jamais conseguiria ludibriar os empregados da farmácia, verdadeiros peritos em receituários médicos, já que trabalham com esse tipo de documento diariamente”. 3. Com essa argumentação, a defesa requer o provimento do agravo a fim de que o acionante seja absolvido dos crimes de uso de documento falso e de falsificação de documento particular (arts. 304 e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Relatório HC 157799 AGR / RJ 298 do Código Penal Brasileiro). 4. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Supremo Tribunal Federal HC 157799 AGR / RJ 298 do Código Penal Brasileiro). 4. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-0836-266F-A4B3 e senha F1CA-4944-B9E5-AB09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. Tal como apontado na decisão agravada, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “A caracterização do crime impossível pressupõe a absoluta ineficácia do meio empregado ou a absoluta impropriedade do objeto, de modo que o bem juridicamente tutelado não sofra qualquer lesão ou ameaça de lesão” (HC 121.945, Rel. Min. Luiz Fux). 3. No caso de que se trata, o Tribunal Estadual assentou que, “conforme restou comprovado pelo laudo pericial, ‘os documentos não se encontram nos moldes dos documentos de mesma natureza emitidos por gráficas autorizadas, caracterizando sua falsidade’, cabendo frisar-se que os funcionários da farmácia lesada apenas desconfiaram da autenticidade do documento após a acusada usá-lo mais de uma vez, no mesmo local, pelo que não granjeia prestígio a tese defensiva, eis que somente se tem como grosseira a falsificação perceptível icto oculli pelo homem mediano”. 4. Nessas condições, o acolhimento da pretensão defensiva, quanto à ineficácia do meio empregado, demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via restrita do habeas corpus. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8095-CD3B-9A4A-332D e senha 6760-6E7A-DD15-AE56 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. Tal como apontado na decisão agravada, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “A caracterização do crime impossível pressupõe a absoluta ineficácia do meio empregado ou a absoluta impropriedade do objeto, de modo que o bem juridicamente tutelado não sofra qualquer lesão ou ameaça de lesão” (HC 121.945, Rel. Min. Luiz Fux). 3. No caso de que se trata, o Tribunal Estadual assentou que, “conforme restou comprovado pelo laudo pericial, ‘os documentos não se encontram nos moldes dos documentos de mesma natureza emitidos por gráficas autorizadas, caracterizando sua falsidade’, cabendo frisar-se que os funcionários da farmácia lesada apenas desconfiaram da autenticidade do documento após a acusada usá-lo mais de uma vez, no mesmo local, pelo que não granjeia prestígio a tese defensiva, eis que somente se tem como grosseira a falsificação perceptível icto oculli pelo homem mediano”. 4. Nessas condições, o acolhimento da pretensão defensiva, quanto à ineficácia do meio empregado, demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via restrita do habeas corpus. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8095-CD3B-9A4A-332D e senha 6760-6E7A-DD15-AE56 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) : FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO (94366/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CED-7531-7F91-5D4B e senha 2E59-758C-7647-D325 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.799 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA ADV.(A/S) : FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO (94366/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CED-7531-7F91-5D4B e senha 2E59-758C-7647-D325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 157 . 799", "HC 121 . 945", "HABEAS CORPUS 157 . 799", "HABEAS CORPUS 157 . 799", "HABEAS CORPUS 157 . 799", "Súmula n . 7 do Superior Tribunal de Justiça", "AgRg no AREsp 127 . 252 / RJ", "HABEAS CORPUS 157 . 799", "Súmula n . 7 do Superior Tribunal de Justiça", "AgRg no AREsp 127 . 252 /", "HC 157799 AGR / RJ", "AResp 1 . 121 . 011", "HC 157799 AGR / RJ", "AResp 1 . 121 . 011", "HC 157799 AGR / RJ", "HC 121 . 945", "HC 157799 AGR / RJ", "HC 121 . 945", "HC 157799 AGR / RJ", "HC 157799 AGR / RJ", "HABEAS CORPUS 157 . 799", "HC 121 . 945", "HABEAS CORPUS 157 . 799", "HC 121 . 945", "HABEAS CORPUS 157 . 799", "HABEAS CORPUS 157 . 799" ], "LEGISLACAO": [ "ARTS . 298 E 304 DO Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 304 c / c o artigo 298 ( duas vezes ) ,", "artigo 155 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 304 c / c o artigo 298", "artigo 155 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "298 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "298 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RJ", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEXTA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEXTA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA", "FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA", "FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA", "FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA", "FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Nefi Cordeiro", "ROGERIO SCHIETTI", "ROBERTO BARROSO", "PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA", "FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Nefi Cordeiro", "ROGERIO SCHIETTI", "CRUZ", "Nefi Cordeiro", "CRUZ", "Nefi Cordeiro", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA", "FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "PATRICIA MANHAES BASTOS LIMA", "FRANCISCO SANTANA DO NASCIMENTO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "22", "/", "10", "/", "2018", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "08", "/", "2016", "16", "/", "08", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "08", "/", "2016", "16", "/", "08", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "12", ".", "10", ".", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "10", ".", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.066.281 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO ADV.(A/S) :ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSONÂNCIA DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM ENTENDIMENTO FIXADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RE 636.978-RG (TEMA 422). VINCULAÇÃO DE VERBAS DA UNIÃO PARA A MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. INVIABILIDADE DO USO DOS RECURSOS PARA DESPESAS DIVERSAS. PROVIMENTO PARCIAL. 1. O acórdão não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do mérito da repercussão geral reconhecida no RE 841.526-RG (Rel. Min. LUIZ FUX, Tema 592). 2. As verbas do FUNDEF não podem ser utilizadas para pagamento de despesas do Município com honorários advocatícios contratuais. 3 . Agravo interno a que se dá parcial provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em dar parcial provimento ao agravo interno, na forma da fundamentação, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 995C-671A-C3EF-CFCC e senha 80AE-F09F-57A9-FD96 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1066281 AGR / PE Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 995C-671A-C3EF-CFCC e senha 80AE-F09F-57A9-FD96 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 995C-671A-C3EF-CFCC e senha 80AE-F09F-57A9-FD96 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.066.281 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO ADV.(A/S) :ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob o argumento de que (a) deficiente, no apelo extremo, a fundamentação acerca da repercussão geral da matéria constitucional; e (b) o debate teve a repercussão geral rejeitada por esta CORTE no julgamento do tema 422. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) o presente Agravo não pretende rediscutir a aplicação do Tema; e (c) o acórdão incorreu em ofensa direta ao art. 60 do ADCT por reconhecer a possibilidade de retenção dos valores destinados ao FUNDEF para pagamento de honorários contratuais. Em contrarrazões, a parte agravada requer o desprovimento do Agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D57-0E62-7734-4704 e senha 182B-B5CF-43E3-3F69 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.066.281 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO ADV.(A/S) :ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob o argumento de que (a) deficiente, no apelo extremo, a fundamentação acerca da repercussão geral da matéria constitucional; e (b) o debate teve a repercussão geral rejeitada por esta CORTE no julgamento do tema 422. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) o presente Agravo não pretende rediscutir a aplicação do Tema; e (c) o acórdão incorreu em ofensa direta ao art. 60 do ADCT por reconhecer a possibilidade de retenção dos valores destinados ao FUNDEF para pagamento de honorários contratuais. Em contrarrazões, a parte agravada requer o desprovimento do Agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D57-0E62-7734-4704 e senha 182B-B5CF-43E3-3F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.066.281 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis o teor da decisão agravada: “Decisão: Cuida-se de Agravo contra decisão da instância de origem que, aplicando precedentes desta CORTE formados sob a sistemática da repercussão geral (AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339; e ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), julgou, no ponto, prejudicado o Recurso Extraordinário, e, quanto ao mais, entendeu que, se houvesse, a ofensa seria indireta ao texto constitucional. O Agravo interposto da decisão de inadmissão do extraordinário foi remetido ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que, por sua vez, devolveu os autos ao Tribunal local para aplicação do Tema 422 da Repercussão Geral. Após, em novo juízo de admissibilidade, os autos foram remetidos a esta CORTE sem modificação do julgado. É o relatório. Decido. A jurisprudência desta CORTE firmou entendimento pela inadmissibilidade de agravo para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com o objetivo de impugnar decisão da instância de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, seja inadmitindo o recurso extraordinário, seja sobrestando-o até a formação de precedente pela SUPREMA CORTE, pois, como destacado pelo Decano de nosso SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, Min. CELSO DE MELLO, se revela incognoscível o recurso deduzido contra decisão que, ao aplicar os parágrafos do art. 543-B do CPC/73, faz incidir, no caso concreto, orientação plenária desta SUPREMA CORTE, não importando Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.066.281 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis o teor da decisão agravada: “Decisão: Cuida-se de Agravo contra decisão da instância de origem que, aplicando precedentes desta CORTE formados sob a sistemática da repercussão geral (AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339; e ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), julgou, no ponto, prejudicado o Recurso Extraordinário, e, quanto ao mais, entendeu que, se houvesse, a ofensa seria indireta ao texto constitucional. O Agravo interposto da decisão de inadmissão do extraordinário foi remetido ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que, por sua vez, devolveu os autos ao Tribunal local para aplicação do Tema 422 da Repercussão Geral. Após, em novo juízo de admissibilidade, os autos foram remetidos a esta CORTE sem modificação do julgado. É o relatório. Decido. A jurisprudência desta CORTE firmou entendimento pela inadmissibilidade de agravo para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com o objetivo de impugnar decisão da instância de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, seja inadmitindo o recurso extraordinário, seja sobrestando-o até a formação de precedente pela SUPREMA CORTE, pois, como destacado pelo Decano de nosso SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, Min. CELSO DE MELLO, se revela incognoscível o recurso deduzido contra decisão que, ao aplicar os parágrafos do art. 543-B do CPC/73, faz incidir, no caso concreto, orientação plenária desta SUPREMA CORTE, não importando Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE que se trate de ato decisório que deixa de reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia jurídica ou que se cuide de julgamento de mérito sobre matéria cuja repercussão geral tenha sido anteriormente proclamada (RE 1.023.231/PR, DJe de 22/2/2017). Dessa forma, não existe, contra a decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral, previsão legal de interposição de recurso para o STF (ARE 960.182-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 15/3/2017). No que remanesce, os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE que se trate de ato decisório que deixa de reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia jurídica ou que se cuide de julgamento de mérito sobre matéria cuja repercussão geral tenha sido anteriormente proclamada (RE 1.023.231/PR, DJe de 22/2/2017). Dessa forma, não existe, contra a decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral, previsão legal de interposição de recurso para o STF (ARE 960.182-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 15/3/2017). No que remanesce, os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, no que tange ao cálculo do VMNA a ser repassado ao FUNDEF, o Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no RE 636.978-RG, (Rel. Min. PRESIDENTE, Tema 422), ao examinar a existência de repercussão geral das questões debatidas, asseverou a natureza infraconstitucional desse Tema. A propósito, confira-se a ementa do julgado: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. FUNDEF. Cálculo do valor mínimo nacional por aluno. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a forma de cálculo do valor mínimo nacional por aluno (VMNA) a ser repassado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), versa sobre tema infraconstitucional. (RE 636.978-RG, Rel. Min. MINISTRO PRESIDENTE, DJe de 31/8/2011) No mesmo sentido, em situação análoga, cite-se a seguinte decisão monocrática: ARE 980.199, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 15/9/2016, já transitado em julgado. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, no que tange ao cálculo do VMNA a ser repassado ao FUNDEF, o Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no RE 636.978-RG, (Rel. Min. PRESIDENTE, Tema 422), ao examinar a existência de repercussão geral das questões debatidas, asseverou a natureza infraconstitucional desse Tema. A propósito, confira-se a ementa do julgado: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. FUNDEF. Cálculo do valor mínimo nacional por aluno. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a forma de cálculo do valor mínimo nacional por aluno (VMNA) a ser repassado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), versa sobre tema infraconstitucional. (RE 636.978-RG, Rel. Min. MINISTRO PRESIDENTE, DJe de 31/8/2011) No mesmo sentido, em situação análoga, cite-se a seguinte decisão monocrática: ARE 980.199, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 15/9/2016, já transitado em julgado. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. ” A decisão merece parcial reforma. Efetivamente, a repercussão geral foi suficientemente fundamentada no apelo extremo. Em relação aos honorários advocatícios contratuais, merece conhecimento o apelo extremo, pois a questão constitucional foi prequestionada e não demanda o reexame de fatos. Quanto ao mérito de tal questão, por sua exatidão, merecem destaque os fundamentos esposados na recente decisão no ARE 1.140.049, Rel. o Eminente Min. EDSON FACHIN, DJe de 23/8/2018: “Decisão: Trata-se de agravo que tem por objeto a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região assim ementado (eDOC 2, pp. 85-86): ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇAO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. CONDENAÇAO DA FAZENDA PÚBLICA. DIFERENÇAS A TÍTULO DE VALOR MÍNIMO ANUAL POR ALUNO - VMAA. COMPLEMENTAÇAO DOS RECURSOS. FUNDEF. FUNDEB. LEI 9.424/96. HONORÁRIOS. 1. Caso em que a União fora condenada a repassar verbas, relativas às diferenças de FUNDEF, no montante correspondente ao quinquênio anterior à propositura da ação, de acordo com o Valor Mínimo Anual por Aluno - VMAA, nos termos do art. 6º da Lei n. 9.424/1996. 2. A União invoca a existência de tramitação de ações civis no STF, nas quais se discute o VMAA, no âmbito do FUNDEF. A circunstância, porém, não repercute para o deslinde da presente ação, à míngua de qualquer ordem vinculativa da Corte Superior para ações que tratem da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. ” A decisão merece parcial reforma. Efetivamente, a repercussão geral foi suficientemente fundamentada no apelo extremo. Em relação aos honorários advocatícios contratuais, merece conhecimento o apelo extremo, pois a questão constitucional foi prequestionada e não demanda o reexame de fatos. Quanto ao mérito de tal questão, por sua exatidão, merecem destaque os fundamentos esposados na recente decisão no ARE 1.140.049, Rel. o Eminente Min. EDSON FACHIN, DJe de 23/8/2018: “Decisão: Trata-se de agravo que tem por objeto a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região assim ementado (eDOC 2, pp. 85-86): ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇAO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. CONDENAÇAO DA FAZENDA PÚBLICA. DIFERENÇAS A TÍTULO DE VALOR MÍNIMO ANUAL POR ALUNO - VMAA. COMPLEMENTAÇAO DOS RECURSOS. FUNDEF. FUNDEB. LEI 9.424/96. HONORÁRIOS. 1. Caso em que a União fora condenada a repassar verbas, relativas às diferenças de FUNDEF, no montante correspondente ao quinquênio anterior à propositura da ação, de acordo com o Valor Mínimo Anual por Aluno - VMAA, nos termos do art. 6º da Lei n. 9.424/1996. 2. A União invoca a existência de tramitação de ações civis no STF, nas quais se discute o VMAA, no âmbito do FUNDEF. A circunstância, porém, não repercute para o deslinde da presente ação, à míngua de qualquer ordem vinculativa da Corte Superior para ações que tratem da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE mesma matéria, tal qual a presente. 3. Sem razão também a apelante quando suscita a ilegitimidade da exequente, porque não teria sido o Município o autor do processo na fase de cognição, mas sim a AMUPE (Associação Municipalista de Pernambuco). Ora, tal questão somente poderia ser levantada na fase de conhecimento do processo, como de fato o foi. Destarte, resolvida a questão no momento oportuno, não cabe nova arguição da matéria no processo de execução; 4. O caso em exame trata de mera execução individualizada de uma sentença coletiva, ou seja, a pretensão fora deduzida pela Associação Municipalista de Pernambuco - AMUPE, entretanto, somente os municípios individualmente considerados é que podem dar cumprimento ao julgado, executando o comando da sentença que adotou, para o calculo do VMAA, a sistemática prevista na Lei nº 9.424/96. 5. A matéria relativa à criação do FUNDEB e à extinção de qualquer direito relativo ao FUNDEF, deveria ter sido arguida, e não foi, no processo de conhecimento, estando, portanto, preclusa. 6. Não se revela necessária a existência de uma fase de liquidação para a apuração da dívida. É que, a natureza da ação ajuizada permite a liquidação por simples cálculos aritméticos, dado que a sentença, devidamente confirmada em grau de recurso, ja estabeleceu qual o lapso temporal que abrange o crédito da municipalidade. 7. Relativamente à possibilidade de retenção dos valores a serem percebidos pelo município, a título de honorários contratuais, esta Corte Regional vem reconhecendo ser direito do advogado tal retenção, se requerida, mediante a juntada do contrato, antes da expedição do requisitório, com arrimo no art. art. 22, paragrafo 4º, da Lei 8.906/94, o que efetivamente ocorreu na hipótese em testilha. 8. Apelação improvida. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE mesma matéria, tal qual a presente. 3. Sem razão também a apelante quando suscita a ilegitimidade da exequente, porque não teria sido o Município o autor do processo na fase de cognição, mas sim a AMUPE (Associação Municipalista de Pernambuco). Ora, tal questão somente poderia ser levantada na fase de conhecimento do processo, como de fato o foi. Destarte, resolvida a questão no momento oportuno, não cabe nova arguição da matéria no processo de execução; 4. O caso em exame trata de mera execução individualizada de uma sentença coletiva, ou seja, a pretensão fora deduzida pela Associação Municipalista de Pernambuco - AMUPE, entretanto, somente os municípios individualmente considerados é que podem dar cumprimento ao julgado, executando o comando da sentença que adotou, para o calculo do VMAA, a sistemática prevista na Lei nº 9.424/96. 5. A matéria relativa à criação do FUNDEB e à extinção de qualquer direito relativo ao FUNDEF, deveria ter sido arguida, e não foi, no processo de conhecimento, estando, portanto, preclusa. 6. Não se revela necessária a existência de uma fase de liquidação para a apuração da dívida. É que, a natureza da ação ajuizada permite a liquidação por simples cálculos aritméticos, dado que a sentença, devidamente confirmada em grau de recurso, ja estabeleceu qual o lapso temporal que abrange o crédito da municipalidade. 7. Relativamente à possibilidade de retenção dos valores a serem percebidos pelo município, a título de honorários contratuais, esta Corte Regional vem reconhecendo ser direito do advogado tal retenção, se requerida, mediante a juntada do contrato, antes da expedição do requisitório, com arrimo no art. art. 22, paragrafo 4º, da Lei 8.906/94, o que efetivamente ocorreu na hipótese em testilha. 8. Apelação improvida. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 2, p. 130). No recurso extraordinário, interposto com base no permissivo constitucional do art. 102, III, a , aponta-se ofensa aos arts. 5º, XXXVI, XXXVII, LIII, LIV e LV e 93, IX, do Texto Constitucional permanente, bem como ao art. 60 do ADCT. Nas razões recursais (eDOC 2, pp. 134-156), sustenta-se, preliminarmente, que, na origem, a despeito de terem sido opostos embargos de declaração, os vícios apontados não foram sanados. No mérito, alega-se que o ente público demandado já havia sido citado e o processo já se encontrava em fase recursal, quando do pedido de ingresso do município exequente na lide, em ofensa ao princípio do juiz natural e em contraste com a orientação jurisprudencial de que a atuação das associações, não enseja substituição processual, mas representação específica, consoante o artigo 5º, XXI, da Constituição Federal. Acrescenta-se que as verbas a título de complementação pela União ao FUNDEF [...] somente podem ser destinadas à manutenção e desenvolvimento da educação básica e na valorização dos profissionais da educação. A Vice-Presidência do Tribunal a quo negou seguimento ao recurso quanto às apontadas ofensas ao art. 5º, XXVI, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição, e inadmitiu-o no tocante à alegada ofensa ao art. 5º, XXXVII e LIII, do Texto Constitucional permanente e ao art. 60 do ADCT. É o relatório. Decido. De início, observo que o conhecimento do presente recurso de agravo é possível apenas quanto às alegadas ofensas ao art. 5º, XXXVII e LIII, do Texto Constitucional permanente e ao art. 60 do ADCT, porquanto, em relação à parcela remanescente do recurso extraordinário, foi proferida, por ocasião da realização do juízo de admissibilidade no Tribunal a quo , decisão de negativa de seguimento com aplicação de 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 2, p. 130). No recurso extraordinário, interposto com base no permissivo constitucional do art. 102, III, a , aponta-se ofensa aos arts. 5º, XXXVI, XXXVII, LIII, LIV e LV e 93, IX, do Texto Constitucional permanente, bem como ao art. 60 do ADCT. Nas razões recursais (eDOC 2, pp. 134-156), sustenta-se, preliminarmente, que, na origem, a despeito de terem sido opostos embargos de declaração, os vícios apontados não foram sanados. No mérito, alega-se que o ente público demandado já havia sido citado e o processo já se encontrava em fase recursal, quando do pedido de ingresso do município exequente na lide, em ofensa ao princípio do juiz natural e em contraste com a orientação jurisprudencial de que a atuação das associações, não enseja substituição processual, mas representação específica, consoante o artigo 5º, XXI, da Constituição Federal. Acrescenta-se que as verbas a título de complementação pela União ao FUNDEF [...] somente podem ser destinadas à manutenção e desenvolvimento da educação básica e na valorização dos profissionais da educação. A Vice-Presidência do Tribunal a quo negou seguimento ao recurso quanto às apontadas ofensas ao art. 5º, XXVI, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição, e inadmitiu-o no tocante à alegada ofensa ao art. 5º, XXXVII e LIII, do Texto Constitucional permanente e ao art. 60 do ADCT. É o relatório. Decido. De início, observo que o conhecimento do presente recurso de agravo é possível apenas quanto às alegadas ofensas ao art. 5º, XXXVII e LIII, do Texto Constitucional permanente e ao art. 60 do ADCT, porquanto, em relação à parcela remanescente do recurso extraordinário, foi proferida, por ocasião da realização do juízo de admissibilidade no Tribunal a quo , decisão de negativa de seguimento com aplicação de 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE entendimento firmado em regime de repercussão geral. Contra essa decisão, conforme se depreende do art. 1.042, caput, parte final, e do art. 1.030, § 2º, ambos do CPC, é cabível não agravo dirigido a este Tribunal, mas agravo interno dirigido à Corte de origem , que não foi interposto. Nessa linha, confira-se decisão no ARE 999948/SP, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 14.2.2017. Relativamente ao primeiro dos artigos invocados pela parte recorrente, observo que o Tribunal de origem, ao decidir sobre a matéria, assim se pronunciou (eDOC 2, p. 80): Sem razão também a União quando suscita a ilegitimidade da exequente, porque não teria sido o Município o autor do processo na fase de cognição, mas sim a AMUPE (Associação Municipalista de Pernambuco). Ora, tal questão somente poderia ser levantada na fase de conhecimento do processo, como de fato o foi. Destarte, resolvida a questão no momento oportuno, não cabe nova arguição da matéria no processo de execução. Igualmente, não merece guarida a alegação de que o município pretendeu entrar na lide após a fase recursal, ou seja, da formação do litisconsorte ativo ulterior. É que, como bem salientou a sentença apelada, o caso em exame trata de mera execução individualizada de uma sentença coletiva, ou seja, a pretensão fora deduzida pela Associação Municipalista de Pernambuco - AMUPE, entretanto, somente os municípios individualmente considerados é que podem dar cumprimento ao julgado, executando o comando da sentença que adotou, para o cálculo do VMAA, a sistemática prevista na Lei nº 9.424/96. Sendo assim, para se divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, notadamente do Código de Processo Civil, atingindo apenas por via reflexa o Texto Constitucional, o que inviabilizaria o processamento do 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE entendimento firmado em regime de repercussão geral. Contra essa decisão, conforme se depreende do art. 1.042, caput, parte final, e do art. 1.030, § 2º, ambos do CPC, é cabível não agravo dirigido a este Tribunal, mas agravo interno dirigido à Corte de origem , que não foi interposto. Nessa linha, confira-se decisão no ARE 999948/SP, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 14.2.2017. Relativamente ao primeiro dos artigos invocados pela parte recorrente, observo que o Tribunal de origem, ao decidir sobre a matéria, assim se pronunciou (eDOC 2, p. 80): Sem razão também a União quando suscita a ilegitimidade da exequente, porque não teria sido o Município o autor do processo na fase de cognição, mas sim a AMUPE (Associação Municipalista de Pernambuco). Ora, tal questão somente poderia ser levantada na fase de conhecimento do processo, como de fato o foi. Destarte, resolvida a questão no momento oportuno, não cabe nova arguição da matéria no processo de execução. Igualmente, não merece guarida a alegação de que o município pretendeu entrar na lide após a fase recursal, ou seja, da formação do litisconsorte ativo ulterior. É que, como bem salientou a sentença apelada, o caso em exame trata de mera execução individualizada de uma sentença coletiva, ou seja, a pretensão fora deduzida pela Associação Municipalista de Pernambuco - AMUPE, entretanto, somente os municípios individualmente considerados é que podem dar cumprimento ao julgado, executando o comando da sentença que adotou, para o cálculo do VMAA, a sistemática prevista na Lei nº 9.424/96. Sendo assim, para se divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, notadamente do Código de Processo Civil, atingindo apenas por via reflexa o Texto Constitucional, o que inviabilizaria o processamento do 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE apelo extremo. Nesse sentido: ARE 1.080.103, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 31.1.2018. Por outro lado, o acórdão recorrido diverge da jurisprudência do STF, quando não considera a vinculação necessária entre as verbas complementares da União e a manutenção e desenvolvimento da educação básica e na valorização dos profissionais da educação. A esse respeito, impende registrar que o Tribunal Pleno do STF na ACO 648, de relatoria do Ministro Marco Aurélio e com acórdão por mim redigido, j. 06.09.2017, fixou as seguintes teses de julgamento: 1 O valor da complementação da União ao FUNDEF deve ser calculado com base no valor mínimo nacional por aluno extraído da média nacional; 2 A complementação ao FUNDEF realizada a partir do valor mínimo anual por aluno fixada em desacordo com a média nacional impõe à União o dever de suplementação de recursos, mantida a vinculação constitucional a ações de desenvolvimento e manutenção do ensino. Na ocasião, a temática foi especificamente tratada e objeto de manifestação dos julgadores, transcrevo excerto relevante: O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: (...) De pronto, impende ressaltar que o adimplemento das referidas obrigações por parte da União e respectiva disponibilidade financeira aos Autores vinculam-se à finalidade constitucional de promoção do direito à educação, única possibilidade de dispêndio dessas verbas públicas. (...) O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - (…) E também, eu até vou ler a minha tese de julgamento, mas eu preciso aditá-la com uma observação 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE apelo extremo. Nesse sentido: ARE 1.080.103, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 31.1.2018. Por outro lado, o acórdão recorrido diverge da jurisprudência do STF, quando não considera a vinculação necessária entre as verbas complementares da União e a manutenção e desenvolvimento da educação básica e na valorização dos profissionais da educação. A esse respeito, impende registrar que o Tribunal Pleno do STF na ACO 648, de relatoria do Ministro Marco Aurélio e com acórdão por mim redigido, j. 06.09.2017, fixou as seguintes teses de julgamento: 1 O valor da complementação da União ao FUNDEF deve ser calculado com base no valor mínimo nacional por aluno extraído da média nacional; 2 A complementação ao FUNDEF realizada a partir do valor mínimo anual por aluno fixada em desacordo com a média nacional impõe à União o dever de suplementação de recursos, mantida a vinculação constitucional a ações de desenvolvimento e manutenção do ensino. Na ocasião, a temática foi especificamente tratada e objeto de manifestação dos julgadores, transcrevo excerto relevante: O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: (...) De pronto, impende ressaltar que o adimplemento das referidas obrigações por parte da União e respectiva disponibilidade financeira aos Autores vinculam-se à finalidade constitucional de promoção do direito à educação, única possibilidade de dispêndio dessas verbas públicas. (...) O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - (…) E também, eu até vou ler a minha tese de julgamento, mas eu preciso aditá-la com uma observação 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE feita pelo Ministro Luiz Edson Fachin, a quem estou acompanhando, portanto, que este aporte de recursos, esta diferença ingressará, no Tesouro, vinculado ao gasto com a educação, porque esta é a destinação desses recursos. (…) O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhora Presidente, peço escusas aos eminente Ministros- Relatores. Eu li a proposição do Ministro Barroso - não até o final -, contendo expressamente aquilo que houvera proposto, qual seja: (...) mantida a vinculação constitucional, ações de desenvolvimento e manutenção do ensino. Apenas para deixar claro o que já estava no meu voto. Nesse contexto, a derivação da finalidade constitucional das receitas públicas reverbera nos honorários contratuais advocatícios, como se extrai do assentado pelo Plenário do Tribunal de Contas da União no Acórdão 1.824/2017, de relatoria do Ministro Walton Alencar Rodrigues, j. 23.08.2017, assim ementado: REPRESENTAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO E MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS DO MARANHÃO. IRREGULARIDADES NA DESTINAÇÃO DO PAGAMENTO DE DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DEVIDA PELA UNIÃO NO ÂMBITO DO EXTINTO FUNDEF. AÇÃO CIVIL PÚBLICA CONDENANDO A UNIÃO AO PAGAMENTO DOS VALORES JÁ TRANSITADA EM JULGADO. CONTRATAÇÃO DE TRÊS ESCRITÓRIOS DE ADVOGACIA, POR INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO, COM A FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS CORRESPONDENTES A 20% DO ÊXITO, POR CENTO E DEZ MUNICÍPIOS DO ESTADO DO MARANHÃO. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE feita pelo Ministro Luiz Edson Fachin, a quem estou acompanhando, portanto, que este aporte de recursos, esta diferença ingressará, no Tesouro, vinculado ao gasto com a educação, porque esta é a destinação desses recursos. (…) O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhora Presidente, peço escusas aos eminente Ministros- Relatores. Eu li a proposição do Ministro Barroso - não até o final -, contendo expressamente aquilo que houvera proposto, qual seja: (...) mantida a vinculação constitucional, ações de desenvolvimento e manutenção do ensino. Apenas para deixar claro o que já estava no meu voto. Nesse contexto, a derivação da finalidade constitucional das receitas públicas reverbera nos honorários contratuais advocatícios, como se extrai do assentado pelo Plenário do Tribunal de Contas da União no Acórdão 1.824/2017, de relatoria do Ministro Walton Alencar Rodrigues, j. 23.08.2017, assim ementado: REPRESENTAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO E MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS DO MARANHÃO. IRREGULARIDADES NA DESTINAÇÃO DO PAGAMENTO DE DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DEVIDA PELA UNIÃO NO ÂMBITO DO EXTINTO FUNDEF. AÇÃO CIVIL PÚBLICA CONDENANDO A UNIÃO AO PAGAMENTO DOS VALORES JÁ TRANSITADA EM JULGADO. CONTRATAÇÃO DE TRÊS ESCRITÓRIOS DE ADVOGACIA, POR INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO, COM A FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS CORRESPONDENTES A 20% DO ÊXITO, POR CENTO E DEZ MUNICÍPIOS DO ESTADO DO MARANHÃO. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE RISCO DE DESVIO DE RECURSOS CONSTITUCIONALMENTE VINCULADOS À EDUCAÇÃO PARA O PAGAMENTO DE HONORÁRIOS CONTRATUAIS EM RAZÃO DO ARTIGO 22, §4º, DA LEI 8906/1994. VINCULAÇÃO DE ORDEM CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO EM FINALIDADE DIVERSA. PLÚRIMAS IRREGULARIDADES. DANO AO ERÁRIO. RESPONSABILIDADE PESSOAL DO AGENTE QUE DEU CAUSA AOS DESVIOS. IRREGULARIDADES GRAVÍSSIMAS. DETERMINAÇÕES. (grifos nossos) Ante o exposto, conheço parcialmente do recurso extraordinário a que se dá parcial provimento, com a finalidade de reformar parte do acórdão recorrido, nos termos do art. 21, §2º, do RISTF, mantendo a vinculação necessária entre as verbas complementares da União e a manutenção e desenvolvimento da educação básica e na valorização dos profissionais da educação, inclusive no tocante ao honorários advocatícios contratuais. Ônus e custas processuais ex lege. Publique-se. Brasília, 20 de agosto de 2018.” Diante do exposto, dou parcial provimento ao AGRAVO INTERNO, na forma da fundamentação. É o voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE RISCO DE DESVIO DE RECURSOS CONSTITUCIONALMENTE VINCULADOS À EDUCAÇÃO PARA O PAGAMENTO DE HONORÁRIOS CONTRATUAIS EM RAZÃO DO ARTIGO 22, §4º, DA LEI 8906/1994. VINCULAÇÃO DE ORDEM CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO EM FINALIDADE DIVERSA. PLÚRIMAS IRREGULARIDADES. DANO AO ERÁRIO. RESPONSABILIDADE PESSOAL DO AGENTE QUE DEU CAUSA AOS DESVIOS. IRREGULARIDADES GRAVÍSSIMAS. DETERMINAÇÕES. (grifos nossos) Ante o exposto, conheço parcialmente do recurso extraordinário a que se dá parcial provimento, com a finalidade de reformar parte do acórdão recorrido, nos termos do art. 21, §2º, do RISTF, mantendo a vinculação necessária entre as verbas complementares da União e a manutenção e desenvolvimento da educação básica e na valorização dos profissionais da educação, inclusive no tocante ao honorários advocatícios contratuais. Ônus e custas processuais ex lege. Publique-se. Brasília, 20 de agosto de 2018.” Diante do exposto, dou parcial provimento ao AGRAVO INTERNO, na forma da fundamentação. É o voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.066.281 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO ADV.(A/S) : ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO (18558/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo interno, na forma da fundamentação, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BC0A-EEC8-DCA4-75C5 e senha E8C3-2515-3F3A-A055 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.066.281 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO ADV.(A/S) : ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO (18558/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo interno, na forma da fundamentação, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BC0A-EEC8-DCA4-75C5 e senha E8C3-2515-3F3A-A055 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748719207
2018-11-19T00:00:00
2018-11-26T00:00:00
A Turma, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo interno, na forma da fundamentação, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSONÂNCIA DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM ENTENDIMENTO FIXADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RE 636.978-RG (TEMA 422). VINCULAÇÃO DE VERBAS DA UNIÃO PARA A MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. INVIABILIDADE DO USO DOS RECURSOS PARA DESPESAS DIVERSAS. PROVIMENTO PARCIAL. 1. O acórdão não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do mérito da repercussão geral reconhecida no RE 841.526-RG (Rel. Min. LUIZ FUX, Tema 592). 2. As verbas do FUNDEF não podem ser utilizadas para pagamento de despesas do Município com honorários advocatícios contratuais. 3 . Agravo interno a que se dá parcial provimento.
sjur395145
- Acórdão(s) citado(s): (VERBA, UNIÃO, VINCULAÇÃO, EDUCAÇÃO BÁSICA) RE 636978 RG. Número de páginas: 14. Análise: 05/12/2018, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1066281
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 1066281 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO ADV.(A/S) : ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.066.281 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO ADV.(A/S) :ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSONÂNCIA DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM ENTENDIMENTO FIXADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 636.978-RG (TEMA 422). VINCULAÇÃO DE VERBAS DA UNIÃO PARA A MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. INVIABILIDADE DO USO DOS RECURSOS PARA DESPESAS DIVERSAS. PROVIMENTO PARCIAL. 1. O acórdão não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do mérito da repercussão geral reconhecida no Recurso Extraordinário 841.526-RG (Rel. Min. LUIZ FUX, Tema 592). 2. As verbas do FUNDEF não podem ser utilizadas para pagamento de despesas do Município com honorários advocatícios contratuais. 3 . Agravo interno a que se dá parcial provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em dar parcial provimento ao agravo interno, na forma da fundamentação, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 995C-671A-C3EF-CFCC e senha 80AE-F09F-57A9-FD96 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1066281 AGR / PE Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 995C-671A-C3EF-CFCC e senha 80AE-F09F-57A9-FD96 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 995C-671A-C3EF-CFCC e senha 80AE-F09F-57A9-FD96 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.066.281 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO ADV.(A/S) :ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob o argumento de que (a) deficiente, no apelo extremo, a fundamentação acerca da repercussão geral da matéria constitucional; e (b) o debate teve a repercussão geral rejeitada por esta CORTE no julgamento do tema 422. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) o presente Agravo não pretende rediscutir a aplicação do Tema; e (c) o acórdão incorreu em ofensa direta ao art. 60 do ADCT por reconhecer a possibilidade de retenção dos valores destinados ao FUNDEF para pagamento de honorários contratuais. Em contrarrazões, a parte agravada requer o desprovimento do Agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D57-0E62-7734-4704 e senha 182B-B5CF-43E3-3F69 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.066.281 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO ADV.(A/S) :ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob o argumento de que (a) deficiente, no apelo extremo, a fundamentação acerca da repercussão geral da matéria constitucional; e (b) o debate teve a repercussão geral rejeitada por esta CORTE no julgamento do tema 422. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) o presente Agravo não pretende rediscutir a aplicação do Tema; e (c) o acórdão incorreu em ofensa direta ao art. 60 do ADCT por reconhecer a possibilidade de retenção dos valores destinados ao FUNDEF para pagamento de honorários contratuais. Em contrarrazões, a parte agravada requer o desprovimento do Agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D57-0E62-7734-4704 e senha 182B-B5CF-43E3-3F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.066.281 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis o teor da decisão agravada: “Decisão: Cuida-se de Agravo contra decisão da instância de origem que, aplicando precedentes desta CORTE formados sob a sistemática da repercussão geral (AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339; e ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), julgou, no ponto, prejudicado o Recurso Extraordinário, e, quanto ao mais, entendeu que, se houvesse, a ofensa seria indireta ao texto constitucional. O Agravo interposto da decisão de inadmissão do extraordinário foi remetido ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que, por sua vez, devolveu os autos ao Tribunal local para aplicação do Tema 422 da Repercussão Geral. Após, em novo juízo de admissibilidade, os autos foram remetidos a esta CORTE sem modificação do julgado. É o relatório. Decido. A jurisprudência desta CORTE firmou entendimento pela inadmissibilidade de agravo para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com o objetivo de impugnar decisão da instância de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, seja inadmitindo o recurso extraordinário, seja sobrestando-o até a formação de precedente pela SUPREMA CORTE, pois, como destacado pelo Decano de nosso SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, Min. CELSO DE MELLO, se revela incognoscível o recurso deduzido contra decisão que, ao aplicar os parágrafos do art. 543-B do Código de Processo Civil/73, faz incidir, no caso concreto, orientação plenária desta SUPREMA CORTE, não importando Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.066.281 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis o teor da decisão agravada: “Decisão: Cuida-se de Agravo contra decisão da instância de origem que, aplicando precedentes desta CORTE formados sob a sistemática da repercussão geral (AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339; e ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), julgou, no ponto, prejudicado o Recurso Extraordinário, e, quanto ao mais, entendeu que, se houvesse, a ofensa seria indireta ao texto constitucional. O Agravo interposto da decisão de inadmissão do extraordinário foi remetido ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que, por sua vez, devolveu os autos ao Tribunal local para aplicação do Tema 422 da Repercussão Geral. Após, em novo juízo de admissibilidade, os autos foram remetidos a esta CORTE sem modificação do julgado. É o relatório. Decido. A jurisprudência desta CORTE firmou entendimento pela inadmissibilidade de agravo para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com o objetivo de impugnar decisão da instância de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, seja inadmitindo o recurso extraordinário, seja sobrestando-o até a formação de precedente pela SUPREMA CORTE, pois, como destacado pelo Decano de nosso SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, Min. CELSO DE MELLO, se revela incognoscível o recurso deduzido contra decisão que, ao aplicar os parágrafos do art. 543-B do Código de Processo Civil/73, faz incidir, no caso concreto, orientação plenária desta SUPREMA CORTE, não importando Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE que se trate de ato decisório que deixa de reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia jurídica ou que se cuide de julgamento de mérito sobre matéria cuja repercussão geral tenha sido anteriormente proclamada (Recurso Extraordinário 1.023.231/PR, DJe de 22/2/2017). Dessa forma, não existe, contra a decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral, previsão legal de interposição de recurso para o Supremo Tribunal Federal (ARE 960.182-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 15/3/2017). No que remanesce, os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE que se trate de ato decisório que deixa de reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia jurídica ou que se cuide de julgamento de mérito sobre matéria cuja repercussão geral tenha sido anteriormente proclamada (Recurso Extraordinário 1.023.231/PR, DJe de 22/2/2017). Dessa forma, não existe, contra a decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral, previsão legal de interposição de recurso para o Supremo Tribunal Federal (ARE 960.182-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 15/3/2017). No que remanesce, os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, no que tange ao cálculo do VMNA a ser repassado ao FUNDEF, o Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no Recurso Extraordinário 636.978-RG, (Rel. Min. PRESIDENTE, Tema 422), ao examinar a existência de repercussão geral das questões debatidas, asseverou a natureza infraconstitucional desse Tema. A propósito, confira-se a ementa do julgado: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. FUNDEF. Cálculo do valor mínimo nacional por aluno. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a forma de cálculo do valor mínimo nacional por aluno (VMNA) a ser repassado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), versa sobre tema infraconstitucional. (Recurso Extraordinário 636.978-RG, Rel. Min. MINISTRO PRESIDENTE, DJe de 31/8/2011) No mesmo sentido, em situação análoga, cite-se a seguinte decisão monocrática: ARE 980.199, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 15/9/2016, já transitado em julgado. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, no que tange ao cálculo do VMNA a ser repassado ao FUNDEF, o Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no Recurso Extraordinário 636.978-RG, (Rel. Min. PRESIDENTE, Tema 422), ao examinar a existência de repercussão geral das questões debatidas, asseverou a natureza infraconstitucional desse Tema. A propósito, confira-se a ementa do julgado: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. FUNDEF. Cálculo do valor mínimo nacional por aluno. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a forma de cálculo do valor mínimo nacional por aluno (VMNA) a ser repassado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), versa sobre tema infraconstitucional. (Recurso Extraordinário 636.978-RG, Rel. Min. MINISTRO PRESIDENTE, DJe de 31/8/2011) No mesmo sentido, em situação análoga, cite-se a seguinte decisão monocrática: ARE 980.199, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 15/9/2016, já transitado em julgado. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. ” A decisão merece parcial reforma. Efetivamente, a repercussão geral foi suficientemente fundamentada no apelo extremo. Em relação aos honorários advocatícios contratuais, merece conhecimento o apelo extremo, pois a questão constitucional foi prequestionada e não demanda o reexame de fatos. Quanto ao mérito de tal questão, por sua exatidão, merecem destaque os fundamentos esposados na recente decisão no ARE 1.140.049, Rel. o Eminente Min. EDSON FACHIN, DJe de 23/8/2018: “Decisão: Trata-se de agravo que tem por objeto a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 5... Região assim ementado (eDOC 2, pp. 85-86): ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇAO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. CONDENAÇAO DA FAZENDA PÚBLICA. DIFERENÇAS A TÍTULO DE VALOR MÍNIMO ANUAL POR ALUNO - VMAA. COMPLEMENTAÇAO DOS RECURSOS. FUNDEF. FUNDEB. LEI 9.424/96. HONORÁRIOS. 1. Caso em que a União fora condenada a repassar verbas, relativas às diferenças de FUNDEF, no montante correspondente ao quinquênio anterior à propositura da ação, de acordo com o Valor Mínimo Anual por Aluno - VMAA, nos termos do art. 6... da Lei n. 9.424/1996. 2. A União invoca a existência de tramitação de ações civis no Supremo Tribunal Federal, nas quais se discute o VMAA, no âmbito do FUNDEF. A circunstância, porém, não repercute para o deslinde da presente ação, à míngua de qualquer ordem vinculativa da Corte Superior para ações que tratem da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. ” A decisão merece parcial reforma. Efetivamente, a repercussão geral foi suficientemente fundamentada no apelo extremo. Em relação aos honorários advocatícios contratuais, merece conhecimento o apelo extremo, pois a questão constitucional foi prequestionada e não demanda o reexame de fatos. Quanto ao mérito de tal questão, por sua exatidão, merecem destaque os fundamentos esposados na recente decisão no ARE 1.140.049, Rel. o Eminente Min. EDSON FACHIN, DJe de 23/8/2018: “Decisão: Trata-se de agravo que tem por objeto a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 5... Região assim ementado (eDOC 2, pp. 85-86): ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇAO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. CONDENAÇAO DA FAZENDA PÚBLICA. DIFERENÇAS A TÍTULO DE VALOR MÍNIMO ANUAL POR ALUNO - VMAA. COMPLEMENTAÇAO DOS RECURSOS. FUNDEF. FUNDEB. LEI 9.424/96. HONORÁRIOS. 1. Caso em que a União fora condenada a repassar verbas, relativas às diferenças de FUNDEF, no montante correspondente ao quinquênio anterior à propositura da ação, de acordo com o Valor Mínimo Anual por Aluno - VMAA, nos termos do art. 6... da Lei n. 9.424/1996. 2. A União invoca a existência de tramitação de ações civis no Supremo Tribunal Federal, nas quais se discute o VMAA, no âmbito do FUNDEF. A circunstância, porém, não repercute para o deslinde da presente ação, à míngua de qualquer ordem vinculativa da Corte Superior para ações que tratem da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE mesma matéria, tal qual a presente. 3. Sem razão também a apelante quando suscita a ilegitimidade da exequente, porque não teria sido o Município o autor do processo na fase de cognição, mas sim a AMUPE (Associação Municipalista de Pernambuco). Ora, tal questão somente poderia ser levantada na fase de conhecimento do processo, como de fato o foi. Destarte, resolvida a questão no momento oportuno, não cabe nova arguição da matéria no processo de execução; 4. O caso em exame trata de mera execução individualizada de uma sentença coletiva, ou seja, a pretensão fora deduzida pela Associação Municipalista de Pernambuco - AMUPE, entretanto, somente os municípios individualmente considerados é que podem dar cumprimento ao julgado, executando o comando da sentença que adotou, para o calculo do VMAA, a sistemática prevista na Lei n 9.424/96. 5. A matéria relativa à criação do FUNDEB e à extinção de qualquer direito relativo ao FUNDEF, deveria ter sido arguida, e não foi, no processo de conhecimento, estando, portanto, preclusa. 6. Não se revela necessária a existência de uma fase de liquidação para a apuração da dívida. É que, a natureza da ação ajuizada permite a liquidação por simples cálculos aritméticos, dado que a sentença, devidamente confirmada em grau de recurso, ja estabeleceu qual o lapso temporal que abrange o crédito da municipalidade. 7. Relativamente à possibilidade de retenção dos valores a serem percebidos pelo município, a título de honorários contratuais, esta Corte Regional vem reconhecendo ser direito do advogado tal retenção, se requerida, mediante a juntada do contrato, antes da expedição do requisitório, com arrimo no art. art. 22, paragrafo 4..., da Lei 8.906/94, o que efetivamente ocorreu na hipótese em testilha. 8. Apelação improvida. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE mesma matéria, tal qual a presente. 3. Sem razão também a apelante quando suscita a ilegitimidade da exequente, porque não teria sido o Município o autor do processo na fase de cognição, mas sim a AMUPE (Associação Municipalista de Pernambuco). Ora, tal questão somente poderia ser levantada na fase de conhecimento do processo, como de fato o foi. Destarte, resolvida a questão no momento oportuno, não cabe nova arguição da matéria no processo de execução; 4. O caso em exame trata de mera execução individualizada de uma sentença coletiva, ou seja, a pretensão fora deduzida pela Associação Municipalista de Pernambuco - AMUPE, entretanto, somente os municípios individualmente considerados é que podem dar cumprimento ao julgado, executando o comando da sentença que adotou, para o calculo do VMAA, a sistemática prevista na Lei n 9.424/96. 5. A matéria relativa à criação do FUNDEB e à extinção de qualquer direito relativo ao FUNDEF, deveria ter sido arguida, e não foi, no processo de conhecimento, estando, portanto, preclusa. 6. Não se revela necessária a existência de uma fase de liquidação para a apuração da dívida. É que, a natureza da ação ajuizada permite a liquidação por simples cálculos aritméticos, dado que a sentença, devidamente confirmada em grau de recurso, ja estabeleceu qual o lapso temporal que abrange o crédito da municipalidade. 7. Relativamente à possibilidade de retenção dos valores a serem percebidos pelo município, a título de honorários contratuais, esta Corte Regional vem reconhecendo ser direito do advogado tal retenção, se requerida, mediante a juntada do contrato, antes da expedição do requisitório, com arrimo no art. art. 22, paragrafo 4..., da Lei 8.906/94, o que efetivamente ocorreu na hipótese em testilha. 8. Apelação improvida. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 2, p. 130). No recurso extraordinário, interposto com base no permissivo constitucional do art. 102, III, a , aponta-se ofensa aos arts. 5..., XXXVI, XXXVII, LIII, LIV e LV e 93, IX, do Texto Constitucional permanente, bem como ao art. 60 do ADCT. Nas razões recursais (eDOC 2, pp. 134-156), sustenta-se, preliminarmente, que, na origem, a despeito de terem sido opostos embargos de declaração, os vícios apontados não foram sanados. No mérito, alega-se que o ente público demandado já havia sido citado e o processo já se encontrava em fase recursal, quando do pedido de ingresso do município exequente na lide, em ofensa ao princípio do juiz natural e em contraste com a orientação jurisprudencial de que a atuação das associações, não enseja substituição processual, mas representação específica, consoante o artigo 5..., XXI, da Constituição Federal. Acrescenta-se que as verbas a título de complementação pela União ao FUNDEF [...] somente podem ser destinadas à manutenção e desenvolvimento da educação básica e na valorização dos profissionais da educação. A Vice-Presidência do Tribunal a quo negou seguimento ao recurso quanto às apontadas ofensas ao art. 5..., XXVI, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição, e inadmitiu-o no tocante à alegada ofensa ao art. 5..., XXXVII e LIII, do Texto Constitucional permanente e ao art. 60 do ADCT. É o relatório. Decido. De início, observo que o conhecimento do presente recurso de agravo é possível apenas quanto às alegadas ofensas ao art. 5..., XXXVII e LIII, do Texto Constitucional permanente e ao art. 60 do ADCT, porquanto, em relação à parcela remanescente do recurso extraordinário, foi proferida, por ocasião da realização do juízo de admissibilidade no Tribunal a quo , decisão de negativa de seguimento com aplicação de 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 2, p. 130). No recurso extraordinário, interposto com base no permissivo constitucional do art. 102, III, a , aponta-se ofensa aos arts. 5..., XXXVI, XXXVII, LIII, LIV e LV e 93, IX, do Texto Constitucional permanente, bem como ao art. 60 do ADCT. Nas razões recursais (eDOC 2, pp. 134-156), sustenta-se, preliminarmente, que, na origem, a despeito de terem sido opostos embargos de declaração, os vícios apontados não foram sanados. No mérito, alega-se que o ente público demandado já havia sido citado e o processo já se encontrava em fase recursal, quando do pedido de ingresso do município exequente na lide, em ofensa ao princípio do juiz natural e em contraste com a orientação jurisprudencial de que a atuação das associações, não enseja substituição processual, mas representação específica, consoante o artigo 5..., XXI, da Constituição Federal. Acrescenta-se que as verbas a título de complementação pela União ao FUNDEF [...] somente podem ser destinadas à manutenção e desenvolvimento da educação básica e na valorização dos profissionais da educação. A Vice-Presidência do Tribunal a quo negou seguimento ao recurso quanto às apontadas ofensas ao art. 5..., XXVI, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição, e inadmitiu-o no tocante à alegada ofensa ao art. 5..., XXXVII e LIII, do Texto Constitucional permanente e ao art. 60 do ADCT. É o relatório. Decido. De início, observo que o conhecimento do presente recurso de agravo é possível apenas quanto às alegadas ofensas ao art. 5..., XXXVII e LIII, do Texto Constitucional permanente e ao art. 60 do ADCT, porquanto, em relação à parcela remanescente do recurso extraordinário, foi proferida, por ocasião da realização do juízo de admissibilidade no Tribunal a quo , decisão de negativa de seguimento com aplicação de 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE entendimento firmado em regime de repercussão geral. Contra essa decisão, conforme se depreende do art. 1.042, caput, parte final, e do art. 1.030, § 2..., ambos do Código de Processo Civil, é cabível não agravo dirigido a este Tribunal, mas agravo interno dirigido à Corte de origem , que não foi interposto. Nessa linha, confira-se decisão no ARE 999948/SP, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 14.2.2017. Relativamente ao primeiro dos artigos invocados pela parte recorrente, observo que o Tribunal de origem, ao decidir sobre a matéria, assim se pronunciou (eDOC 2, p. 80): Sem razão também a União quando suscita a ilegitimidade da exequente, porque não teria sido o Município o autor do processo na fase de cognição, mas sim a AMUPE (Associação Municipalista de Pernambuco). Ora, tal questão somente poderia ser levantada na fase de conhecimento do processo, como de fato o foi. Destarte, resolvida a questão no momento oportuno, não cabe nova arguição da matéria no processo de execução. Igualmente, não merece guarida a alegação de que o município pretendeu entrar na lide após a fase recursal, ou seja, da formação do litisconsorte ativo ulterior. É que, como bem salientou a sentença apelada, o caso em exame trata de mera execução individualizada de uma sentença coletiva, ou seja, a pretensão fora deduzida pela Associação Municipalista de Pernambuco - AMUPE, entretanto, somente os municípios individualmente considerados é que podem dar cumprimento ao julgado, executando o comando da sentença que adotou, para o cálculo do VMAA, a sistemática prevista na Lei n 9.424/96. Sendo assim, para se divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, notadamente do Código de Processo Civil, atingindo apenas por via reflexa o Texto Constitucional, o que inviabilizaria o processamento do 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE entendimento firmado em regime de repercussão geral. Contra essa decisão, conforme se depreende do art. 1.042, caput, parte final, e do art. 1.030, § 2..., ambos do Código de Processo Civil, é cabível não agravo dirigido a este Tribunal, mas agravo interno dirigido à Corte de origem , que não foi interposto. Nessa linha, confira-se decisão no ARE 999948/SP, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 14.2.2017. Relativamente ao primeiro dos artigos invocados pela parte recorrente, observo que o Tribunal de origem, ao decidir sobre a matéria, assim se pronunciou (eDOC 2, p. 80): Sem razão também a União quando suscita a ilegitimidade da exequente, porque não teria sido o Município o autor do processo na fase de cognição, mas sim a AMUPE (Associação Municipalista de Pernambuco). Ora, tal questão somente poderia ser levantada na fase de conhecimento do processo, como de fato o foi. Destarte, resolvida a questão no momento oportuno, não cabe nova arguição da matéria no processo de execução. Igualmente, não merece guarida a alegação de que o município pretendeu entrar na lide após a fase recursal, ou seja, da formação do litisconsorte ativo ulterior. É que, como bem salientou a sentença apelada, o caso em exame trata de mera execução individualizada de uma sentença coletiva, ou seja, a pretensão fora deduzida pela Associação Municipalista de Pernambuco - AMUPE, entretanto, somente os municípios individualmente considerados é que podem dar cumprimento ao julgado, executando o comando da sentença que adotou, para o cálculo do VMAA, a sistemática prevista na Lei n 9.424/96. Sendo assim, para se divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, notadamente do Código de Processo Civil, atingindo apenas por via reflexa o Texto Constitucional, o que inviabilizaria o processamento do 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE apelo extremo. Nesse sentido: ARE 1.080.103, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 31.1.2018. Por outro lado, o acórdão recorrido diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, quando não considera a vinculação necessária entre as verbas complementares da União e a manutenção e desenvolvimento da educação básica e na valorização dos profissionais da educação. A esse respeito, impende registrar que o Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal na ACO 648, de relatoria do Ministro Marco Aurélio e com acórdão por mim redigido, j. 06.09.2017, fixou as seguintes teses de julgamento: 1 O valor da complementação da União ao FUNDEF deve ser calculado com base no valor mínimo nacional por aluno extraído da média nacional; 2 A complementação ao FUNDEF realizada a partir do valor mínimo anual por aluno fixada em desacordo com a média nacional impõe à União o dever de suplementação de recursos, mantida a vinculação constitucional a ações de desenvolvimento e manutenção do ensino. Na ocasião, a temática foi especificamente tratada e objeto de manifestação dos julgadores, transcrevo excerto relevante: O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: (...) De pronto, impende ressaltar que o adimplemento das referidas obrigações por parte da União e respectiva disponibilidade financeira aos Autores vinculam-se à finalidade constitucional de promoção do direito à educação, única possibilidade de dispêndio dessas verbas públicas. (...) O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - (…) E também, eu até vou ler a minha tese de julgamento, mas eu preciso aditá-la com uma observação 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE apelo extremo. Nesse sentido: ARE 1.080.103, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 31.1.2018. Por outro lado, o acórdão recorrido diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, quando não considera a vinculação necessária entre as verbas complementares da União e a manutenção e desenvolvimento da educação básica e na valorização dos profissionais da educação. A esse respeito, impende registrar que o Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal na ACO 648, de relatoria do Ministro Marco Aurélio e com acórdão por mim redigido, j. 06.09.2017, fixou as seguintes teses de julgamento: 1 O valor da complementação da União ao FUNDEF deve ser calculado com base no valor mínimo nacional por aluno extraído da média nacional; 2 A complementação ao FUNDEF realizada a partir do valor mínimo anual por aluno fixada em desacordo com a média nacional impõe à União o dever de suplementação de recursos, mantida a vinculação constitucional a ações de desenvolvimento e manutenção do ensino. Na ocasião, a temática foi especificamente tratada e objeto de manifestação dos julgadores, transcrevo excerto relevante: O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: (...) De pronto, impende ressaltar que o adimplemento das referidas obrigações por parte da União e respectiva disponibilidade financeira aos Autores vinculam-se à finalidade constitucional de promoção do direito à educação, única possibilidade de dispêndio dessas verbas públicas. (...) O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - (…) E também, eu até vou ler a minha tese de julgamento, mas eu preciso aditá-la com uma observação 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE feita pelo Ministro Luiz Edson Fachin, a quem estou acompanhando, portanto, que este aporte de recursos, esta diferença ingressará, no Tesouro, vinculado ao gasto com a educação, porque esta é a destinação desses recursos. (…) O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhora Presidente, peço escusas aos eminente Ministros- Relatores. Eu li a proposição do Ministro Barroso - não até o final -, contendo expressamente aquilo que houvera proposto, qual seja: (...) mantida a vinculação constitucional, ações de desenvolvimento e manutenção do ensino. Apenas para deixar claro o que já estava no meu voto. Nesse contexto, a derivação da finalidade constitucional das receitas públicas reverbera nos honorários contratuais advocatícios, como se extrai do assentado pelo Plenário do Tribunal de Contas da União no Acórdão 1.824/2017, de relatoria do Ministro Walton Alencar Rodrigues, j. 23.08.2017, assim ementado: REPRESENTAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO E MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS DO MARANHÃO. IRREGULARIDADES NA DESTINAÇÃO DO PAGAMENTO DE DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DEVIDA PELA UNIÃO NO ÂMBITO DO EXTINTO FUNDEF. AÇÃO CIVIL PÚBLICA CONDENANDO A UNIÃO AO PAGAMENTO DOS VALORES JÁ TRANSITADA EM JULGADO. CONTRATAÇÃO DE TRÊS ESCRITÓRIOS DE ADVOGACIA, POR INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO, COM A FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS CORRESPONDENTES A 20% DO ÊXITO, POR CENTO E DEZ MUNICÍPIOS DO ESTADO DO MARANHÃO. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE feita pelo Ministro Luiz Edson Fachin, a quem estou acompanhando, portanto, que este aporte de recursos, esta diferença ingressará, no Tesouro, vinculado ao gasto com a educação, porque esta é a destinação desses recursos. (…) O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhora Presidente, peço escusas aos eminente Ministros- Relatores. Eu li a proposição do Ministro Barroso - não até o final -, contendo expressamente aquilo que houvera proposto, qual seja: (...) mantida a vinculação constitucional, ações de desenvolvimento e manutenção do ensino. Apenas para deixar claro o que já estava no meu voto. Nesse contexto, a derivação da finalidade constitucional das receitas públicas reverbera nos honorários contratuais advocatícios, como se extrai do assentado pelo Plenário do Tribunal de Contas da União no Acórdão 1.824/2017, de relatoria do Ministro Walton Alencar Rodrigues, j. 23.08.2017, assim ementado: REPRESENTAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO E MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS DO MARANHÃO. IRREGULARIDADES NA DESTINAÇÃO DO PAGAMENTO DE DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DEVIDA PELA UNIÃO NO ÂMBITO DO EXTINTO FUNDEF. AÇÃO CIVIL PÚBLICA CONDENANDO A UNIÃO AO PAGAMENTO DOS VALORES JÁ TRANSITADA EM JULGADO. CONTRATAÇÃO DE TRÊS ESCRITÓRIOS DE ADVOGACIA, POR INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO, COM A FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS CORRESPONDENTES A 20% DO ÊXITO, POR CENTO E DEZ MUNICÍPIOS DO ESTADO DO MARANHÃO. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1066281 AGR / PE RISCO DE DESVIO DE RECURSOS CONSTITUCIONALMENTE VINCULADOS À EDUCAÇÃO PARA O PAGAMENTO DE HONORÁRIOS CONTRATUAIS EM RAZÃO DO ARTIGO 22, §4..., DA LEI 8906/1994. VINCULAÇÃO DE ORDEM CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO EM FINALIDADE DIVERSA. PLÚRIMAS IRREGULARIDADES. DANO AO ERÁRIO. RESPONSABILIDADE PESSOAL DO AGENTE QUE DEU CAUSA AOS DESVIOS. IRREGULARIDADES GRAVÍSSIMAS. DETERMINAÇÕES. (grifos nossos) Ante o exposto, conheço parcialmente do recurso extraordinário a que se dá parcial provimento, com a finalidade de reformar parte do acórdão recorrido, nos termos do art. 21, §2..., do RISTF, mantendo a vinculação necessária entre as verbas complementares da União e a manutenção e desenvolvimento da educação básica e na valorização dos profissionais da educação, inclusive no tocante ao honorários advocatícios contratuais. Ônus e custas processuais ex lege. Publique-se. Brasília, 20 de agosto de 2018.” Diante do exposto, dou parcial provimento ao AGRAVO INTERNO, na forma da fundamentação. É o voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Supremo Tribunal Federal ARE 1066281 AGR / PE RISCO DE DESVIO DE RECURSOS CONSTITUCIONALMENTE VINCULADOS À EDUCAÇÃO PARA O PAGAMENTO DE HONORÁRIOS CONTRATUAIS EM RAZÃO DO ARTIGO 22, §4..., DA LEI 8906/1994. VINCULAÇÃO DE ORDEM CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO EM FINALIDADE DIVERSA. PLÚRIMAS IRREGULARIDADES. DANO AO ERÁRIO. RESPONSABILIDADE PESSOAL DO AGENTE QUE DEU CAUSA AOS DESVIOS. IRREGULARIDADES GRAVÍSSIMAS. DETERMINAÇÕES. (grifos nossos) Ante o exposto, conheço parcialmente do recurso extraordinário a que se dá parcial provimento, com a finalidade de reformar parte do acórdão recorrido, nos termos do art. 21, §2..., do RISTF, mantendo a vinculação necessária entre as verbas complementares da União e a manutenção e desenvolvimento da educação básica e na valorização dos profissionais da educação, inclusive no tocante ao honorários advocatícios contratuais. Ônus e custas processuais ex lege. Publique-se. Brasília, 20 de agosto de 2018.” Diante do exposto, dou parcial provimento ao AGRAVO INTERNO, na forma da fundamentação. É o voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACCD-875C-3EB6-E590 e senha 46C8-6D78-33A4-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.066.281 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO ADV.(A/S) : ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO (18558/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo interno, na forma da fundamentação, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BC0A-EEC8-DCA4-75C5 e senha E8C3-2515-3F3A-A055 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.066.281 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO ADV.(A/S) : ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO (18558/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo interno, na forma da fundamentação, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BC0A-EEC8-DCA4-75C5 e senha E8C3-2515-3F3A-A055 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 066 . 281", "Recurso Extraordinário 636 . 978 - RG", "Recurso Extraordinário 841 . 526 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 066 . 281", "AGRAVO 1 . 066 . 281", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1066281 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1 . 023 . 231 / PR", "ARE 960 . 182 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 1066281 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1 . 023 . 231 / PR", "ARE 960 . 182 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 1066281 AGR / PE", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Recurso Extraordinário 636 . 978 - RG", "Recurso Extraordinário 636 . 978 - RG", "ARE 980 . 199", "ARE 1066281 AGR / PE", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Recurso Extraordinário 636 . 978 - RG", "Recurso Extraordinário 636 . 978 - RG", "ARE 980 . 199", "ARE 1 . 140 . 049", "ARE 1 . 140 . 049", "ARE 1066281 AGR / PE", "ARE 1066281 AGR / PE", "ARE 1066281 AGR", "ARE 999948 / SP", "ARE 1066281 AGR / PE", "ARE 999948 / SP", "ARE 1066281", "ARE 1 . 080 . 103", "ACO 648", "ARE 1066281 AGR / PE", "ARE 1 . 080 . 103", "ACO 648", "ARE 1066281", "Acórdão 1 . 824 / 2017", "ARE 1066281 AGR / PE", "Acórdão 1 . 824 / 2017", "ARE 1066281" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 60 do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 60 do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "-", "B do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "LEI 9 . 424 / 96", "art . 6 . . . da Lei n . 9 . 424 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "LEI 9 . 424 /", "art . 6 . . . da Lei n . 9 . 424 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 424 / 96", "art . art . 22 , paragrafo 4 . . . , da Lei 8 . 906 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Lei n 9 . 424 / 96", "art . art . 22 , paragrafo 4 . . . , da Lei 8 . 906 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXVI , XXXVII , LIII , LIV e LV e 93 , IX , do Texto Constitucional permanente", "art . 60 do ADCT", "artigo 5 . . . , XXI , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXVI , LIV e LV , e 93 , IX , da Constituição", "art . 5 . . . , XXXVII e LIII , do Texto Constitucional", "art . 60 do ADCT", "art . 5 . . . , XXXVII e LIII , do Texto Constitucional permanente", "art . 60 do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "art", "artigo 5 . . . , XXI , da Constituição Federal", "art", "art . 5 . . . , XXXVII e LIII , do Texto Constitucional permanente", "art . 60 do ADCT", "art . 5 . . . , XXXVII e LIII , do Texto Constitucional permanente", "art . 60 do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 042 , caput", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , ambos do Código de Processo Civil", "Lei n 9 . 424 / 96", "Código de Processo Civil", "Texto", "Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art .", "Lei n 9 . 424 / 96", "Código de Processo Civil", "Texto", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 22 , § 4 . . . , DA LEI 8906 / 1994", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 22 , § 4 . . . , DA LEI 8906 / 1994", "art . 21 , § 2 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO", "PERNAMBUCO", "MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "MUNICÍPIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "UNIÃO", "Plenário", "FUNDEF", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "MUNICÍPIO", "FUNDEF", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "MUNICÍPIO", "FUNDEF", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMA CORTE", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMA CORTE", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "FUNDEF", "Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério", "FUNDEF", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "FUNDEF", "Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "FUNDEF", "Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério", "FUNDEF", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "FUNDEB", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "FUNDEF", "AMUPE", "Associação Municipalista de Pernambuco", "Associação Municipalista de Pernambuco", "AMUPE", "FUNDEB", "FUNDEF", "Supremo Tribunal Federal", "AMUPE", "Associação Municipalista de Pernambuco", "Associação Municipalista de Pernambuco", "AMUPE", "FUNDEB", "FUNDEF", "/", "União", "FUNDEF", "Supremo Tribunal Federal", "União", "FUNDEF", "União", "AMUPE", "Associação Municipalista de Pernambuco", "Associação Municipalista de Pernambuco", "AMUPE", "Supremo Tribunal Federal", "União", "AMUPE", "Associação Municipalista de Pernambuco", "Associação Municipalista de Pernambuco", "AMUPE", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal", "União", "FUNDEF", "FUNDEF", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal", "União", "FUNDEF", "FUNDEF", "União", "União", "Tesouro", "Plenário do Tribunal de Contas da União", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS DO MARANHÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Tesouro", "Plenário do Tribunal de Contas da União", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS DO MARANHÃO", "UNIÃO", "FUNDEF", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "ALEXANDRE DE MORAES", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "EDSON FACHIN", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "EDSON FACHIN", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Luiz Edson Fachin", "EDSON FACHIN", "Barroso", "Walton Alencar Rodrigues", "Luiz Edson Fachin", "EDSON FACHIN", "Barroso", "Walton Alencar Rodrigues", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO GILSON RAIMUNDO FILHO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "2", "/", "2017", "15", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "2", "/", "2017", "15", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "31", "/", "8", "/", "2011", "15", "/", "9", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", 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Ementa e Acórdão 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :ANA CLAUDIA DE CORDOUE ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. NÍTIDO CARÁTER INFRINGENTE DOS DECLARATÓRIOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C830-7E59-7213-40B2 e senha 6178-3EF4-B85B-0EB9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :ANA CLAUDIA DE CORDOUE ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Primeira Turma desta SUPREMA CORTE, assim ementado: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATA APROVADA FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. INEXISTÊNCIA DE PRETERIÇÃO. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA. RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A embargante sustenta, em síntese, que o acórdão embargado foi omisso, “na medida em que desconsiderou que restou plenamente demonstrada a efetiva preterição da nomeação da embargante pela designação de candidato aprovado para a localidade de Dourados/MS para ocupar a vaga de Ponta Porã/MG, o que denota a existência de direito subjetivo à nomeação na hipótese, conforme o entendimento pacífico desta Suprema Corte (RE 837.311)”. Argumenta, para tanto, que o julgado da colenda Primeira Turma desta CORTE “se limitou a reprisar os fundamentos da decisão agravada, sem, contudo, rechaçar os argumentos tecidos no recurso de agravo interno, em violação ao dever de fundamentação das decisões judiciais, nos termos do art. 93, IX da CF/88 e art. 489, §1º, IV do CPC, os quais demonstraram, à toda evidência, que que restou plenamente demonstrada a efetiva preterição da nomeação da embargante pela designação de candidato aprovado para a localidade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0E5-30FA-A332-FF6D e senha 9E8C-103D-DB68-CB93 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :ANA CLAUDIA DE CORDOUE ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Primeira Turma desta SUPREMA CORTE, assim ementado: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATA APROVADA FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. INEXISTÊNCIA DE PRETERIÇÃO. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA. RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A embargante sustenta, em síntese, que o acórdão embargado foi omisso, “na medida em que desconsiderou que restou plenamente demonstrada a efetiva preterição da nomeação da embargante pela designação de candidato aprovado para a localidade de Dourados/MS para ocupar a vaga de Ponta Porã/MG, o que denota a existência de direito subjetivo à nomeação na hipótese, conforme o entendimento pacífico desta Suprema Corte (RE 837.311)”. Argumenta, para tanto, que o julgado da colenda Primeira Turma desta CORTE “se limitou a reprisar os fundamentos da decisão agravada, sem, contudo, rechaçar os argumentos tecidos no recurso de agravo interno, em violação ao dever de fundamentação das decisões judiciais, nos termos do art. 93, IX da CF/88 e art. 489, §1º, IV do CPC, os quais demonstraram, à toda evidência, que que restou plenamente demonstrada a efetiva preterição da nomeação da embargante pela designação de candidato aprovado para a localidade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0E5-30FA-A332-FF6D e senha 9E8C-103D-DB68-CB93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório RMS 34796 AGR-ED / DF de Dourados/MS para ocupar a vaga de Ponta Porã/MG, o que denota a existência de direito subjetivo à nomeação na hipótese, conforme o entendimento pacífico desta Suprema Corte (RE 837.311)”. Assevera, na sequência, que “o caso ora em exame versa sobre evidente direito subjetivo à nomeação, pois a já consolidada jurisprudência dos tribunais pátrios, inclusive dos Tribunais Superiores, aponta para o dever de se nomear candidatos que são tolhidos sob o pretexto do exercício de um pretenso poder discricionário que, na realidade, é um argumento para se afastar as disposições constitucionais que regulamentam o provimento dos cargos, conforme a complexidade exigida em lei como requisito básico para o exercício do cargo público”. Alega, então, que uma decisão não pode ser considerada devidamente fundamentada “quando não apreciar todos os argumentos trazidos pelas partes, se eles eram, em tese, capazes de gerar decisão em sentido contrário”. Requer, ao final, “o conhecimento e o provimento dos presentes embargos de declaração, sob pena de violação ao art. 1.022, II, do CPC, bem como aos arts. 5º, XXXV e LV, e 93, IX, da CF/88, para, atribuindo-lhe efeitos infringentes, sanar os vícios apontados, eis que essenciais ao deslinde da controvérsia, e, consequentemente, prover o agravo interno e recurso ordinário outrora interposto para reformar a sentença e julgar procedentes os pedidos vertidos na exordial, nos termos da fundamentação acima expendida” (doc. 19 – fl. 9). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0E5-30FA-A332-FF6D e senha 9E8C-103D-DB68-CB93 Supremo Tribunal Federal RMS 34796 AGR-ED / DF de Dourados/MS para ocupar a vaga de Ponta Porã/MG, o que denota a existência de direito subjetivo à nomeação na hipótese, conforme o entendimento pacífico desta Suprema Corte (RE 837.311)”. Assevera, na sequência, que “o caso ora em exame versa sobre evidente direito subjetivo à nomeação, pois a já consolidada jurisprudência dos tribunais pátrios, inclusive dos Tribunais Superiores, aponta para o dever de se nomear candidatos que são tolhidos sob o pretexto do exercício de um pretenso poder discricionário que, na realidade, é um argumento para se afastar as disposições constitucionais que regulamentam o provimento dos cargos, conforme a complexidade exigida em lei como requisito básico para o exercício do cargo público”. Alega, então, que uma decisão não pode ser considerada devidamente fundamentada “quando não apreciar todos os argumentos trazidos pelas partes, se eles eram, em tese, capazes de gerar decisão em sentido contrário”. Requer, ao final, “o conhecimento e o provimento dos presentes embargos de declaração, sob pena de violação ao art. 1.022, II, do CPC, bem como aos arts. 5º, XXXV e LV, e 93, IX, da CF/88, para, atribuindo-lhe efeitos infringentes, sanar os vícios apontados, eis que essenciais ao deslinde da controvérsia, e, consequentemente, prover o agravo interno e recurso ordinário outrora interposto para reformar a sentença e julgar procedentes os pedidos vertidos na exordial, nos termos da fundamentação acima expendida” (doc. 19 – fl. 9). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0E5-30FA-A332-FF6D e senha 9E8C-103D-DB68-CB93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.796 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com a finalidade de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No presente caso, contudo, o acórdão embargado não apresenta nenhum desses vícios. O ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando necessários quaisquer reparos. Depreende-se que o embargante pretende dar nítido caráter infringente aos declaratórios, os quais não estão vocacionados a essa função, salvo em situações excepcionais, não caracterizadas no caso. Diante do exposto, VOTO PELA REJEIÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2525-3CEE-0BAB-0524 e senha 4BD2-E561-9A47-CF72 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.796 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com a finalidade de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No presente caso, contudo, o acórdão embargado não apresenta nenhum desses vícios. O ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando necessários quaisquer reparos. Depreende-se que o embargante pretende dar nítido caráter infringente aos declaratórios, os quais não estão vocacionados a essa função, salvo em situações excepcionais, não caracterizadas no caso. Diante do exposto, VOTO PELA REJEIÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2525-3CEE-0BAB-0524 e senha 4BD2-E561-9A47-CF72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.796 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : ANA CLAUDIA DE CORDOUE ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF, 165498/MG, 170271/RJ, 49862A/RS) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C89-5FD6-C06B-39BB e senha A96C-95D4-F336-CF16 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.796 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : ANA CLAUDIA DE CORDOUE ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF, 165498/MG, 170271/RJ, 49862A/RS) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C89-5FD6-C06B-39BB e senha A96C-95D4-F336-CF16 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748530317
2018-10-22T00:00:00
2018-10-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. NÍTIDO CARÁTER INFRINGENTE DOS DECLARATÓRIOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
sjur393524
Número de páginas: 5. Análise: 19/11/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
34796
null
RMS-AgR-ED
acordaos
RMS 34796 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ANA CLAUDIA DE CORDOUE ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :ANA CLAUDIA DE CORDOUE ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. NÍTIDO CARÁTER INFRINGENTE DOS DECLARATÓRIOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C830-7E59-7213-40B2 e senha 6178-3EF4-B85B-0EB9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :ANA CLAUDIA DE CORDOUE ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Primeira Turma desta SUPREMA CORTE, assim ementado: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATA APROVADA FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. INEXISTÊNCIA DE PRETERIÇÃO. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA. RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A embargante sustenta, em síntese, que o acórdão embargado foi omisso, “na medida em que desconsiderou que restou plenamente demonstrada a efetiva preterição da nomeação da embargante pela designação de candidato aprovado para a localidade de Dourados/MS para ocupar a vaga de Ponta Porã/MG, o que denota a existência de direito subjetivo à nomeação na hipótese, conforme o entendimento pacífico desta Suprema Corte (Recurso Extraordinário 837.311)”. Argumenta, para tanto, que o julgado da colenda Primeira Turma desta CORTE “se limitou a reprisar os fundamentos da decisão agravada, sem, contudo, rechaçar os argumentos tecidos no recurso de agravo interno, em violação ao dever de fundamentação das decisões judiciais, nos termos do art. 93, IX da Constituição Federal de 1988/88 e art. 489, §1..., IV do Código de Processo Civil, os quais demonstraram, à toda evidência, que que restou plenamente demonstrada a efetiva preterição da nomeação da embargante pela designação de candidato aprovado para a localidade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0E5-30FA-A332-FF6D e senha 9E8C-103D-DB68-CB93 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :ANA CLAUDIA DE CORDOUE ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Primeira Turma desta SUPREMA CORTE, assim ementado: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATA APROVADA FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. INEXISTÊNCIA DE PRETERIÇÃO. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA. RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A embargante sustenta, em síntese, que o acórdão embargado foi omisso, “na medida em que desconsiderou que restou plenamente demonstrada a efetiva preterição da nomeação da embargante pela designação de candidato aprovado para a localidade de Dourados/MS para ocupar a vaga de Ponta Porã/MG, o que denota a existência de direito subjetivo à nomeação na hipótese, conforme o entendimento pacífico desta Suprema Corte (Recurso Extraordinário 837.311)”. Argumenta, para tanto, que o julgado da colenda Primeira Turma desta CORTE “se limitou a reprisar os fundamentos da decisão agravada, sem, contudo, rechaçar os argumentos tecidos no recurso de agravo interno, em violação ao dever de fundamentação das decisões judiciais, nos termos do art. 93, IX da Constituição Federal de 1988/88 e art. 489, §1..., IV do Código de Processo Civil, os quais demonstraram, à toda evidência, que que restou plenamente demonstrada a efetiva preterição da nomeação da embargante pela designação de candidato aprovado para a localidade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0E5-30FA-A332-FF6D e senha 9E8C-103D-DB68-CB93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório RMS 34796 AGR-ED / DF de Dourados/MS para ocupar a vaga de Ponta Porã/MG, o que denota a existência de direito subjetivo à nomeação na hipótese, conforme o entendimento pacífico desta Suprema Corte (Recurso Extraordinário 837.311)”. Assevera, na sequência, que “o caso ora em exame versa sobre evidente direito subjetivo à nomeação, pois a já consolidada jurisprudência dos tribunais pátrios, inclusive dos Tribunais Superiores, aponta para o dever de se nomear candidatos que são tolhidos sob o pretexto do exercício de um pretenso poder discricionário que, na realidade, é um argumento para se afastar as disposições constitucionais que regulamentam o provimento dos cargos, conforme a complexidade exigida em lei como requisito básico para o exercício do cargo público”. Alega, então, que uma decisão não pode ser considerada devidamente fundamentada “quando não apreciar todos os argumentos trazidos pelas partes, se eles eram, em tese, capazes de gerar decisão em sentido contrário”. Requer, ao final, “o conhecimento e o provimento dos presentes embargos de declaração, sob pena de violação ao art. 1.022, II, do Código de Processo Civil, bem como aos arts. 5..., XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, para, atribuindo-lhe efeitos infringentes, sanar os vícios apontados, eis que essenciais ao deslinde da controvérsia, e, consequentemente, prover o agravo interno e recurso ordinário outrora interposto para reformar a sentença e julgar procedentes os pedidos vertidos na exordial, nos termos da fundamentação acima expendida” (doc. 19 – fl. 9). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0E5-30FA-A332-FF6D e senha 9E8C-103D-DB68-CB93 Supremo Tribunal Federal RMS 34796 AGR-ED / DF de Dourados/MS para ocupar a vaga de Ponta Porã/MG, o que denota a existência de direito subjetivo à nomeação na hipótese, conforme o entendimento pacífico desta Suprema Corte (Recurso Extraordinário 837.311)”. Assevera, na sequência, que “o caso ora em exame versa sobre evidente direito subjetivo à nomeação, pois a já consolidada jurisprudência dos tribunais pátrios, inclusive dos Tribunais Superiores, aponta para o dever de se nomear candidatos que são tolhidos sob o pretexto do exercício de um pretenso poder discricionário que, na realidade, é um argumento para se afastar as disposições constitucionais que regulamentam o provimento dos cargos, conforme a complexidade exigida em lei como requisito básico para o exercício do cargo público”. Alega, então, que uma decisão não pode ser considerada devidamente fundamentada “quando não apreciar todos os argumentos trazidos pelas partes, se eles eram, em tese, capazes de gerar decisão em sentido contrário”. Requer, ao final, “o conhecimento e o provimento dos presentes embargos de declaração, sob pena de violação ao art. 1.022, II, do Código de Processo Civil, bem como aos arts. 5..., XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, para, atribuindo-lhe efeitos infringentes, sanar os vícios apontados, eis que essenciais ao deslinde da controvérsia, e, consequentemente, prover o agravo interno e recurso ordinário outrora interposto para reformar a sentença e julgar procedentes os pedidos vertidos na exordial, nos termos da fundamentação acima expendida” (doc. 19 – fl. 9). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0E5-30FA-A332-FF6D e senha 9E8C-103D-DB68-CB93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.796 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com a finalidade de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No presente caso, contudo, o acórdão embargado não apresenta nenhum desses vícios. O ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando necessários quaisquer reparos. Depreende-se que o embargante pretende dar nítido caráter infringente aos declaratórios, os quais não estão vocacionados a essa função, salvo em situações excepcionais, não caracterizadas no caso. Diante do exposto, VOTO PELA REJEIÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2525-3CEE-0BAB-0524 e senha 4BD2-E561-9A47-CF72 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.796 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com a finalidade de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No presente caso, contudo, o acórdão embargado não apresenta nenhum desses vícios. O ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando necessários quaisquer reparos. Depreende-se que o embargante pretende dar nítido caráter infringente aos declaratórios, os quais não estão vocacionados a essa função, salvo em situações excepcionais, não caracterizadas no caso. Diante do exposto, VOTO PELA REJEIÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2525-3CEE-0BAB-0524 e senha 4BD2-E561-9A47-CF72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.796 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : ANA CLAUDIA DE CORDOUE ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF, 165498/MG, 170271/RJ, 49862A/RS) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C89-5FD6-C06B-39BB e senha A96C-95D4-F336-CF16 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.796 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : ANA CLAUDIA DE CORDOUE ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF, 165498/MG, 170271/RJ, 49862A/RS) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C89-5FD6-C06B-39BB e senha A96C-95D4-F336-CF16 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Recurso Extraordinário 837 . 311", "Recurso Extraordinário 837 . 311 )", "Recurso Extraordinário 837 . 311" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 489 , § 1 . . . , IV do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 489 , § 1 . . . , IV do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 , II , do Código de Processo Civil", "arts . 5 . . . , XXXV e LV , e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 , II , do Código de Processo Civil", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "Dourados", "/", "MS", "Ponta Porã / MG", "DISTRITO FEDERAL", "Dourados", "/", "MS", "Ponta Porã / MG", "Dourados", "/", "MS", "Ponta Porã / MG", "Dourados", "/", "MS", "Ponta Porã / MG", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Suprema", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Suprema", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ANA CLAUDIA DE CORDOUE", "RUDI MEIRA CASSEL", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANA CLAUDIA DE CORDOUE", "RUDI MEIRA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANA CLAUDIA DE CORDOUE", "RUDI MEIRA CASSEL", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANA CLAUDIA DE CORDOUE", "RUDI MEIRA CASSEL", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANA CLAUDIA DE CORDOUE", "RUDI MEIRA CASSEL", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "22", "/", "10", "/", "2018", "22 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "12", ".", "10", ".", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "10", ".", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS (ART. 33 DA LEI 11.343/2006). FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. REFORMATIO IN PEJUS. APELAÇÃO EXCLUSIVA DA DEFESA. INOCORRÊNCIA. EFEITO DEVOLUTIVO DO RECURSO. 1. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada. Desde que o faça em decisão motivada, o magistrado sentenciante está autorizado a impor ao condenado regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2º do art. 33 do Código Penal. Inteligência da Súmula 719/STF. 2. As particularidades do caso concreto, apuradas pelas instâncias ordinárias, notadamente o registro de maus antecedentes e a quantidade de droga apreendida (156 fragmentos de cocaína), constituem fundamentação idônea para a imposição de regime mais severo – fechado –, medida que se mostra adequada e necessária para a repressão do tráfico ilícito de drogas, consoante o art. 1º da Lei 11.343/2006. 3. Não há falar em reformatio in pejus se os motivos expendidos pelo julgador em sede de apelação exclusiva da defesa não representaram advento de situação mais gravosa para o réu. Precedentes 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE61-7666-4D96-2370 e senha 3587-92B3-B82E-C89A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 161884 AGR / SP Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE61-7666-4D96-2370 e senha 3587-92B3-B82E-C89A Supremo Tribunal Federal HC 161884 AGR / SP Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE61-7666-4D96-2370 e senha 3587-92B3-B82E-C89A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB74-B20E-B2AB-B591 e senha 0AEB-1276-5E4E-880B Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB74-B20E-B2AB-B591 e senha 0AEB-1276-5E4E-880B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, com base nos seguintes fundamentos: (a) não há ilegalidade na fixação do regime inicial; e (b) a fundamentação expendida em sede de apelação exclusiva da defesa não agravou a situação do paciente. Consta dos autos, em síntese, que o agravante foi condenado à pena de 9 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, em razão da prática dos crimes de tráfico de drogas e de associação para o tráfico (arts. 33 e 35 da Lei 11.343/2006). Buscando a absolvição do agravante e, subsidiariamente, a aplicação do § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06 e a fixação de regime prisional menos gravoso, a Defesa interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que lhe deu parcial provimento, para absolver o agravante da prática do crime de associação para o tráfico (art. 35 da Lei 11.343/2006). Com isso, ficou a pena estabelecida no patamar de 5 anos e 10 meses de reclusão, mantido o regime prisional fechado (Doc. 2 – fls. 35/45). Contra o referido julgado, a defesa opôs embargos de declaração, acolhidos pela Corte estadual para afastar a reincidência do agravante e considerar a condenação pretérita como maus antecedentes, sem repercussão na dosimetria da pena (Doc. 2 – fls. 46/47). Irresignada com a manutenção do regime prisional fechado, a Defesa impetrou Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, que dele não conheceu, mas examinou os fundamentos da impetração, em acórdão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE29-A697-68BF-CEFA e senha 9F3A-87DD-EDE7-2F55 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, com base nos seguintes fundamentos: (a) não há ilegalidade na fixação do regime inicial; e (b) a fundamentação expendida em sede de apelação exclusiva da defesa não agravou a situação do paciente. Consta dos autos, em síntese, que o agravante foi condenado à pena de 9 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, em razão da prática dos crimes de tráfico de drogas e de associação para o tráfico (arts. 33 e 35 da Lei 11.343/2006). Buscando a absolvição do agravante e, subsidiariamente, a aplicação do § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06 e a fixação de regime prisional menos gravoso, a Defesa interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que lhe deu parcial provimento, para absolver o agravante da prática do crime de associação para o tráfico (art. 35 da Lei 11.343/2006). Com isso, ficou a pena estabelecida no patamar de 5 anos e 10 meses de reclusão, mantido o regime prisional fechado (Doc. 2 – fls. 35/45). Contra o referido julgado, a defesa opôs embargos de declaração, acolhidos pela Corte estadual para afastar a reincidência do agravante e considerar a condenação pretérita como maus antecedentes, sem repercussão na dosimetria da pena (Doc. 2 – fls. 46/47). Irresignada com a manutenção do regime prisional fechado, a Defesa impetrou Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, que dele não conheceu, mas examinou os fundamentos da impetração, em acórdão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE29-A697-68BF-CEFA e senha 9F3A-87DD-EDE7-2F55 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 161884 AGR / SP assim ementado: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO. DESCABIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA APREENDIDA. REINCIDÊNCIA.CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. Em consonância com a orientação jurisprudencial da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal – STF, esta CORTE não admite habeas corpus substitutivo de recurso próprio, sem prejuízo da concessão da ordem, de ofício, se existir flagrante ilegalidade na liberdade de locomoção do paciente. 2. O STF, no julgamento do HC n. 111.840/ES, declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei n. 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n. 11.464/07, afastando, dessa forma, a obrigatoriedade do regime inicial fechado para os condenados por crimes hediondos e equiparados. Assim, o regime prisional deverá ser fixado em obediência ao que dispõe o art. 33, §§ 2º e 3º e art. 59, ambos do Código Penal – CP. In casu, a quantidade e a natureza da droga apreendida – 156 pedras de crack –, além da reincidência do réu, constituem fundamentos idôneos para o agravamento do aspecto qualitativo da pena, ou seja, para a fixação de regime mais gravoso. Precedentes. Habeas corpus não conhecido. Neste recurso, a defesa sustenta: (a) “[...] a obrigatoriedade de regime inicial fechado ‘em razão da natureza do crime, equiparado a hediondo, bem como pela natureza altamente lesiva dos entorpecentes e sua variedade’, tal como pontuou o Acórdão da 15ª Turma do TJSP, ofende manifestamente os princípios da motivação da decisão judicial (art. 93, IX, CF) e individualização da pena (art. 5.º, XLVI, CF)”; (b) “este Supremo Tribunal Federal afasta a possibilidade das instâncias ordinárias, em nítido reforço argumentativo, de acrescentarem novos fundamentos à sentença para piorar a situação do réu em sede de recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE29-A697-68BF-CEFA e senha 9F3A-87DD-EDE7-2F55 Supremo Tribunal Federal HC 161884 AGR / SP assim ementado: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO. DESCABIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA APREENDIDA. REINCIDÊNCIA.CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. Em consonância com a orientação jurisprudencial da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal – STF, esta CORTE não admite habeas corpus substitutivo de recurso próprio, sem prejuízo da concessão da ordem, de ofício, se existir flagrante ilegalidade na liberdade de locomoção do paciente. 2. O STF, no julgamento do HC n. 111.840/ES, declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei n. 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n. 11.464/07, afastando, dessa forma, a obrigatoriedade do regime inicial fechado para os condenados por crimes hediondos e equiparados. Assim, o regime prisional deverá ser fixado em obediência ao que dispõe o art. 33, §§ 2º e 3º e art. 59, ambos do Código Penal – CP. In casu, a quantidade e a natureza da droga apreendida – 156 pedras de crack –, além da reincidência do réu, constituem fundamentos idôneos para o agravamento do aspecto qualitativo da pena, ou seja, para a fixação de regime mais gravoso. Precedentes. Habeas corpus não conhecido. Neste recurso, a defesa sustenta: (a) “[...] a obrigatoriedade de regime inicial fechado ‘em razão da natureza do crime, equiparado a hediondo, bem como pela natureza altamente lesiva dos entorpecentes e sua variedade’, tal como pontuou o Acórdão da 15ª Turma do TJSP, ofende manifestamente os princípios da motivação da decisão judicial (art. 93, IX, CF) e individualização da pena (art. 5.º, XLVI, CF)”; (b) “este Supremo Tribunal Federal afasta a possibilidade das instâncias ordinárias, em nítido reforço argumentativo, de acrescentarem novos fundamentos à sentença para piorar a situação do réu em sede de recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE29-A697-68BF-CEFA e senha 9F3A-87DD-EDE7-2F55 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório HC 161884 AGR / SP defensivo”; (c) “O prejuízo é patente, porque em sendo inconstitucional a imposição de regime prisional lastreado na natureza do crime (hediondo), tal como pontuou o d. juízo singular, violou-se os ditames legais previstos no artigo 33 do Código Penal. Portanto, caberia ao Tribunal, em sede de recurso defensivo, não inovar nos fundamentos, mas, sim, determinar a nulidade daquele capítulo da sentença para que outro, se o caso, fosse proferido, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal”. Requer, assim, o provimento do presente recurso, “para fixar o regime inicial semiaberto”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE29-A697-68BF-CEFA e senha 9F3A-87DD-EDE7-2F55 Supremo Tribunal Federal HC 161884 AGR / SP defensivo”; (c) “O prejuízo é patente, porque em sendo inconstitucional a imposição de regime prisional lastreado na natureza do crime (hediondo), tal como pontuou o d. juízo singular, violou-se os ditames legais previstos no artigo 33 do Código Penal. Portanto, caberia ao Tribunal, em sede de recurso defensivo, não inovar nos fundamentos, mas, sim, determinar a nulidade daquele capítulo da sentença para que outro, se o caso, fosse proferido, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal”. Requer, assim, o provimento do presente recurso, “para fixar o regime inicial semiaberto”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE29-A697-68BF-CEFA e senha 9F3A-87DD-EDE7-2F55 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada, devendo-se considerar as especiais circunstâncias do caso concreto. Assim, desde que o faça em decisão motivada, o magistrado sentenciante está autorizado a impor ao condenado regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2º do art. 33 do Código Penal. Esse entendimento se amolda à jurisprudência cristalizada na Súmula 719 (A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea) e replicada em diversos julgados: HC 143.577-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/10/2017; RHC 134.494-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 9/5/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/3/2017; RHC 122.620 Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2014; HC 118.733, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/12/2013. Na espécie, o regime inicial de cumprimento da pena foi mantido pelo Superior Tribunal de Justiça, com base nos seguintes argumentos: Conforme relatado, a controvérsia diz respeito ao regime prisional mais gravoso, mantido pelo Tribunal a quo, nestes termos: A forma como embaladas, acondicionadas e ocultadas as drogas, as circunstâncias de sua apreensão e do dinheiro, a quantidade da ilícita substância algo próximo a 80 gramas de cocaína sob a forma de 'crack', distribuídos em 156 fragmentos a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada, devendo-se considerar as especiais circunstâncias do caso concreto. Assim, desde que o faça em decisão motivada, o magistrado sentenciante está autorizado a impor ao condenado regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2º do art. 33 do Código Penal. Esse entendimento se amolda à jurisprudência cristalizada na Súmula 719 (A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea) e replicada em diversos julgados: HC 143.577-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/10/2017; RHC 134.494-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 9/5/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/3/2017; RHC 122.620 Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2014; HC 118.733, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/12/2013. Na espécie, o regime inicial de cumprimento da pena foi mantido pelo Superior Tribunal de Justiça, com base nos seguintes argumentos: Conforme relatado, a controvérsia diz respeito ao regime prisional mais gravoso, mantido pelo Tribunal a quo, nestes termos: A forma como embaladas, acondicionadas e ocultadas as drogas, as circunstâncias de sua apreensão e do dinheiro, a quantidade da ilícita substância algo próximo a 80 gramas de cocaína sob a forma de 'crack', distribuídos em 156 fragmentos a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 161884 AGR / SP consequente prisão em flagrante dos indigitados, somadas a suas situações econômicas não trouxeram prova de ocupação lícita e às declarações dos agentes policiais de que eram conhecidos traficantes e de que no local era exercida a mercancia ilícita não deixam margem a dúvidas da prática habitual da traficância, não se havendo falar em insuficiência de provas. De rigor, pois, a condenação dos apelantes por infração ao artigo 33, “caput”, da Lei 11.343/06. As penas de Dennys e de Anderson não merecem qualquer censura, havendo sido sopesados, em fases distintas e apropriadas, os maus antecedentes em relação ao primeiro e a reincidência em relação ao último, suficientes a impedirem a aplicação da benesse da lei especial. [...] A fixação do regime inicial fechado mostrou-se adequada ante a gravidade concreta do delito perpetrado, notória a nocividade da droga apreendida, restando patentes sua capacidade de disseminação e a arregimentação de clientes aos borbotões; in casu, suficiente, o 'crack' apreendido, a fragmentação em número em muito maior ao atestado no laudo pericial, com a confecção de centenas de pedras a serem fumadas pelos incautos compradores (fls. 38/40). No tocante ao tema, o Plenário do STF, no dia 27 de junho de 2012, ao julgar o HC n. 111.840/ES, por maioria, declarou incidentalmente a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei n. 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n. 11.464/07, afastando, dessa forma, a obrigatoriedade do regime inicial fechado para os condenados por crimes hediondos e equiparados. Assim, o regime prisional, nesses casos, deverá ser fixado em obediência ao que dispõe o art. 33, §§ 2º e 3º e art. 59, ambos do CP. Por outro lado, firmou-se neste Tribunal a orientação de que é necessária a apresentação de motivação concreta para a fixação de regime mais gravoso, fundada nas circunstâncias judiciais do art. 59 do CP ou em outra situação que demonstre 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Supremo Tribunal Federal HC 161884 AGR / SP consequente prisão em flagrante dos indigitados, somadas a suas situações econômicas não trouxeram prova de ocupação lícita e às declarações dos agentes policiais de que eram conhecidos traficantes e de que no local era exercida a mercancia ilícita não deixam margem a dúvidas da prática habitual da traficância, não se havendo falar em insuficiência de provas. De rigor, pois, a condenação dos apelantes por infração ao artigo 33, “caput”, da Lei 11.343/06. As penas de Dennys e de Anderson não merecem qualquer censura, havendo sido sopesados, em fases distintas e apropriadas, os maus antecedentes em relação ao primeiro e a reincidência em relação ao último, suficientes a impedirem a aplicação da benesse da lei especial. [...] A fixação do regime inicial fechado mostrou-se adequada ante a gravidade concreta do delito perpetrado, notória a nocividade da droga apreendida, restando patentes sua capacidade de disseminação e a arregimentação de clientes aos borbotões; in casu, suficiente, o 'crack' apreendido, a fragmentação em número em muito maior ao atestado no laudo pericial, com a confecção de centenas de pedras a serem fumadas pelos incautos compradores (fls. 38/40). No tocante ao tema, o Plenário do STF, no dia 27 de junho de 2012, ao julgar o HC n. 111.840/ES, por maioria, declarou incidentalmente a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei n. 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n. 11.464/07, afastando, dessa forma, a obrigatoriedade do regime inicial fechado para os condenados por crimes hediondos e equiparados. Assim, o regime prisional, nesses casos, deverá ser fixado em obediência ao que dispõe o art. 33, §§ 2º e 3º e art. 59, ambos do CP. Por outro lado, firmou-se neste Tribunal a orientação de que é necessária a apresentação de motivação concreta para a fixação de regime mais gravoso, fundada nas circunstâncias judiciais do art. 59 do CP ou em outra situação que demonstre 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 161884 AGR / SP efetivamente um plus na gravidade do delito. Nesse sentido, foi elaborado o enunciado n. 440 da Súmula desta Corte, bem como os enunciados n.718 e 719 da Súmula do STF. Na hipótese dos autos, não há falar em flagrante ilegalidade na fixação do regime prisional fechado. Isso porque a quantidade e a natureza da droga apreendida – 156 pedras de crack – , além da reincidência do réu, constituem fundamentos idôneos para o agravamento do aspecto qualitativo da pena, ou seja, para a fixação de regime mais gravoso. As particularidades do caso concreto, apuradas pelas instâncias ordinárias, notadamente o registro de maus antecedentes e a quantidade de droga apreendida (80 gramas de cocaína sob a forma de 'crack', distribuídos em 156 fragmentos), constituem fundamentação idônea para a imposição de regime mais severo – fechado –, medida que se mostra adequada e necessária para a repressão do tráfico ilícito de drogas, consoante o art. 1º da Lei 11.343/2006. De se ver, portanto, que a decisão proferida pelo STJ não apresenta ilegalidade, pois, conforme já assentou esta CORTE, “é possível que o juiz fixe o regime inicial [mais gravoso] e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (ARE 967.003-AgR/SP, Primeira Turma, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 9/8/2016). No mesmo sentido: HC 143.577- AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/10/2017; e HC 140.511-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 19/5/2017. Esclareça-se, ainda, que não procede a alegação de que a fundamentação expendida em sede de apelação exclusiva da defesa padece de ilegalidade, tendo em vista que não representou advento de situação mais gravosa para o paciente. Em abono a esse entendimento, há precedentes desta CORTE: RHC 118.658/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 2/6/2014; HC 76.156, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE,Primeira Turma, DJ de 8/5/1998; HC 72.527, Rel. Min. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Supremo Tribunal Federal HC 161884 AGR / SP efetivamente um plus na gravidade do delito. Nesse sentido, foi elaborado o enunciado n. 440 da Súmula desta Corte, bem como os enunciados n.718 e 719 da Súmula do STF. Na hipótese dos autos, não há falar em flagrante ilegalidade na fixação do regime prisional fechado. Isso porque a quantidade e a natureza da droga apreendida – 156 pedras de crack – , além da reincidência do réu, constituem fundamentos idôneos para o agravamento do aspecto qualitativo da pena, ou seja, para a fixação de regime mais gravoso. As particularidades do caso concreto, apuradas pelas instâncias ordinárias, notadamente o registro de maus antecedentes e a quantidade de droga apreendida (80 gramas de cocaína sob a forma de 'crack', distribuídos em 156 fragmentos), constituem fundamentação idônea para a imposição de regime mais severo – fechado –, medida que se mostra adequada e necessária para a repressão do tráfico ilícito de drogas, consoante o art. 1º da Lei 11.343/2006. De se ver, portanto, que a decisão proferida pelo STJ não apresenta ilegalidade, pois, conforme já assentou esta CORTE, “é possível que o juiz fixe o regime inicial [mais gravoso] e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (ARE 967.003-AgR/SP, Primeira Turma, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 9/8/2016). No mesmo sentido: HC 143.577- AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/10/2017; e HC 140.511-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 19/5/2017. Esclareça-se, ainda, que não procede a alegação de que a fundamentação expendida em sede de apelação exclusiva da defesa padece de ilegalidade, tendo em vista que não representou advento de situação mais gravosa para o paciente. Em abono a esse entendimento, há precedentes desta CORTE: RHC 118.658/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 2/6/2014; HC 76.156, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE,Primeira Turma, DJ de 8/5/1998; HC 72.527, Rel. Min. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 161884 AGR / SP CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ de 17/11/1995; HC 99.972, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 9/8/2011; RHC 129.811, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 7/12/2015, este assim fundamentado: [...] Como se sabe, o efeito devolutivo inerente ao recurso de apelação – ainda que exclusivo da defesa – permite que, observados os limites horizontais da matéria questionada, o Tribunal aprecie em exaustivo nível de profundidade, a significar que, mantida a essência da causa de pedir e sem piorar a situação do recorrente, é legítima a consideração de elementos de fato não declinadas em tópico específico da dosimetria, mas que foram mencionadas na sentença condenatória. Daí esta Corte já ter afirmado que o recurso contra a individualização da pena não limita o Tribunal de apelação ao reexame dos motivos da sentença; “a restrição a observar no ponto é que as novas circunstâncias do fato hão de estar explícitas ou implicitamente contidas na acusação” (HC 76156, Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, DJ 8/5/1998). [...] Assim, respeitados os limites extensivos apresentados pela defesa em sua apelação (limites horizontais), poderá o tribunal examinar o recurso em toda sua profundidade (limite vertical), de modo que a alteração de fundamentos a determinado ponto recorrido não implicará reformatio in pejus. Exigir que o tribunal de segunda instância se limite aos motivos apresentados pelomagistrado de primeiro grau – ainda que o recurso seja exclusivo da defesa – significaria transformá-lo em uma Corte chanceladora de sentenças, prática não condizente com nosso ordenamento jurídico-constitucional. [...] Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Supremo Tribunal Federal HC 161884 AGR / SP CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ de 17/11/1995; HC 99.972, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 9/8/2011; RHC 129.811, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 7/12/2015, este assim fundamentado: [...] Como se sabe, o efeito devolutivo inerente ao recurso de apelação – ainda que exclusivo da defesa – permite que, observados os limites horizontais da matéria questionada, o Tribunal aprecie em exaustivo nível de profundidade, a significar que, mantida a essência da causa de pedir e sem piorar a situação do recorrente, é legítima a consideração de elementos de fato não declinadas em tópico específico da dosimetria, mas que foram mencionadas na sentença condenatória. Daí esta Corte já ter afirmado que o recurso contra a individualização da pena não limita o Tribunal de apelação ao reexame dos motivos da sentença; “a restrição a observar no ponto é que as novas circunstâncias do fato hão de estar explícitas ou implicitamente contidas na acusação” (HC 76156, Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, DJ 8/5/1998). [...] Assim, respeitados os limites extensivos apresentados pela defesa em sua apelação (limites horizontais), poderá o tribunal examinar o recurso em toda sua profundidade (limite vertical), de modo que a alteração de fundamentos a determinado ponto recorrido não implicará reformatio in pejus. Exigir que o tribunal de segunda instância se limite aos motivos apresentados pelomagistrado de primeiro grau – ainda que o recurso seja exclusivo da defesa – significaria transformá-lo em uma Corte chanceladora de sentenças, prática não condizente com nosso ordenamento jurídico-constitucional. [...] Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO (175970/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B676-A17B-AD7D-0DC1 e senha 47B7-CC53-8E5A-599B Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO (175970/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B676-A17B-AD7D-0DC1 e senha 47B7-CC53-8E5A-599B Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748530344
2018-10-22T00:00:00
2018-10-29T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS (ART. 33 DA LEI 11.343/2006). FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. REFORMATIO IN PEJUS. APELAÇÃO EXCLUSIVA DA DEFESA. INOCORRÊNCIA. EFEITO DEVOLUTIVO DO RECURSO. 1. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada. Desde que o faça em decisão motivada, o magistrado sentenciante está autorizado a impor ao condenado regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2º do art. 33 do Código Penal. Inteligência da Súmula 719/STF. 2. As particularidades do caso concreto, apuradas pelas instâncias ordinárias, notadamente o registro de maus antecedentes e a quantidade de droga apreendida (156 fragmentos de cocaína), constituem fundamentação idônea para a imposição de regime mais severo – fechado –, medida que se mostra adequada e necessária para a repressão do tráfico ilícito de drogas, consoante o art. 1º da Lei 11.343/2006. 3. Não há falar em reformatio in pejus se os motivos expendidos pelo julgador em sede de apelação exclusiva da defesa não representaram advento de situação mais gravosa para o réu. Precedentes 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur393549
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 719) HC 118733 (1ªT), RHC 122620 (2ªT), RHC 128827 (2ªT), RHC 134494 AgR (2ªT), HC 143577 AgR (1ªT). (REGIME INICIAL MAIS GRAVOSO, QUANTIDADE, NATUREZA, DROGA) ARE 967003 AgR (1ªT), HC 140511 AgR (2ªT), HC 143577 AgR (1ªT). ("REFORMATIO IN PEJUS", INOCORRÊNCIA) HC 72527 (2ªT), HC 76156 (1ªT), HC 99972 (1ªT), RHC 118658 (1ªT), RHC 129811 (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 13/11/2018, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
161884
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00001 ART-00033\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000719 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 161884 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS (ART. 33 DA LEI 11.343/2006). FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. REFORMATIO IN PEJUS. APELAÇÃO EXCLUSIVA DA DEFESA. INOCORRÊNCIA. EFEITO DEVOLUTIVO DO RECURSO. 1. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada. Desde que o faça em decisão motivada, o magistrado sentenciante está autorizado a impor ao condenado regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2... do art. 33 do Código Penal. Inteligência da Súmula 719/Supremo Tribunal Federal. 2. As particularidades do caso concreto, apuradas pelas instâncias ordinárias, notadamente o registro de maus antecedentes e a quantidade de droga apreendida (156 fragmentos de cocaína), constituem fundamentação idônea para a imposição de regime mais severo – fechado –, medida que se mostra adequada e necessária para a repressão do tráfico ilícito de drogas, consoante o art. 1... da Lei 11.343/2006. 3. Não há falar em reformatio in pejus se os motivos expendidos pelo julgador em sede de apelação exclusiva da defesa não representaram advento de situação mais gravosa para o réu. Precedentes 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE61-7666-4D96-2370 e senha 3587-92B3-B82E-C89A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 161884 AGR / SP Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE61-7666-4D96-2370 e senha 3587-92B3-B82E-C89A Supremo Tribunal Federal HC 161884 AGR / SP Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE61-7666-4D96-2370 e senha 3587-92B3-B82E-C89A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB74-B20E-B2AB-B591 e senha 0AEB-1276-5E4E-880B Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB74-B20E-B2AB-B591 e senha 0AEB-1276-5E4E-880B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, com base nos seguintes fundamentos: (a) não há ilegalidade na fixação do regime inicial; e (b) a fundamentação expendida em sede de apelação exclusiva da defesa não agravou a situação do paciente. Consta dos autos, em síntese, que o agravante foi condenado à pena de 9 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, em razão da prática dos crimes de tráfico de drogas e de associação para o tráfico (arts. 33 e 35 da Lei 11.343/2006). Buscando a absolvição do agravante e, subsidiariamente, a aplicação do § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06 e a fixação de regime prisional menos gravoso, a Defesa interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que lhe deu parcial provimento, para absolver o agravante da prática do crime de associação para o tráfico (art. 35 da Lei 11.343/2006). Com isso, ficou a pena estabelecida no patamar de 5 anos e 10 meses de reclusão, mantido o regime prisional fechado (Doc. 2 – fls. 35/45). Contra o referido julgado, a defesa opôs embargos de declaração, acolhidos pela Corte estadual para afastar a reincidência do agravante e considerar a condenação pretérita como maus antecedentes, sem repercussão na dosimetria da pena (Doc. 2 – fls. 46/47). Irresignada com a manutenção do regime prisional fechado, a Defesa impetrou Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, que dele não conheceu, mas examinou os fundamentos da impetração, em acórdão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE29-A697-68BF-CEFA e senha 9F3A-87DD-EDE7-2F55 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, com base nos seguintes fundamentos: (a) não há ilegalidade na fixação do regime inicial; e (b) a fundamentação expendida em sede de apelação exclusiva da defesa não agravou a situação do paciente. Consta dos autos, em síntese, que o agravante foi condenado à pena de 9 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, em razão da prática dos crimes de tráfico de drogas e de associação para o tráfico (arts. 33 e 35 da Lei 11.343/2006). Buscando a absolvição do agravante e, subsidiariamente, a aplicação do § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06 e a fixação de regime prisional menos gravoso, a Defesa interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que lhe deu parcial provimento, para absolver o agravante da prática do crime de associação para o tráfico (art. 35 da Lei 11.343/2006). Com isso, ficou a pena estabelecida no patamar de 5 anos e 10 meses de reclusão, mantido o regime prisional fechado (Doc. 2 – fls. 35/45). Contra o referido julgado, a defesa opôs embargos de declaração, acolhidos pela Corte estadual para afastar a reincidência do agravante e considerar a condenação pretérita como maus antecedentes, sem repercussão na dosimetria da pena (Doc. 2 – fls. 46/47). Irresignada com a manutenção do regime prisional fechado, a Defesa impetrou Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, que dele não conheceu, mas examinou os fundamentos da impetração, em acórdão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE29-A697-68BF-CEFA e senha 9F3A-87DD-EDE7-2F55 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 161884 AGR / SP assim ementado: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO. DESCABIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA APREENDIDA. REINCIDÊNCIA.CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. Em consonância com a orientação jurisprudencial da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal – Supremo Tribunal Federal, esta CORTE não admite habeas corpus substitutivo de recurso próprio, sem prejuízo da concessão da ordem, de ofício, se existir flagrante ilegalidade na liberdade de locomoção do paciente. 2. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC n. 111.840/ES, declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei n. 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n. 11.464/07, afastando, dessa forma, a obrigatoriedade do regime inicial fechado para os condenados por crimes hediondos e equiparados. Assim, o regime prisional deverá ser fixado em obediência ao que dispõe o art. 33, §§ 2... e 3... e art. 59, ambos do Código Penal – Código Penal Brasileiro. In casu, a quantidade e a natureza da droga apreendida – 156 pedras de crack –, além da reincidência do réu, constituem fundamentos idôneos para o agravamento do aspecto qualitativo da pena, ou seja, para a fixação de regime mais gravoso. Precedentes. Habeas corpus não conhecido. Neste recurso, a defesa sustenta: (a) “[...] a obrigatoriedade de regime inicial fechado ‘em razão da natureza do crime, equiparado a hediondo, bem como pela natureza altamente lesiva dos entorpecentes e sua variedade’, tal como pontuou o Acórdão da 15... Turma do TJSP, ofende manifestamente os princípios da motivação da decisão judicial (art. 93, IX, Constituição Federal de 1988) e individualização da pena (art. 5., XLVI, Constituição Federal de 1988)”; (b) “este Supremo Tribunal Federal afasta a possibilidade das instâncias ordinárias, em nítido reforço argumentativo, de acrescentarem novos fundamentos à sentença para piorar a situação do réu em sede de recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE29-A697-68BF-CEFA e senha 9F3A-87DD-EDE7-2F55 Supremo Tribunal Federal HC 161884 AGR / SP assim ementado: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO. DESCABIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA APREENDIDA. REINCIDÊNCIA.CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. Em consonância com a orientação jurisprudencial da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal – Supremo Tribunal Federal, esta CORTE não admite habeas corpus substitutivo de recurso próprio, sem prejuízo da concessão da ordem, de ofício, se existir flagrante ilegalidade na liberdade de locomoção do paciente. 2. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC n. 111.840/ES, declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei n. 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n. 11.464/07, afastando, dessa forma, a obrigatoriedade do regime inicial fechado para os condenados por crimes hediondos e equiparados. Assim, o regime prisional deverá ser fixado em obediência ao que dispõe o art. 33, §§ 2... e 3... e art. 59, ambos do Código Penal – Código Penal Brasileiro. In casu, a quantidade e a natureza da droga apreendida – 156 pedras de crack –, além da reincidência do réu, constituem fundamentos idôneos para o agravamento do aspecto qualitativo da pena, ou seja, para a fixação de regime mais gravoso. Precedentes. Habeas corpus não conhecido. Neste recurso, a defesa sustenta: (a) “[...] a obrigatoriedade de regime inicial fechado ‘em razão da natureza do crime, equiparado a hediondo, bem como pela natureza altamente lesiva dos entorpecentes e sua variedade’, tal como pontuou o Acórdão da 15... Turma do TJSP, ofende manifestamente os princípios da motivação da decisão judicial (art. 93, IX, Constituição Federal de 1988) e individualização da pena (art. 5., XLVI, Constituição Federal de 1988)”; (b) “este Supremo Tribunal Federal afasta a possibilidade das instâncias ordinárias, em nítido reforço argumentativo, de acrescentarem novos fundamentos à sentença para piorar a situação do réu em sede de recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE29-A697-68BF-CEFA e senha 9F3A-87DD-EDE7-2F55 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório HC 161884 AGR / SP defensivo”; (c) “O prejuízo é patente, porque em sendo inconstitucional a imposição de regime prisional lastreado na natureza do crime (hediondo), tal como pontuou o d. juízo singular, violou-se os ditames legais previstos no artigo 33 do Código Penal. Portanto, caberia ao Tribunal, em sede de recurso defensivo, não inovar nos fundamentos, mas, sim, determinar a nulidade daquele capítulo da sentença para que outro, se o caso, fosse proferido, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal”. Requer, assim, o provimento do presente recurso, “para fixar o regime inicial semiaberto”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE29-A697-68BF-CEFA e senha 9F3A-87DD-EDE7-2F55 Supremo Tribunal Federal HC 161884 AGR / SP defensivo”; (c) “O prejuízo é patente, porque em sendo inconstitucional a imposição de regime prisional lastreado na natureza do crime (hediondo), tal como pontuou o d. juízo singular, violou-se os ditames legais previstos no artigo 33 do Código Penal. Portanto, caberia ao Tribunal, em sede de recurso defensivo, não inovar nos fundamentos, mas, sim, determinar a nulidade daquele capítulo da sentença para que outro, se o caso, fosse proferido, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal”. Requer, assim, o provimento do presente recurso, “para fixar o regime inicial semiaberto”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE29-A697-68BF-CEFA e senha 9F3A-87DD-EDE7-2F55 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada, devendo-se considerar as especiais circunstâncias do caso concreto. Assim, desde que o faça em decisão motivada, o magistrado sentenciante está autorizado a impor ao condenado regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2... do art. 33 do Código Penal. Esse entendimento se amolda à jurisprudência cristalizada na Súmula 719 (A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea) e replicada em diversos julgados: HC 143.577-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/10/2017; RHC 134.494-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 9/5/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/3/2017; RHC 122.620 Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2014; HC 118.733, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/12/2013. Na espécie, o regime inicial de cumprimento da pena foi mantido pelo Superior Tribunal de Justiça, com base nos seguintes argumentos: Conforme relatado, a controvérsia diz respeito ao regime prisional mais gravoso, mantido pelo Tribunal a quo, nestes termos: A forma como embaladas, acondicionadas e ocultadas as drogas, as circunstâncias de sua apreensão e do dinheiro, a quantidade da ilícita substância algo próximo a 80 gramas de cocaína sob a forma de 'crack', distribuídos em 156 fragmentos a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada, devendo-se considerar as especiais circunstâncias do caso concreto. Assim, desde que o faça em decisão motivada, o magistrado sentenciante está autorizado a impor ao condenado regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2... do art. 33 do Código Penal. Esse entendimento se amolda à jurisprudência cristalizada na Súmula 719 (A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea) e replicada em diversos julgados: HC 143.577-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/10/2017; RHC 134.494-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 9/5/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/3/2017; RHC 122.620 Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2014; HC 118.733, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/12/2013. Na espécie, o regime inicial de cumprimento da pena foi mantido pelo Superior Tribunal de Justiça, com base nos seguintes argumentos: Conforme relatado, a controvérsia diz respeito ao regime prisional mais gravoso, mantido pelo Tribunal a quo, nestes termos: A forma como embaladas, acondicionadas e ocultadas as drogas, as circunstâncias de sua apreensão e do dinheiro, a quantidade da ilícita substância algo próximo a 80 gramas de cocaína sob a forma de 'crack', distribuídos em 156 fragmentos a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 161884 AGR / SP consequente prisão em flagrante dos indigitados, somadas a suas situações econômicas não trouxeram prova de ocupação lícita e às declarações dos agentes policiais de que eram conhecidos traficantes e de que no local era exercida a mercancia ilícita não deixam margem a dúvidas da prática habitual da traficância, não se havendo falar em insuficiência de provas. De rigor, pois, a condenação dos apelantes por infração ao artigo 33, “caput”, da Lei 11.343/06. As penas de Dennys e de Anderson não merecem qualquer censura, havendo sido sopesados, em fases distintas e apropriadas, os maus antecedentes em relação ao primeiro e a reincidência em relação ao último, suficientes a impedirem a aplicação da benesse da lei especial. [...] A fixação do regime inicial fechado mostrou-se adequada ante a gravidade concreta do delito perpetrado, notória a nocividade da droga apreendida, restando patentes sua capacidade de disseminação e a arregimentação de clientes aos borbotões; in casu, suficiente, o 'crack' apreendido, a fragmentação em número em muito maior ao atestado no laudo pericial, com a confecção de centenas de pedras a serem fumadas pelos incautos compradores (fls. 38/40). No tocante ao tema, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no dia 27 de junho de 2012, ao julgar o HC n. 111.840/ES, por maioria, declarou incidentalmente a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei n. 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n. 11.464/07, afastando, dessa forma, a obrigatoriedade do regime inicial fechado para os condenados por crimes hediondos e equiparados. Assim, o regime prisional, nesses casos, deverá ser fixado em obediência ao que dispõe o art. 33, §§ 2... e 3... e art. 59, ambos do Código Penal Brasileiro. Por outro lado, firmou-se neste Tribunal a orientação de que é necessária a apresentação de motivação concreta para a fixação de regime mais gravoso, fundada nas circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal Brasileiro ou em outra situação que demonstre 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Supremo Tribunal Federal HC 161884 AGR / SP consequente prisão em flagrante dos indigitados, somadas a suas situações econômicas não trouxeram prova de ocupação lícita e às declarações dos agentes policiais de que eram conhecidos traficantes e de que no local era exercida a mercancia ilícita não deixam margem a dúvidas da prática habitual da traficância, não se havendo falar em insuficiência de provas. De rigor, pois, a condenação dos apelantes por infração ao artigo 33, “caput”, da Lei 11.343/06. As penas de Dennys e de Anderson não merecem qualquer censura, havendo sido sopesados, em fases distintas e apropriadas, os maus antecedentes em relação ao primeiro e a reincidência em relação ao último, suficientes a impedirem a aplicação da benesse da lei especial. [...] A fixação do regime inicial fechado mostrou-se adequada ante a gravidade concreta do delito perpetrado, notória a nocividade da droga apreendida, restando patentes sua capacidade de disseminação e a arregimentação de clientes aos borbotões; in casu, suficiente, o 'crack' apreendido, a fragmentação em número em muito maior ao atestado no laudo pericial, com a confecção de centenas de pedras a serem fumadas pelos incautos compradores (fls. 38/40). No tocante ao tema, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no dia 27 de junho de 2012, ao julgar o HC n. 111.840/ES, por maioria, declarou incidentalmente a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei n. 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n. 11.464/07, afastando, dessa forma, a obrigatoriedade do regime inicial fechado para os condenados por crimes hediondos e equiparados. Assim, o regime prisional, nesses casos, deverá ser fixado em obediência ao que dispõe o art. 33, §§ 2... e 3... e art. 59, ambos do Código Penal Brasileiro. Por outro lado, firmou-se neste Tribunal a orientação de que é necessária a apresentação de motivação concreta para a fixação de regime mais gravoso, fundada nas circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal Brasileiro ou em outra situação que demonstre 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 161884 AGR / SP efetivamente um plus na gravidade do delito. Nesse sentido, foi elaborado o enunciado n. 440 da Súmula desta Corte, bem como os enunciados n.718 e 719 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Na hipótese dos autos, não há falar em flagrante ilegalidade na fixação do regime prisional fechado. Isso porque a quantidade e a natureza da droga apreendida – 156 pedras de crack – , além da reincidência do réu, constituem fundamentos idôneos para o agravamento do aspecto qualitativo da pena, ou seja, para a fixação de regime mais gravoso. As particularidades do caso concreto, apuradas pelas instâncias ordinárias, notadamente o registro de maus antecedentes e a quantidade de droga apreendida (80 gramas de cocaína sob a forma de 'crack', distribuídos em 156 fragmentos), constituem fundamentação idônea para a imposição de regime mais severo – fechado –, medida que se mostra adequada e necessária para a repressão do tráfico ilícito de drogas, consoante o art. 1... da Lei 11.343/2006. De se ver, portanto, que a decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça não apresenta ilegalidade, pois, conforme já assentou esta CORTE, “é possível que o juiz fixe o regime inicial [mais gravoso] e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (ARE 967.003-AgR/SP, Primeira Turma, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 9/8/2016). No mesmo sentido: HC 143.577- AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/10/2017; e HC 140.511-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 19/5/2017. Esclareça-se, ainda, que não procede a alegação de que a fundamentação expendida em sede de apelação exclusiva da defesa padece de ilegalidade, tendo em vista que não representou advento de situação mais gravosa para o paciente. Em abono a esse entendimento, há precedentes desta CORTE: RHC 118.658/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 2/6/2014; HC 76.156, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE,Primeira Turma, DJ de 8/5/1998; HC 72.527, Rel. Min. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Supremo Tribunal Federal HC 161884 AGR / SP efetivamente um plus na gravidade do delito. Nesse sentido, foi elaborado o enunciado n. 440 da Súmula desta Corte, bem como os enunciados n.718 e 719 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Na hipótese dos autos, não há falar em flagrante ilegalidade na fixação do regime prisional fechado. Isso porque a quantidade e a natureza da droga apreendida – 156 pedras de crack – , além da reincidência do réu, constituem fundamentos idôneos para o agravamento do aspecto qualitativo da pena, ou seja, para a fixação de regime mais gravoso. As particularidades do caso concreto, apuradas pelas instâncias ordinárias, notadamente o registro de maus antecedentes e a quantidade de droga apreendida (80 gramas de cocaína sob a forma de 'crack', distribuídos em 156 fragmentos), constituem fundamentação idônea para a imposição de regime mais severo – fechado –, medida que se mostra adequada e necessária para a repressão do tráfico ilícito de drogas, consoante o art. 1... da Lei 11.343/2006. De se ver, portanto, que a decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça não apresenta ilegalidade, pois, conforme já assentou esta CORTE, “é possível que o juiz fixe o regime inicial [mais gravoso] e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (ARE 967.003-AgR/SP, Primeira Turma, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 9/8/2016). No mesmo sentido: HC 143.577- AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/10/2017; e HC 140.511-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 19/5/2017. Esclareça-se, ainda, que não procede a alegação de que a fundamentação expendida em sede de apelação exclusiva da defesa padece de ilegalidade, tendo em vista que não representou advento de situação mais gravosa para o paciente. Em abono a esse entendimento, há precedentes desta CORTE: RHC 118.658/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 2/6/2014; HC 76.156, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE,Primeira Turma, DJ de 8/5/1998; HC 72.527, Rel. Min. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 161884 AGR / SP CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ de 17/11/1995; HC 99.972, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 9/8/2011; RHC 129.811, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 7/12/2015, este assim fundamentado: [...] Como se sabe, o efeito devolutivo inerente ao recurso de apelação – ainda que exclusivo da defesa – permite que, observados os limites horizontais da matéria questionada, o Tribunal aprecie em exaustivo nível de profundidade, a significar que, mantida a essência da causa de pedir e sem piorar a situação do recorrente, é legítima a consideração de elementos de fato não declinadas em tópico específico da dosimetria, mas que foram mencionadas na sentença condenatória. Daí esta Corte já ter afirmado que o recurso contra a individualização da pena não limita o Tribunal de apelação ao reexame dos motivos da sentença; “a restrição a observar no ponto é que as novas circunstâncias do fato hão de estar explícitas ou implicitamente contidas na acusação” (HC 76156, Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, DJ 8/5/1998). [...] Assim, respeitados os limites extensivos apresentados pela defesa em sua apelação (limites horizontais), poderá o tribunal examinar o recurso em toda sua profundidade (limite vertical), de modo que a alteração de fundamentos a determinado ponto recorrido não implicará reformatio in pejus. Exigir que o tribunal de segunda instância se limite aos motivos apresentados pelomagistrado de primeiro grau – ainda que o recurso seja exclusivo da defesa – significaria transformá-lo em uma Corte chanceladora de sentenças, prática não condizente com nosso ordenamento jurídico-constitucional. [...] Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Supremo Tribunal Federal HC 161884 AGR / SP CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ de 17/11/1995; HC 99.972, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 9/8/2011; RHC 129.811, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 7/12/2015, este assim fundamentado: [...] Como se sabe, o efeito devolutivo inerente ao recurso de apelação – ainda que exclusivo da defesa – permite que, observados os limites horizontais da matéria questionada, o Tribunal aprecie em exaustivo nível de profundidade, a significar que, mantida a essência da causa de pedir e sem piorar a situação do recorrente, é legítima a consideração de elementos de fato não declinadas em tópico específico da dosimetria, mas que foram mencionadas na sentença condenatória. Daí esta Corte já ter afirmado que o recurso contra a individualização da pena não limita o Tribunal de apelação ao reexame dos motivos da sentença; “a restrição a observar no ponto é que as novas circunstâncias do fato hão de estar explícitas ou implicitamente contidas na acusação” (HC 76156, Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, DJ 8/5/1998). [...] Assim, respeitados os limites extensivos apresentados pela defesa em sua apelação (limites horizontais), poderá o tribunal examinar o recurso em toda sua profundidade (limite vertical), de modo que a alteração de fundamentos a determinado ponto recorrido não implicará reformatio in pejus. Exigir que o tribunal de segunda instância se limite aos motivos apresentados pelomagistrado de primeiro grau – ainda que o recurso seja exclusivo da defesa – significaria transformá-lo em uma Corte chanceladora de sentenças, prática não condizente com nosso ordenamento jurídico-constitucional. [...] Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5897-98E4-D2B4-8343 e senha BF41-A3DB-0E25-E855 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO (175970/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B676-A17B-AD7D-0DC1 e senha 47B7-CC53-8E5A-599B Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.884 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANDERSON CORREA DA GRAÇA ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO (175970/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B676-A17B-AD7D-0DC1 e senha 47B7-CC53-8E5A-599B Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 161 . 884", "Súmula 719 / Supremo Tribunal Federal", "HC 161884 AGR / SP Tribunal Federal", "HC 161884 AGR / SP Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 161 . 884", "HABEAS CORPUS 161 . 884", "HABEAS CORPUS 161 . 884", "HABEAS CORPUS 161 . 884", "HC 161884 AGR / SP", "HC n . 111 . 840 / ES", "HC 161884 AGR / SP", "HC n . 111 . 840 / ES", "HC 161884 AGR / SP", "HC 161884 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 161 . 884", "HC 143 . 577 - AgR", "RHC 134 . 494 - AgR", "RHC 128 . 827", "RHC 122 . 620", "HC 118 . 733", "HABEAS CORPUS 161 . 884", "HC 143 . 577 - AgR", "RHC 134 . 494 - AgR", "RHC 128 . 827", "RHC 122 . 620", "HC 118 . 733", "HC 161884 AGR / SP", "HC n . 111 . 840 / ES", "HC 161884 AGR / SP", "HC n . 111 . 840 / ES", "HC 161884 AGR / SP", "enunciados n . 718 e 719 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 967 . 003 - AgR / SP", "HC 143 . 577 - AgR", "HC 140 . 511 - AgR", "RHC 118 . 658 / SP", "HC 76 . 156", "HC 72 . 527", "HC 161884 AGR / SP", "enunciados n . 718 e 719 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 967 . 003 - AgR / SP", "HC 143 . 577 - AgR", "HC 140 . 511 - AgR", "RHC 118 . 658 / SP", "HC 76 . 156", "HC 72 . 527", "HC 161884 AGR / SP", "HC 99 . 972", "RHC 129 . 811", "HC 76156", "HC 161884 AGR / SP", "HC 99 . 972", "RHC 129 . 811", "HC 76156", "HABEAS CORPUS 161 . 884", "HABEAS CORPUS 161 . 884" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 33 DA LEI 11 . 343 / 2006", "art . 1 . . . da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 2006", "§ 4", "art . 35 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 2006", "§ 4 . . . do artigo 33 da Lei 11 . 343 / 06", "art . 35 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 072 / 90", "Lei n . 11 . 464 / 07", "art . 59 , ambos do Código Penal", "Código Penal Brasileiro", "art . 93 , IX , Constituição Federal de 1988", "art . 5 . , XLVI , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória", "Lei n . 8 . 072 / 90", "Lei n . 11 . 464 / 07", "art . 33 , § § 2", "art . 59 , ambos do Código Penal", "Código Penal Brasileiro", "art . 93 , IX , Constituição Federal de 1988", "art . 5 . , XLVI , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 do Código Penal", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 do Código Penal", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 33 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 33 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , “ caput ” , da Lei 11 . 343 / 06", "§", "Lei n . 11 . 464 / 07", "art . 33 , § § 2 . . . e", "art . 59 , ambos do Código Penal Brasileiro", "art . 59", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , “ caput ” , da Lei 11 . 343 / 06", "§", "Lei n . 11 . 464 / 07", "art . 33 , § § 2 . . . e", "art . 59 , ambos do Código Penal Brasileiro", "art . 59 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "15 . . . Turma", "TJSP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "15 . . . 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Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.818 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DANIELA DE PAULA QUELUZ ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. LEIS MUNICIPAIS 1.000/2009 E 1.121/2011 DO MUNICÍPIO DE MOGI-GUAÇU. REAJUSTES DE 17,74% E 18,33%. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. OFENSA À SUMULA VINCULANTE 37. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880528. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.818 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DANIELA DE PAULA QUELUZ ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que julgou procedente a Reclamação pelo fundamento de que a autoridade impugnada, ao conceder reajuste salarial à servidora municipal com base no princípio da isonomia, violou à Súmula Vinculante 37. Alega o agravante, em síntese, que a decisão merece ser reformada, porque: (a) a pretensão deduzida no caso em tela não decorre de aumento de vencimentos com fulcro no princípio da isonomia, hipótese esta que atrairia a aplicação da Súmula vinculante n. 37 (doc. 52, fl. 2); e (b) o pedido visa tão somente a correção de distorção provocada pelo Município agravado, que ao realizar a revisão geral anual de salários, para fins de correção monetária, o fez, determinando a incorporação de um abono em valor fixo aos salários dos servidores, violando a garantia contida no artigo 37, inciso X da Lei Maior (doc. 52, fl. 2). Requer, ao final, que seja concedido provimento ao presente Agravo, a fim de que seja revista a decisão que julgou parcialmente procedente a reclamação constitucional n. 28.818, a fim de restabelecer o acórdão prolatado no Processo n. 0000908-25.2014.5.15.0071 (doc. 52, fl. 16). O município de Mogi Guaçu, em contrarrazões ao Agravo Regimental, defendeu a manutenção da decisão agravada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732745. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.818 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DANIELA DE PAULA QUELUZ ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que julgou procedente a Reclamação pelo fundamento de que a autoridade impugnada, ao conceder reajuste salarial à servidora municipal com base no princípio da isonomia, violou à Súmula Vinculante 37. Alega o agravante, em síntese, que a decisão merece ser reformada, porque: (a) a pretensão deduzida no caso em tela não decorre de aumento de vencimentos com fulcro no princípio da isonomia, hipótese esta que atrairia a aplicação da Súmula vinculante n. 37 (doc. 52, fl. 2); e (b) o pedido visa tão somente a correção de distorção provocada pelo Município agravado, que ao realizar a revisão geral anual de salários, para fins de correção monetária, o fez, determinando a incorporação de um abono em valor fixo aos salários dos servidores, violando a garantia contida no artigo 37, inciso X da Lei Maior (doc. 52, fl. 2). Requer, ao final, que seja concedido provimento ao presente Agravo, a fim de que seja revista a decisão que julgou parcialmente procedente a reclamação constitucional n. 28.818, a fim de restabelecer o acórdão prolatado no Processo n. 0000908-25.2014.5.15.0071 (doc. 52, fl. 16). O município de Mogi Guaçu, em contrarrazões ao Agravo Regimental, defendeu a manutenção da decisão agravada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732745. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.818 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada tem o seguinte teor: Na inicial, o reclamante alega que: (a) em 2011, em face do acordo coletivo firmado entre a municipalidade e o Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Ligados aos Serviços Públicos Municipais de Mogi Guaçu e Região SINDIÇU, foi publicada a Lei Complementar Municipal 1.121/2011, determinando a incorporação de abonos aos vencimentos de todos os funcionários e servidores públicos municipais; (b) em 2014, foi proposta reclamação trabalhista alegando que o aumento em valor fixo oriundo da incorporação dos abonos teria produzido acréscimo salarial, em termos percentuais, distinto entre as categorias, violando, assim, o princípio da isonomia, previsto no art. 37, X, da CF/88; (c) a sentença de 1ª instância, a qual julgou procedentes os pedidos reclamatórios, foi parcialmente confirmada pelo TRT15, reconhecendo a violação à isonomia e excluindo a condenação em honorários advocatícios; e (d) além de atentar diretamente contra o entendimento sedimentado na Súmula Vinculante 37 desse Excelso Supremo Tribunal Federal, também é causa de incalculável impacto econômico ao município, além de causar ruptura total na Lei Municipal de Cargos e Salários que estabelece padrões de recebimentos entre as diferentes categorias que compõe o funcionalismo público (fl. 11). Por fim, requer : (a) em virtude de todas as outras ações idênticas à Reclamação Trabalhista n. 0000908- 25.2014.5.15.0071 e que ainda estejam pendentes de julgamentos definitivos, por medida de economia processual, requer a concessão da liminar pleiteada para que se estenda sobre todas elas, suspendendo-se seus andamentos até o julgamento final da presente Reclamação Constitucional; (b) até o julgamento final desta Reclamação que sejam suspensas as executividades de todas as ações, bem como o pagamento de todos os Precatórios e Requisições de Pagamento de Pequeno Valor ou precatório expedido/a expedir, que tenham como origem Ações Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.818 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada tem o seguinte teor: Na inicial, o reclamante alega que: (a) em 2011, em face do acordo coletivo firmado entre a municipalidade e o Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Ligados aos Serviços Públicos Municipais de Mogi Guaçu e Região SINDIÇU, foi publicada a Lei Complementar Municipal 1.121/2011, determinando a incorporação de abonos aos vencimentos de todos os funcionários e servidores públicos municipais; (b) em 2014, foi proposta reclamação trabalhista alegando que o aumento em valor fixo oriundo da incorporação dos abonos teria produzido acréscimo salarial, em termos percentuais, distinto entre as categorias, violando, assim, o princípio da isonomia, previsto no art. 37, X, da CF/88; (c) a sentença de 1ª instância, a qual julgou procedentes os pedidos reclamatórios, foi parcialmente confirmada pelo TRT15, reconhecendo a violação à isonomia e excluindo a condenação em honorários advocatícios; e (d) além de atentar diretamente contra o entendimento sedimentado na Súmula Vinculante 37 desse Excelso Supremo Tribunal Federal, também é causa de incalculável impacto econômico ao município, além de causar ruptura total na Lei Municipal de Cargos e Salários que estabelece padrões de recebimentos entre as diferentes categorias que compõe o funcionalismo público (fl. 11). Por fim, requer : (a) em virtude de todas as outras ações idênticas à Reclamação Trabalhista n. 0000908- 25.2014.5.15.0071 e que ainda estejam pendentes de julgamentos definitivos, por medida de economia processual, requer a concessão da liminar pleiteada para que se estenda sobre todas elas, suspendendo-se seus andamentos até o julgamento final da presente Reclamação Constitucional; (b) até o julgamento final desta Reclamação que sejam suspensas as executividades de todas as ações, bem como o pagamento de todos os Precatórios e Requisições de Pagamento de Pequeno Valor ou precatório expedido/a expedir, que tenham como origem Ações Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 28818 AGR / SP transitadas em julgado sobre o mesmo tema, considerando ainda que foram prolatadas em ofensa à Constituição Federal, à Sumula 339 e à Súmula Vinculante 37 e, portanto, não gozam de certeza, liquidez e exigibilidade, aplicando-se a esses casos o princípio da isonomia com a presente Reclamação; e (c) seja a presente Reclamação Constitucional julgada procedente, a fim de tornar definitiva a liminar concedida, mantendo-se a autoridade do Excelso Supremo Tribunal e cassando a decisão proferida pela 4ª Turma, 7ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, nos autos da Ação Trabalhista n. 0000908- 25.2014.5.15.0071, por afronta à Constituição Federal e à Sumula Vinculante n. 37 A medida liminar foi concedida. As informações foram prestadas pela autoridade reclamada. É o relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o Supremo Tribunal Federal, dispõe os art. 102, I, l e art. 103-A, caput e § 3º, ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando- a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Supremo Tribunal Federal RCL 28818 AGR / SP transitadas em julgado sobre o mesmo tema, considerando ainda que foram prolatadas em ofensa à Constituição Federal, à Sumula 339 e à Súmula Vinculante 37 e, portanto, não gozam de certeza, liquidez e exigibilidade, aplicando-se a esses casos o princípio da isonomia com a presente Reclamação; e (c) seja a presente Reclamação Constitucional julgada procedente, a fim de tornar definitiva a liminar concedida, mantendo-se a autoridade do Excelso Supremo Tribunal e cassando a decisão proferida pela 4ª Turma, 7ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, nos autos da Ação Trabalhista n. 0000908- 25.2014.5.15.0071, por afronta à Constituição Federal e à Sumula Vinculante n. 37 A medida liminar foi concedida. As informações foram prestadas pela autoridade reclamada. É o relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o Supremo Tribunal Federal, dispõe os art. 102, I, l e art. 103-A, caput e § 3º, ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando- a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 28818 AGR / SP Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade O parâmetro de controle invocado é a Súmula Vinculante 37, que diz o seguinte: Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia. Importante ressaltar o contexto próprio e específico dos precedentes, a seguir descritos, que deram origem ao verbete em questão: A questão central a ser discutida nestes autos refere-se à possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares, regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia, independentemente de lei. Inicialmente, salienta-se que, desde a Primeira Constituição Republicana, 1891, em seus artigos 34 e 25, já existia determinação de que a competência para reajustar os vencimentos dos servidores públicos é do Poder Legislativo, ou seja, ocorre mediante edição de lei. Atualmente, a Carta Magna de 1988, artigo 37, X, trata a questão com mais rigor, uma vez que exige lei específica para o reajuste da remuneração de servidores públicos. A propósito, na Sessão Plenária de 13.12.1963, foi aprovado o enunciado 339 da Súmula desta Corte, (...). Dos precedentes que originaram essa orientação jurisprudencial sumulada, resta claro que esta Corte, pacificou o entendimento no sentido de que aumento de vencimentos de servidores depende de Lei e não pode ser efetuado apenas com suporte no princípio da isonomia. (…) Registre-se que, em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Supremo Tribunal Federal RCL 28818 AGR / SP Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade O parâmetro de controle invocado é a Súmula Vinculante 37, que diz o seguinte: Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia. Importante ressaltar o contexto próprio e específico dos precedentes, a seguir descritos, que deram origem ao verbete em questão: A questão central a ser discutida nestes autos refere-se à possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares, regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia, independentemente de lei. Inicialmente, salienta-se que, desde a Primeira Constituição Republicana, 1891, em seus artigos 34 e 25, já existia determinação de que a competência para reajustar os vencimentos dos servidores públicos é do Poder Legislativo, ou seja, ocorre mediante edição de lei. Atualmente, a Carta Magna de 1988, artigo 37, X, trata a questão com mais rigor, uma vez que exige lei específica para o reajuste da remuneração de servidores públicos. A propósito, na Sessão Plenária de 13.12.1963, foi aprovado o enunciado 339 da Súmula desta Corte, (...). Dos precedentes que originaram essa orientação jurisprudencial sumulada, resta claro que esta Corte, pacificou o entendimento no sentido de que aumento de vencimentos de servidores depende de Lei e não pode ser efetuado apenas com suporte no princípio da isonomia. (…) Registre-se que, em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 28818 AGR / SP sucessivos julgados, esta Corte tem reiteradamente aplicado o Enunciado 339 da Súmula do STF, denotando que sua inteligência permanece atual para ordem constitucional vigente. (RE 592.317 RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno, DJe de 10.11.2014). Ressalto que, segundo entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal, não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia, conforme preceitua o Enunciado n. 339 da Súmula desta Corte, nem ao próprio legislador é dado, segundo o art. 37, XIII da Constituição Federal, estabelecer vinculação ou equiparação de vencimentos. (ARE 762.806 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 18.9.2013). Na presente hipótese tem razão o reclamante. O provimento judicial impugnado, ao analisar pleitos formulados em decorrência das Leis Complementares Municipais 1.000/2009 e 1.121/2011, reconheceu como devidos percentuais a título de revisão geral anual, o que resultou em concessão de aumento remuneratório sem previsão legal, em clara ofensa à Súmula Vinculante 37. Essa tem sido a conclusão adotada em casos idênticos, envolvendo, também, o Município de Mogi Guaçu (Rcl 28.428, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Dje de 11/12/2017; Rcl 24.467, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 1º/8/16; Rcl 22.324, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 29/6/2016; Rcl 24.469, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 29/6/2016). Na mesma linha de raciocínio, segue a orientação da CORTE: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. CONCESSÃO DE REAJUSTE DE 13,23% A SERVIDOR PÚBLICO POR DECISÃO JUDICIAL. RECLAMAÇÃO JULGADA PROCEDENTE. DECISÃO DE ÓRGÃO FRACIONÁRIO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AFASTA A INCIDÊNCIA DE DISPOSIÇÃO LEGAL. SÚMULAS VINCULANTES 10 E 37. VIOLAÇÃO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Os recentes pronunciamentos desta Corte são 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Supremo Tribunal Federal RCL 28818 AGR / SP sucessivos julgados, esta Corte tem reiteradamente aplicado o Enunciado 339 da Súmula do STF, denotando que sua inteligência permanece atual para ordem constitucional vigente. (RE 592.317 RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno, DJe de 10.11.2014). Ressalto que, segundo entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal, não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia, conforme preceitua o Enunciado n. 339 da Súmula desta Corte, nem ao próprio legislador é dado, segundo o art. 37, XIII da Constituição Federal, estabelecer vinculação ou equiparação de vencimentos. (ARE 762.806 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 18.9.2013). Na presente hipótese tem razão o reclamante. O provimento judicial impugnado, ao analisar pleitos formulados em decorrência das Leis Complementares Municipais 1.000/2009 e 1.121/2011, reconheceu como devidos percentuais a título de revisão geral anual, o que resultou em concessão de aumento remuneratório sem previsão legal, em clara ofensa à Súmula Vinculante 37. Essa tem sido a conclusão adotada em casos idênticos, envolvendo, também, o Município de Mogi Guaçu (Rcl 28.428, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Dje de 11/12/2017; Rcl 24.467, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 1º/8/16; Rcl 22.324, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 29/6/2016; Rcl 24.469, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 29/6/2016). Na mesma linha de raciocínio, segue a orientação da CORTE: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. CONCESSÃO DE REAJUSTE DE 13,23% A SERVIDOR PÚBLICO POR DECISÃO JUDICIAL. RECLAMAÇÃO JULGADA PROCEDENTE. DECISÃO DE ÓRGÃO FRACIONÁRIO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AFASTA A INCIDÊNCIA DE DISPOSIÇÃO LEGAL. SÚMULAS VINCULANTES 10 E 37. VIOLAÇÃO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Os recentes pronunciamentos desta Corte são 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 28818 AGR / SP no sentido de que a determinação judicial de incorporação da vantagem referente aos 13,23% (Lei 10.698/2003) importa ofensa às Súmulas Vinculantes nº 10 e 37. 2. In casu, a decisão reclamada concluiu que a Lei 10.698/2003 possui caráter de verdadeira revisão geral anual, afastando a aplicação do artigo 1º da referida Lei. 3. Decisão de órgão fracionário que, embora não tenha expressamente declarado a inconstitucionalidade da referida norma, afastou sua aplicação, sem observância da cláusula de reserva de plenário (art. 97 da Constituição Federal), e, consectariamente, do enunciado da Súmula Vinculante nº 10. 4. Agravo regimental desprovido. (Rcl 23.443 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 5/5/2017). RECLAMAÇÃO AGRAVO INTERNO SERVIDOR PÚBLICO INCORPORAÇÃO DA VANTAGEM DE 13,23% CONCESSÃO DE REAJUSTE, PELO PODER JUDICIÁRIO, COM BASE NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA INADMISSIBILIDADE RESERVA DE LEI E POSTULADO DA SEPARAÇÃO DE PODERES SÚMULA VINCULANTE Nº 37/STF APLICABILIDADE AO CASO PRECEDENTES PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DA POSTULAÇÃO RECURSAL RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (Rcl 24.272 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 17/3/2017) Diante do exposto, com base no art. 161, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, JULGO PROCEDENTE o pedido, de forma que seja cassado o acórdão prolatado nos autos do Processo 0000908-25.2014.5.15.0071. As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. O ato impugnado, ao reconhecer como devidos percentuais a título de revisão geral anual, concedeu reajustes salariais à servidora municipal, o que, sem a devida previsão legislativa, incorre em violação à Súmula Vinculante 37. Nessa linha, reproduzo recente decisão da 2ª Turma desta CORTE, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Supremo Tribunal Federal RCL 28818 AGR / SP no sentido de que a determinação judicial de incorporação da vantagem referente aos 13,23% (Lei 10.698/2003) importa ofensa às Súmulas Vinculantes nº 10 e 37. 2. In casu, a decisão reclamada concluiu que a Lei 10.698/2003 possui caráter de verdadeira revisão geral anual, afastando a aplicação do artigo 1º da referida Lei. 3. Decisão de órgão fracionário que, embora não tenha expressamente declarado a inconstitucionalidade da referida norma, afastou sua aplicação, sem observância da cláusula de reserva de plenário (art. 97 da Constituição Federal), e, consectariamente, do enunciado da Súmula Vinculante nº 10. 4. Agravo regimental desprovido. (Rcl 23.443 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 5/5/2017). RECLAMAÇÃO AGRAVO INTERNO SERVIDOR PÚBLICO INCORPORAÇÃO DA VANTAGEM DE 13,23% CONCESSÃO DE REAJUSTE, PELO PODER JUDICIÁRIO, COM BASE NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA INADMISSIBILIDADE RESERVA DE LEI E POSTULADO DA SEPARAÇÃO DE PODERES SÚMULA VINCULANTE Nº 37/STF APLICABILIDADE AO CASO PRECEDENTES PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DA POSTULAÇÃO RECURSAL RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (Rcl 24.272 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 17/3/2017) Diante do exposto, com base no art. 161, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, JULGO PROCEDENTE o pedido, de forma que seja cassado o acórdão prolatado nos autos do Processo 0000908-25.2014.5.15.0071. As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. O ato impugnado, ao reconhecer como devidos percentuais a título de revisão geral anual, concedeu reajustes salariais à servidora municipal, o que, sem a devida previsão legislativa, incorre em violação à Súmula Vinculante 37. Nessa linha, reproduzo recente decisão da 2ª Turma desta CORTE, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 28818 AGR / SP em caso idêntico envolvendo o mesmo município: EMENTA Agravo regimental na reclamação. Súmula Vinculante nº 37. Leis Municipais nºs 1.000/2009 e 1.121/2011 do Município de Mogi-Guaçu. Reajustes de 17,74% e 18,33%. Ausência de previsão legal. Princípio da isonomia. Agravo regimental não provido. 1. É defeso ao Poder Judiciário, com fundamento no princípio da isonomia, conceder reajuste remuneratório sem a devida previsão legal que importe em aumento de vencimentos de servidores, sob pena de violar o conteúdo da Súmula Vinculante nº 37. 2. Agravo regimental não provido. (Rcl 27.443 AgR, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/12/2017). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Supremo Tribunal Federal RCL 28818 AGR / SP em caso idêntico envolvendo o mesmo município: EMENTA Agravo regimental na reclamação. Súmula Vinculante nº 37. Leis Municipais nºs 1.000/2009 e 1.121/2011 do Município de Mogi-Guaçu. Reajustes de 17,74% e 18,33%. Ausência de previsão legal. Princípio da isonomia. Agravo regimental não provido. 1. É defeso ao Poder Judiciário, com fundamento no princípio da isonomia, conceder reajuste remuneratório sem a devida previsão legal que importe em aumento de vencimentos de servidores, sob pena de violar o conteúdo da Súmula Vinculante nº 37. 2. Agravo regimental não provido. (Rcl 27.443 AgR, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/12/2017). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.818 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DANIELA DE PAULA QUELUZ ADV.(A/S) : JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI (92966/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935089 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.818 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DANIELA DE PAULA QUELUZ ADV.(A/S) : JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI (92966/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935089 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14943954
2018-05-18T00:00:00
2018-06-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. LEIS MUNICIPAIS 1.000/2009 E 1.121/2011 DO MUNICÍPIO DE MOGI-GUAÇU. REAJUSTES DE 17,74% E 18,33%. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. OFENSA À SUMULA VINCULANTE 37. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur386018
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, REAJUSTE, PRINCÍPIO DA ISONOMIA) Rcl 27443 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 13/06/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
28818
[ "LEG-FED SUV-000037 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-001000 ANO-2009\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE MOGI-GUAÇU, SP\n\n", "LEG-MUN LEI-001121 ANO-2011\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE MOGI-GUAÇU, SP" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 28818 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DANIELA DE PAULA QUELUZ ADV.(A/S) : JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.818 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DANIELA DE PAULA QUELUZ ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. LEIS MUNICIPAIS 1.000/2009 E 1.121/2011 DO MUNICÍPIO DE MOGI-GUAÇU. REAJUSTES DE 17,74% E 18,33%. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. OFENSA À SUMULA VINCULANTE 37. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880528. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.818 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DANIELA DE PAULA QUELUZ ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que julgou procedente a Reclamação pelo fundamento de que a autoridade impugnada, ao conceder reajuste salarial à servidora municipal com base no princípio da isonomia, violou à Súmula Vinculante 37. Alega o agravante, em síntese, que a decisão merece ser reformada, porque: (a) a pretensão deduzida no caso em tela não decorre de aumento de vencimentos com fulcro no princípio da isonomia, hipótese esta que atrairia a aplicação da Súmula vinculante n. 37 (doc. 52, fl. 2); e (b) o pedido visa tão somente a correção de distorção provocada pelo Município agravado, que ao realizar a revisão geral anual de salários, para fins de correção monetária, o fez, determinando a incorporação de um abono em valor fixo aos salários dos servidores, violando a garantia contida no artigo 37, inciso X da Lei Maior (doc. 52, fl. 2). Requer, ao final, que seja concedido provimento ao presente Agravo, a fim de que seja revista a decisão que julgou parcialmente procedente a reclamação constitucional n. 28.818, a fim de restabelecer o acórdão prolatado no Processo n. 0000908-25.2014.5.15.0071 (doc. 52, fl. 16). O município de Mogi Guaçu, em contrarrazões ao Agravo Regimental, defendeu a manutenção da decisão agravada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732745. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.818 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DANIELA DE PAULA QUELUZ ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que julgou procedente a Reclamação pelo fundamento de que a autoridade impugnada, ao conceder reajuste salarial à servidora municipal com base no princípio da isonomia, violou à Súmula Vinculante 37. Alega o agravante, em síntese, que a decisão merece ser reformada, porque: (a) a pretensão deduzida no caso em tela não decorre de aumento de vencimentos com fulcro no princípio da isonomia, hipótese esta que atrairia a aplicação da Súmula vinculante n. 37 (doc. 52, fl. 2); e (b) o pedido visa tão somente a correção de distorção provocada pelo Município agravado, que ao realizar a revisão geral anual de salários, para fins de correção monetária, o fez, determinando a incorporação de um abono em valor fixo aos salários dos servidores, violando a garantia contida no artigo 37, inciso X da Lei Maior (doc. 52, fl. 2). Requer, ao final, que seja concedido provimento ao presente Agravo, a fim de que seja revista a decisão que julgou parcialmente procedente a reclamação constitucional n. 28.818, a fim de restabelecer o acórdão prolatado no Processo n. 0000908-25.2014.5.15.0071 (doc. 52, fl. 16). O município de Mogi Guaçu, em contrarrazões ao Agravo Regimental, defendeu a manutenção da decisão agravada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732745. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.818 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada tem o seguinte teor: Na inicial, o reclamante alega que: (a) em 2011, em face do acordo coletivo firmado entre a municipalidade e o Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Ligados aos Serviços Públicos Municipais de Mogi Guaçu e Região SINDIÇU, foi publicada a Lei Complementar Municipal 1.121/2011, determinando a incorporação de abonos aos vencimentos de todos os funcionários e servidores públicos municipais; (b) em 2014, foi proposta reclamação trabalhista alegando que o aumento em valor fixo oriundo da incorporação dos abonos teria produzido acréscimo salarial, em termos percentuais, distinto entre as categorias, violando, assim, o princípio da isonomia, previsto no art. 37, X, da Constituição Federal de 1988/88; (c) a sentença de 1... instância, a qual julgou procedentes os pedidos reclamatórios, foi parcialmente confirmada pelo TRT15, reconhecendo a violação à isonomia e excluindo a condenação em honorários advocatícios; e (d) além de atentar diretamente contra o entendimento sedimentado na Súmula Vinculante 37 desse Excelso Supremo Tribunal Federal, também é causa de incalculável impacto econômico ao município, além de causar ruptura total na Lei Municipal de Cargos e Salários que estabelece padrões de recebimentos entre as diferentes categorias que compõe o funcionalismo público (fl. 11). Por fim, requer : (a) em virtude de todas as outras ações idênticas à Reclamação Trabalhista n. 0000908- 25.2014.5.15.0071 e que ainda estejam pendentes de julgamentos definitivos, por medida de economia processual, requer a concessão da liminar pleiteada para que se estenda sobre todas elas, suspendendo-se seus andamentos até o julgamento final da presente Reclamação Constitucional; (b) até o julgamento final desta Reclamação que sejam suspensas as executividades de todas as ações, bem como o pagamento de todos os Precatórios e Requisições de Pagamento de Pequeno Valor ou precatório expedido/a expedir, que tenham como origem Ações Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.818 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada tem o seguinte teor: Na inicial, o reclamante alega que: (a) em 2011, em face do acordo coletivo firmado entre a municipalidade e o Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Ligados aos Serviços Públicos Municipais de Mogi Guaçu e Região SINDIÇU, foi publicada a Lei Complementar Municipal 1.121/2011, determinando a incorporação de abonos aos vencimentos de todos os funcionários e servidores públicos municipais; (b) em 2014, foi proposta reclamação trabalhista alegando que o aumento em valor fixo oriundo da incorporação dos abonos teria produzido acréscimo salarial, em termos percentuais, distinto entre as categorias, violando, assim, o princípio da isonomia, previsto no art. 37, X, da Constituição Federal de 1988/88; (c) a sentença de 1... instância, a qual julgou procedentes os pedidos reclamatórios, foi parcialmente confirmada pelo TRT15, reconhecendo a violação à isonomia e excluindo a condenação em honorários advocatícios; e (d) além de atentar diretamente contra o entendimento sedimentado na Súmula Vinculante 37 desse Excelso Supremo Tribunal Federal, também é causa de incalculável impacto econômico ao município, além de causar ruptura total na Lei Municipal de Cargos e Salários que estabelece padrões de recebimentos entre as diferentes categorias que compõe o funcionalismo público (fl. 11). Por fim, requer : (a) em virtude de todas as outras ações idênticas à Reclamação Trabalhista n. 0000908- 25.2014.5.15.0071 e que ainda estejam pendentes de julgamentos definitivos, por medida de economia processual, requer a concessão da liminar pleiteada para que se estenda sobre todas elas, suspendendo-se seus andamentos até o julgamento final da presente Reclamação Constitucional; (b) até o julgamento final desta Reclamação que sejam suspensas as executividades de todas as ações, bem como o pagamento de todos os Precatórios e Requisições de Pagamento de Pequeno Valor ou precatório expedido/a expedir, que tenham como origem Ações Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 28818 AGR / SP transitadas em julgado sobre o mesmo tema, considerando ainda que foram prolatadas em ofensa à Constituição Federal, à Sumula 339 e à Súmula Vinculante 37 e, portanto, não gozam de certeza, liquidez e exigibilidade, aplicando-se a esses casos o princípio da isonomia com a presente Reclamação; e (c) seja a presente Reclamação Constitucional julgada procedente, a fim de tornar definitiva a liminar concedida, mantendo-se a autoridade do Excelso Supremo Tribunal e cassando a decisão proferida pela 4... Turma, 7... Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15... Região, nos autos da Ação Trabalhista n. 0000908- 25.2014.5.15.0071, por afronta à Constituição Federal e à Sumula Vinculante n. 37 A medida liminar foi concedida. As informações foram prestadas pela autoridade reclamada. É o relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o Supremo Tribunal Federal, dispõe os art. 102, I, l e art. 103-A, caput e § 3..., ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 3... Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando- a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Supremo Tribunal Federal RCL 28818 AGR / SP transitadas em julgado sobre o mesmo tema, considerando ainda que foram prolatadas em ofensa à Constituição Federal, à Sumula 339 e à Súmula Vinculante 37 e, portanto, não gozam de certeza, liquidez e exigibilidade, aplicando-se a esses casos o princípio da isonomia com a presente Reclamação; e (c) seja a presente Reclamação Constitucional julgada procedente, a fim de tornar definitiva a liminar concedida, mantendo-se a autoridade do Excelso Supremo Tribunal e cassando a decisão proferida pela 4... Turma, 7... Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15... Região, nos autos da Ação Trabalhista n. 0000908- 25.2014.5.15.0071, por afronta à Constituição Federal e à Sumula Vinculante n. 37 A medida liminar foi concedida. As informações foram prestadas pela autoridade reclamada. É o relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o Supremo Tribunal Federal, dispõe os art. 102, I, l e art. 103-A, caput e § 3..., ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 3... Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando- a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 28818 AGR / SP Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade O parâmetro de controle invocado é a Súmula Vinculante 37, que diz o seguinte: Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia. Importante ressaltar o contexto próprio e específico dos precedentes, a seguir descritos, que deram origem ao verbete em questão: A questão central a ser discutida nestes autos refere-se à possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares, regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia, independentemente de lei. Inicialmente, salienta-se que, desde a Primeira Constituição Republicana, 1891, em seus artigos 34 e 25, já existia determinação de que a competência para reajustar os vencimentos dos servidores públicos é do Poder Legislativo, ou seja, ocorre mediante edição de lei. Atualmente, a Carta Magna de 1988, artigo 37, X, trata a questão com mais rigor, uma vez que exige lei específica para o reajuste da remuneração de servidores públicos. A propósito, na Sessão Plenária de 13.12.1963, foi aprovado o enunciado 339 da Súmula desta Corte, (...). Dos precedentes que originaram essa orientação jurisprudencial sumulada, resta claro que esta Corte, pacificou o entendimento no sentido de que aumento de vencimentos de servidores depende de Lei e não pode ser efetuado apenas com suporte no princípio da isonomia. (…) Registre-se que, em 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Supremo Tribunal Federal RCL 28818 AGR / SP Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade O parâmetro de controle invocado é a Súmula Vinculante 37, que diz o seguinte: Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia. Importante ressaltar o contexto próprio e específico dos precedentes, a seguir descritos, que deram origem ao verbete em questão: A questão central a ser discutida nestes autos refere-se à possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares, regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia, independentemente de lei. Inicialmente, salienta-se que, desde a Primeira Constituição Republicana, 1891, em seus artigos 34 e 25, já existia determinação de que a competência para reajustar os vencimentos dos servidores públicos é do Poder Legislativo, ou seja, ocorre mediante edição de lei. Atualmente, a Carta Magna de 1988, artigo 37, X, trata a questão com mais rigor, uma vez que exige lei específica para o reajuste da remuneração de servidores públicos. A propósito, na Sessão Plenária de 13.12.1963, foi aprovado o enunciado 339 da Súmula desta Corte, (...). Dos precedentes que originaram essa orientação jurisprudencial sumulada, resta claro que esta Corte, pacificou o entendimento no sentido de que aumento de vencimentos de servidores depende de Lei e não pode ser efetuado apenas com suporte no princípio da isonomia. (…) Registre-se que, em 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 28818 AGR / SP sucessivos julgados, esta Corte tem reiteradamente aplicado o Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, denotando que sua inteligência permanece atual para ordem constitucional vigente. (Recurso Extraordinário 592.317 RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno, DJe de 10.11.2014). Ressalto que, segundo entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal, não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia, conforme preceitua o Enunciado n. 339 da Súmula desta Corte, nem ao próprio legislador é dado, segundo o art. 37, XIII da Constituição Federal, estabelecer vinculação ou equiparação de vencimentos. (ARE 762.806 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 18.9.2013). Na presente hipótese tem razão o reclamante. O provimento judicial impugnado, ao analisar pleitos formulados em decorrência das Leis Complementares Municipais 1.000/2009 e 1.121/2011, reconheceu como devidos percentuais a título de revisão geral anual, o que resultou em concessão de aumento remuneratório sem previsão legal, em clara ofensa à Súmula Vinculante 37. Essa tem sido a conclusão adotada em casos idênticos, envolvendo, também, o Município de Mogi Guaçu (Rcl 28.428, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Dje de 11/12/2017; Rcl 24.467, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 1.../8/16; Rcl 22.324, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 29/6/2016; Rcl 24.469, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 29/6/2016). Na mesma linha de raciocínio, segue a orientação da CORTE: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. CONCESSÃO DE REAJUSTE DE 13,23% A SERVIDOR PÚBLICO POR DECISÃO JUDICIAL. RECLAMAÇÃO JULGADA PROCEDENTE. DECISÃO DE ÓRGÃO FRACIONÁRIO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AFASTA A INCIDÊNCIA DE DISPOSIÇÃO LEGAL. SÚMULAS VINCULANTES 10 E 37. VIOLAÇÃO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Os recentes pronunciamentos desta Corte são 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Supremo Tribunal Federal RCL 28818 AGR / SP sucessivos julgados, esta Corte tem reiteradamente aplicado o Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, denotando que sua inteligência permanece atual para ordem constitucional vigente. (Recurso Extraordinário 592.317 RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno, DJe de 10.11.2014). Ressalto que, segundo entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal, não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia, conforme preceitua o Enunciado n. 339 da Súmula desta Corte, nem ao próprio legislador é dado, segundo o art. 37, XIII da Constituição Federal, estabelecer vinculação ou equiparação de vencimentos. (ARE 762.806 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 18.9.2013). Na presente hipótese tem razão o reclamante. O provimento judicial impugnado, ao analisar pleitos formulados em decorrência das Leis Complementares Municipais 1.000/2009 e 1.121/2011, reconheceu como devidos percentuais a título de revisão geral anual, o que resultou em concessão de aumento remuneratório sem previsão legal, em clara ofensa à Súmula Vinculante 37. Essa tem sido a conclusão adotada em casos idênticos, envolvendo, também, o Município de Mogi Guaçu (Rcl 28.428, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Dje de 11/12/2017; Rcl 24.467, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 1.../8/16; Rcl 22.324, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 29/6/2016; Rcl 24.469, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 29/6/2016). Na mesma linha de raciocínio, segue a orientação da CORTE: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. CONCESSÃO DE REAJUSTE DE 13,23% A SERVIDOR PÚBLICO POR DECISÃO JUDICIAL. RECLAMAÇÃO JULGADA PROCEDENTE. DECISÃO DE ÓRGÃO FRACIONÁRIO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AFASTA A INCIDÊNCIA DE DISPOSIÇÃO LEGAL. SÚMULAS VINCULANTES 10 E 37. VIOLAÇÃO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Os recentes pronunciamentos desta Corte são 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 28818 AGR / SP no sentido de que a determinação judicial de incorporação da vantagem referente aos 13,23% (Lei 10.698/2003) importa ofensa às Súmulas Vinculantes n 10 e 37. 2. In casu, a decisão reclamada concluiu que a Lei 10.698/2003 possui caráter de verdadeira revisão geral anual, afastando a aplicação do artigo 1... da referida Lei. 3. Decisão de órgão fracionário que, embora não tenha expressamente declarado a inconstitucionalidade da referida norma, afastou sua aplicação, sem observância da cláusula de reserva de plenário (art. 97 da Constituição Federal), e, consectariamente, do enunciado da Súmula Vinculante n 10. 4. Agravo regimental desprovido. (Rcl 23.443 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 5/5/2017). RECLAMAÇÃO AGRAVO INTERNO SERVIDOR PÚBLICO INCORPORAÇÃO DA VANTAGEM DE 13,23% CONCESSÃO DE REAJUSTE, PELO PODER JUDICIÁRIO, COM BASE NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA INADMISSIBILIDADE RESERVA DE LEI E POSTULADO DA SEPARAÇÃO DE PODERES SÚMULA VINCULANTE n 37/Supremo Tribunal Federal APLICABILIDADE AO CASO PRECEDENTES PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DA POSTULAÇÃO RECURSAL RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (Rcl 24.272 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 17/3/2017) Diante do exposto, com base no art. 161, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, JULGO PROCEDENTE o pedido, de forma que seja cassado o acórdão prolatado nos autos do Processo 0000908-25.2014.5.15.0071. As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. O ato impugnado, ao reconhecer como devidos percentuais a título de revisão geral anual, concedeu reajustes salariais à servidora municipal, o que, sem a devida previsão legislativa, incorre em violação à Súmula Vinculante 37. Nessa linha, reproduzo recente decisão da 2... Turma desta CORTE, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Supremo Tribunal Federal RCL 28818 AGR / SP no sentido de que a determinação judicial de incorporação da vantagem referente aos 13,23% (Lei 10.698/2003) importa ofensa às Súmulas Vinculantes n 10 e 37. 2. In casu, a decisão reclamada concluiu que a Lei 10.698/2003 possui caráter de verdadeira revisão geral anual, afastando a aplicação do artigo 1... da referida Lei. 3. Decisão de órgão fracionário que, embora não tenha expressamente declarado a inconstitucionalidade da referida norma, afastou sua aplicação, sem observância da cláusula de reserva de plenário (art. 97 da Constituição Federal), e, consectariamente, do enunciado da Súmula Vinculante n 10. 4. Agravo regimental desprovido. (Rcl 23.443 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 5/5/2017). RECLAMAÇÃO AGRAVO INTERNO SERVIDOR PÚBLICO INCORPORAÇÃO DA VANTAGEM DE 13,23% CONCESSÃO DE REAJUSTE, PELO PODER JUDICIÁRIO, COM BASE NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA INADMISSIBILIDADE RESERVA DE LEI E POSTULADO DA SEPARAÇÃO DE PODERES SÚMULA VINCULANTE n 37/Supremo Tribunal Federal APLICABILIDADE AO CASO PRECEDENTES PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DA POSTULAÇÃO RECURSAL RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (Rcl 24.272 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 17/3/2017) Diante do exposto, com base no art. 161, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, JULGO PROCEDENTE o pedido, de forma que seja cassado o acórdão prolatado nos autos do Processo 0000908-25.2014.5.15.0071. As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. O ato impugnado, ao reconhecer como devidos percentuais a título de revisão geral anual, concedeu reajustes salariais à servidora municipal, o que, sem a devida previsão legislativa, incorre em violação à Súmula Vinculante 37. Nessa linha, reproduzo recente decisão da 2... Turma desta CORTE, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 28818 AGR / SP em caso idêntico envolvendo o mesmo município: EMENTA Agravo regimental na reclamação. Súmula Vinculante n 37. Leis Municipais ns 1.000/2009 e 1.121/2011 do Município de Mogi-Guaçu. Reajustes de 17,74% e 18,33%. Ausência de previsão legal. Princípio da isonomia. Agravo regimental não provido. 1. É defeso ao Poder Judiciário, com fundamento no princípio da isonomia, conceder reajuste remuneratório sem a devida previsão legal que importe em aumento de vencimentos de servidores, sob pena de violar o conteúdo da Súmula Vinculante n 37. 2. Agravo regimental não provido. (Rcl 27.443 AgR, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/12/2017). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Supremo Tribunal Federal RCL 28818 AGR / SP em caso idêntico envolvendo o mesmo município: EMENTA Agravo regimental na reclamação. Súmula Vinculante n 37. Leis Municipais ns 1.000/2009 e 1.121/2011 do Município de Mogi-Guaçu. Reajustes de 17,74% e 18,33%. Ausência de previsão legal. Princípio da isonomia. Agravo regimental não provido. 1. É defeso ao Poder Judiciário, com fundamento no princípio da isonomia, conceder reajuste remuneratório sem a devida previsão legal que importe em aumento de vencimentos de servidores, sob pena de violar o conteúdo da Súmula Vinculante n 37. 2. Agravo regimental não provido. (Rcl 27.443 AgR, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/12/2017). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14732742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.818 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DANIELA DE PAULA QUELUZ ADV.(A/S) : JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI (92966/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935089 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.818 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DANIELA DE PAULA QUELUZ ADV.(A/S) : JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI (92966/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935089 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 28 . 818", "RECLAMAÇÃO 28 . 818", "reclamação constitucional n . 28 . 818", "Processo n . 0000908 - 25 . 2014 . 5 . 15 . 0071", "RECLAMAÇÃO", "Súmula Vinculante 37", "reclamação constitucional n . 28 . 818", "Processo n . 0000908 - 25 . 2014 . 5 . 15 . 0071", "Súmula Vinculante 37 desse Excelso Supremo Tribunal Federal", "Reclamação Trabalhista n . 0000908 - 25 . 2014 . 5 . 15 . 0071", "RECLAMAÇÃO 28 . 818 SÃO PAULO", "Súmula Vinculante 37 desse Excelso Supremo Tribunal Federal", "Reclamação Trabalhista n . 0000908 - 25 . 2014 . 5 . 15 . 0071", "RCL 28818", "Sumula 339", "Súmula Vinculante 37", "Ação Trabalhista n . 0000908 - 25 . 2014 . 5 . 15 . 0071", "Sumula Vinculante n . 37", "RCL 28818 AGR / SP", "Súmula Vinculante 37", "Ação Trabalhista n . 0000908 - 25 . 2014 . 5 . 15 . 0071", "Sumula Vinculante n . 37", "RCL 28818 AGR / SP", "Súmula Vinculante 37", "RCL 28818 AGR / SP", "Súmula Vinculante 37", "RCL 28818", "Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal", "Recurso Extraordinário 592 . 317 RG", "Enunciado n . 339 da Súmula desta Corte", "ARE 762 . 806 AgR", "Súmula Vinculante 37", "Rcl 28 . 428", "Rcl 24 . 467", "Rcl 22 . 324", "Rcl 24 . 469", "SÚMULAS", "RCL 28818 AGR / SP", "Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 592 . 317 RG", "ARE 762 . 806 AgR", "Súmula Vinculante 37", "Rcl 28 . 428", "Rcl 24 . 467", "Rcl 22 . 324", "Rcl 24 . 469", "RCL 28818 AGR / SP", "Súmula Vinculante n 10", "Rcl 23 . 443 AgR", "SÚMULA VINCULANTE n 37 / Supremo Tribunal Federal", "Rcl 24 . 272 AgR", "Processo 0000908 - 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A , caput e § 3 . . . , ambos da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 988 , I , II e III , do Código de Processo Civil de 2015", "Primeira", "Constituição Republicana", "Carta Magna de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 988 , I , II e III , do Código de Processo Civil de 2015", "Primeira", "Constituição Republicana", "Carta Magna de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XIII da Constituição Federal", "Leis Complementares Municipais 1", "1", ".", "121", "/", "2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XIII da Constituição Federal", "Leis Complementares Municipais 1 . 000 / 2009", "1", ".", "121", "/", "2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 10 . 698 / 2003", "Lei 10 . 698 / 2003", "art . 97 da Constituição Federal", "art . 161 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.615 ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :JOSE CARLOS DOS SANTOS LIMA IMPTE.(S) :ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 393.328 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE AGRAVO REGIMENTAL. TRÁFICO DE INFLUÊNCIA MAJORADO E CORRUPÇÃO ATIVA MAJORADA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA, ILEGALIDADE FLAGRANTE OU ABUSO DE PODER. 1. Não se admite a impetração de habeas corpus em substituição ao agravo regimental. 2. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. As peças que instruem o processo não é possível falar em ausência de prestação jurisdicional. 3. Hipótese de paciente condenado, em primeiro grau e em segundo grau, a 9 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado, por tráfico de influência e corrupção ativa. Nessas condições, embora ainda não certificado o trânsito em julgado da condenação, nada impede a imediata execução da pena, até mesmo como medida de garantia da ordem pública. Precedentes do Plenário do STF. 4. Habeas corpus não conhecido, revogada a liminar. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em não acolher o pleito do impetrante no sentido de não apreciar-se a impetração e, por maioria de votos, em não conhecer da ordem e revogar a liminar anteriormente deferida, nos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 141D-DFF1-5044-7989 e senha 3720-498B-A172-E58A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 142615 / AC termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 30 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 141D-DFF1-5044-7989 e senha 3720-498B-A172-E58A Supremo Tribunal Federal HC 142615 / AC termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 30 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 141D-DFF1-5044-7989 e senha 3720-498B-A172-E58A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.615 ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :JOSE CARLOS DOS SANTOS LIMA IMPTE.(S) :ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 393.328 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Rio Branco/AC, no processo nº 0028237-57.2011.8.01.0001, condenou o paciente a 9 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 46 dias-multa, ante a prática das infrações descritas nos artigos 332, parágrafo único (tráfico de influência com causa de aumento), e 333, parágrafo único (corrupção ativa com causa de aumento), do Código Penal, ambos em continuidade delitiva. Reconheceu o direito de recorrer solto. Interposta apelação pela Defesa, a Câmara Criminal desproveu-a, mantendo inalterada a condenação. Determinou, em 19 de dezembro de 2016, o início da execução provisória da pena, aludindo ao decidido, pelo Supremo, no exame do habeas corpus nº 126.292. O Superior Tribunal de Justiça, acolhendo pleito de concessão de medida acauteladora no habeas corpus nº 388.607/AC, garantiu a liberdade do paciente até o esgotamento das vias ordinárias. O Tribunal de Justiça, atendendo essa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A219-6D7A-CD07-F2F7 e senha 6031-07E4-1A29-E540 Supremo Tribunal Federal 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.615 ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :JOSE CARLOS DOS SANTOS LIMA IMPTE.(S) :ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 393.328 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Rio Branco/AC, no processo nº 0028237-57.2011.8.01.0001, condenou o paciente a 9 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 46 dias-multa, ante a prática das infrações descritas nos artigos 332, parágrafo único (tráfico de influência com causa de aumento), e 333, parágrafo único (corrupção ativa com causa de aumento), do Código Penal, ambos em continuidade delitiva. Reconheceu o direito de recorrer solto. Interposta apelação pela Defesa, a Câmara Criminal desproveu-a, mantendo inalterada a condenação. Determinou, em 19 de dezembro de 2016, o início da execução provisória da pena, aludindo ao decidido, pelo Supremo, no exame do habeas corpus nº 126.292. O Superior Tribunal de Justiça, acolhendo pleito de concessão de medida acauteladora no habeas corpus nº 388.607/AC, garantiu a liberdade do paciente até o esgotamento das vias ordinárias. O Tribunal de Justiça, atendendo essa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A219-6D7A-CD07-F2F7 e senha 6031-07E4-1A29-E540 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 142615 / AC exigência, julgou embargos declaratórios, desprovendo-os, e, na sequência, determinou novamente o cumprimento antecipado da sanção. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com nova impetração – habeas corpus nº 393.328/AC –, indeferida liminarmente. Os impetrantes apontam o desrespeito ao princípio da inafastabilidade da jurisdição, em virtude de o Tribunal de origem haver deixado de examinar tese defensiva relativa à atipicidade da conduta tipificada como tráfico de influência. Sustentam não esgotada a jurisdição do Tribunal local, porquanto pendentes de apreciação os segundos declaratórios protocolados. Dizem tratar-se de reforma prejudicial, uma vez não interposto recurso pelo Ministério Público. Reputam inidônea a motivação lançada para justificar a custódia, ofendendo os artigos 5º, inciso LXI, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Requereram, no campo precário e efêmero, a suspensão do início da execução da pena. Buscam, alfim, a manutenção da liberdade do paciente até o trânsito em julgado do título condenatório e, sucessivamente, até a apreciação dos segundos embargos declaratórios. Vossa Excelência, no dia 27 de abril de 2017, acolheu o pedido de liminar. Em 10 de maio seguinte, estendeu os efeitos da decisão à corré Maria do Socorro Silva Albuquerque. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, afirmando-o formalizado contra pronunciamento individual do Superior. Destaca o decidido pelo Supremo no habeas corpus nº 126.292 e nas medidas acauteladoras nas ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e 44. Afasta a alegação de reforma prejudicial, aduzindo a aplicação imediata 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A219-6D7A-CD07-F2F7 e senha 6031-07E4-1A29-E540 Supremo Tribunal Federal HC 142615 / AC exigência, julgou embargos declaratórios, desprovendo-os, e, na sequência, determinou novamente o cumprimento antecipado da sanção. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com nova impetração – habeas corpus nº 393.328/AC –, indeferida liminarmente. Os impetrantes apontam o desrespeito ao princípio da inafastabilidade da jurisdição, em virtude de o Tribunal de origem haver deixado de examinar tese defensiva relativa à atipicidade da conduta tipificada como tráfico de influência. Sustentam não esgotada a jurisdição do Tribunal local, porquanto pendentes de apreciação os segundos declaratórios protocolados. Dizem tratar-se de reforma prejudicial, uma vez não interposto recurso pelo Ministério Público. Reputam inidônea a motivação lançada para justificar a custódia, ofendendo os artigos 5º, inciso LXI, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Requereram, no campo precário e efêmero, a suspensão do início da execução da pena. Buscam, alfim, a manutenção da liberdade do paciente até o trânsito em julgado do título condenatório e, sucessivamente, até a apreciação dos segundos embargos declaratórios. Vossa Excelência, no dia 27 de abril de 2017, acolheu o pedido de liminar. Em 10 de maio seguinte, estendeu os efeitos da decisão à corré Maria do Socorro Silva Albuquerque. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, afirmando-o formalizado contra pronunciamento individual do Superior. Destaca o decidido pelo Supremo no habeas corpus nº 126.292 e nas medidas acauteladoras nas ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e 44. Afasta a alegação de reforma prejudicial, aduzindo a aplicação imediata 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A219-6D7A-CD07-F2F7 e senha 6031-07E4-1A29-E540 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 142615 / AC da nova orientação jurisprudencial e o fato de ter sido garantido o direito do paciente permanecer solto até o julgamento dos recursos ordinários. O Ministério Público do Estado do Acre, mediante a petição/STF nº 21.594/2018, requereu prioridade no exame do processo, reportando-se ao disposto no artigo 192, § 1º, do Regimento Interno do Supremo. Os impetrantes, por meio da petição/STF nº 22.569/2018, postularam fosse determinado o desentranhamento da peça, ressaltando que o habeas corpus é via de mão única. Com a petição/STF nº 41.694/2018, manifestaram interesse no prosseguimento do processo, pretendendo seja obstado o julgamento do mérito até a apreciação definitiva das ações declaratórias nº 43 e 44. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça do Acre, realizada em 3 de outubro de 2018, revelou não ocorrida a preclusão maior. Lancei visto no processo em 18 de outubro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 30 de outubro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A219-6D7A-CD07-F2F7 e senha 6031-07E4-1A29-E540 Supremo Tribunal Federal HC 142615 / AC da nova orientação jurisprudencial e o fato de ter sido garantido o direito do paciente permanecer solto até o julgamento dos recursos ordinários. O Ministério Público do Estado do Acre, mediante a petição/STF nº 21.594/2018, requereu prioridade no exame do processo, reportando-se ao disposto no artigo 192, § 1º, do Regimento Interno do Supremo. Os impetrantes, por meio da petição/STF nº 22.569/2018, postularam fosse determinado o desentranhamento da peça, ressaltando que o habeas corpus é via de mão única. Com a petição/STF nº 41.694/2018, manifestaram interesse no prosseguimento do processo, pretendendo seja obstado o julgamento do mérito até a apreciação definitiva das ações declaratórias nº 43 e 44. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça do Acre, realizada em 3 de outubro de 2018, revelou não ocorrida a preclusão maior. Lancei visto no processo em 18 de outubro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 30 de outubro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A219-6D7A-CD07-F2F7 e senha 6031-07E4-1A29-E540 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.615 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de ato de Colegiado ou individual. TÍTULO CONDENATÓRIO – EXECUÇÃO PROVISÓRIA. Contraria o princípio da não culpabilidade, previsto no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, proceder-se à execução provisória do título condenatório, ainda sujeito a modificação na via recursal. O habeas corpus é cabível contra ato de Colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Fora isso é esvaziar o alcance da impetração. Reporto-me ao que assentei, em 7 de dezembro de 2016, ao implementar a medida acauteladora: […] 2. Não se pode potencializar o decidido pelo Pleno no habeas corpus nº 126.292, por maioria, em 17 de fevereiro de 2016. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5º da Constituição Federal, “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem do processo-crime – apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da sanção. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Supremo Tribunal Federal 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.615 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de ato de Colegiado ou individual. TÍTULO CONDENATÓRIO – EXECUÇÃO PROVISÓRIA. Contraria o princípio da não culpabilidade, previsto no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, proceder-se à execução provisória do título condenatório, ainda sujeito a modificação na via recursal. O habeas corpus é cabível contra ato de Colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Fora isso é esvaziar o alcance da impetração. Reporto-me ao que assentei, em 7 de dezembro de 2016, ao implementar a medida acauteladora: […] 2. Não se pode potencializar o decidido pelo Pleno no habeas corpus nº 126.292, por maioria, em 17 de fevereiro de 2016. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5º da Constituição Federal, “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem do processo-crime – apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da sanção. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 142615 / AC O Pleno, ao apreciar a referida impetração, não pôs em xeque a constitucionalidade nem colocou peias à norma contida na cabeça do artigo 283 do Código de Processo Penal, segundo a qual “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”. Constrição provisória concebe-se cautelarmente, associada ao flagrante, à temporária ou à preventiva, e não a título de pena antecipada. A redação do preceito remete à Lei nº 12.403, de 4 de maio de 2011, revelando ter sido essa a opção do legislador. Ante o forte patrulhamento vivenciado nos dias de hoje, fique esclarecido que, nas ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e nº 44, nas quais questionado o mencionado dispositivo, o Pleno deixou de implementar liminar. A execução provisória pressupõe garantia do Juízo ou a possibilidade de retorno, alterado o título executivo, ao estado de coisas anterior, o que não ocorre em relação à custódia. É impossível devolver a liberdade perdida ao cidadão. O fato de o Tribunal, no denominado Plenário Virtual, atropelando os processos objetivos acima referidos, sem declarar, porque não podia fazê-lo em tal campo, a inconstitucionalidade do artigo 283 do aludido Código, e, com isso, confirmando que os tempos são estranhos, haver, em agravo que não chegou a ser provido pelo Relator, ministro Teori Zavascki – agravo em recurso extraordinário nº 964.246, formalizado, por sinal, pelo paciente do habeas corpus nº 126.292 –, a um só tempo, reconhecido a repercussão geral e “confirmado a jurisprudência”, assentada em processo único – no citado habeas corpus –, não é obstáculo ao acesso ao Judiciário para afastar lesão a direito, revelado, no caso, em outra cláusula 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Supremo Tribunal Federal HC 142615 / AC O Pleno, ao apreciar a referida impetração, não pôs em xeque a constitucionalidade nem colocou peias à norma contida na cabeça do artigo 283 do Código de Processo Penal, segundo a qual “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”. Constrição provisória concebe-se cautelarmente, associada ao flagrante, à temporária ou à preventiva, e não a título de pena antecipada. A redação do preceito remete à Lei nº 12.403, de 4 de maio de 2011, revelando ter sido essa a opção do legislador. Ante o forte patrulhamento vivenciado nos dias de hoje, fique esclarecido que, nas ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e nº 44, nas quais questionado o mencionado dispositivo, o Pleno deixou de implementar liminar. A execução provisória pressupõe garantia do Juízo ou a possibilidade de retorno, alterado o título executivo, ao estado de coisas anterior, o que não ocorre em relação à custódia. É impossível devolver a liberdade perdida ao cidadão. O fato de o Tribunal, no denominado Plenário Virtual, atropelando os processos objetivos acima referidos, sem declarar, porque não podia fazê-lo em tal campo, a inconstitucionalidade do artigo 283 do aludido Código, e, com isso, confirmando que os tempos são estranhos, haver, em agravo que não chegou a ser provido pelo Relator, ministro Teori Zavascki – agravo em recurso extraordinário nº 964.246, formalizado, por sinal, pelo paciente do habeas corpus nº 126.292 –, a um só tempo, reconhecido a repercussão geral e “confirmado a jurisprudência”, assentada em processo único – no citado habeas corpus –, não é obstáculo ao acesso ao Judiciário para afastar lesão a direito, revelado, no caso, em outra cláusula 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 142615 / AC pétrea – segundo a qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” – incisos XXXV e LVII do artigo 5º da Carta da República. Ao tomar posse neste Tribunal, há 26 anos, jurei cumprir a Constituição Federal, observar as leis do País, e não a me curvar a pronunciamento que, diga-se, não tem efeito vinculante. De qualquer forma, está-se no Supremo, última trincheira da Cidadania, se é que continua sendo. O julgamento virtual, a discrepar do que ocorre em Colegiado, no verdadeiro Plenário, o foi por 6 votos a 4, e o seria, presumo, por 6 votos a 5, houvesse votado a ministra Rosa Weber, fato a revelar encontrar-se o Tribunal dividido. A minoria reafirmou a óptica anterior – eu próprio e os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República! Que cada qual faça a sua parte, com desassombro, com pureza d’alma, segundo ciência e consciência possuídas, presente a busca da segurança jurídica. Esta pressupõe a supremacia não de maioria eventual – segundo a composição do Tribunal –, mas da Constituição Federal, que a todos, indistintamente, submete, inclusive o Supremo, seu guarda maior. Em época de crise, impõe-se observar princípios, impõe-se a resistência democrática, a resistência republicana. […] Destaco ter liberado, em 4 de dezembro de 2017, para inserção na pauta dirigida do Pleno, ato situado no campo das atribuições da Presidência, as ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e 44, visando o julgamento de mérito, bem como, em 19 de abril de 2018, a de nº 54 para análise do pedido de liminar. Nenhuma teve designada data para apreciação. Ressalte-se que a última está lastreada em fato novo – a evolução na manifestação do ministro Gilmar Mendes, no exame do habeas corpus nº 152.752, relator ministro Edson Fachin –, a retratar a revisão da óptica que ensejou escassa maioria. A par disso, observem que o Juízo, na sentença, reportando-se ao 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Supremo Tribunal Federal HC 142615 / AC pétrea – segundo a qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” – incisos XXXV e LVII do artigo 5º da Carta da República. Ao tomar posse neste Tribunal, há 26 anos, jurei cumprir a Constituição Federal, observar as leis do País, e não a me curvar a pronunciamento que, diga-se, não tem efeito vinculante. De qualquer forma, está-se no Supremo, última trincheira da Cidadania, se é que continua sendo. O julgamento virtual, a discrepar do que ocorre em Colegiado, no verdadeiro Plenário, o foi por 6 votos a 4, e o seria, presumo, por 6 votos a 5, houvesse votado a ministra Rosa Weber, fato a revelar encontrar-se o Tribunal dividido. A minoria reafirmou a óptica anterior – eu próprio e os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República! Que cada qual faça a sua parte, com desassombro, com pureza d’alma, segundo ciência e consciência possuídas, presente a busca da segurança jurídica. Esta pressupõe a supremacia não de maioria eventual – segundo a composição do Tribunal –, mas da Constituição Federal, que a todos, indistintamente, submete, inclusive o Supremo, seu guarda maior. Em época de crise, impõe-se observar princípios, impõe-se a resistência democrática, a resistência republicana. […] Destaco ter liberado, em 4 de dezembro de 2017, para inserção na pauta dirigida do Pleno, ato situado no campo das atribuições da Presidência, as ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e 44, visando o julgamento de mérito, bem como, em 19 de abril de 2018, a de nº 54 para análise do pedido de liminar. Nenhuma teve designada data para apreciação. Ressalte-se que a última está lastreada em fato novo – a evolução na manifestação do ministro Gilmar Mendes, no exame do habeas corpus nº 152.752, relator ministro Edson Fachin –, a retratar a revisão da óptica que ensejou escassa maioria. A par disso, observem que o Juízo, na sentença, reportando-se ao 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 142615 / AC fato de haver o paciente permanecido solto durante toda a instrução, assentou o direito de recorrer solto. A Câmara Criminal do Tribunal local, ao desprover recurso da defesa, determinou a execução provisória da pena. Surge relevante o que articulado. Tem-se afronta ao artigo 617 do Código de Processo Penal, no que veda a reforma em prejuízo do réu. Cabe acolher o pedido formalizado pelo Ministério Público do Estado do Acre. O Supremo, no recurso extraordinário nº 985.392, apreciado sob o ângulo da repercussão geral, em julgamento no qual fiquei vencido, consignou que a incumbência do Ministério Público Federal para oficiar como fiscal da lei não exclui a legitimidade dos Ministérios Públicos dos Estados e do Distrito Federal para atuar em recursos e meios de impugnação, perante o Tribunal, oriundos de processos da própria atribuição, incluídos aqueles reveladores de habeas corpus. Defiro a ordem, tornando definitiva a liminar implementada, para que o paciente aguarde, em liberdade, o desfecho do processo nº 0028237- 57.2011.8.01.0001, ao qual responde no Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Rio Branco/AC, devendo permanecer com a residência indicada ao Juízo, informar possível transferência, atender aos chamamentos judiciais e adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Estendo a ordem, com idênticas cautelas, à corré Maria do Socorro Silva Albuquerque, ante o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Supremo Tribunal Federal HC 142615 / AC fato de haver o paciente permanecido solto durante toda a instrução, assentou o direito de recorrer solto. A Câmara Criminal do Tribunal local, ao desprover recurso da defesa, determinou a execução provisória da pena. Surge relevante o que articulado. Tem-se afronta ao artigo 617 do Código de Processo Penal, no que veda a reforma em prejuízo do réu. Cabe acolher o pedido formalizado pelo Ministério Público do Estado do Acre. O Supremo, no recurso extraordinário nº 985.392, apreciado sob o ângulo da repercussão geral, em julgamento no qual fiquei vencido, consignou que a incumbência do Ministério Público Federal para oficiar como fiscal da lei não exclui a legitimidade dos Ministérios Públicos dos Estados e do Distrito Federal para atuar em recursos e meios de impugnação, perante o Tribunal, oriundos de processos da própria atribuição, incluídos aqueles reveladores de habeas corpus. Defiro a ordem, tornando definitiva a liminar implementada, para que o paciente aguarde, em liberdade, o desfecho do processo nº 0028237- 57.2011.8.01.0001, ao qual responde no Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Rio Branco/AC, devendo permanecer com a residência indicada ao Juízo, informar possível transferência, atender aos chamamentos judiciais e adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Estendo a ordem, com idênticas cautelas, à corré Maria do Socorro Silva Albuquerque, ante o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.615 ACRE VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental. De modo que não estou conhecendo do habeas corpus e não estou concedendo a ordem de ofício, revogada a liminar. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2882-9A13-5D33-B71F e senha 470C-AA1A-FDD8-6CE8 Supremo Tribunal Federal 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.615 ACRE VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental. De modo que não estou conhecendo do habeas corpus e não estou concedendo a ordem de ofício, revogada a liminar. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2882-9A13-5D33-B71F e senha 470C-AA1A-FDD8-6CE8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 142.615 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : JOSE CARLOS DOS SANTOS LIMA IMPTE.(S) : ADEILDO NUNES (08914/PE) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 393.328 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, não acolheu o pleito do impetrante no sentido de não apreciar-se a impetração e, por maioria, não conheceu da ordem e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 30.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E05-103B-B231-B847 e senha D3FA-93DD-B928-2464 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 142.615 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : JOSE CARLOS DOS SANTOS LIMA IMPTE.(S) : ADEILDO NUNES (08914/PE) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 393.328 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, não acolheu o pleito do impetrante no sentido de não apreciar-se a impetração e, por maioria, não conheceu da ordem e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 30.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E05-103B-B231-B847 e senha D3FA-93DD-B928-2464 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748719773
2018-10-30T00:00:00
2018-11-26T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não acolheu o pleito do impetrante no sentido de não apreciar-se a impetração e, por maioria, não conheceu da ordem e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 30.10.2018.
HABEAS CORPUS
Ementa: Processual penal. Habeas Corpus substitutivo de agravo regimental. Tráfico de influência majorado e Corrupção ativa majorada. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. 1. Não se admite a impetração de habeas corpus em substituição ao agravo regimental. 2. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. As peças que instruem o processo não é possível falar em ausência de prestação jurisdicional. 3. Hipótese de paciente condenado, em primeiro grau e em segundo grau, a 9 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado, por tráfico de influência e corrupção ativa. Nessas condições, embora ainda não certificado o trânsito em julgado da condenação, nada impede a imediata execução da pena, até mesmo como medida de garantia da ordem pública. Precedentes do Plenário do STF. 4. Habeas corpus não conhecido, revogada a liminar.
sjur395152
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA) ADC 43 MC (TP), ADC 44 MC (TP), HC 152752 (TP). (LEGITIMIDADE ATIVA, MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL) RE 985392 RG. - Veja ADC 54 do STF Número de páginas: 11. Análise: 21/01/2019, JRS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
142615
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00057\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00580 ART-00617\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 142615
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PACTE.(S) : JOSE CARLOS DOS SANTOS LIMA IMPTE.(S) : ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 393.328 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.615 ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :JOSE CARLOS DOS SANTOS LIMA IMPTE.(S) :ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 393.328 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE AGRAVO REGIMENTAL. TRÁFICO DE INFLUÊNCIA MAJORADO E CORRUPÇÃO ATIVA MAJORADA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA, ILEGALIDADE FLAGRANTE OU ABUSO DE PODER. 1. Não se admite a impetração de habeas corpus em substituição ao agravo regimental. 2. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. As peças que instruem o processo não é possível falar em ausência de prestação jurisdicional. 3. Hipótese de paciente condenado, em primeiro grau e em segundo grau, a 9 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado, por tráfico de influência e corrupção ativa. Nessas condições, embora ainda não certificado o trânsito em julgado da condenação, nada impede a imediata execução da pena, até mesmo como medida de garantia da ordem pública. Precedentes do Plenário do Supremo Tribunal Federal. 4. Habeas corpus não conhecido, revogada a liminar. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em não acolher o pleito do impetrante no sentido de não apreciar-se a impetração e, por maioria de votos, em não conhecer da ordem e revogar a liminar anteriormente deferida, nos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 141D-DFF1-5044-7989 e senha 3720-498B-A172-E58A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 142615 / AC termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 30 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 141D-DFF1-5044-7989 e senha 3720-498B-A172-E58A Supremo Tribunal Federal HC 142615 / AC termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 30 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 141D-DFF1-5044-7989 e senha 3720-498B-A172-E58A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.615 ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :JOSE CARLOS DOS SANTOS LIMA IMPTE.(S) :ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 393.328 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Rio Branco/AC, no processo n 0028237-57.2011.8.01.0001, condenou o paciente a 9 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 46 dias-multa, ante a prática das infrações descritas nos artigos 332, parágrafo único (tráfico de influência com causa de aumento), e 333, parágrafo único (corrupção ativa com causa de aumento), do Código Penal, ambos em continuidade delitiva. Reconheceu o direito de recorrer solto. Interposta apelação pela Defesa, a Câmara Criminal desproveu-a, mantendo inalterada a condenação. Determinou, em 19 de dezembro de 2016, o início da execução provisória da pena, aludindo ao decidido, pelo Supremo, no exame do habeas corpus n 126.292. O Superior Tribunal de Justiça, acolhendo pleito de concessão de medida acauteladora no habeas corpus n 388.607/AC, garantiu a liberdade do paciente até o esgotamento das vias ordinárias. O Tribunal de Justiça, atendendo essa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A219-6D7A-CD07-F2F7 e senha 6031-07E4-1A29-E540 Supremo Tribunal Federal 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.615 ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :JOSE CARLOS DOS SANTOS LIMA IMPTE.(S) :ADEILDO NUNES E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 393.328 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Rio Branco/AC, no processo n 0028237-57.2011.8.01.0001, condenou o paciente a 9 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 46 dias-multa, ante a prática das infrações descritas nos artigos 332, parágrafo único (tráfico de influência com causa de aumento), e 333, parágrafo único (corrupção ativa com causa de aumento), do Código Penal, ambos em continuidade delitiva. Reconheceu o direito de recorrer solto. Interposta apelação pela Defesa, a Câmara Criminal desproveu-a, mantendo inalterada a condenação. Determinou, em 19 de dezembro de 2016, o início da execução provisória da pena, aludindo ao decidido, pelo Supremo, no exame do habeas corpus n 126.292. O Superior Tribunal de Justiça, acolhendo pleito de concessão de medida acauteladora no habeas corpus n 388.607/AC, garantiu a liberdade do paciente até o esgotamento das vias ordinárias. O Tribunal de Justiça, atendendo essa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A219-6D7A-CD07-F2F7 e senha 6031-07E4-1A29-E540 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 142615 / AC exigência, julgou embargos declaratórios, desprovendo-os, e, na sequência, determinou novamente o cumprimento antecipado da sanção. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com nova impetração – habeas corpus n 393.328/AC –, indeferida liminarmente. Os impetrantes apontam o desrespeito ao princípio da inafastabilidade da jurisdição, em virtude de o Tribunal de origem haver deixado de examinar tese defensiva relativa à atipicidade da conduta tipificada como tráfico de influência. Sustentam não esgotada a jurisdição do Tribunal local, porquanto pendentes de apreciação os segundos declaratórios protocolados. Dizem tratar-se de reforma prejudicial, uma vez não interposto recurso pelo Ministério Público. Reputam inidônea a motivação lançada para justificar a custódia, ofendendo os artigos 5..., inciso LXI, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Requereram, no campo precário e efêmero, a suspensão do início da execução da pena. Buscam, alfim, a manutenção da liberdade do paciente até o trânsito em julgado do título condenatório e, sucessivamente, até a apreciação dos segundos embargos declaratórios. Vossa Excelência, no dia 27 de abril de 2017, acolheu o pedido de liminar. Em 10 de maio seguinte, estendeu os efeitos da decisão à corré Maria do Socorro Silva Albuquerque. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, afirmando-o formalizado contra pronunciamento individual do Superior. Destaca o decidido pelo Supremo no habeas corpus n 126.292 e nas medidas acauteladoras nas ações declaratórias de constitucionalidade n 43 e 44. Afasta a alegação de reforma prejudicial, aduzindo a aplicação imediata 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A219-6D7A-CD07-F2F7 e senha 6031-07E4-1A29-E540 Supremo Tribunal Federal HC 142615 / AC exigência, julgou embargos declaratórios, desprovendo-os, e, na sequência, determinou novamente o cumprimento antecipado da sanção. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com nova impetração – habeas corpus n 393.328/AC –, indeferida liminarmente. Os impetrantes apontam o desrespeito ao princípio da inafastabilidade da jurisdição, em virtude de o Tribunal de origem haver deixado de examinar tese defensiva relativa à atipicidade da conduta tipificada como tráfico de influência. Sustentam não esgotada a jurisdição do Tribunal local, porquanto pendentes de apreciação os segundos declaratórios protocolados. Dizem tratar-se de reforma prejudicial, uma vez não interposto recurso pelo Ministério Público. Reputam inidônea a motivação lançada para justificar a custódia, ofendendo os artigos 5..., inciso LXI, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Requereram, no campo precário e efêmero, a suspensão do início da execução da pena. Buscam, alfim, a manutenção da liberdade do paciente até o trânsito em julgado do título condenatório e, sucessivamente, até a apreciação dos segundos embargos declaratórios. Vossa Excelência, no dia 27 de abril de 2017, acolheu o pedido de liminar. Em 10 de maio seguinte, estendeu os efeitos da decisão à corré Maria do Socorro Silva Albuquerque. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, afirmando-o formalizado contra pronunciamento individual do Superior. Destaca o decidido pelo Supremo no habeas corpus n 126.292 e nas medidas acauteladoras nas ações declaratórias de constitucionalidade n 43 e 44. Afasta a alegação de reforma prejudicial, aduzindo a aplicação imediata 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A219-6D7A-CD07-F2F7 e senha 6031-07E4-1A29-E540 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 142615 / AC da nova orientação jurisprudencial e o fato de ter sido garantido o direito do paciente permanecer solto até o julgamento dos recursos ordinários. O Ministério Público do Estado do Acre, mediante a petição/Supremo Tribunal Federal n 21.594/2018, requereu prioridade no exame do processo, reportando-se ao disposto no artigo 192, § 1..., do Regimento Interno do Supremo. Os impetrantes, por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 22.569/2018, postularam fosse determinado o desentranhamento da peça, ressaltando que o habeas corpus é via de mão única. Com a petição/Supremo Tribunal Federal n 41.694/2018, manifestaram interesse no prosseguimento do processo, pretendendo seja obstado o julgamento do mérito até a apreciação definitiva das ações declaratórias n 43 e 44. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça do Acre, realizada em 3 de outubro de 2018, revelou não ocorrida a preclusão maior. Lancei visto no processo em 18 de outubro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 30 de outubro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A219-6D7A-CD07-F2F7 e senha 6031-07E4-1A29-E540 Supremo Tribunal Federal HC 142615 / AC da nova orientação jurisprudencial e o fato de ter sido garantido o direito do paciente permanecer solto até o julgamento dos recursos ordinários. O Ministério Público do Estado do Acre, mediante a petição/Supremo Tribunal Federal n 21.594/2018, requereu prioridade no exame do processo, reportando-se ao disposto no artigo 192, § 1..., do Regimento Interno do Supremo. Os impetrantes, por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 22.569/2018, postularam fosse determinado o desentranhamento da peça, ressaltando que o habeas corpus é via de mão única. Com a petição/Supremo Tribunal Federal n 41.694/2018, manifestaram interesse no prosseguimento do processo, pretendendo seja obstado o julgamento do mérito até a apreciação definitiva das ações declaratórias n 43 e 44. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça do Acre, realizada em 3 de outubro de 2018, revelou não ocorrida a preclusão maior. Lancei visto no processo em 18 de outubro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 30 de outubro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A219-6D7A-CD07-F2F7 e senha 6031-07E4-1A29-E540 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.615 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de ato de Colegiado ou individual. TÍTULO CONDENATÓRIO – EXECUÇÃO PROVISÓRIA. Contraria o princípio da não culpabilidade, previsto no artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal, proceder-se à execução provisória do título condenatório, ainda sujeito a modificação na via recursal. O habeas corpus é cabível contra ato de Colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Fora isso é esvaziar o alcance da impetração. Reporto-me ao que assentei, em 7 de dezembro de 2016, ao implementar a medida acauteladora: […] 2. Não se pode potencializar o decidido pelo Pleno no habeas corpus n 126.292, por maioria, em 17 de fevereiro de 2016. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5... da Constituição Federal, “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem do processo-crime – apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da sanção. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Supremo Tribunal Federal 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.615 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de ato de Colegiado ou individual. TÍTULO CONDENATÓRIO – EXECUÇÃO PROVISÓRIA. Contraria o princípio da não culpabilidade, previsto no artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal, proceder-se à execução provisória do título condenatório, ainda sujeito a modificação na via recursal. O habeas corpus é cabível contra ato de Colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Fora isso é esvaziar o alcance da impetração. Reporto-me ao que assentei, em 7 de dezembro de 2016, ao implementar a medida acauteladora: […] 2. Não se pode potencializar o decidido pelo Pleno no habeas corpus n 126.292, por maioria, em 17 de fevereiro de 2016. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5... da Constituição Federal, “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem do processo-crime – apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da sanção. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 142615 / AC O Pleno, ao apreciar a referida impetração, não pôs em xeque a constitucionalidade nem colocou peias à norma contida na cabeça do artigo 283 do Código de Processo Penal, segundo a qual “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”. Constrição provisória concebe-se cautelarmente, associada ao flagrante, à temporária ou à preventiva, e não a título de pena antecipada. A redação do preceito remete à Lei n 12.403, de 4 de maio de 2011, revelando ter sido essa a opção do legislador. Ante o forte patrulhamento vivenciado nos dias de hoje, fique esclarecido que, nas ações declaratórias de constitucionalidade n 43 e n 44, nas quais questionado o mencionado dispositivo, o Pleno deixou de implementar liminar. A execução provisória pressupõe garantia do Juízo ou a possibilidade de retorno, alterado o título executivo, ao estado de coisas anterior, o que não ocorre em relação à custódia. É impossível devolver a liberdade perdida ao cidadão. O fato de o Tribunal, no denominado Plenário Virtual, atropelando os processos objetivos acima referidos, sem declarar, porque não podia fazê-lo em tal campo, a inconstitucionalidade do artigo 283 do aludido Código, e, com isso, confirmando que os tempos são estranhos, haver, em agravo que não chegou a ser provido pelo Relator, ministro Teori Zavascki – agravo em recurso extraordinário n 964.246, formalizado, por sinal, pelo paciente do habeas corpus n 126.292 –, a um só tempo, reconhecido a repercussão geral e “confirmado a jurisprudência”, assentada em processo único – no citado habeas corpus –, não é obstáculo ao acesso ao Judiciário para afastar lesão a direito, revelado, no caso, em outra cláusula 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Supremo Tribunal Federal HC 142615 / AC O Pleno, ao apreciar a referida impetração, não pôs em xeque a constitucionalidade nem colocou peias à norma contida na cabeça do artigo 283 do Código de Processo Penal, segundo a qual “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”. Constrição provisória concebe-se cautelarmente, associada ao flagrante, à temporária ou à preventiva, e não a título de pena antecipada. A redação do preceito remete à Lei n 12.403, de 4 de maio de 2011, revelando ter sido essa a opção do legislador. Ante o forte patrulhamento vivenciado nos dias de hoje, fique esclarecido que, nas ações declaratórias de constitucionalidade n 43 e n 44, nas quais questionado o mencionado dispositivo, o Pleno deixou de implementar liminar. A execução provisória pressupõe garantia do Juízo ou a possibilidade de retorno, alterado o título executivo, ao estado de coisas anterior, o que não ocorre em relação à custódia. É impossível devolver a liberdade perdida ao cidadão. O fato de o Tribunal, no denominado Plenário Virtual, atropelando os processos objetivos acima referidos, sem declarar, porque não podia fazê-lo em tal campo, a inconstitucionalidade do artigo 283 do aludido Código, e, com isso, confirmando que os tempos são estranhos, haver, em agravo que não chegou a ser provido pelo Relator, ministro Teori Zavascki – agravo em recurso extraordinário n 964.246, formalizado, por sinal, pelo paciente do habeas corpus n 126.292 –, a um só tempo, reconhecido a repercussão geral e “confirmado a jurisprudência”, assentada em processo único – no citado habeas corpus –, não é obstáculo ao acesso ao Judiciário para afastar lesão a direito, revelado, no caso, em outra cláusula 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 142615 / AC pétrea – segundo a qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” – incisos XXXV e LVII do artigo 5... da Carta da República. Ao tomar posse neste Tribunal, há 26 anos, jurei cumprir a Constituição Federal, observar as leis do País, e não a me curvar a pronunciamento que, diga-se, não tem efeito vinculante. De qualquer forma, está-se no Supremo, última trincheira da Cidadania, se é que continua sendo. O julgamento virtual, a discrepar do que ocorre em Colegiado, no verdadeiro Plenário, o foi por 6 votos a 4, e o seria, presumo, por 6 votos a 5, houvesse votado a ministra Rosa Weber, fato a revelar encontrar-se o Tribunal dividido. A minoria reafirmou a óptica anterior – eu próprio e os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República! Que cada qual faça a sua parte, com desassombro, com pureza d’alma, segundo ciência e consciência possuídas, presente a busca da segurança jurídica. Esta pressupõe a supremacia não de maioria eventual – segundo a composição do Tribunal –, mas da Constituição Federal, que a todos, indistintamente, submete, inclusive o Supremo, seu guarda maior. Em época de crise, impõe-se observar princípios, impõe-se a resistência democrática, a resistência republicana. […] Destaco ter liberado, em 4 de dezembro de 2017, para inserção na pauta dirigida do Pleno, ato situado no campo das atribuições da Presidência, as ações declaratórias de constitucionalidade n 43 e 44, visando o julgamento de mérito, bem como, em 19 de abril de 2018, a de n 54 para análise do pedido de liminar. Nenhuma teve designada data para apreciação. Ressalte-se que a última está lastreada em fato novo – a evolução na manifestação do ministro Gilmar Mendes, no exame do habeas corpus n 152.752, relator ministro Edson Fachin –, a retratar a revisão da óptica que ensejou escassa maioria. A par disso, observem que o Juízo, na sentença, reportando-se ao 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Supremo Tribunal Federal HC 142615 / AC pétrea – segundo a qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” – incisos XXXV e LVII do artigo 5... da Carta da República. Ao tomar posse neste Tribunal, há 26 anos, jurei cumprir a Constituição Federal, observar as leis do País, e não a me curvar a pronunciamento que, diga-se, não tem efeito vinculante. De qualquer forma, está-se no Supremo, última trincheira da Cidadania, se é que continua sendo. O julgamento virtual, a discrepar do que ocorre em Colegiado, no verdadeiro Plenário, o foi por 6 votos a 4, e o seria, presumo, por 6 votos a 5, houvesse votado a ministra Rosa Weber, fato a revelar encontrar-se o Tribunal dividido. A minoria reafirmou a óptica anterior – eu próprio e os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República! Que cada qual faça a sua parte, com desassombro, com pureza d’alma, segundo ciência e consciência possuídas, presente a busca da segurança jurídica. Esta pressupõe a supremacia não de maioria eventual – segundo a composição do Tribunal –, mas da Constituição Federal, que a todos, indistintamente, submete, inclusive o Supremo, seu guarda maior. Em época de crise, impõe-se observar princípios, impõe-se a resistência democrática, a resistência republicana. […] Destaco ter liberado, em 4 de dezembro de 2017, para inserção na pauta dirigida do Pleno, ato situado no campo das atribuições da Presidência, as ações declaratórias de constitucionalidade n 43 e 44, visando o julgamento de mérito, bem como, em 19 de abril de 2018, a de n 54 para análise do pedido de liminar. Nenhuma teve designada data para apreciação. Ressalte-se que a última está lastreada em fato novo – a evolução na manifestação do ministro Gilmar Mendes, no exame do habeas corpus n 152.752, relator ministro Edson Fachin –, a retratar a revisão da óptica que ensejou escassa maioria. A par disso, observem que o Juízo, na sentença, reportando-se ao 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 142615 / AC fato de haver o paciente permanecido solto durante toda a instrução, assentou o direito de recorrer solto. A Câmara Criminal do Tribunal local, ao desprover recurso da defesa, determinou a execução provisória da pena. Surge relevante o que articulado. Tem-se afronta ao artigo 617 do Código de Processo Penal, no que veda a reforma em prejuízo do réu. Cabe acolher o pedido formalizado pelo Ministério Público do Estado do Acre. O Supremo, no recurso extraordinário n 985.392, apreciado sob o ângulo da repercussão geral, em julgamento no qual fiquei vencido, consignou que a incumbência do Ministério Público Federal para oficiar como fiscal da lei não exclui a legitimidade dos Ministérios Públicos dos Estados e do Distrito Federal para atuar em recursos e meios de impugnação, perante o Tribunal, oriundos de processos da própria atribuição, incluídos aqueles reveladores de habeas corpus. Defiro a ordem, tornando definitiva a liminar implementada, para que o paciente aguarde, em liberdade, o desfecho do processo n 0028237- 57.2011.8.01.0001, ao qual responde no Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Rio Branco/AC, devendo permanecer com a residência indicada ao Juízo, informar possível transferência, atender aos chamamentos judiciais e adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Estendo a ordem, com idênticas cautelas, à corré Maria do Socorro Silva Albuquerque, ante o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Supremo Tribunal Federal HC 142615 / AC fato de haver o paciente permanecido solto durante toda a instrução, assentou o direito de recorrer solto. A Câmara Criminal do Tribunal local, ao desprover recurso da defesa, determinou a execução provisória da pena. Surge relevante o que articulado. Tem-se afronta ao artigo 617 do Código de Processo Penal, no que veda a reforma em prejuízo do réu. Cabe acolher o pedido formalizado pelo Ministério Público do Estado do Acre. O Supremo, no recurso extraordinário n 985.392, apreciado sob o ângulo da repercussão geral, em julgamento no qual fiquei vencido, consignou que a incumbência do Ministério Público Federal para oficiar como fiscal da lei não exclui a legitimidade dos Ministérios Públicos dos Estados e do Distrito Federal para atuar em recursos e meios de impugnação, perante o Tribunal, oriundos de processos da própria atribuição, incluídos aqueles reveladores de habeas corpus. Defiro a ordem, tornando definitiva a liminar implementada, para que o paciente aguarde, em liberdade, o desfecho do processo n 0028237- 57.2011.8.01.0001, ao qual responde no Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Rio Branco/AC, devendo permanecer com a residência indicada ao Juízo, informar possível transferência, atender aos chamamentos judiciais e adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Estendo a ordem, com idênticas cautelas, à corré Maria do Socorro Silva Albuquerque, ante o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AADE-D022-B232-FE29 e senha A56D-E93E-2CCC-693F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.615 ACRE VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental. De modo que não estou conhecendo do habeas corpus e não estou concedendo a ordem de ofício, revogada a liminar. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2882-9A13-5D33-B71F e senha 470C-AA1A-FDD8-6CE8 Supremo Tribunal Federal 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 142.615 ACRE VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental. De modo que não estou conhecendo do habeas corpus e não estou concedendo a ordem de ofício, revogada a liminar. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2882-9A13-5D33-B71F e senha 470C-AA1A-FDD8-6CE8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 142.615 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : JOSE CARLOS DOS SANTOS LIMA IMPTE.(S) : ADEILDO NUNES (08914/PE) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 393.328 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, não acolheu o pleito do impetrante no sentido de não apreciar-se a impetração e, por maioria, não conheceu da ordem e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 30.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E05-103B-B231-B847 e senha D3FA-93DD-B928-2464 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 142.615 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : JOSE CARLOS DOS SANTOS LIMA IMPTE.(S) : ADEILDO NUNES (08914/PE) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 393.328 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, não acolheu o pleito do impetrante no sentido de não apreciar-se a impetração e, por maioria, não conheceu da ordem e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 30.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E05-103B-B231-B847 e senha D3FA-93DD-B928-2464 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 142 . 615 ACRE", "HC n 393 . 328", "HC 142615 / AC", "HC 142615 / AC", "HABEAS CORPUS 142 . 615 ACRE", "HC n 393 . 328", "processo n 0028237 - 57 . 2011 . 8 . 01 . 0001", "habeas corpus n 126 . 292", "habeas corpus n 388 . 607 / AC", "HABEAS CORPUS 142 . 615 ACRE", "HC n 393 . 328", "processo n 0028237 - 57 . 2011 . 8 . 01 . 0001", "habeas corpus n 126 . 292", "habeas corpus n 388 . 607 / AC", "HC 142615 / AC", "habeas corpus n 393 . 328 / AC", "habeas corpus n 126 . 292", "HC 142615 / AC", "habeas corpus n 393 . 328 / AC", "habeas corpus n 126 . 292", "HC 142615 / AC", "Tribunal", "HC 142615 / AC", "HABEAS CORPUS 142 . 615", "habeas corpus n 126 . 292", "HABEAS CORPUS 142 . 615", "habeas corpus n 126 . 292", "HC 142615 / AC", "habeas corpus n 126 . 292", "HC 142615 / AC", "habeas corpus n 126 . 292", "HC 142615 / AC", "habeas corpus n 152 . 752", "HC 142615 / AC", "habeas corpus n 152 . 752", "HC 142615 / AC", "recurso extraordinário n 985 . 392", 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"LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "JOSE CARLOS DOS SANTOS LIMA", "ADEILDO NUNES", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "JOSE CARLOS DOS SANTOS LIMA", "ADEILDO NUNES", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "30", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "10", "/", "2018", "19 de dezembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "10", "/", "2018", "19 de dezembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de 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"2001", "30", "/", "10", "/", "2018", "30", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928.948 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JOSÉ CARLOS DA SILVA ADV.(A/S) :CARINA CONFORTI SLEIMAN AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS NOVOS TETOS DAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. ALTERAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE CONCESSÃO INICIAL DO BENEFÍCIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 9 a 16.11.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2A0-EB2C-E9E4-95C4 e senha 7459-C4FB-48B3-85EB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 293 Relatório 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928.948 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JOSÉ CARLOS DA SILVA ADV.(A/S) :CARINA CONFORTI SLEIMAN AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno nos embargos de declaração nos embargos de declaração interposto por JOSÉ CARLOS DA SILVA contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. APLICAÇÃO DE NOVO TETO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. RECURSO DESPROVIDO.” (fl. 261) Ambos os embargos de declaração opostos foram desprovidos, com imposição de multa. Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Como se nota, a C. Turma, de fato, decidiu e estabeleceu que o aposentado deve demonstrar a presença de diferenças aplicando sobre a mesmíssima RMI desfalcada pela incidência do teto, os mesmíssimos índices de reajustes que foram adotados pelo INSS administrativamente, ou seja, adotando o mesmíssimo procedimento que o INSS adotou administrativamente. É óbvio que essa condição é de alcance impossível: a aplicação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19FC-8C8F-4592-FA7F e senha 3558-4CC5-B9A4-4BDA Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928.948 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JOSÉ CARLOS DA SILVA ADV.(A/S) :CARINA CONFORTI SLEIMAN AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno nos embargos de declaração nos embargos de declaração interposto por JOSÉ CARLOS DA SILVA contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. APLICAÇÃO DE NOVO TETO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. RECURSO DESPROVIDO.” (fl. 261) Ambos os embargos de declaração opostos foram desprovidos, com imposição de multa. Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Como se nota, a C. Turma, de fato, decidiu e estabeleceu que o aposentado deve demonstrar a presença de diferenças aplicando sobre a mesmíssima RMI desfalcada pela incidência do teto, os mesmíssimos índices de reajustes que foram adotados pelo INSS administrativamente, ou seja, adotando o mesmíssimo procedimento que o INSS adotou administrativamente. É óbvio que essa condição é de alcance impossível: a aplicação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19FC-8C8F-4592-FA7F e senha 3558-4CC5-B9A4-4BDA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 294 Relatório RE 928948 ED-ED-AGR / SP dos mesmos índices sobre um mesmo valor leva inexoravelmente aos mesmos resultados. Há que se considerar, também, que essa condição implica em IMPOSIÇÃO DE LIMITE TEMPORAL, porque está lastreada no fato do benefício ter sido concedido antes da edição da CF/1988 e ter sido calculado de acordo com a sistemática de cálculo então vigente. O fato é que, a condição de alcance impossível imposta na R. Decisão do E. TRF/3ªR, contraria frontalmente a R. Tese firmada por esse Excelso Pretório no RE 564.354/SE. Com efeito, no RE 564.354/SE esse Excelso Pretório decidiu que a adequação das Rendas Mensais do benefício (RMBs) aos novos tetos trazidos pelas Emendas 20 e 41 deve ser efetuada com a aplicação dos índices legais de reajuste sobre o VALOR DO SALÁRIO-DE- BENEFÍCIO apurado nos cálculos primitivos da RMI e não, em hipótese alguma, sobre o VALOR DA RMI DESFALCADA PELA INCIDÊNCIA DO TETO (fls. 504 do V. Acórdão proferido no RE 564.354/SE e V. Julgado proferido no ARE nº 1.085.209/SP, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, j. 13/04/2018). Tendo em vista que a solução dessa questão exige apenas interpretação do V. Acórdão proferido no RE 564.354/SE e das disposições dos arts. 14 e 5º das Emendas 20 e 41, não merece prevalecer o entendimento de que o julgamento exige exame ou reexame do suporte fático probatório da demanda, esbarrando na R. Súmula 279/E.STF.” (fls. 289 e 289 v.) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19FC-8C8F-4592-FA7F e senha 3558-4CC5-B9A4-4BDA Supremo Tribunal Federal RE 928948 ED-ED-AGR / SP dos mesmos índices sobre um mesmo valor leva inexoravelmente aos mesmos resultados. Há que se considerar, também, que essa condição implica em IMPOSIÇÃO DE LIMITE TEMPORAL, porque está lastreada no fato do benefício ter sido concedido antes da edição da CF/1988 e ter sido calculado de acordo com a sistemática de cálculo então vigente. O fato é que, a condição de alcance impossível imposta na R. Decisão do E. TRF/3ªR, contraria frontalmente a R. Tese firmada por esse Excelso Pretório no RE 564.354/SE. Com efeito, no RE 564.354/SE esse Excelso Pretório decidiu que a adequação das Rendas Mensais do benefício (RMBs) aos novos tetos trazidos pelas Emendas 20 e 41 deve ser efetuada com a aplicação dos índices legais de reajuste sobre o VALOR DO SALÁRIO-DE- BENEFÍCIO apurado nos cálculos primitivos da RMI e não, em hipótese alguma, sobre o VALOR DA RMI DESFALCADA PELA INCIDÊNCIA DO TETO (fls. 504 do V. Acórdão proferido no RE 564.354/SE e V. Julgado proferido no ARE nº 1.085.209/SP, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, j. 13/04/2018). Tendo em vista que a solução dessa questão exige apenas interpretação do V. Acórdão proferido no RE 564.354/SE e das disposições dos arts. 14 e 5º das Emendas 20 e 41, não merece prevalecer o entendimento de que o julgamento exige exame ou reexame do suporte fático probatório da demanda, esbarrando na R. Súmula 279/E.STF.” (fls. 289 e 289 v.) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19FC-8C8F-4592-FA7F e senha 3558-4CC5-B9A4-4BDA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 295 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928.948 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos, consignou que não foi comprovada a existência de diferenças a serem recebidas pela aplicação imediata dos tetos previstos pelas Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003. Destaco passagem ilustrativa da decisão do relator da apelação, em juízo de adequação do acórdão ao paradigma desta Corte: “Assim, para haver vantagem financeira com a majoração dos tetos previstos nas Emendas Constitucionais 20/98 e 41/2003, é de rigor que o benefício do segurado tenha sido limitado ao teto máximo de pagamento previsto na legislação previdenciária à época da publicação das Emendas citadas. Ocorre que, no caso dos autos, o benefício do autor foi concedido anteriormente ao advento da Constituição da República de 1988. Nessa linha, cabe salientar que o E. STF vem se posicionando no sentido de que a orientação firmada no RE 564.354/SE não impôs limites temporais, podendo, assim, ser aplicada aos benefícios concedidos antes da promulgação da Constituição da República de 1988. Cabe ressaltar, ainda, que de acordo com a sistemática de cálculo da renda mensal inicial dos benefícios concedidos antes da vigência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928.948 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos, consignou que não foi comprovada a existência de diferenças a serem recebidas pela aplicação imediata dos tetos previstos pelas Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003. Destaco passagem ilustrativa da decisão do relator da apelação, em juízo de adequação do acórdão ao paradigma desta Corte: “Assim, para haver vantagem financeira com a majoração dos tetos previstos nas Emendas Constitucionais 20/98 e 41/2003, é de rigor que o benefício do segurado tenha sido limitado ao teto máximo de pagamento previsto na legislação previdenciária à época da publicação das Emendas citadas. Ocorre que, no caso dos autos, o benefício do autor foi concedido anteriormente ao advento da Constituição da República de 1988. Nessa linha, cabe salientar que o E. STF vem se posicionando no sentido de que a orientação firmada no RE 564.354/SE não impôs limites temporais, podendo, assim, ser aplicada aos benefícios concedidos antes da promulgação da Constituição da República de 1988. Cabe ressaltar, ainda, que de acordo com a sistemática de cálculo da renda mensal inicial dos benefícios concedidos antes da vigência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 296 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 928948 ED-ED-AGR / SP atual Carta Magna, somente eram corrigidos monetariamente os 24 salários de contribuição anteriores aos 12 últimos, com a utilização do menor e do maior valor teto, na forma prevista na CLPS (arts. 37 e 40 do Decreto 83.080/79 e arts. 21 e 23 do Decreto 84.312/84). O art. 58 do ADCT determinou o restabelecimento do poder aquisitivo dos benefícios mantidos pela previdência social na data da promulgação da Constituição da República de 1988, de acordo com número de salários mínimos que estes tinham na data da sua concessão. Art. 58. Os benefícios de prestação continuada, mantidos pela previdência social na data da promulgação da Constituição, terão seus valores revistos, a fim de que seja restabelecido o poder aquisitivo, expresso em número de salários mínimos, que tinham na data de sua concessão, obedecendo-se a esse critério de atualização até a implantação do plano de custeio e benefícios referidos no artigo seguinte. Parágrafo único. As prestações mensais dos benefícios atualizadas de acordo com este artigo serão devidas e pagas a partir do sétimo mês a contar da promulgação da Constituição. Assim, a aplicação da orientação adotada pelo E. STF no RE 564.354/SE deve ser efetuada sobre a evolução da renda mensal inicial na forma calculada de acordo com o regramento vigente na data da concessão do benefício, pois a evolução simples do resultado da média dos salários de contribuição apurados na data da concessão, com a aplicação do art. 58 do ADCT com base na aludida média, ainda que indiretamente, implica alteração do critério de apuração da renda mensal inicial, o que não foi objeto do julgamento realizado pela Suprema Corte, ou seja, a média dos salários de contribuição representa o salário de benefício e não a renda mensal inicial, que não cabe ser revista no presente feito. Desse modo, em tese, poderia o autor fazer jus à readequação do reajuste do seu benefício aos tetos previstos nas Emendas Constitucionais 20/98 e 41/2003, levando-se em consideração a evolução da respectiva renda mensal inicial fixada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Supremo Tribunal Federal RE 928948 ED-ED-AGR / SP atual Carta Magna, somente eram corrigidos monetariamente os 24 salários de contribuição anteriores aos 12 últimos, com a utilização do menor e do maior valor teto, na forma prevista na CLPS (arts. 37 e 40 do Decreto 83.080/79 e arts. 21 e 23 do Decreto 84.312/84). O art. 58 do ADCT determinou o restabelecimento do poder aquisitivo dos benefícios mantidos pela previdência social na data da promulgação da Constituição da República de 1988, de acordo com número de salários mínimos que estes tinham na data da sua concessão. Art. 58. Os benefícios de prestação continuada, mantidos pela previdência social na data da promulgação da Constituição, terão seus valores revistos, a fim de que seja restabelecido o poder aquisitivo, expresso em número de salários mínimos, que tinham na data de sua concessão, obedecendo-se a esse critério de atualização até a implantação do plano de custeio e benefícios referidos no artigo seguinte. Parágrafo único. As prestações mensais dos benefícios atualizadas de acordo com este artigo serão devidas e pagas a partir do sétimo mês a contar da promulgação da Constituição. Assim, a aplicação da orientação adotada pelo E. STF no RE 564.354/SE deve ser efetuada sobre a evolução da renda mensal inicial na forma calculada de acordo com o regramento vigente na data da concessão do benefício, pois a evolução simples do resultado da média dos salários de contribuição apurados na data da concessão, com a aplicação do art. 58 do ADCT com base na aludida média, ainda que indiretamente, implica alteração do critério de apuração da renda mensal inicial, o que não foi objeto do julgamento realizado pela Suprema Corte, ou seja, a média dos salários de contribuição representa o salário de benefício e não a renda mensal inicial, que não cabe ser revista no presente feito. Desse modo, em tese, poderia o autor fazer jus à readequação do reajuste do seu benefício aos tetos previstos nas Emendas Constitucionais 20/98 e 41/2003, levando-se em consideração a evolução da respectiva renda mensal inicial fixada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 297 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 928948 ED-ED-AGR / SP administrativamente. Todavia, não restou demonstrado nos autos que a evolução da renda mensal inicial apurada administrativamente acarretaria diferenças decorrentes dos tetos previstos nas Emendas Constitucionais 20/98 e 41/2003. Portanto, não se nota qualquer contraste entre o julgamento proferido por esta 10ª Turma e a orientação do STF, restando afastada a possibilidade de retratação.” (fls. 233-234) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. READEQUAÇÃO AO TETO. BENEFÍCIOS NÃO LIMITADOS À ÉPOCA DA CONCESSÃO. REVISÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. RECURSO DESPROVIDO. 1. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no julgamento do RE 564.354- RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 76, DJe de 15/2/2011), assentou que o artigo 14 da EC 20/1998 e o artigo 5º da EC 41/2003 se aplicam aos benefícios que foram limitados ao teto do Regime Geral de Previdência estabelecido antes da vigência dessas normas. 2. No caso concreto, o Tribunal de origem afirmou que não ocorreu limitação do benefício ao teto do Regime Geral de Previdência. Para divergir desse entendimento, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279/STF, e a análise das legislações ordinárias aplicáveis à época da concessão do benefício previdenciário, a revelar que eventual ofensa à Constituição Federal teria natureza meramente reflexa e, por conseguinte, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Supremo Tribunal Federal RE 928948 ED-ED-AGR / SP administrativamente. Todavia, não restou demonstrado nos autos que a evolução da renda mensal inicial apurada administrativamente acarretaria diferenças decorrentes dos tetos previstos nas Emendas Constitucionais 20/98 e 41/2003. Portanto, não se nota qualquer contraste entre o julgamento proferido por esta 10ª Turma e a orientação do STF, restando afastada a possibilidade de retratação.” (fls. 233-234) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. READEQUAÇÃO AO TETO. BENEFÍCIOS NÃO LIMITADOS À ÉPOCA DA CONCESSÃO. REVISÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. RECURSO DESPROVIDO. 1. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no julgamento do RE 564.354- RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 76, DJe de 15/2/2011), assentou que o artigo 14 da EC 20/1998 e o artigo 5º da EC 41/2003 se aplicam aos benefícios que foram limitados ao teto do Regime Geral de Previdência estabelecido antes da vigência dessas normas. 2. No caso concreto, o Tribunal de origem afirmou que não ocorreu limitação do benefício ao teto do Regime Geral de Previdência. Para divergir desse entendimento, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279/STF, e a análise das legislações ordinárias aplicáveis à época da concessão do benefício previdenciário, a revelar que eventual ofensa à Constituição Federal teria natureza meramente reflexa e, por conseguinte, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 298 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 928948 ED-ED-AGR / SP insuscetível de descerrar a estreita via do apelo extremo. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” (RE 1.062.107-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 6/3/2018) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdenciário. Benefício. Revisão. RE nº 564.354/SE-RG. Inaplicabilidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir da análise do conjunto fático-probatório dos autos, concluiu que o ora agravante jamais teve o valor de seu benefício reduzido em razão da aplicação de limitador previdenciário. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 828.256-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 28/4/2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 962.263-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 29/8/2016). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Previdenciário. 3. Revisão de renda mensal inicial. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Supremo Tribunal Federal RE 928948 ED-ED-AGR / SP insuscetível de descerrar a estreita via do apelo extremo. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” (RE 1.062.107-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 6/3/2018) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdenciário. Benefício. Revisão. RE nº 564.354/SE-RG. Inaplicabilidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir da análise do conjunto fático-probatório dos autos, concluiu que o ora agravante jamais teve o valor de seu benefício reduzido em razão da aplicação de limitador previdenciário. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 828.256-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 28/4/2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 962.263-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 29/8/2016). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Previdenciário. 3. Revisão de renda mensal inicial. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 299 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 928948 ED-ED-AGR / SP nega provimento.” (ARE 871.031-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 3/6/2015). Ainda que superado referido óbice, observo que subsiste o fundamento do Tribunal de origem acerca da impossibilidade de alterar os critérios de apuração da renda mensal inicial pela aplicação do artigo 58 do ADCT sobre o salário de benefício. Confira-se novamente trecho da decisão da origem: “Cabe ressaltar, ainda, que de acordo com a sistemática de cálculo da renda mensal inicial dos benefícios concedidos antes da vigência da atual Carta Magna, somente eram corrigidos monetariamente os 24 salários de contribuição anteriores aos 12 últimos, com a utilização do menor e do maior valor teto, na forma prevista na CLPS (arts. 37 e 40 do Decreto 83.080/79 e arts. 21 e 23 do Decreto 84.312/84). O art. 58 do ADCT determinou o restabelecimento do poder aquisitivo dos benefícios mantidos pela previdência social na data da promulgação da Constituição da República de 1988, de acordo com número de salários mínimos que estes tinham na data da sua concessão. (...) Assim, a aplicação da orientação adotada pelo E. STF no RE 564.354/SE deve ser efetuada sobre a evolução da renda mensal inicial na forma calculada de acordo com o regramento vigente na data da concessão do benefício, pois a evolução simples do resultado da média dos salários de contribuição apurados na data da concessão, com a aplicação do art. 58 do ADCT com base na aludida média, ainda que indiretamente, implica alteração do critério de apuração da renda mensal inicial, o que não foi objeto do julgamento realizado pela Suprema Corte, ou seja, a média dos salários de contribuição representa o salário de benefício e não a renda mensal inicial, que não cabe ser revista no presente feito.” (fls. 233 v.) Nada obstante, a parte ora recorrente, nas razões do recurso 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Supremo Tribunal Federal RE 928948 ED-ED-AGR / SP nega provimento.” (ARE 871.031-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 3/6/2015). Ainda que superado referido óbice, observo que subsiste o fundamento do Tribunal de origem acerca da impossibilidade de alterar os critérios de apuração da renda mensal inicial pela aplicação do artigo 58 do ADCT sobre o salário de benefício. Confira-se novamente trecho da decisão da origem: “Cabe ressaltar, ainda, que de acordo com a sistemática de cálculo da renda mensal inicial dos benefícios concedidos antes da vigência da atual Carta Magna, somente eram corrigidos monetariamente os 24 salários de contribuição anteriores aos 12 últimos, com a utilização do menor e do maior valor teto, na forma prevista na CLPS (arts. 37 e 40 do Decreto 83.080/79 e arts. 21 e 23 do Decreto 84.312/84). O art. 58 do ADCT determinou o restabelecimento do poder aquisitivo dos benefícios mantidos pela previdência social na data da promulgação da Constituição da República de 1988, de acordo com número de salários mínimos que estes tinham na data da sua concessão. (...) Assim, a aplicação da orientação adotada pelo E. STF no RE 564.354/SE deve ser efetuada sobre a evolução da renda mensal inicial na forma calculada de acordo com o regramento vigente na data da concessão do benefício, pois a evolução simples do resultado da média dos salários de contribuição apurados na data da concessão, com a aplicação do art. 58 do ADCT com base na aludida média, ainda que indiretamente, implica alteração do critério de apuração da renda mensal inicial, o que não foi objeto do julgamento realizado pela Suprema Corte, ou seja, a média dos salários de contribuição representa o salário de benefício e não a renda mensal inicial, que não cabe ser revista no presente feito.” (fls. 233 v.) Nada obstante, a parte ora recorrente, nas razões do recurso 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 300 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 928948 ED-ED-AGR / SP extraordinário, não impugnou esse fundamento, veiculando apenas argumentação no sentido de que o benefício já havia sido desfalcado pela incidência dos tetos previstos na legislação anterior à Constituição Federal de 1988, razão pela qual seria necessária a correção do salário de benefício até às datas das Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003. Ao assim proceder, deixou de atacar as razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Incide, na espécie, o enunciado da Súmula 283 do STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/2/2007). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Supremo Tribunal Federal RE 928948 ED-ED-AGR / SP extraordinário, não impugnou esse fundamento, veiculando apenas argumentação no sentido de que o benefício já havia sido desfalcado pela incidência dos tetos previstos na legislação anterior à Constituição Federal de 1988, razão pela qual seria necessária a correção do salário de benefício até às datas das Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003. Ao assim proceder, deixou de atacar as razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Incide, na espécie, o enunciado da Súmula 283 do STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/2/2007). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 301 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 928948 ED-ED-AGR / SP advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do CPC/2015), ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3º, do referido código. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Supremo Tribunal Federal RE 928948 ED-ED-AGR / SP advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do CPC/2015), ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3º, do referido código. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 302 Extrato de Ata - 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928.948 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS DA SILVA ADV.(A/S) : CARINA CONFORTI SLEIMAN (244799/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEE-D33D-11DC-B610 e senha 6709-ED91-C452-CBAE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928.948 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS DA SILVA ADV.(A/S) : CARINA CONFORTI SLEIMAN (244799/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEE-D33D-11DC-B610 e senha 6709-ED91-C452-CBAE Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11 303
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748749899
2018-11-19T00:00:00
2018-11-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS NOVOS TETOS DAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. ALTERAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE CONCESSÃO INICIAL DO BENEFÍCIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur395423
- Acórdão(s) citado(s): (REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO) ARE 828256 AgR (2ªT), ARE 871031 AgR (2ªT), RE 962263 AgR (2ªT), RE 1062107 AgR (1ªT). (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) AI 489247 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 16/01/2019, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
928948
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED ADCT ANO-1988\n ART-00058\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-00098 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-ED-ED-AgR
acordaos
RE 928948 ED-ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS DA SILVA ADV.(A/S) : CARINA CONFORTI SLEIMAN AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928.948 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JOSÉ CARLOS DA SILVA ADV.(A/S) :CARINA CONFORTI SLEIMAN AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS NOVOS TETOS DAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALTERAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE CONCESSÃO INICIAL DO BENEFÍCIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 9 a 16.11.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2A0-EB2C-E9E4-95C4 e senha 7459-C4FB-48B3-85EB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 293 Relatório 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928.948 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JOSÉ CARLOS DA SILVA ADV.(A/S) :CARINA CONFORTI SLEIMAN AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno nos embargos de declaração nos embargos de declaração interposto por JOSÉ CARLOS DA SILVA contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. APLICAÇÃO DE NOVO TETO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO DESPROVIDO.” (fl. 261) Ambos os embargos de declaração opostos foram desprovidos, com imposição de multa. Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Como se nota, a C. Turma, de fato, decidiu e estabeleceu que o aposentado deve demonstrar a presença de diferenças aplicando sobre a mesmíssima RMI desfalcada pela incidência do teto, os mesmíssimos índices de reajustes que foram adotados pelo INSS administrativamente, ou seja, adotando o mesmíssimo procedimento que o INSS adotou administrativamente. É óbvio que essa condição é de alcance impossível: a aplicação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19FC-8C8F-4592-FA7F e senha 3558-4CC5-B9A4-4BDA Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928.948 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JOSÉ CARLOS DA SILVA ADV.(A/S) :CARINA CONFORTI SLEIMAN AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno nos embargos de declaração nos embargos de declaração interposto por JOSÉ CARLOS DA SILVA contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. APLICAÇÃO DE NOVO TETO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO DESPROVIDO.” (fl. 261) Ambos os embargos de declaração opostos foram desprovidos, com imposição de multa. Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Como se nota, a C. Turma, de fato, decidiu e estabeleceu que o aposentado deve demonstrar a presença de diferenças aplicando sobre a mesmíssima RMI desfalcada pela incidência do teto, os mesmíssimos índices de reajustes que foram adotados pelo INSS administrativamente, ou seja, adotando o mesmíssimo procedimento que o INSS adotou administrativamente. É óbvio que essa condição é de alcance impossível: a aplicação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19FC-8C8F-4592-FA7F e senha 3558-4CC5-B9A4-4BDA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 294 Relatório Recurso Extraordinário 928948 ED-ED-AGR / SP dos mesmos índices sobre um mesmo valor leva inexoravelmente aos mesmos resultados. Há que se considerar, também, que essa condição implica em IMPOSIÇÃO DE LIMITE TEMPORAL, porque está lastreada no fato do benefício ter sido concedido antes da edição da Constituição Federal de 1988/1988 e ter sido calculado de acordo com a sistemática de cálculo então vigente. O fato é que, a condição de alcance impossível imposta na R. Decisão do E. TRF/3...R, contraria frontalmente a R. Tese firmada por esse Excelso Pretório no Recurso Extraordinário 564.354/SE. Com efeito, no Recurso Extraordinário 564.354/SE esse Excelso Pretório decidiu que a adequação das Rendas Mensais do benefício (RMBs) aos novos tetos trazidos pelas Emendas 20 e 41 deve ser efetuada com a aplicação dos índices legais de reajuste sobre o VALOR DO SALÁRIO-DE- BENEFÍCIO apurado nos cálculos primitivos da RMI e não, em hipótese alguma, sobre o VALOR DA RMI DESFALCADA PELA INCIDÊNCIA DO TETO (fls. 504 do V. Acórdão proferido no Recurso Extraordinário 564.354/SE e V. Julgado proferido no ARE n 1.085.209/SP, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, j. 13/04/2018). Tendo em vista que a solução dessa questão exige apenas interpretação do V. Acórdão proferido no Recurso Extraordinário 564.354/SE e das disposições dos arts. 14 e 5... das Emendas 20 e 41, não merece prevalecer o entendimento de que o julgamento exige exame ou reexame do suporte fático probatório da demanda, esbarrando na R. Súmula 279/E.Supremo Tribunal Federal.” (fls. 289 e 289 v.) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19FC-8C8F-4592-FA7F e senha 3558-4CC5-B9A4-4BDA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 928948 ED-ED-AGR / SP dos mesmos índices sobre um mesmo valor leva inexoravelmente aos mesmos resultados. Há que se considerar, também, que essa condição implica em IMPOSIÇÃO DE LIMITE TEMPORAL, porque está lastreada no fato do benefício ter sido concedido antes da edição da Constituição Federal de 1988/1988 e ter sido calculado de acordo com a sistemática de cálculo então vigente. O fato é que, a condição de alcance impossível imposta na R. Decisão do E. TRF/3...R, contraria frontalmente a R. Tese firmada por esse Excelso Pretório no Recurso Extraordinário 564.354/SE. Com efeito, no Recurso Extraordinário 564.354/SE esse Excelso Pretório decidiu que a adequação das Rendas Mensais do benefício (RMBs) aos novos tetos trazidos pelas Emendas 20 e 41 deve ser efetuada com a aplicação dos índices legais de reajuste sobre o VALOR DO SALÁRIO-DE- BENEFÍCIO apurado nos cálculos primitivos da RMI e não, em hipótese alguma, sobre o VALOR DA RMI DESFALCADA PELA INCIDÊNCIA DO TETO (fls. 504 do V. Acórdão proferido no Recurso Extraordinário 564.354/SE e V. Julgado proferido no ARE n 1.085.209/SP, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, j. 13/04/2018). Tendo em vista que a solução dessa questão exige apenas interpretação do V. Acórdão proferido no Recurso Extraordinário 564.354/SE e das disposições dos arts. 14 e 5... das Emendas 20 e 41, não merece prevalecer o entendimento de que o julgamento exige exame ou reexame do suporte fático probatório da demanda, esbarrando na R. Súmula 279/E.Supremo Tribunal Federal.” (fls. 289 e 289 v.) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19FC-8C8F-4592-FA7F e senha 3558-4CC5-B9A4-4BDA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 295 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928.948 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos, consignou que não foi comprovada a existência de diferenças a serem recebidas pela aplicação imediata dos tetos previstos pelas Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003. Destaco passagem ilustrativa da decisão do relator da apelação, em juízo de adequação do acórdão ao paradigma desta Corte: “Assim, para haver vantagem financeira com a majoração dos tetos previstos nas Emendas Constitucionais 20/98 e 41/2003, é de rigor que o benefício do segurado tenha sido limitado ao teto máximo de pagamento previsto na legislação previdenciária à época da publicação das Emendas citadas. Ocorre que, no caso dos autos, o benefício do autor foi concedido anteriormente ao advento da Constituição da República de 1988. Nessa linha, cabe salientar que o E. Supremo Tribunal Federal vem se posicionando no sentido de que a orientação firmada no Recurso Extraordinário 564.354/SE não impôs limites temporais, podendo, assim, ser aplicada aos benefícios concedidos antes da promulgação da Constituição da República de 1988. Cabe ressaltar, ainda, que de acordo com a sistemática de cálculo da renda mensal inicial dos benefícios concedidos antes da vigência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928.948 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos, consignou que não foi comprovada a existência de diferenças a serem recebidas pela aplicação imediata dos tetos previstos pelas Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003. Destaco passagem ilustrativa da decisão do relator da apelação, em juízo de adequação do acórdão ao paradigma desta Corte: “Assim, para haver vantagem financeira com a majoração dos tetos previstos nas Emendas Constitucionais 20/98 e 41/2003, é de rigor que o benefício do segurado tenha sido limitado ao teto máximo de pagamento previsto na legislação previdenciária à época da publicação das Emendas citadas. Ocorre que, no caso dos autos, o benefício do autor foi concedido anteriormente ao advento da Constituição da República de 1988. Nessa linha, cabe salientar que o E. Supremo Tribunal Federal vem se posicionando no sentido de que a orientação firmada no Recurso Extraordinário 564.354/SE não impôs limites temporais, podendo, assim, ser aplicada aos benefícios concedidos antes da promulgação da Constituição da República de 1988. Cabe ressaltar, ainda, que de acordo com a sistemática de cálculo da renda mensal inicial dos benefícios concedidos antes da vigência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 296 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 928948 ED-ED-AGR / SP atual Carta Magna, somente eram corrigidos monetariamente os 24 salários de contribuição anteriores aos 12 últimos, com a utilização do menor e do maior valor teto, na forma prevista na CLPS (arts. 37 e 40 do Decreto 83.080/79 e arts. 21 e 23 do Decreto 84.312/84). O art. 58 do ADCT determinou o restabelecimento do poder aquisitivo dos benefícios mantidos pela previdência social na data da promulgação da Constituição da República de 1988, de acordo com número de salários mínimos que estes tinham na data da sua concessão. Art. 58. Os benefícios de prestação continuada, mantidos pela previdência social na data da promulgação da Constituição, terão seus valores revistos, a fim de que seja restabelecido o poder aquisitivo, expresso em número de salários mínimos, que tinham na data de sua concessão, obedecendo-se a esse critério de atualização até a implantação do plano de custeio e benefícios referidos no artigo seguinte. Parágrafo único. As prestações mensais dos benefícios atualizadas de acordo com este artigo serão devidas e pagas a partir do sétimo mês a contar da promulgação da Constituição. Assim, a aplicação da orientação adotada pelo E. Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 564.354/SE deve ser efetuada sobre a evolução da renda mensal inicial na forma calculada de acordo com o regramento vigente na data da concessão do benefício, pois a evolução simples do resultado da média dos salários de contribuição apurados na data da concessão, com a aplicação do art. 58 do ADCT com base na aludida média, ainda que indiretamente, implica alteração do critério de apuração da renda mensal inicial, o que não foi objeto do julgamento realizado pela Suprema Corte, ou seja, a média dos salários de contribuição representa o salário de benefício e não a renda mensal inicial, que não cabe ser revista no presente feito. Desse modo, em tese, poderia o autor fazer jus à readequação do reajuste do seu benefício aos tetos previstos nas Emendas Constitucionais 20/98 e 41/2003, levando-se em consideração a evolução da respectiva renda mensal inicial fixada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 928948 ED-ED-AGR / SP atual Carta Magna, somente eram corrigidos monetariamente os 24 salários de contribuição anteriores aos 12 últimos, com a utilização do menor e do maior valor teto, na forma prevista na CLPS (arts. 37 e 40 do Decreto 83.080/79 e arts. 21 e 23 do Decreto 84.312/84). O art. 58 do ADCT determinou o restabelecimento do poder aquisitivo dos benefícios mantidos pela previdência social na data da promulgação da Constituição da República de 1988, de acordo com número de salários mínimos que estes tinham na data da sua concessão. Art. 58. Os benefícios de prestação continuada, mantidos pela previdência social na data da promulgação da Constituição, terão seus valores revistos, a fim de que seja restabelecido o poder aquisitivo, expresso em número de salários mínimos, que tinham na data de sua concessão, obedecendo-se a esse critério de atualização até a implantação do plano de custeio e benefícios referidos no artigo seguinte. Parágrafo único. As prestações mensais dos benefícios atualizadas de acordo com este artigo serão devidas e pagas a partir do sétimo mês a contar da promulgação da Constituição. Assim, a aplicação da orientação adotada pelo E. Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 564.354/SE deve ser efetuada sobre a evolução da renda mensal inicial na forma calculada de acordo com o regramento vigente na data da concessão do benefício, pois a evolução simples do resultado da média dos salários de contribuição apurados na data da concessão, com a aplicação do art. 58 do ADCT com base na aludida média, ainda que indiretamente, implica alteração do critério de apuração da renda mensal inicial, o que não foi objeto do julgamento realizado pela Suprema Corte, ou seja, a média dos salários de contribuição representa o salário de benefício e não a renda mensal inicial, que não cabe ser revista no presente feito. Desse modo, em tese, poderia o autor fazer jus à readequação do reajuste do seu benefício aos tetos previstos nas Emendas Constitucionais 20/98 e 41/2003, levando-se em consideração a evolução da respectiva renda mensal inicial fixada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 297 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 928948 ED-ED-AGR / SP administrativamente. Todavia, não restou demonstrado nos autos que a evolução da renda mensal inicial apurada administrativamente acarretaria diferenças decorrentes dos tetos previstos nas Emendas Constitucionais 20/98 e 41/2003. Portanto, não se nota qualquer contraste entre o julgamento proferido por esta 10... Turma e a orientação do Supremo Tribunal Federal, restando afastada a possibilidade de retratação.” (fls. 233-234) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. READEQUAÇÃO AO TETO. BENEFÍCIOS NÃO LIMITADOS À ÉPOCA DA CONCESSÃO. REVISÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. RECURSO DESPROVIDO. 1. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no julgamento do Recurso Extraordinário 564.354- RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 76, DJe de 15/2/2011), assentou que o artigo 14 da EC 20/1998 e o artigo 5... da EC 41/2003 se aplicam aos benefícios que foram limitados ao teto do Regime Geral de Previdência estabelecido antes da vigência dessas normas. 2. No caso concreto, o Tribunal de origem afirmou que não ocorreu limitação do benefício ao teto do Regime Geral de Previdência. Para divergir desse entendimento, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, e a análise das legislações ordinárias aplicáveis à época da concessão do benefício previdenciário, a revelar que eventual ofensa à Constituição Federal teria natureza meramente reflexa e, por conseguinte, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 928948 ED-ED-AGR / SP administrativamente. Todavia, não restou demonstrado nos autos que a evolução da renda mensal inicial apurada administrativamente acarretaria diferenças decorrentes dos tetos previstos nas Emendas Constitucionais 20/98 e 41/2003. Portanto, não se nota qualquer contraste entre o julgamento proferido por esta 10... Turma e a orientação do Supremo Tribunal Federal, restando afastada a possibilidade de retratação.” (fls. 233-234) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. READEQUAÇÃO AO TETO. BENEFÍCIOS NÃO LIMITADOS À ÉPOCA DA CONCESSÃO. REVISÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. RECURSO DESPROVIDO. 1. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no julgamento do Recurso Extraordinário 564.354- RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 76, DJe de 15/2/2011), assentou que o artigo 14 da EC 20/1998 e o artigo 5... da EC 41/2003 se aplicam aos benefícios que foram limitados ao teto do Regime Geral de Previdência estabelecido antes da vigência dessas normas. 2. No caso concreto, o Tribunal de origem afirmou que não ocorreu limitação do benefício ao teto do Regime Geral de Previdência. Para divergir desse entendimento, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, e a análise das legislações ordinárias aplicáveis à época da concessão do benefício previdenciário, a revelar que eventual ofensa à Constituição Federal teria natureza meramente reflexa e, por conseguinte, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 298 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 928948 ED-ED-AGR / SP insuscetível de descerrar a estreita via do apelo extremo. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” (Recurso Extraordinário 1.062.107-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 6/3/2018) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdenciário. Benefício. Revisão. Recurso Extraordinário n 564.354/SE-RG. Inaplicabilidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir da análise do conjunto fático-probatório dos autos, concluiu que o ora agravante jamais teve o valor de seu benefício reduzido em razão da aplicação de limitador previdenciário. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 828.256-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 28/4/2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 962.263-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 29/8/2016). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Previdenciário. 3. Revisão de renda mensal inicial. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 928948 ED-ED-AGR / SP insuscetível de descerrar a estreita via do apelo extremo. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” (Recurso Extraordinário 1.062.107-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 6/3/2018) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdenciário. Benefício. Revisão. Recurso Extraordinário n 564.354/SE-RG. Inaplicabilidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir da análise do conjunto fático-probatório dos autos, concluiu que o ora agravante jamais teve o valor de seu benefício reduzido em razão da aplicação de limitador previdenciário. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 828.256-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 28/4/2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 962.263-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 29/8/2016). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Previdenciário. 3. Revisão de renda mensal inicial. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 299 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 928948 ED-ED-AGR / SP nega provimento.” (ARE 871.031-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 3/6/2015). Ainda que superado referido óbice, observo que subsiste o fundamento do Tribunal de origem acerca da impossibilidade de alterar os critérios de apuração da renda mensal inicial pela aplicação do artigo 58 do ADCT sobre o salário de benefício. Confira-se novamente trecho da decisão da origem: “Cabe ressaltar, ainda, que de acordo com a sistemática de cálculo da renda mensal inicial dos benefícios concedidos antes da vigência da atual Carta Magna, somente eram corrigidos monetariamente os 24 salários de contribuição anteriores aos 12 últimos, com a utilização do menor e do maior valor teto, na forma prevista na CLPS (arts. 37 e 40 do Decreto 83.080/79 e arts. 21 e 23 do Decreto 84.312/84). O art. 58 do ADCT determinou o restabelecimento do poder aquisitivo dos benefícios mantidos pela previdência social na data da promulgação da Constituição da República de 1988, de acordo com número de salários mínimos que estes tinham na data da sua concessão. (...) Assim, a aplicação da orientação adotada pelo E. Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 564.354/SE deve ser efetuada sobre a evolução da renda mensal inicial na forma calculada de acordo com o regramento vigente na data da concessão do benefício, pois a evolução simples do resultado da média dos salários de contribuição apurados na data da concessão, com a aplicação do art. 58 do ADCT com base na aludida média, ainda que indiretamente, implica alteração do critério de apuração da renda mensal inicial, o que não foi objeto do julgamento realizado pela Suprema Corte, ou seja, a média dos salários de contribuição representa o salário de benefício e não a renda mensal inicial, que não cabe ser revista no presente feito.” (fls. 233 v.) Nada obstante, a parte ora recorrente, nas razões do recurso 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 928948 ED-ED-AGR / SP nega provimento.” (ARE 871.031-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 3/6/2015). Ainda que superado referido óbice, observo que subsiste o fundamento do Tribunal de origem acerca da impossibilidade de alterar os critérios de apuração da renda mensal inicial pela aplicação do artigo 58 do ADCT sobre o salário de benefício. Confira-se novamente trecho da decisão da origem: “Cabe ressaltar, ainda, que de acordo com a sistemática de cálculo da renda mensal inicial dos benefícios concedidos antes da vigência da atual Carta Magna, somente eram corrigidos monetariamente os 24 salários de contribuição anteriores aos 12 últimos, com a utilização do menor e do maior valor teto, na forma prevista na CLPS (arts. 37 e 40 do Decreto 83.080/79 e arts. 21 e 23 do Decreto 84.312/84). O art. 58 do ADCT determinou o restabelecimento do poder aquisitivo dos benefícios mantidos pela previdência social na data da promulgação da Constituição da República de 1988, de acordo com número de salários mínimos que estes tinham na data da sua concessão. (...) Assim, a aplicação da orientação adotada pelo E. Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 564.354/SE deve ser efetuada sobre a evolução da renda mensal inicial na forma calculada de acordo com o regramento vigente na data da concessão do benefício, pois a evolução simples do resultado da média dos salários de contribuição apurados na data da concessão, com a aplicação do art. 58 do ADCT com base na aludida média, ainda que indiretamente, implica alteração do critério de apuração da renda mensal inicial, o que não foi objeto do julgamento realizado pela Suprema Corte, ou seja, a média dos salários de contribuição representa o salário de benefício e não a renda mensal inicial, que não cabe ser revista no presente feito.” (fls. 233 v.) Nada obstante, a parte ora recorrente, nas razões do recurso 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 300 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 928948 ED-ED-AGR / SP extraordinário, não impugnou esse fundamento, veiculando apenas argumentação no sentido de que o benefício já havia sido desfalcado pela incidência dos tetos previstos na legislação anterior à Constituição Federal de 1988, razão pela qual seria necessária a correção do salário de benefício até às datas das Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003. Ao assim proceder, deixou de atacar as razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Incide, na espécie, o enunciado da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/2/2007). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 928948 ED-ED-AGR / SP extraordinário, não impugnou esse fundamento, veiculando apenas argumentação no sentido de que o benefício já havia sido desfalcado pela incidência dos tetos previstos na legislação anterior à Constituição Federal de 1988, razão pela qual seria necessária a correção do salário de benefício até às datas das Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003. Ao assim proceder, deixou de atacar as razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Incide, na espécie, o enunciado da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/2/2007). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 301 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 928948 ED-ED-AGR / SP advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015), ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3..., do referido código. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 928948 ED-ED-AGR / SP advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015), ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3..., do referido código. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F81-B284-89FA-CA45 e senha FA05-B59F-9959-E2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 302 Extrato de Ata - 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928.948 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS DA SILVA ADV.(A/S) : CARINA CONFORTI SLEIMAN (244799/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEE-D33D-11DC-B610 e senha 6709-ED91-C452-CBAE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928.948 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS DA SILVA ADV.(A/S) : CARINA CONFORTI SLEIMAN (244799/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEE-D33D-11DC-B610 e senha 6709-ED91-C452-CBAE Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11 303
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928 . 948", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 928948", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "ARE n 1 . 085 . 209 / SP", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "Súmula 279 / E .", "Recurso Extraordinário 928948 ED - ED - AGR / SP", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "ARE n 1 . 085 . 209 / SP", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "Súmula 279 / E .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928 . 948", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928 . 948", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "Recurso Extraordinário 928948 ED - ED - AGR /", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "Recurso Extraordinário 928948 ED - ED - AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 564 . 354 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 928948 ED - ED - AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "EMENDAS", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 564 . 354 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 928948 ED - ED - AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1 . 062 . 107 - AgR", "Recurso Extraordinário n 564 . 354 / SE - RG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 828 . 256 - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 962 . 263 - AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 928948 ED - ED - AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1 . 062 . 107 - AgR", "Recurso Extraordinário n 564 . 354 / SE - RG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 828 . 256 - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 962 . 263 - AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 928948 ED - ED - AGR / SP", "ARE 871 . 031 - AgR", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "Recurso Extraordinário 928948 ED - ED -", "ARE 871 . 031 - AgR", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "Recurso Extraordinário 928948", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AI 489 . 247 - AgR", "Recurso Extraordinário 928948 ED - ED - AGR / SP", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AI 489 . 247 - AgR", "Recurso Extraordinário 928948 ED - ED - AGR / SP", "Recurso Extraordinário 928948 ED - ED - AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928 . 948", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 928 . 948" ], "LEGISLACAO": [ "EMENDAS", "20 /", "1998", "41", "/", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Emendas Constitucionais 20 / 1998", "41", "/", "2003", "Emendas Constitucionais 20 / 98", "41", "/", "2003", "Constituição da República de 1988", "Constituição da República de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas Constitucionais 20 / 1998", "41", "/", "2003", "Emendas Constitucionais 20 / 98", "41", "/", "2003", "Constituição da República de 1988", "Constituição da República de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "arts . 37 e 40 do Decreto 83 . 080 / 79", "arts . 21 e 23 do Decreto 84 . 312 / 84", "Constituição da República de 1988", "Constituição", "Emendas Constitucionais 20 / 98", "41", "/", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "CLPS", "arts . 37 e 40 do Decreto 83 . 080 / 79", "arts . 21 e 23 do Decreto 84 . 312 / 84", "Constituição da República de 1988", "Constituição", "Constituição", "art . 58 do ADCT", "Emendas Constitucionais 20 / 98", "41", "/", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas Constitucionais 20 / 98", "41", "/", "2003", "41", "artigo 14 da EC 20 / 1998", "artigo 5 . . . da EC 41 / 2003", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas Constitucionais 20 / 98", "41", "/", "2003", "artigo 14 da EC 20 / 1998", "artigo 5 . . . da EC 41 / 2003", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . E § 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . 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2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "INSS", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "INSS", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "TRF", "/", "3", "R", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TRF", "/", "3", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "JOSÉ CARLOS DA SILVA", "CARINA CONFORTI SLEIMAN", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "JOSÉ CARLOS DA SILVA", "CARINA CONFORTI SLEIMAN", "LUIZ FUX", "JOSÉ CARLOS DA SILVA", "LUIZ FUX", "JOSÉ CARLOS DA SILVA", "CARINA CONFORTI SLEIMAN", "LUIZ FUX", "JOSÉ CARLOS DA SILVA", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Alexandre de Moraes", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "JOSÉ CARLOS DA SILVA", "CARINA CONFORTI SLEIMAN", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "LUIZ FUX", "JOSÉ CARLOS DA SILVA", "CARINA CONFORTI SLEIMAN", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "19", "/", "11", "/", "2018", "9", "16", ".", "11", ".", "2018", "19 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "2", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "2", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "3", "/", "2018", "28", "/", "4", "/", "2015", "29", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "3", "/", "2018", "28", "/", "4", "/", "2015", "29", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "6", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "6", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "2", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "2", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "11", ".", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.239 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :M.V.L.S.F. ADV.(A/S) :JACKSON DI DOMENICO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :SERGIO FERREIRA TAMANINI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Declaração de nulidade de sentença homologatória de acordo de união estável. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame de provas e documentos constantes dos autos, tampouco para a análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 8 a 14/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de junho de 2018. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633624. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1125239 AGR / DF MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633624. Supremo Tribunal Federal ARE 1125239 AGR / DF MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.239 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :M.V.L.S.F. ADV.(A/S) :JACKSON DI DOMENICO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :SERGIO FERREIRA TAMANINI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): M.V.L.S.F. interpôs tempestivo agravo regimental, em 25/5/18, contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão da 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, assim ementado: ‘DECLARATÓRIA DE NULIDADE. MINISTÉRIO PÚBLICO. SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA. ACORDO DE UNIÃO ESTÁVEL. PENSÃO POR MORTE. ESPOSA. CONCUBINA. HONORÁRIOS. I - Declarada nula a sentença homologatória do acordo de união estável em razão da prova do conluio entre o falecido e a requerida, cujo objetivo era transferir a pensão para a concubina. II - Demonstrado que o falecido não estava separado de fato de sua esposa, está caracterizado o impedimento Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.239 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :M.V.L.S.F. ADV.(A/S) :JACKSON DI DOMENICO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :SERGIO FERREIRA TAMANINI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): M.V.L.S.F. interpôs tempestivo agravo regimental, em 25/5/18, contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão da 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, assim ementado: ‘DECLARATÓRIA DE NULIDADE. MINISTÉRIO PÚBLICO. SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA. ACORDO DE UNIÃO ESTÁVEL. PENSÃO POR MORTE. ESPOSA. CONCUBINA. HONORÁRIOS. I - Declarada nula a sentença homologatória do acordo de união estável em razão da prova do conluio entre o falecido e a requerida, cujo objetivo era transferir a pensão para a concubina. II - Demonstrado que o falecido não estava separado de fato de sua esposa, está caracterizado o impedimento Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 1125239 AGR / DF previsto no inc. VI do art. 1.521 do Código Civil para a constituição da união estável. III - De acordo com o art. 128, § 5º, inc. II “a”, da CF é vedado ao Ministério Público receber honorários advocatícios. IV – Apelação parcialmente provida.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 226, § 3º, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que as instâncias de origem concluíram que não restaram preenchidos os requisitos para a configuração da união estável em questão amparadas no conjunto fático-probatório constante dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, cujo reexame é incabível na via extraordinária. Incide, na espécie, a Súmula nº 279 desta Corte. Sobre o tema: ‘DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL. SÚMULA 279/STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Hipótese em que para dissentir do acórdão recorrido, quanto à existência ou não de união estável, seria necessária a análise do material fático-probatório dos autos, bem como da matéria infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE nº 860.250/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 14/12/15). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. UNIÃO ESTÁVEL. PENSÃO POR MORTE DE COMPANHEIRO. PREENCHIMENTO DOS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Supremo Tribunal Federal ARE 1125239 AGR / DF previsto no inc. VI do art. 1.521 do Código Civil para a constituição da união estável. III - De acordo com o art. 128, § 5º, inc. II “a”, da CF é vedado ao Ministério Público receber honorários advocatícios. IV – Apelação parcialmente provida.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 226, § 3º, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que as instâncias de origem concluíram que não restaram preenchidos os requisitos para a configuração da união estável em questão amparadas no conjunto fático-probatório constante dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, cujo reexame é incabível na via extraordinária. Incide, na espécie, a Súmula nº 279 desta Corte. Sobre o tema: ‘DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL. SÚMULA 279/STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Hipótese em que para dissentir do acórdão recorrido, quanto à existência ou não de união estável, seria necessária a análise do material fático-probatório dos autos, bem como da matéria infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE nº 860.250/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 14/12/15). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. UNIÃO ESTÁVEL. PENSÃO POR MORTE DE COMPANHEIRO. PREENCHIMENTO DOS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 1125239 AGR / DF REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. 1. A jurisprudência do STF é firme no sentido de que a aferição do preenchimento dos requisitos para a caracterização da união estável, para fins de concessão de benefício previdenciário, demanda o exame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional de índole local, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Súmulas 279 e 280 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 903.532/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 20/10/15). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. 3. União estável. Reconhecimento e regime de separação. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Enunciado 279 da Súmula do STF. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE nº 892.555/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 26/8/15). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE DE MILITAR. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL OU DE SUA DURAÇÃO ATÉ A DATA DO ÓBITO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL OU DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 767.655/RJ- AgR, Segunda Turma, Relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11/11/13). Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Supremo Tribunal Federal ARE 1125239 AGR / DF REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. 1. A jurisprudência do STF é firme no sentido de que a aferição do preenchimento dos requisitos para a caracterização da união estável, para fins de concessão de benefício previdenciário, demanda o exame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional de índole local, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Súmulas 279 e 280 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 903.532/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 20/10/15). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. 3. União estável. Reconhecimento e regime de separação. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Enunciado 279 da Súmula do STF. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE nº 892.555/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 26/8/15). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE DE MILITAR. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL OU DE SUA DURAÇÃO ATÉ A DATA DO ÓBITO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL OU DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 767.655/RJ- AgR, Segunda Turma, Relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11/11/13). Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 1125239 AGR / DF majoração dos honorários prevista no artigo 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste a ora agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 226, § 3º, da Constituição Federal. Sustenta que a solução da controvérsia não dependeria da análise da legislação infraconstitucional, tampouco do reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Aduz, in verbis, que “(...) todo o escorço fático necessário ao deslinde da controvérsia está delineado nos acórdãos recorridos, permitindo a necessária revaloração a fim de evitar equivocada aplicação da norma constitucional. Trata-se apenas de se conceder definição jurídica diversa de fatos expressamente mencionados nos acórdãos dos Tribunais a quo. (…) Não obstante, a controvérsia versada por meio do recurso extraordinário, ao qual o presente agravo intenta dar prosseguimento, teve sua repercussão geral reconhecida no RE 669.465 RG/ES”. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Supremo Tribunal Federal ARE 1125239 AGR / DF majoração dos honorários prevista no artigo 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste a ora agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 226, § 3º, da Constituição Federal. Sustenta que a solução da controvérsia não dependeria da análise da legislação infraconstitucional, tampouco do reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Aduz, in verbis, que “(...) todo o escorço fático necessário ao deslinde da controvérsia está delineado nos acórdãos recorridos, permitindo a necessária revaloração a fim de evitar equivocada aplicação da norma constitucional. Trata-se apenas de se conceder definição jurídica diversa de fatos expressamente mencionados nos acórdãos dos Tribunais a quo. (…) Não obstante, a controvérsia versada por meio do recurso extraordinário, ao qual o presente agravo intenta dar prosseguimento, teve sua repercussão geral reconhecida no RE 669.465 RG/ES”. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.239 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido: “Da união estável Verifica-se que o de cujus – Sr. J. E. de P. Era casado com Á. N. de P. desde 24/03/64 (fl. 97) até 20/08/11 (fl. 99), data do falecimento da esposa. A prova testemunhal, colhida em audiência de instrução e julgamento realizada em 18/03/15, comprova que o Sr. J. E. de P. estava casado e vivia com sua esposa durante o período em que se relacionou com a apelante- autora. Vejamos: (…) Na presente demanda, portanto, está provado que na época do alegado período de convivência, o de cujus já era casado e vivia com sua esposa. Evidente que o Sr. J. E. de P. e a ré mantiveram um relacionamento amoroso por mais de uma década, do qual nasceu uma filha; contudo esse relacionamento não configura união estável. Nos termos do art. 1723, § 1º, do CC, ‘(…)’; no entanto, a ressalva prevista na parte final do dispositivo não se aplica à lide, pois o de cujus não estava separado de fato de sua esposa. Nesse sentido, a jurisprudência do e. TJDFT, in verbis: (…) Com a licença da Exmo. Procurador de Justiça Jair Meurer Ribeiro, transcrevo os fundamentos do r. parecer para adotá-los como razões de decidir, in verbis: ‘(…) Diante da existência de tal impedimento, não há como ser reconhecido como união estável o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.239 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido: “Da união estável Verifica-se que o de cujus – Sr. J. E. de P. Era casado com Á. N. de P. desde 24/03/64 (fl. 97) até 20/08/11 (fl. 99), data do falecimento da esposa. A prova testemunhal, colhida em audiência de instrução e julgamento realizada em 18/03/15, comprova que o Sr. J. E. de P. estava casado e vivia com sua esposa durante o período em que se relacionou com a apelante- autora. Vejamos: (…) Na presente demanda, portanto, está provado que na época do alegado período de convivência, o de cujus já era casado e vivia com sua esposa. Evidente que o Sr. J. E. de P. e a ré mantiveram um relacionamento amoroso por mais de uma década, do qual nasceu uma filha; contudo esse relacionamento não configura união estável. Nos termos do art. 1723, § 1º, do CC, ‘(…)’; no entanto, a ressalva prevista na parte final do dispositivo não se aplica à lide, pois o de cujus não estava separado de fato de sua esposa. Nesse sentido, a jurisprudência do e. TJDFT, in verbis: (…) Com a licença da Exmo. Procurador de Justiça Jair Meurer Ribeiro, transcrevo os fundamentos do r. parecer para adotá-los como razões de decidir, in verbis: ‘(…) Diante da existência de tal impedimento, não há como ser reconhecido como união estável o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1125239 AGR / DF relacionamento tido pelo falecido com a Apelante, devendo-se considerar, ainda, a ausência de demonstração do intuito de constituir família com esta. Nesse contexto, restou evidente a intenção de utilizar-se do acordo de alimentos em questão para conseguir posterior pensão por morte de J. E., o que, como se observa, foi alcançado, eis que a Apelante percebe tal benefício. Como salientado acima, a própria Apelante afirma que resolveram celebrar citado acordo diante da exoneração do pagamento de pensão alimentícia por J. E. à filha do casal. Assim, resta indene de dúvidas que o acordo entabulado é nulo.’ (…).” Desse modo, é certo que o Tribunal de origem concluiu, com fundamento nos fatos e nas provas dos autos, que teria ficado comprovado o conluio entre o de cujus e a ora agravante e, por isso, declarou-se nula a sentença homologatória do acordo de união estável firmado, tendo em vista não estar caracterizada a união estável entre as partes. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa e a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. UNIÃO ESTÁVEL. NÃO CARACTERIZADA. SÚMULA 279/STF. 1. A presente causa foi decidida com base na análise dos fatos e provas constantes nos autos. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (ARE nº 1.111.434/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Supremo Tribunal Federal ARE 1125239 AGR / DF relacionamento tido pelo falecido com a Apelante, devendo-se considerar, ainda, a ausência de demonstração do intuito de constituir família com esta. Nesse contexto, restou evidente a intenção de utilizar-se do acordo de alimentos em questão para conseguir posterior pensão por morte de J. E., o que, como se observa, foi alcançado, eis que a Apelante percebe tal benefício. Como salientado acima, a própria Apelante afirma que resolveram celebrar citado acordo diante da exoneração do pagamento de pensão alimentícia por J. E. à filha do casal. Assim, resta indene de dúvidas que o acordo entabulado é nulo.’ (…).” Desse modo, é certo que o Tribunal de origem concluiu, com fundamento nos fatos e nas provas dos autos, que teria ficado comprovado o conluio entre o de cujus e a ora agravante e, por isso, declarou-se nula a sentença homologatória do acordo de união estável firmado, tendo em vista não estar caracterizada a união estável entre as partes. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa e a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. UNIÃO ESTÁVEL. NÃO CARACTERIZADA. SÚMULA 279/STF. 1. A presente causa foi decidida com base na análise dos fatos e provas constantes nos autos. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (ARE nº 1.111.434/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1125239 AGR / DF Roberto Barroso, DJe de 25/5/18). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA. COMPROVAÇÃO. TRIBUNAL DE ORIGEM. CONVIVÊNCIA. UNIÃO ESTÁVEL. DATA DO ÓBITO. NECESSIDADE. ANÁLISE. CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. APLICAÇÃO DE MULTA. HONORÁRIOS MAJORADOS. I – No Tribunal de origem foi comprovada a dissolução da união estável em momento anterior à data do óbito do segurado. II - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever o conjunto fático-probatório (Súmula 279/STF) e as normas infraconstitucionais. A afronta à Constituição, se ocorresse, seria apenas indireta. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa” (ARE nº 1.096.152/PE- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/4/18). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. União estável. Requisitos para concessão de pensão por morte de companheiro. Matéria infraconstitucional. Revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das súmulas 279 e 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 962.443/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/11/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. UNIÃO ESTÁVEL. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Supremo Tribunal Federal ARE 1125239 AGR / DF Roberto Barroso, DJe de 25/5/18). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA. COMPROVAÇÃO. TRIBUNAL DE ORIGEM. CONVIVÊNCIA. UNIÃO ESTÁVEL. DATA DO ÓBITO. NECESSIDADE. ANÁLISE. CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. APLICAÇÃO DE MULTA. HONORÁRIOS MAJORADOS. I – No Tribunal de origem foi comprovada a dissolução da união estável em momento anterior à data do óbito do segurado. II - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever o conjunto fático-probatório (Súmula 279/STF) e as normas infraconstitucionais. A afronta à Constituição, se ocorresse, seria apenas indireta. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa” (ARE nº 1.096.152/PE- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/4/18). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. União estável. Requisitos para concessão de pensão por morte de companheiro. Matéria infraconstitucional. Revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das súmulas 279 e 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 962.443/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/11/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. UNIÃO ESTÁVEL. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1125239 AGR / DF HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, PARÁGRAFOS 2º, 3º e 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 952.771/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/6/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. UNIÃO ESTÁVEL. CONFIGURAÇÃO. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE nº 870.251/CE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 28/5/15). Ademais, ao contrário do que alega a agravante, a matéria ora em análise – declaração de nulidade de sentença homologatória de acordo de união estável - diverge daquela tratada no recurso apontado como paradigma, RE nº 669.465/ES-RG (Tema nº 526 – RE nº 883.168/SC), o qual cuida de questão concernente à possibilidade do concubinato de longa duração gerar efeitos previdenciários. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e, caso seja unânime a votação, condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Supremo Tribunal Federal ARE 1125239 AGR / DF HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, PARÁGRAFOS 2º, 3º e 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 952.771/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/6/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. UNIÃO ESTÁVEL. CONFIGURAÇÃO. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE nº 870.251/CE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 28/5/15). Ademais, ao contrário do que alega a agravante, a matéria ora em análise – declaração de nulidade de sentença homologatória de acordo de união estável - diverge daquela tratada no recurso apontado como paradigma, RE nº 669.465/ES-RG (Tema nº 526 – RE nº 883.168/SC), o qual cuida de questão concernente à possibilidade do concubinato de longa duração gerar efeitos previdenciários. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e, caso seja unânime a votação, condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.239 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : M.V.L.S.F. ADV.(A/S) : JACKSON DI DOMENICO (18493/DF, 22245/GO) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : SERGIO FERREIRA TAMANINI (0026350/DF) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122539 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.239 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : M.V.L.S.F. ADV.(A/S) : JACKSON DI DOMENICO (18493/DF, 22245/GO) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : SERGIO FERREIRA TAMANINI (0026350/DF) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122539 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747650574
2018-06-15T00:00:00
2018-06-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Declaração de nulidade de sentença homologatória de acordo de união estável. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame de provas e documentos constantes dos autos, tampouco para a análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa.
sjur387484
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) ARE 870251 AgR (1ªT), ARE 952771 AgR (2ªT), ARE 962443 AgR (2ªT), ARE 1096152 AgR (2ªT), ARE 1111434 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 09/07/2018, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
1125239
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1125239 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : M.V.L.S.F. ADV.(A/S) : JACKSON DI DOMENICO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : SERGIO FERREIRA TAMANINI AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
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Ementa e Acórdão 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.239 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :M.V.L.S.F. ADV.(A/S) :JACKSON DI DOMENICO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :SERGIO FERREIRA TAMANINI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Declaração de nulidade de sentença homologatória de acordo de união estável. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame de provas e documentos constantes dos autos, tampouco para a análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 8 a 14/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de junho de 2018. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633624. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1125239 AGR / DF MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633624. Supremo Tribunal Federal ARE 1125239 AGR / DF MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.239 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :M.V.L.S.F. ADV.(A/S) :JACKSON DI DOMENICO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :SERGIO FERREIRA TAMANINI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): M.V.L.S.F. interpôs tempestivo agravo regimental, em 25/5/18, contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão da 6... Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, assim ementado: ‘DECLARATÓRIA DE NULIDADE. MINISTÉRIO PÚBLICO. SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA. ACORDO DE UNIÃO ESTÁVEL. PENSÃO POR MORTE. ESPOSA. CONCUBINA. HONORÁRIOS. I - Declarada nula a sentença homologatória do acordo de união estável em razão da prova do conluio entre o falecido e a requerida, cujo objetivo era transferir a pensão para a concubina. II - Demonstrado que o falecido não estava separado de fato de sua esposa, está caracterizado o impedimento Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.239 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :M.V.L.S.F. ADV.(A/S) :JACKSON DI DOMENICO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :SERGIO FERREIRA TAMANINI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): M.V.L.S.F. interpôs tempestivo agravo regimental, em 25/5/18, contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão da 6... Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, assim ementado: ‘DECLARATÓRIA DE NULIDADE. MINISTÉRIO PÚBLICO. SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA. ACORDO DE UNIÃO ESTÁVEL. PENSÃO POR MORTE. ESPOSA. CONCUBINA. HONORÁRIOS. I - Declarada nula a sentença homologatória do acordo de união estável em razão da prova do conluio entre o falecido e a requerida, cujo objetivo era transferir a pensão para a concubina. II - Demonstrado que o falecido não estava separado de fato de sua esposa, está caracterizado o impedimento Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 1125239 AGR / DF previsto no inc. VI do art. 1.521 do Código Civil para a constituição da união estável. III - De acordo com o art. 128, § 5..., inc. II “a”, da Constituição Federal de 1988 é vedado ao Ministério Público receber honorários advocatícios. IV – Apelação parcialmente provida.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 226, § 3..., da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que as instâncias de origem concluíram que não restaram preenchidos os requisitos para a configuração da união estável em questão amparadas no conjunto fático-probatório constante dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, cujo reexame é incabível na via extraordinária. Incide, na espécie, a Súmula n 279 desta Corte. Sobre o tema: ‘DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Hipótese em que para dissentir do acórdão recorrido, quanto à existência ou não de união estável, seria necessária a análise do material fático-probatório dos autos, bem como da matéria infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE n 860.250/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 14/12/15). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. UNIÃO ESTÁVEL. PENSÃO POR MORTE DE COMPANHEIRO. PREENCHIMENTO DOS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Supremo Tribunal Federal ARE 1125239 AGR / DF previsto no inc. VI do art. 1.521 do Código Civil para a constituição da união estável. III - De acordo com o art. 128, § 5..., inc. II “a”, da Constituição Federal de 1988 é vedado ao Ministério Público receber honorários advocatícios. IV – Apelação parcialmente provida.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 226, § 3..., da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que as instâncias de origem concluíram que não restaram preenchidos os requisitos para a configuração da união estável em questão amparadas no conjunto fático-probatório constante dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, cujo reexame é incabível na via extraordinária. Incide, na espécie, a Súmula n 279 desta Corte. Sobre o tema: ‘DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Hipótese em que para dissentir do acórdão recorrido, quanto à existência ou não de união estável, seria necessária a análise do material fático-probatório dos autos, bem como da matéria infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE n 860.250/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 14/12/15). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. UNIÃO ESTÁVEL. PENSÃO POR MORTE DE COMPANHEIRO. PREENCHIMENTO DOS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 1125239 AGR / DF REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a aferição do preenchimento dos requisitos para a caracterização da união estável, para fins de concessão de benefício previdenciário, demanda o exame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional de índole local, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 903.532/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 20/10/15). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. 3. União estável. Reconhecimento e regime de separação. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE n 892.555/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 26/8/15). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE DE MILITAR. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL OU DE SUA DURAÇÃO ATÉ A DATA DO ÓBITO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL OU DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 767.655/RJ- AgR, Segunda Turma, Relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11/11/13). Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Supremo Tribunal Federal ARE 1125239 AGR / DF REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a aferição do preenchimento dos requisitos para a caracterização da união estável, para fins de concessão de benefício previdenciário, demanda o exame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional de índole local, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 903.532/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 20/10/15). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. 3. União estável. Reconhecimento e regime de separação. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE n 892.555/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 26/8/15). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE DE MILITAR. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL OU DE SUA DURAÇÃO ATÉ A DATA DO ÓBITO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL OU DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 767.655/RJ- AgR, Segunda Turma, Relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11/11/13). Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 1125239 AGR / DF majoração dos honorários prevista no artigo 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste a ora agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 226, § 3..., da Constituição Federal. Sustenta que a solução da controvérsia não dependeria da análise da legislação infraconstitucional, tampouco do reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Aduz, in verbis, que “(...) todo o escorço fático necessário ao deslinde da controvérsia está delineado nos acórdãos recorridos, permitindo a necessária revaloração a fim de evitar equivocada aplicação da norma constitucional. Trata-se apenas de se conceder definição jurídica diversa de fatos expressamente mencionados nos acórdãos dos Tribunais a quo. (…) Não obstante, a controvérsia versada por meio do recurso extraordinário, ao qual o presente agravo intenta dar prosseguimento, teve sua repercussão geral reconhecida no Recurso Extraordinário 669.465 RG/ES”. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Supremo Tribunal Federal ARE 1125239 AGR / DF majoração dos honorários prevista no artigo 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste a ora agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 226, § 3..., da Constituição Federal. Sustenta que a solução da controvérsia não dependeria da análise da legislação infraconstitucional, tampouco do reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Aduz, in verbis, que “(...) todo o escorço fático necessário ao deslinde da controvérsia está delineado nos acórdãos recorridos, permitindo a necessária revaloração a fim de evitar equivocada aplicação da norma constitucional. Trata-se apenas de se conceder definição jurídica diversa de fatos expressamente mencionados nos acórdãos dos Tribunais a quo. (…) Não obstante, a controvérsia versada por meio do recurso extraordinário, ao qual o presente agravo intenta dar prosseguimento, teve sua repercussão geral reconhecida no Recurso Extraordinário 669.465 RG/ES”. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.239 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido: “Da união estável Verifica-se que o de cujus – Sr. J. E. de P. Era casado com Á. N. de P. desde 24/03/64 (fl. 97) até 20/08/11 (fl. 99), data do falecimento da esposa. A prova testemunhal, colhida em audiência de instrução e julgamento realizada em 18/03/15, comprova que o Sr. J. E. de P. estava casado e vivia com sua esposa durante o período em que se relacionou com a apelante- autora. Vejamos: (…) Na presente demanda, portanto, está provado que na época do alegado período de convivência, o de cujus já era casado e vivia com sua esposa. Evidente que o Sr. J. E. de P. e a ré mantiveram um relacionamento amoroso por mais de uma década, do qual nasceu uma filha; contudo esse relacionamento não configura união estável. Nos termos do art. 1723, § 1..., do Código Civil Brasileiro, ‘(…)’; no entanto, a ressalva prevista na parte final do dispositivo não se aplica à lide, pois o de cujus não estava separado de fato de sua esposa. Nesse sentido, a jurisprudência do e. TJDFT, in verbis: (…) Com a licença da Exmo. Procurador de Justiça Jair Meurer Ribeiro, transcrevo os fundamentos do r. parecer para adotá-los como razões de decidir, in verbis: ‘(…) Diante da existência de tal impedimento, não há como ser reconhecido como união estável o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.239 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido: “Da união estável Verifica-se que o de cujus – Sr. J. E. de P. Era casado com Á. N. de P. desde 24/03/64 (fl. 97) até 20/08/11 (fl. 99), data do falecimento da esposa. A prova testemunhal, colhida em audiência de instrução e julgamento realizada em 18/03/15, comprova que o Sr. J. E. de P. estava casado e vivia com sua esposa durante o período em que se relacionou com a apelante- autora. Vejamos: (…) Na presente demanda, portanto, está provado que na época do alegado período de convivência, o de cujus já era casado e vivia com sua esposa. Evidente que o Sr. J. E. de P. e a ré mantiveram um relacionamento amoroso por mais de uma década, do qual nasceu uma filha; contudo esse relacionamento não configura união estável. Nos termos do art. 1723, § 1..., do Código Civil Brasileiro, ‘(…)’; no entanto, a ressalva prevista na parte final do dispositivo não se aplica à lide, pois o de cujus não estava separado de fato de sua esposa. Nesse sentido, a jurisprudência do e. TJDFT, in verbis: (…) Com a licença da Exmo. Procurador de Justiça Jair Meurer Ribeiro, transcrevo os fundamentos do r. parecer para adotá-los como razões de decidir, in verbis: ‘(…) Diante da existência de tal impedimento, não há como ser reconhecido como união estável o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1125239 AGR / DF relacionamento tido pelo falecido com a Apelante, devendo-se considerar, ainda, a ausência de demonstração do intuito de constituir família com esta. Nesse contexto, restou evidente a intenção de utilizar-se do acordo de alimentos em questão para conseguir posterior pensão por morte de J. E., o que, como se observa, foi alcançado, eis que a Apelante percebe tal benefício. Como salientado acima, a própria Apelante afirma que resolveram celebrar citado acordo diante da exoneração do pagamento de pensão alimentícia por J. E. à filha do casal. Assim, resta indene de dúvidas que o acordo entabulado é nulo.’ (…).” Desse modo, é certo que o Tribunal de origem concluiu, com fundamento nos fatos e nas provas dos autos, que teria ficado comprovado o conluio entre o de cujus e a ora agravante e, por isso, declarou-se nula a sentença homologatória do acordo de união estável firmado, tendo em vista não estar caracterizada a união estável entre as partes. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa e a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. UNIÃO ESTÁVEL. NÃO CARACTERIZADA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A presente causa foi decidida com base na análise dos fatos e provas constantes nos autos. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (ARE n 1.111.434/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Supremo Tribunal Federal ARE 1125239 AGR / DF relacionamento tido pelo falecido com a Apelante, devendo-se considerar, ainda, a ausência de demonstração do intuito de constituir família com esta. Nesse contexto, restou evidente a intenção de utilizar-se do acordo de alimentos em questão para conseguir posterior pensão por morte de J. E., o que, como se observa, foi alcançado, eis que a Apelante percebe tal benefício. Como salientado acima, a própria Apelante afirma que resolveram celebrar citado acordo diante da exoneração do pagamento de pensão alimentícia por J. E. à filha do casal. Assim, resta indene de dúvidas que o acordo entabulado é nulo.’ (…).” Desse modo, é certo que o Tribunal de origem concluiu, com fundamento nos fatos e nas provas dos autos, que teria ficado comprovado o conluio entre o de cujus e a ora agravante e, por isso, declarou-se nula a sentença homologatória do acordo de união estável firmado, tendo em vista não estar caracterizada a união estável entre as partes. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa e a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. UNIÃO ESTÁVEL. NÃO CARACTERIZADA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A presente causa foi decidida com base na análise dos fatos e provas constantes nos autos. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (ARE n 1.111.434/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1125239 AGR / DF Roberto Barroso, DJe de 25/5/18). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA. COMPROVAÇÃO. TRIBUNAL DE ORIGEM. CONVIVÊNCIA. UNIÃO ESTÁVEL. DATA DO ÓBITO. NECESSIDADE. ANÁLISE. CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. APLICAÇÃO DE MULTA. HONORÁRIOS MAJORADOS. I – No Tribunal de origem foi comprovada a dissolução da união estável em momento anterior à data do óbito do segurado. II - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever o conjunto fático-probatório (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal) e as normas infraconstitucionais. A afronta à Constituição, se ocorresse, seria apenas indireta. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa” (ARE n 1.096.152/PE- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/4/18). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. União estável. Requisitos para concessão de pensão por morte de companheiro. Matéria infraconstitucional. Revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das súmulas 279 e 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 962.443/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/11/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. UNIÃO ESTÁVEL. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Supremo Tribunal Federal ARE 1125239 AGR / DF Roberto Barroso, DJe de 25/5/18). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA. COMPROVAÇÃO. TRIBUNAL DE ORIGEM. CONVIVÊNCIA. UNIÃO ESTÁVEL. DATA DO ÓBITO. NECESSIDADE. ANÁLISE. CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. APLICAÇÃO DE MULTA. HONORÁRIOS MAJORADOS. I – No Tribunal de origem foi comprovada a dissolução da união estável em momento anterior à data do óbito do segurado. II - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever o conjunto fático-probatório (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal) e as normas infraconstitucionais. A afronta à Constituição, se ocorresse, seria apenas indireta. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa” (ARE n 1.096.152/PE- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/4/18). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. União estável. Requisitos para concessão de pensão por morte de companheiro. Matéria infraconstitucional. Revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das súmulas 279 e 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 962.443/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/11/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. UNIÃO ESTÁVEL. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1125239 AGR / DF HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, PARÁGRAFOS 2..., 3... e 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 952.771/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/6/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. UNIÃO ESTÁVEL. CONFIGURAÇÃO. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE n 870.251/CE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 28/5/15). Ademais, ao contrário do que alega a agravante, a matéria ora em análise – declaração de nulidade de sentença homologatória de acordo de união estável - diverge daquela tratada no recurso apontado como paradigma, Recurso Extraordinário n 669.465/ES-RG (Tema n 526 – Recurso Extraordinário n 883.168/SC), o qual cuida de questão concernente à possibilidade do concubinato de longa duração gerar efeitos previdenciários. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e, caso seja unânime a votação, condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Supremo Tribunal Federal ARE 1125239 AGR / DF HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, PARÁGRAFOS 2..., 3... e 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 952.771/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/6/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. UNIÃO ESTÁVEL. CONFIGURAÇÃO. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE n 870.251/CE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 28/5/15). Ademais, ao contrário do que alega a agravante, a matéria ora em análise – declaração de nulidade de sentença homologatória de acordo de união estável - diverge daquela tratada no recurso apontado como paradigma, Recurso Extraordinário n 669.465/ES-RG (Tema n 526 – Recurso Extraordinário n 883.168/SC), o qual cuida de questão concernente à possibilidade do concubinato de longa duração gerar efeitos previdenciários. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e, caso seja unânime a votação, condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.239 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : M.V.L.S.F. ADV.(A/S) : JACKSON DI DOMENICO (18493/DF, 22245/GO) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : SERGIO FERREIRA TAMANINI (0026350/DF) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122539 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.239 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : M.V.L.S.F. ADV.(A/S) : JACKSON DI DOMENICO (18493/DF, 22245/GO) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : SERGIO FERREIRA TAMANINI (0026350/DF) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122539 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 125 . 239", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1125239 AGR / DF", "Súmula n 279 desta Corte", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 860 . 250 / DF - AgR", "ARE 1125239 AGR", "Súmula n 279 desta Corte", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 860 . 250 / DF - AgR", "Súmulas 279", "ARE n 903 . 532 / RS - AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 892 . 555 / RS - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 767 . 655 / RJ - AgR", "ARE 1125239", "Súmulas 279", "ARE n 903 . 532 / RS - AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 892 . 555 / RS - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 767 . 655 / RJ - AgR", "ARE 1125239 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 669 . 465 RG / ES ”", "ARE 1125239 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 669 . 465 RG / ES ”", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 111 . 434 / RJ - AgR", "ARE 1125239 AGR / DF", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 111 . 434 / RJ - AgR", "ARE 1125239 AGR / DF", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 096 . 152 / PE - AgR", "ARE n 962 . 443 / RS - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 096 . 152 / PE - AgR", "ARE n 962 . 443 / RS - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 952 . 771 / RJ - AgR", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 870 . 251 / CE", "Recurso Extraordinário n 669 . 465 / ES - RG", "Recurso Extraordinário n 883 . 168 / SC", "ARE 1125239 AGR / DF", "ARE n 952 . 771 / RJ", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 870 . 251 / CE - AgR", "Recurso Extraordinário n 669 . 465 / ES - RG", "Recurso Extraordinário n 883 . 168 / SC", "AGRAVO 1 . 125 . 239" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . VI do art . 1 . 521 do Código Civil", "art . 128 , § 5 . . . , inc . II “ a ” , da Constituição Federal de 1988", "artigo 226 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . VI do art . 1 . 521 do Código Civil", "art . 128 , § 5 . . . , inc . II “ a ” , da Constituição Federal de 1988", "artigo 226 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "artigo 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 226 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 226 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1723 , § 1 . . . , do Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1723 , § 1 . . . , do Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "/", "2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , PARÁGRAFOS 2 . . . , 3 . . . e 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , PARÁGRAFOS 2 . . . , 3 . . . e 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "6", ".", ". . Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "6", ".", ". . Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "TJDFT", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo 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Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", ".", "JACKSON DI DOMENICO", "SERGIO FERREIRA TAMANINI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "15", "/", "06", "/", "2018", "8", "14", "/", "6", "/", "2018", "15 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "25", "/", "5", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "25", "/", "5", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "15", "26", "/", "8", "/", "15", "11", "/", "11", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "15", "26", 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Ementa e Acórdão 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 88 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR ADV.(A/S) :MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :REDATOR PARA O ACÓRDÃO DO HC Nº 138.735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA ARGUIÇÃO DE SUSPEIÇÃO. INOBSERVÂNCIA DO PRAZO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE DOCUMENTOS COMPROBATÓRIOS. MANIFESTA IMPROCEDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 15 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107702. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 88 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR ADV.(A/S) :MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :REDATOR PARA O ACÓRDÃO DO HC Nº 138.735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. A defesa de Ricardo Krause Esteves Najjar arguiu a suspeição do Ministro Alexandre de Moraes, vogal no julgamento do Habeas Corpus n. 138.735. 2. O Arguente afirmou que, “na sessão de julgamento do dia 25 p.p., a ordem de Habeas Corpus foi denegada com a seguinte votação, conforme permite concluir o extrato da referida decisão: contra o voto pela concessão proferido pelo Relator sorteado (Min. Marco Aurélio), que ficou vencido, votaram pela denegação do writ os Ministros Alexandre de Moraes (que terá aberto a divergência, ficando com a relatoria do acórdão) e Rosa Weber, ausentes os Ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso” (Evento 1, fl. 1). Alegou que, “o eminente Ministro Alexandre de Moraes deixou de declarar-se impedido de participar do julgamento nos termos do artigo 252, I e II , do Código de Processo Penal porque, na condição de Secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, teve envolvimento pessoal e direto com as providências que ao final redundaram na prisão do Paciente” (Evento 1, fl. 2). Argumentou que, “além do impedimento por ter interagido com a causa e a prisão desde que ocorreram os trágicos fatos de que trata a respectiva ação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107703. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 88 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR ADV.(A/S) :MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :REDATOR PARA O ACÓRDÃO DO HC Nº 138.735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. A defesa de Ricardo Krause Esteves Najjar arguiu a suspeição do Ministro Alexandre de Moraes, vogal no julgamento do Habeas Corpus n. 138.735. 2. O Arguente afirmou que, “na sessão de julgamento do dia 25 p.p., a ordem de Habeas Corpus foi denegada com a seguinte votação, conforme permite concluir o extrato da referida decisão: contra o voto pela concessão proferido pelo Relator sorteado (Min. Marco Aurélio), que ficou vencido, votaram pela denegação do writ os Ministros Alexandre de Moraes (que terá aberto a divergência, ficando com a relatoria do acórdão) e Rosa Weber, ausentes os Ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso” (Evento 1, fl. 1). Alegou que, “o eminente Ministro Alexandre de Moraes deixou de declarar-se impedido de participar do julgamento nos termos do artigo 252, I e II , do Código de Processo Penal porque, na condição de Secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, teve envolvimento pessoal e direto com as providências que ao final redundaram na prisão do Paciente” (Evento 1, fl. 2). Argumentou que, “além do impedimento por ter interagido com a causa e a prisão desde que ocorreram os trágicos fatos de que trata a respectiva ação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AS 88 AGR / SP penal, também é de ressaltar a existência da suspeição presumida” (Evento 1, fl. 4). 3. Este o teor dos pedidos: “Assim, requer-se a Vossa Excelência o recebimento da Exceção de Suspeição e Impedimento para que, após ser processada, com a consequente suspensão da ordem de prisão, seja ao final julgada procedente, de modo a possibilitar um novo julgamento do Habeas Corpus, sem a participação do eminente Ministro Alexandre de Moraes, pelos motivos jurídicos ora expostos” (Evento 1, fl. 6). 4. Em 15.5.2018, rejeitei a arguição de suspeição, por manifesta improcedência, nos termos dos arts. 280 e 287 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Contra essa decisão, a defesa de Ricardo Krause Esteves Najjar interpôs agravo regimental aduzindo que “após comunicar o resultado do julgamento aos familiares e ao Agravante (que se entregou para ser novamente preso e cumprir a decisão judicial), fez-se chegar ao conhecimento dos patronos da causa – e só então isso ocorreu – uma entrevista concedida pelo eminente Ministro a um canal de televisão, tornando patente que Sua Excelência, não apenas era o Chefe de Polícia à época da prisão do Agravante (por sua condição de Secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo), como, de fato, participou das investigações que levaram RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR a ser preso e acusado como autor de crime bárbaro” (Evento 11, fls. 2- 3). 6. Afirma que “os Impetrantes do HC, de seu turno, não suscitaram a suspeição no prazo regimental porque desconheciam, completamente, o envolvimento do eminente Ministro com as atividades de investigação e prisão preventiva do Agravante até imediatamente depois do julgamento do writ” (Evento 11 - fl. 3). Alega que “a Lei Processual, como não poderia deixar de ser, estabelece que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107703. Supremo Tribunal Federal AS 88 AGR / SP penal, também é de ressaltar a existência da suspeição presumida” (Evento 1, fl. 4). 3. Este o teor dos pedidos: “Assim, requer-se a Vossa Excelência o recebimento da Exceção de Suspeição e Impedimento para que, após ser processada, com a consequente suspensão da ordem de prisão, seja ao final julgada procedente, de modo a possibilitar um novo julgamento do Habeas Corpus, sem a participação do eminente Ministro Alexandre de Moraes, pelos motivos jurídicos ora expostos” (Evento 1, fl. 6). 4. Em 15.5.2018, rejeitei a arguição de suspeição, por manifesta improcedência, nos termos dos arts. 280 e 287 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Contra essa decisão, a defesa de Ricardo Krause Esteves Najjar interpôs agravo regimental aduzindo que “após comunicar o resultado do julgamento aos familiares e ao Agravante (que se entregou para ser novamente preso e cumprir a decisão judicial), fez-se chegar ao conhecimento dos patronos da causa – e só então isso ocorreu – uma entrevista concedida pelo eminente Ministro a um canal de televisão, tornando patente que Sua Excelência, não apenas era o Chefe de Polícia à época da prisão do Agravante (por sua condição de Secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo), como, de fato, participou das investigações que levaram RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR a ser preso e acusado como autor de crime bárbaro” (Evento 11, fls. 2- 3). 6. Afirma que “os Impetrantes do HC, de seu turno, não suscitaram a suspeição no prazo regimental porque desconheciam, completamente, o envolvimento do eminente Ministro com as atividades de investigação e prisão preventiva do Agravante até imediatamente depois do julgamento do writ” (Evento 11 - fl. 3). Alega que “a Lei Processual, como não poderia deixar de ser, estabelece que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório AS 88 AGR / SP a suspeição deverá ser oposta pela parte ‘na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos’ (art. 148, § 1º , do CPC), o que haverá de sobrepor-se à regra regimental, máxime quando, dadas as circunstâncias, o prazo assinado pela norma administrativa era impossível de cumprir à época , visto que os fatos que implicaram a suspeição eram totalmente desconhecidos” (Evento 11 fl. 3). Sustenta que “quanto ao alegado desatendimento ao artigo 278 do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, verifique-se que os autos foram instruídos com todos os elementos necessários ao pleno conhecimento dos fatos – conforme ‘Documentos comprobatórios nº 2/5’, disponíveis na plataforma de consulta do sítio eletrônico do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL” (Evento 11, fl. 5). Ao final, requer “a reconsideração da respeitável decisão agravada, em juízo de retratação, ou a remessa dos autos ao julgamento colegiado, nos termos do artigo 6º, I, ’h’, do RISTF, para que este Agravo seja regularmente processado e provido” (Evento 11, fl. 7). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107703. Supremo Tribunal Federal AS 88 AGR / SP a suspeição deverá ser oposta pela parte ‘na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos’ (art. 148, § 1º , do CPC), o que haverá de sobrepor-se à regra regimental, máxime quando, dadas as circunstâncias, o prazo assinado pela norma administrativa era impossível de cumprir à época , visto que os fatos que implicaram a suspeição eram totalmente desconhecidos” (Evento 11 fl. 3). Sustenta que “quanto ao alegado desatendimento ao artigo 278 do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, verifique-se que os autos foram instruídos com todos os elementos necessários ao pleno conhecimento dos fatos – conforme ‘Documentos comprobatórios nº 2/5’, disponíveis na plataforma de consulta do sítio eletrônico do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL” (Evento 11, fl. 5). Ao final, requer “a reconsideração da respeitável decisão agravada, em juízo de retratação, ou a remessa dos autos ao julgamento colegiado, nos termos do artigo 6º, I, ’h’, do RISTF, para que este Agravo seja regularmente processado e provido” (Evento 11, fl. 7). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 88 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O ajuizamento da Arguição de Suspeição ocorreu fora do prazo legal. O Código de Processo Penal estabelece que: “Art. 103. No Supremo Tribunal Federal e nos Tribunais de Apelação, o juiz que se julgar suspeito deverá declará-lo nos autos e, se for revisor, passar o feito ao seu substituto na ordem da precedência, ou, se for relator, apresentar os autos em mesa para nova distribuição. §1º. Se não for relator nem revisor, o juiz que houver de dar-se por suspeito, deverá fazê-lo verbalmente, na sessão de julgamento, registrando-se na ata a declaração” (grifos nossos). Em sentido semelhante, o art. 279 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal determina que “a suspeição do Relator poderá ser suscitada até cinco dias após a distribuição; a do Revisor, em igual prazo, após a conclusão dos autos; e a dos demais Ministros, até o início do julgamento” (grifos nossos). Na espécie vertente, o julgamento do Habeas Corpus n. 138.735 ocorreu em 25.4.2017 (Evento 3), mas esta arguição, em desfavor do vogal, Ministro Alexandre do Moraes, somente foi proposta em 2.5.2017 (Evento n. 6), o que demonstra a sua intempestividade. 3. Além disso, não é crível a alegação do agravante de que “após comunicar o resultado do julgamento aos familiares e ao Agravante (…), fez-se chegar ao conhecimento dos patronos da causa – e só então isso ocorreu – uma entrevista concedida pelo eminente Ministro a um canal de televisão” (Evento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107704. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 88 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O ajuizamento da Arguição de Suspeição ocorreu fora do prazo legal. O Código de Processo Penal estabelece que: “Art. 103. No Supremo Tribunal Federal e nos Tribunais de Apelação, o juiz que se julgar suspeito deverá declará-lo nos autos e, se for revisor, passar o feito ao seu substituto na ordem da precedência, ou, se for relator, apresentar os autos em mesa para nova distribuição. §1º. Se não for relator nem revisor, o juiz que houver de dar-se por suspeito, deverá fazê-lo verbalmente, na sessão de julgamento, registrando-se na ata a declaração” (grifos nossos). Em sentido semelhante, o art. 279 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal determina que “a suspeição do Relator poderá ser suscitada até cinco dias após a distribuição; a do Revisor, em igual prazo, após a conclusão dos autos; e a dos demais Ministros, até o início do julgamento” (grifos nossos). Na espécie vertente, o julgamento do Habeas Corpus n. 138.735 ocorreu em 25.4.2017 (Evento 3), mas esta arguição, em desfavor do vogal, Ministro Alexandre do Moraes, somente foi proposta em 2.5.2017 (Evento n. 6), o que demonstra a sua intempestividade. 3. Além disso, não é crível a alegação do agravante de que “após comunicar o resultado do julgamento aos familiares e ao Agravante (…), fez-se chegar ao conhecimento dos patronos da causa – e só então isso ocorreu – uma entrevista concedida pelo eminente Ministro a um canal de televisão” (Evento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107704. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AS 88 AGR / SP 11, fl. 2) e que “os Impetrantes do HC, de seu turno, não suscitaram a suspeição no prazo regimental porque desconheciam, completamente, o envolvimento do eminente Ministro com as atividades de investigação e prisão preventiva do Agravante até imediatamente depois do julgamento do writ” (Evento 11 - fl. 3). As reportagens apresentadas na petição inicial foram publicadas no mês de dezembro de 2015 e o julgamento ocorreu apenas em abril de 2017. Assim, de acordo com as inverossímeis alegações, a defesa desconheceu dos fatos por quase um ano e meio, mas, logo após o julgamento, em apenas uma semana, tomou conhecimento da notícia, a tempo de apresentar a Arguição de Suspeição dentro do prazo que alega cabível. Ora, da maneira como exposto pela defesa, seria sempre possível aguardar o julgamento de uma ação para, posteriormente, caso o resultado venha a ser desfavorável aos interesses da parte, se alegar que não havia tomado conhecimento dos fatos geradores da suspeição, ressuscitando, assim, os prazos processuais, de acordo com a conveniência privada. 4. Por derradeiro, embora desnecessário para a solução deste Agravo, frise-se que o Agravante sequer juntou aos autos documentos comprovando suas alegações de suspeição e/ou impedimento, conforme se determina no art. 278, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “Art. 278. A suspeição será arguida perante o Presidente, ou o Vice-Presidente, se aquele for o recusado. Parágrafo único. A petição será instruída com os documentos comprobatórios da arguição e o rol de testemunhas”. 5. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao presente agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107704. Supremo Tribunal Federal AS 88 AGR / SP 11, fl. 2) e que “os Impetrantes do HC, de seu turno, não suscitaram a suspeição no prazo regimental porque desconheciam, completamente, o envolvimento do eminente Ministro com as atividades de investigação e prisão preventiva do Agravante até imediatamente depois do julgamento do writ” (Evento 11 - fl. 3). As reportagens apresentadas na petição inicial foram publicadas no mês de dezembro de 2015 e o julgamento ocorreu apenas em abril de 2017. Assim, de acordo com as inverossímeis alegações, a defesa desconheceu dos fatos por quase um ano e meio, mas, logo após o julgamento, em apenas uma semana, tomou conhecimento da notícia, a tempo de apresentar a Arguição de Suspeição dentro do prazo que alega cabível. Ora, da maneira como exposto pela defesa, seria sempre possível aguardar o julgamento de uma ação para, posteriormente, caso o resultado venha a ser desfavorável aos interesses da parte, se alegar que não havia tomado conhecimento dos fatos geradores da suspeição, ressuscitando, assim, os prazos processuais, de acordo com a conveniência privada. 4. Por derradeiro, embora desnecessário para a solução deste Agravo, frise-se que o Agravante sequer juntou aos autos documentos comprovando suas alegações de suspeição e/ou impedimento, conforme se determina no art. 278, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “Art. 278. A suspeição será arguida perante o Presidente, ou o Vice-Presidente, se aquele for o recusado. Parágrafo único. A petição será instruída com os documentos comprobatórios da arguição e o rol de testemunhas”. 5. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao presente agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107704. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 15/06/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 88 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR ADV.(A/S) : MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA (285881/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : REDATOR PARA O ACÓRDÃO DO HC Nº 138.735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15069937 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 88 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR ADV.(A/S) : MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA (285881/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : REDATOR PARA O ACÓRDÃO DO HC Nº 138.735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15069937 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15119673
2018-06-15T00:00:00
2018-06-26T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018.
AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA ARGUIÇÃO DE SUSPEIÇÃO. INOBSERVÂNCIA DO PRAZO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE DOCUMENTOS COMPROBATÓRIOS. MANIFESTA IMPROCEDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur387203
- Veja HC 138735 do STF. Número de páginas: 7. Análise: 26/09/2018, AMA.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
88
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00103 PAR-00001\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00278 PAR-ÚNICO ART-00279\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
AS-AgR
acordaos
AS 88 AgR
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AGTE.(S) : RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR ADV.(A/S) : MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : REDATOR PARA O ACÓRDÃO DO HC Nº 138.735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 88 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR ADV.(A/S) :MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :REDATOR PARA O ACÓRDÃO DO HC n 138.735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA ARGUIÇÃO DE SUSPEIÇÃO. INOBSERVÂNCIA DO PRAZO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE DOCUMENTOS COMPROBATÓRIOS. MANIFESTA IMPROCEDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 15 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107702. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 88 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR ADV.(A/S) :MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :REDATOR PARA O ACÓRDÃO DO HC n 138.735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. A defesa de Ricardo Krause Esteves Najjar arguiu a suspeição do Ministro Alexandre de Moraes, vogal no julgamento do Habeas Corpus n. 138.735. 2. O Arguente afirmou que, “na sessão de julgamento do dia 25 p.p., a ordem de Habeas Corpus foi denegada com a seguinte votação, conforme permite concluir o extrato da referida decisão: contra o voto pela concessão proferido pelo Relator sorteado (Min. Marco Aurélio), que ficou vencido, votaram pela denegação do writ os Ministros Alexandre de Moraes (que terá aberto a divergência, ficando com a relatoria do acórdão) e Rosa Weber, ausentes os Ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso” (Evento 1, fl. 1). Alegou que, “o eminente Ministro Alexandre de Moraes deixou de declarar-se impedido de participar do julgamento nos termos do artigo 252, I e II , do Código de Processo Penal porque, na condição de Secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, teve envolvimento pessoal e direto com as providências que ao final redundaram na prisão do Paciente” (Evento 1, fl. 2). Argumentou que, “além do impedimento por ter interagido com a causa e a prisão desde que ocorreram os trágicos fatos de que trata a respectiva ação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107703. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 88 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR ADV.(A/S) :MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :REDATOR PARA O ACÓRDÃO DO HC n 138.735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. A defesa de Ricardo Krause Esteves Najjar arguiu a suspeição do Ministro Alexandre de Moraes, vogal no julgamento do Habeas Corpus n. 138.735. 2. O Arguente afirmou que, “na sessão de julgamento do dia 25 p.p., a ordem de Habeas Corpus foi denegada com a seguinte votação, conforme permite concluir o extrato da referida decisão: contra o voto pela concessão proferido pelo Relator sorteado (Min. Marco Aurélio), que ficou vencido, votaram pela denegação do writ os Ministros Alexandre de Moraes (que terá aberto a divergência, ficando com a relatoria do acórdão) e Rosa Weber, ausentes os Ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso” (Evento 1, fl. 1). Alegou que, “o eminente Ministro Alexandre de Moraes deixou de declarar-se impedido de participar do julgamento nos termos do artigo 252, I e II , do Código de Processo Penal porque, na condição de Secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, teve envolvimento pessoal e direto com as providências que ao final redundaram na prisão do Paciente” (Evento 1, fl. 2). Argumentou que, “além do impedimento por ter interagido com a causa e a prisão desde que ocorreram os trágicos fatos de que trata a respectiva ação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AS 88 AGR / SP penal, também é de ressaltar a existência da suspeição presumida” (Evento 1, fl. 4). 3. Este o teor dos pedidos: “Assim, requer-se a Vossa Excelência o recebimento da Exceção de Suspeição e Impedimento para que, após ser processada, com a consequente suspensão da ordem de prisão, seja ao final julgada procedente, de modo a possibilitar um novo julgamento do Habeas Corpus, sem a participação do eminente Ministro Alexandre de Moraes, pelos motivos jurídicos ora expostos” (Evento 1, fl. 6). 4. Em 15.5.2018, rejeitei a arguição de suspeição, por manifesta improcedência, nos termos dos arts. 280 e 287 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Contra essa decisão, a defesa de Ricardo Krause Esteves Najjar interpôs agravo regimental aduzindo que “após comunicar o resultado do julgamento aos familiares e ao Agravante (que se entregou para ser novamente preso e cumprir a decisão judicial), fez-se chegar ao conhecimento dos patronos da causa – e só então isso ocorreu – uma entrevista concedida pelo eminente Ministro a um canal de televisão, tornando patente que Sua Excelência, não apenas era o Chefe de Polícia à época da prisão do Agravante (por sua condição de Secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo), como, de fato, participou das investigações que levaram RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR a ser preso e acusado como autor de crime bárbaro” (Evento 11, fls. 2- 3). 6. Afirma que “os Impetrantes do HC, de seu turno, não suscitaram a suspeição no prazo regimental porque desconheciam, completamente, o envolvimento do eminente Ministro com as atividades de investigação e prisão preventiva do Agravante até imediatamente depois do julgamento do writ” (Evento 11 - fl. 3). Alega que “a Lei Processual, como não poderia deixar de ser, estabelece que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107703. Supremo Tribunal Federal AS 88 AGR / SP penal, também é de ressaltar a existência da suspeição presumida” (Evento 1, fl. 4). 3. Este o teor dos pedidos: “Assim, requer-se a Vossa Excelência o recebimento da Exceção de Suspeição e Impedimento para que, após ser processada, com a consequente suspensão da ordem de prisão, seja ao final julgada procedente, de modo a possibilitar um novo julgamento do Habeas Corpus, sem a participação do eminente Ministro Alexandre de Moraes, pelos motivos jurídicos ora expostos” (Evento 1, fl. 6). 4. Em 15.5.2018, rejeitei a arguição de suspeição, por manifesta improcedência, nos termos dos arts. 280 e 287 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Contra essa decisão, a defesa de Ricardo Krause Esteves Najjar interpôs agravo regimental aduzindo que “após comunicar o resultado do julgamento aos familiares e ao Agravante (que se entregou para ser novamente preso e cumprir a decisão judicial), fez-se chegar ao conhecimento dos patronos da causa – e só então isso ocorreu – uma entrevista concedida pelo eminente Ministro a um canal de televisão, tornando patente que Sua Excelência, não apenas era o Chefe de Polícia à época da prisão do Agravante (por sua condição de Secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo), como, de fato, participou das investigações que levaram RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR a ser preso e acusado como autor de crime bárbaro” (Evento 11, fls. 2- 3). 6. Afirma que “os Impetrantes do HC, de seu turno, não suscitaram a suspeição no prazo regimental porque desconheciam, completamente, o envolvimento do eminente Ministro com as atividades de investigação e prisão preventiva do Agravante até imediatamente depois do julgamento do writ” (Evento 11 - fl. 3). Alega que “a Lei Processual, como não poderia deixar de ser, estabelece que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório AS 88 AGR / SP a suspeição deverá ser oposta pela parte ‘na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos’ (art. 148, § 1... , do Código de Processo Civil), o que haverá de sobrepor-se à regra regimental, máxime quando, dadas as circunstâncias, o prazo assinado pela norma administrativa era impossível de cumprir à época , visto que os fatos que implicaram a suspeição eram totalmente desconhecidos” (Evento 11 fl. 3). Sustenta que “quanto ao alegado desatendimento ao artigo 278 do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, verifique-se que os autos foram instruídos com todos os elementos necessários ao pleno conhecimento dos fatos – conforme ‘Documentos comprobatórios n 2/5’, disponíveis na plataforma de consulta do sítio eletrônico do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL” (Evento 11, fl. 5). Ao final, requer “a reconsideração da respeitável decisão agravada, em juízo de retratação, ou a remessa dos autos ao julgamento colegiado, nos termos do artigo 6..., I, ’h’, do RISTF, para que este Agravo seja regularmente processado e provido” (Evento 11, fl. 7). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107703. Supremo Tribunal Federal AS 88 AGR / SP a suspeição deverá ser oposta pela parte ‘na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos’ (art. 148, § 1... , do Código de Processo Civil), o que haverá de sobrepor-se à regra regimental, máxime quando, dadas as circunstâncias, o prazo assinado pela norma administrativa era impossível de cumprir à época , visto que os fatos que implicaram a suspeição eram totalmente desconhecidos” (Evento 11 fl. 3). Sustenta que “quanto ao alegado desatendimento ao artigo 278 do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, verifique-se que os autos foram instruídos com todos os elementos necessários ao pleno conhecimento dos fatos – conforme ‘Documentos comprobatórios n 2/5’, disponíveis na plataforma de consulta do sítio eletrônico do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL” (Evento 11, fl. 5). Ao final, requer “a reconsideração da respeitável decisão agravada, em juízo de retratação, ou a remessa dos autos ao julgamento colegiado, nos termos do artigo 6..., I, ’h’, do RISTF, para que este Agravo seja regularmente processado e provido” (Evento 11, fl. 7). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 88 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O ajuizamento da Arguição de Suspeição ocorreu fora do prazo legal. O Código de Processo Penal estabelece que: “Art. 103. No Supremo Tribunal Federal e nos Tribunais de Apelação, o juiz que se julgar suspeito deverá declará-lo nos autos e, se for revisor, passar o feito ao seu substituto na ordem da precedência, ou, se for relator, apresentar os autos em mesa para nova distribuição. §1.... Se não for relator nem revisor, o juiz que houver de dar-se por suspeito, deverá fazê-lo verbalmente, na sessão de julgamento, registrando-se na ata a declaração” (grifos nossos). Em sentido semelhante, o art. 279 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal determina que “a suspeição do Relator poderá ser suscitada até cinco dias após a distribuição; a do Revisor, em igual prazo, após a conclusão dos autos; e a dos demais Ministros, até o início do julgamento” (grifos nossos). Na espécie vertente, o julgamento do Habeas Corpus n. 138.735 ocorreu em 25.4.2017 (Evento 3), mas esta arguição, em desfavor do vogal, Ministro Alexandre do Moraes, somente foi proposta em 2.5.2017 (Evento n. 6), o que demonstra a sua intempestividade. 3. Além disso, não é crível a alegação do agravante de que “após comunicar o resultado do julgamento aos familiares e ao Agravante (…), fez-se chegar ao conhecimento dos patronos da causa – e só então isso ocorreu – uma entrevista concedida pelo eminente Ministro a um canal de televisão” (Evento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107704. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 88 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O ajuizamento da Arguição de Suspeição ocorreu fora do prazo legal. O Código de Processo Penal estabelece que: “Art. 103. No Supremo Tribunal Federal e nos Tribunais de Apelação, o juiz que se julgar suspeito deverá declará-lo nos autos e, se for revisor, passar o feito ao seu substituto na ordem da precedência, ou, se for relator, apresentar os autos em mesa para nova distribuição. §1.... Se não for relator nem revisor, o juiz que houver de dar-se por suspeito, deverá fazê-lo verbalmente, na sessão de julgamento, registrando-se na ata a declaração” (grifos nossos). Em sentido semelhante, o art. 279 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal determina que “a suspeição do Relator poderá ser suscitada até cinco dias após a distribuição; a do Revisor, em igual prazo, após a conclusão dos autos; e a dos demais Ministros, até o início do julgamento” (grifos nossos). Na espécie vertente, o julgamento do Habeas Corpus n. 138.735 ocorreu em 25.4.2017 (Evento 3), mas esta arguição, em desfavor do vogal, Ministro Alexandre do Moraes, somente foi proposta em 2.5.2017 (Evento n. 6), o que demonstra a sua intempestividade. 3. Além disso, não é crível a alegação do agravante de que “após comunicar o resultado do julgamento aos familiares e ao Agravante (…), fez-se chegar ao conhecimento dos patronos da causa – e só então isso ocorreu – uma entrevista concedida pelo eminente Ministro a um canal de televisão” (Evento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107704. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AS 88 AGR / SP 11, fl. 2) e que “os Impetrantes do HC, de seu turno, não suscitaram a suspeição no prazo regimental porque desconheciam, completamente, o envolvimento do eminente Ministro com as atividades de investigação e prisão preventiva do Agravante até imediatamente depois do julgamento do writ” (Evento 11 - fl. 3). As reportagens apresentadas na petição inicial foram publicadas no mês de dezembro de 2015 e o julgamento ocorreu apenas em abril de 2017. Assim, de acordo com as inverossímeis alegações, a defesa desconheceu dos fatos por quase um ano e meio, mas, logo após o julgamento, em apenas uma semana, tomou conhecimento da notícia, a tempo de apresentar a Arguição de Suspeição dentro do prazo que alega cabível. Ora, da maneira como exposto pela defesa, seria sempre possível aguardar o julgamento de uma ação para, posteriormente, caso o resultado venha a ser desfavorável aos interesses da parte, se alegar que não havia tomado conhecimento dos fatos geradores da suspeição, ressuscitando, assim, os prazos processuais, de acordo com a conveniência privada. 4. Por derradeiro, embora desnecessário para a solução deste Agravo, frise-se que o Agravante sequer juntou aos autos documentos comprovando suas alegações de suspeição e/ou impedimento, conforme se determina no art. 278, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “Art. 278. A suspeição será arguida perante o Presidente, ou o Vice-Presidente, se aquele for o recusado. Parágrafo único. A petição será instruída com os documentos comprobatórios da arguição e o rol de testemunhas”. 5. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao presente agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107704. Supremo Tribunal Federal AS 88 AGR / SP 11, fl. 2) e que “os Impetrantes do HC, de seu turno, não suscitaram a suspeição no prazo regimental porque desconheciam, completamente, o envolvimento do eminente Ministro com as atividades de investigação e prisão preventiva do Agravante até imediatamente depois do julgamento do writ” (Evento 11 - fl. 3). As reportagens apresentadas na petição inicial foram publicadas no mês de dezembro de 2015 e o julgamento ocorreu apenas em abril de 2017. Assim, de acordo com as inverossímeis alegações, a defesa desconheceu dos fatos por quase um ano e meio, mas, logo após o julgamento, em apenas uma semana, tomou conhecimento da notícia, a tempo de apresentar a Arguição de Suspeição dentro do prazo que alega cabível. Ora, da maneira como exposto pela defesa, seria sempre possível aguardar o julgamento de uma ação para, posteriormente, caso o resultado venha a ser desfavorável aos interesses da parte, se alegar que não havia tomado conhecimento dos fatos geradores da suspeição, ressuscitando, assim, os prazos processuais, de acordo com a conveniência privada. 4. Por derradeiro, embora desnecessário para a solução deste Agravo, frise-se que o Agravante sequer juntou aos autos documentos comprovando suas alegações de suspeição e/ou impedimento, conforme se determina no art. 278, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “Art. 278. A suspeição será arguida perante o Presidente, ou o Vice-Presidente, se aquele for o recusado. Parágrafo único. A petição será instruída com os documentos comprobatórios da arguição e o rol de testemunhas”. 5. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao presente agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107704. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 15/06/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 88 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR ADV.(A/S) : MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA (285881/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : REDATOR PARA O ACÓRDÃO DO HC n 138.735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15069937 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 88 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR ADV.(A/S) : MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA (285881/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : REDATOR PARA O ACÓRDÃO DO HC n 138.735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15069937 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HC n 138 . 735 DO SUPREMO", "HC n 138 . 735 DO", "Habeas Corpus n . 138 . 735 .", "HC n 138 . 735", "Habeas Corpus n . 138 . 735 . 2", "Habeas Corpus n . 138 . 735", "Habeas Corpus n . 138 . 735", "HC n 138 . 735", "HC n 138 . 735" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 252 , I e II , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "e", "II , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 280 e 287 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 280 e 287 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 148 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 278 do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "artigo 6 . . . , I , ’ h ’ , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 148 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 278 do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "artigo 6 . . . , I , ’ h ’ , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "art . 279 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "art . 279 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 278 , parágrafo único , do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 278 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "Segurança", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "Segurança", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "Segurança", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal 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"Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "88", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Tribunal Federal PLENÁRIO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR", "MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR", "MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Krause Esteves Najjar", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR", "MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Krause Esteves Najjar", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Ricardo Krause Esteves Najjar", "RICARDO", "KRAUSE ESTEVES NAJJAR", "Alexandre de Moraes", "Ricardo Krause Esteves Najjar", "RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre do Moraes", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre do Moraes", "RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR", "MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "RICARDO KRAUSE ESTEVES NAJJAR", "MARIANA MOTTA DA COSTA E SOUZA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "15", "/", "06", "/", "2018", "15 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "25", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "25", "p", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "25", ".", "4", ".", "2017", "2", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "25", ".", "4", ".", "2017", "2", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 2015", "abril de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 2015", "abril de 2017", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.419 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :WALTER BIRAL ADV.(A/S) :RAFAEL ZOTTIS LUCIO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :FERNANDO HABAB HERWIG ADV.(A/S) :AURY CELSO LIMA LOPES JUNIOR ADV.(A/S) :VIRGINIA PACHECO LESSA ADV.(A/S) :VITOR PACZEK MACHADO INTDO.(A/S) :ROGERIO AZZI SILVA INTDO.(A/S) :ROGERIO GARCIA DA SILVA ADV.(A/S) :MARCOS EDUARDO FAES EBERHARDT INTDO.(A/S) :BRENO CARDOSO DA SILVA ADV.(A/S) :DAVI ANDRE COSTA SILVA EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Hipóteses autorizadoras do recurso não demonstradas (RISTF, art. 337). Pretendido rejulgamento da causa. Impossibilidade na via dos embargos. Precedentes. Rejeição dos embargos. 1. As hipóteses autorizadoras do manejo dos embargos não se fazem presentes no caso (RISTF, art. 337). 2. Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte. 3. Embargos de declaração rejeitados. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137986. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1047419 AGR-ED / RS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 8 a 14/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137986. Supremo Tribunal Federal ARE 1047419 AGR-ED / RS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 8 a 14/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.419 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :WALTER BIRAL ADV.(A/S) :RAFAEL ZOTTIS LUCIO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :FERNANDO HABAB HERWIG ADV.(A/S) :AURY CELSO LIMA LOPES JUNIOR ADV.(A/S) :VIRGINIA PACHECO LESSA ADV.(A/S) :VITOR PACZEK MACHADO INTDO.(A/S) :ROGERIO AZZI SILVA INTDO.(A/S) :ROGERIO GARCIA DA SILVA ADV.(A/S) :MARCOS EDUARDO FAES EBERHARDT INTDO.(A/S) :BRENO CARDOSO DA SILVA ADV.(A/S) :DAVI ANDRE COSTA SILVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de tempestivos embargos de declaração opostos contra acórdão proferido pela Segunda Turma assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Crime contra a ordem tributária. Ausência de constituição definitiva do crédito tributário. Trancamento da ação penal por inexistência de justa causa. Súmula Vinculante nº 24. Pretendida absolvição sumária. Impossibilidade. Agravo regimental não provido. 1. A ausência de constituição definitiva do crédito tributário inviabiliza o desenvolvimento válido da persecução criminal, acarretando o trancamento da ação penal por ausência de justa causa, o que não impede o oferecimento de nova Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137984. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.419 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :WALTER BIRAL ADV.(A/S) :RAFAEL ZOTTIS LUCIO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :FERNANDO HABAB HERWIG ADV.(A/S) :AURY CELSO LIMA LOPES JUNIOR ADV.(A/S) :VIRGINIA PACHECO LESSA ADV.(A/S) :VITOR PACZEK MACHADO INTDO.(A/S) :ROGERIO AZZI SILVA INTDO.(A/S) :ROGERIO GARCIA DA SILVA ADV.(A/S) :MARCOS EDUARDO FAES EBERHARDT INTDO.(A/S) :BRENO CARDOSO DA SILVA ADV.(A/S) :DAVI ANDRE COSTA SILVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de tempestivos embargos de declaração opostos contra acórdão proferido pela Segunda Turma assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Crime contra a ordem tributária. Ausência de constituição definitiva do crédito tributário. Trancamento da ação penal por inexistência de justa causa. Súmula Vinculante nº 24. Pretendida absolvição sumária. Impossibilidade. Agravo regimental não provido. 1. A ausência de constituição definitiva do crédito tributário inviabiliza o desenvolvimento válido da persecução criminal, acarretando o trancamento da ação penal por ausência de justa causa, o que não impede o oferecimento de nova Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1047419 AGR-ED / RS denúncia (ou aditamento da já existente) após o exaurimento da via administrativa, a teor do disposto na Súmula Vinculante nº 24. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” Sustenta o embargante que a decisão padeceria do vício da contradição. Aduz, para tanto, o que se segue: “Conforme bem colocado no voto exarado pelo i. Ministro Relator, necessário o lançamento definitivo do tributo para a tipificação do crime contra a ordem tributária. Contudo, ao concluir que a ausência deste lançamento tributário implica no trancamento da ação penal por ausência de justa causa, o r. decisum incorre em contradição, tendo em vista que desconsidera que o momento processual em que se deu a decisão (fase de análise da resposta à acusação e recebimento definitivo da denúncia) indica que na hipótese de o magistrado verificar, após o cumprimento do disposto no art. 396-A do CPP, que o fato narrado não constitui crime (atípico), deverá absolver sumariamente o acusado (art. 397, III, do CPP). 7. Ora, não se pode debater a matéria em tela a partir da óptica de seus efeitos (coisa julgada), mas sim sob o ângulo do que reza a legislação procedimental penal. Por esta razão, esta circunstância (ausência de lançamento definitivo do tributo), capaz de confirmar a atipicidade do crime de sonegação fiscal, como é o caso dos autos, conduziu à absolvição sumária de todos os acusados fundamentada no art. 397, III, do CPP, em primeiro grau.” É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137984. Supremo Tribunal Federal ARE 1047419 AGR-ED / RS denúncia (ou aditamento da já existente) após o exaurimento da via administrativa, a teor do disposto na Súmula Vinculante nº 24. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” Sustenta o embargante que a decisão padeceria do vício da contradição. Aduz, para tanto, o que se segue: “Conforme bem colocado no voto exarado pelo i. Ministro Relator, necessário o lançamento definitivo do tributo para a tipificação do crime contra a ordem tributária. Contudo, ao concluir que a ausência deste lançamento tributário implica no trancamento da ação penal por ausência de justa causa, o r. decisum incorre em contradição, tendo em vista que desconsidera que o momento processual em que se deu a decisão (fase de análise da resposta à acusação e recebimento definitivo da denúncia) indica que na hipótese de o magistrado verificar, após o cumprimento do disposto no art. 396-A do CPP, que o fato narrado não constitui crime (atípico), deverá absolver sumariamente o acusado (art. 397, III, do CPP). 7. Ora, não se pode debater a matéria em tela a partir da óptica de seus efeitos (coisa julgada), mas sim sob o ângulo do que reza a legislação procedimental penal. Por esta razão, esta circunstância (ausência de lançamento definitivo do tributo), capaz de confirmar a atipicidade do crime de sonegação fiscal, como é o caso dos autos, conduziu à absolvição sumária de todos os acusados fundamentada no art. 397, III, do CPP, em primeiro grau.” É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.419 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sem razão a parte embargante, uma vez que ausente hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório, conforme previsto no art. 337 do RISTF. O julgado embargado revela-se bastante em si mesmo, visto que não incorreu em omissão, contradição ou obscuridade, tendo o órgão julgador, fundamentadamente, decidido o feito nos limites necessários ao deslinde da controvérsia e nos termos da pacífica jurisprudência da Corte. Ao tratar das questões postas à apreciação da Corte, o acórdão abordou os temas de forma clara e objetiva, com arrimo em precedentes específicos da Corte. Desse modo, reitero que a ausência de constituição definitiva do crédito tributário inviabiliza tão somente o desenvolvimento válido da persecução criminal, acarretando no trancamento da ação penal por ausência de justa causa, sem prejuízo do oferecimento de nova denúncia (ou aditamento da já existente) após o exaurimento da via administrativa, a teor da Súmula Vinculante nº 24. Logo, não há que se confundir acórdão contraditório com prestação jurisdicional contrária ao interesse da parte embargante, sendo evidente, na espécie, que sua pretensão é promover a rediscussão da causa, fim para o qual não se presta o presente recurso. Perfilham esse entendimento estes recentes julgados: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Hipóteses autorizadoras do recurso não demonstradas (RISTF, art. 337). Pretendido rejulgamento da causa. Impossibilidade na via dos embargos. Precedentes. Rejeição dos embargos. 1. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137985. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.419 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sem razão a parte embargante, uma vez que ausente hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório, conforme previsto no art. 337 do RISTF. O julgado embargado revela-se bastante em si mesmo, visto que não incorreu em omissão, contradição ou obscuridade, tendo o órgão julgador, fundamentadamente, decidido o feito nos limites necessários ao deslinde da controvérsia e nos termos da pacífica jurisprudência da Corte. Ao tratar das questões postas à apreciação da Corte, o acórdão abordou os temas de forma clara e objetiva, com arrimo em precedentes específicos da Corte. Desse modo, reitero que a ausência de constituição definitiva do crédito tributário inviabiliza tão somente o desenvolvimento válido da persecução criminal, acarretando no trancamento da ação penal por ausência de justa causa, sem prejuízo do oferecimento de nova denúncia (ou aditamento da já existente) após o exaurimento da via administrativa, a teor da Súmula Vinculante nº 24. Logo, não há que se confundir acórdão contraditório com prestação jurisdicional contrária ao interesse da parte embargante, sendo evidente, na espécie, que sua pretensão é promover a rediscussão da causa, fim para o qual não se presta o presente recurso. Perfilham esse entendimento estes recentes julgados: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Hipóteses autorizadoras do recurso não demonstradas (RISTF, art. 337). Pretendido rejulgamento da causa. Impossibilidade na via dos embargos. Precedentes. Rejeição dos embargos. 1. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1047419 AGR-ED / RS As hipóteses autorizadoras do manejo dos embargos não se fazem presentes na hipótese (RISTF, art. 337). 2. Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte. 3. Embargos de declaração rejeitados.” (ARE nº 1.060.474/AP-AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 22/11/17). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM HABEAS CORPUS. PEDIDO DE SUSTENTAÇÃO ORAL. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I Não cabe sustentação oral em julgamento de embargos declaratórios, nos termos do RISTF. II Ausência de pressupostos para a oposição de embargos de declaração. Inexistência das contradições apontadas. III O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, mas os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum. IV Pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que o habeas corpus não é meio idôneo para provocar a reapreciação de matéria de fato. Precedentes. V - Embargos de declaração rejeitados.” (HC nº 133.078/RJ-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/8/17). Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137985. Supremo Tribunal Federal ARE 1047419 AGR-ED / RS As hipóteses autorizadoras do manejo dos embargos não se fazem presentes na hipótese (RISTF, art. 337). 2. Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte. 3. Embargos de declaração rejeitados.” (ARE nº 1.060.474/AP-AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 22/11/17). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM HABEAS CORPUS. PEDIDO DE SUSTENTAÇÃO ORAL. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I Não cabe sustentação oral em julgamento de embargos declaratórios, nos termos do RISTF. II Ausência de pressupostos para a oposição de embargos de declaração. Inexistência das contradições apontadas. III O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, mas os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum. IV Pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que o habeas corpus não é meio idôneo para provocar a reapreciação de matéria de fato. Precedentes. V - Embargos de declaração rejeitados.” (HC nº 133.078/RJ-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/8/17). Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.419 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : WALTER BIRAL ADV.(A/S) : RAFAEL ZOTTIS LUCIO (78234/RS) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : FERNANDO HABAB HERWIG ADV.(A/S) : AURY CELSO LIMA LOPES JUNIOR (58251/DF, 93253/PR, 31549/RS) ADV.(A/S) : VIRGINIA PACHECO LESSA (57401/RS) ADV.(A/S) : VITOR PACZEK MACHADO (97603/RS) INTDO.(A/S) : ROGERIO AZZI SILVA INTDO.(A/S) : ROGERIO GARCIA DA SILVA ADV.(A/S) : MARCOS EDUARDO FAES EBERHARDT (56544/RS) INTDO.(A/S) : BRENO CARDOSO DA SILVA ADV.(A/S) : DAVI ANDRE COSTA SILVA (82558/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122487 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.419 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : WALTER BIRAL ADV.(A/S) : RAFAEL ZOTTIS LUCIO (78234/RS) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : FERNANDO HABAB HERWIG ADV.(A/S) : AURY CELSO LIMA LOPES JUNIOR (58251/DF, 93253/PR, 31549/RS) ADV.(A/S) : VIRGINIA PACHECO LESSA (57401/RS) ADV.(A/S) : VITOR PACZEK MACHADO (97603/RS) INTDO.(A/S) : ROGERIO AZZI SILVA INTDO.(A/S) : ROGERIO GARCIA DA SILVA ADV.(A/S) : MARCOS EDUARDO FAES EBERHARDT (56544/RS) INTDO.(A/S) : BRENO CARDOSO DA SILVA ADV.(A/S) : DAVI ANDRE COSTA SILVA (82558/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122487 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747647827
2018-06-15T00:00:00
2018-06-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Hipóteses autorizadoras do recurso não demonstradas (RISTF, art. 337). Pretendido rejulgamento da causa. Impossibilidade na via dos embargos. Precedentes. Rejeição dos embargos. 1. As hipóteses autorizadoras do manejo dos embargos não se fazem presentes no caso (RISTF, art. 337). 2. Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte. 3. Embargos de declaração rejeitados.
sjur387487
- Acórdão(s) citado(s): (ED, EFEITO INFRINGENTE) HC 133078 ED (2ªT), ARE 1060474 AgR-ED (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 04/07/2018, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
1047419
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00337\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 1047419 AgR-ED
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EMBTE.(S) : WALTER BIRAL ADV.(A/S) : RAFAEL ZOTTIS LUCIO EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : FERNANDO HABAB HERWIG ADV.(A/S) : AURY CELSO LIMA LOPES JUNIOR ADV.(A/S) : VIRGINIA PACHECO LESSA ADV.(A/S) : VITOR PACZEK MACHADO INTDO.(A/S) : ROGERIO AZZI SILVA INTDO.(A/S) : ROGERIO GARCIA DA SILVA ADV.(A/S) : MARCOS EDUARDO FAES EBERHARDT INTDO.(A/S) : BRENO CARDOSO DA SILVA ADV.(A/S) : DAVI ANDRE COSTA SILVA
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Ementa e Acórdão 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.419 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :WALTER BIRAL ADV.(A/S) :RAFAEL ZOTTIS LUCIO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :FERNANDO HABAB HERWIG ADV.(A/S) :AURY CELSO LIMA LOPES JUNIOR ADV.(A/S) :VIRGINIA PACHECO LESSA ADV.(A/S) :VITOR PACZEK MACHADO INTDO.(A/S) :ROGERIO AZZI SILVA INTDO.(A/S) :ROGERIO GARCIA DA SILVA ADV.(A/S) :MARCOS EDUARDO FAES EBERHARDT INTDO.(A/S) :BRENO CARDOSO DA SILVA ADV.(A/S) :DAVI ANDRE COSTA SILVA EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Hipóteses autorizadoras do recurso não demonstradas (RISTF, art. 337). Pretendido rejulgamento da causa. Impossibilidade na via dos embargos. Precedentes. Rejeição dos embargos. 1. As hipóteses autorizadoras do manejo dos embargos não se fazem presentes no caso (RISTF, art. 337). 2. Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte. 3. Embargos de declaração rejeitados. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137986. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1047419 AGR-ED / RS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 8 a 14/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137986. Supremo Tribunal Federal ARE 1047419 AGR-ED / RS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 8 a 14/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.419 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :WALTER BIRAL ADV.(A/S) :RAFAEL ZOTTIS LUCIO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :FERNANDO HABAB HERWIG ADV.(A/S) :AURY CELSO LIMA LOPES JUNIOR ADV.(A/S) :VIRGINIA PACHECO LESSA ADV.(A/S) :VITOR PACZEK MACHADO INTDO.(A/S) :ROGERIO AZZI SILVA INTDO.(A/S) :ROGERIO GARCIA DA SILVA ADV.(A/S) :MARCOS EDUARDO FAES EBERHARDT INTDO.(A/S) :BRENO CARDOSO DA SILVA ADV.(A/S) :DAVI ANDRE COSTA SILVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de tempestivos embargos de declaração opostos contra acórdão proferido pela Segunda Turma assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Crime contra a ordem tributária. Ausência de constituição definitiva do crédito tributário. Trancamento da ação penal por inexistência de justa causa. Súmula Vinculante n 24. Pretendida absolvição sumária. Impossibilidade. Agravo regimental não provido. 1. A ausência de constituição definitiva do crédito tributário inviabiliza o desenvolvimento válido da persecução criminal, acarretando o trancamento da ação penal por ausência de justa causa, o que não impede o oferecimento de nova Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137984. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.419 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :WALTER BIRAL ADV.(A/S) :RAFAEL ZOTTIS LUCIO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :FERNANDO HABAB HERWIG ADV.(A/S) :AURY CELSO LIMA LOPES JUNIOR ADV.(A/S) :VIRGINIA PACHECO LESSA ADV.(A/S) :VITOR PACZEK MACHADO INTDO.(A/S) :ROGERIO AZZI SILVA INTDO.(A/S) :ROGERIO GARCIA DA SILVA ADV.(A/S) :MARCOS EDUARDO FAES EBERHARDT INTDO.(A/S) :BRENO CARDOSO DA SILVA ADV.(A/S) :DAVI ANDRE COSTA SILVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de tempestivos embargos de declaração opostos contra acórdão proferido pela Segunda Turma assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Crime contra a ordem tributária. Ausência de constituição definitiva do crédito tributário. Trancamento da ação penal por inexistência de justa causa. Súmula Vinculante n 24. Pretendida absolvição sumária. Impossibilidade. Agravo regimental não provido. 1. A ausência de constituição definitiva do crédito tributário inviabiliza o desenvolvimento válido da persecução criminal, acarretando o trancamento da ação penal por ausência de justa causa, o que não impede o oferecimento de nova Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1047419 AGR-ED / RS denúncia (ou aditamento da já existente) após o exaurimento da via administrativa, a teor do disposto na Súmula Vinculante n 24. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” Sustenta o embargante que a decisão padeceria do vício da contradição. Aduz, para tanto, o que se segue: “Conforme bem colocado no voto exarado pelo i. Ministro Relator, necessário o lançamento definitivo do tributo para a tipificação do crime contra a ordem tributária. Contudo, ao concluir que a ausência deste lançamento tributário implica no trancamento da ação penal por ausência de justa causa, o r. decisum incorre em contradição, tendo em vista que desconsidera que o momento processual em que se deu a decisão (fase de análise da resposta à acusação e recebimento definitivo da denúncia) indica que na hipótese de o magistrado verificar, após o cumprimento do disposto no art. 396-A do CPP, que o fato narrado não constitui crime (atípico), deverá absolver sumariamente o acusado (art. 397, III, do CPP). 7. Ora, não se pode debater a matéria em tela a partir da óptica de seus efeitos (coisa julgada), mas sim sob o ângulo do que reza a legislação procedimental penal. Por esta razão, esta circunstância (ausência de lançamento definitivo do tributo), capaz de confirmar a atipicidade do crime de sonegação fiscal, como é o caso dos autos, conduziu à absolvição sumária de todos os acusados fundamentada no art. 397, III, do CPP, em primeiro grau.” É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137984. Supremo Tribunal Federal ARE 1047419 AGR-ED / RS denúncia (ou aditamento da já existente) após o exaurimento da via administrativa, a teor do disposto na Súmula Vinculante n 24. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” Sustenta o embargante que a decisão padeceria do vício da contradição. Aduz, para tanto, o que se segue: “Conforme bem colocado no voto exarado pelo i. Ministro Relator, necessário o lançamento definitivo do tributo para a tipificação do crime contra a ordem tributária. Contudo, ao concluir que a ausência deste lançamento tributário implica no trancamento da ação penal por ausência de justa causa, o r. decisum incorre em contradição, tendo em vista que desconsidera que o momento processual em que se deu a decisão (fase de análise da resposta à acusação e recebimento definitivo da denúncia) indica que na hipótese de o magistrado verificar, após o cumprimento do disposto no art. 396-A do CPP, que o fato narrado não constitui crime (atípico), deverá absolver sumariamente o acusado (art. 397, III, do CPP). 7. Ora, não se pode debater a matéria em tela a partir da óptica de seus efeitos (coisa julgada), mas sim sob o ângulo do que reza a legislação procedimental penal. Por esta razão, esta circunstância (ausência de lançamento definitivo do tributo), capaz de confirmar a atipicidade do crime de sonegação fiscal, como é o caso dos autos, conduziu à absolvição sumária de todos os acusados fundamentada no art. 397, III, do CPP, em primeiro grau.” É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.419 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sem razão a parte embargante, uma vez que ausente hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório, conforme previsto no art. 337 do RISTF. O julgado embargado revela-se bastante em si mesmo, visto que não incorreu em omissão, contradição ou obscuridade, tendo o órgão julgador, fundamentadamente, decidido o feito nos limites necessários ao deslinde da controvérsia e nos termos da pacífica jurisprudência da Corte. Ao tratar das questões postas à apreciação da Corte, o acórdão abordou os temas de forma clara e objetiva, com arrimo em precedentes específicos da Corte. Desse modo, reitero que a ausência de constituição definitiva do crédito tributário inviabiliza tão somente o desenvolvimento válido da persecução criminal, acarretando no trancamento da ação penal por ausência de justa causa, sem prejuízo do oferecimento de nova denúncia (ou aditamento da já existente) após o exaurimento da via administrativa, a teor da Súmula Vinculante n 24. Logo, não há que se confundir acórdão contraditório com prestação jurisdicional contrária ao interesse da parte embargante, sendo evidente, na espécie, que sua pretensão é promover a rediscussão da causa, fim para o qual não se presta o presente recurso. Perfilham esse entendimento estes recentes julgados: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Hipóteses autorizadoras do recurso não demonstradas (RISTF, art. 337). Pretendido rejulgamento da causa. Impossibilidade na via dos embargos. Precedentes. Rejeição dos embargos. 1. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137985. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.419 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sem razão a parte embargante, uma vez que ausente hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório, conforme previsto no art. 337 do RISTF. O julgado embargado revela-se bastante em si mesmo, visto que não incorreu em omissão, contradição ou obscuridade, tendo o órgão julgador, fundamentadamente, decidido o feito nos limites necessários ao deslinde da controvérsia e nos termos da pacífica jurisprudência da Corte. Ao tratar das questões postas à apreciação da Corte, o acórdão abordou os temas de forma clara e objetiva, com arrimo em precedentes específicos da Corte. Desse modo, reitero que a ausência de constituição definitiva do crédito tributário inviabiliza tão somente o desenvolvimento válido da persecução criminal, acarretando no trancamento da ação penal por ausência de justa causa, sem prejuízo do oferecimento de nova denúncia (ou aditamento da já existente) após o exaurimento da via administrativa, a teor da Súmula Vinculante n 24. Logo, não há que se confundir acórdão contraditório com prestação jurisdicional contrária ao interesse da parte embargante, sendo evidente, na espécie, que sua pretensão é promover a rediscussão da causa, fim para o qual não se presta o presente recurso. Perfilham esse entendimento estes recentes julgados: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Hipóteses autorizadoras do recurso não demonstradas (RISTF, art. 337). Pretendido rejulgamento da causa. Impossibilidade na via dos embargos. Precedentes. Rejeição dos embargos. 1. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1047419 AGR-ED / RS As hipóteses autorizadoras do manejo dos embargos não se fazem presentes na hipótese (RISTF, art. 337). 2. Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte. 3. Embargos de declaração rejeitados.” (ARE n 1.060.474/AP-AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 22/11/17). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM HABEAS CORPUS. PEDIDO DE SUSTENTAÇÃO ORAL. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I Não cabe sustentação oral em julgamento de embargos declaratórios, nos termos do RISTF. II Ausência de pressupostos para a oposição de embargos de declaração. Inexistência das contradições apontadas. III O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, mas os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum. IV Pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que o habeas corpus não é meio idôneo para provocar a reapreciação de matéria de fato. Precedentes. V - Embargos de declaração rejeitados.” (HC n 133.078/RJ-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/8/17). Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137985. Supremo Tribunal Federal ARE 1047419 AGR-ED / RS As hipóteses autorizadoras do manejo dos embargos não se fazem presentes na hipótese (RISTF, art. 337). 2. Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte. 3. Embargos de declaração rejeitados.” (ARE n 1.060.474/AP-AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 22/11/17). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM HABEAS CORPUS. PEDIDO DE SUSTENTAÇÃO ORAL. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I Não cabe sustentação oral em julgamento de embargos declaratórios, nos termos do RISTF. II Ausência de pressupostos para a oposição de embargos de declaração. Inexistência das contradições apontadas. III O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, mas os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum. IV Pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que o habeas corpus não é meio idôneo para provocar a reapreciação de matéria de fato. Precedentes. V - Embargos de declaração rejeitados.” (HC n 133.078/RJ-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/8/17). Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15137985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.419 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : WALTER BIRAL ADV.(A/S) : RAFAEL ZOTTIS LUCIO (78234/RS) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : FERNANDO HABAB HERWIG ADV.(A/S) : AURY CELSO LIMA LOPES JUNIOR (58251/DF, 93253/PR, 31549/RS) ADV.(A/S) : VIRGINIA PACHECO LESSA (57401/RS) ADV.(A/S) : VITOR PACZEK MACHADO (97603/RS) INTDO.(A/S) : ROGERIO AZZI SILVA INTDO.(A/S) : ROGERIO GARCIA DA SILVA ADV.(A/S) : MARCOS EDUARDO FAES EBERHARDT (56544/RS) INTDO.(A/S) : BRENO CARDOSO DA SILVA ADV.(A/S) : DAVI ANDRE COSTA SILVA (82558/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122487 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.419 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : WALTER BIRAL ADV.(A/S) : RAFAEL ZOTTIS LUCIO (78234/RS) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : FERNANDO HABAB HERWIG ADV.(A/S) : AURY CELSO LIMA LOPES JUNIOR (58251/DF, 93253/PR, 31549/RS) ADV.(A/S) : VIRGINIA PACHECO LESSA (57401/RS) ADV.(A/S) : VITOR PACZEK MACHADO (97603/RS) INTDO.(A/S) : ROGERIO AZZI SILVA INTDO.(A/S) : ROGERIO GARCIA DA SILVA ADV.(A/S) : MARCOS EDUARDO FAES EBERHARDT (56544/RS) INTDO.(A/S) : BRENO CARDOSO DA SILVA ADV.(A/S) : DAVI ANDRE COSTA SILVA (82558/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122487 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 047 . 419", "ARE 1047419 AGR - ED / RS", "ARE 1047419 AGR -", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 047 . 419", "Súmula Vinculante n 24", "ARE 1047419 AGR - ED / RS", "Súmula Vinculante n 24", "ARE 1047419 AGR - ED / RS", "Súmula Vinculante n 24 . 2", "Súmula Vinculante n 24", "Súmula Vinculante n 24", "ARE 1047419 AGR - ED / RS", "ARE n 1 . 060 . 474 / AP - AgR - ED", "HC n 133 . 078 / RJ - ED", "ARE", "ARE n 1 . 060 . 474 / AP - AgR - ED", "HC n 133 . 078 / RJ - ED" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 396 - A do CPP", "art . 397 , III , do CPP", "art . 397 , III , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 397 , III , do CPP", "art . 397 , III , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", 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Ementa e Acórdão 15/06/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 155.201 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) :FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA EMBDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL DE CURITIBA EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração e determinar a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 15 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107706. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 15/06/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 155.201 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) :FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA EMBDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL DE CURITIBA EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Na sessão virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018, o Plenário do Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental no habeas corpus e determinou a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. AUTORIDADE COATORA CUJOS ATOS NÃO SE SUBMETEM DIRETAMENTE À ATUAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. COMPETÊNCIA DECLINADA. 1. A competência do Supremo Tribunal Federal para julgar habeas corpus é determinada constitucionalmente em razão do paciente ou da autoridade indigitada coatora (al. i do inc. I do art. 102 da Constituição da República). No rol constitucionalmente definido não se inclui a atribuição deste Supremo Tribunal para processar e julgar originariamente habeas corpus no qual figure como autoridade coatora juiz federal e Tribunal Regional Federal. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento, com a determinação de remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 16.5.2018, Luiz Inácio Lula da Silva opõe, em 18.5.2018, tempestivamente, embargos de declaração. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107707. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 155.201 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) :FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA EMBDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL DE CURITIBA EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Na sessão virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018, o Plenário do Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental no habeas corpus e determinou a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. AUTORIDADE COATORA CUJOS ATOS NÃO SE SUBMETEM DIRETAMENTE À ATUAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. COMPETÊNCIA DECLINADA. 1. A competência do Supremo Tribunal Federal para julgar habeas corpus é determinada constitucionalmente em razão do paciente ou da autoridade indigitada coatora (al. i do inc. I do art. 102 da Constituição da República). No rol constitucionalmente definido não se inclui a atribuição deste Supremo Tribunal para processar e julgar originariamente habeas corpus no qual figure como autoridade coatora juiz federal e Tribunal Regional Federal. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento, com a determinação de remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 16.5.2018, Luiz Inácio Lula da Silva opõe, em 18.5.2018, tempestivamente, embargos de declaração. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 155201 AGR-ED / PR 3. O embargante alega: a) nulidade do acórdão embargado por conter os fundamentos da decisão objeto do agravo regimental; b) omissão quanto aos pedidos de sustentação oral e retirada do agravo regimental do julgamento do Plenário virtual; c) insiste na competência do Supremo Tribunal Federal para o julgamento do presente habeas corpus pela suposta contrariedade a sua decisão proferida no Recurso Extraordinário com Agravo n. 964.246; d) ressalta o “direito de petição utilizado em defesa da higidez constitucional da ordem jurídica” e a competência deste Supremo Tribunal “para fazer cessar lesão ao direito de liberdade de cidadão brasileiro”. Requer sejam acolhidos os presentes embargos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107707. Supremo Tribunal Federal HC 155201 AGR-ED / PR 3. O embargante alega: a) nulidade do acórdão embargado por conter os fundamentos da decisão objeto do agravo regimental; b) omissão quanto aos pedidos de sustentação oral e retirada do agravo regimental do julgamento do Plenário virtual; c) insiste na competência do Supremo Tribunal Federal para o julgamento do presente habeas corpus pela suposta contrariedade a sua decisão proferida no Recurso Extraordinário com Agravo n. 964.246; d) ressalta o “direito de petição utilizado em defesa da higidez constitucional da ordem jurídica” e a competência deste Supremo Tribunal “para fazer cessar lesão ao direito de liberdade de cidadão brasileiro”. Requer sejam acolhidos os presentes embargos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/06/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 155.201 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao embargante. 2. É pacífico o entendimento de os embargos de declaração não se prestarem para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que tenha sido omissa, contraditória ou obscura, o que não ocorre na espécie. O exame da petição recursal é suficiente para constatar não se pretender provocar o esclarecimento de qualquer ponto obscuro, omisso ou contraditório, mas tão somente modificar o conteúdo do julgado, para fazer prevalecer a tese do embargante. 3. A pretensão do embargante é rediscutir a matéria. O Supremo Tribunal Federal assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, [a parte] vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ 191/694-695, Relator o Ministro Celso de Mello). Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107708. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 155.201 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao embargante. 2. É pacífico o entendimento de os embargos de declaração não se prestarem para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que tenha sido omissa, contraditória ou obscura, o que não ocorre na espécie. O exame da petição recursal é suficiente para constatar não se pretender provocar o esclarecimento de qualquer ponto obscuro, omisso ou contraditório, mas tão somente modificar o conteúdo do julgado, para fazer prevalecer a tese do embargante. 3. A pretensão do embargante é rediscutir a matéria. O Supremo Tribunal Federal assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, [a parte] vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ 191/694-695, Relator o Ministro Celso de Mello). Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107708. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE HC 155201 AGR-ED / PR tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE n. 728.047-AgR-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 6.3.2014). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento” (ARE n. 760.524-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 26.11.2013). 4. Pelo exposto, rejeito os embargos de declaração e determino a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107708. Supremo Tribunal Federal HC 155201 AGR-ED / PR tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE n. 728.047-AgR-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 6.3.2014). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento” (ARE n. 760.524-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 26.11.2013). 4. Pelo exposto, rejeito os embargos de declaração e determino a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107708. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/06/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 155.201 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) : FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA (138523/MG) EMBDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL DE CURITIBA EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e determinou a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15069947 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 155.201 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) : FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA (138523/MG) EMBDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL DE CURITIBA EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e determinou a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15069947 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15119672
2018-06-15T00:00:00
2018-06-26T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e determinou a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
sjur387202
- Acórdão(s) citado(s): (ED, REEXAME DA CAUSA) ARE 728047 AgR-ED (2ªT), ARE 760524 AgR-ED (1ªT), RTJ 191/694. Número de páginas: 6. Análise: 16/07/2018, MAD.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
155201
null
HC-AgR-ED
acordaos
HC 155201 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) : FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA EMBDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL DE CURITIBA EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 15/06/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 155.201 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) :FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA EMBDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 13... VARA FEDERAL DE CURITIBA EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4... REGIÃO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração e determinar a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 15 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107706. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 15/06/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 155.201 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) :FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA EMBDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 13... VARA FEDERAL DE CURITIBA EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4... REGIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Na sessão virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018, o Plenário do Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental no habeas corpus e determinou a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. AUTORIDADE COATORA CUJOS ATOS NÃO SE SUBMETEM DIRETAMENTE À ATUAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. COMPETÊNCIA DECLINADA. 1. A competência do Supremo Tribunal Federal para julgar habeas corpus é determinada constitucionalmente em razão do paciente ou da autoridade indigitada coatora (al. i do inc. I do art. 102 da Constituição da República). No rol constitucionalmente definido não se inclui a atribuição deste Supremo Tribunal para processar e julgar originariamente habeas corpus no qual figure como autoridade coatora juiz federal e Tribunal Regional Federal. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento, com a determinação de remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 16.5.2018, Luiz Inácio Lula da Silva opõe, em 18.5.2018, tempestivamente, embargos de declaração. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107707. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 155.201 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) :FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA EMBDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 13... VARA FEDERAL DE CURITIBA EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4... REGIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Na sessão virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018, o Plenário do Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental no habeas corpus e determinou a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. AUTORIDADE COATORA CUJOS ATOS NÃO SE SUBMETEM DIRETAMENTE À ATUAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. COMPETÊNCIA DECLINADA. 1. A competência do Supremo Tribunal Federal para julgar habeas corpus é determinada constitucionalmente em razão do paciente ou da autoridade indigitada coatora (al. i do inc. I do art. 102 da Constituição da República). No rol constitucionalmente definido não se inclui a atribuição deste Supremo Tribunal para processar e julgar originariamente habeas corpus no qual figure como autoridade coatora juiz federal e Tribunal Regional Federal. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento, com a determinação de remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 16.5.2018, Luiz Inácio Lula da Silva opõe, em 18.5.2018, tempestivamente, embargos de declaração. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 155201 AGR-ED / PR 3. O embargante alega: a) nulidade do acórdão embargado por conter os fundamentos da decisão objeto do agravo regimental; b) omissão quanto aos pedidos de sustentação oral e retirada do agravo regimental do julgamento do Plenário virtual; c) insiste na competência do Supremo Tribunal Federal para o julgamento do presente habeas corpus pela suposta contrariedade a sua decisão proferida no Recurso Extraordinário com Agravo n. 964.246; d) ressalta o “direito de petição utilizado em defesa da higidez constitucional da ordem jurídica” e a competência deste Supremo Tribunal “para fazer cessar lesão ao direito de liberdade de cidadão brasileiro”. Requer sejam acolhidos os presentes embargos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107707. Supremo Tribunal Federal HC 155201 AGR-ED / PR 3. O embargante alega: a) nulidade do acórdão embargado por conter os fundamentos da decisão objeto do agravo regimental; b) omissão quanto aos pedidos de sustentação oral e retirada do agravo regimental do julgamento do Plenário virtual; c) insiste na competência do Supremo Tribunal Federal para o julgamento do presente habeas corpus pela suposta contrariedade a sua decisão proferida no Recurso Extraordinário com Agravo n. 964.246; d) ressalta o “direito de petição utilizado em defesa da higidez constitucional da ordem jurídica” e a competência deste Supremo Tribunal “para fazer cessar lesão ao direito de liberdade de cidadão brasileiro”. Requer sejam acolhidos os presentes embargos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/06/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 155.201 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao embargante. 2. É pacífico o entendimento de os embargos de declaração não se prestarem para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que tenha sido omissa, contraditória ou obscura, o que não ocorre na espécie. O exame da petição recursal é suficiente para constatar não se pretender provocar o esclarecimento de qualquer ponto obscuro, omisso ou contraditório, mas tão somente modificar o conteúdo do julgado, para fazer prevalecer a tese do embargante. 3. A pretensão do embargante é rediscutir a matéria. O Supremo Tribunal Federal assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, [a parte] vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ 191/694-695, Relator o Ministro Celso de Mello). Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107708. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 155.201 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao embargante. 2. É pacífico o entendimento de os embargos de declaração não se prestarem para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que tenha sido omissa, contraditória ou obscura, o que não ocorre na espécie. O exame da petição recursal é suficiente para constatar não se pretender provocar o esclarecimento de qualquer ponto obscuro, omisso ou contraditório, mas tão somente modificar o conteúdo do julgado, para fazer prevalecer a tese do embargante. 3. A pretensão do embargante é rediscutir a matéria. O Supremo Tribunal Federal assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, [a parte] vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ 191/694-695, Relator o Ministro Celso de Mello). Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107708. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE HC 155201 AGR-ED / PR tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE n. 728.047-AgR-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 6.3.2014). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento” (ARE n. 760.524-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 26.11.2013). 4. Pelo exposto, rejeito os embargos de declaração e determino a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107708. Supremo Tribunal Federal HC 155201 AGR-ED / PR tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE n. 728.047-AgR-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 6.3.2014). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento” (ARE n. 760.524-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 26.11.2013). 4. Pelo exposto, rejeito os embargos de declaração e determino a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15107708. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/06/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 155.201 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) : FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA (138523/MG) EMBDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 13... VARA FEDERAL DE CURITIBA EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4... REGIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e determinou a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15069947 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 155.201 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) : FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA (138523/MG) EMBDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 13... VARA FEDERAL DE CURITIBA EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4... REGIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e determinou a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para as providências jurídicas cabíveis, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15069947 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 155 . 201", "HABEAS CORPUS 155 . 201", "HABEAS CORPUS 155 . 201", "HC 155201 AGR - ED / PR", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 964 . 246", "HC 155201 AGR - ED / PR", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 964 . 246", "HABEAS CORPUS 155 . 201", "RTJ 191 / 694 - 695", "HABEAS CORPUS 155 . 201", "RTJ 191 / 694 - 695", "HC 155201 AGR - ED / PR", "ARE n . 728 . 047 - AgR - ED", "ARE n . 760 . 524 - AgR - ED", "HC 155201 AGR - ED / PR", "ARE n . 728 . 047 - AgR - ED", "ARE n . 760 . 524 - AgR - ED", "HABEAS CORPUS 155 . 201", "HABEAS CORPUS 155 . 201" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "al . i do inc . I do art . 102 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "al . i do inc . I do art . 102 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 , I e II , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 , I e II , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "VARA FEDERAL DE CURITIBA", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4 .", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "VARA FEDERAL DE CURITIBA", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4 .", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "13", ".", ". .", "VARA FEDERAL DE CURITIBA", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4 . .", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal “", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal “", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "AUSÊNCIA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "13", "VARA FEDERAL DE CURITIBA", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4", "Superior Tribunal de Justiça", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "13", ".", ".", ".", "VARA FEDERAL DE CURITIBA", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4 . . . REGIÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA", "FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA", "FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA", "CÁRMEN LÚCIA", "Luiz Inácio Lula da Silva", "LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA", "FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA", "CÁRMEN LÚCIA", "Luiz", "Inácio Lula da Silva", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA", "FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos", "LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA", "FLAVIO MANUEL POVOA DE LIMA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "15", "/", "06", "/", "2018", "15 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "27", ".", "4", ".", "2018", "4", ".", "5", ".", "2018", "16", ".", "5", ".", "2018", "18", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "27", ".", "4", ".", "2018", "4", ".", "5", ".", "2018", "16", ".", "5", ".", "2018", "18", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "3", ".", "2014", "26", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "3", ".", "2014", "26", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "8", ".", "6", ".", "2018", "14", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "6", ".", "2018", "14", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562.851 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FEDERAÇÃO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FETRANSPOR ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :FLAVIO ANDRADE DE CARVALHO BRITTO AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVOS INTERNOS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravos internos aos quais se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por unanimidade, acordam em negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652107. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 549 Ementa e Acórdão RE 562851 AGR-SEGUNDO / RJ Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652107. Supremo Tribunal Federal RE 562851 AGR-SEGUNDO / RJ Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 550 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562.851 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FEDERAÇÃO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FETRANSPOR ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :FLAVIO ANDRADE DE CARVALHO BRITTO AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravos Internos contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que deu parcial provimento aos Recursos Extraordinários para determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que julgue a representação de inconstitucionalidade da Lei Complementar Municipal 37/98. Em seu agravo, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro postula a reversão do julgado, sustentando que “(...) estão sim individualizados os destinatários da norma, afastando-as do exame abstrato de constitucionalidade, pelo que é correta a decisão proferida pela Corte Estadual” (fl. 509) Já a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro argumenta, em suma, que (a) “(...) em se tratando de lei formal, de efeitos concretos, cuja expedição não decorra de prévia determinação de outra lei ou da Constituição Estadual ou Federal, o Pretório Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652108. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562.851 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FEDERAÇÃO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FETRANSPOR ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :FLAVIO ANDRADE DE CARVALHO BRITTO AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravos Internos contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que deu parcial provimento aos Recursos Extraordinários para determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que julgue a representação de inconstitucionalidade da Lei Complementar Municipal 37/98. Em seu agravo, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro postula a reversão do julgado, sustentando que “(...) estão sim individualizados os destinatários da norma, afastando-as do exame abstrato de constitucionalidade, pelo que é correta a decisão proferida pela Corte Estadual” (fl. 509) Já a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro argumenta, em suma, que (a) “(...) em se tratando de lei formal, de efeitos concretos, cuja expedição não decorra de prévia determinação de outra lei ou da Constituição Estadual ou Federal, o Pretório Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 551 Relatório RE 562851 AGR-SEGUNDO / RJ Excelso somente admite o controle concentrado de constitucionalidade quando, examinando a norma, constatar a presença dos requisitos de generalidade, abstração e impessoalidade” (fl. 519) ; e (b) houve erro material na análise do RE 596.486 AgR, o que o descaracteriza como precedente apto a ser aplicado ao presente caso. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652108. Supremo Tribunal Federal RE 562851 AGR-SEGUNDO / RJ Excelso somente admite o controle concentrado de constitucionalidade quando, examinando a norma, constatar a presença dos requisitos de generalidade, abstração e impessoalidade” (fl. 519) ; e (b) houve erro material na análise do RE 596.486 AgR, o que o descaracteriza como precedente apto a ser aplicado ao presente caso. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 552 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562.851 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO: vistos, etc. Trata-se de dois recursos extraordinários, ambos interpostos com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Acórdão assim ementado (fls. 196): “Representação por Inconstitucionalidade contra dispositivos de Lei. Contencioso de princípios. Prazo de exploração de serviço público de ônibus. Prorrogação das delegações de serviço municipal de transportes coletivos regidos pela Lei nº 755, de 27 de agosto de 1953. Manutenção dos prazos dos contratos e termos de delegação vigentes antes da Carta de 1988. Dispositivos de lei rígidos a disciplinar a transição dos regimes contratuais anteriores, com o regime de Lei nº 89897/95. Permanência ou não da eficácia das concessões por prazo determinado, em caráter precário, com prazo vencido, sob condições administrativas de resolução. Jurisprudência prevalente e reiterada deste Órgão Especial em hipóteses semelhantes de que falta evidente de abstratividade, generalidade e impessoalidade, o que afasta a possibilidade de controle concentrado de constitucionalidade. Lei de efeito concreto, pois determina que ‘a permissão de serviço será formalizada mediante contrato de adesão, sem prejuízo de seu caráter precário, mantidas automaticamente pelo prazo de 10 anos, prorrogável por iguais períodos, as atuais concessões, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562.851 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO: vistos, etc. Trata-se de dois recursos extraordinários, ambos interpostos com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Acórdão assim ementado (fls. 196): “Representação por Inconstitucionalidade contra dispositivos de Lei. Contencioso de princípios. Prazo de exploração de serviço público de ônibus. Prorrogação das delegações de serviço municipal de transportes coletivos regidos pela Lei nº 755, de 27 de agosto de 1953. Manutenção dos prazos dos contratos e termos de delegação vigentes antes da Carta de 1988. Dispositivos de lei rígidos a disciplinar a transição dos regimes contratuais anteriores, com o regime de Lei nº 89897/95. Permanência ou não da eficácia das concessões por prazo determinado, em caráter precário, com prazo vencido, sob condições administrativas de resolução. Jurisprudência prevalente e reiterada deste Órgão Especial em hipóteses semelhantes de que falta evidente de abstratividade, generalidade e impessoalidade, o que afasta a possibilidade de controle concentrado de constitucionalidade. Lei de efeito concreto, pois determina que ‘a permissão de serviço será formalizada mediante contrato de adesão, sem prejuízo de seu caráter precário, mantidas automaticamente pelo prazo de 10 anos, prorrogável por iguais períodos, as atuais concessões, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 553 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 562851 AGR-SEGUNDO / RJ permissões e autorizações, decorrentes das disposições legais contidas na Lei nº 775 de 27.8.1953 e nas normas complementares, promovendo o órgão setorial pela Lei 881/86, no prazo de 90 dias a contar da publicação desta Lei Complementar, a adaptação das aludidas permissões e autorizações às regras nelas previstas, como também ‘as concessões e permissões de serviço público delegadas anteriormente à entrada em vigor da Constituição de 1988 consideram-se válidas e eficazes pelo prazo fixado no contrato ou termo e, finalmente ‘as concessões por prazo indeterminado em caráter precário com prazo vencido, inclusive por força de legislação anterior permanecerão eficazes pelo prazo necessário à realização dos levantamentos e avaliações indispensáveis à organização das licitações que procederão à outorga das concessões que as substituirão, prazo esse não inferior a 60 meses, contados da data da publicação desta Lei Complementar’. Logo ‘atos como esse, de efeitos concretos, não expõem, em nosso sistema de direito positivo, à possibilidade jurídico-processual de fiscalização abstrata de constitucionalidade, tanto que tais espécies jurídicas, que têm objeto determinado e destinatários certos, não espelham, em seu conteúdo, normas disciplinadoras de relações jurídicas em abstrato, sendo exatamente essa falta a que impede a instauração do processo objetivo apropriado’. Precedentes da Suprema Corte colhidos nos julgamentos do Mandado de Segurança nº 23.137-02 SP. Decisão específica na Representação por Inconstitucionalidade nº 155/02 julgada em 9.8.2004, sendo Relator o e. Des. Laerson Mauro, referindo-se a Representação por Inconstitucionalidade 138/2002, julgada em 29.3.2004 pelo voto condutor – do Des. Raul Quental. Na mesma direção do descabimento da Representação por Inconstitucionalidade, os votos condutores – da lavra do e. Des. Roberto Wider nas Representações por Inconstitucionalidade 137/2002, julgada em 3.10.2005 e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Supremo Tribunal Federal RE 562851 AGR-SEGUNDO / RJ permissões e autorizações, decorrentes das disposições legais contidas na Lei nº 775 de 27.8.1953 e nas normas complementares, promovendo o órgão setorial pela Lei 881/86, no prazo de 90 dias a contar da publicação desta Lei Complementar, a adaptação das aludidas permissões e autorizações às regras nelas previstas, como também ‘as concessões e permissões de serviço público delegadas anteriormente à entrada em vigor da Constituição de 1988 consideram-se válidas e eficazes pelo prazo fixado no contrato ou termo e, finalmente ‘as concessões por prazo indeterminado em caráter precário com prazo vencido, inclusive por força de legislação anterior permanecerão eficazes pelo prazo necessário à realização dos levantamentos e avaliações indispensáveis à organização das licitações que procederão à outorga das concessões que as substituirão, prazo esse não inferior a 60 meses, contados da data da publicação desta Lei Complementar’. Logo ‘atos como esse, de efeitos concretos, não expõem, em nosso sistema de direito positivo, à possibilidade jurídico-processual de fiscalização abstrata de constitucionalidade, tanto que tais espécies jurídicas, que têm objeto determinado e destinatários certos, não espelham, em seu conteúdo, normas disciplinadoras de relações jurídicas em abstrato, sendo exatamente essa falta a que impede a instauração do processo objetivo apropriado’. Precedentes da Suprema Corte colhidos nos julgamentos do Mandado de Segurança nº 23.137-02 SP. Decisão específica na Representação por Inconstitucionalidade nº 155/02 julgada em 9.8.2004, sendo Relator o e. Des. Laerson Mauro, referindo-se a Representação por Inconstitucionalidade 138/2002, julgada em 29.3.2004 pelo voto condutor – do Des. Raul Quental. Na mesma direção do descabimento da Representação por Inconstitucionalidade, os votos condutores – da lavra do e. Des. Roberto Wider nas Representações por Inconstitucionalidade 137/2002, julgada em 3.10.2005 e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 554 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 562851 AGR-SEGUNDO / RJ 63/2003, julgada também em 3.10.2005. Representação que não se conhece.” 2. Pois bem, o Município do Rio de Janeiro aponta ofensa ao art. 2º, ao caput e incisos XXXV e LV do art. 5º, ao inciso XXVII do art. 22, ao caput do art. 37, ao inciso IX do art. 93, ao art. 97, ao § 2º do art. 125 e ao caput do art. 175, todos da Constituição Federal. Alega que, nos termos da jurisprudência do STF, “o descabimento da ação direta apenas se dá diante de inequívoco e típico ato administrativo” (fls. 265) e que “desde que tenha um mínimo de normatividade, generalidade ou abstratividade a lei se afasta da moldura de ato de efeitos concretos e chama o cabimento do controle concentrado” (fls. 268). Aduz que a representação de inconstitucionalidade é de ser conhecida pela instância judicante de origem, sustentando que a Lei Complementar 37/1998 é “ato de destinatários determináveis – os detentores das permissões – porém não individualizados, preservando assim a lei o seu caráter normativo, abstrato e genérico e, desta sorte, apartando-se daqueles atos de efeitos concretos” (fls. 273). 3. A seu turno, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro aponta violação ao art. 2º, ao caput do art. 37, ao § 2º do art. 125 e ao caput do art. 175, todos da Magna Carta de 1988. 4. A Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral Wagner de Castro Mathias Netto, opina pelo provimento dos recursos. 5. Tenho que os recursos merecem parcial acolhida. Isso porque é do meu pensar (tal como consignei no julgamento da ADI 4049-MC) que a lei não precisa de densidade normativa para se expor ao controle abstrato de constitucionalidade. Para esse efeito, exige-se tal densidade apenas para o ato que não caracterize lei em sentido formal. 6. Essa distinção parte da evidência de que a lei (como todo e qualquer modelo que o art. 59/CF expressamente lista) é, por definição, ato de aplicação primeira da Constituição. Por isso que inova primariamente a Ordem Jurídica. Inova primariamente a Ordem Jurídica, entenda-se, em face da teoria 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Supremo Tribunal Federal RE 562851 AGR-SEGUNDO / RJ 63/2003, julgada também em 3.10.2005. Representação que não se conhece.” 2. Pois bem, o Município do Rio de Janeiro aponta ofensa ao art. 2º, ao caput e incisos XXXV e LV do art. 5º, ao inciso XXVII do art. 22, ao caput do art. 37, ao inciso IX do art. 93, ao art. 97, ao § 2º do art. 125 e ao caput do art. 175, todos da Constituição Federal. Alega que, nos termos da jurisprudência do STF, “o descabimento da ação direta apenas se dá diante de inequívoco e típico ato administrativo” (fls. 265) e que “desde que tenha um mínimo de normatividade, generalidade ou abstratividade a lei se afasta da moldura de ato de efeitos concretos e chama o cabimento do controle concentrado” (fls. 268). Aduz que a representação de inconstitucionalidade é de ser conhecida pela instância judicante de origem, sustentando que a Lei Complementar 37/1998 é “ato de destinatários determináveis – os detentores das permissões – porém não individualizados, preservando assim a lei o seu caráter normativo, abstrato e genérico e, desta sorte, apartando-se daqueles atos de efeitos concretos” (fls. 273). 3. A seu turno, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro aponta violação ao art. 2º, ao caput do art. 37, ao § 2º do art. 125 e ao caput do art. 175, todos da Magna Carta de 1988. 4. A Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral Wagner de Castro Mathias Netto, opina pelo provimento dos recursos. 5. Tenho que os recursos merecem parcial acolhida. Isso porque é do meu pensar (tal como consignei no julgamento da ADI 4049-MC) que a lei não precisa de densidade normativa para se expor ao controle abstrato de constitucionalidade. Para esse efeito, exige-se tal densidade apenas para o ato que não caracterize lei em sentido formal. 6. Essa distinção parte da evidência de que a lei (como todo e qualquer modelo que o art. 59/CF expressamente lista) é, por definição, ato de aplicação primeira da Constituição. Por isso que inova primariamente a Ordem Jurídica. Inova primariamente a Ordem Jurídica, entenda-se, em face da teoria 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 555 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 562851 AGR-SEGUNDO / RJ que faz da Constituição originária um documento de fundação ou inauguração do ordenamento jurídico de um povo soberano. 7. Por outro lado, observo que o aresto impugnado destoa do entendimento adotado no julgamento do RE 596.486-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia, no sentido de que se verifica na Lei Complementar 37/1998, do Município do Rio de Janeiro, um necessário coeficiente de abstração, generalidade e impessoalidade. Leia-se do voto condutor do acordão: “2. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal Federal assentou, para fins de análise de constitucionalidade de normas por meio do sistema de controle concentrado, que a ‘determinabilidade dos destinatários não se confunde com a sua individualização, que, esta sim, poderia convertê-lo em ato de efeitos concretos, embora plúrimos’ (ADI 1.655, Rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ 2.4.2004). 3. Há na norma impugnada (Lei Complementar estadual n. 37/1998) a determinação dos destinatários representados pelos passageiros de transporte público do Município do Rio de Janeiro, todavia essa determinabilidade não configura individualização apta a impedir o exame de sua constitucionalidade pelo controle concentrado.” Ante o exposto, e frente ao § 1º-A do art. 557 do CPC, dou parcial provimento aos recursos extraordinários, a fim de que a instância judicante de origem prossiga no julgamento da representação por inconstitucionalidade. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois os Agravos Internos não apresentaram qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Cumpre destacar que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL vem rejeitando as teses colocadas nos presentes recursos. Veja- 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Supremo Tribunal Federal RE 562851 AGR-SEGUNDO / RJ que faz da Constituição originária um documento de fundação ou inauguração do ordenamento jurídico de um povo soberano. 7. Por outro lado, observo que o aresto impugnado destoa do entendimento adotado no julgamento do RE 596.486-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia, no sentido de que se verifica na Lei Complementar 37/1998, do Município do Rio de Janeiro, um necessário coeficiente de abstração, generalidade e impessoalidade. Leia-se do voto condutor do acordão: “2. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal Federal assentou, para fins de análise de constitucionalidade de normas por meio do sistema de controle concentrado, que a ‘determinabilidade dos destinatários não se confunde com a sua individualização, que, esta sim, poderia convertê-lo em ato de efeitos concretos, embora plúrimos’ (ADI 1.655, Rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ 2.4.2004). 3. Há na norma impugnada (Lei Complementar estadual n. 37/1998) a determinação dos destinatários representados pelos passageiros de transporte público do Município do Rio de Janeiro, todavia essa determinabilidade não configura individualização apta a impedir o exame de sua constitucionalidade pelo controle concentrado.” Ante o exposto, e frente ao § 1º-A do art. 557 do CPC, dou parcial provimento aos recursos extraordinários, a fim de que a instância judicante de origem prossiga no julgamento da representação por inconstitucionalidade. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois os Agravos Internos não apresentaram qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Cumpre destacar que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL vem rejeitando as teses colocadas nos presentes recursos. Veja- 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 556 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 562851 AGR-SEGUNDO / RJ se, a título exemplificativo, a decisão monocrática no RE 604.578 (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 19/3/2013). Diante do exposto, nego provimento aos Agravos Internos. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Supremo Tribunal Federal RE 562851 AGR-SEGUNDO / RJ se, a título exemplificativo, a decisão monocrática no RE 604.578 (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 19/3/2013). Diante do exposto, nego provimento aos Agravos Internos. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 557 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562.851 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FEDERAÇÃO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FETRANSPOR ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO (17615/DF) E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : FLAVIO ANDRADE DE CARVALHO BRITTO (58606/DF, 051304/RJ, 159347/SP) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735468 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562.851 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FEDERAÇÃO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FETRANSPOR ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO (17615/DF) E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : FLAVIO ANDRADE DE CARVALHO BRITTO (58606/DF, 051304/RJ, 159347/SP) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735468 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10 558
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747747670
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVOS INTERNOS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravos internos aos quais se nega provimento.
sjur387675
Número de páginas: 10. Análise: 11/08/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
562851
null
RE-AgR-segundo
acordaos
RE 562851 AgR-segundo
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AGTE.(S) : FEDERAÇÃO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FETRANSPOR ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : FLAVIO ANDRADE DE CARVALHO BRITTO AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
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Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562.851 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FEDERAÇÃO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FETRANSPOR ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :FLAVIO ANDRADE DE CARVALHO BRITTO AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVOS INTERNOS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravos internos aos quais se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por unanimidade, acordam em negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652107. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 549 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 562851 AGR-SEGUNDO / RJ Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652107. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 562851 AGR-SEGUNDO / RJ Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 550 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562.851 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FEDERAÇÃO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FETRANSPOR ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :FLAVIO ANDRADE DE CARVALHO BRITTO AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravos Internos contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que deu parcial provimento aos Recursos Extraordinários para determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que julgue a representação de inconstitucionalidade da Lei Complementar Municipal 37/98. Em seu agravo, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro postula a reversão do julgado, sustentando que “(...) estão sim individualizados os destinatários da norma, afastando-as do exame abstrato de constitucionalidade, pelo que é correta a decisão proferida pela Corte Estadual” (fl. 509) Já a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro argumenta, em suma, que (a) “(...) em se tratando de lei formal, de efeitos concretos, cuja expedição não decorra de prévia determinação de outra lei ou da Constituição Estadual ou Federal, o Pretório Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652108. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562.851 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FEDERAÇÃO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FETRANSPOR ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :FLAVIO ANDRADE DE CARVALHO BRITTO AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravos Internos contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que deu parcial provimento aos Recursos Extraordinários para determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que julgue a representação de inconstitucionalidade da Lei Complementar Municipal 37/98. Em seu agravo, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro postula a reversão do julgado, sustentando que “(...) estão sim individualizados os destinatários da norma, afastando-as do exame abstrato de constitucionalidade, pelo que é correta a decisão proferida pela Corte Estadual” (fl. 509) Já a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro argumenta, em suma, que (a) “(...) em se tratando de lei formal, de efeitos concretos, cuja expedição não decorra de prévia determinação de outra lei ou da Constituição Estadual ou Federal, o Pretório Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 551 Relatório Recurso Extraordinário 562851 AGR-SEGUNDO / RJ Excelso somente admite o controle concentrado de constitucionalidade quando, examinando a norma, constatar a presença dos requisitos de generalidade, abstração e impessoalidade” (fl. 519) ; e (b) houve erro material na análise do Recurso Extraordinário 596.486 AgR, o que o descaracteriza como precedente apto a ser aplicado ao presente caso. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652108. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 562851 AGR-SEGUNDO / RJ Excelso somente admite o controle concentrado de constitucionalidade quando, examinando a norma, constatar a presença dos requisitos de generalidade, abstração e impessoalidade” (fl. 519) ; e (b) houve erro material na análise do Recurso Extraordinário 596.486 AgR, o que o descaracteriza como precedente apto a ser aplicado ao presente caso. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 552 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562.851 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO: vistos, etc. Trata-se de dois recursos extraordinários, ambos interpostos com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Acórdão assim ementado (fls. 196): “Representação por Inconstitucionalidade contra dispositivos de Lei. Contencioso de princípios. Prazo de exploração de serviço público de ônibus. Prorrogação das delegações de serviço municipal de transportes coletivos regidos pela Lei n 755, de 27 de agosto de 1953. Manutenção dos prazos dos contratos e termos de delegação vigentes antes da Carta de 1988. Dispositivos de lei rígidos a disciplinar a transição dos regimes contratuais anteriores, com o regime de Lei n 89897/95. Permanência ou não da eficácia das concessões por prazo determinado, em caráter precário, com prazo vencido, sob condições administrativas de resolução. Jurisprudência prevalente e reiterada deste Órgão Especial em hipóteses semelhantes de que falta evidente de abstratividade, generalidade e impessoalidade, o que afasta a possibilidade de controle concentrado de constitucionalidade. Lei de efeito concreto, pois determina que ‘a permissão de serviço será formalizada mediante contrato de adesão, sem prejuízo de seu caráter precário, mantidas automaticamente pelo prazo de 10 anos, prorrogável por iguais períodos, as atuais concessões, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562.851 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO: vistos, etc. Trata-se de dois recursos extraordinários, ambos interpostos com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Acórdão assim ementado (fls. 196): “Representação por Inconstitucionalidade contra dispositivos de Lei. Contencioso de princípios. Prazo de exploração de serviço público de ônibus. Prorrogação das delegações de serviço municipal de transportes coletivos regidos pela Lei n 755, de 27 de agosto de 1953. Manutenção dos prazos dos contratos e termos de delegação vigentes antes da Carta de 1988. Dispositivos de lei rígidos a disciplinar a transição dos regimes contratuais anteriores, com o regime de Lei n 89897/95. Permanência ou não da eficácia das concessões por prazo determinado, em caráter precário, com prazo vencido, sob condições administrativas de resolução. Jurisprudência prevalente e reiterada deste Órgão Especial em hipóteses semelhantes de que falta evidente de abstratividade, generalidade e impessoalidade, o que afasta a possibilidade de controle concentrado de constitucionalidade. Lei de efeito concreto, pois determina que ‘a permissão de serviço será formalizada mediante contrato de adesão, sem prejuízo de seu caráter precário, mantidas automaticamente pelo prazo de 10 anos, prorrogável por iguais períodos, as atuais concessões, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 553 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 562851 AGR-SEGUNDO / RJ permissões e autorizações, decorrentes das disposições legais contidas na Lei n 775 de 27.8.1953 e nas normas complementares, promovendo o órgão setorial pela Lei 881/86, no prazo de 90 dias a contar da publicação desta Lei Complementar, a adaptação das aludidas permissões e autorizações às regras nelas previstas, como também ‘as concessões e permissões de serviço público delegadas anteriormente à entrada em vigor da Constituição de 1988 consideram-se válidas e eficazes pelo prazo fixado no contrato ou termo e, finalmente ‘as concessões por prazo indeterminado em caráter precário com prazo vencido, inclusive por força de legislação anterior permanecerão eficazes pelo prazo necessário à realização dos levantamentos e avaliações indispensáveis à organização das licitações que procederão à outorga das concessões que as substituirão, prazo esse não inferior a 60 meses, contados da data da publicação desta Lei Complementar’. Logo ‘atos como esse, de efeitos concretos, não expõem, em nosso sistema de direito positivo, à possibilidade jurídico-processual de fiscalização abstrata de constitucionalidade, tanto que tais espécies jurídicas, que têm objeto determinado e destinatários certos, não espelham, em seu conteúdo, normas disciplinadoras de relações jurídicas em abstrato, sendo exatamente essa falta a que impede a instauração do processo objetivo apropriado’. Precedentes da Suprema Corte colhidos nos julgamentos do Mandado de Segurança n 23.137-02 SP. Decisão específica na Representação por Inconstitucionalidade n 155/02 julgada em 9.8.2004, sendo Relator o e. Des. Laerson Mauro, referindo-se a Representação por Inconstitucionalidade 138/2002, julgada em 29.3.2004 pelo voto condutor – do Des. Raul Quental. Na mesma direção do descabimento da Representação por Inconstitucionalidade, os votos condutores – da lavra do e. Des. Roberto Wider nas Representações por Inconstitucionalidade 137/2002, julgada em 3.10.2005 e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 562851 AGR-SEGUNDO / RJ permissões e autorizações, decorrentes das disposições legais contidas na Lei n 775 de 27.8.1953 e nas normas complementares, promovendo o órgão setorial pela Lei 881/86, no prazo de 90 dias a contar da publicação desta Lei Complementar, a adaptação das aludidas permissões e autorizações às regras nelas previstas, como também ‘as concessões e permissões de serviço público delegadas anteriormente à entrada em vigor da Constituição de 1988 consideram-se válidas e eficazes pelo prazo fixado no contrato ou termo e, finalmente ‘as concessões por prazo indeterminado em caráter precário com prazo vencido, inclusive por força de legislação anterior permanecerão eficazes pelo prazo necessário à realização dos levantamentos e avaliações indispensáveis à organização das licitações que procederão à outorga das concessões que as substituirão, prazo esse não inferior a 60 meses, contados da data da publicação desta Lei Complementar’. Logo ‘atos como esse, de efeitos concretos, não expõem, em nosso sistema de direito positivo, à possibilidade jurídico-processual de fiscalização abstrata de constitucionalidade, tanto que tais espécies jurídicas, que têm objeto determinado e destinatários certos, não espelham, em seu conteúdo, normas disciplinadoras de relações jurídicas em abstrato, sendo exatamente essa falta a que impede a instauração do processo objetivo apropriado’. Precedentes da Suprema Corte colhidos nos julgamentos do Mandado de Segurança n 23.137-02 SP. Decisão específica na Representação por Inconstitucionalidade n 155/02 julgada em 9.8.2004, sendo Relator o e. Des. Laerson Mauro, referindo-se a Representação por Inconstitucionalidade 138/2002, julgada em 29.3.2004 pelo voto condutor – do Des. Raul Quental. Na mesma direção do descabimento da Representação por Inconstitucionalidade, os votos condutores – da lavra do e. Des. Roberto Wider nas Representações por Inconstitucionalidade 137/2002, julgada em 3.10.2005 e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 554 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 562851 AGR-SEGUNDO / RJ 63/2003, julgada também em 3.10.2005. Representação que não se conhece.” 2. Pois bem, o Município do Rio de Janeiro aponta ofensa ao art. 2..., ao caput e incisos XXXV e LV do art. 5..., ao inciso XXVII do art. 22, ao caput do art. 37, ao inciso IX do art. 93, ao art. 97, ao § 2... do art. 125 e ao caput do art. 175, todos da Constituição Federal. Alega que, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o descabimento da ação direta apenas se dá diante de inequívoco e típico ato administrativo” (fls. 265) e que “desde que tenha um mínimo de normatividade, generalidade ou abstratividade a lei se afasta da moldura de ato de efeitos concretos e chama o cabimento do controle concentrado” (fls. 268). Aduz que a representação de inconstitucionalidade é de ser conhecida pela instância judicante de origem, sustentando que a Lei Complementar 37/1998 é “ato de destinatários determináveis – os detentores das permissões – porém não individualizados, preservando assim a lei o seu caráter normativo, abstrato e genérico e, desta sorte, apartando-se daqueles atos de efeitos concretos” (fls. 273). 3. A seu turno, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro aponta violação ao art. 2..., ao caput do art. 37, ao § 2... do art. 125 e ao caput do art. 175, todos da Magna Carta de 1988. 4. A Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral Wagner de Castro Mathias Netto, opina pelo provimento dos recursos. 5. Tenho que os recursos merecem parcial acolhida. Isso porque é do meu pensar (tal como consignei no julgamento da ADI 4049-MC) que a lei não precisa de densidade normativa para se expor ao controle abstrato de constitucionalidade. Para esse efeito, exige-se tal densidade apenas para o ato que não caracterize lei em sentido formal. 6. Essa distinção parte da evidência de que a lei (como todo e qualquer modelo que o art. 59/Constituição Federal de 1988 expressamente lista) é, por definição, ato de aplicação primeira da Constituição. Por isso que inova primariamente a Ordem Jurídica. Inova primariamente a Ordem Jurídica, entenda-se, em face da teoria 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 562851 AGR-SEGUNDO / RJ 63/2003, julgada também em 3.10.2005. Representação que não se conhece.” 2. Pois bem, o Município do Rio de Janeiro aponta ofensa ao art. 2..., ao caput e incisos XXXV e LV do art. 5..., ao inciso XXVII do art. 22, ao caput do art. 37, ao inciso IX do art. 93, ao art. 97, ao § 2... do art. 125 e ao caput do art. 175, todos da Constituição Federal. Alega que, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o descabimento da ação direta apenas se dá diante de inequívoco e típico ato administrativo” (fls. 265) e que “desde que tenha um mínimo de normatividade, generalidade ou abstratividade a lei se afasta da moldura de ato de efeitos concretos e chama o cabimento do controle concentrado” (fls. 268). Aduz que a representação de inconstitucionalidade é de ser conhecida pela instância judicante de origem, sustentando que a Lei Complementar 37/1998 é “ato de destinatários determináveis – os detentores das permissões – porém não individualizados, preservando assim a lei o seu caráter normativo, abstrato e genérico e, desta sorte, apartando-se daqueles atos de efeitos concretos” (fls. 273). 3. A seu turno, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro aponta violação ao art. 2..., ao caput do art. 37, ao § 2... do art. 125 e ao caput do art. 175, todos da Magna Carta de 1988. 4. A Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral Wagner de Castro Mathias Netto, opina pelo provimento dos recursos. 5. Tenho que os recursos merecem parcial acolhida. Isso porque é do meu pensar (tal como consignei no julgamento da ADI 4049-MC) que a lei não precisa de densidade normativa para se expor ao controle abstrato de constitucionalidade. Para esse efeito, exige-se tal densidade apenas para o ato que não caracterize lei em sentido formal. 6. Essa distinção parte da evidência de que a lei (como todo e qualquer modelo que o art. 59/Constituição Federal de 1988 expressamente lista) é, por definição, ato de aplicação primeira da Constituição. Por isso que inova primariamente a Ordem Jurídica. Inova primariamente a Ordem Jurídica, entenda-se, em face da teoria 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 555 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 562851 AGR-SEGUNDO / RJ que faz da Constituição originária um documento de fundação ou inauguração do ordenamento jurídico de um povo soberano. 7. Por outro lado, observo que o aresto impugnado destoa do entendimento adotado no julgamento do Recurso Extraordinário 596.486-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia, no sentido de que se verifica na Lei Complementar 37/1998, do Município do Rio de Janeiro, um necessário coeficiente de abstração, generalidade e impessoalidade. Leia-se do voto condutor do acordão: “2. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal Federal assentou, para fins de análise de constitucionalidade de normas por meio do sistema de controle concentrado, que a ‘determinabilidade dos destinatários não se confunde com a sua individualização, que, esta sim, poderia convertê-lo em ato de efeitos concretos, embora plúrimos’ (ADI 1.655, Rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ 2.4.2004). 3. Há na norma impugnada (Lei Complementar estadual n. 37/1998) a determinação dos destinatários representados pelos passageiros de transporte público do Município do Rio de Janeiro, todavia essa determinabilidade não configura individualização apta a impedir o exame de sua constitucionalidade pelo controle concentrado.” Ante o exposto, e frente ao § 1...-A do art. 557 do Código de Processo Civil, dou parcial provimento aos recursos extraordinários, a fim de que a instância judicante de origem prossiga no julgamento da representação por inconstitucionalidade. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois os Agravos Internos não apresentaram qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Cumpre destacar que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL vem rejeitando as teses colocadas nos presentes recursos. Veja- 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 562851 AGR-SEGUNDO / RJ que faz da Constituição originária um documento de fundação ou inauguração do ordenamento jurídico de um povo soberano. 7. Por outro lado, observo que o aresto impugnado destoa do entendimento adotado no julgamento do Recurso Extraordinário 596.486-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia, no sentido de que se verifica na Lei Complementar 37/1998, do Município do Rio de Janeiro, um necessário coeficiente de abstração, generalidade e impessoalidade. Leia-se do voto condutor do acordão: “2. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal Federal assentou, para fins de análise de constitucionalidade de normas por meio do sistema de controle concentrado, que a ‘determinabilidade dos destinatários não se confunde com a sua individualização, que, esta sim, poderia convertê-lo em ato de efeitos concretos, embora plúrimos’ (ADI 1.655, Rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ 2.4.2004). 3. Há na norma impugnada (Lei Complementar estadual n. 37/1998) a determinação dos destinatários representados pelos passageiros de transporte público do Município do Rio de Janeiro, todavia essa determinabilidade não configura individualização apta a impedir o exame de sua constitucionalidade pelo controle concentrado.” Ante o exposto, e frente ao § 1...-A do art. 557 do Código de Processo Civil, dou parcial provimento aos recursos extraordinários, a fim de que a instância judicante de origem prossiga no julgamento da representação por inconstitucionalidade. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois os Agravos Internos não apresentaram qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Cumpre destacar que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL vem rejeitando as teses colocadas nos presentes recursos. Veja- 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 556 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 562851 AGR-SEGUNDO / RJ se, a título exemplificativo, a decisão monocrática no Recurso Extraordinário 604.578 (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 19/3/2013). Diante do exposto, nego provimento aos Agravos Internos. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 562851 AGR-SEGUNDO / RJ se, a título exemplificativo, a decisão monocrática no Recurso Extraordinário 604.578 (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 19/3/2013). Diante do exposto, nego provimento aos Agravos Internos. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652109. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 557 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562.851 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FEDERAÇÃO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FETRANSPOR ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO (17615/DF) E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : FLAVIO ANDRADE DE CARVALHO BRITTO (58606/DF, 051304/RJ, 159347/SP) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735468 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562.851 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FEDERAÇÃO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FETRANSPOR ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO (17615/DF) E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : FLAVIO ANDRADE DE CARVALHO BRITTO (58606/DF, 051304/RJ, 159347/SP) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735468 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10 558
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562 . 851", "Recurso Extraordinário 562851 AGR", "Recurso Extraordinário 562851 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562 . 851", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562 . 851", "Recurso Extraordinário 562851 AGR", "Recurso", "Recurso Extraordinário 562851 AGR", "Recurso Extraordinário 596 . 486 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562 . 851", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 562 . 851", "Recurso Extraordinário 562851 AGR - SEGUNDO / RJ", "Mandado de Segurança n 23 . 137 - 02 SP", "Representação por Inconstitucionalidade n 155 / 02", "Representação por Inconstitucionalidade 138 / 2002", "Representações por Inconstitucionalidade 137 / 2002", "Recurso Extraordinário 562851 AGR", "Mandado de Segurança n 23 . 137 - 02 SP", "Representação por Inconstitucionalidade n 155 / 02", "Representação por Inconstitucionalidade 138 / 2002", "Representações por Inconstitucionalidade 137 / 2002", "Recurso Extraordinário 562851 AGR", "-", "SEGUNDO / RJ 63 / 2003", "ADI 4049 - MC", "Recurso 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Ementa e Acórdão 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.443 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :RAIMUNDO PEREIRA NOBRE ADV.(A/S) :JOSE EYMARD LOGUERCIO AGDO.(A/S) :BANCO BRADESCO S.A. ADV.(A/S) :VICTOR RUSSOMANO JUNIOR Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. DISPENSA DE EMPREGADO. MOTIVAÇÃO DO ATO. PRIVATIZAÇÃO DE BANCO. INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA/STF 280. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - É inadmissível o recurso extraordinário com agravo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa ( art. 1.021, § 4°, do CPC). A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4°, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087179. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.443 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :RAIMUNDO PEREIRA NOBRE ADV.(A/S) :JOSE EYMARD LOGUERCIO AGDO.(A/S) :BANCO BRADESCO S.A. ADV.(A/S) :VICTOR RUSSOMANO JUNIOR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. A parte agravante interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 68 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087180. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.443 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :RAIMUNDO PEREIRA NOBRE ADV.(A/S) :JOSE EYMARD LOGUERCIO AGDO.(A/S) :BANCO BRADESCO S.A. ADV.(A/S) :VICTOR RUSSOMANO JUNIOR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. A parte agravante interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 68 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.443 CEARÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Consta da decisão agravada: “A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o Tribunal de origem decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Decreto Estadual 21.325/1991). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo , o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280/STF. Nesse sentido, destaco julgados desta Corte, cujas ementas transcrevo a seguir: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL (DECRETO ESTADUAL Nº 21.325/1991). SÚMULA 280/STF. Não há matéria constitucional a ser examinada em controvérsia sobre dispensa imotivada de empregado empresa de economia mista estadual, por demandar interpretação de legislação local (Decreto nº 21.325/1991, editado pelo Estado do Ceará). Incide, portanto, a Súmula 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 716.547-AgR/CE, Rel. Min. Roberto Barroso).’ ‘AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087181. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.443 CEARÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Consta da decisão agravada: “A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o Tribunal de origem decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Decreto Estadual 21.325/1991). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo , o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280/STF. Nesse sentido, destaco julgados desta Corte, cujas ementas transcrevo a seguir: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL (DECRETO ESTADUAL Nº 21.325/1991). SÚMULA 280/STF. Não há matéria constitucional a ser examinada em controvérsia sobre dispensa imotivada de empregado empresa de economia mista estadual, por demandar interpretação de legislação local (Decreto nº 21.325/1991, editado pelo Estado do Ceará). Incide, portanto, a Súmula 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 716.547-AgR/CE, Rel. Min. Roberto Barroso).’ ‘AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1127443 AGR / CE extraordinário). 2. Não cabe a aplicação do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil se não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. 3. Agravo interno parcialmente provido (ARE 1.081.784-AgR/CE, Rel. Min. Alexandre de Moraes).’ Com essa mesma orientação, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 1.081.726-AgR/CE, Rel. Min. Alexandre de Moraes; ARE 661.339-AgR/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 839.858-AgR/CE, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 669.053-AgR/CE, Rel. Min. Luiz Fux; ARE 711.547-AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki; AI 746.980-AgR/CE, de minha relatoria. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF). Deixo de majorar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, uma vez que não foram fixados pelo Juízo de origem”. Ademais, não há falar em aplicação do que decidido no RE 589.998/PI (Tema 131 da Repercussão Geral), de minha relatoria, ao caso dos autos. Isso porque, nos termos do art. 323, primeira parte, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, a verificação da ocorrência de repercussão geral apenas se dará quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão. No caso dos autos, como já salientado, houve aplicação da Súmula/STF 280, o que obsta a admissibilidade do apelo extremo. Com esse entendimento, menciono o RE 728.753-AgR/SC, de relatoria do Ministro Luiz Fux, de cuja ementa destaco: ‘1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. O requisito do prequestionamento é indispensável, por 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087181. Supremo Tribunal Federal ARE 1127443 AGR / CE extraordinário). 2. Não cabe a aplicação do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil se não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. 3. Agravo interno parcialmente provido (ARE 1.081.784-AgR/CE, Rel. Min. Alexandre de Moraes).’ Com essa mesma orientação, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 1.081.726-AgR/CE, Rel. Min. Alexandre de Moraes; ARE 661.339-AgR/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 839.858-AgR/CE, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 669.053-AgR/CE, Rel. Min. Luiz Fux; ARE 711.547-AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki; AI 746.980-AgR/CE, de minha relatoria. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF). Deixo de majorar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, uma vez que não foram fixados pelo Juízo de origem”. Ademais, não há falar em aplicação do que decidido no RE 589.998/PI (Tema 131 da Repercussão Geral), de minha relatoria, ao caso dos autos. Isso porque, nos termos do art. 323, primeira parte, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, a verificação da ocorrência de repercussão geral apenas se dará quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão. No caso dos autos, como já salientado, houve aplicação da Súmula/STF 280, o que obsta a admissibilidade do apelo extremo. Com esse entendimento, menciono o RE 728.753-AgR/SC, de relatoria do Ministro Luiz Fux, de cuja ementa destaco: ‘1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. O requisito do prequestionamento é indispensável, por 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1127443 AGR / CE isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem. 3. A simples oposição dos embargos de declaração, sem o efetivo debate acerca da matéria versada pelos dispositivo constitucional apontado como malferido, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal, verbis: é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada. Isso posto, rejeito os embargos de declaração.” Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4°, do CPC. Havendo condenação em honorários sucumbenciais, majoro-os em 10% do fixado anteriormente nos termos do art. 85, § 11, do CPC. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087181. Supremo Tribunal Federal ARE 1127443 AGR / CE isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem. 3. A simples oposição dos embargos de declaração, sem o efetivo debate acerca da matéria versada pelos dispositivo constitucional apontado como malferido, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal, verbis: é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada. Isso posto, rejeito os embargos de declaração.” Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4°, do CPC. Havendo condenação em honorários sucumbenciais, majoro-os em 10% do fixado anteriormente nos termos do art. 85, § 11, do CPC. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.443 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : RAIMUNDO PEREIRA NOBRE ADV.(A/S) : JOSE EYMARD LOGUERCIO (01441/A/DF, 52504A/GO, 103250/SP) AGDO.(A/S) : BANCO BRADESCO S.A. ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR (03609/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122544 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.443 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : RAIMUNDO PEREIRA NOBRE ADV.(A/S) : JOSE EYMARD LOGUERCIO (01441/A/DF, 52504A/GO, 103250/SP) AGDO.(A/S) : BANCO BRADESCO S.A. ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR (03609/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15133335
2018-06-15T00:00:00
2018-06-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. DISPENSA DE EMPREGADO. MOTIVAÇÃO DO ATO. PRIVATIZAÇÃO DE BANCO. INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA/STF 280. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - É inadmissível o recurso extraordinário com agravo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa ( art. 1.021, § 4°, do CPC).
sjur387292
- Acórdão(s) citado(s): (REPERCUSSÃO GERAL, VERIFICAÇÃO, MOMENTO) RE 728753 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 18/07/2018, BMP.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1127443
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00323\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\n EMENDA REGIMENTAL NO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RISTF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1127443 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RAIMUNDO PEREIRA NOBRE ADV.(A/S) : JOSE EYMARD LOGUERCIO AGDO.(A/S) : BANCO BRADESCO S.A. ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR
[ "" ]
Ementa e Acórdão 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.443 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :RAIMUNDO PEREIRA NOBRE ADV.(A/S) :JOSE EYMARD LOGUERCIO AGDO.(A/S) :BANCO BRADESCO S.A. ADV.(A/S) :VICTOR RUSSOMANO JUNIOR Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. DISPENSA DE EMPREGADO. MOTIVAÇÃO DO ATO. PRIVATIZAÇÃO DE BANCO. INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA/Supremo Tribunal Federal 280. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - É inadmissível o recurso extraordinário com agravo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa ( art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087179. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.443 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :RAIMUNDO PEREIRA NOBRE ADV.(A/S) :JOSE EYMARD LOGUERCIO AGDO.(A/S) :BANCO BRADESCO S.A. ADV.(A/S) :VICTOR RUSSOMANO JUNIOR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. A parte agravante interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 68 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087180. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.443 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :RAIMUNDO PEREIRA NOBRE ADV.(A/S) :JOSE EYMARD LOGUERCIO AGDO.(A/S) :BANCO BRADESCO S.A. ADV.(A/S) :VICTOR RUSSOMANO JUNIOR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. A parte agravante interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 68 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.443 CEARÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Consta da decisão agravada: “A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o Tribunal de origem decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Decreto Estadual 21.325/1991). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo , o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco julgados desta Corte, cujas ementas transcrevo a seguir: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL (DECRETO ESTADUAL n 21.325/1991). SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. Não há matéria constitucional a ser examinada em controvérsia sobre dispensa imotivada de empregado empresa de economia mista estadual, por demandar interpretação de legislação local (Decreto n 21.325/1991, editado pelo Estado do Ceará). Incide, portanto, a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 716.547-AgR/CE, Rel. Min. Roberto Barroso).’ ‘AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087181. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.443 CEARÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Consta da decisão agravada: “A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o Tribunal de origem decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Decreto Estadual 21.325/1991). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo , o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco julgados desta Corte, cujas ementas transcrevo a seguir: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL (DECRETO ESTADUAL n 21.325/1991). SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. Não há matéria constitucional a ser examinada em controvérsia sobre dispensa imotivada de empregado empresa de economia mista estadual, por demandar interpretação de legislação local (Decreto n 21.325/1991, editado pelo Estado do Ceará). Incide, portanto, a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 716.547-AgR/CE, Rel. Min. Roberto Barroso).’ ‘AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1127443 AGR / CE extraordinário). 2. Não cabe a aplicação do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil se não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. 3. Agravo interno parcialmente provido (ARE 1.081.784-AgR/CE, Rel. Min. Alexandre de Moraes).’ Com essa mesma orientação, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 1.081.726-AgR/CE, Rel. Min. Alexandre de Moraes; ARE 661.339-AgR/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 839.858-AgR/CE, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 669.053-AgR/CE, Rel. Min. Luiz Fux; ARE 711.547-AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki; AI 746.980-AgR/CE, de minha relatoria. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Deixo de majorar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, uma vez que não foram fixados pelo Juízo de origem”. Ademais, não há falar em aplicação do que decidido no Recurso Extraordinário 589.998/PI (Tema 131 da Repercussão Geral), de minha relatoria, ao caso dos autos. Isso porque, nos termos do art. 323, primeira parte, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, a verificação da ocorrência de repercussão geral apenas se dará quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão. No caso dos autos, como já salientado, houve aplicação da Súmula/Supremo Tribunal Federal 280, o que obsta a admissibilidade do apelo extremo. Com esse entendimento, menciono o Recurso Extraordinário 728.753-AgR/SC, de relatoria do Ministro Luiz Fux, de cuja ementa destaco: ‘1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. O requisito do prequestionamento é indispensável, por 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087181. Supremo Tribunal Federal ARE 1127443 AGR / CE extraordinário). 2. Não cabe a aplicação do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil se não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. 3. Agravo interno parcialmente provido (ARE 1.081.784-AgR/CE, Rel. Min. Alexandre de Moraes).’ Com essa mesma orientação, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 1.081.726-AgR/CE, Rel. Min. Alexandre de Moraes; ARE 661.339-AgR/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 839.858-AgR/CE, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 669.053-AgR/CE, Rel. Min. Luiz Fux; ARE 711.547-AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki; AI 746.980-AgR/CE, de minha relatoria. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Deixo de majorar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, uma vez que não foram fixados pelo Juízo de origem”. Ademais, não há falar em aplicação do que decidido no Recurso Extraordinário 589.998/PI (Tema 131 da Repercussão Geral), de minha relatoria, ao caso dos autos. Isso porque, nos termos do art. 323, primeira parte, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, a verificação da ocorrência de repercussão geral apenas se dará quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão. No caso dos autos, como já salientado, houve aplicação da Súmula/Supremo Tribunal Federal 280, o que obsta a admissibilidade do apelo extremo. Com esse entendimento, menciono o Recurso Extraordinário 728.753-AgR/SC, de relatoria do Ministro Luiz Fux, de cuja ementa destaco: ‘1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. O requisito do prequestionamento é indispensável, por 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1127443 AGR / CE isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem. 3. A simples oposição dos embargos de declaração, sem o efetivo debate acerca da matéria versada pelos dispositivo constitucional apontado como malferido, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal, verbis: é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada. Isso posto, rejeito os embargos de declaração.” Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Havendo condenação em honorários sucumbenciais, majoro-os em 10% do fixado anteriormente nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087181. Supremo Tribunal Federal ARE 1127443 AGR / CE isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem. 3. A simples oposição dos embargos de declaração, sem o efetivo debate acerca da matéria versada pelos dispositivo constitucional apontado como malferido, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal, verbis: é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada. Isso posto, rejeito os embargos de declaração.” Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Havendo condenação em honorários sucumbenciais, majoro-os em 10% do fixado anteriormente nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15087181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.443 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : RAIMUNDO PEREIRA NOBRE ADV.(A/S) : JOSE EYMARD LOGUERCIO (01441/A/DF, 52504A/GO, 103250/SP) AGDO.(A/S) : BANCO BRADESCO S.A. ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR (03609/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122544 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.443 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : RAIMUNDO PEREIRA NOBRE ADV.(A/S) : JOSE EYMARD LOGUERCIO (01441/A/DF, 52504A/GO, 103250/SP) AGDO.(A/S) : BANCO BRADESCO S.A. ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR (03609/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 127 . 443", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 716 . 547 - AgR / CE", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 716 . 547 - AgR / CE", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 081 . 784 - AgR / CE", "ARE 1 . 081 . 726 - AgR / CE", "ARE 661 . 339 - AgR / CE", "AI 839 . 858 - AgR / CE", "ARE 669 . 053 - AgR / CE", "ARE 711 . 547 - AgR / CE", "AI 746 . 980 - AgR / CE", "Recurso Extraordinário 589 . 998 / PI", "Súmula", "Recurso Extraordinário 728 . 753 - AgR / SC", "ARE 1127443 AGR", "ARE 1 . 081 . 784 - AgR / CE", "ARE 1 . 081 . 726 - AgR / CE", "ARE 661 . 339 - AgR / CE", "AI 839 . 858 - AgR / CE", "ARE 669 . 053 - AgR / CE", "ARE 711 . 547 - AgR / CE", "AI 746 . 980 - AgR / CE", "Recurso Extraordinário 589 . 998 / PI", "Súmula", "Recurso Extraordinário 728 . 753 - AgR / SC", "ARE 1127443 AGR / CE", "Súmula n . 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 282 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 127 . 443" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto Estadual 21 . 325 / 1991", "DECRETO ESTADUAL n 21 . 325 / 1991", "Decreto n 21 . 325 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto Estadual 21 . 325 / 1991", "DECRETO ESTADUAL n 21 . 325 / 1991", "Decreto n 21 . 325 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 323 , primeira parte , do", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental 21 / 2007", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental 21 / 2007", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "CEARÁ", "Brasília", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "BANCO BRADESCO S . 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A", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "RAIMUNDO PEREIRA NOBRE", "JOSE EYMARD", "VICTOR RUSSOMANO JUNIOR", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RAIMUNDO PEREIRA NOBRE", "JOSE EYMARD LOGUERCIO", "VICTOR RUSSOMANO JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RAIMUNDO PEREIRA NOBRE", "JOSE EYMARD LOGUERCIO", "VICTOR RUSSOMANO JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RAIMUNDO PEREIRA NOBRE", "JOSE EYMARD LOGUERCIO", "VICTOR RUSSOMANO JUNIOR", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RAIMUNDO PEREIRA NOBRE", "JOSE EYMARD LOGUERCIO", "VICTOR RUSSOMANO JUNIOR", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "15", "/", "06", "/", "2018", "15 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "06", "/", "2018", "8", ".", "6", ".", "2018", "14", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "6", ".", "2018", "14", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.158.047 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CLODOALDO BATISTA PENHA ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CORREÇÃO DE PROVA. TEMA 485 DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPATIBILIDADE DO CONTEÚDO DA QUESTÃO DO CONCURSO COM O PREVISTO NO EDITAL DO CERTAME. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 9 a 16.11.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 937B-FCB7-770D-B544 e senha 9C36-AF31-917C-D81C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.158.047 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CLODOALDO BATISTA PENHA ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por CLODOALDO BATISTA PENHA, contra decisão de minha relatoria, publicada em 20/9/2018, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CORREÇÃO DE PROVA. TEMA 485 DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPATIBILIDADE DO CONTEÚDO DA QUESTÃO DO CONCURSO COM O PREVISTO NO EDITAL DO CERTAME. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INEXISTÊNCIA. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Seguindo, a decisão agravada alega que o recurso extraordinário pretende, de forma oblíqua, o reexame do conteúdo probatório, o que é vedado pela Súmula 279/STF. Ora, mais uma vez a decisão agravada se limita a invocar enunciado de súmula sem identificar, no recurso, quais os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1BE1-7971-DF1F-499C e senha 1A00-19C1-F04B-8DA0 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.158.047 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CLODOALDO BATISTA PENHA ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por CLODOALDO BATISTA PENHA, contra decisão de minha relatoria, publicada em 20/9/2018, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CORREÇÃO DE PROVA. TEMA 485 DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPATIBILIDADE DO CONTEÚDO DA QUESTÃO DO CONCURSO COM O PREVISTO NO EDITAL DO CERTAME. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INEXISTÊNCIA. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Seguindo, a decisão agravada alega que o recurso extraordinário pretende, de forma oblíqua, o reexame do conteúdo probatório, o que é vedado pela Súmula 279/STF. Ora, mais uma vez a decisão agravada se limita a invocar enunciado de súmula sem identificar, no recurso, quais os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1BE1-7971-DF1F-499C e senha 1A00-19C1-F04B-8DA0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 1158047 AGR / DF fundamentos que a conduziram a tal entendimento – violação ao art. 489, § 1º, V, CPC. Ademais, de se dizer que não há qualquer necessidade de reanálise do conteúdo probatório, eis que o quadro fático já se encontra delineado no acórdão atacado pelo recurso extremo. Portanto, a matéria é unicamente de Direito, eis que o recurso extremo busca a declaração de inaplicabilidade da referida lei, em face da sua não recepção pela Carta Maior – discussão de tese jurídica. Portanto, não há que se falar no óbice da Súmula 279/STF." (Doc. 9, fls. 2-3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1BE1-7971-DF1F-499C e senha 1A00-19C1-F04B-8DA0 Supremo Tribunal Federal RE 1158047 AGR / DF fundamentos que a conduziram a tal entendimento – violação ao art. 489, § 1º, V, CPC. Ademais, de se dizer que não há qualquer necessidade de reanálise do conteúdo probatório, eis que o quadro fático já se encontra delineado no acórdão atacado pelo recurso extremo. Portanto, a matéria é unicamente de Direito, eis que o recurso extremo busca a declaração de inaplicabilidade da referida lei, em face da sua não recepção pela Carta Maior – discussão de tese jurídica. Portanto, não há que se falar no óbice da Súmula 279/STF." (Doc. 9, fls. 2-3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1BE1-7971-DF1F-499C e senha 1A00-19C1-F04B-8DA0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.158.047 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o acórdão recorrido não se afastou da orientação jurisprudencial consolidada por este Supremo Tribunal no julgamento do RE 632.853, Tema 485, segundo a qual é permitido ao Judiciário, excepcionalmente, realizar o juízo de compatibilidade do conteúdo das questões do concurso com o previsto no edital do certame. Na hipótese dos autos, o Tribunal de origem entendeu pela validade das questões que se encontravam em conformidade com o conteúdo programático constante no instrumento convocatório do certame. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "A título de reforço argumentativo, conforme bem concluiu a douta Procuradoria Geral de Justiça, o conteúdo da questão 12 está previsto nos itens 12 e 13 do tópico Conhecimentos Gerais - Conhecimentos Pedagógicos do Anexo IV do Edital nº 01/2013 - SEAP/SEE, sendo certo que os candidatos deveriam avaliar proposições que diziam respeito à modalidade de educação especial, e não às normas específicas do Decreto 3.298/1999. As afirmativas dessa questão, que deviam ser julgadas pelos candidatos, faziam menção à educação especial, e não especificamente à legislação, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.158.047 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o acórdão recorrido não se afastou da orientação jurisprudencial consolidada por este Supremo Tribunal no julgamento do RE 632.853, Tema 485, segundo a qual é permitido ao Judiciário, excepcionalmente, realizar o juízo de compatibilidade do conteúdo das questões do concurso com o previsto no edital do certame. Na hipótese dos autos, o Tribunal de origem entendeu pela validade das questões que se encontravam em conformidade com o conteúdo programático constante no instrumento convocatório do certame. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "A título de reforço argumentativo, conforme bem concluiu a douta Procuradoria Geral de Justiça, o conteúdo da questão 12 está previsto nos itens 12 e 13 do tópico Conhecimentos Gerais - Conhecimentos Pedagógicos do Anexo IV do Edital nº 01/2013 - SEAP/SEE, sendo certo que os candidatos deveriam avaliar proposições que diziam respeito à modalidade de educação especial, e não às normas específicas do Decreto 3.298/1999. As afirmativas dessa questão, que deviam ser julgadas pelos candidatos, faziam menção à educação especial, e não especificamente à legislação, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1158047 AGR / DF aparece de modo transversal nas assertivas, como assinalado pela banca examinadora (fl. 201). O conteúdo da questão 30, por sua vez, está previsto no item 02 do tópico Conhecimentos Gerais - Lei Orgânica do Distrito Federal do anexo IV do edital em destaque, que previa que os candidatos poderiam ser questionados acerca do item Lei Orgânica do Distrito Federal, sendo que dentro dessa matéria havia previsão sobre a Organização do Distrito Federal. Portanto, não há se falar em matérias alheias ao conteúdo exigido. Já com relação à questão 19, as disposições da Lei Federal nº 12.858/2013 não poderiam ser objeto de indagação no certame, por força do art. 29 da Lei nº 4.949/20121. E mais: a questão em comento não afirmava que os recursos mencionados no art. 2º, inciso II, do referido diploma legal, tinham por destinação apenas a educação pública. Convém consignar que não cabe ao Poder Judiciário, em substituição à comissão examinadora do concurso público, o exame do conteúdo ou do critério de correção de questões de provas. Essa avaliação deve ser realizada apenas pela banca examinadora. A atuação do Poder Judiciário, no exercício do controle dos atos administrativos, restringe-se ao controle da legalidade dos atos praticados e de erro material de fácil percepção. Não houve ilegalidade ou erro material no caso em questão." (Doc. 4, fls. 55-56) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o incursionamento no conjunto fático- probatório constante dos autos, bem como a interpretação das cláusulas do edital, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Supremo Tribunal Federal RE 1158047 AGR / DF aparece de modo transversal nas assertivas, como assinalado pela banca examinadora (fl. 201). O conteúdo da questão 30, por sua vez, está previsto no item 02 do tópico Conhecimentos Gerais - Lei Orgânica do Distrito Federal do anexo IV do edital em destaque, que previa que os candidatos poderiam ser questionados acerca do item Lei Orgânica do Distrito Federal, sendo que dentro dessa matéria havia previsão sobre a Organização do Distrito Federal. Portanto, não há se falar em matérias alheias ao conteúdo exigido. Já com relação à questão 19, as disposições da Lei Federal nº 12.858/2013 não poderiam ser objeto de indagação no certame, por força do art. 29 da Lei nº 4.949/20121. E mais: a questão em comento não afirmava que os recursos mencionados no art. 2º, inciso II, do referido diploma legal, tinham por destinação apenas a educação pública. Convém consignar que não cabe ao Poder Judiciário, em substituição à comissão examinadora do concurso público, o exame do conteúdo ou do critério de correção de questões de provas. Essa avaliação deve ser realizada apenas pela banca examinadora. A atuação do Poder Judiciário, no exercício do controle dos atos administrativos, restringe-se ao controle da legalidade dos atos praticados e de erro material de fácil percepção. Não houve ilegalidade ou erro material no caso em questão." (Doc. 4, fls. 55-56) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o incursionamento no conjunto fático- probatório constante dos autos, bem como a interpretação das cláusulas do edital, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1158047 AGR / DF "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CRITÉRIO DE CORREÇÃO DE QUESTÕES DISCURSIVAS. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA STF 279. INCIDÊNCIA. JUIZADO ESPECIAL. ACÓRDÃO QUE MANTÉM A SENTENÇA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ALEGADA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e da legislação infranconstitucional, o que atrai a incidência da súmula 279 do STF. II - Não viola a exigência constitucional de motivação a decisão de Turma Recursal de juizados especiais que, em conformidade com a Lei nº 9.099/1995, adota como fundamento os contidos na sentença recorrida. Precedentes. III - Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. IV- Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC." (ARE 898.634-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 17/11/2016) "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito administrativo. Concurso público. Prova objetiva. Questões em desconformidade com o conteúdo programático constante no instrumento convocatório do certame. Anulação. Possibilidade. Fatos e provas. Reexame. Cláusulas editalícias. Análise. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido da possibilidade do controle jurisdicional da legalidade do concurso público quando verificado o descompasso entre as questões cobradas em prova e o conteúdo programático descrito no edital. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a interpretação das cláusulas do edital do certame. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Supremo Tribunal Federal RE 1158047 AGR / DF "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CRITÉRIO DE CORREÇÃO DE QUESTÕES DISCURSIVAS. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA STF 279. INCIDÊNCIA. JUIZADO ESPECIAL. ACÓRDÃO QUE MANTÉM A SENTENÇA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ALEGADA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e da legislação infranconstitucional, o que atrai a incidência da súmula 279 do STF. II - Não viola a exigência constitucional de motivação a decisão de Turma Recursal de juizados especiais que, em conformidade com a Lei nº 9.099/1995, adota como fundamento os contidos na sentença recorrida. Precedentes. III - Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. IV- Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC." (ARE 898.634-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 17/11/2016) "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito administrativo. Concurso público. Prova objetiva. Questões em desconformidade com o conteúdo programático constante no instrumento convocatório do certame. Anulação. Possibilidade. Fatos e provas. Reexame. Cláusulas editalícias. Análise. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido da possibilidade do controle jurisdicional da legalidade do concurso público quando verificado o descompasso entre as questões cobradas em prova e o conteúdo programático descrito no edital. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a interpretação das cláusulas do edital do certame. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1158047 AGR / DF Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF. 3. Agravo regimental não provido." (ARE 839.653-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 19/6/2015) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno, e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do fixado pela origem (artigo 85, § 11, do CPC/2015), ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3º, do referido código. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Supremo Tribunal Federal RE 1158047 AGR / DF Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF. 3. Agravo regimental não provido." (ARE 839.653-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 19/6/2015) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno, e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do fixado pela origem (artigo 85, § 11, do CPC/2015), ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3º, do referido código. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.158.047 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CLODOALDO BATISTA PENHA ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA (25480/DF) ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI (24022/DF, 199213/RJ, 415760/ SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAF1-8ACA-F535-41C7 e senha 9DB0-D29F-E46D-228D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.158.047 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CLODOALDO BATISTA PENHA ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA (25480/DF) ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI (24022/DF, 199213/RJ, 415760/ SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAF1-8ACA-F535-41C7 e senha 9DB0-D29F-E46D-228D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748747858
2018-11-19T00:00:00
2018-11-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CORREÇÃO DE PROVA. TEMA 485 DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPATIBILIDADE DO CONTEÚDO DA QUESTÃO DO CONCURSO COM O PREVISTO NO EDITAL DO CERTAME. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur395404
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, CRITÉRIO DE CORREÇÃO) ARE 839653 AgR (2ªT), ARE 898634 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 19/01/2019, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1158047
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1158047 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CLODOALDO BATISTA PENHA ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.158.047 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CLODOALDO BATISTA PENHA ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CORREÇÃO DE PROVA. TEMA 485 DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPATIBILIDADE DO CONTEÚDO DA QUESTÃO DO CONCURSO COM O PREVISTO NO EDITAL DO CERTAME. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 9 a 16.11.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 937B-FCB7-770D-B544 e senha 9C36-AF31-917C-D81C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.158.047 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CLODOALDO BATISTA PENHA ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por CLODOALDO BATISTA PENHA, contra decisão de minha relatoria, publicada em 20/9/2018, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CORREÇÃO DE PROVA. TEMA 485 DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPATIBILIDADE DO CONTEÚDO DA QUESTÃO DO CONCURSO COM O PREVISTO NO EDITAL DO CERTAME. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INEXISTÊNCIA. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Seguindo, a decisão agravada alega que o recurso extraordinário pretende, de forma oblíqua, o reexame do conteúdo probatório, o que é vedado pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Ora, mais uma vez a decisão agravada se limita a invocar enunciado de súmula sem identificar, no recurso, quais os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1BE1-7971-DF1F-499C e senha 1A00-19C1-F04B-8DA0 Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.158.047 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CLODOALDO BATISTA PENHA ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por CLODOALDO BATISTA PENHA, contra decisão de minha relatoria, publicada em 20/9/2018, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CORREÇÃO DE PROVA. TEMA 485 DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPATIBILIDADE DO CONTEÚDO DA QUESTÃO DO CONCURSO COM O PREVISTO NO EDITAL DO CERTAME. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INEXISTÊNCIA. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Seguindo, a decisão agravada alega que o recurso extraordinário pretende, de forma oblíqua, o reexame do conteúdo probatório, o que é vedado pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Ora, mais uma vez a decisão agravada se limita a invocar enunciado de súmula sem identificar, no recurso, quais os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1BE1-7971-DF1F-499C e senha 1A00-19C1-F04B-8DA0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1158047 AGR / DF fundamentos que a conduziram a tal entendimento – violação ao art. 489, § 1..., V, Código de Processo Civil. Ademais, de se dizer que não há qualquer necessidade de reanálise do conteúdo probatório, eis que o quadro fático já se encontra delineado no acórdão atacado pelo recurso extremo. Portanto, a matéria é unicamente de Direito, eis que o recurso extremo busca a declaração de inaplicabilidade da referida lei, em face da sua não recepção pela Carta Maior – discussão de tese jurídica. Portanto, não há que se falar no óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal." (Doc. 9, fls. 2-3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1BE1-7971-DF1F-499C e senha 1A00-19C1-F04B-8DA0 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1158047 AGR / DF fundamentos que a conduziram a tal entendimento – violação ao art. 489, § 1..., V, Código de Processo Civil. Ademais, de se dizer que não há qualquer necessidade de reanálise do conteúdo probatório, eis que o quadro fático já se encontra delineado no acórdão atacado pelo recurso extremo. Portanto, a matéria é unicamente de Direito, eis que o recurso extremo busca a declaração de inaplicabilidade da referida lei, em face da sua não recepção pela Carta Maior – discussão de tese jurídica. Portanto, não há que se falar no óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal." (Doc. 9, fls. 2-3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1BE1-7971-DF1F-499C e senha 1A00-19C1-F04B-8DA0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.158.047 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o acórdão recorrido não se afastou da orientação jurisprudencial consolidada por este Supremo Tribunal no julgamento do Recurso Extraordinário 632.853, Tema 485, segundo a qual é permitido ao Judiciário, excepcionalmente, realizar o juízo de compatibilidade do conteúdo das questões do concurso com o previsto no edital do certame. Na hipótese dos autos, o Tribunal de origem entendeu pela validade das questões que se encontravam em conformidade com o conteúdo programático constante no instrumento convocatório do certame. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "A título de reforço argumentativo, conforme bem concluiu a douta Procuradoria Geral de Justiça, o conteúdo da questão 12 está previsto nos itens 12 e 13 do tópico Conhecimentos Gerais - Conhecimentos Pedagógicos do Anexo IV do Edital n 01/2013 - SEAP/SEE, sendo certo que os candidatos deveriam avaliar proposições que diziam respeito à modalidade de educação especial, e não às normas específicas do Decreto 3.298/1999. As afirmativas dessa questão, que deviam ser julgadas pelos candidatos, faziam menção à educação especial, e não especificamente à legislação, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Supremo Tribunal Federal 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.158.047 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o acórdão recorrido não se afastou da orientação jurisprudencial consolidada por este Supremo Tribunal no julgamento do Recurso Extraordinário 632.853, Tema 485, segundo a qual é permitido ao Judiciário, excepcionalmente, realizar o juízo de compatibilidade do conteúdo das questões do concurso com o previsto no edital do certame. Na hipótese dos autos, o Tribunal de origem entendeu pela validade das questões que se encontravam em conformidade com o conteúdo programático constante no instrumento convocatório do certame. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "A título de reforço argumentativo, conforme bem concluiu a douta Procuradoria Geral de Justiça, o conteúdo da questão 12 está previsto nos itens 12 e 13 do tópico Conhecimentos Gerais - Conhecimentos Pedagógicos do Anexo IV do Edital n 01/2013 - SEAP/SEE, sendo certo que os candidatos deveriam avaliar proposições que diziam respeito à modalidade de educação especial, e não às normas específicas do Decreto 3.298/1999. As afirmativas dessa questão, que deviam ser julgadas pelos candidatos, faziam menção à educação especial, e não especificamente à legislação, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1158047 AGR / DF aparece de modo transversal nas assertivas, como assinalado pela banca examinadora (fl. 201). O conteúdo da questão 30, por sua vez, está previsto no item 02 do tópico Conhecimentos Gerais - Lei Orgânica do Distrito Federal do anexo IV do edital em destaque, que previa que os candidatos poderiam ser questionados acerca do item Lei Orgânica do Distrito Federal, sendo que dentro dessa matéria havia previsão sobre a Organização do Distrito Federal. Portanto, não há se falar em matérias alheias ao conteúdo exigido. Já com relação à questão 19, as disposições da Lei Federal n 12.858/2013 não poderiam ser objeto de indagação no certame, por força do art. 29 da Lei n 4.949/20121. E mais: a questão em comento não afirmava que os recursos mencionados no art. 2..., inciso II, do referido diploma legal, tinham por destinação apenas a educação pública. Convém consignar que não cabe ao Poder Judiciário, em substituição à comissão examinadora do concurso público, o exame do conteúdo ou do critério de correção de questões de provas. Essa avaliação deve ser realizada apenas pela banca examinadora. A atuação do Poder Judiciário, no exercício do controle dos atos administrativos, restringe-se ao controle da legalidade dos atos praticados e de erro material de fácil percepção. Não houve ilegalidade ou erro material no caso em questão." (Doc. 4, fls. 55-56) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o incursionamento no conjunto fático- probatório constante dos autos, bem como a interpretação das cláusulas do edital, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1158047 AGR / DF aparece de modo transversal nas assertivas, como assinalado pela banca examinadora (fl. 201). O conteúdo da questão 30, por sua vez, está previsto no item 02 do tópico Conhecimentos Gerais - Lei Orgânica do Distrito Federal do anexo IV do edital em destaque, que previa que os candidatos poderiam ser questionados acerca do item Lei Orgânica do Distrito Federal, sendo que dentro dessa matéria havia previsão sobre a Organização do Distrito Federal. Portanto, não há se falar em matérias alheias ao conteúdo exigido. Já com relação à questão 19, as disposições da Lei Federal n 12.858/2013 não poderiam ser objeto de indagação no certame, por força do art. 29 da Lei n 4.949/20121. E mais: a questão em comento não afirmava que os recursos mencionados no art. 2..., inciso II, do referido diploma legal, tinham por destinação apenas a educação pública. Convém consignar que não cabe ao Poder Judiciário, em substituição à comissão examinadora do concurso público, o exame do conteúdo ou do critério de correção de questões de provas. Essa avaliação deve ser realizada apenas pela banca examinadora. A atuação do Poder Judiciário, no exercício do controle dos atos administrativos, restringe-se ao controle da legalidade dos atos praticados e de erro material de fácil percepção. Não houve ilegalidade ou erro material no caso em questão." (Doc. 4, fls. 55-56) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o incursionamento no conjunto fático- probatório constante dos autos, bem como a interpretação das cláusulas do edital, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1158047 AGR / DF "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CRITÉRIO DE CORREÇÃO DE QUESTÕES DISCURSIVAS. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. INCIDÊNCIA. JUIZADO ESPECIAL. ACÓRDÃO QUE MANTÉM A SENTENÇA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ALEGADA OFENSA AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e da legislação infranconstitucional, o que atrai a incidência da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Não viola a exigência constitucional de motivação a decisão de Turma Recursal de juizados especiais que, em conformidade com a Lei n 9.099/1995, adota como fundamento os contidos na sentença recorrida. Precedentes. III - Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. IV- Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil." (ARE 898.634-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 17/11/2016) "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito administrativo. Concurso público. Prova objetiva. Questões em desconformidade com o conteúdo programático constante no instrumento convocatório do certame. Anulação. Possibilidade. Fatos e provas. Reexame. Cláusulas editalícias. Análise. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido da possibilidade do controle jurisdicional da legalidade do concurso público quando verificado o descompasso entre as questões cobradas em prova e o conteúdo programático descrito no edital. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a interpretação das cláusulas do edital do certame. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1158047 AGR / DF "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CRITÉRIO DE CORREÇÃO DE QUESTÕES DISCURSIVAS. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. INCIDÊNCIA. JUIZADO ESPECIAL. ACÓRDÃO QUE MANTÉM A SENTENÇA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ALEGADA OFENSA AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e da legislação infranconstitucional, o que atrai a incidência da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Não viola a exigência constitucional de motivação a decisão de Turma Recursal de juizados especiais que, em conformidade com a Lei n 9.099/1995, adota como fundamento os contidos na sentença recorrida. Precedentes. III - Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. IV- Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil." (ARE 898.634-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 17/11/2016) "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito administrativo. Concurso público. Prova objetiva. Questões em desconformidade com o conteúdo programático constante no instrumento convocatório do certame. Anulação. Possibilidade. Fatos e provas. Reexame. Cláusulas editalícias. Análise. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido da possibilidade do controle jurisdicional da legalidade do concurso público quando verificado o descompasso entre as questões cobradas em prova e o conteúdo programático descrito no edital. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a interpretação das cláusulas do edital do certame. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1158047 AGR / DF Incidência das Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido." (ARE 839.653-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 19/6/2015) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno, e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do fixado pela origem (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015), ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3..., do referido código. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1158047 AGR / DF Incidência das Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido." (ARE 839.653-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 19/6/2015) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno, e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do fixado pela origem (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015), ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3..., do referido código. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A55-0430-9038-230F e senha 3280-C276-F3D7-839F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 19/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.158.047 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CLODOALDO BATISTA PENHA ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA (25480/DF) ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI (24022/DF, 199213/RJ, 415760/ SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAF1-8ACA-F535-41C7 e senha 9DB0-D29F-E46D-228D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.158.047 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CLODOALDO BATISTA PENHA ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA (25480/DF) ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI (24022/DF, 199213/RJ, 415760/ SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.11.2018 a 16.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAF1-8ACA-F535-41C7 e senha 9DB0-D29F-E46D-228D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 158 . 047", "SÚMULAS 279", "RECURSO", "SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 158 . 047", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1158047 AGR / DF", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 158 . 047", "Recurso Extraordinário 632 . 853", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 158 . 047", "Recurso Extraordinário 632 . 853 ,", "Recurso Extraordinário 1158047 AGR / DF", "Súmulas 279", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1158047 AGR /", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 898 . 634 - AgR", "Recurso Extraordinário 1158047 AGR / DF", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 898 . 634 - AgR", "Recurso Extraordinário 1158047 AGR / DF", "Súmulas ns 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 839 . 653 - AgR", "Súmulas ns 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 839 . 653 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 158 . 047", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 158 . 047" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 489 , § 1 . . . , V , Código de Processo Civil", "Carta Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 489 , § 1 . . . , V , Código de Processo Civil", "Carta Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 3 . 298 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 3 . 298 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Orgânica do Distrito Federal", "Lei Orgânica do Distrito Federal", "Lei Federal n 12 . 858 / 2013", "art . 29 da Lei n 4 . 949 / 20121", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Orgânica do Distrito Federal", "Lei Orgânica do Distrito Federal", "Lei Federal n 12 . 858 / 2013", "art . 29 da Lei n 4 . 949 / 20121", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Lei n 9 . 099 / 1995", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Lei n 9 . 099 / 1995", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal", "Procuradoria Geral de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal", "Procuradoria Geral de Justiça", "/", "SEE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "CLODOALDO BATISTA PENHA", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CLODOALDO BATISTA PENHA", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "LUIZ FUX", "CLODOALDO BATISTA PENHA", "LUIZ FUX", "CLODOALDO BATISTA PENHA", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "LUIZ FUX", "CLODOALDO BATISTA PENHA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "CLODOALDO BATISTA PENHA", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "LUIZ FUX", "CLODOALDO BATISTA PENHA", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "19", "/", "11", "/", "2018", "9", "16", ".", "11", ".", "2018", "19 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "20", "/", "9", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "20", "/", "9", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "6", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "6", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "11", ".", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. O acórdão recorrido alinha-se à jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829472. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, por entender que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que: “28. Outrossim, é nítido que a cobrança de um tributo específico em mais de uma etapa do ciclo econômico vai de encontro aos ditames constitucionais (princípio do não confisco) e à jurisprudência pátria, uma vez que onera excessivamente a atividade do contribuinte, o que ocorre no presente caso. 29. Dessa forma, deve ser imediatamente autorizada a utilização da alíquota de 8,6% para a tomada de crédito de COFINS-Importação, respeitando-se o sistema da não cumulatividade, o qual se torna obrigatório na medida em que direcionado ao setor determinado em lei. 30. Logo, diante de todo o exposto, clarividente o direito que se socorre à ora Agravante ao creditamento do adicional de 1% (um por cento) da COFINS-Importação, deve ser dado provimento ao presente Agravo, reformando-se integralmente a r. decisão monocrática ora combatida.” Intimada para se manifestar, a parte contrária pugnou pela Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829473. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, por entender que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que: “28. Outrossim, é nítido que a cobrança de um tributo específico em mais de uma etapa do ciclo econômico vai de encontro aos ditames constitucionais (princípio do não confisco) e à jurisprudência pátria, uma vez que onera excessivamente a atividade do contribuinte, o que ocorre no presente caso. 29. Dessa forma, deve ser imediatamente autorizada a utilização da alíquota de 8,6% para a tomada de crédito de COFINS-Importação, respeitando-se o sistema da não cumulatividade, o qual se torna obrigatório na medida em que direcionado ao setor determinado em lei. 30. Logo, diante de todo o exposto, clarividente o direito que se socorre à ora Agravante ao creditamento do adicional de 1% (um por cento) da COFINS-Importação, deve ser dado provimento ao presente Agravo, reformando-se integralmente a r. decisão monocrática ora combatida.” Intimada para se manifestar, a parte contrária pugnou pela Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829473. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 979590 AGR / SC manutenção da decisão agravada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829473. Supremo Tribunal Federal RE 979590 AGR / SC manutenção da decisão agravada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829473. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado (fl. 306, Vol. 3): "TRIBUTÁRIO. ADICIONAL À COFINS- IMPORTAÇÃO. CREDITAMENTO. LEI Nº 10.865/2004. NÃO HÁ MÁCULA AO PRINCÍPIO INSCULPIDO NO ART. 195, §12 DA CF/88. NÃO HÁ VIOLAÇÃO ÀS NORMAS DO GATT. À míngua de disposição legal, não há possibilidade de apropriação de crédito de COFINS mediante a aplicação da alíquota de 8,6% sobre a base estabelecida no art. 15 da Lei nº 10.865/2004. É equivocada a conclusão de que, no tocante à COFINS, há possibilidade de creditamento para compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores, tal como ocorre com o IPI, por exemplo, posto que a lei não faculta a dedução de todos os encargos que incidiram anteriormente, muito menos a paridade de alíquotas. O acréscimo da alíquota visou igualar a situação das importadoras e das empresas nacionais que haviam sofrido idêntico aumento tributário em virtude da desoneração da folha de salários, consoante o art. 8º da Lei 12.546/11, não havendo que se falar em violação às normas do GATT ou tratamento anti-isonômico com os produtos similares nacionais." Nas razões recursais, a parte recorrente aponta violação aos artigos 150, I e IV, e 195, § 12º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829474. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado (fl. 306, Vol. 3): "TRIBUTÁRIO. ADICIONAL À COFINS- IMPORTAÇÃO. CREDITAMENTO. LEI Nº 10.865/2004. NÃO HÁ MÁCULA AO PRINCÍPIO INSCULPIDO NO ART. 195, §12 DA CF/88. NÃO HÁ VIOLAÇÃO ÀS NORMAS DO GATT. À míngua de disposição legal, não há possibilidade de apropriação de crédito de COFINS mediante a aplicação da alíquota de 8,6% sobre a base estabelecida no art. 15 da Lei nº 10.865/2004. É equivocada a conclusão de que, no tocante à COFINS, há possibilidade de creditamento para compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores, tal como ocorre com o IPI, por exemplo, posto que a lei não faculta a dedução de todos os encargos que incidiram anteriormente, muito menos a paridade de alíquotas. O acréscimo da alíquota visou igualar a situação das importadoras e das empresas nacionais que haviam sofrido idêntico aumento tributário em virtude da desoneração da folha de salários, consoante o art. 8º da Lei 12.546/11, não havendo que se falar em violação às normas do GATT ou tratamento anti-isonômico com os produtos similares nacionais." Nas razões recursais, a parte recorrente aponta violação aos artigos 150, I e IV, e 195, § 12º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 979590 AGR / SC O acórdão proferido pelo Tribunal de origem está em harmonia com o entendimento firmado por esta CORTE, no sentido de que a majoração da alíquota da COFINS-Importação não ofende a Constituição Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. COFINS Importação. Majoração da alíquota em 1%. Lei nº 12.715/2012. Lei Complementar. Desnecessidade. Princípio da Isonomia. Ausência de afronta. Orientação jurisprudencial consolidada no RE nº 559.937/RS, com repercussão geral reconhecida. Não cumulatividade. Créditos. Ausência de previsão legal. Impossibilidade de atuação do Judiciário como legislador positivo. 1. A instituição do adicional de 1% da COFINS- Importação, perpetrada pelo art. 8º, § 21, da Lei nº 10.865/2004, com a redação dada pelo art. 53 da Lei nº 12.715/2012, direcionada a determinados setores da economia prescindia de lei complementar, na esteira do que decidido no RE nº 559.937/RS, com repercussão geral reconhecida. Plenamente constitucional a majoração da alíquota da contribuição por meio de lei ordinária. 2. A majoração da alíquota da COFINS-Importação para alguns produtos importados não caracteriza, por si só, violação do princípio da isonomia nem do art. 195, § 9º, CF. É possível o tratamento diferenciado quando presente política tributária de extrafiscalidade devidamente justificada. 3. No caso dos autos, a ausência de previsão legal para a apuração do crédito tão somente em razão da majoração da alíquota da COFINS Importação para alguns produtos importados não caracteriza, por si só, a afronta ao art. 195, § 12, da Constituição. Impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo. 4. Agravo regimental não provido. Não é o caso de se majorarem os honorários advocatícios na forma do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829474. Supremo Tribunal Federal RE 979590 AGR / SC O acórdão proferido pelo Tribunal de origem está em harmonia com o entendimento firmado por esta CORTE, no sentido de que a majoração da alíquota da COFINS-Importação não ofende a Constituição Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. COFINS Importação. Majoração da alíquota em 1%. Lei nº 12.715/2012. Lei Complementar. Desnecessidade. Princípio da Isonomia. Ausência de afronta. Orientação jurisprudencial consolidada no RE nº 559.937/RS, com repercussão geral reconhecida. Não cumulatividade. Créditos. Ausência de previsão legal. Impossibilidade de atuação do Judiciário como legislador positivo. 1. A instituição do adicional de 1% da COFINS- Importação, perpetrada pelo art. 8º, § 21, da Lei nº 10.865/2004, com a redação dada pelo art. 53 da Lei nº 12.715/2012, direcionada a determinados setores da economia prescindia de lei complementar, na esteira do que decidido no RE nº 559.937/RS, com repercussão geral reconhecida. Plenamente constitucional a majoração da alíquota da contribuição por meio de lei ordinária. 2. A majoração da alíquota da COFINS-Importação para alguns produtos importados não caracteriza, por si só, violação do princípio da isonomia nem do art. 195, § 9º, CF. É possível o tratamento diferenciado quando presente política tributária de extrafiscalidade devidamente justificada. 3. No caso dos autos, a ausência de previsão legal para a apuração do crédito tão somente em razão da majoração da alíquota da COFINS Importação para alguns produtos importados não caracteriza, por si só, a afronta ao art. 195, § 12, da Constituição. Impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo. 4. Agravo regimental não provido. Não é o caso de se majorarem os honorários advocatícios na forma do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 979590 AGR / SC houve manifestação da parte contrária.” (RE 1.004.104- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 27/4/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a reformar o julgado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829474. Supremo Tribunal Federal RE 979590 AGR / SC houve manifestação da parte contrária.” (RE 1.004.104- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 27/4/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a reformar o julgado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - O recurso extraordinário foi admitido na origem. É que a matéria de fundo alusiva à COFINS e, mais especificamente, ao adicional setorial de 1% na alíquota está a merecer a manifestação do Supremo, considerado o tratamento igualitário – seja sob o ângulo do acréscimo em si, seja sob o da restrição ao creditamento no regime não cumulativo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765584. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - O recurso extraordinário foi admitido na origem. É que a matéria de fundo alusiva à COFINS e, mais especificamente, ao adicional setorial de 1% na alíquota está a merecer a manifestação do Supremo, considerado o tratamento igualitário – seja sob o ângulo do acréscimo em si, seja sob o da restrição ao creditamento no regime não cumulativo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765584. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) : FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA (207024/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828911 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) : FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA (207024/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828911 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14830462
2018-05-07T00:00:00
2018-05-17T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. O acórdão recorrido alinha-se à jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.
sjur385200
Número de páginas: 8. Análise: 24/05/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
979590
[ "LEG-FED LEI-010865 ANO-2004\n ART-00015\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 979590 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) : FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. O acórdão recorrido alinha-se à jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 7 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829472. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, por entender que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que: “28. Outrossim, é nítido que a cobrança de um tributo específico em mais de uma etapa do ciclo econômico vai de encontro aos ditames constitucionais (princípio do não confisco) e à jurisprudência pátria, uma vez que onera excessivamente a atividade do contribuinte, o que ocorre no presente caso. 29. Dessa forma, deve ser imediatamente autorizada a utilização da alíquota de 8,6% para a tomada de crédito de COFINS-Importação, respeitando-se o sistema da não cumulatividade, o qual se torna obrigatório na medida em que direcionado ao setor determinado em lei. 30. Logo, diante de todo o exposto, clarividente o direito que se socorre à ora Agravante ao creditamento do adicional de 1% (um por cento) da COFINS-Importação, deve ser dado provimento ao presente Agravo, reformando-se integralmente a r. decisão monocrática ora combatida.” Intimada para se manifestar, a parte contrária pugnou pela Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829473. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, por entender que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que: “28. Outrossim, é nítido que a cobrança de um tributo específico em mais de uma etapa do ciclo econômico vai de encontro aos ditames constitucionais (princípio do não confisco) e à jurisprudência pátria, uma vez que onera excessivamente a atividade do contribuinte, o que ocorre no presente caso. 29. Dessa forma, deve ser imediatamente autorizada a utilização da alíquota de 8,6% para a tomada de crédito de COFINS-Importação, respeitando-se o sistema da não cumulatividade, o qual se torna obrigatório na medida em que direcionado ao setor determinado em lei. 30. Logo, diante de todo o exposto, clarividente o direito que se socorre à ora Agravante ao creditamento do adicional de 1% (um por cento) da COFINS-Importação, deve ser dado provimento ao presente Agravo, reformando-se integralmente a r. decisão monocrática ora combatida.” Intimada para se manifestar, a parte contrária pugnou pela Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829473. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 979590 AGR / SC manutenção da decisão agravada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829473. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 979590 AGR / SC manutenção da decisão agravada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829473. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado (fl. 306, Vol. 3): "TRIBUTÁRIO. ADICIONAL À COFINS- IMPORTAÇÃO. CREDITAMENTO. LEI n 10.865/2004. NÃO HÁ MÁCULA AO PRINCÍPIO INSCULPIDO NO ART. 195, §12 DA Constituição Federal de 1988/88. NÃO HÁ VIOLAÇÃO ÀS NORMAS DO GATT. À míngua de disposição legal, não há possibilidade de apropriação de crédito de COFINS mediante a aplicação da alíquota de 8,6% sobre a base estabelecida no art. 15 da Lei n 10.865/2004. É equivocada a conclusão de que, no tocante à COFINS, há possibilidade de creditamento para compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores, tal como ocorre com o IPI, por exemplo, posto que a lei não faculta a dedução de todos os encargos que incidiram anteriormente, muito menos a paridade de alíquotas. O acréscimo da alíquota visou igualar a situação das importadoras e das empresas nacionais que haviam sofrido idêntico aumento tributário em virtude da desoneração da folha de salários, consoante o art. 8... da Lei 12.546/11, não havendo que se falar em violação às normas do GATT ou tratamento anti-isonômico com os produtos similares nacionais." Nas razões recursais, a parte recorrente aponta violação aos artigos 150, I e IV, e 195, § 12..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829474. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado (fl. 306, Vol. 3): "TRIBUTÁRIO. ADICIONAL À COFINS- IMPORTAÇÃO. CREDITAMENTO. LEI n 10.865/2004. NÃO HÁ MÁCULA AO PRINCÍPIO INSCULPIDO NO ART. 195, §12 DA Constituição Federal de 1988/88. NÃO HÁ VIOLAÇÃO ÀS NORMAS DO GATT. À míngua de disposição legal, não há possibilidade de apropriação de crédito de COFINS mediante a aplicação da alíquota de 8,6% sobre a base estabelecida no art. 15 da Lei n 10.865/2004. É equivocada a conclusão de que, no tocante à COFINS, há possibilidade de creditamento para compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores, tal como ocorre com o IPI, por exemplo, posto que a lei não faculta a dedução de todos os encargos que incidiram anteriormente, muito menos a paridade de alíquotas. O acréscimo da alíquota visou igualar a situação das importadoras e das empresas nacionais que haviam sofrido idêntico aumento tributário em virtude da desoneração da folha de salários, consoante o art. 8... da Lei 12.546/11, não havendo que se falar em violação às normas do GATT ou tratamento anti-isonômico com os produtos similares nacionais." Nas razões recursais, a parte recorrente aponta violação aos artigos 150, I e IV, e 195, § 12..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 979590 AGR / SC O acórdão proferido pelo Tribunal de origem está em harmonia com o entendimento firmado por esta CORTE, no sentido de que a majoração da alíquota da COFINS-Importação não ofende a Constituição Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. COFINS Importação. Majoração da alíquota em 1%. Lei n 12.715/2012. Lei Complementar. Desnecessidade. Princípio da Isonomia. Ausência de afronta. Orientação jurisprudencial consolidada no Recurso Extraordinário n 559.937/RS, com repercussão geral reconhecida. Não cumulatividade. Créditos. Ausência de previsão legal. Impossibilidade de atuação do Judiciário como legislador positivo. 1. A instituição do adicional de 1% da COFINS- Importação, perpetrada pelo art. 8..., § 21, da Lei n 10.865/2004, com a redação dada pelo art. 53 da Lei n 12.715/2012, direcionada a determinados setores da economia prescindia de lei complementar, na esteira do que decidido no Recurso Extraordinário n 559.937/RS, com repercussão geral reconhecida. Plenamente constitucional a majoração da alíquota da contribuição por meio de lei ordinária. 2. A majoração da alíquota da COFINS-Importação para alguns produtos importados não caracteriza, por si só, violação do princípio da isonomia nem do art. 195, § 9..., Constituição Federal de 1988. É possível o tratamento diferenciado quando presente política tributária de extrafiscalidade devidamente justificada. 3. No caso dos autos, a ausência de previsão legal para a apuração do crédito tão somente em razão da majoração da alíquota da COFINS Importação para alguns produtos importados não caracteriza, por si só, a afronta ao art. 195, § 12, da Constituição. Impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo. 4. Agravo regimental não provido. Não é o caso de se majorarem os honorários advocatícios na forma do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829474. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 979590 AGR / SC O acórdão proferido pelo Tribunal de origem está em harmonia com o entendimento firmado por esta CORTE, no sentido de que a majoração da alíquota da COFINS-Importação não ofende a Constituição Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. COFINS Importação. Majoração da alíquota em 1%. Lei n 12.715/2012. Lei Complementar. Desnecessidade. Princípio da Isonomia. Ausência de afronta. Orientação jurisprudencial consolidada no Recurso Extraordinário n 559.937/RS, com repercussão geral reconhecida. Não cumulatividade. Créditos. Ausência de previsão legal. Impossibilidade de atuação do Judiciário como legislador positivo. 1. A instituição do adicional de 1% da COFINS- Importação, perpetrada pelo art. 8..., § 21, da Lei n 10.865/2004, com a redação dada pelo art. 53 da Lei n 12.715/2012, direcionada a determinados setores da economia prescindia de lei complementar, na esteira do que decidido no Recurso Extraordinário n 559.937/RS, com repercussão geral reconhecida. Plenamente constitucional a majoração da alíquota da contribuição por meio de lei ordinária. 2. A majoração da alíquota da COFINS-Importação para alguns produtos importados não caracteriza, por si só, violação do princípio da isonomia nem do art. 195, § 9..., Constituição Federal de 1988. É possível o tratamento diferenciado quando presente política tributária de extrafiscalidade devidamente justificada. 3. No caso dos autos, a ausência de previsão legal para a apuração do crédito tão somente em razão da majoração da alíquota da COFINS Importação para alguns produtos importados não caracteriza, por si só, a afronta ao art. 195, § 12, da Constituição. Impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo. 4. Agravo regimental não provido. Não é o caso de se majorarem os honorários advocatícios na forma do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 979590 AGR / SC houve manifestação da parte contrária.” (Recurso Extraordinário 1.004.104- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 27/4/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a reformar o julgado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829474. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 979590 AGR / SC houve manifestação da parte contrária.” (Recurso Extraordinário 1.004.104- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 27/4/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a reformar o julgado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14829474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - O recurso extraordinário foi admitido na origem. É que a matéria de fundo alusiva à COFINS e, mais especificamente, ao adicional setorial de 1% na alíquota está a merecer a manifestação do Supremo, considerado o tratamento igualitário – seja sob o ângulo do acréscimo em si, seja sob o da restrição ao creditamento no regime não cumulativo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765584. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - O recurso extraordinário foi admitido na origem. É que a matéria de fundo alusiva à COFINS e, mais especificamente, ao adicional setorial de 1% na alíquota está a merecer a manifestação do Supremo, considerado o tratamento igualitário – seja sob o ângulo do acréscimo em si, seja sob o da restrição ao creditamento no regime não cumulativo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765584. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) : FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA (207024/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828911 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979.590 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA ADV.(A/S) : FERNANDA APPROBATO DE OLIVEIRA (207024/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828911 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979 . 590", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979 . 590", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979 . 590", "Recurso Extraordinário 979590 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 979590 AGR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979 . 590", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979 . 590", "Recurso Extraordinário 979590 AGR / SC", "Recurso Extraordinário n 559 . 937 / RS", "Recurso Extraordinário n 559 . 937 / RS", "Recurso Extraordinário 979590 AGR / SC", "Recurso Extraordinário n 559 . 937 / RS", "Recurso Extraordinário n 559 . 937 / RS", "Recurso Extraordinário 979590 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1 . 004 . 104 - AgR", "Recurso Extraordinário 979590 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1 . 004 . 104 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979 . 590", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979 . 590", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 979 . 590" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "LEI n 10 . 865 / 2004", "ART . 195 , § 12 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 15 da Lei n 10 . 865 / 2004", "art . 8 . . . da Lei 12 . 546 / 11", "artigos 150 , I e IV , e 195 , § 12 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "LEI n 10 . 865 / 2004", "ART . 195 , § 12 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 15 da Lei n 10 . 865 / 2004", "art . 8 . . . da Lei 12 . 546 / 11", "artigos 150 , I e IV , e 195 , § 12 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei n 12 . 715 / 2012", "art . 8 . . . , § 21 , da Lei n 10 . 865 / 2004", "art . 53 da Lei n 12 . 715 / 2012", "art . 195 , § 9 . . . , Constituição Federal de 1988", "art . 195 , § 12 , da Constituição", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei n 12 . 715 / 2012", "art . 8 . . . , § 21 , da Lei n 10 . 865 / 2004", "art . 53 da Lei n 12 . 715 / 2012", "art . 195 , § 9 . . . , Constituição Federal de 1988", "art . 195 , § 12 , da Constituição", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do SUPREMO", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA", "UNIÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA", "UNIÃO", "FAZENDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MEXICHEM BRASIL INDUSTRIA DE TRANSFORMACAO PLASTICA LTDA", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . 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Ementa e Acórdão 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.504 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CLAUDEMIR SANTOS SANGA ADV.(A/S) :TEOFILO RODRIGUES TELES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. TRANSGRESSÃO MILITAR. NATUREZA GRAVE. DEMISSÃO. POLICIAL MILITAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, XXXIX E LVII, 37, CAPUT, E 41, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780118. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1074504 AGR / SP 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 27 de abril de 2018 a 04 de maio de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 07 de maio de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780118. Supremo Tribunal Federal ARE 1074504 AGR / SP 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 27 de abril de 2018 a 04 de maio de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 07 de maio de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.504 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CLAUDEMIR SANTOS SANGA ADV.(A/S) :TEOFILO RODRIGUES TELES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5º, XXXIX e LVII, 37, caput, e 41, § 2º, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “POLICIAL MILITAR - transgressão militar de natureza grave – DEMISSÃO – Mandado de Segurança – nulidade do ato administrativo sancionatório – ordem denegada – trânsito em julgado – AÇÃO RESCISÓRIA – desconstituição da coisa julgada em face de absolvição criminal definitiva em alegado processo crime sobre os mesmos fatos – não repercussão – resíduo administrativo - não identidade entre os fatos – mera semelhança de acusações – Súmula 18 do STF – improcedência do pedido – decisão unânime.” Recurso extraordinário interposto na vigência do CPC/1973. Agravo manejado sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780119. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.504 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CLAUDEMIR SANTOS SANGA ADV.(A/S) :TEOFILO RODRIGUES TELES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5º, XXXIX e LVII, 37, caput, e 41, § 2º, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “POLICIAL MILITAR - transgressão militar de natureza grave – DEMISSÃO – Mandado de Segurança – nulidade do ato administrativo sancionatório – ordem denegada – trânsito em julgado – AÇÃO RESCISÓRIA – desconstituição da coisa julgada em face de absolvição criminal definitiva em alegado processo crime sobre os mesmos fatos – não repercussão – resíduo administrativo - não identidade entre os fatos – mera semelhança de acusações – Súmula 18 do STF – improcedência do pedido – decisão unânime.” Recurso extraordinário interposto na vigência do CPC/1973. Agravo manejado sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.504 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “É possível a exclusão, em processo administrativo, de policial militar que comete faltas disciplinares, independentemente do curso de ação penal instaurada em razão da mesma conduta”, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “SERVIDOR PÚBLICO. Policial Militar. Processo administrativo. Falta disciplinar. Exclusão da corporação. Ação penal em curso, para apurar a mesma conduta. Possibilidade. Independência relativa das instâncias jurisdicional e administrativa. Precedentes do Pleno do STF. Repercussão geral reconhecida. Jurisprudência reafirmada. Recurso extraordinário a que se nega provimento. Apresenta repercussão geral o recurso que versa sobre a possibilidade de exclusão, em processo administrativo, de policial militar que comete faltas disciplinares, independentemente do curso de ação penal instaurada em razão da mesma conduta.” (ARE 691306 RG, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO, julgado em 23/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-178 DIVULG 10-09-2012 PUBLIC 11-09-2012 ) O Tribunal de origem, na espécie, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780120. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.504 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “É possível a exclusão, em processo administrativo, de policial militar que comete faltas disciplinares, independentemente do curso de ação penal instaurada em razão da mesma conduta”, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “SERVIDOR PÚBLICO. Policial Militar. Processo administrativo. Falta disciplinar. Exclusão da corporação. Ação penal em curso, para apurar a mesma conduta. Possibilidade. Independência relativa das instâncias jurisdicional e administrativa. Precedentes do Pleno do STF. Repercussão geral reconhecida. Jurisprudência reafirmada. Recurso extraordinário a que se nega provimento. Apresenta repercussão geral o recurso que versa sobre a possibilidade de exclusão, em processo administrativo, de policial militar que comete faltas disciplinares, independentemente do curso de ação penal instaurada em razão da mesma conduta.” (ARE 691306 RG, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO, julgado em 23/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-178 DIVULG 10-09-2012 PUBLIC 11-09-2012 ) O Tribunal de origem, na espécie, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1074504 AGR / SP procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780120. Supremo Tribunal Federal ARE 1074504 AGR / SP procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1074504 AGR / SP fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780120. Supremo Tribunal Federal ARE 1074504 AGR / SP fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.504 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CLAUDEMIR SANTOS SANGA ADV.(A/S) : TEOFILO RODRIGUES TELES (120455/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828932 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.504 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CLAUDEMIR SANTOS SANGA ADV.(A/S) : TEOFILO RODRIGUES TELES (120455/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828932 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14829214
2018-05-07T00:00:00
2018-05-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. TRANSGRESSÃO MILITAR. NATUREZA GRAVE. DEMISSÃO. POLICIAL MILITAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, XXXIX E LVII, 37, CAPUT, E 41, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa.
sjur385146
- Acórdão(s) citado(s): (MILITAR, DEMISSÃO) ARE 691306 RG. (APLICAÇÃO DE MULTA) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 24/05/2018, MAD.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1074504
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00039 INC-00057 ART-00037 \n \"CAPUT\" ART-00041 PAR-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1074504 AgR
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AGTE.(S) : CLAUDEMIR SANTOS SANGA ADV.(A/S) : TEOFILO RODRIGUES TELES AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.504 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CLAUDEMIR SANTOS SANGA ADV.(A/S) :TEOFILO RODRIGUES TELES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. TRANSGRESSÃO MILITAR. NATUREZA GRAVE. DEMISSÃO. POLICIAL MILITAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5..., XXXIX E LVII, 37, CAPUT, E 41, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780118. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1074504 AGR / SP 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 27 de abril de 2018 a 04 de maio de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 07 de maio de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780118. Supremo Tribunal Federal ARE 1074504 AGR / SP 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 27 de abril de 2018 a 04 de maio de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 07 de maio de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.504 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CLAUDEMIR SANTOS SANGA ADV.(A/S) :TEOFILO RODRIGUES TELES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5..., XXXIX e LVII, 37, caput, e 41, § 2..., da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “POLICIAL MILITAR - transgressão militar de natureza grave – DEMISSÃO – Mandado de Segurança – nulidade do ato administrativo sancionatório – ordem denegada – trânsito em julgado – AÇÃO RESCISÓRIA – desconstituição da coisa julgada em face de absolvição criminal definitiva em alegado processo crime sobre os mesmos fatos – não repercussão – resíduo administrativo - não identidade entre os fatos – mera semelhança de acusações – Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal – improcedência do pedido – decisão unânime.” Recurso extraordinário interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780119. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.504 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CLAUDEMIR SANTOS SANGA ADV.(A/S) :TEOFILO RODRIGUES TELES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5..., XXXIX e LVII, 37, caput, e 41, § 2..., da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “POLICIAL MILITAR - transgressão militar de natureza grave – DEMISSÃO – Mandado de Segurança – nulidade do ato administrativo sancionatório – ordem denegada – trânsito em julgado – AÇÃO RESCISÓRIA – desconstituição da coisa julgada em face de absolvição criminal definitiva em alegado processo crime sobre os mesmos fatos – não repercussão – resíduo administrativo - não identidade entre os fatos – mera semelhança de acusações – Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal – improcedência do pedido – decisão unânime.” Recurso extraordinário interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.504 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “É possível a exclusão, em processo administrativo, de policial militar que comete faltas disciplinares, independentemente do curso de ação penal instaurada em razão da mesma conduta”, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “SERVIDOR PÚBLICO. Policial Militar. Processo administrativo. Falta disciplinar. Exclusão da corporação. Ação penal em curso, para apurar a mesma conduta. Possibilidade. Independência relativa das instâncias jurisdicional e administrativa. Precedentes do Pleno do Supremo Tribunal Federal. Repercussão geral reconhecida. Jurisprudência reafirmada. Recurso extraordinário a que se nega provimento. Apresenta repercussão geral o recurso que versa sobre a possibilidade de exclusão, em processo administrativo, de policial militar que comete faltas disciplinares, independentemente do curso de ação penal instaurada em razão da mesma conduta.” (ARE 691306 RG, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO, julgado em 23/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-178 DIVULG 10-09-2012 PUBLIC 11-09-2012 ) O Tribunal de origem, na espécie, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780120. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.504 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “É possível a exclusão, em processo administrativo, de policial militar que comete faltas disciplinares, independentemente do curso de ação penal instaurada em razão da mesma conduta”, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “SERVIDOR PÚBLICO. Policial Militar. Processo administrativo. Falta disciplinar. Exclusão da corporação. Ação penal em curso, para apurar a mesma conduta. Possibilidade. Independência relativa das instâncias jurisdicional e administrativa. Precedentes do Pleno do Supremo Tribunal Federal. Repercussão geral reconhecida. Jurisprudência reafirmada. Recurso extraordinário a que se nega provimento. Apresenta repercussão geral o recurso que versa sobre a possibilidade de exclusão, em processo administrativo, de policial militar que comete faltas disciplinares, independentemente do curso de ação penal instaurada em razão da mesma conduta.” (ARE 691306 RG, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO, julgado em 23/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-178 DIVULG 10-09-2012 PUBLIC 11-09-2012 ) O Tribunal de origem, na espécie, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1074504 AGR / SP procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780120. Supremo Tribunal Federal ARE 1074504 AGR / SP procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1074504 AGR / SP fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780120. Supremo Tribunal Federal ARE 1074504 AGR / SP fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14780120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.504 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CLAUDEMIR SANTOS SANGA ADV.(A/S) : TEOFILO RODRIGUES TELES (120455/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828932 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.504 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CLAUDEMIR SANTOS SANGA ADV.(A/S) : TEOFILO RODRIGUES TELES (120455/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828932 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 074 . 504", "ARE 1074504 AGR / SP", "ARE 1074504 AGR / SP", "Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 691306 RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 074 . 504", "ARE 691306 RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "ARE 1074504 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "ARE 1074504 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 1973", "ARTS . 5 . . . , XXXIX E LVII , 37 , CAPUT , E 41 , § 2 . . . , DA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Constituição da República", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 5 . . . , XXXIX e LVII , 37 , caput , e 41 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 5 . . . , XXXIX e LVII , 37 , caput , e 41 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "inciso LXXVIII no art . 5 . . . da Lei Maior", "4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "Lei Maior", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "República Federativa do Brasil", "1", ".", ".", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "República Federativa do Brasil", "Suprema Corte", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "CLAUDEMIR SANTOS SANGA", "TEOFILO RODRIGUES TELES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "CLAUDEMIR SANTOS SANGA", "TEOFILO RODRIGUES TELES", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "CLAUDEMIR SANTOS SANGA", "TEOFILO RODRIGUES TELES", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "CEZAR PELUSO", "Rosa Weber", "CEZAR PELUSO", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER ARE", "ROSA WEBER", "CLAUDEMIR SANTOS SANGA", "TEOFILO RODRIGUES TELES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "CLAUDEMIR SANTOS SANGA", "TEOFILO RODRIGUES TELES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "07", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de abril de 2018", "04 de maio de 2018", "07 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de abril de 2018", "04 de maio de 2018", "07 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2018", "23", "/", "08", "/", "2012", "10", "-", "09", "-", "2012", "11", "-", "09", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2018", "23", "/", "08", "/", "2012", "10", "-", "09", "-", "2012", "11", "-", "09", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2018", "/", "27", ".", "4", ".", "2018", "4", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "4", ".", "2018", "4", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.004.723 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :JOSE RONALDO LEITE ADV.(A/S) :FRANCISCO VALDEMIZIO ACIOLY GUEDES EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CARGO DE DELEGADO DA POLÍCIA. SURGIMENTO DE NOVAS VAGAS NO DECORRER DO CERTAME. LEI ESTADUAL Nº 14.218/2008. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069314. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1004723 AGR / CE penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 08 a 14 de junho de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 15 de junho de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069314. Supremo Tribunal Federal ARE 1004723 AGR / CE penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 08 a 14 de junho de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 15 de junho de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069314. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 15/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.004.723 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :JOSE RONALDO LEITE ADV.(A/S) :FRANCISCO VALDEMIZIO ACIOLY GUEDES RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Estado do Ceará. A matéria debatida, em síntese, diz com a participação em curso de formação e a nomeação de candidato aprovado fora do número de vagas em concurso público, uma vez demonstrada a inequívoca necessidade da Administração. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 2º, 5º, 37, I e II, 97 e 142, § 3º, da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL DE 1ª CLASSE. SURGIMENTO DE NOVAS VAGAS NO DECORRER DO CERTAME. LEI ESTADUAL Nº 14.218/2008. DEMONSTRAÇÃO INEQUÍVOCA DA NECESSIDADE DE AUMENTO DO NÚMERO DE DELEGADOS. DIREITO DO AUTOR DE PARTICIPAR DO CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL E, CASO APROVADO, DE SER NOMEADO AO REFERIDO CARGO. PRECEDENTES DO STJ. RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069315. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.004.723 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :JOSE RONALDO LEITE ADV.(A/S) :FRANCISCO VALDEMIZIO ACIOLY GUEDES RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Estado do Ceará. A matéria debatida, em síntese, diz com a participação em curso de formação e a nomeação de candidato aprovado fora do número de vagas em concurso público, uma vez demonstrada a inequívoca necessidade da Administração. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 2º, 5º, 37, I e II, 97 e 142, § 3º, da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL DE 1ª CLASSE. SURGIMENTO DE NOVAS VAGAS NO DECORRER DO CERTAME. LEI ESTADUAL Nº 14.218/2008. DEMONSTRAÇÃO INEQUÍVOCA DA NECESSIDADE DE AUMENTO DO NÚMERO DE DELEGADOS. DIREITO DO AUTOR DE PARTICIPAR DO CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL E, CASO APROVADO, DE SER NOMEADO AO REFERIDO CARGO. PRECEDENTES DO STJ. RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069315. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1004723 AGR / CE CONHECIDO E PROVIDO. 1. A aprovação do candidato, ainda que fora do número de vagas inicialmente previstas no edital do concurso público, confere-lhe o direito subjetivo à nomeação para o respectivo cargo se, durante o prazo de validade do certame, demonstrado o interesse da Administração, surgirem vagas adicionais, seja em virtude da criação de novos cargos mediante lei, ou de vacância decorrente de exoneração, demissão, aposentadoria, posse em outro cargo inacumulável ou falecimento. Precedentes do STF e do STJ. 2. Na espécie, o Edital nº 014/2006 previa 83 (oitenta e três) vagas para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1ª Classe, tendo sido convocados 249 (duzentas e quarenta e nove) candidatos para o Curso de Formação Profissional, total correspondente a três vezes a quantidade de vagas, nos termos do item 183. Posteriormente, com o advento da Lei Estadual n. 14.218/2008, foram criadas mais 226 (duzentas e vinte e seis) vagas para o mencionado cargo. 3. Ressalte-se que não se discute a possibilidade de o Poder Público limitar o número de candidatos nas fases do concurso, tampouco a discricionariedade administrativa. Ocorre que a edição da supracitada norma demonstra a necessidade do aumento na quantidade daqueles profissionais. 4. Desse modo, o apelante, que ocupou a 530ª posição após a quarta etapa, consoante informações da própria Administração, possuía o direito de ser chamado para a quinta fase, pois sua classificação estaria inserida no número de candidatos aptos a ser convocados, isto é, o triplo de 226 (678 pessoas), conforme o item 183 do Edital n. 014/2006. 5. Cumpre mencionar que havia sido parcialmente deferida a antecipação dos efeitos da tutela em favor do autor, ora insurgente, para que este fosse matriculado no Curso de Formação e Treinamento. O Estado do Ceará interpôs agravo de instrumento contra o referido decisório. Em consulta ao SPROC, constatou-se que foi negado seguimento ao mencionado recurso mediante decisão monocrática da lavra deste Relator, proferida em 20.03.2009 (DJ n. 61, de 02.04.2009, pág, 16). Assim, manteve-se a eficácia da tutela antecipada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069315. Supremo Tribunal Federal ARE 1004723 AGR / CE CONHECIDO E PROVIDO. 1. A aprovação do candidato, ainda que fora do número de vagas inicialmente previstas no edital do concurso público, confere-lhe o direito subjetivo à nomeação para o respectivo cargo se, durante o prazo de validade do certame, demonstrado o interesse da Administração, surgirem vagas adicionais, seja em virtude da criação de novos cargos mediante lei, ou de vacância decorrente de exoneração, demissão, aposentadoria, posse em outro cargo inacumulável ou falecimento. Precedentes do STF e do STJ. 2. Na espécie, o Edital nº 014/2006 previa 83 (oitenta e três) vagas para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1ª Classe, tendo sido convocados 249 (duzentas e quarenta e nove) candidatos para o Curso de Formação Profissional, total correspondente a três vezes a quantidade de vagas, nos termos do item 183. Posteriormente, com o advento da Lei Estadual n. 14.218/2008, foram criadas mais 226 (duzentas e vinte e seis) vagas para o mencionado cargo. 3. Ressalte-se que não se discute a possibilidade de o Poder Público limitar o número de candidatos nas fases do concurso, tampouco a discricionariedade administrativa. Ocorre que a edição da supracitada norma demonstra a necessidade do aumento na quantidade daqueles profissionais. 4. Desse modo, o apelante, que ocupou a 530ª posição após a quarta etapa, consoante informações da própria Administração, possuía o direito de ser chamado para a quinta fase, pois sua classificação estaria inserida no número de candidatos aptos a ser convocados, isto é, o triplo de 226 (678 pessoas), conforme o item 183 do Edital n. 014/2006. 5. Cumpre mencionar que havia sido parcialmente deferida a antecipação dos efeitos da tutela em favor do autor, ora insurgente, para que este fosse matriculado no Curso de Formação e Treinamento. O Estado do Ceará interpôs agravo de instrumento contra o referido decisório. Em consulta ao SPROC, constatou-se que foi negado seguimento ao mencionado recurso mediante decisão monocrática da lavra deste Relator, proferida em 20.03.2009 (DJ n. 61, de 02.04.2009, pág, 16). Assim, manteve-se a eficácia da tutela antecipada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069315. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1004723 AGR / CE concedida. No entanto, o ente público deixou de cumprir a ordem judicial e, por conseguinte, o promovente não pôde participar da quinta etapa, embora possuísse, já naquele momento, direito subjetivo de permanecer no certame, nos moldes da jurisprudência das Cortes Superiores. 6. Impende asseverar a inviabilidade de se ordenar a nomeação e a posse do autor no cargo em referência sem que este tenha sido submetido a todas as fases da seleção, mormente a última etapa, realizada em regime de tempo integral e dedicação exclusiva, com duração superior a três meses, em que são ministradas aulas práticas e teóricas envolvendo disciplinas como Manuseio Técnico/Psicológico do Uso de Armas Letais e não Letais, Planejamento e Técnica Operacionais, Direito Constitucional, Penal, Processual Penal, dentre outras. 7. Entretanto, mostra-se plenamente possível a determinação judicial de inclusão do requerente no próximo Curso de Formação para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1ª classe, uma vez que restou aprovado nas quatro primeiras fases do concurso para o qual se inscreveu, tendo sido impedido de participar da quinta etapa pelo descumprimento da medida liminar por parte do Estado. Precedentes do STJ e dos TRF´s da 1ª e da 5ª Regiões. 8. Apelo conhecido e provido, a fim de reformar a sentença de primeiro grau e julgar procedente a ação, declarando o direito do autor de ser convocado para o Curso de Formação e Treinamento Profissional do próximo concurso para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1ª classe e, caso aprovado, seja nomeado e empossado, em igualdade de condições com os demais candidatos.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069315. Supremo Tribunal Federal ARE 1004723 AGR / CE concedida. No entanto, o ente público deixou de cumprir a ordem judicial e, por conseguinte, o promovente não pôde participar da quinta etapa, embora possuísse, já naquele momento, direito subjetivo de permanecer no certame, nos moldes da jurisprudência das Cortes Superiores. 6. Impende asseverar a inviabilidade de se ordenar a nomeação e a posse do autor no cargo em referência sem que este tenha sido submetido a todas as fases da seleção, mormente a última etapa, realizada em regime de tempo integral e dedicação exclusiva, com duração superior a três meses, em que são ministradas aulas práticas e teóricas envolvendo disciplinas como Manuseio Técnico/Psicológico do Uso de Armas Letais e não Letais, Planejamento e Técnica Operacionais, Direito Constitucional, Penal, Processual Penal, dentre outras. 7. Entretanto, mostra-se plenamente possível a determinação judicial de inclusão do requerente no próximo Curso de Formação para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1ª classe, uma vez que restou aprovado nas quatro primeiras fases do concurso para o qual se inscreveu, tendo sido impedido de participar da quinta etapa pelo descumprimento da medida liminar por parte do Estado. Precedentes do STJ e dos TRF´s da 1ª e da 5ª Regiões. 8. Apelo conhecido e provido, a fim de reformar a sentença de primeiro grau e julgar procedente a ação, declarando o direito do autor de ser convocado para o Curso de Formação e Treinamento Profissional do próximo concurso para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1ª classe e, caso aprovado, seja nomeado e empossado, em igualdade de condições com os demais candidatos.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069315. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 15/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.004.723 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao recurso ao fundamento de que ausente afronta aos arts. 2º, 5º, 37, I e II, 97 e 142, § 3º, da Lei Maior, bem como ante o óbice das Súmulas 454 e 279 do STF. Irrepreensível a decisão agravada. Da leitura do acórdão prolatado na origem, observo que a Corte a quo firmou seu convencimento com fundamento nas cláusulas do edital do certame e na prova produzida, e concluiu pelo direito do autor de ser convocado para o Curso de Formação e Treinamento Profissional do próximo concurso para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1ª Classe ante a demonstração do interesse da Administração e do surgimento de vagas adicionais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, bem como o reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas editalícias, procedimentos vedados em sede extraordinária, nos termos das Súmulas 279 e 454/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Concurso Público. Exame psicotécnico. Realização de novo teste. Cláusulas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise das cláusulas de edital de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.004.723 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao recurso ao fundamento de que ausente afronta aos arts. 2º, 5º, 37, I e II, 97 e 142, § 3º, da Lei Maior, bem como ante o óbice das Súmulas 454 e 279 do STF. Irrepreensível a decisão agravada. Da leitura do acórdão prolatado na origem, observo que a Corte a quo firmou seu convencimento com fundamento nas cláusulas do edital do certame e na prova produzida, e concluiu pelo direito do autor de ser convocado para o Curso de Formação e Treinamento Profissional do próximo concurso para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1ª Classe ante a demonstração do interesse da Administração e do surgimento de vagas adicionais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, bem como o reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas editalícias, procedimentos vedados em sede extraordinária, nos termos das Súmulas 279 e 454/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Concurso Público. Exame psicotécnico. Realização de novo teste. Cláusulas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise das cláusulas de edital de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1004723 AGR / CE concurso público, tampouco para o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas nº s 454 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa ( art. 1.021, §4º, do CPC). 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada ( art. 85, §§2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” (RE 795999 AgR/PB, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2018). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Direito à participação em etapa do certame. Lei Estadual nº 14.218/08. Legislação local. Ofensa reflexa. Cláusulas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, das cláusulas de edital de concurso, tampouco para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 280, 454 e 279/STF/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. “ (ARE 1030260 AgR/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 31.10.2017). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. REEXAME DE PROVAS E DO EDITAL DO CERTAME. SÚMULAS 279 E 454/STF. 1. Hipótese em que, para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como o reexame de cláusulas editalícias que regem o concurso público. Incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Supremo Tribunal Federal ARE 1004723 AGR / CE concurso público, tampouco para o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas nº s 454 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa ( art. 1.021, §4º, do CPC). 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada ( art. 85, §§2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” (RE 795999 AgR/PB, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2018). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Direito à participação em etapa do certame. Lei Estadual nº 14.218/08. Legislação local. Ofensa reflexa. Cláusulas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, das cláusulas de edital de concurso, tampouco para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 280, 454 e 279/STF/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. “ (ARE 1030260 AgR/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 31.10.2017). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. REEXAME DE PROVAS E DO EDITAL DO CERTAME. SÚMULAS 279 E 454/STF. 1. Hipótese em que, para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como o reexame de cláusulas editalícias que regem o concurso público. Incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1004723 AGR / CE do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.“ (RE 646140 AgR/RR, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 29.06.2017). As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Supremo Tribunal Federal ARE 1004723 AGR / CE do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.“ (RE 646140 AgR/RR, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 29.06.2017). As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1004723 AGR / CE votação. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Supremo Tribunal Federal ARE 1004723 AGR / CE votação. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 15/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.004.723 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : JOSE RONALDO LEITE ADV.(A/S) : FRANCISCO VALDEMIZIO ACIOLY GUEDES (12068/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15134029 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.004.723 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : JOSE RONALDO LEITE ADV.(A/S) : FRANCISCO VALDEMIZIO ACIOLY GUEDES (12068/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15134029 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15135325
2018-06-15T00:00:00
2018-06-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CARGO DE DELEGADO DA POLÍCIA. SURGIMENTO DE NOVAS VAGAS NO DECORRER DO CERTAME. LEI ESTADUAL Nº 14.218/2008. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.
sjur387359
- Acórdão(s) citado(s): (APLICAÇÃO DE MULTA) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). (SÚMULA 279, SÚMULA 454) RE 646140 AgR (1ªT), ARE 1030260 AgR (2ªT), RE 795999 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 17/07/2018, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1004723
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-014218 ANO-2008\n LEI ORDINÁRIA, CE" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1004723 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : JOSE RONALDO LEITE ADV.(A/S) : FRANCISCO VALDEMIZIO ACIOLY GUEDES
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Ementa e Acórdão 15/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.004.723 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :JOSE RONALDO LEITE ADV.(A/S) :FRANCISCO VALDEMIZIO ACIOLY GUEDES EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CARGO DE DELEGADO DA POLÍCIA. SURGIMENTO DE NOVAS VAGAS NO DECORRER DO CERTAME. LEI ESTADUAL n 14.218/2008. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069314. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1004723 AGR / CE penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 08 a 14 de junho de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 15 de junho de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069314. Supremo Tribunal Federal ARE 1004723 AGR / CE penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 08 a 14 de junho de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 15 de junho de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069314. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 15/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.004.723 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :JOSE RONALDO LEITE ADV.(A/S) :FRANCISCO VALDEMIZIO ACIOLY GUEDES RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Estado do Ceará. A matéria debatida, em síntese, diz com a participação em curso de formação e a nomeação de candidato aprovado fora do número de vagas em concurso público, uma vez demonstrada a inequívoca necessidade da Administração. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 2..., 5..., 37, I e II, 97 e 142, § 3..., da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL DE 1... CLASSE. SURGIMENTO DE NOVAS VAGAS NO DECORRER DO CERTAME. LEI ESTADUAL n 14.218/2008. DEMONSTRAÇÃO INEQUÍVOCA DA NECESSIDADE DE AUMENTO DO NÚMERO DE DELEGADOS. DIREITO DO AUTOR DE PARTICIPAR DO CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL E, CASO APROVADO, DE SER NOMEADO AO REFERIDO CARGO. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça. RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069315. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.004.723 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :JOSE RONALDO LEITE ADV.(A/S) :FRANCISCO VALDEMIZIO ACIOLY GUEDES RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Estado do Ceará. A matéria debatida, em síntese, diz com a participação em curso de formação e a nomeação de candidato aprovado fora do número de vagas em concurso público, uma vez demonstrada a inequívoca necessidade da Administração. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 2..., 5..., 37, I e II, 97 e 142, § 3..., da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL DE 1... CLASSE. SURGIMENTO DE NOVAS VAGAS NO DECORRER DO CERTAME. LEI ESTADUAL n 14.218/2008. DEMONSTRAÇÃO INEQUÍVOCA DA NECESSIDADE DE AUMENTO DO NÚMERO DE DELEGADOS. DIREITO DO AUTOR DE PARTICIPAR DO CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL E, CASO APROVADO, DE SER NOMEADO AO REFERIDO CARGO. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça. RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069315. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1004723 AGR / CE CONHECIDO E PROVIDO. 1. A aprovação do candidato, ainda que fora do número de vagas inicialmente previstas no edital do concurso público, confere-lhe o direito subjetivo à nomeação para o respectivo cargo se, durante o prazo de validade do certame, demonstrado o interesse da Administração, surgirem vagas adicionais, seja em virtude da criação de novos cargos mediante lei, ou de vacância decorrente de exoneração, demissão, aposentadoria, posse em outro cargo inacumulável ou falecimento. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. 2. Na espécie, o Edital n 014/2006 previa 83 (oitenta e três) vagas para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1... Classe, tendo sido convocados 249 (duzentas e quarenta e nove) candidatos para o Curso de Formação Profissional, total correspondente a três vezes a quantidade de vagas, nos termos do item 183. Posteriormente, com o advento da Lei Estadual n. 14.218/2008, foram criadas mais 226 (duzentas e vinte e seis) vagas para o mencionado cargo. 3. Ressalte-se que não se discute a possibilidade de o Poder Público limitar o número de candidatos nas fases do concurso, tampouco a discricionariedade administrativa. Ocorre que a edição da supracitada norma demonstra a necessidade do aumento na quantidade daqueles profissionais. 4. Desse modo, o apelante, que ocupou a 530... posição após a quarta etapa, consoante informações da própria Administração, possuía o direito de ser chamado para a quinta fase, pois sua classificação estaria inserida no número de candidatos aptos a ser convocados, isto é, o triplo de 226 (678 pessoas), conforme o item 183 do Edital n. 014/2006. 5. Cumpre mencionar que havia sido parcialmente deferida a antecipação dos efeitos da tutela em favor do autor, ora insurgente, para que este fosse matriculado no Curso de Formação e Treinamento. O Estado do Ceará interpôs agravo de instrumento contra o referido decisório. Em consulta ao SPROC, constatou-se que foi negado seguimento ao mencionado recurso mediante decisão monocrática da lavra deste Relator, proferida em 20.03.2009 (DJ n. 61, de 02.04.2009, pág, 16). Assim, manteve-se a eficácia da tutela antecipada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069315. Supremo Tribunal Federal ARE 1004723 AGR / CE CONHECIDO E PROVIDO. 1. A aprovação do candidato, ainda que fora do número de vagas inicialmente previstas no edital do concurso público, confere-lhe o direito subjetivo à nomeação para o respectivo cargo se, durante o prazo de validade do certame, demonstrado o interesse da Administração, surgirem vagas adicionais, seja em virtude da criação de novos cargos mediante lei, ou de vacância decorrente de exoneração, demissão, aposentadoria, posse em outro cargo inacumulável ou falecimento. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. 2. Na espécie, o Edital n 014/2006 previa 83 (oitenta e três) vagas para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1... Classe, tendo sido convocados 249 (duzentas e quarenta e nove) candidatos para o Curso de Formação Profissional, total correspondente a três vezes a quantidade de vagas, nos termos do item 183. Posteriormente, com o advento da Lei Estadual n. 14.218/2008, foram criadas mais 226 (duzentas e vinte e seis) vagas para o mencionado cargo. 3. Ressalte-se que não se discute a possibilidade de o Poder Público limitar o número de candidatos nas fases do concurso, tampouco a discricionariedade administrativa. Ocorre que a edição da supracitada norma demonstra a necessidade do aumento na quantidade daqueles profissionais. 4. Desse modo, o apelante, que ocupou a 530... posição após a quarta etapa, consoante informações da própria Administração, possuía o direito de ser chamado para a quinta fase, pois sua classificação estaria inserida no número de candidatos aptos a ser convocados, isto é, o triplo de 226 (678 pessoas), conforme o item 183 do Edital n. 014/2006. 5. Cumpre mencionar que havia sido parcialmente deferida a antecipação dos efeitos da tutela em favor do autor, ora insurgente, para que este fosse matriculado no Curso de Formação e Treinamento. O Estado do Ceará interpôs agravo de instrumento contra o referido decisório. Em consulta ao SPROC, constatou-se que foi negado seguimento ao mencionado recurso mediante decisão monocrática da lavra deste Relator, proferida em 20.03.2009 (DJ n. 61, de 02.04.2009, pág, 16). Assim, manteve-se a eficácia da tutela antecipada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069315. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1004723 AGR / CE concedida. No entanto, o ente público deixou de cumprir a ordem judicial e, por conseguinte, o promovente não pôde participar da quinta etapa, embora possuísse, já naquele momento, direito subjetivo de permanecer no certame, nos moldes da jurisprudência das Cortes Superiores. 6. Impende asseverar a inviabilidade de se ordenar a nomeação e a posse do autor no cargo em referência sem que este tenha sido submetido a todas as fases da seleção, mormente a última etapa, realizada em regime de tempo integral e dedicação exclusiva, com duração superior a três meses, em que são ministradas aulas práticas e teóricas envolvendo disciplinas como Manuseio Técnico/Psicológico do Uso de Armas Letais e não Letais, Planejamento e Técnica Operacionais, Direito Constitucional, Penal, Processual Penal, dentre outras. 7. Entretanto, mostra-se plenamente possível a determinação judicial de inclusão do requerente no próximo Curso de Formação para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1... classe, uma vez que restou aprovado nas quatro primeiras fases do concurso para o qual se inscreveu, tendo sido impedido de participar da quinta etapa pelo descumprimento da medida liminar por parte do Estado. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e dos TRF´s da 1... e da 5... Regiões. 8. Apelo conhecido e provido, a fim de reformar a sentença de primeiro grau e julgar procedente a ação, declarando o direito do autor de ser convocado para o Curso de Formação e Treinamento Profissional do próximo concurso para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1... classe e, caso aprovado, seja nomeado e empossado, em igualdade de condições com os demais candidatos.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069315. Supremo Tribunal Federal ARE 1004723 AGR / CE concedida. No entanto, o ente público deixou de cumprir a ordem judicial e, por conseguinte, o promovente não pôde participar da quinta etapa, embora possuísse, já naquele momento, direito subjetivo de permanecer no certame, nos moldes da jurisprudência das Cortes Superiores. 6. Impende asseverar a inviabilidade de se ordenar a nomeação e a posse do autor no cargo em referência sem que este tenha sido submetido a todas as fases da seleção, mormente a última etapa, realizada em regime de tempo integral e dedicação exclusiva, com duração superior a três meses, em que são ministradas aulas práticas e teóricas envolvendo disciplinas como Manuseio Técnico/Psicológico do Uso de Armas Letais e não Letais, Planejamento e Técnica Operacionais, Direito Constitucional, Penal, Processual Penal, dentre outras. 7. Entretanto, mostra-se plenamente possível a determinação judicial de inclusão do requerente no próximo Curso de Formação para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1... classe, uma vez que restou aprovado nas quatro primeiras fases do concurso para o qual se inscreveu, tendo sido impedido de participar da quinta etapa pelo descumprimento da medida liminar por parte do Estado. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e dos TRF´s da 1... e da 5... Regiões. 8. Apelo conhecido e provido, a fim de reformar a sentença de primeiro grau e julgar procedente a ação, declarando o direito do autor de ser convocado para o Curso de Formação e Treinamento Profissional do próximo concurso para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1... classe e, caso aprovado, seja nomeado e empossado, em igualdade de condições com os demais candidatos.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069315. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 15/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.004.723 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao recurso ao fundamento de que ausente afronta aos arts. 2..., 5..., 37, I e II, 97 e 142, § 3..., da Lei Maior, bem como ante o óbice das Súmulas 454 e 279 do Supremo Tribunal Federal. Irrepreensível a decisão agravada. Da leitura do acórdão prolatado na origem, observo que a Corte a quo firmou seu convencimento com fundamento nas cláusulas do edital do certame e na prova produzida, e concluiu pelo direito do autor de ser convocado para o Curso de Formação e Treinamento Profissional do próximo concurso para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1... Classe ante a demonstração do interesse da Administração e do surgimento de vagas adicionais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, bem como o reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas editalícias, procedimentos vedados em sede extraordinária, nos termos das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Concurso Público. Exame psicotécnico. Realização de novo teste. Cláusulas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise das cláusulas de edital de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.004.723 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao recurso ao fundamento de que ausente afronta aos arts. 2..., 5..., 37, I e II, 97 e 142, § 3..., da Lei Maior, bem como ante o óbice das Súmulas 454 e 279 do Supremo Tribunal Federal. Irrepreensível a decisão agravada. Da leitura do acórdão prolatado na origem, observo que a Corte a quo firmou seu convencimento com fundamento nas cláusulas do edital do certame e na prova produzida, e concluiu pelo direito do autor de ser convocado para o Curso de Formação e Treinamento Profissional do próximo concurso para o cargo de Delegado da Polícia Civil de 1... Classe ante a demonstração do interesse da Administração e do surgimento de vagas adicionais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, bem como o reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas editalícias, procedimentos vedados em sede extraordinária, nos termos das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Concurso Público. Exame psicotécnico. Realização de novo teste. Cláusulas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise das cláusulas de edital de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1004723 AGR / CE concurso público, tampouco para o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas n s 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa ( art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil). 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada ( art. 85, §§2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” (Recurso Extraordinário 795999 AgR/PB, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2018). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Direito à participação em etapa do certame. Lei Estadual n 14.218/08. Legislação local. Ofensa reflexa. Cláusulas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, das cláusulas de edital de concurso, tampouco para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 280, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. “ (ARE 1030260 AgR/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 31.10.2017). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. REEXAME DE PROVAS E DO EDITAL DO CERTAME. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. 1. Hipótese em que, para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como o reexame de cláusulas editalícias que regem o concurso público. Incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Supremo Tribunal Federal ARE 1004723 AGR / CE concurso público, tampouco para o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas n s 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa ( art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil). 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada ( art. 85, §§2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” (Recurso Extraordinário 795999 AgR/PB, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2018). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Direito à participação em etapa do certame. Lei Estadual n 14.218/08. Legislação local. Ofensa reflexa. Cláusulas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, das cláusulas de edital de concurso, tampouco para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 280, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. “ (ARE 1030260 AgR/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 31.10.2017). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. REEXAME DE PROVAS E DO EDITAL DO CERTAME. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. 1. Hipótese em que, para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como o reexame de cláusulas editalícias que regem o concurso público. Incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1004723 AGR / CE do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.“ (Recurso Extraordinário 646140 AgR/RR, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 29.06.2017). As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Supremo Tribunal Federal ARE 1004723 AGR / CE do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.“ (Recurso Extraordinário 646140 AgR/RR, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 29.06.2017). As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1004723 AGR / CE votação. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Supremo Tribunal Federal ARE 1004723 AGR / CE votação. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15069316. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 15/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.004.723 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : JOSE RONALDO LEITE ADV.(A/S) : FRANCISCO VALDEMIZIO ACIOLY GUEDES (12068/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15134029 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.004.723 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : JOSE RONALDO LEITE ADV.(A/S) : FRANCISCO VALDEMIZIO ACIOLY GUEDES (12068/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15134029 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 004 . 723", "SÚMULAS 279", "ARE 1004723 AGR /", "ARE 1004723 AGR / CE", "ARE 1004723 AGR / CE", "ARE 1004723 AGR / CE", "ARE 1004723 AGR / CE", "ARE 1004723 AGR / CE", "Súmulas 454 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 454 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1004723 AGR / CE", "Súmulas n s 454", "Recurso Extraordinário 795999 AgR / PB", "Súmulas ns 280 , 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1030260 AgR / CE", "Súmulas 279", "ARE 1004723 AGR / CE", "Súmulas n s 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 795999 AgR / PB", "Súmulas ns 280 , 454", "ARE 1030260 AgR / CE", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 454 / Supremo", "Recurso Extraordinário 646140 AgR / RR", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "ARE 1004723 AGR / CE do", "Recurso Extraordinário 646140 AgR / RR", "ARE 951 . 191 - 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Decisão sobre Repercussão Geral 14/06/2018 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.133.118 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :MANOEL FERREIRA DE SOUZA GASPAR RECTE.(S) :MUNICIPIO DE TUPA ADV.(A/S) :ALVARO PELEGRINO RECDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. LEI 4.627/2013, QUE MODIFICOU A LEI 3.809/1999 DO MUNICÍPIO DE TUPÃ SP. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE EM ÂMBITO ESTADUAL. PROVIMENTO DE CARGOS PÚBLICOS. GRAU DE PARENTESCO. AGENTES POLÍTICOS. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13. PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA MORALIDADE, IMPESSOALIDADE, IGUALDADE E EFICIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. SEGURANÇA JURÍDICA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Ministro LUIZ FUX Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15068584. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Decisão sobre Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15068584. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15068584. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.133.118 SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. LEI 4.627/2013, QUE MODIFICOU A LEI 3.809/1999 DO MUNICÍPIO DE TUPÃ SP. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE EM ÂMBITO ESTADUAL. PROVIMENTO DE CARGOS PÚBLICOS. GRAU DE PARENTESCO. AGENTES POLÍTICOS. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13. PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA MORALIDADE, IMPESSOALIDADE, IGUALDADE E EFICIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. SEGURANÇA JURÍDICA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. Manifestação: Trata-se de recurso extraordinário, manejado com arrimo na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que assentou, in verbis: Ação direta de Inconstitucionalidade. Lei nº 4.627, de 7 de janeiro de 2013, Tupã. Previsão legal de exceção à vedação ao nepotismo que ofende os princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade. Violação dos artigos 111 e 114 da Constituição Estadual, c.c. Artigo 37, caput, da Constituição Federal. Precedentes do STF. Ação julgada parcialmente procedente, declarando-se a inconstitucionalidade da expressão exceto para cargo de agente político de Secretário Municipal, introduzida pelo artigo 1º da Lei nº 3.809 de 1999, de Tupã. Nas razões do apelo extremo, os recorrentes sustentam preliminar de repercussão geral e, no mérito, alegam que o entendimento adotado no acórdão recorrido para julgar parcialmente procedente a ação para declarar a inconstitucionalidade da expressão exceto para cargo de agente político de Secretário Municipal viola os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.133.118 SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. LEI 4.627/2013, QUE MODIFICOU A LEI 3.809/1999 DO MUNICÍPIO DE TUPÃ SP. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE EM ÂMBITO ESTADUAL. PROVIMENTO DE CARGOS PÚBLICOS. GRAU DE PARENTESCO. AGENTES POLÍTICOS. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13. PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA MORALIDADE, IMPESSOALIDADE, IGUALDADE E EFICIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. SEGURANÇA JURÍDICA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. Manifestação: Trata-se de recurso extraordinário, manejado com arrimo na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que assentou, in verbis: Ação direta de Inconstitucionalidade. Lei nº 4.627, de 7 de janeiro de 2013, Tupã. Previsão legal de exceção à vedação ao nepotismo que ofende os princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade. Violação dos artigos 111 e 114 da Constituição Estadual, c.c. Artigo 37, caput, da Constituição Federal. Precedentes do STF. Ação julgada parcialmente procedente, declarando-se a inconstitucionalidade da expressão exceto para cargo de agente político de Secretário Municipal, introduzida pelo artigo 1º da Lei nº 3.809 de 1999, de Tupã. Nas razões do apelo extremo, os recorrentes sustentam preliminar de repercussão geral e, no mérito, alegam que o entendimento adotado no acórdão recorrido para julgar parcialmente procedente a ação para declarar a inconstitucionalidade da expressão exceto para cargo de agente político de Secretário Municipal viola os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP artigos 2º, 18, 29, 30, I, 37, caput, 39 e 169 da Constituição da República. Apontam que o ato normativo violou entendimento deste Supremo Tribunal Federal quanto à inaplicabilidade da Súmula Vinculante 13 à nomeação de agente político. O Ministério Público do Estado de São Paulo, em contrarrazões, pugna, preliminarmente pelo não conhecimento do recurso diante da incidência das Súmulas 282 e 356 do STF e, acaso superado o juízo de admissibilidade, pelo desprovimento do recurso extraordinário, asseverando que a alteração de disposição legal admitindo a contratação de Secretários Municipais, com vínculo de parentesco com agentes políticos, ofende os princípios consagrados pelos arts. 111 da Constituição Paulista e 37, caput, da Constituição da República. Na origem, foi proposta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo a Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei Municipal 4.627/13, que alterou a Lei Municipal 3.809/99, para excepcionar da regra proibitiva de nomeação de parente dos nomeantes aquelas feitas para cargo de agente político de Secretária Municipal, nos seguintes termos: Artigo 1º Altera os artigos 1º e 2º da Lei nº 3.809 de 1999, passando a ter as seguintes redações: Artigo 1º É proibida a contratação de parentes até terceiro grau, consanguíneos ou afins, de Prefeito, Vice-prefeito Municipal, Secretários Municipais, Vereadores e dos diretores de autarquias, empresas públicas e fundações públicas, do Município de tupã, para provimento de cargos em comissão ou em caráter temporário, exceto para cargo de agente político de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP artigos 2º, 18, 29, 30, I, 37, caput, 39 e 169 da Constituição da República. Apontam que o ato normativo violou entendimento deste Supremo Tribunal Federal quanto à inaplicabilidade da Súmula Vinculante 13 à nomeação de agente político. O Ministério Público do Estado de São Paulo, em contrarrazões, pugna, preliminarmente pelo não conhecimento do recurso diante da incidência das Súmulas 282 e 356 do STF e, acaso superado o juízo de admissibilidade, pelo desprovimento do recurso extraordinário, asseverando que a alteração de disposição legal admitindo a contratação de Secretários Municipais, com vínculo de parentesco com agentes políticos, ofende os princípios consagrados pelos arts. 111 da Constituição Paulista e 37, caput, da Constituição da República. Na origem, foi proposta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo a Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei Municipal 4.627/13, que alterou a Lei Municipal 3.809/99, para excepcionar da regra proibitiva de nomeação de parente dos nomeantes aquelas feitas para cargo de agente político de Secretária Municipal, nos seguintes termos: Artigo 1º Altera os artigos 1º e 2º da Lei nº 3.809 de 1999, passando a ter as seguintes redações: Artigo 1º É proibida a contratação de parentes até terceiro grau, consanguíneos ou afins, de Prefeito, Vice-prefeito Municipal, Secretários Municipais, Vereadores e dos diretores de autarquias, empresas públicas e fundações públicas, do Município de tupã, para provimento de cargos em comissão ou em caráter temporário, exceto para cargo de agente político de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP Secretaria Municipal. Artigo 2º Para a nomeação para o cargo de provimento em comissão ou em caráter temporário, deverá o contratado anexar os documentos exigidos declaração de que não detém parentesco, por consanguinidade, afinidade, até o terceiro grau, com os agentes referidos no artigo anterior, exceto para o cargo de agente político de Secretário Municipal. Artigo 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Deferida a liminar para suspender a eficácia da Lei, o Tribunal de Justiça de São Paulo consignou que a ressalva trazida pela norma impugnada - exceto para cargo de agente político de Secretaria Municipal - afrontaria a Súmula Vinculante 13 na interpretação conferida por este Supremo Tribunal Federal, que somente haveria excluído a sua incidência de maneira excepcional. Conforme entendeu o Órgão Especial, os próprios precedentes em que foi determinada a não aplicação da Súmula vinculante 13 explicitaram tratar- se de uma flexibilização casuística, incapaz de legitimar a autorização geral e irrestrita ao nepotismo para determinados cargos da administração pública. O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário por entender ausente o prequestionamento. Irresignada, a recorrente apresentou agravo. O recurso foi provido, tendo sido determinada a conversão em recurso extraordinário para exame da matéria. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP Secretaria Municipal. Artigo 2º Para a nomeação para o cargo de provimento em comissão ou em caráter temporário, deverá o contratado anexar os documentos exigidos declaração de que não detém parentesco, por consanguinidade, afinidade, até o terceiro grau, com os agentes referidos no artigo anterior, exceto para o cargo de agente político de Secretário Municipal. Artigo 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Deferida a liminar para suspender a eficácia da Lei, o Tribunal de Justiça de São Paulo consignou que a ressalva trazida pela norma impugnada - exceto para cargo de agente político de Secretaria Municipal - afrontaria a Súmula Vinculante 13 na interpretação conferida por este Supremo Tribunal Federal, que somente haveria excluído a sua incidência de maneira excepcional. Conforme entendeu o Órgão Especial, os próprios precedentes em que foi determinada a não aplicação da Súmula vinculante 13 explicitaram tratar- se de uma flexibilização casuística, incapaz de legitimar a autorização geral e irrestrita ao nepotismo para determinados cargos da administração pública. O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário por entender ausente o prequestionamento. Irresignada, a recorrente apresentou agravo. O recurso foi provido, tendo sido determinada a conversão em recurso extraordinário para exame da matéria. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP É o relatório. Ab initio, ressalte-se que foram devidamente observados os requisitos de admissibilidade do presente recurso extraordinário. A solução da controvérsia prescinde de interpretação da legislação ordinária e revolvimento da matéria fático-probatória, pois o tema sub examine apresenta-se incontroverso nos autos. As questões constitucionais foram impugnadas em sede de controle de constitucionalidade no âmbito estadual, tendo havido alusão à matéria versada no artigo 37, caput, da Constituição Federal na ementa do acórdão ora recorrido. A questão trazida à apreciação desta Suprema Corte se cinge a saber se é inconstitucional a nomeação, para o exercício de cargo político, de familiares da autoridade nomeante - assim compreendidos cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive. A Constituição Federal de 1998 estabeleceu em seu artigo 37, caput, os princípios regentes da administração pública de forma expressa. A presente controvérsia envolve, em especial, os princípios republicanos de moralidade, impessoalidade, isonomia e eficiência. Exigem do administrador postura de deferência e conformidade com a expectativa difusa de boa administração, o que ultrapassa a mera legalidade. Nesse sentido, expuseram, em doutrina, o Ministro José Augusto e Paulo Modesto, verbis: [E]nquanto o princípio da legalidade exige ação administrativa de acordo com a lei, o da moralidade prega um comportamento do administrador que demonstre haver assumido como móbil da sua ação a própria ideia 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP É o relatório. Ab initio, ressalte-se que foram devidamente observados os requisitos de admissibilidade do presente recurso extraordinário. A solução da controvérsia prescinde de interpretação da legislação ordinária e revolvimento da matéria fático-probatória, pois o tema sub examine apresenta-se incontroverso nos autos. As questões constitucionais foram impugnadas em sede de controle de constitucionalidade no âmbito estadual, tendo havido alusão à matéria versada no artigo 37, caput, da Constituição Federal na ementa do acórdão ora recorrido. A questão trazida à apreciação desta Suprema Corte se cinge a saber se é inconstitucional a nomeação, para o exercício de cargo político, de familiares da autoridade nomeante - assim compreendidos cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive. A Constituição Federal de 1998 estabeleceu em seu artigo 37, caput, os princípios regentes da administração pública de forma expressa. A presente controvérsia envolve, em especial, os princípios republicanos de moralidade, impessoalidade, isonomia e eficiência. Exigem do administrador postura de deferência e conformidade com a expectativa difusa de boa administração, o que ultrapassa a mera legalidade. Nesse sentido, expuseram, em doutrina, o Ministro José Augusto e Paulo Modesto, verbis: [E]nquanto o princípio da legalidade exige ação administrativa de acordo com a lei, o da moralidade prega um comportamento do administrador que demonstre haver assumido como móbil da sua ação a própria ideia 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP do dever de exercer uma boa administração. (DELGADO, José Augusto. O princípio da moralidade administrativa e a Constituição Federal de 1988, in Revista dos Tribunais, v. 680, 1992, p. 35) Nepotismo é a conduta de nomear para cargos públicos em comissão ou funções de confiança de livre provimento e livre exoneração, ou para cargos e funções de provimento ou exoneração condicionada, parentes, cônjuges ou companheiros de agentes públicos, enaltecendo critérios de promoção familiar e de afinidade em detrimento a critérios de mérito e capacidade funcional no acesso a cargos públicos. Aplica-se também o conceito, por extensão, à contratação, sem licitação, de empresas das quais sejam sócios parentes, cônjuges e companheiros dos agentes públicos responsáveis pela contratação. Em termos ainda mais amplos, nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) designa o vício de promover o favorecimento de parentes e afins na gestão pública, confundindo-se a esfera dos interesses privados do administrador com os interesses sociais objetivos que a administração pública deve atender. Trata-se de comportamento, em qualquer extensão do conceito, evidentemente contrário ao ethos republicano, a princípios básicos da administração pública e a elementares preceitos de boa gestão da coisa pública, mas que foi tolerado durante toda a história do Brasil e nos vinte primeiros anos da Constituição Federal de 1988. (MODESTO, Paulo. Nepotismo em cargos político-administrativos. Revista Eletrônica de Direito do Estado, Salvador, n. 32, 2012) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP do dever de exercer uma boa administração. (DELGADO, José Augusto. O princípio da moralidade administrativa e a Constituição Federal de 1988, in Revista dos Tribunais, v. 680, 1992, p. 35) Nepotismo é a conduta de nomear para cargos públicos em comissão ou funções de confiança de livre provimento e livre exoneração, ou para cargos e funções de provimento ou exoneração condicionada, parentes, cônjuges ou companheiros de agentes públicos, enaltecendo critérios de promoção familiar e de afinidade em detrimento a critérios de mérito e capacidade funcional no acesso a cargos públicos. Aplica-se também o conceito, por extensão, à contratação, sem licitação, de empresas das quais sejam sócios parentes, cônjuges e companheiros dos agentes públicos responsáveis pela contratação. Em termos ainda mais amplos, nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) designa o vício de promover o favorecimento de parentes e afins na gestão pública, confundindo-se a esfera dos interesses privados do administrador com os interesses sociais objetivos que a administração pública deve atender. Trata-se de comportamento, em qualquer extensão do conceito, evidentemente contrário ao ethos republicano, a princípios básicos da administração pública e a elementares preceitos de boa gestão da coisa pública, mas que foi tolerado durante toda a história do Brasil e nos vinte primeiros anos da Constituição Federal de 1988. (MODESTO, Paulo. Nepotismo em cargos político-administrativos. Revista Eletrônica de Direito do Estado, Salvador, n. 32, 2012) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP A ofensa a tais razões republicanas, dispostas na Constituição Federal, fundamentou diversos precedentes desta Corte que analisaram atos de nomeação de familiares para cargos da Administração Pública, assim como a elaboração da Resolução CNJ 7/2005, chancelada pela Ação Declaratória de Constitucionalidade 12. A partir desses arcabouço jurisprudencial, foi editada a Súmula Vinculante 13, central para o entendimento deste tema. O enunciado normativo estabelece: A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. O teor do verbete não contém exceção quanto ao cargo político. A discussão orbita em torno do enquadramento dos agente políticos como ocupantes de cargos públicos, em especial cargo em comissão ou de confiança, mas, ao não diferenciar cargos políticos de cargos estritamente administrativos, a literalidade da súmula vinculante sugere que resta proibido o nepotismo em todas as situações. Nesse sentido, entendeu o Ministro Marco Aurélio, ao deferir recentemente o pedido liminar na Rcl 26.303, verbis: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP A ofensa a tais razões republicanas, dispostas na Constituição Federal, fundamentou diversos precedentes desta Corte que analisaram atos de nomeação de familiares para cargos da Administração Pública, assim como a elaboração da Resolução CNJ 7/2005, chancelada pela Ação Declaratória de Constitucionalidade 12. A partir desses arcabouço jurisprudencial, foi editada a Súmula Vinculante 13, central para o entendimento deste tema. O enunciado normativo estabelece: A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. O teor do verbete não contém exceção quanto ao cargo político. A discussão orbita em torno do enquadramento dos agente políticos como ocupantes de cargos públicos, em especial cargo em comissão ou de confiança, mas, ao não diferenciar cargos políticos de cargos estritamente administrativos, a literalidade da súmula vinculante sugere que resta proibido o nepotismo em todas as situações. Nesse sentido, entendeu o Ministro Marco Aurélio, ao deferir recentemente o pedido liminar na Rcl 26.303, verbis: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP DECISÃO NEPOTISMO VERBETE VINCULANTE Nº 13 DA SÚMULA DO SUPREMO ALCANCE RELEVÂNCIA DO PEDIDO LIMINAR DEFERIDA. 1. O assessor Dr. Vinicius de Andrade Prado prestou as seguintes informações: Victor Rosa Travancas, advogando em causa própria, afirma haver Marcelo Bezerra Crivella, prefeito do Município do Rio de Janeiro, inobservado o teor do verbete vinculante nº 13 da Súmula do Supremo. Segundo argumenta, por meio do Decreto P nº 483, de 1º de fevereiro de 2017, o Chefe do Executivo local nomeou o próprio filho, Marcelo Hodge Crivella, para exercer o cargo em comissão de Secretário Chefe da Casa Civil, do que decorreria a ofensa ao paradigma. Discorre sobre as atribuições do citado cargo, bem assim acerca dos princípios republicano, da moralidade e da impessoalidade. Consoante destaca, o nomeado possui formação em psicologia cristã, sem experiência em administração pública, além de ter residido, no momento anterior ao da indicação para a referida posição, nos Estados Unidos. Sob o ângulo do risco, alude à prática, pelo nomeado, de atos nulos, passíveis de causar prejuízos ao ente público. Requer, em sede liminar, a suspensão da eficácia do ato impugnado e, alfim, a respectiva cassação. 2. Mostra- se relevante a alegação. Por meio do Decreto P nº 483, o atual titular do Poder Executivo do Município do Rio de Janeiro nomeou, em 1º de fevereiro último, o próprio filho para ocupar o cargo em comissão de Secretário Chefe da Casa Civil local. Ao indicar parente em linha reta para desempenhar a mencionada função, a autoridade reclamada, mediante ato administrativo, acabou por desrespeitar o preceito revelado no verbete vinculante nº 13 da Súmula do Supremo, cujo teor transcrevo: (...) Sinalizando o 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP DECISÃO NEPOTISMO VERBETE VINCULANTE Nº 13 DA SÚMULA DO SUPREMO ALCANCE RELEVÂNCIA DO PEDIDO LIMINAR DEFERIDA. 1. O assessor Dr. Vinicius de Andrade Prado prestou as seguintes informações: Victor Rosa Travancas, advogando em causa própria, afirma haver Marcelo Bezerra Crivella, prefeito do Município do Rio de Janeiro, inobservado o teor do verbete vinculante nº 13 da Súmula do Supremo. Segundo argumenta, por meio do Decreto P nº 483, de 1º de fevereiro de 2017, o Chefe do Executivo local nomeou o próprio filho, Marcelo Hodge Crivella, para exercer o cargo em comissão de Secretário Chefe da Casa Civil, do que decorreria a ofensa ao paradigma. Discorre sobre as atribuições do citado cargo, bem assim acerca dos princípios republicano, da moralidade e da impessoalidade. Consoante destaca, o nomeado possui formação em psicologia cristã, sem experiência em administração pública, além de ter residido, no momento anterior ao da indicação para a referida posição, nos Estados Unidos. Sob o ângulo do risco, alude à prática, pelo nomeado, de atos nulos, passíveis de causar prejuízos ao ente público. Requer, em sede liminar, a suspensão da eficácia do ato impugnado e, alfim, a respectiva cassação. 2. Mostra- se relevante a alegação. Por meio do Decreto P nº 483, o atual titular do Poder Executivo do Município do Rio de Janeiro nomeou, em 1º de fevereiro último, o próprio filho para ocupar o cargo em comissão de Secretário Chefe da Casa Civil local. Ao indicar parente em linha reta para desempenhar a mencionada função, a autoridade reclamada, mediante ato administrativo, acabou por desrespeitar o preceito revelado no verbete vinculante nº 13 da Súmula do Supremo, cujo teor transcrevo: (...) Sinalizando o 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP alcance da Constituição Federal, o enunciado contempla três vedações distintas relativamente à nomeação para cargo em comissão, de confiança ou função gratificada em qualquer dos Poderes de todos os entes integrantes da Federação. A primeira diz respeito à proibição de designar parente da autoridade nomeante. A segunda concerne a parente de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento. A terceira refere-se ao nepotismo cruzado, mediante designações recíprocas. No mais, o teor do verbete não contém exceção quanto ao cargo de secretário municipal. 3. Defiro a liminar para suspender a eficácia do Decreto P nº 483, de 1º de fevereiro de 2017, do Prefeito do Município do Rio de Janeiro. 4. Presente a regência do Código de Processo Civil de 2015, citem os interessados e requisitem informações. Com o recebimento, colham o parecer da Procuradoria-Geral da República. 5. Publiquem. (Rcl 26303 TA, Relator Min. Marco Aurélio, DJe 13/02/2017) Em que pese não se possa confundir o pronunciamento normativo do Supremo, consubstanciado em súmula vinculatória, com o ato concreto que o aplica, a solução conferida ao precedente representativo da controvérsia que motivou e edição da Súmula Vinculante 13, RE 579.951, difere da leitura mais abrangente do dispositivo. À ocasião, examinava-se a nomeação de Elias Raimundo de Souza e Francisco Souza do Nascimento para o exercício, respectivamente, dos cargos em comissão de Secretário Municipal de Saúde e de motorista, embora sejam, o primeiro, irmão de vereador, e, o segundo, do Vice-Prefeito do Município de Água Nova daquele Estado. O Ministro Relator Ricardo Lewandowski 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP alcance da Constituição Federal, o enunciado contempla três vedações distintas relativamente à nomeação para cargo em comissão, de confiança ou função gratificada em qualquer dos Poderes de todos os entes integrantes da Federação. A primeira diz respeito à proibição de designar parente da autoridade nomeante. A segunda concerne a parente de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento. A terceira refere-se ao nepotismo cruzado, mediante designações recíprocas. No mais, o teor do verbete não contém exceção quanto ao cargo de secretário municipal. 3. Defiro a liminar para suspender a eficácia do Decreto P nº 483, de 1º de fevereiro de 2017, do Prefeito do Município do Rio de Janeiro. 4. Presente a regência do Código de Processo Civil de 2015, citem os interessados e requisitem informações. Com o recebimento, colham o parecer da Procuradoria-Geral da República. 5. Publiquem. (Rcl 26303 TA, Relator Min. Marco Aurélio, DJe 13/02/2017) Em que pese não se possa confundir o pronunciamento normativo do Supremo, consubstanciado em súmula vinculatória, com o ato concreto que o aplica, a solução conferida ao precedente representativo da controvérsia que motivou e edição da Súmula Vinculante 13, RE 579.951, difere da leitura mais abrangente do dispositivo. À ocasião, examinava-se a nomeação de Elias Raimundo de Souza e Francisco Souza do Nascimento para o exercício, respectivamente, dos cargos em comissão de Secretário Municipal de Saúde e de motorista, embora sejam, o primeiro, irmão de vereador, e, o segundo, do Vice-Prefeito do Município de Água Nova daquele Estado. O Ministro Relator Ricardo Lewandowski 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP considerou, ao final, hígida a nomeação do agente político Elias Raimundo de Souza, em especial por não ter ficado evidenciada a prática do nepotismo cruzado, acompanhando, nesse aspecto, o entendimento da douta maioria. É como também demonstra o voto do Ministro Ayres Brito no mesmo precedente, verbis: "Então, quando o art. 37 refere-se a cargo em comissão e função de confiança, está tratando de cargos e funções singelamente administrativos, não de cargos políticos. Portanto, os cargos políticos estariam fora do alcance da decisão que tomamos na ADC nº 12 porque o próprio capítulo VII é Da Administração Pública enquanto segmento do Poder Executivo. E sabemos que os cargos políticos, como por exemplo, o de secretário municipal, são agentes de poder, fazem parte do Poder Executivo. O cargo não é em comissão, no sentido do artigo 37. Somente os cargos e funções singelamente administrativos - é como penso - são alcançados pela imperiosidade do artigo 37, com seus lapidares princípios. Então, essa distinção me parece importante para, no caso, excluir do âmbito da nossa decisão anterior os secretários municipais, que correspondem a secretários de Estado, no âmbito dos Estados, e ministros de Estado, no âmbito federal." (RE 579951, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 20/08/2008) Desde a origem, portanto, restou controversa a extensão da vedação ao nepotismo à nomeação de parentes para cargos políticos. São exemplos do afastamento da aplicação da Súmula Vinculante 13 a Rcl 6938 MC, relatora a Min. Cármen Lúcia, publicada em 13/11/2013; a Rcl 6650 AgR, relatora a Min. Ellen 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP considerou, ao final, hígida a nomeação do agente político Elias Raimundo de Souza, em especial por não ter ficado evidenciada a prática do nepotismo cruzado, acompanhando, nesse aspecto, o entendimento da douta maioria. É como também demonstra o voto do Ministro Ayres Brito no mesmo precedente, verbis: "Então, quando o art. 37 refere-se a cargo em comissão e função de confiança, está tratando de cargos e funções singelamente administrativos, não de cargos políticos. Portanto, os cargos políticos estariam fora do alcance da decisão que tomamos na ADC nº 12 porque o próprio capítulo VII é Da Administração Pública enquanto segmento do Poder Executivo. E sabemos que os cargos políticos, como por exemplo, o de secretário municipal, são agentes de poder, fazem parte do Poder Executivo. O cargo não é em comissão, no sentido do artigo 37. Somente os cargos e funções singelamente administrativos - é como penso - são alcançados pela imperiosidade do artigo 37, com seus lapidares princípios. Então, essa distinção me parece importante para, no caso, excluir do âmbito da nossa decisão anterior os secretários municipais, que correspondem a secretários de Estado, no âmbito dos Estados, e ministros de Estado, no âmbito federal." (RE 579951, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 20/08/2008) Desde a origem, portanto, restou controversa a extensão da vedação ao nepotismo à nomeação de parentes para cargos políticos. São exemplos do afastamento da aplicação da Súmula Vinculante 13 a Rcl 6938 MC, relatora a Min. Cármen Lúcia, publicada em 13/11/2013; a Rcl 6650 AgR, relatora a Min. Ellen 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP Gracie, publicada em 21/11/2008; e o ARE 881398 AgR, relatora a Min. Rosa Weber, publicada em 05/06/2015, a seguir ementados, casos que a Corte assentou não deveriam ser considerados como precedentes específicos, devendo a verificação do nepotismo ser realizada caso a caso: MEDIDA CAUTELAR NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 13 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INDEFERIMENTO DA MEDIDA LIMINAR EM RELAÇÃO AO CARGO DE NATUREZA POLÍTICA E DEFERIMENTO NOS DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. VISTA AO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA. (Rcl 6938, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 02/09/2011) AGRAVO REGIMENTAL EM MEDIDA CAUTELAR EM RECLAMAÇÃO. NOMEAÇÃO DE IRMÃO DE GOVERNADOR DE ESTADO. CARGO DE SECRETÁRIO DE ESTADO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE Nº 13. INAPLICABILIDADE AO CASO. CARGO DE NATUREZA POLÍTICA. AGENTE POLÍTICO. ENTENDIMENTO FIRMADO NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.951/RN. OCORRÊNCIA DA FUMAÇA DO BOM DIREITO. 1. Impossibilidade de submissão do reclamante, Secretário Estadual de Transporte, agente político, às hipóteses expressamente elencadas na Súmula Vinculante nº 13, por se tratar de cargo de natureza política. 2. Existência de precedente do Plenário do Tribunal: RE 579.951/RN, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJE 12.9.2008. 3. Ocorrência da fumaça do bom direito. 4. Ausência de sentido em relação às alegações externadas pelo agravante quanto à conduta do prolator da decisão ora agravada. 5. Existência de equívoco lamentável, ante a impossibilidade lógica de uma decisão devidamente assinada por Ministro desta Casa ter sido 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP Gracie, publicada em 21/11/2008; e o ARE 881398 AgR, relatora a Min. Rosa Weber, publicada em 05/06/2015, a seguir ementados, casos que a Corte assentou não deveriam ser considerados como precedentes específicos, devendo a verificação do nepotismo ser realizada caso a caso: MEDIDA CAUTELAR NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 13 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INDEFERIMENTO DA MEDIDA LIMINAR EM RELAÇÃO AO CARGO DE NATUREZA POLÍTICA E DEFERIMENTO NOS DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. VISTA AO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA. (Rcl 6938, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 02/09/2011) AGRAVO REGIMENTAL EM MEDIDA CAUTELAR EM RECLAMAÇÃO. NOMEAÇÃO DE IRMÃO DE GOVERNADOR DE ESTADO. CARGO DE SECRETÁRIO DE ESTADO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE Nº 13. INAPLICABILIDADE AO CASO. CARGO DE NATUREZA POLÍTICA. AGENTE POLÍTICO. ENTENDIMENTO FIRMADO NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.951/RN. OCORRÊNCIA DA FUMAÇA DO BOM DIREITO. 1. Impossibilidade de submissão do reclamante, Secretário Estadual de Transporte, agente político, às hipóteses expressamente elencadas na Súmula Vinculante nº 13, por se tratar de cargo de natureza política. 2. Existência de precedente do Plenário do Tribunal: RE 579.951/RN, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJE 12.9.2008. 3. Ocorrência da fumaça do bom direito. 4. Ausência de sentido em relação às alegações externadas pelo agravante quanto à conduta do prolator da decisão ora agravada. 5. Existência de equívoco lamentável, ante a impossibilidade lógica de uma decisão devidamente assinada por Ministro desta Casa ter sido 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP enviada, por fac-símile, ao advogado do reclamante, em data anterior à sua própria assinatura. 6. Agravo regimental improvido. (Rcl 6650 MC AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário. DJe 21/11/2008) EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SECRETARIAS MUNICIPAIS. CARGO COM NATUREZA POLÍTICA. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA VINCULANTE Nº 13 DO STF. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.7.2014. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (ARE 881398 AgR. Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, Dje de 05/06/2015) Em diversos julgados, esta Corte assentou, ao tratar da matéria, reservar-se a apurar situações de abuso e falta de razoabilidade no provimento de cargos políticos. Assim, entendeu necessário apreciar casuisticamente eventual nepotismo cruzado e apurar a ausência de qualificação técnica dos nomeados como indicativo de fraude à lei e aos princípios da 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP enviada, por fac-símile, ao advogado do reclamante, em data anterior à sua própria assinatura. 6. Agravo regimental improvido. (Rcl 6650 MC AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário. DJe 21/11/2008) EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SECRETARIAS MUNICIPAIS. CARGO COM NATUREZA POLÍTICA. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA VINCULANTE Nº 13 DO STF. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.7.2014. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (ARE 881398 AgR. Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, Dje de 05/06/2015) Em diversos julgados, esta Corte assentou, ao tratar da matéria, reservar-se a apurar situações de abuso e falta de razoabilidade no provimento de cargos políticos. Assim, entendeu necessário apreciar casuisticamente eventual nepotismo cruzado e apurar a ausência de qualificação técnica dos nomeados como indicativo de fraude à lei e aos princípios da 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP impessoalidade, moralidade e eficiência na administração pública. É como se verifica na Rcl 12.478 MC, relator o Min. Joaquim Barbosa, publicada em 08/11/2011; e na Rcl 23.131-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, publicada em 18/04/2017: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 13. NEPOTISMO POR TROCA DE FAVORES. NECESSIDADE DE REEXAME DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. INVIABILIDADE EM SEDE RECLAMATÓRIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. O exame casuístico da qualificação técnica dos agentes para o desempenho eficiente dos cargos para os quais foram nomeados, bem como da existência de indício de fraude à lei ou de nepotismo cruzado, circunstâncias em que a nomeação de parente até mesmo para cargo político mostra-se atentatória aos princípios que norteiam a atividade do administrador público, dentre eles os da moralidade, da impessoalidade e da eficiência, não é possível nesta via processual. 2. In casu, o agravante alega que o suposto nepotismo ocorreria pela realização de favores por uma autoridade em troca da nomeação de parente seu por outra autoridade. Não há, contudo, indicação concreta de eventuais favores realizados, tampouco a mínima comprovação de tal prática. 3. Agravo interno desprovido. (Rcl 23.131 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 18/04/2017) Vê-se, assim, que a indefinição acerca da constitucionalidade da nomeação de parentes do nomeante para cargos de natureza política tem provocado grande insegurança jurídica. Tanto o administrado quanto o poder público desconhecem a real legitimidade de diversas nomeações a cargos públicos 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP impessoalidade, moralidade e eficiência na administração pública. É como se verifica na Rcl 12.478 MC, relator o Min. Joaquim Barbosa, publicada em 08/11/2011; e na Rcl 23.131-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, publicada em 18/04/2017: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 13. NEPOTISMO POR TROCA DE FAVORES. NECESSIDADE DE REEXAME DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. INVIABILIDADE EM SEDE RECLAMATÓRIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. O exame casuístico da qualificação técnica dos agentes para o desempenho eficiente dos cargos para os quais foram nomeados, bem como da existência de indício de fraude à lei ou de nepotismo cruzado, circunstâncias em que a nomeação de parente até mesmo para cargo político mostra-se atentatória aos princípios que norteiam a atividade do administrador público, dentre eles os da moralidade, da impessoalidade e da eficiência, não é possível nesta via processual. 2. In casu, o agravante alega que o suposto nepotismo ocorreria pela realização de favores por uma autoridade em troca da nomeação de parente seu por outra autoridade. Não há, contudo, indicação concreta de eventuais favores realizados, tampouco a mínima comprovação de tal prática. 3. Agravo interno desprovido. (Rcl 23.131 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 18/04/2017) Vê-se, assim, que a indefinição acerca da constitucionalidade da nomeação de parentes do nomeante para cargos de natureza política tem provocado grande insegurança jurídica. Tanto o administrado quanto o poder público desconhecem a real legitimidade de diversas nomeações a cargos públicos 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP até que haja um pronunciamento definitivo do poder judiciário. O resultado prático é de comprometimento do adequado desenvolvimento de agendas políticas pretendidas pelos indicados e, consequentemente, do funcionamento eficiente da administração. Destarte, a vexata questio transcende os limites subjetivos da causa, porquanto, ao versar sobre a extensão da limitação imposta a práticas de nepotismo, a questão possui impacto em diversos casos em que, à semelhança do presente recurso extraordinário, discute-se a legalidade de indicações para cargos públicos. Configura-se, assim, a relevância da matéria sobre as perspectivas social e jurídica, bem como a transcendência da questão cuja repercussão geral ora se submete ao escrutínio da Corte, sob o tema sugerido de que é inconstitucional a nomeação, para o exercício de cargo político, de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante. Ex positis, nos termos dos artigos 323 e 232-A do RISTF, manifesto-me pela EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL SUSCITADA e submeto a matéria à apreciação dos demais Ministros da Corte. Brasília, 24 de maio de 2018. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP até que haja um pronunciamento definitivo do poder judiciário. O resultado prático é de comprometimento do adequado desenvolvimento de agendas políticas pretendidas pelos indicados e, consequentemente, do funcionamento eficiente da administração. Destarte, a vexata questio transcende os limites subjetivos da causa, porquanto, ao versar sobre a extensão da limitação imposta a práticas de nepotismo, a questão possui impacto em diversos casos em que, à semelhança do presente recurso extraordinário, discute-se a legalidade de indicações para cargos públicos. Configura-se, assim, a relevância da matéria sobre as perspectivas social e jurídica, bem como a transcendência da questão cuja repercussão geral ora se submete ao escrutínio da Corte, sob o tema sugerido de que é inconstitucional a nomeação, para o exercício de cargo político, de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante. Ex positis, nos termos dos artigos 323 e 232-A do RISTF, manifesto-me pela EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL SUSCITADA e submeto a matéria à apreciação dos demais Ministros da Corte. Brasília, 24 de maio de 2018. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.133.118 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO NEPOTISMO – AGENTE POLÍTICO – SECRETÁRIO MUNICIPAL – GLOSA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – VERBETE VINCULANTE Nº 13 – ALCANCE – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário nº 1.133.118, relator ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 25 de maio de 2018, sexta- feira, com termo final para manifestação no próximo dia 14 de junho, quinta-feira. O Município de Tupã e Manoel Ferreira de Souza Gaspar, na qualidade de prefeito, interpuseram recurso extraordinário, com apontada base na alínea “a” do permissivo constitucional, contra acórdão mediante o qual o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo declarou inconstitucional a expressão “exceto para cargo de agente político de Secretário Municipal”, introduzida pelo artigo 1º da Lei municipal nº 4.627/2013 nos artigos 1º e 2º da Lei nº 3.809/1999, a versar proibição de contratação de parentes, até terceiro grau, para cargos de provimento em comissão ou em caráter temporário. Dizem da transgressão aos artigos 2º, 18, 29, 30, inciso I, 37, cabeça, 39 e 169 da Constituição Federal. Ressaltam a compatibilidade do dispositivo atacado com Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.133.118 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO NEPOTISMO – AGENTE POLÍTICO – SECRETÁRIO MUNICIPAL – GLOSA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – VERBETE VINCULANTE Nº 13 – ALCANCE – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário nº 1.133.118, relator ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 25 de maio de 2018, sexta- feira, com termo final para manifestação no próximo dia 14 de junho, quinta-feira. O Município de Tupã e Manoel Ferreira de Souza Gaspar, na qualidade de prefeito, interpuseram recurso extraordinário, com apontada base na alínea “a” do permissivo constitucional, contra acórdão mediante o qual o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo declarou inconstitucional a expressão “exceto para cargo de agente político de Secretário Municipal”, introduzida pelo artigo 1º da Lei municipal nº 4.627/2013 nos artigos 1º e 2º da Lei nº 3.809/1999, a versar proibição de contratação de parentes, até terceiro grau, para cargos de provimento em comissão ou em caráter temporário. Dizem da transgressão aos artigos 2º, 18, 29, 30, inciso I, 37, cabeça, 39 e 169 da Constituição Federal. Ressaltam a compatibilidade do dispositivo atacado com Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP os princípios constitucionais da moralidade e impessoalidade, de observância obrigatória, pela Administração Pública, no ato de nomeação para cargos em comissão. Afirmam inexistir, no diploma normativo, autorização ampla e irrestrita para a admissão em cargos comissionados e temporários, frisando prever apenas a exceção referente ao agente político que desempenha a atividade de Secretário Municipal. Destacam a consonância da expressão declarada inconstitucional com o entendimento do Supremo acerca da natureza política do cargo de Secretário Municipal, a afastar a pertinência do verbete vinculante nº 13, concernente aos cargos de provimento em comissão e de confiança de natureza essencialmente administrativa. Discorrem sobre a prática do nepotismo e a possibilidade de nomeação de pessoas de confiança para desempenhar auxílio direto na tomada de decisões políticas. Evocam jurisprudência. Sob o ângulo da repercussão geral, salientam ultrapassar a matéria os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista jurídico, político, social e econômico. O recorrido, nas contrarrazões, enfatiza a intempestividade do recurso extraordinário, realçando a inaplicabilidade, ao processo objetivo, da dobra alusiva aos prazos recursais, versada no artigo 188 do Código de Processo Civil de 1973. Alega ausente procuração com poderes específicos outorgados, pelo Chefe do Poder Executivo, ao advogado que subscreveu o extraordinário, assinalando a irregularidade na representação processual. Suscita a falta de prequestionamento. No mérito, sublinha o acerto do acórdão impugnado. O extraordinário não foi admitido na origem, considerada a inexistência de prequestionamento. Assentou-se que os dispositivos tidos por violados não foram abordados na decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP os princípios constitucionais da moralidade e impessoalidade, de observância obrigatória, pela Administração Pública, no ato de nomeação para cargos em comissão. Afirmam inexistir, no diploma normativo, autorização ampla e irrestrita para a admissão em cargos comissionados e temporários, frisando prever apenas a exceção referente ao agente político que desempenha a atividade de Secretário Municipal. Destacam a consonância da expressão declarada inconstitucional com o entendimento do Supremo acerca da natureza política do cargo de Secretário Municipal, a afastar a pertinência do verbete vinculante nº 13, concernente aos cargos de provimento em comissão e de confiança de natureza essencialmente administrativa. Discorrem sobre a prática do nepotismo e a possibilidade de nomeação de pessoas de confiança para desempenhar auxílio direto na tomada de decisões políticas. Evocam jurisprudência. Sob o ângulo da repercussão geral, salientam ultrapassar a matéria os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista jurídico, político, social e econômico. O recorrido, nas contrarrazões, enfatiza a intempestividade do recurso extraordinário, realçando a inaplicabilidade, ao processo objetivo, da dobra alusiva aos prazos recursais, versada no artigo 188 do Código de Processo Civil de 1973. Alega ausente procuração com poderes específicos outorgados, pelo Chefe do Poder Executivo, ao advogado que subscreveu o extraordinário, assinalando a irregularidade na representação processual. Suscita a falta de prequestionamento. No mérito, sublinha o acerto do acórdão impugnado. O extraordinário não foi admitido na origem, considerada a inexistência de prequestionamento. Assentou-se que os dispositivos tidos por violados não foram abordados na decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP atacada. Seguiu-se a interposição de agravo. O ministro Luiz Fux, em 4 de abril de 2018, proveu o agravo e determinou a conversão em recurso extraordinário. Posteriormente, submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, manifestando-se pela configuração da repercussão geral da controvérsia relativa à constitucionalidade da nomeação, para o exercício de cargo político, de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até terceiro grau, da autoridade nomeante. Entendeu preenchidos os requisitos de admissibilidade do extraordinário, dizendo desnecessário o revolvimento de fatos e provas e pontuando a impugnação, na esfera estadual, em sede de controle de constitucionalidade, das questões debatidas. Destacou a discussão acerca dos princípios da moralidade, impessoalidade, isonomia e eficiência. Teceu considerações doutrinárias. Afirmou ausente previsão de afastamento do verbete vinculante nº 13 quanto a cargo de natureza política. Mencionou a liminar implementada por Vossa Excelência na reclamação nº 26.303. Citou outros pronunciamentos do Supremo, apontando a relevância da análise do tema. 2. Muito embora venha decidindo que o verbete vinculante nº 13 não encerra distinção, sendo pertinente quanto ao cargo de Secretário Municipal, tem-se a configuração da repercussão geral para elucidar a respectiva abrangência, uma vez que outros órgãos do Tribunal têm concluído de forma diversa. Cito, como exemplo, no sentido do alcance amplo do enunciado, as medidas cautelares nas reclamações nº 26.303, de minha relatoria, e nº 12.478, relator ministro Joaquim Barbosa; e, pelo afastamento no tocante a agentes políticos, o agravo interno na reclamação nº 28.681, relator ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, e o agravo interno no recurso extraordinário nº 825.682, relator ministro Teori Zavascki, Segunda Turma. A divergência que maior descrédito ocasiona é a intestina. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP atacada. Seguiu-se a interposição de agravo. O ministro Luiz Fux, em 4 de abril de 2018, proveu o agravo e determinou a conversão em recurso extraordinário. Posteriormente, submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, manifestando-se pela configuração da repercussão geral da controvérsia relativa à constitucionalidade da nomeação, para o exercício de cargo político, de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até terceiro grau, da autoridade nomeante. Entendeu preenchidos os requisitos de admissibilidade do extraordinário, dizendo desnecessário o revolvimento de fatos e provas e pontuando a impugnação, na esfera estadual, em sede de controle de constitucionalidade, das questões debatidas. Destacou a discussão acerca dos princípios da moralidade, impessoalidade, isonomia e eficiência. Teceu considerações doutrinárias. Afirmou ausente previsão de afastamento do verbete vinculante nº 13 quanto a cargo de natureza política. Mencionou a liminar implementada por Vossa Excelência na reclamação nº 26.303. Citou outros pronunciamentos do Supremo, apontando a relevância da análise do tema. 2. Muito embora venha decidindo que o verbete vinculante nº 13 não encerra distinção, sendo pertinente quanto ao cargo de Secretário Municipal, tem-se a configuração da repercussão geral para elucidar a respectiva abrangência, uma vez que outros órgãos do Tribunal têm concluído de forma diversa. Cito, como exemplo, no sentido do alcance amplo do enunciado, as medidas cautelares nas reclamações nº 26.303, de minha relatoria, e nº 12.478, relator ministro Joaquim Barbosa; e, pelo afastamento no tocante a agentes políticos, o agravo interno na reclamação nº 28.681, relator ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, e o agravo interno no recurso extraordinário nº 825.682, relator ministro Teori Zavascki, Segunda Turma. A divergência que maior descrédito ocasiona é a intestina. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1133118 RG / SP 3. Admito configurada a repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos, que versando a mesma matéria, aguardem, no Gabinete, exame. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 5 de junho de 2018, às 10h30. Ministro MARCO AURÉLIO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Supremo Tribunal Federal RE 1133118 RG / SP 3. Admito configurada a repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos, que versando a mesma matéria, aguardem, no Gabinete, exame. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 5 de junho de 2018, às 10h30. Ministro MARCO AURÉLIO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15079316
2018-06-14T00:00:00
2018-06-21T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Ministro LUIZ FUX Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. LEI 4.627/2013, QUE MODIFICOU A LEI 3.809/1999 DO MUNICÍPIO DE TUPÃ SP. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE EM ÂMBITO ESTADUAL. PROVIMENTO DE CARGOS PÚBLICOS. GRAU DE PARENTESCO. AGENTES POLÍTICOS. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13. PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA MORALIDADE, IMPESSOALIDADE, IGUALDADE E EFICIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. SEGURANÇA JURÍDICA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL.
repercussao-geral9822
- Acórdão(s) citado(s) (NEPOTISMO, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA) ADC 12 (TP). (NEPOTISMO, CARGO POLÍTICO) RE 579951 (TP), Rcl 6650 MC-AgR (TP), ARE 881398 AgR (1ªT), Rcl 23131 AgR (1ªT), Rcl 28681 AgR (1ªT), RE 825682 AgR (2ªT). -Decisão monocrática citada: (NEPOTISMO, CARGO POLÍTICO) Rcl 26303 TA, Rcl 6938 MC, Rcl 12478 MC. Número de páginas: 19. Análise: 30/07/2018, AMA.
LUIZ FUX
Tribunal Pleno
1133118
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00002 ART-00018 ART-00029 ART-00030\r\n INC-00001 ART-00037 \"CAPUT\" ART-00039\r\n ART-00102 INC-00003 LET-A ART-00169\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00188 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n", "LEG-FED RES-000007 ANO-2005\r\n RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00323\r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000013 \r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n", "LEG-EST CES ANO-1989\r\n ART-00111 \r\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, SP\r\n", "LEG-MUN LEI-003809 ANO-1999\r\n ART-00001 REDAÇÃO DADA PELA LEI-4627/2013\r\n ART-00002 REDAÇÃO DADA PELA LEI-4627/2013\r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE TUPÃ, SP\r\n", "LEG-MUN LEI-004627 ANO-2013\r\n ART-00001 ART-00002 \r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE TUPÃ, SP" ]
RE-RG
acordaos
RE 1133118 RG
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RECTE.(S) : MANOEL FERREIRA DE SOUZA GASPAR RECTE.(S) : MUNICIPIO DE TUPA ADV.(A/S) : ALVARO PELEGRINO RECDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Decisão sobre Repercussão Geral 14/06/2018 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.133.118 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :MANOEL FERREIRA DE SOUZA GASPAR RECTE.(S) :MUNICIPIO DE TUPA ADV.(A/S) :ALVARO PELEGRINO RECDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. LEI 4.627/2013, QUE MODIFICOU A LEI 3.809/1999 DO MUNICÍPIO DE TUPÃ SP. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE EM ÂMBITO ESTADUAL. PROVIMENTO DE CARGOS PÚBLICOS. GRAU DE PARENTESCO. AGENTES POLÍTICOS. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13. PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA MORALIDADE, IMPESSOALIDADE, IGUALDADE E EFICIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. SEGURANÇA JURÍDICA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Ministro LUIZ FUX Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15068584. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Decisão sobre Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15068584. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15068584. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.133.118 SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. LEI 4.627/2013, QUE MODIFICOU A LEI 3.809/1999 DO MUNICÍPIO DE TUPÃ SP. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE EM ÂMBITO ESTADUAL. PROVIMENTO DE CARGOS PÚBLICOS. GRAU DE PARENTESCO. AGENTES POLÍTICOS. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13. PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA MORALIDADE, IMPESSOALIDADE, IGUALDADE E EFICIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. SEGURANÇA JURÍDICA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. Manifestação: Trata-se de recurso extraordinário, manejado com arrimo na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que assentou, in verbis: Ação direta de Inconstitucionalidade. Lei n 4.627, de 7 de janeiro de 2013, Tupã. Previsão legal de exceção à vedação ao nepotismo que ofende os princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade. Violação dos artigos 111 e 114 da Constituição Estadual, c.c. Artigo 37, caput, da Constituição Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. Ação julgada parcialmente procedente, declarando-se a inconstitucionalidade da expressão exceto para cargo de agente político de Secretário Municipal, introduzida pelo artigo 1... da Lei n 3.809 de 1999, de Tupã. Nas razões do apelo extremo, os recorrentes sustentam preliminar de repercussão geral e, no mérito, alegam que o entendimento adotado no acórdão recorrido para julgar parcialmente procedente a ação para declarar a inconstitucionalidade da expressão exceto para cargo de agente político de Secretário Municipal viola os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.133.118 SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. LEI 4.627/2013, QUE MODIFICOU A LEI 3.809/1999 DO MUNICÍPIO DE TUPÃ SP. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE EM ÂMBITO ESTADUAL. PROVIMENTO DE CARGOS PÚBLICOS. GRAU DE PARENTESCO. AGENTES POLÍTICOS. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE 13. PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA MORALIDADE, IMPESSOALIDADE, IGUALDADE E EFICIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. SEGURANÇA JURÍDICA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. Manifestação: Trata-se de recurso extraordinário, manejado com arrimo na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que assentou, in verbis: Ação direta de Inconstitucionalidade. Lei n 4.627, de 7 de janeiro de 2013, Tupã. Previsão legal de exceção à vedação ao nepotismo que ofende os princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade. Violação dos artigos 111 e 114 da Constituição Estadual, c.c. Artigo 37, caput, da Constituição Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. Ação julgada parcialmente procedente, declarando-se a inconstitucionalidade da expressão exceto para cargo de agente político de Secretário Municipal, introduzida pelo artigo 1... da Lei n 3.809 de 1999, de Tupã. Nas razões do apelo extremo, os recorrentes sustentam preliminar de repercussão geral e, no mérito, alegam que o entendimento adotado no acórdão recorrido para julgar parcialmente procedente a ação para declarar a inconstitucionalidade da expressão exceto para cargo de agente político de Secretário Municipal viola os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP artigos 2..., 18, 29, 30, I, 37, caput, 39 e 169 da Constituição da República. Apontam que o ato normativo violou entendimento deste Supremo Tribunal Federal quanto à inaplicabilidade da Súmula Vinculante 13 à nomeação de agente político. O Ministério Público do Estado de São Paulo, em contrarrazões, pugna, preliminarmente pelo não conhecimento do recurso diante da incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal e, acaso superado o juízo de admissibilidade, pelo desprovimento do recurso extraordinário, asseverando que a alteração de disposição legal admitindo a contratação de Secretários Municipais, com vínculo de parentesco com agentes políticos, ofende os princípios consagrados pelos arts. 111 da Constituição Paulista e 37, caput, da Constituição da República. Na origem, foi proposta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo a Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei Municipal 4.627/13, que alterou a Lei Municipal 3.809/99, para excepcionar da regra proibitiva de nomeação de parente dos nomeantes aquelas feitas para cargo de agente político de Secretária Municipal, nos seguintes termos: Artigo 1... Altera os artigos 1... e 2... da Lei n 3.809 de 1999, passando a ter as seguintes redações: Artigo 1... É proibida a contratação de parentes até terceiro grau, consanguíneos ou afins, de Prefeito, Vice-prefeito Municipal, Secretários Municipais, Vereadores e dos diretores de autarquias, empresas públicas e fundações públicas, do Município de tupã, para provimento de cargos em comissão ou em caráter temporário, exceto para cargo de agente político de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP artigos 2..., 18, 29, 30, I, 37, caput, 39 e 169 da Constituição da República. Apontam que o ato normativo violou entendimento deste Supremo Tribunal Federal quanto à inaplicabilidade da Súmula Vinculante 13 à nomeação de agente político. O Ministério Público do Estado de São Paulo, em contrarrazões, pugna, preliminarmente pelo não conhecimento do recurso diante da incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal e, acaso superado o juízo de admissibilidade, pelo desprovimento do recurso extraordinário, asseverando que a alteração de disposição legal admitindo a contratação de Secretários Municipais, com vínculo de parentesco com agentes políticos, ofende os princípios consagrados pelos arts. 111 da Constituição Paulista e 37, caput, da Constituição da República. Na origem, foi proposta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo a Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei Municipal 4.627/13, que alterou a Lei Municipal 3.809/99, para excepcionar da regra proibitiva de nomeação de parente dos nomeantes aquelas feitas para cargo de agente político de Secretária Municipal, nos seguintes termos: Artigo 1... Altera os artigos 1... e 2... da Lei n 3.809 de 1999, passando a ter as seguintes redações: Artigo 1... É proibida a contratação de parentes até terceiro grau, consanguíneos ou afins, de Prefeito, Vice-prefeito Municipal, Secretários Municipais, Vereadores e dos diretores de autarquias, empresas públicas e fundações públicas, do Município de tupã, para provimento de cargos em comissão ou em caráter temporário, exceto para cargo de agente político de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP Secretaria Municipal. Artigo 2... Para a nomeação para o cargo de provimento em comissão ou em caráter temporário, deverá o contratado anexar os documentos exigidos declaração de que não detém parentesco, por consanguinidade, afinidade, até o terceiro grau, com os agentes referidos no artigo anterior, exceto para o cargo de agente político de Secretário Municipal. Artigo 2... Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Deferida a liminar para suspender a eficácia da Lei, o Tribunal de Justiça de São Paulo consignou que a ressalva trazida pela norma impugnada - exceto para cargo de agente político de Secretaria Municipal - afrontaria a Súmula Vinculante 13 na interpretação conferida por este Supremo Tribunal Federal, que somente haveria excluído a sua incidência de maneira excepcional. Conforme entendeu o Órgão Especial, os próprios precedentes em que foi determinada a não aplicação da Súmula vinculante 13 explicitaram tratar- se de uma flexibilização casuística, incapaz de legitimar a autorização geral e irrestrita ao nepotismo para determinados cargos da administração pública. O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário por entender ausente o prequestionamento. Irresignada, a recorrente apresentou agravo. O recurso foi provido, tendo sido determinada a conversão em recurso extraordinário para exame da matéria. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP Secretaria Municipal. Artigo 2... Para a nomeação para o cargo de provimento em comissão ou em caráter temporário, deverá o contratado anexar os documentos exigidos declaração de que não detém parentesco, por consanguinidade, afinidade, até o terceiro grau, com os agentes referidos no artigo anterior, exceto para o cargo de agente político de Secretário Municipal. Artigo 2... Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Deferida a liminar para suspender a eficácia da Lei, o Tribunal de Justiça de São Paulo consignou que a ressalva trazida pela norma impugnada - exceto para cargo de agente político de Secretaria Municipal - afrontaria a Súmula Vinculante 13 na interpretação conferida por este Supremo Tribunal Federal, que somente haveria excluído a sua incidência de maneira excepcional. Conforme entendeu o Órgão Especial, os próprios precedentes em que foi determinada a não aplicação da Súmula vinculante 13 explicitaram tratar- se de uma flexibilização casuística, incapaz de legitimar a autorização geral e irrestrita ao nepotismo para determinados cargos da administração pública. O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário por entender ausente o prequestionamento. Irresignada, a recorrente apresentou agravo. O recurso foi provido, tendo sido determinada a conversão em recurso extraordinário para exame da matéria. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP É o relatório. Ab initio, ressalte-se que foram devidamente observados os requisitos de admissibilidade do presente recurso extraordinário. A solução da controvérsia prescinde de interpretação da legislação ordinária e revolvimento da matéria fático-probatória, pois o tema sub examine apresenta-se incontroverso nos autos. As questões constitucionais foram impugnadas em sede de controle de constitucionalidade no âmbito estadual, tendo havido alusão à matéria versada no artigo 37, caput, da Constituição Federal na ementa do acórdão ora recorrido. A questão trazida à apreciação desta Suprema Corte se cinge a saber se é inconstitucional a nomeação, para o exercício de cargo político, de familiares da autoridade nomeante - assim compreendidos cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive. A Constituição Federal de 1998 estabeleceu em seu artigo 37, caput, os princípios regentes da administração pública de forma expressa. A presente controvérsia envolve, em especial, os princípios republicanos de moralidade, impessoalidade, isonomia e eficiência. Exigem do administrador postura de deferência e conformidade com a expectativa difusa de boa administração, o que ultrapassa a mera legalidade. Nesse sentido, expuseram, em doutrina, o Ministro José Augusto e Paulo Modesto, verbis: [E]nquanto o princípio da legalidade exige ação administrativa de acordo com a lei, o da moralidade prega um comportamento do administrador que demonstre haver assumido como móbil da sua ação a própria ideia 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP É o relatório. Ab initio, ressalte-se que foram devidamente observados os requisitos de admissibilidade do presente recurso extraordinário. A solução da controvérsia prescinde de interpretação da legislação ordinária e revolvimento da matéria fático-probatória, pois o tema sub examine apresenta-se incontroverso nos autos. As questões constitucionais foram impugnadas em sede de controle de constitucionalidade no âmbito estadual, tendo havido alusão à matéria versada no artigo 37, caput, da Constituição Federal na ementa do acórdão ora recorrido. A questão trazida à apreciação desta Suprema Corte se cinge a saber se é inconstitucional a nomeação, para o exercício de cargo político, de familiares da autoridade nomeante - assim compreendidos cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive. A Constituição Federal de 1998 estabeleceu em seu artigo 37, caput, os princípios regentes da administração pública de forma expressa. A presente controvérsia envolve, em especial, os princípios republicanos de moralidade, impessoalidade, isonomia e eficiência. Exigem do administrador postura de deferência e conformidade com a expectativa difusa de boa administração, o que ultrapassa a mera legalidade. Nesse sentido, expuseram, em doutrina, o Ministro José Augusto e Paulo Modesto, verbis: [E]nquanto o princípio da legalidade exige ação administrativa de acordo com a lei, o da moralidade prega um comportamento do administrador que demonstre haver assumido como móbil da sua ação a própria ideia 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP do dever de exercer uma boa administração. (DELGADO, José Augusto. O princípio da moralidade administrativa e a Constituição Federal de 1988, in Revista dos Tribunais, v. 680, 1992, p. 35) Nepotismo é a conduta de nomear para cargos públicos em comissão ou funções de confiança de livre provimento e livre exoneração, ou para cargos e funções de provimento ou exoneração condicionada, parentes, cônjuges ou companheiros de agentes públicos, enaltecendo critérios de promoção familiar e de afinidade em detrimento a critérios de mérito e capacidade funcional no acesso a cargos públicos. Aplica-se também o conceito, por extensão, à contratação, sem licitação, de empresas das quais sejam sócios parentes, cônjuges e companheiros dos agentes públicos responsáveis pela contratação. Em termos ainda mais amplos, nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) designa o vício de promover o favorecimento de parentes e afins na gestão pública, confundindo-se a esfera dos interesses privados do administrador com os interesses sociais objetivos que a administração pública deve atender. Trata-se de comportamento, em qualquer extensão do conceito, evidentemente contrário ao ethos republicano, a princípios básicos da administração pública e a elementares preceitos de boa gestão da coisa pública, mas que foi tolerado durante toda a história do Brasil e nos vinte primeiros anos da Constituição Federal de 1988. (MODESTO, Paulo. Nepotismo em cargos político-administrativos. Revista Eletrônica de Direito do Estado, Salvador, n. 32, 2012) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP do dever de exercer uma boa administração. (DELGADO, José Augusto. O princípio da moralidade administrativa e a Constituição Federal de 1988, in Revista dos Tribunais, v. 680, 1992, p. 35) Nepotismo é a conduta de nomear para cargos públicos em comissão ou funções de confiança de livre provimento e livre exoneração, ou para cargos e funções de provimento ou exoneração condicionada, parentes, cônjuges ou companheiros de agentes públicos, enaltecendo critérios de promoção familiar e de afinidade em detrimento a critérios de mérito e capacidade funcional no acesso a cargos públicos. Aplica-se também o conceito, por extensão, à contratação, sem licitação, de empresas das quais sejam sócios parentes, cônjuges e companheiros dos agentes públicos responsáveis pela contratação. Em termos ainda mais amplos, nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) designa o vício de promover o favorecimento de parentes e afins na gestão pública, confundindo-se a esfera dos interesses privados do administrador com os interesses sociais objetivos que a administração pública deve atender. Trata-se de comportamento, em qualquer extensão do conceito, evidentemente contrário ao ethos republicano, a princípios básicos da administração pública e a elementares preceitos de boa gestão da coisa pública, mas que foi tolerado durante toda a história do Brasil e nos vinte primeiros anos da Constituição Federal de 1988. (MODESTO, Paulo. Nepotismo em cargos político-administrativos. Revista Eletrônica de Direito do Estado, Salvador, n. 32, 2012) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP A ofensa a tais razões republicanas, dispostas na Constituição Federal, fundamentou diversos precedentes desta Corte que analisaram atos de nomeação de familiares para cargos da Administração Pública, assim como a elaboração da Resolução CNJ 7/2005, chancelada pela Ação Declaratória de Constitucionalidade 12. A partir desses arcabouço jurisprudencial, foi editada a Súmula Vinculante 13, central para o entendimento deste tema. O enunciado normativo estabelece: A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. O teor do verbete não contém exceção quanto ao cargo político. A discussão orbita em torno do enquadramento dos agente políticos como ocupantes de cargos públicos, em especial cargo em comissão ou de confiança, mas, ao não diferenciar cargos políticos de cargos estritamente administrativos, a literalidade da súmula vinculante sugere que resta proibido o nepotismo em todas as situações. Nesse sentido, entendeu o Ministro Marco Aurélio, ao deferir recentemente o pedido liminar na Rcl 26.303, verbis: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP A ofensa a tais razões republicanas, dispostas na Constituição Federal, fundamentou diversos precedentes desta Corte que analisaram atos de nomeação de familiares para cargos da Administração Pública, assim como a elaboração da Resolução CNJ 7/2005, chancelada pela Ação Declaratória de Constitucionalidade 12. A partir desses arcabouço jurisprudencial, foi editada a Súmula Vinculante 13, central para o entendimento deste tema. O enunciado normativo estabelece: A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. O teor do verbete não contém exceção quanto ao cargo político. A discussão orbita em torno do enquadramento dos agente políticos como ocupantes de cargos públicos, em especial cargo em comissão ou de confiança, mas, ao não diferenciar cargos políticos de cargos estritamente administrativos, a literalidade da súmula vinculante sugere que resta proibido o nepotismo em todas as situações. Nesse sentido, entendeu o Ministro Marco Aurélio, ao deferir recentemente o pedido liminar na Rcl 26.303, verbis: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP DECISÃO NEPOTISMO VERBETE VINCULANTE n 13 DA SÚMULA DO SUPREMO ALCANCE RELEVÂNCIA DO PEDIDO LIMINAR DEFERIDA. 1. O assessor Dr. Vinicius de Andrade Prado prestou as seguintes informações: Victor Rosa Travancas, advogando em causa própria, afirma haver Marcelo Bezerra Crivella, prefeito do Município do Rio de Janeiro, inobservado o teor do verbete vinculante n 13 da Súmula do Supremo. Segundo argumenta, por meio do Decreto P n 483, de 1... de fevereiro de 2017, o Chefe do Executivo local nomeou o próprio filho, Marcelo Hodge Crivella, para exercer o cargo em comissão de Secretário Chefe da Casa Civil, do que decorreria a ofensa ao paradigma. Discorre sobre as atribuições do citado cargo, bem assim acerca dos princípios republicano, da moralidade e da impessoalidade. Consoante destaca, o nomeado possui formação em psicologia cristã, sem experiência em administração pública, além de ter residido, no momento anterior ao da indicação para a referida posição, nos Estados Unidos. Sob o ângulo do risco, alude à prática, pelo nomeado, de atos nulos, passíveis de causar prejuízos ao ente público. Requer, em sede liminar, a suspensão da eficácia do ato impugnado e, alfim, a respectiva cassação. 2. Mostra- se relevante a alegação. Por meio do Decreto P n 483, o atual titular do Poder Executivo do Município do Rio de Janeiro nomeou, em 1... de fevereiro último, o próprio filho para ocupar o cargo em comissão de Secretário Chefe da Casa Civil local. Ao indicar parente em linha reta para desempenhar a mencionada função, a autoridade reclamada, mediante ato administrativo, acabou por desrespeitar o preceito revelado no verbete vinculante n 13 da Súmula do Supremo, cujo teor transcrevo: (...) Sinalizando o 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP DECISÃO NEPOTISMO VERBETE VINCULANTE n 13 DA SÚMULA DO SUPREMO ALCANCE RELEVÂNCIA DO PEDIDO LIMINAR DEFERIDA. 1. O assessor Dr. Vinicius de Andrade Prado prestou as seguintes informações: Victor Rosa Travancas, advogando em causa própria, afirma haver Marcelo Bezerra Crivella, prefeito do Município do Rio de Janeiro, inobservado o teor do verbete vinculante n 13 da Súmula do Supremo. Segundo argumenta, por meio do Decreto P n 483, de 1... de fevereiro de 2017, o Chefe do Executivo local nomeou o próprio filho, Marcelo Hodge Crivella, para exercer o cargo em comissão de Secretário Chefe da Casa Civil, do que decorreria a ofensa ao paradigma. Discorre sobre as atribuições do citado cargo, bem assim acerca dos princípios republicano, da moralidade e da impessoalidade. Consoante destaca, o nomeado possui formação em psicologia cristã, sem experiência em administração pública, além de ter residido, no momento anterior ao da indicação para a referida posição, nos Estados Unidos. Sob o ângulo do risco, alude à prática, pelo nomeado, de atos nulos, passíveis de causar prejuízos ao ente público. Requer, em sede liminar, a suspensão da eficácia do ato impugnado e, alfim, a respectiva cassação. 2. Mostra- se relevante a alegação. Por meio do Decreto P n 483, o atual titular do Poder Executivo do Município do Rio de Janeiro nomeou, em 1... de fevereiro último, o próprio filho para ocupar o cargo em comissão de Secretário Chefe da Casa Civil local. Ao indicar parente em linha reta para desempenhar a mencionada função, a autoridade reclamada, mediante ato administrativo, acabou por desrespeitar o preceito revelado no verbete vinculante n 13 da Súmula do Supremo, cujo teor transcrevo: (...) Sinalizando o 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP alcance da Constituição Federal, o enunciado contempla três vedações distintas relativamente à nomeação para cargo em comissão, de confiança ou função gratificada em qualquer dos Poderes de todos os entes integrantes da Federação. A primeira diz respeito à proibição de designar parente da autoridade nomeante. A segunda concerne a parente de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento. A terceira refere-se ao nepotismo cruzado, mediante designações recíprocas. No mais, o teor do verbete não contém exceção quanto ao cargo de secretário municipal. 3. Defiro a liminar para suspender a eficácia do Decreto P n 483, de 1... de fevereiro de 2017, do Prefeito do Município do Rio de Janeiro. 4. Presente a regência do Código de Processo Civil de 2015, citem os interessados e requisitem informações. Com o recebimento, colham o parecer da Procuradoria-Geral da República. 5. Publiquem. (Rcl 26303 TA, Relator Min. Marco Aurélio, DJe 13/02/2017) Em que pese não se possa confundir o pronunciamento normativo do Supremo, consubstanciado em súmula vinculatória, com o ato concreto que o aplica, a solução conferida ao precedente representativo da controvérsia que motivou e edição da Súmula Vinculante 13, Recurso Extraordinário 579.951, difere da leitura mais abrangente do dispositivo. À ocasião, examinava-se a nomeação de Elias Raimundo de Souza e Francisco Souza do Nascimento para o exercício, respectivamente, dos cargos em comissão de Secretário Municipal de Saúde e de motorista, embora sejam, o primeiro, irmão de vereador, e, o segundo, do Vice-Prefeito do Município de Água Nova daquele Estado. O Ministro Relator Ricardo Lewandowski 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP alcance da Constituição Federal, o enunciado contempla três vedações distintas relativamente à nomeação para cargo em comissão, de confiança ou função gratificada em qualquer dos Poderes de todos os entes integrantes da Federação. A primeira diz respeito à proibição de designar parente da autoridade nomeante. A segunda concerne a parente de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento. A terceira refere-se ao nepotismo cruzado, mediante designações recíprocas. No mais, o teor do verbete não contém exceção quanto ao cargo de secretário municipal. 3. Defiro a liminar para suspender a eficácia do Decreto P n 483, de 1... de fevereiro de 2017, do Prefeito do Município do Rio de Janeiro. 4. Presente a regência do Código de Processo Civil de 2015, citem os interessados e requisitem informações. Com o recebimento, colham o parecer da Procuradoria-Geral da República. 5. Publiquem. (Rcl 26303 TA, Relator Min. Marco Aurélio, DJe 13/02/2017) Em que pese não se possa confundir o pronunciamento normativo do Supremo, consubstanciado em súmula vinculatória, com o ato concreto que o aplica, a solução conferida ao precedente representativo da controvérsia que motivou e edição da Súmula Vinculante 13, Recurso Extraordinário 579.951, difere da leitura mais abrangente do dispositivo. À ocasião, examinava-se a nomeação de Elias Raimundo de Souza e Francisco Souza do Nascimento para o exercício, respectivamente, dos cargos em comissão de Secretário Municipal de Saúde e de motorista, embora sejam, o primeiro, irmão de vereador, e, o segundo, do Vice-Prefeito do Município de Água Nova daquele Estado. O Ministro Relator Ricardo Lewandowski 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP considerou, ao final, hígida a nomeação do agente político Elias Raimundo de Souza, em especial por não ter ficado evidenciada a prática do nepotismo cruzado, acompanhando, nesse aspecto, o entendimento da douta maioria. É como também demonstra o voto do Ministro Ayres Brito no mesmo precedente, verbis: "Então, quando o art. 37 refere-se a cargo em comissão e função de confiança, está tratando de cargos e funções singelamente administrativos, não de cargos políticos. Portanto, os cargos políticos estariam fora do alcance da decisão que tomamos na ADC n 12 porque o próprio capítulo VII é Da Administração Pública enquanto segmento do Poder Executivo. E sabemos que os cargos políticos, como por exemplo, o de secretário municipal, são agentes de poder, fazem parte do Poder Executivo. O cargo não é em comissão, no sentido do artigo 37. Somente os cargos e funções singelamente administrativos - é como penso - são alcançados pela imperiosidade do artigo 37, com seus lapidares princípios. Então, essa distinção me parece importante para, no caso, excluir do âmbito da nossa decisão anterior os secretários municipais, que correspondem a secretários de Estado, no âmbito dos Estados, e ministros de Estado, no âmbito federal." (Recurso Extraordinário 579951, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 20/08/2008) Desde a origem, portanto, restou controversa a extensão da vedação ao nepotismo à nomeação de parentes para cargos políticos. São exemplos do afastamento da aplicação da Súmula Vinculante 13 a Rcl 6938 MC, relatora a Min. Cármen Lúcia, publicada em 13/11/2013; a Rcl 6650 AgR, relatora a Min. Ellen 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP considerou, ao final, hígida a nomeação do agente político Elias Raimundo de Souza, em especial por não ter ficado evidenciada a prática do nepotismo cruzado, acompanhando, nesse aspecto, o entendimento da douta maioria. É como também demonstra o voto do Ministro Ayres Brito no mesmo precedente, verbis: "Então, quando o art. 37 refere-se a cargo em comissão e função de confiança, está tratando de cargos e funções singelamente administrativos, não de cargos políticos. Portanto, os cargos políticos estariam fora do alcance da decisão que tomamos na ADC n 12 porque o próprio capítulo VII é Da Administração Pública enquanto segmento do Poder Executivo. E sabemos que os cargos políticos, como por exemplo, o de secretário municipal, são agentes de poder, fazem parte do Poder Executivo. O cargo não é em comissão, no sentido do artigo 37. Somente os cargos e funções singelamente administrativos - é como penso - são alcançados pela imperiosidade do artigo 37, com seus lapidares princípios. Então, essa distinção me parece importante para, no caso, excluir do âmbito da nossa decisão anterior os secretários municipais, que correspondem a secretários de Estado, no âmbito dos Estados, e ministros de Estado, no âmbito federal." (Recurso Extraordinário 579951, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 20/08/2008) Desde a origem, portanto, restou controversa a extensão da vedação ao nepotismo à nomeação de parentes para cargos políticos. São exemplos do afastamento da aplicação da Súmula Vinculante 13 a Rcl 6938 MC, relatora a Min. Cármen Lúcia, publicada em 13/11/2013; a Rcl 6650 AgR, relatora a Min. Ellen 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP Gracie, publicada em 21/11/2008; e o ARE 881398 AgR, relatora a Min. Rosa Weber, publicada em 05/06/2015, a seguir ementados, casos que a Corte assentou não deveriam ser considerados como precedentes específicos, devendo a verificação do nepotismo ser realizada caso a caso: MEDIDA CAUTELAR NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 13 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INDEFERIMENTO DA MEDIDA LIMINAR EM RELAÇÃO AO CARGO DE NATUREZA POLÍTICA E DEFERIMENTO NOS DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. VISTA AO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA. (Rcl 6938, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 02/09/2011) AGRAVO REGIMENTAL EM MEDIDA CAUTELAR EM RECLAMAÇÃO. NOMEAÇÃO DE IRMÃO DE GOVERNADOR DE ESTADO. CARGO DE SECRETÁRIO DE ESTADO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE n 13. INAPLICABILIDADE AO CASO. CARGO DE NATUREZA POLÍTICA. AGENTE POLÍTICO. ENTENDIMENTO FIRMADO NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.951/RN. OCORRÊNCIA DA FUMAÇA DO BOM DIREITO. 1. Impossibilidade de submissão do reclamante, Secretário Estadual de Transporte, agente político, às hipóteses expressamente elencadas na Súmula Vinculante n 13, por se tratar de cargo de natureza política. 2. Existência de precedente do Plenário do Tribunal: Recurso Extraordinário 579.951/RN, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJE 12.9.2008. 3. Ocorrência da fumaça do bom direito. 4. Ausência de sentido em relação às alegações externadas pelo agravante quanto à conduta do prolator da decisão ora agravada. 5. Existência de equívoco lamentável, ante a impossibilidade lógica de uma decisão devidamente assinada por Ministro desta Casa ter sido 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP Gracie, publicada em 21/11/2008; e o ARE 881398 AgR, relatora a Min. Rosa Weber, publicada em 05/06/2015, a seguir ementados, casos que a Corte assentou não deveriam ser considerados como precedentes específicos, devendo a verificação do nepotismo ser realizada caso a caso: MEDIDA CAUTELAR NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 13 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INDEFERIMENTO DA MEDIDA LIMINAR EM RELAÇÃO AO CARGO DE NATUREZA POLÍTICA E DEFERIMENTO NOS DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. VISTA AO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA. (Rcl 6938, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 02/09/2011) AGRAVO REGIMENTAL EM MEDIDA CAUTELAR EM RECLAMAÇÃO. NOMEAÇÃO DE IRMÃO DE GOVERNADOR DE ESTADO. CARGO DE SECRETÁRIO DE ESTADO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE n 13. INAPLICABILIDADE AO CASO. CARGO DE NATUREZA POLÍTICA. AGENTE POLÍTICO. ENTENDIMENTO FIRMADO NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.951/RN. OCORRÊNCIA DA FUMAÇA DO BOM DIREITO. 1. Impossibilidade de submissão do reclamante, Secretário Estadual de Transporte, agente político, às hipóteses expressamente elencadas na Súmula Vinculante n 13, por se tratar de cargo de natureza política. 2. Existência de precedente do Plenário do Tribunal: Recurso Extraordinário 579.951/RN, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJE 12.9.2008. 3. Ocorrência da fumaça do bom direito. 4. Ausência de sentido em relação às alegações externadas pelo agravante quanto à conduta do prolator da decisão ora agravada. 5. Existência de equívoco lamentável, ante a impossibilidade lógica de uma decisão devidamente assinada por Ministro desta Casa ter sido 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP enviada, por fac-símile, ao advogado do reclamante, em data anterior à sua própria assinatura. 6. Agravo regimental improvido. (Rcl 6650 MC AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário. DJe 21/11/2008) EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SECRETARIAS MUNICIPAIS. CARGO COM NATUREZA POLÍTICA. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA VINCULANTE n 13 DO Supremo Tribunal Federal. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.7.2014. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (ARE 881398 AgR. Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, Dje de 05/06/2015) Em diversos julgados, esta Corte assentou, ao tratar da matéria, reservar-se a apurar situações de abuso e falta de razoabilidade no provimento de cargos políticos. Assim, entendeu necessário apreciar casuisticamente eventual nepotismo cruzado e apurar a ausência de qualificação técnica dos nomeados como indicativo de fraude à lei e aos princípios da 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP enviada, por fac-símile, ao advogado do reclamante, em data anterior à sua própria assinatura. 6. Agravo regimental improvido. (Rcl 6650 MC AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário. DJe 21/11/2008) EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SECRETARIAS MUNICIPAIS. CARGO COM NATUREZA POLÍTICA. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA VINCULANTE n 13 DO Supremo Tribunal Federal. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.7.2014. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (ARE 881398 AgR. Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, Dje de 05/06/2015) Em diversos julgados, esta Corte assentou, ao tratar da matéria, reservar-se a apurar situações de abuso e falta de razoabilidade no provimento de cargos políticos. Assim, entendeu necessário apreciar casuisticamente eventual nepotismo cruzado e apurar a ausência de qualificação técnica dos nomeados como indicativo de fraude à lei e aos princípios da 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP impessoalidade, moralidade e eficiência na administração pública. É como se verifica na Rcl 12.478 MC, relator o Min. Joaquim Barbosa, publicada em 08/11/2011; e na Rcl 23.131-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, publicada em 18/04/2017: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE n 13. NEPOTISMO POR TROCA DE FAVORES. NECESSIDADE DE REEXAME DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. INVIABILIDADE EM SEDE RECLAMATÓRIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. O exame casuístico da qualificação técnica dos agentes para o desempenho eficiente dos cargos para os quais foram nomeados, bem como da existência de indício de fraude à lei ou de nepotismo cruzado, circunstâncias em que a nomeação de parente até mesmo para cargo político mostra-se atentatória aos princípios que norteiam a atividade do administrador público, dentre eles os da moralidade, da impessoalidade e da eficiência, não é possível nesta via processual. 2. In casu, o agravante alega que o suposto nepotismo ocorreria pela realização de favores por uma autoridade em troca da nomeação de parente seu por outra autoridade. Não há, contudo, indicação concreta de eventuais favores realizados, tampouco a mínima comprovação de tal prática. 3. Agravo interno desprovido. (Rcl 23.131 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 18/04/2017) Vê-se, assim, que a indefinição acerca da constitucionalidade da nomeação de parentes do nomeante para cargos de natureza política tem provocado grande insegurança jurídica. Tanto o administrado quanto o poder público desconhecem a real legitimidade de diversas nomeações a cargos públicos 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP impessoalidade, moralidade e eficiência na administração pública. É como se verifica na Rcl 12.478 MC, relator o Min. Joaquim Barbosa, publicada em 08/11/2011; e na Rcl 23.131-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, publicada em 18/04/2017: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE n 13. NEPOTISMO POR TROCA DE FAVORES. NECESSIDADE DE REEXAME DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. INVIABILIDADE EM SEDE RECLAMATÓRIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. O exame casuístico da qualificação técnica dos agentes para o desempenho eficiente dos cargos para os quais foram nomeados, bem como da existência de indício de fraude à lei ou de nepotismo cruzado, circunstâncias em que a nomeação de parente até mesmo para cargo político mostra-se atentatória aos princípios que norteiam a atividade do administrador público, dentre eles os da moralidade, da impessoalidade e da eficiência, não é possível nesta via processual. 2. In casu, o agravante alega que o suposto nepotismo ocorreria pela realização de favores por uma autoridade em troca da nomeação de parente seu por outra autoridade. Não há, contudo, indicação concreta de eventuais favores realizados, tampouco a mínima comprovação de tal prática. 3. Agravo interno desprovido. (Rcl 23.131 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 18/04/2017) Vê-se, assim, que a indefinição acerca da constitucionalidade da nomeação de parentes do nomeante para cargos de natureza política tem provocado grande insegurança jurídica. Tanto o administrado quanto o poder público desconhecem a real legitimidade de diversas nomeações a cargos públicos 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP até que haja um pronunciamento definitivo do poder judiciário. O resultado prático é de comprometimento do adequado desenvolvimento de agendas políticas pretendidas pelos indicados e, consequentemente, do funcionamento eficiente da administração. Destarte, a vexata questio transcende os limites subjetivos da causa, porquanto, ao versar sobre a extensão da limitação imposta a práticas de nepotismo, a questão possui impacto em diversos casos em que, à semelhança do presente recurso extraordinário, discute-se a legalidade de indicações para cargos públicos. Configura-se, assim, a relevância da matéria sobre as perspectivas social e jurídica, bem como a transcendência da questão cuja repercussão geral ora se submete ao escrutínio da Corte, sob o tema sugerido de que é inconstitucional a nomeação, para o exercício de cargo político, de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante. Ex positis, nos termos dos artigos 323 e 232-A do RISTF, manifesto-me pela EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL SUSCITADA e submeto a matéria à apreciação dos demais Ministros da Corte. Brasília, 24 de maio de 2018. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP até que haja um pronunciamento definitivo do poder judiciário. O resultado prático é de comprometimento do adequado desenvolvimento de agendas políticas pretendidas pelos indicados e, consequentemente, do funcionamento eficiente da administração. Destarte, a vexata questio transcende os limites subjetivos da causa, porquanto, ao versar sobre a extensão da limitação imposta a práticas de nepotismo, a questão possui impacto em diversos casos em que, à semelhança do presente recurso extraordinário, discute-se a legalidade de indicações para cargos públicos. Configura-se, assim, a relevância da matéria sobre as perspectivas social e jurídica, bem como a transcendência da questão cuja repercussão geral ora se submete ao escrutínio da Corte, sob o tema sugerido de que é inconstitucional a nomeação, para o exercício de cargo político, de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante. Ex positis, nos termos dos artigos 323 e 232-A do RISTF, manifesto-me pela EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL SUSCITADA e submeto a matéria à apreciação dos demais Ministros da Corte. Brasília, 24 de maio de 2018. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14898234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.133.118 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO NEPOTISMO – AGENTE POLÍTICO – SECRETÁRIO MUNICIPAL – GLOSA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – VERBETE VINCULANTE n 13 – ALCANCE – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário n 1.133.118, relator ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 25 de maio de 2018, sexta- feira, com termo final para manifestação no próximo dia 14 de junho, quinta-feira. O Município de Tupã e Manoel Ferreira de Souza Gaspar, na qualidade de prefeito, interpuseram recurso extraordinário, com apontada base na alínea “a” do permissivo constitucional, contra acórdão mediante o qual o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo declarou inconstitucional a expressão “exceto para cargo de agente político de Secretário Municipal”, introduzida pelo artigo 1... da Lei municipal n 4.627/2013 nos artigos 1... e 2... da Lei n 3.809/1999, a versar proibição de contratação de parentes, até terceiro grau, para cargos de provimento em comissão ou em caráter temporário. Dizem da transgressão aos artigos 2..., 18, 29, 30, inciso I, 37, cabeça, 39 e 169 da Constituição Federal. Ressaltam a compatibilidade do dispositivo atacado com Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.133.118 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO NEPOTISMO – AGENTE POLÍTICO – SECRETÁRIO MUNICIPAL – GLOSA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – VERBETE VINCULANTE n 13 – ALCANCE – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário n 1.133.118, relator ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 25 de maio de 2018, sexta- feira, com termo final para manifestação no próximo dia 14 de junho, quinta-feira. O Município de Tupã e Manoel Ferreira de Souza Gaspar, na qualidade de prefeito, interpuseram recurso extraordinário, com apontada base na alínea “a” do permissivo constitucional, contra acórdão mediante o qual o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo declarou inconstitucional a expressão “exceto para cargo de agente político de Secretário Municipal”, introduzida pelo artigo 1... da Lei municipal n 4.627/2013 nos artigos 1... e 2... da Lei n 3.809/1999, a versar proibição de contratação de parentes, até terceiro grau, para cargos de provimento em comissão ou em caráter temporário. Dizem da transgressão aos artigos 2..., 18, 29, 30, inciso I, 37, cabeça, 39 e 169 da Constituição Federal. Ressaltam a compatibilidade do dispositivo atacado com Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP os princípios constitucionais da moralidade e impessoalidade, de observância obrigatória, pela Administração Pública, no ato de nomeação para cargos em comissão. Afirmam inexistir, no diploma normativo, autorização ampla e irrestrita para a admissão em cargos comissionados e temporários, frisando prever apenas a exceção referente ao agente político que desempenha a atividade de Secretário Municipal. Destacam a consonância da expressão declarada inconstitucional com o entendimento do Supremo acerca da natureza política do cargo de Secretário Municipal, a afastar a pertinência do verbete vinculante n 13, concernente aos cargos de provimento em comissão e de confiança de natureza essencialmente administrativa. Discorrem sobre a prática do nepotismo e a possibilidade de nomeação de pessoas de confiança para desempenhar auxílio direto na tomada de decisões políticas. Evocam jurisprudência. Sob o ângulo da repercussão geral, salientam ultrapassar a matéria os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista jurídico, político, social e econômico. O recorrido, nas contrarrazões, enfatiza a intempestividade do recurso extraordinário, realçando a inaplicabilidade, ao processo objetivo, da dobra alusiva aos prazos recursais, versada no artigo 188 do Código de Processo Civil de 1973. Alega ausente procuração com poderes específicos outorgados, pelo Chefe do Poder Executivo, ao advogado que subscreveu o extraordinário, assinalando a irregularidade na representação processual. Suscita a falta de prequestionamento. No mérito, sublinha o acerto do acórdão impugnado. O extraordinário não foi admitido na origem, considerada a inexistência de prequestionamento. Assentou-se que os dispositivos tidos por violados não foram abordados na decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP os princípios constitucionais da moralidade e impessoalidade, de observância obrigatória, pela Administração Pública, no ato de nomeação para cargos em comissão. Afirmam inexistir, no diploma normativo, autorização ampla e irrestrita para a admissão em cargos comissionados e temporários, frisando prever apenas a exceção referente ao agente político que desempenha a atividade de Secretário Municipal. Destacam a consonância da expressão declarada inconstitucional com o entendimento do Supremo acerca da natureza política do cargo de Secretário Municipal, a afastar a pertinência do verbete vinculante n 13, concernente aos cargos de provimento em comissão e de confiança de natureza essencialmente administrativa. Discorrem sobre a prática do nepotismo e a possibilidade de nomeação de pessoas de confiança para desempenhar auxílio direto na tomada de decisões políticas. Evocam jurisprudência. Sob o ângulo da repercussão geral, salientam ultrapassar a matéria os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista jurídico, político, social e econômico. O recorrido, nas contrarrazões, enfatiza a intempestividade do recurso extraordinário, realçando a inaplicabilidade, ao processo objetivo, da dobra alusiva aos prazos recursais, versada no artigo 188 do Código de Processo Civil de 1973. Alega ausente procuração com poderes específicos outorgados, pelo Chefe do Poder Executivo, ao advogado que subscreveu o extraordinário, assinalando a irregularidade na representação processual. Suscita a falta de prequestionamento. No mérito, sublinha o acerto do acórdão impugnado. O extraordinário não foi admitido na origem, considerada a inexistência de prequestionamento. Assentou-se que os dispositivos tidos por violados não foram abordados na decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP atacada. Seguiu-se a interposição de agravo. O ministro Luiz Fux, em 4 de abril de 2018, proveu o agravo e determinou a conversão em recurso extraordinário. Posteriormente, submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, manifestando-se pela configuração da repercussão geral da controvérsia relativa à constitucionalidade da nomeação, para o exercício de cargo político, de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até terceiro grau, da autoridade nomeante. Entendeu preenchidos os requisitos de admissibilidade do extraordinário, dizendo desnecessário o revolvimento de fatos e provas e pontuando a impugnação, na esfera estadual, em sede de controle de constitucionalidade, das questões debatidas. Destacou a discussão acerca dos princípios da moralidade, impessoalidade, isonomia e eficiência. Teceu considerações doutrinárias. Afirmou ausente previsão de afastamento do verbete vinculante n 13 quanto a cargo de natureza política. Mencionou a liminar implementada por Vossa Excelência na reclamação n 26.303. Citou outros pronunciamentos do Supremo, apontando a relevância da análise do tema. 2. Muito embora venha decidindo que o verbete vinculante n 13 não encerra distinção, sendo pertinente quanto ao cargo de Secretário Municipal, tem-se a configuração da repercussão geral para elucidar a respectiva abrangência, uma vez que outros órgãos do Tribunal têm concluído de forma diversa. Cito, como exemplo, no sentido do alcance amplo do enunciado, as medidas cautelares nas reclamações n 26.303, de minha relatoria, e n 12.478, relator ministro Joaquim Barbosa; e, pelo afastamento no tocante a agentes políticos, o agravo interno na reclamação n 28.681, relator ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, e o agravo interno no recurso extraordinário n 825.682, relator ministro Teori Zavascki, Segunda Turma. A divergência que maior descrédito ocasiona é a intestina. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP atacada. Seguiu-se a interposição de agravo. O ministro Luiz Fux, em 4 de abril de 2018, proveu o agravo e determinou a conversão em recurso extraordinário. Posteriormente, submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, manifestando-se pela configuração da repercussão geral da controvérsia relativa à constitucionalidade da nomeação, para o exercício de cargo político, de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até terceiro grau, da autoridade nomeante. Entendeu preenchidos os requisitos de admissibilidade do extraordinário, dizendo desnecessário o revolvimento de fatos e provas e pontuando a impugnação, na esfera estadual, em sede de controle de constitucionalidade, das questões debatidas. Destacou a discussão acerca dos princípios da moralidade, impessoalidade, isonomia e eficiência. Teceu considerações doutrinárias. Afirmou ausente previsão de afastamento do verbete vinculante n 13 quanto a cargo de natureza política. Mencionou a liminar implementada por Vossa Excelência na reclamação n 26.303. Citou outros pronunciamentos do Supremo, apontando a relevância da análise do tema. 2. Muito embora venha decidindo que o verbete vinculante n 13 não encerra distinção, sendo pertinente quanto ao cargo de Secretário Municipal, tem-se a configuração da repercussão geral para elucidar a respectiva abrangência, uma vez que outros órgãos do Tribunal têm concluído de forma diversa. Cito, como exemplo, no sentido do alcance amplo do enunciado, as medidas cautelares nas reclamações n 26.303, de minha relatoria, e n 12.478, relator ministro Joaquim Barbosa; e, pelo afastamento no tocante a agentes políticos, o agravo interno na reclamação n 28.681, relator ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, e o agravo interno no recurso extraordinário n 825.682, relator ministro Teori Zavascki, Segunda Turma. A divergência que maior descrédito ocasiona é a intestina. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP 3. Admito configurada a repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos, que versando a mesma matéria, aguardem, no Gabinete, exame. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 5 de junho de 2018, às 10h30. Ministro MARCO AURÉLIO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP 3. Admito configurada a repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos, que versando a mesma matéria, aguardem, no Gabinete, exame. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 5 de junho de 2018, às 10h30. Ministro MARCO AURÉLIO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14994798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 133 . 118", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Súmula Vinculante 13", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Súmula Vinculante 13", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Súmula Vinculante 13", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Súmula Vinculante 13", "Rcl 26 . 303", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Súmula Vinculante 13", "Rcl 26 . 303", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "verbete vinculante n 13 da Súmula do Supremo", "verbete vinculante n 13 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "VERBETE VINCULANTE n 13 DA", "verbete vinculante n 13 da Súmula do Supremo", "verbete vinculante n 13 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Rcl 26303 TA", "Recurso Extraordinário 579 . 951", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Rcl 26303 TA", "Recurso Extraordinário 579 . 951", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "ADC n 12", "Recurso Extraordinário 579951", "Súmula Vinculante 13 a Rcl 6938 MC", "Rcl 6650 AgR", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "ADC n 12", "Recurso Extraordinário 579951", "Súmula Vinculante 13 a Rcl 6938 MC", "Rcl 6650 AgR", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP Gracie", "ARE 881398 AgR", "Rcl 6938", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579 . 951 / RN", "Recurso Extraordinário 579 . 951 / RN", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP Gracie", "ARE 881398 AgR", "SÚMULA VINCULANTE N . 13 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Rcl 6938", "SÚMULA VINCULANTE n 13", "Súmula Vinculante n 13", "Recurso Extraordinário 579 . 951 / RN", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Rcl 6650 MC AgR", "SÚMULA VINCULANTE n 13 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 881398 AgR", "Rcl 6650 MC AgR", "SÚMULA VINCULANTE n 13 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 881398 AgR", "Recurso Extraordinário 1133118 RG / SP", "Rcl 12 . 478 MC", "Rcl 23 . 131 - AgR", "SÚMULA VINCULANTE n 13 . 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Ementa e Acórdão 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.043 CEARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ - ASSEMPECE ADV.(A/S) :MARCIO AUGUSTO RIBEIRO CAVALCANTE AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO CEARÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental na reclamação. Ausência de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido. 1. A competência originária da Suprema Corte submete-se a regime de direito estrito, estando fixada, em numerus clausus, no rol do art. 102, inciso I, da Constituição Federal, no qual não está incluída a apreciação originária de legalidade de atuação de tribunal de contas estadual. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 8 a 14/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106785. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.043 CEARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ - ASSEMPECE ADV.(A/S) :MARCIO AUGUSTO RIBEIRO CAVALCANTE AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO CEARÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ (ASSEMPECE) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, assentando a ausência de aderência estrita do objeto reclamado ao conteúdo da Súmula Vinculante nº 10 e o caráter estrito da competência do STF no conhecimento das reclamações. A agravante sustenta que não há de se falar na falta de aderência ao paradigma, pois a reclamação não teria como objeto a garantia da autoridade de decisão, mas sim a preservação da competência do STF para proceder ao controle abstrato de constitucionalidade de lei ou de ato normativo. Defende que “[o] TC/CE não tem competência para declarar a inconstitucionalidade de lei estadual com efeito vinculante e de forma abstrata sem que, com isso, invada a competência do Supremo Tribunal Federal”. Sustenta que o reconhecimento do direito à indenização pleiteado nos autos originários decorre da negativa de incidência do § 1º do art. 17 do Decreto nº 9.552/2005 ao caso dos autos, provimento que somente seria possível mediante a declaração de inconstitucionalidade do dispositivo por órgão especial ou plenário do TJBA, procedimento esse que não teria sido observado na decisão reclamada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106782. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.043 CEARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ - ASSEMPECE ADV.(A/S) :MARCIO AUGUSTO RIBEIRO CAVALCANTE AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO CEARÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ (ASSEMPECE) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, assentando a ausência de aderência estrita do objeto reclamado ao conteúdo da Súmula Vinculante nº 10 e o caráter estrito da competência do STF no conhecimento das reclamações. A agravante sustenta que não há de se falar na falta de aderência ao paradigma, pois a reclamação não teria como objeto a garantia da autoridade de decisão, mas sim a preservação da competência do STF para proceder ao controle abstrato de constitucionalidade de lei ou de ato normativo. Defende que “[o] TC/CE não tem competência para declarar a inconstitucionalidade de lei estadual com efeito vinculante e de forma abstrata sem que, com isso, invada a competência do Supremo Tribunal Federal”. Sustenta que o reconhecimento do direito à indenização pleiteado nos autos originários decorre da negativa de incidência do § 1º do art. 17 do Decreto nº 9.552/2005 ao caso dos autos, provimento que somente seria possível mediante a declaração de inconstitucionalidade do dispositivo por órgão especial ou plenário do TJBA, procedimento esse que não teria sido observado na decisão reclamada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RCL 20043 AGR / CE Requer a reconsideração da decisão agravada ou que o colegiado do STF dê provimento ao recurso para julgar procedente a reclamação. É o breve relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106782. Supremo Tribunal Federal RCL 20043 AGR / CE Requer a reconsideração da decisão agravada ou que o colegiado do STF dê provimento ao recurso para julgar procedente a reclamação. É o breve relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.043 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A alegação de que a presente reclamação tem como objetivo preservar a competência do STF, e não fazer respeitar a Súmula Vinculante nº 10, não infirma a conclusão de que “a competência originária desta Suprema Corte submete- se a regime de direito estrito, estando fixada, em numerus clausus, no rol do artigo 102, inciso I, da Constituição Federal, n[o] qual não está incluída a apreciação originária da legalidade da atuação do Tribunal de Contas do Estado do Ceará, matéria que, mais uma vez reforço, sequer foi judicializada”. O Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1º, de seu Regimento Interno. Vide precedentes nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. ELEIÇÃO DA MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. CANDIDATURA AVULSA PARA SUPLENTE. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Os fundamentos da decisão agravada não foram impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os argumentos apresentados na inicial. Precedentes. 2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS nº Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106783. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.043 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A alegação de que a presente reclamação tem como objetivo preservar a competência do STF, e não fazer respeitar a Súmula Vinculante nº 10, não infirma a conclusão de que “a competência originária desta Suprema Corte submete- se a regime de direito estrito, estando fixada, em numerus clausus, no rol do artigo 102, inciso I, da Constituição Federal, n[o] qual não está incluída a apreciação originária da legalidade da atuação do Tribunal de Contas do Estado do Ceará, matéria que, mais uma vez reforço, sequer foi judicializada”. O Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1º, de seu Regimento Interno. Vide precedentes nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. ELEIÇÃO DA MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. CANDIDATURA AVULSA PARA SUPLENTE. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Os fundamentos da decisão agravada não foram impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os argumentos apresentados na inicial. Precedentes. 2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS nº Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106783. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 20043 AGR / CE 27.873/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/3/10). “EMENTA: Agravo regimental em reclamação. Decisão agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte. Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, § 1º, do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes. É requisito essencial do agravo regimental a apresentação das razões do pedido de reforma da decisão agravada, conforme expressa determinação do art. 317, § 1º, do Regimento Interno desta Corte. Inviável, portanto, o agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Rcl nº 8.665/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/10/09). “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1º, do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 490.720/MS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1º/2/08). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106783. Supremo Tribunal Federal RCL 20043 AGR / CE 27.873/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/3/10). “EMENTA: Agravo regimental em reclamação. Decisão agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte. Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, § 1º, do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes. É requisito essencial do agravo regimental a apresentação das razões do pedido de reforma da decisão agravada, conforme expressa determinação do art. 317, § 1º, do Regimento Interno desta Corte. Inviável, portanto, o agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Rcl nº 8.665/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/10/09). “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1º, do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 490.720/MS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1º/2/08). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106783. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.043 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ - ASSEMPECE ADV.(A/S) : MARCIO AUGUSTO RIBEIRO CAVALCANTE (12359/CE) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO CEARÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122352 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.043 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ - ASSEMPECE ADV.(A/S) : MARCIO AUGUSTO RIBEIRO CAVALCANTE (12359/CE) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO CEARÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122352 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15133200
2018-06-15T00:00:00
2018-06-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA Agravo regimental na reclamação. Ausência de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido. 1. A competência originária da Suprema Corte submete-se a regime de direito estrito, estando fixada, em numerus clausus, no rol do art. 102, inciso I, da Constituição Federal, no qual não está incluída a apreciação originária de legalidade de atuação de tribunal de contas estadual. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur387227
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) Rcl 8665 AgR (2ªT), RE 490720 ED (2ªT), MS 27873 AgR (TP). Número de páginas: 6. Análise: 17/07/2018, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
20043
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 20043 AgR
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AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ - ASSEMPECE ADV.(A/S) : MARCIO AUGUSTO RIBEIRO CAVALCANTE AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO CEARÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.043 CEARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ - ASSEMPECE ADV.(A/S) :MARCIO AUGUSTO RIBEIRO CAVALCANTE AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO CEARÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental na reclamação. Ausência de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido. 1. A competência originária da Suprema Corte submete-se a regime de direito estrito, estando fixada, em numerus clausus, no rol do art. 102, inciso I, da Constituição Federal, no qual não está incluída a apreciação originária de legalidade de atuação de tribunal de contas estadual. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 8 a 14/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106785. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.043 CEARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ - ASSEMPECE ADV.(A/S) :MARCIO AUGUSTO RIBEIRO CAVALCANTE AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO CEARÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ (ASSEMPECE) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, assentando a ausência de aderência estrita do objeto reclamado ao conteúdo da Súmula Vinculante n 10 e o caráter estrito da competência do Supremo Tribunal Federal no conhecimento das reclamações. A agravante sustenta que não há de se falar na falta de aderência ao paradigma, pois a reclamação não teria como objeto a garantia da autoridade de decisão, mas sim a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal para proceder ao controle abstrato de constitucionalidade de lei ou de ato normativo. Defende que “[o] TC/CE não tem competência para declarar a inconstitucionalidade de lei estadual com efeito vinculante e de forma abstrata sem que, com isso, invada a competência do Supremo Tribunal Federal”. Sustenta que o reconhecimento do direito à indenização pleiteado nos autos originários decorre da negativa de incidência do § 1... do art. 17 do Decreto n 9.552/2005 ao caso dos autos, provimento que somente seria possível mediante a declaração de inconstitucionalidade do dispositivo por órgão especial ou plenário do TJBA, procedimento esse que não teria sido observado na decisão reclamada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106782. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.043 CEARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ - ASSEMPECE ADV.(A/S) :MARCIO AUGUSTO RIBEIRO CAVALCANTE AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO CEARÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ (ASSEMPECE) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, assentando a ausência de aderência estrita do objeto reclamado ao conteúdo da Súmula Vinculante n 10 e o caráter estrito da competência do Supremo Tribunal Federal no conhecimento das reclamações. A agravante sustenta que não há de se falar na falta de aderência ao paradigma, pois a reclamação não teria como objeto a garantia da autoridade de decisão, mas sim a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal para proceder ao controle abstrato de constitucionalidade de lei ou de ato normativo. Defende que “[o] TC/CE não tem competência para declarar a inconstitucionalidade de lei estadual com efeito vinculante e de forma abstrata sem que, com isso, invada a competência do Supremo Tribunal Federal”. Sustenta que o reconhecimento do direito à indenização pleiteado nos autos originários decorre da negativa de incidência do § 1... do art. 17 do Decreto n 9.552/2005 ao caso dos autos, provimento que somente seria possível mediante a declaração de inconstitucionalidade do dispositivo por órgão especial ou plenário do TJBA, procedimento esse que não teria sido observado na decisão reclamada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RCL 20043 AGR / CE Requer a reconsideração da decisão agravada ou que o colegiado do Supremo Tribunal Federal dê provimento ao recurso para julgar procedente a reclamação. É o breve relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106782. Supremo Tribunal Federal RCL 20043 AGR / CE Requer a reconsideração da decisão agravada ou que o colegiado do Supremo Tribunal Federal dê provimento ao recurso para julgar procedente a reclamação. É o breve relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.043 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A alegação de que a presente reclamação tem como objetivo preservar a competência do Supremo Tribunal Federal, e não fazer respeitar a Súmula Vinculante n 10, não infirma a conclusão de que “a competência originária desta Suprema Corte submete- se a regime de direito estrito, estando fixada, em numerus clausus, no rol do artigo 102, inciso I, da Constituição Federal, n[o] qual não está incluída a apreciação originária da legalidade da atuação do Tribunal de Contas do Estado do Ceará, matéria que, mais uma vez reforço, sequer foi judicializada”. O Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1..., de seu Regimento Interno. Vide precedentes nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. ELEIÇÃO DA MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. CANDIDATURA AVULSA PARA SUPLENTE. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Os fundamentos da decisão agravada não foram impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os argumentos apresentados na inicial. Precedentes. 2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS n Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106783. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.043 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A alegação de que a presente reclamação tem como objetivo preservar a competência do Supremo Tribunal Federal, e não fazer respeitar a Súmula Vinculante n 10, não infirma a conclusão de que “a competência originária desta Suprema Corte submete- se a regime de direito estrito, estando fixada, em numerus clausus, no rol do artigo 102, inciso I, da Constituição Federal, n[o] qual não está incluída a apreciação originária da legalidade da atuação do Tribunal de Contas do Estado do Ceará, matéria que, mais uma vez reforço, sequer foi judicializada”. O Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1..., de seu Regimento Interno. Vide precedentes nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. ELEIÇÃO DA MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. CANDIDATURA AVULSA PARA SUPLENTE. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Os fundamentos da decisão agravada não foram impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os argumentos apresentados na inicial. Precedentes. 2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS n Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106783. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 20043 AGR / CE 27.873/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/3/10). “EMENTA: Agravo regimental em reclamação. Decisão agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte. Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, § 1..., do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes. É requisito essencial do agravo regimental a apresentação das razões do pedido de reforma da decisão agravada, conforme expressa determinação do art. 317, § 1..., do Regimento Interno desta Corte. Inviável, portanto, o agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Rcl n 8.665/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/10/09). “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1..., do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 490.720/MS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1.../2/08). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106783. Supremo Tribunal Federal RCL 20043 AGR / CE 27.873/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/3/10). “EMENTA: Agravo regimental em reclamação. Decisão agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte. Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, § 1..., do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes. É requisito essencial do agravo regimental a apresentação das razões do pedido de reforma da decisão agravada, conforme expressa determinação do art. 317, § 1..., do Regimento Interno desta Corte. Inviável, portanto, o agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Rcl n 8.665/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/10/09). “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1..., do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 490.720/MS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1.../2/08). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15106783. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.043 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ - ASSEMPECE ADV.(A/S) : MARCIO AUGUSTO RIBEIRO CAVALCANTE (12359/CE) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO CEARÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122352 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.043 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ - ASSEMPECE ADV.(A/S) : MARCIO AUGUSTO RIBEIRO CAVALCANTE (12359/CE) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO CEARÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122352 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 20 . 043", "Súmula Vinculante n 10", "RECLAMAÇÃO 20 . 043", "RECLAMAÇÃO", "Súmula Vinculante n 10", "RCL 20043 AGR / CE 27 .", "HC 98 . 893", "Rcl n 8 . 665 / MG - AgR", "Recurso Extraordinário n 490 . 720 / MS - ED", "RCL 20043 AGR", "HC 98 . 893", "Rcl n 8 . 665 / MG - AgR", "Recurso Extraordinário n 490 . 720 / MS -", "RECLAMAÇÃO 20 . 043", "RECLAMAÇÃO 20 . 043" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , inciso I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 17 do Decreto n 9 . 552 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 17 do Decreto n 9 . 552 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , da Constituição Federal", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , da Constituição Federal", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) :RICARDO SILVA NAVES ADV.(A/S) :TADEU BASTOS RORIZ E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO STF. OFENSA AO ART. 93, INCISO IX, DA CF/1988 NÃO CARACTERIZADA (TEMA 339). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O Tribunal de origem, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, manteve a condenação do recorrente pela prática da conduta descrita no art. 171 do Código Penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043479. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1139318 AGR / GO Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas). A necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório impede o acolhimento do recurso extraordinário, uma vez que incide o óbice da Súmula 279 desta CORTE. Configurada essa situação, revela-se inviável o conhecimento do apelo. 3. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043479. Supremo Tribunal Federal ARE 1139318 AGR / GO Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas). A necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório impede o acolhimento do recurso extraordinário, uma vez que incide o óbice da Súmula 279 desta CORTE. Configurada essa situação, revela-se inviável o conhecimento do apelo. 3. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) :RICARDO SILVA NAVES ADV.(A/S) :TADEU BASTOS RORIZ E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta o recorrente, em suma, a demonstração fundamentada da existência de repercussão geral e que o acórdão impugnado violou dispositivos constitucionais. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043480. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) :RICARDO SILVA NAVES ADV.(A/S) :TADEU BASTOS RORIZ E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta o recorrente, em suma, a demonstração fundamentada da existência de repercussão geral e que o acórdão impugnado violou dispositivos constitucionais. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea a da Constituição Federal, o recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043481. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea a da Constituição Federal, o recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043481. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1139318 AGR / GO tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso de apelação para manter a condenação do recorrente pela prática da conduta descrita no art. 171 do Código Penal, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043481. Supremo Tribunal Federal ARE 1139318 AGR / GO tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso de apelação para manter a condenação do recorrente pela prática da conduta descrita no art. 171 do Código Penal, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043481. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1139318 AGR / GO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043481. Supremo Tribunal Federal ARE 1139318 AGR / GO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043481. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) :RICARDO SILVA NAVES ADV.(A/S) :TADEU BASTOS RORIZ E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747969058. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) :RICARDO SILVA NAVES ADV.(A/S) :TADEU BASTOS RORIZ E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747969058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) : RICARDO SILVA NAVES (9993/GO) ADV.(A/S) : TADEU BASTOS RORIZ E SILVA (22793/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5195-8914-4199-6737 e senha 8825-37EC-38CD-64FF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) : RICARDO SILVA NAVES (9993/GO) ADV.(A/S) : TADEU BASTOS RORIZ E SILVA (22793/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5195-8914-4199-6737 e senha 8825-37EC-38CD-64FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748084419
2018-08-17T00:00:00
2018-08-30T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO STF. OFENSA AO ART. 93, INCISO IX, DA CF/1988 NÃO CARACTERIZADA (TEMA 339). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O Tribunal de origem, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, manteve a condenação do recorrente pela prática da conduta descrita no art. 171 do Código Penal. Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas). A necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório impede o acolhimento do recurso extraordinário, uma vez que incide o óbice da Súmula 279 desta CORTE. Configurada essa situação, revela-se inviável o conhecimento do apelo. 3. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur389716
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 8. Análise: 11/09/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1139318
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00489 PAR-00001 ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00171\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1139318 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) : RICARDO SILVA NAVES ADV.(A/S) : TADEU BASTOS RORIZ E SILVA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
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Ementa e Acórdão 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) :RICARDO SILVA NAVES ADV.(A/S) :TADEU BASTOS RORIZ E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA AO ART. 93, INCISO IX, DA Constituição Federal de 1988/1988 NÃO CARACTERIZADA (TEMA 339). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O Tribunal de origem, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, manteve a condenação do recorrente pela prática da conduta descrita no art. 171 do Código Penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043479. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1139318 AGR / GO Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas). A necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório impede o acolhimento do recurso extraordinário, uma vez que incide o óbice da Súmula 279 desta CORTE. Configurada essa situação, revela-se inviável o conhecimento do apelo. 3. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043479. Supremo Tribunal Federal ARE 1139318 AGR / GO Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas). A necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório impede o acolhimento do recurso extraordinário, uma vez que incide o óbice da Súmula 279 desta CORTE. Configurada essa situação, revela-se inviável o conhecimento do apelo. 3. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) :RICARDO SILVA NAVES ADV.(A/S) :TADEU BASTOS RORIZ E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta o recorrente, em suma, a demonstração fundamentada da existência de repercussão geral e que o acórdão impugnado violou dispositivos constitucionais. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043480. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) :RICARDO SILVA NAVES ADV.(A/S) :TADEU BASTOS RORIZ E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta o recorrente, em suma, a demonstração fundamentada da existência de repercussão geral e que o acórdão impugnado violou dispositivos constitucionais. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea a da Constituição Federal, o recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043481. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea a da Constituição Federal, o recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043481. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1139318 AGR / GO tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso de apelação para manter a condenação do recorrente pela prática da conduta descrita no art. 171 do Código Penal, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043481. Supremo Tribunal Federal ARE 1139318 AGR / GO tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso de apelação para manter a condenação do recorrente pela prática da conduta descrita no art. 171 do Código Penal, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043481. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1139318 AGR / GO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043481. Supremo Tribunal Federal ARE 1139318 AGR / GO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748043481. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) :RICARDO SILVA NAVES ADV.(A/S) :TADEU BASTOS RORIZ E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747969058. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) :RICARDO SILVA NAVES ADV.(A/S) :TADEU BASTOS RORIZ E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747969058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) : RICARDO SILVA NAVES (9993/GO) ADV.(A/S) : TADEU BASTOS RORIZ E SILVA (22793/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5195-8914-4199-6737 e senha 8825-37EC-38CD-64FF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.139.318 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : WILSON ARAUJO DE MELO ADV.(A/S) : RICARDO SILVA NAVES (9993/GO) ADV.(A/S) : TADEU BASTOS RORIZ E SILVA (22793/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5195-8914-4199-6737 e senha 8825-37EC-38CD-64FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 139 . 318", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1139318 AGR / GO", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 1139318 AGR / GO", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 1139318 AGR / GO", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 1139318 AGR / GO", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 1139318 AGR", "ARE 1139318 AGR / GO" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 93 , INCISO IX , DA Constituição Federal de 1988 / 1988", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 171 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , alínea a da Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art .", "1 .", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , alínea a da Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art .", "1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 171 do Código Penal", "art . 93 , IX , da Carta Magna", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 171 do Código Penal", "art . 93 , IX , da Carta Magna", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "Brasília", "Brasília", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "Estado de Goiás", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2018", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça", "do", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "WILSON ARAUJO DE MELO", "RICARDO SILVA NAVES", "TADEU BASTOS RORIZ E SILVA", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "WILSON ARAUJO DE MELO", "RICARDO SILVA NAVES", "TADEU BASTOS RORIZ E SILVA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "WILSON ARAUJO DE MELO", "RICARDO SILVA NAVES", "TADEU BASTOS RORIZ E SILVA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "WILSON ARAUJO DE MELO", "RICARDO SILVA NAVES", "TADEU BASTOS RORIZ E SILVA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "WILSON ARAUJO DE MELO", "RICARDO SILVA NAVES", "TADEU BASTOS RORIZ E SILVA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "WILSON ARAUJO DE MELO", "RICARDO SILVA NAVES", "TADEU BASTOS", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "WILSON ARAUJO DE MELO", "RICARDO SILVA NAVES", "TADEU BASTOS RORIZ E SILVA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "24", 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Ementa e Acórdão 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.766 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR ADV.(A/S) :RAFAEL PONTES DE MIRANDA ALVES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito previdenciário. Recolhimento indevido de contribuição previdenciária. Servidor público estadual. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 8 a 14/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de junho de 2018. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633664. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RE 1109766 AGR / PE MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633664. Supremo Tribunal Federal RE 1109766 AGR / PE MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.766 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR ADV.(A/S) :RAFAEL PONTES DE MIRANDA ALVES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco (FUNAPE) interpôs tempestivo agravo regimental, em 17/5/18, contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco – FUNAPE interpõe recurso extraordinário contra acórdão da Primeira Turma Cível do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO REQUISITADO DA JUSTIÇA ESTADUAL. RECOLHIMENTO INDEVIDO PARA O REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIAL SOCIAL. FALHA DA UNIÃO. DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO JUNTO À FUNAPE. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA. 1. Trata-se de apelação interposta por JAQUELINE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.766 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR ADV.(A/S) :RAFAEL PONTES DE MIRANDA ALVES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco (FUNAPE) interpôs tempestivo agravo regimental, em 17/5/18, contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco – FUNAPE interpõe recurso extraordinário contra acórdão da Primeira Turma Cível do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO REQUISITADO DA JUSTIÇA ESTADUAL. RECOLHIMENTO INDEVIDO PARA O REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIAL SOCIAL. FALHA DA UNIÃO. DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO JUNTO À FUNAPE. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA. 1. Trata-se de apelação interposta por JAQUELINE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RE 1109766 AGR / PE MACHADO DE AGUIAR contra sentença do douto Juiz da 9ª Vara da SJ/PE que julgou improcedente o pedido inicial, por entender a pretensão da autora em condenar a União a ressarcir eventual débito dela exigido se revela pleito manifestamente hipotético, não amparado em qualquer situação concreta apta a demonstrar a intenção da FUNAPE de cobrar quaisquer valores, em especial diretamente da contribuinte tributária, ignorando o responsável direto. 2. A alegação de prescrição não deve ser acolhida, tendo em vista que não decorreu 5 (cinco) anos entre a ciência dos fatos da causa, pela parte autora, e o ajuizamento da demanda. Precedente: APELREEX 08014890420144058300, Desembargador Federal Gustavo de Paiva Gadelha, TRF5 - Terceira Turma. 3. Em relação ao mérito, verifica-se ilegítima a conduta da União, consubstanciada no repasse indevido das verbas previdenciárias para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE, não podendo o segurado restar prejudicado por equívoco da parte empregadora, devendo, portanto, ser reconhecida inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora. Precedentes: APELREEX 200780000059201, Desembargador Federal Leonardo Resende Martins, TRF5 - Quarta Turma, DJE - Data: 08/04/2010 - Página: 664; AC 08014284620144058300, Desembargador Federal Élio Wanderley de Siqueira Filho, TRF5 - Terceira Turma; AC 08013894920144058300, Desembargador Federal José Maria Lucena, TRF5 - Primeira Turma; AC 08014475220144058300, Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira, TRF5 - Quarta Turma. 4. Afastados os danos morais, em face da não ocorrência da prática de ilícito pela União que justifique tal condenação. 5. Apelação parcialmente provida para reconhecer a inexistência de qualquer débito previdenciário 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Supremo Tribunal Federal RE 1109766 AGR / PE MACHADO DE AGUIAR contra sentença do douto Juiz da 9ª Vara da SJ/PE que julgou improcedente o pedido inicial, por entender a pretensão da autora em condenar a União a ressarcir eventual débito dela exigido se revela pleito manifestamente hipotético, não amparado em qualquer situação concreta apta a demonstrar a intenção da FUNAPE de cobrar quaisquer valores, em especial diretamente da contribuinte tributária, ignorando o responsável direto. 2. A alegação de prescrição não deve ser acolhida, tendo em vista que não decorreu 5 (cinco) anos entre a ciência dos fatos da causa, pela parte autora, e o ajuizamento da demanda. Precedente: APELREEX 08014890420144058300, Desembargador Federal Gustavo de Paiva Gadelha, TRF5 - Terceira Turma. 3. Em relação ao mérito, verifica-se ilegítima a conduta da União, consubstanciada no repasse indevido das verbas previdenciárias para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE, não podendo o segurado restar prejudicado por equívoco da parte empregadora, devendo, portanto, ser reconhecida inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora. Precedentes: APELREEX 200780000059201, Desembargador Federal Leonardo Resende Martins, TRF5 - Quarta Turma, DJE - Data: 08/04/2010 - Página: 664; AC 08014284620144058300, Desembargador Federal Élio Wanderley de Siqueira Filho, TRF5 - Terceira Turma; AC 08013894920144058300, Desembargador Federal José Maria Lucena, TRF5 - Primeira Turma; AC 08014475220144058300, Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira, TRF5 - Quarta Turma. 4. Afastados os danos morais, em face da não ocorrência da prática de ilícito pela União que justifique tal condenação. 5. Apelação parcialmente provida para reconhecer a inexistência de qualquer débito previdenciário 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RE 1109766 AGR / PE relativamente à autora, tendo em vista a ilegitimidade da conduta da União consubstanciado no repasse indevido de verbas previdenciária, recolhidas pela autora, para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE. Inversão do ônus sucumbencial.’ Opostos embargos de declaração pela União e pela Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco – FUNAPE, foram ambos desprovidos. Opostos novos embargos de declaração pela ora recorrente, foram improvidos. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 37, caput, e 40, § 10, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, uma vez que a Corte de origem julgou procedente o pedido para ‘reconhecer a inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora, tendo em vista a ilegitimidade da conduta da União consubstanciada no repasse indevido de verbas previdenciárias para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE’, amparado no conjunto fático-probatório dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido: ‘DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. FUNÇÃO COMISSIONADA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.4.2009. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Supremo Tribunal Federal RE 1109766 AGR / PE relativamente à autora, tendo em vista a ilegitimidade da conduta da União consubstanciado no repasse indevido de verbas previdenciária, recolhidas pela autora, para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE. Inversão do ônus sucumbencial.’ Opostos embargos de declaração pela União e pela Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco – FUNAPE, foram ambos desprovidos. Opostos novos embargos de declaração pela ora recorrente, foram improvidos. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 37, caput, e 40, § 10, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, uma vez que a Corte de origem julgou procedente o pedido para ‘reconhecer a inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora, tendo em vista a ilegitimidade da conduta da União consubstanciada no repasse indevido de verbas previdenciárias para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE’, amparado no conjunto fático-probatório dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido: ‘DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. FUNÇÃO COMISSIONADA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.4.2009. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RE 1109766 AGR / PE constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE nº 869.522/PE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber , DJe de 14/4/15). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) do seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo.” Insiste a agravante na alegação de que houve ofensa direta aos arts. 37, caput; e 40, § 10, da Constituição Federal. Defende que o deslinde da controvérsia prescinde da análise do conjunto fático-probatório dos autos e da legislação infraconstitucional, não havendo falar em incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Supremo Tribunal Federal RE 1109766 AGR / PE constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE nº 869.522/PE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber , DJe de 14/4/15). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) do seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo.” Insiste a agravante na alegação de que houve ofensa direta aos arts. 37, caput; e 40, § 10, da Constituição Federal. Defende que o deslinde da controvérsia prescinde da análise do conjunto fático-probatório dos autos e da legislação infraconstitucional, não havendo falar em incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.766 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhem-se do acórdão recorrido os seguintes fundamentos: “1. Trata-se de apelação interposta por JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR contra sentença do douto Juiz da 9ª Vara da SJ/PE que julgou improcedente o pedido inicial, por entender a pretensão da autora em condenar a União a ressarcir eventual débito dela exigido se revela pleito manifestamente hipotético, não amparado em qualquer situação concreta apta a demonstrar a intenção da FUNAPE de cobrar quaisquer valores, em especial diretamente da contribuinte tributária, ignorando o responsável direto. (…) 3. Em relação ao mérito, entendo como ilegítima a conduta da União, consubstanciada no repasse indevido das verbas previdenciárias para INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE, não devendo o segurado restar prejudicado por equívoco da parte empregadora, devendo, portanto, ser reconhecida inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora. Esse é o entendimento desta Corte Regional, conforme se dessume dos precedentes cujas ementas trago à colação: ‘TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PRESCRIÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL CEDIDO AO TRT DA 19ª REGIÃO. EXISTÊNCIA DE REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA. RECOLHIMENTO INDEVIDO PARA O RGPS. I. Preliminarmente, em face do disposto no art. 6º do CPC, observa-se que as autoras não possuem legitimidade passiva ad causam no que se refere ao pedido para que à Ré efetue o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.766 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhem-se do acórdão recorrido os seguintes fundamentos: “1. Trata-se de apelação interposta por JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR contra sentença do douto Juiz da 9ª Vara da SJ/PE que julgou improcedente o pedido inicial, por entender a pretensão da autora em condenar a União a ressarcir eventual débito dela exigido se revela pleito manifestamente hipotético, não amparado em qualquer situação concreta apta a demonstrar a intenção da FUNAPE de cobrar quaisquer valores, em especial diretamente da contribuinte tributária, ignorando o responsável direto. (…) 3. Em relação ao mérito, entendo como ilegítima a conduta da União, consubstanciada no repasse indevido das verbas previdenciárias para INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE, não devendo o segurado restar prejudicado por equívoco da parte empregadora, devendo, portanto, ser reconhecida inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora. Esse é o entendimento desta Corte Regional, conforme se dessume dos precedentes cujas ementas trago à colação: ‘TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PRESCRIÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL CEDIDO AO TRT DA 19ª REGIÃO. EXISTÊNCIA DE REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA. RECOLHIMENTO INDEVIDO PARA O RGPS. I. Preliminarmente, em face do disposto no art. 6º do CPC, observa-se que as autoras não possuem legitimidade passiva ad causam no que se refere ao pedido para que à Ré efetue o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1109766 AGR / PE pagamento das contribuições previdenciárias, parte empregado e parte empregador, devidas ao Regime Próprio de Previdência Social do Estado de Alagoas, desde novembro de 1999, tendo em vista que a partir desta data houve o recolhimento indevido para o INSS. II. Com o advento da LC 118/2005, a prescrição deve ser contada da seguinte forma: com relação aos pagamentos efetuados a partir da sua vigência (que ocorreu em 09.06.05), o prazo para a ação de repetição do indébito é de cinco a contar da data do pagamento; e com relação aos pagamentos que a antecederam, a prescrição obedece ao regime previsto no sistema anterior. III. No caso, da leitura do parecer emitido pelo TRT - 19ª Região, verifica-se que este órgão efetuou o recolhimento das contribuições previdenciárias dos servidores requisitados para o Regime Geral de Previdência Social, com fulcro no art. 6º, I, "n", do Decreto nº 2.172/97, e do art. 9º, I, "n", do Decreto nº 3.048/99, sendo os mesmos enquadrados como segurado empregado. IV. Estabelece a legislação previdenciária mencionada que, para o segurado empregado, a alíquota aplicável deve corresponder a 8%, 9% ou 11% sobre a totalidade da remuneração percebida, observado, em qualquer caso, o limite máximo do salário-de-contribuição. V. No entanto, com a edição da Lei nº 9.876/99 que alterou o art. 13 da Lei nº 8.22/91, restou estabelecido que os recolhimentos previdenciários do servidor cedido deveria ser efetuado em favor do respectivo regime próprio de tal servidor. Assim, em face da mencionada alteração legislativa, deveria o TRT da 19ª Região ter efetuado o recolhimento das contribuições para a Previdência Social do Estado de Alagoas e não para o INSS. VI. O art. 24 da Lei nº 6.288, de 28.03.2002, do Estado de Alagoas, estabelece que a contribuição do servidor 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Supremo Tribunal Federal RE 1109766 AGR / PE pagamento das contribuições previdenciárias, parte empregado e parte empregador, devidas ao Regime Próprio de Previdência Social do Estado de Alagoas, desde novembro de 1999, tendo em vista que a partir desta data houve o recolhimento indevido para o INSS. II. Com o advento da LC 118/2005, a prescrição deve ser contada da seguinte forma: com relação aos pagamentos efetuados a partir da sua vigência (que ocorreu em 09.06.05), o prazo para a ação de repetição do indébito é de cinco a contar da data do pagamento; e com relação aos pagamentos que a antecederam, a prescrição obedece ao regime previsto no sistema anterior. III. No caso, da leitura do parecer emitido pelo TRT - 19ª Região, verifica-se que este órgão efetuou o recolhimento das contribuições previdenciárias dos servidores requisitados para o Regime Geral de Previdência Social, com fulcro no art. 6º, I, "n", do Decreto nº 2.172/97, e do art. 9º, I, "n", do Decreto nº 3.048/99, sendo os mesmos enquadrados como segurado empregado. IV. Estabelece a legislação previdenciária mencionada que, para o segurado empregado, a alíquota aplicável deve corresponder a 8%, 9% ou 11% sobre a totalidade da remuneração percebida, observado, em qualquer caso, o limite máximo do salário-de-contribuição. V. No entanto, com a edição da Lei nº 9.876/99 que alterou o art. 13 da Lei nº 8.22/91, restou estabelecido que os recolhimentos previdenciários do servidor cedido deveria ser efetuado em favor do respectivo regime próprio de tal servidor. Assim, em face da mencionada alteração legislativa, deveria o TRT da 19ª Região ter efetuado o recolhimento das contribuições para a Previdência Social do Estado de Alagoas e não para o INSS. VI. O art. 24 da Lei nº 6.288, de 28.03.2002, do Estado de Alagoas, estabelece que a contribuição do servidor 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1109766 AGR / PE estadual deve corresponder ao percentual de 11% (onze por cento) incidente sobre a totalidade da remuneração VII. Da análise das fichas financeiras acostadas aos autos, observa-se que o TRT - 19ª Região procedeu ao recolhimento das contribuições previdenciárias das autoras utilizando como base de cálculo a remuneração das funções comissionadas por elas exercidas na Corte Regional e não as remunerações correspondentes aos cargos efetivos que ocupam nos órgãos do Estado de Alagoas. VIII. Tendo o TRT-19ª Região efetuado descontos maiores nas remunerações das autoras do que aqueles efetivamente devidos, uma vez que a remuneração das funções comissionadas são superiores à remuneração do cargo efetivo, as mesmas fazem jus à restituição dos tributos pagos a maior, devendo a real existência dos valores ser apurada na fase executória. IX. Havendo sucumbência recíproca, cada parte deverá arcar com o pagamento dos honorários advocatícios dos seus respectivos advogados, nos termos do artigo 21 do CPC. X. Apelação das autoras parcialmente providas, para estabelecer que para os pagamentos indevidos feitos antes da vigência da LC 118/2005, fica valendo o prazo de "cinco mais cinco" (decenal - cinco anos para a homologação tácita e mais cinco anos a partir desta) e, apenas para os pagamentos realizados após a vigência da citada Lei Complementar aplica-se o prazo prescricional previsto nela; bem como para determinar que cada parte deverá arcar com os honorários advocatícios dos seus respectivos advogados, nos termos do art. 21 do CPC. Apelação da Fazenda (APELREEX 200780000059201, Desembargador Nacional e remessa oficial improvidas. Federal Leonardo Resende Martins, TRF5 - Quarta Turma, DJE - Data: 08/04/2010 - 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Supremo Tribunal Federal RE 1109766 AGR / PE estadual deve corresponder ao percentual de 11% (onze por cento) incidente sobre a totalidade da remuneração VII. Da análise das fichas financeiras acostadas aos autos, observa-se que o TRT - 19ª Região procedeu ao recolhimento das contribuições previdenciárias das autoras utilizando como base de cálculo a remuneração das funções comissionadas por elas exercidas na Corte Regional e não as remunerações correspondentes aos cargos efetivos que ocupam nos órgãos do Estado de Alagoas. VIII. Tendo o TRT-19ª Região efetuado descontos maiores nas remunerações das autoras do que aqueles efetivamente devidos, uma vez que a remuneração das funções comissionadas são superiores à remuneração do cargo efetivo, as mesmas fazem jus à restituição dos tributos pagos a maior, devendo a real existência dos valores ser apurada na fase executória. IX. Havendo sucumbência recíproca, cada parte deverá arcar com o pagamento dos honorários advocatícios dos seus respectivos advogados, nos termos do artigo 21 do CPC. X. Apelação das autoras parcialmente providas, para estabelecer que para os pagamentos indevidos feitos antes da vigência da LC 118/2005, fica valendo o prazo de "cinco mais cinco" (decenal - cinco anos para a homologação tácita e mais cinco anos a partir desta) e, apenas para os pagamentos realizados após a vigência da citada Lei Complementar aplica-se o prazo prescricional previsto nela; bem como para determinar que cada parte deverá arcar com os honorários advocatícios dos seus respectivos advogados, nos termos do art. 21 do CPC. Apelação da Fazenda (APELREEX 200780000059201, Desembargador Nacional e remessa oficial improvidas. Federal Leonardo Resende Martins, TRF5 - Quarta Turma, DJE - Data: 08/04/2010 - 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1109766 AGR / PE Página: 664.)’.” Destarte, é certo que, conforme já consignado na decisão ora agravada, a Corte de origem julgou procedente o pedido para “reconhecer a inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora, tendo em vista a ilegitimidade da conduta da União consubstanciada no repasse indevido de verbas previdenciárias para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE”, amparado nas provas dos autos, bem como na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, para dissentir da conclusão a que chegou o Tribunal a quo, seria necessário reexaminar o acervo fático-probatório da causa e, também, analisar a legislação aplicável à espécie, providências que são inviáveis em sede de recurso extraordinário, consoante os enunciados das súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido vão os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Incidência de Contribuição Previdenciária em parcela não incorporável à remuneração. Função comissionada. 4. Lei Complementar estadual nº 28/2000, na redação da Lei Complementar nº 85/2006. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 941.252/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/12/16). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA RETIDA. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. ANÁLISE DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Supremo Tribunal Federal RE 1109766 AGR / PE Página: 664.)’.” Destarte, é certo que, conforme já consignado na decisão ora agravada, a Corte de origem julgou procedente o pedido para “reconhecer a inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora, tendo em vista a ilegitimidade da conduta da União consubstanciada no repasse indevido de verbas previdenciárias para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE”, amparado nas provas dos autos, bem como na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, para dissentir da conclusão a que chegou o Tribunal a quo, seria necessário reexaminar o acervo fático-probatório da causa e, também, analisar a legislação aplicável à espécie, providências que são inviáveis em sede de recurso extraordinário, consoante os enunciados das súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido vão os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Incidência de Contribuição Previdenciária em parcela não incorporável à remuneração. Função comissionada. 4. Lei Complementar estadual nº 28/2000, na redação da Lei Complementar nº 85/2006. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 941.252/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/12/16). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA RETIDA. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. ANÁLISE DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1109766 AGR / PE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1º.11.2012. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. A pretensão da agravante encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano, para sua constatação, a reelaboração do quadro fático delineado. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 868.820/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/4/15). Confiram-se, ainda, as seguintes decisões monocráticas: ARE nº 1.113.362/PE, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 9/4/18 e ARE nº 890.096/PE, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 2/3/17. Nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Supremo Tribunal Federal RE 1109766 AGR / PE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1º.11.2012. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. A pretensão da agravante encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano, para sua constatação, a reelaboração do quadro fático delineado. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 868.820/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/4/15). Confiram-se, ainda, as seguintes decisões monocráticas: ARE nº 1.113.362/PE, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 9/4/18 e ARE nº 890.096/PE, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 2/3/17. Nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.766 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR ADV.(A/S) : RAFAEL PONTES DE MIRANDA ALVES (33260/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122456 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.766 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR ADV.(A/S) : RAFAEL PONTES DE MIRANDA ALVES (33260/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122456 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747647841
2018-06-15T00:00:00
2018-06-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito previdenciário. Recolhimento indevido de contribuição previdenciária. Servidor público estadual. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.
sjur387501
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA) ARE 868820 AgR (1ªT), ARE 941252 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA) ARE 890096, ARE 1113362. Número de páginas: 12. Análise: 09/07/2018, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
1109766
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1109766 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR ADV.(A/S) : RAFAEL PONTES DE MIRANDA ALVES
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Ementa e Acórdão 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.766 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR ADV.(A/S) :RAFAEL PONTES DE MIRANDA ALVES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito previdenciário. Recolhimento indevido de contribuição previdenciária. Servidor público estadual. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 8 a 14/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de junho de 2018. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633664. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633664. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.766 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR ADV.(A/S) :RAFAEL PONTES DE MIRANDA ALVES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco (FUNAPE) interpôs tempestivo agravo regimental, em 17/5/18, contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco – FUNAPE interpõe recurso extraordinário contra acórdão da Primeira Turma Cível do Tribunal Regional Federal da 5... Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO REQUISITADO DA JUSTIÇA ESTADUAL. RECOLHIMENTO INDEVIDO PARA O REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIAL SOCIAL. FALHA DA UNIÃO. DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO JUNTO À FUNAPE. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA. 1. Trata-se de apelação interposta por JAQUELINE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.766 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR ADV.(A/S) :RAFAEL PONTES DE MIRANDA ALVES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco (FUNAPE) interpôs tempestivo agravo regimental, em 17/5/18, contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco – FUNAPE interpõe recurso extraordinário contra acórdão da Primeira Turma Cível do Tribunal Regional Federal da 5... Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO REQUISITADO DA JUSTIÇA ESTADUAL. RECOLHIMENTO INDEVIDO PARA O REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIAL SOCIAL. FALHA DA UNIÃO. DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO JUNTO À FUNAPE. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA. 1. Trata-se de apelação interposta por JAQUELINE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE MACHADO DE AGUIAR contra sentença do douto Juiz da 9... Vara da SJ/PE que julgou improcedente o pedido inicial, por entender a pretensão da autora em condenar a União a ressarcir eventual débito dela exigido se revela pleito manifestamente hipotético, não amparado em qualquer situação concreta apta a demonstrar a intenção da FUNAPE de cobrar quaisquer valores, em especial diretamente da contribuinte tributária, ignorando o responsável direto. 2. A alegação de prescrição não deve ser acolhida, tendo em vista que não decorreu 5 (cinco) anos entre a ciência dos fatos da causa, pela parte autora, e o ajuizamento da demanda. Precedente: APELREEX 08014890420144058300, Desembargador Federal Gustavo de Paiva Gadelha, TRF5 - Terceira Turma. 3. Em relação ao mérito, verifica-se ilegítima a conduta da União, consubstanciada no repasse indevido das verbas previdenciárias para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE, não podendo o segurado restar prejudicado por equívoco da parte empregadora, devendo, portanto, ser reconhecida inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora. Precedentes: APELREEX 200780000059201, Desembargador Federal Leonardo Resende Martins, TRF5 - Quarta Turma, DJE - Data: 08/04/2010 - Página: 664; AC 08014284620144058300, Desembargador Federal Élio Wanderley de Siqueira Filho, TRF5 - Terceira Turma; AC 08013894920144058300, Desembargador Federal José Maria Lucena, TRF5 - Primeira Turma; AC 08014475220144058300, Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira, TRF5 - Quarta Turma. 4. Afastados os danos morais, em face da não ocorrência da prática de ilícito pela União que justifique tal condenação. 5. Apelação parcialmente provida para reconhecer a inexistência de qualquer débito previdenciário 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE MACHADO DE AGUIAR contra sentença do douto Juiz da 9... Vara da SJ/PE que julgou improcedente o pedido inicial, por entender a pretensão da autora em condenar a União a ressarcir eventual débito dela exigido se revela pleito manifestamente hipotético, não amparado em qualquer situação concreta apta a demonstrar a intenção da FUNAPE de cobrar quaisquer valores, em especial diretamente da contribuinte tributária, ignorando o responsável direto. 2. A alegação de prescrição não deve ser acolhida, tendo em vista que não decorreu 5 (cinco) anos entre a ciência dos fatos da causa, pela parte autora, e o ajuizamento da demanda. Precedente: APELREEX 08014890420144058300, Desembargador Federal Gustavo de Paiva Gadelha, TRF5 - Terceira Turma. 3. Em relação ao mérito, verifica-se ilegítima a conduta da União, consubstanciada no repasse indevido das verbas previdenciárias para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE, não podendo o segurado restar prejudicado por equívoco da parte empregadora, devendo, portanto, ser reconhecida inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora. Precedentes: APELREEX 200780000059201, Desembargador Federal Leonardo Resende Martins, TRF5 - Quarta Turma, DJE - Data: 08/04/2010 - Página: 664; AC 08014284620144058300, Desembargador Federal Élio Wanderley de Siqueira Filho, TRF5 - Terceira Turma; AC 08013894920144058300, Desembargador Federal José Maria Lucena, TRF5 - Primeira Turma; AC 08014475220144058300, Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira, TRF5 - Quarta Turma. 4. Afastados os danos morais, em face da não ocorrência da prática de ilícito pela União que justifique tal condenação. 5. Apelação parcialmente provida para reconhecer a inexistência de qualquer débito previdenciário 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE relativamente à autora, tendo em vista a ilegitimidade da conduta da União consubstanciado no repasse indevido de verbas previdenciária, recolhidas pela autora, para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE. Inversão do ônus sucumbencial.’ Opostos embargos de declaração pela União e pela Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco – FUNAPE, foram ambos desprovidos. Opostos novos embargos de declaração pela ora recorrente, foram improvidos. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 37, caput, e 40, § 10, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, uma vez que a Corte de origem julgou procedente o pedido para ‘reconhecer a inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora, tendo em vista a ilegitimidade da conduta da União consubstanciada no repasse indevido de verbas previdenciárias para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE’, amparado no conjunto fático-probatório dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ‘DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. FUNÇÃO COMISSIONADA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.4.2009. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE relativamente à autora, tendo em vista a ilegitimidade da conduta da União consubstanciado no repasse indevido de verbas previdenciária, recolhidas pela autora, para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE. Inversão do ônus sucumbencial.’ Opostos embargos de declaração pela União e pela Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco – FUNAPE, foram ambos desprovidos. Opostos novos embargos de declaração pela ora recorrente, foram improvidos. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 37, caput, e 40, § 10, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar, uma vez que a Corte de origem julgou procedente o pedido para ‘reconhecer a inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora, tendo em vista a ilegitimidade da conduta da União consubstanciada no repasse indevido de verbas previdenciárias para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE’, amparado no conjunto fático-probatório dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ‘DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. FUNÇÃO COMISSIONADA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.4.2009. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE n 869.522/PE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber , DJe de 14/4/15). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) do seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo.” Insiste a agravante na alegação de que houve ofensa direta aos arts. 37, caput; e 40, § 10, da Constituição Federal. Defende que o deslinde da controvérsia prescinde da análise do conjunto fático-probatório dos autos e da legislação infraconstitucional, não havendo falar em incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE n 869.522/PE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber , DJe de 14/4/15). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) do seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo.” Insiste a agravante na alegação de que houve ofensa direta aos arts. 37, caput; e 40, § 10, da Constituição Federal. Defende que o deslinde da controvérsia prescinde da análise do conjunto fático-probatório dos autos e da legislação infraconstitucional, não havendo falar em incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633661. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.766 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhem-se do acórdão recorrido os seguintes fundamentos: “1. Trata-se de apelação interposta por JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR contra sentença do douto Juiz da 9... Vara da SJ/PE que julgou improcedente o pedido inicial, por entender a pretensão da autora em condenar a União a ressarcir eventual débito dela exigido se revela pleito manifestamente hipotético, não amparado em qualquer situação concreta apta a demonstrar a intenção da FUNAPE de cobrar quaisquer valores, em especial diretamente da contribuinte tributária, ignorando o responsável direto. (…) 3. Em relação ao mérito, entendo como ilegítima a conduta da União, consubstanciada no repasse indevido das verbas previdenciárias para INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE, não devendo o segurado restar prejudicado por equívoco da parte empregadora, devendo, portanto, ser reconhecida inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora. Esse é o entendimento desta Corte Regional, conforme se dessume dos precedentes cujas ementas trago à colação: ‘TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PRESCRIÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL CEDIDO AO TRT DA 19... REGIÃO. EXISTÊNCIA DE REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA. RECOLHIMENTO INDEVIDO PARA O RGPS. I. Preliminarmente, em face do disposto no art. 6... do Código de Processo Civil, observa-se que as autoras não possuem legitimidade passiva ad causam no que se refere ao pedido para que à Ré efetue o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Supremo Tribunal Federal 15/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.766 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhem-se do acórdão recorrido os seguintes fundamentos: “1. Trata-se de apelação interposta por JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR contra sentença do douto Juiz da 9... Vara da SJ/PE que julgou improcedente o pedido inicial, por entender a pretensão da autora em condenar a União a ressarcir eventual débito dela exigido se revela pleito manifestamente hipotético, não amparado em qualquer situação concreta apta a demonstrar a intenção da FUNAPE de cobrar quaisquer valores, em especial diretamente da contribuinte tributária, ignorando o responsável direto. (…) 3. Em relação ao mérito, entendo como ilegítima a conduta da União, consubstanciada no repasse indevido das verbas previdenciárias para INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE, não devendo o segurado restar prejudicado por equívoco da parte empregadora, devendo, portanto, ser reconhecida inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora. Esse é o entendimento desta Corte Regional, conforme se dessume dos precedentes cujas ementas trago à colação: ‘TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PRESCRIÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL CEDIDO AO TRT DA 19... REGIÃO. EXISTÊNCIA DE REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA. RECOLHIMENTO INDEVIDO PARA O RGPS. I. Preliminarmente, em face do disposto no art. 6... do Código de Processo Civil, observa-se que as autoras não possuem legitimidade passiva ad causam no que se refere ao pedido para que à Ré efetue o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE pagamento das contribuições previdenciárias, parte empregado e parte empregador, devidas ao Regime Próprio de Previdência Social do Estado de Alagoas, desde novembro de 1999, tendo em vista que a partir desta data houve o recolhimento indevido para o INSS. II. Com o advento da Lei Complementar 118/2005, a prescrição deve ser contada da seguinte forma: com relação aos pagamentos efetuados a partir da sua vigência (que ocorreu em 09.06.05), o prazo para a ação de repetição do indébito é de cinco a contar da data do pagamento; e com relação aos pagamentos que a antecederam, a prescrição obedece ao regime previsto no sistema anterior. III. No caso, da leitura do parecer emitido pelo TRT - 19... Região, verifica-se que este órgão efetuou o recolhimento das contribuições previdenciárias dos servidores requisitados para o Regime Geral de Previdência Social, com fulcro no art. 6..., I, "n", do Decreto n 2.172/97, e do art. 9..., I, "n", do Decreto n 3.048/99, sendo os mesmos enquadrados como segurado empregado. IV. Estabelece a legislação previdenciária mencionada que, para o segurado empregado, a alíquota aplicável deve corresponder a 8%, 9% ou 11% sobre a totalidade da remuneração percebida, observado, em qualquer caso, o limite máximo do salário-de-contribuição. V. No entanto, com a edição da Lei n 9.876/99 que alterou o art. 13 da Lei n 8.22/91, restou estabelecido que os recolhimentos previdenciários do servidor cedido deveria ser efetuado em favor do respectivo regime próprio de tal servidor. Assim, em face da mencionada alteração legislativa, deveria o TRT da 19... Região ter efetuado o recolhimento das contribuições para a Previdência Social do Estado de Alagoas e não para o INSS. VI. O art. 24 da Lei n 6.288, de 28.03.2002, do Estado de Alagoas, estabelece que a contribuição do servidor 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE pagamento das contribuições previdenciárias, parte empregado e parte empregador, devidas ao Regime Próprio de Previdência Social do Estado de Alagoas, desde novembro de 1999, tendo em vista que a partir desta data houve o recolhimento indevido para o INSS. II. Com o advento da Lei Complementar 118/2005, a prescrição deve ser contada da seguinte forma: com relação aos pagamentos efetuados a partir da sua vigência (que ocorreu em 09.06.05), o prazo para a ação de repetição do indébito é de cinco a contar da data do pagamento; e com relação aos pagamentos que a antecederam, a prescrição obedece ao regime previsto no sistema anterior. III. No caso, da leitura do parecer emitido pelo TRT - 19... Região, verifica-se que este órgão efetuou o recolhimento das contribuições previdenciárias dos servidores requisitados para o Regime Geral de Previdência Social, com fulcro no art. 6..., I, "n", do Decreto n 2.172/97, e do art. 9..., I, "n", do Decreto n 3.048/99, sendo os mesmos enquadrados como segurado empregado. IV. Estabelece a legislação previdenciária mencionada que, para o segurado empregado, a alíquota aplicável deve corresponder a 8%, 9% ou 11% sobre a totalidade da remuneração percebida, observado, em qualquer caso, o limite máximo do salário-de-contribuição. V. No entanto, com a edição da Lei n 9.876/99 que alterou o art. 13 da Lei n 8.22/91, restou estabelecido que os recolhimentos previdenciários do servidor cedido deveria ser efetuado em favor do respectivo regime próprio de tal servidor. Assim, em face da mencionada alteração legislativa, deveria o TRT da 19... Região ter efetuado o recolhimento das contribuições para a Previdência Social do Estado de Alagoas e não para o INSS. VI. O art. 24 da Lei n 6.288, de 28.03.2002, do Estado de Alagoas, estabelece que a contribuição do servidor 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE estadual deve corresponder ao percentual de 11% (onze por cento) incidente sobre a totalidade da remuneração VII. Da análise das fichas financeiras acostadas aos autos, observa-se que o TRT - 19... Região procedeu ao recolhimento das contribuições previdenciárias das autoras utilizando como base de cálculo a remuneração das funções comissionadas por elas exercidas na Corte Regional e não as remunerações correspondentes aos cargos efetivos que ocupam nos órgãos do Estado de Alagoas. VIII. Tendo o TRT-19... Região efetuado descontos maiores nas remunerações das autoras do que aqueles efetivamente devidos, uma vez que a remuneração das funções comissionadas são superiores à remuneração do cargo efetivo, as mesmas fazem jus à restituição dos tributos pagos a maior, devendo a real existência dos valores ser apurada na fase executória. IX. Havendo sucumbência recíproca, cada parte deverá arcar com o pagamento dos honorários advocatícios dos seus respectivos advogados, nos termos do artigo 21 do Código de Processo Civil. X. Apelação das autoras parcialmente providas, para estabelecer que para os pagamentos indevidos feitos antes da vigência da Lei Complementar 118/2005, fica valendo o prazo de "cinco mais cinco" (decenal - cinco anos para a homologação tácita e mais cinco anos a partir desta) e, apenas para os pagamentos realizados após a vigência da citada Lei Complementar aplica-se o prazo prescricional previsto nela; bem como para determinar que cada parte deverá arcar com os honorários advocatícios dos seus respectivos advogados, nos termos do art. 21 do Código de Processo Civil. Apelação da Fazenda (APELREEX 200780000059201, Desembargador Nacional e remessa oficial improvidas. Federal Leonardo Resende Martins, TRF5 - Quarta Turma, DJE - Data: 08/04/2010 - 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE estadual deve corresponder ao percentual de 11% (onze por cento) incidente sobre a totalidade da remuneração VII. Da análise das fichas financeiras acostadas aos autos, observa-se que o TRT - 19... Região procedeu ao recolhimento das contribuições previdenciárias das autoras utilizando como base de cálculo a remuneração das funções comissionadas por elas exercidas na Corte Regional e não as remunerações correspondentes aos cargos efetivos que ocupam nos órgãos do Estado de Alagoas. VIII. Tendo o TRT-19... Região efetuado descontos maiores nas remunerações das autoras do que aqueles efetivamente devidos, uma vez que a remuneração das funções comissionadas são superiores à remuneração do cargo efetivo, as mesmas fazem jus à restituição dos tributos pagos a maior, devendo a real existência dos valores ser apurada na fase executória. IX. Havendo sucumbência recíproca, cada parte deverá arcar com o pagamento dos honorários advocatícios dos seus respectivos advogados, nos termos do artigo 21 do Código de Processo Civil. X. Apelação das autoras parcialmente providas, para estabelecer que para os pagamentos indevidos feitos antes da vigência da Lei Complementar 118/2005, fica valendo o prazo de "cinco mais cinco" (decenal - cinco anos para a homologação tácita e mais cinco anos a partir desta) e, apenas para os pagamentos realizados após a vigência da citada Lei Complementar aplica-se o prazo prescricional previsto nela; bem como para determinar que cada parte deverá arcar com os honorários advocatícios dos seus respectivos advogados, nos termos do art. 21 do Código de Processo Civil. Apelação da Fazenda (APELREEX 200780000059201, Desembargador Nacional e remessa oficial improvidas. Federal Leonardo Resende Martins, TRF5 - Quarta Turma, DJE - Data: 08/04/2010 - 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE Página: 664.)’.” Destarte, é certo que, conforme já consignado na decisão ora agravada, a Corte de origem julgou procedente o pedido para “reconhecer a inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora, tendo em vista a ilegitimidade da conduta da União consubstanciada no repasse indevido de verbas previdenciárias para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE”, amparado nas provas dos autos, bem como na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, para dissentir da conclusão a que chegou o Tribunal a quo, seria necessário reexaminar o acervo fático-probatório da causa e, também, analisar a legislação aplicável à espécie, providências que são inviáveis em sede de recurso extraordinário, consoante os enunciados das súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido vão os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Incidência de Contribuição Previdenciária em parcela não incorporável à remuneração. Função comissionada. 4. Lei Complementar estadual n 28/2000, na redação da Lei Complementar n 85/2006. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 941.252/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/12/16). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA RETIDA. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. ANÁLISE DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE Página: 664.)’.” Destarte, é certo que, conforme já consignado na decisão ora agravada, a Corte de origem julgou procedente o pedido para “reconhecer a inexistência de qualquer débito previdenciário relativamente à autora, tendo em vista a ilegitimidade da conduta da União consubstanciada no repasse indevido de verbas previdenciárias para o INSS quando deveria ter repassado para o FUNAPE”, amparado nas provas dos autos, bem como na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, para dissentir da conclusão a que chegou o Tribunal a quo, seria necessário reexaminar o acervo fático-probatório da causa e, também, analisar a legislação aplicável à espécie, providências que são inviáveis em sede de recurso extraordinário, consoante os enunciados das súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido vão os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Incidência de Contribuição Previdenciária em parcela não incorporável à remuneração. Função comissionada. 4. Lei Complementar estadual n 28/2000, na redação da Lei Complementar n 85/2006. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 941.252/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/12/16). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA RETIDA. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. ANÁLISE DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1....11.2012. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. A pretensão da agravante encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano, para sua constatação, a reelaboração do quadro fático delineado. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 868.820/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/4/15). Confiram-se, ainda, as seguintes decisões monocráticas: ARE n 1.113.362/PE, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 9/4/18 e ARE n 890.096/PE, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 2/3/17. Nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109766 AGR / PE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1....11.2012. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. A pretensão da agravante encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano, para sua constatação, a reelaboração do quadro fático delineado. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 868.820/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/4/15). Confiram-se, ainda, as seguintes decisões monocráticas: ARE n 1.113.362/PE, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 9/4/18 e ARE n 890.096/PE, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 2/3/17. Nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747633662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 15/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.766 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR ADV.(A/S) : RAFAEL PONTES DE MIRANDA ALVES (33260/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122456 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.766 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : JAQUELINE MACHADO DE AGUIAR ADV.(A/S) : RAFAEL PONTES DE MIRANDA ALVES (33260/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.6.2018 a 14.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15122456 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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Ementa e Acórdão 07/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.280 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MAURICIO NUCCI ADV.(A/S) :MAURICIO NUCCI AGDO.(A/S) :BRASILVEÍCULOS COMPANHIA DE SEGUROS ADV.(A/S) :CARLOS ADALBERTO ALVES Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. MEDIDA CAUTELAR AJUIZADA PARA O DESTRANCAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO NÃO ADMITIDO NA ORIGEM. POSTERIOR TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO QUE NÃO CONHECEU DO RECURSO. PERDA DE OBJETO DA AÇÃO CAUTELAR. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - Agravo regimental ao qual que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786787. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 07/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.280 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MAURICIO NUCCI ADV.(A/S) :MAURICIO NUCCI AGDO.(A/S) :BRASILVEÍCULOS COMPANHIA DE SEGUROS ADV.(A/S) :CARLOS ADALBERTO ALVES R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de recurso de agravo regimental interposto contra decisão monocrática, de minha lavra, que negou seguimento ao pedido. A parte agravante alega, em suma, que esta ação cautelar teria sido ajuizada em 31/10/2016, antes, portanto, do trânsito em julgado da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça que não conheceu de recurso extraordinário com agravo, por ser manifestamente incabível. Requer, assim, seja provido o agravo regimental, para, afastando-se a declaração de prejudicialidade da ação cautelar, seja determinada a subida do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786788. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.280 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MAURICIO NUCCI ADV.(A/S) :MAURICIO NUCCI AGDO.(A/S) :BRASILVEÍCULOS COMPANHIA DE SEGUROS ADV.(A/S) :CARLOS ADALBERTO ALVES R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de recurso de agravo regimental interposto contra decisão monocrática, de minha lavra, que negou seguimento ao pedido. A parte agravante alega, em suma, que esta ação cautelar teria sido ajuizada em 31/10/2016, antes, portanto, do trânsito em julgado da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça que não conheceu de recurso extraordinário com agravo, por ser manifestamente incabível. Requer, assim, seja provido o agravo regimental, para, afastando-se a declaração de prejudicialidade da ação cautelar, seja determinada a subida do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 07/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.280 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de ação cautelar com pedido de liminar ajuizada por Maurício Nucci, com o objetivo de viabilizar o processamento de recurso extraordinário com agravo julgado manifestamente incabível pelo Ministro Humberto Martins, Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça. É o brevíssimo e suficiente relatório. Em consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, verifico que o recurso ao qual se pretendia viabilizar o processamento transitou em julgado em 4/11/2016, acarretando, assim, a perda de objeto da presente ação cautelar. Desse modo, não resta dúvida quanto à superveniente perda de objeto desta cautelar, razão pela qual julgo-a prejudicada (art. 21, IX, do RISTF)” (documento eletrônico 25). Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786789. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.280 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de ação cautelar com pedido de liminar ajuizada por Maurício Nucci, com o objetivo de viabilizar o processamento de recurso extraordinário com agravo julgado manifestamente incabível pelo Ministro Humberto Martins, Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça. É o brevíssimo e suficiente relatório. Em consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, verifico que o recurso ao qual se pretendia viabilizar o processamento transitou em julgado em 4/11/2016, acarretando, assim, a perda de objeto da presente ação cautelar. Desse modo, não resta dúvida quanto à superveniente perda de objeto desta cautelar, razão pela qual julgo-a prejudicada (art. 21, IX, do RISTF)” (documento eletrônico 25). Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786789. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 07/05/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.280 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MAURICIO NUCCI ADV.(A/S) : MAURICIO NUCCI (189310/SP) AGDO.(A/S) : BRASILVEÍCULOS COMPANHIA DE SEGUROS ADV.(A/S) : CARLOS ADALBERTO ALVES (137503/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14802707 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.280 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MAURICIO NUCCI ADV.(A/S) : MAURICIO NUCCI (189310/SP) AGDO.(A/S) : BRASILVEÍCULOS COMPANHIA DE SEGUROS ADV.(A/S) : CARLOS ADALBERTO ALVES (137503/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14802707 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14817190
2018-05-07T00:00:00
2018-05-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018.
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. MEDIDA CAUTELAR AJUIZADA PARA O DESTRANCAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO NÃO ADMITIDO NA ORIGEM. POSTERIOR TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO QUE NÃO CONHECEU DO RECURSO. PERDA DE OBJETO DA AÇÃO CAUTELAR. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - Agravo regimental ao qual que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC.
sjur385130
Número de páginas: 4. Análise: 21/05/2018, MAD.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
4280
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
AC-AgR
acordaos
AC 4280 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MAURICIO NUCCI ADV.(A/S) : MAURICIO NUCCI AGDO.(A/S) : BRASILVEÍCULOS COMPANHIA DE SEGUROS ADV.(A/S) : CARLOS ADALBERTO ALVES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.280 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MAURICIO NUCCI ADV.(A/S) :MAURICIO NUCCI AGDO.(A/S) :BRASILVEÍCULOS COMPANHIA DE SEGUROS ADV.(A/S) :CARLOS ADALBERTO ALVES Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. MEDIDA CAUTELAR AJUIZADA PARA O DESTRANCAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO NÃO ADMITIDO NA ORIGEM. POSTERIOR TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO QUE NÃO CONHECEU DO RECURSO. PERDA DE OBJETO DA AÇÃO CAUTELAR. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - Agravo regimental ao qual que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786787. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 07/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.280 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MAURICIO NUCCI ADV.(A/S) :MAURICIO NUCCI AGDO.(A/S) :BRASILVEÍCULOS COMPANHIA DE SEGUROS ADV.(A/S) :CARLOS ADALBERTO ALVES R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de recurso de agravo regimental interposto contra decisão monocrática, de minha lavra, que negou seguimento ao pedido. A parte agravante alega, em suma, que esta ação cautelar teria sido ajuizada em 31/10/2016, antes, portanto, do trânsito em julgado da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça que não conheceu de recurso extraordinário com agravo, por ser manifestamente incabível. Requer, assim, seja provido o agravo regimental, para, afastando-se a declaração de prejudicialidade da ação cautelar, seja determinada a subida do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786788. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.280 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MAURICIO NUCCI ADV.(A/S) :MAURICIO NUCCI AGDO.(A/S) :BRASILVEÍCULOS COMPANHIA DE SEGUROS ADV.(A/S) :CARLOS ADALBERTO ALVES R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de recurso de agravo regimental interposto contra decisão monocrática, de minha lavra, que negou seguimento ao pedido. A parte agravante alega, em suma, que esta ação cautelar teria sido ajuizada em 31/10/2016, antes, portanto, do trânsito em julgado da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça que não conheceu de recurso extraordinário com agravo, por ser manifestamente incabível. Requer, assim, seja provido o agravo regimental, para, afastando-se a declaração de prejudicialidade da ação cautelar, seja determinada a subida do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 07/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.280 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de ação cautelar com pedido de liminar ajuizada por Maurício Nucci, com o objetivo de viabilizar o processamento de recurso extraordinário com agravo julgado manifestamente incabível pelo Ministro Humberto Martins, Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça. É o brevíssimo e suficiente relatório. Em consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, verifico que o recurso ao qual se pretendia viabilizar o processamento transitou em julgado em 4/11/2016, acarretando, assim, a perda de objeto da presente ação cautelar. Desse modo, não resta dúvida quanto à superveniente perda de objeto desta cautelar, razão pela qual julgo-a prejudicada (art. 21, IX, do RISTF)” (documento eletrônico 25). Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786789. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.280 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de ação cautelar com pedido de liminar ajuizada por Maurício Nucci, com o objetivo de viabilizar o processamento de recurso extraordinário com agravo julgado manifestamente incabível pelo Ministro Humberto Martins, Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça. É o brevíssimo e suficiente relatório. Em consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, verifico que o recurso ao qual se pretendia viabilizar o processamento transitou em julgado em 4/11/2016, acarretando, assim, a perda de objeto da presente ação cautelar. Desse modo, não resta dúvida quanto à superveniente perda de objeto desta cautelar, razão pela qual julgo-a prejudicada (art. 21, IX, do RISTF)” (documento eletrônico 25). Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14786789. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 07/05/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.280 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MAURICIO NUCCI ADV.(A/S) : MAURICIO NUCCI (189310/SP) AGDO.(A/S) : BRASILVEÍCULOS COMPANHIA DE SEGUROS ADV.(A/S) : CARLOS ADALBERTO ALVES (137503/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14802707 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.280 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MAURICIO NUCCI ADV.(A/S) : MAURICIO NUCCI (189310/SP) AGDO.(A/S) : BRASILVEÍCULOS COMPANHIA DE SEGUROS ADV.(A/S) : CARLOS ADALBERTO ALVES (137503/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14802707 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
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Ementa e Acórdão 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.958 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A-EM LIQUIDACAO EXTRAJUDICIAL ADV.(A/S) :ANDRÉ MENDES MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CSLL. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. ALÍQUOTA DIFERENCIADA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É constitucional a existência de alíquota diferenciada da CSLL para instituições financeiras, tal como fixou a MP 413/2008, convertida na Lei 11.727/2008. II – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de agosto de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04DA-D2C2-08CF-C7E7 e senha 39FC-0F17-B8C3-EC01 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.958 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A-EM LIQUIDACAO EXTRAJUDICIAL ADV.(A/S) :ANDRÉ MENDES MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida, que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. No presente agravo regimental, em síntese, demonstra-se inconformismo com a decisão combatida e defende-se a sua reforma, consoante os argumentos lançados no documento eletrônico 13. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64A8-222D-423C-44AD e senha 641B-B7D5-3429-367C Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.958 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A-EM LIQUIDACAO EXTRAJUDICIAL ADV.(A/S) :ANDRÉ MENDES MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida, que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. No presente agravo regimental, em síntese, demonstra-se inconformismo com a decisão combatida e defende-se a sua reforma, consoante os argumentos lançados no documento eletrônico 13. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64A8-222D-423C-44AD e senha 641B-B7D5-3429-367C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.958 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Transcrevo o inteiro teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão cuja ementa segue transcrita: ‘AGRAVO LEGAL. HIPÓTESE DE APLICAÇÃO DO ART. 557, DO CPC. MANDADO DE SEGURANÇA. CSLL. MP 413/08. ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS. LEGITIMIADE DA EXAÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. 1. O art. 557, caput e § 1°-A do CPC autoriza que o relator negue seguimento ou dê provimento ao recurso quando a decisão recorrida estiver em confronto com a jurisprudência dominante no respectivo Tribunal ou de Tribunal Superior. Possibilidade de aplicação do dispositivo à hipótese vertente. 2. Entendo inexistir violação aos princípios da isonomia tributária ou da capacidade contributiva. Percebe-se haver um discrímen razoável, por parte da Medida Provisória n.° 413, de 3 de janeiro de 2008, para o estabelecimento de alíquotas diferenciadas da CSLL. 3. Igualmente, não prospera a alegação das apelantes de que houve violação dos princípios da anterioridade e da irretroatividade. Conforme entendimento perfilhado pelo Pretório Excelso, o prazo para exigibilidade da exação conta-se a partir da edição da medida provisória convertida em lei. Destarte, entendo que houve respeito ao art. 195, § 6° da Constituição, uma vez que já decorridos mais de noventa dias, contados da data da edição da medida provisória, não havendo que se falar em violação aos princípios da anterioridade e da irretroatividade. 4. Não há elementos novos capazes de alterar o entendimento externado na decisão monocrática. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.958 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Transcrevo o inteiro teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão cuja ementa segue transcrita: ‘AGRAVO LEGAL. HIPÓTESE DE APLICAÇÃO DO ART. 557, DO CPC. MANDADO DE SEGURANÇA. CSLL. MP 413/08. ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS. LEGITIMIADE DA EXAÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. 1. O art. 557, caput e § 1°-A do CPC autoriza que o relator negue seguimento ou dê provimento ao recurso quando a decisão recorrida estiver em confronto com a jurisprudência dominante no respectivo Tribunal ou de Tribunal Superior. Possibilidade de aplicação do dispositivo à hipótese vertente. 2. Entendo inexistir violação aos princípios da isonomia tributária ou da capacidade contributiva. Percebe-se haver um discrímen razoável, por parte da Medida Provisória n.° 413, de 3 de janeiro de 2008, para o estabelecimento de alíquotas diferenciadas da CSLL. 3. Igualmente, não prospera a alegação das apelantes de que houve violação dos princípios da anterioridade e da irretroatividade. Conforme entendimento perfilhado pelo Pretório Excelso, o prazo para exigibilidade da exação conta-se a partir da edição da medida provisória convertida em lei. Destarte, entendo que houve respeito ao art. 195, § 6° da Constituição, uma vez que já decorridos mais de noventa dias, contados da data da edição da medida provisória, não havendo que se falar em violação aos princípios da anterioridade e da irretroatividade. 4. Não há elementos novos capazes de alterar o entendimento externado na decisão monocrática. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1104958 AGR / SP 5. Agravo legal improvido’ (pág. 94 do documento eletrônico 2). Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. (pág. 117 do documento eletrônico 2). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se ofensa aos arts. 5°, caput; 62; 145, § 1°; 150, II, III, a e b; 152; 170; 194, V; 195, § 5° e § 9° e 246, da mesma Carta. Sustenta em síntese a não observância da regra da anterioridade nonagesimal, ofensa aos princípios da isonomia e da referibilidade, bem como não ser válida a exigibilidade da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL por alíquota diferenciada em relação às instituições financeiras, nos termos da Medida Provisória 413/2008, convertida na Lei 11.727/2008. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque a decisão do tribunal de origem está em harmonia com o entendimento jurisprudencial desta Corte. Verifico que o Supremo Tribunal Federal assentou a constitucionalidade da majoração de alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido por medida provisória. Nesse sentido trago à colação decisões de ambas as turmas: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL. 1. POSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA PELA MEDIDA PROVISÓRIA N. 1.807/99 E SUAS REEDIÇÕES. 2. PRAZO DO ART. 195, § 4°, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTAGEM A PARTIR DA PRIMEIRA EDIÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE 588.943-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CSLL. MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. MP 1.807/1999 E REEDIÇÕES. POSSIBILIDADE. CONTAGEM DO PRAZO NONAGESIMAL A PARTIR DA PRIMEIRA EDIÇÃO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1104958 AGR / SP 5. Agravo legal improvido’ (pág. 94 do documento eletrônico 2). Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. (pág. 117 do documento eletrônico 2). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se ofensa aos arts. 5°, caput; 62; 145, § 1°; 150, II, III, a e b; 152; 170; 194, V; 195, § 5° e § 9° e 246, da mesma Carta. Sustenta em síntese a não observância da regra da anterioridade nonagesimal, ofensa aos princípios da isonomia e da referibilidade, bem como não ser válida a exigibilidade da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL por alíquota diferenciada em relação às instituições financeiras, nos termos da Medida Provisória 413/2008, convertida na Lei 11.727/2008. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque a decisão do tribunal de origem está em harmonia com o entendimento jurisprudencial desta Corte. Verifico que o Supremo Tribunal Federal assentou a constitucionalidade da majoração de alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido por medida provisória. Nesse sentido trago à colação decisões de ambas as turmas: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL. 1. POSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA PELA MEDIDA PROVISÓRIA N. 1.807/99 E SUAS REEDIÇÕES. 2. PRAZO DO ART. 195, § 4°, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTAGEM A PARTIR DA PRIMEIRA EDIÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE 588.943-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CSLL. MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. MP 1.807/1999 E REEDIÇÕES. POSSIBILIDADE. CONTAGEM DO PRAZO NONAGESIMAL A PARTIR DA PRIMEIRA EDIÇÃO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1104958 AGR / SP 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta, é firme no sentido de que é constitucional a majoração da alíquota da CSLL pela MP 1.807/1999 e suas reedições e que a contagem do prazo nonagesimal se dá com a primeira edição da medida provisória. 2. Agravo regimental desprovido’ (RE 636.319- AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma). ‘Tributo. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL. Adicional instituído por meio de medida provisória. Admissibilidade. Violação ao art. 246 da CF. Não ocorrência. Tributo instituído e regulamentado pela Lei nº 7.689/88. Mero aumento da alíquota pela MP nº 1.807/99. Recurso extraordinário não provido. A Medida Provisória nº 1.807/99 não instituiu, nem regulamentou a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido - CSLL, mas apenas lhe aumentou a alíquota’ (RE 403.512, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). Em outro giro, no tocante à majoração da exação direcionada às instituições financeiras, o apelo extremo não encontra guarida. De fato, o Plenário do Supremo, no RE 598.572 -RG, de relatoria do Min. Edson Fachin, decidiu que a cobrança de alíquotas majoradas de instituições financeiras não viola a isonomia e nem a capacidade contributiva. Nesses termos, em sede de repercussão geral, a Corte consolidou que art. 195, § 9°, da Constituição, desde a redação conferida pela Emenda Constitucional nº 20/1998, autoriza a instituição de bases de cálculo diferenciadas em razão da atividade econômica e do nível de uso de mão de obra. Assim, há possibilidade de tratamento não coincidente entre contribuintes que se encontrem em situações diversas. Nesse ponto, cabe mencionar as palavras do Ministro Gilmar Mendes, que, no RE 781.234/RS, caso similar ao dos autos, assentou verbis: ‘[…] Inicialmente, em relação à questão de Medida 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1104958 AGR / SP 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta, é firme no sentido de que é constitucional a majoração da alíquota da CSLL pela MP 1.807/1999 e suas reedições e que a contagem do prazo nonagesimal se dá com a primeira edição da medida provisória. 2. Agravo regimental desprovido’ (RE 636.319- AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma). ‘Tributo. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL. Adicional instituído por meio de medida provisória. Admissibilidade. Violação ao art. 246 da CF. Não ocorrência. Tributo instituído e regulamentado pela Lei nº 7.689/88. Mero aumento da alíquota pela MP nº 1.807/99. Recurso extraordinário não provido. A Medida Provisória nº 1.807/99 não instituiu, nem regulamentou a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido - CSLL, mas apenas lhe aumentou a alíquota’ (RE 403.512, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). Em outro giro, no tocante à majoração da exação direcionada às instituições financeiras, o apelo extremo não encontra guarida. De fato, o Plenário do Supremo, no RE 598.572 -RG, de relatoria do Min. Edson Fachin, decidiu que a cobrança de alíquotas majoradas de instituições financeiras não viola a isonomia e nem a capacidade contributiva. Nesses termos, em sede de repercussão geral, a Corte consolidou que art. 195, § 9°, da Constituição, desde a redação conferida pela Emenda Constitucional nº 20/1998, autoriza a instituição de bases de cálculo diferenciadas em razão da atividade econômica e do nível de uso de mão de obra. Assim, há possibilidade de tratamento não coincidente entre contribuintes que se encontrem em situações diversas. Nesse ponto, cabe mencionar as palavras do Ministro Gilmar Mendes, que, no RE 781.234/RS, caso similar ao dos autos, assentou verbis: ‘[…] Inicialmente, em relação à questão de Medida 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1104958 AGR / SP Provisória ter regulamentado artigo da Constituição, verifica-se que jurisprudência do STF tem-se firmado no sentido de que a mera majoração de alíquota de CSLL não atrai a aplicação do art. 246 do texto constitucional. […] Relativamente à desigualdade de tratamento pelo fato da atividade econômica desempenhada pela parte recorrente, tem-se que a jurisprudência desta Corte assentou a orientação no sentido de que não há violação à isonomia a majoração de alíquotas do CSLL para determinados segmentos econômicos escolhidos pelo legislador. […] Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar-lhe provimento’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF). Sem honorários (Súmula 512/STF)” (doc. eletrônico 4). Bem reexaminados os autos, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, tendo em vista que foi proferida de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Desse modo, deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Ademais, recentemente, ao apreciar matéria análoga, no julgamento de leading cases de repercussão geral, o Plenário desta Corte seguiu entendimento semelhante ao adoado pela decisão agravada. Confiram-se: RE 578.846/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário; RE 599.309/SP, de minha relatoria, Plenário; RE 656.089/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário. Acrescento, por fim, os seguintes precedentes: ARE 1.103.059- AgR/SP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma; RE 1.085.312- AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma; RE 1.081.290-AgR/RJ, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1104958 AGR / SP Provisória ter regulamentado artigo da Constituição, verifica-se que jurisprudência do STF tem-se firmado no sentido de que a mera majoração de alíquota de CSLL não atrai a aplicação do art. 246 do texto constitucional. […] Relativamente à desigualdade de tratamento pelo fato da atividade econômica desempenhada pela parte recorrente, tem-se que a jurisprudência desta Corte assentou a orientação no sentido de que não há violação à isonomia a majoração de alíquotas do CSLL para determinados segmentos econômicos escolhidos pelo legislador. […] Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar-lhe provimento’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF). Sem honorários (Súmula 512/STF)” (doc. eletrônico 4). Bem reexaminados os autos, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, tendo em vista que foi proferida de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Desse modo, deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Ademais, recentemente, ao apreciar matéria análoga, no julgamento de leading cases de repercussão geral, o Plenário desta Corte seguiu entendimento semelhante ao adoado pela decisão agravada. Confiram-se: RE 578.846/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário; RE 599.309/SP, de minha relatoria, Plenário; RE 656.089/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário. Acrescento, por fim, os seguintes precedentes: ARE 1.103.059- AgR/SP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma; RE 1.085.312- AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma; RE 1.081.290-AgR/RJ, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.958 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A-EM LIQUIDACAO EXTRAJUDICIAL ADV.(A/S) : ANDRÉ MENDES MOREIRA (87017/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005931 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.958 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A-EM LIQUIDACAO EXTRAJUDICIAL ADV.(A/S) : ANDRÉ MENDES MOREIRA (87017/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005931 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748139106
2018-08-17T00:00:00
2018-09-05T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CSLL. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. ALÍQUOTA DIFERENCIADA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É constitucional a existência de alíquota diferenciada da CSLL para instituições financeiras, tal como fixou a MP 413/2008, convertida na Lei 11.727/2008. II – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur390123
- Acórdão(s) citado(s): (CSLL, ALÍQUOTA DIFERENCIADA) RE 599309 RG, RE 578846 RG, RE 1081290 AgR (2ªT), RE 1085312 AgR (2ªT), ARE 1103059 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 21/09/2018, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1104958
[ "LEG-FED LEI-011727 ANO-2008\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED MPR-000413 ANO-2008\n MEDIDA PROVISÓRIA CONVERTIDA NA LEI-11727/2008" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1104958 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A-EM LIQUIDACAO EXTRAJUDICIAL ADV.(A/S) : ANDRÉ MENDES MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.958 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A-EM LIQUIDACAO EXTRAJUDICIAL ADV.(A/S) :ANDRÉ MENDES MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CSLL. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. ALÍQUOTA DIFERENCIADA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É constitucional a existência de alíquota diferenciada da CSLL para instituições financeiras, tal como fixou a Medida Provisória 413/2008, convertida na Lei 11.727/2008. II – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de agosto de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04DA-D2C2-08CF-C7E7 e senha 39FC-0F17-B8C3-EC01 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.958 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A-EM LIQUIDACAO EXTRAJUDICIAL ADV.(A/S) :ANDRÉ MENDES MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida, que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. No presente agravo regimental, em síntese, demonstra-se inconformismo com a decisão combatida e defende-se a sua reforma, consoante os argumentos lançados no documento eletrônico 13. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64A8-222D-423C-44AD e senha 641B-B7D5-3429-367C Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.958 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A-EM LIQUIDACAO EXTRAJUDICIAL ADV.(A/S) :ANDRÉ MENDES MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida, que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. No presente agravo regimental, em síntese, demonstra-se inconformismo com a decisão combatida e defende-se a sua reforma, consoante os argumentos lançados no documento eletrônico 13. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64A8-222D-423C-44AD e senha 641B-B7D5-3429-367C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.958 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Transcrevo o inteiro teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão cuja ementa segue transcrita: ‘AGRAVO LEGAL. HIPÓTESE DE APLICAÇÃO DO ART. 557, DO Código de Processo Civil. MANDADO DE SEGURANÇA. CSLL. Medida Provisória 413/08. ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS. LEGITIMIADE DA EXAÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. 1. O art. 557, caput e § 1...-A do Código de Processo Civil autoriza que o relator negue seguimento ou dê provimento ao recurso quando a decisão recorrida estiver em confronto com a jurisprudência dominante no respectivo Tribunal ou de Tribunal Superior. Possibilidade de aplicação do dispositivo à hipótese vertente. 2. Entendo inexistir violação aos princípios da isonomia tributária ou da capacidade contributiva. Percebe-se haver um discrímen razoável, por parte da Medida Provisória n. 413, de 3 de janeiro de 2008, para o estabelecimento de alíquotas diferenciadas da CSLL. 3. Igualmente, não prospera a alegação das apelantes de que houve violação dos princípios da anterioridade e da irretroatividade. Conforme entendimento perfilhado pelo Pretório Excelso, o prazo para exigibilidade da exação conta-se a partir da edição da medida provisória convertida em lei. Destarte, entendo que houve respeito ao art. 195, § 6... da Constituição, uma vez que já decorridos mais de noventa dias, contados da data da edição da medida provisória, não havendo que se falar em violação aos princípios da anterioridade e da irretroatividade. 4. Não há elementos novos capazes de alterar o entendimento externado na decisão monocrática. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.958 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Transcrevo o inteiro teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão cuja ementa segue transcrita: ‘AGRAVO LEGAL. HIPÓTESE DE APLICAÇÃO DO ART. 557, DO Código de Processo Civil. MANDADO DE SEGURANÇA. CSLL. Medida Provisória 413/08. ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS. LEGITIMIADE DA EXAÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. 1. O art. 557, caput e § 1...-A do Código de Processo Civil autoriza que o relator negue seguimento ou dê provimento ao recurso quando a decisão recorrida estiver em confronto com a jurisprudência dominante no respectivo Tribunal ou de Tribunal Superior. Possibilidade de aplicação do dispositivo à hipótese vertente. 2. Entendo inexistir violação aos princípios da isonomia tributária ou da capacidade contributiva. Percebe-se haver um discrímen razoável, por parte da Medida Provisória n. 413, de 3 de janeiro de 2008, para o estabelecimento de alíquotas diferenciadas da CSLL. 3. Igualmente, não prospera a alegação das apelantes de que houve violação dos princípios da anterioridade e da irretroatividade. Conforme entendimento perfilhado pelo Pretório Excelso, o prazo para exigibilidade da exação conta-se a partir da edição da medida provisória convertida em lei. Destarte, entendo que houve respeito ao art. 195, § 6... da Constituição, uma vez que já decorridos mais de noventa dias, contados da data da edição da medida provisória, não havendo que se falar em violação aos princípios da anterioridade e da irretroatividade. 4. Não há elementos novos capazes de alterar o entendimento externado na decisão monocrática. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1104958 AGR / SP 5. Agravo legal improvido’ (pág. 94 do documento eletrônico 2). Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. (pág. 117 do documento eletrônico 2). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se ofensa aos arts. 5..., caput; 62; 145, § 1...; 150, II, III, a e b; 152; 170; 194, V; 195, § 5... e § 9... e 246, da mesma Carta. Sustenta em síntese a não observância da regra da anterioridade nonagesimal, ofensa aos princípios da isonomia e da referibilidade, bem como não ser válida a exigibilidade da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL por alíquota diferenciada em relação às instituições financeiras, nos termos da Medida Provisória 413/2008, convertida na Lei 11.727/2008. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque a decisão do tribunal de origem está em harmonia com o entendimento jurisprudencial desta Corte. Verifico que o Supremo Tribunal Federal assentou a constitucionalidade da majoração de alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido por medida provisória. Nesse sentido trago à colação decisões de ambas as turmas: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL. 1. POSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA PELA MEDIDA PROVISÓRIA N. 1.807/99 E SUAS REEDIÇÕES. 2. PRAZO DO ART. 195, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTAGEM A PARTIR DA PRIMEIRA EDIÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário 588.943-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CSLL. MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. Medida Provisória 1.807/1999 E REEDIÇÕES. POSSIBILIDADE. CONTAGEM DO PRAZO NONAGESIMAL A PARTIR DA PRIMEIRA EDIÇÃO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1104958 AGR / SP 5. Agravo legal improvido’ (pág. 94 do documento eletrônico 2). Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. (pág. 117 do documento eletrônico 2). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se ofensa aos arts. 5..., caput; 62; 145, § 1...; 150, II, III, a e b; 152; 170; 194, V; 195, § 5... e § 9... e 246, da mesma Carta. Sustenta em síntese a não observância da regra da anterioridade nonagesimal, ofensa aos princípios da isonomia e da referibilidade, bem como não ser válida a exigibilidade da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL por alíquota diferenciada em relação às instituições financeiras, nos termos da Medida Provisória 413/2008, convertida na Lei 11.727/2008. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque a decisão do tribunal de origem está em harmonia com o entendimento jurisprudencial desta Corte. Verifico que o Supremo Tribunal Federal assentou a constitucionalidade da majoração de alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido por medida provisória. Nesse sentido trago à colação decisões de ambas as turmas: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL. 1. POSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA PELA MEDIDA PROVISÓRIA N. 1.807/99 E SUAS REEDIÇÕES. 2. PRAZO DO ART. 195, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTAGEM A PARTIR DA PRIMEIRA EDIÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário 588.943-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CSLL. MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. Medida Provisória 1.807/1999 E REEDIÇÕES. POSSIBILIDADE. CONTAGEM DO PRAZO NONAGESIMAL A PARTIR DA PRIMEIRA EDIÇÃO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1104958 AGR / SP 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta, é firme no sentido de que é constitucional a majoração da alíquota da CSLL pela Medida Provisória 1.807/1999 e suas reedições e que a contagem do prazo nonagesimal se dá com a primeira edição da medida provisória. 2. Agravo regimental desprovido’ (Recurso Extraordinário 636.319- AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma). ‘Tributo. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL. Adicional instituído por meio de medida provisória. Admissibilidade. Violação ao art. 246 da Constituição Federal de 1988. Não ocorrência. Tributo instituído e regulamentado pela Lei n 7.689/88. Mero aumento da alíquota pela Medida Provisória n 1.807/99. Recurso extraordinário não provido. A Medida Provisória n 1.807/99 não instituiu, nem regulamentou a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido - CSLL, mas apenas lhe aumentou a alíquota’ (Recurso Extraordinário 403.512, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). Em outro giro, no tocante à majoração da exação direcionada às instituições financeiras, o apelo extremo não encontra guarida. De fato, o Plenário do Supremo, no Recurso Extraordinário 598.572 -RG, de relatoria do Min. Edson Fachin, decidiu que a cobrança de alíquotas majoradas de instituições financeiras não viola a isonomia e nem a capacidade contributiva. Nesses termos, em sede de repercussão geral, a Corte consolidou que art. 195, § 9..., da Constituição, desde a redação conferida pela Emenda Constitucional n 20/1998, autoriza a instituição de bases de cálculo diferenciadas em razão da atividade econômica e do nível de uso de mão de obra. Assim, há possibilidade de tratamento não coincidente entre contribuintes que se encontrem em situações diversas. Nesse ponto, cabe mencionar as palavras do Ministro Gilmar Mendes, que, no Recurso Extraordinário 781.234/RS, caso similar ao dos autos, assentou verbis: ‘[…] Inicialmente, em relação à questão de Medida 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1104958 AGR / SP 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta, é firme no sentido de que é constitucional a majoração da alíquota da CSLL pela Medida Provisória 1.807/1999 e suas reedições e que a contagem do prazo nonagesimal se dá com a primeira edição da medida provisória. 2. Agravo regimental desprovido’ (Recurso Extraordinário 636.319- AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma). ‘Tributo. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL. Adicional instituído por meio de medida provisória. Admissibilidade. Violação ao art. 246 da Constituição Federal de 1988. Não ocorrência. Tributo instituído e regulamentado pela Lei n 7.689/88. Mero aumento da alíquota pela Medida Provisória n 1.807/99. Recurso extraordinário não provido. A Medida Provisória n 1.807/99 não instituiu, nem regulamentou a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido - CSLL, mas apenas lhe aumentou a alíquota’ (Recurso Extraordinário 403.512, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). Em outro giro, no tocante à majoração da exação direcionada às instituições financeiras, o apelo extremo não encontra guarida. De fato, o Plenário do Supremo, no Recurso Extraordinário 598.572 -RG, de relatoria do Min. Edson Fachin, decidiu que a cobrança de alíquotas majoradas de instituições financeiras não viola a isonomia e nem a capacidade contributiva. Nesses termos, em sede de repercussão geral, a Corte consolidou que art. 195, § 9..., da Constituição, desde a redação conferida pela Emenda Constitucional n 20/1998, autoriza a instituição de bases de cálculo diferenciadas em razão da atividade econômica e do nível de uso de mão de obra. Assim, há possibilidade de tratamento não coincidente entre contribuintes que se encontrem em situações diversas. Nesse ponto, cabe mencionar as palavras do Ministro Gilmar Mendes, que, no Recurso Extraordinário 781.234/RS, caso similar ao dos autos, assentou verbis: ‘[…] Inicialmente, em relação à questão de Medida 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1104958 AGR / SP Provisória ter regulamentado artigo da Constituição, verifica-se que jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem-se firmado no sentido de que a mera majoração de alíquota de CSLL não atrai a aplicação do art. 246 do texto constitucional. […] Relativamente à desigualdade de tratamento pelo fato da atividade econômica desempenhada pela parte recorrente, tem-se que a jurisprudência desta Corte assentou a orientação no sentido de que não há violação à isonomia a majoração de alíquotas do CSLL para determinados segmentos econômicos escolhidos pelo legislador. […] Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar-lhe provimento’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Sem honorários (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal)” (doc. eletrônico 4). Bem reexaminados os autos, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, tendo em vista que foi proferida de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Desse modo, deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Ademais, recentemente, ao apreciar matéria análoga, no julgamento de leading cases de repercussão geral, o Plenário desta Corte seguiu entendimento semelhante ao adoado pela decisão agravada. Confiram-se: Recurso Extraordinário 578.846/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário; Recurso Extraordinário 599.309/SP, de minha relatoria, Plenário; Recurso Extraordinário 656.089/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário. Acrescento, por fim, os seguintes precedentes: ARE 1.103.059- AgR/SP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma; Recurso Extraordinário 1.085.312- AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma; Recurso Extraordinário 1.081.290-AgR/RJ, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1104958 AGR / SP Provisória ter regulamentado artigo da Constituição, verifica-se que jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem-se firmado no sentido de que a mera majoração de alíquota de CSLL não atrai a aplicação do art. 246 do texto constitucional. […] Relativamente à desigualdade de tratamento pelo fato da atividade econômica desempenhada pela parte recorrente, tem-se que a jurisprudência desta Corte assentou a orientação no sentido de que não há violação à isonomia a majoração de alíquotas do CSLL para determinados segmentos econômicos escolhidos pelo legislador. […] Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar-lhe provimento’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Sem honorários (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal)” (doc. eletrônico 4). Bem reexaminados os autos, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, tendo em vista que foi proferida de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Desse modo, deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Ademais, recentemente, ao apreciar matéria análoga, no julgamento de leading cases de repercussão geral, o Plenário desta Corte seguiu entendimento semelhante ao adoado pela decisão agravada. Confiram-se: Recurso Extraordinário 578.846/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário; Recurso Extraordinário 599.309/SP, de minha relatoria, Plenário; Recurso Extraordinário 656.089/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário. Acrescento, por fim, os seguintes precedentes: ARE 1.103.059- AgR/SP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma; Recurso Extraordinário 1.085.312- AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma; Recurso Extraordinário 1.081.290-AgR/RJ, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809C-DB02-44FC-440F e senha AA5E-5031-957E-BCB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.958 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A-EM LIQUIDACAO EXTRAJUDICIAL ADV.(A/S) : ANDRÉ MENDES MOREIRA (87017/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005931 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.958 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A-EM LIQUIDACAO EXTRAJUDICIAL ADV.(A/S) : ANDRÉ MENDES MOREIRA (87017/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005931 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 104 . 958", "Recurso Extraordinário 588 . 943 - AgR", "Recurso Extraordinário 588 . 943 - AgR", "ARE 1104958 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 636 . 319 - AgR", "Recurso Extraordinário 403 . 512", "Recurso Extraordinário 598 . 572 - RG", "Recurso Extraordinário 781 . 234 / RS", "ARE 1104958 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 636 . 319 - AgR", "Recurso Extraordinário 403 . 512", "Recurso Extraordinário 598 . 572 - RG", "Recurso Extraordinário 781 . 234 / RS", "ARE 1104958 AGR / SP", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 578 . 846 / SP", "Recurso Extraordinário 599 . 309 / SP", "Recurso Extraordinário 656 . 089 / MG", "ARE 1 . 103 . 059 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 1 . 085 . 312 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 1 . 081 . 290 - AgR / RJ", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 578 . 846 / SP", "Recurso Extraordinário 599 . 309 / SP", "Recurso Extraordinário 656 . 089 / MG", "ARE 1 . 103 . 059 - 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Ementa e Acórdão 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OSCAR RAMOS ADV.(A/S) :NOEMIA LEONIDA BORGES AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC Nº 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: EXECUÇÃO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CUMPRIMENTO DE PENA NO REGIME INTERMEDIÁRIO. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (STF) examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do STF. 3. Agravo regimental não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 27 de abril a 4 de maio de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839757. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OSCAR RAMOS ADV.(A/S) :NOEMIA LEONIDA BORGES AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC Nº 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que denegou a ordem de HC 402.385, do Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 13 (treze) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de homicídio. 3. Após a progressão para o regime semiaberto, a defesa requereu ao Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Joinville/SC que fosse assegurado ao paciente o direito de permanecer em prisão domiciliar, tendo em vista que a Penitenciária Industrial de Joinville não reuniria as condições necessárias ao cumprimento da pena no regime intermediário. O pedido foi deferido. 4. Dessa decisão, o Ministério Público interpôs agravo em execução. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina deu provimento ao agravo ‘para revogar a prisão domiciliar concedida ao agravado (…), determinando o seu imediato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OSCAR RAMOS ADV.(A/S) :NOEMIA LEONIDA BORGES AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC Nº 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que denegou a ordem de HC 402.385, do Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 13 (treze) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de homicídio. 3. Após a progressão para o regime semiaberto, a defesa requereu ao Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Joinville/SC que fosse assegurado ao paciente o direito de permanecer em prisão domiciliar, tendo em vista que a Penitenciária Industrial de Joinville não reuniria as condições necessárias ao cumprimento da pena no regime intermediário. O pedido foi deferido. 4. Dessa decisão, o Ministério Público interpôs agravo em execução. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina deu provimento ao agravo ‘para revogar a prisão domiciliar concedida ao agravado (…), determinando o seu imediato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório HC 150469 AGR / SC retorno à Penitenciária Industrial de Joinville’. 5. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. A Relatora do HC 402.385, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, denegou a ordem. 6. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que, ‘em que pese o mesmo estar cumprindo a reprimenda na Penitenciária Industrial de Joinville, fato é que a falta de vagas de emprego no interior do referido estabelecimento penal obsta a possibilidade do reeducando usufruir dos benefícios que o regime semiaberto lhe permite’. Sendo assim, ‘o que se observa é que, embora o Paciente esteja no semiaberto, na prática, cumpre pena em regime fechado, em decorrência da falta de condições adequadas no estabelecimento penal em que se encontra’. 7. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar ‘a segregação do paciente na penitenciária de Joinville, até que se localize vaga em estabelecimento penal apropriado ao cumprimento do regime semiaberto’. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do STF, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC retorno à Penitenciária Industrial de Joinville’. 5. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. A Relatora do HC 402.385, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, denegou a ordem. 6. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que, ‘em que pese o mesmo estar cumprindo a reprimenda na Penitenciária Industrial de Joinville, fato é que a falta de vagas de emprego no interior do referido estabelecimento penal obsta a possibilidade do reeducando usufruir dos benefícios que o regime semiaberto lhe permite’. Sendo assim, ‘o que se observa é que, embora o Paciente esteja no semiaberto, na prática, cumpre pena em regime fechado, em decorrência da falta de condições adequadas no estabelecimento penal em que se encontra’. 7. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar ‘a segregação do paciente na penitenciária de Joinville, até que se localize vaga em estabelecimento penal apropriado ao cumprimento do regime semiaberto’. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do STF, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 150469 AGR / SC PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é o caso de concessão da ordem de ofício. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar nessa hipótese os parâmetros fixados no RE 641.320’ (Súmula vinculante n. 56). Contudo, no julgamento referido (RE 641.320, Rel. Min. Gilmar Mendes), o Tribunal decidiu que ‘Os juízes da execução penal poderão avaliar os estabelecimentos destinados aos regimes semiaberto e aberto, para qualificação como adequados a tais regimes. São aceitáveis estabelecimentos que não se qualifiquem como ‘colônia agrícola, industrial’ (regime semiaberto) ou ‘casa de albergado ou estabelecimento adequado’ (regime aberto) (art. 33, § 1º, alíneas ‘b’ e ‘c’). No entanto, não deverá haver alojamento conjunto de presos dos regimes semiaberto e aberto com presos do regime fechado’ (RE 641.320, Rel. Min. Gilmar Mendes). 11. Na hipótese de que se trata, inexiste teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. Até porque, tal como assentou o Tribunal Estadual, ‘os documentos carreados aos autos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é o caso de concessão da ordem de ofício. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar nessa hipótese os parâmetros fixados no RE 641.320’ (Súmula vinculante n. 56). Contudo, no julgamento referido (RE 641.320, Rel. Min. Gilmar Mendes), o Tribunal decidiu que ‘Os juízes da execução penal poderão avaliar os estabelecimentos destinados aos regimes semiaberto e aberto, para qualificação como adequados a tais regimes. São aceitáveis estabelecimentos que não se qualifiquem como ‘colônia agrícola, industrial’ (regime semiaberto) ou ‘casa de albergado ou estabelecimento adequado’ (regime aberto) (art. 33, § 1º, alíneas ‘b’ e ‘c’). No entanto, não deverá haver alojamento conjunto de presos dos regimes semiaberto e aberto com presos do regime fechado’ (RE 641.320, Rel. Min. Gilmar Mendes). 11. Na hipótese de que se trata, inexiste teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. Até porque, tal como assentou o Tribunal Estadual, ‘os documentos carreados aos autos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 150469 AGR / SC demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e freqüentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar’. Transcrevo, nesse sentido, as seguintes passagens do acórdão da Corte Estadual: ‘(...) Pois bem. In casu, a decisão agravada está em desacordo com o posicionamento firmando pela Suprema Corte, posto que os documentos carreados aos autos demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e freqüentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar. Outrossim, o fato de a referida unidade prisional não oferecer vaga de trabalho interno para todos os reeducandos não a torna inadequada, visto que é possibilitado o exercício de trabalho extramurus, como no caso do agravado que, na decisão agravada, recebeu autorização para trabalhar na empresa Tupy S. A., no horário das 05:00 às 14:18 horas de segunda a sexta-feira (fl. 73). Mister destacar, ainda, que embora o Juízo de origem, no auto de inspeção da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 103 e 104), tenha constatado que ‘[...] a ala intitulada 'semiaberto', segue os moldes do regime fechado da Penitenciária, com muradas, grades, arames farpados e segurança externa’, bem como a existência de ‘[...] infiltração em algumas celas, bem como bolor e umidade’, e que ‘o saneamento está irregular, observada alguma sujeira e água parada com paredes rebocadas’, também apurou que os presos do regime semiaberto ficam 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e freqüentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar’. Transcrevo, nesse sentido, as seguintes passagens do acórdão da Corte Estadual: ‘(...) Pois bem. In casu, a decisão agravada está em desacordo com o posicionamento firmando pela Suprema Corte, posto que os documentos carreados aos autos demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e freqüentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar. Outrossim, o fato de a referida unidade prisional não oferecer vaga de trabalho interno para todos os reeducandos não a torna inadequada, visto que é possibilitado o exercício de trabalho extramurus, como no caso do agravado que, na decisão agravada, recebeu autorização para trabalhar na empresa Tupy S. A., no horário das 05:00 às 14:18 horas de segunda a sexta-feira (fl. 73). Mister destacar, ainda, que embora o Juízo de origem, no auto de inspeção da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 103 e 104), tenha constatado que ‘[...] a ala intitulada 'semiaberto', segue os moldes do regime fechado da Penitenciária, com muradas, grades, arames farpados e segurança externa’, bem como a existência de ‘[...] infiltração em algumas celas, bem como bolor e umidade’, e que ‘o saneamento está irregular, observada alguma sujeira e água parada com paredes rebocadas’, também apurou que os presos do regime semiaberto ficam 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 150469 AGR / SC separados daqueles que cumprem pena no regime fechado e que ‘[...] as portas dos cubículos não são trancadas durante o dia, tendo os detentos acessos aos outros cubículos [...]’. Logo, o agravado não se encontrava sujeito a regime mais rigoroso, tendo em vista que usufruía dos benefícios inerentes ao regime semiaberto, contemplando maior liberdade e menor vigilância. Ademais, as irregulares inerentes à própria estrutura do ergástulo público (infiltração e saneamento) são possivelmente sanáveis, razão pela qual não permitem a concessão indistinta da prisão domiciliar. Afinal, embora a situação da unidade prisional não seja a mais desejável, está longe de ser considerada indigna. Pelo contrário, o relatório da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 10 a 45) aponta que o ergástulo é referência no Estado de Santa Catarina em razão de trabalhos exemplares prestados aos reeducandos, visando a sua efetiva reinserção social, estando o resgate da pena em conformidade com os ditames da Lei de Execução Penal. (...)’. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta o cabimento do habeas corpus. Para tanto, alega que o “julgamento definitivo” do writ manejado no Superior Tribunal de Justiça autorizaria a impetração de HC no STF. Com essa argumentação, requer o provimento do agravo regimental a fim de que o habeas corpus seja conhecido e, por conseguinte, sejam apreciadas as alegações deduzidas pela defesa na petição inicial do writ. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC separados daqueles que cumprem pena no regime fechado e que ‘[...] as portas dos cubículos não são trancadas durante o dia, tendo os detentos acessos aos outros cubículos [...]’. Logo, o agravado não se encontrava sujeito a regime mais rigoroso, tendo em vista que usufruía dos benefícios inerentes ao regime semiaberto, contemplando maior liberdade e menor vigilância. Ademais, as irregulares inerentes à própria estrutura do ergástulo público (infiltração e saneamento) são possivelmente sanáveis, razão pela qual não permitem a concessão indistinta da prisão domiciliar. Afinal, embora a situação da unidade prisional não seja a mais desejável, está longe de ser considerada indigna. Pelo contrário, o relatório da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 10 a 45) aponta que o ergástulo é referência no Estado de Santa Catarina em razão de trabalhos exemplares prestados aos reeducandos, visando a sua efetiva reinserção social, estando o resgate da pena em conformidade com os ditames da Lei de Execução Penal. (...)’. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta o cabimento do habeas corpus. Para tanto, alega que o “julgamento definitivo” do writ manejado no Superior Tribunal de Justiça autorizaria a impetração de HC no STF. Com essa argumentação, requer o provimento do agravo regimental a fim de que o habeas corpus seja conhecido e, por conseguinte, sejam apreciadas as alegações deduzidas pela defesa na petição inicial do writ. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório HC 150469 AGR / SC provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser conhecido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (STF) examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. Quanto ao mais, observo que a parte agravante não se desincumbiu do dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva. Vejam-se, nessa linha, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO POR ATIPICIDADE E INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA. PRESCRIÇÃO: IMPROCEDÊNCIA MANIFESTA. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Agravantes têm o dever de impugnar, de forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não provimento do agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser conhecido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (STF) examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. Quanto ao mais, observo que a parte agravante não se desincumbiu do dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva. Vejam-se, nessa linha, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO POR ATIPICIDADE E INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA. PRESCRIÇÃO: IMPROCEDÊNCIA MANIFESTA. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Agravantes têm o dever de impugnar, de forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não provimento do agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 150469 AGR / SC [...] 5. Agravo Regimental não provido. (HC 122.766-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) “Agravo regimental em habeas corpus. Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida. Inadmissibilidade. Precedente. Não conhecimento do agravo regimental. 1. A agravante não impugnou, de forma específica, os fundamentos da decisão com que se negou seguimento ao habeas corpus , limitando-se a reiterar os argumentos inicialmente postos na impetração. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento do recurso. 3. Agravo regimental do qual não conhece a Turma.” (HC 128.548-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, POSSE E PORTE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO E FALSIDADE IDEOLÓGICA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. SÚMULA 691/STF. 1. A parte recorrente não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o acolhimento da pretensão defensiva. 2. Não cabe habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal superior, indefere a liminar. Incidência da Súmula 691/STF. 3. O trancamento da ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Precedentes. 4. Os fundamentos adotados pelas instâncias de origem demonstram que o oferecimento da denúncia e a decretação da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC [...] 5. Agravo Regimental não provido. (HC 122.766-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) “Agravo regimental em habeas corpus. Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida. Inadmissibilidade. Precedente. Não conhecimento do agravo regimental. 1. A agravante não impugnou, de forma específica, os fundamentos da decisão com que se negou seguimento ao habeas corpus , limitando-se a reiterar os argumentos inicialmente postos na impetração. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento do recurso. 3. Agravo regimental do qual não conhece a Turma.” (HC 128.548-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, POSSE E PORTE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO E FALSIDADE IDEOLÓGICA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. SÚMULA 691/STF. 1. A parte recorrente não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o acolhimento da pretensão defensiva. 2. Não cabe habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal superior, indefere a liminar. Incidência da Súmula 691/STF. 3. O trancamento da ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Precedentes. 4. Os fundamentos adotados pelas instâncias de origem demonstram que o oferecimento da denúncia e a decretação da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 150469 AGR / SC custódia cautelar não foram lastreados exclusivamente no depoimento prestado pelo agravante na fase do inquérito policial, mas em outros elementos idôneos e independentes de prova. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 130.374-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso) 3. Com efeito, a decisão agravada assentou que a orientação jurisprudencial do STF é no sentido de que “A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar nessa hipótese os parâmetros fixados no RE 641.320” (Súmula vinculante n. 56). Destacou, contudo, que, no julgamento do RE 641.320, Rel. Min. Gilmar Mendes, o Tribunal decidiu que “Os juízes da execução penal poderão avaliar os estabelecimentos destinados aos regimes semiaberto e aberto, para qualificação como adequados a tais regimes. São aceitáveis estabelecimentos que não se qualifiquem como ‘colônia agrícola, industrial’ (regime semiaberto) ou ‘casa de albergado ou estabelecimento adequado’ (regime aberto) (art. 33, § 1º, alíneas ‘b’ e ‘c’). No entanto, não deverá haver alojamento conjunto de presos dos regimes semiaberto e aberto com presos do regime fechado”. 4. Nesse contexto, afirmou-se que, na hipótese de que se trata, inexiste teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. Até porque, tal como assentou o Tribunal estadual, “os documentos carreados aos autos demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e frequentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar”. Transcrevo, nesse sentido, as seguintes passagens do acórdão do Tribunal estadual: “[...] Pois bem. In casu, a decisão agravada está em desacordo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC custódia cautelar não foram lastreados exclusivamente no depoimento prestado pelo agravante na fase do inquérito policial, mas em outros elementos idôneos e independentes de prova. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 130.374-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso) 3. Com efeito, a decisão agravada assentou que a orientação jurisprudencial do STF é no sentido de que “A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar nessa hipótese os parâmetros fixados no RE 641.320” (Súmula vinculante n. 56). Destacou, contudo, que, no julgamento do RE 641.320, Rel. Min. Gilmar Mendes, o Tribunal decidiu que “Os juízes da execução penal poderão avaliar os estabelecimentos destinados aos regimes semiaberto e aberto, para qualificação como adequados a tais regimes. São aceitáveis estabelecimentos que não se qualifiquem como ‘colônia agrícola, industrial’ (regime semiaberto) ou ‘casa de albergado ou estabelecimento adequado’ (regime aberto) (art. 33, § 1º, alíneas ‘b’ e ‘c’). No entanto, não deverá haver alojamento conjunto de presos dos regimes semiaberto e aberto com presos do regime fechado”. 4. Nesse contexto, afirmou-se que, na hipótese de que se trata, inexiste teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. Até porque, tal como assentou o Tribunal estadual, “os documentos carreados aos autos demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e frequentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar”. Transcrevo, nesse sentido, as seguintes passagens do acórdão do Tribunal estadual: “[...] Pois bem. In casu, a decisão agravada está em desacordo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 150469 AGR / SC com o posicionamento firmando pela Suprema Corte, posto que os documentos carreados aos autos demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e frequentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar. Outrossim, o fato de a referida unidade prisional não oferecer vaga de trabalho interno para todos os reeducandos não a torna inadequada, visto que é possibilitado o exercício de trabalho extramurus, como no caso do agravado que, na decisão agravada, recebeu autorização para trabalhar na empresa Tupy S. A., no horário das 05:00 às 14:18 horas de segunda a sexta-feira (fl. 73). Mister destacar, ainda, que embora o Juízo de origem, no auto de inspeção da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 103 e 104), tenha constatado que ‘[...] a ala intitulada 'semiaberto', segue os moldes do regime fechado da Penitenciária, com muradas, grades, arames farpados e segurança externa’, bem como a existência de ‘[...] infiltração em algumas celas, bem como bolor e umidade’, e que ‘o saneamento está irregular, observada alguma sujeira e água parada com paredes rebocadas’, também apurou que os presos do regime semiaberto ficam separados daqueles que cumprem pena no regime fechado e que "[...] as portas dos cubículos não são trancadas durante o dia, tendo os detentos acessos aos outros cubículos [...]’. Logo, o agravado não se encontrava sujeito a regime mais rigoroso, tendo em vista que usufruía dos benefícios inerentes ao regime semiaberto, contemplando maior liberdade e menor vigilância. Ademais, as irregulares inerentes à própria estrutura do ergástulo público (infiltração e saneamento) são possivelmente sanáveis, razão pela qual não permitem a concessão indistinta da prisão domiciliar. Afinal, embora a situação da unidade prisional não seja a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC com o posicionamento firmando pela Suprema Corte, posto que os documentos carreados aos autos demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e frequentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar. Outrossim, o fato de a referida unidade prisional não oferecer vaga de trabalho interno para todos os reeducandos não a torna inadequada, visto que é possibilitado o exercício de trabalho extramurus, como no caso do agravado que, na decisão agravada, recebeu autorização para trabalhar na empresa Tupy S. A., no horário das 05:00 às 14:18 horas de segunda a sexta-feira (fl. 73). Mister destacar, ainda, que embora o Juízo de origem, no auto de inspeção da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 103 e 104), tenha constatado que ‘[...] a ala intitulada 'semiaberto', segue os moldes do regime fechado da Penitenciária, com muradas, grades, arames farpados e segurança externa’, bem como a existência de ‘[...] infiltração em algumas celas, bem como bolor e umidade’, e que ‘o saneamento está irregular, observada alguma sujeira e água parada com paredes rebocadas’, também apurou que os presos do regime semiaberto ficam separados daqueles que cumprem pena no regime fechado e que "[...] as portas dos cubículos não são trancadas durante o dia, tendo os detentos acessos aos outros cubículos [...]’. Logo, o agravado não se encontrava sujeito a regime mais rigoroso, tendo em vista que usufruía dos benefícios inerentes ao regime semiaberto, contemplando maior liberdade e menor vigilância. Ademais, as irregulares inerentes à própria estrutura do ergástulo público (infiltração e saneamento) são possivelmente sanáveis, razão pela qual não permitem a concessão indistinta da prisão domiciliar. Afinal, embora a situação da unidade prisional não seja a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 150469 AGR / SC mais desejável, está longe de ser considerada indigna. Pelo contrário, o relatório da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 10 a 45) aponta que o ergástulo é referência no Estado de Santa Catarina em razão de trabalhos exemplares prestados aos reeducandos, visando a sua efetiva reinserção social, estando o resgate da pena em conformidade com os ditames da Lei de Execução Penal. [...]”. 5. Esses fundamentos, contudo, autônomos e suficientes para a manutenção da decisão agravada, não foram impugnados pela parte recorrente, o que impossibilita a análise do presente recurso. 6. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. 7. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC mais desejável, está longe de ser considerada indigna. Pelo contrário, o relatório da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 10 a 45) aponta que o ergástulo é referência no Estado de Santa Catarina em razão de trabalhos exemplares prestados aos reeducandos, visando a sua efetiva reinserção social, estando o resgate da pena em conformidade com os ditames da Lei de Execução Penal. [...]”. 5. Esses fundamentos, contudo, autônomos e suficientes para a manutenção da decisão agravada, não foram impugnados pela parte recorrente, o que impossibilita a análise do presente recurso. 6. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. 7. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OSCAR RAMOS ADV.(A/S) :NOEMIA LEONIDA BORGES AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC Nº 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14759804. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OSCAR RAMOS ADV.(A/S) :NOEMIA LEONIDA BORGES AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC Nº 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14759804. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : OSCAR RAMOS ADV.(A/S) : NOEMIA LEONIDA BORGES (29759/SC) AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828877 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : OSCAR RAMOS ADV.(A/S) : NOEMIA LEONIDA BORGES (29759/SC) AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828877 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14845748
2018-05-07T00:00:00
2018-05-21T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: EXECUÇÃO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CUMPRIMENTO DE PENA NO REGIME INTERMEDIÁRIO. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (STF) examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do STF. 3. Agravo regimental não conhecido.
sjur385322
- Acórdão(s) citado(s): (HC, STF, QUESTÃO DE DIREITO) HC 113468 (1ªT), HC 117502 (1ªT), HC 108141 AgR (2ªT), HC 122166 AgR (2ªT). (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) HC 122766 AgR (2ªT), HC 128548 AgR (2ªT), HC 130374 AgR (1ªT). (ESTABELECIMENTO PENAL, REGIME PRISIONAL) RE 641320 (TP). Número de páginas: 14. Análise: 25/05/2018, MAD.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
150469
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 150469 AgR
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AGTE.(S) : OSCAR RAMOS ADV.(A/S) : NOEMIA LEONIDA BORGES AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OSCAR RAMOS ADV.(A/S) :NOEMIA LEONIDA BORGES AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC n 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: EXECUÇÃO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CUMPRIMENTO DE PENA NO REGIME INTERMEDIÁRIO. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 27 de abril a 4 de maio de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839757. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OSCAR RAMOS ADV.(A/S) :NOEMIA LEONIDA BORGES AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC n 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que denegou a ordem de HC 402.385, do Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 13 (treze) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de homicídio. 3. Após a progressão para o regime semiaberto, a defesa requereu ao Juízo da 3... Vara Criminal da Comarca de Joinville/SC que fosse assegurado ao paciente o direito de permanecer em prisão domiciliar, tendo em vista que a Penitenciária Industrial de Joinville não reuniria as condições necessárias ao cumprimento da pena no regime intermediário. O pedido foi deferido. 4. Dessa decisão, o Ministério Público interpôs agravo em execução. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina deu provimento ao agravo ‘para revogar a prisão domiciliar concedida ao agravado (…), determinando o seu imediato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OSCAR RAMOS ADV.(A/S) :NOEMIA LEONIDA BORGES AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC n 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que denegou a ordem de HC 402.385, do Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 13 (treze) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de homicídio. 3. Após a progressão para o regime semiaberto, a defesa requereu ao Juízo da 3... Vara Criminal da Comarca de Joinville/SC que fosse assegurado ao paciente o direito de permanecer em prisão domiciliar, tendo em vista que a Penitenciária Industrial de Joinville não reuniria as condições necessárias ao cumprimento da pena no regime intermediário. O pedido foi deferido. 4. Dessa decisão, o Ministério Público interpôs agravo em execução. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina deu provimento ao agravo ‘para revogar a prisão domiciliar concedida ao agravado (…), determinando o seu imediato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório HC 150469 AGR / SC retorno à Penitenciária Industrial de Joinville’. 5. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. A Relatora do HC 402.385, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, denegou a ordem. 6. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que, ‘em que pese o mesmo estar cumprindo a reprimenda na Penitenciária Industrial de Joinville, fato é que a falta de vagas de emprego no interior do referido estabelecimento penal obsta a possibilidade do reeducando usufruir dos benefícios que o regime semiaberto lhe permite’. Sendo assim, ‘o que se observa é que, embora o Paciente esteja no semiaberto, na prática, cumpre pena em regime fechado, em decorrência da falta de condições adequadas no estabelecimento penal em que se encontra’. 7. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar ‘a segregação do paciente na penitenciária de Joinville, até que se localize vaga em estabelecimento penal apropriado ao cumprimento do regime semiaberto’. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC retorno à Penitenciária Industrial de Joinville’. 5. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. A Relatora do HC 402.385, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, denegou a ordem. 6. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que, ‘em que pese o mesmo estar cumprindo a reprimenda na Penitenciária Industrial de Joinville, fato é que a falta de vagas de emprego no interior do referido estabelecimento penal obsta a possibilidade do reeducando usufruir dos benefícios que o regime semiaberto lhe permite’. Sendo assim, ‘o que se observa é que, embora o Paciente esteja no semiaberto, na prática, cumpre pena em regime fechado, em decorrência da falta de condições adequadas no estabelecimento penal em que se encontra’. 7. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar ‘a segregação do paciente na penitenciária de Joinville, até que se localize vaga em estabelecimento penal apropriado ao cumprimento do regime semiaberto’. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 150469 AGR / SC PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é o caso de concessão da ordem de ofício. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar nessa hipótese os parâmetros fixados no Recurso Extraordinário 641.320’ (Súmula vinculante n. 56). Contudo, no julgamento referido (Recurso Extraordinário 641.320, Rel. Min. Gilmar Mendes), o Tribunal decidiu que ‘Os juízes da execução penal poderão avaliar os estabelecimentos destinados aos regimes semiaberto e aberto, para qualificação como adequados a tais regimes. São aceitáveis estabelecimentos que não se qualifiquem como ‘colônia agrícola, industrial’ (regime semiaberto) ou ‘casa de albergado ou estabelecimento adequado’ (regime aberto) (art. 33, § 1..., alíneas ‘b’ e ‘c’). No entanto, não deverá haver alojamento conjunto de presos dos regimes semiaberto e aberto com presos do regime fechado’ (Recurso Extraordinário 641.320, Rel. Min. Gilmar Mendes). 11. Na hipótese de que se trata, inexiste teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. Até porque, tal como assentou o Tribunal Estadual, ‘os documentos carreados aos autos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é o caso de concessão da ordem de ofício. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar nessa hipótese os parâmetros fixados no Recurso Extraordinário 641.320’ (Súmula vinculante n. 56). Contudo, no julgamento referido (Recurso Extraordinário 641.320, Rel. Min. Gilmar Mendes), o Tribunal decidiu que ‘Os juízes da execução penal poderão avaliar os estabelecimentos destinados aos regimes semiaberto e aberto, para qualificação como adequados a tais regimes. São aceitáveis estabelecimentos que não se qualifiquem como ‘colônia agrícola, industrial’ (regime semiaberto) ou ‘casa de albergado ou estabelecimento adequado’ (regime aberto) (art. 33, § 1..., alíneas ‘b’ e ‘c’). No entanto, não deverá haver alojamento conjunto de presos dos regimes semiaberto e aberto com presos do regime fechado’ (Recurso Extraordinário 641.320, Rel. Min. Gilmar Mendes). 11. Na hipótese de que se trata, inexiste teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. Até porque, tal como assentou o Tribunal Estadual, ‘os documentos carreados aos autos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 150469 AGR / SC demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e freqüentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar’. Transcrevo, nesse sentido, as seguintes passagens do acórdão da Corte Estadual: ‘(...) Pois bem. In casu, a decisão agravada está em desacordo com o posicionamento firmando pela Suprema Corte, posto que os documentos carreados aos autos demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e freqüentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar. Outrossim, o fato de a referida unidade prisional não oferecer vaga de trabalho interno para todos os reeducandos não a torna inadequada, visto que é possibilitado o exercício de trabalho extramurus, como no caso do agravado que, na decisão agravada, recebeu autorização para trabalhar na empresa Tupy S. A., no horário das 05:00 às 14:18 horas de segunda a sexta-feira (fl. 73). Mister destacar, ainda, que embora o Juízo de origem, no auto de inspeção da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 103 e 104), tenha constatado que ‘[...] a ala intitulada 'semiaberto', segue os moldes do regime fechado da Penitenciária, com muradas, grades, arames farpados e segurança externa’, bem como a existência de ‘[...] infiltração em algumas celas, bem como bolor e umidade’, e que ‘o saneamento está irregular, observada alguma sujeira e água parada com paredes rebocadas’, também apurou que os presos do regime semiaberto ficam 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e freqüentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar’. Transcrevo, nesse sentido, as seguintes passagens do acórdão da Corte Estadual: ‘(...) Pois bem. In casu, a decisão agravada está em desacordo com o posicionamento firmando pela Suprema Corte, posto que os documentos carreados aos autos demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e freqüentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar. Outrossim, o fato de a referida unidade prisional não oferecer vaga de trabalho interno para todos os reeducandos não a torna inadequada, visto que é possibilitado o exercício de trabalho extramurus, como no caso do agravado que, na decisão agravada, recebeu autorização para trabalhar na empresa Tupy S. A., no horário das 05:00 às 14:18 horas de segunda a sexta-feira (fl. 73). Mister destacar, ainda, que embora o Juízo de origem, no auto de inspeção da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 103 e 104), tenha constatado que ‘[...] a ala intitulada 'semiaberto', segue os moldes do regime fechado da Penitenciária, com muradas, grades, arames farpados e segurança externa’, bem como a existência de ‘[...] infiltração em algumas celas, bem como bolor e umidade’, e que ‘o saneamento está irregular, observada alguma sujeira e água parada com paredes rebocadas’, também apurou que os presos do regime semiaberto ficam 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 150469 AGR / SC separados daqueles que cumprem pena no regime fechado e que ‘[...] as portas dos cubículos não são trancadas durante o dia, tendo os detentos acessos aos outros cubículos [...]’. Logo, o agravado não se encontrava sujeito a regime mais rigoroso, tendo em vista que usufruía dos benefícios inerentes ao regime semiaberto, contemplando maior liberdade e menor vigilância. Ademais, as irregulares inerentes à própria estrutura do ergástulo público (infiltração e saneamento) são possivelmente sanáveis, razão pela qual não permitem a concessão indistinta da prisão domiciliar. Afinal, embora a situação da unidade prisional não seja a mais desejável, está longe de ser considerada indigna. Pelo contrário, o relatório da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 10 a 45) aponta que o ergástulo é referência no Estado de Santa Catarina em razão de trabalhos exemplares prestados aos reeducandos, visando a sua efetiva reinserção social, estando o resgate da pena em conformidade com os ditames da Lei de Execução Penal. (...)’. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta o cabimento do habeas corpus. Para tanto, alega que o “julgamento definitivo” do writ manejado no Superior Tribunal de Justiça autorizaria a impetração de HC no Supremo Tribunal Federal. Com essa argumentação, requer o provimento do agravo regimental a fim de que o habeas corpus seja conhecido e, por conseguinte, sejam apreciadas as alegações deduzidas pela defesa na petição inicial do writ. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC separados daqueles que cumprem pena no regime fechado e que ‘[...] as portas dos cubículos não são trancadas durante o dia, tendo os detentos acessos aos outros cubículos [...]’. Logo, o agravado não se encontrava sujeito a regime mais rigoroso, tendo em vista que usufruía dos benefícios inerentes ao regime semiaberto, contemplando maior liberdade e menor vigilância. Ademais, as irregulares inerentes à própria estrutura do ergástulo público (infiltração e saneamento) são possivelmente sanáveis, razão pela qual não permitem a concessão indistinta da prisão domiciliar. Afinal, embora a situação da unidade prisional não seja a mais desejável, está longe de ser considerada indigna. Pelo contrário, o relatório da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 10 a 45) aponta que o ergástulo é referência no Estado de Santa Catarina em razão de trabalhos exemplares prestados aos reeducandos, visando a sua efetiva reinserção social, estando o resgate da pena em conformidade com os ditames da Lei de Execução Penal. (...)’. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta o cabimento do habeas corpus. Para tanto, alega que o “julgamento definitivo” do writ manejado no Superior Tribunal de Justiça autorizaria a impetração de HC no Supremo Tribunal Federal. Com essa argumentação, requer o provimento do agravo regimental a fim de que o habeas corpus seja conhecido e, por conseguinte, sejam apreciadas as alegações deduzidas pela defesa na petição inicial do writ. 3. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório HC 150469 AGR / SC provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser conhecido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. Quanto ao mais, observo que a parte agravante não se desincumbiu do dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva. Vejam-se, nessa linha, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO POR ATIPICIDADE E INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA. PRESCRIÇÃO: IMPROCEDÊNCIA MANIFESTA. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Agravantes têm o dever de impugnar, de forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não provimento do agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Supremo Tribunal Federal 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser conhecido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. Quanto ao mais, observo que a parte agravante não se desincumbiu do dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva. Vejam-se, nessa linha, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO POR ATIPICIDADE E INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA. PRESCRIÇÃO: IMPROCEDÊNCIA MANIFESTA. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Agravantes têm o dever de impugnar, de forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não provimento do agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 150469 AGR / SC [...] 5. Agravo Regimental não provido. (HC 122.766-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) “Agravo regimental em habeas corpus. Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida. Inadmissibilidade. Precedente. Não conhecimento do agravo regimental. 1. A agravante não impugnou, de forma específica, os fundamentos da decisão com que se negou seguimento ao habeas corpus , limitando-se a reiterar os argumentos inicialmente postos na impetração. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento do recurso. 3. Agravo regimental do qual não conhece a Turma.” (HC 128.548-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, POSSE E PORTE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO E FALSIDADE IDEOLÓGICA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. 1. A parte recorrente não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o acolhimento da pretensão defensiva. 2. Não cabe habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal superior, indefere a liminar. Incidência da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. 3. O trancamento da ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Precedentes. 4. Os fundamentos adotados pelas instâncias de origem demonstram que o oferecimento da denúncia e a decretação da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC [...] 5. Agravo Regimental não provido. (HC 122.766-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) “Agravo regimental em habeas corpus. Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida. Inadmissibilidade. Precedente. Não conhecimento do agravo regimental. 1. A agravante não impugnou, de forma específica, os fundamentos da decisão com que se negou seguimento ao habeas corpus , limitando-se a reiterar os argumentos inicialmente postos na impetração. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento do recurso. 3. Agravo regimental do qual não conhece a Turma.” (HC 128.548-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, POSSE E PORTE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO E FALSIDADE IDEOLÓGICA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. 1. A parte recorrente não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o acolhimento da pretensão defensiva. 2. Não cabe habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal superior, indefere a liminar. Incidência da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. 3. O trancamento da ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Precedentes. 4. Os fundamentos adotados pelas instâncias de origem demonstram que o oferecimento da denúncia e a decretação da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 150469 AGR / SC custódia cautelar não foram lastreados exclusivamente no depoimento prestado pelo agravante na fase do inquérito policial, mas em outros elementos idôneos e independentes de prova. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 130.374-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso) 3. Com efeito, a decisão agravada assentou que a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar nessa hipótese os parâmetros fixados no Recurso Extraordinário 641.320” (Súmula vinculante n. 56). Destacou, contudo, que, no julgamento do Recurso Extraordinário 641.320, Rel. Min. Gilmar Mendes, o Tribunal decidiu que “Os juízes da execução penal poderão avaliar os estabelecimentos destinados aos regimes semiaberto e aberto, para qualificação como adequados a tais regimes. São aceitáveis estabelecimentos que não se qualifiquem como ‘colônia agrícola, industrial’ (regime semiaberto) ou ‘casa de albergado ou estabelecimento adequado’ (regime aberto) (art. 33, § 1..., alíneas ‘b’ e ‘c’). No entanto, não deverá haver alojamento conjunto de presos dos regimes semiaberto e aberto com presos do regime fechado”. 4. Nesse contexto, afirmou-se que, na hipótese de que se trata, inexiste teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. Até porque, tal como assentou o Tribunal estadual, “os documentos carreados aos autos demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e frequentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar”. Transcrevo, nesse sentido, as seguintes passagens do acórdão do Tribunal estadual: “[...] Pois bem. In casu, a decisão agravada está em desacordo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC custódia cautelar não foram lastreados exclusivamente no depoimento prestado pelo agravante na fase do inquérito policial, mas em outros elementos idôneos e independentes de prova. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 130.374-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso) 3. Com efeito, a decisão agravada assentou que a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar nessa hipótese os parâmetros fixados no Recurso Extraordinário 641.320” (Súmula vinculante n. 56). Destacou, contudo, que, no julgamento do Recurso Extraordinário 641.320, Rel. Min. Gilmar Mendes, o Tribunal decidiu que “Os juízes da execução penal poderão avaliar os estabelecimentos destinados aos regimes semiaberto e aberto, para qualificação como adequados a tais regimes. São aceitáveis estabelecimentos que não se qualifiquem como ‘colônia agrícola, industrial’ (regime semiaberto) ou ‘casa de albergado ou estabelecimento adequado’ (regime aberto) (art. 33, § 1..., alíneas ‘b’ e ‘c’). No entanto, não deverá haver alojamento conjunto de presos dos regimes semiaberto e aberto com presos do regime fechado”. 4. Nesse contexto, afirmou-se que, na hipótese de que se trata, inexiste teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. Até porque, tal como assentou o Tribunal estadual, “os documentos carreados aos autos demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e frequentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar”. Transcrevo, nesse sentido, as seguintes passagens do acórdão do Tribunal estadual: “[...] Pois bem. In casu, a decisão agravada está em desacordo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 150469 AGR / SC com o posicionamento firmando pela Suprema Corte, posto que os documentos carreados aos autos demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e frequentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar. Outrossim, o fato de a referida unidade prisional não oferecer vaga de trabalho interno para todos os reeducandos não a torna inadequada, visto que é possibilitado o exercício de trabalho extramurus, como no caso do agravado que, na decisão agravada, recebeu autorização para trabalhar na empresa Tupy S. A., no horário das 05:00 às 14:18 horas de segunda a sexta-feira (fl. 73). Mister destacar, ainda, que embora o Juízo de origem, no auto de inspeção da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 103 e 104), tenha constatado que ‘[...] a ala intitulada 'semiaberto', segue os moldes do regime fechado da Penitenciária, com muradas, grades, arames farpados e segurança externa’, bem como a existência de ‘[...] infiltração em algumas celas, bem como bolor e umidade’, e que ‘o saneamento está irregular, observada alguma sujeira e água parada com paredes rebocadas’, também apurou que os presos do regime semiaberto ficam separados daqueles que cumprem pena no regime fechado e que "[...] as portas dos cubículos não são trancadas durante o dia, tendo os detentos acessos aos outros cubículos [...]’. Logo, o agravado não se encontrava sujeito a regime mais rigoroso, tendo em vista que usufruía dos benefícios inerentes ao regime semiaberto, contemplando maior liberdade e menor vigilância. Ademais, as irregulares inerentes à própria estrutura do ergástulo público (infiltração e saneamento) são possivelmente sanáveis, razão pela qual não permitem a concessão indistinta da prisão domiciliar. Afinal, embora a situação da unidade prisional não seja a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC com o posicionamento firmando pela Suprema Corte, posto que os documentos carreados aos autos demonstram que a Penitenciária Industrial de Joinville, embora não possua a nomenclatura de ‘Colônia Agrícola/Industrial’, possui local próprio para os presos do regime semiaberto, com possibilidade, inclusive, de exercer trabalho externo, usufruir de saídas temporárias e frequentar cursos profissionalizantes, enquadrando-se no conceito de estabelecimento penal similar. Outrossim, o fato de a referida unidade prisional não oferecer vaga de trabalho interno para todos os reeducandos não a torna inadequada, visto que é possibilitado o exercício de trabalho extramurus, como no caso do agravado que, na decisão agravada, recebeu autorização para trabalhar na empresa Tupy S. A., no horário das 05:00 às 14:18 horas de segunda a sexta-feira (fl. 73). Mister destacar, ainda, que embora o Juízo de origem, no auto de inspeção da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 103 e 104), tenha constatado que ‘[...] a ala intitulada 'semiaberto', segue os moldes do regime fechado da Penitenciária, com muradas, grades, arames farpados e segurança externa’, bem como a existência de ‘[...] infiltração em algumas celas, bem como bolor e umidade’, e que ‘o saneamento está irregular, observada alguma sujeira e água parada com paredes rebocadas’, também apurou que os presos do regime semiaberto ficam separados daqueles que cumprem pena no regime fechado e que "[...] as portas dos cubículos não são trancadas durante o dia, tendo os detentos acessos aos outros cubículos [...]’. Logo, o agravado não se encontrava sujeito a regime mais rigoroso, tendo em vista que usufruía dos benefícios inerentes ao regime semiaberto, contemplando maior liberdade e menor vigilância. Ademais, as irregulares inerentes à própria estrutura do ergástulo público (infiltração e saneamento) são possivelmente sanáveis, razão pela qual não permitem a concessão indistinta da prisão domiciliar. Afinal, embora a situação da unidade prisional não seja a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 150469 AGR / SC mais desejável, está longe de ser considerada indigna. Pelo contrário, o relatório da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 10 a 45) aponta que o ergástulo é referência no Estado de Santa Catarina em razão de trabalhos exemplares prestados aos reeducandos, visando a sua efetiva reinserção social, estando o resgate da pena em conformidade com os ditames da Lei de Execução Penal. [...]”. 5. Esses fundamentos, contudo, autônomos e suficientes para a manutenção da decisão agravada, não foram impugnados pela parte recorrente, o que impossibilita a análise do presente recurso. 6. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. 7. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Supremo Tribunal Federal HC 150469 AGR / SC mais desejável, está longe de ser considerada indigna. Pelo contrário, o relatório da Penitenciária Industrial de Joinville (fls. 10 a 45) aponta que o ergástulo é referência no Estado de Santa Catarina em razão de trabalhos exemplares prestados aos reeducandos, visando a sua efetiva reinserção social, estando o resgate da pena em conformidade com os ditames da Lei de Execução Penal. [...]”. 5. Esses fundamentos, contudo, autônomos e suficientes para a manutenção da decisão agravada, não foram impugnados pela parte recorrente, o que impossibilita a análise do presente recurso. 6. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. 7. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14839759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OSCAR RAMOS ADV.(A/S) :NOEMIA LEONIDA BORGES AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC n 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14759804. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OSCAR RAMOS ADV.(A/S) :NOEMIA LEONIDA BORGES AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC n 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14759804. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 07/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : OSCAR RAMOS ADV.(A/S) : NOEMIA LEONIDA BORGES (29759/SC) AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC n 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828877 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.469 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : OSCAR RAMOS ADV.(A/S) : NOEMIA LEONIDA BORGES (29759/SC) AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC n 402.385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 27.4.2018 a 4.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14828877 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 150 . 469", "HC n 402 . 385", "HABEAS CORPUS 150 . 469", "HC n 402 . 385 DO SUPERIOR", "HC 402 . 385 ,", "HABEAS CORPUS 150 . 469", "HC n 402 . 385 DO SUPERIOR", "HC 402 . 385 ,", "HC 150469 AGR / SC", "HC 402 . 385", "HC 115 . 659", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 150469 AGR / SC", "HC 402 . 385", "HC 115 . 659", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 150469 AGR / SC", "Súmula 283 desta Corte", "Recurso Extraordinário 641 . 320 ’", "Recurso Extraordinário 641 . 320", "Recurso Extraordinário 641 . 320", "HC 150469 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 641 . 320", "Recurso Extraordinário 641 . 320", "Recurso Extraordinário 641 . 320", "HC 150469 AGR / SC", "HC 150469 AGR / SC", "HC 150469 AGR / SC", "HC 150469 AGR / SC", "HC 150469 AGR / SC", "HC 150469 AGR / SC", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HABEAS CORPUS 150 . 469", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 150469 AGR / SC", "HC 122 . 766 - AgR", "HC 128 . 548 - AgR", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 150469 AGR / SC", "HC 122 . 766 - AgR", "HC 128 . 548 - AgR", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 150469 AGR / SC", "HC 130 . 374 - AgR", "Recurso Extraordinário 641 . 320", "Recurso Extraordinário 641 . 320", "HC 150469 AGR / SC", "HC 130 . 374 - AgR", "Recurso Extraordinário 641 . 320 ”", "Recurso Extraordinário 641 . 320", "HC 150469 AGR / SC", "HC 150469 AGR / SC", "HC 150469 AGR / SC", "HC 150469 AGR / SC", "HABEAS CORPUS 150 .", "HC n 402 . 385 DO", "HABEAS CORPUS 150 .", "HC n 402 . 385", "HABEAS CORPUS 150 . 469", "HC n 402 . 385", "HABEAS CORPUS 150 . 469", "HC n 402 . 385" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 422 DO CÓDIGO DE 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 422 DO CÓDIGO DE 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Execução Penal", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Execução Penal", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Execução Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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A .", "Penitenciária Industrial de Joinville", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Penitenciária Industrial de Joinville", "Colônia Agrícola / Industrial", "Suprema Corte", "Penitenciária Industrial de Joinville", "Colônia Agrícola / Industrial", "Tupy S . A .", "Penitenciária Industrial de Joinville", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Penitenciária Industrial de Joinville", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Penitenciária Industrial de Joinville", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Penitenciária Industrial de Joinville", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Penitenciária Industrial de Joinville", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Penitenciária Industrial de Joinville", "Tupy S . 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Ementa e Acórdão 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) :RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA AGDO.(A/S) :ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAL E MORAL. NEXO DE CAUSALIDADE. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 743.771. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 10 a 16/08/2018, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E4F-3A3F-12D6-28C3 e senha 82FD-D3F5-D2B2-EF59 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1135092 AGR / SE do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E4F-3A3F-12D6-28C3 e senha 82FD-D3F5-D2B2-EF59 Supremo Tribunal Federal ARE 1135092 AGR / SE do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E4F-3A3F-12D6-28C3 e senha 82FD-D3F5-D2B2-EF59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) :RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA AGDO.(A/S) :ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAL E MORAL. NEXO DE CAUSALIDADE. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 743.771. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A280-B20F-E5D5-20B2 e senha 6E41-A7A5-B54D-2864 Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) :RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA AGDO.(A/S) :ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAL E MORAL. NEXO DE CAUSALIDADE. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 743.771. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A280-B20F-E5D5-20B2 e senha 6E41-A7A5-B54D-2864 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1135092 AGR / SE recurso, alegando, em síntese, que: “Ab initio, cumpre esclarecer que a demanda em questão NÃO pretende revolver matéria fática ou reapreciar as provas contidas nos autos, mas trata-se de irresignação da Companhia Recorrente quanto ao reconhecimento da responsabilidade civil, bem como quanto ao exacerbado montante indenizatório arbitrado no Acórdão ora combatido a título de danos morais e materiais, uma vez que abre um perigoso precedente para as inúmeras ações que surgem a todo o momento. […] Data maxima venia, não se adentrou, na sentença recorrida, sobre o nexo de causalidade, a prova da culpa do preposto da empresa ré, a culpa exclusiva da vítima, havendo menção apenas ao dano: a morte da criança. O argumento raso de que o preposto da ré foi condenado na ação penal proposta pelo Parquet não é suficiente para condenar esta Concessionária na Ação civil. Ora, é sabido que a responsabilidade civil não depende da penal, porquanto, mesmo havendo condenação no âmbito penal, o magistrado não está obrigado a condenar no âmbito cível. […] Como já ressaltado, observa-se que nem o M.M. Juiz a quo, tampouco os Doutos Desembargadores da 1ª Câmara Cível, demonstraram as razões que levaram ao seu convencimento pela procedência da ação, salientando, tão somente, acerca da condenação do preposto da ré no âmbito criminal. Não fosse só isso, como é sabido, o Novel CPC previu que o juiz está obrigado a rebater todos os argumentos defensivos, conforme disposição expressa do art. 489,§1º, inciso IV, que giza que “não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador”.” (doc. 5, fls. 3, 6 e 7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A280-B20F-E5D5-20B2 e senha 6E41-A7A5-B54D-2864 Supremo Tribunal Federal ARE 1135092 AGR / SE recurso, alegando, em síntese, que: “Ab initio, cumpre esclarecer que a demanda em questão NÃO pretende revolver matéria fática ou reapreciar as provas contidas nos autos, mas trata-se de irresignação da Companhia Recorrente quanto ao reconhecimento da responsabilidade civil, bem como quanto ao exacerbado montante indenizatório arbitrado no Acórdão ora combatido a título de danos morais e materiais, uma vez que abre um perigoso precedente para as inúmeras ações que surgem a todo o momento. […] Data maxima venia, não se adentrou, na sentença recorrida, sobre o nexo de causalidade, a prova da culpa do preposto da empresa ré, a culpa exclusiva da vítima, havendo menção apenas ao dano: a morte da criança. O argumento raso de que o preposto da ré foi condenado na ação penal proposta pelo Parquet não é suficiente para condenar esta Concessionária na Ação civil. Ora, é sabido que a responsabilidade civil não depende da penal, porquanto, mesmo havendo condenação no âmbito penal, o magistrado não está obrigado a condenar no âmbito cível. […] Como já ressaltado, observa-se que nem o M.M. Juiz a quo, tampouco os Doutos Desembargadores da 1ª Câmara Cível, demonstraram as razões que levaram ao seu convencimento pela procedência da ação, salientando, tão somente, acerca da condenação do preposto da ré no âmbito criminal. Não fosse só isso, como é sabido, o Novel CPC previu que o juiz está obrigado a rebater todos os argumentos defensivos, conforme disposição expressa do art. 489,§1º, inciso IV, que giza que “não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador”.” (doc. 5, fls. 3, 6 e 7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A280-B20F-E5D5-20B2 e senha 6E41-A7A5-B54D-2864 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que os princípios da ampla defesa, do contraditório (artigo 5º, LV) e do devido processo legal (artigo 5º, LIV), quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/2013, Tema 660, conforme se pode destacar do seguinte trecho do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” Demais disso, o nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF, que dispõe, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que os princípios da ampla defesa, do contraditório (artigo 5º, LV) e do devido processo legal (artigo 5º, LIV), quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/2013, Tema 660, conforme se pode destacar do seguinte trecho do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” Demais disso, o nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF, que dispõe, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1135092 AGR / SE Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF. Nesse sentido, RE 678.144-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; RE 600.866-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13/12/2012; e ARE 936.414-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 9/8/2016, assim ementado: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/STF. 1. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas sobre a Súmula 279 do STF: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2ª ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Supremo Tribunal Federal ARE 1135092 AGR / SE Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF. Nesse sentido, RE 678.144-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; RE 600.866-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13/12/2012; e ARE 936.414-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 9/8/2016, assim ementado: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/STF. 1. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas sobre a Súmula 279 do STF: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2ª ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1135092 AGR / SE provados (RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65)(Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula STJ-7.“ (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 137-138) Assevere-se, ainda, que a matéria relativa à modificação do valor fixado a título de indenização por danos morais não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 743.771, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 31/5/2013, Tema 655, conforme se pode destacar do seguinte trecho do referido julgado: “Assim, neste caso, tendo em vista a natureza eminentemente infraconstitucional da matéria, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão constitucional suscitada.” Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Supremo Tribunal Federal ARE 1135092 AGR / SE provados (RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65)(Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula STJ-7.“ (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 137-138) Assevere-se, ainda, que a matéria relativa à modificação do valor fixado a título de indenização por danos morais não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 743.771, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 31/5/2013, Tema 655, conforme se pode destacar do seguinte trecho do referido julgado: “Assim, neste caso, tendo em vista a natureza eminentemente infraconstitucional da matéria, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão constitucional suscitada.” Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1135092 AGR / SE que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Nesse sentido: AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO, a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do CPC/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Supremo Tribunal Federal ARE 1135092 AGR / SE que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Nesse sentido: AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO, a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do CPC/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) :RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA AGDO.(A/S) :ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747969053. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) :RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA AGDO.(A/S) :ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747969053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) : RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA (6225/SE) AGDO.(A/S) : ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO (5195/SE) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E22B-7C19-2A56-1750 e senha FA7D-4355-6EC8-100C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) : RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA (6225/SE) AGDO.(A/S) : ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO (5195/SE) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E22B-7C19-2A56-1750 e senha FA7D-4355-6EC8-100C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748084396
2018-08-17T00:00:00
2018-08-30T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAL E MORAL. NEXO DE CAUSALIDADE. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 743.771. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur389694
- Acórdão(s) citado(s): (AMPLA DEFESA, CONTRADITÓRIO, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. (RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO, INDENIZAÇÃO) RE 600866 AgR (2ªT), RE 678144 AgR (1ªT), ARE 936414 AgR (1ªT). (MODIFICAÇÃO, VALOR, INDENIZAÇÃO) ARE 743771 RG. (DECISÃO JUDICIAL, FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 10. Análise: 13/09/2018, ER.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1135092
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00054 INC-00055 ART-00093 \n INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00085 PAR-00011 \n ART-00489 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1135092 AgR
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AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) : RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA AGDO.(A/S) : ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO
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Ementa e Acórdão 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) :RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA AGDO.(A/S) :ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAL E MORAL. NEXO DE CAUSALIDADE. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 743.771. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 10 a 16/08/2018, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E4F-3A3F-12D6-28C3 e senha 82FD-D3F5-D2B2-EF59 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1135092 AGR / SE do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E4F-3A3F-12D6-28C3 e senha 82FD-D3F5-D2B2-EF59 Supremo Tribunal Federal ARE 1135092 AGR / SE do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E4F-3A3F-12D6-28C3 e senha 82FD-D3F5-D2B2-EF59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) :RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA AGDO.(A/S) :ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAL E MORAL. NEXO DE CAUSALIDADE. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 743.771. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A280-B20F-E5D5-20B2 e senha 6E41-A7A5-B54D-2864 Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) :RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA AGDO.(A/S) :ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAL E MORAL. NEXO DE CAUSALIDADE. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 743.771. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A280-B20F-E5D5-20B2 e senha 6E41-A7A5-B54D-2864 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1135092 AGR / SE recurso, alegando, em síntese, que: “Ab initio, cumpre esclarecer que a demanda em questão NÃO pretende revolver matéria fática ou reapreciar as provas contidas nos autos, mas trata-se de irresignação da Companhia Recorrente quanto ao reconhecimento da responsabilidade civil, bem como quanto ao exacerbado montante indenizatório arbitrado no Acórdão ora combatido a título de danos morais e materiais, uma vez que abre um perigoso precedente para as inúmeras ações que surgem a todo o momento. […] Data maxima venia, não se adentrou, na sentença recorrida, sobre o nexo de causalidade, a prova da culpa do preposto da empresa ré, a culpa exclusiva da vítima, havendo menção apenas ao dano: a morte da criança. O argumento raso de que o preposto da ré foi condenado na ação penal proposta pelo Parquet não é suficiente para condenar esta Concessionária na Ação civil. Ora, é sabido que a responsabilidade civil não depende da penal, porquanto, mesmo havendo condenação no âmbito penal, o magistrado não está obrigado a condenar no âmbito cível. […] Como já ressaltado, observa-se que nem o M.M. Juiz a quo, tampouco os Doutos Desembargadores da 1... Câmara Cível, demonstraram as razões que levaram ao seu convencimento pela procedência da ação, salientando, tão somente, acerca da condenação do preposto da ré no âmbito criminal. Não fosse só isso, como é sabido, o Novel Código de Processo Civil previu que o juiz está obrigado a rebater todos os argumentos defensivos, conforme disposição expressa do art. 489,§1..., inciso IV, que giza que “não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador”.” (doc. 5, fls. 3, 6 e 7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A280-B20F-E5D5-20B2 e senha 6E41-A7A5-B54D-2864 Supremo Tribunal Federal ARE 1135092 AGR / SE recurso, alegando, em síntese, que: “Ab initio, cumpre esclarecer que a demanda em questão NÃO pretende revolver matéria fática ou reapreciar as provas contidas nos autos, mas trata-se de irresignação da Companhia Recorrente quanto ao reconhecimento da responsabilidade civil, bem como quanto ao exacerbado montante indenizatório arbitrado no Acórdão ora combatido a título de danos morais e materiais, uma vez que abre um perigoso precedente para as inúmeras ações que surgem a todo o momento. […] Data maxima venia, não se adentrou, na sentença recorrida, sobre o nexo de causalidade, a prova da culpa do preposto da empresa ré, a culpa exclusiva da vítima, havendo menção apenas ao dano: a morte da criança. O argumento raso de que o preposto da ré foi condenado na ação penal proposta pelo Parquet não é suficiente para condenar esta Concessionária na Ação civil. Ora, é sabido que a responsabilidade civil não depende da penal, porquanto, mesmo havendo condenação no âmbito penal, o magistrado não está obrigado a condenar no âmbito cível. […] Como já ressaltado, observa-se que nem o M.M. Juiz a quo, tampouco os Doutos Desembargadores da 1... Câmara Cível, demonstraram as razões que levaram ao seu convencimento pela procedência da ação, salientando, tão somente, acerca da condenação do preposto da ré no âmbito criminal. Não fosse só isso, como é sabido, o Novel Código de Processo Civil previu que o juiz está obrigado a rebater todos os argumentos defensivos, conforme disposição expressa do art. 489,§1..., inciso IV, que giza que “não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador”.” (doc. 5, fls. 3, 6 e 7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A280-B20F-E5D5-20B2 e senha 6E41-A7A5-B54D-2864 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que os princípios da ampla defesa, do contraditório (artigo 5..., LV) e do devido processo legal (artigo 5..., LIV), quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/2013, Tema 660, conforme se pode destacar do seguinte trecho do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” Demais disso, o nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, que dispõe, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que os princípios da ampla defesa, do contraditório (artigo 5..., LV) e do devido processo legal (artigo 5..., LIV), quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/2013, Tema 660, conforme se pode destacar do seguinte trecho do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” Demais disso, o nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, que dispõe, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1135092 AGR / SE Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, Recurso Extraordinário 678.144-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; Recurso Extraordinário 600.866-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13/12/2012; e ARE 936.414-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 9/8/2016, assim ementado: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas sobre a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2... ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Supremo Tribunal Federal ARE 1135092 AGR / SE Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, Recurso Extraordinário 678.144-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; Recurso Extraordinário 600.866-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13/12/2012; e ARE 936.414-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 9/8/2016, assim ementado: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas sobre a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2... ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1135092 AGR / SE provados (RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65)(Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2... ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula Superior Tribunal de Justiça-7.“ (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 137-138) Assevere-se, ainda, que a matéria relativa à modificação do valor fixado a título de indenização por danos morais não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 743.771, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 31/5/2013, Tema 655, conforme se pode destacar do seguinte trecho do referido julgado: “Assim, neste caso, tendo em vista a natureza eminentemente infraconstitucional da matéria, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão constitucional suscitada.” Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Supremo Tribunal Federal ARE 1135092 AGR / SE provados (RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65)(Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2... ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula Superior Tribunal de Justiça-7.“ (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 137-138) Assevere-se, ainda, que a matéria relativa à modificação do valor fixado a título de indenização por danos morais não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 743.771, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 31/5/2013, Tema 655, conforme se pode destacar do seguinte trecho do referido julgado: “Assim, neste caso, tendo em vista a natureza eminentemente infraconstitucional da matéria, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão constitucional suscitada.” Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1135092 AGR / SE que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Nesse sentido: AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO, a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Supremo Tribunal Federal ARE 1135092 AGR / SE que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Nesse sentido: AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO, a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08DE-7099-EEF8-974A e senha 3AC9-3557-4C3B-BA12 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) :RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA AGDO.(A/S) :ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747969053. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) :RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA AGDO.(A/S) :ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747969053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) : RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA (6225/SE) AGDO.(A/S) : ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO (5195/SE) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E22B-7C19-2A56-1750 e senha FA7D-4355-6EC8-100C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.092 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO ADV.(A/S) : RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA (6225/SE) AGDO.(A/S) : ELIAS MENDES DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO (5195/SE) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E22B-7C19-2A56-1750 e senha FA7D-4355-6EC8-100C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE 1135092 AGR / SE", "ARE 1135092 AGR / SE", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 743 . 771", "ARE 748 . 371", "ARE 1135092", "ARE 1135092 AGR /", "ARE 748 . 371", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 135 . 092", "ARE 748 . 371", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1135092 AGR / SE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 678 . 144 - AgR", "Recurso Extraordinário 600 . 866 - AgR", "ARE 936 . 414 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1135092 AGR / SE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 678 . 144 - AgR", "Recurso Extraordinário 600 . 866 - AgR", "ARE 936 . 414 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RT 275 / 884", "226", "/", "583", "Recurso Extraordinário 64 . 051", "RTJ 47 /", "ERE 58 . 714", "Recurso Extraordinário 63 . 226", "RTJ 37 / 480 , 56 / 65", "ARE 743 . 771", "ARE 1135092 AGR / SE", "RT 275 / 884", "226", "/", "583", "Recurso Extraordinário 64 . 051", "ERE 58 . 714", "Recurso Extraordinário 63 . 226", "RTJ 37 / 480", "56", "/", "65", "ARE 743 . 771", "ARE 1135092 AGR / SE", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AGRAVO 1 . 135 . 092" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil /", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "São Paulo", "São Paulo" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE", "COMPANHIA DE SANEAMENTO", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO", "COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "1", ".", ". . Câmara Cível", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Câmara Cível", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "RT", "Superior Tribunal de Justiça", "Malheiros", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RT", "Superior Tribunal de Justiça", "Malheiros", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SERGIPE DESO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA", "ELIAS MENDES DOS SANTOS", "DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA", "ELIAS MENDES DOS SANTOS", "DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA", "ELIAS MENDES DOS SANTOS", "DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Roberto Rosas", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Roberto Rosas", "LUIZ FUX", "Djaci Falcão", "Amaral Santos", "Eloy da Rocha", "Pestana de Aguiar", "Castro Nunes", "Gilmar Mendes", "Djaci Falcão", "Amaral Santos", "Eloy da Rocha", "Pestana de Aguiar", "Castro Nunes", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA", "ELIAS MENDES DOS SANTOS", "DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA", "ELIAS MENDES DOS SANTOS", "DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA", "ELIAS MENDES DOS SANTOS", "DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "RENATA MONTALVAO DE AZEVEDO CARRERA", "ELIAS MENDES DOS SANTOS", "DIOGO BRITO DE FIGUEIREDO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "17", "/", "08", "/", "2018", "10", "16 /", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "12", "/", "2012", "9", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "12", "/", "2012", "9", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "1943", "2012", "31", "/", "5", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1943", "2012", "31", "/", "5", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "10", ".", "8", ".", "2018", "16", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "8", ".", "2018", "16", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.607 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARCIO FRANCISCO DAMACENA ADV.(A/S) :FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Administrativo. Servidor público. Prisão cautelar. 3. Suspensão dos vencimentos. Impossibilidade. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 10 a 16 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022379. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.607 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARCIO FRANCISCO DAMACENA ADV.(A/S) :FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O recurso merece prosperar. Isso porque o acórdão recorrido está em confronto com a jurisprudência da Corte que se firmou no sentido de não é possível a redução de remuneração de servidor público que tenha sido denunciado ou esteja respondendo a processo penal, uma vez que há ofensa aos princípios da presunção de inocência e irredutibilidade de vencimentos. (...) Desse entendimento divergiu o acordão recorrido. Ante ao exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (932, VIII, do NCPC, c/c art. 21, §1º, do RISTF ), para restabelecer a sentença (eDOC 7), invertidos os ônus de sucumbência”. (eDOC 21, p. 1-3) No agravo regimental, sustenta-se a impossibilidade de admissão do apelo extraordinário ante a existência, na espécie, de premissa fática que teria conduzido o Tribunal de origem em seu juízo pela legalidade da suspensão dos vencimentos. Argumenta-se ainda a índole infraconstitucional e local da matéria Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022380. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.607 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARCIO FRANCISCO DAMACENA ADV.(A/S) :FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O recurso merece prosperar. Isso porque o acórdão recorrido está em confronto com a jurisprudência da Corte que se firmou no sentido de não é possível a redução de remuneração de servidor público que tenha sido denunciado ou esteja respondendo a processo penal, uma vez que há ofensa aos princípios da presunção de inocência e irredutibilidade de vencimentos. (...) Desse entendimento divergiu o acordão recorrido. Ante ao exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (932, VIII, do NCPC, c/c art. 21, §1º, do RISTF ), para restabelecer a sentença (eDOC 7), invertidos os ônus de sucumbência”. (eDOC 21, p. 1-3) No agravo regimental, sustenta-se a impossibilidade de admissão do apelo extraordinário ante a existência, na espécie, de premissa fática que teria conduzido o Tribunal de origem em seu juízo pela legalidade da suspensão dos vencimentos. Argumenta-se ainda a índole infraconstitucional e local da matéria Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 1104607 AGR / SP discutida nos autos, de modo que inviável o processamento do recurso extraordinário da parte ora agravada. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 26. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022380. Supremo Tribunal Federal RE 1104607 AGR / SP discutida nos autos, de modo que inviável o processamento do recurso extraordinário da parte ora agravada. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 26. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.607 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, é firme a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido da impossibilidade da redução de remuneração de servidor público que tenha sido denunciado ou esteja respondendo a processo penal, uma vez que tal providência implica violação direta aos princípios constitucionais da presunção de inocência e da irredutibilidade de vencimentos. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Prisão preventiva. 3. Desconto nos vencimentos. Impossibilidade. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 776.213, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.9.2014) “Servidores presos preventivamente. Descontos nos proventos. Ilegalidade. Precedentes. Pretendida limitação temporal dessa situação. Impossibilidade por constituir inovação recursal deduzida em momento inoportuno. 1. A jurisprudência da Corte fixou entendimento no sentido de que o fato de o servidor público estar preso preventivamente não legitima a Administração a proceder a descontos em seus proventos. 2. O reconhecimento da legalidade desse desconto, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022381. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.607 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, é firme a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido da impossibilidade da redução de remuneração de servidor público que tenha sido denunciado ou esteja respondendo a processo penal, uma vez que tal providência implica violação direta aos princípios constitucionais da presunção de inocência e da irredutibilidade de vencimentos. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Prisão preventiva. 3. Desconto nos vencimentos. Impossibilidade. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 776.213, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.9.2014) “Servidores presos preventivamente. Descontos nos proventos. Ilegalidade. Precedentes. Pretendida limitação temporal dessa situação. Impossibilidade por constituir inovação recursal deduzida em momento inoportuno. 1. A jurisprudência da Corte fixou entendimento no sentido de que o fato de o servidor público estar preso preventivamente não legitima a Administração a proceder a descontos em seus proventos. 2. O reconhecimento da legalidade desse desconto, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1104607 AGR / SP partir do trânsito em julgado de eventual decisão condenatória futura, constitui inovação recursal deduzida em momento inoportuno. 3. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR 723.284, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 23.10.2013) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022381. Supremo Tribunal Federal RE 1104607 AGR / SP partir do trânsito em julgado de eventual decisão condenatória futura, constitui inovação recursal deduzida em momento inoportuno. 3. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR 723.284, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 23.10.2013) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.607 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARCIO FRANCISCO DAMACENA ADV.(A/S) : FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS (355975/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005930 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.607 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARCIO FRANCISCO DAMACENA ADV.(A/S) : FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS (355975/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005930 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748040941
2018-08-17T00:00:00
2018-08-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Administrativo. Servidor público. Prisão cautelar. 3. Suspensão dos vencimentos. Impossibilidade. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur389371
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, PRISÃO CAUTELAR, VENCIMENTOS) AI 723284 AgR (1ªT), ARE 776213 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 04/09/2018, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1104607
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1104607 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARCIO FRANCISCO DAMACENA ADV.(A/S) : FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS
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Ementa e Acórdão 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.607 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARCIO FRANCISCO DAMACENA ADV.(A/S) :FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Administrativo. Servidor público. Prisão cautelar. 3. Suspensão dos vencimentos. Impossibilidade. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 10 a 16 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022379. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.607 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARCIO FRANCISCO DAMACENA ADV.(A/S) :FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O recurso merece prosperar. Isso porque o acórdão recorrido está em confronto com a jurisprudência da Corte que se firmou no sentido de não é possível a redução de remuneração de servidor público que tenha sido denunciado ou esteja respondendo a processo penal, uma vez que há ofensa aos princípios da presunção de inocência e irredutibilidade de vencimentos. (...) Desse entendimento divergiu o acordão recorrido. Ante ao exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (932, VIII, do NCPC, c/c art. 21, §1..., do RISTF ), para restabelecer a sentença (eDOC 7), invertidos os ônus de sucumbência”. (eDOC 21, p. 1-3) No agravo regimental, sustenta-se a impossibilidade de admissão do apelo extraordinário ante a existência, na espécie, de premissa fática que teria conduzido o Tribunal de origem em seu juízo pela legalidade da suspensão dos vencimentos. Argumenta-se ainda a índole infraconstitucional e local da matéria Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022380. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.607 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARCIO FRANCISCO DAMACENA ADV.(A/S) :FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O recurso merece prosperar. Isso porque o acórdão recorrido está em confronto com a jurisprudência da Corte que se firmou no sentido de não é possível a redução de remuneração de servidor público que tenha sido denunciado ou esteja respondendo a processo penal, uma vez que há ofensa aos princípios da presunção de inocência e irredutibilidade de vencimentos. (...) Desse entendimento divergiu o acordão recorrido. Ante ao exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (932, VIII, do NCPC, c/c art. 21, §1..., do RISTF ), para restabelecer a sentença (eDOC 7), invertidos os ônus de sucumbência”. (eDOC 21, p. 1-3) No agravo regimental, sustenta-se a impossibilidade de admissão do apelo extraordinário ante a existência, na espécie, de premissa fática que teria conduzido o Tribunal de origem em seu juízo pela legalidade da suspensão dos vencimentos. Argumenta-se ainda a índole infraconstitucional e local da matéria Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 1104607 AGR / SP discutida nos autos, de modo que inviável o processamento do recurso extraordinário da parte ora agravada. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 26. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022380. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1104607 AGR / SP discutida nos autos, de modo que inviável o processamento do recurso extraordinário da parte ora agravada. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 26. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.607 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, é firme a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido da impossibilidade da redução de remuneração de servidor público que tenha sido denunciado ou esteja respondendo a processo penal, uma vez que tal providência implica violação direta aos princípios constitucionais da presunção de inocência e da irredutibilidade de vencimentos. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Prisão preventiva. 3. Desconto nos vencimentos. Impossibilidade. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 776.213, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.9.2014) “Servidores presos preventivamente. Descontos nos proventos. Ilegalidade. Precedentes. Pretendida limitação temporal dessa situação. Impossibilidade por constituir inovação recursal deduzida em momento inoportuno. 1. A jurisprudência da Corte fixou entendimento no sentido de que o fato de o servidor público estar preso preventivamente não legitima a Administração a proceder a descontos em seus proventos. 2. O reconhecimento da legalidade desse desconto, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022381. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.607 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, é firme a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido da impossibilidade da redução de remuneração de servidor público que tenha sido denunciado ou esteja respondendo a processo penal, uma vez que tal providência implica violação direta aos princípios constitucionais da presunção de inocência e da irredutibilidade de vencimentos. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Prisão preventiva. 3. Desconto nos vencimentos. Impossibilidade. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 776.213, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.9.2014) “Servidores presos preventivamente. Descontos nos proventos. Ilegalidade. Precedentes. Pretendida limitação temporal dessa situação. Impossibilidade por constituir inovação recursal deduzida em momento inoportuno. 1. A jurisprudência da Corte fixou entendimento no sentido de que o fato de o servidor público estar preso preventivamente não legitima a Administração a proceder a descontos em seus proventos. 2. O reconhecimento da legalidade desse desconto, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1104607 AGR / SP partir do trânsito em julgado de eventual decisão condenatória futura, constitui inovação recursal deduzida em momento inoportuno. 3. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR 723.284, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 23.10.2013) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022381. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1104607 AGR / SP partir do trânsito em julgado de eventual decisão condenatória futura, constitui inovação recursal deduzida em momento inoportuno. 3. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR 723.284, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 23.10.2013) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748022381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.607 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARCIO FRANCISCO DAMACENA ADV.(A/S) : FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS (355975/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005930 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.607 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARCIO FRANCISCO DAMACENA ADV.(A/S) : FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS (355975/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005930 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 104 . 607", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 104 . 607", "Recurso Extraordinário 1104607 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1104607 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 104 . 607", "ARE", "-", "AgR 776 . 213", "ARE", "-", "AgR 776 . 213", "Recurso Extraordinário 1104607 AGR / SP", "AI", "-", "AgR 723 . 284", "Recurso Extraordinário 1104607 AGR / SP", "AI", "-", "AgR 723 . 284", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 104 . 607", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 104 ." ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "932 , VIII , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "932 , VIII , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MARCIO FRANCISCO DAMACENA", "FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARCIO FRANCISCO DAMACENA", "FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARCIO FRANCISCO DAMACENA", "FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "MARCIO FRANCISCO DAMACENA", "FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "MARCIO FRANCISCO DAMACENA", "FELIPE ALEXANDRE GUERRA DOS SANTOS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "17", "/", "08", "/", "2018", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "4", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "4", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "10", ".", "8", ".", "2018", "16", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "8", ".", "2018", "16", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE ANDRADE VIZ AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO COLETIVA EXTINTA. AJUIZAMENTO DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL. REAJUSTE DE 3,17%. LIMITAÇÃO TEMPORAL. COMPENSAÇÃO DE VALORES. LEI 8.880/1997. MEDIDAS PROVISÓRIAS 2.150-39/2001 E 2.225-45/2001. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020823. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1119382 AGR / RJ da ata de julgamento virtual de 10 a 16/08/2018, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020823. Supremo Tribunal Federal ARE 1119382 AGR / RJ da ata de julgamento virtual de 10 a 16/08/2018, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020823. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE ANDRADE VIZ AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO COLETIVA EXTINTA. AJUIZAMENTO DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL. REAJUSTE DE 3,17%. LIMITAÇÃO TEMPORAL. COMPENSAÇÃO DE VALORES. LEI 8.880/1997. MEDIDAS PROVISÓRIAS 2.150- 39/2001 E 2.225-45/2001. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020821. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE ANDRADE VIZ AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO COLETIVA EXTINTA. AJUIZAMENTO DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL. REAJUSTE DE 3,17%. LIMITAÇÃO TEMPORAL. COMPENSAÇÃO DE VALORES. LEI 8.880/1997. MEDIDAS PROVISÓRIAS 2.150- 39/2001 E 2.225-45/2001. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020821. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 1119382 AGR / RJ HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o presente recurso, alegando, em síntese, que: “O que se vê na decisão recorrida é que os fundamentos lançados pelo Exmo. Ministro não se relacionam com as razões de recurso apresentadas pelo Recorrente.” (doc. 9, fl. 5) Em seguida, repisam os argumentos expendidos no agravo em recurso extraordinário. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020821. Supremo Tribunal Federal ARE 1119382 AGR / RJ HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o presente recurso, alegando, em síntese, que: “O que se vê na decisão recorrida é que os fundamentos lançados pelo Exmo. Ministro não se relacionam com as razões de recurso apresentadas pelo Recorrente.” (doc. 9, fl. 5) Em seguida, repisam os argumentos expendidos no agravo em recurso extraordinário. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020821. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.880/1997 e Medidas Provisórias 2.150-39/2001 e 2.225-45/2001), cuja análise se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. Nesse sentido, ARE 1.028.989, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 31/3/2017; AI 724.194, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/3/2013; AI 852.505-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13/3/2012, que porta a seguinte ementa: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Administrativo. Reajuste de 3,17%. Lei 8.880/1997 e MP 2.225- 45/2001. interpretação da legislação infraconstitucional. Precedentes. 3. Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, apesar de contrária aos interesses da parte. AI-QO-RG 791.292. 4. Alegação de violação aos postulados da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da coisa julgada. Ofensa reflexa. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.880/1997 e Medidas Provisórias 2.150-39/2001 e 2.225-45/2001), cuja análise se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. Nesse sentido, ARE 1.028.989, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 31/3/2017; AI 724.194, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/3/2013; AI 852.505-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13/3/2012, que porta a seguinte ementa: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Administrativo. Reajuste de 3,17%. Lei 8.880/1997 e MP 2.225- 45/2001. interpretação da legislação infraconstitucional. Precedentes. 3. Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, apesar de contrária aos interesses da parte. AI-QO-RG 791.292. 4. Alegação de violação aos postulados da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da coisa julgada. Ofensa reflexa. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1119382 AGR / RJ Demais disso, ressalte-se que divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto à compensação dos valores em questão demandaria o reexame do conjunto fático–probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático– probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do referido verbete sumular, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Demais disso, saliente-se que os princípios da ampla defesa, do contraditório (artigo 5º, LV), do devido processo legal (artigo 5º, LIV) e os limites da coisa julgada (artigo 5º, XXXVI), quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/2013, Tema 660, conforme se pode destacar do seguinte trecho do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” No que se refere especificamente à alegada violação ao artigo 5º, XXXVI, da Constituição Federal, a jurisprudência desta Corte se orienta 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Supremo Tribunal Federal ARE 1119382 AGR / RJ Demais disso, ressalte-se que divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto à compensação dos valores em questão demandaria o reexame do conjunto fático–probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático– probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do referido verbete sumular, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Demais disso, saliente-se que os princípios da ampla defesa, do contraditório (artigo 5º, LV), do devido processo legal (artigo 5º, LIV) e os limites da coisa julgada (artigo 5º, XXXVI), quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/2013, Tema 660, conforme se pode destacar do seguinte trecho do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” No que se refere especificamente à alegada violação ao artigo 5º, XXXVI, da Constituição Federal, a jurisprudência desta Corte se orienta 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1119382 AGR / RJ no sentido de que o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objetos de verificação em cada caso concreto quanto à ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, por implicarem análise de matéria infraconstitucional. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DA INAFASTABILIDADE DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, DA PROTEÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA, BEM COMO AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA SÚMULA 454/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 3.10.2007. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, XXXVI e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Inexiste violação do artigo 93, IX, da CF/88. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à análise de normas infraconstitucionais e cláusulas contratuais, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/STF: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI 741.038-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Supremo Tribunal Federal ARE 1119382 AGR / RJ no sentido de que o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objetos de verificação em cada caso concreto quanto à ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, por implicarem análise de matéria infraconstitucional. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DA INAFASTABILIDADE DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, DA PROTEÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA, BEM COMO AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA SÚMULA 454/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 3.10.2007. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, XXXVI e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Inexiste violação do artigo 93, IX, da CF/88. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à análise de normas infraconstitucionais e cláusulas contratuais, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/STF: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI 741.038-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1119382 AGR / RJ 21/8/2013) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Vagas de garagem. Demarcação. Direito de propriedade. Alegação de violação do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise do conjunto fático–probatório da causa ou da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 936.459-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 25/4/2016) Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Nesse sentido: AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Supremo Tribunal Federal ARE 1119382 AGR / RJ 21/8/2013) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Vagas de garagem. Demarcação. Direito de propriedade. Alegação de violação do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise do conjunto fático–probatório da causa ou da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 936.459-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 25/4/2016) Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Nesse sentido: AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1119382 AGR / RJ Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do CPC/2015). É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Supremo Tribunal Federal ARE 1119382 AGR / RJ Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do CPC/2015). É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE ANDRADE VIZ AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747969039. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE ANDRADE VIZ AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747969039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDRE ANDRADE VIZ (1536A/MG, 057863/RJ, 403038/SP) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 353A-2D95-5440-C702 e senha FC60-8A9C-E284-8739 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDRE ANDRADE VIZ (1536A/MG, 057863/RJ, 403038/SP) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 353A-2D95-5440-C702 e senha FC60-8A9C-E284-8739 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748084345
2018-08-17T00:00:00
2018-08-30T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO COLETIVA EXTINTA. AJUIZAMENTO DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL. REAJUSTE DE 3,17%. LIMITAÇÃO TEMPORAL. COMPENSAÇÃO DE VALORES. LEI 8.880/1997. MEDIDAS PROVISÓRIAS 2.150-39/2001 E 2.225-45/2001. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur389646
- Acórdão(s) citado(s): (REAJUSTE, 3,17%, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 852505 AgR (2ªT). (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, DEVIDO PROCESSO LEGAL, LIMITES DA COISA JULGADA, OFENSA REFLEXA) AI 741038 AgR (1ªT), ARE 748371 RG, ARE 936459 AgR (2ªT). (DECISÃO JUDICIAL, FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. - Decisões monocráticas citadas: (REAJUSTE, 3,17%, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 724194, ARE 1028989. Número de páginas: 11. Análise: 14/09/2018, ER.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1119382
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036 INC-00054 INC-00055 \n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008880 ANO-1997\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00085 PAR-00011 \n ART-00489 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED MPR-002150 ANO-2001\n MEDIDA PROVISÓRIA - REEDIÇÃO Nº 39\n\n", "LEG-FED MPR-002225 ANO-2001\n MEDIDA PROVISÓRIA - REEDIÇÃO Nº 45\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1119382 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDRE ANDRADE VIZ AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE ANDRADE VIZ AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO COLETIVA EXTINTA. AJUIZAMENTO DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL. REAJUSTE DE 3,17%. LIMITAÇÃO TEMPORAL. COMPENSAÇÃO DE VALORES. LEI 8.880/1997. MEDIDAS PROVISÓRIAS 2.150-39/2001 E 2.225-45/2001. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020823. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1119382 AGR / RJ da ata de julgamento virtual de 10 a 16/08/2018, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020823. Supremo Tribunal Federal ARE 1119382 AGR / RJ da ata de julgamento virtual de 10 a 16/08/2018, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020823. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE ANDRADE VIZ AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO COLETIVA EXTINTA. AJUIZAMENTO DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL. REAJUSTE DE 3,17%. LIMITAÇÃO TEMPORAL. COMPENSAÇÃO DE VALORES. LEI 8.880/1997. MEDIDAS PROVISÓRIAS 2.150- 39/2001 E 2.225-45/2001. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020821. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE ANDRADE VIZ AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO COLETIVA EXTINTA. AJUIZAMENTO DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL. REAJUSTE DE 3,17%. LIMITAÇÃO TEMPORAL. COMPENSAÇÃO DE VALORES. LEI 8.880/1997. MEDIDAS PROVISÓRIAS 2.150- 39/2001 E 2.225-45/2001. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020821. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 1119382 AGR / RJ HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o presente recurso, alegando, em síntese, que: “O que se vê na decisão recorrida é que os fundamentos lançados pelo Exmo. Ministro não se relacionam com as razões de recurso apresentadas pelo Recorrente.” (doc. 9, fl. 5) Em seguida, repisam os argumentos expendidos no agravo em recurso extraordinário. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020821. Supremo Tribunal Federal ARE 1119382 AGR / RJ HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o presente recurso, alegando, em síntese, que: “O que se vê na decisão recorrida é que os fundamentos lançados pelo Exmo. Ministro não se relacionam com as razões de recurso apresentadas pelo Recorrente.” (doc. 9, fl. 5) Em seguida, repisam os argumentos expendidos no agravo em recurso extraordinário. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020821. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.880/1997 e Medidas Provisórias 2.150-39/2001 e 2.225-45/2001), cuja análise se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. Nesse sentido, ARE 1.028.989, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 31/3/2017; AI 724.194, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/3/2013; AI 852.505-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13/3/2012, que porta a seguinte ementa: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Administrativo. Reajuste de 3,17%. Lei 8.880/1997 e Medida Provisória 2.225- 45/2001. interpretação da legislação infraconstitucional. Precedentes. 3. Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, apesar de contrária aos interesses da parte. AI-QO-RG 791.292. 4. Alegação de violação aos postulados da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da coisa julgada. Ofensa reflexa. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.880/1997 e Medidas Provisórias 2.150-39/2001 e 2.225-45/2001), cuja análise se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. Nesse sentido, ARE 1.028.989, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 31/3/2017; AI 724.194, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/3/2013; AI 852.505-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13/3/2012, que porta a seguinte ementa: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Administrativo. Reajuste de 3,17%. Lei 8.880/1997 e Medida Provisória 2.225- 45/2001. interpretação da legislação infraconstitucional. Precedentes. 3. Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, apesar de contrária aos interesses da parte. AI-QO-RG 791.292. 4. Alegação de violação aos postulados da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da coisa julgada. Ofensa reflexa. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1119382 AGR / RJ Demais disso, ressalte-se que divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto à compensação dos valores em questão demandaria o reexame do conjunto fático–probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático– probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do referido verbete sumular, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Demais disso, saliente-se que os princípios da ampla defesa, do contraditório (artigo 5..., LV), do devido processo legal (artigo 5..., LIV) e os limites da coisa julgada (artigo 5..., XXXVI), quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/2013, Tema 660, conforme se pode destacar do seguinte trecho do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” No que se refere especificamente à alegada violação ao artigo 5..., XXXVI, da Constituição Federal, a jurisprudência desta Corte se orienta 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Supremo Tribunal Federal ARE 1119382 AGR / RJ Demais disso, ressalte-se que divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto à compensação dos valores em questão demandaria o reexame do conjunto fático–probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático– probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do referido verbete sumular, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Demais disso, saliente-se que os princípios da ampla defesa, do contraditório (artigo 5..., LV), do devido processo legal (artigo 5..., LIV) e os limites da coisa julgada (artigo 5..., XXXVI), quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/2013, Tema 660, conforme se pode destacar do seguinte trecho do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” No que se refere especificamente à alegada violação ao artigo 5..., XXXVI, da Constituição Federal, a jurisprudência desta Corte se orienta 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1119382 AGR / RJ no sentido de que o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objetos de verificação em cada caso concreto quanto à ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, por implicarem análise de matéria infraconstitucional. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DA INAFASTABILIDADE DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, DA PROTEÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA, BEM COMO AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 3.10.2007. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, XXXVI e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à análise de normas infraconstitucionais e cláusulas contratuais, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI 741.038-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Supremo Tribunal Federal ARE 1119382 AGR / RJ no sentido de que o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objetos de verificação em cada caso concreto quanto à ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, por implicarem análise de matéria infraconstitucional. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DA INAFASTABILIDADE DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, DA PROTEÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA, BEM COMO AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 3.10.2007. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, XXXVI e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à análise de normas infraconstitucionais e cláusulas contratuais, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI 741.038-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1119382 AGR / RJ 21/8/2013) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Vagas de garagem. Demarcação. Direito de propriedade. Alegação de violação do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise do conjunto fático–probatório da causa ou da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 936.459-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 25/4/2016) Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Nesse sentido: AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Supremo Tribunal Federal ARE 1119382 AGR / RJ 21/8/2013) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Vagas de garagem. Demarcação. Direito de propriedade. Alegação de violação do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise do conjunto fático–probatório da causa ou da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 936.459-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 25/4/2016) Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Nesse sentido: AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1119382 AGR / RJ Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Supremo Tribunal Federal ARE 1119382 AGR / RJ Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748020822. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE ANDRADE VIZ AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747969039. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE ANDRADE VIZ AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747969039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDRE ANDRADE VIZ (1536A/MG, 057863/RJ, 403038/SP) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 353A-2D95-5440-C702 e senha FC60-8A9C-E284-8739 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.382 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDRE ANDRADE VIZ (1536A/MG, 057863/RJ, 403038/SP) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 353A-2D95-5440-C702 e senha FC60-8A9C-E284-8739 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 119 . 382", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE 1119382 AGR / RJ", "ARE 1119382 AGR / RJ", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 028 . 989", "AI 724 . 194", "AI 852 . 505 - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 1 . 028 . 989", "AI 724 . 194", "AI 852 . 505 - AgR", "ARE 1119382 AGR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE 1119382 AGR /", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI 741 . 038 - AgR", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI 741 . 038 - AgR", "ARE 1119382 AGR / RJ", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 279", "ARE 936 . 459 - AgR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 1119382 AGR / RJ", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 279", "ARE 936 . 459 - AgR", "AI 791 . 292 - 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"Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINTUFRJ", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINTUFRJ", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINTUFRJ", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINTUFRJ", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINTUFRJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA 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Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "ANDRE ANDRADE VIZ", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "16", "/", "08", "/", "2018", "17 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "16", "/", "08", "/", "2018", "17 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "31", "/", "3", "/", "2017", "4", "/", "3", "/", "2013", "13", "/", "3", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", 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Ementa e Acórdão 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.054.294 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ROSA SOPHIA MASSA DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIANA CONFORTI SLEIMAN ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Reajuste de benefício anterior à CF/88. Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003. Tema 76. Aplicação imediata. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de setembro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0923-7FC2-9B54-8208 e senha CA53-AE1A-E985-C9FB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.054.294 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ROSA SOPHIA MASSA DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIANA CONFORTI SLEIMAN ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Verifico que o recurso merece prosperar. Isso porque o caso se adéqua ao paradigma firmado no RE n. 564.354 (Tema 76), Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.2.2011. Na ocasião do seu julgamento, esta Corte entendeu ser possível a aplicação imediata do art. 14 da EC n. 20/1998 e do art. 5º da EC n. 41/2003 aos benefícios pagos com base em limitador anterior, levando-se em conta os salários de contribuição utilizados para os cálculos iniciais. (…) O entendimento firmado pelo Tribunal de origem, em juízo de retratação, está em desacordo com o posicionamento do Supremo Tribunal Federal. (…) Nesse sentido, é fundamental consignar que não foi imposto nenhum limite temporal para se perseguir os reajustes das mencionadas emendas. Assim, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da Constituição Federal de 1988”. (grifei) (eDOC 11, p. 3-6) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76CD-9EC4-F63C-3A9A e senha 301E-47E9-53DE-2E14 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.054.294 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ROSA SOPHIA MASSA DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIANA CONFORTI SLEIMAN ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Verifico que o recurso merece prosperar. Isso porque o caso se adéqua ao paradigma firmado no RE n. 564.354 (Tema 76), Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.2.2011. Na ocasião do seu julgamento, esta Corte entendeu ser possível a aplicação imediata do art. 14 da EC n. 20/1998 e do art. 5º da EC n. 41/2003 aos benefícios pagos com base em limitador anterior, levando-se em conta os salários de contribuição utilizados para os cálculos iniciais. (…) O entendimento firmado pelo Tribunal de origem, em juízo de retratação, está em desacordo com o posicionamento do Supremo Tribunal Federal. (…) Nesse sentido, é fundamental consignar que não foi imposto nenhum limite temporal para se perseguir os reajustes das mencionadas emendas. Assim, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da Constituição Federal de 1988”. (grifei) (eDOC 11, p. 3-6) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76CD-9EC4-F63C-3A9A e senha 301E-47E9-53DE-2E14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 1054294 AGR / SP No agravo regimental, sustenta-se a inadequação do caso em análise ao discutido nos autos do RE-RG 564.354, pois o precedente não se aplica a benefícios concedidos anteriormente à Constituição de 1988. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de da manutenção da decisão proferida. (eDOC 16) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76CD-9EC4-F63C-3A9A e senha 301E-47E9-53DE-2E14 Supremo Tribunal Federal RE 1054294 AGR / SP No agravo regimental, sustenta-se a inadequação do caso em análise ao discutido nos autos do RE-RG 564.354, pois o precedente não se aplica a benefícios concedidos anteriormente à Constituição de 1988. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de da manutenção da decisão proferida. (eDOC 16) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76CD-9EC4-F63C-3A9A e senha 301E-47E9-53DE-2E14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.054.294 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão agravada, o caso se adéqua ao paradigma firmado no RE 564.354 (tema 76), Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.2.2011. Destaque-se que, na ocasião do seu julgamento, esta Corte entendeu ser possível a aplicação imediata do art. 14 da EC 20/1998 e do art. 5º da EC 41/2003 aos benefícios pagos com base em limitador anterior, levando-se em conta os salários de contribuição utilizados para os cálculos iniciais. Desse modo, o caso dos autos, em que se discute a possibilidade de aplicação imediata das alterações trazidas pelo art. 14 da EC 20/98 e pelo art. 5º da EC 41/2003, assemelha-se com a controvérsia tratada no RE 564.354. Para tanto, destaco trecho do voto proferido pela relatora Ministra Cármen Lúcia no acórdão do referido paradigma: “4. Dessa maneira, na esteira daquele entendimento, tenho como cabível a análise do presente caso, cuja questão é saber se a alteração trazida pelo art. 14 da Emenda Constitucional n. 20/98 ao teto previdenciário aplica-se imediatamente ou não àqueles que já percebiam o benefício previdenciário anteriormente à sua edição, considerados os cálculos decorrentes do salário de contribuição. (…) 13. (…) Não foi concedido aumento ao Recorrido, mas reconhecido o direito de ter o valor de seu benefício calculado Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.054.294 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão agravada, o caso se adéqua ao paradigma firmado no RE 564.354 (tema 76), Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.2.2011. Destaque-se que, na ocasião do seu julgamento, esta Corte entendeu ser possível a aplicação imediata do art. 14 da EC 20/1998 e do art. 5º da EC 41/2003 aos benefícios pagos com base em limitador anterior, levando-se em conta os salários de contribuição utilizados para os cálculos iniciais. Desse modo, o caso dos autos, em que se discute a possibilidade de aplicação imediata das alterações trazidas pelo art. 14 da EC 20/98 e pelo art. 5º da EC 41/2003, assemelha-se com a controvérsia tratada no RE 564.354. Para tanto, destaco trecho do voto proferido pela relatora Ministra Cármen Lúcia no acórdão do referido paradigma: “4. Dessa maneira, na esteira daquele entendimento, tenho como cabível a análise do presente caso, cuja questão é saber se a alteração trazida pelo art. 14 da Emenda Constitucional n. 20/98 ao teto previdenciário aplica-se imediatamente ou não àqueles que já percebiam o benefício previdenciário anteriormente à sua edição, considerados os cálculos decorrentes do salário de contribuição. (…) 13. (…) Não foi concedido aumento ao Recorrido, mas reconhecido o direito de ter o valor de seu benefício calculado Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1054294 AGR / SP com base em limitador mais alto, fixado por norma constitucional emendada. (...) 17. Prosseguindo no julgamento do feito, este Supremo Tribunal Federal superou a deficiência do recurso extraordinário, consistente no não prequestionamento do art. 5º da Emenda Constitucional 41/2003, para que a decisão também alcance esse dispositivo (...)”. Pelo que se verifica, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da Constituição Federal de 1988. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RGPS. REVISÃO DE BENEFÍCIO. Tema 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. BENEFÍCIO CONCEDIDO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IRRELEVÂNCIA. 1. Verifico que a tese do apelo extremo se conforma adequadamente com o que restou julgado no RE-RG 564.354, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.02.2011, não havendo que se falar em limites temporais relacionados à data de início do benefício. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE-AgR 959.061, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 17.10.2016, grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS TETOS ALTERADOS PELAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003 AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA ALTERAÇÃO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. ENTENDIMENTO APLICÁVEL AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Supremo Tribunal Federal RE 1054294 AGR / SP com base em limitador mais alto, fixado por norma constitucional emendada. (...) 17. Prosseguindo no julgamento do feito, este Supremo Tribunal Federal superou a deficiência do recurso extraordinário, consistente no não prequestionamento do art. 5º da Emenda Constitucional 41/2003, para que a decisão também alcance esse dispositivo (...)”. Pelo que se verifica, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da Constituição Federal de 1988. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RGPS. REVISÃO DE BENEFÍCIO. Tema 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. BENEFÍCIO CONCEDIDO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IRRELEVÂNCIA. 1. Verifico que a tese do apelo extremo se conforma adequadamente com o que restou julgado no RE-RG 564.354, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.02.2011, não havendo que se falar em limites temporais relacionados à data de início do benefício. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE-AgR 959.061, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 17.10.2016, grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS TETOS ALTERADOS PELAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003 AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA ALTERAÇÃO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. ENTENDIMENTO APLICÁVEL AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1054294 AGR / SP REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 564.3541-RG (Tema 76 da repercussão geral), de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, concluiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5° da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. II – Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o único requisito para a aplicação dos novos tetos aos benefícios concedidos anteriormente à sua vigência é que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário, o que alcança inclusive os benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988. III – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa”. (RE-AgR 1.105.261, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.5.2018, grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIOS LIMITADOS AO TETO DO RGPS ESTABELECIDO ANTES DA VIGÊNCIA DO ART. 14 DA EC 20/1998 E DO ART. 5° DA EC 41/2003. APLICAÇÃO IMEDIATA DESSES DISPOSITIVOS. CONSTITUCIONALIDADE. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Esta Corte, ao julgar o RE 564.354-RG (Tema 76), da relatoria da Ministra Cármen Lúcia, firmou tese no sentido de que “não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5° da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Supremo Tribunal Federal RE 1054294 AGR / SP REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 564.3541-RG (Tema 76 da repercussão geral), de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, concluiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5° da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. II – Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o único requisito para a aplicação dos novos tetos aos benefícios concedidos anteriormente à sua vigência é que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário, o que alcança inclusive os benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988. III – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa”. (RE-AgR 1.105.261, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.5.2018, grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIOS LIMITADOS AO TETO DO RGPS ESTABELECIDO ANTES DA VIGÊNCIA DO ART. 14 DA EC 20/1998 E DO ART. 5° DA EC 41/2003. APLICAÇÃO IMEDIATA DESSES DISPOSITIVOS. CONSTITUCIONALIDADE. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Esta Corte, ao julgar o RE 564.354-RG (Tema 76), da relatoria da Ministra Cármen Lúcia, firmou tese no sentido de que “não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5° da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1054294 AGR / SP previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional”. II – Esta Corte não limitou a aplicação do art. 14 da EC 20/1998 e do art. 5° da EC 41/2003 aos benefícios previdenciários concedidos após a vigência da Constituição de 1988, sendo que o único requisito para a incidência desses dispositivos é que que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário então vigente. III – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC”. (RE-AgR 1.085.209, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.4.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Supremo Tribunal Federal RE 1054294 AGR / SP previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional”. II – Esta Corte não limitou a aplicação do art. 14 da EC 20/1998 e do art. 5° da EC 41/2003 aos benefícios previdenciários concedidos após a vigência da Constituição de 1988, sendo que o único requisito para a incidência desses dispositivos é que que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário então vigente. III – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC”. (RE-AgR 1.085.209, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.4.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.054.294 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ROSA SOPHIA MASSA DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIANA CONFORTI SLEIMAN (121737/SP) ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (18454/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11E2-95B4-116D-C4C4 e senha F966-2311-DA99-B243 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.054.294 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ROSA SOPHIA MASSA DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIANA CONFORTI SLEIMAN (121737/SP) ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (18454/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11E2-95B4-116D-C4C4 e senha F966-2311-DA99-B243 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748397179
2018-09-21T00:00:00
2018-10-09T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Reajuste de benefício anterior à CF/88. Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003. Tema 76. Aplicação imediata. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Negativa de provimento ao agravo regimental.
sjur392225
- Acórdão(s) citado(s): (BENEFÍCIO, REAJUSTE, APLICAÇÃO DE TETO, EMENDAS CONSTITUCIONAIS) RE 959061 AgR (1ªT), RE 1085209 AgR (2ªT), RE 1105261 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 19/10/2018, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1054294
[ "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n ART-00014\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n ART-00005\n EMENDA CONSTITUCIONAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1054294 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ROSA SOPHIA MASSA DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIANA CONFORTI SLEIMAN ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.054.294 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ROSA SOPHIA MASSA DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIANA CONFORTI SLEIMAN ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Reajuste de benefício anterior à Constituição Federal de 1988/88. Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003. Tema 76. Aplicação imediata. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de setembro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0923-7FC2-9B54-8208 e senha CA53-AE1A-E985-C9FB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.054.294 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ROSA SOPHIA MASSA DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIANA CONFORTI SLEIMAN ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Verifico que o recurso merece prosperar. Isso porque o caso se adéqua ao paradigma firmado no Recurso Extraordinário n. 564.354 (Tema 76), Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.2.2011. Na ocasião do seu julgamento, esta Corte entendeu ser possível a aplicação imediata do art. 14 da EC n. 20/1998 e do art. 5... da EC n. 41/2003 aos benefícios pagos com base em limitador anterior, levando-se em conta os salários de contribuição utilizados para os cálculos iniciais. (…) O entendimento firmado pelo Tribunal de origem, em juízo de retratação, está em desacordo com o posicionamento do Supremo Tribunal Federal. (…) Nesse sentido, é fundamental consignar que não foi imposto nenhum limite temporal para se perseguir os reajustes das mencionadas emendas. Assim, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da Constituição Federal de 1988”. (grifei) (eDOC 11, p. 3-6) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76CD-9EC4-F63C-3A9A e senha 301E-47E9-53DE-2E14 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.054.294 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ROSA SOPHIA MASSA DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIANA CONFORTI SLEIMAN ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Verifico que o recurso merece prosperar. Isso porque o caso se adéqua ao paradigma firmado no Recurso Extraordinário n. 564.354 (Tema 76), Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.2.2011. Na ocasião do seu julgamento, esta Corte entendeu ser possível a aplicação imediata do art. 14 da EC n. 20/1998 e do art. 5... da EC n. 41/2003 aos benefícios pagos com base em limitador anterior, levando-se em conta os salários de contribuição utilizados para os cálculos iniciais. (…) O entendimento firmado pelo Tribunal de origem, em juízo de retratação, está em desacordo com o posicionamento do Supremo Tribunal Federal. (…) Nesse sentido, é fundamental consignar que não foi imposto nenhum limite temporal para se perseguir os reajustes das mencionadas emendas. Assim, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da Constituição Federal de 1988”. (grifei) (eDOC 11, p. 3-6) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76CD-9EC4-F63C-3A9A e senha 301E-47E9-53DE-2E14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1054294 AGR / SP No agravo regimental, sustenta-se a inadequação do caso em análise ao discutido nos autos do Recurso Extraordinário-RG 564.354, pois o precedente não se aplica a benefícios concedidos anteriormente à Constituição de 1988. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de da manutenção da decisão proferida. (eDOC 16) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76CD-9EC4-F63C-3A9A e senha 301E-47E9-53DE-2E14 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1054294 AGR / SP No agravo regimental, sustenta-se a inadequação do caso em análise ao discutido nos autos do Recurso Extraordinário-RG 564.354, pois o precedente não se aplica a benefícios concedidos anteriormente à Constituição de 1988. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de da manutenção da decisão proferida. (eDOC 16) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76CD-9EC4-F63C-3A9A e senha 301E-47E9-53DE-2E14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.054.294 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão agravada, o caso se adéqua ao paradigma firmado no Recurso Extraordinário 564.354 (tema 76), Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.2.2011. Destaque-se que, na ocasião do seu julgamento, esta Corte entendeu ser possível a aplicação imediata do art. 14 da EC 20/1998 e do art. 5... da EC 41/2003 aos benefícios pagos com base em limitador anterior, levando-se em conta os salários de contribuição utilizados para os cálculos iniciais. Desse modo, o caso dos autos, em que se discute a possibilidade de aplicação imediata das alterações trazidas pelo art. 14 da EC 20/98 e pelo art. 5... da EC 41/2003, assemelha-se com a controvérsia tratada no Recurso Extraordinário 564.354. Para tanto, destaco trecho do voto proferido pela relatora Ministra Cármen Lúcia no acórdão do referido paradigma: “4. Dessa maneira, na esteira daquele entendimento, tenho como cabível a análise do presente caso, cuja questão é saber se a alteração trazida pelo art. 14 da Emenda Constitucional n. 20/98 ao teto previdenciário aplica-se imediatamente ou não àqueles que já percebiam o benefício previdenciário anteriormente à sua edição, considerados os cálculos decorrentes do salário de contribuição. (…) 13. (…) Não foi concedido aumento ao Recorrido, mas reconhecido o direito de ter o valor de seu benefício calculado Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.054.294 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão agravada, o caso se adéqua ao paradigma firmado no Recurso Extraordinário 564.354 (tema 76), Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.2.2011. Destaque-se que, na ocasião do seu julgamento, esta Corte entendeu ser possível a aplicação imediata do art. 14 da EC 20/1998 e do art. 5... da EC 41/2003 aos benefícios pagos com base em limitador anterior, levando-se em conta os salários de contribuição utilizados para os cálculos iniciais. Desse modo, o caso dos autos, em que se discute a possibilidade de aplicação imediata das alterações trazidas pelo art. 14 da EC 20/98 e pelo art. 5... da EC 41/2003, assemelha-se com a controvérsia tratada no Recurso Extraordinário 564.354. Para tanto, destaco trecho do voto proferido pela relatora Ministra Cármen Lúcia no acórdão do referido paradigma: “4. Dessa maneira, na esteira daquele entendimento, tenho como cabível a análise do presente caso, cuja questão é saber se a alteração trazida pelo art. 14 da Emenda Constitucional n. 20/98 ao teto previdenciário aplica-se imediatamente ou não àqueles que já percebiam o benefício previdenciário anteriormente à sua edição, considerados os cálculos decorrentes do salário de contribuição. (…) 13. (…) Não foi concedido aumento ao Recorrido, mas reconhecido o direito de ter o valor de seu benefício calculado Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1054294 AGR / SP com base em limitador mais alto, fixado por norma constitucional emendada. (...) 17. Prosseguindo no julgamento do feito, este Supremo Tribunal Federal superou a deficiência do recurso extraordinário, consistente no não prequestionamento do art. 5... da Emenda Constitucional 41/2003, para que a decisão também alcance esse dispositivo (...)”. Pelo que se verifica, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da Constituição Federal de 1988. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RGPS. REVISÃO DE BENEFÍCIO. Tema 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. BENEFÍCIO CONCEDIDO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IRRELEVÂNCIA. 1. Verifico que a tese do apelo extremo se conforma adequadamente com o que restou julgado no Recurso Extraordinário-RG 564.354, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.02.2011, não havendo que se falar em limites temporais relacionados à data de início do benefício. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário-AgR 959.061, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 17.10.2016, grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS TETOS ALTERADOS PELAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003 AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA ALTERAÇÃO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. ENTENDIMENTO APLICÁVEL AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1054294 AGR / SP com base em limitador mais alto, fixado por norma constitucional emendada. (...) 17. Prosseguindo no julgamento do feito, este Supremo Tribunal Federal superou a deficiência do recurso extraordinário, consistente no não prequestionamento do art. 5... da Emenda Constitucional 41/2003, para que a decisão também alcance esse dispositivo (...)”. Pelo que se verifica, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da Constituição Federal de 1988. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RGPS. REVISÃO DE BENEFÍCIO. Tema 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. BENEFÍCIO CONCEDIDO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IRRELEVÂNCIA. 1. Verifico que a tese do apelo extremo se conforma adequadamente com o que restou julgado no Recurso Extraordinário-RG 564.354, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.02.2011, não havendo que se falar em limites temporais relacionados à data de início do benefício. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário-AgR 959.061, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 17.10.2016, grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS TETOS ALTERADOS PELAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003 AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA ALTERAÇÃO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. ENTENDIMENTO APLICÁVEL AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1054294 AGR / SP REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 564.3541-RG (Tema 76 da repercussão geral), de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, concluiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5... da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. II – Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o único requisito para a aplicação dos novos tetos aos benefícios concedidos anteriormente à sua vigência é que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário, o que alcança inclusive os benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988. III – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa”. (Recurso Extraordinário-AgR 1.105.261, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.5.2018, grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIOS LIMITADOS AO TETO DO RGPS ESTABELECIDO ANTES DA VIGÊNCIA DO ART. 14 DA EC 20/1998 E DO ART. 5... DA EC 41/2003. APLICAÇÃO IMEDIATA DESSES DISPOSITIVOS. CONSTITUCIONALIDADE. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Esta Corte, ao julgar o Recurso Extraordinário 564.354-RG (Tema 76), da relatoria da Ministra Cármen Lúcia, firmou tese no sentido de que “não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5... da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1054294 AGR / SP REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 564.3541-RG (Tema 76 da repercussão geral), de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, concluiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5... da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. II – Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o único requisito para a aplicação dos novos tetos aos benefícios concedidos anteriormente à sua vigência é que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário, o que alcança inclusive os benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988. III – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa”. (Recurso Extraordinário-AgR 1.105.261, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.5.2018, grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIOS LIMITADOS AO TETO DO RGPS ESTABELECIDO ANTES DA VIGÊNCIA DO ART. 14 DA EC 20/1998 E DO ART. 5... DA EC 41/2003. APLICAÇÃO IMEDIATA DESSES DISPOSITIVOS. CONSTITUCIONALIDADE. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Esta Corte, ao julgar o Recurso Extraordinário 564.354-RG (Tema 76), da relatoria da Ministra Cármen Lúcia, firmou tese no sentido de que “não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5... da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1054294 AGR / SP previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional”. II – Esta Corte não limitou a aplicação do art. 14 da EC 20/1998 e do art. 5... da EC 41/2003 aos benefícios previdenciários concedidos após a vigência da Constituição de 1988, sendo que o único requisito para a incidência desses dispositivos é que que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário então vigente. III – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil”. (Recurso Extraordinário-AgR 1.085.209, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.4.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1054294 AGR / SP previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional”. II – Esta Corte não limitou a aplicação do art. 14 da EC 20/1998 e do art. 5... da EC 41/2003 aos benefícios previdenciários concedidos após a vigência da Constituição de 1988, sendo que o único requisito para a incidência desses dispositivos é que que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário então vigente. III – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil”. (Recurso Extraordinário-AgR 1.085.209, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.4.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BD9-6CDB-3E0E-4F35 e senha BDCB-16C5-6955-EFF5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.054.294 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ROSA SOPHIA MASSA DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIANA CONFORTI SLEIMAN (121737/SP) ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (18454/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11E2-95B4-116D-C4C4 e senha F966-2311-DA99-B243 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.054.294 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ROSA SOPHIA MASSA DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIANA CONFORTI SLEIMAN (121737/SP) ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (18454/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11E2-95B4-116D-C4C4 e senha F966-2311-DA99-B243 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 054 . 294", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 054 . 294", "Recurso Extraordinário n . 564 . 354", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 054 . 294", "Recurso Extraordinário n . 564 . 354", "Recurso Extraordinário 1054294 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1054294 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 054 . 294", "Recurso Extraordinário 564 . 354", "Recurso Extraordinário 564 . 354", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 054 . 294", "Recurso Extraordinário 564 . 354", "Recurso Extraordinário 564 . 354", "Recurso Extraordinário 1054294 AGR / SP", "Recurso Extraordinário - RG 564 . 354", "Recurso Extraordinário - AgR 959 . 061", "Recurso Extraordinário - RG 564 . 354", "Recurso Extraordinário - AgR 959 . 061", "Recurso Extraordinário 1054294 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 564 . 3541 - RG", "Recurso Extraordinário - AgR 1 . 105", "Recurso Extraordinário 564 . 354 - RG", "Recurso Extraordinário 1054294 AGR /", "Recurso Extraordinário 564 . 3541 - RG", "Recurso Extraordinário - AgR 1 . 105 . 261", "Recurso Extraordinário 564 . 354 - RG", "Recurso Extraordinário 1054294 AGR / SP", "Recurso Extraordinário -", "AgR 1 . 085 . 209", "Recurso Extraordinário 1054294 AGR / SP", "Recurso Extraordinário - AgR 1 . 085 . 209", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 054 . 294" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal de 1988 / 88", "Emendas", "Constitucionais 20 / 1998", "41", "/", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 da EC n . 20 / 1998", "art . 5 . . . da EC n . 41 / 2003", "EC 20 / 98", "41", "/", "03", "Constituição Federal de 1988", "art . 14 da EC", "art . 5 . . . da", "EC n . 41 / 2003", "EC 20 / 98", "41", "/", "03", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 da EC 20 / 1998", "art . 5 . . . da", "EC 41 / 2003", "art . 14 da EC 20 / 98", "art . 5 . . . da", "EC 41 / 2003", "art . 14 da Emenda Constitucional n . 20 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 da EC 20 / 1998", "art . 5 . . . da EC 41 / 2003", "art . 14 da EC 20 / 98", "art . 5 . . . da", "EC 41 / 2003", "art . 14 da Emenda Constitucional n . 20 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Emenda Constitucional 41 / 2003", "EC 20 / 98", "41", "/", "03", "Constituição Federal de 1988", "EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20 / 1998", "41", "/", "2003", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Emenda Constitucional 41 / 2003", "EC 20 / 98", "41", "/", "03", "Constituição Federal de 1988", "EMENDAS CONSTITUCIONAIS", "20 /", "1998", "41", "/", "2003", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 da Emenda Constitucional 20 / 1998", "art . 5 . . . da Emenda Constitucional 41 / 2003", "Constituição Federal de 1988", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "ART . 14 DA EC 20 / 1998", "ART . 5 . . . 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Ementa e Acórdão 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.593 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO ADV.(A/S) :GIVANILDO GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. EM CRIMES DE CORRUPÇÃO PASSIVA, A COLETA DA PROVA DA PRÁTICA DO FATO TÍPICO TORNA-SE MAIS DIFÍCIL, O QUE JUSTIFICA A INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. PRORROGAÇÃO DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA COM BASE NA FUNDAMENTAÇÃO EXPOSTA NA PRIMEIRA DECISÃO. POSSIBILIDADE. A COMPLEXIDADE DOS FATOS INVESTIGADOS JUSTIFICA A PRORROGAÇÃO DA INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA, MESMO QUE SUCESSIVAS. REVELA-SE INVIÁVEL A UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS PARA O REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do recurso ordinário em habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II – Em crimes como o de corrupção passiva, o réu não age às claras; ao contrário, perpetra sua ação na surdina, de modo que a coleta da prova da prática do fato típico torna-se mais difícil, o que justifica, dessa forma, a decretação da questionada interceptação telefônica, medida adequada e necessária para o prosseguimento das investigações. III – “As decisões que autorizam a prorrogação de interceptação telefônica, sem acrescentar novos motivos, evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E421-AC8F-0B69-FC7B e senha 94A2-C5D8-EBD2-791E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Ementa e Acórdão RHC 156593 AGR / MT na primeira decisão que deferiu o monitoramento” (HC 92.020/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa). IV – Não há falar, na espécie, em violação ao disposto na Lei 9.296/1996, uma vez que o Plenário desta Suprema Corte já decidiu que “é possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessivas, especialmente quando o fato é complexo a exigir investigação diferenciada e contínua. Não configuração de desrespeito ao art. 5º, caput, da Lei 9.296/1996”(HC 83.515/RS, Rel. Min. Nelson Jobim). V – “[…] revela-se inviável a utilização do habeas corpus para o revolvimento do conjunto fático-probatório, a fim de reexaminar o que decidido pelas instâncias ordinárias” (HC 111.607/MS, Rel. Min. Teori Zavascki). VI – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de agosto de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E421-AC8F-0B69-FC7B e senha 94A2-C5D8-EBD2-791E Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT na primeira decisão que deferiu o monitoramento” (HC 92.020/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa). IV – Não há falar, na espécie, em violação ao disposto na Lei 9.296/1996, uma vez que o Plenário desta Suprema Corte já decidiu que “é possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessivas, especialmente quando o fato é complexo a exigir investigação diferenciada e contínua. Não configuração de desrespeito ao art. 5º, caput, da Lei 9.296/1996”(HC 83.515/RS, Rel. Min. Nelson Jobim). V – “[…] revela-se inviável a utilização do habeas corpus para o revolvimento do conjunto fático-probatório, a fim de reexaminar o que decidido pelas instâncias ordinárias” (HC 111.607/MS, Rel. Min. Teori Zavascki). VI – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de agosto de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E421-AC8F-0B69-FC7B e senha 94A2-C5D8-EBD2-791E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Relatório AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.593 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO ADV.(A/S) :GIVANILDO GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 7). O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial e, ao final, pede a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso (documento eletrônico 10). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C01-4400-64F6-9BF5 e senha 8D6A-794E-0CF2-940F Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.593 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO ADV.(A/S) :GIVANILDO GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 7). O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial e, ao final, pede a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso (documento eletrônico 10). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C01-4400-64F6-9BF5 e senha 8D6A-794E-0CF2-940F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.593 MATO GROSSO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Na espécie, reafirmo, o caso é de improvimento do RHC. O acórdão atacado possui a seguinte ementa: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.593 MATO GROSSO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Na espécie, reafirmo, o caso é de improvimento do RHC. O acórdão atacado possui a seguinte ementa: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT “PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. ILEGALIDADE POR FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. PRORROGAÇÕES ESCORREITAS DA DILIGÊNCIA. CONDENAÇÃO HÍGIDA. ORDEM DENEGADA. 1. Não é ilegal a decisão judicial de interceptação telefônica se, fundamentada, expõe a necessidade da medida, nos termos da lei de regência, tendo em vista o acervo investigativo que lhe deu supedâneo, a gravidade dos fatos (esquema de corrupção em autarquia pública federal) e necessidade da medida. 2. São também escorreitas as sucessivas prorrogações da diligência, na decorrência lógica do aprofundamento das investigações e no contexto da originária quebra do sigilo telefônico. 3. Se não bastasse, a sentença condenatória não deita raízes somente nas escutas da linha telefônica do paciente, mas também em alentado conjunto probatório, é dizer, diálogos interceptados entre outras pessoas participantes do esquema, apreensões de objetos e valores, oitiva de testemunhas, extratos de contas bancárias e declarações de imposto de renda. 4. Habeas corpus denegado” (fl. 108 do volume 4). Conforme relatado, o recorrente sustenta a ilicitude das interceptações telefônicas realizadas contra ele e, por conseguinte, das provas por meio delas obtidas. Afirma, para tanto, que a medida cautelar teria sido decretada sem a devida fundamentação, já que seu nome surgiu em escutas autorizadas para investigar outra pessoa. Acrescenta que as sucessivas prorrogações havidas também não teriam sido devidamente motivadas. Entretanto, não lhe assiste razão. O recorrente, servidor público federal lotado no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Estado de Mato Grosso, foi 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT “PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. ILEGALIDADE POR FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. PRORROGAÇÕES ESCORREITAS DA DILIGÊNCIA. CONDENAÇÃO HÍGIDA. ORDEM DENEGADA. 1. Não é ilegal a decisão judicial de interceptação telefônica se, fundamentada, expõe a necessidade da medida, nos termos da lei de regência, tendo em vista o acervo investigativo que lhe deu supedâneo, a gravidade dos fatos (esquema de corrupção em autarquia pública federal) e necessidade da medida. 2. São também escorreitas as sucessivas prorrogações da diligência, na decorrência lógica do aprofundamento das investigações e no contexto da originária quebra do sigilo telefônico. 3. Se não bastasse, a sentença condenatória não deita raízes somente nas escutas da linha telefônica do paciente, mas também em alentado conjunto probatório, é dizer, diálogos interceptados entre outras pessoas participantes do esquema, apreensões de objetos e valores, oitiva de testemunhas, extratos de contas bancárias e declarações de imposto de renda. 4. Habeas corpus denegado” (fl. 108 do volume 4). Conforme relatado, o recorrente sustenta a ilicitude das interceptações telefônicas realizadas contra ele e, por conseguinte, das provas por meio delas obtidas. Afirma, para tanto, que a medida cautelar teria sido decretada sem a devida fundamentação, já que seu nome surgiu em escutas autorizadas para investigar outra pessoa. Acrescenta que as sucessivas prorrogações havidas também não teriam sido devidamente motivadas. Entretanto, não lhe assiste razão. O recorrente, servidor público federal lotado no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Estado de Mato Grosso, foi 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT denunciado com outros 11 corréus (a maioria também servidores públicos federais lotados no INCRA/MT) pela suposta prática dos delitos de corrupção passiva e formação de quadrilha, pois teriam se associado em um intrincado esquema criminoso com o objetivo de fraudar, em larga escala, a emissão de documentos de competência da referida autarquia, os chamados Certificados de Cadastro de Imóvel Rural – CCIR. Depreende-se da Lei 9.296/1996, que rege a matéria atinente à interceptação de comunicações telefônicas, que a medida, para fins de prova em investigação criminal e em instrução processual penal, depende de ordem do juiz competente para a ação principal, somente podendo ser decretada se houver indícios razoáveis de autoria ou de participação em infração penal, se a prova não puder ser feita por outros meios e se o fato investigado for punível com reclusão. O art. 2º do mencionado diploma legal dispõe: “Art. 2° Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer qualquer das seguintes hipóteses: I - não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal; II - a prova puder ser feita por outros meios disponíveis; III - o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção. Parágrafo único. Em qualquer hipótese deve ser descrita com clareza a situação objeto da investigação, inclusive com a indicação e qualificação dos investigados, salvo impossibilidade manifesta, devidamente justificada”. Mais adiante, o art. 5º da mesma lei estabelece que a decisão será fundamentada, sob pena de nulidade. Na hipótese, ao contrário do que afirmado pelo recorrente, verifica- 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT denunciado com outros 11 corréus (a maioria também servidores públicos federais lotados no INCRA/MT) pela suposta prática dos delitos de corrupção passiva e formação de quadrilha, pois teriam se associado em um intrincado esquema criminoso com o objetivo de fraudar, em larga escala, a emissão de documentos de competência da referida autarquia, os chamados Certificados de Cadastro de Imóvel Rural – CCIR. Depreende-se da Lei 9.296/1996, que rege a matéria atinente à interceptação de comunicações telefônicas, que a medida, para fins de prova em investigação criminal e em instrução processual penal, depende de ordem do juiz competente para a ação principal, somente podendo ser decretada se houver indícios razoáveis de autoria ou de participação em infração penal, se a prova não puder ser feita por outros meios e se o fato investigado for punível com reclusão. O art. 2º do mencionado diploma legal dispõe: “Art. 2° Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer qualquer das seguintes hipóteses: I - não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal; II - a prova puder ser feita por outros meios disponíveis; III - o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção. Parágrafo único. Em qualquer hipótese deve ser descrita com clareza a situação objeto da investigação, inclusive com a indicação e qualificação dos investigados, salvo impossibilidade manifesta, devidamente justificada”. Mais adiante, o art. 5º da mesma lei estabelece que a decisão será fundamentada, sob pena de nulidade. Na hipótese, ao contrário do que afirmado pelo recorrente, verifica- 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT se que todos esses requisitos foram devidamente atendidos. O acórdão recorrido expôs a questão da seguinte forma: “A originária interceptação da linha (65) 9973-6606 utilizada pelo paciente deu-se no bojo dessa alentada investigação, em fevereiro de 2008, que, àquela altura, caminhava e colhia diversas informações relevantes para os esclarecimentos dos fatos e, como decorrência disso, em 07 de fevereiro de 2008, o Delegado de Polícia Federal oficiou ao Juízo Federal da Segunda Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso (Cuiabá), levando ao conhecimento do magistrado o seguinte (fls. 152/153): Cumprimentando-o, encaminho a Vossa Excelência o Auto Circunstanciado n° 03/2008 - DELINST/SR/DPF/MT juntamente com a respectiva mídia. O período de interceptação telefônica autorizado por V. Exa. foi de 25/01/2008 a 08/02/2008, período no qual foi realizada interceptação de 11 linhas telefônicas. Visando evitar solução de continuidade nas interceptações telefônicas, remeto o Auto Circunstanciado contendo interceptações telefônicas até o dia 29/01/2008, sendo que as interceptações referentes ao período restante serão enviadas posteriormente, quando da feitura do próximo Auto Circunstanciado. Conforme informado no Auto Circunstanciado n° 02/2008, o período anteriormente interceptado e que não fez parte daquele Auto foi incluído no Auto Circunstanciado n° 03/2008 - DELINST/SR/DPF/MT que ora remeto à V. Exa. Sendo assim, o Auto Circunstanciado anexo compreende as interceptações telefônicas realizadas no período de 22/01/2008 a 29/01/2008. Verifica-se no Auto Circunstanciado anexo que o atual superintendente do INCRA, João Bosco de Moraes, é citado pelos servidores Antônio Luiz de Souza Meira (Meirão) e Itamar Moreira de Souza como integrante do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT se que todos esses requisitos foram devidamente atendidos. O acórdão recorrido expôs a questão da seguinte forma: “A originária interceptação da linha (65) 9973-6606 utilizada pelo paciente deu-se no bojo dessa alentada investigação, em fevereiro de 2008, que, àquela altura, caminhava e colhia diversas informações relevantes para os esclarecimentos dos fatos e, como decorrência disso, em 07 de fevereiro de 2008, o Delegado de Polícia Federal oficiou ao Juízo Federal da Segunda Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso (Cuiabá), levando ao conhecimento do magistrado o seguinte (fls. 152/153): Cumprimentando-o, encaminho a Vossa Excelência o Auto Circunstanciado n° 03/2008 - DELINST/SR/DPF/MT juntamente com a respectiva mídia. O período de interceptação telefônica autorizado por V. Exa. foi de 25/01/2008 a 08/02/2008, período no qual foi realizada interceptação de 11 linhas telefônicas. Visando evitar solução de continuidade nas interceptações telefônicas, remeto o Auto Circunstanciado contendo interceptações telefônicas até o dia 29/01/2008, sendo que as interceptações referentes ao período restante serão enviadas posteriormente, quando da feitura do próximo Auto Circunstanciado. Conforme informado no Auto Circunstanciado n° 02/2008, o período anteriormente interceptado e que não fez parte daquele Auto foi incluído no Auto Circunstanciado n° 03/2008 - DELINST/SR/DPF/MT que ora remeto à V. Exa. Sendo assim, o Auto Circunstanciado anexo compreende as interceptações telefônicas realizadas no período de 22/01/2008 a 29/01/2008. Verifica-se no Auto Circunstanciado anexo que o atual superintendente do INCRA, João Bosco de Moraes, é citado pelos servidores Antônio Luiz de Souza Meira (Meirão) e Itamar Moreira de Souza como integrante do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT esquema criminoso. Sendo assim, é importante interceptar os terminais telefônicos utilizados por estes servidores a fim de comprovar o envolvimento ou não do superintendente do INCRA, bem como obter junto as operadoras os terminais telefônicos utilizados por João Bosco de Moraes. O servidor Cláudio Maurício Barroso Brito é citado em várias conversas pelo intermediário Emerson Rossi de Barros e pode estar envolvido no esquema criminoso, razão pela qual é necessário o início da interceptação de seu ramal telefônico. Apesar da conclusão do Auto Circunstanciado sugerir o encerramento da interceptação dos servidores Joamir, Rogério Beghinini (Polaco), Carlão e Cintra pelo fato de suas condutas se repetirem, não trazendo fatos novos, entendo que esses terminais telefônicos devem ser interceptados por mais quinze dias. Os terminais utilizados por Neiva Camargo e Genuíno Soriano e um dos terminais utilizados por André Luiz Gallindo Perez não estão sendo mais úteis as investigações. O Juiz, então, deferiu a interceptação do telefone do paciente (fl. 160): Defiro o requerimento constante do oficio n° 07-02- 2008-DELINST/SR/DPF/MT pelos mesmos motivos explanados nas decisões anteriores e autorizo a prorrogação do monitoramento e interceptação dos terminais telefônicos n°s. (65) 8402-0723, (65) 8417-5831, (65) 8124-3737, (65) 8427-5131, (65) 9928-5790, (66) 9961- 7273, (65) 9983-1831 e (65) 9971-3687, pelo prazo de quinze dias, com as cautelas de lei. Ainda com fundamento nas decisões anteriores e considerando os fatos narrados no auto circunstanciado n° 03/2008, defiro o monitoramento e interceptação dos terminais telefônicos n°s. (65) 9284-4203 e (65) 9973-6066, pertencentes a Antônio Luiz de Sousa Meira a Cláudio 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT esquema criminoso. Sendo assim, é importante interceptar os terminais telefônicos utilizados por estes servidores a fim de comprovar o envolvimento ou não do superintendente do INCRA, bem como obter junto as operadoras os terminais telefônicos utilizados por João Bosco de Moraes. O servidor Cláudio Maurício Barroso Brito é citado em várias conversas pelo intermediário Emerson Rossi de Barros e pode estar envolvido no esquema criminoso, razão pela qual é necessário o início da interceptação de seu ramal telefônico. Apesar da conclusão do Auto Circunstanciado sugerir o encerramento da interceptação dos servidores Joamir, Rogério Beghinini (Polaco), Carlão e Cintra pelo fato de suas condutas se repetirem, não trazendo fatos novos, entendo que esses terminais telefônicos devem ser interceptados por mais quinze dias. Os terminais utilizados por Neiva Camargo e Genuíno Soriano e um dos terminais utilizados por André Luiz Gallindo Perez não estão sendo mais úteis as investigações. O Juiz, então, deferiu a interceptação do telefone do paciente (fl. 160): Defiro o requerimento constante do oficio n° 07-02- 2008-DELINST/SR/DPF/MT pelos mesmos motivos explanados nas decisões anteriores e autorizo a prorrogação do monitoramento e interceptação dos terminais telefônicos n°s. (65) 8402-0723, (65) 8417-5831, (65) 8124-3737, (65) 8427-5131, (65) 9928-5790, (66) 9961- 7273, (65) 9983-1831 e (65) 9971-3687, pelo prazo de quinze dias, com as cautelas de lei. Ainda com fundamento nas decisões anteriores e considerando os fatos narrados no auto circunstanciado n° 03/2008, defiro o monitoramento e interceptação dos terminais telefônicos n°s. (65) 9284-4203 e (65) 9973-6066, pertencentes a Antônio Luiz de Sousa Meira a Cláudio 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT Maurício Barroso de Brito, respectivamente, servidores do INCRA mencionados às fls. 2088, 2089, 2095, 2099, 2102, 2105, 2107, 2108, 2109, 2114, havendo fortes indícios de participação no esquema de corrupção. Oficie-se às empresas telefônicas, comunicando-se, ainda, sobre o encerramento da interceptação do terminal telefônico n°s. (65) 8119-0502, (65) 8112-5681 e (65) 9981- 7454 e solicitando-se informações acerca da existência de terminais telefônicos em nome de João Bosco de Moraes - CPF nº 161.458.601-20. Dê-se vista à autoridade policial, conforme requerido. Consoante se depreende, não é a decisão um primor de técnica jurídica, contudo não pode ser tida como nula, por ausência total de fundamentação como pretende a defesa. Além de ter sido no bojo das investigações que já se desenvolviam e tinham arrimo em outras diligências, que não somente escutas de conversas telefônicas, fez o magistrado referência ao trabalho que, até então, tinha sido desenvolvido pela Polícia Federal (auto circunstanciado que já era o terceiro naquele momento), bem como e primordialmente ao fato de que havia fortes indícios indícios da participação do paciente no esquema de corrupção, já que era servidor do INCRA e estava interagindo fortemente com outro investigado, denotando, então, necessidade da medida. […] Posteriormente, novo auto foi apresentado pela Polícia, tendo havido prorrogação da interceptação, em 22 de fevereiro de 2008, fundamentada no contexto que vinha se desenhando e na necessidade da continuação da diligência (fl. 168): Defiro o requerimento constante do Ofício n° 21-02- 2008-DELINST/SR/DPF/MT e autorizo a prorrogação do monitoramento e interceptação dos terminais telefônicos n°s (65) 8402-0723, (65) 8417-5831, (65) 8124-3737, (65) 8427-5131, (65) 9928-5790, (66) 9961-7273, (65) 9983-1831 e (65) 9971-3687, (65) 9284-4203 e (65) 9973-6606, pelo prazo 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT Maurício Barroso de Brito, respectivamente, servidores do INCRA mencionados às fls. 2088, 2089, 2095, 2099, 2102, 2105, 2107, 2108, 2109, 2114, havendo fortes indícios de participação no esquema de corrupção. Oficie-se às empresas telefônicas, comunicando-se, ainda, sobre o encerramento da interceptação do terminal telefônico n°s. (65) 8119-0502, (65) 8112-5681 e (65) 9981- 7454 e solicitando-se informações acerca da existência de terminais telefônicos em nome de João Bosco de Moraes - CPF nº 161.458.601-20. Dê-se vista à autoridade policial, conforme requerido. Consoante se depreende, não é a decisão um primor de técnica jurídica, contudo não pode ser tida como nula, por ausência total de fundamentação como pretende a defesa. Além de ter sido no bojo das investigações que já se desenvolviam e tinham arrimo em outras diligências, que não somente escutas de conversas telefônicas, fez o magistrado referência ao trabalho que, até então, tinha sido desenvolvido pela Polícia Federal (auto circunstanciado que já era o terceiro naquele momento), bem como e primordialmente ao fato de que havia fortes indícios indícios da participação do paciente no esquema de corrupção, já que era servidor do INCRA e estava interagindo fortemente com outro investigado, denotando, então, necessidade da medida. […] Posteriormente, novo auto foi apresentado pela Polícia, tendo havido prorrogação da interceptação, em 22 de fevereiro de 2008, fundamentada no contexto que vinha se desenhando e na necessidade da continuação da diligência (fl. 168): Defiro o requerimento constante do Ofício n° 21-02- 2008-DELINST/SR/DPF/MT e autorizo a prorrogação do monitoramento e interceptação dos terminais telefônicos n°s (65) 8402-0723, (65) 8417-5831, (65) 8124-3737, (65) 8427-5131, (65) 9928-5790, (66) 9961-7273, (65) 9983-1831 e (65) 9971-3687, (65) 9284-4203 e (65) 9973-6606, pelo prazo 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT de 15 (quinze) dias, pelos motivos já consignados nas decisões anteriores, bem como em razão dos fatos narrados no auto circunstanciado n° 04/2008. Oficie-se às empresas telefônicas. Determino, ainda, que as companhias telefônicas forneçam os extratos e dados cadastrais de todos os terminais que mantiverem contato com os terminais interceptados e, ainda, para resguardar o necessário sigilo das investigações. Mais prorrogações nos mesmos moldes foram deferidas em 07 de março de 2008 (fl. 177), em 18 de março de 2008 (fl. 183), em 1º de abril de 2088 (fls. 192), em 17 de abril de 2008 (fl. 200), em 2 de maio de 2008 (fl. 207) e em 15 de maio de 2008 (fl. 216). Em relatório das investigações, consta o seguinte (fl. 217/9): O servidor CLÁUDIO, que já havia sido citado como pertencente a este esquema, em determinado momento, com o avanço da situação criminosa, é procurado diretamente por EMERSON, que o liga a fim de tratar sobre assunto relacionado ao processo em curso. CLÁUDIO exerce a chefia do Setor de Fiscalização e seu nome completo é Cláudio Maurício Barroso de Brito - CPF 519.894.257-04, usuário do terminal (65) 9973-6606 habilitado em seu nome. (…) ESQUEMA NOLI / SÉRGIO / EMERSON / POLACO / CARLÃO / CINTRA / JOAMIR / CLÁUDIO / ITAMAR / A situação abaixo acompanhada utilizou modus operandi semelhante, ou seja, a corrupção dos servidores do INCRA/MT para que realizassem, dentro do exercício de suas funções públicas, as ações correspondentes no processo. NOLI é o representante do grupo possuidor de terras e com processo em tramitação no INCRA, o qual a 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT de 15 (quinze) dias, pelos motivos já consignados nas decisões anteriores, bem como em razão dos fatos narrados no auto circunstanciado n° 04/2008. Oficie-se às empresas telefônicas. Determino, ainda, que as companhias telefônicas forneçam os extratos e dados cadastrais de todos os terminais que mantiverem contato com os terminais interceptados e, ainda, para resguardar o necessário sigilo das investigações. Mais prorrogações nos mesmos moldes foram deferidas em 07 de março de 2008 (fl. 177), em 18 de março de 2008 (fl. 183), em 1º de abril de 2088 (fls. 192), em 17 de abril de 2008 (fl. 200), em 2 de maio de 2008 (fl. 207) e em 15 de maio de 2008 (fl. 216). Em relatório das investigações, consta o seguinte (fl. 217/9): O servidor CLÁUDIO, que já havia sido citado como pertencente a este esquema, em determinado momento, com o avanço da situação criminosa, é procurado diretamente por EMERSON, que o liga a fim de tratar sobre assunto relacionado ao processo em curso. CLÁUDIO exerce a chefia do Setor de Fiscalização e seu nome completo é Cláudio Maurício Barroso de Brito - CPF 519.894.257-04, usuário do terminal (65) 9973-6606 habilitado em seu nome. (…) ESQUEMA NOLI / SÉRGIO / EMERSON / POLACO / CARLÃO / CINTRA / JOAMIR / CLÁUDIO / ITAMAR / A situação abaixo acompanhada utilizou modus operandi semelhante, ou seja, a corrupção dos servidores do INCRA/MT para que realizassem, dentro do exercício de suas funções públicas, as ações correspondentes no processo. NOLI é o representante do grupo possuidor de terras e com processo em tramitação no INCRA, o qual a 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT quadrilha identifica como processo da SBV. Ao contrário dos esquemas anteriormente descritos, não se evidenciou a consciência de NOLI de estar participando de um esquema criminoso calcado na corrupção de servidores, uma vez que o mesmo se reporia diretamente a SÉRGIO, o qual não está sendo monitorado. Tal processo estaria vinculado a uma pessoa ligada ao grupo City Lar, que teria comprado a área da empresa Santa Maria do Pantanal localizada no Município de Mirassol D'Oeste/MT. SÉRGIO, uma vez contratado por NOLI na qualidade de despachante, passa a cobrar constantemente de EMERSON, a agilização e conclusão do processo da SBV. Tem a plena ciência de estar participando e compactuando com o esquema de corrupção, o qual lhe renderá dividendos. EMERSON, por sua vez, utiliza-se de sua grande articulação dentro do INCRA, contatando os servidores envolvidos e mediante a oferta e pagamento de propina, cobra de cada um deles a agilização de suas tarefas. Esta situação é marcada dentro outros aspectos por conversas a respeito de ‘preço, custo, acerto’, encontro na residência do servidor ITAMAR, POLACO e EMERSON para tratarem a respeito do esquema e também pela insistente procura por parte do servidor JOAMIR, que mesmo estando de férias, cobra de EMERSON a sua parte do dinheiro no esquema. Nesta situação, CLÁUDIO mantém contato direto com EMERSON, com quem trata a respeito de processo, contudo não se fala abertamente entre os dois indivíduos algo sobre ilicitude. Entretanto em outros trechos, dos quais EMERSON participa, este imputa a acusação a CLÁUDIO de ter auferido ganhos ilícitos para trabalhar em cima do processo. Há um trecho em que SÉRGIO acusa o servidor 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT quadrilha identifica como processo da SBV. Ao contrário dos esquemas anteriormente descritos, não se evidenciou a consciência de NOLI de estar participando de um esquema criminoso calcado na corrupção de servidores, uma vez que o mesmo se reporia diretamente a SÉRGIO, o qual não está sendo monitorado. Tal processo estaria vinculado a uma pessoa ligada ao grupo City Lar, que teria comprado a área da empresa Santa Maria do Pantanal localizada no Município de Mirassol D'Oeste/MT. SÉRGIO, uma vez contratado por NOLI na qualidade de despachante, passa a cobrar constantemente de EMERSON, a agilização e conclusão do processo da SBV. Tem a plena ciência de estar participando e compactuando com o esquema de corrupção, o qual lhe renderá dividendos. EMERSON, por sua vez, utiliza-se de sua grande articulação dentro do INCRA, contatando os servidores envolvidos e mediante a oferta e pagamento de propina, cobra de cada um deles a agilização de suas tarefas. Esta situação é marcada dentro outros aspectos por conversas a respeito de ‘preço, custo, acerto’, encontro na residência do servidor ITAMAR, POLACO e EMERSON para tratarem a respeito do esquema e também pela insistente procura por parte do servidor JOAMIR, que mesmo estando de férias, cobra de EMERSON a sua parte do dinheiro no esquema. Nesta situação, CLÁUDIO mantém contato direto com EMERSON, com quem trata a respeito de processo, contudo não se fala abertamente entre os dois indivíduos algo sobre ilicitude. Entretanto em outros trechos, dos quais EMERSON participa, este imputa a acusação a CLÁUDIO de ter auferido ganhos ilícitos para trabalhar em cima do processo. Há um trecho em que SÉRGIO acusa o servidor 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT ANTONIO PAULO de ter recebido dinheiro para trabalhar no processo, não se podendo contudo, apontar preliminarmente qual teria sido sua participação no esquema. Em 30 de maio de 2008 (fl. 233), na sequência, mais uma prorrogação. Novas informações, narrando a participação ativa do paciente nos fatos (fls. 240/245): (…) Constatamos que os servidores técnicos envolvidos pertencem em sua quase totalidade á Divisão de Ordenamento da Estrutura Fundiária e suas respectivas Subdivisões: Cadastro Rural, Cartografia, Regularização Fundiária. Há também participação dos servidores lotados na Sala da Cidadania e da própria Procuradoria Regional. (…) ESQUEMA VIAN / SÉRGIO / EMERSON / IBERE / JOAMIR / CLÁUDIO / REGINALDO / Cabe ressaltar que a situação imediatamente abaixo narrada apresenta estrutura semelhante a outro esquema desenvolvido simultaneamente denominado Caso SBV (Informação 05/2008) trazendo diálogos pertinentes, em alguns momentos, aos dois esquemas. O processo em que os integrantes da quadrilha desdobram-se criminosamente para que o mesmo seja concluído é identificado pelos mesmos como processo do VIAN. O episódio reforça a participação e empenho dos servidores claramente envolvidos nos esquemas de corrupção, os quais travam diálogos entre si a respeito do assunto, mas também há a citação de outros servidores que estariam atuando como cúmplices. SÉRGIO e EMERSON, em constante parceria, valem- se do plano criminoso calcado no pagamento de propina aos servidores para agilização do processo de certificação do imóvel rural do grupo empresarial denominado Sinop Agroquímica, o qual tem como representante o indivíduo 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT ANTONIO PAULO de ter recebido dinheiro para trabalhar no processo, não se podendo contudo, apontar preliminarmente qual teria sido sua participação no esquema. Em 30 de maio de 2008 (fl. 233), na sequência, mais uma prorrogação. Novas informações, narrando a participação ativa do paciente nos fatos (fls. 240/245): (…) Constatamos que os servidores técnicos envolvidos pertencem em sua quase totalidade á Divisão de Ordenamento da Estrutura Fundiária e suas respectivas Subdivisões: Cadastro Rural, Cartografia, Regularização Fundiária. Há também participação dos servidores lotados na Sala da Cidadania e da própria Procuradoria Regional. (…) ESQUEMA VIAN / SÉRGIO / EMERSON / IBERE / JOAMIR / CLÁUDIO / REGINALDO / Cabe ressaltar que a situação imediatamente abaixo narrada apresenta estrutura semelhante a outro esquema desenvolvido simultaneamente denominado Caso SBV (Informação 05/2008) trazendo diálogos pertinentes, em alguns momentos, aos dois esquemas. O processo em que os integrantes da quadrilha desdobram-se criminosamente para que o mesmo seja concluído é identificado pelos mesmos como processo do VIAN. O episódio reforça a participação e empenho dos servidores claramente envolvidos nos esquemas de corrupção, os quais travam diálogos entre si a respeito do assunto, mas também há a citação de outros servidores que estariam atuando como cúmplices. SÉRGIO e EMERSON, em constante parceria, valem- se do plano criminoso calcado no pagamento de propina aos servidores para agilização do processo de certificação do imóvel rural do grupo empresarial denominado Sinop Agroquímica, o qual tem como representante o indivíduo 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT identificado como VIAN. Ao longo de seus diálogos fazem acusação gravíssima ao assessor de gabinete, o servidor José Campo, o qual compactuaria com os interesses da quadrilha. São citados como tendo recebido propina e assim providenciassem logo seus deveres funcionais os seguintes servidores: CLÁUDIO, Chefe do Setor de Fiscalização, JOAMIR, integrante do comitê de certificação e o Procurador Federal REGINALDO. Há uma passagem na qual CLÁUDIO toma a iniciativa de ligar para EMERSON para tratar de assunto relativo ao caso. Com o passar do tempo, EMERSON e SÉRGIO contam mais uma vez com o auxilio do servidor aposentado IBERE, para que o mesmo articule-se junto aos Procuradores Federais ANILDO e REGINALDO, a fim de que o processo siga em seu curso normal, sem maiores entraves junto à Procuradoria, evitando assim uma morosidade indesejada. Apesar dos esforços da quadrilha na pretendida agilização do processo, ocorre um obstáculo inesperado, o encaminhamento do referido processo para o Procurador Federal Jutuiran, a fim de que este também realize um despacho, o segundo no processo (o primeiro foi do Procurador REGINALDO), uma vez que o mencionado Procurador não está sob a rédea do grupo criminoso. Passa a ocorrer o interesse e o acompanhamento de perto por parte do Deputado Estadual Dilceu Dal Bosco (DEM) de Sinop/MT, quanto à situação do referido processo e o mesmo pede para que o Superintendente do INCRA/MT, João Bosco de Moraes, intervenha junto à Procuradoria a fim de dar prosseguimento no curso do processo. (…) CLÁUDIO MAURÍCIO BARROSO DE BRITO – CPF 519.894.257-04: Servidor do INCRA, ocupante do 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT identificado como VIAN. Ao longo de seus diálogos fazem acusação gravíssima ao assessor de gabinete, o servidor José Campo, o qual compactuaria com os interesses da quadrilha. São citados como tendo recebido propina e assim providenciassem logo seus deveres funcionais os seguintes servidores: CLÁUDIO, Chefe do Setor de Fiscalização, JOAMIR, integrante do comitê de certificação e o Procurador Federal REGINALDO. Há uma passagem na qual CLÁUDIO toma a iniciativa de ligar para EMERSON para tratar de assunto relativo ao caso. Com o passar do tempo, EMERSON e SÉRGIO contam mais uma vez com o auxilio do servidor aposentado IBERE, para que o mesmo articule-se junto aos Procuradores Federais ANILDO e REGINALDO, a fim de que o processo siga em seu curso normal, sem maiores entraves junto à Procuradoria, evitando assim uma morosidade indesejada. Apesar dos esforços da quadrilha na pretendida agilização do processo, ocorre um obstáculo inesperado, o encaminhamento do referido processo para o Procurador Federal Jutuiran, a fim de que este também realize um despacho, o segundo no processo (o primeiro foi do Procurador REGINALDO), uma vez que o mencionado Procurador não está sob a rédea do grupo criminoso. Passa a ocorrer o interesse e o acompanhamento de perto por parte do Deputado Estadual Dilceu Dal Bosco (DEM) de Sinop/MT, quanto à situação do referido processo e o mesmo pede para que o Superintendente do INCRA/MT, João Bosco de Moraes, intervenha junto à Procuradoria a fim de dar prosseguimento no curso do processo. (…) CLÁUDIO MAURÍCIO BARROSO DE BRITO – CPF 519.894.257-04: Servidor do INCRA, ocupante do 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT cargo de Fiscal C. T. Rural, chefe do Setor de Fiscalização, que ao longo desta investigação, teve seu nome citado pelos integrantes da quadrilha SÉRGIO, EMERSON e o também servidor ITAMAR, diversas vezes como tendo participado dos esquemas criminosos, como: esquema ROMEU, esquema SBV, esquema VIAN (este mais bem detalhado na Informação 08/2008). É usuário do terminal (65) 9973-6606 habilitado em seu nome. Importante mencionar que este servidor passou a ter sua conduta investigada em inquérito aberto no INCRA/MT, cujo teor não fica totalmente esclarecido, mas sabe-se que visa apurar irregularidades, possivelmente praticadas pelo mesmo em conjunto com demais servidores do Setor da Cartografia, conforme diálogo transcrito abaixo. CLAUDIO que costumeiramente apresentava comportamento sensível ao telefone evitando manter um contato mais constante e duradouro com os demais integrantes da quadrilha, em dado momento, assume uma postura mais direta, passando a tratar de assunto relativo a processo justamente com EMERSON, corroborando assim a existência de vínculo entre os dois e sua participação efetiva nos esquemas de corrupção conforme já havia sendo apontado. A dinâmica evidencia um interesse mútuo na agilização do processo, ao ponto de CLAUDIO cobrar de seu subordinado ANTONIO para que providencie o quanto antes a conclusão do mesmo, fazendo a parte que lhe cabe. EMERSON imputa responsabilidade ao servidor CLAUDIO por acusação de envolvimento do Procurador do INCRA no esquema de corrupção para o processo ser agilizado. As interceptações teriam sido encerradas em algum momento (não há documento a esse respeito) e não há qualquer 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT cargo de Fiscal C. T. Rural, chefe do Setor de Fiscalização, que ao longo desta investigação, teve seu nome citado pelos integrantes da quadrilha SÉRGIO, EMERSON e o também servidor ITAMAR, diversas vezes como tendo participado dos esquemas criminosos, como: esquema ROMEU, esquema SBV, esquema VIAN (este mais bem detalhado na Informação 08/2008). É usuário do terminal (65) 9973-6606 habilitado em seu nome. Importante mencionar que este servidor passou a ter sua conduta investigada em inquérito aberto no INCRA/MT, cujo teor não fica totalmente esclarecido, mas sabe-se que visa apurar irregularidades, possivelmente praticadas pelo mesmo em conjunto com demais servidores do Setor da Cartografia, conforme diálogo transcrito abaixo. CLAUDIO que costumeiramente apresentava comportamento sensível ao telefone evitando manter um contato mais constante e duradouro com os demais integrantes da quadrilha, em dado momento, assume uma postura mais direta, passando a tratar de assunto relativo a processo justamente com EMERSON, corroborando assim a existência de vínculo entre os dois e sua participação efetiva nos esquemas de corrupção conforme já havia sendo apontado. A dinâmica evidencia um interesse mútuo na agilização do processo, ao ponto de CLAUDIO cobrar de seu subordinado ANTONIO para que providencie o quanto antes a conclusão do mesmo, fazendo a parte que lhe cabe. EMERSON imputa responsabilidade ao servidor CLAUDIO por acusação de envolvimento do Procurador do INCRA no esquema de corrupção para o processo ser agilizado. As interceptações teriam sido encerradas em algum momento (não há documento a esse respeito) e não há qualquer 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT mácula nas prorrogações, assim como ocorreu na gênese da diligência invasiva. […] Em 29 de julho de 2008, o Juízo Federal da Segunda Vara em Cuiabá/MT, deferiu o reinício das interceptações, a teor dos seguintes fundamentos (fls. 257/261): O Delegado de Polícia Federal representou pelo reinício de interceptação telefônica, tendo em vista a iminência de se efetuar o cumprimento dos mandados expedidos em representações de busca e apreensão e de prisão temporária. Para o deferimento de interceptação é necessária a conjugação dos seguintes requisitos: a) indícios razoáveis de autoria ou participação em infração penal (inciso I); b) os fatos não podem ser investigados por outro meio (inciso II); e c) a pena para os crimes, em tese, cometidos, é de reclusão (inciso III), todos do art. 2º da Lei n° 9.296/96. No caso dos autos, como dito na representação, há indícios suficientes de autoria e participação em crime de quadrilha e bando (art. 288 do CP), de concussão (art. 316 do CP), de prevaricação (art. 319 do CP), corrupção ativa (art. 317 do CP) e corrupção passiva (art. 333 do CP). A investigação policial, instaurada por força de denúncia levantada pelo MPF, tinha como objetivo apurar suposta organização criminosa que atuaria junto ao INCRA. Durante as investigações, deferida a interceptação telefônica de servidores do INCRA, não foram colhidas provas que corroborassem as denúncias inicialmente feitas pelo MPF, tendo sido, porém, identificados dois esquemas criminosos: a) um envolvendo processos de certificação de imóveis rurais no INCRA; e b) outro, envolvendo a Receita Federal em Diamantino/MT. O primeiro esquema consistiria em cooptar proprietários rurais interessados em obter a Certificação de suas propriedades rurais e intermediar o pagamento de propina a servidores do INCRA. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT mácula nas prorrogações, assim como ocorreu na gênese da diligência invasiva. […] Em 29 de julho de 2008, o Juízo Federal da Segunda Vara em Cuiabá/MT, deferiu o reinício das interceptações, a teor dos seguintes fundamentos (fls. 257/261): O Delegado de Polícia Federal representou pelo reinício de interceptação telefônica, tendo em vista a iminência de se efetuar o cumprimento dos mandados expedidos em representações de busca e apreensão e de prisão temporária. Para o deferimento de interceptação é necessária a conjugação dos seguintes requisitos: a) indícios razoáveis de autoria ou participação em infração penal (inciso I); b) os fatos não podem ser investigados por outro meio (inciso II); e c) a pena para os crimes, em tese, cometidos, é de reclusão (inciso III), todos do art. 2º da Lei n° 9.296/96. No caso dos autos, como dito na representação, há indícios suficientes de autoria e participação em crime de quadrilha e bando (art. 288 do CP), de concussão (art. 316 do CP), de prevaricação (art. 319 do CP), corrupção ativa (art. 317 do CP) e corrupção passiva (art. 333 do CP). A investigação policial, instaurada por força de denúncia levantada pelo MPF, tinha como objetivo apurar suposta organização criminosa que atuaria junto ao INCRA. Durante as investigações, deferida a interceptação telefônica de servidores do INCRA, não foram colhidas provas que corroborassem as denúncias inicialmente feitas pelo MPF, tendo sido, porém, identificados dois esquemas criminosos: a) um envolvendo processos de certificação de imóveis rurais no INCRA; e b) outro, envolvendo a Receita Federal em Diamantino/MT. O primeiro esquema consistiria em cooptar proprietários rurais interessados em obter a Certificação de suas propriedades rurais e intermediar o pagamento de propina a servidores do INCRA. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT Nessa parte, organização criminosa exercia suas atividades em torno, principalmente, dos Processos de Certificação de Imóveis Rurais, através do qual se verifica se o georreferenciamento (medição feita na área rural) obedeceu às normas técnicas e se a área medida não se sobrepõe a outro imóvel rural. Não havendo irregularidades, esta área é Certificada e é incluída no SNCR (Sistema Nacional de Cadastro Rural), o que se mostra indispensável para o registro da propriedade no Registro de Imóveis; para a obtenção de empréstimos bancários; para a obtenção de licenciamento ambiental; etc. As investigações empreendidas, e em especial as interceptações telefônicas, indicam a existência de organização criminosa que coopta proprietários interessados em obter a Certificação de suas propriedades rurais ou interessados em obter qualquer outra vantagem junto ao INCRA, intermediando o pagamento de propina a servidores corruptos do INCRA, que também integram a quadrilha. As investigações teriam constatado diversas situações em que proprietários rurais teriam dado dinheiro a intermediários e estes teriam pagado propina aos servidores do INCRA pertencentes ao esquema criminoso, sendo que, em algumas situações, foi inclusive possível verificar o sucesso da empreitada criminosa, com a publicação da Certificação do Imóvel. As investigações indicam, ainda, para a existência de uma verdadeira organização criminosa, divisão de tarefas entre, seus integrantes, cada qual exercendo função essencial para o êxito dos esquemas criminosos perpetrados pela quadrilha. Essa teria organizado e realizado diversos esquemas criminosos praticados por quadrilha identificada pela investigação, a demonstrar habitualidade. Dentro dessa organização, alguns integrantes, com 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT Nessa parte, organização criminosa exercia suas atividades em torno, principalmente, dos Processos de Certificação de Imóveis Rurais, através do qual se verifica se o georreferenciamento (medição feita na área rural) obedeceu às normas técnicas e se a área medida não se sobrepõe a outro imóvel rural. Não havendo irregularidades, esta área é Certificada e é incluída no SNCR (Sistema Nacional de Cadastro Rural), o que se mostra indispensável para o registro da propriedade no Registro de Imóveis; para a obtenção de empréstimos bancários; para a obtenção de licenciamento ambiental; etc. As investigações empreendidas, e em especial as interceptações telefônicas, indicam a existência de organização criminosa que coopta proprietários interessados em obter a Certificação de suas propriedades rurais ou interessados em obter qualquer outra vantagem junto ao INCRA, intermediando o pagamento de propina a servidores corruptos do INCRA, que também integram a quadrilha. As investigações teriam constatado diversas situações em que proprietários rurais teriam dado dinheiro a intermediários e estes teriam pagado propina aos servidores do INCRA pertencentes ao esquema criminoso, sendo que, em algumas situações, foi inclusive possível verificar o sucesso da empreitada criminosa, com a publicação da Certificação do Imóvel. As investigações indicam, ainda, para a existência de uma verdadeira organização criminosa, divisão de tarefas entre, seus integrantes, cada qual exercendo função essencial para o êxito dos esquemas criminosos perpetrados pela quadrilha. Essa teria organizado e realizado diversos esquemas criminosos praticados por quadrilha identificada pela investigação, a demonstrar habitualidade. Dentro dessa organização, alguns integrantes, com 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT maior penetração junto aos servidores do INCRA, são responsáveis por cooptar para o esquema criminoso proprietários rurais interessados em obter Certificação de seus imóveis rurais ou interessados em obter qualquer outra vantagem junto ao INCRA, intermediando o pagamento da propina a servidores corruptos do INCRA. Outra parte da organização é composta de diversos servidores do INCRA, os quais recebem propina para emitir ato que deveriam praticar por dever de ofício ou para praticar atos com violação de normas técnica internas. Parte desses servidores, além de receber propina para a prática de ato de sua competência, articula com outros servidores a possibilidade da prática de ato mediante recebimento de vantagem indevida. Há, ainda, outros intermediários que, por não terem penetração ou acesso direto aos servidores corruptos e agindo como despachantes ou procuradores dos proprietários rurais, utilizar-se-iam de outros intermediários como instrumento para pagamento de propina e obtenção de algo por parte dos servidores do INCRA. Nos diálogos interceptados, os integrantes da quadrilha falam abertamente nos valores da propina a serem pagos aos servidores do INCRA. Há ainda a menção de números de conta-corrente para depósitos e algumas referências a diversos favores a servidores do INCRA. Pode-se afirmar, portanto, que há, com base nas provas até agora produzidas, fundadas razões indicando a existência de um esquema criminoso envolvendo o pagamento de propina aos servidores do INCRA para a finalização de processos de certificação de georreferenciamento, sendo que esse pagamento é intermediado por algumas pessoas, que servem de ponte entre os proprietários e os servidores. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT maior penetração junto aos servidores do INCRA, são responsáveis por cooptar para o esquema criminoso proprietários rurais interessados em obter Certificação de seus imóveis rurais ou interessados em obter qualquer outra vantagem junto ao INCRA, intermediando o pagamento da propina a servidores corruptos do INCRA. Outra parte da organização é composta de diversos servidores do INCRA, os quais recebem propina para emitir ato que deveriam praticar por dever de ofício ou para praticar atos com violação de normas técnica internas. Parte desses servidores, além de receber propina para a prática de ato de sua competência, articula com outros servidores a possibilidade da prática de ato mediante recebimento de vantagem indevida. Há, ainda, outros intermediários que, por não terem penetração ou acesso direto aos servidores corruptos e agindo como despachantes ou procuradores dos proprietários rurais, utilizar-se-iam de outros intermediários como instrumento para pagamento de propina e obtenção de algo por parte dos servidores do INCRA. Nos diálogos interceptados, os integrantes da quadrilha falam abertamente nos valores da propina a serem pagos aos servidores do INCRA. Há ainda a menção de números de conta-corrente para depósitos e algumas referências a diversos favores a servidores do INCRA. Pode-se afirmar, portanto, que há, com base nas provas até agora produzidas, fundadas razões indicando a existência de um esquema criminoso envolvendo o pagamento de propina aos servidores do INCRA para a finalização de processos de certificação de georreferenciamento, sendo que esse pagamento é intermediado por algumas pessoas, que servem de ponte entre os proprietários e os servidores. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT Além disso, por meio de interceptação telefônica relativas à pessoa de EMERSON ROSSI DE BARROS, foram coletados elementos probatórios que indicam a existência de organização criminosa que age na Receita Federal, no qual também puderam ser observadas as características de uma organização criminosa: colaboração de várias pessoas, divisão de tarefas, continuidade na prática criminosa. Nessa organização criminosa que agiria na Receita Federal, EMERSON ROSSI DE BARROS atuaria como intermediário entre interessados em obter vantagens perante a Receita Federal e servidores da Receita Federal corruptos, os quais recebem propina pelos favores prestados a EMERSON. Dessas investigações decorrem fortes indícios de que alguns servidores da Receita Federal em Diamantino/MT integrariam esta organização criminosa, prestando favores a EMERSON em troca de propina, tais como: fornecimento de dados sigilosos a que tem acesso em razão das funções que ocupam, cancelamento de créditos tributários, fraude e agilização de processos de restituição de imposto de renda, regularização de CPFs. A suficiência dos indícios de autoria ou participação em crimes, ademais, foi devidamente analisada nas representações de prisão e busca e apreensão, deferidas em face das mesmas pessoas que se quer interceptar. Além disso, contra essas já havia deferimento de interceptação. Nesses termos, preenchidos estão os requisitos de existência de indícios razoáveis de autoria ou participação em infração penal cuja pena, em tese, é de reclusão (incisos I e III do art. 2º, da Lei n° 9.296/96). Quanto à circunstância de que os fatos não podem ser investigados por outro meio (inciso II do art. 2°, da Lei n° 9.296/96), no caso, já estão deferidas as prisões temporárias dos alvos, de forma que a interceptação é indispensável para que se as possa monitorar; para que se 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT Além disso, por meio de interceptação telefônica relativas à pessoa de EMERSON ROSSI DE BARROS, foram coletados elementos probatórios que indicam a existência de organização criminosa que age na Receita Federal, no qual também puderam ser observadas as características de uma organização criminosa: colaboração de várias pessoas, divisão de tarefas, continuidade na prática criminosa. Nessa organização criminosa que agiria na Receita Federal, EMERSON ROSSI DE BARROS atuaria como intermediário entre interessados em obter vantagens perante a Receita Federal e servidores da Receita Federal corruptos, os quais recebem propina pelos favores prestados a EMERSON. Dessas investigações decorrem fortes indícios de que alguns servidores da Receita Federal em Diamantino/MT integrariam esta organização criminosa, prestando favores a EMERSON em troca de propina, tais como: fornecimento de dados sigilosos a que tem acesso em razão das funções que ocupam, cancelamento de créditos tributários, fraude e agilização de processos de restituição de imposto de renda, regularização de CPFs. A suficiência dos indícios de autoria ou participação em crimes, ademais, foi devidamente analisada nas representações de prisão e busca e apreensão, deferidas em face das mesmas pessoas que se quer interceptar. Além disso, contra essas já havia deferimento de interceptação. Nesses termos, preenchidos estão os requisitos de existência de indícios razoáveis de autoria ou participação em infração penal cuja pena, em tese, é de reclusão (incisos I e III do art. 2º, da Lei n° 9.296/96). Quanto à circunstância de que os fatos não podem ser investigados por outro meio (inciso II do art. 2°, da Lei n° 9.296/96), no caso, já estão deferidas as prisões temporárias dos alvos, de forma que a interceptação é indispensável para que se as possa monitorar; para que se 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT captem conversas sobre algum ilícito praticado, mas ainda não identificado; para que se possa evitar qualquer conduta tendente à destruição de provas ou à ocultação do produto dos crimes. Assim, por entender necessário ao prosseguimento das investigações criminais, afasto a garantia jurídica do sigilo telefônico para AUTORIZAR interceptação telefônica, pelo prazo de quinze dias, dos terminais listados na representação. As operadoras deverão fornecer, ainda, extratos contendo o número dos telefones que realizaram chamadas com os alvos interceptados e os dados cadastrais desses terminais que mantiveram contato com os alvos. No caso da Operadora Vivo, deverão ser indicados, nos ofícios, os nomes dos policiais federais Hélio C. Freitas Filho, Paulo de Castro Freitas, Valmar da Silva Oliveira Júnior e Adailton de Lima Gaspari, como autorizados a acessar esses dados. Não se sabe o que ocorreu depois e nem há documentos nestes autos sobre isso, mas não se pode deixar de constatar que este decisum retrata bem a dimensão de todo o trabalho investigativo e dos frutos com ele colhidos, em ordem a identificar autorias e materialidade dos diversos crimes que estavam em apuração. Denota, de outra parte, penso, que não há, mesmo, nulidade na decisão que, no tocante especificamente ao ora paciente, determinou o início da quebra do seu sigilo telefônico e suas sucessivas prorrogações, dado que o contexto delineado na narrativa judicial denota que o paciente passou a ser alvo de interceptações em decorrência do próprio evolver da colheita probatória pela Polícia Federal e, à medida que o novelo fático foi se desfiando, foi necessário incluir outras pessoas inseridas nos ilícitos penais, dentre as quais o paciente, posteriormente denunciado e, ao final da instrução, em primeiro grau, condenado, com acórdão de apelação ratificando o édito aflitivo” (fls. 113-121 do volume 4; grifos no original). 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT captem conversas sobre algum ilícito praticado, mas ainda não identificado; para que se possa evitar qualquer conduta tendente à destruição de provas ou à ocultação do produto dos crimes. Assim, por entender necessário ao prosseguimento das investigações criminais, afasto a garantia jurídica do sigilo telefônico para AUTORIZAR interceptação telefônica, pelo prazo de quinze dias, dos terminais listados na representação. As operadoras deverão fornecer, ainda, extratos contendo o número dos telefones que realizaram chamadas com os alvos interceptados e os dados cadastrais desses terminais que mantiveram contato com os alvos. No caso da Operadora Vivo, deverão ser indicados, nos ofícios, os nomes dos policiais federais Hélio C. Freitas Filho, Paulo de Castro Freitas, Valmar da Silva Oliveira Júnior e Adailton de Lima Gaspari, como autorizados a acessar esses dados. Não se sabe o que ocorreu depois e nem há documentos nestes autos sobre isso, mas não se pode deixar de constatar que este decisum retrata bem a dimensão de todo o trabalho investigativo e dos frutos com ele colhidos, em ordem a identificar autorias e materialidade dos diversos crimes que estavam em apuração. Denota, de outra parte, penso, que não há, mesmo, nulidade na decisão que, no tocante especificamente ao ora paciente, determinou o início da quebra do seu sigilo telefônico e suas sucessivas prorrogações, dado que o contexto delineado na narrativa judicial denota que o paciente passou a ser alvo de interceptações em decorrência do próprio evolver da colheita probatória pela Polícia Federal e, à medida que o novelo fático foi se desfiando, foi necessário incluir outras pessoas inseridas nos ilícitos penais, dentre as quais o paciente, posteriormente denunciado e, ao final da instrução, em primeiro grau, condenado, com acórdão de apelação ratificando o édito aflitivo” (fls. 113-121 do volume 4; grifos no original). 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT Com efeito, a decisão questionada apontou que haviam fortes indícios de autoria dos crimes imputados ao investigado, que, como se sabe, são puníveis com pena de reclusão. Ressaltou também que a prova não poderia ser produzida de outra forma, atendendo, assim, a todas as exigências do art. 2º da lei de regência. Como é cediço, em crimes como o de corrupção passiva, o réu não age às claras; ao contrário, perpetra sua ação na surdina, de modo que a coleta da prova da prática do fato típico torna-se mais difícil, o que justifica, dessa forma, a decretação da questionada interceptação telefônica, medida adequada e necessária para o prosseguimento das investigações. Para ilustrar essa assertiva, colaciono os seguintes precedentes desta Corte: “[...] é lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso” (Inq. 2.424/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno). “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. ÚNICO MEIO DE PROVA VIÁVEL. PRÉVIA INVESTIGAÇÃO. DESNECESSIDADE. INDÍCIOS DE PARTICIPAÇÃO NO CRIME SURGIDOS DURANTE O PERÍODO DE MONITORAMENTO. PRESCINDIBILIDADE DE DEGRAVAÇÃO DE TODAS AS CONVERSAS. INOCORRÊNCIA DE ILEGALIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. Na espécie, a interceptação telefônica era o único meio viável à investigação dos crimes levados ao conhecimento da Polícia Federal, mormente se se levar em conta que as negociações das vantagens indevidas solicitadas pelo investigado se davam eminentemente por telefone. 2. É lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso. Precedentes. 3. O 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT Com efeito, a decisão questionada apontou que haviam fortes indícios de autoria dos crimes imputados ao investigado, que, como se sabe, são puníveis com pena de reclusão. Ressaltou também que a prova não poderia ser produzida de outra forma, atendendo, assim, a todas as exigências do art. 2º da lei de regência. Como é cediço, em crimes como o de corrupção passiva, o réu não age às claras; ao contrário, perpetra sua ação na surdina, de modo que a coleta da prova da prática do fato típico torna-se mais difícil, o que justifica, dessa forma, a decretação da questionada interceptação telefônica, medida adequada e necessária para o prosseguimento das investigações. Para ilustrar essa assertiva, colaciono os seguintes precedentes desta Corte: “[...] é lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso” (Inq. 2.424/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno). “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. ÚNICO MEIO DE PROVA VIÁVEL. PRÉVIA INVESTIGAÇÃO. DESNECESSIDADE. INDÍCIOS DE PARTICIPAÇÃO NO CRIME SURGIDOS DURANTE O PERÍODO DE MONITORAMENTO. PRESCINDIBILIDADE DE DEGRAVAÇÃO DE TODAS AS CONVERSAS. INOCORRÊNCIA DE ILEGALIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. Na espécie, a interceptação telefônica era o único meio viável à investigação dos crimes levados ao conhecimento da Polícia Federal, mormente se se levar em conta que as negociações das vantagens indevidas solicitadas pelo investigado se davam eminentemente por telefone. 2. É lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso. Precedentes. 3. O 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT monitoramento do terminal telefônico da paciente se deu no contexto de gravações telefônicas autorizadas judicialmente, em que houve menção de pagamento de determinada porcentagem a ela, o que consiste em indício de sua participação na empreitada criminosa. 4. O Estado não deve quedar-se inerte ao ter conhecimento da prática de outros delitos no curso de interceptação telefônica legalmente autorizada. 5. É desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas realizadas nos autos do inquérito no qual são investigados os ora Pacientes, pois basta que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal. Precedentes. 6. Writ denegado” (HC 105.527/DF, Rel. Min. Ellen Gracie – grifos meus). Tem-se, portanto, que as interceptações não foram decretadas de forma indiscriminada, sem qualquer respaldo nos autos. Pelo contrário, verifica-se que o juízo processante atendeu ao pedido da autoridade policial diante das informações até então apuradas, as quais apontavam para a participação do paciente no esquema criminoso investigado. No que concerne ao ora recorrente, a quebra do sigilo telefônico foi decretada em 7/2/2008 (fl. 33 do volume 3), oportunidade em que o juízo processante autorizou também que fosse prorrogada a interceptação de outros oito investigados, valendo-se, para tanto, dos fundamentos utilizados anteriormente, para autorizar as primeiras interceptações. Essa orientação está em consonância com a jurisprudência desta Corte, consolidada no sentido de que “as decisões que autorizam a prorrogação de interceptação telefônica sem acrescentar novos motivos evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta na primeira decisão que deferiu o monitoramento” (HC 92.020/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Na mesma esteira, menciono, ainda, o HC 100.172/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT monitoramento do terminal telefônico da paciente se deu no contexto de gravações telefônicas autorizadas judicialmente, em que houve menção de pagamento de determinada porcentagem a ela, o que consiste em indício de sua participação na empreitada criminosa. 4. O Estado não deve quedar-se inerte ao ter conhecimento da prática de outros delitos no curso de interceptação telefônica legalmente autorizada. 5. É desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas realizadas nos autos do inquérito no qual são investigados os ora Pacientes, pois basta que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal. Precedentes. 6. Writ denegado” (HC 105.527/DF, Rel. Min. Ellen Gracie – grifos meus). Tem-se, portanto, que as interceptações não foram decretadas de forma indiscriminada, sem qualquer respaldo nos autos. Pelo contrário, verifica-se que o juízo processante atendeu ao pedido da autoridade policial diante das informações até então apuradas, as quais apontavam para a participação do paciente no esquema criminoso investigado. No que concerne ao ora recorrente, a quebra do sigilo telefônico foi decretada em 7/2/2008 (fl. 33 do volume 3), oportunidade em que o juízo processante autorizou também que fosse prorrogada a interceptação de outros oito investigados, valendo-se, para tanto, dos fundamentos utilizados anteriormente, para autorizar as primeiras interceptações. Essa orientação está em consonância com a jurisprudência desta Corte, consolidada no sentido de que “as decisões que autorizam a prorrogação de interceptação telefônica sem acrescentar novos motivos evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta na primeira decisão que deferiu o monitoramento” (HC 92.020/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Na mesma esteira, menciono, ainda, o HC 100.172/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT pelo Plenário deste Tribunal, e o RHC 117.972/SP, Rel. Min. Luiz Fux, entre outros. Não há falar, ademais, em violação ao disposto na Lei 9.296/1996, uma vez que o Plenário desta Suprema Corte já decidiu que “é possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessivas, especialmente quando o fato é complexo a exigir investigação diferenciada e contínua. Não configuração de desrespeito ao art. 5º, caput, da Lei 9.296/1996”(HC 83.515/RS, Rel. Min. Nelson Jobim). Quanto à alegação de que “as únicas provas que lastrearam a condenação são aquelas produzidas mediante as interceptações telefônicas” ora questionadas, também não procede. Depois de longa transcrição do acórdão que confirmou a sentença condenatória, a decisão ora recorrida destacou que, “não somente as interceptações telefônicas na linha do ora paciente foram levadas em consideração para que fosse proferida sentença condenatória, mas também escutas de diálogos entre outras pessoas participantes do esquema, além de apreensões de objetos e valores, oitiva de testemunhas, extratos de contas bancárias e declarações de imposto de renda”. Nesse contexto, “[…] revela-se inviável a utilização do habeas corpus para o revolvimento do conjunto fático-probatório, a fim de reexaminar o que decidido pelas instâncias ordinárias” (HC 111.607/MS, Rel. Min. Teori Zavascki). Por fim, vale destacar que a interceptação telefônica aqui questionada possibilitou a descoberta de provas que deram ensejo ao oferecimento da denúncia, que foi acolhida pelo magistrado processante para condenar o recorrente à pena de 11 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes de corrupção passiva majorada e de formação de quadrilha, condenação que foi mantida integralmente pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT pelo Plenário deste Tribunal, e o RHC 117.972/SP, Rel. Min. Luiz Fux, entre outros. Não há falar, ademais, em violação ao disposto na Lei 9.296/1996, uma vez que o Plenário desta Suprema Corte já decidiu que “é possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessivas, especialmente quando o fato é complexo a exigir investigação diferenciada e contínua. Não configuração de desrespeito ao art. 5º, caput, da Lei 9.296/1996”(HC 83.515/RS, Rel. Min. Nelson Jobim). Quanto à alegação de que “as únicas provas que lastrearam a condenação são aquelas produzidas mediante as interceptações telefônicas” ora questionadas, também não procede. Depois de longa transcrição do acórdão que confirmou a sentença condenatória, a decisão ora recorrida destacou que, “não somente as interceptações telefônicas na linha do ora paciente foram levadas em consideração para que fosse proferida sentença condenatória, mas também escutas de diálogos entre outras pessoas participantes do esquema, além de apreensões de objetos e valores, oitiva de testemunhas, extratos de contas bancárias e declarações de imposto de renda”. Nesse contexto, “[…] revela-se inviável a utilização do habeas corpus para o revolvimento do conjunto fático-probatório, a fim de reexaminar o que decidido pelas instâncias ordinárias” (HC 111.607/MS, Rel. Min. Teori Zavascki). Por fim, vale destacar que a interceptação telefônica aqui questionada possibilitou a descoberta de provas que deram ensejo ao oferecimento da denúncia, que foi acolhida pelo magistrado processante para condenar o recorrente à pena de 11 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes de corrupção passiva majorada e de formação de quadrilha, condenação que foi mantida integralmente pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Extrato de Ata - 17/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.593 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO ADV.(A/S) : GIVANILDO GOMES (12635/O/MT) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005858 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.593 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO ADV.(A/S) : GIVANILDO GOMES (12635/O/MT) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005858 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748139113
2018-08-17T00:00:00
2018-09-05T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. EM CRIMES DE CORRUPÇÃO PASSIVA, A COLETA DA PROVA DA PRÁTICA DO FATO TÍPICO TORNA-SE MAIS DIFÍCIL, O QUE JUSTIFICA A INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. PRORROGAÇÃO DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA COM BASE NA FUNDAMENTAÇÃO EXPOSTA NA PRIMEIRA DECISÃO. POSSIBILIDADE. A COMPLEXIDADE DOS FATOS INVESTIGADOS JUSTIFICA A PRORROGAÇÃO DA INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA, MESMO QUE SUCESSIVAS. REVELA-SE INVIÁVEL A UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS PARA O REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do recurso ordinário em habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II – Em crimes como o de corrupção passiva, o réu não age às claras; ao contrário, perpetra sua ação na surdina, de modo que a coleta da prova da prática do fato típico torna-se mais difícil, o que justifica, dessa forma, a decretação da questionada interceptação telefônica, medida adequada e necessária para o prosseguimento das investigações. III – “As decisões que autorizam a prorrogação de interceptação telefônica, sem acrescentar novos motivos, evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta na primeira decisão que deferiu o monitoramento” (HC 92.020/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa). IV – Não há falar, na espécie, em violação ao disposto na Lei 9.296/1996, uma vez que o Plenário desta Suprema Corte já decidiu que “é possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessivas, especialmente quando o fato é complexo a exigir investigação diferenciada e contínua. Não configuração de desrespeito ao art. 5º, caput, da Lei 9.296/1996”(HC 83.515/RS, Rel. Min. Nelson Jobim). V – “[…] revela-se inviável a utilização do habeas corpus para o revolvimento do conjunto fático-probatório, a fim de reexaminar o que decidido pelas instâncias ordinárias” (HC 111.607/MS, Rel. Min. Teori Zavascki). VI – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur390130
- Acórdão(s) citado(s): (INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA, PRORROGAÇÃO, FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO ANTERIOR) HC 92020 (2ªT), HC 100172 (TP), RHC 117972 (1ªT). (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 111607 (2ªT). (AGRAVO INTERNO, REITERAÇÃO, ARGUMENTO, PETIÇÃO INICIAL) HC 108507 AgR (2ªT), RHC 130578 AgR (2ªT). (COMPARTILHAMENTO, PROVA, INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA) Inq 2424 (TP), HC 105527 (2ªT). (INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA, PRORROGAÇÃO, FATO COMPLEXO) HC 83515 (TP). Número de páginas: 24. Análise: 24/10/2018, TLR.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
156593
[ "LEG-FED LEI-009296 ANO-1996\n ART-00002 INC-00001 INC-00002 INC-00003 \n PAR-ÚNICO ART-00005 \"CAPUT\"\n LEI ORDINÁRIA" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 156593 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO ADV.(A/S) : GIVANILDO GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.593 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO ADV.(A/S) :GIVANILDO GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. EM CRIMES DE CORRUPÇÃO PASSIVA, A COLETA DA PROVA DA PRÁTICA DO FATO TÍPICO TORNA-SE MAIS DIFÍCIL, O QUE JUSTIFICA A INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. PRORROGAÇÃO DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA COM BASE NA FUNDAMENTAÇÃO EXPOSTA NA PRIMEIRA DECISÃO. POSSIBILIDADE. A COMPLEXIDADE DOS FATOS INVESTIGADOS JUSTIFICA A PRORROGAÇÃO DA INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA, MESMO QUE SUCESSIVAS. REVELA-SE INVIÁVEL A UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS PARA O REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do recurso ordinário em habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II – Em crimes como o de corrupção passiva, o réu não age às claras; ao contrário, perpetra sua ação na surdina, de modo que a coleta da prova da prática do fato típico torna-se mais difícil, o que justifica, dessa forma, a decretação da questionada interceptação telefônica, medida adequada e necessária para o prosseguimento das investigações. III – “As decisões que autorizam a prorrogação de interceptação telefônica, sem acrescentar novos motivos, evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E421-AC8F-0B69-FC7B e senha 94A2-C5D8-EBD2-791E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Ementa e Acórdão RHC 156593 AGR / MT na primeira decisão que deferiu o monitoramento” (HC 92.020/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa). IV – Não há falar, na espécie, em violação ao disposto na Lei 9.296/1996, uma vez que o Plenário desta Suprema Corte já decidiu que “é possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessivas, especialmente quando o fato é complexo a exigir investigação diferenciada e contínua. Não configuração de desrespeito ao art. 5..., caput, da Lei 9.296/1996”(HC 83.515/RS, Rel. Min. Nelson Jobim). V – “[…] revela-se inviável a utilização do habeas corpus para o revolvimento do conjunto fático-probatório, a fim de reexaminar o que decidido pelas instâncias ordinárias” (HC 111.607/MS, Rel. Min. Teori Zavascki). VI – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de agosto de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E421-AC8F-0B69-FC7B e senha 94A2-C5D8-EBD2-791E Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT na primeira decisão que deferiu o monitoramento” (HC 92.020/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa). IV – Não há falar, na espécie, em violação ao disposto na Lei 9.296/1996, uma vez que o Plenário desta Suprema Corte já decidiu que “é possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessivas, especialmente quando o fato é complexo a exigir investigação diferenciada e contínua. Não configuração de desrespeito ao art. 5..., caput, da Lei 9.296/1996”(HC 83.515/RS, Rel. Min. Nelson Jobim). V – “[…] revela-se inviável a utilização do habeas corpus para o revolvimento do conjunto fático-probatório, a fim de reexaminar o que decidido pelas instâncias ordinárias” (HC 111.607/MS, Rel. Min. Teori Zavascki). VI – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de agosto de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E421-AC8F-0B69-FC7B e senha 94A2-C5D8-EBD2-791E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Relatório AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.593 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO ADV.(A/S) :GIVANILDO GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 7). O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial e, ao final, pede a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso (documento eletrônico 10). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C01-4400-64F6-9BF5 e senha 8D6A-794E-0CF2-940F Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.593 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO ADV.(A/S) :GIVANILDO GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 7). O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial e, ao final, pede a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso (documento eletrônico 10). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C01-4400-64F6-9BF5 e senha 8D6A-794E-0CF2-940F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.593 MATO GROSSO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Na espécie, reafirmo, o caso é de improvimento do RHC. O acórdão atacado possui a seguinte ementa: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.593 MATO GROSSO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Na espécie, reafirmo, o caso é de improvimento do RHC. O acórdão atacado possui a seguinte ementa: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT “PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. ILEGALIDADE POR FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. PRORROGAÇÕES ESCORREITAS DA DILIGÊNCIA. CONDENAÇÃO HÍGIDA. ORDEM DENEGADA. 1. Não é ilegal a decisão judicial de interceptação telefônica se, fundamentada, expõe a necessidade da medida, nos termos da lei de regência, tendo em vista o acervo investigativo que lhe deu supedâneo, a gravidade dos fatos (esquema de corrupção em autarquia pública federal) e necessidade da medida. 2. São também escorreitas as sucessivas prorrogações da diligência, na decorrência lógica do aprofundamento das investigações e no contexto da originária quebra do sigilo telefônico. 3. Se não bastasse, a sentença condenatória não deita raízes somente nas escutas da linha telefônica do paciente, mas também em alentado conjunto probatório, é dizer, diálogos interceptados entre outras pessoas participantes do esquema, apreensões de objetos e valores, oitiva de testemunhas, extratos de contas bancárias e declarações de imposto de renda. 4. Habeas corpus denegado” (fl. 108 do volume 4). Conforme relatado, o recorrente sustenta a ilicitude das interceptações telefônicas realizadas contra ele e, por conseguinte, das provas por meio delas obtidas. Afirma, para tanto, que a medida cautelar teria sido decretada sem a devida fundamentação, já que seu nome surgiu em escutas autorizadas para investigar outra pessoa. Acrescenta que as sucessivas prorrogações havidas também não teriam sido devidamente motivadas. Entretanto, não lhe assiste razão. O recorrente, servidor público federal lotado no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Estado de Mato Grosso, foi 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT “PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. ILEGALIDADE POR FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. PRORROGAÇÕES ESCORREITAS DA DILIGÊNCIA. CONDENAÇÃO HÍGIDA. ORDEM DENEGADA. 1. Não é ilegal a decisão judicial de interceptação telefônica se, fundamentada, expõe a necessidade da medida, nos termos da lei de regência, tendo em vista o acervo investigativo que lhe deu supedâneo, a gravidade dos fatos (esquema de corrupção em autarquia pública federal) e necessidade da medida. 2. São também escorreitas as sucessivas prorrogações da diligência, na decorrência lógica do aprofundamento das investigações e no contexto da originária quebra do sigilo telefônico. 3. Se não bastasse, a sentença condenatória não deita raízes somente nas escutas da linha telefônica do paciente, mas também em alentado conjunto probatório, é dizer, diálogos interceptados entre outras pessoas participantes do esquema, apreensões de objetos e valores, oitiva de testemunhas, extratos de contas bancárias e declarações de imposto de renda. 4. Habeas corpus denegado” (fl. 108 do volume 4). Conforme relatado, o recorrente sustenta a ilicitude das interceptações telefônicas realizadas contra ele e, por conseguinte, das provas por meio delas obtidas. Afirma, para tanto, que a medida cautelar teria sido decretada sem a devida fundamentação, já que seu nome surgiu em escutas autorizadas para investigar outra pessoa. Acrescenta que as sucessivas prorrogações havidas também não teriam sido devidamente motivadas. Entretanto, não lhe assiste razão. O recorrente, servidor público federal lotado no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Estado de Mato Grosso, foi 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT denunciado com outros 11 corréus (a maioria também servidores públicos federais lotados no INCRA/MT) pela suposta prática dos delitos de corrupção passiva e formação de quadrilha, pois teriam se associado em um intrincado esquema criminoso com o objetivo de fraudar, em larga escala, a emissão de documentos de competência da referida autarquia, os chamados Certificados de Cadastro de Imóvel Rural – CCIR. Depreende-se da Lei 9.296/1996, que rege a matéria atinente à interceptação de comunicações telefônicas, que a medida, para fins de prova em investigação criminal e em instrução processual penal, depende de ordem do juiz competente para a ação principal, somente podendo ser decretada se houver indícios razoáveis de autoria ou de participação em infração penal, se a prova não puder ser feita por outros meios e se o fato investigado for punível com reclusão. O art. 2... do mencionado diploma legal dispõe: “Art. 2... Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer qualquer das seguintes hipóteses: I - não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal; II - a prova puder ser feita por outros meios disponíveis; III - o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção. Parágrafo único. Em qualquer hipótese deve ser descrita com clareza a situação objeto da investigação, inclusive com a indicação e qualificação dos investigados, salvo impossibilidade manifesta, devidamente justificada”. Mais adiante, o art. 5... da mesma lei estabelece que a decisão será fundamentada, sob pena de nulidade. Na hipótese, ao contrário do que afirmado pelo recorrente, verifica- 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT denunciado com outros 11 corréus (a maioria também servidores públicos federais lotados no INCRA/MT) pela suposta prática dos delitos de corrupção passiva e formação de quadrilha, pois teriam se associado em um intrincado esquema criminoso com o objetivo de fraudar, em larga escala, a emissão de documentos de competência da referida autarquia, os chamados Certificados de Cadastro de Imóvel Rural – CCIR. Depreende-se da Lei 9.296/1996, que rege a matéria atinente à interceptação de comunicações telefônicas, que a medida, para fins de prova em investigação criminal e em instrução processual penal, depende de ordem do juiz competente para a ação principal, somente podendo ser decretada se houver indícios razoáveis de autoria ou de participação em infração penal, se a prova não puder ser feita por outros meios e se o fato investigado for punível com reclusão. O art. 2... do mencionado diploma legal dispõe: “Art. 2... Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer qualquer das seguintes hipóteses: I - não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal; II - a prova puder ser feita por outros meios disponíveis; III - o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção. Parágrafo único. Em qualquer hipótese deve ser descrita com clareza a situação objeto da investigação, inclusive com a indicação e qualificação dos investigados, salvo impossibilidade manifesta, devidamente justificada”. Mais adiante, o art. 5... da mesma lei estabelece que a decisão será fundamentada, sob pena de nulidade. Na hipótese, ao contrário do que afirmado pelo recorrente, verifica- 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT se que todos esses requisitos foram devidamente atendidos. O acórdão recorrido expôs a questão da seguinte forma: “A originária interceptação da linha (65) 9973-6606 utilizada pelo paciente deu-se no bojo dessa alentada investigação, em fevereiro de 2008, que, àquela altura, caminhava e colhia diversas informações relevantes para os esclarecimentos dos fatos e, como decorrência disso, em 07 de fevereiro de 2008, o Delegado de Polícia Federal oficiou ao Juízo Federal da Segunda Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso (Cuiabá), levando ao conhecimento do magistrado o seguinte (fls. 152/153): Cumprimentando-o, encaminho a Vossa Excelência o Auto Circunstanciado n 03/2008 - DELINST/SR/DPF/MT juntamente com a respectiva mídia. O período de interceptação telefônica autorizado por V. Exa. foi de 25/01/2008 a 08/02/2008, período no qual foi realizada interceptação de 11 linhas telefônicas. Visando evitar solução de continuidade nas interceptações telefônicas, remeto o Auto Circunstanciado contendo interceptações telefônicas até o dia 29/01/2008, sendo que as interceptações referentes ao período restante serão enviadas posteriormente, quando da feitura do próximo Auto Circunstanciado. Conforme informado no Auto Circunstanciado n 02/2008, o período anteriormente interceptado e que não fez parte daquele Auto foi incluído no Auto Circunstanciado n 03/2008 - DELINST/SR/DPF/MT que ora remeto à V. Exa. Sendo assim, o Auto Circunstanciado anexo compreende as interceptações telefônicas realizadas no período de 22/01/2008 a 29/01/2008. Verifica-se no Auto Circunstanciado anexo que o atual superintendente do INCRA, João Bosco de Moraes, é citado pelos servidores Antônio Luiz de Souza Meira (Meirão) e Itamar Moreira de Souza como integrante do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT se que todos esses requisitos foram devidamente atendidos. O acórdão recorrido expôs a questão da seguinte forma: “A originária interceptação da linha (65) 9973-6606 utilizada pelo paciente deu-se no bojo dessa alentada investigação, em fevereiro de 2008, que, àquela altura, caminhava e colhia diversas informações relevantes para os esclarecimentos dos fatos e, como decorrência disso, em 07 de fevereiro de 2008, o Delegado de Polícia Federal oficiou ao Juízo Federal da Segunda Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso (Cuiabá), levando ao conhecimento do magistrado o seguinte (fls. 152/153): Cumprimentando-o, encaminho a Vossa Excelência o Auto Circunstanciado n 03/2008 - DELINST/SR/DPF/MT juntamente com a respectiva mídia. O período de interceptação telefônica autorizado por V. Exa. foi de 25/01/2008 a 08/02/2008, período no qual foi realizada interceptação de 11 linhas telefônicas. Visando evitar solução de continuidade nas interceptações telefônicas, remeto o Auto Circunstanciado contendo interceptações telefônicas até o dia 29/01/2008, sendo que as interceptações referentes ao período restante serão enviadas posteriormente, quando da feitura do próximo Auto Circunstanciado. Conforme informado no Auto Circunstanciado n 02/2008, o período anteriormente interceptado e que não fez parte daquele Auto foi incluído no Auto Circunstanciado n 03/2008 - DELINST/SR/DPF/MT que ora remeto à V. Exa. Sendo assim, o Auto Circunstanciado anexo compreende as interceptações telefônicas realizadas no período de 22/01/2008 a 29/01/2008. Verifica-se no Auto Circunstanciado anexo que o atual superintendente do INCRA, João Bosco de Moraes, é citado pelos servidores Antônio Luiz de Souza Meira (Meirão) e Itamar Moreira de Souza como integrante do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT esquema criminoso. Sendo assim, é importante interceptar os terminais telefônicos utilizados por estes servidores a fim de comprovar o envolvimento ou não do superintendente do INCRA, bem como obter junto as operadoras os terminais telefônicos utilizados por João Bosco de Moraes. O servidor Cláudio Maurício Barroso Brito é citado em várias conversas pelo intermediário Emerson Rossi de Barros e pode estar envolvido no esquema criminoso, razão pela qual é necessário o início da interceptação de seu ramal telefônico. Apesar da conclusão do Auto Circunstanciado sugerir o encerramento da interceptação dos servidores Joamir, Rogério Beghinini (Polaco), Carlão e Cintra pelo fato de suas condutas se repetirem, não trazendo fatos novos, entendo que esses terminais telefônicos devem ser interceptados por mais quinze dias. Os terminais utilizados por Neiva Camargo e Genuíno Soriano e um dos terminais utilizados por André Luiz Gallindo Perez não estão sendo mais úteis as investigações. O Juiz, então, deferiu a interceptação do telefone do paciente (fl. 160): Defiro o requerimento constante do oficio n 07-02- 2008-DELINST/SR/DPF/MT pelos mesmos motivos explanados nas decisões anteriores e autorizo a prorrogação do monitoramento e interceptação dos terminais telefônicos ns. (65) 8402-0723, (65) 8417-5831, (65) 8124-3737, (65) 8427-5131, (65) 9928-5790, (66) 9961- 7273, (65) 9983-1831 e (65) 9971-3687, pelo prazo de quinze dias, com as cautelas de lei. Ainda com fundamento nas decisões anteriores e considerando os fatos narrados no auto circunstanciado n 03/2008, defiro o monitoramento e interceptação dos terminais telefônicos ns. (65) 9284-4203 e (65) 9973-6066, pertencentes a Antônio Luiz de Sousa Meira a Cláudio 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT esquema criminoso. Sendo assim, é importante interceptar os terminais telefônicos utilizados por estes servidores a fim de comprovar o envolvimento ou não do superintendente do INCRA, bem como obter junto as operadoras os terminais telefônicos utilizados por João Bosco de Moraes. O servidor Cláudio Maurício Barroso Brito é citado em várias conversas pelo intermediário Emerson Rossi de Barros e pode estar envolvido no esquema criminoso, razão pela qual é necessário o início da interceptação de seu ramal telefônico. Apesar da conclusão do Auto Circunstanciado sugerir o encerramento da interceptação dos servidores Joamir, Rogério Beghinini (Polaco), Carlão e Cintra pelo fato de suas condutas se repetirem, não trazendo fatos novos, entendo que esses terminais telefônicos devem ser interceptados por mais quinze dias. Os terminais utilizados por Neiva Camargo e Genuíno Soriano e um dos terminais utilizados por André Luiz Gallindo Perez não estão sendo mais úteis as investigações. O Juiz, então, deferiu a interceptação do telefone do paciente (fl. 160): Defiro o requerimento constante do oficio n 07-02- 2008-DELINST/SR/DPF/MT pelos mesmos motivos explanados nas decisões anteriores e autorizo a prorrogação do monitoramento e interceptação dos terminais telefônicos ns. (65) 8402-0723, (65) 8417-5831, (65) 8124-3737, (65) 8427-5131, (65) 9928-5790, (66) 9961- 7273, (65) 9983-1831 e (65) 9971-3687, pelo prazo de quinze dias, com as cautelas de lei. Ainda com fundamento nas decisões anteriores e considerando os fatos narrados no auto circunstanciado n 03/2008, defiro o monitoramento e interceptação dos terminais telefônicos ns. (65) 9284-4203 e (65) 9973-6066, pertencentes a Antônio Luiz de Sousa Meira a Cláudio 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT Maurício Barroso de Brito, respectivamente, servidores do INCRA mencionados às fls. 2088, 2089, 2095, 2099, 2102, 2105, 2107, 2108, 2109, 2114, havendo fortes indícios de participação no esquema de corrupção. Oficie-se às empresas telefônicas, comunicando-se, ainda, sobre o encerramento da interceptação do terminal telefônico ns. (65) 8119-0502, (65) 8112-5681 e (65) 9981- 7454 e solicitando-se informações acerca da existência de terminais telefônicos em nome de João Bosco de Moraes - CPF n 161.458.601-20. Dê-se vista à autoridade policial, conforme requerido. Consoante se depreende, não é a decisão um primor de técnica jurídica, contudo não pode ser tida como nula, por ausência total de fundamentação como pretende a defesa. Além de ter sido no bojo das investigações que já se desenvolviam e tinham arrimo em outras diligências, que não somente escutas de conversas telefônicas, fez o magistrado referência ao trabalho que, até então, tinha sido desenvolvido pela Polícia Federal (auto circunstanciado que já era o terceiro naquele momento), bem como e primordialmente ao fato de que havia fortes indícios indícios da participação do paciente no esquema de corrupção, já que era servidor do INCRA e estava interagindo fortemente com outro investigado, denotando, então, necessidade da medida. […] Posteriormente, novo auto foi apresentado pela Polícia, tendo havido prorrogação da interceptação, em 22 de fevereiro de 2008, fundamentada no contexto que vinha se desenhando e na necessidade da continuação da diligência (fl. 168): Defiro o requerimento constante do Ofício n 21-02- 2008-DELINST/SR/DPF/MT e autorizo a prorrogação do monitoramento e interceptação dos terminais telefônicos ns (65) 8402-0723, (65) 8417-5831, (65) 8124-3737, (65) 8427-5131, (65) 9928-5790, (66) 9961-7273, (65) 9983-1831 e (65) 9971-3687, (65) 9284-4203 e (65) 9973-6606, pelo prazo 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT Maurício Barroso de Brito, respectivamente, servidores do INCRA mencionados às fls. 2088, 2089, 2095, 2099, 2102, 2105, 2107, 2108, 2109, 2114, havendo fortes indícios de participação no esquema de corrupção. Oficie-se às empresas telefônicas, comunicando-se, ainda, sobre o encerramento da interceptação do terminal telefônico ns. (65) 8119-0502, (65) 8112-5681 e (65) 9981- 7454 e solicitando-se informações acerca da existência de terminais telefônicos em nome de João Bosco de Moraes - CPF n 161.458.601-20. Dê-se vista à autoridade policial, conforme requerido. Consoante se depreende, não é a decisão um primor de técnica jurídica, contudo não pode ser tida como nula, por ausência total de fundamentação como pretende a defesa. Além de ter sido no bojo das investigações que já se desenvolviam e tinham arrimo em outras diligências, que não somente escutas de conversas telefônicas, fez o magistrado referência ao trabalho que, até então, tinha sido desenvolvido pela Polícia Federal (auto circunstanciado que já era o terceiro naquele momento), bem como e primordialmente ao fato de que havia fortes indícios indícios da participação do paciente no esquema de corrupção, já que era servidor do INCRA e estava interagindo fortemente com outro investigado, denotando, então, necessidade da medida. […] Posteriormente, novo auto foi apresentado pela Polícia, tendo havido prorrogação da interceptação, em 22 de fevereiro de 2008, fundamentada no contexto que vinha se desenhando e na necessidade da continuação da diligência (fl. 168): Defiro o requerimento constante do Ofício n 21-02- 2008-DELINST/SR/DPF/MT e autorizo a prorrogação do monitoramento e interceptação dos terminais telefônicos ns (65) 8402-0723, (65) 8417-5831, (65) 8124-3737, (65) 8427-5131, (65) 9928-5790, (66) 9961-7273, (65) 9983-1831 e (65) 9971-3687, (65) 9284-4203 e (65) 9973-6606, pelo prazo 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT de 15 (quinze) dias, pelos motivos já consignados nas decisões anteriores, bem como em razão dos fatos narrados no auto circunstanciado n 04/2008. Oficie-se às empresas telefônicas. Determino, ainda, que as companhias telefônicas forneçam os extratos e dados cadastrais de todos os terminais que mantiverem contato com os terminais interceptados e, ainda, para resguardar o necessário sigilo das investigações. Mais prorrogações nos mesmos moldes foram deferidas em 07 de março de 2008 (fl. 177), em 18 de março de 2008 (fl. 183), em 1... de abril de 2088 (fls. 192), em 17 de abril de 2008 (fl. 200), em 2 de maio de 2008 (fl. 207) e em 15 de maio de 2008 (fl. 216). Em relatório das investigações, consta o seguinte (fl. 217/9): O servidor CLÁUDIO, que já havia sido citado como pertencente a este esquema, em determinado momento, com o avanço da situação criminosa, é procurado diretamente por EMERSON, que o liga a fim de tratar sobre assunto relacionado ao processo em curso. CLÁUDIO exerce a chefia do Setor de Fiscalização e seu nome completo é Cláudio Maurício Barroso de Brito - CPF 519.894.257-04, usuário do terminal (65) 9973-6606 habilitado em seu nome. (…) ESQUEMA NOLI / SÉRGIO / EMERSON / POLACO / CARLÃO / CINTRA / JOAMIR / CLÁUDIO / ITAMAR / A situação abaixo acompanhada utilizou modus operandi semelhante, ou seja, a corrupção dos servidores do INCRA/MT para que realizassem, dentro do exercício de suas funções públicas, as ações correspondentes no processo. NOLI é o representante do grupo possuidor de terras e com processo em tramitação no INCRA, o qual a 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT de 15 (quinze) dias, pelos motivos já consignados nas decisões anteriores, bem como em razão dos fatos narrados no auto circunstanciado n 04/2008. Oficie-se às empresas telefônicas. Determino, ainda, que as companhias telefônicas forneçam os extratos e dados cadastrais de todos os terminais que mantiverem contato com os terminais interceptados e, ainda, para resguardar o necessário sigilo das investigações. Mais prorrogações nos mesmos moldes foram deferidas em 07 de março de 2008 (fl. 177), em 18 de março de 2008 (fl. 183), em 1... de abril de 2088 (fls. 192), em 17 de abril de 2008 (fl. 200), em 2 de maio de 2008 (fl. 207) e em 15 de maio de 2008 (fl. 216). Em relatório das investigações, consta o seguinte (fl. 217/9): O servidor CLÁUDIO, que já havia sido citado como pertencente a este esquema, em determinado momento, com o avanço da situação criminosa, é procurado diretamente por EMERSON, que o liga a fim de tratar sobre assunto relacionado ao processo em curso. CLÁUDIO exerce a chefia do Setor de Fiscalização e seu nome completo é Cláudio Maurício Barroso de Brito - CPF 519.894.257-04, usuário do terminal (65) 9973-6606 habilitado em seu nome. (…) ESQUEMA NOLI / SÉRGIO / EMERSON / POLACO / CARLÃO / CINTRA / JOAMIR / CLÁUDIO / ITAMAR / A situação abaixo acompanhada utilizou modus operandi semelhante, ou seja, a corrupção dos servidores do INCRA/MT para que realizassem, dentro do exercício de suas funções públicas, as ações correspondentes no processo. NOLI é o representante do grupo possuidor de terras e com processo em tramitação no INCRA, o qual a 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT quadrilha identifica como processo da SBV. Ao contrário dos esquemas anteriormente descritos, não se evidenciou a consciência de NOLI de estar participando de um esquema criminoso calcado na corrupção de servidores, uma vez que o mesmo se reporia diretamente a SÉRGIO, o qual não está sendo monitorado. Tal processo estaria vinculado a uma pessoa ligada ao grupo City Lar, que teria comprado a área da empresa Santa Maria do Pantanal localizada no Município de Mirassol D'Oeste/MT. SÉRGIO, uma vez contratado por NOLI na qualidade de despachante, passa a cobrar constantemente de EMERSON, a agilização e conclusão do processo da SBV. Tem a plena ciência de estar participando e compactuando com o esquema de corrupção, o qual lhe renderá dividendos. EMERSON, por sua vez, utiliza-se de sua grande articulação dentro do INCRA, contatando os servidores envolvidos e mediante a oferta e pagamento de propina, cobra de cada um deles a agilização de suas tarefas. Esta situação é marcada dentro outros aspectos por conversas a respeito de ‘preço, custo, acerto’, encontro na residência do servidor ITAMAR, POLACO e EMERSON para tratarem a respeito do esquema e também pela insistente procura por parte do servidor JOAMIR, que mesmo estando de férias, cobra de EMERSON a sua parte do dinheiro no esquema. Nesta situação, CLÁUDIO mantém contato direto com EMERSON, com quem trata a respeito de processo, contudo não se fala abertamente entre os dois indivíduos algo sobre ilicitude. Entretanto em outros trechos, dos quais EMERSON participa, este imputa a acusação a CLÁUDIO de ter auferido ganhos ilícitos para trabalhar em cima do processo. Há um trecho em que SÉRGIO acusa o servidor 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT quadrilha identifica como processo da SBV. Ao contrário dos esquemas anteriormente descritos, não se evidenciou a consciência de NOLI de estar participando de um esquema criminoso calcado na corrupção de servidores, uma vez que o mesmo se reporia diretamente a SÉRGIO, o qual não está sendo monitorado. Tal processo estaria vinculado a uma pessoa ligada ao grupo City Lar, que teria comprado a área da empresa Santa Maria do Pantanal localizada no Município de Mirassol D'Oeste/MT. SÉRGIO, uma vez contratado por NOLI na qualidade de despachante, passa a cobrar constantemente de EMERSON, a agilização e conclusão do processo da SBV. Tem a plena ciência de estar participando e compactuando com o esquema de corrupção, o qual lhe renderá dividendos. EMERSON, por sua vez, utiliza-se de sua grande articulação dentro do INCRA, contatando os servidores envolvidos e mediante a oferta e pagamento de propina, cobra de cada um deles a agilização de suas tarefas. Esta situação é marcada dentro outros aspectos por conversas a respeito de ‘preço, custo, acerto’, encontro na residência do servidor ITAMAR, POLACO e EMERSON para tratarem a respeito do esquema e também pela insistente procura por parte do servidor JOAMIR, que mesmo estando de férias, cobra de EMERSON a sua parte do dinheiro no esquema. Nesta situação, CLÁUDIO mantém contato direto com EMERSON, com quem trata a respeito de processo, contudo não se fala abertamente entre os dois indivíduos algo sobre ilicitude. Entretanto em outros trechos, dos quais EMERSON participa, este imputa a acusação a CLÁUDIO de ter auferido ganhos ilícitos para trabalhar em cima do processo. Há um trecho em que SÉRGIO acusa o servidor 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT ANTONIO PAULO de ter recebido dinheiro para trabalhar no processo, não se podendo contudo, apontar preliminarmente qual teria sido sua participação no esquema. Em 30 de maio de 2008 (fl. 233), na sequência, mais uma prorrogação. Novas informações, narrando a participação ativa do paciente nos fatos (fls. 240/245): (…) Constatamos que os servidores técnicos envolvidos pertencem em sua quase totalidade á Divisão de Ordenamento da Estrutura Fundiária e suas respectivas Subdivisões: Cadastro Rural, Cartografia, Regularização Fundiária. Há também participação dos servidores lotados na Sala da Cidadania e da própria Procuradoria Regional. (…) ESQUEMA VIAN / SÉRGIO / EMERSON / IBERE / JOAMIR / CLÁUDIO / REGINALDO / Cabe ressaltar que a situação imediatamente abaixo narrada apresenta estrutura semelhante a outro esquema desenvolvido simultaneamente denominado Caso SBV (Informação 05/2008) trazendo diálogos pertinentes, em alguns momentos, aos dois esquemas. O processo em que os integrantes da quadrilha desdobram-se criminosamente para que o mesmo seja concluído é identificado pelos mesmos como processo do VIAN. O episódio reforça a participação e empenho dos servidores claramente envolvidos nos esquemas de corrupção, os quais travam diálogos entre si a respeito do assunto, mas também há a citação de outros servidores que estariam atuando como cúmplices. SÉRGIO e EMERSON, em constante parceria, valem- se do plano criminoso calcado no pagamento de propina aos servidores para agilização do processo de certificação do imóvel rural do grupo empresarial denominado Sinop Agroquímica, o qual tem como representante o indivíduo 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT ANTONIO PAULO de ter recebido dinheiro para trabalhar no processo, não se podendo contudo, apontar preliminarmente qual teria sido sua participação no esquema. Em 30 de maio de 2008 (fl. 233), na sequência, mais uma prorrogação. Novas informações, narrando a participação ativa do paciente nos fatos (fls. 240/245): (…) Constatamos que os servidores técnicos envolvidos pertencem em sua quase totalidade á Divisão de Ordenamento da Estrutura Fundiária e suas respectivas Subdivisões: Cadastro Rural, Cartografia, Regularização Fundiária. Há também participação dos servidores lotados na Sala da Cidadania e da própria Procuradoria Regional. (…) ESQUEMA VIAN / SÉRGIO / EMERSON / IBERE / JOAMIR / CLÁUDIO / REGINALDO / Cabe ressaltar que a situação imediatamente abaixo narrada apresenta estrutura semelhante a outro esquema desenvolvido simultaneamente denominado Caso SBV (Informação 05/2008) trazendo diálogos pertinentes, em alguns momentos, aos dois esquemas. O processo em que os integrantes da quadrilha desdobram-se criminosamente para que o mesmo seja concluído é identificado pelos mesmos como processo do VIAN. O episódio reforça a participação e empenho dos servidores claramente envolvidos nos esquemas de corrupção, os quais travam diálogos entre si a respeito do assunto, mas também há a citação de outros servidores que estariam atuando como cúmplices. SÉRGIO e EMERSON, em constante parceria, valem- se do plano criminoso calcado no pagamento de propina aos servidores para agilização do processo de certificação do imóvel rural do grupo empresarial denominado Sinop Agroquímica, o qual tem como representante o indivíduo 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT identificado como VIAN. Ao longo de seus diálogos fazem acusação gravíssima ao assessor de gabinete, o servidor José Campo, o qual compactuaria com os interesses da quadrilha. São citados como tendo recebido propina e assim providenciassem logo seus deveres funcionais os seguintes servidores: CLÁUDIO, Chefe do Setor de Fiscalização, JOAMIR, integrante do comitê de certificação e o Procurador Federal REGINALDO. Há uma passagem na qual CLÁUDIO toma a iniciativa de ligar para EMERSON para tratar de assunto relativo ao caso. Com o passar do tempo, EMERSON e SÉRGIO contam mais uma vez com o auxilio do servidor aposentado IBERE, para que o mesmo articule-se junto aos Procuradores Federais ANILDO e REGINALDO, a fim de que o processo siga em seu curso normal, sem maiores entraves junto à Procuradoria, evitando assim uma morosidade indesejada. Apesar dos esforços da quadrilha na pretendida agilização do processo, ocorre um obstáculo inesperado, o encaminhamento do referido processo para o Procurador Federal Jutuiran, a fim de que este também realize um despacho, o segundo no processo (o primeiro foi do Procurador REGINALDO), uma vez que o mencionado Procurador não está sob a rédea do grupo criminoso. Passa a ocorrer o interesse e o acompanhamento de perto por parte do Deputado Estadual Dilceu Dal Bosco (DEM) de Sinop/MT, quanto à situação do referido processo e o mesmo pede para que o Superintendente do INCRA/MT, João Bosco de Moraes, intervenha junto à Procuradoria a fim de dar prosseguimento no curso do processo. (…) CLÁUDIO MAURÍCIO BARROSO DE BRITO – CPF 519.894.257-04: Servidor do INCRA, ocupante do 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT identificado como VIAN. Ao longo de seus diálogos fazem acusação gravíssima ao assessor de gabinete, o servidor José Campo, o qual compactuaria com os interesses da quadrilha. São citados como tendo recebido propina e assim providenciassem logo seus deveres funcionais os seguintes servidores: CLÁUDIO, Chefe do Setor de Fiscalização, JOAMIR, integrante do comitê de certificação e o Procurador Federal REGINALDO. Há uma passagem na qual CLÁUDIO toma a iniciativa de ligar para EMERSON para tratar de assunto relativo ao caso. Com o passar do tempo, EMERSON e SÉRGIO contam mais uma vez com o auxilio do servidor aposentado IBERE, para que o mesmo articule-se junto aos Procuradores Federais ANILDO e REGINALDO, a fim de que o processo siga em seu curso normal, sem maiores entraves junto à Procuradoria, evitando assim uma morosidade indesejada. Apesar dos esforços da quadrilha na pretendida agilização do processo, ocorre um obstáculo inesperado, o encaminhamento do referido processo para o Procurador Federal Jutuiran, a fim de que este também realize um despacho, o segundo no processo (o primeiro foi do Procurador REGINALDO), uma vez que o mencionado Procurador não está sob a rédea do grupo criminoso. Passa a ocorrer o interesse e o acompanhamento de perto por parte do Deputado Estadual Dilceu Dal Bosco (DEM) de Sinop/MT, quanto à situação do referido processo e o mesmo pede para que o Superintendente do INCRA/MT, João Bosco de Moraes, intervenha junto à Procuradoria a fim de dar prosseguimento no curso do processo. (…) CLÁUDIO MAURÍCIO BARROSO DE BRITO – CPF 519.894.257-04: Servidor do INCRA, ocupante do 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT cargo de Fiscal C. T. Rural, chefe do Setor de Fiscalização, que ao longo desta investigação, teve seu nome citado pelos integrantes da quadrilha SÉRGIO, EMERSON e o também servidor ITAMAR, diversas vezes como tendo participado dos esquemas criminosos, como: esquema ROMEU, esquema SBV, esquema VIAN (este mais bem detalhado na Informação 08/2008). É usuário do terminal (65) 9973-6606 habilitado em seu nome. Importante mencionar que este servidor passou a ter sua conduta investigada em inquérito aberto no INCRA/MT, cujo teor não fica totalmente esclarecido, mas sabe-se que visa apurar irregularidades, possivelmente praticadas pelo mesmo em conjunto com demais servidores do Setor da Cartografia, conforme diálogo transcrito abaixo. CLAUDIO que costumeiramente apresentava comportamento sensível ao telefone evitando manter um contato mais constante e duradouro com os demais integrantes da quadrilha, em dado momento, assume uma postura mais direta, passando a tratar de assunto relativo a processo justamente com EMERSON, corroborando assim a existência de vínculo entre os dois e sua participação efetiva nos esquemas de corrupção conforme já havia sendo apontado. A dinâmica evidencia um interesse mútuo na agilização do processo, ao ponto de CLAUDIO cobrar de seu subordinado ANTONIO para que providencie o quanto antes a conclusão do mesmo, fazendo a parte que lhe cabe. EMERSON imputa responsabilidade ao servidor CLAUDIO por acusação de envolvimento do Procurador do INCRA no esquema de corrupção para o processo ser agilizado. As interceptações teriam sido encerradas em algum momento (não há documento a esse respeito) e não há qualquer 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT cargo de Fiscal C. T. Rural, chefe do Setor de Fiscalização, que ao longo desta investigação, teve seu nome citado pelos integrantes da quadrilha SÉRGIO, EMERSON e o também servidor ITAMAR, diversas vezes como tendo participado dos esquemas criminosos, como: esquema ROMEU, esquema SBV, esquema VIAN (este mais bem detalhado na Informação 08/2008). É usuário do terminal (65) 9973-6606 habilitado em seu nome. Importante mencionar que este servidor passou a ter sua conduta investigada em inquérito aberto no INCRA/MT, cujo teor não fica totalmente esclarecido, mas sabe-se que visa apurar irregularidades, possivelmente praticadas pelo mesmo em conjunto com demais servidores do Setor da Cartografia, conforme diálogo transcrito abaixo. CLAUDIO que costumeiramente apresentava comportamento sensível ao telefone evitando manter um contato mais constante e duradouro com os demais integrantes da quadrilha, em dado momento, assume uma postura mais direta, passando a tratar de assunto relativo a processo justamente com EMERSON, corroborando assim a existência de vínculo entre os dois e sua participação efetiva nos esquemas de corrupção conforme já havia sendo apontado. A dinâmica evidencia um interesse mútuo na agilização do processo, ao ponto de CLAUDIO cobrar de seu subordinado ANTONIO para que providencie o quanto antes a conclusão do mesmo, fazendo a parte que lhe cabe. EMERSON imputa responsabilidade ao servidor CLAUDIO por acusação de envolvimento do Procurador do INCRA no esquema de corrupção para o processo ser agilizado. As interceptações teriam sido encerradas em algum momento (não há documento a esse respeito) e não há qualquer 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT mácula nas prorrogações, assim como ocorreu na gênese da diligência invasiva. […] Em 29 de julho de 2008, o Juízo Federal da Segunda Vara em Cuiabá/MT, deferiu o reinício das interceptações, a teor dos seguintes fundamentos (fls. 257/261): O Delegado de Polícia Federal representou pelo reinício de interceptação telefônica, tendo em vista a iminência de se efetuar o cumprimento dos mandados expedidos em representações de busca e apreensão e de prisão temporária. Para o deferimento de interceptação é necessária a conjugação dos seguintes requisitos: a) indícios razoáveis de autoria ou participação em infração penal (inciso I); b) os fatos não podem ser investigados por outro meio (inciso II); e c) a pena para os crimes, em tese, cometidos, é de reclusão (inciso III), todos do art. 2... da Lei n 9.296/96. No caso dos autos, como dito na representação, há indícios suficientes de autoria e participação em crime de quadrilha e bando (art. 288 do Código Penal Brasileiro), de concussão (art. 316 do Código Penal Brasileiro), de prevaricação (art. 319 do Código Penal Brasileiro), corrupção ativa (art. 317 do Código Penal Brasileiro) e corrupção passiva (art. 333 do Código Penal Brasileiro). A investigação policial, instaurada por força de denúncia levantada pelo MPF, tinha como objetivo apurar suposta organização criminosa que atuaria junto ao INCRA. Durante as investigações, deferida a interceptação telefônica de servidores do INCRA, não foram colhidas provas que corroborassem as denúncias inicialmente feitas pelo MPF, tendo sido, porém, identificados dois esquemas criminosos: a) um envolvendo processos de certificação de imóveis rurais no INCRA; e b) outro, envolvendo a Receita Federal em Diamantino/MT. O primeiro esquema consistiria em cooptar proprietários rurais interessados em obter a Certificação de suas propriedades rurais e intermediar o pagamento de propina a servidores do INCRA. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT mácula nas prorrogações, assim como ocorreu na gênese da diligência invasiva. […] Em 29 de julho de 2008, o Juízo Federal da Segunda Vara em Cuiabá/MT, deferiu o reinício das interceptações, a teor dos seguintes fundamentos (fls. 257/261): O Delegado de Polícia Federal representou pelo reinício de interceptação telefônica, tendo em vista a iminência de se efetuar o cumprimento dos mandados expedidos em representações de busca e apreensão e de prisão temporária. Para o deferimento de interceptação é necessária a conjugação dos seguintes requisitos: a) indícios razoáveis de autoria ou participação em infração penal (inciso I); b) os fatos não podem ser investigados por outro meio (inciso II); e c) a pena para os crimes, em tese, cometidos, é de reclusão (inciso III), todos do art. 2... da Lei n 9.296/96. No caso dos autos, como dito na representação, há indícios suficientes de autoria e participação em crime de quadrilha e bando (art. 288 do Código Penal Brasileiro), de concussão (art. 316 do Código Penal Brasileiro), de prevaricação (art. 319 do Código Penal Brasileiro), corrupção ativa (art. 317 do Código Penal Brasileiro) e corrupção passiva (art. 333 do Código Penal Brasileiro). A investigação policial, instaurada por força de denúncia levantada pelo MPF, tinha como objetivo apurar suposta organização criminosa que atuaria junto ao INCRA. Durante as investigações, deferida a interceptação telefônica de servidores do INCRA, não foram colhidas provas que corroborassem as denúncias inicialmente feitas pelo MPF, tendo sido, porém, identificados dois esquemas criminosos: a) um envolvendo processos de certificação de imóveis rurais no INCRA; e b) outro, envolvendo a Receita Federal em Diamantino/MT. O primeiro esquema consistiria em cooptar proprietários rurais interessados em obter a Certificação de suas propriedades rurais e intermediar o pagamento de propina a servidores do INCRA. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT Nessa parte, organização criminosa exercia suas atividades em torno, principalmente, dos Processos de Certificação de Imóveis Rurais, através do qual se verifica se o georreferenciamento (medição feita na área rural) obedeceu às normas técnicas e se a área medida não se sobrepõe a outro imóvel rural. Não havendo irregularidades, esta área é Certificada e é incluída no SNCR (Sistema Nacional de Cadastro Rural), o que se mostra indispensável para o registro da propriedade no Registro de Imóveis; para a obtenção de empréstimos bancários; para a obtenção de licenciamento ambiental; etc. As investigações empreendidas, e em especial as interceptações telefônicas, indicam a existência de organização criminosa que coopta proprietários interessados em obter a Certificação de suas propriedades rurais ou interessados em obter qualquer outra vantagem junto ao INCRA, intermediando o pagamento de propina a servidores corruptos do INCRA, que também integram a quadrilha. As investigações teriam constatado diversas situações em que proprietários rurais teriam dado dinheiro a intermediários e estes teriam pagado propina aos servidores do INCRA pertencentes ao esquema criminoso, sendo que, em algumas situações, foi inclusive possível verificar o sucesso da empreitada criminosa, com a publicação da Certificação do Imóvel. As investigações indicam, ainda, para a existência de uma verdadeira organização criminosa, divisão de tarefas entre, seus integrantes, cada qual exercendo função essencial para o êxito dos esquemas criminosos perpetrados pela quadrilha. Essa teria organizado e realizado diversos esquemas criminosos praticados por quadrilha identificada pela investigação, a demonstrar habitualidade. Dentro dessa organização, alguns integrantes, com 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT Nessa parte, organização criminosa exercia suas atividades em torno, principalmente, dos Processos de Certificação de Imóveis Rurais, através do qual se verifica se o georreferenciamento (medição feita na área rural) obedeceu às normas técnicas e se a área medida não se sobrepõe a outro imóvel rural. Não havendo irregularidades, esta área é Certificada e é incluída no SNCR (Sistema Nacional de Cadastro Rural), o que se mostra indispensável para o registro da propriedade no Registro de Imóveis; para a obtenção de empréstimos bancários; para a obtenção de licenciamento ambiental; etc. As investigações empreendidas, e em especial as interceptações telefônicas, indicam a existência de organização criminosa que coopta proprietários interessados em obter a Certificação de suas propriedades rurais ou interessados em obter qualquer outra vantagem junto ao INCRA, intermediando o pagamento de propina a servidores corruptos do INCRA, que também integram a quadrilha. As investigações teriam constatado diversas situações em que proprietários rurais teriam dado dinheiro a intermediários e estes teriam pagado propina aos servidores do INCRA pertencentes ao esquema criminoso, sendo que, em algumas situações, foi inclusive possível verificar o sucesso da empreitada criminosa, com a publicação da Certificação do Imóvel. As investigações indicam, ainda, para a existência de uma verdadeira organização criminosa, divisão de tarefas entre, seus integrantes, cada qual exercendo função essencial para o êxito dos esquemas criminosos perpetrados pela quadrilha. Essa teria organizado e realizado diversos esquemas criminosos praticados por quadrilha identificada pela investigação, a demonstrar habitualidade. Dentro dessa organização, alguns integrantes, com 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT maior penetração junto aos servidores do INCRA, são responsáveis por cooptar para o esquema criminoso proprietários rurais interessados em obter Certificação de seus imóveis rurais ou interessados em obter qualquer outra vantagem junto ao INCRA, intermediando o pagamento da propina a servidores corruptos do INCRA. Outra parte da organização é composta de diversos servidores do INCRA, os quais recebem propina para emitir ato que deveriam praticar por dever de ofício ou para praticar atos com violação de normas técnica internas. Parte desses servidores, além de receber propina para a prática de ato de sua competência, articula com outros servidores a possibilidade da prática de ato mediante recebimento de vantagem indevida. Há, ainda, outros intermediários que, por não terem penetração ou acesso direto aos servidores corruptos e agindo como despachantes ou procuradores dos proprietários rurais, utilizar-se-iam de outros intermediários como instrumento para pagamento de propina e obtenção de algo por parte dos servidores do INCRA. Nos diálogos interceptados, os integrantes da quadrilha falam abertamente nos valores da propina a serem pagos aos servidores do INCRA. Há ainda a menção de números de conta-corrente para depósitos e algumas referências a diversos favores a servidores do INCRA. Pode-se afirmar, portanto, que há, com base nas provas até agora produzidas, fundadas razões indicando a existência de um esquema criminoso envolvendo o pagamento de propina aos servidores do INCRA para a finalização de processos de certificação de georreferenciamento, sendo que esse pagamento é intermediado por algumas pessoas, que servem de ponte entre os proprietários e os servidores. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT maior penetração junto aos servidores do INCRA, são responsáveis por cooptar para o esquema criminoso proprietários rurais interessados em obter Certificação de seus imóveis rurais ou interessados em obter qualquer outra vantagem junto ao INCRA, intermediando o pagamento da propina a servidores corruptos do INCRA. Outra parte da organização é composta de diversos servidores do INCRA, os quais recebem propina para emitir ato que deveriam praticar por dever de ofício ou para praticar atos com violação de normas técnica internas. Parte desses servidores, além de receber propina para a prática de ato de sua competência, articula com outros servidores a possibilidade da prática de ato mediante recebimento de vantagem indevida. Há, ainda, outros intermediários que, por não terem penetração ou acesso direto aos servidores corruptos e agindo como despachantes ou procuradores dos proprietários rurais, utilizar-se-iam de outros intermediários como instrumento para pagamento de propina e obtenção de algo por parte dos servidores do INCRA. Nos diálogos interceptados, os integrantes da quadrilha falam abertamente nos valores da propina a serem pagos aos servidores do INCRA. Há ainda a menção de números de conta-corrente para depósitos e algumas referências a diversos favores a servidores do INCRA. Pode-se afirmar, portanto, que há, com base nas provas até agora produzidas, fundadas razões indicando a existência de um esquema criminoso envolvendo o pagamento de propina aos servidores do INCRA para a finalização de processos de certificação de georreferenciamento, sendo que esse pagamento é intermediado por algumas pessoas, que servem de ponte entre os proprietários e os servidores. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT Além disso, por meio de interceptação telefônica relativas à pessoa de EMERSON ROSSI DE BARROS, foram coletados elementos probatórios que indicam a existência de organização criminosa que age na Receita Federal, no qual também puderam ser observadas as características de uma organização criminosa: colaboração de várias pessoas, divisão de tarefas, continuidade na prática criminosa. Nessa organização criminosa que agiria na Receita Federal, EMERSON ROSSI DE BARROS atuaria como intermediário entre interessados em obter vantagens perante a Receita Federal e servidores da Receita Federal corruptos, os quais recebem propina pelos favores prestados a EMERSON. Dessas investigações decorrem fortes indícios de que alguns servidores da Receita Federal em Diamantino/MT integrariam esta organização criminosa, prestando favores a EMERSON em troca de propina, tais como: fornecimento de dados sigilosos a que tem acesso em razão das funções que ocupam, cancelamento de créditos tributários, fraude e agilização de processos de restituição de imposto de renda, regularização de CPFs. A suficiência dos indícios de autoria ou participação em crimes, ademais, foi devidamente analisada nas representações de prisão e busca e apreensão, deferidas em face das mesmas pessoas que se quer interceptar. Além disso, contra essas já havia deferimento de interceptação. Nesses termos, preenchidos estão os requisitos de existência de indícios razoáveis de autoria ou participação em infração penal cuja pena, em tese, é de reclusão (incisos I e III do art. 2..., da Lei n 9.296/96). Quanto à circunstância de que os fatos não podem ser investigados por outro meio (inciso II do art. 2..., da Lei n 9.296/96), no caso, já estão deferidas as prisões temporárias dos alvos, de forma que a interceptação é indispensável para que se as possa monitorar; para que se 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT Além disso, por meio de interceptação telefônica relativas à pessoa de EMERSON ROSSI DE BARROS, foram coletados elementos probatórios que indicam a existência de organização criminosa que age na Receita Federal, no qual também puderam ser observadas as características de uma organização criminosa: colaboração de várias pessoas, divisão de tarefas, continuidade na prática criminosa. Nessa organização criminosa que agiria na Receita Federal, EMERSON ROSSI DE BARROS atuaria como intermediário entre interessados em obter vantagens perante a Receita Federal e servidores da Receita Federal corruptos, os quais recebem propina pelos favores prestados a EMERSON. Dessas investigações decorrem fortes indícios de que alguns servidores da Receita Federal em Diamantino/MT integrariam esta organização criminosa, prestando favores a EMERSON em troca de propina, tais como: fornecimento de dados sigilosos a que tem acesso em razão das funções que ocupam, cancelamento de créditos tributários, fraude e agilização de processos de restituição de imposto de renda, regularização de CPFs. A suficiência dos indícios de autoria ou participação em crimes, ademais, foi devidamente analisada nas representações de prisão e busca e apreensão, deferidas em face das mesmas pessoas que se quer interceptar. Além disso, contra essas já havia deferimento de interceptação. Nesses termos, preenchidos estão os requisitos de existência de indícios razoáveis de autoria ou participação em infração penal cuja pena, em tese, é de reclusão (incisos I e III do art. 2..., da Lei n 9.296/96). Quanto à circunstância de que os fatos não podem ser investigados por outro meio (inciso II do art. 2..., da Lei n 9.296/96), no caso, já estão deferidas as prisões temporárias dos alvos, de forma que a interceptação é indispensável para que se as possa monitorar; para que se 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT captem conversas sobre algum ilícito praticado, mas ainda não identificado; para que se possa evitar qualquer conduta tendente à destruição de provas ou à ocultação do produto dos crimes. Assim, por entender necessário ao prosseguimento das investigações criminais, afasto a garantia jurídica do sigilo telefônico para AUTORIZAR interceptação telefônica, pelo prazo de quinze dias, dos terminais listados na representação. As operadoras deverão fornecer, ainda, extratos contendo o número dos telefones que realizaram chamadas com os alvos interceptados e os dados cadastrais desses terminais que mantiveram contato com os alvos. No caso da Operadora Vivo, deverão ser indicados, nos ofícios, os nomes dos policiais federais Hélio C. Freitas Filho, Paulo de Castro Freitas, Valmar da Silva Oliveira Júnior e Adailton de Lima Gaspari, como autorizados a acessar esses dados. Não se sabe o que ocorreu depois e nem há documentos nestes autos sobre isso, mas não se pode deixar de constatar que este decisum retrata bem a dimensão de todo o trabalho investigativo e dos frutos com ele colhidos, em ordem a identificar autorias e materialidade dos diversos crimes que estavam em apuração. Denota, de outra parte, penso, que não há, mesmo, nulidade na decisão que, no tocante especificamente ao ora paciente, determinou o início da quebra do seu sigilo telefônico e suas sucessivas prorrogações, dado que o contexto delineado na narrativa judicial denota que o paciente passou a ser alvo de interceptações em decorrência do próprio evolver da colheita probatória pela Polícia Federal e, à medida que o novelo fático foi se desfiando, foi necessário incluir outras pessoas inseridas nos ilícitos penais, dentre as quais o paciente, posteriormente denunciado e, ao final da instrução, em primeiro grau, condenado, com acórdão de apelação ratificando o édito aflitivo” (fls. 113-121 do volume 4; grifos no original). 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT captem conversas sobre algum ilícito praticado, mas ainda não identificado; para que se possa evitar qualquer conduta tendente à destruição de provas ou à ocultação do produto dos crimes. Assim, por entender necessário ao prosseguimento das investigações criminais, afasto a garantia jurídica do sigilo telefônico para AUTORIZAR interceptação telefônica, pelo prazo de quinze dias, dos terminais listados na representação. As operadoras deverão fornecer, ainda, extratos contendo o número dos telefones que realizaram chamadas com os alvos interceptados e os dados cadastrais desses terminais que mantiveram contato com os alvos. No caso da Operadora Vivo, deverão ser indicados, nos ofícios, os nomes dos policiais federais Hélio C. Freitas Filho, Paulo de Castro Freitas, Valmar da Silva Oliveira Júnior e Adailton de Lima Gaspari, como autorizados a acessar esses dados. Não se sabe o que ocorreu depois e nem há documentos nestes autos sobre isso, mas não se pode deixar de constatar que este decisum retrata bem a dimensão de todo o trabalho investigativo e dos frutos com ele colhidos, em ordem a identificar autorias e materialidade dos diversos crimes que estavam em apuração. Denota, de outra parte, penso, que não há, mesmo, nulidade na decisão que, no tocante especificamente ao ora paciente, determinou o início da quebra do seu sigilo telefônico e suas sucessivas prorrogações, dado que o contexto delineado na narrativa judicial denota que o paciente passou a ser alvo de interceptações em decorrência do próprio evolver da colheita probatória pela Polícia Federal e, à medida que o novelo fático foi se desfiando, foi necessário incluir outras pessoas inseridas nos ilícitos penais, dentre as quais o paciente, posteriormente denunciado e, ao final da instrução, em primeiro grau, condenado, com acórdão de apelação ratificando o édito aflitivo” (fls. 113-121 do volume 4; grifos no original). 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT Com efeito, a decisão questionada apontou que haviam fortes indícios de autoria dos crimes imputados ao investigado, que, como se sabe, são puníveis com pena de reclusão. Ressaltou também que a prova não poderia ser produzida de outra forma, atendendo, assim, a todas as exigências do art. 2... da lei de regência. Como é cediço, em crimes como o de corrupção passiva, o réu não age às claras; ao contrário, perpetra sua ação na surdina, de modo que a coleta da prova da prática do fato típico torna-se mais difícil, o que justifica, dessa forma, a decretação da questionada interceptação telefônica, medida adequada e necessária para o prosseguimento das investigações. Para ilustrar essa assertiva, colaciono os seguintes precedentes desta Corte: “[...] é lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso” (Inq. 2.424/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno). “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. ÚNICO MEIO DE PROVA VIÁVEL. PRÉVIA INVESTIGAÇÃO. DESNECESSIDADE. INDÍCIOS DE PARTICIPAÇÃO NO CRIME SURGIDOS DURANTE O PERÍODO DE MONITORAMENTO. PRESCINDIBILIDADE DE DEGRAVAÇÃO DE TODAS AS CONVERSAS. INOCORRÊNCIA DE ILEGALIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. Na espécie, a interceptação telefônica era o único meio viável à investigação dos crimes levados ao conhecimento da Polícia Federal, mormente se se levar em conta que as negociações das vantagens indevidas solicitadas pelo investigado se davam eminentemente por telefone. 2. É lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso. Precedentes. 3. O 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT Com efeito, a decisão questionada apontou que haviam fortes indícios de autoria dos crimes imputados ao investigado, que, como se sabe, são puníveis com pena de reclusão. Ressaltou também que a prova não poderia ser produzida de outra forma, atendendo, assim, a todas as exigências do art. 2... da lei de regência. Como é cediço, em crimes como o de corrupção passiva, o réu não age às claras; ao contrário, perpetra sua ação na surdina, de modo que a coleta da prova da prática do fato típico torna-se mais difícil, o que justifica, dessa forma, a decretação da questionada interceptação telefônica, medida adequada e necessária para o prosseguimento das investigações. Para ilustrar essa assertiva, colaciono os seguintes precedentes desta Corte: “[...] é lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso” (Inq. 2.424/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno). “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. ÚNICO MEIO DE PROVA VIÁVEL. PRÉVIA INVESTIGAÇÃO. DESNECESSIDADE. INDÍCIOS DE PARTICIPAÇÃO NO CRIME SURGIDOS DURANTE O PERÍODO DE MONITORAMENTO. PRESCINDIBILIDADE DE DEGRAVAÇÃO DE TODAS AS CONVERSAS. INOCORRÊNCIA DE ILEGALIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. Na espécie, a interceptação telefônica era o único meio viável à investigação dos crimes levados ao conhecimento da Polícia Federal, mormente se se levar em conta que as negociações das vantagens indevidas solicitadas pelo investigado se davam eminentemente por telefone. 2. É lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso. Precedentes. 3. O 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT monitoramento do terminal telefônico da paciente se deu no contexto de gravações telefônicas autorizadas judicialmente, em que houve menção de pagamento de determinada porcentagem a ela, o que consiste em indício de sua participação na empreitada criminosa. 4. O Estado não deve quedar-se inerte ao ter conhecimento da prática de outros delitos no curso de interceptação telefônica legalmente autorizada. 5. É desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas realizadas nos autos do inquérito no qual são investigados os ora Pacientes, pois basta que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal. Precedentes. 6. Writ denegado” (HC 105.527/DF, Rel. Min. Ellen Gracie – grifos meus). Tem-se, portanto, que as interceptações não foram decretadas de forma indiscriminada, sem qualquer respaldo nos autos. Pelo contrário, verifica-se que o juízo processante atendeu ao pedido da autoridade policial diante das informações até então apuradas, as quais apontavam para a participação do paciente no esquema criminoso investigado. No que concerne ao ora recorrente, a quebra do sigilo telefônico foi decretada em 7/2/2008 (fl. 33 do volume 3), oportunidade em que o juízo processante autorizou também que fosse prorrogada a interceptação de outros oito investigados, valendo-se, para tanto, dos fundamentos utilizados anteriormente, para autorizar as primeiras interceptações. Essa orientação está em consonância com a jurisprudência desta Corte, consolidada no sentido de que “as decisões que autorizam a prorrogação de interceptação telefônica sem acrescentar novos motivos evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta na primeira decisão que deferiu o monitoramento” (HC 92.020/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Na mesma esteira, menciono, ainda, o HC 100.172/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT monitoramento do terminal telefônico da paciente se deu no contexto de gravações telefônicas autorizadas judicialmente, em que houve menção de pagamento de determinada porcentagem a ela, o que consiste em indício de sua participação na empreitada criminosa. 4. O Estado não deve quedar-se inerte ao ter conhecimento da prática de outros delitos no curso de interceptação telefônica legalmente autorizada. 5. É desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas realizadas nos autos do inquérito no qual são investigados os ora Pacientes, pois basta que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal. Precedentes. 6. Writ denegado” (HC 105.527/DF, Rel. Min. Ellen Gracie – grifos meus). Tem-se, portanto, que as interceptações não foram decretadas de forma indiscriminada, sem qualquer respaldo nos autos. Pelo contrário, verifica-se que o juízo processante atendeu ao pedido da autoridade policial diante das informações até então apuradas, as quais apontavam para a participação do paciente no esquema criminoso investigado. No que concerne ao ora recorrente, a quebra do sigilo telefônico foi decretada em 7/2/2008 (fl. 33 do volume 3), oportunidade em que o juízo processante autorizou também que fosse prorrogada a interceptação de outros oito investigados, valendo-se, para tanto, dos fundamentos utilizados anteriormente, para autorizar as primeiras interceptações. Essa orientação está em consonância com a jurisprudência desta Corte, consolidada no sentido de que “as decisões que autorizam a prorrogação de interceptação telefônica sem acrescentar novos motivos evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta na primeira decisão que deferiu o monitoramento” (HC 92.020/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Na mesma esteira, menciono, ainda, o HC 100.172/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT pelo Plenário deste Tribunal, e o RHC 117.972/SP, Rel. Min. Luiz Fux, entre outros. Não há falar, ademais, em violação ao disposto na Lei 9.296/1996, uma vez que o Plenário desta Suprema Corte já decidiu que “é possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessivas, especialmente quando o fato é complexo a exigir investigação diferenciada e contínua. Não configuração de desrespeito ao art. 5..., caput, da Lei 9.296/1996”(HC 83.515/RS, Rel. Min. Nelson Jobim). Quanto à alegação de que “as únicas provas que lastrearam a condenação são aquelas produzidas mediante as interceptações telefônicas” ora questionadas, também não procede. Depois de longa transcrição do acórdão que confirmou a sentença condenatória, a decisão ora recorrida destacou que, “não somente as interceptações telefônicas na linha do ora paciente foram levadas em consideração para que fosse proferida sentença condenatória, mas também escutas de diálogos entre outras pessoas participantes do esquema, além de apreensões de objetos e valores, oitiva de testemunhas, extratos de contas bancárias e declarações de imposto de renda”. Nesse contexto, “[…] revela-se inviável a utilização do habeas corpus para o revolvimento do conjunto fático-probatório, a fim de reexaminar o que decidido pelas instâncias ordinárias” (HC 111.607/MS, Rel. Min. Teori Zavascki). Por fim, vale destacar que a interceptação telefônica aqui questionada possibilitou a descoberta de provas que deram ensejo ao oferecimento da denúncia, que foi acolhida pelo magistrado processante para condenar o recorrente à pena de 11 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes de corrupção passiva majorada e de formação de quadrilha, condenação que foi mantida integralmente pelo Tribunal Regional Federal da 1... Região. 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT pelo Plenário deste Tribunal, e o RHC 117.972/SP, Rel. Min. Luiz Fux, entre outros. Não há falar, ademais, em violação ao disposto na Lei 9.296/1996, uma vez que o Plenário desta Suprema Corte já decidiu que “é possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessivas, especialmente quando o fato é complexo a exigir investigação diferenciada e contínua. Não configuração de desrespeito ao art. 5..., caput, da Lei 9.296/1996”(HC 83.515/RS, Rel. Min. Nelson Jobim). Quanto à alegação de que “as únicas provas que lastrearam a condenação são aquelas produzidas mediante as interceptações telefônicas” ora questionadas, também não procede. Depois de longa transcrição do acórdão que confirmou a sentença condenatória, a decisão ora recorrida destacou que, “não somente as interceptações telefônicas na linha do ora paciente foram levadas em consideração para que fosse proferida sentença condenatória, mas também escutas de diálogos entre outras pessoas participantes do esquema, além de apreensões de objetos e valores, oitiva de testemunhas, extratos de contas bancárias e declarações de imposto de renda”. Nesse contexto, “[…] revela-se inviável a utilização do habeas corpus para o revolvimento do conjunto fático-probatório, a fim de reexaminar o que decidido pelas instâncias ordinárias” (HC 111.607/MS, Rel. Min. Teori Zavascki). Por fim, vale destacar que a interceptação telefônica aqui questionada possibilitou a descoberta de provas que deram ensejo ao oferecimento da denúncia, que foi acolhida pelo magistrado processante para condenar o recorrente à pena de 11 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes de corrupção passiva majorada e de formação de quadrilha, condenação que foi mantida integralmente pelo Tribunal Regional Federal da 1... Região. 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 156593 AGR / MT Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Supremo Tribunal Federal RHC 156593 AGR / MT Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2378-B559-1899-E969 e senha F528-A6BA-3D1D-4208 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Extrato de Ata - 17/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.593 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO ADV.(A/S) : GIVANILDO GOMES (12635/O/MT) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005858 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.593 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO ADV.(A/S) : GIVANILDO GOMES (12635/O/MT) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005858 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 156 . 593", "RHC 156593 AGR / MT", "HC 92 . 020 / DF", "HC 83 . 515 / RS", "HC 111 . 607 / MS", "HC 92 . 020 / DF", "HC 83 . 515 / RS", "HC 111 . 607 / MS", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156 . 593", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156 . 593", "RECURSO", "RHC 122 . 002 / RJ", "RHC 130578 - AgR / RJ", "HC 108 . 507 - AgR / SP", "HABEAS", "RHC 122 . 002 / RJ", "RHC 130578 - AgR / RJ", "HC 108 . 507 - AgR / SP", "RHC 156593 AGR / MT", "RHC 156593 AGR / MT", "Inq", ". 2 . 424 / RJ", "Inq", ". 2 . 424 / RJ", "HC 105 . 527 / DF", "HC 92 . 020 / DF", "HC 100 . 172 / SP", "HC 105 . 527 / DF", "HC 92 . 020 / DF", "HC 100 . 172 / SP", "RHC 156593", "RHC 117 . 972 / SP", "HC 83 . 515 / RS", "HC 111 . 607 / MS", "RHC 156593 AGR", "RHC 117 . 972 / SP", "HC 83 . 515 / RS", "HC 111 . 607 / MS", "RHC 156593 AGR / MT", "HABEAS CORPUS 156 . 593", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156 . 593" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 296 / 1996", "art . 5 . . . , caput , da Lei 9 . 296 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Região", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO", "GIVANILDO GOMES", "Joaquim Barbosa", "Nelson Jobim", "Teori Zavascki", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Joaquim Barbosa", "Nelson Jobim", "Teori Zavascki", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO", "GIVANILDO GOMES", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO", "GIVANILDO GOMES", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "João", "Bosco de Moraes", "Antônio Luiz de Souza Meira", "Meirão", "Itamar Moreira de Souza", "João Bosco de Moraes", "Antônio Luiz de Souza Meira", "Meirão", "Itamar Moreira de Souza", "RICARDO LEWANDOWSKI", "João Bosco de Moraes", "Cláudio Maurício Barroso Brito", "Emerson Rossi de Barros", "Joamir", "Rogério Beghinini", "Carlão", "Cintra", "Neiva Camargo", "Genuíno Soriano", "André Luiz Gallindo Perez", "Antônio Luiz de Sousa Meira", "João Bosco de Moraes", "Cláudio Maurício Barroso Brito", "Emerson Rossi de Barros", "Joamir", "Rogério Beghinini", "Carlão", "Cintra", "Neiva Camargo", "Genuíno Soriano", "André Luiz Gallindo Perez", "Antônio Luiz de Sousa Meira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Maurício Barroso de Brito", "João Bosco de Moraes", "Maurício Barroso de Brito", "João Bosco de Moraes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CLÁUDIO", "EMERSON", "CLÁUDIO", "Cláudio Maurício Barroso de Brito", "ESQUEMA", "NOLI", "CLÁUDIO", "EMERSON", "CLÁUDIO", "Cláudio Maurício Barroso de Brito", "NOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "NOLI", "SÉRGIO", "SÉRGIO", "NOLI", "EMERSON", "EMERSON", "ITAMAR", "POLACO", "EMERSON", "JOAMIR", "EMERSON", "CLÁUDIO", "EMERSON", "EMERSON", "CLÁUDIO", "SÉRGIO", "NOLI", "SÉRGIO", "SÉRGIO", "NOLI", "EMERSON", "EMERSON", "ITAMAR", "POLACO", "EMERSON", "JOAMIR", "EMERSON", "CLÁUDIO", "EMERSON", "EMERSON", "CLÁUDIO", "SÉRGIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANTONIO PAULO", "ESQUEMA", "SÉRGIO", "EMERSON", "ANTONIO PAULO", "SÉRGIO", "EMERSON", "RICARDO LEWANDOWSKI", "VIAN", "José Campo", "CLÁUDIO", "JOAMIR", "REGINALDO", "CLÁUDIO", "EMERSON", "EMERSON", "SÉRGIO", "IBERE", "ANILDO", "REGINALDO", "Jutuiran", "REGINALDO", "Dilceu Dal Bosco", "João Bosco de Moraes", "CLÁUDIO MAURÍCIO BARROSO DE BRITO", "VIAN", "José Campo", "CLÁUDIO", "JOAMIR", "REGINALDO", "CLÁUDIO", "EMERSON", "EMERSON", "SÉRGIO", "IBERE", "ANILDO", "REGINALDO", "Jutuiran", "REGINALDO", "Dilceu Dal Bosco", "João Bosco de Moraes", "CLÁUDIO MAURÍCIO BARROSO DE BRITO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "SÉRGIO", "EMERSON", "ITAMAR", "CLAUDIO", "EMERSON", "CLAUDIO", "ANTONIO", "EMERSON", "CLAUDIO", "SÉRGIO", "EMERSON", "ITAMAR", "CLAUDIO", "EMERSON", "CLAUDIO", "ANTONIO", "EMERSON", "CLAUDIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EMERSON ROSSI DE BARROS", "EMERSON ROSSI DE BARROS", "EMERSON", "EMERSON", "EMERSON ROSSI DE BARROS", "EMERSON ROSSI DE BARROS", "EMERSON", "EMERSON", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Hélio C . Freitas Filho", "Paulo de Castro Freitas", "Valmar da Silva Oliveira Júnior", "Adailton de Lima Gaspari", "Hélio C . Freitas Filho", "Paulo de Castro Freitas", "Valmar da Silva Oliveira Júnior", "Adailton de Lima Gaspari", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ellen Gracie", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Luiz Fux", "Nelson Jobim", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Nelson Jobim", "Teori Zavascki", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO", "GIVANILDO GOMES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CLAUDIO MAURICIO BARROSO DE BRITO", "GIVANILDO GOMES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "fevereiro de 2008", "07 de fevereiro de 2008", "25", "/", "01", "/", "2008", "08", "/", "02", "/", "2008", "29", "/", "01", "/", "2008", "22", "/", "01", "/", "2008", "29", "/", "01", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "fevereiro de 2008", "07 de fevereiro de 2008", "25", "/", "01", "/", "2008", "08", "/", "02", "/", "2008", "29", "/", "01", "/", "2008", "22", "/", "01", "/", "2008", "29", "/", "01", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "-", "02", "-", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de fevereiro de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de fevereiro de 2008", "21", "02", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "07 de março de 2008", "18 de março de 2008", "1", ".", ". . de abril de 2088", "17 de abril de 2008", "2 de maio de 2008", "15 de maio de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "07 de março de 2008", "18 de março de 2008", "1", ".", ". . de abril de 2088", "17 de abril de 2008", "2 de maio de 2008", "15 de maio de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de maio de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de maio de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de julho de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de julho de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "2", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "2", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "10", ".", "8", ".", "2018", "16", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "8", ".", "2018", "16", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.237 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SERGIO ANDRE BUFFARA ADV.(A/S) :MARCELO DA SILVA TROVAO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental no habeas corpus. Penal e Processo Penal. 2. Crime de calúnia qualificada. Pena superior a dois anos. Juizados Especiais. Impossibilidade. 3. Decisão que denega a ordem não incorre em reformatio in pejus, porquanto nada reforma. 4. Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de setembro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 023A-7515-03C6-0CEC e senha 8F49-3259-521C-DB9F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.237 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SERGIO ANDRE BUFFARA ADV.(A/S) :MARCELO DA SILVA TROVAO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental contra decisão que denegou a ordem de habeas corpus. Nas razões recursais, o agravante, de forma surpreendente e inusitada, que a decisão agravada incorreu em reformatio in pejus, por ter denegado a ordem. Aduz que a ausência de enfrentamento de mérito pelo STJ desautoriza esta Corte a enfrentá-lo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3675-F231-8A00-A36C e senha 9C7C-332A-813E-11F7 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.237 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SERGIO ANDRE BUFFARA ADV.(A/S) :MARCELO DA SILVA TROVAO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental contra decisão que denegou a ordem de habeas corpus. Nas razões recursais, o agravante, de forma surpreendente e inusitada, que a decisão agravada incorreu em reformatio in pejus, por ter denegado a ordem. Aduz que a ausência de enfrentamento de mérito pelo STJ desautoriza esta Corte a enfrentá-lo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3675-F231-8A00-A36C e senha 9C7C-332A-813E-11F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.237 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, o agravante traz uma tese intrigante. É que, nas razões de seu habeas corpus, o agravante aduziu que o processo, no qual se apurou o crime de calúnia qualificada, deveria tramitar nos Juizados Especiais. Na decisão pretérita, registrei que, ao crime de calúnia qualificada, o legislador cominou pena privativa de liberdade de dois anos e oito meses, motivo por que seria impossível a tramitação perante os Juizados Especiais. Daí a presente interposição, por meio da qual o agravante aduz que a decisão que proferi reformou a decisão do STJ, de modo a lhe prejudicar. Assevera o agravante, ainda, que esta Corte está impedida de se pronunciar sobre o que a parte requer pronunciamento, apenas porque o Tribunal anterior não apreciou a controvérsia. Em primeiro lugar, a decisão agravada, ao denegar a ordem, não reformou nada: nem para beneficiar, nem para prejudicar. Em segundo, apenas me manifestei sobre a tese lançada nas razões de seu habeas corpus, segundo a qual o processo que apura o crime de calúnia qualificada tramitaria perante os Juizados Especiais. Em terceiro, o próprio agravante requereu a concessão da ordem de ofício, com base na supracitada tese, de modo que meu silêncio sobre ela resultaria em omissão sujeita à irresignação através dos embargos de declaração. Desse modo, a decisão agravada não merece qualquer reparo. Assim, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4047-E2B3-498A-AF60 e senha 7738-EC5D-5153-F636 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.237 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, o agravante traz uma tese intrigante. É que, nas razões de seu habeas corpus, o agravante aduziu que o processo, no qual se apurou o crime de calúnia qualificada, deveria tramitar nos Juizados Especiais. Na decisão pretérita, registrei que, ao crime de calúnia qualificada, o legislador cominou pena privativa de liberdade de dois anos e oito meses, motivo por que seria impossível a tramitação perante os Juizados Especiais. Daí a presente interposição, por meio da qual o agravante aduz que a decisão que proferi reformou a decisão do STJ, de modo a lhe prejudicar. Assevera o agravante, ainda, que esta Corte está impedida de se pronunciar sobre o que a parte requer pronunciamento, apenas porque o Tribunal anterior não apreciou a controvérsia. Em primeiro lugar, a decisão agravada, ao denegar a ordem, não reformou nada: nem para beneficiar, nem para prejudicar. Em segundo, apenas me manifestei sobre a tese lançada nas razões de seu habeas corpus, segundo a qual o processo que apura o crime de calúnia qualificada tramitaria perante os Juizados Especiais. Em terceiro, o próprio agravante requereu a concessão da ordem de ofício, com base na supracitada tese, de modo que meu silêncio sobre ela resultaria em omissão sujeita à irresignação através dos embargos de declaração. Desse modo, a decisão agravada não merece qualquer reparo. Assim, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4047-E2B3-498A-AF60 e senha 7738-EC5D-5153-F636 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 156237 AGR / RJ É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4047-E2B3-498A-AF60 e senha 7738-EC5D-5153-F636 Supremo Tribunal Federal HC 156237 AGR / RJ É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4047-E2B3-498A-AF60 e senha 7738-EC5D-5153-F636 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.237 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SERGIO ANDRE BUFFARA ADV.(A/S) : MARCELO DA SILVA TROVAO (96532/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BC9F-76C7-54A6-9255 e senha 3AFD-E021-0EA5-8B79 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.237 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SERGIO ANDRE BUFFARA ADV.(A/S) : MARCELO DA SILVA TROVAO (96532/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BC9F-76C7-54A6-9255 e senha 3AFD-E021-0EA5-8B79 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748397184
2018-09-21T00:00:00
2018-10-09T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental no habeas corpus. Penal e Processo Penal. 2. Crime de calúnia qualificada. Pena superior a dois anos. Juizados Especiais. Impossibilidade. 3. Decisão que denega a ordem não incorre em reformatio in pejus, porquanto nada reforma. 4. Agravo a que se nega provimento.
sjur392230
Número de páginas: 5. Análise: 19/10/2018, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
156237
null
HC-AgR
acordaos
HC 156237 AgR
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AGTE.(S) : SERGIO ANDRE BUFFARA ADV.(A/S) : MARCELO DA SILVA TROVAO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.237 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SERGIO ANDRE BUFFARA ADV.(A/S) :MARCELO DA SILVA TROVAO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental no habeas corpus. Penal e Processo Penal. 2. Crime de calúnia qualificada. Pena superior a dois anos. Juizados Especiais. Impossibilidade. 3. Decisão que denega a ordem não incorre em reformatio in pejus, porquanto nada reforma. 4. Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de setembro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 023A-7515-03C6-0CEC e senha 8F49-3259-521C-DB9F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.237 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SERGIO ANDRE BUFFARA ADV.(A/S) :MARCELO DA SILVA TROVAO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental contra decisão que denegou a ordem de habeas corpus. Nas razões recursais, o agravante, de forma surpreendente e inusitada, que a decisão agravada incorreu em reformatio in pejus, por ter denegado a ordem. Aduz que a ausência de enfrentamento de mérito pelo Superior Tribunal de Justiça desautoriza esta Corte a enfrentá-lo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3675-F231-8A00-A36C e senha 9C7C-332A-813E-11F7 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.237 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SERGIO ANDRE BUFFARA ADV.(A/S) :MARCELO DA SILVA TROVAO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental contra decisão que denegou a ordem de habeas corpus. Nas razões recursais, o agravante, de forma surpreendente e inusitada, que a decisão agravada incorreu em reformatio in pejus, por ter denegado a ordem. Aduz que a ausência de enfrentamento de mérito pelo Superior Tribunal de Justiça desautoriza esta Corte a enfrentá-lo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3675-F231-8A00-A36C e senha 9C7C-332A-813E-11F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.237 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, o agravante traz uma tese intrigante. É que, nas razões de seu habeas corpus, o agravante aduziu que o processo, no qual se apurou o crime de calúnia qualificada, deveria tramitar nos Juizados Especiais. Na decisão pretérita, registrei que, ao crime de calúnia qualificada, o legislador cominou pena privativa de liberdade de dois anos e oito meses, motivo por que seria impossível a tramitação perante os Juizados Especiais. Daí a presente interposição, por meio da qual o agravante aduz que a decisão que proferi reformou a decisão do Superior Tribunal de Justiça, de modo a lhe prejudicar. Assevera o agravante, ainda, que esta Corte está impedida de se pronunciar sobre o que a parte requer pronunciamento, apenas porque o Tribunal anterior não apreciou a controvérsia. Em primeiro lugar, a decisão agravada, ao denegar a ordem, não reformou nada: nem para beneficiar, nem para prejudicar. Em segundo, apenas me manifestei sobre a tese lançada nas razões de seu habeas corpus, segundo a qual o processo que apura o crime de calúnia qualificada tramitaria perante os Juizados Especiais. Em terceiro, o próprio agravante requereu a concessão da ordem de ofício, com base na supracitada tese, de modo que meu silêncio sobre ela resultaria em omissão sujeita à irresignação através dos embargos de declaração. Desse modo, a decisão agravada não merece qualquer reparo. Assim, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4047-E2B3-498A-AF60 e senha 7738-EC5D-5153-F636 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.237 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, o agravante traz uma tese intrigante. É que, nas razões de seu habeas corpus, o agravante aduziu que o processo, no qual se apurou o crime de calúnia qualificada, deveria tramitar nos Juizados Especiais. Na decisão pretérita, registrei que, ao crime de calúnia qualificada, o legislador cominou pena privativa de liberdade de dois anos e oito meses, motivo por que seria impossível a tramitação perante os Juizados Especiais. Daí a presente interposição, por meio da qual o agravante aduz que a decisão que proferi reformou a decisão do Superior Tribunal de Justiça, de modo a lhe prejudicar. Assevera o agravante, ainda, que esta Corte está impedida de se pronunciar sobre o que a parte requer pronunciamento, apenas porque o Tribunal anterior não apreciou a controvérsia. Em primeiro lugar, a decisão agravada, ao denegar a ordem, não reformou nada: nem para beneficiar, nem para prejudicar. Em segundo, apenas me manifestei sobre a tese lançada nas razões de seu habeas corpus, segundo a qual o processo que apura o crime de calúnia qualificada tramitaria perante os Juizados Especiais. Em terceiro, o próprio agravante requereu a concessão da ordem de ofício, com base na supracitada tese, de modo que meu silêncio sobre ela resultaria em omissão sujeita à irresignação através dos embargos de declaração. Desse modo, a decisão agravada não merece qualquer reparo. Assim, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4047-E2B3-498A-AF60 e senha 7738-EC5D-5153-F636 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 156237 AGR / RJ É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4047-E2B3-498A-AF60 e senha 7738-EC5D-5153-F636 Supremo Tribunal Federal HC 156237 AGR / RJ É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4047-E2B3-498A-AF60 e senha 7738-EC5D-5153-F636 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.237 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SERGIO ANDRE BUFFARA ADV.(A/S) : MARCELO DA SILVA TROVAO (96532/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BC9F-76C7-54A6-9255 e senha 3AFD-E021-0EA5-8B79 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.237 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SERGIO ANDRE BUFFARA ADV.(A/S) : MARCELO DA SILVA TROVAO (96532/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BC9F-76C7-54A6-9255 e senha 3AFD-E021-0EA5-8B79 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 156 . 237", "HABEAS CORPUS 156 . 237", "HABEAS CORPUS 156 . 237", "HABEAS CORPUS 156 . 237", "HABEAS CORPUS 156 . 237", "HC 156237 AGR / RJ", "HC 156237 AGR / RJ", "HABEAS CORPUS 156 . 237", "HABEAS CORPUS 156 . 237" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ANDRE BUFFARA", "MARCELO DA SILVA TROVAO", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SERGIO ANDRE BUFFARA", "MARCELO DA SILVA TROVAO", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "SERGIO ANDRE BUFFARA", "MARCELO DA SILVA TROVAO", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SERGIO ANDRE BUFFARA", "MARCELO DA SILVA TROVAO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "SERGIO ANDRE BUFFARA", "MARCELO DA SILVA TROVAO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "21", "/", "09", "/", "2018", "14", "20 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "14", ".", "9", ".", "2018", "20", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "9", ".", "2018", "20", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) :KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) :JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) :LILIANE RODRIGUES FARIA EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE REDUÇÃO À CONDIÇÃO ANÁLOGA À DE ESCRAVO. ARTIGO 149 DO CÓDIGO PENAL. RAZÕES SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, XL, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20.9.2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de setembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2500-63D3-EAFF-544B e senha F62F-9956-FBFB-B732 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) :KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) :JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) :LILIANE RODRIGUES FARIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno, interposto por EUCLEBE ROBERTO VESSONI, contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE REDUÇÃO À CONDIÇÃO ANÁLOGA À DE ESCRAVO. ARTIGO 149 DO CÓDIGO PENAL. RAZÕES SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, XL, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “ao NEGAR SEGUIMENTO ao Agravo de Instrumento no RE, sob o fundamento de o Recurso não estar apoiado em todos os fundamentos expressos no acordão condenatório, constata-se que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B10-A61B-C7B7-94A5 e senha A3CC-76EB-415F-EE11 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) :KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) :JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) :LILIANE RODRIGUES FARIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno, interposto por EUCLEBE ROBERTO VESSONI, contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE REDUÇÃO À CONDIÇÃO ANÁLOGA À DE ESCRAVO. ARTIGO 149 DO CÓDIGO PENAL. RAZÕES SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, XL, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “ao NEGAR SEGUIMENTO ao Agravo de Instrumento no RE, sob o fundamento de o Recurso não estar apoiado em todos os fundamentos expressos no acordão condenatório, constata-se que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B10-A61B-C7B7-94A5 e senha A3CC-76EB-415F-EE11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 1150960 AGR / PA houve excessivo apego formal, pois a Recurso está firmemente apoiado no fundamento Constitucional violado, ferindo dessa forma os princípios constitucionais da razoabilidade e do direito de acesso a justiça e prestação jurisdicional”. (Doc. 17, fl. 4) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B10-A61B-C7B7-94A5 e senha A3CC-76EB-415F-EE11 Supremo Tribunal Federal ARE 1150960 AGR / PA houve excessivo apego formal, pois a Recurso está firmemente apoiado no fundamento Constitucional violado, ferindo dessa forma os princípios constitucionais da razoabilidade e do direito de acesso a justiça e prestação jurisdicional”. (Doc. 17, fl. 4) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B10-A61B-C7B7-94A5 e senha A3CC-76EB-415F-EE11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante asseverado na decisão recorrida, verifica-se que o acórdão recorrido imputou a conduta criminosa aos recorrentes em razão de interpretação conferida ao artigo 149 do Código Penal, em sua redação original, ao afirmar que: “Conforme defende o apelante, a nova redação do caput do art. 149 do CP, em verdade, apenas explicitou os elementos e as circunstâncias já consagradas pela jurisprudência pátria como inerentes ao conteúdo normativo do referido tipo penal. […] De todo modo, o caso destes autos configura hipótese de reduzir alguém à condição análoga à de escravo, nos exatos termos da redação vigente à época dos fatos . A jurisprudência de então, conforme visto no julgado acima, já entendia que o conceito de condição análoga à de escravo não se restringia exclusivamente às condutas que limitassem a liberdade de locomoção da vítima, mas já abarcava, na época, as condutas posteriormente explicitadas pelo tipo penal agora vigente . Também à luz da legislação da época e, conforme interpretação jurisprudencial que sedimentou a nova redação do art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante asseverado na decisão recorrida, verifica-se que o acórdão recorrido imputou a conduta criminosa aos recorrentes em razão de interpretação conferida ao artigo 149 do Código Penal, em sua redação original, ao afirmar que: “Conforme defende o apelante, a nova redação do caput do art. 149 do CP, em verdade, apenas explicitou os elementos e as circunstâncias já consagradas pela jurisprudência pátria como inerentes ao conteúdo normativo do referido tipo penal. […] De todo modo, o caso destes autos configura hipótese de reduzir alguém à condição análoga à de escravo, nos exatos termos da redação vigente à época dos fatos . A jurisprudência de então, conforme visto no julgado acima, já entendia que o conceito de condição análoga à de escravo não se restringia exclusivamente às condutas que limitassem a liberdade de locomoção da vítima, mas já abarcava, na época, as condutas posteriormente explicitadas pelo tipo penal agora vigente . Também à luz da legislação da época e, conforme interpretação jurisprudencial que sedimentou a nova redação do art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1150960 AGR / PA 149 do CP, caracteriza-se o trabalho em condições degradantes quando não são respeitados minimamente os direitos fundamentais do trabalhador, tais como alimentação, moradia, higiene, saúde, proteção contra acidentes, além de respeito aos seus direitos previstos na legislação trabalhista”. (Doc. 11, fls. 60-61, grifei) Por sua vez, a parte agravante, nas razões do recurso extraordinário, se limitou a argumentar que “à data dos acontecimentos ainda não vigia a lei nº 10.803 de 10/11/2003” e que o acórdão recorrido contrariou o artigo 5º, XL, da Constituição Federal ao condená-los com base na nova tipificação penal (doc. 12, fl. 82). Incide, na espécie, o enunciado da Súmula 283 do STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283 do STF: “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2ª ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (RE 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; RE 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; RE 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; RE 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; RE 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; RE 79.623, RTJ 75/849; RE 84.077, RTJ 80/906). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Supremo Tribunal Federal ARE 1150960 AGR / PA 149 do CP, caracteriza-se o trabalho em condições degradantes quando não são respeitados minimamente os direitos fundamentais do trabalhador, tais como alimentação, moradia, higiene, saúde, proteção contra acidentes, além de respeito aos seus direitos previstos na legislação trabalhista”. (Doc. 11, fls. 60-61, grifei) Por sua vez, a parte agravante, nas razões do recurso extraordinário, se limitou a argumentar que “à data dos acontecimentos ainda não vigia a lei nº 10.803 de 10/11/2003” e que o acórdão recorrido contrariou o artigo 5º, XL, da Constituição Federal ao condená-los com base na nova tipificação penal (doc. 12, fl. 82). Incide, na espécie, o enunciado da Súmula 283 do STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283 do STF: “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2ª ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (RE 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; RE 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; RE 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; RE 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; RE 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; RE 79.623, RTJ 75/849; RE 84.077, RTJ 80/906). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1150960 AGR / PA Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do STJ (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento , Ed. RT, 2001, p. 561.” ( Direito Sumular . São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 140) Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” ( AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/2/2007) Ainda que superado esse óbice, conforme já destacado, ressalte-se que a resolução da controvérsia atinente à eventual violação ao princípio da irretroatividade da lei penal (artigo 5º, XL, da Constituição Federal) quando dependente do reexame prévio de norma infraconstitucional (Código Penal), revela ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E PENAL. 1) AGRAVO INTEMPESTIVO. SÚMULA N. 699 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 3) ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, INCS. XXXVI e XL, LIV e LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA . AGRAVO REGIMENTAL AO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Supremo Tribunal Federal ARE 1150960 AGR / PA Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do STJ (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento , Ed. RT, 2001, p. 561.” ( Direito Sumular . São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 140) Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” ( AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/2/2007) Ainda que superado esse óbice, conforme já destacado, ressalte-se que a resolução da controvérsia atinente à eventual violação ao princípio da irretroatividade da lei penal (artigo 5º, XL, da Constituição Federal) quando dependente do reexame prévio de norma infraconstitucional (Código Penal), revela ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E PENAL. 1) AGRAVO INTEMPESTIVO. SÚMULA N. 699 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 3) ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, INCS. XXXVI e XL, LIV e LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA . AGRAVO REGIMENTAL AO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1150960 AGR / PA QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 738.398-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 28/6/2013, grifei) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Supremo Tribunal Federal ARE 1150960 AGR / PA QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 738.398-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 28/6/2013, grifei) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) :KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) :JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) :LILIANE RODRIGUES FARIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O princípio segundo o qual a norma mais benéfica ao réu retroage para beneficiá-lo possui proteção constitucional expressa, revelando-se cláusula pétrea – artigo 5º, inciso XL, da Constituição Federal. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38F1-EBB8-AE57-5AAE e senha A951-F9DA-7DCA-047A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) :KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) :JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) :LILIANE RODRIGUES FARIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O princípio segundo o qual a norma mais benéfica ao réu retroage para beneficiá-lo possui proteção constitucional expressa, revelando-se cláusula pétrea – artigo 5º, inciso XL, da Constituição Federal. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38F1-EBB8-AE57-5AAE e senha A951-F9DA-7DCA-047A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) : KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO (36439/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) : JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) : LILIANE RODRIGUES FARIA (28424/GO) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C081-B415-6FCC-D09B e senha 9175-2BD4-3B36-34E5 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) : KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO (36439/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) : JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) : LILIANE RODRIGUES FARIA (28424/GO) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C081-B415-6FCC-D09B e senha 9175-2BD4-3B36-34E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748334066
2018-09-21T00:00:00
2018-10-01T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE REDUÇÃO À CONDIÇÃO ANÁLOGA À DE ESCRAVO. ARTIGO 149 DO CÓDIGO PENAL. RAZÕES SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, XL, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur391831
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO AGRAVADA) AI 489247 AgR (1ªT). (VIOLAÇÃO, PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL) ARE 738398 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 19/10/2018, ER.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1150960
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00040\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-010803 ANO-2003\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00149\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1150960 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) : KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) : JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) : LILIANE RODRIGUES FARIA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) :KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) :JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) :LILIANE RODRIGUES FARIA EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE REDUÇÃO À CONDIÇÃO ANÁLOGA À DE ESCRAVO. ARTIGO 149 DO CÓDIGO PENAL. RAZÕES SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5..., XL, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20.9.2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de setembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2500-63D3-EAFF-544B e senha F62F-9956-FBFB-B732 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) :KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) :JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) :LILIANE RODRIGUES FARIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno, interposto por EUCLEBE ROBERTO VESSONI, contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE REDUÇÃO À CONDIÇÃO ANÁLOGA À DE ESCRAVO. ARTIGO 149 DO CÓDIGO PENAL. RAZÕES SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5..., XL, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “ao NEGAR SEGUIMENTO ao Agravo de Instrumento no Recurso Extraordinário, sob o fundamento de o Recurso não estar apoiado em todos os fundamentos expressos no acordão condenatório, constata-se que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B10-A61B-C7B7-94A5 e senha A3CC-76EB-415F-EE11 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) :KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) :JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) :LILIANE RODRIGUES FARIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno, interposto por EUCLEBE ROBERTO VESSONI, contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE REDUÇÃO À CONDIÇÃO ANÁLOGA À DE ESCRAVO. ARTIGO 149 DO CÓDIGO PENAL. RAZÕES SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5..., XL, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “ao NEGAR SEGUIMENTO ao Agravo de Instrumento no Recurso Extraordinário, sob o fundamento de o Recurso não estar apoiado em todos os fundamentos expressos no acordão condenatório, constata-se que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B10-A61B-C7B7-94A5 e senha A3CC-76EB-415F-EE11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 1150960 AGR / PA houve excessivo apego formal, pois a Recurso está firmemente apoiado no fundamento Constitucional violado, ferindo dessa forma os princípios constitucionais da razoabilidade e do direito de acesso a justiça e prestação jurisdicional”. (Doc. 17, fl. 4) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B10-A61B-C7B7-94A5 e senha A3CC-76EB-415F-EE11 Supremo Tribunal Federal ARE 1150960 AGR / PA houve excessivo apego formal, pois a Recurso está firmemente apoiado no fundamento Constitucional violado, ferindo dessa forma os princípios constitucionais da razoabilidade e do direito de acesso a justiça e prestação jurisdicional”. (Doc. 17, fl. 4) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B10-A61B-C7B7-94A5 e senha A3CC-76EB-415F-EE11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante asseverado na decisão recorrida, verifica-se que o acórdão recorrido imputou a conduta criminosa aos recorrentes em razão de interpretação conferida ao artigo 149 do Código Penal, em sua redação original, ao afirmar que: “Conforme defende o apelante, a nova redação do caput do art. 149 do Código Penal Brasileiro, em verdade, apenas explicitou os elementos e as circunstâncias já consagradas pela jurisprudência pátria como inerentes ao conteúdo normativo do referido tipo penal. […] De todo modo, o caso destes autos configura hipótese de reduzir alguém à condição análoga à de escravo, nos exatos termos da redação vigente à época dos fatos . A jurisprudência de então, conforme visto no julgado acima, já entendia que o conceito de condição análoga à de escravo não se restringia exclusivamente às condutas que limitassem a liberdade de locomoção da vítima, mas já abarcava, na época, as condutas posteriormente explicitadas pelo tipo penal agora vigente . Também à luz da legislação da época e, conforme interpretação jurisprudencial que sedimentou a nova redação do art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante asseverado na decisão recorrida, verifica-se que o acórdão recorrido imputou a conduta criminosa aos recorrentes em razão de interpretação conferida ao artigo 149 do Código Penal, em sua redação original, ao afirmar que: “Conforme defende o apelante, a nova redação do caput do art. 149 do Código Penal Brasileiro, em verdade, apenas explicitou os elementos e as circunstâncias já consagradas pela jurisprudência pátria como inerentes ao conteúdo normativo do referido tipo penal. […] De todo modo, o caso destes autos configura hipótese de reduzir alguém à condição análoga à de escravo, nos exatos termos da redação vigente à época dos fatos . A jurisprudência de então, conforme visto no julgado acima, já entendia que o conceito de condição análoga à de escravo não se restringia exclusivamente às condutas que limitassem a liberdade de locomoção da vítima, mas já abarcava, na época, as condutas posteriormente explicitadas pelo tipo penal agora vigente . Também à luz da legislação da época e, conforme interpretação jurisprudencial que sedimentou a nova redação do art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1150960 AGR / PA 149 do Código Penal Brasileiro, caracteriza-se o trabalho em condições degradantes quando não são respeitados minimamente os direitos fundamentais do trabalhador, tais como alimentação, moradia, higiene, saúde, proteção contra acidentes, além de respeito aos seus direitos previstos na legislação trabalhista”. (Doc. 11, fls. 60-61, grifei) Por sua vez, a parte agravante, nas razões do recurso extraordinário, se limitou a argumentar que “à data dos acontecimentos ainda não vigia a lei n 10.803 de 10/11/2003” e que o acórdão recorrido contrariou o artigo 5..., XL, da Constituição Federal ao condená-los com base na nova tipificação penal (doc. 12, fl. 82). Incide, na espécie, o enunciado da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal: “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2... ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2... ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (Recurso Extraordinário 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; Recurso Extraordinário 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; Recurso Extraordinário 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; Recurso Extraordinário 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; Recurso Extraordinário 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; Recurso Extraordinário 79.623, RTJ 75/849; Recurso Extraordinário 84.077, RTJ 80/906). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Supremo Tribunal Federal ARE 1150960 AGR / PA 149 do Código Penal Brasileiro, caracteriza-se o trabalho em condições degradantes quando não são respeitados minimamente os direitos fundamentais do trabalhador, tais como alimentação, moradia, higiene, saúde, proteção contra acidentes, além de respeito aos seus direitos previstos na legislação trabalhista”. (Doc. 11, fls. 60-61, grifei) Por sua vez, a parte agravante, nas razões do recurso extraordinário, se limitou a argumentar que “à data dos acontecimentos ainda não vigia a lei n 10.803 de 10/11/2003” e que o acórdão recorrido contrariou o artigo 5..., XL, da Constituição Federal ao condená-los com base na nova tipificação penal (doc. 12, fl. 82). Incide, na espécie, o enunciado da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal: “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2... ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2... ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (Recurso Extraordinário 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; Recurso Extraordinário 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; Recurso Extraordinário 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; Recurso Extraordinário 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; Recurso Extraordinário 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; Recurso Extraordinário 79.623, RTJ 75/849; Recurso Extraordinário 84.077, RTJ 80/906). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1150960 AGR / PA Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do Superior Tribunal de Justiça (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento , Ed. RT, 2001, p. 561.” ( Direito Sumular . São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 140) Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” ( AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/2/2007) Ainda que superado esse óbice, conforme já destacado, ressalte-se que a resolução da controvérsia atinente à eventual violação ao princípio da irretroatividade da lei penal (artigo 5..., XL, da Constituição Federal) quando dependente do reexame prévio de norma infraconstitucional (Código Penal), revela ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E PENAL. 1) AGRAVO INTEMPESTIVO. SÚMULA N. 699 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 3) ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., INCS. XXXVI e XL, LIV e LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA . AGRAVO REGIMENTAL AO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Supremo Tribunal Federal ARE 1150960 AGR / PA Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do Superior Tribunal de Justiça (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento , Ed. RT, 2001, p. 561.” ( Direito Sumular . São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 140) Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” ( AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/2/2007) Ainda que superado esse óbice, conforme já destacado, ressalte-se que a resolução da controvérsia atinente à eventual violação ao princípio da irretroatividade da lei penal (artigo 5..., XL, da Constituição Federal) quando dependente do reexame prévio de norma infraconstitucional (Código Penal), revela ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E PENAL. 1) AGRAVO INTEMPESTIVO. SÚMULA N. 699 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 3) ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., INCS. XXXVI e XL, LIV e LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA . AGRAVO REGIMENTAL AO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1150960 AGR / PA QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 738.398-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 28/6/2013, grifei) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Supremo Tribunal Federal ARE 1150960 AGR / PA QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 738.398-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 28/6/2013, grifei) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2904-9F13-6CB9-61A9 e senha C10E-2AA6-C800-C23B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) :KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) :JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) :LILIANE RODRIGUES FARIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O princípio segundo o qual a norma mais benéfica ao réu retroage para beneficiá-lo possui proteção constitucional expressa, revelando-se cláusula pétrea – artigo 5..., inciso XL, da Constituição Federal. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38F1-EBB8-AE57-5AAE e senha A951-F9DA-7DCA-047A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) :KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) :JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) :LILIANE RODRIGUES FARIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O princípio segundo o qual a norma mais benéfica ao réu retroage para beneficiá-lo possui proteção constitucional expressa, revelando-se cláusula pétrea – artigo 5..., inciso XL, da Constituição Federal. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38F1-EBB8-AE57-5AAE e senha A951-F9DA-7DCA-047A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) : KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO (36439/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) : JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) : LILIANE RODRIGUES FARIA (28424/GO) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C081-B415-6FCC-D09B e senha 9175-2BD4-3B36-34E5 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.960 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EUCLEBE ROBERTO VESSONI ADV.(A/S) : KEILA JACOB DE ASSIS ADORNO GODINHO (36439/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS SILVA PARREIRA INTDO.(A/S) : JOSÉ VALDIR RODE ADV.(A/S) : LILIANE RODRIGUES FARIA (28424/GO) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C081-B415-6FCC-D09B e senha 9175-2BD4-3B36-34E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 150 . 960", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo", "ARE 1150960 AGR / PA", "ARE 1150960 AGR / PA", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 150 . 960", "ARE 1150960 AGR / PA", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 65 . 072", "Recurso Extraordinário 66 . 768", "Recurso Extraordinário 60 . 854", "Recurso Extraordinário 63 . 174", "Recurso Extraordinário 79 . 083", "Recurso Extraordinário 79 . 623", "Recurso Extraordinário 84 . 077", "ARE 1150960 AGR /", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 65 . 072", "Recurso Extraordinário 66 . 768", "Recurso Extraordinário 60 . 854", "Recurso Extraordinário 63 . 174", "Recurso Extraordinário 79 . 083", "Recurso Extraordinário 79 . 623", "Recurso Extraordinário 84 . 077", "REsp 16 . 076", "REsp 21 . 064", "REsp 23 . 026", "REsp 29 . 682", "SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AI 489 . 247 - AgR", "SÚMULA N . 699 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1150960 AGR / PA", "REsp 16 . 076", "REsp 21 . 064", "REsp 23 . 026", "REsp 29 . 682", "SÚMULA 283 DO SUPREMO", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AI 489 . 247 - AgR", "SÚMULA N . 699 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 738 . 398 - AgR", "ARE 1150960 AGR / PA", "ARE 738 . 398 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 149 DO CÓDIGO PENAL", "ARTIGO 5 . . . , XL , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 149 DO CÓDIGO PENAL", "ARTIGO 5 . . . , XL , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 149 DO CÓDIGO PENAL", "ARTIGO 5 . . . , XL , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 149 do Código Penal", "art . 149 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 149 do Código Penal", "art . 149 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "149 do Código Penal Brasileiro", "lei n 10 . 803", "artigo 5 . . . , XL , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "149 do Código Penal Brasileiro", "lei n 10 . 803", "artigo 5 . . . , XL , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , XL , da Constituição Federal", "Código Penal", "Constituição Federal", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 5 . . . , INCS . XXXVI e XL , LIV e LV , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Constituição Federal", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 5 . . . , INCS . 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"Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "PA", "Superior Tribunal de Justiça", "Ed", ".", "RT", "Malheiros", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "RT", "Malheiros", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "EUCLEBE ROBERTO VESSONI", "KEILA JACOB 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"20", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.164 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ISRAEL OTHON TEIXEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO MANOEL PEREIRA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE BEBEDOURO ADV.(A/S) :CAIO CEZAR ILARIO FILHO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. MUNICÍPIO DE BEBEDOURO. CONVERSÃO DA REMUNERAÇÃO DE CRUZEIROS REAIS PARA URV. METODOLOGIA DE CONVERSÃO. LEI FEDERAL 8.880/1994. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO– PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 10 a 16/08/2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, aplicou a multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5948-68E2-BF88-8919 e senha F373-4661-3420-BFC4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.164 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ISRAEL OTHON TEIXEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO MANOEL PEREIRA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE BEBEDOURO ADV.(A/S) :CAIO CEZAR ILARIO FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por ISRAEL OTHON TEIXEIRA contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. MUNICÍPIO DE BEBEDOURO. CONVERSÃO DA REMUNERAÇÃO DE CRUZEIROS REAIS PARA URV. METODOLOGIA DE CONVERSÃO. LEI FEDERAL 8.880/1994. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “No caso vertente, temos que o v. acórdão não julgou com fundamento nas provas existentes nos autos, mas sim com uma eventual fixação de um novo padrão de vencimentos, que mais uma vez frisamos, nunca foi aventado essa hipótese nos autos, nunca o recorrido usou essa linha de defesa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5E-74B1-7606-D68E e senha 706A-3EB0-318F-1552 Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.164 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ISRAEL OTHON TEIXEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO MANOEL PEREIRA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE BEBEDOURO ADV.(A/S) :CAIO CEZAR ILARIO FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por ISRAEL OTHON TEIXEIRA contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. MUNICÍPIO DE BEBEDOURO. CONVERSÃO DA REMUNERAÇÃO DE CRUZEIROS REAIS PARA URV. METODOLOGIA DE CONVERSÃO. LEI FEDERAL 8.880/1994. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “No caso vertente, temos que o v. acórdão não julgou com fundamento nas provas existentes nos autos, mas sim com uma eventual fixação de um novo padrão de vencimentos, que mais uma vez frisamos, nunca foi aventado essa hipótese nos autos, nunca o recorrido usou essa linha de defesa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5E-74B1-7606-D68E e senha 706A-3EB0-318F-1552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1134164 AGR / SP Ou seja se o STF já havia decidido que eventual resíduo cessaria com a fixação de um novo padrão de vencimentos, porque o próprio recorrido, se houvesse feito esta fixação de um novo padrão de vencimentos não teria alegado isso em sua defesa.” (doc. 5, fl. 6) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5E-74B1-7606-D68E e senha 706A-3EB0-318F-1552 Supremo Tribunal Federal ARE 1134164 AGR / SP Ou seja se o STF já havia decidido que eventual resíduo cessaria com a fixação de um novo padrão de vencimentos, porque o próprio recorrido, se houvesse feito esta fixação de um novo padrão de vencimentos não teria alegado isso em sua defesa.” (doc. 5, fl. 6) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5E-74B1-7606-D68E e senha 706A-3EB0-318F-1552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.164 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que divergir do entendimento do Tribunal a quo no que tange ao prejuízo sofrido em virtude de eventual aplicação incorreta da metodologia de conversão da remuneração de cruzeiros reais para URV demandaria o reexame do conjunto fático–probatório dos autos, incidindo o óbice da Súmula 279 do STF. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C83C-C080-1277-F72A e senha 1381-B5AB-21DB-690D Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.164 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que divergir do entendimento do Tribunal a quo no que tange ao prejuízo sofrido em virtude de eventual aplicação incorreta da metodologia de conversão da remuneração de cruzeiros reais para URV demandaria o reexame do conjunto fático–probatório dos autos, incidindo o óbice da Súmula 279 do STF. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C83C-C080-1277-F72A e senha 1381-B5AB-21DB-690D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134164 AGR / SP ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). CONDENO, ainda, a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do valor fixado pela origem (artigo 85, § 11, do CPC/2015). É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C83C-C080-1277-F72A e senha 1381-B5AB-21DB-690D Supremo Tribunal Federal ARE 1134164 AGR / SP ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). CONDENO, ainda, a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do valor fixado pela origem (artigo 85, § 11, do CPC/2015). É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C83C-C080-1277-F72A e senha 1381-B5AB-21DB-690D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.164 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ISRAEL OTHON TEIXEIRA ADV.(A/S) : RODRIGO MANOEL PEREIRA (297437/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE BEBEDOURO ADV.(A/S) : CAIO CEZAR ILARIO FILHO (331253/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, aplicou a multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA1A-3767-6266-72EF e senha E993-A77D-CF49-FB44 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.164 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ISRAEL OTHON TEIXEIRA ADV.(A/S) : RODRIGO MANOEL PEREIRA (297437/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE BEBEDOURO ADV.(A/S) : CAIO CEZAR ILARIO FILHO (331253/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, aplicou a multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA1A-3767-6266-72EF e senha E993-A77D-CF49-FB44 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748084397
2018-08-17T00:00:00
2018-08-30T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, aplicou a multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. MUNICÍPIO DE BEBEDOURO. CONVERSÃO DA REMUNERAÇÃO DE CRUZEIROS REAIS PARA URV. METODOLOGIA DE CONVERSÃO. LEI FEDERAL 8.880/1994. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur389695
- Acórdão(s) citado(s): (APLICAÇÃO, MULTA ) AI 552492 AgR (1ªT), ARE 827024 AgR (1ªT), ARE 878103 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 12/09/2018, ER.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1134164
[ "LEG-FED LEI-008880 ANO-1994\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00085 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1134164 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ISRAEL OTHON TEIXEIRA ADV.(A/S) : RODRIGO MANOEL PEREIRA AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE BEBEDOURO ADV.(A/S) : CAIO CEZAR ILARIO FILHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.164 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ISRAEL OTHON TEIXEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO MANOEL PEREIRA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE BEBEDOURO ADV.(A/S) :CAIO CEZAR ILARIO FILHO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. MUNICÍPIO DE BEBEDOURO. CONVERSÃO DA REMUNERAÇÃO DE CRUZEIROS REAIS PARA URV. METODOLOGIA DE CONVERSÃO. LEI FEDERAL 8.880/1994. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO– PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 10 a 16/08/2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, aplicou a multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de agosto de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5948-68E2-BF88-8919 e senha F373-4661-3420-BFC4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.164 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ISRAEL OTHON TEIXEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO MANOEL PEREIRA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE BEBEDOURO ADV.(A/S) :CAIO CEZAR ILARIO FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por ISRAEL OTHON TEIXEIRA contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. MUNICÍPIO DE BEBEDOURO. CONVERSÃO DA REMUNERAÇÃO DE CRUZEIROS REAIS PARA URV. METODOLOGIA DE CONVERSÃO. LEI FEDERAL 8.880/1994. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “No caso vertente, temos que o v. acórdão não julgou com fundamento nas provas existentes nos autos, mas sim com uma eventual fixação de um novo padrão de vencimentos, que mais uma vez frisamos, nunca foi aventado essa hipótese nos autos, nunca o recorrido usou essa linha de defesa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5E-74B1-7606-D68E e senha 706A-3EB0-318F-1552 Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.164 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ISRAEL OTHON TEIXEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO MANOEL PEREIRA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE BEBEDOURO ADV.(A/S) :CAIO CEZAR ILARIO FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por ISRAEL OTHON TEIXEIRA contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. MUNICÍPIO DE BEBEDOURO. CONVERSÃO DA REMUNERAÇÃO DE CRUZEIROS REAIS PARA URV. METODOLOGIA DE CONVERSÃO. LEI FEDERAL 8.880/1994. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “No caso vertente, temos que o v. acórdão não julgou com fundamento nas provas existentes nos autos, mas sim com uma eventual fixação de um novo padrão de vencimentos, que mais uma vez frisamos, nunca foi aventado essa hipótese nos autos, nunca o recorrido usou essa linha de defesa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5E-74B1-7606-D68E e senha 706A-3EB0-318F-1552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1134164 AGR / SP Ou seja se o Supremo Tribunal Federal já havia decidido que eventual resíduo cessaria com a fixação de um novo padrão de vencimentos, porque o próprio recorrido, se houvesse feito esta fixação de um novo padrão de vencimentos não teria alegado isso em sua defesa.” (doc. 5, fl. 6) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5E-74B1-7606-D68E e senha 706A-3EB0-318F-1552 Supremo Tribunal Federal ARE 1134164 AGR / SP Ou seja se o Supremo Tribunal Federal já havia decidido que eventual resíduo cessaria com a fixação de um novo padrão de vencimentos, porque o próprio recorrido, se houvesse feito esta fixação de um novo padrão de vencimentos não teria alegado isso em sua defesa.” (doc. 5, fl. 6) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5E-74B1-7606-D68E e senha 706A-3EB0-318F-1552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.164 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que divergir do entendimento do Tribunal a quo no que tange ao prejuízo sofrido em virtude de eventual aplicação incorreta da metodologia de conversão da remuneração de cruzeiros reais para URV demandaria o reexame do conjunto fático–probatório dos autos, incidindo o óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C83C-C080-1277-F72A e senha 1381-B5AB-21DB-690D Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.164 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que divergir do entendimento do Tribunal a quo no que tange ao prejuízo sofrido em virtude de eventual aplicação incorreta da metodologia de conversão da remuneração de cruzeiros reais para URV demandaria o reexame do conjunto fático–probatório dos autos, incidindo o óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C83C-C080-1277-F72A e senha 1381-B5AB-21DB-690D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134164 AGR / SP ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). CONDENO, ainda, a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do valor fixado pela origem (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C83C-C080-1277-F72A e senha 1381-B5AB-21DB-690D Supremo Tribunal Federal ARE 1134164 AGR / SP ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). CONDENO, ainda, a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do valor fixado pela origem (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C83C-C080-1277-F72A e senha 1381-B5AB-21DB-690D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.164 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ISRAEL OTHON TEIXEIRA ADV.(A/S) : RODRIGO MANOEL PEREIRA (297437/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE BEBEDOURO ADV.(A/S) : CAIO CEZAR ILARIO FILHO (331253/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, aplicou a multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA1A-3767-6266-72EF e senha E993-A77D-CF49-FB44 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.164 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ISRAEL OTHON TEIXEIRA ADV.(A/S) : RODRIGO MANOEL PEREIRA (297437/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE BEBEDOURO ADV.(A/S) : CAIO CEZAR ILARIO FILHO (331253/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, aplicou a multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processos para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA1A-3767-6266-72EF e senha E993-A77D-CF49-FB44 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 134 . 164", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1134164 AGR / SP", "ARE 1134164 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "ARE 1134164 AGR / SP", "ARE 1134164 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "LEI FEDERAL 8 . 880 / 1994", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI FEDERAL 8 . 880 / 1994", "CÓDIGO", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI FEDERAL 8 . 880 / 1994", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200", "§", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "BEBEDOURO", "SÃO PAULO", "BEBEDOURO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "BEBEDOURO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO DE BEBEDOURO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ISRAEL OTHON TEIXEIRA", "RODRIGO MANOEL PEREIRA", "CAIO CEZAR ILARIO FILHO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ISRAEL OTHON TEIXEIRA", "RODRIGO MANOEL PEREIRA", "CAIO CEZAR ILARIO FILHO", "LUIZ FUX", "ISRAEL OTHON TEIXEIRA", "LUIZ FUX", "ISRAEL OTHON TEIXEIRA", "RODRIGO MANOEL PEREIRA", "CAIO CEZAR ILARIO FILHO", "LUIZ FUX", "ISRAEL OTHON TEIXEIRA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ISRAEL OTHON TEIXEIRA", "RODRIGO MANOEL PEREIRA", "CAIO CEZAR ILARIO FILHO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "ISRAEL OTHON TEIXEIRA", "RODRIGO MANOEL PEREIRA", "CAIO CEZAR ILARIO FILHO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "17", "/", "08", "/", "2018", "10", "16", "/", "08", "/", "2018", "17 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "10", ".", "8", ".", "2018", "16", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "8", ".", "2018", "16", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.620 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DANIEL MOREIRA ALVES ADV.(A/S) :MARCELO DE VARGAS SCHERER AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC – A EVENTUAL CONCESSÃO DA GRATUIDADE NÃO EXONERA O BENEFICIÁRIO DOS ENCARGOS FINANCEIROS DECORRENTES DE SUA SUCUMBÊNCIA (CPC, ART. 98, § 2º) – INCIDÊNCIA, NO ENTANTO, QUANTO À EXIGIBILIDADE DE TAIS VERBAS, DA CONDIÇÃO SUSPENSIVA A QUE SE REFERE O § 3º DO ART. 98 DO CPC – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3913-AA4B-0461-AE2B e senha FBC7-EBC1-4730-9375 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1122620 AGR / RS conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 10 a 16 de agosto de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3913-AA4B-0461-AE2B e senha FBC7-EBC1-4730-9375 Supremo Tribunal Federal ARE 1122620 AGR / RS conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 10 a 16 de agosto de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3913-AA4B-0461-AE2B e senha FBC7-EBC1-4730-9375 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.620 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DANIEL MOREIRA ALVES ADV.(A/S) :MARCELO DE VARGAS SCHERER AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB6D-F098-5B6F-ED90 e senha A983-A2C6-1891-B44F Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.620 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DANIEL MOREIRA ALVES ADV.(A/S) :MARCELO DE VARGAS SCHERER AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB6D-F098-5B6F-ED90 e senha A983-A2C6-1891-B44F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.620 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto por Daniel Moreira Alves contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “AÇÃO RESCISÓRIA. ACÓRDÃO DE APELAÇÃO CÍVEL. DECLARAÇÃO DE INCAPACIDADE DE PERMANÊNCIA NA BM. TESTEMUNHOS COMO DOCUMENTOS NOVOS. VIOLAÇÃO EXPRESSA DE LEI. NÃO CONSTATADA. ALEGAÇÕES DEFENSIVAS SEM FORÇA PARA ALTERAR DECISUM. ART. 966 CPC. PEDIDO RESCISÓRIO IMPROCEDENTE. UNANIMIDADE. ‘In casu’, o autor alegou ser injusta a decisão que o declarou incapaz de permanecer na Brigada Militar, pois teria como base denúncias desconexas e violado a legislação por não submete-lo a exame demissional. O autor quer ver na verdade examinadas questões que já foram avaliadas no recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.620 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto por Daniel Moreira Alves contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “AÇÃO RESCISÓRIA. ACÓRDÃO DE APELAÇÃO CÍVEL. DECLARAÇÃO DE INCAPACIDADE DE PERMANÊNCIA NA BM. TESTEMUNHOS COMO DOCUMENTOS NOVOS. VIOLAÇÃO EXPRESSA DE LEI. NÃO CONSTATADA. ALEGAÇÕES DEFENSIVAS SEM FORÇA PARA ALTERAR DECISUM. ART. 966 CPC. PEDIDO RESCISÓRIO IMPROCEDENTE. UNANIMIDADE. ‘In casu’, o autor alegou ser injusta a decisão que o declarou incapaz de permanecer na Brigada Militar, pois teria como base denúncias desconexas e violado a legislação por não submete-lo a exame demissional. O autor quer ver na verdade examinadas questões que já foram avaliadas no recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1122620 AGR / RS cabível, que no caso foi a apelação cível, onde suas teses aqui alegadas não prosperaram. Apresentou como documentos novos a possibilidade de oitiva de testemunhas para demonstrar as irregularidades do PADM. É cediço que a Ação Rescisória é uma medida extrema que abala a segurança jurídica que é um dos pilares do sistema jurídico e por isso é preciso que fique evidente o vício existente na decisão que já transitou em julgado. As novas provas alegadas precisariam ter o condão de por si só alterar o resultado do julgamento e isto não restou demonstrado. Sem divergência de votos, foi julgado improcedente o pedido rescisório. (TJM/RS. AÇÃO RESCISÓRIA nº 1000651- -50.2015.9.21.0000 Relator: Juiz-Cel. Fábio Duarte Fernandes. Sessão: 04/05/2016.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o apelo extremo revela-se insuscetível de conhecimento. É que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Convém observar, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Supremo Tribunal Federal ARE 1122620 AGR / RS cabível, que no caso foi a apelação cível, onde suas teses aqui alegadas não prosperaram. Apresentou como documentos novos a possibilidade de oitiva de testemunhas para demonstrar as irregularidades do PADM. É cediço que a Ação Rescisória é uma medida extrema que abala a segurança jurídica que é um dos pilares do sistema jurídico e por isso é preciso que fique evidente o vício existente na decisão que já transitou em julgado. As novas provas alegadas precisariam ter o condão de por si só alterar o resultado do julgamento e isto não restou demonstrado. Sem divergência de votos, foi julgado improcedente o pedido rescisório. (TJM/RS. AÇÃO RESCISÓRIA nº 1000651- -50.2015.9.21.0000 Relator: Juiz-Cel. Fábio Duarte Fernandes. Sessão: 04/05/2016.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o apelo extremo revela-se insuscetível de conhecimento. É que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Convém observar, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1122620 AGR / RS Com efeito, para se acolher o pleito deduzido nesta sede recursal, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. Impende assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (AI 721.335/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 824.190/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – ARE 957.172/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 382.482- -AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 843.907-AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Supremo Tribunal Federal ARE 1122620 AGR / RS Com efeito, para se acolher o pleito deduzido nesta sede recursal, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. Impende assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (AI 721.335/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 824.190/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – ARE 957.172/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 382.482- -AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 843.907-AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1122620 AGR / RS Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (CPC, art. 98, § 2º), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3º do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Supremo Tribunal Federal ARE 1122620 AGR / RS Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (CPC, art. 98, § 2º), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3º do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 17/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.620 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DANIEL MOREIRA ALVES ADV.(A/S) : MARCELO DE VARGAS SCHERER (96494/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005955 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.620 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DANIEL MOREIRA ALVES ADV.(A/S) : MARCELO DE VARGAS SCHERER (96494/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748246783
2018-08-17T00:00:00
2018-09-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC – A EVENTUAL CONCESSÃO DA GRATUIDADE NÃO EXONERA O BENEFICIÁRIO DOS ENCARGOS FINANCEIROS DECORRENTES DE SUA SUCUMBÊNCIA (CPC, ART. 98, § 2º) – INCIDÊNCIA, NO ENTANTO, QUANTO À EXIGIBILIDADE DE TAIS VERBAS, DA CONDIÇÃO SUSPENSIVA A QUE SE REFERE O § 3º DO ART. 98 DO CPC – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur391117
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA INDIRETA, DESCABIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO) RTJ 120/912, RTJ 132/455. (POLICIAL MILITAR, EXCLUSÃO DA CORPORAÇÃO) RE 382482 AgR (2ªT), AI 843907 AgR (1ªT). (MAJORAÇÃO, HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ) AO 2063 AgR (TP). - Decisões monocráticas citadas: (POLICIAL MILITAR, EXCLUSÃO DA CORPORAÇÃO) AI 721335, ARE 957172, ARE 824190. Número de páginas: 8. Análise: 15/10/2018, ER.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1122620
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-00098 PAR-00002 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1122620 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DANIEL MOREIRA ALVES ADV.(A/S) : MARCELO DE VARGAS SCHERER AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.620 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DANIEL MOREIRA ALVES ADV.(A/S) :MARCELO DE VARGAS SCHERER AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2... E 3... DO Código de Processo Civil – A EVENTUAL CONCESSÃO DA GRATUIDADE NÃO EXONERA O BENEFICIÁRIO DOS ENCARGOS FINANCEIROS DECORRENTES DE SUA SUCUMBÊNCIA (Código de Processo Civil, ART. 98, § 2...) – INCIDÊNCIA, NO ENTANTO, QUANTO À EXIGIBILIDADE DE TAIS VERBAS, DA CONDIÇÃO SUSPENSIVA A QUE SE REFERE O § 3... DO ART. 98 DO Código de Processo Civil – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3913-AA4B-0461-AE2B e senha FBC7-EBC1-4730-9375 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1122620 AGR / RS conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 10 a 16 de agosto de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3913-AA4B-0461-AE2B e senha FBC7-EBC1-4730-9375 Supremo Tribunal Federal ARE 1122620 AGR / RS conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 10 a 16 de agosto de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3913-AA4B-0461-AE2B e senha FBC7-EBC1-4730-9375 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.620 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DANIEL MOREIRA ALVES ADV.(A/S) :MARCELO DE VARGAS SCHERER AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB6D-F098-5B6F-ED90 e senha A983-A2C6-1891-B44F Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.620 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DANIEL MOREIRA ALVES ADV.(A/S) :MARCELO DE VARGAS SCHERER AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB6D-F098-5B6F-ED90 e senha A983-A2C6-1891-B44F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.620 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto por Daniel Moreira Alves contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “AÇÃO RESCISÓRIA. ACÓRDÃO DE APELAÇÃO CÍVEL. DECLARAÇÃO DE INCAPACIDADE DE PERMANÊNCIA NA BM. TESTEMUNHOS COMO DOCUMENTOS NOVOS. VIOLAÇÃO EXPRESSA DE LEI. NÃO CONSTATADA. ALEGAÇÕES DEFENSIVAS SEM FORÇA PARA ALTERAR DECISUM. ART. 966 Código de Processo Civil. PEDIDO RESCISÓRIO IMPROCEDENTE. UNANIMIDADE. ‘In casu’, o autor alegou ser injusta a decisão que o declarou incapaz de permanecer na Brigada Militar, pois teria como base denúncias desconexas e violado a legislação por não submete-lo a exame demissional. O autor quer ver na verdade examinadas questões que já foram avaliadas no recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Supremo Tribunal Federal 17/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.620 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto por Daniel Moreira Alves contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “AÇÃO RESCISÓRIA. ACÓRDÃO DE APELAÇÃO CÍVEL. DECLARAÇÃO DE INCAPACIDADE DE PERMANÊNCIA NA BM. TESTEMUNHOS COMO DOCUMENTOS NOVOS. VIOLAÇÃO EXPRESSA DE LEI. NÃO CONSTATADA. ALEGAÇÕES DEFENSIVAS SEM FORÇA PARA ALTERAR DECISUM. ART. 966 Código de Processo Civil. PEDIDO RESCISÓRIO IMPROCEDENTE. UNANIMIDADE. ‘In casu’, o autor alegou ser injusta a decisão que o declarou incapaz de permanecer na Brigada Militar, pois teria como base denúncias desconexas e violado a legislação por não submete-lo a exame demissional. O autor quer ver na verdade examinadas questões que já foram avaliadas no recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1122620 AGR / RS cabível, que no caso foi a apelação cível, onde suas teses aqui alegadas não prosperaram. Apresentou como documentos novos a possibilidade de oitiva de testemunhas para demonstrar as irregularidades do PADM. É cediço que a Ação Rescisória é uma medida extrema que abala a segurança jurídica que é um dos pilares do sistema jurídico e por isso é preciso que fique evidente o vício existente na decisão que já transitou em julgado. As novas provas alegadas precisariam ter o condão de por si só alterar o resultado do julgamento e isto não restou demonstrado. Sem divergência de votos, foi julgado improcedente o pedido rescisório. (TJM/RS. AÇÃO RESCISÓRIA n 1000651- -50.2015.9.21.0000 Relator: Juiz-Cel. Fábio Duarte Fernandes. Sessão: 04/05/2016.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o apelo extremo revela-se insuscetível de conhecimento. É que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Convém observar, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Supremo Tribunal Federal ARE 1122620 AGR / RS cabível, que no caso foi a apelação cível, onde suas teses aqui alegadas não prosperaram. Apresentou como documentos novos a possibilidade de oitiva de testemunhas para demonstrar as irregularidades do PADM. É cediço que a Ação Rescisória é uma medida extrema que abala a segurança jurídica que é um dos pilares do sistema jurídico e por isso é preciso que fique evidente o vício existente na decisão que já transitou em julgado. As novas provas alegadas precisariam ter o condão de por si só alterar o resultado do julgamento e isto não restou demonstrado. Sem divergência de votos, foi julgado improcedente o pedido rescisório. (TJM/RS. AÇÃO RESCISÓRIA n 1000651- -50.2015.9.21.0000 Relator: Juiz-Cel. Fábio Duarte Fernandes. Sessão: 04/05/2016.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o apelo extremo revela-se insuscetível de conhecimento. É que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Convém observar, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1122620 AGR / RS Com efeito, para se acolher o pleito deduzido nesta sede recursal, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Impende assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (AI 721.335/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 824.190/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – ARE 957.172/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 382.482- -AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 843.907-AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Supremo Tribunal Federal ARE 1122620 AGR / RS Com efeito, para se acolher o pleito deduzido nesta sede recursal, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Impende assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (AI 721.335/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 824.190/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – ARE 957.172/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 382.482- -AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 843.907-AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1122620 AGR / RS Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (Código de Processo Civil, art. 98, § 2...), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3... do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Supremo Tribunal Federal ARE 1122620 AGR / RS Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (Código de Processo Civil, art. 98, § 2...), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3... do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83D9-3450-4C13-B3DE e senha 5061-D1C6-6D80-8C14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 17/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.620 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DANIEL MOREIRA ALVES ADV.(A/S) : MARCELO DE VARGAS SCHERER (96494/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005955 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.620 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DANIEL MOREIRA ALVES ADV.(A/S) : MARCELO DE VARGAS SCHERER (96494/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.8.2018 a 16.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O Ministro Alexandre de Moraes disponibilizou processos de sua relatoria para esta sessão, não tendo participado dos respectivos julgados o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748005955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 122 . 620", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1122620 AGR / RS", "AÇÃO RESCISÓRIA n 1000651 - - 50 . 2015 . 9 . 21 . 0000", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1122620 AGR", "AÇÃO RESCISÓRIA n 1000651 - - 50 . 2015 . 9 . 21 . 0000", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1122620 AGR / RS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 721 . 335 / MG", "ARE 824 . 190 / SP", "ARE 957 . 172 / RS", "Recurso Extraordinário 382 . 482 - - AgR / SP", "SÚMULAS N . 279", "ARE 843 . 907 - AgR / PR", "AO 2 . 063 - AgR / CE", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 721 . 335 / MG", "ARE 824 . 190 / SP", "ARE 957 . 172 / RS", "Recurso Extraordinário 382 . 482 - - AgR / SP", "SÚMULAS N . 279", "ARE 843 . 907 - AgR / PR", "AO 2 . 063 - AgR / CE", "AGRAVO 1 . 122 . 620" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 85 ,", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil , ART . 98 , § 2 . . .", "§ 3 . . . DO ART . 98 DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 966 Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 966 Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 98 , § 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul", "BM", "Brigada Militar", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "E", ".", "Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul", "BM", "Brigada Militar", "Supremo Tribunal Federal", "TJM", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TJM", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "DANIEL MOREIRA ALVES", "MARCELO DE VARGAS SCHERER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DANIEL MOREIRA ALVES", "MARCELO DE VARGAS SCHERER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DANIEL MOREIRA ALVES", "MARCELO DE VARGAS SCHERER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Daniel Moreira Alves", "CELSO DE MELLO", "Daniel Moreira Alves", "CELSO DE MELLO", "Fábio Duarte Fernandes", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "Fábio Duarte Fernandes", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DANIEL MOREIRA ALVES", "MARCELO DE VARGAS SCHERER", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "DANIEL MOREIRA ALVES", "MARCELO DE VARGAS SCHERER", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "16 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "16 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "05", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "05", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "08", "/", "2018", "10", ".", "8", ".", "2018", "16", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "8", ".", "2018", "16", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209.314 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :BARBOSA E MARQUES S/A ADV.(A/S) :FERNANDO LOESER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO PIS. QUESTÃO NÃO APRECIADA NO ACÓRDÃO ATACADO. EMBARGOS ACOLHIDOS. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. O acórdão embargado, não obstante tenha reconhecido a inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nºs 2.445/1988 e 2.449/1988, deixou de se pronunciar sobre a possibilidade de o ICMS compor a base de cálculo da contribuição para o PIS. 2. O Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, finalizou o julgamento do RE 574.706, admitido sob a sistemática da repercussão geral, decidindo que o ICMS não integra a base de cálculo do PIS e da COFINS. 3. Embargos acolhidos para suprir a omissão apontada, mantidos os demais termos do acórdão embargado. 4. Determinada a devolução dos autos à origem, a fim de que seja aplicada a sistemática da repercussão geral. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração apenas para suprir a omissão, sem atribuição de efeitos modificativos, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C8A-097F-DD2D-8AB6 e senha 1577-7BA7-4D9C-D263 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RE 209314 ED / MG Brasília, 24 a 30 de agosto de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C8A-097F-DD2D-8AB6 e senha 1577-7BA7-4D9C-D263 Supremo Tribunal Federal RE 209314 ED / MG Brasília, 24 a 30 de agosto de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C8A-097F-DD2D-8AB6 e senha 1577-7BA7-4D9C-D263 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209.314 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :BARBOSA E MARQUES S/A ADV.(A/S) :FERNANDO LOESER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Primeira Turma, assim ementado: “Programa de Integração Social. - Esta Corte, ao julgar o RE nº 148.754, declarou a inconstitucionalidade dos Decretos-leis nºs 2.445 , de 29.06.88, e 2.449, de 21.07.88.” 2. A parte embargante sustenta que a decisão proferida pela Primeira Turma incorreu na mesma omissão do Juízo singular, ao silenciar sobre a legitimidade de o ICMS compor a base de cálculo do PIS. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFCE-8827-7758-8EDB e senha 8F6D-92BA-7711-68C9 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209.314 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :BARBOSA E MARQUES S/A ADV.(A/S) :FERNANDO LOESER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Primeira Turma, assim ementado: “Programa de Integração Social. - Esta Corte, ao julgar o RE nº 148.754, declarou a inconstitucionalidade dos Decretos-leis nºs 2.445 , de 29.06.88, e 2.449, de 21.07.88.” 2. A parte embargante sustenta que a decisão proferida pela Primeira Turma incorreu na mesma omissão do Juízo singular, ao silenciar sobre a legitimidade de o ICMS compor a base de cálculo do PIS. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFCE-8827-7758-8EDB e senha 8F6D-92BA-7711-68C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209.314 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Assiste razão à parte embargante. O acórdão embargado, não obstante tenha reconhecido a inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nºs 2.445/1988 e 2.449/1988, deixou de se pronunciar sobre a possibilidade de o ICMS compor a base de cálculo da Contribuição para o PIS. 2. o Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão plenária, finalizou o julgamento do RE 574.706, admitido sob a sistemática da repercussão geral, decidindo que o ICMS não integra a base de cálculo do PIS e da COFINS. O STF entendeu, por maioria, que o valor arrecadado a título de ICMS não se incorpora ao patrimônio do contribuinte e, dessa forma, não pode integrar a base de cálculo das referidas contribuições. Naquela assentada, foi fixada a seguinte tese de repercussão geral: “O ICMS não compõe a base de cálculo para fins de incidência do PIS e da COFINS”. Confira-se a ementa do julgado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. EXCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS. DEFINIÇÃO DE FATURAMENTO. APURAÇÃO ESCRITURAL DO ICMS E REGIME DE NÃO CUMULATIVIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se cada mercadoria ou serviço e a correspondente cadeia, adota-se o sistema de apuração contábil. O montante de ICMS a recolher é apurado mês a mês, considerando-se o total de créditos decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados nas saídas de mercadorias ou serviços: análise contábil ou escritural do ICMS. 2. A análise jurídica do princípio da não cumulatividade aplicado ao ICMS há de atentar ao disposto no art. 155, § 2º, inc. I, da Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1AE-FCC3-9AF5-54CA e senha 0520-CAB1-DF53-E72B Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209.314 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Assiste razão à parte embargante. O acórdão embargado, não obstante tenha reconhecido a inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nºs 2.445/1988 e 2.449/1988, deixou de se pronunciar sobre a possibilidade de o ICMS compor a base de cálculo da Contribuição para o PIS. 2. o Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão plenária, finalizou o julgamento do RE 574.706, admitido sob a sistemática da repercussão geral, decidindo que o ICMS não integra a base de cálculo do PIS e da COFINS. O STF entendeu, por maioria, que o valor arrecadado a título de ICMS não se incorpora ao patrimônio do contribuinte e, dessa forma, não pode integrar a base de cálculo das referidas contribuições. Naquela assentada, foi fixada a seguinte tese de repercussão geral: “O ICMS não compõe a base de cálculo para fins de incidência do PIS e da COFINS”. Confira-se a ementa do julgado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. EXCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS. DEFINIÇÃO DE FATURAMENTO. APURAÇÃO ESCRITURAL DO ICMS E REGIME DE NÃO CUMULATIVIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se cada mercadoria ou serviço e a correspondente cadeia, adota-se o sistema de apuração contábil. O montante de ICMS a recolher é apurado mês a mês, considerando-se o total de créditos decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados nas saídas de mercadorias ou serviços: análise contábil ou escritural do ICMS. 2. A análise jurídica do princípio da não cumulatividade aplicado ao ICMS há de atentar ao disposto no art. 155, § 2º, inc. I, da Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1AE-FCC3-9AF5-54CA e senha 0520-CAB1-DF53-E72B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 209314 ED / MG da República, cumprindo-se o princípio da não cumulatividade a cada operação. 3. O regime da não cumulatividade impõe concluir, conquanto se tenha a escrituração da parcela ainda a se compensar do ICMS, não se incluir todo ele na definição de faturamento aproveitado por este Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. 3. Se o art. 3º, § 2º, inc. I, in fine, da Lei n. 9.718/1998 excluiu da base de cálculo daquelas contribuições sociais o ICMS transferido integralmente para os Estados, deve ser enfatizado que não há como se excluir a transferência parcial decorrente do regime de não cumulatividade em determinado momento da dinâmica das operações. 4. Recurso provido para excluir o ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS. (RE 574.706-RG, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) 3. Diante do exposto, acolho os embargos de declaração opostos para suprir a omissão apontada e, com base no art. 1.036 do CPC/2015 e no art. 328, parágrafo único, do RI/STF, determino a devolução dos autos à origem a fim de que seja aplicada a sistemática da repercussão geral (Tema 069). Ficam mantidos os demais termos do acórdão embargado. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1AE-FCC3-9AF5-54CA e senha 0520-CAB1-DF53-E72B Supremo Tribunal Federal RE 209314 ED / MG da República, cumprindo-se o princípio da não cumulatividade a cada operação. 3. O regime da não cumulatividade impõe concluir, conquanto se tenha a escrituração da parcela ainda a se compensar do ICMS, não se incluir todo ele na definição de faturamento aproveitado por este Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. 3. Se o art. 3º, § 2º, inc. I, in fine, da Lei n. 9.718/1998 excluiu da base de cálculo daquelas contribuições sociais o ICMS transferido integralmente para os Estados, deve ser enfatizado que não há como se excluir a transferência parcial decorrente do regime de não cumulatividade em determinado momento da dinâmica das operações. 4. Recurso provido para excluir o ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS. (RE 574.706-RG, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) 3. Diante do exposto, acolho os embargos de declaração opostos para suprir a omissão apontada e, com base no art. 1.036 do CPC/2015 e no art. 328, parágrafo único, do RI/STF, determino a devolução dos autos à origem a fim de que seja aplicada a sistemática da repercussão geral (Tema 069). Ficam mantidos os demais termos do acórdão embargado. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1AE-FCC3-9AF5-54CA e senha 0520-CAB1-DF53-E72B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209.314 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : BARBOSA E MARQUES S/A ADV.(A/S) : FERNANDO LOESER (24129/BA, 20075/DF, 1430A/MG, 40082/PR, 2222-A/RJ, 58097A/RS, 120084/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração apenas para suprir a omissão, sem atribuição de efeitos modificativos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C54-4E84-AF61-E56D e senha 8265-3C03-3961-2294 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209.314 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : BARBOSA E MARQUES S/A ADV.(A/S) : FERNANDO LOESER (24129/BA, 20075/DF, 1430A/MG, 40082/PR, 2222-A/RJ, 58097A/RS, 120084/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração apenas para suprir a omissão, sem atribuição de efeitos modificativos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C54-4E84-AF61-E56D e senha 8265-3C03-3961-2294 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748212827
2018-08-31T00:00:00
2018-09-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração apenas para suprir a omissão, sem atribuição de efeitos modificativos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO PIS. QUESTÃO NÃO APRECIADA NO ACÓRDÃO ATACADO. EMBARGOS ACOLHIDOS. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. O acórdão embargado, não obstante tenha reconhecido a inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nºs 2.445/1988 e 2.449/1988, deixou de se pronunciar sobre a possibilidade de o ICMS compor a base de cálculo da contribuição para o PIS. 2. O Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, finalizou o julgamento do RE 574.706, admitido sob a sistemática da repercussão geral, decidindo que o ICMS não integra a base de cálculo do PIS e da COFINS. 3. Embargos acolhidos para suprir a omissão apontada, mantidos os demais termos do acórdão embargado. 4. Determinada a devolução dos autos à origem, a fim de que seja aplicada a sistemática da repercussão geral.
sjur390741
- Acórdão(s) citado(s): (ICMS, EXCLUSÃO. BASE DE CÁLCULO, PIS, COFINS) RE 574706 RG. Número de páginas: 6. Análise: 08/10/2018, ER.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
209314
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01036\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002445 ANO-1988\n DECRETO-LEI\n\n", "LEG-FED DEL-002449 ANO-1988\n DECRETO-LEI\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00328 PAR-ÚNICO\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE-ED
acordaos
RE 209314 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : BARBOSA E MARQUES S/A ADV.(A/S) : FERNANDO LOESER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209.314 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :BARBOSA E MARQUES S/A ADV.(A/S) :FERNANDO LOESER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO PIS. QUESTÃO NÃO APRECIADA NO ACÓRDÃO ATACADO. EMBARGOS ACOLHIDOS. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. O acórdão embargado, não obstante tenha reconhecido a inconstitucionalidade dos Decretos-Leis ns 2.445/1988 e 2.449/1988, deixou de se pronunciar sobre a possibilidade de o ICMS compor a base de cálculo da contribuição para o PIS. 2. O Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, finalizou o julgamento do Recurso Extraordinário 574.706, admitido sob a sistemática da repercussão geral, decidindo que o ICMS não integra a base de cálculo do PIS e da COFINS. 3. Embargos acolhidos para suprir a omissão apontada, mantidos os demais termos do acórdão embargado. 4. Determinada a devolução dos autos à origem, a fim de que seja aplicada a sistemática da repercussão geral. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração apenas para suprir a omissão, sem atribuição de efeitos modificativos, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C8A-097F-DD2D-8AB6 e senha 1577-7BA7-4D9C-D263 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 209314 ED / MG Brasília, 24 a 30 de agosto de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C8A-097F-DD2D-8AB6 e senha 1577-7BA7-4D9C-D263 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 209314 ED / MG Brasília, 24 a 30 de agosto de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C8A-097F-DD2D-8AB6 e senha 1577-7BA7-4D9C-D263 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209.314 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :BARBOSA E MARQUES S/A ADV.(A/S) :FERNANDO LOESER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Primeira Turma, assim ementado: “Programa de Integração Social. - Esta Corte, ao julgar o Recurso Extraordinário n 148.754, declarou a inconstitucionalidade dos Decretos-leis ns 2.445 , de 29.06.88, e 2.449, de 21.07.88.” 2. A parte embargante sustenta que a decisão proferida pela Primeira Turma incorreu na mesma omissão do Juízo singular, ao silenciar sobre a legitimidade de o ICMS compor a base de cálculo do PIS. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFCE-8827-7758-8EDB e senha 8F6D-92BA-7711-68C9 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209.314 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :BARBOSA E MARQUES S/A ADV.(A/S) :FERNANDO LOESER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Primeira Turma, assim ementado: “Programa de Integração Social. - Esta Corte, ao julgar o Recurso Extraordinário n 148.754, declarou a inconstitucionalidade dos Decretos-leis ns 2.445 , de 29.06.88, e 2.449, de 21.07.88.” 2. A parte embargante sustenta que a decisão proferida pela Primeira Turma incorreu na mesma omissão do Juízo singular, ao silenciar sobre a legitimidade de o ICMS compor a base de cálculo do PIS. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFCE-8827-7758-8EDB e senha 8F6D-92BA-7711-68C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209.314 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Assiste razão à parte embargante. O acórdão embargado, não obstante tenha reconhecido a inconstitucionalidade dos Decretos-Leis ns 2.445/1988 e 2.449/1988, deixou de se pronunciar sobre a possibilidade de o ICMS compor a base de cálculo da Contribuição para o PIS. 2. o Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), em sessão plenária, finalizou o julgamento do Recurso Extraordinário 574.706, admitido sob a sistemática da repercussão geral, decidindo que o ICMS não integra a base de cálculo do PIS e da COFINS. O Supremo Tribunal Federal entendeu, por maioria, que o valor arrecadado a título de ICMS não se incorpora ao patrimônio do contribuinte e, dessa forma, não pode integrar a base de cálculo das referidas contribuições. Naquela assentada, foi fixada a seguinte tese de repercussão geral: “O ICMS não compõe a base de cálculo para fins de incidência do PIS e da COFINS”. Confira-se a ementa do julgado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. EXCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS. DEFINIÇÃO DE FATURAMENTO. APURAÇÃO ESCRITURAL DO ICMS E REGIME DE NÃO CUMULATIVIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se cada mercadoria ou serviço e a correspondente cadeia, adota-se o sistema de apuração contábil. O montante de ICMS a recolher é apurado mês a mês, considerando-se o total de créditos decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados nas saídas de mercadorias ou serviços: análise contábil ou escritural do ICMS. 2. A análise jurídica do princípio da não cumulatividade aplicado ao ICMS há de atentar ao disposto no art. 155, § 2..., inc. I, da Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1AE-FCC3-9AF5-54CA e senha 0520-CAB1-DF53-E72B Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209.314 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Assiste razão à parte embargante. O acórdão embargado, não obstante tenha reconhecido a inconstitucionalidade dos Decretos-Leis ns 2.445/1988 e 2.449/1988, deixou de se pronunciar sobre a possibilidade de o ICMS compor a base de cálculo da Contribuição para o PIS. 2. o Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), em sessão plenária, finalizou o julgamento do Recurso Extraordinário 574.706, admitido sob a sistemática da repercussão geral, decidindo que o ICMS não integra a base de cálculo do PIS e da COFINS. O Supremo Tribunal Federal entendeu, por maioria, que o valor arrecadado a título de ICMS não se incorpora ao patrimônio do contribuinte e, dessa forma, não pode integrar a base de cálculo das referidas contribuições. Naquela assentada, foi fixada a seguinte tese de repercussão geral: “O ICMS não compõe a base de cálculo para fins de incidência do PIS e da COFINS”. Confira-se a ementa do julgado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. EXCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS. DEFINIÇÃO DE FATURAMENTO. APURAÇÃO ESCRITURAL DO ICMS E REGIME DE NÃO CUMULATIVIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se cada mercadoria ou serviço e a correspondente cadeia, adota-se o sistema de apuração contábil. O montante de ICMS a recolher é apurado mês a mês, considerando-se o total de créditos decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados nas saídas de mercadorias ou serviços: análise contábil ou escritural do ICMS. 2. A análise jurídica do princípio da não cumulatividade aplicado ao ICMS há de atentar ao disposto no art. 155, § 2..., inc. I, da Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1AE-FCC3-9AF5-54CA e senha 0520-CAB1-DF53-E72B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 209314 ED / MG da República, cumprindo-se o princípio da não cumulatividade a cada operação. 3. O regime da não cumulatividade impõe concluir, conquanto se tenha a escrituração da parcela ainda a se compensar do ICMS, não se incluir todo ele na definição de faturamento aproveitado por este Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. 3. Se o art. 3..., § 2..., inc. I, in fine, da Lei n. 9.718/1998 excluiu da base de cálculo daquelas contribuições sociais o ICMS transferido integralmente para os Estados, deve ser enfatizado que não há como se excluir a transferência parcial decorrente do regime de não cumulatividade em determinado momento da dinâmica das operações. 4. Recurso provido para excluir o ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS. (Recurso Extraordinário 574.706-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia) 3. Diante do exposto, acolho os embargos de declaração opostos para suprir a omissão apontada e, com base no art. 1.036 do Código de Processo Civil/2015 e no art. 328, parágrafo único, do RI/Supremo Tribunal Federal, determino a devolução dos autos à origem a fim de que seja aplicada a sistemática da repercussão geral (Tema 069). Ficam mantidos os demais termos do acórdão embargado. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1AE-FCC3-9AF5-54CA e senha 0520-CAB1-DF53-E72B Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 209314 ED / MG da República, cumprindo-se o princípio da não cumulatividade a cada operação. 3. O regime da não cumulatividade impõe concluir, conquanto se tenha a escrituração da parcela ainda a se compensar do ICMS, não se incluir todo ele na definição de faturamento aproveitado por este Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. 3. Se o art. 3..., § 2..., inc. I, in fine, da Lei n. 9.718/1998 excluiu da base de cálculo daquelas contribuições sociais o ICMS transferido integralmente para os Estados, deve ser enfatizado que não há como se excluir a transferência parcial decorrente do regime de não cumulatividade em determinado momento da dinâmica das operações. 4. Recurso provido para excluir o ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS. (Recurso Extraordinário 574.706-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia) 3. Diante do exposto, acolho os embargos de declaração opostos para suprir a omissão apontada e, com base no art. 1.036 do Código de Processo Civil/2015 e no art. 328, parágrafo único, do RI/Supremo Tribunal Federal, determino a devolução dos autos à origem a fim de que seja aplicada a sistemática da repercussão geral (Tema 069). Ficam mantidos os demais termos do acórdão embargado. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1AE-FCC3-9AF5-54CA e senha 0520-CAB1-DF53-E72B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209.314 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : BARBOSA E MARQUES S/A ADV.(A/S) : FERNANDO LOESER (24129/BA, 20075/DF, 1430A/MG, 40082/PR, 2222-A/RJ, 58097A/RS, 120084/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração apenas para suprir a omissão, sem atribuição de efeitos modificativos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C54-4E84-AF61-E56D e senha 8265-3C03-3961-2294 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209.314 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : BARBOSA E MARQUES S/A ADV.(A/S) : FERNANDO LOESER (24129/BA, 20075/DF, 1430A/MG, 40082/PR, 2222-A/RJ, 58097A/RS, 120084/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração apenas para suprir a omissão, sem atribuição de efeitos modificativos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C54-4E84-AF61-E56D e senha 8265-3C03-3961-2294 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209 . 314", "Recurso Extraordinário 574 . 706", "Recurso Extraordinário 209314 ED / MG", "Recurso Extraordinário 209314 ED / MG", "Recurso Extraordinário n 148 . 754", "Recurso Extraordinário n 148 . 754", "Recurso Extraordinário 574 . 706", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209 . 314", "Recurso Extraordinário 574 . 706", "Recurso Extraordinário 209314 ED / MG da", "Recurso Extraordinário 574 . 706 - RG", "Recurso Extraordinário 209314 ED / MG da República", "Recurso Extraordinário 574 . 706 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 209 . 314" ], "LEGISLACAO": [ "Decretos", "-", "Leis ns 2 . 445 / 1988", "2", ".", "449", "/", "1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decretos", "-", "leis ns 2 . 445", "2", ".", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decretos", "-", "leis ns 2 . 445", "2", ".", "449", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decretos", "-", "Leis ns 2 . 445 / 1988", "e", "2", ".", "449", "/", "1988", "art . 155 , § 2 . . . , inc . I , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decretos", "-", "Leis ns 2 . 445 / 1988", "2", ".", "449", "/", "1988", "art . 155 , § 2 . . . , inc . I , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 1 . 036 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 328 , parágrafo único , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 1 . 036 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 328 , parágrafo único , do RI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BARBOSA E MARQUES S / A", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BARBOSA E MARQUES S / A", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BARBOSA E MARQUES S / A", "UNIÃO", "FAZENDA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO LOESER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO LOESER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "BARBOSA", "FERNANDO LOESER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "BARBOSA E MARQUES", "FERNANDO LOESER", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO LOESER", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "30 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "08", "/", "2018", "29", ".", "06", ".", "88", "21", ".", "07", ".", "88", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "29", ".", "06", ".", "88", "21", ".", "07", ".", "88", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", ".", "8", ".", "2018", "30", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "8", ".", "2018", "30", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.228 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :LEISA REGINA ROSA MOREIRA ADV.(A/S) :JOAO CARLOS MOTA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL. MERA CITAÇÃO DE PRECEDENTES COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. NÃO PREENCHIMENTO DO REQUISITO. EMBARGOS ACOLHIDOS PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS, SEM MODIFICAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGADO. I - Simples citação de precedentes, nos quais a matéria constitucional teve repercussão geral reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, não supre a necessidade de apresentar preliminar formal para suprir esse pressuposto do recurso extraordinário. II - Embargos de declaração acolhidos para prestar esclarecimentos, sem modificação do acórdão embargado. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, acolher os embargos de declaração para prestar esclarecimentos, sem modificação do acórdão embargado, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de agosto de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A15-1B33-65A3-8B40 e senha CB57-A630-45C3-1E35 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.228 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :LEISA REGINA ROSA MOREIRA ADV.(A/S) :JOAO CARLOS MOTA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Eis a ementa do acórdão embargado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIMINAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DA HIPÓTESE DE CABIMENTO E DE FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA. CARÁTER PROTELATÓRIO DO RECURSO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. I – Os embargos de declaração apenas são cabíveis, nos termos dos arts. 619 do Código de Processo Penal – CPP e 337 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF, quando na decisão recorrida estiver presente omissão, contradição, obscuridade ou ambiguidade. II – É pressuposto de conhecimento dos embargos a indicação de um dos vícios legalmente previstos e a fundamentação no sentido de demonstrar sua existência no acórdão embargado. III – Embargos de declaração não conhecidos” (pág. 1 do volume eletrônico 23). A parte recorrente opõe novos embargos a essa decisão, insistindo na suposta omissão quanto à presença da preliminar de repercussão geral no acórdão impugnado (volume eletrônico 24). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46E2-9B49-59D9-FCA9 e senha C609-E423-EFE9-DAEC Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.228 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :LEISA REGINA ROSA MOREIRA ADV.(A/S) :JOAO CARLOS MOTA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Eis a ementa do acórdão embargado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIMINAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DA HIPÓTESE DE CABIMENTO E DE FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA. CARÁTER PROTELATÓRIO DO RECURSO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. I – Os embargos de declaração apenas são cabíveis, nos termos dos arts. 619 do Código de Processo Penal – CPP e 337 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF, quando na decisão recorrida estiver presente omissão, contradição, obscuridade ou ambiguidade. II – É pressuposto de conhecimento dos embargos a indicação de um dos vícios legalmente previstos e a fundamentação no sentido de demonstrar sua existência no acórdão embargado. III – Embargos de declaração não conhecidos” (pág. 1 do volume eletrônico 23). A parte recorrente opõe novos embargos a essa decisão, insistindo na suposta omissão quanto à presença da preliminar de repercussão geral no acórdão impugnado (volume eletrônico 24). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46E2-9B49-59D9-FCA9 e senha C609-E423-EFE9-DAEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 989228 AGR-ED-ED / SP Sustenta que “[a] omissão está no fato de a repercussão geral ter sido trazida no recurso (extraordinário e agravo regimental) e o acórdão não ter analisado isto, ou seja, o acórdão que julgou o Agravo Regimental não analisou que a repercussão geral foi trazida pelo recorrente em sua petição de agravo regimental [...]” (pág. 2 do documento eletrônico 24). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46E2-9B49-59D9-FCA9 e senha C609-E423-EFE9-DAEC Supremo Tribunal Federal ARE 989228 AGR-ED-ED / SP Sustenta que “[a] omissão está no fato de a repercussão geral ter sido trazida no recurso (extraordinário e agravo regimental) e o acórdão não ter analisado isto, ou seja, o acórdão que julgou o Agravo Regimental não analisou que a repercussão geral foi trazida pelo recorrente em sua petição de agravo regimental [...]” (pág. 2 do documento eletrônico 24). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46E2-9B49-59D9-FCA9 e senha C609-E423-EFE9-DAEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.228 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, tenho que os embargos merecem ser acolhidos, mas apenas para prestar esclarecimentos. Na espécie, a decisão monocrática e o acórdão que apreciaram o agravo regimental interposto deixaram expressamente consignado que não foi apresentada a preliminar de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. A mera referência a precedentes do Supremo Tribunal Federal, nos quais a matéria tem repercussão geral reconhecida, é insuficiente para suprir aquele pressuposto recursal. Isso posto, acolho os embargos de declaração para prestar estes esclarecimentos, subsistindo hígidos os fundamentos do acórdão embargado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F29F-5BF5-6DAC-765A e senha B8C6-E781-7F6D-6A76 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.228 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, tenho que os embargos merecem ser acolhidos, mas apenas para prestar esclarecimentos. Na espécie, a decisão monocrática e o acórdão que apreciaram o agravo regimental interposto deixaram expressamente consignado que não foi apresentada a preliminar de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. A mera referência a precedentes do Supremo Tribunal Federal, nos quais a matéria tem repercussão geral reconhecida, é insuficiente para suprir aquele pressuposto recursal. Isso posto, acolho os embargos de declaração para prestar estes esclarecimentos, subsistindo hígidos os fundamentos do acórdão embargado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F29F-5BF5-6DAC-765A e senha B8C6-E781-7F6D-6A76 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.228 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : LEISA REGINA ROSA MOREIRA ADV.(A/S) : JOAO CARLOS MOTA (154557/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração para prestar esclarecimentos, sem modificação do acórdão embargado, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1231-A096-8BF5-9B66 e senha 3D10-E058-F18C-BACA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.228 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : LEISA REGINA ROSA MOREIRA ADV.(A/S) : JOAO CARLOS MOTA (154557/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração para prestar esclarecimentos, sem modificação do acórdão embargado, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1231-A096-8BF5-9B66 e senha 3D10-E058-F18C-BACA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748170745
2018-08-31T00:00:00
2018-09-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração para prestar esclarecimentos, sem modificação do acórdão embargado, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL. MERA CITAÇÃO DE PRECEDENTES COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. NÃO PREENCHIMENTO DO REQUISITO. EMBARGOS ACOLHIDOS PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS, SEM MODIFICAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGADO. I - Simples citação de precedentes, nos quais a matéria constitucional teve repercussão geral reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, não supre a necessidade de apresentar preliminar formal para suprir esse pressuposto do recurso extraordinário. II - Embargos de declaração acolhidos para prestar esclarecimentos, sem modificação do acórdão embargado.
sjur391862
Número de páginas: 5. Análise: 01/10/2018, ER.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
989228
null
ARE-AgR-ED-ED
acordaos
ARE 989228 AgR-ED-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : LEISA REGINA ROSA MOREIRA ADV.(A/S) : JOAO CARLOS MOTA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.228 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :LEISA REGINA ROSA MOREIRA ADV.(A/S) :JOAO CARLOS MOTA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL. MERA CITAÇÃO DE PRECEDENTES COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. NÃO PREENCHIMENTO DO REQUISITO. EMBARGOS ACOLHIDOS PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS, SEM MODIFICAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGADO. I - Simples citação de precedentes, nos quais a matéria constitucional teve repercussão geral reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, não supre a necessidade de apresentar preliminar formal para suprir esse pressuposto do recurso extraordinário. II - Embargos de declaração acolhidos para prestar esclarecimentos, sem modificação do acórdão embargado. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, acolher os embargos de declaração para prestar esclarecimentos, sem modificação do acórdão embargado, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de agosto de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A15-1B33-65A3-8B40 e senha CB57-A630-45C3-1E35 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.228 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :LEISA REGINA ROSA MOREIRA ADV.(A/S) :JOAO CARLOS MOTA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Eis a ementa do acórdão embargado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIMINAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DA HIPÓTESE DE CABIMENTO E DE FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA. CARÁTER PROTELATÓRIO DO RECURSO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. I – Os embargos de declaração apenas são cabíveis, nos termos dos arts. 619 do Código de Processo Penal – CPP e 337 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF, quando na decisão recorrida estiver presente omissão, contradição, obscuridade ou ambiguidade. II – É pressuposto de conhecimento dos embargos a indicação de um dos vícios legalmente previstos e a fundamentação no sentido de demonstrar sua existência no acórdão embargado. III – Embargos de declaração não conhecidos” (pág. 1 do volume eletrônico 23). A parte recorrente opõe novos embargos a essa decisão, insistindo na suposta omissão quanto à presença da preliminar de repercussão geral no acórdão impugnado (volume eletrônico 24). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46E2-9B49-59D9-FCA9 e senha C609-E423-EFE9-DAEC Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.228 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :LEISA REGINA ROSA MOREIRA ADV.(A/S) :JOAO CARLOS MOTA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Eis a ementa do acórdão embargado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIMINAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DA HIPÓTESE DE CABIMENTO E DE FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA. CARÁTER PROTELATÓRIO DO RECURSO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. I – Os embargos de declaração apenas são cabíveis, nos termos dos arts. 619 do Código de Processo Penal – CPP e 337 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF, quando na decisão recorrida estiver presente omissão, contradição, obscuridade ou ambiguidade. II – É pressuposto de conhecimento dos embargos a indicação de um dos vícios legalmente previstos e a fundamentação no sentido de demonstrar sua existência no acórdão embargado. III – Embargos de declaração não conhecidos” (pág. 1 do volume eletrônico 23). A parte recorrente opõe novos embargos a essa decisão, insistindo na suposta omissão quanto à presença da preliminar de repercussão geral no acórdão impugnado (volume eletrônico 24). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46E2-9B49-59D9-FCA9 e senha C609-E423-EFE9-DAEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 989228 AGR-ED-ED / SP Sustenta que “[a] omissão está no fato de a repercussão geral ter sido trazida no recurso (extraordinário e agravo regimental) e o acórdão não ter analisado isto, ou seja, o acórdão que julgou o Agravo Regimental não analisou que a repercussão geral foi trazida pelo recorrente em sua petição de agravo regimental [...]” (pág. 2 do documento eletrônico 24). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46E2-9B49-59D9-FCA9 e senha C609-E423-EFE9-DAEC Supremo Tribunal Federal ARE 989228 AGR-ED-ED / SP Sustenta que “[a] omissão está no fato de a repercussão geral ter sido trazida no recurso (extraordinário e agravo regimental) e o acórdão não ter analisado isto, ou seja, o acórdão que julgou o Agravo Regimental não analisou que a repercussão geral foi trazida pelo recorrente em sua petição de agravo regimental [...]” (pág. 2 do documento eletrônico 24). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46E2-9B49-59D9-FCA9 e senha C609-E423-EFE9-DAEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.228 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, tenho que os embargos merecem ser acolhidos, mas apenas para prestar esclarecimentos. Na espécie, a decisão monocrática e o acórdão que apreciaram o agravo regimental interposto deixaram expressamente consignado que não foi apresentada a preliminar de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. A mera referência a precedentes do Supremo Tribunal Federal, nos quais a matéria tem repercussão geral reconhecida, é insuficiente para suprir aquele pressuposto recursal. Isso posto, acolho os embargos de declaração para prestar estes esclarecimentos, subsistindo hígidos os fundamentos do acórdão embargado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F29F-5BF5-6DAC-765A e senha B8C6-E781-7F6D-6A76 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.228 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, tenho que os embargos merecem ser acolhidos, mas apenas para prestar esclarecimentos. Na espécie, a decisão monocrática e o acórdão que apreciaram o agravo regimental interposto deixaram expressamente consignado que não foi apresentada a preliminar de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. A mera referência a precedentes do Supremo Tribunal Federal, nos quais a matéria tem repercussão geral reconhecida, é insuficiente para suprir aquele pressuposto recursal. Isso posto, acolho os embargos de declaração para prestar estes esclarecimentos, subsistindo hígidos os fundamentos do acórdão embargado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F29F-5BF5-6DAC-765A e senha B8C6-E781-7F6D-6A76 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.228 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : LEISA REGINA ROSA MOREIRA ADV.(A/S) : JOAO CARLOS MOTA (154557/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração para prestar esclarecimentos, sem modificação do acórdão embargado, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1231-A096-8BF5-9B66 e senha 3D10-E058-F18C-BACA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.228 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : LEISA REGINA ROSA MOREIRA ADV.(A/S) : JOAO CARLOS MOTA (154557/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração para prestar esclarecimentos, sem modificação do acórdão embargado, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1231-A096-8BF5-9B66 e senha 3D10-E058-F18C-BACA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 989228", "ARE 989228 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 619 do Código de Processo Penal", "CPP", "337 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 619 do Código de Processo Penal", "CPP", "337 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "LEISA REGINA ROSA MOREIRA", "JOAO CARLOS MOTA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LEISA REGINA ROSA MOREIRA", "JOAO CARLOS MOTA", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LEISA REGINA ROSA MOREIRA", "JOAO CARLOS MOTA", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LEISA REGINA ROSA MOREIRA", "JOAO CARLOS MOTA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LEISA REGINA ROSA MOREIRA", "JOAO CARLOS MOTA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "31", "/", "08", "/", "2018", "31 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", ".", "8", ".", "2018", "30", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "8", ".", "2018", "30", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.475 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :THIAGO TCHANKOFF ADV.(A/S) :ALVANIR COCITO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 287 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE EXTRÍNSECO E INSUPERÁVEL. AGRAVO DESPROVIDO. 1. É inviável o conhecimento do recurso que não ataca, especificamente, os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287 do STF. 2. No caso, o recurso extraordinário foi inadmitido por ser intempestivo e a parte não impugnou esse fundamento. 3. A tempestividade recursal é requisito de admissibilidade extrínseco insuperável. A inobservância do prazo de interposição do apelo extremo implica o não conhecimento do recurso e o reconhecimento do trânsito em julgado do acórdão do Tribunal a quo, que, no caso, ocorreu em 06.12.2017. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 24 a 30 de agosto de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7136-177E-47B6-77B0 e senha CC11-2BAE-46D9-5F45 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1127475 AGR / SP taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de agosto de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7136-177E-47B6-77B0 e senha CC11-2BAE-46D9-5F45 Supremo Tribunal Federal ARE 1127475 AGR / SP taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de agosto de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7136-177E-47B6-77B0 e senha CC11-2BAE-46D9-5F45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.475 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :THIAGO TCHANKOFF ADV.(A/S) :ALVANIR COCITO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que não conheci do agravo, nestes termos (eDOC 05): Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 03, p. 74): PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO INTERNO QUE NÃO COMBATEU O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. APLICABILIDADE DA SÚMULA 182/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. Compete ao recorrente, nas razões do agravo regimental, infirmar especificamente todos os fundamentos expostos na decisão agravada. Incidência do enunciado 182 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. 2. Agravo regimental não conhecido. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 5º, LIV, LV e LVII, da CF. A Vice-Presidência do STJ inadmitiu o recurso extraordinário por ser intempestivo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12CC-40D2-56CA-F8A2 e senha BEF4-C69B-2D86-0956 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.475 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :THIAGO TCHANKOFF ADV.(A/S) :ALVANIR COCITO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que não conheci do agravo, nestes termos (eDOC 05): Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 03, p. 74): PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO INTERNO QUE NÃO COMBATEU O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. APLICABILIDADE DA SÚMULA 182/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. Compete ao recorrente, nas razões do agravo regimental, infirmar especificamente todos os fundamentos expostos na decisão agravada. Incidência do enunciado 182 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. 2. Agravo regimental não conhecido. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 5º, LIV, LV e LVII, da CF. A Vice-Presidência do STJ inadmitiu o recurso extraordinário por ser intempestivo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12CC-40D2-56CA-F8A2 e senha BEF4-C69B-2D86-0956 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1127475 AGR / SP É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Consabido, a admissibilidade dos recursos extraordinários é aferida tanto na origem quanto no destino. O agravo destinado ao Tribunal ad quem permite garantir o juízo de dupla admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Registre-se, contudo, que o agravo, enquanto recurso, também está sujeito à decisão de admissibilidade. Feitas essas observações, verifico que, in casu, o agravo sequer tem preenchidos os pressupostos processuais. De plano, constata-se que a negativa de seguimento do apelo extremo se baseou na intempestividade do recurso. Entretanto, o agravante não impugna esse fundamento. Sendo assim, torna-se inviável seu conhecimento, nos termos da Súmula 287 do STF. Ante o exposto, não conheço do agravo, nos termos do art. 21, §1º, RISTF. Nas razões recursais, o agravante alega que o fundamento relativo à intempestividade do apelo extremo foi firmemente combatido no recurso anterior. Requer o provimento do agravo regimental a fim de que o recurso extraordinário seja conhecido. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12CC-40D2-56CA-F8A2 e senha BEF4-C69B-2D86-0956 Supremo Tribunal Federal ARE 1127475 AGR / SP É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Consabido, a admissibilidade dos recursos extraordinários é aferida tanto na origem quanto no destino. O agravo destinado ao Tribunal ad quem permite garantir o juízo de dupla admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Registre-se, contudo, que o agravo, enquanto recurso, também está sujeito à decisão de admissibilidade. Feitas essas observações, verifico que, in casu, o agravo sequer tem preenchidos os pressupostos processuais. De plano, constata-se que a negativa de seguimento do apelo extremo se baseou na intempestividade do recurso. Entretanto, o agravante não impugna esse fundamento. Sendo assim, torna-se inviável seu conhecimento, nos termos da Súmula 287 do STF. Ante o exposto, não conheço do agravo, nos termos do art. 21, §1º, RISTF. Nas razões recursais, o agravante alega que o fundamento relativo à intempestividade do apelo extremo foi firmemente combatido no recurso anterior. Requer o provimento do agravo regimental a fim de que o recurso extraordinário seja conhecido. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12CC-40D2-56CA-F8A2 e senha BEF4-C69B-2D86-0956 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.475 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recurso não merece acolhida. A decisão ora agravada, forte na aplicação da Súmula 287 do STF, não conheceu do agravo com base na deficiência das suas razões, tendo em vista que não atacou especificamente a intempestividade do recurso extraordinário. Com efeito, apesar de o agravante ter requerido o afastamento da formalidade processual, invocando a imprescindibilidade da análise da matéria de fundo, não refutou que o recurso extraordinário foi interposto fora do prazo legal, razão pela qual a decisão recorrida deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos: Consabido, a admissibilidade dos recursos extraordinários é aferida tanto na origem quanto no destino. O agravo destinado ao Tribunal ad quem permite garantir o juízo de dupla admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Registre-se, contudo, que o agravo, enquanto recurso, também está sujeito à decisão de admissibilidade. Feitas essas observações, verifico que, in casu, o agravo sequer tem preenchidos os pressupostos processuais. De plano, constata-se que a negativa de seguimento do apelo extremo se baseou na intempestividade do recurso. Entretanto, o agravante não impugna esse fundamento. Sendo assim, torna-se inviável seu conhecimento, nos termos da Súmula 287 do STF. A tempestividade recursal é requisito de admissibilidade extrínseco insuperável. A inobservância do prazo de interposição do apelo extremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BDF-7F45-D8B4-2E3B e senha C859-1178-EADA-0686 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.475 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recurso não merece acolhida. A decisão ora agravada, forte na aplicação da Súmula 287 do STF, não conheceu do agravo com base na deficiência das suas razões, tendo em vista que não atacou especificamente a intempestividade do recurso extraordinário. Com efeito, apesar de o agravante ter requerido o afastamento da formalidade processual, invocando a imprescindibilidade da análise da matéria de fundo, não refutou que o recurso extraordinário foi interposto fora do prazo legal, razão pela qual a decisão recorrida deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos: Consabido, a admissibilidade dos recursos extraordinários é aferida tanto na origem quanto no destino. O agravo destinado ao Tribunal ad quem permite garantir o juízo de dupla admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Registre-se, contudo, que o agravo, enquanto recurso, também está sujeito à decisão de admissibilidade. Feitas essas observações, verifico que, in casu, o agravo sequer tem preenchidos os pressupostos processuais. De plano, constata-se que a negativa de seguimento do apelo extremo se baseou na intempestividade do recurso. Entretanto, o agravante não impugna esse fundamento. Sendo assim, torna-se inviável seu conhecimento, nos termos da Súmula 287 do STF. A tempestividade recursal é requisito de admissibilidade extrínseco insuperável. A inobservância do prazo de interposição do apelo extremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BDF-7F45-D8B4-2E3B e senha C859-1178-EADA-0686 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1127475 AGR / SP implica o não conhecimento do recurso e o reconhecimento do trânsito em julgado do acórdão do STJ (eDOC 03, p. 74), ocorrido em 06.12.2017. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BDF-7F45-D8B4-2E3B e senha C859-1178-EADA-0686 Supremo Tribunal Federal ARE 1127475 AGR / SP implica o não conhecimento do recurso e o reconhecimento do trânsito em julgado do acórdão do STJ (eDOC 03, p. 74), ocorrido em 06.12.2017. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BDF-7F45-D8B4-2E3B e senha C859-1178-EADA-0686 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.475 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : THIAGO TCHANKOFF ADV.(A/S) : ALVANIR COCITO JUNIOR (320985/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53D8-EED9-DAEB-5E3E e senha B00D-ACD7-2BD0-239A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.475 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : THIAGO TCHANKOFF ADV.(A/S) : ALVANIR COCITO JUNIOR (320985/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53D8-EED9-DAEB-5E3E e senha B00D-ACD7-2BD0-239A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748170751
2018-08-31T00:00:00
2018-09-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 287 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE EXTRÍNSECO E INSUPERÁVEL. AGRAVO DESPROVIDO. 1. É inviável o conhecimento do recurso que não ataca, especificamente, os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287 do STF. 2. No caso, o recurso extraordinário foi inadmitido por ser intempestivo e a parte não impugnou esse fundamento. 3. A tempestividade recursal é requisito de admissibilidade extrínseco insuperável. A inobservância do prazo de interposição do apelo extremo implica o não conhecimento do recurso e o reconhecimento do trânsito em julgado do acórdão do Tribunal a quo, que, no caso, ocorreu em 06.12.2017. 4. Agravo regimental desprovido.
sjur391921
Número de páginas: 7. Análise: 02/10/2018, ER.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1127475
[ "LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1127475 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : THIAGO TCHANKOFF ADV.(A/S) : ALVANIR COCITO JUNIOR AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.475 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :THIAGO TCHANKOFF ADV.(A/S) :ALVANIR COCITO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE EXTRÍNSECO E INSUPERÁVEL. AGRAVO DESPROVIDO. 1. É inviável o conhecimento do recurso que não ataca, especificamente, os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. 2. No caso, o recurso extraordinário foi inadmitido por ser intempestivo e a parte não impugnou esse fundamento. 3. A tempestividade recursal é requisito de admissibilidade extrínseco insuperável. A inobservância do prazo de interposição do apelo extremo implica o não conhecimento do recurso e o reconhecimento do trânsito em julgado do acórdão do Tribunal a quo, que, no caso, ocorreu em 06.12.2017. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 24 a 30 de agosto de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7136-177E-47B6-77B0 e senha CC11-2BAE-46D9-5F45 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1127475 AGR / SP taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de agosto de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7136-177E-47B6-77B0 e senha CC11-2BAE-46D9-5F45 Supremo Tribunal Federal ARE 1127475 AGR / SP taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de agosto de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7136-177E-47B6-77B0 e senha CC11-2BAE-46D9-5F45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.475 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :THIAGO TCHANKOFF ADV.(A/S) :ALVANIR COCITO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que não conheci do agravo, nestes termos (eDOC 05): Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 03, p. 74): PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO INTERNO QUE NÃO COMBATEU O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. APLICABILIDADE DA SÚMULA 182/Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. Compete ao recorrente, nas razões do agravo regimental, infirmar especificamente todos os fundamentos expostos na decisão agravada. Incidência do enunciado 182 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. 2. Agravo regimental não conhecido. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 5..., LIV, LV e LVII, da Constituição Federal de 1988. A Vice-Presidência do Superior Tribunal de Justiça inadmitiu o recurso extraordinário por ser intempestivo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12CC-40D2-56CA-F8A2 e senha BEF4-C69B-2D86-0956 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.475 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :THIAGO TCHANKOFF ADV.(A/S) :ALVANIR COCITO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que não conheci do agravo, nestes termos (eDOC 05): Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 03, p. 74): PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO INTERNO QUE NÃO COMBATEU O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. APLICABILIDADE DA SÚMULA 182/Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. Compete ao recorrente, nas razões do agravo regimental, infirmar especificamente todos os fundamentos expostos na decisão agravada. Incidência do enunciado 182 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. 2. Agravo regimental não conhecido. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 5..., LIV, LV e LVII, da Constituição Federal de 1988. A Vice-Presidência do Superior Tribunal de Justiça inadmitiu o recurso extraordinário por ser intempestivo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12CC-40D2-56CA-F8A2 e senha BEF4-C69B-2D86-0956 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1127475 AGR / SP É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Consabido, a admissibilidade dos recursos extraordinários é aferida tanto na origem quanto no destino. O agravo destinado ao Tribunal ad quem permite garantir o juízo de dupla admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Registre-se, contudo, que o agravo, enquanto recurso, também está sujeito à decisão de admissibilidade. Feitas essas observações, verifico que, in casu, o agravo sequer tem preenchidos os pressupostos processuais. De plano, constata-se que a negativa de seguimento do apelo extremo se baseou na intempestividade do recurso. Entretanto, o agravante não impugna esse fundamento. Sendo assim, torna-se inviável seu conhecimento, nos termos da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, não conheço do agravo, nos termos do art. 21, §1..., RISTF. Nas razões recursais, o agravante alega que o fundamento relativo à intempestividade do apelo extremo foi firmemente combatido no recurso anterior. Requer o provimento do agravo regimental a fim de que o recurso extraordinário seja conhecido. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12CC-40D2-56CA-F8A2 e senha BEF4-C69B-2D86-0956 Supremo Tribunal Federal ARE 1127475 AGR / SP É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Consabido, a admissibilidade dos recursos extraordinários é aferida tanto na origem quanto no destino. O agravo destinado ao Tribunal ad quem permite garantir o juízo de dupla admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Registre-se, contudo, que o agravo, enquanto recurso, também está sujeito à decisão de admissibilidade. Feitas essas observações, verifico que, in casu, o agravo sequer tem preenchidos os pressupostos processuais. De plano, constata-se que a negativa de seguimento do apelo extremo se baseou na intempestividade do recurso. Entretanto, o agravante não impugna esse fundamento. Sendo assim, torna-se inviável seu conhecimento, nos termos da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, não conheço do agravo, nos termos do art. 21, §1..., RISTF. Nas razões recursais, o agravante alega que o fundamento relativo à intempestividade do apelo extremo foi firmemente combatido no recurso anterior. Requer o provimento do agravo regimental a fim de que o recurso extraordinário seja conhecido. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12CC-40D2-56CA-F8A2 e senha BEF4-C69B-2D86-0956 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.475 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recurso não merece acolhida. A decisão ora agravada, forte na aplicação da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal, não conheceu do agravo com base na deficiência das suas razões, tendo em vista que não atacou especificamente a intempestividade do recurso extraordinário. Com efeito, apesar de o agravante ter requerido o afastamento da formalidade processual, invocando a imprescindibilidade da análise da matéria de fundo, não refutou que o recurso extraordinário foi interposto fora do prazo legal, razão pela qual a decisão recorrida deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos: Consabido, a admissibilidade dos recursos extraordinários é aferida tanto na origem quanto no destino. O agravo destinado ao Tribunal ad quem permite garantir o juízo de dupla admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Registre-se, contudo, que o agravo, enquanto recurso, também está sujeito à decisão de admissibilidade. Feitas essas observações, verifico que, in casu, o agravo sequer tem preenchidos os pressupostos processuais. De plano, constata-se que a negativa de seguimento do apelo extremo se baseou na intempestividade do recurso. Entretanto, o agravante não impugna esse fundamento. Sendo assim, torna-se inviável seu conhecimento, nos termos da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. A tempestividade recursal é requisito de admissibilidade extrínseco insuperável. A inobservância do prazo de interposição do apelo extremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BDF-7F45-D8B4-2E3B e senha C859-1178-EADA-0686 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.475 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recurso não merece acolhida. A decisão ora agravada, forte na aplicação da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal, não conheceu do agravo com base na deficiência das suas razões, tendo em vista que não atacou especificamente a intempestividade do recurso extraordinário. Com efeito, apesar de o agravante ter requerido o afastamento da formalidade processual, invocando a imprescindibilidade da análise da matéria de fundo, não refutou que o recurso extraordinário foi interposto fora do prazo legal, razão pela qual a decisão recorrida deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos: Consabido, a admissibilidade dos recursos extraordinários é aferida tanto na origem quanto no destino. O agravo destinado ao Tribunal ad quem permite garantir o juízo de dupla admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Registre-se, contudo, que o agravo, enquanto recurso, também está sujeito à decisão de admissibilidade. Feitas essas observações, verifico que, in casu, o agravo sequer tem preenchidos os pressupostos processuais. De plano, constata-se que a negativa de seguimento do apelo extremo se baseou na intempestividade do recurso. Entretanto, o agravante não impugna esse fundamento. Sendo assim, torna-se inviável seu conhecimento, nos termos da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. A tempestividade recursal é requisito de admissibilidade extrínseco insuperável. A inobservância do prazo de interposição do apelo extremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BDF-7F45-D8B4-2E3B e senha C859-1178-EADA-0686 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1127475 AGR / SP implica o não conhecimento do recurso e o reconhecimento do trânsito em julgado do acórdão do Superior Tribunal de Justiça (eDOC 03, p. 74), ocorrido em 06.12.2017. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BDF-7F45-D8B4-2E3B e senha C859-1178-EADA-0686 Supremo Tribunal Federal ARE 1127475 AGR / SP implica o não conhecimento do recurso e o reconhecimento do trânsito em julgado do acórdão do Superior Tribunal de Justiça (eDOC 03, p. 74), ocorrido em 06.12.2017. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BDF-7F45-D8B4-2E3B e senha C859-1178-EADA-0686 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 31/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.475 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : THIAGO TCHANKOFF ADV.(A/S) : ALVANIR COCITO JUNIOR (320985/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53D8-EED9-DAEB-5E3E e senha B00D-ACD7-2BD0-239A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.127.475 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : THIAGO TCHANKOFF ADV.(A/S) : ALVANIR COCITO JUNIOR (320985/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53D8-EED9-DAEB-5E3E e senha B00D-ACD7-2BD0-239A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 127 . 475", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1127475", "ARE 1127475 AGR / SP", "SÚMULA 182 / Superior Tribunal de Justiça", "enunciado 182 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça", "AGRAVO 1 . 127 . 475", "SÚMULA 182 / Superior Tribunal de Justiça", "enunciado 182 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 1127475 AGR / SP", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1127475 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , LIV , LV e LVII , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , LIV , LV e LVII , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Superior Tribunal de Justiça", "Vice", "-", "Presidência do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Superior Tribunal de Justiça", "Vice", "-", "Presidência do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "THIAGO TCHANKOFF", "ALVANIR COCITO JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "THIAGO TCHANKOFF", "ALVANIR COCITO JUNIOR", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "THIAGO TCHANKOFF", "ALVANIR COCITO JUNIOR", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "THIAGO TCHANKOFF", "ALVANIR COCITO JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "THIAGO TCHANKOFF", "ALVANIR COCITO JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "31", "/", "08", "/", "2018", "06", ".", "12", ".", "2017", "24", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", ".", "8", ".", "2018", "30", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "8", ".", "2018", "30", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.715 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :CYRO RIBAS TAQUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIALVA PORTES EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. AÇÃO RESCISÓRIA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D40D-0792-43EB-62B3 e senha CD32-FC64-2CDC-1271 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 829715 AGR / PR patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de setembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D40D-0792-43EB-62B3 e senha CD32-FC64-2CDC-1271 Supremo Tribunal Federal ARE 829715 AGR / PR patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de setembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D40D-0792-43EB-62B3 e senha CD32-FC64-2CDC-1271 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.715 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :CYRO RIBAS TAQUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIALVA PORTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa constitucional meramente reflexa e (c) a aplicação da Súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas. Intimada para se manifestar, a parte contrária requer o desprovimento do Agravo Interno. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0054-A85C-6641-828D e senha 6698-1800-757B-7792 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.715 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :CYRO RIBAS TAQUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIALVA PORTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa constitucional meramente reflexa e (c) a aplicação da Súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas. Intimada para se manifestar, a parte contrária requer o desprovimento do Agravo Interno. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0054-A85C-6641-828D e senha 6698-1800-757B-7792 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.715 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, assim ementado (fl. 500, vol. 3): “ADMINISTRATIVO - AÇÃO RESCISÓRIA - ACÓRDÃO Nº 7772 PROFERIDO PELA 6ª CÂMARA CÍVEL DESTA CORTE QUE NEGOU PROVIMENTO AO APELO REFERENTE À MEDIDA CAUTELAR DE PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS - HOMOLOGAÇÃO DE PERÍCIA - DECISÃO HOMOLOGATÓRIA - INEXISTÊNCIA DE LITÍGIO - INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL ELEITA PELO AUTOR - PEDIDO SUCESSIVO DE ANULAÇÃO DA HOMOLOGATÓRIA - IMPOSSIBILIDADE - INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL. EXTINÇÃO DA AÇÃO RESCISÓRIA SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO QUANTO AO REFERIDO ACÓRDÃO - ARTIGO 267, VI DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ACÓRDÃO 23184 PROFERIDO PELA 5ª CÂMARA CIVIL - DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO INTERPOSTA PELO AUTOR REFERENTE À AÇÃO DE INDENIZAÇÃO PROPOSTA PELOS RÉUS TENDO EM VISTA A OMISSÃO ESTATAL CONDIZENTE AO CUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL DE DESOCUPAÇÃO DE PROPRIEDADE - ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 109, I DA CARTA MAGNA E ARTIGO 18, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.715 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, assim ementado (fl. 500, vol. 3): “ADMINISTRATIVO - AÇÃO RESCISÓRIA - ACÓRDÃO Nº 7772 PROFERIDO PELA 6ª CÂMARA CÍVEL DESTA CORTE QUE NEGOU PROVIMENTO AO APELO REFERENTE À MEDIDA CAUTELAR DE PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS - HOMOLOGAÇÃO DE PERÍCIA - DECISÃO HOMOLOGATÓRIA - INEXISTÊNCIA DE LITÍGIO - INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL ELEITA PELO AUTOR - PEDIDO SUCESSIVO DE ANULAÇÃO DA HOMOLOGATÓRIA - IMPOSSIBILIDADE - INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL. EXTINÇÃO DA AÇÃO RESCISÓRIA SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO QUANTO AO REFERIDO ACÓRDÃO - ARTIGO 267, VI DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ACÓRDÃO 23184 PROFERIDO PELA 5ª CÂMARA CIVIL - DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO INTERPOSTA PELO AUTOR REFERENTE À AÇÃO DE INDENIZAÇÃO PROPOSTA PELOS RÉUS TENDO EM VISTA A OMISSÃO ESTATAL CONDIZENTE AO CUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL DE DESOCUPAÇÃO DE PROPRIEDADE - ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 109, I DA CARTA MAGNA E ARTIGO 18, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 829715 AGR / PR COMPLEMENTAR 76/93 - INOCORRÊNCIA - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO PROPOSTA PERANTE A JUSTIÇA ESTADUAL QUE EM NADA SE RELACIONA COM A AÇÃO DE EXPROPRIAÇÃO AJUIZADA NA JUSTIÇA FEDERAL. INDENIZAÇÃO DA JUSTIÇA FEDERAL REPETIDA NA ESTADUAL - INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO E POR DESCUMPRIMENTO DO DEVER ESTATAL - COISAS DIVERSAS - BIS IN IDEM NÃO OCORRENTE - AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA JUSTA INDENIZAÇÃO. EXTINÇÃO DA AÇÃO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO COM RELAÇÃO AO ACÓRDÃO N º 7772 E IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO DEDUZIDO NA INICIAL COM RELAÇÃO AO ACÓRDÃO 23184.” No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5º, XXIV; 109, I; e 184. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Supremo Tribunal Federal ARE 829715 AGR / PR COMPLEMENTAR 76/93 - INOCORRÊNCIA - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO PROPOSTA PERANTE A JUSTIÇA ESTADUAL QUE EM NADA SE RELACIONA COM A AÇÃO DE EXPROPRIAÇÃO AJUIZADA NA JUSTIÇA FEDERAL. INDENIZAÇÃO DA JUSTIÇA FEDERAL REPETIDA NA ESTADUAL - INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO E POR DESCUMPRIMENTO DO DEVER ESTATAL - COISAS DIVERSAS - BIS IN IDEM NÃO OCORRENTE - AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA JUSTA INDENIZAÇÃO. EXTINÇÃO DA AÇÃO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO COM RELAÇÃO AO ACÓRDÃO N º 7772 E IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO DEDUZIDO NA INICIAL COM RELAÇÃO AO ACÓRDÃO 23184.” No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5º, XXIV; 109, I; e 184. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 829715 AGR / PR do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à questão da competência para apreciação da causa, o Tribunal de origem assentou o seguinte (fls. 514-516, Vol. 3): “Ora, os recorridos buscaram através da ação de indenização proposta perante a Justiça Estadual o ressarcimento em razão dos danos que sofreram pela omissão estatal no sentido de fazer cumprir liminar concedida em ação de interdito proibitório por eles ajuizada em 1997 e convertida, em seguida, em reintegração de posse. Resta exaustivamente demonstrado nos autos que os réus exerciam atividade agropecuária nas áreas objeto de desapropriação pelo INCRA, sendo induvidoso que o ‘MST’ invadiu as propriedades e que houve determinação para cumprimento do mandado liminar de reintegração 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Supremo Tribunal Federal ARE 829715 AGR / PR do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à questão da competência para apreciação da causa, o Tribunal de origem assentou o seguinte (fls. 514-516, Vol. 3): “Ora, os recorridos buscaram através da ação de indenização proposta perante a Justiça Estadual o ressarcimento em razão dos danos que sofreram pela omissão estatal no sentido de fazer cumprir liminar concedida em ação de interdito proibitório por eles ajuizada em 1997 e convertida, em seguida, em reintegração de posse. Resta exaustivamente demonstrado nos autos que os réus exerciam atividade agropecuária nas áreas objeto de desapropriação pelo INCRA, sendo induvidoso que o ‘MST’ invadiu as propriedades e que houve determinação para cumprimento do mandado liminar de reintegração 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 829715 AGR / PR de posse. (...) Assim, tendo em vista a omissão do Estado que deixou de disponibilizar força policial para desocupação da área invadida, como já salientado, foi proposta ação de indenização perante a Justiça Estadual, a qual foi julgada parcialmente procedente, resultando na execução de cerca de 2 milhões de reais, que tomou por base laudo pericial exarado por perito oficial. (...) A disposição constante do parágrafo 1º do art. 18 da LC 76/93 da conta de que: ‘Qualquer ação que tenha por objeto o bem expropriado será distribuída, por dependência, à Vara Federal onde tiver curso a ação de desapropriação, determinando-se a pronta intervenção da União’. A regra é clara ao dispor que será distribuída por dependência à Vara Federal a ação que tiver por objeto o bem expropriado, o que não é o caso, uma vez que a ação de indenização tem por objeto o ressarcimento dos danos sofridos pelos réus em razão da invasão dos sem terra e omissão do Poder Público em desocupar a área, não se discutindo na actio nada a respeito da posse ou propriedade do lugar.” Nas razões de apelo extremo, o recorrente afirma, em síntese, que tanto a ação de indenização quanto a de desapropriação deveriam ser julgadas na Justiça Federal, em razão de ambas as questões estarem relacionadas diretamente com o imóvel desapropriado. Verifica-se, portanto, que a solução dessa controvérsia depende da análise de legislação infraconstitucional, o que é vedada na via extraordinária, bem como demanda o reexame do contexto fático-probatório dos autos, medida igualmente incabível nesta sede recursal, conforme consubstanciado na Súmula 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Supremo Tribunal Federal ARE 829715 AGR / PR de posse. (...) Assim, tendo em vista a omissão do Estado que deixou de disponibilizar força policial para desocupação da área invadida, como já salientado, foi proposta ação de indenização perante a Justiça Estadual, a qual foi julgada parcialmente procedente, resultando na execução de cerca de 2 milhões de reais, que tomou por base laudo pericial exarado por perito oficial. (...) A disposição constante do parágrafo 1º do art. 18 da LC 76/93 da conta de que: ‘Qualquer ação que tenha por objeto o bem expropriado será distribuída, por dependência, à Vara Federal onde tiver curso a ação de desapropriação, determinando-se a pronta intervenção da União’. A regra é clara ao dispor que será distribuída por dependência à Vara Federal a ação que tiver por objeto o bem expropriado, o que não é o caso, uma vez que a ação de indenização tem por objeto o ressarcimento dos danos sofridos pelos réus em razão da invasão dos sem terra e omissão do Poder Público em desocupar a área, não se discutindo na actio nada a respeito da posse ou propriedade do lugar.” Nas razões de apelo extremo, o recorrente afirma, em síntese, que tanto a ação de indenização quanto a de desapropriação deveriam ser julgadas na Justiça Federal, em razão de ambas as questões estarem relacionadas diretamente com o imóvel desapropriado. Verifica-se, portanto, que a solução dessa controvérsia depende da análise de legislação infraconstitucional, o que é vedada na via extraordinária, bem como demanda o reexame do contexto fático-probatório dos autos, medida igualmente incabível nesta sede recursal, conforme consubstanciado na Súmula 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 829715 AGR / PR No que diz respeito à justa indenização, o voto condutor do acórdão consignou o seguinte (fls. 517-518, Vol. 3): “Finalmente, quanto ao alegado descumprimento da norma constitucional que prevê justa indenização para os casos de desapropriação por interesse social, havendo duplicidade de condenações pelos mesmos fatos e razões, da mesma forma não está a merecer amparo tal argumentação. Isto porque, o valor referente à indenização pela expropriação da área em razão da desapropriação por interesse social em nada se relaciona com o valor fixado a título de danos morais e materiais na ação de indenização interposta pelos réus, não havendo que se falar em duplicidade de condenações pelos mesmos fatos e razões. Ora, os fatos e razões que originaram a indenização em razão da expropriação da área, ressarcimento este, ressalte-se, em títulos da dívida agrária, decorrem do entendimento do Poder Público acerca do interesse social do local tendo em vista a reforma agrária, sendo de competência da União, conforme disposto no artigo 184 da Constituição Federal. Por outro lado, o valor fixado a título dano moral e material a que foi o autor condenado decorre do entendimento do Judiciário acerca do dever de indenizar tendo em vista à omissão do Estado do Paraná concernente a determinação para cumprimento de mandado liminar. Comprovado, portanto, que as indenizações decorrem de fatos e razões distintas. (...) Como se vê do laudo pericial de fls. 263/286, nada se calculou sobre indenização da terra nua e benfeitorias remanescentes, mas sim pela ociosidade do uso da terra; pela venda de gado feita pelos invasores; por gado 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Supremo Tribunal Federal ARE 829715 AGR / PR No que diz respeito à justa indenização, o voto condutor do acórdão consignou o seguinte (fls. 517-518, Vol. 3): “Finalmente, quanto ao alegado descumprimento da norma constitucional que prevê justa indenização para os casos de desapropriação por interesse social, havendo duplicidade de condenações pelos mesmos fatos e razões, da mesma forma não está a merecer amparo tal argumentação. Isto porque, o valor referente à indenização pela expropriação da área em razão da desapropriação por interesse social em nada se relaciona com o valor fixado a título de danos morais e materiais na ação de indenização interposta pelos réus, não havendo que se falar em duplicidade de condenações pelos mesmos fatos e razões. Ora, os fatos e razões que originaram a indenização em razão da expropriação da área, ressarcimento este, ressalte-se, em títulos da dívida agrária, decorrem do entendimento do Poder Público acerca do interesse social do local tendo em vista a reforma agrária, sendo de competência da União, conforme disposto no artigo 184 da Constituição Federal. Por outro lado, o valor fixado a título dano moral e material a que foi o autor condenado decorre do entendimento do Judiciário acerca do dever de indenizar tendo em vista à omissão do Estado do Paraná concernente a determinação para cumprimento de mandado liminar. Comprovado, portanto, que as indenizações decorrem de fatos e razões distintas. (...) Como se vê do laudo pericial de fls. 263/286, nada se calculou sobre indenização da terra nua e benfeitorias remanescentes, mas sim pela ociosidade do uso da terra; pela venda de gado feita pelos invasores; por gado 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 829715 AGR / PR desaparecido; pela deterioração das benfeitorias e pastagens e pela desvalorização da propriedade (fl. 279). De se anotar, também, que a invasão ocorreu em 16.7.1997 e a indenização na Justiça Federal utilizou-se de valores vigentes para outubro de 1.998, quando a propriedade já estava desvalorizada pelo esbulho e depredação que sofrera.” Por sua vez, o recorrente sustenta que houve duplicidade de condenação, afirmando que as indenizações decorreram do mesmo fato. Nesse ponto, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, igualmente, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Supremo Tribunal Federal ARE 829715 AGR / PR desaparecido; pela deterioração das benfeitorias e pastagens e pela desvalorização da propriedade (fl. 279). De se anotar, também, que a invasão ocorreu em 16.7.1997 e a indenização na Justiça Federal utilizou-se de valores vigentes para outubro de 1.998, quando a propriedade já estava desvalorizada pelo esbulho e depredação que sofrera.” Por sua vez, o recorrente sustenta que houve duplicidade de condenação, afirmando que as indenizações decorreram do mesmo fato. Nesse ponto, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, igualmente, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.715 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : CYRO RIBAS TAQUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIALVA PORTES (7612/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1032-B59F-08CC-09BC e senha 7FE1-3382-5B04-F4AE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.715 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : CYRO RIBAS TAQUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIALVA PORTES (7612/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1032-B59F-08CC-09BC e senha 7FE1-3382-5B04-F4AE Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748302660
2018-09-21T00:00:00
2018-09-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. AÇÃO RESCISÓRIA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur391721
Número de páginas: 10. Análise: 11/10/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
829715
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 829715 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : CYRO RIBAS TAQUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIALVA PORTES
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Ementa e Acórdão 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.715 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :CYRO RIBAS TAQUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIALVA PORTES EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. AÇÃO RESCISÓRIA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D40D-0792-43EB-62B3 e senha CD32-FC64-2CDC-1271 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 829715 AGR / PR patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de setembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D40D-0792-43EB-62B3 e senha CD32-FC64-2CDC-1271 Supremo Tribunal Federal ARE 829715 AGR / PR patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de setembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D40D-0792-43EB-62B3 e senha CD32-FC64-2CDC-1271 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.715 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :CYRO RIBAS TAQUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIALVA PORTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa constitucional meramente reflexa e (c) a aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas. Intimada para se manifestar, a parte contrária requer o desprovimento do Agravo Interno. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0054-A85C-6641-828D e senha 6698-1800-757B-7792 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.715 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :CYRO RIBAS TAQUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIALVA PORTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa constitucional meramente reflexa e (c) a aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas. Intimada para se manifestar, a parte contrária requer o desprovimento do Agravo Interno. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0054-A85C-6641-828D e senha 6698-1800-757B-7792 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.715 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, assim ementado (fl. 500, vol. 3): “ADMINISTRATIVO - AÇÃO RESCISÓRIA - ACÓRDÃO n 7772 PROFERIDO PELA 6... CÂMARA CÍVEL DESTA CORTE QUE NEGOU PROVIMENTO AO APELO REFERENTE À MEDIDA CAUTELAR DE PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS - HOMOLOGAÇÃO DE PERÍCIA - DECISÃO HOMOLOGATÓRIA - INEXISTÊNCIA DE LITÍGIO - INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL ELEITA PELO AUTOR - PEDIDO SUCESSIVO DE ANULAÇÃO DA HOMOLOGATÓRIA - IMPOSSIBILIDADE - INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL. EXTINÇÃO DA AÇÃO RESCISÓRIA SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO QUANTO AO REFERIDO ACÓRDÃO - ARTIGO 267, VI DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ACÓRDÃO 23184 PROFERIDO PELA 5... CÂMARA CIVIL - DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO INTERPOSTA PELO AUTOR REFERENTE À AÇÃO DE INDENIZAÇÃO PROPOSTA PELOS RÉUS TENDO EM VISTA A OMISSÃO ESTATAL CONDIZENTE AO CUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL DE DESOCUPAÇÃO DE PROPRIEDADE - ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 109, I DA CARTA MAGNA E ARTIGO 18, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.715 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, assim ementado (fl. 500, vol. 3): “ADMINISTRATIVO - AÇÃO RESCISÓRIA - ACÓRDÃO n 7772 PROFERIDO PELA 6... CÂMARA CÍVEL DESTA CORTE QUE NEGOU PROVIMENTO AO APELO REFERENTE À MEDIDA CAUTELAR DE PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS - HOMOLOGAÇÃO DE PERÍCIA - DECISÃO HOMOLOGATÓRIA - INEXISTÊNCIA DE LITÍGIO - INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL ELEITA PELO AUTOR - PEDIDO SUCESSIVO DE ANULAÇÃO DA HOMOLOGATÓRIA - IMPOSSIBILIDADE - INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL. EXTINÇÃO DA AÇÃO RESCISÓRIA SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO QUANTO AO REFERIDO ACÓRDÃO - ARTIGO 267, VI DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ACÓRDÃO 23184 PROFERIDO PELA 5... CÂMARA CIVIL - DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO INTERPOSTA PELO AUTOR REFERENTE À AÇÃO DE INDENIZAÇÃO PROPOSTA PELOS RÉUS TENDO EM VISTA A OMISSÃO ESTATAL CONDIZENTE AO CUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL DE DESOCUPAÇÃO DE PROPRIEDADE - ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 109, I DA CARTA MAGNA E ARTIGO 18, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 829715 AGR / PR COMPLEMENTAR 76/93 - INOCORRÊNCIA - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO PROPOSTA PERANTE A JUSTIÇA ESTADUAL QUE EM NADA SE RELACIONA COM A AÇÃO DE EXPROPRIAÇÃO AJUIZADA NA JUSTIÇA FEDERAL. INDENIZAÇÃO DA JUSTIÇA FEDERAL REPETIDA NA ESTADUAL - INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO E POR DESCUMPRIMENTO DO DEVER ESTATAL - COISAS DIVERSAS - BIS IN IDEM NÃO OCORRENTE - AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA JUSTA INDENIZAÇÃO. EXTINÇÃO DA AÇÃO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO COM RELAÇÃO AO ACÓRDÃO N 7772 E IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO DEDUZIDO NA INICIAL COM RELAÇÃO AO ACÓRDÃO 23184.” No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5..., XXIV; 109, I; e 184. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Supremo Tribunal Federal ARE 829715 AGR / PR COMPLEMENTAR 76/93 - INOCORRÊNCIA - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO PROPOSTA PERANTE A JUSTIÇA ESTADUAL QUE EM NADA SE RELACIONA COM A AÇÃO DE EXPROPRIAÇÃO AJUIZADA NA JUSTIÇA FEDERAL. INDENIZAÇÃO DA JUSTIÇA FEDERAL REPETIDA NA ESTADUAL - INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO E POR DESCUMPRIMENTO DO DEVER ESTATAL - COISAS DIVERSAS - BIS IN IDEM NÃO OCORRENTE - AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA JUSTA INDENIZAÇÃO. EXTINÇÃO DA AÇÃO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO COM RELAÇÃO AO ACÓRDÃO N 7772 E IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO DEDUZIDO NA INICIAL COM RELAÇÃO AO ACÓRDÃO 23184.” No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5..., XXIV; 109, I; e 184. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 829715 AGR / PR do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à questão da competência para apreciação da causa, o Tribunal de origem assentou o seguinte (fls. 514-516, Vol. 3): “Ora, os recorridos buscaram através da ação de indenização proposta perante a Justiça Estadual o ressarcimento em razão dos danos que sofreram pela omissão estatal no sentido de fazer cumprir liminar concedida em ação de interdito proibitório por eles ajuizada em 1997 e convertida, em seguida, em reintegração de posse. Resta exaustivamente demonstrado nos autos que os réus exerciam atividade agropecuária nas áreas objeto de desapropriação pelo INCRA, sendo induvidoso que o ‘MST’ invadiu as propriedades e que houve determinação para cumprimento do mandado liminar de reintegração 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Supremo Tribunal Federal ARE 829715 AGR / PR do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à questão da competência para apreciação da causa, o Tribunal de origem assentou o seguinte (fls. 514-516, Vol. 3): “Ora, os recorridos buscaram através da ação de indenização proposta perante a Justiça Estadual o ressarcimento em razão dos danos que sofreram pela omissão estatal no sentido de fazer cumprir liminar concedida em ação de interdito proibitório por eles ajuizada em 1997 e convertida, em seguida, em reintegração de posse. Resta exaustivamente demonstrado nos autos que os réus exerciam atividade agropecuária nas áreas objeto de desapropriação pelo INCRA, sendo induvidoso que o ‘MST’ invadiu as propriedades e que houve determinação para cumprimento do mandado liminar de reintegração 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 829715 AGR / PR de posse. (...) Assim, tendo em vista a omissão do Estado que deixou de disponibilizar força policial para desocupação da área invadida, como já salientado, foi proposta ação de indenização perante a Justiça Estadual, a qual foi julgada parcialmente procedente, resultando na execução de cerca de 2 milhões de reais, que tomou por base laudo pericial exarado por perito oficial. (...) A disposição constante do parágrafo 1... do art. 18 da Lei Complementar 76/93 da conta de que: ‘Qualquer ação que tenha por objeto o bem expropriado será distribuída, por dependência, à Vara Federal onde tiver curso a ação de desapropriação, determinando-se a pronta intervenção da União’. A regra é clara ao dispor que será distribuída por dependência à Vara Federal a ação que tiver por objeto o bem expropriado, o que não é o caso, uma vez que a ação de indenização tem por objeto o ressarcimento dos danos sofridos pelos réus em razão da invasão dos sem terra e omissão do Poder Público em desocupar a área, não se discutindo na actio nada a respeito da posse ou propriedade do lugar.” Nas razões de apelo extremo, o recorrente afirma, em síntese, que tanto a ação de indenização quanto a de desapropriação deveriam ser julgadas na Justiça Federal, em razão de ambas as questões estarem relacionadas diretamente com o imóvel desapropriado. Verifica-se, portanto, que a solução dessa controvérsia depende da análise de legislação infraconstitucional, o que é vedada na via extraordinária, bem como demanda o reexame do contexto fático-probatório dos autos, medida igualmente incabível nesta sede recursal, conforme consubstanciado na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Supremo Tribunal Federal ARE 829715 AGR / PR de posse. (...) Assim, tendo em vista a omissão do Estado que deixou de disponibilizar força policial para desocupação da área invadida, como já salientado, foi proposta ação de indenização perante a Justiça Estadual, a qual foi julgada parcialmente procedente, resultando na execução de cerca de 2 milhões de reais, que tomou por base laudo pericial exarado por perito oficial. (...) A disposição constante do parágrafo 1... do art. 18 da Lei Complementar 76/93 da conta de que: ‘Qualquer ação que tenha por objeto o bem expropriado será distribuída, por dependência, à Vara Federal onde tiver curso a ação de desapropriação, determinando-se a pronta intervenção da União’. A regra é clara ao dispor que será distribuída por dependência à Vara Federal a ação que tiver por objeto o bem expropriado, o que não é o caso, uma vez que a ação de indenização tem por objeto o ressarcimento dos danos sofridos pelos réus em razão da invasão dos sem terra e omissão do Poder Público em desocupar a área, não se discutindo na actio nada a respeito da posse ou propriedade do lugar.” Nas razões de apelo extremo, o recorrente afirma, em síntese, que tanto a ação de indenização quanto a de desapropriação deveriam ser julgadas na Justiça Federal, em razão de ambas as questões estarem relacionadas diretamente com o imóvel desapropriado. Verifica-se, portanto, que a solução dessa controvérsia depende da análise de legislação infraconstitucional, o que é vedada na via extraordinária, bem como demanda o reexame do contexto fático-probatório dos autos, medida igualmente incabível nesta sede recursal, conforme consubstanciado na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 829715 AGR / PR No que diz respeito à justa indenização, o voto condutor do acórdão consignou o seguinte (fls. 517-518, Vol. 3): “Finalmente, quanto ao alegado descumprimento da norma constitucional que prevê justa indenização para os casos de desapropriação por interesse social, havendo duplicidade de condenações pelos mesmos fatos e razões, da mesma forma não está a merecer amparo tal argumentação. Isto porque, o valor referente à indenização pela expropriação da área em razão da desapropriação por interesse social em nada se relaciona com o valor fixado a título de danos morais e materiais na ação de indenização interposta pelos réus, não havendo que se falar em duplicidade de condenações pelos mesmos fatos e razões. Ora, os fatos e razões que originaram a indenização em razão da expropriação da área, ressarcimento este, ressalte-se, em títulos da dívida agrária, decorrem do entendimento do Poder Público acerca do interesse social do local tendo em vista a reforma agrária, sendo de competência da União, conforme disposto no artigo 184 da Constituição Federal. Por outro lado, o valor fixado a título dano moral e material a que foi o autor condenado decorre do entendimento do Judiciário acerca do dever de indenizar tendo em vista à omissão do Estado do Paraná concernente a determinação para cumprimento de mandado liminar. Comprovado, portanto, que as indenizações decorrem de fatos e razões distintas. (...) Como se vê do laudo pericial de fls. 263/286, nada se calculou sobre indenização da terra nua e benfeitorias remanescentes, mas sim pela ociosidade do uso da terra; pela venda de gado feita pelos invasores; por gado 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Supremo Tribunal Federal ARE 829715 AGR / PR No que diz respeito à justa indenização, o voto condutor do acórdão consignou o seguinte (fls. 517-518, Vol. 3): “Finalmente, quanto ao alegado descumprimento da norma constitucional que prevê justa indenização para os casos de desapropriação por interesse social, havendo duplicidade de condenações pelos mesmos fatos e razões, da mesma forma não está a merecer amparo tal argumentação. Isto porque, o valor referente à indenização pela expropriação da área em razão da desapropriação por interesse social em nada se relaciona com o valor fixado a título de danos morais e materiais na ação de indenização interposta pelos réus, não havendo que se falar em duplicidade de condenações pelos mesmos fatos e razões. Ora, os fatos e razões que originaram a indenização em razão da expropriação da área, ressarcimento este, ressalte-se, em títulos da dívida agrária, decorrem do entendimento do Poder Público acerca do interesse social do local tendo em vista a reforma agrária, sendo de competência da União, conforme disposto no artigo 184 da Constituição Federal. Por outro lado, o valor fixado a título dano moral e material a que foi o autor condenado decorre do entendimento do Judiciário acerca do dever de indenizar tendo em vista à omissão do Estado do Paraná concernente a determinação para cumprimento de mandado liminar. Comprovado, portanto, que as indenizações decorrem de fatos e razões distintas. (...) Como se vê do laudo pericial de fls. 263/286, nada se calculou sobre indenização da terra nua e benfeitorias remanescentes, mas sim pela ociosidade do uso da terra; pela venda de gado feita pelos invasores; por gado 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 829715 AGR / PR desaparecido; pela deterioração das benfeitorias e pastagens e pela desvalorização da propriedade (fl. 279). De se anotar, também, que a invasão ocorreu em 16.7.1997 e a indenização na Justiça Federal utilizou-se de valores vigentes para outubro de 1.998, quando a propriedade já estava desvalorizada pelo esbulho e depredação que sofrera.” Por sua vez, o recorrente sustenta que houve duplicidade de condenação, afirmando que as indenizações decorreram do mesmo fato. Nesse ponto, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, igualmente, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Supremo Tribunal Federal ARE 829715 AGR / PR desaparecido; pela deterioração das benfeitorias e pastagens e pela desvalorização da propriedade (fl. 279). De se anotar, também, que a invasão ocorreu em 16.7.1997 e a indenização na Justiça Federal utilizou-se de valores vigentes para outubro de 1.998, quando a propriedade já estava desvalorizada pelo esbulho e depredação que sofrera.” Por sua vez, o recorrente sustenta que houve duplicidade de condenação, afirmando que as indenizações decorreram do mesmo fato. Nesse ponto, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, igualmente, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ECC-986C-BB5A-83C2 e senha 39E3-DBAC-F416-2188 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.715 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : CYRO RIBAS TAQUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIALVA PORTES (7612/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1032-B59F-08CC-09BC e senha 7FE1-3382-5B04-F4AE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.715 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : CYRO RIBAS TAQUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIALVA PORTES (7612/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1032-B59F-08CC-09BC e senha 7FE1-3382-5B04-F4AE Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829 . 715", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 829715 AGR /", "ARE 829715 AGR / PR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 829 . 715", "ARE 829715", "AGR", "COMPLEMENTAR 76 / 93", "ACÓRDÃO N 7772", "ARE 829715", "ARE 829715 AGR / PR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 829715 AGR / PR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 829715 AGR / PR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 829715 AGR / PR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 829715 AGR / PR", "ARE 829715 AGR / PR", "ARE 829715 AGR / PR", "Súmula 279 desta CORTE", "ARE 829715 AGR / PR", "Súmula 279 desta CORTE" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 267 , VI DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ARTIGOS 109 , I DA CARTA MAGNA", "ARTIGO 18 , PARÁGRAFO ÚNICO , DA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 267 , VI DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ARTIGOS 109 , I DA CARTA MAGNA", "ARTIGO 18 , PARÁGRAFO ÚNICO , DA LEI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PR", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo 1 . . . do art . 18 da Lei Complementar 76 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo 1 . . . do", "art . 18 da Lei Complementar 76", "/", "93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 184 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 184 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "Estado do Paraná", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "CÂMARA CIVIL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "CÂMARA CÍVEL", "/", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "INCRA", "MST", "Supremo Tribunal Federal", "Regimento", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "INCRA", "MST", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "Estado do", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "CYRO RIBAS TAQUES", "MARIALVA PORTES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CYRO RIBAS TAQUES", "MARIALVA PORTES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CYRO RIBAS TAQUES", "MARIALVA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CYRO RIBAS TAQUES", "MARIALVA PORTES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "CYRO RIBAS TAQUES", "MARIALVA PORTES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "7", ".", "1997", "outubro de 1 . 998", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "7", ".", "1997", "outubro de 1 . 998", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "14", ".", "9", ".", "2018", "20", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "9", ".", "2018", "20", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.673 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :PAULO SÉRGIO CRUZ ADV.(A/S) :SIMONE GONÇALVES DA COSTA Ementa : PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE RELATÓRIO. LIDE RESUMIDA NO VOTO CONDUTOR DO ACÓRDÃO RECORRIDO. POSSIBILIDADE DE COMPREENSÃO DO TEOR DA DEMANDA E DA CONTROVÉRSIA. NÃO INCIDÊNCIA DO ÓBICE DA SÚMULA 288/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. A ausência do relatório do acórdão recorrido, na formação do agravo de instrumento, não compromete a compreensão da lide quando o relator do caso resume a controvérsia em seu voto. 2. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de agosto de 2018. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D18-E746-DBFD-E012 e senha 2468-0D50-11AB-BED4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 171 Ementa e Acórdão AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D18-E746-DBFD-E012 e senha 2468-0D50-11AB-BED4 Supremo Tribunal Federal AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D18-E746-DBFD-E012 e senha 2468-0D50-11AB-BED4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 172 Relatório 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.673 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :PAULO SÉRGIO CRUZ ADV.(A/S) :SIMONE GONÇALVES DA COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que, ao reconsiderar decisão monocrática, deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em dissonância com a jurisprudência desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) o agravo de instrumento não deveria ser conhecido, em razão da deficiência de formação do instrumento; (b) incide, no caso, a Súmula 279/STF; e (c) não houve violação do art. 37, § 6º, da Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1990-666D-CCC0-DCCA e senha D160-244B-355C-BBDA Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.673 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :PAULO SÉRGIO CRUZ ADV.(A/S) :SIMONE GONÇALVES DA COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que, ao reconsiderar decisão monocrática, deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em dissonância com a jurisprudência desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) o agravo de instrumento não deveria ser conhecido, em razão da deficiência de formação do instrumento; (b) incide, no caso, a Súmula 279/STF; e (c) não houve violação do art. 37, § 6º, da Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1990-666D-CCC0-DCCA e senha D160-244B-355C-BBDA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 173 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.673 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO : vistos, etc. Ante a constatação de que às fls. 30-35 consta cópia do inteiro teor da petição do recurso extraordinário protocolado via fac-símile, afasto o óbice alusivo à deficiência de formação do instrumento e reconsidero a decisão de fls. 120. Passo ao exame do recurso. 2. Trata-se de agravo de instrumento contra decisão obstativa de recurso extraordinário, este interposto com fundamento na alínea a do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Acórdão assim ementado (fls. 72): INDENIZAÇÃO POLICIAL ACIDENTE NO TRABALHO AMPUTAÇÃO TRAUMÁTICA DA FALANGE DISTAL DO 5º DEDO DA MÃO DIREITA RESPONSABILIDADE SUBJETIVA ELEMENTOS AUSÊNCIA DE PROVA DE CULPA DO ESTADO RISCO DA ATIVIDADE IMPROCEDÊNCIA. Se a questão abordada nos autos não se refere a danos causados a terceiro por agente público, mas de danos que teriam sido causados a este, o próprio agente, em decorrência do exercício de sua função, por acidente do trabalho, a responsabilidade é subjetiva, não estando amparada pelo § 6º do art. 37 da Constituição da República, mas pelo direito comum, de indenização por ato ilícito e, como tal há de se demonstrar os três elementos indispensáveis: culpa, dano e nexo entre ambos. Não cabe se falar em indenização pelo Estado, por acidente havido com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.673 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO : vistos, etc. Ante a constatação de que às fls. 30-35 consta cópia do inteiro teor da petição do recurso extraordinário protocolado via fac-símile, afasto o óbice alusivo à deficiência de formação do instrumento e reconsidero a decisão de fls. 120. Passo ao exame do recurso. 2. Trata-se de agravo de instrumento contra decisão obstativa de recurso extraordinário, este interposto com fundamento na alínea a do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Acórdão assim ementado (fls. 72): INDENIZAÇÃO POLICIAL ACIDENTE NO TRABALHO AMPUTAÇÃO TRAUMÁTICA DA FALANGE DISTAL DO 5º DEDO DA MÃO DIREITA RESPONSABILIDADE SUBJETIVA ELEMENTOS AUSÊNCIA DE PROVA DE CULPA DO ESTADO RISCO DA ATIVIDADE IMPROCEDÊNCIA. Se a questão abordada nos autos não se refere a danos causados a terceiro por agente público, mas de danos que teriam sido causados a este, o próprio agente, em decorrência do exercício de sua função, por acidente do trabalho, a responsabilidade é subjetiva, não estando amparada pelo § 6º do art. 37 da Constituição da República, mas pelo direito comum, de indenização por ato ilícito e, como tal há de se demonstrar os três elementos indispensáveis: culpa, dano e nexo entre ambos. Não cabe se falar em indenização pelo Estado, por acidente havido com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 174 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG policial, no exercício de sua função, quando pulava um muro para capturar meliante e do qual decorreu amputação traumática da falange distal do 5º dedo da mão direita, se não agiu com culpa o ente público e o risco é inerente à atividade do policial. 3. Pois bem, o recorrente alega ofensa ao inciso X do art. 5º e ao § 6º do art. 37 da Carta Magna de 1988. 4. Tenho que a insurgência merece acolhida. Isso porque o entendimento adotado pela instância judicante de origem destoa da jurisprudência desta nossa Casa de Justiça. 5. Com efeito, segundo decidido no AI 473.381-AgR, da relatoria do ministro Carlos Velloso, descabe ao intérprete fazer distinções quanto ao vocábulo terceiro contido no § 6º do art. 37 da Constituição Federal, devendo o Estado responder pelos danos causados por seus agentes qualquer que seja a vítima . É que o vocábulo "terceiros" se reporta àqueles que tenham suportado o dano. Restringir o sentido da palavra significa esvaziar a norma do § 6º do artigo 37 do Magno Texto, estabelecendo distinção nele não contemplada. Significa ir na contramão da tendência ampliativa dos casos de responsabilização objetiva do Estado, há tempos assumida pela doutrina e pela jurisprudência. 6. No mesmo sentido, vejam-se os REs 176.564, da relatoria do ministro Marco Aurélio; 425.278, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; e 508.125, da relatoria do ministro Cezar Peluso. Ante o exposto, e frente aos §§ 3º e 4º do art. 544 do Código de Processo Civil (na redação anterior à da Lei 12.322/2010), provejo o agravo de instrumento e, na seqüência, conheço o recurso extraordinário para dar-lhe provimento e restabelecer a sentença.” Não merecem ser acolhidas as razões da parte recorrente. Em relação à alegação de deficiência na formação do agravo de instrumento, sob o fundamento na ausência do relatório do acórdão do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Supremo Tribunal Federal AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG policial, no exercício de sua função, quando pulava um muro para capturar meliante e do qual decorreu amputação traumática da falange distal do 5º dedo da mão direita, se não agiu com culpa o ente público e o risco é inerente à atividade do policial. 3. Pois bem, o recorrente alega ofensa ao inciso X do art. 5º e ao § 6º do art. 37 da Carta Magna de 1988. 4. Tenho que a insurgência merece acolhida. Isso porque o entendimento adotado pela instância judicante de origem destoa da jurisprudência desta nossa Casa de Justiça. 5. Com efeito, segundo decidido no AI 473.381-AgR, da relatoria do ministro Carlos Velloso, descabe ao intérprete fazer distinções quanto ao vocábulo terceiro contido no § 6º do art. 37 da Constituição Federal, devendo o Estado responder pelos danos causados por seus agentes qualquer que seja a vítima . É que o vocábulo "terceiros" se reporta àqueles que tenham suportado o dano. Restringir o sentido da palavra significa esvaziar a norma do § 6º do artigo 37 do Magno Texto, estabelecendo distinção nele não contemplada. Significa ir na contramão da tendência ampliativa dos casos de responsabilização objetiva do Estado, há tempos assumida pela doutrina e pela jurisprudência. 6. No mesmo sentido, vejam-se os REs 176.564, da relatoria do ministro Marco Aurélio; 425.278, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; e 508.125, da relatoria do ministro Cezar Peluso. Ante o exposto, e frente aos §§ 3º e 4º do art. 544 do Código de Processo Civil (na redação anterior à da Lei 12.322/2010), provejo o agravo de instrumento e, na seqüência, conheço o recurso extraordinário para dar-lhe provimento e restabelecer a sentença.” Não merecem ser acolhidas as razões da parte recorrente. Em relação à alegação de deficiência na formação do agravo de instrumento, sob o fundamento na ausência do relatório do acórdão do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 175 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG Tribunal de origem, verifica-se que essa irregularidade não impede o conhecimento do recurso. Com efeito, a ausência do relatório do acórdão impugnado pelo agravado não comprometeu a compreensão da controvérsia, uma vez que o voto condutor do acórdão do Tribunal de origem trouxe trechos em que é possível identificar o caso, bem como os fundamentos alegados pelas partes. A propósito, confiram-se os seguintes trechos do voto do acórdão em questão (fl. 73-74): “Tratam os autos do pedido de indenização formulado pelo Policial Militar Paulo Sérgio da Cruz contra o Estado de Minas Gerais, por danos morais e estéticos que lhe teriam sido causados em acidente no trabalho e que lhe ocasionaram a amputação traumática da falange distal do 5º dedo da mão direita. O Autor fundamentou os pedidos formulados no §6º do art. 37 e inciso X do art. 5º da Constituição Federal de 1988, tendo a sentença julgado estes parcialmente procedentes, condenando o réu a lhe indenizar com a quantia de R$10.000,00 a título de danos morais e outros R$10.000,00 a título de dano estético, ambas corrigidas monetariamente e acrescidas de juros de 1% ao mês a partir desta sentença e até o efetivo pagamento, mais 1/3 das custas processuais e em honorários advocatícios. Irresignadas, recorreram ambas as partes. O Estado, com alegação preliminar de ausência do interesse de agir do autor e, no mérito, pela improcedência do pedido ou a reforma do valor da condenação e redução do valor dos honorários e o autor, por seu turno, tão-somente no que se refere ao valor da indenização, que pretende ver majorada.” No mesmo sentido, veja-se o seguinte precedente: “EMENTAS: 1. DECISÃO. Acórdão. Relatório. Falta. Não caracterização. Resumo da demanda. Inclusão no voto. Suficiência. Inteligência do art. 544, § 1º, do CPC. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Supremo Tribunal Federal AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG Tribunal de origem, verifica-se que essa irregularidade não impede o conhecimento do recurso. Com efeito, a ausência do relatório do acórdão impugnado pelo agravado não comprometeu a compreensão da controvérsia, uma vez que o voto condutor do acórdão do Tribunal de origem trouxe trechos em que é possível identificar o caso, bem como os fundamentos alegados pelas partes. A propósito, confiram-se os seguintes trechos do voto do acórdão em questão (fl. 73-74): “Tratam os autos do pedido de indenização formulado pelo Policial Militar Paulo Sérgio da Cruz contra o Estado de Minas Gerais, por danos morais e estéticos que lhe teriam sido causados em acidente no trabalho e que lhe ocasionaram a amputação traumática da falange distal do 5º dedo da mão direita. O Autor fundamentou os pedidos formulados no §6º do art. 37 e inciso X do art. 5º da Constituição Federal de 1988, tendo a sentença julgado estes parcialmente procedentes, condenando o réu a lhe indenizar com a quantia de R$10.000,00 a título de danos morais e outros R$10.000,00 a título de dano estético, ambas corrigidas monetariamente e acrescidas de juros de 1% ao mês a partir desta sentença e até o efetivo pagamento, mais 1/3 das custas processuais e em honorários advocatícios. Irresignadas, recorreram ambas as partes. O Estado, com alegação preliminar de ausência do interesse de agir do autor e, no mérito, pela improcedência do pedido ou a reforma do valor da condenação e redução do valor dos honorários e o autor, por seu turno, tão-somente no que se refere ao valor da indenização, que pretende ver majorada.” No mesmo sentido, veja-se o seguinte precedente: “EMENTAS: 1. DECISÃO. Acórdão. Relatório. Falta. Não caracterização. Resumo da demanda. Inclusão no voto. Suficiência. Inteligência do art. 544, § 1º, do CPC. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 176 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG regimental não provido. Não é defeituoso o traslado do acórdão que, suposto não tendo capítulo formal de relatório, apresenta, no bojo do voto, preciso resumo da demanda. 2. DECISÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. Inadmissibilidade. Peça obrigatória. Certidão de intimação do acórdão da apelação. Falta. Certidão de intimação do acórdão dos embargos. Apresentação. Possibilidade de aferição da tempestividade. Inaplicabilidade da súmula 639. Em que pese a ausência de cópia da certidão de intimação do acórdão da apelação, o traslado da certidão do acórdão dos embargos de declaração, integrativo do aresto recorrido, permite a aferição de tempestividade, o que afasta o óbice da súmula 639. 3. RECURSO. Agravo regimental. Interposição contra decisão que provê agravo de instrumento regular, para subida do extraordinário. Inexistência de preclusão e de prejuízo. Agravo não conhecido. Aplicação da súmula 289. Da decisão que provê agravo de instrumento para subida e melhor exame do recurso extraordinário, não cabe agravo regimental, salvo quando se afirme incognoscível o agravo de instrumento. (AI 662476 AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe de 19/6/2009)” Quanto às demais questões, não há reparo a fazer no entendimento aplicado pelo Min. AYRES BRITTO. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Supremo Tribunal Federal AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG regimental não provido. Não é defeituoso o traslado do acórdão que, suposto não tendo capítulo formal de relatório, apresenta, no bojo do voto, preciso resumo da demanda. 2. DECISÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. Inadmissibilidade. Peça obrigatória. Certidão de intimação do acórdão da apelação. Falta. Certidão de intimação do acórdão dos embargos. Apresentação. Possibilidade de aferição da tempestividade. Inaplicabilidade da súmula 639. Em que pese a ausência de cópia da certidão de intimação do acórdão da apelação, o traslado da certidão do acórdão dos embargos de declaração, integrativo do aresto recorrido, permite a aferição de tempestividade, o que afasta o óbice da súmula 639. 3. RECURSO. Agravo regimental. Interposição contra decisão que provê agravo de instrumento regular, para subida do extraordinário. Inexistência de preclusão e de prejuízo. Agravo não conhecido. Aplicação da súmula 289. Da decisão que provê agravo de instrumento para subida e melhor exame do recurso extraordinário, não cabe agravo regimental, salvo quando se afirme incognoscível o agravo de instrumento. (AI 662476 AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe de 19/6/2009)” Quanto às demais questões, não há reparo a fazer no entendimento aplicado pelo Min. AYRES BRITTO. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 177 Extrato de Ata - 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.673 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : PAULO SÉRGIO CRUZ ADV.(A/S) : SIMONE GONÇALVES DA COSTA (79924/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 005D-BFDA-6184-8CA8 e senha BBC9-FE9D-19F3-8A6B Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.673 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : PAULO SÉRGIO CRUZ ADV.(A/S) : SIMONE GONÇALVES DA COSTA (79924/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 005D-BFDA-6184-8CA8 e senha BBC9-FE9D-19F3-8A6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8 178
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748213298
2018-08-31T00:00:00
2018-09-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018.
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa : PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE RELATÓRIO. LIDE RESUMIDA NO VOTO CONDUTOR DO ACÓRDÃO RECORRIDO. POSSIBILIDADE DE COMPREENSÃO DO TEOR DA DEMANDA E DA CONTROVÉRSIA. NÃO INCIDÊNCIA DO ÓBICE DA SÚMULA 288/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. A ausência do relatório do acórdão recorrido, na formação do agravo de instrumento, não compromete a compreensão da lide quando o relator do caso resume a controvérsia em seu voto. 2. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur390918
- Acórdão(s) citado(s): (ACÓRDÃO, RELATÓRIO, AUSÊNCIA, IRRELEVÂNCIA) AI 662476 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 01/10/2018, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
693673
[ "LEG-FED SUMSTF-000288 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR-segundo
acordaos
AI 693673 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : PAULO SÉRGIO CRUZ ADV.(A/S) : SIMONE GONÇALVES DA COSTA
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Ementa e Acórdão 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.673 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :PAULO SÉRGIO CRUZ ADV.(A/S) :SIMONE GONÇALVES DA COSTA Ementa : PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE RELATÓRIO. LIDE RESUMIDA NO VOTO CONDUTOR DO ACÓRDÃO RECORRIDO. POSSIBILIDADE DE COMPREENSÃO DO TEOR DA DEMANDA E DA CONTROVÉRSIA. NÃO INCIDÊNCIA DO ÓBICE DA SÚMULA 288/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. 1. A ausência do relatório do acórdão recorrido, na formação do agravo de instrumento, não compromete a compreensão da lide quando o relator do caso resume a controvérsia em seu voto. 2. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de agosto de 2018. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D18-E746-DBFD-E012 e senha 2468-0D50-11AB-BED4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 171 Ementa e Acórdão AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D18-E746-DBFD-E012 e senha 2468-0D50-11AB-BED4 Supremo Tribunal Federal AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D18-E746-DBFD-E012 e senha 2468-0D50-11AB-BED4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 172 Relatório 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.673 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :PAULO SÉRGIO CRUZ ADV.(A/S) :SIMONE GONÇALVES DA COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que, ao reconsiderar decisão monocrática, deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em dissonância com a jurisprudência desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) o agravo de instrumento não deveria ser conhecido, em razão da deficiência de formação do instrumento; (b) incide, no caso, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal; e (c) não houve violação do art. 37, § 6..., da Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1990-666D-CCC0-DCCA e senha D160-244B-355C-BBDA Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.673 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :PAULO SÉRGIO CRUZ ADV.(A/S) :SIMONE GONÇALVES DA COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que, ao reconsiderar decisão monocrática, deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em dissonância com a jurisprudência desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) o agravo de instrumento não deveria ser conhecido, em razão da deficiência de formação do instrumento; (b) incide, no caso, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal; e (c) não houve violação do art. 37, § 6..., da Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1990-666D-CCC0-DCCA e senha D160-244B-355C-BBDA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 173 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.673 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO : vistos, etc. Ante a constatação de que às fls. 30-35 consta cópia do inteiro teor da petição do recurso extraordinário protocolado via fac-símile, afasto o óbice alusivo à deficiência de formação do instrumento e reconsidero a decisão de fls. 120. Passo ao exame do recurso. 2. Trata-se de agravo de instrumento contra decisão obstativa de recurso extraordinário, este interposto com fundamento na alínea a do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Acórdão assim ementado (fls. 72): INDENIZAÇÃO POLICIAL ACIDENTE NO TRABALHO AMPUTAÇÃO TRAUMÁTICA DA FALANGE DISTAL DO 5... DEDO DA MÃO DIREITA RESPONSABILIDADE SUBJETIVA ELEMENTOS AUSÊNCIA DE PROVA DE CULPA DO ESTADO RISCO DA ATIVIDADE IMPROCEDÊNCIA. Se a questão abordada nos autos não se refere a danos causados a terceiro por agente público, mas de danos que teriam sido causados a este, o próprio agente, em decorrência do exercício de sua função, por acidente do trabalho, a responsabilidade é subjetiva, não estando amparada pelo § 6... do art. 37 da Constituição da República, mas pelo direito comum, de indenização por ato ilícito e, como tal há de se demonstrar os três elementos indispensáveis: culpa, dano e nexo entre ambos. Não cabe se falar em indenização pelo Estado, por acidente havido com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.673 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO : vistos, etc. Ante a constatação de que às fls. 30-35 consta cópia do inteiro teor da petição do recurso extraordinário protocolado via fac-símile, afasto o óbice alusivo à deficiência de formação do instrumento e reconsidero a decisão de fls. 120. Passo ao exame do recurso. 2. Trata-se de agravo de instrumento contra decisão obstativa de recurso extraordinário, este interposto com fundamento na alínea a do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Acórdão assim ementado (fls. 72): INDENIZAÇÃO POLICIAL ACIDENTE NO TRABALHO AMPUTAÇÃO TRAUMÁTICA DA FALANGE DISTAL DO 5... DEDO DA MÃO DIREITA RESPONSABILIDADE SUBJETIVA ELEMENTOS AUSÊNCIA DE PROVA DE CULPA DO ESTADO RISCO DA ATIVIDADE IMPROCEDÊNCIA. Se a questão abordada nos autos não se refere a danos causados a terceiro por agente público, mas de danos que teriam sido causados a este, o próprio agente, em decorrência do exercício de sua função, por acidente do trabalho, a responsabilidade é subjetiva, não estando amparada pelo § 6... do art. 37 da Constituição da República, mas pelo direito comum, de indenização por ato ilícito e, como tal há de se demonstrar os três elementos indispensáveis: culpa, dano e nexo entre ambos. Não cabe se falar em indenização pelo Estado, por acidente havido com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 174 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG policial, no exercício de sua função, quando pulava um muro para capturar meliante e do qual decorreu amputação traumática da falange distal do 5... dedo da mão direita, se não agiu com culpa o ente público e o risco é inerente à atividade do policial. 3. Pois bem, o recorrente alega ofensa ao inciso X do art. 5... e ao § 6... do art. 37 da Carta Magna de 1988. 4. Tenho que a insurgência merece acolhida. Isso porque o entendimento adotado pela instância judicante de origem destoa da jurisprudência desta nossa Casa de Justiça. 5. Com efeito, segundo decidido no AI 473.381-AgR, da relatoria do ministro Carlos Velloso, descabe ao intérprete fazer distinções quanto ao vocábulo terceiro contido no § 6... do art. 37 da Constituição Federal, devendo o Estado responder pelos danos causados por seus agentes qualquer que seja a vítima . É que o vocábulo "terceiros" se reporta àqueles que tenham suportado o dano. Restringir o sentido da palavra significa esvaziar a norma do § 6... do artigo 37 do Magno Texto, estabelecendo distinção nele não contemplada. Significa ir na contramão da tendência ampliativa dos casos de responsabilização objetiva do Estado, há tempos assumida pela doutrina e pela jurisprudência. 6. No mesmo sentido, vejam-se os REs 176.564, da relatoria do ministro Marco Aurélio; 425.278, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; e 508.125, da relatoria do ministro Cezar Peluso. Ante o exposto, e frente aos §§ 3... e 4... do art. 544 do Código de Processo Civil (na redação anterior à da Lei 12.322/2010), provejo o agravo de instrumento e, na seqüência, conheço o recurso extraordinário para dar-lhe provimento e restabelecer a sentença.” Não merecem ser acolhidas as razões da parte recorrente. Em relação à alegação de deficiência na formação do agravo de instrumento, sob o fundamento na ausência do relatório do acórdão do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Supremo Tribunal Federal AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG policial, no exercício de sua função, quando pulava um muro para capturar meliante e do qual decorreu amputação traumática da falange distal do 5... dedo da mão direita, se não agiu com culpa o ente público e o risco é inerente à atividade do policial. 3. Pois bem, o recorrente alega ofensa ao inciso X do art. 5... e ao § 6... do art. 37 da Carta Magna de 1988. 4. Tenho que a insurgência merece acolhida. Isso porque o entendimento adotado pela instância judicante de origem destoa da jurisprudência desta nossa Casa de Justiça. 5. Com efeito, segundo decidido no AI 473.381-AgR, da relatoria do ministro Carlos Velloso, descabe ao intérprete fazer distinções quanto ao vocábulo terceiro contido no § 6... do art. 37 da Constituição Federal, devendo o Estado responder pelos danos causados por seus agentes qualquer que seja a vítima . É que o vocábulo "terceiros" se reporta àqueles que tenham suportado o dano. Restringir o sentido da palavra significa esvaziar a norma do § 6... do artigo 37 do Magno Texto, estabelecendo distinção nele não contemplada. Significa ir na contramão da tendência ampliativa dos casos de responsabilização objetiva do Estado, há tempos assumida pela doutrina e pela jurisprudência. 6. No mesmo sentido, vejam-se os REs 176.564, da relatoria do ministro Marco Aurélio; 425.278, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; e 508.125, da relatoria do ministro Cezar Peluso. Ante o exposto, e frente aos §§ 3... e 4... do art. 544 do Código de Processo Civil (na redação anterior à da Lei 12.322/2010), provejo o agravo de instrumento e, na seqüência, conheço o recurso extraordinário para dar-lhe provimento e restabelecer a sentença.” Não merecem ser acolhidas as razões da parte recorrente. Em relação à alegação de deficiência na formação do agravo de instrumento, sob o fundamento na ausência do relatório do acórdão do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 175 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG Tribunal de origem, verifica-se que essa irregularidade não impede o conhecimento do recurso. Com efeito, a ausência do relatório do acórdão impugnado pelo agravado não comprometeu a compreensão da controvérsia, uma vez que o voto condutor do acórdão do Tribunal de origem trouxe trechos em que é possível identificar o caso, bem como os fundamentos alegados pelas partes. A propósito, confiram-se os seguintes trechos do voto do acórdão em questão (fl. 73-74): “Tratam os autos do pedido de indenização formulado pelo Policial Militar Paulo Sérgio da Cruz contra o Estado de Minas Gerais, por danos morais e estéticos que lhe teriam sido causados em acidente no trabalho e que lhe ocasionaram a amputação traumática da falange distal do 5... dedo da mão direita. O Autor fundamentou os pedidos formulados no §6... do art. 37 e inciso X do art. 5... da Constituição Federal de 1988, tendo a sentença julgado estes parcialmente procedentes, condenando o réu a lhe indenizar com a quantia de R$10.000,00 a título de danos morais e outros R$10.000,00 a título de dano estético, ambas corrigidas monetariamente e acrescidas de juros de 1% ao mês a partir desta sentença e até o efetivo pagamento, mais 1/3 das custas processuais e em honorários advocatícios. Irresignadas, recorreram ambas as partes. O Estado, com alegação preliminar de ausência do interesse de agir do autor e, no mérito, pela improcedência do pedido ou a reforma do valor da condenação e redução do valor dos honorários e o autor, por seu turno, tão-somente no que se refere ao valor da indenização, que pretende ver majorada.” No mesmo sentido, veja-se o seguinte precedente: “EMENTAS: 1. DECISÃO. Acórdão. Relatório. Falta. Não caracterização. Resumo da demanda. Inclusão no voto. Suficiência. Inteligência do art. 544, § 1..., do Código de Processo Civil. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Supremo Tribunal Federal AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG Tribunal de origem, verifica-se que essa irregularidade não impede o conhecimento do recurso. Com efeito, a ausência do relatório do acórdão impugnado pelo agravado não comprometeu a compreensão da controvérsia, uma vez que o voto condutor do acórdão do Tribunal de origem trouxe trechos em que é possível identificar o caso, bem como os fundamentos alegados pelas partes. A propósito, confiram-se os seguintes trechos do voto do acórdão em questão (fl. 73-74): “Tratam os autos do pedido de indenização formulado pelo Policial Militar Paulo Sérgio da Cruz contra o Estado de Minas Gerais, por danos morais e estéticos que lhe teriam sido causados em acidente no trabalho e que lhe ocasionaram a amputação traumática da falange distal do 5... dedo da mão direita. O Autor fundamentou os pedidos formulados no §6... do art. 37 e inciso X do art. 5... da Constituição Federal de 1988, tendo a sentença julgado estes parcialmente procedentes, condenando o réu a lhe indenizar com a quantia de R$10.000,00 a título de danos morais e outros R$10.000,00 a título de dano estético, ambas corrigidas monetariamente e acrescidas de juros de 1% ao mês a partir desta sentença e até o efetivo pagamento, mais 1/3 das custas processuais e em honorários advocatícios. Irresignadas, recorreram ambas as partes. O Estado, com alegação preliminar de ausência do interesse de agir do autor e, no mérito, pela improcedência do pedido ou a reforma do valor da condenação e redução do valor dos honorários e o autor, por seu turno, tão-somente no que se refere ao valor da indenização, que pretende ver majorada.” No mesmo sentido, veja-se o seguinte precedente: “EMENTAS: 1. DECISÃO. Acórdão. Relatório. Falta. Não caracterização. Resumo da demanda. Inclusão no voto. Suficiência. Inteligência do art. 544, § 1..., do Código de Processo Civil. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 176 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG regimental não provido. Não é defeituoso o traslado do acórdão que, suposto não tendo capítulo formal de relatório, apresenta, no bojo do voto, preciso resumo da demanda. 2. DECISÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. Inadmissibilidade. Peça obrigatória. Certidão de intimação do acórdão da apelação. Falta. Certidão de intimação do acórdão dos embargos. Apresentação. Possibilidade de aferição da tempestividade. Inaplicabilidade da súmula 639. Em que pese a ausência de cópia da certidão de intimação do acórdão da apelação, o traslado da certidão do acórdão dos embargos de declaração, integrativo do aresto recorrido, permite a aferição de tempestividade, o que afasta o óbice da súmula 639. 3. RECURSO. Agravo regimental. Interposição contra decisão que provê agravo de instrumento regular, para subida do extraordinário. Inexistência de preclusão e de prejuízo. Agravo não conhecido. Aplicação da súmula 289. Da decisão que provê agravo de instrumento para subida e melhor exame do recurso extraordinário, não cabe agravo regimental, salvo quando se afirme incognoscível o agravo de instrumento. (AI 662476 AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe de 19/6/2009)” Quanto às demais questões, não há reparo a fazer no entendimento aplicado pelo Min. AYRES BRITTO. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Supremo Tribunal Federal AI 693673 AGR-SEGUNDO / MG regimental não provido. Não é defeituoso o traslado do acórdão que, suposto não tendo capítulo formal de relatório, apresenta, no bojo do voto, preciso resumo da demanda. 2. DECISÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. Inadmissibilidade. Peça obrigatória. Certidão de intimação do acórdão da apelação. Falta. Certidão de intimação do acórdão dos embargos. Apresentação. Possibilidade de aferição da tempestividade. Inaplicabilidade da súmula 639. Em que pese a ausência de cópia da certidão de intimação do acórdão da apelação, o traslado da certidão do acórdão dos embargos de declaração, integrativo do aresto recorrido, permite a aferição de tempestividade, o que afasta o óbice da súmula 639. 3. RECURSO. Agravo regimental. Interposição contra decisão que provê agravo de instrumento regular, para subida do extraordinário. Inexistência de preclusão e de prejuízo. Agravo não conhecido. Aplicação da súmula 289. Da decisão que provê agravo de instrumento para subida e melhor exame do recurso extraordinário, não cabe agravo regimental, salvo quando se afirme incognoscível o agravo de instrumento. (AI 662476 AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe de 19/6/2009)” Quanto às demais questões, não há reparo a fazer no entendimento aplicado pelo Min. AYRES BRITTO. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11DB-BDD4-DF64-F0DB e senha A922-7A67-051E-CCD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 177 Extrato de Ata - 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.673 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : PAULO SÉRGIO CRUZ ADV.(A/S) : SIMONE GONÇALVES DA COSTA (79924/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 005D-BFDA-6184-8CA8 e senha BBC9-FE9D-19F3-8A6B Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.673 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : PAULO SÉRGIO CRUZ ADV.(A/S) : SIMONE GONÇALVES DA COSTA (79924/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 005D-BFDA-6184-8CA8 e senha BBC9-FE9D-19F3-8A6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8 178
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 288 / Supremo Tribunal Federal", "AI 693673 AGR -", "AI 693673", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 693 . 673", "AI 693673 AGR", "AI 473 . 381 - AgR", "REs 176 . 564", "425", ".", "508", "AI 693673 AGR", "AI 473 . 381 - AgR", "REs 176 . 564", "425", ".", "278", "508", ".", "125", "AI 693673", "AI 693673 AGR - SEGUNDO / MG", "AI 693673", "AI 662476 AgR", "AI 693673 AGR", "AI 662476 AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 693 . 673", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 693 ." ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 .", "alínea a do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana", "§ 6 . . . do art . 37 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana", "art . 37 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso X do art . 5 . . . e", "§ 6 . . . do art . 37 da Constituição Federal", "art . 544 do Código de Processo Civil", "Lei 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso X do art . 5", "§ 6 . . . do art . 37 da Carta Magna de 1988", "§", "§", "§", "Lei 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 e inciso X do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "art . 544 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Estado de Minas Gerais", "Estado de Minas Gerais", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "SEGUNDO", "/", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "SEGUNDO", "/", "MG", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SEGUNDO", "/", "MG", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDO", "/", "Segunda Turma", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "PAULO SÉRGIO CRUZ", "SIMONE GONÇALVES DA COSTA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "PAULO SÉRGIO CRUZ", "SIMONE GONÇALVES DA COSTA", "ALEXANDRE DE MORAES", "AYRES BRITTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "PAULO SÉRGIO CRUZ", "SIMONE GONÇALVES DA COSTA", "ALEXANDRE DE MORAES", "AYRES BRITTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Carlos Velloso", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluso", "Carlos Velloso", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluso", "ALEXANDRE DE MORAES", "Paulo Sérgio da Cruz", "Paulo Sérgio da Cruz", "ALEXANDRE DE MORAES", "CEZAR PELUSO", "AYRES BRITTO", "CEZAR PELUSO", "AYRES BRITTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "PAULO SÉRGIO CRUZ", "SIMONE GONÇALVES DA COSTA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "PAULO SÉRGIO CRUZ", "SIMONE GONÇALVES DA COSTA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "31", "/", "08", "/", "2018", "31 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "6", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "6", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", ".", "8", ".", "2018", "30", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "8", ".", "2018", "30", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO Ementa : AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. O acórdão do Tribunal de origem está em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 31 de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0D2-90F6-3FFA-CF16 e senha 9E22-9B21-AD65-04EF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido apresenta entendimento dissonante com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Sustenta a parte agravante, em suma, que os precedentes apontados na decisão agravada não refletem a jurisprudência dominante do STF, que possui entendimento no sentido de ser necessária a demonstração de vínculo funcional entre os representados e a parte ré. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB08-AA82-5145-7070 e senha 2243-C994-2ED8-B560 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido apresenta entendimento dissonante com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Sustenta a parte agravante, em suma, que os precedentes apontados na decisão agravada não refletem a jurisprudência dominante do STF, que possui entendimento no sentido de ser necessária a demonstração de vínculo funcional entre os representados e a parte ré. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB08-AA82-5145-7070 e senha 2243-C994-2ED8-B560 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada, da lavra do ilustre Min. AYRES BRITTO: “DECISÃO : vistos, etc. Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea a do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Acórdão assim ementado (fls. 864): CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. RECOMPOSIÇÃO DE VENCIMENTOS. AÇÃO PROPOSTA POR ENTIDADE ASSOCIATIVA. INEXISTÊNCIA DE PROVA QUANTO AO VÍNCULO FUNCIONAL ENTRE A RÉ E OS SERVIDORES EM FAVOR DOS QUAIS A AÇÃO VEIO A SER INTENTADA. 1. Orientação jurisprudencial assente nesta Turma a de que a legitimação ativa das entidades sindicais ou associativas, em ações nas quais vindicam recomposição de vencimentos em favor de seus sindicalizados ou associados, pressupõe efetiva comprovação da existência de vínculo funcional entre estes e o réu. 2. Inexistência, no caso, da prova do vínculo funcional entre a ré e os servidores em benefício dos quais a demanda veio a ser intentada. 3. Processo julgado extinto, sem apreciação do mérito, nos termos do artigo 267, inciso VI e parágrafo 3º, do Código de Processo Civil. 4. Recursos de apelação e remessa oficial que se julga prejudicados. 2. Pois bem, a parte recorrente aponta violação ao inciso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1520-6D26-505F-01D9 e senha F0FE-B209-88D4-F65E Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada, da lavra do ilustre Min. AYRES BRITTO: “DECISÃO : vistos, etc. Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea a do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Acórdão assim ementado (fls. 864): CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. RECOMPOSIÇÃO DE VENCIMENTOS. AÇÃO PROPOSTA POR ENTIDADE ASSOCIATIVA. INEXISTÊNCIA DE PROVA QUANTO AO VÍNCULO FUNCIONAL ENTRE A RÉ E OS SERVIDORES EM FAVOR DOS QUAIS A AÇÃO VEIO A SER INTENTADA. 1. Orientação jurisprudencial assente nesta Turma a de que a legitimação ativa das entidades sindicais ou associativas, em ações nas quais vindicam recomposição de vencimentos em favor de seus sindicalizados ou associados, pressupõe efetiva comprovação da existência de vínculo funcional entre estes e o réu. 2. Inexistência, no caso, da prova do vínculo funcional entre a ré e os servidores em benefício dos quais a demanda veio a ser intentada. 3. Processo julgado extinto, sem apreciação do mérito, nos termos do artigo 267, inciso VI e parágrafo 3º, do Código de Processo Civil. 4. Recursos de apelação e remessa oficial que se julga prejudicados. 2. Pois bem, a parte recorrente aponta violação ao inciso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1520-6D26-505F-01D9 e senha F0FE-B209-88D4-F65E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 544999 AGR / DF XXI do art. 5º da Constituição Federal. Sustenta que a exigência de comprovação do vínculo funcional dos beneficiários da ação em tela com a ora Recorrida não pode prosperar. Decerto, em casos de substituição processual, com o é o presente, a legitimidade da Recorrente de forma alguma pode ser condicionada a esse tipo de exigência, uma vez que a associação atua judicialmente em nome próprio (sic , fls. 919). 3. Tenho que a insurgência merece acolhida. É que o entendimento adotado pela tribunal de origem destoa da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Este nosso Tribunal entende que a legitimidade do sindicato é ampla para representar os interesses da categoria, independentemente de comprovação de vínculo funcional entre o demandado e seus representados, desde que o processo esteja na fase de conhecimento (sendo esse o caso dos autos). Por esclarecedor, reproduzo o seguinte trecho do RE 363.860-AgR, da relatoria do ministro Cezar Peluso: Ora, se o sindicato atua em nome próprio, mas na defesa de direito alheio, inclusive com a possibilidade de substituir todos os trabalhadores da categoria, é prescindível a comprovação, durante a ação de conhecimento, que é o caso dos autos, do vínculo funcional de cada substituído. Tal exigência somente se verifica nas fases posteriores ao reconhecimento do direito - liquidação e execução de sentença - quando, aí sim, será individualizado cada crédito, inclusive com a comprovação de enquadramento dos exeqüentes ao dispositivo condenatório da sentença. 4. Nesse mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados: AI 760.327-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; RE 430.082, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; e o MS 26.156, da relatoria da ministra Cármen Lúcia. Isso posto, e frente ao § 1º-A do art. 557 do CPC, dou provimento ao recurso. O que faço para reconhecer a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1520-6D26-505F-01D9 e senha F0FE-B209-88D4-F65E Supremo Tribunal Federal RE 544999 AGR / DF XXI do art. 5º da Constituição Federal. Sustenta que a exigência de comprovação do vínculo funcional dos beneficiários da ação em tela com a ora Recorrida não pode prosperar. Decerto, em casos de substituição processual, com o é o presente, a legitimidade da Recorrente de forma alguma pode ser condicionada a esse tipo de exigência, uma vez que a associação atua judicialmente em nome próprio (sic , fls. 919). 3. Tenho que a insurgência merece acolhida. É que o entendimento adotado pela tribunal de origem destoa da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Este nosso Tribunal entende que a legitimidade do sindicato é ampla para representar os interesses da categoria, independentemente de comprovação de vínculo funcional entre o demandado e seus representados, desde que o processo esteja na fase de conhecimento (sendo esse o caso dos autos). Por esclarecedor, reproduzo o seguinte trecho do RE 363.860-AgR, da relatoria do ministro Cezar Peluso: Ora, se o sindicato atua em nome próprio, mas na defesa de direito alheio, inclusive com a possibilidade de substituir todos os trabalhadores da categoria, é prescindível a comprovação, durante a ação de conhecimento, que é o caso dos autos, do vínculo funcional de cada substituído. Tal exigência somente se verifica nas fases posteriores ao reconhecimento do direito - liquidação e execução de sentença - quando, aí sim, será individualizado cada crédito, inclusive com a comprovação de enquadramento dos exeqüentes ao dispositivo condenatório da sentença. 4. Nesse mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados: AI 760.327-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; RE 430.082, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; e o MS 26.156, da relatoria da ministra Cármen Lúcia. Isso posto, e frente ao § 1º-A do art. 557 do CPC, dou provimento ao recurso. O que faço para reconhecer a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1520-6D26-505F-01D9 e senha F0FE-B209-88D4-F65E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 544999 AGR / DF legitimidade ativa do recorrente e determinar que a instância judicante de origem prossiga no julgamento do feito.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Saliente-se que a diretriz colocada no decisum vem sendo mantida pelo SUPREMO. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Legitimidade processual. Sindicato. Desnecessidade de comprovação, na fase de conhecimento, de vínculo funcional dos filiados. 1. A decisão agravada está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, a qual reconhece a ampla legitimidade de sindicato para atuar como substituto processual nas ações em que responde pela defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais dos trabalhadores integrantes da categoria. 2. Tampouco se pode exigir, ainda na fase de conhecimento, efetiva comprovação de vínculo funcional dos filiados. Precedentes. 3. Agravo regimental não provido. (AI 840917 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 5/11/2013)” E ainda: RE 1.105.334, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 30/4/2018. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1520-6D26-505F-01D9 e senha F0FE-B209-88D4-F65E Supremo Tribunal Federal RE 544999 AGR / DF legitimidade ativa do recorrente e determinar que a instância judicante de origem prossiga no julgamento do feito.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Saliente-se que a diretriz colocada no decisum vem sendo mantida pelo SUPREMO. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Legitimidade processual. Sindicato. Desnecessidade de comprovação, na fase de conhecimento, de vínculo funcional dos filiados. 1. A decisão agravada está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, a qual reconhece a ampla legitimidade de sindicato para atuar como substituto processual nas ações em que responde pela defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais dos trabalhadores integrantes da categoria. 2. Tampouco se pode exigir, ainda na fase de conhecimento, efetiva comprovação de vínculo funcional dos filiados. Precedentes. 3. Agravo regimental não provido. (AI 840917 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 5/11/2013)” E ainda: RE 1.105.334, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 30/4/2018. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1520-6D26-505F-01D9 e senha F0FE-B209-88D4-F65E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Não se tem ação coletiva formalizada por sindicato, considerado o artigo 8º, inciso III, da Constituição Federal, mas por associação de servidores públicos, cuja regência encontra-se no artigo 5º, inciso XXI. Observada essa distinção, o pronunciamento do Tribunal de origem mostra-se harmônico com a diretriz fixada pelo Supremo nos recursos extraordinários nº 573.232 e 612.043, Temas nº 82 e 499 do repertório de repercussão geral, de minha relatoria. Reporto-me à tese adotada no segundo precedente, no qual veio a ser confirmada a orientação versada no primeiro: “A eficácia subjetiva da coisa julgada formada a partir de ação coletiva, de rito ordinário, ajuizada por associação civil na defesa de interesses dos associados, somente alcança os filiados, residentes no âmbito da jurisdição do órgão julgador, que o fossem em momento anterior ou até a data da propositura da demanda, constantes da relação jurídica juntada à inicial do processo de conhecimento”. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A34A-3EF3-03A4-43BC e senha 767B-66B8-8E3A-87A9 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Não se tem ação coletiva formalizada por sindicato, considerado o artigo 8º, inciso III, da Constituição Federal, mas por associação de servidores públicos, cuja regência encontra-se no artigo 5º, inciso XXI. Observada essa distinção, o pronunciamento do Tribunal de origem mostra-se harmônico com a diretriz fixada pelo Supremo nos recursos extraordinários nº 573.232 e 612.043, Temas nº 82 e 499 do repertório de repercussão geral, de minha relatoria. Reporto-me à tese adotada no segundo precedente, no qual veio a ser confirmada a orientação versada no primeiro: “A eficácia subjetiva da coisa julgada formada a partir de ação coletiva, de rito ordinário, ajuizada por associação civil na defesa de interesses dos associados, somente alcança os filiados, residentes no âmbito da jurisdição do órgão julgador, que o fossem em momento anterior ou até a data da propositura da demanda, constantes da relação jurídica juntada à inicial do processo de conhecimento”. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A34A-3EF3-03A4-43BC e senha 767B-66B8-8E3A-87A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) : ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO (09930/DF, 154525/MG) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9543-BF64-0F42-3453 e senha 712B-2FA9-F5BD-14A0 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) : ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO (09930/DF, 154525/MG) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9543-BF64-0F42-3453 e senha 712B-2FA9-F5BD-14A0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748212828
2018-08-31T00:00:00
2018-09-17T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa : AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. O acórdão do Tribunal de origem está em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur390742
- Acórdão(s) citado(s): (AÇÃO COLETIVA, EFICÁCIA SUBJETIVA DA COISA JULGADA, ALCANCE) RE 573232 RG, RE 612043 RG. (LEGITIMIDADE PROCESSUAL, SINDICATO, COMPROVAÇÃO, VÍNCULO FUNCIONAL) AI 840917 AgR (1ªT). - Decisão monocrática citada: (LEGITIMIDADE PROCESSUAL, SINDICATO, COMPROVAÇÃO, VÍNCULO FUNCIONAL) RE 1105334. Número de páginas: 7. Análise: 03/10/2018, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
544999
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00021 ART-00008 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 544999 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) : ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO Ementa : AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. O acórdão do Tribunal de origem está em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 31 de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0D2-90F6-3FFA-CF16 e senha 9E22-9B21-AD65-04EF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido apresenta entendimento dissonante com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Sustenta a parte agravante, em suma, que os precedentes apontados na decisão agravada não refletem a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, que possui entendimento no sentido de ser necessária a demonstração de vínculo funcional entre os representados e a parte ré. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB08-AA82-5145-7070 e senha 2243-C994-2ED8-B560 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido apresenta entendimento dissonante com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Sustenta a parte agravante, em suma, que os precedentes apontados na decisão agravada não refletem a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, que possui entendimento no sentido de ser necessária a demonstração de vínculo funcional entre os representados e a parte ré. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB08-AA82-5145-7070 e senha 2243-C994-2ED8-B560 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada, da lavra do ilustre Min. AYRES BRITTO: “DECISÃO : vistos, etc. Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea a do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1... Região. Acórdão assim ementado (fls. 864): CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. RECOMPOSIÇÃO DE VENCIMENTOS. AÇÃO PROPOSTA POR ENTIDADE ASSOCIATIVA. INEXISTÊNCIA DE PROVA QUANTO AO VÍNCULO FUNCIONAL ENTRE A RÉ E OS SERVIDORES EM FAVOR DOS QUAIS A AÇÃO VEIO A SER INTENTADA. 1. Orientação jurisprudencial assente nesta Turma a de que a legitimação ativa das entidades sindicais ou associativas, em ações nas quais vindicam recomposição de vencimentos em favor de seus sindicalizados ou associados, pressupõe efetiva comprovação da existência de vínculo funcional entre estes e o réu. 2. Inexistência, no caso, da prova do vínculo funcional entre a ré e os servidores em benefício dos quais a demanda veio a ser intentada. 3. Processo julgado extinto, sem apreciação do mérito, nos termos do artigo 267, inciso VI e parágrafo 3..., do Código de Processo Civil. 4. Recursos de apelação e remessa oficial que se julga prejudicados. 2. Pois bem, a parte recorrente aponta violação ao inciso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1520-6D26-505F-01D9 e senha F0FE-B209-88D4-F65E Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada, da lavra do ilustre Min. AYRES BRITTO: “DECISÃO : vistos, etc. Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea a do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1... Região. Acórdão assim ementado (fls. 864): CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. RECOMPOSIÇÃO DE VENCIMENTOS. AÇÃO PROPOSTA POR ENTIDADE ASSOCIATIVA. INEXISTÊNCIA DE PROVA QUANTO AO VÍNCULO FUNCIONAL ENTRE A RÉ E OS SERVIDORES EM FAVOR DOS QUAIS A AÇÃO VEIO A SER INTENTADA. 1. Orientação jurisprudencial assente nesta Turma a de que a legitimação ativa das entidades sindicais ou associativas, em ações nas quais vindicam recomposição de vencimentos em favor de seus sindicalizados ou associados, pressupõe efetiva comprovação da existência de vínculo funcional entre estes e o réu. 2. Inexistência, no caso, da prova do vínculo funcional entre a ré e os servidores em benefício dos quais a demanda veio a ser intentada. 3. Processo julgado extinto, sem apreciação do mérito, nos termos do artigo 267, inciso VI e parágrafo 3..., do Código de Processo Civil. 4. Recursos de apelação e remessa oficial que se julga prejudicados. 2. Pois bem, a parte recorrente aponta violação ao inciso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1520-6D26-505F-01D9 e senha F0FE-B209-88D4-F65E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 544999 AGR / DF XXI do art. 5... da Constituição Federal. Sustenta que a exigência de comprovação do vínculo funcional dos beneficiários da ação em tela com a ora Recorrida não pode prosperar. Decerto, em casos de substituição processual, com o é o presente, a legitimidade da Recorrente de forma alguma pode ser condicionada a esse tipo de exigência, uma vez que a associação atua judicialmente em nome próprio (sic , fls. 919). 3. Tenho que a insurgência merece acolhida. É que o entendimento adotado pela tribunal de origem destoa da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Este nosso Tribunal entende que a legitimidade do sindicato é ampla para representar os interesses da categoria, independentemente de comprovação de vínculo funcional entre o demandado e seus representados, desde que o processo esteja na fase de conhecimento (sendo esse o caso dos autos). Por esclarecedor, reproduzo o seguinte trecho do Recurso Extraordinário 363.860-AgR, da relatoria do ministro Cezar Peluso: Ora, se o sindicato atua em nome próprio, mas na defesa de direito alheio, inclusive com a possibilidade de substituir todos os trabalhadores da categoria, é prescindível a comprovação, durante a ação de conhecimento, que é o caso dos autos, do vínculo funcional de cada substituído. Tal exigência somente se verifica nas fases posteriores ao reconhecimento do direito - liquidação e execução de sentença - quando, aí sim, será individualizado cada crédito, inclusive com a comprovação de enquadramento dos exeqüentes ao dispositivo condenatório da sentença. 4. Nesse mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados: AI 760.327-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 430.082, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; e o MS 26.156, da relatoria da ministra Cármen Lúcia. Isso posto, e frente ao § 1...-A do art. 557 do Código de Processo Civil, dou provimento ao recurso. O que faço para reconhecer a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1520-6D26-505F-01D9 e senha F0FE-B209-88D4-F65E Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 544999 AGR / DF XXI do art. 5... da Constituição Federal. Sustenta que a exigência de comprovação do vínculo funcional dos beneficiários da ação em tela com a ora Recorrida não pode prosperar. Decerto, em casos de substituição processual, com o é o presente, a legitimidade da Recorrente de forma alguma pode ser condicionada a esse tipo de exigência, uma vez que a associação atua judicialmente em nome próprio (sic , fls. 919). 3. Tenho que a insurgência merece acolhida. É que o entendimento adotado pela tribunal de origem destoa da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Este nosso Tribunal entende que a legitimidade do sindicato é ampla para representar os interesses da categoria, independentemente de comprovação de vínculo funcional entre o demandado e seus representados, desde que o processo esteja na fase de conhecimento (sendo esse o caso dos autos). Por esclarecedor, reproduzo o seguinte trecho do Recurso Extraordinário 363.860-AgR, da relatoria do ministro Cezar Peluso: Ora, se o sindicato atua em nome próprio, mas na defesa de direito alheio, inclusive com a possibilidade de substituir todos os trabalhadores da categoria, é prescindível a comprovação, durante a ação de conhecimento, que é o caso dos autos, do vínculo funcional de cada substituído. Tal exigência somente se verifica nas fases posteriores ao reconhecimento do direito - liquidação e execução de sentença - quando, aí sim, será individualizado cada crédito, inclusive com a comprovação de enquadramento dos exeqüentes ao dispositivo condenatório da sentença. 4. Nesse mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados: AI 760.327-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 430.082, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; e o MS 26.156, da relatoria da ministra Cármen Lúcia. Isso posto, e frente ao § 1...-A do art. 557 do Código de Processo Civil, dou provimento ao recurso. O que faço para reconhecer a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1520-6D26-505F-01D9 e senha F0FE-B209-88D4-F65E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 544999 AGR / DF legitimidade ativa do recorrente e determinar que a instância judicante de origem prossiga no julgamento do feito.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Saliente-se que a diretriz colocada no decisum vem sendo mantida pelo SUPREMO. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Legitimidade processual. Sindicato. Desnecessidade de comprovação, na fase de conhecimento, de vínculo funcional dos filiados. 1. A decisão agravada está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, a qual reconhece a ampla legitimidade de sindicato para atuar como substituto processual nas ações em que responde pela defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais dos trabalhadores integrantes da categoria. 2. Tampouco se pode exigir, ainda na fase de conhecimento, efetiva comprovação de vínculo funcional dos filiados. Precedentes. 3. Agravo regimental não provido. (AI 840917 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 5/11/2013)” E ainda: Recurso Extraordinário 1.105.334, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 30/4/2018. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1520-6D26-505F-01D9 e senha F0FE-B209-88D4-F65E Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 544999 AGR / DF legitimidade ativa do recorrente e determinar que a instância judicante de origem prossiga no julgamento do feito.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Saliente-se que a diretriz colocada no decisum vem sendo mantida pelo SUPREMO. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Legitimidade processual. Sindicato. Desnecessidade de comprovação, na fase de conhecimento, de vínculo funcional dos filiados. 1. A decisão agravada está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, a qual reconhece a ampla legitimidade de sindicato para atuar como substituto processual nas ações em que responde pela defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais dos trabalhadores integrantes da categoria. 2. Tampouco se pode exigir, ainda na fase de conhecimento, efetiva comprovação de vínculo funcional dos filiados. Precedentes. 3. Agravo regimental não provido. (AI 840917 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 5/11/2013)” E ainda: Recurso Extraordinário 1.105.334, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 30/4/2018. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1520-6D26-505F-01D9 e senha F0FE-B209-88D4-F65E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Não se tem ação coletiva formalizada por sindicato, considerado o artigo 8..., inciso III, da Constituição Federal, mas por associação de servidores públicos, cuja regência encontra-se no artigo 5..., inciso XXI. Observada essa distinção, o pronunciamento do Tribunal de origem mostra-se harmônico com a diretriz fixada pelo Supremo nos recursos extraordinários n 573.232 e 612.043, Temas n 82 e 499 do repertório de repercussão geral, de minha relatoria. Reporto-me à tese adotada no segundo precedente, no qual veio a ser confirmada a orientação versada no primeiro: “A eficácia subjetiva da coisa julgada formada a partir de ação coletiva, de rito ordinário, ajuizada por associação civil na defesa de interesses dos associados, somente alcança os filiados, residentes no âmbito da jurisdição do órgão julgador, que o fossem em momento anterior ou até a data da propositura da demanda, constantes da relação jurídica juntada à inicial do processo de conhecimento”. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A34A-3EF3-03A4-43BC e senha 767B-66B8-8E3A-87A9 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Não se tem ação coletiva formalizada por sindicato, considerado o artigo 8..., inciso III, da Constituição Federal, mas por associação de servidores públicos, cuja regência encontra-se no artigo 5..., inciso XXI. Observada essa distinção, o pronunciamento do Tribunal de origem mostra-se harmônico com a diretriz fixada pelo Supremo nos recursos extraordinários n 573.232 e 612.043, Temas n 82 e 499 do repertório de repercussão geral, de minha relatoria. Reporto-me à tese adotada no segundo precedente, no qual veio a ser confirmada a orientação versada no primeiro: “A eficácia subjetiva da coisa julgada formada a partir de ação coletiva, de rito ordinário, ajuizada por associação civil na defesa de interesses dos associados, somente alcança os filiados, residentes no âmbito da jurisdição do órgão julgador, que o fossem em momento anterior ou até a data da propositura da demanda, constantes da relação jurídica juntada à inicial do processo de conhecimento”. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A34A-3EF3-03A4-43BC e senha 767B-66B8-8E3A-87A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) : ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO (09930/DF, 154525/MG) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9543-BF64-0F42-3453 e senha 712B-2FA9-F5BD-14A0 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544.999 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ANASPS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) : ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO (09930/DF, 154525/MG) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9543-BF64-0F42-3453 e senha 712B-2FA9-F5BD-14A0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544 . 999", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544 . 999", "Recurso Extraordinário 544999 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 363 . 860 - AgR", "AI 760 . 327 - AgR", "Recurso Extraordinário 430 . 082", "MS 26 . 156", "Recurso Extraordinário 544999 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 363 . 860 - AgR", "AI 760 . 327 - AgR", "Recurso Extraordinário 430 . 082", "MS 26 . 156", "Recurso Extraordinário 544999 AGR / DF", "AI 840917 AgR", "Recurso Extraordinário 1 . 105 . 334", "Recurso Extraordinário 544999 AGR / DF", "AI 840917 AgR", "Recurso Extraordinário 1 . 105 . 334", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544 . 999", "recursos extraordinários n 573 . 232", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544 . 999", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544 . 999", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 544 . 999" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana", "artigo 267 , inciso VI e parágrafo 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana", "artigo 267 , inciso VI e parágrafo 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Constituição Federal", "art . 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "XXI do art . 5 . . . da Constituição Federal", "§ 1 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 8 . . . , inciso III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 8 . . . , inciso III , da Constituição Federal", "artigo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "ANASPS", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "ANASPS", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "ANASPS", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "UNIÃO", "UNIÃO", "ANASPS", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "ANASPS", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "ANASPS", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "ANASPS", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL", "Primeira", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "AYRES BRITTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "AYRES BRITTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Cezar Peluso", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "31", "/", "08", "/", "2018", "31 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "11", "/", "2013", "30", "/", "4", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "11", "/", "2013", "30", "/", "4", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", ".", "8", ".", "2018", "30", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "8", ".", "2018", "30", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.473 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICIPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA ADV.(A/S) :CRISTIANO MIRANDA PRADO AGDO.(A/S) :GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS ADV.(A/S) :JOAO QUINTINO DE MOURA NETO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DO MATERIAL FÁTICO-PROBATÓRIO. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 a 20 de setembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46F2-F642-114E-11ED e senha 5A69-D96C-FF8F-FEA7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.473 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICIPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA ADV.(A/S) :CRISTIANO MIRANDA PRADO AGDO.(A/S) :GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS ADV.(A/S) :JOAO QUINTINO DE MOURA NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno apresentado contra decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o seguinte fundamento: “considerando-se que o aresto vergastado concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restarem configurados os elementos da responsabilidade civil, para se chegar a entendimento diverso, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário, tendo em vista o óbice contido na Súmula nº 279/STF”. 2. A parte agravante alega que “a única informação fática necessária para a análise das razões recursais é fincada em fato delineado no próprio Acórdão de que a desavença travada entre servidora do Agravante e a Agravada assumiu natureza pessoal e desbordou das funções desenvolvidas pela servidora, ou seja, nada teve a ver com a função desempenhada como preposta do Poder Público”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-40D1-A92F-C310 e senha B2AA-EE70-101F-CCD5 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.473 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICIPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA ADV.(A/S) :CRISTIANO MIRANDA PRADO AGDO.(A/S) :GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS ADV.(A/S) :JOAO QUINTINO DE MOURA NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno apresentado contra decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o seguinte fundamento: “considerando-se que o aresto vergastado concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restarem configurados os elementos da responsabilidade civil, para se chegar a entendimento diverso, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário, tendo em vista o óbice contido na Súmula nº 279/STF”. 2. A parte agravante alega que “a única informação fática necessária para a análise das razões recursais é fincada em fato delineado no próprio Acórdão de que a desavença travada entre servidora do Agravante e a Agravada assumiu natureza pessoal e desbordou das funções desenvolvidas pela servidora, ou seja, nada teve a ver com a função desempenhada como preposta do Poder Público”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-40D1-A92F-C310 e senha B2AA-EE70-101F-CCD5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.473 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido – no sentido de se verificar a responsabilidade do Estado, ou seja, a existência de dano; a prova da conduta da Administração; e a presença do nexo causal entre a conduta administrativa e o dano ocorrido –, seria imprescindível a análise dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na hipótese, a Súmula 279/STF. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/STF. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. O Supremo Tribunal Federal já assentou que os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59D4-212C-D887-59BF e senha 0B65-693F-036C-0060 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.473 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido – no sentido de se verificar a responsabilidade do Estado, ou seja, a existência de dano; a prova da conduta da Administração; e a presença do nexo causal entre a conduta administrativa e o dano ocorrido –, seria imprescindível a análise dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na hipótese, a Súmula 279/STF. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/STF. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. O Supremo Tribunal Federal já assentou que os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59D4-212C-D887-59BF e senha 0B65-693F-036C-0060 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1135473 AGR / SE elementos configuradores da responsabilidade objetiva do Estado são: (i) existência de dano; (ii) prova da conduta da Administração; (iii) presença do nexo causal entre a conduta administrativa e o dano ocorrido; e (iv) ausência de causa excludente da responsabilidade. 2. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou- se no sentido de que pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público possui responsabilidade objetiva em relação a terceiros usuários e não usuários do serviço público. Precedentes. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa.” (ARE 886.570-ED, de minha relatoria). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. ATO PRATICADO POR POLICIAIS MILITARES. NEXO CAUSAL. DANO MORAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES NÃO APRESENTADAS. MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA: IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 962.558-AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59D4-212C-D887-59BF e senha 0B65-693F-036C-0060 Supremo Tribunal Federal ARE 1135473 AGR / SE elementos configuradores da responsabilidade objetiva do Estado são: (i) existência de dano; (ii) prova da conduta da Administração; (iii) presença do nexo causal entre a conduta administrativa e o dano ocorrido; e (iv) ausência de causa excludente da responsabilidade. 2. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou- se no sentido de que pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público possui responsabilidade objetiva em relação a terceiros usuários e não usuários do serviço público. Precedentes. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa.” (ARE 886.570-ED, de minha relatoria). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. ATO PRATICADO POR POLICIAIS MILITARES. NEXO CAUSAL. DANO MORAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES NÃO APRESENTADAS. MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA: IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 962.558-AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59D4-212C-D887-59BF e senha 0B65-693F-036C-0060 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1135473 AGR / SE 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59D4-212C-D887-59BF e senha 0B65-693F-036C-0060 Supremo Tribunal Federal ARE 1135473 AGR / SE 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59D4-212C-D887-59BF e senha 0B65-693F-036C-0060 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.473 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICIPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA ADV.(A/S) : CRISTIANO MIRANDA PRADO (5794/SE) AGDO.(A/S) : GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS ADV.(A/S) : JOAO QUINTINO DE MOURA NETO (4483/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3568-620A-74B8-113D e senha 2FD6-9059-A371-3573 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.473 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICIPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA ADV.(A/S) : CRISTIANO MIRANDA PRADO (5794/SE) AGDO.(A/S) : GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS ADV.(A/S) : JOAO QUINTINO DE MOURA NETO (4483/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3568-620A-74B8-113D e senha 2FD6-9059-A371-3573 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748302642
2018-09-21T00:00:00
2018-09-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DO MATERIAL FÁTICO-PROBATÓRIO. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur391704
- Acórdão(s) citado(s): (RESPONSABILIDADE DO ESTADO) ARE 886570 ED (1ªT), ARE 962558 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 23/10/2018, AMS.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1135473
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1135473 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICIPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA ADV.(A/S) : CRISTIANO MIRANDA PRADO AGDO.(A/S) : GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS ADV.(A/S) : JOAO QUINTINO DE MOURA NETO
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Ementa e Acórdão 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.473 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICIPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA ADV.(A/S) :CRISTIANO MIRANDA PRADO AGDO.(A/S) :GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS ADV.(A/S) :JOAO QUINTINO DE MOURA NETO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DO MATERIAL FÁTICO-PROBATÓRIO. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 a 20 de setembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46F2-F642-114E-11ED e senha 5A69-D96C-FF8F-FEA7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.473 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICIPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA ADV.(A/S) :CRISTIANO MIRANDA PRADO AGDO.(A/S) :GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS ADV.(A/S) :JOAO QUINTINO DE MOURA NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno apresentado contra decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o seguinte fundamento: “considerando-se que o aresto vergastado concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restarem configurados os elementos da responsabilidade civil, para se chegar a entendimento diverso, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário, tendo em vista o óbice contido na Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal”. 2. A parte agravante alega que “a única informação fática necessária para a análise das razões recursais é fincada em fato delineado no próprio Acórdão de que a desavença travada entre servidora do Agravante e a Agravada assumiu natureza pessoal e desbordou das funções desenvolvidas pela servidora, ou seja, nada teve a ver com a função desempenhada como preposta do Poder Público”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-40D1-A92F-C310 e senha B2AA-EE70-101F-CCD5 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.473 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICIPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA ADV.(A/S) :CRISTIANO MIRANDA PRADO AGDO.(A/S) :GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS ADV.(A/S) :JOAO QUINTINO DE MOURA NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno apresentado contra decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o seguinte fundamento: “considerando-se que o aresto vergastado concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restarem configurados os elementos da responsabilidade civil, para se chegar a entendimento diverso, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário, tendo em vista o óbice contido na Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal”. 2. A parte agravante alega que “a única informação fática necessária para a análise das razões recursais é fincada em fato delineado no próprio Acórdão de que a desavença travada entre servidora do Agravante e a Agravada assumiu natureza pessoal e desbordou das funções desenvolvidas pela servidora, ou seja, nada teve a ver com a função desempenhada como preposta do Poder Público”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-40D1-A92F-C310 e senha B2AA-EE70-101F-CCD5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.473 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido – no sentido de se verificar a responsabilidade do Estado, ou seja, a existência de dano; a prova da conduta da Administração; e a presença do nexo causal entre a conduta administrativa e o dano ocorrido –, seria imprescindível a análise dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na hipótese, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. O Supremo Tribunal Federal já assentou que os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59D4-212C-D887-59BF e senha 0B65-693F-036C-0060 Supremo Tribunal Federal 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.473 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido – no sentido de se verificar a responsabilidade do Estado, ou seja, a existência de dano; a prova da conduta da Administração; e a presença do nexo causal entre a conduta administrativa e o dano ocorrido –, seria imprescindível a análise dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na hipótese, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. O Supremo Tribunal Federal já assentou que os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59D4-212C-D887-59BF e senha 0B65-693F-036C-0060 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1135473 AGR / SE elementos configuradores da responsabilidade objetiva do Estado são: (i) existência de dano; (ii) prova da conduta da Administração; (iii) presença do nexo causal entre a conduta administrativa e o dano ocorrido; e (iv) ausência de causa excludente da responsabilidade. 2. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou- se no sentido de que pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público possui responsabilidade objetiva em relação a terceiros usuários e não usuários do serviço público. Precedentes. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa.” (ARE 886.570-ED, de minha relatoria). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. ATO PRATICADO POR POLICIAIS MILITARES. NEXO CAUSAL. DANO MORAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES NÃO APRESENTADAS. MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA: IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 962.558-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59D4-212C-D887-59BF e senha 0B65-693F-036C-0060 Supremo Tribunal Federal ARE 1135473 AGR / SE elementos configuradores da responsabilidade objetiva do Estado são: (i) existência de dano; (ii) prova da conduta da Administração; (iii) presença do nexo causal entre a conduta administrativa e o dano ocorrido; e (iv) ausência de causa excludente da responsabilidade. 2. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou- se no sentido de que pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público possui responsabilidade objetiva em relação a terceiros usuários e não usuários do serviço público. Precedentes. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa.” (ARE 886.570-ED, de minha relatoria). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. ATO PRATICADO POR POLICIAIS MILITARES. NEXO CAUSAL. DANO MORAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES NÃO APRESENTADAS. MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA: IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 962.558-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59D4-212C-D887-59BF e senha 0B65-693F-036C-0060 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1135473 AGR / SE 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59D4-212C-D887-59BF e senha 0B65-693F-036C-0060 Supremo Tribunal Federal ARE 1135473 AGR / SE 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59D4-212C-D887-59BF e senha 0B65-693F-036C-0060 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 21/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.473 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICIPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA ADV.(A/S) : CRISTIANO MIRANDA PRADO (5794/SE) AGDO.(A/S) : GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS ADV.(A/S) : JOAO QUINTINO DE MOURA NETO (4483/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3568-620A-74B8-113D e senha 2FD6-9059-A371-3573 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.473 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICIPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA ADV.(A/S) : CRISTIANO MIRANDA PRADO (5794/SE) AGDO.(A/S) : GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS ADV.(A/S) : JOAO QUINTINO DE MOURA NETO (4483/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.9.2018 a 20.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3568-620A-74B8-113D e senha 2FD6-9059-A371-3573 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 135 . 473", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 886 . 570 - ED", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 962 . 558 - AgR", "ARE 1135473 AGR / SE", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 886 . 570 - ED", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 962 . 558 - AgR", "ARE 1135473 AGR / SE", "ARE 1135473 AGR / SE" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D ' AJUDA", "Brasília", "MUNICIPIO DE ITAPORANGA D ' AJUDA", "MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D ' AJUDA", "ITAPORANGA", "ITAPORANGA", "MUNICIPIO DE ITAPORANGA D ' AJUDA", "MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D ' AJUDA", "ITAPORANGA D ' AJUDA", "MUNICÍPIO DE ITAPORANGA D ' AJUDA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "CRISTIANO MIRANDA PRADO", "GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS", "JOAO QUINTINO DE MOURA NETO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CRISTIANO MIRANDA PRADO", "GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS", "JOAO QUINTINO DE MOURA NETO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CRISTIANO MIRANDA PRADO", "GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS", "JOAO QUINTINO DE MOURA NETO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CRISTIANO MIRANDA PRADO", "KELLY DOMINGOS SANTOS", "JOAO QUINTINO DE MOURA NETO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "CRISTIANO MIRANDA PRADO", "GRACE KELLY DOMINGOS SANTOS", "JOAO QUINTINO DE MOURA NETO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "21", "/", "09", "/", "2018", "14 a 20 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "09", "/", "2018", "14", ".", "9", ".", "2018", "20", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "9", ".", "2018", "20", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.414 SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :A.S.J. ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO (ART. 157, § 2º, I E II, C/C ART. 70, DO CÓDIGO PENAL); RECEPTAÇÃO (ART. 180, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL) E DESOBEDIÊNCIA (ART. 330 DO CÓDIGO PENAL). ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO PARA O TÉRMINO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz da complexidade da causa, da atuação das partes e do Estado-Juiz. Ação penal que tem tramitado de maneira regular, se consideradas as peculiaridades da causa. Inexistência de mora processual atribuível ao Poder Judiciário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 17 de setembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1FB-46B1-3CBB-C5FD e senha 2FCA-6769-0D8B-09AC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.414 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : A.S.J. ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26BB-8B55-029B-CD8C e senha 8A63-A780-EBD5-8B45 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.414 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : A.S.J. ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26BB-8B55-029B-CD8C e senha 8A63-A780-EBD5-8B45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748275805
2018-09-17T00:00:00
2018-09-25T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO (ART. 157, § 2º, I E II, C/C ART. 70, DO CÓDIGO PENAL); RECEPTAÇÃO (ART. 180, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL) E DESOBEDIÊNCIA (ART. 330 DO CÓDIGO PENAL). ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO PARA O TÉRMINO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz da complexidade da causa, da atuação das partes e do Estado-Juiz. Ação penal que tem tramitado de maneira regular, se consideradas as peculiaridades da causa. Inexistência de mora processual atribuível ao Poder Judiciário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur391331
Número de páginas: 2. Análise: 08/10/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
158414
null
HC-AgR
acordaos
HC 158414 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : A.S.J. ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.414 SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :A.S.J. ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO (ART. 157, § 2..., I E II, C/C ART. 70, DO CÓDIGO PENAL); RECEPTAÇÃO (ART. 180, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL) E DESOBEDIÊNCIA (ART. 330 DO CÓDIGO PENAL). ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO PARA O TÉRMINO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz da complexidade da causa, da atuação das partes e do Estado-Juiz. Ação penal que tem tramitado de maneira regular, se consideradas as peculiaridades da causa. Inexistência de mora processual atribuível ao Poder Judiciário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 17 de setembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1FB-46B1-3CBB-C5FD e senha 2FCA-6769-0D8B-09AC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.414 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : A.S.J. ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26BB-8B55-029B-CD8C e senha 8A63-A780-EBD5-8B45 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.414 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : A.S.J. ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26BB-8B55-029B-CD8C e senha 8A63-A780-EBD5-8B45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 158 . 414", "HABEAS CORPUS 158 . 414", "HABEAS CORPUS 158 . 414" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 157 , § 2 . . . , I E II , C / C ART . 70 , DO CÓDIGO PENAL", "ART . 180 , CAPUT , DO CÓDIGO PENAL", "ART . 330 DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "17", "/", "09", "/", "2018", "17 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2018", "7", ".", "9", ".", "2018", "14", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "9", ".", "2018", "14", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.519 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CARLOS ROBERTO BERMUDES ROCHA ADV.(A/S) :ZILMAR JOSÉ DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO E M E N T A: AÇÃO RESCISÓRIA – AJUIZAMENTO CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM SEDE DE OUTRA AÇÃO RESCISÓRIA (AR 2.279-AgR/ES, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) – POSSIBILIDADE, EM TESE – INVIABILIDADE, NO PRESENTE CASO, POR TRATAR-SE DE MERA REITERAÇÃO DE PLEITO ANTERIORMENTE JÁ DEDUZIDO PERANTE ESTA SUPREMA CORTE – PEDIDO NÃO CONHECIDO – INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO RECURSO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. POSSIBILIDADE DE NOVA AÇÃO RESCISÓRIA CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO NO JULGAMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA ANTERIOR – O sistema processual brasileiro admite o ajuizamento de nova ação rescisória promovida com o objetivo de desconstituir decisão proferida no julgamento de outra ação rescisória. Doutrina. Precedentes. – A via excepcional da rescisão do julgado, contudo, não pode ser utilizada com o propósito de reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, definitivamente, em anterior processo rescisório. Precedentes. Doutrina. Ocorrência, na espécie, de mera reiteração do pedido anterior. Inadmissibilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4465-8320-D680-EE5C e senha 149D-A304-3BF8-7869 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão AR 2519 AGR / ES A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de agosto de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4465-8320-D680-EE5C e senha 149D-A304-3BF8-7869 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de agosto de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4465-8320-D680-EE5C e senha 149D-A304-3BF8-7869 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 31/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.519 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CARLOS ROBERTO BERMUDES ROCHA ADV.(A/S) :ZILMAR JOSÉ DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, não conheceu desta ação rescisória. A douta Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra da eminente Chefe da Instituição, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, ao opinar pelo não provimento do presente recurso de agravo, assim resumiu e apreciou esta causa: “CONSTITUCIONAL. PROCESSO CIVIL. AÇÃO RESCISÓRIA. NÃO CONHECIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. ARGUMENTOS JÁ ANALISADOS E AFASTADOS PELO JUÍZO RESCINDENDO. MERA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA JÁ APRECIADA EM AÇÃO RESCISÓRIA ANTERIOR. IMPOSSIBILIDADE. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. NÃO CONHECIMENTO DA AÇÃO. DESPROVIMENTO DO RECURSO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.519 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CARLOS ROBERTO BERMUDES ROCHA ADV.(A/S) :ZILMAR JOSÉ DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, não conheceu desta ação rescisória. A douta Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra da eminente Chefe da Instituição, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, ao opinar pelo não provimento do presente recurso de agravo, assim resumiu e apreciou esta causa: “CONSTITUCIONAL. PROCESSO CIVIL. AÇÃO RESCISÓRIA. NÃO CONHECIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. ARGUMENTOS JÁ ANALISADOS E AFASTADOS PELO JUÍZO RESCINDENDO. MERA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA JÁ APRECIADA EM AÇÃO RESCISÓRIA ANTERIOR. IMPOSSIBILIDADE. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. NÃO CONHECIMENTO DA AÇÃO. DESPROVIMENTO DO RECURSO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório AR 2519 AGR / ES 1. Pedido de rescisão de acórdão em ação rescisória proposta para rescindir julgado que, dando provimento a recurso extraordinário, assentou a impossibilidade de concessão do adicional de assiduidade aos serventuários de cartórios extrajudiciais. 2. A ação rescisória não é via processual adequada para a rediscussão de questões já enfrentadas – expressa e fundamentadamente – no acórdão rescindendo. 3. O mero inconformismo das partes quanto à interpretação e o alcance dados a preceitos legais pela decisão rescindenda não configura hipótese de cabimento da ação rescisória. – Parecer pelo desprovimento do agravo regimental e pelo não conhecimento da ação rescisória. Trata-se de ação rescisória – com pedido de medida liminar – proposta com fundamento no art. 966–V e VIII do Código de Processo Civil, cuja finalidade é desconstituir a decisão proferida pelo Plenário dessa Suprema Corte no julgamento da Ação Rescisória 2279, decidida nos termos da seguinte ementa: AGRAVO REGIMENTAL – ADICIONAL DE ASSIDUIDADE DEVIDO AOS SERVIDORES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – EXTENSÃO AOS SERVENTUÁRIOS DOS CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 339 DO STF – DECISÃO RESCINDENDA QUE NÃO INCORREU EM ERRO DE FATO NEM 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES 1. Pedido de rescisão de acórdão em ação rescisória proposta para rescindir julgado que, dando provimento a recurso extraordinário, assentou a impossibilidade de concessão do adicional de assiduidade aos serventuários de cartórios extrajudiciais. 2. A ação rescisória não é via processual adequada para a rediscussão de questões já enfrentadas – expressa e fundamentadamente – no acórdão rescindendo. 3. O mero inconformismo das partes quanto à interpretação e o alcance dados a preceitos legais pela decisão rescindenda não configura hipótese de cabimento da ação rescisória. – Parecer pelo desprovimento do agravo regimental e pelo não conhecimento da ação rescisória. Trata-se de ação rescisória – com pedido de medida liminar – proposta com fundamento no art. 966–V e VIII do Código de Processo Civil, cuja finalidade é desconstituir a decisão proferida pelo Plenário dessa Suprema Corte no julgamento da Ação Rescisória 2279, decidida nos termos da seguinte ementa: AGRAVO REGIMENTAL – ADICIONAL DE ASSIDUIDADE DEVIDO AOS SERVIDORES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – EXTENSÃO AOS SERVENTUÁRIOS DOS CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 339 DO STF – DECISÃO RESCINDENDA QUE NÃO INCORREU EM ERRO DE FATO NEM 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório AR 2519 AGR / ES OFENDEU LITERAL DISPOSIÇÃO DE LEI – RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O STF firmou entendimento no sentido de que o adicional de assiduidade é devido tão somente aos servidores da Administração estadual, sendo impossível a sua extensão aos serventuários de cartórios extrajudiciais. Súmula 339. II – A questão objeto dos autos não se enquadra nas hipóteses invocadas pelo autor na ação rescisória, e a decisão rescindenda não incorreu em erro de fato nem ofendeu literal disposição de lei. III – Agravo regimental a que se nega provimento (...) O eminente Relator não conheceu da presente demanda, ao argumento de que o autor restringiu-se, ‘tão somente, a reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, por esta Suprema Corte, em anterior processo rescisório’, não infirmando satisfatoriamente os fundamentos que dão suporte ao acórdão impugnado. Contra essa decisão, o autor interpôs agravo regimental, sustentando que, embora esta nova ação rescisória utilize-se de alegações constantes do pleito rescisório anterior, não se trata, diz, de mera reprodução ou reiteração das razões apresentadas no primeiro feito. Neste aspecto, assevera que ‘a presente ação rescisória funda-se em vícios próprios da decisão proferida quando do julgamento da AR 2279-AgR/ES. Ocorre que esta, por sua vez, também não enfrentou, isto é, não apreciou, os vícios que justificavam a rescisão da decisão questionada quando do julgamento da ação rescisória anterior, o que acaba, consequentemente, provocando a necessidade de abordar argumentos já utilizados anteriormente, afinal, são eles que confirmam a existência do alegado ERRO DE FATO também na decisão que se busca rescindir com a presente ação’. Insiste na admissibilidade da ação rescisória, reafirmando a premissa de que a sua situação fático-jurídica, bem como o correspondente entendimento jurisprudencial aplicável à especie, não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES OFENDEU LITERAL DISPOSIÇÃO DE LEI – RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O STF firmou entendimento no sentido de que o adicional de assiduidade é devido tão somente aos servidores da Administração estadual, sendo impossível a sua extensão aos serventuários de cartórios extrajudiciais. Súmula 339. II – A questão objeto dos autos não se enquadra nas hipóteses invocadas pelo autor na ação rescisória, e a decisão rescindenda não incorreu em erro de fato nem ofendeu literal disposição de lei. III – Agravo regimental a que se nega provimento (...) O eminente Relator não conheceu da presente demanda, ao argumento de que o autor restringiu-se, ‘tão somente, a reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, por esta Suprema Corte, em anterior processo rescisório’, não infirmando satisfatoriamente os fundamentos que dão suporte ao acórdão impugnado. Contra essa decisão, o autor interpôs agravo regimental, sustentando que, embora esta nova ação rescisória utilize-se de alegações constantes do pleito rescisório anterior, não se trata, diz, de mera reprodução ou reiteração das razões apresentadas no primeiro feito. Neste aspecto, assevera que ‘a presente ação rescisória funda-se em vícios próprios da decisão proferida quando do julgamento da AR 2279-AgR/ES. Ocorre que esta, por sua vez, também não enfrentou, isto é, não apreciou, os vícios que justificavam a rescisão da decisão questionada quando do julgamento da ação rescisória anterior, o que acaba, consequentemente, provocando a necessidade de abordar argumentos já utilizados anteriormente, afinal, são eles que confirmam a existência do alegado ERRO DE FATO também na decisão que se busca rescindir com a presente ação’. Insiste na admissibilidade da ação rescisória, reafirmando a premissa de que a sua situação fático-jurídica, bem como o correspondente entendimento jurisprudencial aplicável à especie, não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório AR 2519 AGR / ES foram devidamente apreciados pela Suprema Corte – tanto no julgamento do RE 221640, como na análise da AR 2279 –, existindo, no seu compreender, reiterado erro de fato capaz de justificar o manejo do presente pedido rescisório. Pede, assim, a reconsideração da decisão agravada, de modo que seja admitida e processada a ação rescisória, até seu efetivo julgamento de mérito; e, na hipótese de não ser exercido o juízo de retratação, pugna pela submissão do agravo ao órgão colegiado competente. Intimado, o Estado do Espírito Santo apresentou contrarrazões. Na sequência, vieram os autos à Procuradoria-Geral da República para parecer. II A ação, de fato, não reúne condições de êxito. A decisão agravada deve, portanto, ser mantida por seus próprios fundamentos. Inicialmente, deve-se atentar para a excepcionalidade da ação rescisória. Com efeito, malgrado admita-se a rescindibilidade de decisão proferida em ação rescisória, somente é possível discutir-se, em nova rescisória, vícios atinentes à decisão prolatada na rescisória antecedente, e não na ação originária. Na hipótese, o Supremo Tribunal Federal – no julgamento do RE 221640 – reformou o entendimento de segundo grau, assentando a impossibilidade de se reconhecer tempo de serviço em cartório não-oficializado, para fins de concessão de gratificação de assiduidade ao ora autor, servidor público do Estado do Espírito Santo. Para tanto, invocou iterativa jurisprudência da Corte, no sentido de que o adicional de assiduidade é devido tão-somente aos servidores da Administração estadual, sendo inviável sua extensão aos serventuários de cartórios extrajudiciais, ante o óbice do enunciado 339 da Súmula do STF. Proposta a AR 2279 – onde prolatado o acórdão rescindendo –, decidiu o Tribunal pela negativa de seguimento à demanda, utilizando, para isso, a mesma orientação jurisprudencial constante do referido recurso extraordinário. Neste pleito rescisório, pretende o autor – mais uma vez – rediscutir alegações já examinadas no apelo extraordinário e 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES foram devidamente apreciados pela Suprema Corte – tanto no julgamento do RE 221640, como na análise da AR 2279 –, existindo, no seu compreender, reiterado erro de fato capaz de justificar o manejo do presente pedido rescisório. Pede, assim, a reconsideração da decisão agravada, de modo que seja admitida e processada a ação rescisória, até seu efetivo julgamento de mérito; e, na hipótese de não ser exercido o juízo de retratação, pugna pela submissão do agravo ao órgão colegiado competente. Intimado, o Estado do Espírito Santo apresentou contrarrazões. Na sequência, vieram os autos à Procuradoria-Geral da República para parecer. II A ação, de fato, não reúne condições de êxito. A decisão agravada deve, portanto, ser mantida por seus próprios fundamentos. Inicialmente, deve-se atentar para a excepcionalidade da ação rescisória. Com efeito, malgrado admita-se a rescindibilidade de decisão proferida em ação rescisória, somente é possível discutir-se, em nova rescisória, vícios atinentes à decisão prolatada na rescisória antecedente, e não na ação originária. Na hipótese, o Supremo Tribunal Federal – no julgamento do RE 221640 – reformou o entendimento de segundo grau, assentando a impossibilidade de se reconhecer tempo de serviço em cartório não-oficializado, para fins de concessão de gratificação de assiduidade ao ora autor, servidor público do Estado do Espírito Santo. Para tanto, invocou iterativa jurisprudência da Corte, no sentido de que o adicional de assiduidade é devido tão-somente aos servidores da Administração estadual, sendo inviável sua extensão aos serventuários de cartórios extrajudiciais, ante o óbice do enunciado 339 da Súmula do STF. Proposta a AR 2279 – onde prolatado o acórdão rescindendo –, decidiu o Tribunal pela negativa de seguimento à demanda, utilizando, para isso, a mesma orientação jurisprudencial constante do referido recurso extraordinário. Neste pleito rescisório, pretende o autor – mais uma vez – rediscutir alegações já examinadas no apelo extraordinário e 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório AR 2519 AGR / ES nos autos da primeira ação rescisória. Ocorre que esta ação não é a via processual adequada para a mera rediscussão de questões que o tribunal já assentou no julgamento do qual decorreu a decisão que se pretende ver desconstituída. No caso, é exatamente isso que se verifica: o autor limita-se a repisar os argumentos que lançou na AR 2279, buscando, em última análise, reverter o decidido em favor do ente estatal em sede de recurso extraordinário. Aqui, como acertadamente ponderou a decisão agravada, observa-se que ‘o cotejo entre as razões alegadas na AR 2.279-AgR/ES, de um lado, e aquelas que agora foram invocadas como suporte à pretensão rescisória ora deduzida, de outro, revela que os argumentos expostos constituem mera reprodução, mera reiteração ou mera renovação dos argumentos já apresentados à época do ajuizamento daquela ação rescisória’. Não se justifica, portanto, a pretensão do autor de desconstituir a coisa julgada, sendo certo que o mero inconformismo das partes quanto à interpretação e o alcance dados a preceitos legais pela decisão rescindenda não pode configurar causa de manifesta afronta a norma jurídica, sob pena de transformar a ação rescisória em uma espécie de recurso ordinariamente cabível com prazo estendido. Destarte, não há argumento novo suficiente para infirmar a decisão agravada, que, aliás, como dito, mantém-se por seus próprios fundamentos. Assim, opino pelo desprovimento do agravo regimental e pelo não conhecimento da ação rescisória.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação deste E. Plenário o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES nos autos da primeira ação rescisória. Ocorre que esta ação não é a via processual adequada para a mera rediscussão de questões que o tribunal já assentou no julgamento do qual decorreu a decisão que se pretende ver desconstituída. No caso, é exatamente isso que se verifica: o autor limita-se a repisar os argumentos que lançou na AR 2279, buscando, em última análise, reverter o decidido em favor do ente estatal em sede de recurso extraordinário. Aqui, como acertadamente ponderou a decisão agravada, observa-se que ‘o cotejo entre as razões alegadas na AR 2.279-AgR/ES, de um lado, e aquelas que agora foram invocadas como suporte à pretensão rescisória ora deduzida, de outro, revela que os argumentos expostos constituem mera reprodução, mera reiteração ou mera renovação dos argumentos já apresentados à época do ajuizamento daquela ação rescisória’. Não se justifica, portanto, a pretensão do autor de desconstituir a coisa julgada, sendo certo que o mero inconformismo das partes quanto à interpretação e o alcance dados a preceitos legais pela decisão rescindenda não pode configurar causa de manifesta afronta a norma jurídica, sob pena de transformar a ação rescisória em uma espécie de recurso ordinariamente cabível com prazo estendido. Destarte, não há argumento novo suficiente para infirmar a decisão agravada, que, aliás, como dito, mantém-se por seus próprios fundamentos. Assim, opino pelo desprovimento do agravo regimental e pelo não conhecimento da ação rescisória.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação deste E. Plenário o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 31/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.519 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte na matéria em exame. Tal como tive o ensejo de assinalar na decisão ora recorrida, trata-se de ação rescisória que, promovida com fundamento nos incisos V e VIII do art. 966 do CPC, tem por finalidade desconstituir decisão irrecorrível emanada do Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AR 2.279- -AgR/ES, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, que restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL – ADICIONAL DE ASSIDUIDADE DEVIDO AOS SERVIDORES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – EXTENSÃO AOS SERVENTUÁRIOS DOS CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 339 DO STF – DECISÃO RESCINDENDA QUE NÃO INCORREU EM ERRO DE FATO NEM OFENDEU LITERAL DISPOSIÇÃO DE LEI – RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O STF firmou entendimento no sentido de que o adicional de assiduidade é devido tão somente aos servidores da Administração estadual, sendo impossível a sua extensão aos serventuários de cartórios extrajudiciais. Súmula 339. II – A questão objeto dos autos não se enquadra nas hipóteses invocadas pelo autor na ação rescisória, e a decisão rescindenda não incorreu em erro de fato nem ofendeu literal disposição de lei. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.519 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte na matéria em exame. Tal como tive o ensejo de assinalar na decisão ora recorrida, trata-se de ação rescisória que, promovida com fundamento nos incisos V e VIII do art. 966 do CPC, tem por finalidade desconstituir decisão irrecorrível emanada do Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AR 2.279- -AgR/ES, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, que restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL – ADICIONAL DE ASSIDUIDADE DEVIDO AOS SERVIDORES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – EXTENSÃO AOS SERVENTUÁRIOS DOS CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 339 DO STF – DECISÃO RESCINDENDA QUE NÃO INCORREU EM ERRO DE FATO NEM OFENDEU LITERAL DISPOSIÇÃO DE LEI – RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O STF firmou entendimento no sentido de que o adicional de assiduidade é devido tão somente aos servidores da Administração estadual, sendo impossível a sua extensão aos serventuários de cartórios extrajudiciais. Súmula 339. II – A questão objeto dos autos não se enquadra nas hipóteses invocadas pelo autor na ação rescisória, e a decisão rescindenda não incorreu em erro de fato nem ofendeu literal disposição de lei. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2519 AGR / ES III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (grifei) Sustentou-se, em síntese, nesta demanda rescisória, que “a decisão rescindenda negou o direito do Autor de ver considerado, na aferição do tempo de serviço para a incidência do adicional por tempo de serviço e da gratificação de assiduidade, aquele prestado quando a serventia ainda não era oficializada, o que, por sua vez, contraria a previsão contida no artigo 301, § 3º, inciso II, da Lei Complementar Estadual nº 80/96, resultando em inegável violação ao direito adquirido do Autor” (grifei). Ao apreciar a presente causa, assinalei que a ação rescisória, para ser validamente ajuizada, depende, entre outros requisitos essenciais, da estrita observância, pela parte autora, da formalidade que, exigida pelo Plenário desta Suprema Corte (AR 2.100-AgR/SC, Rel. Min. EROS GRAU – AR 2.156-ED/SC, Rel. Min. ELLEN GRACIE – AR 2.209- -AgR/SC, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.), determina a produção de mandato judicial com poderes especiais para a propositura da demanda rescisória: “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO RESCISÓRIA. JUNTADA DE CÓPIA AUTENTICADA DE PROCURAÇÃO DA AÇÃO ORIGINÁRIA. INADMISSIBILIDADE. AÇÕES AUTÔNOMAS. NECESSIDADE DE PROCURAÇÃO COM PODERES ESPECÍFICOS. 1. A ação rescisória, por se tratar de demanda de caráter excepcional (uma vez que tem por escopo a desconstituição de decisão já acobertada pelo manto da coisa julgada), há de ser postulada por representante processual devidamente amparado por mandato judicial que lhe confira poderes específicos para tanto. 2. Em se tratando de ação autônoma, o mandato originário não se estende à proposição de ação rescisória. Os efeitos das procurações outorgadas se exaurem com o encerramento definitivo daquele processo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (grifei) Sustentou-se, em síntese, nesta demanda rescisória, que “a decisão rescindenda negou o direito do Autor de ver considerado, na aferição do tempo de serviço para a incidência do adicional por tempo de serviço e da gratificação de assiduidade, aquele prestado quando a serventia ainda não era oficializada, o que, por sua vez, contraria a previsão contida no artigo 301, § 3º, inciso II, da Lei Complementar Estadual nº 80/96, resultando em inegável violação ao direito adquirido do Autor” (grifei). Ao apreciar a presente causa, assinalei que a ação rescisória, para ser validamente ajuizada, depende, entre outros requisitos essenciais, da estrita observância, pela parte autora, da formalidade que, exigida pelo Plenário desta Suprema Corte (AR 2.100-AgR/SC, Rel. Min. EROS GRAU – AR 2.156-ED/SC, Rel. Min. ELLEN GRACIE – AR 2.209- -AgR/SC, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.), determina a produção de mandato judicial com poderes especiais para a propositura da demanda rescisória: “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO RESCISÓRIA. JUNTADA DE CÓPIA AUTENTICADA DE PROCURAÇÃO DA AÇÃO ORIGINÁRIA. INADMISSIBILIDADE. AÇÕES AUTÔNOMAS. NECESSIDADE DE PROCURAÇÃO COM PODERES ESPECÍFICOS. 1. A ação rescisória, por se tratar de demanda de caráter excepcional (uma vez que tem por escopo a desconstituição de decisão já acobertada pelo manto da coisa julgada), há de ser postulada por representante processual devidamente amparado por mandato judicial que lhe confira poderes específicos para tanto. 2. Em se tratando de ação autônoma, o mandato originário não se estende à proposição de ação rescisória. Os efeitos das procurações outorgadas se exaurem com o encerramento definitivo daquele processo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2519 AGR / ES 3. Exigência que não constitui formalismo extremo, mas cautela que, além de condizente com a natureza especial e autônoma da ação rescisória, visa resguardar os interesses dos próprios autores. 4. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (AR 2.196-AgR/SC, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Ocorre que o instrumento de mandato apresentado pela parte autora no momento da propositura da presente ação não o foi com poderes específicos para o ajuizamento desta demanda rescisória. Revelar-se-ia, então, pertinente a intimação da parte autora para a regularização da sua representação processual, sob pena de extinção do processo sem resolução de mérito (CPC/15, art. 76, § 1º, inciso I, c/c o art. 485, inciso IV). Deixei de ordenar, no entanto, a providência acima referida, considerada a absoluta inadmissibilidade da presente ação. Não se desconhece que o Supremo Tribunal Federal, em tema de ação rescisória, tem proclamado ser admissível o seu ajuizamento, mesmo que o objeto dessa ação autônoma de impugnação seja acórdão resultante do julgamento de outra ação rescisória, vedada, contudo, “a reiteração de ação rescisória sobre as mesmas questões decididas na anterior” (RTJ 110/19, Rel. Min. SOARES MUÑOZ – grifei). Esse entendimento funda-se na circunstância de que, “na relação processual decorrente da rescisória anterior, pode surgir problema que possa dar margem a nova rescisória, como a hipótese de juiz impedido” (RTJ 110/19,32, trecho do voto do Ministro MOREIRA ALVES – grifei). Impende advertir, por necessário, que a “ratio” subjacente a essa orientação jurisprudencial apoia-se em autorizado magistério doutrinário (PEDRO BATISTA MARTINS, “Recursos e Processos da Competência Originária dos Tribunais”, p. 104/105, item n. 69, 1957, Forense; ODILON 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES 3. Exigência que não constitui formalismo extremo, mas cautela que, além de condizente com a natureza especial e autônoma da ação rescisória, visa resguardar os interesses dos próprios autores. 4. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (AR 2.196-AgR/SC, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Ocorre que o instrumento de mandato apresentado pela parte autora no momento da propositura da presente ação não o foi com poderes específicos para o ajuizamento desta demanda rescisória. Revelar-se-ia, então, pertinente a intimação da parte autora para a regularização da sua representação processual, sob pena de extinção do processo sem resolução de mérito (CPC/15, art. 76, § 1º, inciso I, c/c o art. 485, inciso IV). Deixei de ordenar, no entanto, a providência acima referida, considerada a absoluta inadmissibilidade da presente ação. Não se desconhece que o Supremo Tribunal Federal, em tema de ação rescisória, tem proclamado ser admissível o seu ajuizamento, mesmo que o objeto dessa ação autônoma de impugnação seja acórdão resultante do julgamento de outra ação rescisória, vedada, contudo, “a reiteração de ação rescisória sobre as mesmas questões decididas na anterior” (RTJ 110/19, Rel. Min. SOARES MUÑOZ – grifei). Esse entendimento funda-se na circunstância de que, “na relação processual decorrente da rescisória anterior, pode surgir problema que possa dar margem a nova rescisória, como a hipótese de juiz impedido” (RTJ 110/19,32, trecho do voto do Ministro MOREIRA ALVES – grifei). Impende advertir, por necessário, que a “ratio” subjacente a essa orientação jurisprudencial apoia-se em autorizado magistério doutrinário (PEDRO BATISTA MARTINS, “Recursos e Processos da Competência Originária dos Tribunais”, p. 104/105, item n. 69, 1957, Forense; ODILON 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2519 AGR / ES DE ANDRADE, “Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. IX, p. 85/86, item n. 62, 1946, Forense; LUIS EULÁLIO DE BUENO VIDIGAL, “Da Ação Rescisória dos Julgados”, p. 48, item n. 50, 1948, Saraiva; PONTES DE MIRANDA, “Tratado da Ação Rescisória das Sentenças e de Outras Decisões”, § 35, p. 390/392, item n. 2, 5ª ed., 1976, Forense; SÉRGIO RIZZI, “Ação Rescisória”, p. 111, item n. 66, 1979, RT; LUÍS ANTÔNIO DE ANDRADE, “Aspectos e Inovações do Código de Processo Civil”, p. 222/223, item n. 270, 1974, Francisco Alves; COQUEIJO COSTA, “Ação Rescisória”, p. 140, item n. 133, 3ª ed., 1984, LTr, v.g.). Ocorre, entretanto, que a pretensão rescisória deduzida pelo ora recorrente foi formulada com o claro objetivo de fazer instaurar nova (e inadmissível) discussão sobre controvérsia idêntica à que já fora apreciada por esta Suprema Corte, tanto no julgamento da AR 2.279- -AgR/ES, cujo acórdão motivou o ajuizamento desta segunda ação rescisória, como também no julgamento do RE 221.640/ES, objeto de impugnação da primeira ação rescisória ajuizada pelo mesmo autor. Com efeito, o cotejo entre as razões alegadas na AR 2.279-AgR/ES, de um lado, e aquelas que agora foram invocadas como suporte à pretensão rescisória ora deduzida, de outro, revela que os argumentos expostos constituem mera reprodução, mera reiteração ou mera renovação dos argumentos já apresentados à época do ajuizamento daquela ação rescisória. Cabe assinalar, no ponto, que a via excepcional da ação rescisória não pode ser utilizada com o propósito de reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, definitivamente, em anterior processo rescisório, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 110/510, Rel. Min. RAFAEL MAYER – RTJ 132/147, Rel. Min. CARLOS MADEIRA, v.g.): “AÇÃO RESCISÓRIA. REEXAME DO ACÓRDÃO RESCINDENDO. NÃO SE PRESTA A AÇÃO RESCISÓRIA AO REEXAME PURO E SIMPLES DO QUE FOI APRECIADO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES DE ANDRADE, “Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. IX, p. 85/86, item n. 62, 1946, Forense; LUIS EULÁLIO DE BUENO VIDIGAL, “Da Ação Rescisória dos Julgados”, p. 48, item n. 50, 1948, Saraiva; PONTES DE MIRANDA, “Tratado da Ação Rescisória das Sentenças e de Outras Decisões”, § 35, p. 390/392, item n. 2, 5ª ed., 1976, Forense; SÉRGIO RIZZI, “Ação Rescisória”, p. 111, item n. 66, 1979, RT; LUÍS ANTÔNIO DE ANDRADE, “Aspectos e Inovações do Código de Processo Civil”, p. 222/223, item n. 270, 1974, Francisco Alves; COQUEIJO COSTA, “Ação Rescisória”, p. 140, item n. 133, 3ª ed., 1984, LTr, v.g.). Ocorre, entretanto, que a pretensão rescisória deduzida pelo ora recorrente foi formulada com o claro objetivo de fazer instaurar nova (e inadmissível) discussão sobre controvérsia idêntica à que já fora apreciada por esta Suprema Corte, tanto no julgamento da AR 2.279- -AgR/ES, cujo acórdão motivou o ajuizamento desta segunda ação rescisória, como também no julgamento do RE 221.640/ES, objeto de impugnação da primeira ação rescisória ajuizada pelo mesmo autor. Com efeito, o cotejo entre as razões alegadas na AR 2.279-AgR/ES, de um lado, e aquelas que agora foram invocadas como suporte à pretensão rescisória ora deduzida, de outro, revela que os argumentos expostos constituem mera reprodução, mera reiteração ou mera renovação dos argumentos já apresentados à época do ajuizamento daquela ação rescisória. Cabe assinalar, no ponto, que a via excepcional da ação rescisória não pode ser utilizada com o propósito de reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, definitivamente, em anterior processo rescisório, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 110/510, Rel. Min. RAFAEL MAYER – RTJ 132/147, Rel. Min. CARLOS MADEIRA, v.g.): “AÇÃO RESCISÓRIA. REEXAME DO ACÓRDÃO RESCINDENDO. NÃO SE PRESTA A AÇÃO RESCISÓRIA AO REEXAME PURO E SIMPLES DO QUE FOI APRECIADO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2519 AGR / ES PELA DECISÃO RESCINDENDA, COMO SE SE TRATASSE DE UMA NOVA INSTÂNCIA. AÇÃO RESCISÓRIA JULGADA IMPROCEDENTE.” (RTJ 109/474, Rel. Min. RAFAEL MAYER, Pleno – grifei) “AÇÃO RESCISÓRIA – AJUIZAMENTO CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO EM SEDE DE OUTRA AÇÃO RESCISÓRIA – POSSIBILIDADE, EM TESE – INVIABILIDADE, NO CASO PRESENTE, POR TRATAR-SE DE MERA REITERAÇÃO DE PEDIDO – AÇÃO RESCISÓRIA DECLARADA INADMISSÍVEL, POR DECISÃO MONOCRÁTICA DO RELATOR DA CAUSA – DEVOLUÇÃO, AO AUTOR, DO DEPÓSITO PREVISTO NO ART. 488, II, DO CPC – AGRAVO IMPROVIDO. …................................................................................................... POSSIBILIDADE DE NOVA AÇÃO RESCISÓRIA CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO NO JULGAMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA ANTERIOR – O sistema processual brasileiro admite o ajuizamento de nova ação rescisória promovida com o objetivo de desconstituir decisão proferida no julgamento de outra ação rescisória. Doutrina. Precedentes. – A via excepcional da rescisão do julgado, contudo, não pode ser utilizada com o propósito de reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, definitivamente, em anterior processo rescisório. Precedentes. Doutrina. Ocorrência, na espécie, de mera reiteração do pedido anterior. Inadmissibilidade.” (AR 1.279-ED/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Irrepreensível, sob tal aspecto, o autorizado magistério de PONTES DE MIRANDA (“Tratado da Ação Rescisória das Sentenças e de Outras Decisões”, p. 392, § 35, item n. 2, 5ª ed., 1976, Forense): “A sentença dada na ação rescisória (…) é outra sentença, inconfundível com a sentença rescindenda. Se autor ou réu na ação 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES PELA DECISÃO RESCINDENDA, COMO SE SE TRATASSE DE UMA NOVA INSTÂNCIA. AÇÃO RESCISÓRIA JULGADA IMPROCEDENTE.” (RTJ 109/474, Rel. Min. RAFAEL MAYER, Pleno – grifei) “AÇÃO RESCISÓRIA – AJUIZAMENTO CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO EM SEDE DE OUTRA AÇÃO RESCISÓRIA – POSSIBILIDADE, EM TESE – INVIABILIDADE, NO CASO PRESENTE, POR TRATAR-SE DE MERA REITERAÇÃO DE PEDIDO – AÇÃO RESCISÓRIA DECLARADA INADMISSÍVEL, POR DECISÃO MONOCRÁTICA DO RELATOR DA CAUSA – DEVOLUÇÃO, AO AUTOR, DO DEPÓSITO PREVISTO NO ART. 488, II, DO CPC – AGRAVO IMPROVIDO. …................................................................................................... POSSIBILIDADE DE NOVA AÇÃO RESCISÓRIA CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO NO JULGAMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA ANTERIOR – O sistema processual brasileiro admite o ajuizamento de nova ação rescisória promovida com o objetivo de desconstituir decisão proferida no julgamento de outra ação rescisória. Doutrina. Precedentes. – A via excepcional da rescisão do julgado, contudo, não pode ser utilizada com o propósito de reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, definitivamente, em anterior processo rescisório. Precedentes. Doutrina. Ocorrência, na espécie, de mera reiteração do pedido anterior. Inadmissibilidade.” (AR 1.279-ED/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Irrepreensível, sob tal aspecto, o autorizado magistério de PONTES DE MIRANDA (“Tratado da Ação Rescisória das Sentenças e de Outras Decisões”, p. 392, § 35, item n. 2, 5ª ed., 1976, Forense): “A sentença dada na ação rescisória (…) é outra sentença, inconfundível com a sentença rescindenda. Se autor ou réu na ação 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2519 AGR / ES rescisória, ou outro legitimado ativo, propõe ação rescisória contra a sentença que se proferiu na ação rescisória, não renova pedido: o pedido, que faz, é outro pedido. Não poderia renovar o que fez. A ação rescisória, que então se lhe permite, é por algum dos fatos mencionados no art. 485 ou no art. 486 do Código de Processo Civil, ocorrido na relação jurídica processual da ação rescisória. A sentença na primeira ação rescisória foi julgamento de julgamento; a segunda é julgamento do ‘julgamento de julgamento’, e não outro julgamento do julgamento de que se pedira, antes, rescisão.” (grifei) Vale ressaltar, por necessário, que esse entendimento doutrinário vem de ser reafirmado por eminentes processualistas em sua análise sobre o novo Código de Processo Civil (HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, “Curso de Direito Processual Civil”, vol. III/892-893, item n. 686, 47ª ed., 2016, Forense; ELPÍDIO DONIZETTI, “Curso Didático de Direito Processual Civil”, p. 1.360/1.361, item n. 3.5.4, 19ª ed., 2016, Atlas, v.g.). O exame dos fundamentos subjacentes à presente causa, reafirmados pelo ora agravante, evidencia que esta ação rescisória não busca infirmar o acórdão proferido pelo Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AR 2.279-AgR/ES, mas a decisão proferida nos autos do RE 221.640/ES, eis que, tal como precedentemente assinalado, o autor limitou-se a renovar as mesmas razões anteriormente apresentadas por ele na primeira demanda rescisória. Vê-se, desse modo, que se revela insuscetível de conhecimento esta demanda, uma vez que o autor – restringindo-se, tão somente, a reintroduzir no âmbito de nova ação rescisória a mesma discussão já apreciada, por esta Suprema Corte, em anterior processo rescisório – não foi capaz de infirmar os fundamentos que dão suporte ao acórdão subjacente ao julgamento da AR 2.279-AgR/ES. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES rescisória, ou outro legitimado ativo, propõe ação rescisória contra a sentença que se proferiu na ação rescisória, não renova pedido: o pedido, que faz, é outro pedido. Não poderia renovar o que fez. A ação rescisória, que então se lhe permite, é por algum dos fatos mencionados no art. 485 ou no art. 486 do Código de Processo Civil, ocorrido na relação jurídica processual da ação rescisória. A sentença na primeira ação rescisória foi julgamento de julgamento; a segunda é julgamento do ‘julgamento de julgamento’, e não outro julgamento do julgamento de que se pedira, antes, rescisão.” (grifei) Vale ressaltar, por necessário, que esse entendimento doutrinário vem de ser reafirmado por eminentes processualistas em sua análise sobre o novo Código de Processo Civil (HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, “Curso de Direito Processual Civil”, vol. III/892-893, item n. 686, 47ª ed., 2016, Forense; ELPÍDIO DONIZETTI, “Curso Didático de Direito Processual Civil”, p. 1.360/1.361, item n. 3.5.4, 19ª ed., 2016, Atlas, v.g.). O exame dos fundamentos subjacentes à presente causa, reafirmados pelo ora agravante, evidencia que esta ação rescisória não busca infirmar o acórdão proferido pelo Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AR 2.279-AgR/ES, mas a decisão proferida nos autos do RE 221.640/ES, eis que, tal como precedentemente assinalado, o autor limitou-se a renovar as mesmas razões anteriormente apresentadas por ele na primeira demanda rescisória. Vê-se, desse modo, que se revela insuscetível de conhecimento esta demanda, uma vez que o autor – restringindo-se, tão somente, a reintroduzir no âmbito de nova ação rescisória a mesma discussão já apreciada, por esta Suprema Corte, em anterior processo rescisório – não foi capaz de infirmar os fundamentos que dão suporte ao acórdão subjacente ao julgamento da AR 2.279-AgR/ES. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2519 AGR / ES Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 31/08/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.519 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CARLOS ROBERTO BERMUDES ROCHA ADV.(A/S) : ZILMAR JOSÉ DA SILVA JUNIOR (9597/ES) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 796B-B40B-6E03-DAC5 e senha 3EFC-A03B-21CE-D1AD Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.519 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CARLOS ROBERTO BERMUDES ROCHA ADV.(A/S) : ZILMAR JOSÉ DA SILVA JUNIOR (9597/ES) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 796B-B40B-6E03-DAC5 e senha 3EFC-A03B-21CE-D1AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748234080
2018-08-31T00:00:00
2018-09-19T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018.
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA
E M E N T A: AÇÃO RESCISÓRIA – AJUIZAMENTO CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM SEDE DE OUTRA AÇÃO RESCISÓRIA (AR 2.279-AgR/ES, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) – POSSIBILIDADE, EM TESE – INVIABILIDADE, NO PRESENTE CASO, POR TRATAR-SE DE MERA REITERAÇÃO DE PLEITO ANTERIORMENTE JÁ DEDUZIDO PERANTE ESTA SUPREMA CORTE – PEDIDO NÃO CONHECIDO – INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO RECURSO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. POSSIBILIDADE DE NOVA AÇÃO RESCISÓRIA CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO NO JULGAMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA ANTERIOR – O sistema processual brasileiro admite o ajuizamento de nova ação rescisória promovida com o objetivo de desconstituir decisão proferida no julgamento de outra ação rescisória. Doutrina. Precedentes. – A via excepcional da rescisão do julgado, contudo, não pode ser utilizada com o propósito de reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, definitivamente, em anterior processo rescisório. Precedentes. Doutrina. Ocorrência, na espécie, de mera reiteração do pedido anterior. Inadmissibilidade.
sjur390982
- Acórdão(s) citado(s): (AÇÃO RESCISÓRIA, GRATIFICAÇÃO, ASSIDUIDADE, SERVENTUÁRIO EXTRAJUDICIAL) AR 2279 AgR (TP). (AÇÃO RESCISÓRIA, PROCURAÇÃO COM PODER ESPECÍFICO) AR 2100 AgR (TP), AR 2156 ED (TP), AR 2196 AgR (TP), AR 2209 AgR (TP). (AÇÃO RESCISÓRIA, REITERAÇÃO, ARGUMENTO, AÇÃO RESCISÓRIA, AJUIZAMENTO, MOMENTO ANTERIOR) AR 1121 (TP) - RTJ 109/474, AR 1270 (TP) - RTJ 132/147, AR 1279 ED (TP), AR 1168 (TP) - RTJ 110/510, AR 1130 (TP) - RTJ 110/19. - Decisão monocrática citada: (AÇÃO RESCISÓRIA, GRATIFICAÇÃO, ASSIDUIDADE, SERVENTUÁRIO EXTRAJUDICIAL) RE 221640. Número de páginas: 15. Análise: 14/12/2018, JSF.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
2519
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00076 PAR-00001 INC-00001 ART-00485 \n INC-00004 ART-00966 INC-00005 INC-00008\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
AR-AgR
acordaos
AR 2519 AgR
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AGTE.(S) : CARLOS ROBERTO BERMUDES ROCHA ADV.(A/S) : ZILMAR JOSÉ DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
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Ementa e Acórdão 31/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.519 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CARLOS ROBERTO BERMUDES ROCHA ADV.(A/S) :ZILMAR JOSÉ DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO E M E N T A: AÇÃO RESCISÓRIA – AJUIZAMENTO CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM SEDE DE OUTRA AÇÃO RESCISÓRIA (AR 2.279-AgR/ES, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) – POSSIBILIDADE, EM TESE – INVIABILIDADE, NO PRESENTE CASO, POR TRATAR-SE DE MERA REITERAÇÃO DE PLEITO ANTERIORMENTE JÁ DEDUZIDO PERANTE ESTA SUPREMA CORTE – PEDIDO NÃO CONHECIDO – INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO RECURSO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. POSSIBILIDADE DE NOVA AÇÃO RESCISÓRIA CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO NO JULGAMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA ANTERIOR – O sistema processual brasileiro admite o ajuizamento de nova ação rescisória promovida com o objetivo de desconstituir decisão proferida no julgamento de outra ação rescisória. Doutrina. Precedentes. – A via excepcional da rescisão do julgado, contudo, não pode ser utilizada com o propósito de reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, definitivamente, em anterior processo rescisório. Precedentes. Doutrina. Ocorrência, na espécie, de mera reiteração do pedido anterior. Inadmissibilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4465-8320-D680-EE5C e senha 149D-A304-3BF8-7869 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão AR 2519 AGR / ES A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de agosto de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4465-8320-D680-EE5C e senha 149D-A304-3BF8-7869 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de agosto de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4465-8320-D680-EE5C e senha 149D-A304-3BF8-7869 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 31/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.519 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CARLOS ROBERTO BERMUDES ROCHA ADV.(A/S) :ZILMAR JOSÉ DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, não conheceu desta ação rescisória. A douta Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra da eminente Chefe da Instituição, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, ao opinar pelo não provimento do presente recurso de agravo, assim resumiu e apreciou esta causa: “CONSTITUCIONAL. PROCESSO CIVIL. AÇÃO RESCISÓRIA. NÃO CONHECIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. ARGUMENTOS JÁ ANALISADOS E AFASTADOS PELO JUÍZO RESCINDENDO. MERA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA JÁ APRECIADA EM AÇÃO RESCISÓRIA ANTERIOR. IMPOSSIBILIDADE. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. NÃO CONHECIMENTO DA AÇÃO. DESPROVIMENTO DO RECURSO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.519 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CARLOS ROBERTO BERMUDES ROCHA ADV.(A/S) :ZILMAR JOSÉ DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, não conheceu desta ação rescisória. A douta Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra da eminente Chefe da Instituição, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, ao opinar pelo não provimento do presente recurso de agravo, assim resumiu e apreciou esta causa: “CONSTITUCIONAL. PROCESSO CIVIL. AÇÃO RESCISÓRIA. NÃO CONHECIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. ARGUMENTOS JÁ ANALISADOS E AFASTADOS PELO JUÍZO RESCINDENDO. MERA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA JÁ APRECIADA EM AÇÃO RESCISÓRIA ANTERIOR. IMPOSSIBILIDADE. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. NÃO CONHECIMENTO DA AÇÃO. DESPROVIMENTO DO RECURSO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório AR 2519 AGR / ES 1. Pedido de rescisão de acórdão em ação rescisória proposta para rescindir julgado que, dando provimento a recurso extraordinário, assentou a impossibilidade de concessão do adicional de assiduidade aos serventuários de cartórios extrajudiciais. 2. A ação rescisória não é via processual adequada para a rediscussão de questões já enfrentadas – expressa e fundamentadamente – no acórdão rescindendo. 3. O mero inconformismo das partes quanto à interpretação e o alcance dados a preceitos legais pela decisão rescindenda não configura hipótese de cabimento da ação rescisória. – Parecer pelo desprovimento do agravo regimental e pelo não conhecimento da ação rescisória. Trata-se de ação rescisória – com pedido de medida liminar – proposta com fundamento no art. 966–V e VIII do Código de Processo Civil, cuja finalidade é desconstituir a decisão proferida pelo Plenário dessa Suprema Corte no julgamento da Ação Rescisória 2279, decidida nos termos da seguinte ementa: AGRAVO REGIMENTAL – ADICIONAL DE ASSIDUIDADE DEVIDO AOS SERVIDORES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – EXTENSÃO AOS SERVENTUÁRIOS DOS CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal – DECISÃO RESCINDENDA QUE NÃO INCORREU EM ERRO DE FATO NEM 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES 1. Pedido de rescisão de acórdão em ação rescisória proposta para rescindir julgado que, dando provimento a recurso extraordinário, assentou a impossibilidade de concessão do adicional de assiduidade aos serventuários de cartórios extrajudiciais. 2. A ação rescisória não é via processual adequada para a rediscussão de questões já enfrentadas – expressa e fundamentadamente – no acórdão rescindendo. 3. O mero inconformismo das partes quanto à interpretação e o alcance dados a preceitos legais pela decisão rescindenda não configura hipótese de cabimento da ação rescisória. – Parecer pelo desprovimento do agravo regimental e pelo não conhecimento da ação rescisória. Trata-se de ação rescisória – com pedido de medida liminar – proposta com fundamento no art. 966–V e VIII do Código de Processo Civil, cuja finalidade é desconstituir a decisão proferida pelo Plenário dessa Suprema Corte no julgamento da Ação Rescisória 2279, decidida nos termos da seguinte ementa: AGRAVO REGIMENTAL – ADICIONAL DE ASSIDUIDADE DEVIDO AOS SERVIDORES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – EXTENSÃO AOS SERVENTUÁRIOS DOS CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal – DECISÃO RESCINDENDA QUE NÃO INCORREU EM ERRO DE FATO NEM 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório AR 2519 AGR / ES OFENDEU LITERAL DISPOSIÇÃO DE LEI – RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que o adicional de assiduidade é devido tão somente aos servidores da Administração estadual, sendo impossível a sua extensão aos serventuários de cartórios extrajudiciais. Súmula 339. II – A questão objeto dos autos não se enquadra nas hipóteses invocadas pelo autor na ação rescisória, e a decisão rescindenda não incorreu em erro de fato nem ofendeu literal disposição de lei. III – Agravo regimental a que se nega provimento (...) O eminente Relator não conheceu da presente demanda, ao argumento de que o autor restringiu-se, ‘tão somente, a reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, por esta Suprema Corte, em anterior processo rescisório’, não infirmando satisfatoriamente os fundamentos que dão suporte ao acórdão impugnado. Contra essa decisão, o autor interpôs agravo regimental, sustentando que, embora esta nova ação rescisória utilize-se de alegações constantes do pleito rescisório anterior, não se trata, diz, de mera reprodução ou reiteração das razões apresentadas no primeiro feito. Neste aspecto, assevera que ‘a presente ação rescisória funda-se em vícios próprios da decisão proferida quando do julgamento da AR 2279-AgR/ES. Ocorre que esta, por sua vez, também não enfrentou, isto é, não apreciou, os vícios que justificavam a rescisão da decisão questionada quando do julgamento da ação rescisória anterior, o que acaba, consequentemente, provocando a necessidade de abordar argumentos já utilizados anteriormente, afinal, são eles que confirmam a existência do alegado ERRO DE FATO também na decisão que se busca rescindir com a presente ação’. Insiste na admissibilidade da ação rescisória, reafirmando a premissa de que a sua situação fático-jurídica, bem como o correspondente entendimento jurisprudencial aplicável à especie, não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES OFENDEU LITERAL DISPOSIÇÃO DE LEI – RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que o adicional de assiduidade é devido tão somente aos servidores da Administração estadual, sendo impossível a sua extensão aos serventuários de cartórios extrajudiciais. Súmula 339. II – A questão objeto dos autos não se enquadra nas hipóteses invocadas pelo autor na ação rescisória, e a decisão rescindenda não incorreu em erro de fato nem ofendeu literal disposição de lei. III – Agravo regimental a que se nega provimento (...) O eminente Relator não conheceu da presente demanda, ao argumento de que o autor restringiu-se, ‘tão somente, a reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, por esta Suprema Corte, em anterior processo rescisório’, não infirmando satisfatoriamente os fundamentos que dão suporte ao acórdão impugnado. Contra essa decisão, o autor interpôs agravo regimental, sustentando que, embora esta nova ação rescisória utilize-se de alegações constantes do pleito rescisório anterior, não se trata, diz, de mera reprodução ou reiteração das razões apresentadas no primeiro feito. Neste aspecto, assevera que ‘a presente ação rescisória funda-se em vícios próprios da decisão proferida quando do julgamento da AR 2279-AgR/ES. Ocorre que esta, por sua vez, também não enfrentou, isto é, não apreciou, os vícios que justificavam a rescisão da decisão questionada quando do julgamento da ação rescisória anterior, o que acaba, consequentemente, provocando a necessidade de abordar argumentos já utilizados anteriormente, afinal, são eles que confirmam a existência do alegado ERRO DE FATO também na decisão que se busca rescindir com a presente ação’. Insiste na admissibilidade da ação rescisória, reafirmando a premissa de que a sua situação fático-jurídica, bem como o correspondente entendimento jurisprudencial aplicável à especie, não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório AR 2519 AGR / ES foram devidamente apreciados pela Suprema Corte – tanto no julgamento do Recurso Extraordinário 221640, como na análise da AR 2279 –, existindo, no seu compreender, reiterado erro de fato capaz de justificar o manejo do presente pedido rescisório. Pede, assim, a reconsideração da decisão agravada, de modo que seja admitida e processada a ação rescisória, até seu efetivo julgamento de mérito; e, na hipótese de não ser exercido o juízo de retratação, pugna pela submissão do agravo ao órgão colegiado competente. Intimado, o Estado do Espírito Santo apresentou contrarrazões. Na sequência, vieram os autos à Procuradoria-Geral da República para parecer. II A ação, de fato, não reúne condições de êxito. A decisão agravada deve, portanto, ser mantida por seus próprios fundamentos. Inicialmente, deve-se atentar para a excepcionalidade da ação rescisória. Com efeito, malgrado admita-se a rescindibilidade de decisão proferida em ação rescisória, somente é possível discutir-se, em nova rescisória, vícios atinentes à decisão prolatada na rescisória antecedente, e não na ação originária. Na hipótese, o Supremo Tribunal Federal – no julgamento do Recurso Extraordinário 221640 – reformou o entendimento de segundo grau, assentando a impossibilidade de se reconhecer tempo de serviço em cartório não-oficializado, para fins de concessão de gratificação de assiduidade ao ora autor, servidor público do Estado do Espírito Santo. Para tanto, invocou iterativa jurisprudência da Corte, no sentido de que o adicional de assiduidade é devido tão-somente aos servidores da Administração estadual, sendo inviável sua extensão aos serventuários de cartórios extrajudiciais, ante o óbice do enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Proposta a AR 2279 – onde prolatado o acórdão rescindendo –, decidiu o Tribunal pela negativa de seguimento à demanda, utilizando, para isso, a mesma orientação jurisprudencial constante do referido recurso extraordinário. Neste pleito rescisório, pretende o autor – mais uma vez – rediscutir alegações já examinadas no apelo extraordinário e 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES foram devidamente apreciados pela Suprema Corte – tanto no julgamento do Recurso Extraordinário 221640, como na análise da AR 2279 –, existindo, no seu compreender, reiterado erro de fato capaz de justificar o manejo do presente pedido rescisório. Pede, assim, a reconsideração da decisão agravada, de modo que seja admitida e processada a ação rescisória, até seu efetivo julgamento de mérito; e, na hipótese de não ser exercido o juízo de retratação, pugna pela submissão do agravo ao órgão colegiado competente. Intimado, o Estado do Espírito Santo apresentou contrarrazões. Na sequência, vieram os autos à Procuradoria-Geral da República para parecer. II A ação, de fato, não reúne condições de êxito. A decisão agravada deve, portanto, ser mantida por seus próprios fundamentos. Inicialmente, deve-se atentar para a excepcionalidade da ação rescisória. Com efeito, malgrado admita-se a rescindibilidade de decisão proferida em ação rescisória, somente é possível discutir-se, em nova rescisória, vícios atinentes à decisão prolatada na rescisória antecedente, e não na ação originária. Na hipótese, o Supremo Tribunal Federal – no julgamento do Recurso Extraordinário 221640 – reformou o entendimento de segundo grau, assentando a impossibilidade de se reconhecer tempo de serviço em cartório não-oficializado, para fins de concessão de gratificação de assiduidade ao ora autor, servidor público do Estado do Espírito Santo. Para tanto, invocou iterativa jurisprudência da Corte, no sentido de que o adicional de assiduidade é devido tão-somente aos servidores da Administração estadual, sendo inviável sua extensão aos serventuários de cartórios extrajudiciais, ante o óbice do enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Proposta a AR 2279 – onde prolatado o acórdão rescindendo –, decidiu o Tribunal pela negativa de seguimento à demanda, utilizando, para isso, a mesma orientação jurisprudencial constante do referido recurso extraordinário. Neste pleito rescisório, pretende o autor – mais uma vez – rediscutir alegações já examinadas no apelo extraordinário e 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório AR 2519 AGR / ES nos autos da primeira ação rescisória. Ocorre que esta ação não é a via processual adequada para a mera rediscussão de questões que o tribunal já assentou no julgamento do qual decorreu a decisão que se pretende ver desconstituída. No caso, é exatamente isso que se verifica: o autor limita-se a repisar os argumentos que lançou na AR 2279, buscando, em última análise, reverter o decidido em favor do ente estatal em sede de recurso extraordinário. Aqui, como acertadamente ponderou a decisão agravada, observa-se que ‘o cotejo entre as razões alegadas na AR 2.279-AgR/ES, de um lado, e aquelas que agora foram invocadas como suporte à pretensão rescisória ora deduzida, de outro, revela que os argumentos expostos constituem mera reprodução, mera reiteração ou mera renovação dos argumentos já apresentados à época do ajuizamento daquela ação rescisória’. Não se justifica, portanto, a pretensão do autor de desconstituir a coisa julgada, sendo certo que o mero inconformismo das partes quanto à interpretação e o alcance dados a preceitos legais pela decisão rescindenda não pode configurar causa de manifesta afronta a norma jurídica, sob pena de transformar a ação rescisória em uma espécie de recurso ordinariamente cabível com prazo estendido. Destarte, não há argumento novo suficiente para infirmar a decisão agravada, que, aliás, como dito, mantém-se por seus próprios fundamentos. Assim, opino pelo desprovimento do agravo regimental e pelo não conhecimento da ação rescisória.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação deste E. Plenário o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES nos autos da primeira ação rescisória. Ocorre que esta ação não é a via processual adequada para a mera rediscussão de questões que o tribunal já assentou no julgamento do qual decorreu a decisão que se pretende ver desconstituída. No caso, é exatamente isso que se verifica: o autor limita-se a repisar os argumentos que lançou na AR 2279, buscando, em última análise, reverter o decidido em favor do ente estatal em sede de recurso extraordinário. Aqui, como acertadamente ponderou a decisão agravada, observa-se que ‘o cotejo entre as razões alegadas na AR 2.279-AgR/ES, de um lado, e aquelas que agora foram invocadas como suporte à pretensão rescisória ora deduzida, de outro, revela que os argumentos expostos constituem mera reprodução, mera reiteração ou mera renovação dos argumentos já apresentados à época do ajuizamento daquela ação rescisória’. Não se justifica, portanto, a pretensão do autor de desconstituir a coisa julgada, sendo certo que o mero inconformismo das partes quanto à interpretação e o alcance dados a preceitos legais pela decisão rescindenda não pode configurar causa de manifesta afronta a norma jurídica, sob pena de transformar a ação rescisória em uma espécie de recurso ordinariamente cabível com prazo estendido. Destarte, não há argumento novo suficiente para infirmar a decisão agravada, que, aliás, como dito, mantém-se por seus próprios fundamentos. Assim, opino pelo desprovimento do agravo regimental e pelo não conhecimento da ação rescisória.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação deste E. Plenário o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E13-EBFA-40D3-5BEF e senha C5C4-36FD-4097-8437 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 31/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.519 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte na matéria em exame. Tal como tive o ensejo de assinalar na decisão ora recorrida, trata-se de ação rescisória que, promovida com fundamento nos incisos V e VIII do art. 966 do Código de Processo Civil, tem por finalidade desconstituir decisão irrecorrível emanada do Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AR 2.279- -AgR/ES, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, que restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL – ADICIONAL DE ASSIDUIDADE DEVIDO AOS SERVIDORES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – EXTENSÃO AOS SERVENTUÁRIOS DOS CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal – DECISÃO RESCINDENDA QUE NÃO INCORREU EM ERRO DE FATO NEM OFENDEU LITERAL DISPOSIÇÃO DE LEI – RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que o adicional de assiduidade é devido tão somente aos servidores da Administração estadual, sendo impossível a sua extensão aos serventuários de cartórios extrajudiciais. Súmula 339. II – A questão objeto dos autos não se enquadra nas hipóteses invocadas pelo autor na ação rescisória, e a decisão rescindenda não incorreu em erro de fato nem ofendeu literal disposição de lei. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.519 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte na matéria em exame. Tal como tive o ensejo de assinalar na decisão ora recorrida, trata-se de ação rescisória que, promovida com fundamento nos incisos V e VIII do art. 966 do Código de Processo Civil, tem por finalidade desconstituir decisão irrecorrível emanada do Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AR 2.279- -AgR/ES, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, que restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL – ADICIONAL DE ASSIDUIDADE DEVIDO AOS SERVIDORES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – EXTENSÃO AOS SERVENTUÁRIOS DOS CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal – DECISÃO RESCINDENDA QUE NÃO INCORREU EM ERRO DE FATO NEM OFENDEU LITERAL DISPOSIÇÃO DE LEI – RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que o adicional de assiduidade é devido tão somente aos servidores da Administração estadual, sendo impossível a sua extensão aos serventuários de cartórios extrajudiciais. Súmula 339. II – A questão objeto dos autos não se enquadra nas hipóteses invocadas pelo autor na ação rescisória, e a decisão rescindenda não incorreu em erro de fato nem ofendeu literal disposição de lei. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2519 AGR / ES III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (grifei) Sustentou-se, em síntese, nesta demanda rescisória, que “a decisão rescindenda negou o direito do Autor de ver considerado, na aferição do tempo de serviço para a incidência do adicional por tempo de serviço e da gratificação de assiduidade, aquele prestado quando a serventia ainda não era oficializada, o que, por sua vez, contraria a previsão contida no artigo 301, § 3..., inciso II, da Lei Complementar Estadual n 80/96, resultando em inegável violação ao direito adquirido do Autor” (grifei). Ao apreciar a presente causa, assinalei que a ação rescisória, para ser validamente ajuizada, depende, entre outros requisitos essenciais, da estrita observância, pela parte autora, da formalidade que, exigida pelo Plenário desta Suprema Corte (AR 2.100-AgR/SC, Rel. Min. EROS GRAU – AR 2.156-ED/SC, Rel. Min. ELLEN GRACIE – AR 2.209- -AgR/SC, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.), determina a produção de mandato judicial com poderes especiais para a propositura da demanda rescisória: “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO RESCISÓRIA. JUNTADA DE CÓPIA AUTENTICADA DE PROCURAÇÃO DA AÇÃO ORIGINÁRIA. INADMISSIBILIDADE. AÇÕES AUTÔNOMAS. NECESSIDADE DE PROCURAÇÃO COM PODERES ESPECÍFICOS. 1. A ação rescisória, por se tratar de demanda de caráter excepcional (uma vez que tem por escopo a desconstituição de decisão já acobertada pelo manto da coisa julgada), há de ser postulada por representante processual devidamente amparado por mandato judicial que lhe confira poderes específicos para tanto. 2. Em se tratando de ação autônoma, o mandato originário não se estende à proposição de ação rescisória. Os efeitos das procurações outorgadas se exaurem com o encerramento definitivo daquele processo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (grifei) Sustentou-se, em síntese, nesta demanda rescisória, que “a decisão rescindenda negou o direito do Autor de ver considerado, na aferição do tempo de serviço para a incidência do adicional por tempo de serviço e da gratificação de assiduidade, aquele prestado quando a serventia ainda não era oficializada, o que, por sua vez, contraria a previsão contida no artigo 301, § 3..., inciso II, da Lei Complementar Estadual n 80/96, resultando em inegável violação ao direito adquirido do Autor” (grifei). Ao apreciar a presente causa, assinalei que a ação rescisória, para ser validamente ajuizada, depende, entre outros requisitos essenciais, da estrita observância, pela parte autora, da formalidade que, exigida pelo Plenário desta Suprema Corte (AR 2.100-AgR/SC, Rel. Min. EROS GRAU – AR 2.156-ED/SC, Rel. Min. ELLEN GRACIE – AR 2.209- -AgR/SC, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.), determina a produção de mandato judicial com poderes especiais para a propositura da demanda rescisória: “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO RESCISÓRIA. JUNTADA DE CÓPIA AUTENTICADA DE PROCURAÇÃO DA AÇÃO ORIGINÁRIA. INADMISSIBILIDADE. AÇÕES AUTÔNOMAS. NECESSIDADE DE PROCURAÇÃO COM PODERES ESPECÍFICOS. 1. A ação rescisória, por se tratar de demanda de caráter excepcional (uma vez que tem por escopo a desconstituição de decisão já acobertada pelo manto da coisa julgada), há de ser postulada por representante processual devidamente amparado por mandato judicial que lhe confira poderes específicos para tanto. 2. Em se tratando de ação autônoma, o mandato originário não se estende à proposição de ação rescisória. Os efeitos das procurações outorgadas se exaurem com o encerramento definitivo daquele processo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2519 AGR / ES 3. Exigência que não constitui formalismo extremo, mas cautela que, além de condizente com a natureza especial e autônoma da ação rescisória, visa resguardar os interesses dos próprios autores. 4. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (AR 2.196-AgR/SC, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Ocorre que o instrumento de mandato apresentado pela parte autora no momento da propositura da presente ação não o foi com poderes específicos para o ajuizamento desta demanda rescisória. Revelar-se-ia, então, pertinente a intimação da parte autora para a regularização da sua representação processual, sob pena de extinção do processo sem resolução de mérito (Código de Processo Civil/15, art. 76, § 1..., inciso I, c/c o art. 485, inciso IV). Deixei de ordenar, no entanto, a providência acima referida, considerada a absoluta inadmissibilidade da presente ação. Não se desconhece que o Supremo Tribunal Federal, em tema de ação rescisória, tem proclamado ser admissível o seu ajuizamento, mesmo que o objeto dessa ação autônoma de impugnação seja acórdão resultante do julgamento de outra ação rescisória, vedada, contudo, “a reiteração de ação rescisória sobre as mesmas questões decididas na anterior” (RTJ 110/19, Rel. Min. SOARES MUÑOZ – grifei). Esse entendimento funda-se na circunstância de que, “na relação processual decorrente da rescisória anterior, pode surgir problema que possa dar margem a nova rescisória, como a hipótese de juiz impedido” (RTJ 110/19,32, trecho do voto do Ministro MOREIRA ALVES – grifei). Impende advertir, por necessário, que a “ratio” subjacente a essa orientação jurisprudencial apoia-se em autorizado magistério doutrinário (PEDRO BATISTA MARTINS, “Recursos e Processos da Competência Originária dos Tribunais”, p. 104/105, item n. 69, 1957, Forense; ODILON 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES 3. Exigência que não constitui formalismo extremo, mas cautela que, além de condizente com a natureza especial e autônoma da ação rescisória, visa resguardar os interesses dos próprios autores. 4. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (AR 2.196-AgR/SC, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Ocorre que o instrumento de mandato apresentado pela parte autora no momento da propositura da presente ação não o foi com poderes específicos para o ajuizamento desta demanda rescisória. Revelar-se-ia, então, pertinente a intimação da parte autora para a regularização da sua representação processual, sob pena de extinção do processo sem resolução de mérito (Código de Processo Civil/15, art. 76, § 1..., inciso I, c/c o art. 485, inciso IV). Deixei de ordenar, no entanto, a providência acima referida, considerada a absoluta inadmissibilidade da presente ação. Não se desconhece que o Supremo Tribunal Federal, em tema de ação rescisória, tem proclamado ser admissível o seu ajuizamento, mesmo que o objeto dessa ação autônoma de impugnação seja acórdão resultante do julgamento de outra ação rescisória, vedada, contudo, “a reiteração de ação rescisória sobre as mesmas questões decididas na anterior” (RTJ 110/19, Rel. Min. SOARES MUÑOZ – grifei). Esse entendimento funda-se na circunstância de que, “na relação processual decorrente da rescisória anterior, pode surgir problema que possa dar margem a nova rescisória, como a hipótese de juiz impedido” (RTJ 110/19,32, trecho do voto do Ministro MOREIRA ALVES – grifei). Impende advertir, por necessário, que a “ratio” subjacente a essa orientação jurisprudencial apoia-se em autorizado magistério doutrinário (PEDRO BATISTA MARTINS, “Recursos e Processos da Competência Originária dos Tribunais”, p. 104/105, item n. 69, 1957, Forense; ODILON 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2519 AGR / ES DE ANDRADE, “Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. IX, p. 85/86, item n. 62, 1946, Forense; LUIS EULÁLIO DE BUENO VIDIGAL, “Da Ação Rescisória dos Julgados”, p. 48, item n. 50, 1948, Saraiva; PONTES DE MIRANDA, “Tratado da Ação Rescisória das Sentenças e de Outras Decisões”, § 35, p. 390/392, item n. 2, 5... ed., 1976, Forense; SÉRGIO RIZZI, “Ação Rescisória”, p. 111, item n. 66, 1979, RT; LUÍS ANTÔNIO DE ANDRADE, “Aspectos e Inovações do Código de Processo Civil”, p. 222/223, item n. 270, 1974, Francisco Alves; COQUEIJO COSTA, “Ação Rescisória”, p. 140, item n. 133, 3... ed., 1984, LTr, v.g.). Ocorre, entretanto, que a pretensão rescisória deduzida pelo ora recorrente foi formulada com o claro objetivo de fazer instaurar nova (e inadmissível) discussão sobre controvérsia idêntica à que já fora apreciada por esta Suprema Corte, tanto no julgamento da AR 2.279- -AgR/ES, cujo acórdão motivou o ajuizamento desta segunda ação rescisória, como também no julgamento do Recurso Extraordinário 221.640/ES, objeto de impugnação da primeira ação rescisória ajuizada pelo mesmo autor. Com efeito, o cotejo entre as razões alegadas na AR 2.279-AgR/ES, de um lado, e aquelas que agora foram invocadas como suporte à pretensão rescisória ora deduzida, de outro, revela que os argumentos expostos constituem mera reprodução, mera reiteração ou mera renovação dos argumentos já apresentados à época do ajuizamento daquela ação rescisória. Cabe assinalar, no ponto, que a via excepcional da ação rescisória não pode ser utilizada com o propósito de reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, definitivamente, em anterior processo rescisório, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 110/510, Rel. Min. RAFAEL MAYER – RTJ 132/147, Rel. Min. CARLOS MADEIRA, v.g.): “AÇÃO RESCISÓRIA. REEXAME DO ACÓRDÃO RESCINDENDO. NÃO SE PRESTA A AÇÃO RESCISÓRIA AO REEXAME PURO E SIMPLES DO QUE FOI APRECIADO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES DE ANDRADE, “Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. IX, p. 85/86, item n. 62, 1946, Forense; LUIS EULÁLIO DE BUENO VIDIGAL, “Da Ação Rescisória dos Julgados”, p. 48, item n. 50, 1948, Saraiva; PONTES DE MIRANDA, “Tratado da Ação Rescisória das Sentenças e de Outras Decisões”, § 35, p. 390/392, item n. 2, 5... ed., 1976, Forense; SÉRGIO RIZZI, “Ação Rescisória”, p. 111, item n. 66, 1979, RT; LUÍS ANTÔNIO DE ANDRADE, “Aspectos e Inovações do Código de Processo Civil”, p. 222/223, item n. 270, 1974, Francisco Alves; COQUEIJO COSTA, “Ação Rescisória”, p. 140, item n. 133, 3... ed., 1984, LTr, v.g.). Ocorre, entretanto, que a pretensão rescisória deduzida pelo ora recorrente foi formulada com o claro objetivo de fazer instaurar nova (e inadmissível) discussão sobre controvérsia idêntica à que já fora apreciada por esta Suprema Corte, tanto no julgamento da AR 2.279- -AgR/ES, cujo acórdão motivou o ajuizamento desta segunda ação rescisória, como também no julgamento do Recurso Extraordinário 221.640/ES, objeto de impugnação da primeira ação rescisória ajuizada pelo mesmo autor. Com efeito, o cotejo entre as razões alegadas na AR 2.279-AgR/ES, de um lado, e aquelas que agora foram invocadas como suporte à pretensão rescisória ora deduzida, de outro, revela que os argumentos expostos constituem mera reprodução, mera reiteração ou mera renovação dos argumentos já apresentados à época do ajuizamento daquela ação rescisória. Cabe assinalar, no ponto, que a via excepcional da ação rescisória não pode ser utilizada com o propósito de reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, definitivamente, em anterior processo rescisório, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 110/510, Rel. Min. RAFAEL MAYER – RTJ 132/147, Rel. Min. CARLOS MADEIRA, v.g.): “AÇÃO RESCISÓRIA. REEXAME DO ACÓRDÃO RESCINDENDO. NÃO SE PRESTA A AÇÃO RESCISÓRIA AO REEXAME PURO E SIMPLES DO QUE FOI APRECIADO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2519 AGR / ES PELA DECISÃO RESCINDENDA, COMO SE SE TRATASSE DE UMA NOVA INSTÂNCIA. AÇÃO RESCISÓRIA JULGADA IMPROCEDENTE.” (RTJ 109/474, Rel. Min. RAFAEL MAYER, Pleno – grifei) “AÇÃO RESCISÓRIA – AJUIZAMENTO CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO EM SEDE DE OUTRA AÇÃO RESCISÓRIA – POSSIBILIDADE, EM TESE – INVIABILIDADE, NO CASO PRESENTE, POR TRATAR-SE DE MERA REITERAÇÃO DE PEDIDO – AÇÃO RESCISÓRIA DECLARADA INADMISSÍVEL, POR DECISÃO MONOCRÁTICA DO RELATOR DA CAUSA – DEVOLUÇÃO, AO AUTOR, DO DEPÓSITO PREVISTO NO ART. 488, II, DO Código de Processo Civil – AGRAVO IMPROVIDO. …................................................................................................... POSSIBILIDADE DE NOVA AÇÃO RESCISÓRIA CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO NO JULGAMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA ANTERIOR – O sistema processual brasileiro admite o ajuizamento de nova ação rescisória promovida com o objetivo de desconstituir decisão proferida no julgamento de outra ação rescisória. Doutrina. Precedentes. – A via excepcional da rescisão do julgado, contudo, não pode ser utilizada com o propósito de reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, definitivamente, em anterior processo rescisório. Precedentes. Doutrina. Ocorrência, na espécie, de mera reiteração do pedido anterior. Inadmissibilidade.” (AR 1.279-ED/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Irrepreensível, sob tal aspecto, o autorizado magistério de PONTES DE MIRANDA (“Tratado da Ação Rescisória das Sentenças e de Outras Decisões”, p. 392, § 35, item n. 2, 5... ed., 1976, Forense): “A sentença dada na ação rescisória (…) é outra sentença, inconfundível com a sentença rescindenda. Se autor ou réu na ação 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES PELA DECISÃO RESCINDENDA, COMO SE SE TRATASSE DE UMA NOVA INSTÂNCIA. AÇÃO RESCISÓRIA JULGADA IMPROCEDENTE.” (RTJ 109/474, Rel. Min. RAFAEL MAYER, Pleno – grifei) “AÇÃO RESCISÓRIA – AJUIZAMENTO CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO EM SEDE DE OUTRA AÇÃO RESCISÓRIA – POSSIBILIDADE, EM TESE – INVIABILIDADE, NO CASO PRESENTE, POR TRATAR-SE DE MERA REITERAÇÃO DE PEDIDO – AÇÃO RESCISÓRIA DECLARADA INADMISSÍVEL, POR DECISÃO MONOCRÁTICA DO RELATOR DA CAUSA – DEVOLUÇÃO, AO AUTOR, DO DEPÓSITO PREVISTO NO ART. 488, II, DO Código de Processo Civil – AGRAVO IMPROVIDO. …................................................................................................... POSSIBILIDADE DE NOVA AÇÃO RESCISÓRIA CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO NO JULGAMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA ANTERIOR – O sistema processual brasileiro admite o ajuizamento de nova ação rescisória promovida com o objetivo de desconstituir decisão proferida no julgamento de outra ação rescisória. Doutrina. Precedentes. – A via excepcional da rescisão do julgado, contudo, não pode ser utilizada com o propósito de reintroduzir, no âmbito de nova ação rescisória, a mesma discussão já apreciada, definitivamente, em anterior processo rescisório. Precedentes. Doutrina. Ocorrência, na espécie, de mera reiteração do pedido anterior. Inadmissibilidade.” (AR 1.279-ED/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Irrepreensível, sob tal aspecto, o autorizado magistério de PONTES DE MIRANDA (“Tratado da Ação Rescisória das Sentenças e de Outras Decisões”, p. 392, § 35, item n. 2, 5... ed., 1976, Forense): “A sentença dada na ação rescisória (…) é outra sentença, inconfundível com a sentença rescindenda. Se autor ou réu na ação 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2519 AGR / ES rescisória, ou outro legitimado ativo, propõe ação rescisória contra a sentença que se proferiu na ação rescisória, não renova pedido: o pedido, que faz, é outro pedido. Não poderia renovar o que fez. A ação rescisória, que então se lhe permite, é por algum dos fatos mencionados no art. 485 ou no art. 486 do Código de Processo Civil, ocorrido na relação jurídica processual da ação rescisória. A sentença na primeira ação rescisória foi julgamento de julgamento; a segunda é julgamento do ‘julgamento de julgamento’, e não outro julgamento do julgamento de que se pedira, antes, rescisão.” (grifei) Vale ressaltar, por necessário, que esse entendimento doutrinário vem de ser reafirmado por eminentes processualistas em sua análise sobre o novo Código de Processo Civil (HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, “Curso de Direito Processual Civil”, vol. III/892-893, item n. 686, 47... ed., 2016, Forense; ELPÍDIO DONIZETTI, “Curso Didático de Direito Processual Civil”, p. 1.360/1.361, item n. 3.5.4, 19... ed., 2016, Atlas, v.g.). O exame dos fundamentos subjacentes à presente causa, reafirmados pelo ora agravante, evidencia que esta ação rescisória não busca infirmar o acórdão proferido pelo Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AR 2.279-AgR/ES, mas a decisão proferida nos autos do Recurso Extraordinário 221.640/ES, eis que, tal como precedentemente assinalado, o autor limitou-se a renovar as mesmas razões anteriormente apresentadas por ele na primeira demanda rescisória. Vê-se, desse modo, que se revela insuscetível de conhecimento esta demanda, uma vez que o autor – restringindo-se, tão somente, a reintroduzir no âmbito de nova ação rescisória a mesma discussão já apreciada, por esta Suprema Corte, em anterior processo rescisório – não foi capaz de infirmar os fundamentos que dão suporte ao acórdão subjacente ao julgamento da AR 2.279-AgR/ES. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES rescisória, ou outro legitimado ativo, propõe ação rescisória contra a sentença que se proferiu na ação rescisória, não renova pedido: o pedido, que faz, é outro pedido. Não poderia renovar o que fez. A ação rescisória, que então se lhe permite, é por algum dos fatos mencionados no art. 485 ou no art. 486 do Código de Processo Civil, ocorrido na relação jurídica processual da ação rescisória. A sentença na primeira ação rescisória foi julgamento de julgamento; a segunda é julgamento do ‘julgamento de julgamento’, e não outro julgamento do julgamento de que se pedira, antes, rescisão.” (grifei) Vale ressaltar, por necessário, que esse entendimento doutrinário vem de ser reafirmado por eminentes processualistas em sua análise sobre o novo Código de Processo Civil (HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, “Curso de Direito Processual Civil”, vol. III/892-893, item n. 686, 47... ed., 2016, Forense; ELPÍDIO DONIZETTI, “Curso Didático de Direito Processual Civil”, p. 1.360/1.361, item n. 3.5.4, 19... ed., 2016, Atlas, v.g.). O exame dos fundamentos subjacentes à presente causa, reafirmados pelo ora agravante, evidencia que esta ação rescisória não busca infirmar o acórdão proferido pelo Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AR 2.279-AgR/ES, mas a decisão proferida nos autos do Recurso Extraordinário 221.640/ES, eis que, tal como precedentemente assinalado, o autor limitou-se a renovar as mesmas razões anteriormente apresentadas por ele na primeira demanda rescisória. Vê-se, desse modo, que se revela insuscetível de conhecimento esta demanda, uma vez que o autor – restringindo-se, tão somente, a reintroduzir no âmbito de nova ação rescisória a mesma discussão já apreciada, por esta Suprema Corte, em anterior processo rescisório – não foi capaz de infirmar os fundamentos que dão suporte ao acórdão subjacente ao julgamento da AR 2.279-AgR/ES. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2519 AGR / ES Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Supremo Tribunal Federal AR 2519 AGR / ES Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91CB-7DAC-8453-50BE e senha 8E92-0CDF-E0CA-2339 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 31/08/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.519 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CARLOS ROBERTO BERMUDES ROCHA ADV.(A/S) : ZILMAR JOSÉ DA SILVA JUNIOR (9597/ES) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 796B-B40B-6E03-DAC5 e senha 3EFC-A03B-21CE-D1AD Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.519 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CARLOS ROBERTO BERMUDES ROCHA ADV.(A/S) : ZILMAR JOSÉ DA SILVA JUNIOR (9597/ES) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 796B-B40B-6E03-DAC5 e senha 3EFC-A03B-21CE-D1AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 519", "AR 2 . 279 - AgR / ES", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 519", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 519", "Ação Rescisória 2279", "SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal", "Ação Rescisória 2279", "SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal", "AR 2279 - AgR / ES", "AR 2279 - AgR / ES", "Recurso Extraordinário 221640", "enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "AR", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 519", "AR 2 . 279 - - AgR / ES", "SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 519", "AR 2 . 279 -", "SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal", "AR 2 . 100 - AgR / SC", "AR 2 . 156 - ED / SC", "AR 2 . 209 - - AgR / SC", "AR", "AR 2 . 196 - AgR / SC", "RTJ 110 / 19", "RTJ 110", "AR 2 . 196 - AgR / SC", "RTJ 110 / 19", "RTJ 110 / 19 , 32", "AR 2 . 279 - - AgR / ES", "Recurso Extraordinário 221 . 640 / ES", "AR 2 . 279 - AgR / ES", "RTJ 110 / 510", "RTJ 132 / 147", "AR", "Recurso Extraordinário 221 . 640 / 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ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "PROCURADORIA", "-", "GERAL DA REPÚBLICA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário dessa", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário dessa Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "/", "ES", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Estado do", "Procuradoria", "-", "Geral da 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BERMUDES ROCHA", "ZILMAR JOSÉ DA SILVA JUNIOR", "CELSO DE MELLO", "RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "EROS GRAU", "ELLEN GRACIE", "TEORI ZAVASCKI", "EROS GRAU", "ELLEN GRACIE", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "SOARES MUÑOZ", "MOREIRA ALVES", "PEDRO BATISTA MARTINS", "DIAS TOFFOLI", "SOARES MUÑOZ", "MOREIRA ALVES", "PEDRO BATISTA MARTINS", "CELSO DE MELLO AR 2519", "ES", "LUIS EULÁLIO DE BUENO VIDIGAL", "PONTES DE MIRANDA", "SÉRGIO RIZZI", "COQUEIJO COSTA", "RAFAEL MAYER", "CARLOS MADEIRA", "/", "ES", "DE ANDRADE", "LUIS EULÁLIO DE BUENO VIDIGAL", "PONTES DE MIRANDA", "SÉRGIO RIZZI", "LUÍS ANTÔNIO DE ANDRADE", "Francisco Alves", "COQUEIJO COSTA", "RAFAEL MAYER", "CARLOS MADEIRA", "CELSO DE MELLO", "RAFAEL MAYER", "CELSO DE MELLO", "RAFAEL MAYER", "CELSO DE MELLO", "PONTES DE MIRANDA", "CELSO DE MELLO", "HUMBERTO THEODORO JÚNIOR", "ELPÍDIO DONIZETTI", "HUMBERTO THEODORO JÚNIOR", "ELPÍDIO DONIZETTI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS ROBERTO BERMUDES ROCHA", "ZILMAR JOSÉ DA SILVA JUNIOR", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "CELSO DE MELLO", "CARLOS ROBERTO BERMUDES ROCHA", "ZILMAR JOSÉ DA SILVA JUNIOR", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "30 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", 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Ementa e Acórdão 17/09/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.099.094 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :CRISTIANE FRANCATO PAULINO ADV.(A/S) :RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA EMBDO.(A/S) :JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) :JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) :MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS. ERRO MATERIAL: ANULAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGADO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 14/9/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração para anular o acórdão embargado e majorar os honorários advocatícios em 10%, conforme disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo civil, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Brasília, 17 de setembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5C9-3C32-CDA6-B8F0 e senha AB5C-A3B6-1CFE-85A8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 17/09/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.099.094 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :CRISTIANE FRANCATO PAULINO ADV.(A/S) :RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA EMBDO.(A/S) :JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) :JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) :MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 14.12.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por José Pio Ferreira contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo por incidência da Súmula 287 deste Supremo Tribunal, sem majorar os honorários advocatícios de sucumbência (doc. 4). Contra essa decisão Cristiane Francato Paulino opôs embargos de declaração alegando omissão na majoração dos honorários advocatícios (doc. 5). Esses embargos foram rejeitados (doc. 10). 2. Contra essa decisão Cristiane Francato Paulino interpôs agravo regimental, no qual alegou a necessidade de majoração dos honorários advocatícios (doc. 11). Em 29.6.2018, o Plenário do Supremo Tribunal Federal julgou o agravo interposto por Cristiane Francato Paulino como se tivesse sido interposto por José Pio Ferreira contra a decisão de negativa de seguimento do recurso extraordinário com agravo: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 564F-6353-380A-51DA e senha 025C-FCE1-E64E-F1A0 Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.099.094 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :CRISTIANE FRANCATO PAULINO ADV.(A/S) :RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA EMBDO.(A/S) :JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) :JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) :MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 14.12.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por José Pio Ferreira contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo por incidência da Súmula 287 deste Supremo Tribunal, sem majorar os honorários advocatícios de sucumbência (doc. 4). Contra essa decisão Cristiane Francato Paulino opôs embargos de declaração alegando omissão na majoração dos honorários advocatícios (doc. 5). Esses embargos foram rejeitados (doc. 10). 2. Contra essa decisão Cristiane Francato Paulino interpôs agravo regimental, no qual alegou a necessidade de majoração dos honorários advocatícios (doc. 11). Em 29.6.2018, o Plenário do Supremo Tribunal Federal julgou o agravo interposto por Cristiane Francato Paulino como se tivesse sido interposto por José Pio Ferreira contra a decisão de negativa de seguimento do recurso extraordinário com agravo: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 564F-6353-380A-51DA e senha 025C-FCE1-E64E-F1A0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1099094 ED-AGR-ED / SP DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: SÚMULA 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (doc. 16). 3. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2018, Cristiane Francato Paulino opõe, em 14.8.2018, embargos de declaração (doc. 53). 4. A embargante alega erro material no acórdão embargado: “CRISTIANE FRANCATO PAULINHO, a embargante, é a autora da ação. E que JOSÉ PIO FERREIRA, o embargado, é o réu. O pedido da autora foi julgado procedente pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Razão pela qual foi JOSÉ PIO FERREIRA, o réu, quem interpôs o recurso extraordinário e, depois o agravo em recurso extraordinário. A autora, por sua vez, embargou a decisão monocrática que negou seguimento ao recurso extraordinário apenas para requerer que os honorários de sucumbência fossem majorados, posto que o recurso extraordinário foi apresentado já na vigência do novo Código de Processo Civil. (…) Por isso a autora interpôs o agravo regimental que agora foi julgado. Agora leia-se o acórdão embargado (…) O réu é o recorrente e a autora, no agravo regimental, apenas busca a majoração dos honorários de sucumbência” (doc. 17). Requer 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 564F-6353-380A-51DA e senha 025C-FCE1-E64E-F1A0 Supremo Tribunal Federal ARE 1099094 ED-AGR-ED / SP DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: SÚMULA 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (doc. 16). 3. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2018, Cristiane Francato Paulino opõe, em 14.8.2018, embargos de declaração (doc. 53). 4. A embargante alega erro material no acórdão embargado: “CRISTIANE FRANCATO PAULINHO, a embargante, é a autora da ação. E que JOSÉ PIO FERREIRA, o embargado, é o réu. O pedido da autora foi julgado procedente pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Razão pela qual foi JOSÉ PIO FERREIRA, o réu, quem interpôs o recurso extraordinário e, depois o agravo em recurso extraordinário. A autora, por sua vez, embargou a decisão monocrática que negou seguimento ao recurso extraordinário apenas para requerer que os honorários de sucumbência fossem majorados, posto que o recurso extraordinário foi apresentado já na vigência do novo Código de Processo Civil. (…) Por isso a autora interpôs o agravo regimental que agora foi julgado. Agora leia-se o acórdão embargado (…) O réu é o recorrente e a autora, no agravo regimental, apenas busca a majoração dos honorários de sucumbência” (doc. 17). Requer 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 564F-6353-380A-51DA e senha 025C-FCE1-E64E-F1A0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1099094 ED-AGR-ED / SP “sejam estes embargos de declaração recebidos e providos para suprir o errado material apontado, e assim completando-se a prestação jurisdicional” (fl. 2, doc. 17). 5. Em 15.8.2018, deu-se “vista para manifestação da parte embargada, na forma do art. 1023, §2º, do Código de Processo Civil” (doc. 19). Em 27.8.2018, exauriu-se o prazo sem que a parte embargada se manifestasse sobre este recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 564F-6353-380A-51DA e senha 025C-FCE1-E64E-F1A0 Supremo Tribunal Federal ARE 1099094 ED-AGR-ED / SP “sejam estes embargos de declaração recebidos e providos para suprir o errado material apontado, e assim completando-se a prestação jurisdicional” (fl. 2, doc. 17). 5. Em 15.8.2018, deu-se “vista para manifestação da parte embargada, na forma do art. 1023, §2º, do Código de Processo Civil” (doc. 19). Em 27.8.2018, exauriu-se o prazo sem que a parte embargada se manifestasse sobre este recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 564F-6353-380A-51DA e senha 025C-FCE1-E64E-F1A0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 17/09/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.099.094 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica assiste à embargante. 2. Como relatado, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por José Pio Ferreira, sem majorar os honorários advocatícios de sucumbência. Contra essa decisão Cristiane Francato Paulino opôs embargos de declaração e agravo regimental, para corrigir o erro material na decisão recorrida. No entanto, seus recursos foram julgados improcedentes pelo Supremo Tribunal Federal, sem exame de seu pedido. 3. Este Supremo Tribunal assentou ser possível majorar os honorários advocatícios no Supremo Tribunal Federal quando fixados pelas instâncias ordinárias, conforme se dispõe no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil: “o tribunal, ao julgar recurso, majorará os honorários fixados anteriormente”. Assim, por exemplo: “A interposição de recurso sob a égide da nova lei processual possibilita a majoração dos honorários advocatícios (ora fixados em 10% dez por cento sobre o valor da causa), mesmo quando não apresentadas contrarrazões, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015” (AO n. 2.063-AgR, Relator o Ministro Redator do acórdão o Ministro Luiz Fux, Plenário, DJe 14.9.2017). 4. Na espécie em exame, a decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário foi publicada em 18.5.2017 (fl. 80, vol. 2), na vigência do atual Código de Processo Civil. Assim, ao negar seguimento ao recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C43-E04A-F75F-C366 e senha 50C3-C5FC-6823-A38C Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.099.094 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica assiste à embargante. 2. Como relatado, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por José Pio Ferreira, sem majorar os honorários advocatícios de sucumbência. Contra essa decisão Cristiane Francato Paulino opôs embargos de declaração e agravo regimental, para corrigir o erro material na decisão recorrida. No entanto, seus recursos foram julgados improcedentes pelo Supremo Tribunal Federal, sem exame de seu pedido. 3. Este Supremo Tribunal assentou ser possível majorar os honorários advocatícios no Supremo Tribunal Federal quando fixados pelas instâncias ordinárias, conforme se dispõe no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil: “o tribunal, ao julgar recurso, majorará os honorários fixados anteriormente”. Assim, por exemplo: “A interposição de recurso sob a égide da nova lei processual possibilita a majoração dos honorários advocatícios (ora fixados em 10% dez por cento sobre o valor da causa), mesmo quando não apresentadas contrarrazões, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015” (AO n. 2.063-AgR, Relator o Ministro Redator do acórdão o Ministro Luiz Fux, Plenário, DJe 14.9.2017). 4. Na espécie em exame, a decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário foi publicada em 18.5.2017 (fl. 80, vol. 2), na vigência do atual Código de Processo Civil. Assim, ao negar seguimento ao recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C43-E04A-F75F-C366 e senha 50C3-C5FC-6823-A38C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1099094 ED-AGR-ED / SP interposto pelo embargado (José Pio Ferreira) deveriam ter sido majorados os honorários advocatícios de sucumbência. 5. Pelo exposto, voto no sentido de anular o acórdão embargado e majorar os honorários advocatícios em 10%, conforme disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, com a ressalva de eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C43-E04A-F75F-C366 e senha 50C3-C5FC-6823-A38C Supremo Tribunal Federal ARE 1099094 ED-AGR-ED / SP interposto pelo embargado (José Pio Ferreira) deveriam ter sido majorados os honorários advocatícios de sucumbência. 5. Pelo exposto, voto no sentido de anular o acórdão embargado e majorar os honorários advocatícios em 10%, conforme disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, com a ressalva de eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C43-E04A-F75F-C366 e senha 50C3-C5FC-6823-A38C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/09/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.099.094 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : CRISTIANE FRANCATO PAULINO ADV.(A/S) : RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA (305479/SP) EMBDO.(A/S) : JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) : JOSE PIO FERREIRA (119934/SP) ADV.(A/S) : MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA (251322/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, para anular o acórdão embargado e majorar os honorários advocatícios em 10%, conforme disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, com a ressalva de eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4B-4BAB-C3C1-AA5C e senha 7985-DEB3-B7B5-5F67 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.099.094 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : CRISTIANE FRANCATO PAULINO ADV.(A/S) : RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA (305479/SP) EMBDO.(A/S) : JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) : JOSE PIO FERREIRA (119934/SP) ADV.(A/S) : MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA (251322/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, para anular o acórdão embargado e majorar os honorários advocatícios em 10%, conforme disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, com a ressalva de eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4B-4BAB-C3C1-AA5C e senha 7985-DEB3-B7B5-5F67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748465427
2018-09-17T00:00:00
2018-10-19T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, para anular o acórdão embargado e majorar os honorários advocatícios em 10%, conforme disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, com a ressalva de eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS. ERRO MATERIAL: ANULAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGADO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS.
sjur393025
- Acórdão(s) citado(s): (MAJORAÇÃO, HONORÁRIOS) AO 2063 AgR (TP). Número de páginas: 7. Análise: 19/11/2018, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1099094
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-ED-AgR-ED
acordaos
ARE 1099094 ED-AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : CRISTIANE FRANCATO PAULINO ADV.(A/S) : RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA EMBDO.(A/S) : JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) : JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) : MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/09/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.099.094 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :CRISTIANE FRANCATO PAULINO ADV.(A/S) :RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA EMBDO.(A/S) :JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) :JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) :MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS. ERRO MATERIAL: ANULAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGADO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 14/9/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração para anular o acórdão embargado e majorar os honorários advocatícios em 10%, conforme disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo civil, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Brasília, 17 de setembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5C9-3C32-CDA6-B8F0 e senha AB5C-A3B6-1CFE-85A8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 17/09/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.099.094 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :CRISTIANE FRANCATO PAULINO ADV.(A/S) :RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA EMBDO.(A/S) :JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) :JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) :MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 14.12.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por José Pio Ferreira contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo por incidência da Súmula 287 deste Supremo Tribunal, sem majorar os honorários advocatícios de sucumbência (doc. 4). Contra essa decisão Cristiane Francato Paulino opôs embargos de declaração alegando omissão na majoração dos honorários advocatícios (doc. 5). Esses embargos foram rejeitados (doc. 10). 2. Contra essa decisão Cristiane Francato Paulino interpôs agravo regimental, no qual alegou a necessidade de majoração dos honorários advocatícios (doc. 11). Em 29.6.2018, o Plenário do Supremo Tribunal Federal julgou o agravo interposto por Cristiane Francato Paulino como se tivesse sido interposto por José Pio Ferreira contra a decisão de negativa de seguimento do recurso extraordinário com agravo: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 564F-6353-380A-51DA e senha 025C-FCE1-E64E-F1A0 Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.099.094 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :CRISTIANE FRANCATO PAULINO ADV.(A/S) :RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA EMBDO.(A/S) :JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) :JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) :MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 14.12.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por José Pio Ferreira contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo por incidência da Súmula 287 deste Supremo Tribunal, sem majorar os honorários advocatícios de sucumbência (doc. 4). Contra essa decisão Cristiane Francato Paulino opôs embargos de declaração alegando omissão na majoração dos honorários advocatícios (doc. 5). Esses embargos foram rejeitados (doc. 10). 2. Contra essa decisão Cristiane Francato Paulino interpôs agravo regimental, no qual alegou a necessidade de majoração dos honorários advocatícios (doc. 11). Em 29.6.2018, o Plenário do Supremo Tribunal Federal julgou o agravo interposto por Cristiane Francato Paulino como se tivesse sido interposto por José Pio Ferreira contra a decisão de negativa de seguimento do recurso extraordinário com agravo: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 564F-6353-380A-51DA e senha 025C-FCE1-E64E-F1A0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1099094 ED-AGR-ED / SP DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: SÚMULA 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (doc. 16). 3. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2018, Cristiane Francato Paulino opõe, em 14.8.2018, embargos de declaração (doc. 53). 4. A embargante alega erro material no acórdão embargado: “CRISTIANE FRANCATO PAULINHO, a embargante, é a autora da ação. E que JOSÉ PIO FERREIRA, o embargado, é o réu. O pedido da autora foi julgado procedente pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Razão pela qual foi JOSÉ PIO FERREIRA, o réu, quem interpôs o recurso extraordinário e, depois o agravo em recurso extraordinário. A autora, por sua vez, embargou a decisão monocrática que negou seguimento ao recurso extraordinário apenas para requerer que os honorários de sucumbência fossem majorados, posto que o recurso extraordinário foi apresentado já na vigência do novo Código de Processo Civil. (…) Por isso a autora interpôs o agravo regimental que agora foi julgado. Agora leia-se o acórdão embargado (…) O réu é o recorrente e a autora, no agravo regimental, apenas busca a majoração dos honorários de sucumbência” (doc. 17). Requer 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 564F-6353-380A-51DA e senha 025C-FCE1-E64E-F1A0 Supremo Tribunal Federal ARE 1099094 ED-AGR-ED / SP DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: SÚMULA 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (doc. 16). 3. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2018, Cristiane Francato Paulino opõe, em 14.8.2018, embargos de declaração (doc. 53). 4. A embargante alega erro material no acórdão embargado: “CRISTIANE FRANCATO PAULINHO, a embargante, é a autora da ação. E que JOSÉ PIO FERREIRA, o embargado, é o réu. O pedido da autora foi julgado procedente pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Razão pela qual foi JOSÉ PIO FERREIRA, o réu, quem interpôs o recurso extraordinário e, depois o agravo em recurso extraordinário. A autora, por sua vez, embargou a decisão monocrática que negou seguimento ao recurso extraordinário apenas para requerer que os honorários de sucumbência fossem majorados, posto que o recurso extraordinário foi apresentado já na vigência do novo Código de Processo Civil. (…) Por isso a autora interpôs o agravo regimental que agora foi julgado. Agora leia-se o acórdão embargado (…) O réu é o recorrente e a autora, no agravo regimental, apenas busca a majoração dos honorários de sucumbência” (doc. 17). Requer 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 564F-6353-380A-51DA e senha 025C-FCE1-E64E-F1A0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1099094 ED-AGR-ED / SP “sejam estes embargos de declaração recebidos e providos para suprir o errado material apontado, e assim completando-se a prestação jurisdicional” (fl. 2, doc. 17). 5. Em 15.8.2018, deu-se “vista para manifestação da parte embargada, na forma do art. 1023, §2..., do Código de Processo Civil” (doc. 19). Em 27.8.2018, exauriu-se o prazo sem que a parte embargada se manifestasse sobre este recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 564F-6353-380A-51DA e senha 025C-FCE1-E64E-F1A0 Supremo Tribunal Federal ARE 1099094 ED-AGR-ED / SP “sejam estes embargos de declaração recebidos e providos para suprir o errado material apontado, e assim completando-se a prestação jurisdicional” (fl. 2, doc. 17). 5. Em 15.8.2018, deu-se “vista para manifestação da parte embargada, na forma do art. 1023, §2..., do Código de Processo Civil” (doc. 19). Em 27.8.2018, exauriu-se o prazo sem que a parte embargada se manifestasse sobre este recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 564F-6353-380A-51DA e senha 025C-FCE1-E64E-F1A0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 17/09/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.099.094 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica assiste à embargante. 2. Como relatado, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por José Pio Ferreira, sem majorar os honorários advocatícios de sucumbência. Contra essa decisão Cristiane Francato Paulino opôs embargos de declaração e agravo regimental, para corrigir o erro material na decisão recorrida. No entanto, seus recursos foram julgados improcedentes pelo Supremo Tribunal Federal, sem exame de seu pedido. 3. Este Supremo Tribunal assentou ser possível majorar os honorários advocatícios no Supremo Tribunal Federal quando fixados pelas instâncias ordinárias, conforme se dispõe no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil: “o tribunal, ao julgar recurso, majorará os honorários fixados anteriormente”. Assim, por exemplo: “A interposição de recurso sob a égide da nova lei processual possibilita a majoração dos honorários advocatícios (ora fixados em 10% dez por cento sobre o valor da causa), mesmo quando não apresentadas contrarrazões, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015” (AO n. 2.063-AgR, Relator o Ministro Redator do acórdão o Ministro Luiz Fux, Plenário, DJe 14.9.2017). 4. Na espécie em exame, a decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário foi publicada em 18.5.2017 (fl. 80, vol. 2), na vigência do atual Código de Processo Civil. Assim, ao negar seguimento ao recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C43-E04A-F75F-C366 e senha 50C3-C5FC-6823-A38C Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.099.094 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica assiste à embargante. 2. Como relatado, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por José Pio Ferreira, sem majorar os honorários advocatícios de sucumbência. Contra essa decisão Cristiane Francato Paulino opôs embargos de declaração e agravo regimental, para corrigir o erro material na decisão recorrida. No entanto, seus recursos foram julgados improcedentes pelo Supremo Tribunal Federal, sem exame de seu pedido. 3. Este Supremo Tribunal assentou ser possível majorar os honorários advocatícios no Supremo Tribunal Federal quando fixados pelas instâncias ordinárias, conforme se dispõe no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil: “o tribunal, ao julgar recurso, majorará os honorários fixados anteriormente”. Assim, por exemplo: “A interposição de recurso sob a égide da nova lei processual possibilita a majoração dos honorários advocatícios (ora fixados em 10% dez por cento sobre o valor da causa), mesmo quando não apresentadas contrarrazões, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015” (AO n. 2.063-AgR, Relator o Ministro Redator do acórdão o Ministro Luiz Fux, Plenário, DJe 14.9.2017). 4. Na espécie em exame, a decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário foi publicada em 18.5.2017 (fl. 80, vol. 2), na vigência do atual Código de Processo Civil. Assim, ao negar seguimento ao recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C43-E04A-F75F-C366 e senha 50C3-C5FC-6823-A38C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1099094 ED-AGR-ED / SP interposto pelo embargado (José Pio Ferreira) deveriam ter sido majorados os honorários advocatícios de sucumbência. 5. Pelo exposto, voto no sentido de anular o acórdão embargado e majorar os honorários advocatícios em 10%, conforme disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, com a ressalva de eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C43-E04A-F75F-C366 e senha 50C3-C5FC-6823-A38C Supremo Tribunal Federal ARE 1099094 ED-AGR-ED / SP interposto pelo embargado (José Pio Ferreira) deveriam ter sido majorados os honorários advocatícios de sucumbência. 5. Pelo exposto, voto no sentido de anular o acórdão embargado e majorar os honorários advocatícios em 10%, conforme disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, com a ressalva de eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C43-E04A-F75F-C366 e senha 50C3-C5FC-6823-A38C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/09/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.099.094 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : CRISTIANE FRANCATO PAULINO ADV.(A/S) : RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA (305479/SP) EMBDO.(A/S) : JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) : JOSE PIO FERREIRA (119934/SP) ADV.(A/S) : MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA (251322/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, para anular o acórdão embargado e majorar os honorários advocatícios em 10%, conforme disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, com a ressalva de eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4B-4BAB-C3C1-AA5C e senha 7985-DEB3-B7B5-5F67 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.099.094 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : CRISTIANE FRANCATO PAULINO ADV.(A/S) : RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA (305479/SP) EMBDO.(A/S) : JOSE PIO FERREIRA ADV.(A/S) : JOSE PIO FERREIRA (119934/SP) ADV.(A/S) : MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA (251322/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, para anular o acórdão embargado e majorar os honorários advocatícios em 10%, conforme disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, com a ressalva de eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4B-4BAB-C3C1-AA5C e senha 7985-DEB3-B7B5-5F67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula 287 deste Supremo Tribunal", "RECURSO", "Súmula 287 deste Supremo Tribunal", "SÚMULA 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1099094", "ARE 1099094", "AO n . 2 . 063 - AgR", "AO n . 2 . 063 - AgR", "ARE 1099094 ED -", "ARE 1099094 ED" ], "LEGISLACAO": [ "§ 11 do art . 85 do Código de Processo civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . E 11 DO ART . 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "§ 4 . . . DO ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1023 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1023 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "CRISTIANE FRANCATO PAULINO", "RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA", "JOSE PIO FERREIRA", "JOSE PIO FERREIRA", "MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "CRISTIANE FRANCATO PAULINO", "RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA", "JOSE PIO FERREIRA", "JOSE PIO FERREIRA", "MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "José Pio Ferreira", "Cristiane Francato Paulino", "Cristiane Francato Paulino", "Cristiane Francato Paulino", "José Pio Ferreira", "CRISTIANE FRANCATO PAULINO", "RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA", "JOSE PIO FERREIRA", "JOSE PIO FERREIRA", "MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "José Pio Ferreira", "Cristiane Francato Paulino", "Cristiane Francato Paulino", "Cristiane Francato Paulino", "José Pio Ferreira", "Cristiane Francato Paulino", "CRISTIANE FRANCATO PAULINHO", "JOSÉ PIO FERREIRA", "JOSÉ PIO FERREIRA", "Cristiane Francato Paulino", "CRISTIANE FRANCATO PAULINHO", "JOSÉ PIO FERREIRA", "JOSÉ PIO FERREIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "José Pio Ferreira", "Cristiane Francato Paulino", "Luiz Fux", "CÁRMEN LÚCIA", "José Pio Ferreira", "Cristiane Francato Paulino", "Luiz Fux", "José Pio Ferreira", "José Pio Ferreira", "CRISTIANE FRANCATO PAULINO", "RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA", "JOSE PIO FERREIRA", "JOSE PIO FERREIRA", "MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "CRISTIANE FRANCATO PAULINO", "RENATO AUGUSTO OLLER DE MOURA BRAGA", "JOSE PIO FERREIRA", "JOSE PIO FERREIRA", "MAGDA GIZELIA DE ALMEIDA FERREIRA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "17", "/", "09", "/", "2018", "7", "14", "/", "9", "/", "2018", "17 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", 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Ementa e Acórdão 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.813 CEARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :ROSIMARY PIRES BARROS ADV.(A/S) :PAULO TELES DA SILVA EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MONTEPIO MILITAR. REVERSÃO PARA FILHA SOLTEIRA E MAIOR DE IDADE. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 7 a 14.9.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de setembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9992-BFF4-11BD-3616 e senha E400-CBAA-B5D7-D97F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.813 CEARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :ROSIMARY PIRES BARROS ADV.(A/S) :PAULO TELES DA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DO CEARÁ, contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PENSÃO MILITAR. REVERSÃO DA PENSÃO EM FAVOR DA FILHA. LEI 897/1950 DO ESTADO DO CEARÁ. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Inicialmente, cabe destacar que a pensão pleiteada pela requerente não decorre da morte de seu pai, mas sim da exclusão do beneficiário da PMCE de ofício, a bem da disciplina. A peculiaridade do caso está no fato gerador do benefício em questão. É que, ao contrário do que se vê comumente quando se está tratando de pedidos de reversão, aqui, nos autos, o pensionamento de onde se deseja partir a reversão teve origem não no falecimento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6CF-6C54-2BB7-4294 e senha B5FD-65A2-3EB6-3F5F Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.813 CEARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :ROSIMARY PIRES BARROS ADV.(A/S) :PAULO TELES DA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DO CEARÁ, contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PENSÃO MILITAR. REVERSÃO DA PENSÃO EM FAVOR DA FILHA. LEI 897/1950 DO ESTADO DO CEARÁ. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Inicialmente, cabe destacar que a pensão pleiteada pela requerente não decorre da morte de seu pai, mas sim da exclusão do beneficiário da PMCE de ofício, a bem da disciplina. A peculiaridade do caso está no fato gerador do benefício em questão. É que, ao contrário do que se vê comumente quando se está tratando de pedidos de reversão, aqui, nos autos, o pensionamento de onde se deseja partir a reversão teve origem não no falecimento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6CF-6C54-2BB7-4294 e senha B5FD-65A2-3EB6-3F5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1134813 AGR / CE militar, mas na sua exclusão da corporação, a bem da disciplina. Atribuir o efeito previdenciário à 'pensão' por exclusão a bem da disciplina - e assim permitir a aplicação à hipótese da regra da reversão - configura verdadeira mácula ao princípio da moralidade e da razoabilidade, pois cria situação injusta em relação àqueles familiares de ex-militares falecidos, que receberiam o mesmo tratamento a ser dispensado à família do militar excluído da corporação por infração disciplinar, para todos os efeitos, em relação ao pensionamento." (Doc. 23, fl. 3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6CF-6C54-2BB7-4294 e senha B5FD-65A2-3EB6-3F5F Supremo Tribunal Federal ARE 1134813 AGR / CE militar, mas na sua exclusão da corporação, a bem da disciplina. Atribuir o efeito previdenciário à 'pensão' por exclusão a bem da disciplina - e assim permitir a aplicação à hipótese da regra da reversão - configura verdadeira mácula ao princípio da moralidade e da razoabilidade, pois cria situação injusta em relação àqueles familiares de ex-militares falecidos, que receberiam o mesmo tratamento a ser dispensado à família do militar excluído da corporação por infração disciplinar, para todos os efeitos, em relação ao pensionamento." (Doc. 23, fl. 3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6CF-6C54-2BB7-4294 e senha B5FD-65A2-3EB6-3F5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.813 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, ao examinar a Lei Estadual 897/1950, vigente à época do óbito do instituidor do benefício, consignou que “a pensão militar poderia ser conferida às filhas de qualquer condição, ficando tal direito sobrestado em razão da precedência conferida à viúva, operando-se a reversão por ocasião do falecimento da então beneficiária”. Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação infraconstitucional local de regência, bem como o incursionamento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local, torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1954-5137-39E8-D5A7 e senha 05BA-A45B-BBB4-F4D1 Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.813 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, ao examinar a Lei Estadual 897/1950, vigente à época do óbito do instituidor do benefício, consignou que “a pensão militar poderia ser conferida às filhas de qualquer condição, ficando tal direito sobrestado em razão da precedência conferida à viúva, operando-se a reversão por ocasião do falecimento da então beneficiária”. Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação infraconstitucional local de regência, bem como o incursionamento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local, torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1954-5137-39E8-D5A7 e senha 05BA-A45B-BBB4-F4D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134813 AGR / CE contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF, de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. MAIORIDADE E REVERSÃO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A resolução da controvérsia demanda o reexame da legislação infraconstitucional (Lei Complementar estadual nº 180/1978), bem como do conjunto fático-probatório trazido aos autos. Súmula 280 e 279/STF. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita à agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE 1.118.989-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 6/8/2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Pensão especial. Reversão do benefício. Filha de ex-combatente. Interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Impossibilidade. Súmula 279 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 1.079.965-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 9/4/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.3.2017. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. BENEFICIÁRIO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1954-5137-39E8-D5A7 e senha 05BA-A45B-BBB4-F4D1 Supremo Tribunal Federal ARE 1134813 AGR / CE contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF, de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. MAIORIDADE E REVERSÃO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A resolução da controvérsia demanda o reexame da legislação infraconstitucional (Lei Complementar estadual nº 180/1978), bem como do conjunto fático-probatório trazido aos autos. Súmula 280 e 279/STF. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita à agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE 1.118.989-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 6/8/2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Pensão especial. Reversão do benefício. Filha de ex-combatente. Interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Impossibilidade. Súmula 279 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 1.079.965-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 9/4/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.3.2017. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. BENEFICIÁRIO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1954-5137-39E8-D5A7 e senha 05BA-A45B-BBB4-F4D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134813 AGR / CE PENSÃO POR MORTE DE AVÔ. REVERSÃO DA COTA REFERENTE À AVÓ. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 452/1974. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à falta de necessidade de produção da prova requerida, bem como no que tange à verificação da existência de direito à reversão da cota da pensão da avó falecida ao neto, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos e da legislação local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 tema 660). 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC.” (ARE 1.028.455, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 1/8/2018. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1954-5137-39E8-D5A7 e senha 05BA-A45B-BBB4-F4D1 Supremo Tribunal Federal ARE 1134813 AGR / CE PENSÃO POR MORTE DE AVÔ. REVERSÃO DA COTA REFERENTE À AVÓ. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 452/1974. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à falta de necessidade de produção da prova requerida, bem como no que tange à verificação da existência de direito à reversão da cota da pensão da avó falecida ao neto, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos e da legislação local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 tema 660). 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC.” (ARE 1.028.455, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 1/8/2018. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1954-5137-39E8-D5A7 e senha 05BA-A45B-BBB4-F4D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.813 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : ROSIMARY PIRES BARROS ADV.(A/S) : PAULO TELES DA SILVA (4945/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1990-48E8-01A6-FE6B e senha 1AD7-59AB-0498-8C3D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.813 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : ROSIMARY PIRES BARROS ADV.(A/S) : PAULO TELES DA SILVA (4945/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1990-48E8-01A6-FE6B e senha 1AD7-59AB-0498-8C3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748302655
2018-09-17T00:00:00
2018-09-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MONTEPIO MILITAR. REVERSÃO PARA FILHA SOLTEIRA E MAIOR DE IDADE. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur391716
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279, SÚMULA 280) ARE 1028455 AgR (2ªT), ARE 1079965 AgR (2ªT), ARE 1118989 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 11/10/2018, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1134813
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-000897 ANO-1950\n LEI ORDINÁRIA, CE" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1134813 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : ROSIMARY PIRES BARROS ADV.(A/S) : PAULO TELES DA SILVA
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Ementa e Acórdão 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.813 CEARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :ROSIMARY PIRES BARROS ADV.(A/S) :PAULO TELES DA SILVA EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MONTEPIO MILITAR. REVERSÃO PARA FILHA SOLTEIRA E MAIOR DE IDADE. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 7 a 14.9.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de setembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9992-BFF4-11BD-3616 e senha E400-CBAA-B5D7-D97F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.813 CEARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :ROSIMARY PIRES BARROS ADV.(A/S) :PAULO TELES DA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DO CEARÁ, contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PENSÃO MILITAR. REVERSÃO DA PENSÃO EM FAVOR DA FILHA. LEI 897/1950 DO ESTADO DO CEARÁ. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Inicialmente, cabe destacar que a pensão pleiteada pela requerente não decorre da morte de seu pai, mas sim da exclusão do beneficiário da PMCE de ofício, a bem da disciplina. A peculiaridade do caso está no fato gerador do benefício em questão. É que, ao contrário do que se vê comumente quando se está tratando de pedidos de reversão, aqui, nos autos, o pensionamento de onde se deseja partir a reversão teve origem não no falecimento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6CF-6C54-2BB7-4294 e senha B5FD-65A2-3EB6-3F5F Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.813 CEARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :ROSIMARY PIRES BARROS ADV.(A/S) :PAULO TELES DA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DO CEARÁ, contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PENSÃO MILITAR. REVERSÃO DA PENSÃO EM FAVOR DA FILHA. LEI 897/1950 DO ESTADO DO CEARÁ. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Inicialmente, cabe destacar que a pensão pleiteada pela requerente não decorre da morte de seu pai, mas sim da exclusão do beneficiário da PMCE de ofício, a bem da disciplina. A peculiaridade do caso está no fato gerador do benefício em questão. É que, ao contrário do que se vê comumente quando se está tratando de pedidos de reversão, aqui, nos autos, o pensionamento de onde se deseja partir a reversão teve origem não no falecimento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6CF-6C54-2BB7-4294 e senha B5FD-65A2-3EB6-3F5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1134813 AGR / CE militar, mas na sua exclusão da corporação, a bem da disciplina. Atribuir o efeito previdenciário à 'pensão' por exclusão a bem da disciplina - e assim permitir a aplicação à hipótese da regra da reversão - configura verdadeira mácula ao princípio da moralidade e da razoabilidade, pois cria situação injusta em relação àqueles familiares de ex-militares falecidos, que receberiam o mesmo tratamento a ser dispensado à família do militar excluído da corporação por infração disciplinar, para todos os efeitos, em relação ao pensionamento." (Doc. 23, fl. 3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6CF-6C54-2BB7-4294 e senha B5FD-65A2-3EB6-3F5F Supremo Tribunal Federal ARE 1134813 AGR / CE militar, mas na sua exclusão da corporação, a bem da disciplina. Atribuir o efeito previdenciário à 'pensão' por exclusão a bem da disciplina - e assim permitir a aplicação à hipótese da regra da reversão - configura verdadeira mácula ao princípio da moralidade e da razoabilidade, pois cria situação injusta em relação àqueles familiares de ex-militares falecidos, que receberiam o mesmo tratamento a ser dispensado à família do militar excluído da corporação por infração disciplinar, para todos os efeitos, em relação ao pensionamento." (Doc. 23, fl. 3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6CF-6C54-2BB7-4294 e senha B5FD-65A2-3EB6-3F5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.813 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, ao examinar a Lei Estadual 897/1950, vigente à época do óbito do instituidor do benefício, consignou que “a pensão militar poderia ser conferida às filhas de qualquer condição, ficando tal direito sobrestado em razão da precedência conferida à viúva, operando-se a reversão por ocasião do falecimento da então beneficiária”. Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação infraconstitucional local de regência, bem como o incursionamento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local, torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1954-5137-39E8-D5A7 e senha 05BA-A45B-BBB4-F4D1 Supremo Tribunal Federal 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.813 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, ao examinar a Lei Estadual 897/1950, vigente à época do óbito do instituidor do benefício, consignou que “a pensão militar poderia ser conferida às filhas de qualquer condição, ficando tal direito sobrestado em razão da precedência conferida à viúva, operando-se a reversão por ocasião do falecimento da então beneficiária”. Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessária a análise da legislação infraconstitucional local de regência, bem como o incursionamento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local, torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1954-5137-39E8-D5A7 e senha 05BA-A45B-BBB4-F4D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134813 AGR / CE contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. MAIORIDADE E REVERSÃO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A resolução da controvérsia demanda o reexame da legislação infraconstitucional (Lei Complementar estadual n 180/1978), bem como do conjunto fático-probatório trazido aos autos. Súmula 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita à agravante, nos termos do art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE 1.118.989-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 6/8/2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Pensão especial. Reversão do benefício. Filha de ex-combatente. Interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Impossibilidade. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 1.079.965-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 9/4/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.3.2017. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. BENEFICIÁRIO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1954-5137-39E8-D5A7 e senha 05BA-A45B-BBB4-F4D1 Supremo Tribunal Federal ARE 1134813 AGR / CE contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. MAIORIDADE E REVERSÃO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A resolução da controvérsia demanda o reexame da legislação infraconstitucional (Lei Complementar estadual n 180/1978), bem como do conjunto fático-probatório trazido aos autos. Súmula 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita à agravante, nos termos do art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE 1.118.989-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 6/8/2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Pensão especial. Reversão do benefício. Filha de ex-combatente. Interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Impossibilidade. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 1.079.965-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 9/4/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.3.2017. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. BENEFICIÁRIO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1954-5137-39E8-D5A7 e senha 05BA-A45B-BBB4-F4D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134813 AGR / CE PENSÃO POR MORTE DE AVÔ. REVERSÃO DA COTA REFERENTE À AVÓ. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 452/1974. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à falta de necessidade de produção da prova requerida, bem como no que tange à verificação da existência de direito à reversão da cota da pensão da avó falecida ao neto, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos e da legislação local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013 tema 660). 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil.” (ARE 1.028.455, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 1/8/2018. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1954-5137-39E8-D5A7 e senha 05BA-A45B-BBB4-F4D1 Supremo Tribunal Federal ARE 1134813 AGR / CE PENSÃO POR MORTE DE AVÔ. REVERSÃO DA COTA REFERENTE À AVÓ. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 452/1974. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à falta de necessidade de produção da prova requerida, bem como no que tange à verificação da existência de direito à reversão da cota da pensão da avó falecida ao neto, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos e da legislação local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013 tema 660). 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil.” (ARE 1.028.455, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 1/8/2018. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1954-5137-39E8-D5A7 e senha 05BA-A45B-BBB4-F4D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.813 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : ROSIMARY PIRES BARROS ADV.(A/S) : PAULO TELES DA SILVA (4945/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1990-48E8-01A6-FE6B e senha 1AD7-59AB-0498-8C3D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.813 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : ROSIMARY PIRES BARROS ADV.(A/S) : PAULO TELES DA SILVA (4945/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.9.2018 a 14.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1990-48E8-01A6-FE6B e senha 1AD7-59AB-0498-8C3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 134 . 813", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1134813 AGR / CE", "ARE 1134813 AGR / CE", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 134 . 813", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1134813 AGR /", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 118 . 989 - AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 079 . 965 - AgR", "ARE 1134813 AGR / CE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 079 . 965 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "ARE 1 . 028 . 455", "ARE 1134813 AGR / CE", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "ARE 1 . 028 . 455" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 897 / 1950", "CÓDIGO", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 897 / 1950", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual 897 / 1950", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual 897 / 1950", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar estadual n 180 / 1978", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "ARE", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) :JOAO CARLOS CAMPANINI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. ATO ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO. POLICIAL MILITAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte e capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, desnecessário o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 796D-3303-AC1F-9E10 e senha BD49-DA02-DE46-ED5B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 1155985 AGR / SP legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Em se tratando de mandado de segurança inaplicável o artigo 85, § 11, do CPC/2015. 5. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de setembro a 4 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 796D-3303-AC1F-9E10 e senha BD49-DA02-DE46-ED5B Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Em se tratando de mandado de segurança inaplicável o artigo 85, § 11, do CPC/2015. 5. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de setembro a 4 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 796D-3303-AC1F-9E10 e senha BD49-DA02-DE46-ED5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) :JOAO CARLOS CAMPANINI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Rivelino Ramos. A matéria debatida, em síntese, diz com a pretensão à anulação de ato administrativo que determinou a movimentação de policial militar. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 2º, 5º, LIV e LV, 37, caput, e 93, IX, da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO – Mandado de segurança. Sargento da Polícia Militar. Transferência por conveniência da Administração. Alegada ausência de motivação do ato administrativo questionado, a ensejar anulação. Ordem que se denega. Direito que não restou demonstrado. Inexistência de provas a afastar a presunção de legitimidade do ato de transferência, baseado em dispositivo legal. Recurso desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a vigência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1172-6917-68B5-DBB4 e senha A701-6945-7A64-E4F9 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) :JOAO CARLOS CAMPANINI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Rivelino Ramos. A matéria debatida, em síntese, diz com a pretensão à anulação de ato administrativo que determinou a movimentação de policial militar. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 2º, 5º, LIV e LV, 37, caput, e 93, IX, da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO – Mandado de segurança. Sargento da Polícia Militar. Transferência por conveniência da Administração. Alegada ausência de motivação do ato administrativo questionado, a ensejar anulação. Ordem que se denega. Direito que não restou demonstrado. Inexistência de provas a afastar a presunção de legitimidade do ato de transferência, baseado em dispositivo legal. Recurso desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a vigência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1172-6917-68B5-DBB4 e senha A701-6945-7A64-E4F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 1155985 AGR / SP Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1172-6917-68B5-DBB4 e senha A701-6945-7A64-E4F9 Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1172-6917-68B5-DBB4 e senha A701-6945-7A64-E4F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 5º, LIV e LV, 37, caput , e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. A Corte de origem decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: ‘APELAÇÃO Mandado de segurança. Sargento da Polícia Militar. Transferência por conveniência da Administração. Alegada ausência de motivação do ato administrativo questionado, a ensejar anulação. Ordem que se denega. Direito que não restou demonstrado. Inexistência de provas a afastar a presunção de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 5º, LIV e LV, 37, caput , e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. A Corte de origem decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: ‘APELAÇÃO Mandado de segurança. Sargento da Polícia Militar. Transferência por conveniência da Administração. Alegada ausência de motivação do ato administrativo questionado, a ensejar anulação. Ordem que se denega. Direito que não restou demonstrado. Inexistência de provas a afastar a presunção de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1155985 AGR / SP legitimidade do ato de transferência, baseado em dispositivo legal. Recurso desprovido.’ Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional argüido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) Verifico que, no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP legitimidade do ato de transferência, baseado em dispositivo legal. Recurso desprovido.’ Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional argüido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) Verifico que, no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1155985 AGR / SP normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Ademais, para aferir a ocorrência de eventual afronta ao preceito constitucional invocado no apelo extremo, seria necessário o revolvimento do quadro fático delineado na instância ordinária, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . Nesse sentido: ‘EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR. TRANSFERÊNCIA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. RECURSO MANEJADO EM 15.4.2016. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a reelaboração da moldura fática e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.’ 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Ademais, para aferir a ocorrência de eventual afronta ao preceito constitucional invocado no apelo extremo, seria necessário o revolvimento do quadro fático delineado na instância ordinária, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . Nesse sentido: ‘EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR. TRANSFERÊNCIA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. RECURSO MANEJADO EM 15.4.2016. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a reelaboração da moldura fática e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.’ 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1155985 AGR / SP (RE 956941 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, julgado em 07/06/2016, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-128 DIVULG 20-06-2016 PUBLIC 21-06-2016). Por conseguinte, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, não ocorre violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP (RE 956941 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, julgado em 07/06/2016, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-128 DIVULG 20-06-2016 PUBLIC 21-06-2016). Por conseguinte, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, não ocorre violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1155985 AGR / SP revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013). Por seu turno, a suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF- RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013). Por seu turno, a suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF- RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1155985 AGR / SP repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1155985 AGR / SP unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Em se tratando de mandado de segurança inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Em se tratando de mandado de segurança inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) :JOAO CARLOS CAMPANINI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerados os artigos 489, § 1º, e 1.022, parágrafo único, inciso II, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo os declaratórios para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B046-3EC7-64CC-0CFC e senha 5E59-095C-1A0C-5C9A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) :JOAO CARLOS CAMPANINI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerados os artigos 489, § 1º, e 1.022, parágrafo único, inciso II, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo os declaratórios para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B046-3EC7-64CC-0CFC e senha 5E59-095C-1A0C-5C9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) : JOAO CARLOS CAMPANINI (258168/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 862A-8343-B2D2-E3BE e senha 00A4-F5CE-5A76-2B60 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) : JOAO CARLOS CAMPANINI (258168/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 862A-8343-B2D2-E3BE e senha 00A4-F5CE-5A76-2B60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748440514
2018-10-05T00:00:00
2018-10-16T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. ATO ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO. POLICIAL MILITAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte e capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, desnecessário o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Em se tratando de mandado de segurança inaplicável o artigo 85, § 11, do CPC/2015. 5. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.
sjur392553
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG, ARE 721783 AgR (1ªT). (MULTA PROTELATÓRIA) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). (PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL) RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT), ARE 748371 RG. Número de páginas: 13. Análise: 25/10/2018, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1155985
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00489 PAR-00001 ART-01021 PAR-00004 \n ART-01022 PAR-ÚNICO INC-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1155985 AgR
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AGTE.(S) : RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) : JOAO CARLOS CAMPANINI AGDO.(A/S) : ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) :JOAO CARLOS CAMPANINI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. ATO ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO. POLICIAL MILITAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte e capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, desnecessário o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 796D-3303-AC1F-9E10 e senha BD49-DA02-DE46-ED5B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 1155985 AGR / SP legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Em se tratando de mandado de segurança inaplicável o artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 5. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de setembro a 4 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 796D-3303-AC1F-9E10 e senha BD49-DA02-DE46-ED5B Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Em se tratando de mandado de segurança inaplicável o artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 5. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de setembro a 4 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 796D-3303-AC1F-9E10 e senha BD49-DA02-DE46-ED5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) :JOAO CARLOS CAMPANINI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Rivelino Ramos. A matéria debatida, em síntese, diz com a pretensão à anulação de ato administrativo que determinou a movimentação de policial militar. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 2..., 5..., LIV e LV, 37, caput, e 93, IX, da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO – Mandado de segurança. Sargento da Polícia Militar. Transferência por conveniência da Administração. Alegada ausência de motivação do ato administrativo questionado, a ensejar anulação. Ordem que se denega. Direito que não restou demonstrado. Inexistência de provas a afastar a presunção de legitimidade do ato de transferência, baseado em dispositivo legal. Recurso desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a vigência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1172-6917-68B5-DBB4 e senha A701-6945-7A64-E4F9 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) :JOAO CARLOS CAMPANINI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Rivelino Ramos. A matéria debatida, em síntese, diz com a pretensão à anulação de ato administrativo que determinou a movimentação de policial militar. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 2..., 5..., LIV e LV, 37, caput, e 93, IX, da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO – Mandado de segurança. Sargento da Polícia Militar. Transferência por conveniência da Administração. Alegada ausência de motivação do ato administrativo questionado, a ensejar anulação. Ordem que se denega. Direito que não restou demonstrado. Inexistência de provas a afastar a presunção de legitimidade do ato de transferência, baseado em dispositivo legal. Recurso desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a vigência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1172-6917-68B5-DBB4 e senha A701-6945-7A64-E4F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 1155985 AGR / SP Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1172-6917-68B5-DBB4 e senha A701-6945-7A64-E4F9 Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1172-6917-68B5-DBB4 e senha A701-6945-7A64-E4F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 5..., LIV e LV, 37, caput , e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. A Corte de origem decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: ‘APELAÇÃO Mandado de segurança. Sargento da Polícia Militar. Transferência por conveniência da Administração. Alegada ausência de motivação do ato administrativo questionado, a ensejar anulação. Ordem que se denega. Direito que não restou demonstrado. Inexistência de provas a afastar a presunção de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 5..., LIV e LV, 37, caput , e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. A Corte de origem decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: ‘APELAÇÃO Mandado de segurança. Sargento da Polícia Militar. Transferência por conveniência da Administração. Alegada ausência de motivação do ato administrativo questionado, a ensejar anulação. Ordem que se denega. Direito que não restou demonstrado. Inexistência de provas a afastar a presunção de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1155985 AGR / SP legitimidade do ato de transferência, baseado em dispositivo legal. Recurso desprovido.’ Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional argüido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) Verifico que, no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP legitimidade do ato de transferência, baseado em dispositivo legal. Recurso desprovido.’ Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional argüido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) Verifico que, no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1155985 AGR / SP normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Ademais, para aferir a ocorrência de eventual afronta ao preceito constitucional invocado no apelo extremo, seria necessário o revolvimento do quadro fático delineado na instância ordinária, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . Nesse sentido: ‘EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR. TRANSFERÊNCIA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. RECURSO MANEJADO EM 15.4.2016. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a reelaboração da moldura fática e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.’ 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Ademais, para aferir a ocorrência de eventual afronta ao preceito constitucional invocado no apelo extremo, seria necessário o revolvimento do quadro fático delineado na instância ordinária, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . Nesse sentido: ‘EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR. TRANSFERÊNCIA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. RECURSO MANEJADO EM 15.4.2016. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a reelaboração da moldura fática e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.’ 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1155985 AGR / SP (Recurso Extraordinário 956941 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, julgado em 07/06/2016, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-128 DIVULG 20-06-2016 PUBLIC 21-06-2016). Por conseguinte, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, não ocorre violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP (Recurso Extraordinário 956941 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, julgado em 07/06/2016, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-128 DIVULG 20-06-2016 PUBLIC 21-06-2016). Por conseguinte, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, não ocorre violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1155985 AGR / SP revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013). Por seu turno, a suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal- Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013). Por seu turno, a suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal- Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1155985 AGR / SP repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1155985 AGR / SP unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Em se tratando de mandado de segurança inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Supremo Tribunal Federal ARE 1155985 AGR / SP unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Em se tratando de mandado de segurança inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FF-2495-4BAB-958F e senha 22A0-A54D-02EC-2062 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) :JOAO CARLOS CAMPANINI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerados os artigos 489, § 1..., e 1.022, parágrafo único, inciso II, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo os declaratórios para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B046-3EC7-64CC-0CFC e senha 5E59-095C-1A0C-5C9A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) :JOAO CARLOS CAMPANINI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerados os artigos 489, § 1..., e 1.022, parágrafo único, inciso II, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo os declaratórios para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B046-3EC7-64CC-0CFC e senha 5E59-095C-1A0C-5C9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) : JOAO CARLOS CAMPANINI (258168/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 862A-8343-B2D2-E3BE e senha 00A4-F5CE-5A76-2B60 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.155.985 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RIVELINO RAMOS ADV.(A/S) : JOAO CARLOS CAMPANINI (258168/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SAO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 862A-8343-B2D2-E3BE e senha 00A4-F5CE-5A76-2B60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 155 . 985", "ARE 1155985", "ARE 1155985 AGR / SP", "ARE 1155985 AGR / SP", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "ARE 1155985 AGR / SP", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "ARE 1155985 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1155985 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 956941 AgR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 1155985 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 956941 AgR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 721 . 783 - AgR / RS", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "ARE 1155985 AGR", "ARE 721 . 783 - AgR / RS", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário -", "AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "ARE 1155985 AGR", "ARE 1155985", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "ARE 1155985 AGR / SP", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil", "art . 93 , IX , da Lei Maior", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "República Federativa do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "República Federativa do Brasil", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "RIVELINO RAMOS", "JOAO CARLOS CAMPANINI", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "RIVELINO RAMOS", "JOAO CARLOS CAMPANINI", "Rosa Weber", "Rivelino Ramos", "ROSA WEBER", "RIVELINO RAMOS", "JOAO CARLOS CAMPANINI", "Rosa Weber", "Rivelino Ramos", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER ARE", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER ARE", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "RIVELINO RAMOS", "JOAO CARLOS CAMPANINI", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "RIVELINO RAMOS", "JOAO CARLOS CAMPANINI", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "RIVELINO RAMOS", "JOAO CARLOS CAMPANINI", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "RIVELINO RAMOS", "JOAO CARLOS CAMPANINI", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de setembro", "4 de outubro de 2018", "05 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de setembro", "4 de outubro de 2018", "05 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2016", "20", "-", "06", "-", "2016", "21", "-", "06", "-", "2016", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2016", "20", "-", "06", "-", "2016", "21", "-", "06", "-", "2016", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2013", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2013", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "28", ".", "9", ".", "2018", "4", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "9", ".", "2018", "4", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO CORREA GODOY EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. REGIME INICIAL. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão impugnada. 2. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 3. O entendimento do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) é no sentido de que “configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução)”. Situação concreta, contudo, em que não se verifica contrariedade à orientação jurisprudencial do STF na matéria. 4. O STF já decidiu que a “determinação do regime inicial de cumprimento da pena deve levar em conta dois fatores: (a) o quantum da reprimenda imposta (CP, art. 33, § 2º); e (b) as condições pessoais do condenado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E19E-2774-E94B-175A e senha 63B3-C633-CE92-C46C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 155512 ED / SP (CP, art. 33, § 3º) estabelecidas na primeira etapa da dosimetria (CP, art. 59 c/c art. 33 § 3º). Sob essa perspectiva, não há ilegalidade na decisão que aumenta a pena-base em decorrência da existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis e estabelece o regime inicial mais grave, como medida necessária e suficiente para reprovação e prevenção do crime. Mantida a essência da causa de pedir e sem piorar a situação do recorrente, é legítima a manutenção da decisão recorrida ainda que por outros fundamentos” (HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki). Hipótese em que o regime inicial mais severo foi estabelecido pelo Superior Tribunal de Justiça com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, em especial na quantidade da droga apreendida (190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha). 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 a 30 de agosto de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E19E-2774-E94B-175A e senha 63B3-C633-CE92-C46C Supremo Tribunal Federal HC 155512 ED / SP (CP, art. 33, § 3º) estabelecidas na primeira etapa da dosimetria (CP, art. 59 c/c art. 33 § 3º). Sob essa perspectiva, não há ilegalidade na decisão que aumenta a pena-base em decorrência da existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis e estabelece o regime inicial mais grave, como medida necessária e suficiente para reprovação e prevenção do crime. Mantida a essência da causa de pedir e sem piorar a situação do recorrente, é legítima a manutenção da decisão recorrida ainda que por outros fundamentos” (HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki). Hipótese em que o regime inicial mais severo foi estabelecido pelo Superior Tribunal de Justiça com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, em especial na quantidade da droga apreendida (190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha). 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 a 30 de agosto de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E19E-2774-E94B-175A e senha 63B3-C633-CE92-C46C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO CORREA GODOY EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos declaratórios opostos contra decisão monocrática de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, assim ementado: ‘PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. MINORANTE DO ART. 33, § 4º, DA LEI Nº 11.343/06. NÃO APLICAÇÃO. DEDICAÇÃO A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME PRISIONAL FECHADO. QUANTIDADE E QUALIDADE DA DROGA APREENDIDA. MANUTENÇÃO DO REGIME MAIS GRAVOSO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O Tribunal a quo utilizou fundamentação concreta quando do não reconhecimento do tráfico privilegiado, consubstanciada na conclusão de que o acusado dedica-se à atividade criminosa, ante a quantidade e a natureza da droga apreendida (1,0696 Kg de maconha e 190,3g de cocaína), bem como pelo fato de o acusado participar de uma atividade criminosa estruturada, elementos aptos a justificar o afastamento do redutor do art. 33, § 4º, da Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO CORREA GODOY EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos declaratórios opostos contra decisão monocrática de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, assim ementado: ‘PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. MINORANTE DO ART. 33, § 4º, DA LEI Nº 11.343/06. NÃO APLICAÇÃO. DEDICAÇÃO A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME PRISIONAL FECHADO. QUANTIDADE E QUALIDADE DA DROGA APREENDIDA. MANUTENÇÃO DO REGIME MAIS GRAVOSO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O Tribunal a quo utilizou fundamentação concreta quando do não reconhecimento do tráfico privilegiado, consubstanciada na conclusão de que o acusado dedica-se à atividade criminosa, ante a quantidade e a natureza da droga apreendida (1,0696 Kg de maconha e 190,3g de cocaína), bem como pelo fato de o acusado participar de uma atividade criminosa estruturada, elementos aptos a justificar o afastamento do redutor do art. 33, § 4º, da Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 155512 ED / SP n. 11.343/2006. 2. A quantidade e a natureza da droga apreendida, embora utilizadas na primeira fase para justificar o afastamento da pena-base do mínimo legal, não foram usadas para definir o patamar da fração redutora pela incidência da minorante, mas, sim, como elemento de convicção de que o autor do delito se dedica a atividades criminosas. 3. Em atenção ao art. 33, § 2º, alínea ‘c’, do CP, c/c o art. 42 da Lei n. 11.343/2006, embora estabelecida a pena definitiva maior que 4 e menor que 8 anos (5 anos de reclusão), sendo primário o recorrente e sem antecedentes, a natureza e a quantidade de entorpecente apreendido (1,0696 Kg de maconha e 190,3g de cocaína) justificam a imposição de regime prisional mais gravoso, no caso o fechado. 4. Agravo regimental não provido.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime previsto no artigo 33, caput e § 4º, da Lei 11.343/06. 3. Da sentença, defesa e acusação apelaram. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou provimento ao apelo defensivo e deu provimento ao recurso do Ministério Público para, afastada a minorante prevista no artigo 33, § 4º, da Lei de Drogas, aumentar a pena para 5 (cinco) anos de reclusão, mantido o regime inicial fechado. 4. Em seguida, foram opostos embargos declaratórios, rejeitados. 5. Na sequência, a defesa interpôs recurso especial. O Relator do Resp 1.677.795, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, negou provimento ao recurso. 6. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 7. Neste habeas corpus, a parte impetrante afirma que a valoração da quantidade de droga apreendida na primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Supremo Tribunal Federal HC 155512 ED / SP n. 11.343/2006. 2. A quantidade e a natureza da droga apreendida, embora utilizadas na primeira fase para justificar o afastamento da pena-base do mínimo legal, não foram usadas para definir o patamar da fração redutora pela incidência da minorante, mas, sim, como elemento de convicção de que o autor do delito se dedica a atividades criminosas. 3. Em atenção ao art. 33, § 2º, alínea ‘c’, do CP, c/c o art. 42 da Lei n. 11.343/2006, embora estabelecida a pena definitiva maior que 4 e menor que 8 anos (5 anos de reclusão), sendo primário o recorrente e sem antecedentes, a natureza e a quantidade de entorpecente apreendido (1,0696 Kg de maconha e 190,3g de cocaína) justificam a imposição de regime prisional mais gravoso, no caso o fechado. 4. Agravo regimental não provido.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime previsto no artigo 33, caput e § 4º, da Lei 11.343/06. 3. Da sentença, defesa e acusação apelaram. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou provimento ao apelo defensivo e deu provimento ao recurso do Ministério Público para, afastada a minorante prevista no artigo 33, § 4º, da Lei de Drogas, aumentar a pena para 5 (cinco) anos de reclusão, mantido o regime inicial fechado. 4. Em seguida, foram opostos embargos declaratórios, rejeitados. 5. Na sequência, a defesa interpôs recurso especial. O Relator do Resp 1.677.795, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, negou provimento ao recurso. 6. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 7. Neste habeas corpus, a parte impetrante afirma que a valoração da quantidade de droga apreendida na primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 155512 ED / SP fase da fixação da pena e também para afastar a minorante prevista no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, configura bis in idem. Alega, ainda, a possibilidade da fixação de regime inicial mais brando. 8. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de ‘Restabelecer a causa de diminuição de pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei de Drogas, e aplicar o redutor no montante de 2/3, alterando o regime carcerário para o aberto e substituindo a pena carcerária por restritiva de direitos’. Subsidiariamente, pleiteia a imposição do regime inicial intermediário. Decido. 9. O habeas corpus não deve ser concedido. 10. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 11. Na hipótese de que se trata, o Juízo de origem condenou o paciente à pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. O magistrado fixou a pena-base no mínimo legal (5 anos de reclusão). Na sequência, reduziu a reprimenda em 1/3, em razão da aplicação da minorante prevista no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06. O Tribunal Estadual, em sede de apelação, manteve a pena-base no mínimo legal e, em seguida, afastou a minorante do artigo 33, § 4º, tendo em vista que a quantidade da droga apreendida (190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha) demonstra ‘estruturação nessa atividade criminosa’. 12. Nessas condições, não se verifica a alegada contrariedade à orientação Plenária do Supremo Tribunal Federal. Isso porque, no julgamento dos habeas corpus 112.776 e 109.193, sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, o Tribunal, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Supremo Tribunal Federal HC 155512 ED / SP fase da fixação da pena e também para afastar a minorante prevista no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, configura bis in idem. Alega, ainda, a possibilidade da fixação de regime inicial mais brando. 8. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de ‘Restabelecer a causa de diminuição de pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei de Drogas, e aplicar o redutor no montante de 2/3, alterando o regime carcerário para o aberto e substituindo a pena carcerária por restritiva de direitos’. Subsidiariamente, pleiteia a imposição do regime inicial intermediário. Decido. 9. O habeas corpus não deve ser concedido. 10. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 11. Na hipótese de que se trata, o Juízo de origem condenou o paciente à pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. O magistrado fixou a pena-base no mínimo legal (5 anos de reclusão). Na sequência, reduziu a reprimenda em 1/3, em razão da aplicação da minorante prevista no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06. O Tribunal Estadual, em sede de apelação, manteve a pena-base no mínimo legal e, em seguida, afastou a minorante do artigo 33, § 4º, tendo em vista que a quantidade da droga apreendida (190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha) demonstra ‘estruturação nessa atividade criminosa’. 12. Nessas condições, não se verifica a alegada contrariedade à orientação Plenária do Supremo Tribunal Federal. Isso porque, no julgamento dos habeas corpus 112.776 e 109.193, sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, o Tribunal, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório HC 155512 ED / SP por maioria de votos, entendeu que ‘configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução)’. 13. Além disso, reconheço que ‘A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea’ (Súmula 719/STF). Mas o fato é que, na hipótese de que se cuida, o Superior Tribunal de Justiça, inobstante concluir que as instâncias de origem fixaram o regime mais gravoso com respaldo apenas na hediondez do crime de tráfico de drogas, manteve o regime fechado com com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, em especial na quantidade da droga apreendida ( 190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha). 14. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. Nos embargos declaratórios, a defesa sustenta que: (i) ao contrário do que restou assentado na decisão impugnada, “o magistrado de piso considerou, sim, a quantidade e variedade de drogas na primeira fase da dosimetria”; (ii) “embora o magistrado não tenha empregado a melhor técnica ao operar a dosagem da reprimenda, misturando etapas da dosimetria e tratando indevidamente o aumento na primeira fase como agravante, é certo que, na realidade, elevou a pena-base em razão da quantidade de drogas para posteriormente, já na segunda fase, reduzi-la ao mínimo pela presença de uma atenuante”; (iii) a valoração da quantidade da droga apreendida na primeira fase da fixação da pena e também para afastar a minorante do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, configura bis in idem. 3. Prossegue a narrativa para afirmar que Superior Tribunal de Justiça, em sede de habeas corpus, teria acrescentado fundamentos novos para a manter o regime inicial mais gravoso, o que configuraria 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Supremo Tribunal Federal HC 155512 ED / SP por maioria de votos, entendeu que ‘configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução)’. 13. Além disso, reconheço que ‘A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea’ (Súmula 719/STF). Mas o fato é que, na hipótese de que se cuida, o Superior Tribunal de Justiça, inobstante concluir que as instâncias de origem fixaram o regime mais gravoso com respaldo apenas na hediondez do crime de tráfico de drogas, manteve o regime fechado com com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, em especial na quantidade da droga apreendida ( 190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha). 14. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. Nos embargos declaratórios, a defesa sustenta que: (i) ao contrário do que restou assentado na decisão impugnada, “o magistrado de piso considerou, sim, a quantidade e variedade de drogas na primeira fase da dosimetria”; (ii) “embora o magistrado não tenha empregado a melhor técnica ao operar a dosagem da reprimenda, misturando etapas da dosimetria e tratando indevidamente o aumento na primeira fase como agravante, é certo que, na realidade, elevou a pena-base em razão da quantidade de drogas para posteriormente, já na segunda fase, reduzi-la ao mínimo pela presença de uma atenuante”; (iii) a valoração da quantidade da droga apreendida na primeira fase da fixação da pena e também para afastar a minorante do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, configura bis in idem. 3. Prossegue a narrativa para afirmar que Superior Tribunal de Justiça, em sede de habeas corpus, teria acrescentado fundamentos novos para a manter o regime inicial mais gravoso, o que configuraria 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório HC 155512 ED / SP reformatio in pejus. 4. Com essa argumentação, a defesa pede o acolhimento dos embargos, a fim de sanar as obscuridades apontadas. 5. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento dos embargos declaratórios. 6. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Supremo Tribunal Federal HC 155512 ED / SP reformatio in pejus. 4. Com essa argumentação, a defesa pede o acolhimento dos embargos, a fim de sanar as obscuridades apontadas. 5. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento dos embargos declaratórios. 6. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Relª. Minª. Cármen Lúcia; ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático e probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 3. Na hipótese de que se trata, o Juízo de origem condenou o paciente à pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal e, na sequência, reduziu a reprimenda para o patamar mínimo (5 anos de reclusão), tendo em vista a incidência da atenuante relativa à confissão espontânea. Diminuiu a pena em 1/3, em razão da aplicação da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. Contudo, o Tribunal estadual, em sede de apelação, reduziu a pena-base para o mínimo legal. Em seguida, em que pese tenha reconhecido a incidência da atenuante da confissão espontânea, deixou de reduzir a reprimenda, com respaldo na Súmula 231/STJ (“A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE4B-06E1-AC80-44D7 e senha 186A-DA4B-1103-68A5 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Relª. Minª. Cármen Lúcia; ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático e probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 3. Na hipótese de que se trata, o Juízo de origem condenou o paciente à pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal e, na sequência, reduziu a reprimenda para o patamar mínimo (5 anos de reclusão), tendo em vista a incidência da atenuante relativa à confissão espontânea. Diminuiu a pena em 1/3, em razão da aplicação da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. Contudo, o Tribunal estadual, em sede de apelação, reduziu a pena-base para o mínimo legal. Em seguida, em que pese tenha reconhecido a incidência da atenuante da confissão espontânea, deixou de reduzir a reprimenda, com respaldo na Súmula 231/STJ (“A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE4B-06E1-AC80-44D7 e senha 186A-DA4B-1103-68A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 155512 ED / SP redução da pena abaixo do mínimo legal”). Após, afastou a minorante do art. 33, § 4º, tendo em vista que a quantidade da droga apreendida (190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha) demonstra “estruturação nessa atividade criminosa”. 4. Nessas condições, não se verifica a alegada contrariedade à orientação Plenária do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque, no julgamento dos habeas corpus 112.776 e 109.193, Rel. Min. Teori Zavascki, o Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria de votos, entendeu que “configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução)”. 5. Quanto ao mais, o STF, no julgamento do HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki, decidiu que a “determinação do regime inicial de cumprimento da pena deve levar em conta dois fatores: (a) o quantum da reprimenda imposta (CP, art. 33, § 2º); e (b) as condições pessoais do condenado (CP, art. 33, § 3º) estabelecidas na primeira etapa da dosimetria (CP, art. 59 c/c art. 33 § 3º). Sob essa perspectiva, não há ilegalidade na decisão que aumenta a pena-base em decorrência da existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis e estabelece o regime inicial mais grave, como medida necessária e suficiente para reprovação e prevenção do crime. Mantida a essência da causa de pedir e sem piorar a situação do recorrente, é legítima a manutenção da decisão recorrida ainda que por outros fundamentos”. 6. No caso, o acórdão originalmente impugnado não divergiu desse entendimento. Isso porque o regime prisional mais gravoso foi mantido pelo Superior Tribunal de Justiça com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, em especial na quantidade da droga apreendida ( 190,3g de cocaína e 1,0696kg de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE4B-06E1-AC80-44D7 e senha 186A-DA4B-1103-68A5 Supremo Tribunal Federal HC 155512 ED / SP redução da pena abaixo do mínimo legal”). Após, afastou a minorante do art. 33, § 4º, tendo em vista que a quantidade da droga apreendida (190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha) demonstra “estruturação nessa atividade criminosa”. 4. Nessas condições, não se verifica a alegada contrariedade à orientação Plenária do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque, no julgamento dos habeas corpus 112.776 e 109.193, Rel. Min. Teori Zavascki, o Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria de votos, entendeu que “configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução)”. 5. Quanto ao mais, o STF, no julgamento do HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki, decidiu que a “determinação do regime inicial de cumprimento da pena deve levar em conta dois fatores: (a) o quantum da reprimenda imposta (CP, art. 33, § 2º); e (b) as condições pessoais do condenado (CP, art. 33, § 3º) estabelecidas na primeira etapa da dosimetria (CP, art. 59 c/c art. 33 § 3º). Sob essa perspectiva, não há ilegalidade na decisão que aumenta a pena-base em decorrência da existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis e estabelece o regime inicial mais grave, como medida necessária e suficiente para reprovação e prevenção do crime. Mantida a essência da causa de pedir e sem piorar a situação do recorrente, é legítima a manutenção da decisão recorrida ainda que por outros fundamentos”. 6. No caso, o acórdão originalmente impugnado não divergiu desse entendimento. Isso porque o regime prisional mais gravoso foi mantido pelo Superior Tribunal de Justiça com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, em especial na quantidade da droga apreendida ( 190,3g de cocaína e 1,0696kg de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE4B-06E1-AC80-44D7 e senha 186A-DA4B-1103-68A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 155512 ED / SP maconha). 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE4B-06E1-AC80-44D7 e senha 186A-DA4B-1103-68A5 Supremo Tribunal Federal HC 155512 ED / SP maconha). 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE4B-06E1-AC80-44D7 e senha 186A-DA4B-1103-68A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO CORREA GODOY EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3º do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1º do artigo 1.021, nele contido. A par deste aspecto, o habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D7EC-F39C-8E4B-AAB1 e senha C415-5F9C-E479-313E Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO CORREA GODOY EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3º do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1º do artigo 1.021, nele contido. A par deste aspecto, o habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D7EC-F39C-8E4B-AAB1 e senha C415-5F9C-E479-313E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) : RODRIGO CORREA GODOY (196109/SP) EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAD4-13E4-24E9-C047 e senha A32E-8EA3-9772-0743 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) : RODRIGO CORREA GODOY (196109/SP) EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAD4-13E4-24E9-C047 e senha A32E-8EA3-9772-0743 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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2018-08-31T00:00:00
2018-09-17T00:00:00
A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018.
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. REGIME INICIAL. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão impugnada. 2. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 3. O entendimento do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) é no sentido de que “configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução)”. Situação concreta, contudo, em que não se verifica contrariedade à orientação jurisprudencial do STF na matéria. 4. O STF já decidiu que a “determinação do regime inicial de cumprimento da pena deve levar em conta dois fatores: (a) o quantum da reprimenda imposta (CP, art. 33, § 2º); e (b) as condições pessoais do condenado (CP, art. 33, § 3º) estabelecidas na primeira etapa da dosimetria (CP, art. 59 c/c art. 33 § 3º). Sob essa perspectiva, não há ilegalidade na decisão que aumenta a pena-base em decorrência da existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis e estabelece o regime inicial mais grave, como medida necessária e suficiente para reprovação e prevenção do crime. Mantida a essência da causa de pedir e sem piorar a situação do recorrente, é legítima a manutenção da decisão recorrida ainda que por outros fundamentos” (HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki). Hipótese em que o regime inicial mais severo foi estabelecido pelo Superior Tribunal de Justiça com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, em especial na quantidade da droga apreendida (190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur390769
- Acórdão(s) citado(s): (RECEBIMENTO, EMBARGOS DECLARATÓRIOS, AGRAVO REGIMENTAL, REFORMA, DECISÃO IMPUGNADA) Rcl 11022 ED (TP), ARE 680718 ED (1ªT). (DOSIMETRIA DA PENA) HC 69419 (1ªT). (BIS IN IDEM, CONFIGURAÇÃO, PENA BASE) HC 109193 (TP), HC 112776 (TP). (REGIME INICIAL, CUMPRIMENTO DA PENA, FATORES DETERMINANTES) HC 124250 (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 08/10/2018, ER.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
155512
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932 ART-01021 PAR-00001 ART-01024 \n PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002 PAR-00003 ART-00059\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTJ-000231 \n SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ" ]
HC-ED
acordaos
HC 155512 ED
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EMBTE.(S) : JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) : RODRIGO CORREA GODOY EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO CORREA GODOY EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. REGIME INICIAL. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão impugnada. 2. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 3. O entendimento do Plenário do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) é no sentido de que “configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução)”. Situação concreta, contudo, em que não se verifica contrariedade à orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal na matéria. 4. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que a “determinação do regime inicial de cumprimento da pena deve levar em conta dois fatores: (a) o quantum da reprimenda imposta (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 2...); e (b) as condições pessoais do condenado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E19E-2774-E94B-175A e senha 63B3-C633-CE92-C46C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 155512 ED / SP (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 3...) estabelecidas na primeira etapa da dosimetria (Código Penal Brasileiro, art. 59 c/c art. 33 § 3...). Sob essa perspectiva, não há ilegalidade na decisão que aumenta a pena-base em decorrência da existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis e estabelece o regime inicial mais grave, como medida necessária e suficiente para reprovação e prevenção do crime. Mantida a essência da causa de pedir e sem piorar a situação do recorrente, é legítima a manutenção da decisão recorrida ainda que por outros fundamentos” (HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki). Hipótese em que o regime inicial mais severo foi estabelecido pelo Superior Tribunal de Justiça com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, em especial na quantidade da droga apreendida (190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha). 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 a 30 de agosto de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E19E-2774-E94B-175A e senha 63B3-C633-CE92-C46C Supremo Tribunal Federal HC 155512 ED / SP (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 3...) estabelecidas na primeira etapa da dosimetria (Código Penal Brasileiro, art. 59 c/c art. 33 § 3...). Sob essa perspectiva, não há ilegalidade na decisão que aumenta a pena-base em decorrência da existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis e estabelece o regime inicial mais grave, como medida necessária e suficiente para reprovação e prevenção do crime. Mantida a essência da causa de pedir e sem piorar a situação do recorrente, é legítima a manutenção da decisão recorrida ainda que por outros fundamentos” (HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki). Hipótese em que o regime inicial mais severo foi estabelecido pelo Superior Tribunal de Justiça com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, em especial na quantidade da droga apreendida (190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha). 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 a 30 de agosto de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E19E-2774-E94B-175A e senha 63B3-C633-CE92-C46C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO CORREA GODOY EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos declaratórios opostos contra decisão monocrática de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, assim ementado: ‘PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. MINORANTE DO ART. 33, § 4..., DA LEI n 11.343/06. NÃO APLICAÇÃO. DEDICAÇÃO A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME PRISIONAL FECHADO. QUANTIDADE E QUALIDADE DA DROGA APREENDIDA. MANUTENÇÃO DO REGIME MAIS GRAVOSO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O Tribunal a quo utilizou fundamentação concreta quando do não reconhecimento do tráfico privilegiado, consubstanciada na conclusão de que o acusado dedica-se à atividade criminosa, ante a quantidade e a natureza da droga apreendida (1,0696 Kg de maconha e 190,3g de cocaína), bem como pelo fato de o acusado participar de uma atividade criminosa estruturada, elementos aptos a justificar o afastamento do redutor do art. 33, § 4..., da Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO CORREA GODOY EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos declaratórios opostos contra decisão monocrática de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, assim ementado: ‘PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. MINORANTE DO ART. 33, § 4..., DA LEI n 11.343/06. NÃO APLICAÇÃO. DEDICAÇÃO A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME PRISIONAL FECHADO. QUANTIDADE E QUALIDADE DA DROGA APREENDIDA. MANUTENÇÃO DO REGIME MAIS GRAVOSO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O Tribunal a quo utilizou fundamentação concreta quando do não reconhecimento do tráfico privilegiado, consubstanciada na conclusão de que o acusado dedica-se à atividade criminosa, ante a quantidade e a natureza da droga apreendida (1,0696 Kg de maconha e 190,3g de cocaína), bem como pelo fato de o acusado participar de uma atividade criminosa estruturada, elementos aptos a justificar o afastamento do redutor do art. 33, § 4..., da Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 155512 ED / SP n. 11.343/2006. 2. A quantidade e a natureza da droga apreendida, embora utilizadas na primeira fase para justificar o afastamento da pena-base do mínimo legal, não foram usadas para definir o patamar da fração redutora pela incidência da minorante, mas, sim, como elemento de convicção de que o autor do delito se dedica a atividades criminosas. 3. Em atenção ao art. 33, § 2..., alínea ‘c’, do Código Penal Brasileiro, c/c o art. 42 da Lei n. 11.343/2006, embora estabelecida a pena definitiva maior que 4 e menor que 8 anos (5 anos de reclusão), sendo primário o recorrente e sem antecedentes, a natureza e a quantidade de entorpecente apreendido (1,0696 Kg de maconha e 190,3g de cocaína) justificam a imposição de regime prisional mais gravoso, no caso o fechado. 4. Agravo regimental não provido.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime previsto no artigo 33, caput e § 4..., da Lei 11.343/06. 3. Da sentença, defesa e acusação apelaram. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou provimento ao apelo defensivo e deu provimento ao recurso do Ministério Público para, afastada a minorante prevista no artigo 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), aumentar a pena para 5 (cinco) anos de reclusão, mantido o regime inicial fechado. 4. Em seguida, foram opostos embargos declaratórios, rejeitados. 5. Na sequência, a defesa interpôs recurso especial. O Relator do Resp 1.677.795, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, negou provimento ao recurso. 6. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 7. Neste habeas corpus, a parte impetrante afirma que a valoração da quantidade de droga apreendida na primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Supremo Tribunal Federal HC 155512 ED / SP n. 11.343/2006. 2. A quantidade e a natureza da droga apreendida, embora utilizadas na primeira fase para justificar o afastamento da pena-base do mínimo legal, não foram usadas para definir o patamar da fração redutora pela incidência da minorante, mas, sim, como elemento de convicção de que o autor do delito se dedica a atividades criminosas. 3. Em atenção ao art. 33, § 2..., alínea ‘c’, do Código Penal Brasileiro, c/c o art. 42 da Lei n. 11.343/2006, embora estabelecida a pena definitiva maior que 4 e menor que 8 anos (5 anos de reclusão), sendo primário o recorrente e sem antecedentes, a natureza e a quantidade de entorpecente apreendido (1,0696 Kg de maconha e 190,3g de cocaína) justificam a imposição de regime prisional mais gravoso, no caso o fechado. 4. Agravo regimental não provido.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime previsto no artigo 33, caput e § 4..., da Lei 11.343/06. 3. Da sentença, defesa e acusação apelaram. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou provimento ao apelo defensivo e deu provimento ao recurso do Ministério Público para, afastada a minorante prevista no artigo 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), aumentar a pena para 5 (cinco) anos de reclusão, mantido o regime inicial fechado. 4. Em seguida, foram opostos embargos declaratórios, rejeitados. 5. Na sequência, a defesa interpôs recurso especial. O Relator do Resp 1.677.795, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, negou provimento ao recurso. 6. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 7. Neste habeas corpus, a parte impetrante afirma que a valoração da quantidade de droga apreendida na primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 155512 ED / SP fase da fixação da pena e também para afastar a minorante prevista no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/2006, configura bis in idem. Alega, ainda, a possibilidade da fixação de regime inicial mais brando. 8. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de ‘Restabelecer a causa de diminuição de pena prevista no § 4... do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), e aplicar o redutor no montante de 2/3, alterando o regime carcerário para o aberto e substituindo a pena carcerária por restritiva de direitos’. Subsidiariamente, pleiteia a imposição do regime inicial intermediário. Decido. 9. O habeas corpus não deve ser concedido. 10. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 11. Na hipótese de que se trata, o Juízo de origem condenou o paciente à pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. O magistrado fixou a pena-base no mínimo legal (5 anos de reclusão). Na sequência, reduziu a reprimenda em 1/3, em razão da aplicação da minorante prevista no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/06. O Tribunal Estadual, em sede de apelação, manteve a pena-base no mínimo legal e, em seguida, afastou a minorante do artigo 33, § 4..., tendo em vista que a quantidade da droga apreendida (190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha) demonstra ‘estruturação nessa atividade criminosa’. 12. Nessas condições, não se verifica a alegada contrariedade à orientação Plenária do Supremo Tribunal Federal. Isso porque, no julgamento dos habeas corpus 112.776 e 109.193, sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, o Tribunal, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Supremo Tribunal Federal HC 155512 ED / SP fase da fixação da pena e também para afastar a minorante prevista no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/2006, configura bis in idem. Alega, ainda, a possibilidade da fixação de regime inicial mais brando. 8. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de ‘Restabelecer a causa de diminuição de pena prevista no § 4... do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), e aplicar o redutor no montante de 2/3, alterando o regime carcerário para o aberto e substituindo a pena carcerária por restritiva de direitos’. Subsidiariamente, pleiteia a imposição do regime inicial intermediário. Decido. 9. O habeas corpus não deve ser concedido. 10. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 11. Na hipótese de que se trata, o Juízo de origem condenou o paciente à pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. O magistrado fixou a pena-base no mínimo legal (5 anos de reclusão). Na sequência, reduziu a reprimenda em 1/3, em razão da aplicação da minorante prevista no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/06. O Tribunal Estadual, em sede de apelação, manteve a pena-base no mínimo legal e, em seguida, afastou a minorante do artigo 33, § 4..., tendo em vista que a quantidade da droga apreendida (190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha) demonstra ‘estruturação nessa atividade criminosa’. 12. Nessas condições, não se verifica a alegada contrariedade à orientação Plenária do Supremo Tribunal Federal. Isso porque, no julgamento dos habeas corpus 112.776 e 109.193, sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, o Tribunal, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório HC 155512 ED / SP por maioria de votos, entendeu que ‘configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução)’. 13. Além disso, reconheço que ‘A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea’ (Súmula 719/Supremo Tribunal Federal). Mas o fato é que, na hipótese de que se cuida, o Superior Tribunal de Justiça, inobstante concluir que as instâncias de origem fixaram o regime mais gravoso com respaldo apenas na hediondez do crime de tráfico de drogas, manteve o regime fechado com com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, em especial na quantidade da droga apreendida ( 190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha). 14. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. Nos embargos declaratórios, a defesa sustenta que: (i) ao contrário do que restou assentado na decisão impugnada, “o magistrado de piso considerou, sim, a quantidade e variedade de drogas na primeira fase da dosimetria”; (ii) “embora o magistrado não tenha empregado a melhor técnica ao operar a dosagem da reprimenda, misturando etapas da dosimetria e tratando indevidamente o aumento na primeira fase como agravante, é certo que, na realidade, elevou a pena-base em razão da quantidade de drogas para posteriormente, já na segunda fase, reduzi-la ao mínimo pela presença de uma atenuante”; (iii) a valoração da quantidade da droga apreendida na primeira fase da fixação da pena e também para afastar a minorante do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, configura bis in idem. 3. Prossegue a narrativa para afirmar que Superior Tribunal de Justiça, em sede de habeas corpus, teria acrescentado fundamentos novos para a manter o regime inicial mais gravoso, o que configuraria 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Supremo Tribunal Federal HC 155512 ED / SP por maioria de votos, entendeu que ‘configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução)’. 13. Além disso, reconheço que ‘A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea’ (Súmula 719/Supremo Tribunal Federal). Mas o fato é que, na hipótese de que se cuida, o Superior Tribunal de Justiça, inobstante concluir que as instâncias de origem fixaram o regime mais gravoso com respaldo apenas na hediondez do crime de tráfico de drogas, manteve o regime fechado com com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, em especial na quantidade da droga apreendida ( 190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha). 14. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. Nos embargos declaratórios, a defesa sustenta que: (i) ao contrário do que restou assentado na decisão impugnada, “o magistrado de piso considerou, sim, a quantidade e variedade de drogas na primeira fase da dosimetria”; (ii) “embora o magistrado não tenha empregado a melhor técnica ao operar a dosagem da reprimenda, misturando etapas da dosimetria e tratando indevidamente o aumento na primeira fase como agravante, é certo que, na realidade, elevou a pena-base em razão da quantidade de drogas para posteriormente, já na segunda fase, reduzi-la ao mínimo pela presença de uma atenuante”; (iii) a valoração da quantidade da droga apreendida na primeira fase da fixação da pena e também para afastar a minorante do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, configura bis in idem. 3. Prossegue a narrativa para afirmar que Superior Tribunal de Justiça, em sede de habeas corpus, teria acrescentado fundamentos novos para a manter o regime inicial mais gravoso, o que configuraria 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório HC 155512 ED / SP reformatio in pejus. 4. Com essa argumentação, a defesa pede o acolhimento dos embargos, a fim de sanar as obscuridades apontadas. 5. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento dos embargos declaratórios. 6. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Supremo Tribunal Federal HC 155512 ED / SP reformatio in pejus. 4. Com essa argumentação, a defesa pede o acolhimento dos embargos, a fim de sanar as obscuridades apontadas. 5. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento dos embargos declaratórios. 6. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8DE-A9BA-584C-E91B e senha 1E1F-4F3A-D9A1-7E9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático e probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 3. Na hipótese de que se trata, o Juízo de origem condenou o paciente à pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal e, na sequência, reduziu a reprimenda para o patamar mínimo (5 anos de reclusão), tendo em vista a incidência da atenuante relativa à confissão espontânea. Diminuiu a pena em 1/3, em razão da aplicação da minorante prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. Contudo, o Tribunal estadual, em sede de apelação, reduziu a pena-base para o mínimo legal. Em seguida, em que pese tenha reconhecido a incidência da atenuante da confissão espontânea, deixou de reduzir a reprimenda, com respaldo na Súmula 231/Superior Tribunal de Justiça (“A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE4B-06E1-AC80-44D7 e senha 186A-DA4B-1103-68A5 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático e probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 3. Na hipótese de que se trata, o Juízo de origem condenou o paciente à pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal e, na sequência, reduziu a reprimenda para o patamar mínimo (5 anos de reclusão), tendo em vista a incidência da atenuante relativa à confissão espontânea. Diminuiu a pena em 1/3, em razão da aplicação da minorante prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. Contudo, o Tribunal estadual, em sede de apelação, reduziu a pena-base para o mínimo legal. Em seguida, em que pese tenha reconhecido a incidência da atenuante da confissão espontânea, deixou de reduzir a reprimenda, com respaldo na Súmula 231/Superior Tribunal de Justiça (“A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE4B-06E1-AC80-44D7 e senha 186A-DA4B-1103-68A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 155512 ED / SP redução da pena abaixo do mínimo legal”). Após, afastou a minorante do art. 33, § 4..., tendo em vista que a quantidade da droga apreendida (190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha) demonstra “estruturação nessa atividade criminosa”. 4. Nessas condições, não se verifica a alegada contrariedade à orientação Plenária do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal). Isso porque, no julgamento dos habeas corpus 112.776 e 109.193, Rel. Min. Teori Zavascki, o Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), por maioria de votos, entendeu que “configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução)”. 5. Quanto ao mais, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki, decidiu que a “determinação do regime inicial de cumprimento da pena deve levar em conta dois fatores: (a) o quantum da reprimenda imposta (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 2...); e (b) as condições pessoais do condenado (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 3...) estabelecidas na primeira etapa da dosimetria (Código Penal Brasileiro, art. 59 c/c art. 33 § 3...). Sob essa perspectiva, não há ilegalidade na decisão que aumenta a pena-base em decorrência da existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis e estabelece o regime inicial mais grave, como medida necessária e suficiente para reprovação e prevenção do crime. Mantida a essência da causa de pedir e sem piorar a situação do recorrente, é legítima a manutenção da decisão recorrida ainda que por outros fundamentos”. 6. No caso, o acórdão originalmente impugnado não divergiu desse entendimento. Isso porque o regime prisional mais gravoso foi mantido pelo Superior Tribunal de Justiça com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, em especial na quantidade da droga apreendida ( 190,3g de cocaína e 1,0696kg de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE4B-06E1-AC80-44D7 e senha 186A-DA4B-1103-68A5 Supremo Tribunal Federal HC 155512 ED / SP redução da pena abaixo do mínimo legal”). Após, afastou a minorante do art. 33, § 4..., tendo em vista que a quantidade da droga apreendida (190,3g de cocaína e 1,0696kg de maconha) demonstra “estruturação nessa atividade criminosa”. 4. Nessas condições, não se verifica a alegada contrariedade à orientação Plenária do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal). Isso porque, no julgamento dos habeas corpus 112.776 e 109.193, Rel. Min. Teori Zavascki, o Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), por maioria de votos, entendeu que “configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução)”. 5. Quanto ao mais, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki, decidiu que a “determinação do regime inicial de cumprimento da pena deve levar em conta dois fatores: (a) o quantum da reprimenda imposta (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 2...); e (b) as condições pessoais do condenado (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 3...) estabelecidas na primeira etapa da dosimetria (Código Penal Brasileiro, art. 59 c/c art. 33 § 3...). Sob essa perspectiva, não há ilegalidade na decisão que aumenta a pena-base em decorrência da existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis e estabelece o regime inicial mais grave, como medida necessária e suficiente para reprovação e prevenção do crime. Mantida a essência da causa de pedir e sem piorar a situação do recorrente, é legítima a manutenção da decisão recorrida ainda que por outros fundamentos”. 6. No caso, o acórdão originalmente impugnado não divergiu desse entendimento. Isso porque o regime prisional mais gravoso foi mantido pelo Superior Tribunal de Justiça com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, em especial na quantidade da droga apreendida ( 190,3g de cocaína e 1,0696kg de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE4B-06E1-AC80-44D7 e senha 186A-DA4B-1103-68A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 155512 ED / SP maconha). 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE4B-06E1-AC80-44D7 e senha 186A-DA4B-1103-68A5 Supremo Tribunal Federal HC 155512 ED / SP maconha). 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE4B-06E1-AC80-44D7 e senha 186A-DA4B-1103-68A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO CORREA GODOY EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3... do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1... do artigo 1.021, nele contido. A par deste aspecto, o habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D7EC-F39C-8E4B-AAB1 e senha C415-5F9C-E479-313E Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) :RODRIGO CORREA GODOY EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3... do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1... do artigo 1.021, nele contido. A par deste aspecto, o habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D7EC-F39C-8E4B-AAB1 e senha C415-5F9C-E479-313E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) : RODRIGO CORREA GODOY (196109/SP) EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAD4-13E4-24E9-C047 e senha A32E-8EA3-9772-0743 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 155.512 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : JHONATA SIMÕES VIEIRA ADV.(A/S) : RODRIGO CORREA GODOY (196109/SP) EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAD4-13E4-24E9-C047 e senha A32E-8EA3-9772-0743 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HC 69 . 419", "HC 155512 ED / SP", "HC 124 . 250", "HC 155512 ED / SP", "HC 124 . 250", "HABEAS CORPUS 155 . 512 SÃO", "HABEAS CORPUS 155 . 512", "HC 155512 ED / SP n . 11 . 343 / 2006", "Resp 1 . 677 . 795", "HC 155512 ED / SP n . 11", "Resp 1 . 677 . 795", "HC 155512 ED / SP", "HC 69 . 419", "habeas corpus 112 . 776", "HC 155512 ED / SP", "HC 69 . 419", "habeas corpus 112 . 776", "HC 155512 ED / SP", "Súmula 719 / Supremo Tribunal Federal", "HC 155512 ED / SP", "Súmula 719 / Supremo Tribunal Federal", "HC 155512 ED / SP", "HC 155512 ED / SP", "HABEAS CORPUS 155 . 512", "MI 823 - ED - segundos", "Rcl 11 . 022 - ED", "ARE 680 . 718 - ED", "HC 69 . 419", "Súmula 231 / Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 155 . 512", "MI 823 - ED - segundos", "Rcl 11 . 022 - ED", "ARE 680 . 718 - ED", "HC 69 . 419", "Súmula 231 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 155512 ED / SP", "habeas corpus 112 . 776", "HC 124 . 250", "HC 155512 ED / SP", "habeas corpus 112 . 776", 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Decisão sobre Repercussão Geral 13/09/2018 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.132.478 PARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES RECTE.(S) :INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA ADV.(A/S) :VAGNER ANDREI TEIXEIRA LIMA RECDO.(A/S) :ANTONIO BAZILIO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ALEXANDRE SCHERER INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO NO INTERIOR DO ESTADO. ADICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO. INCORPORAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incorporação do “adicional de interiorização” devido pela prestação de serviço público por policial militar no interior do Estado tem natureza infraconstitucional, e a ela se atribuem os efeitos da ausência de repercussão geral, nos termos do precedente fixado no RE 584.608, rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 13/3/2009. 2. Ausência de repercussão geral da matéria, nos termos do art. 1.035 do CPC. Decisão: O Tribunal, por maioria, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestou o Ministro Gilmar Mendes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A4-112F-8B06-2161 e senha DCBE-99BE-BF1E-45B2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Decisão sobre Repercussão Geral RE 1132478 RG / PA Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A4-112F-8B06-2161 e senha DCBE-99BE-BF1E-45B2 Supremo Tribunal Federal RE 1132478 RG / PA Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A4-112F-8B06-2161 e senha DCBE-99BE-BF1E-45B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.132.478 PARÁ Título do tema: Incorporação do adicional de interiorização devido pela prestação de serviço público por policial militar no interior do Estado. MANIFESTAÇÃO O Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES (Relator): Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará. O ora recorrido, servidor público militar inativo, postulou, em face do Instituto de Gestão Previdenciária do Pará – IGEPREV, a concessão de “adicional de interiorização”, previsto na Lei Estadual 5.562/1991, tendo por causa de pedir a prestação de serviços nas unidades, subunidades, guarnições e destacamento da Policia Militar sediados no interior do Pará. Relata que tal parcela, prevista no art. 48, IV, da Constituição do Estado do Pará, c/c com o art. 7º, VI, c/c 37, XV, da CONSTITUIÇÃO FEDERAL, deveria ter sido concedida automaticamente, nos termos da citada Lei 5.562/1991. Todavia, aduz a inércia de todos os gestores do ente estadual em dar cumprimento aos aludidos comandos normativos. Assim, pela sua atuação militar, desde fevereiro de 2003, na cidade de Santarém/PA, juntamente ao 3º Batalhão da Polícia Militar, e pela aposentaria como Cabo da PM, alega fazer jus à gratificação na proporção de 100% (cem por cento), nos seguintes termos da lei de regência: 50% (cinquenta por cento) refere-se ao primeiro ano de serviço interiorano e o restante, até sua majoração máxima, decorre dos 10% (dez por cento) a cada ano do militar no interior do Estado. A sentença julgou parcialmente procedente o pedido, determinando- se o pagamento da verba de forma retroativa até o limite de 5 (cinco) anos contados da propositura judicial da demanda. Interposta a apelação, a 3ª Câmara Cível Isolada do Tribunal de Justiça do Estado do Pará confirmou, no agravo interno, o decisum monocrático que reformou a sentença “a fim de adequar a condenação em pagamento do adicional de interiorização, nos termos do art. 1º da Lei Estadual nº 5.652/91, na proporção de 50% (cinquenta por cento) do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.132.478 PARÁ Título do tema: Incorporação do adicional de interiorização devido pela prestação de serviço público por policial militar no interior do Estado. MANIFESTAÇÃO O Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES (Relator): Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará. O ora recorrido, servidor público militar inativo, postulou, em face do Instituto de Gestão Previdenciária do Pará – IGEPREV, a concessão de “adicional de interiorização”, previsto na Lei Estadual 5.562/1991, tendo por causa de pedir a prestação de serviços nas unidades, subunidades, guarnições e destacamento da Policia Militar sediados no interior do Pará. Relata que tal parcela, prevista no art. 48, IV, da Constituição do Estado do Pará, c/c com o art. 7º, VI, c/c 37, XV, da CONSTITUIÇÃO FEDERAL, deveria ter sido concedida automaticamente, nos termos da citada Lei 5.562/1991. Todavia, aduz a inércia de todos os gestores do ente estadual em dar cumprimento aos aludidos comandos normativos. Assim, pela sua atuação militar, desde fevereiro de 2003, na cidade de Santarém/PA, juntamente ao 3º Batalhão da Polícia Militar, e pela aposentaria como Cabo da PM, alega fazer jus à gratificação na proporção de 100% (cem por cento), nos seguintes termos da lei de regência: 50% (cinquenta por cento) refere-se ao primeiro ano de serviço interiorano e o restante, até sua majoração máxima, decorre dos 10% (dez por cento) a cada ano do militar no interior do Estado. A sentença julgou parcialmente procedente o pedido, determinando- se o pagamento da verba de forma retroativa até o limite de 5 (cinco) anos contados da propositura judicial da demanda. Interposta a apelação, a 3ª Câmara Cível Isolada do Tribunal de Justiça do Estado do Pará confirmou, no agravo interno, o decisum monocrático que reformou a sentença “a fim de adequar a condenação em pagamento do adicional de interiorização, nos termos do art. 1º da Lei Estadual nº 5.652/91, na proporção de 50% (cinquenta por cento) do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1132478 RG / PA respectivo soldo. Eis a ementa do aresto recorrido (e-STJ, fl. 320, vol. 13): “AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME DE SENTEÇA(sic). DECISÃO MONOCRÁTICA. ADICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO. INCORPORAÇÃO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO CONTRIBUTIVO. NÃO OCORRÊNCIA. GRATIFICAÇÃO DE LOCALIDADE ESPECIAL E ADCICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO. NATUREZA JURÍDICA DIVERSA. RECURSO IMPROVIDO. O adicional de interiorização tem como fato gerador a prestação de serviço no interior do Estado, neste conceito englobada qualquer localidade fora da região metropolitana de Belém, enquanto a gratificação de localidade especial tem como fato gerador o desempenho da função em regiões inóspitas, insalubres ou nas quais haja precárias condições de vida. Possuem, portanto, natureza jurídica diversa, podendo, inclusive ser cumulados. Precedentes desta Corte. -Recurso conhecido e improvido.” Os embargos de declaração opostos foram desprovidos (e-STJ, fl. 351, vol. 12). Em sequência, apresentou-se Recurso Extraordinário, interposto com arrimo no art. 102, III, a da CARTA MAGNA, sustentando-se (i) a existência de repercussão geral da matéria; e (ii) ofensa ao arts. 40, e 195, 5º, da CONSTITUIÇÃO FEDERAL, por ter o acordão recorrido desrespeitado os princípios contributivo e do prévio custeio ao regime próprio da previdência do Estado do Pará. Aduz que o adicional postulado pelo recorrido foi regulamentado antes das reformas iniciadas pelo legislador constituinte com o advento da Emenda Constitucional 20/1998, para conter o déficit previdenciário, oportunidade em que o “princípio da contributividade ganhou força constitucional (...)" Ademais, diante dessa nova quadra normativa, sublinha a instituição de um novo regime previdenciário pelo Estado do Pará, por intermédio da Lei Complementar 39, de 9/1/2002; e, posteriormente, a Lei 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Supremo Tribunal Federal RE 1132478 RG / PA respectivo soldo. Eis a ementa do aresto recorrido (e-STJ, fl. 320, vol. 13): “AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME DE SENTEÇA(sic). DECISÃO MONOCRÁTICA. ADICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO. INCORPORAÇÃO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO CONTRIBUTIVO. NÃO OCORRÊNCIA. GRATIFICAÇÃO DE LOCALIDADE ESPECIAL E ADCICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO. NATUREZA JURÍDICA DIVERSA. RECURSO IMPROVIDO. O adicional de interiorização tem como fato gerador a prestação de serviço no interior do Estado, neste conceito englobada qualquer localidade fora da região metropolitana de Belém, enquanto a gratificação de localidade especial tem como fato gerador o desempenho da função em regiões inóspitas, insalubres ou nas quais haja precárias condições de vida. Possuem, portanto, natureza jurídica diversa, podendo, inclusive ser cumulados. Precedentes desta Corte. -Recurso conhecido e improvido.” Os embargos de declaração opostos foram desprovidos (e-STJ, fl. 351, vol. 12). Em sequência, apresentou-se Recurso Extraordinário, interposto com arrimo no art. 102, III, a da CARTA MAGNA, sustentando-se (i) a existência de repercussão geral da matéria; e (ii) ofensa ao arts. 40, e 195, 5º, da CONSTITUIÇÃO FEDERAL, por ter o acordão recorrido desrespeitado os princípios contributivo e do prévio custeio ao regime próprio da previdência do Estado do Pará. Aduz que o adicional postulado pelo recorrido foi regulamentado antes das reformas iniciadas pelo legislador constituinte com o advento da Emenda Constitucional 20/1998, para conter o déficit previdenciário, oportunidade em que o “princípio da contributividade ganhou força constitucional (...)" Ademais, diante dessa nova quadra normativa, sublinha a instituição de um novo regime previdenciário pelo Estado do Pará, por intermédio da Lei Complementar 39, de 9/1/2002; e, posteriormente, a Lei 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1132478 RG / PA Complementar 44/2003 revogou, inequivocamente, “toda a legislação que dispunha sobre incorporação aos proventos de aposentadoria de verbas de caráter temporário, tais como decorrentes de local de trabalho, exercício de cargo em comissão, dentre outras.”, alcançando a Lei Estadual 5.652/1991. Ante essas premissas, assevera que o adicional de interiorização não pode integrar a remuneração de contribuição do servidor, pois o art. 86 da LC 39/2002 inibe essa possibilidade. Pede, portanto, a reforma do acórdão recorrido, julgando improcedente a incorporação do referido adicional aos proventos de aposentadoria/reserva remunerada do recorrido. Sem contrarrazões. O Tribunal de origem admitiu o presente recurso e o remeteu ao STF, consignando tratar-se de representativo de controvérsia centrada em demanda ajuizada por militar estadual reclamando "um direito à incorporação de parcela remuneratória em razão do trabalho ou do seu local com a consequente agregação aos proventos de aposentadoria/reserva remunerada, cujo ente previdenciário afirma não ter incidido contribuição, faltando-lhe fonte de custeio, em suposto confronto com a Constituição Federal e Legislação de regência da matéria previdenciária." É o que havia a relatar. Quanto à admissibilidade do Recurso Extraordinário, rege-se pelo Código de Processo Civil de 2015, pois o acórdão recorrido foi publicado em 17/11/2016. O art. 1.035 do CPC estabelece que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, em decisão irrecorrível, não conhecerá do recurso extraordinário “quando a questão constitucional nele versada não tiver repercussão geral (…)”. Trata-se de disposição que encontra seu fundamento de validade no § 3º do art. 102 da CF/1988, segundo o qual no recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Supremo Tribunal Federal RE 1132478 RG / PA Complementar 44/2003 revogou, inequivocamente, “toda a legislação que dispunha sobre incorporação aos proventos de aposentadoria de verbas de caráter temporário, tais como decorrentes de local de trabalho, exercício de cargo em comissão, dentre outras.”, alcançando a Lei Estadual 5.652/1991. Ante essas premissas, assevera que o adicional de interiorização não pode integrar a remuneração de contribuição do servidor, pois o art. 86 da LC 39/2002 inibe essa possibilidade. Pede, portanto, a reforma do acórdão recorrido, julgando improcedente a incorporação do referido adicional aos proventos de aposentadoria/reserva remunerada do recorrido. Sem contrarrazões. O Tribunal de origem admitiu o presente recurso e o remeteu ao STF, consignando tratar-se de representativo de controvérsia centrada em demanda ajuizada por militar estadual reclamando "um direito à incorporação de parcela remuneratória em razão do trabalho ou do seu local com a consequente agregação aos proventos de aposentadoria/reserva remunerada, cujo ente previdenciário afirma não ter incidido contribuição, faltando-lhe fonte de custeio, em suposto confronto com a Constituição Federal e Legislação de regência da matéria previdenciária." É o que havia a relatar. Quanto à admissibilidade do Recurso Extraordinário, rege-se pelo Código de Processo Civil de 2015, pois o acórdão recorrido foi publicado em 17/11/2016. O art. 1.035 do CPC estabelece que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, em decisão irrecorrível, não conhecerá do recurso extraordinário “quando a questão constitucional nele versada não tiver repercussão geral (…)”. Trata-se de disposição que encontra seu fundamento de validade no § 3º do art. 102 da CF/1988, segundo o qual no recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1132478 RG / PA geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso (…). O CPC preconiza que, para efeito de repercussão geral, será considerada a existência ou não de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos do processo. Nessa linha de consideração, registre-se a orientação do Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no sentido de que se projetam os efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal ocorra de forma indireta ou reflexa (RE 584.608-RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009). É precisamente o que ocorre neste caso. A solução da controvérsia acerca do direito à incorporação do adicional de interiorização aos proventos do servidor público militar, tendo em conta a (i) natureza jurídica do adicional de interiorização (ii) revogação da Lei 5.652/1991, com a instituição das leis complementares 39/2002 e 44/2003, depende, inexoravelmente, do exame das indigitadas normas alocadas fora da CF/1988, ante a inexistência de regramento direto e específico na CARTA MAGNA a respeito dessa peculiar temática. Em casos próximos, evocam-se os seguintes precedentes desta CORTE, assentando-se a imprescindibilidade do exame de norma infraconstitucional local: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. ADICIONAL DE INATIVIDADE. LEI ESTADUAL Nº 10.426/90. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. PRECEDENTES. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). Precedentes: AI 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Supremo Tribunal Federal RE 1132478 RG / PA geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso (…). O CPC preconiza que, para efeito de repercussão geral, será considerada a existência ou não de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos do processo. Nessa linha de consideração, registre-se a orientação do Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no sentido de que se projetam os efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal ocorra de forma indireta ou reflexa (RE 584.608-RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009). É precisamente o que ocorre neste caso. A solução da controvérsia acerca do direito à incorporação do adicional de interiorização aos proventos do servidor público militar, tendo em conta a (i) natureza jurídica do adicional de interiorização (ii) revogação da Lei 5.652/1991, com a instituição das leis complementares 39/2002 e 44/2003, depende, inexoravelmente, do exame das indigitadas normas alocadas fora da CF/1988, ante a inexistência de regramento direto e específico na CARTA MAGNA a respeito dessa peculiar temática. Em casos próximos, evocam-se os seguintes precedentes desta CORTE, assentando-se a imprescindibilidade do exame de norma infraconstitucional local: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. ADICIONAL DE INATIVIDADE. LEI ESTADUAL Nº 10.426/90. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. PRECEDENTES. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). Precedentes: AI 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1132478 RG / PA 835.748-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 01.08.2011; AI 461.855-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 30.4.2010 e AI 544.721-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje de 31.10.2007; AI 694.656-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 12.03.2009. 2. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de vioviolação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. Precedentes. AI 700.685-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 23.02.2008 e AI 635.789-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 27.04.2011. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. REFORMA. PROVENTOS CORRESPONDENTES AO SOLDO DA GRADUAÇÃO DE PRIMEIRO SARGENTO. ART. 89, PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI 10.426/90. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. APELO IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA. 1. Não tendo o apelado sido reformado com base no art. 83, I, da Lei 10.426/90, não faz jus ao recebimento de proventos em valor correspondente ao soldo de segundo tenente. 2. Por outro lado, tendo a sua reforma se dado quando já contava com mais de trinta anos de serviço, tem direito a ser reformado com proventos em valor correspondentes ao soldo de primeiro sargento, de acordo com o art. 89, parágrafo único, da Lei 10.426/90. 3. Por fazer jus, o apelado, ao recebimento do adicional de inatividade desde a sua reforma e não tendo este sido pago em momento algum, deve o referido adicional ser implantado em seus proventos, correspondente a 30% sobre o valor do soldo, calculado de acordo com a norma do inciso III do § 2º do artigo 79 da Lei 10.426/90. Após a sua implantação, deverá o mesmo sofrer a incidência do art. 19 da LC 59/04, sendo transformado em parcela autônoma de vantagem pessoal com valor fixo. 4. Apelo a que se dá parcial provimento. 5. Sentença reformada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 682.823-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Supremo Tribunal Federal RE 1132478 RG / PA 835.748-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 01.08.2011; AI 461.855-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 30.4.2010 e AI 544.721-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje de 31.10.2007; AI 694.656-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 12.03.2009. 2. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de vioviolação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. Precedentes. AI 700.685-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 23.02.2008 e AI 635.789-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 27.04.2011. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. REFORMA. PROVENTOS CORRESPONDENTES AO SOLDO DA GRADUAÇÃO DE PRIMEIRO SARGENTO. ART. 89, PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI 10.426/90. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. APELO IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA. 1. Não tendo o apelado sido reformado com base no art. 83, I, da Lei 10.426/90, não faz jus ao recebimento de proventos em valor correspondente ao soldo de segundo tenente. 2. Por outro lado, tendo a sua reforma se dado quando já contava com mais de trinta anos de serviço, tem direito a ser reformado com proventos em valor correspondentes ao soldo de primeiro sargento, de acordo com o art. 89, parágrafo único, da Lei 10.426/90. 3. Por fazer jus, o apelado, ao recebimento do adicional de inatividade desde a sua reforma e não tendo este sido pago em momento algum, deve o referido adicional ser implantado em seus proventos, correspondente a 30% sobre o valor do soldo, calculado de acordo com a norma do inciso III do § 2º do artigo 79 da Lei 10.426/90. Após a sua implantação, deverá o mesmo sofrer a incidência do art. 19 da LC 59/04, sendo transformado em parcela autônoma de vantagem pessoal com valor fixo. 4. Apelo a que se dá parcial provimento. 5. Sentença reformada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 682.823-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1132478 RG / PA Turma, DJe de 14/9/2012). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. INCORPORAÇÃO DE ADICIONAL DE PRODUTIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO." ARE 762.938-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 10/8/2016). "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Incorporação de gratificação e adicionais aos proventos de aposentadoria. 3. Discussão restringe-se às Leis 1.267/1990, 1.770/1996 e 2.186/2001 do Município de Cianorte. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Incidência dos enunciados 279 e 280 da Súmula do STF. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Majoração do valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita." (ARE 1.067.143-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/6/2018). Instar grifar a negativa de seguimento a recursos de igual teor ao do que ora se examina pelos Exmos. Ministros desta CORTE com fulcro no insuperável óbice do enunciado da Súmula 280 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Nesse sentido: - ARE 1.123.557/PA; julgado em 20/4/2018, DJe de 25/4/2018; ARE 1.119.585/PA; julgado em 11/4/2018, DJe de 16/4/2018; ARE 866.454/PA, julgado em 18/3/2015, DJe de 24/3/2015; todos de relatoria do Ministro 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Supremo Tribunal Federal RE 1132478 RG / PA Turma, DJe de 14/9/2012). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. INCORPORAÇÃO DE ADICIONAL DE PRODUTIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO." ARE 762.938-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 10/8/2016). "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Incorporação de gratificação e adicionais aos proventos de aposentadoria. 3. Discussão restringe-se às Leis 1.267/1990, 1.770/1996 e 2.186/2001 do Município de Cianorte. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Incidência dos enunciados 279 e 280 da Súmula do STF. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Majoração do valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita." (ARE 1.067.143-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/6/2018). Instar grifar a negativa de seguimento a recursos de igual teor ao do que ora se examina pelos Exmos. Ministros desta CORTE com fulcro no insuperável óbice do enunciado da Súmula 280 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Nesse sentido: - ARE 1.123.557/PA; julgado em 20/4/2018, DJe de 25/4/2018; ARE 1.119.585/PA; julgado em 11/4/2018, DJe de 16/4/2018; ARE 866.454/PA, julgado em 18/3/2015, DJe de 24/3/2015; todos de relatoria do Ministro 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1132478 RG / PA LUIZ FUX. - ARE 982.145/PA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 15/8/2016, DJe de 8/9/2016. - ARE 985.611/PA; Rel. Min. EDSON FACHIN, julgado em 12/8/2016, DJe de 22/8/2016. - ARE 884.466/PA, julgado em 5/5/2015, DJe de 12/5/2015; ARE 765.145/PA, julgado em 2/9/2013, DJe de 11/9/2013; ambos de relatoria do Ministro ROBERTO BARROSO. - AI 645.889/PA, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, julgado em 19/2/2009, DJe de 18/3/2009. Para fins de aplicação da sistemática da repercussão geral, propõe-se a seguinte tese: não tem repercussão geral a controvérsia relativa à incorporação do adicional de interiorização devido pela prestação de serviço público por policial militar no interior do Estado, por ser indispensável o exame de normas estaduais que regem a respectiva parcela remuneratória. Diante do exposto, voto (I) pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada e (II) pela negativa do seguimento do Recurso Extraordinário. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Supremo Tribunal Federal RE 1132478 RG / PA LUIZ FUX. - ARE 982.145/PA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 15/8/2016, DJe de 8/9/2016. - ARE 985.611/PA; Rel. Min. EDSON FACHIN, julgado em 12/8/2016, DJe de 22/8/2016. - ARE 884.466/PA, julgado em 5/5/2015, DJe de 12/5/2015; ARE 765.145/PA, julgado em 2/9/2013, DJe de 11/9/2013; ambos de relatoria do Ministro ROBERTO BARROSO. - AI 645.889/PA, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, julgado em 19/2/2009, DJe de 18/3/2009. Para fins de aplicação da sistemática da repercussão geral, propõe-se a seguinte tese: não tem repercussão geral a controvérsia relativa à incorporação do adicional de interiorização devido pela prestação de serviço público por policial militar no interior do Estado, por ser indispensável o exame de normas estaduais que regem a respectiva parcela remuneratória. Diante do exposto, voto (I) pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada e (II) pela negativa do seguimento do Recurso Extraordinário. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.132.478 PARÁ PRONUNCIAMENTO SOLDO – ADICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO – CONTRIBUIÇÃO – AUSÊNCIA – CÁLCULO – ADMISSÃO NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TEMA CONSTITUCIONAL – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário nº 1.132.478, relator ministro Alexandre de Moraes, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 24 de agosto de 2018, sexta-feira, com termo final para manifestação no próximo dia 13 de setembro, quinta-feira. Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará – IGEPREV formalizou recurso extraordinário contra acórdão mediante o qual a Terceira Câmara Cível Isolada do Tribunal de Justiça, ao desprover agravo interno na apelação e remessa necessária nº 2014.3.005590-0, assentou a incorporação do adicional de interiorização ao soldo de Antonio Bazilio de Oliveira, policial militar inativo, ante a prestação de serviços em localidades fora da região metropolitana de Belém, considerada a Lei estadual nº 5.652/1991 e o artigo 48, inciso IV, da Constituição do Estado do Pará. No extraordinário, protocolado com apontada base nas alíneas “a” e “d” do permissivo constitucional, o IGEPREV alega transgressão aos artigos 40 e 195, § 5º, da Constituição Federal. Diz inexistir a correspondente fonte de custeio do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E98-650C-2F80-9B57 e senha F6C8-A475-E520-ABA2 Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.132.478 PARÁ PRONUNCIAMENTO SOLDO – ADICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO – CONTRIBUIÇÃO – AUSÊNCIA – CÁLCULO – ADMISSÃO NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TEMA CONSTITUCIONAL – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário nº 1.132.478, relator ministro Alexandre de Moraes, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 24 de agosto de 2018, sexta-feira, com termo final para manifestação no próximo dia 13 de setembro, quinta-feira. Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará – IGEPREV formalizou recurso extraordinário contra acórdão mediante o qual a Terceira Câmara Cível Isolada do Tribunal de Justiça, ao desprover agravo interno na apelação e remessa necessária nº 2014.3.005590-0, assentou a incorporação do adicional de interiorização ao soldo de Antonio Bazilio de Oliveira, policial militar inativo, ante a prestação de serviços em localidades fora da região metropolitana de Belém, considerada a Lei estadual nº 5.652/1991 e o artigo 48, inciso IV, da Constituição do Estado do Pará. No extraordinário, protocolado com apontada base nas alíneas “a” e “d” do permissivo constitucional, o IGEPREV alega transgressão aos artigos 40 e 195, § 5º, da Constituição Federal. Diz inexistir a correspondente fonte de custeio do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E98-650C-2F80-9B57 e senha F6C8-A475-E520-ABA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1132478 RG / PA benefício, pois a autarquia não realiza o desconto dos segurados em relação à contribuição do adicional. Assinala a revogação do diploma local pelas Leis Complementares estaduais nº 39/2002 e 44/2003. Tece comentários sobre a suspensão de normas locais contrárias a preceitos da legislação federal a tratarem de aspectos gerais da previdência social, aludindo ao artigo 24, § 4º, da Constituição Federal. Sustenta haver conflito do artigo 1º, inciso X, da Lei federal nº 9.717/1998 com o 2º da Lei estadual nº 5.652/1991, afirmando ser a primeira incompatível com a implantação do adicional de interiorização. Faz breve histórico sobre a adoção do princípio contributivo no ordenamento jurídico e ressalta a extensão aos militares. Sob o ângulo da repercussão geral, salienta ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista econômico e social. Frisa o efeito multiplicador da controvérsia. O extraordinário foi admitido na origem. O Relator submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, manifestando-se pela não configuração da repercussão. Sublinhou a natureza infraconstitucional da matéria, mencionando julgamentos do Supremo nos quais se reconheceu caracterizar ofensa indireta à Constituição Federal controvérsia atinente à incorporação, aos proventos de servidor público militar, de adicionais previstos em legislação local. Enfatizou que recursos com igual objeto tiveram o seguimento negado, considerado o verbete nº 280 de Súmula do Supremo. Propôs a seguinte tese: “Não tem repercussão geral a controvérsia relativa à incorporação do adicional de interiorização devido pela prestação de serviço público militar no interior do Estado, por ser indispensável o exame de normas estaduais que regem respectiva parcela remuneratória.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E98-650C-2F80-9B57 e senha F6C8-A475-E520-ABA2 Supremo Tribunal Federal RE 1132478 RG / PA benefício, pois a autarquia não realiza o desconto dos segurados em relação à contribuição do adicional. Assinala a revogação do diploma local pelas Leis Complementares estaduais nº 39/2002 e 44/2003. Tece comentários sobre a suspensão de normas locais contrárias a preceitos da legislação federal a tratarem de aspectos gerais da previdência social, aludindo ao artigo 24, § 4º, da Constituição Federal. Sustenta haver conflito do artigo 1º, inciso X, da Lei federal nº 9.717/1998 com o 2º da Lei estadual nº 5.652/1991, afirmando ser a primeira incompatível com a implantação do adicional de interiorização. Faz breve histórico sobre a adoção do princípio contributivo no ordenamento jurídico e ressalta a extensão aos militares. Sob o ângulo da repercussão geral, salienta ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista econômico e social. Frisa o efeito multiplicador da controvérsia. O extraordinário foi admitido na origem. O Relator submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, manifestando-se pela não configuração da repercussão. Sublinhou a natureza infraconstitucional da matéria, mencionando julgamentos do Supremo nos quais se reconheceu caracterizar ofensa indireta à Constituição Federal controvérsia atinente à incorporação, aos proventos de servidor público militar, de adicionais previstos em legislação local. Enfatizou que recursos com igual objeto tiveram o seguimento negado, considerado o verbete nº 280 de Súmula do Supremo. Propôs a seguinte tese: “Não tem repercussão geral a controvérsia relativa à incorporação do adicional de interiorização devido pela prestação de serviço público militar no interior do Estado, por ser indispensável o exame de normas estaduais que regem respectiva parcela remuneratória.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E98-650C-2F80-9B57 e senha F6C8-A475-E520-ABA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1132478 RG / PA 2. A controvérsia é passível de repetir-se em inúmeros processos. Mais do que isso, prescinde de análise da legislação local. É saber a harmonia, ou não, da integração da parcela denominada adicional de interiorização nos cálculos do soldo, ante o princípio constitucional contributivo. 3. O tema é constitucional, estando caracterizada a repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos, que versando a mesma matéria, aguardem, no Gabinete, exame. 5. Publiquem. Brasília, 30 de agosto de 2018. Ministro MARCO AURÉLIO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E98-650C-2F80-9B57 e senha F6C8-A475-E520-ABA2 Supremo Tribunal Federal RE 1132478 RG / PA 2. A controvérsia é passível de repetir-se em inúmeros processos. Mais do que isso, prescinde de análise da legislação local. É saber a harmonia, ou não, da integração da parcela denominada adicional de interiorização nos cálculos do soldo, ante o princípio constitucional contributivo. 3. O tema é constitucional, estando caracterizada a repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos, que versando a mesma matéria, aguardem, no Gabinete, exame. 5. Publiquem. Brasília, 30 de agosto de 2018. Ministro MARCO AURÉLIO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E98-650C-2F80-9B57 e senha F6C8-A475-E520-ABA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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2018-09-13T00:00:00
2018-10-05T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por maioria, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestou o Ministro Gilmar Mendes. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO NO INTERIOR DO ESTADO. ADICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO. INCORPORAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incorporação do “adicional de interiorização” devido pela prestação de serviço público por policial militar no interior do Estado tem natureza infraconstitucional, e a ela se atribuem os efeitos da ausência de repercussão geral, nos termos do precedente fixado no RE 584.608, rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 13/3/2009. 2. Ausência de repercussão geral da matéria, nos termos do art. 1.035 do CPC.
repercussao-geral10062
- Acórdão(s) citado(s): (RE, ADICIONAL, INTERIORIZAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 584608 RG, ARE 682823 AgR (1ªT), ARE 762938 AgR (1ªT), ARE 1067143 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 280/STF) ARE 1123557, ARE 1119585, ARE 866454, ARE 982145, ARE 985611, ARE 884466, ARE 765145, AI 645889. Número de páginas: 12. Análise: 09/10/2018, JSF.
ALEXANDRE DE MORAES
Tribunal Pleno
1132478
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00007 INC-00006 ART-00024 PAR-00004 \r\n ART-00037 INC-00015 ART-00040 ART-00102 \r\n PAR-00003 LET-A LET-D ART-00195 \r\n PAR-00005\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n", "LEG-FED LEI-009717 ANO-1998\r\n ART-00001 INC-00010\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\r\n ART-01035\r\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n", "LEG-EST CES ANO-1989\r\n ART-00048 INC-00004\r\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, PA\r\n", "LEG-EST LCP-000039 ANO-2002\r\n ART-00086\r\n LEI COMPLEMENTAR, PA\r\n", "LEG-EST LCP-000044 ANO-2003\r\n LEI COMPLEMENTAR, PA\r\n", "LEG-EST LEI-005652 ANO-1991\r\n ART-00001 ART-00002\r\n LEI ORDINÁRIA, PA" ]
RE-RG
acordaos
RE 1132478 RG
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RECTE.(S) : INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA ADV.(A/S) : VAGNER ANDREI TEIXEIRA LIMA RECDO.(A/S) : ANTONIO BAZILIO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ALEXANDRE SCHERER INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
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Decisão sobre Repercussão Geral 13/09/2018 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.132.478 PARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES RECTE.(S) :INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA ADV.(A/S) :VAGNER ANDREI TEIXEIRA LIMA RECDO.(A/S) :ANTONIO BAZILIO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ALEXANDRE SCHERER INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO NO INTERIOR DO ESTADO. ADICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO. INCORPORAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incorporação do “adicional de interiorização” devido pela prestação de serviço público por policial militar no interior do Estado tem natureza infraconstitucional, e a ela se atribuem os efeitos da ausência de repercussão geral, nos termos do precedente fixado no Recurso Extraordinário 584.608, rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 13/3/2009. 2. Ausência de repercussão geral da matéria, nos termos do art. 1.035 do Código de Processo Civil. Decisão: O Tribunal, por maioria, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestou o Ministro Gilmar Mendes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A4-112F-8B06-2161 e senha DCBE-99BE-BF1E-45B2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Decisão sobre Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A4-112F-8B06-2161 e senha DCBE-99BE-BF1E-45B2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A4-112F-8B06-2161 e senha DCBE-99BE-BF1E-45B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.132.478 PARÁ Título do tema: Incorporação do adicional de interiorização devido pela prestação de serviço público por policial militar no interior do Estado. MANIFESTAÇÃO O Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES (Relator): Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará. O ora recorrido, servidor público militar inativo, postulou, em face do Instituto de Gestão Previdenciária do Pará – IGEPREV, a concessão de “adicional de interiorização”, previsto na Lei Estadual 5.562/1991, tendo por causa de pedir a prestação de serviços nas unidades, subunidades, guarnições e destacamento da Policia Militar sediados no interior do Pará. Relata que tal parcela, prevista no art. 48, IV, da Constituição do Estado do Pará, c/c com o art. 7..., VI, c/c 37, XV, da CONSTITUIÇÃO FEDERAL, deveria ter sido concedida automaticamente, nos termos da citada Lei 5.562/1991. Todavia, aduz a inércia de todos os gestores do ente estadual em dar cumprimento aos aludidos comandos normativos. Assim, pela sua atuação militar, desde fevereiro de 2003, na cidade de Santarém/PA, juntamente ao 3... Batalhão da Polícia Militar, e pela aposentaria como Cabo da PM, alega fazer jus à gratificação na proporção de 100% (cem por cento), nos seguintes termos da lei de regência: 50% (cinquenta por cento) refere-se ao primeiro ano de serviço interiorano e o restante, até sua majoração máxima, decorre dos 10% (dez por cento) a cada ano do militar no interior do Estado. A sentença julgou parcialmente procedente o pedido, determinando- se o pagamento da verba de forma retroativa até o limite de 5 (cinco) anos contados da propositura judicial da demanda. Interposta a apelação, a 3... Câmara Cível Isolada do Tribunal de Justiça do Estado do Pará confirmou, no agravo interno, o decisum monocrático que reformou a sentença “a fim de adequar a condenação em pagamento do adicional de interiorização, nos termos do art. 1... da Lei Estadual n 5.652/91, na proporção de 50% (cinquenta por cento) do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.132.478 PARÁ Título do tema: Incorporação do adicional de interiorização devido pela prestação de serviço público por policial militar no interior do Estado. MANIFESTAÇÃO O Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES (Relator): Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará. O ora recorrido, servidor público militar inativo, postulou, em face do Instituto de Gestão Previdenciária do Pará – IGEPREV, a concessão de “adicional de interiorização”, previsto na Lei Estadual 5.562/1991, tendo por causa de pedir a prestação de serviços nas unidades, subunidades, guarnições e destacamento da Policia Militar sediados no interior do Pará. Relata que tal parcela, prevista no art. 48, IV, da Constituição do Estado do Pará, c/c com o art. 7..., VI, c/c 37, XV, da CONSTITUIÇÃO FEDERAL, deveria ter sido concedida automaticamente, nos termos da citada Lei 5.562/1991. Todavia, aduz a inércia de todos os gestores do ente estadual em dar cumprimento aos aludidos comandos normativos. Assim, pela sua atuação militar, desde fevereiro de 2003, na cidade de Santarém/PA, juntamente ao 3... Batalhão da Polícia Militar, e pela aposentaria como Cabo da PM, alega fazer jus à gratificação na proporção de 100% (cem por cento), nos seguintes termos da lei de regência: 50% (cinquenta por cento) refere-se ao primeiro ano de serviço interiorano e o restante, até sua majoração máxima, decorre dos 10% (dez por cento) a cada ano do militar no interior do Estado. A sentença julgou parcialmente procedente o pedido, determinando- se o pagamento da verba de forma retroativa até o limite de 5 (cinco) anos contados da propositura judicial da demanda. Interposta a apelação, a 3... Câmara Cível Isolada do Tribunal de Justiça do Estado do Pará confirmou, no agravo interno, o decisum monocrático que reformou a sentença “a fim de adequar a condenação em pagamento do adicional de interiorização, nos termos do art. 1... da Lei Estadual n 5.652/91, na proporção de 50% (cinquenta por cento) do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA respectivo soldo. Eis a ementa do aresto recorrido (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 320, vol. 13): “AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME DE SENTEÇA(sic). DECISÃO MONOCRÁTICA. ADICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO. INCORPORAÇÃO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO CONTRIBUTIVO. NÃO OCORRÊNCIA. GRATIFICAÇÃO DE LOCALIDADE ESPECIAL E ADCICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO. NATUREZA JURÍDICA DIVERSA. RECURSO IMPROVIDO. O adicional de interiorização tem como fato gerador a prestação de serviço no interior do Estado, neste conceito englobada qualquer localidade fora da região metropolitana de Belém, enquanto a gratificação de localidade especial tem como fato gerador o desempenho da função em regiões inóspitas, insalubres ou nas quais haja precárias condições de vida. Possuem, portanto, natureza jurídica diversa, podendo, inclusive ser cumulados. Precedentes desta Corte. -Recurso conhecido e improvido.” Os embargos de declaração opostos foram desprovidos (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 351, vol. 12). Em sequência, apresentou-se Recurso Extraordinário, interposto com arrimo no art. 102, III, a da CARTA MAGNA, sustentando-se (i) a existência de repercussão geral da matéria; e (ii) ofensa ao arts. 40, e 195, 5..., da CONSTITUIÇÃO FEDERAL, por ter o acordão recorrido desrespeitado os princípios contributivo e do prévio custeio ao regime próprio da previdência do Estado do Pará. Aduz que o adicional postulado pelo recorrido foi regulamentado antes das reformas iniciadas pelo legislador constituinte com o advento da Emenda Constitucional 20/1998, para conter o déficit previdenciário, oportunidade em que o “princípio da contributividade ganhou força constitucional (...)" Ademais, diante dessa nova quadra normativa, sublinha a instituição de um novo regime previdenciário pelo Estado do Pará, por intermédio da Lei Complementar 39, de 9/1/2002; e, posteriormente, a Lei 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA respectivo soldo. Eis a ementa do aresto recorrido (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 320, vol. 13): “AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME DE SENTEÇA(sic). DECISÃO MONOCRÁTICA. ADICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO. INCORPORAÇÃO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO CONTRIBUTIVO. NÃO OCORRÊNCIA. GRATIFICAÇÃO DE LOCALIDADE ESPECIAL E ADCICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO. NATUREZA JURÍDICA DIVERSA. RECURSO IMPROVIDO. O adicional de interiorização tem como fato gerador a prestação de serviço no interior do Estado, neste conceito englobada qualquer localidade fora da região metropolitana de Belém, enquanto a gratificação de localidade especial tem como fato gerador o desempenho da função em regiões inóspitas, insalubres ou nas quais haja precárias condições de vida. Possuem, portanto, natureza jurídica diversa, podendo, inclusive ser cumulados. Precedentes desta Corte. -Recurso conhecido e improvido.” Os embargos de declaração opostos foram desprovidos (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 351, vol. 12). Em sequência, apresentou-se Recurso Extraordinário, interposto com arrimo no art. 102, III, a da CARTA MAGNA, sustentando-se (i) a existência de repercussão geral da matéria; e (ii) ofensa ao arts. 40, e 195, 5..., da CONSTITUIÇÃO FEDERAL, por ter o acordão recorrido desrespeitado os princípios contributivo e do prévio custeio ao regime próprio da previdência do Estado do Pará. Aduz que o adicional postulado pelo recorrido foi regulamentado antes das reformas iniciadas pelo legislador constituinte com o advento da Emenda Constitucional 20/1998, para conter o déficit previdenciário, oportunidade em que o “princípio da contributividade ganhou força constitucional (...)" Ademais, diante dessa nova quadra normativa, sublinha a instituição de um novo regime previdenciário pelo Estado do Pará, por intermédio da Lei Complementar 39, de 9/1/2002; e, posteriormente, a Lei 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA Complementar 44/2003 revogou, inequivocamente, “toda a legislação que dispunha sobre incorporação aos proventos de aposentadoria de verbas de caráter temporário, tais como decorrentes de local de trabalho, exercício de cargo em comissão, dentre outras.”, alcançando a Lei Estadual 5.652/1991. Ante essas premissas, assevera que o adicional de interiorização não pode integrar a remuneração de contribuição do servidor, pois o art. 86 da Lei Complementar 39/2002 inibe essa possibilidade. Pede, portanto, a reforma do acórdão recorrido, julgando improcedente a incorporação do referido adicional aos proventos de aposentadoria/reserva remunerada do recorrido. Sem contrarrazões. O Tribunal de origem admitiu o presente recurso e o remeteu ao Supremo Tribunal Federal, consignando tratar-se de representativo de controvérsia centrada em demanda ajuizada por militar estadual reclamando "um direito à incorporação de parcela remuneratória em razão do trabalho ou do seu local com a consequente agregação aos proventos de aposentadoria/reserva remunerada, cujo ente previdenciário afirma não ter incidido contribuição, faltando-lhe fonte de custeio, em suposto confronto com a Constituição Federal e Legislação de regência da matéria previdenciária." É o que havia a relatar. Quanto à admissibilidade do Recurso Extraordinário, rege-se pelo Código de Processo Civil de 2015, pois o acórdão recorrido foi publicado em 17/11/2016. O art. 1.035 do Código de Processo Civil estabelece que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, em decisão irrecorrível, não conhecerá do recurso extraordinário “quando a questão constitucional nele versada não tiver repercussão geral (…)”. Trata-se de disposição que encontra seu fundamento de validade no § 3... do art. 102 da Constituição Federal de 1988/1988, segundo o qual no recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA Complementar 44/2003 revogou, inequivocamente, “toda a legislação que dispunha sobre incorporação aos proventos de aposentadoria de verbas de caráter temporário, tais como decorrentes de local de trabalho, exercício de cargo em comissão, dentre outras.”, alcançando a Lei Estadual 5.652/1991. Ante essas premissas, assevera que o adicional de interiorização não pode integrar a remuneração de contribuição do servidor, pois o art. 86 da Lei Complementar 39/2002 inibe essa possibilidade. Pede, portanto, a reforma do acórdão recorrido, julgando improcedente a incorporação do referido adicional aos proventos de aposentadoria/reserva remunerada do recorrido. Sem contrarrazões. O Tribunal de origem admitiu o presente recurso e o remeteu ao Supremo Tribunal Federal, consignando tratar-se de representativo de controvérsia centrada em demanda ajuizada por militar estadual reclamando "um direito à incorporação de parcela remuneratória em razão do trabalho ou do seu local com a consequente agregação aos proventos de aposentadoria/reserva remunerada, cujo ente previdenciário afirma não ter incidido contribuição, faltando-lhe fonte de custeio, em suposto confronto com a Constituição Federal e Legislação de regência da matéria previdenciária." É o que havia a relatar. Quanto à admissibilidade do Recurso Extraordinário, rege-se pelo Código de Processo Civil de 2015, pois o acórdão recorrido foi publicado em 17/11/2016. O art. 1.035 do Código de Processo Civil estabelece que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, em decisão irrecorrível, não conhecerá do recurso extraordinário “quando a questão constitucional nele versada não tiver repercussão geral (…)”. Trata-se de disposição que encontra seu fundamento de validade no § 3... do art. 102 da Constituição Federal de 1988/1988, segundo o qual no recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso (…). O Código de Processo Civil preconiza que, para efeito de repercussão geral, será considerada a existência ou não de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos do processo. Nessa linha de consideração, registre-se a orientação do Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no sentido de que se projetam os efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal ocorra de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608-RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009). É precisamente o que ocorre neste caso. A solução da controvérsia acerca do direito à incorporação do adicional de interiorização aos proventos do servidor público militar, tendo em conta a (i) natureza jurídica do adicional de interiorização (ii) revogação da Lei 5.652/1991, com a instituição das leis complementares 39/2002 e 44/2003, depende, inexoravelmente, do exame das indigitadas normas alocadas fora da Constituição Federal de 1988/1988, ante a inexistência de regramento direto e específico na CARTA MAGNA a respeito dessa peculiar temática. Em casos próximos, evocam-se os seguintes precedentes desta CORTE, assentando-se a imprescindibilidade do exame de norma infraconstitucional local: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. ADICIONAL DE INATIVIDADE. LEI ESTADUAL n 10.426/90. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes: AI 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso (…). O Código de Processo Civil preconiza que, para efeito de repercussão geral, será considerada a existência ou não de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos do processo. Nessa linha de consideração, registre-se a orientação do Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no sentido de que se projetam os efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal ocorra de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608-RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009). É precisamente o que ocorre neste caso. A solução da controvérsia acerca do direito à incorporação do adicional de interiorização aos proventos do servidor público militar, tendo em conta a (i) natureza jurídica do adicional de interiorização (ii) revogação da Lei 5.652/1991, com a instituição das leis complementares 39/2002 e 44/2003, depende, inexoravelmente, do exame das indigitadas normas alocadas fora da Constituição Federal de 1988/1988, ante a inexistência de regramento direto e específico na CARTA MAGNA a respeito dessa peculiar temática. Em casos próximos, evocam-se os seguintes precedentes desta CORTE, assentando-se a imprescindibilidade do exame de norma infraconstitucional local: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. ADICIONAL DE INATIVIDADE. LEI ESTADUAL n 10.426/90. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes: AI 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA 835.748-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 01.08.2011; AI 461.855-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 30.4.2010 e AI 544.721-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje de 31.10.2007; AI 694.656-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 12.03.2009. 2. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de vioviolação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. Precedentes. AI 700.685-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 23.02.2008 e AI 635.789-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 27.04.2011. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. REFORMA. PROVENTOS CORRESPONDENTES AO SOLDO DA GRADUAÇÃO DE PRIMEIRO SARGENTO. ART. 89, PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI 10.426/90. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. APELO IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA. 1. Não tendo o apelado sido reformado com base no art. 83, I, da Lei 10.426/90, não faz jus ao recebimento de proventos em valor correspondente ao soldo de segundo tenente. 2. Por outro lado, tendo a sua reforma se dado quando já contava com mais de trinta anos de serviço, tem direito a ser reformado com proventos em valor correspondentes ao soldo de primeiro sargento, de acordo com o art. 89, parágrafo único, da Lei 10.426/90. 3. Por fazer jus, o apelado, ao recebimento do adicional de inatividade desde a sua reforma e não tendo este sido pago em momento algum, deve o referido adicional ser implantado em seus proventos, correspondente a 30% sobre o valor do soldo, calculado de acordo com a norma do inciso III do § 2... do artigo 79 da Lei 10.426/90. Após a sua implantação, deverá o mesmo sofrer a incidência do art. 19 da Lei Complementar 59/04, sendo transformado em parcela autônoma de vantagem pessoal com valor fixo. 4. Apelo a que se dá parcial provimento. 5. Sentença reformada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 682.823-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA 835.748-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 01.08.2011; AI 461.855-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 30.4.2010 e AI 544.721-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje de 31.10.2007; AI 694.656-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 12.03.2009. 2. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de vioviolação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. Precedentes. AI 700.685-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 23.02.2008 e AI 635.789-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 27.04.2011. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. REFORMA. PROVENTOS CORRESPONDENTES AO SOLDO DA GRADUAÇÃO DE PRIMEIRO SARGENTO. ART. 89, PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI 10.426/90. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. APELO IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA. 1. Não tendo o apelado sido reformado com base no art. 83, I, da Lei 10.426/90, não faz jus ao recebimento de proventos em valor correspondente ao soldo de segundo tenente. 2. Por outro lado, tendo a sua reforma se dado quando já contava com mais de trinta anos de serviço, tem direito a ser reformado com proventos em valor correspondentes ao soldo de primeiro sargento, de acordo com o art. 89, parágrafo único, da Lei 10.426/90. 3. Por fazer jus, o apelado, ao recebimento do adicional de inatividade desde a sua reforma e não tendo este sido pago em momento algum, deve o referido adicional ser implantado em seus proventos, correspondente a 30% sobre o valor do soldo, calculado de acordo com a norma do inciso III do § 2... do artigo 79 da Lei 10.426/90. Após a sua implantação, deverá o mesmo sofrer a incidência do art. 19 da Lei Complementar 59/04, sendo transformado em parcela autônoma de vantagem pessoal com valor fixo. 4. Apelo a que se dá parcial provimento. 5. Sentença reformada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 682.823-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA Turma, DJe de 14/9/2012). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. INCORPORAÇÃO DE ADICIONAL DE PRODUTIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO." ARE 762.938-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 10/8/2016). "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Incorporação de gratificação e adicionais aos proventos de aposentadoria. 3. Discussão restringe-se às Leis 1.267/1990, 1.770/1996 e 2.186/2001 do Município de Cianorte. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Incidência dos enunciados 279 e 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Majoração do valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita." (ARE 1.067.143-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/6/2018). Instar grifar a negativa de seguimento a recursos de igual teor ao do que ora se examina pelos Exmos. Ministros desta CORTE com fulcro no insuperável óbice do enunciado da Súmula 280 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Nesse sentido: - ARE 1.123.557/PA; julgado em 20/4/2018, DJe de 25/4/2018; ARE 1.119.585/PA; julgado em 11/4/2018, DJe de 16/4/2018; ARE 866.454/PA, julgado em 18/3/2015, DJe de 24/3/2015; todos de relatoria do Ministro 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA Turma, DJe de 14/9/2012). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. INCORPORAÇÃO DE ADICIONAL DE PRODUTIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO." ARE 762.938-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 10/8/2016). "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Incorporação de gratificação e adicionais aos proventos de aposentadoria. 3. Discussão restringe-se às Leis 1.267/1990, 1.770/1996 e 2.186/2001 do Município de Cianorte. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Incidência dos enunciados 279 e 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Majoração do valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita." (ARE 1.067.143-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/6/2018). Instar grifar a negativa de seguimento a recursos de igual teor ao do que ora se examina pelos Exmos. Ministros desta CORTE com fulcro no insuperável óbice do enunciado da Súmula 280 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Nesse sentido: - ARE 1.123.557/PA; julgado em 20/4/2018, DJe de 25/4/2018; ARE 1.119.585/PA; julgado em 11/4/2018, DJe de 16/4/2018; ARE 866.454/PA, julgado em 18/3/2015, DJe de 24/3/2015; todos de relatoria do Ministro 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA LUIZ FUX. - ARE 982.145/PA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 15/8/2016, DJe de 8/9/2016. - ARE 985.611/PA; Rel. Min. EDSON FACHIN, julgado em 12/8/2016, DJe de 22/8/2016. - ARE 884.466/PA, julgado em 5/5/2015, DJe de 12/5/2015; ARE 765.145/PA, julgado em 2/9/2013, DJe de 11/9/2013; ambos de relatoria do Ministro ROBERTO BARROSO. - AI 645.889/PA, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, julgado em 19/2/2009, DJe de 18/3/2009. Para fins de aplicação da sistemática da repercussão geral, propõe-se a seguinte tese: não tem repercussão geral a controvérsia relativa à incorporação do adicional de interiorização devido pela prestação de serviço público por policial militar no interior do Estado, por ser indispensável o exame de normas estaduais que regem a respectiva parcela remuneratória. Diante do exposto, voto (I) pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada e (II) pela negativa do seguimento do Recurso Extraordinário. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA LUIZ FUX. - ARE 982.145/PA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 15/8/2016, DJe de 8/9/2016. - ARE 985.611/PA; Rel. Min. EDSON FACHIN, julgado em 12/8/2016, DJe de 22/8/2016. - ARE 884.466/PA, julgado em 5/5/2015, DJe de 12/5/2015; ARE 765.145/PA, julgado em 2/9/2013, DJe de 11/9/2013; ambos de relatoria do Ministro ROBERTO BARROSO. - AI 645.889/PA, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, julgado em 19/2/2009, DJe de 18/3/2009. Para fins de aplicação da sistemática da repercussão geral, propõe-se a seguinte tese: não tem repercussão geral a controvérsia relativa à incorporação do adicional de interiorização devido pela prestação de serviço público por policial militar no interior do Estado, por ser indispensável o exame de normas estaduais que regem a respectiva parcela remuneratória. Diante do exposto, voto (I) pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada e (II) pela negativa do seguimento do Recurso Extraordinário. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748031668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.132.478 PARÁ PRONUNCIAMENTO SOLDO – ADICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO – CONTRIBUIÇÃO – AUSÊNCIA – CÁLCULO – ADMISSÃO NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TEMA CONSTITUCIONAL – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário n 1.132.478, relator ministro Alexandre de Moraes, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 24 de agosto de 2018, sexta-feira, com termo final para manifestação no próximo dia 13 de setembro, quinta-feira. Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará – IGEPREV formalizou recurso extraordinário contra acórdão mediante o qual a Terceira Câmara Cível Isolada do Tribunal de Justiça, ao desprover agravo interno na apelação e remessa necessária n 2014.3.005590-0, assentou a incorporação do adicional de interiorização ao soldo de Antonio Bazilio de Oliveira, policial militar inativo, ante a prestação de serviços em localidades fora da região metropolitana de Belém, considerada a Lei estadual n 5.652/1991 e o artigo 48, inciso IV, da Constituição do Estado do Pará. No extraordinário, protocolado com apontada base nas alíneas “a” e “d” do permissivo constitucional, o IGEPREV alega transgressão aos artigos 40 e 195, § 5..., da Constituição Federal. Diz inexistir a correspondente fonte de custeio do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E98-650C-2F80-9B57 e senha F6C8-A475-E520-ABA2 Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.132.478 PARÁ PRONUNCIAMENTO SOLDO – ADICIONAL DE INTERIORIZAÇÃO – CONTRIBUIÇÃO – AUSÊNCIA – CÁLCULO – ADMISSÃO NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TEMA CONSTITUCIONAL – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário n 1.132.478, relator ministro Alexandre de Moraes, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 24 de agosto de 2018, sexta-feira, com termo final para manifestação no próximo dia 13 de setembro, quinta-feira. Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará – IGEPREV formalizou recurso extraordinário contra acórdão mediante o qual a Terceira Câmara Cível Isolada do Tribunal de Justiça, ao desprover agravo interno na apelação e remessa necessária n 2014.3.005590-0, assentou a incorporação do adicional de interiorização ao soldo de Antonio Bazilio de Oliveira, policial militar inativo, ante a prestação de serviços em localidades fora da região metropolitana de Belém, considerada a Lei estadual n 5.652/1991 e o artigo 48, inciso IV, da Constituição do Estado do Pará. No extraordinário, protocolado com apontada base nas alíneas “a” e “d” do permissivo constitucional, o IGEPREV alega transgressão aos artigos 40 e 195, § 5..., da Constituição Federal. Diz inexistir a correspondente fonte de custeio do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E98-650C-2F80-9B57 e senha F6C8-A475-E520-ABA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA benefício, pois a autarquia não realiza o desconto dos segurados em relação à contribuição do adicional. Assinala a revogação do diploma local pelas Leis Complementares estaduais n 39/2002 e 44/2003. Tece comentários sobre a suspensão de normas locais contrárias a preceitos da legislação federal a tratarem de aspectos gerais da previdência social, aludindo ao artigo 24, § 4..., da Constituição Federal. Sustenta haver conflito do artigo 1..., inciso X, da Lei federal n 9.717/1998 com o 2... da Lei estadual n 5.652/1991, afirmando ser a primeira incompatível com a implantação do adicional de interiorização. Faz breve histórico sobre a adoção do princípio contributivo no ordenamento jurídico e ressalta a extensão aos militares. Sob o ângulo da repercussão geral, salienta ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista econômico e social. Frisa o efeito multiplicador da controvérsia. O extraordinário foi admitido na origem. O Relator submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, manifestando-se pela não configuração da repercussão. Sublinhou a natureza infraconstitucional da matéria, mencionando julgamentos do Supremo nos quais se reconheceu caracterizar ofensa indireta à Constituição Federal controvérsia atinente à incorporação, aos proventos de servidor público militar, de adicionais previstos em legislação local. Enfatizou que recursos com igual objeto tiveram o seguimento negado, considerado o verbete n 280 de Súmula do Supremo. Propôs a seguinte tese: “Não tem repercussão geral a controvérsia relativa à incorporação do adicional de interiorização devido pela prestação de serviço público militar no interior do Estado, por ser indispensável o exame de normas estaduais que regem respectiva parcela remuneratória.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E98-650C-2F80-9B57 e senha F6C8-A475-E520-ABA2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA benefício, pois a autarquia não realiza o desconto dos segurados em relação à contribuição do adicional. Assinala a revogação do diploma local pelas Leis Complementares estaduais n 39/2002 e 44/2003. Tece comentários sobre a suspensão de normas locais contrárias a preceitos da legislação federal a tratarem de aspectos gerais da previdência social, aludindo ao artigo 24, § 4..., da Constituição Federal. Sustenta haver conflito do artigo 1..., inciso X, da Lei federal n 9.717/1998 com o 2... da Lei estadual n 5.652/1991, afirmando ser a primeira incompatível com a implantação do adicional de interiorização. Faz breve histórico sobre a adoção do princípio contributivo no ordenamento jurídico e ressalta a extensão aos militares. Sob o ângulo da repercussão geral, salienta ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista econômico e social. Frisa o efeito multiplicador da controvérsia. O extraordinário foi admitido na origem. O Relator submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, manifestando-se pela não configuração da repercussão. Sublinhou a natureza infraconstitucional da matéria, mencionando julgamentos do Supremo nos quais se reconheceu caracterizar ofensa indireta à Constituição Federal controvérsia atinente à incorporação, aos proventos de servidor público militar, de adicionais previstos em legislação local. Enfatizou que recursos com igual objeto tiveram o seguimento negado, considerado o verbete n 280 de Súmula do Supremo. Propôs a seguinte tese: “Não tem repercussão geral a controvérsia relativa à incorporação do adicional de interiorização devido pela prestação de serviço público militar no interior do Estado, por ser indispensável o exame de normas estaduais que regem respectiva parcela remuneratória.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E98-650C-2F80-9B57 e senha F6C8-A475-E520-ABA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA 2. A controvérsia é passível de repetir-se em inúmeros processos. Mais do que isso, prescinde de análise da legislação local. É saber a harmonia, ou não, da integração da parcela denominada adicional de interiorização nos cálculos do soldo, ante o princípio constitucional contributivo. 3. O tema é constitucional, estando caracterizada a repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos, que versando a mesma matéria, aguardem, no Gabinete, exame. 5. Publiquem. Brasília, 30 de agosto de 2018. Ministro MARCO AURÉLIO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E98-650C-2F80-9B57 e senha F6C8-A475-E520-ABA2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA 2. A controvérsia é passível de repetir-se em inúmeros processos. Mais do que isso, prescinde de análise da legislação local. É saber a harmonia, ou não, da integração da parcela denominada adicional de interiorização nos cálculos do soldo, ante o princípio constitucional contributivo. 3. O tema é constitucional, estando caracterizada a repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos, que versando a mesma matéria, aguardem, no Gabinete, exame. 5. Publiquem. Brasília, 30 de agosto de 2018. Ministro MARCO AURÉLIO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E98-650C-2F80-9B57 e senha F6C8-A475-E520-ABA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 132 . 478", "Recurso Extraordinário 584 . 608", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 132 . 478", "Recurso Extraordinário 1132478 RG", "Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA", "Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA", "Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA", "Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA", "Recurso Extraordinário 584 . 608 - RG", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA", "Recurso Extraordinário 584 . 608 - RG", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA 835 . 748 - AgR", "AI 461 . 855 - AgR", "AI 544 . 721 - AgR", "AI 694 . 656 - AgR", "AI 700 . 685 - AgR", "AI 635 . 789 - AgR", "ARE 682 . 823 - AgR", "Recurso Extraordinário 1132478 RG / PA 835", "AgR", "AI 461 . 855 - AgR", "AI 544 . 721 - AgR", "AI 694 . 656 - AgR", "AI 700 . 685 - AgR", "AI 635 . 789 - AgR", "ARE 682 . 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Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE GOMES DE MATOS FILHO ADV.(A/S) :DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FUNCIONÁRIO PÚBLICO POR EQUIPARAÇÃO. DIRIGENTE DE ORGANIZAÇÃO SOCIAL. CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 1. Associação civil qualificada como Organização Social é considerada entidade paraestatal para os fins do disposto no § 1º do artigo 327 do Código Penal, o que torna legítima a qualificação de seus dirigentes, para efeitos penais, como funcionários públicos por equiparação. 2. O Instituto Candango de Solidariedade - ICS, enquanto ostentou a condição de Organização Social, constituiu entidade paraestatal, enquadrando-se no disposto no § 1º do artigo 327 do Código Penal. 3. Os ocupantes de cargo, emprego ou função no Instituto em referência respondem pela prática de crimes contra a Administração Pública. 4. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de setembro a 04 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57B8-24D4-0DEC-B9E3 e senha B3DA-C9BA-AC74-44C4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 131672 AGR / DF Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57B8-24D4-0DEC-B9E3 e senha B3DA-C9BA-AC74-44C4 Supremo Tribunal Federal HC 131672 AGR / DF Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57B8-24D4-0DEC-B9E3 e senha B3DA-C9BA-AC74-44C4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE GOMES DE MATOS FILHO ADV.(A/S) :DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que neguei seguimento a habeas corpus impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça exarado nos autos do AREsp 455.203/DF. No presente agravo regimental, a Defesa insiste na tese de que o Paciente não pode ser responsabilizado penalmente como incurso no tipo de peculato, ao argumento de que não se enquadraria no conceito jurídico de funcionário público por equiparação, previsto no § 1º do art. 327 do CP. Argumenta que o Instituto Candango de Solidariedade (ICS) não integra o sistema formal da Administração Pública, tampouco se enquadra no conceito de entidade paraestatal para fins penais, o que inviabiliza a condenação do Paciente por crime contra a Administração Pública. Pede o provimento do recurso. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não provimento do agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3ED-6CC8-3954-B5BA e senha CB7D-9080-FD89-BE09 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE GOMES DE MATOS FILHO ADV.(A/S) :DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que neguei seguimento a habeas corpus impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça exarado nos autos do AREsp 455.203/DF. No presente agravo regimental, a Defesa insiste na tese de que o Paciente não pode ser responsabilizado penalmente como incurso no tipo de peculato, ao argumento de que não se enquadraria no conceito jurídico de funcionário público por equiparação, previsto no § 1º do art. 327 do CP. Argumenta que o Instituto Candango de Solidariedade (ICS) não integra o sistema formal da Administração Pública, tampouco se enquadra no conceito de entidade paraestatal para fins penais, o que inviabiliza a condenação do Paciente por crime contra a Administração Pública. Pede o provimento do recurso. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não provimento do agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3ED-6CC8-3954-B5BA e senha CB7D-9080-FD89-BE09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente agravo regimental objetiva rever decisão em que neguei seguimento ao writ aos seguintes fundamentos: O acórdão impugnado está assim ementado: (…) Nada colhe a tese de que o acórdão impugnado se ressente de ilegalidade e abuso de poder. Na verdade, os impetrantes invocam premissas equivocadas e precedentes que não têm pertinência para a deslinde da questão. O conceito de funcionário público enunciado no art. 327 do Código Penal presta-se, na dicção do preceito, “para os efeitos penais”. Além disso, abrangente a formulação, enquanto contempla funções temporárias e não remuneradas. Trata-se, assim, de conceito instrumental concebido pelo legislador unicamente para fins de aplicação da lei penal. A figura equiparada do § 1º é ainda mais ampla. Considera-se funcionário público, para fins penais, quem exerce cargo, emprego ou função em entidade parestatal. Recebe igualmente essa qualificação “quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública”. Conforme se verifica, os requisitos não são cumulativos, e sim, disjuntivos. Isso quer dizer que a acusação não precisa comprovar que a entidade paraestatal executa atividade típica da Administração Pública. De outro lado, o significado do termo entidade paraestatal, por não estar definido pelo direito penal, deve ser buscado em normas extrapenais. A Lei 8.666/93, em seu art. 84, § 1º, considera entidades paraestatais as fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e as demais entidades sob controle, direto ou indireto, do Poder Público. A tônica é a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente agravo regimental objetiva rever decisão em que neguei seguimento ao writ aos seguintes fundamentos: O acórdão impugnado está assim ementado: (…) Nada colhe a tese de que o acórdão impugnado se ressente de ilegalidade e abuso de poder. Na verdade, os impetrantes invocam premissas equivocadas e precedentes que não têm pertinência para a deslinde da questão. O conceito de funcionário público enunciado no art. 327 do Código Penal presta-se, na dicção do preceito, “para os efeitos penais”. Além disso, abrangente a formulação, enquanto contempla funções temporárias e não remuneradas. Trata-se, assim, de conceito instrumental concebido pelo legislador unicamente para fins de aplicação da lei penal. A figura equiparada do § 1º é ainda mais ampla. Considera-se funcionário público, para fins penais, quem exerce cargo, emprego ou função em entidade parestatal. Recebe igualmente essa qualificação “quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública”. Conforme se verifica, os requisitos não são cumulativos, e sim, disjuntivos. Isso quer dizer que a acusação não precisa comprovar que a entidade paraestatal executa atividade típica da Administração Pública. De outro lado, o significado do termo entidade paraestatal, por não estar definido pelo direito penal, deve ser buscado em normas extrapenais. A Lei 8.666/93, em seu art. 84, § 1º, considera entidades paraestatais as fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e as demais entidades sob controle, direto ou indireto, do Poder Público. A tônica é a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 131672 AGR / DF existência de controle administrativo, o qual pode aperfeiçoar- se por meio da subordinação hierárquica, em um extremo, ou uma mera supervisão financeira ou controle finalístico, em outro. Basta dizer que as empresas públicas e sociedades de economia mista federais não possuem vínculo de subordinação hierárquica com órgãos da União e, mesmo assim, são consideradas entidades paraestatais. Disso se conclui que as organizações sociais, assim definidas pela Lei federal 9.637/98 e pelas Leis distritais 2.177/98 e 2.415/99 – esta última em vigor na época dos fatos –, são entidades paraestatais. O controle que a Administração Pública exerce sobre as organizações sociais transparece (i) da vinculação de seus objetivos para fins de interesse público, (ii) participação de representantes do poder público no órgão de deliberação superior da entidade, (iii) necessidade de publicação de relatórios financeiros e de gestão por meio da imprensa oficial, (iv) afetação de seu patrimônio no caso de extinção ou desqualificação, (v) celebração de contrato de gestão para fins de discriminação de atribuições e obrigações e estipulação de limites para despesas com remuneração, e (vi) fiscalização do cumprimento de metas. É de se reconhecer, portanto, que as organizações sociais submetem-se a um regime jurídico específico que lhes retira o autogoverno e a liberdade para dispor sobre o modo de constituição e funcionamento dos órgãos deliberativos e a forma de aprovação das contas (CC, art. 54). LUIZ RÉGIS PRADO alinha-se a esse entendimento: “Entidades paraestatais são pessoas jurídicas de direito privado, instituídas por lei, ‘para realização de atividades, obras, serviços de interesse coletivo, sob normas e controle do Estado’. Inserem-se como modalidades de entidades paraestatais as empresas públicas, as sociedades de economia mista, os serviços sociais autônomos e modernamente o que se denomina ‘terceiro setor’ (entes da sociedade civil de fins públicos e não lucrativos).” (PRADO, Luiz Régis. Comentários ao código penal: jurisprudência. Conexões lógicas com os vários 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Supremo Tribunal Federal HC 131672 AGR / DF existência de controle administrativo, o qual pode aperfeiçoar- se por meio da subordinação hierárquica, em um extremo, ou uma mera supervisão financeira ou controle finalístico, em outro. Basta dizer que as empresas públicas e sociedades de economia mista federais não possuem vínculo de subordinação hierárquica com órgãos da União e, mesmo assim, são consideradas entidades paraestatais. Disso se conclui que as organizações sociais, assim definidas pela Lei federal 9.637/98 e pelas Leis distritais 2.177/98 e 2.415/99 – esta última em vigor na época dos fatos –, são entidades paraestatais. O controle que a Administração Pública exerce sobre as organizações sociais transparece (i) da vinculação de seus objetivos para fins de interesse público, (ii) participação de representantes do poder público no órgão de deliberação superior da entidade, (iii) necessidade de publicação de relatórios financeiros e de gestão por meio da imprensa oficial, (iv) afetação de seu patrimônio no caso de extinção ou desqualificação, (v) celebração de contrato de gestão para fins de discriminação de atribuições e obrigações e estipulação de limites para despesas com remuneração, e (vi) fiscalização do cumprimento de metas. É de se reconhecer, portanto, que as organizações sociais submetem-se a um regime jurídico específico que lhes retira o autogoverno e a liberdade para dispor sobre o modo de constituição e funcionamento dos órgãos deliberativos e a forma de aprovação das contas (CC, art. 54). LUIZ RÉGIS PRADO alinha-se a esse entendimento: “Entidades paraestatais são pessoas jurídicas de direito privado, instituídas por lei, ‘para realização de atividades, obras, serviços de interesse coletivo, sob normas e controle do Estado’. Inserem-se como modalidades de entidades paraestatais as empresas públicas, as sociedades de economia mista, os serviços sociais autônomos e modernamente o que se denomina ‘terceiro setor’ (entes da sociedade civil de fins públicos e não lucrativos).” (PRADO, Luiz Régis. Comentários ao código penal: jurisprudência. Conexões lógicas com os vários 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 131672 AGR / DF ramos do direito. 11.ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017. p. 863). (…) O Decreto 27.732/2007, por meio do qual o Governador do Distrito Federal revogou o título de organização social outorgado ao ICS, dá conta da celebração de diversos contratos de gestão entre essa instituição e órgãos daquele ente federado: contrato 001/2001, de 23/04/2001 (Processo Administrativo nº 094.000.268/2001); contrato 001/2002, de 21/01/2002 (Processo Administrativo nº 096.000.303/2001); contrato 001/2006, de 26/05/2006 (Processo Administrativo nº 196.000.256/2006); contrato 023/2006, de 02/05/2006 (Processo Administrativo nº 010.000.438/2006); contrato 001/2001, de 09/05/2001 (Processo Administrativo nº 240.000.170/2001); e, contrato 001/2005, de 01/04/2005 (Processo Administrativo nº 0130.000.377/2004). Os preceitos das Leis distritais 2.177/98 e 2.415/1999 não tratavam de matéria penal, tampouco constituíam normas integrativas. Por isso, é irrelevante que tenham sido editadas posteriormente à definição de entidade paraestatal pela Lei 8.666/93. Norma integrativa, a completar o sentido da norma do § 1º do art. 327 do Código Penal, é a do art. 84, § 1º, da Lei de Licitações. Coube às leis distritais tão somente dar significado prático à definição jurídica de entidade sob controle indireto do poder público. Se a expressão controle direto ou indireto estivesse restrita às hipóteses em que a entidade é criada por lei ou o Estado é titular da maioria das ações ou quotas do capital social com direito a voto, não seria necessária a referência, no dispositivo, “às demais entidades sob controle, direto ou indireto do Poder Público”. A menção às fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista seria suficiente. Além disso, ao aludir às “demais entidades” sobre controle do Estado, o legislador está a indicar que a enumeração é meramente exemplificativa. Desse modo, são entidades parestatais as figuras tradicionais do direito administrativo – fundações de direito privado instituídas pelo Estado, empresas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Supremo Tribunal Federal HC 131672 AGR / DF ramos do direito. 11.ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017. p. 863). (…) O Decreto 27.732/2007, por meio do qual o Governador do Distrito Federal revogou o título de organização social outorgado ao ICS, dá conta da celebração de diversos contratos de gestão entre essa instituição e órgãos daquele ente federado: contrato 001/2001, de 23/04/2001 (Processo Administrativo nº 094.000.268/2001); contrato 001/2002, de 21/01/2002 (Processo Administrativo nº 096.000.303/2001); contrato 001/2006, de 26/05/2006 (Processo Administrativo nº 196.000.256/2006); contrato 023/2006, de 02/05/2006 (Processo Administrativo nº 010.000.438/2006); contrato 001/2001, de 09/05/2001 (Processo Administrativo nº 240.000.170/2001); e, contrato 001/2005, de 01/04/2005 (Processo Administrativo nº 0130.000.377/2004). Os preceitos das Leis distritais 2.177/98 e 2.415/1999 não tratavam de matéria penal, tampouco constituíam normas integrativas. Por isso, é irrelevante que tenham sido editadas posteriormente à definição de entidade paraestatal pela Lei 8.666/93. Norma integrativa, a completar o sentido da norma do § 1º do art. 327 do Código Penal, é a do art. 84, § 1º, da Lei de Licitações. Coube às leis distritais tão somente dar significado prático à definição jurídica de entidade sob controle indireto do poder público. Se a expressão controle direto ou indireto estivesse restrita às hipóteses em que a entidade é criada por lei ou o Estado é titular da maioria das ações ou quotas do capital social com direito a voto, não seria necessária a referência, no dispositivo, “às demais entidades sob controle, direto ou indireto do Poder Público”. A menção às fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista seria suficiente. Além disso, ao aludir às “demais entidades” sobre controle do Estado, o legislador está a indicar que a enumeração é meramente exemplificativa. Desse modo, são entidades parestatais as figuras tradicionais do direito administrativo – fundações de direito privado instituídas pelo Estado, empresas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 131672 AGR / DF públicas, sociedades de economia mista –, as novas figuras integrantes do chamado Terceiro Setor que atuem sob o controle indireto do Estado – como as organizações sociais – e outras mais que poderão ser agregadas a esse rol no futuro. Em consequência, a condenação do paciente como incurso no delito de peculato de modo algum viola o princípio da irretroatividade da lei penal. Os supostos desvios incidiram sobre recursos públicos transferidos ao ICS ao abrigo de contratos de gestão, os quais foram celebrados com base na Lei distrital 2.415/99. Tal o quadro, a classificação da conduta não poderia ser outra que não a do tipo de peculato. O Ministro CELSO DE MELLO, ao examinar pedido em habeas corpus envolvendo imputação de desvios de recursos do ICS, externou entendimento idêntico: (…) (HC 125.086/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, julgado em 15.8.2017, DJe 17.8.2017) (…) Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1º, do RISTF). Como se observa, neguei seguimento à impetração forte na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que às organizações sociais é conferida a condição de entes paraestatais, o que torna legítima a qualificação de seus dirigentes, para efeitos penais, como funcionários públicos, tendo em vista o conceito amplo que deriva da norma consubstanciada no art. 327 do Código Penal (HC 125.086/DF, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 17.8.2017). Enfrentei a tese de enquadramento do Instituto Candango de Solidariedade (ICS) no conceito de entidade paraestatal, para fins penais, assentando que as entidades integrantes do Terceiro Setor estão nele abrangidas, sujeitando seus gestores às condutas capituladas como crimes contra a Administração Pública. Em 11.9.2018, a 1ª Turma deste Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, entendeu viável o enquadramento do ICS como entidade sujeita ao regime jurídico de que trata o artigo 327, § 1º, do Código Penal, não vislumbrando ilegalidade ou abuso de poder que justificasse o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Supremo Tribunal Federal HC 131672 AGR / DF públicas, sociedades de economia mista –, as novas figuras integrantes do chamado Terceiro Setor que atuem sob o controle indireto do Estado – como as organizações sociais – e outras mais que poderão ser agregadas a esse rol no futuro. Em consequência, a condenação do paciente como incurso no delito de peculato de modo algum viola o princípio da irretroatividade da lei penal. Os supostos desvios incidiram sobre recursos públicos transferidos ao ICS ao abrigo de contratos de gestão, os quais foram celebrados com base na Lei distrital 2.415/99. Tal o quadro, a classificação da conduta não poderia ser outra que não a do tipo de peculato. O Ministro CELSO DE MELLO, ao examinar pedido em habeas corpus envolvendo imputação de desvios de recursos do ICS, externou entendimento idêntico: (…) (HC 125.086/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, julgado em 15.8.2017, DJe 17.8.2017) (…) Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1º, do RISTF). Como se observa, neguei seguimento à impetração forte na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que às organizações sociais é conferida a condição de entes paraestatais, o que torna legítima a qualificação de seus dirigentes, para efeitos penais, como funcionários públicos, tendo em vista o conceito amplo que deriva da norma consubstanciada no art. 327 do Código Penal (HC 125.086/DF, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 17.8.2017). Enfrentei a tese de enquadramento do Instituto Candango de Solidariedade (ICS) no conceito de entidade paraestatal, para fins penais, assentando que as entidades integrantes do Terceiro Setor estão nele abrangidas, sujeitando seus gestores às condutas capituladas como crimes contra a Administração Pública. Em 11.9.2018, a 1ª Turma deste Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, entendeu viável o enquadramento do ICS como entidade sujeita ao regime jurídico de que trata o artigo 327, § 1º, do Código Penal, não vislumbrando ilegalidade ou abuso de poder que justificasse o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 131672 AGR / DF deferimento da ordem pleiteada (HC 138.484, Rel. Min. Marco Aurélio, acórdão pendente de publicação), o que reforça a jurisprudência da Corte em sentido contrário à pretensão recursal. As razões trazidas no recurso não alteram meu entendimento a respeito da matéria de fundo da impetração, razão pela qual reitero meu posicionamento no sentido da viabilidade do enquadramento do paciente no conceito de funcionário público por equiparação (artigo 327, § 1º, do CP), na linha do que decidido no acórdão dito coator. Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Supremo Tribunal Federal HC 131672 AGR / DF deferimento da ordem pleiteada (HC 138.484, Rel. Min. Marco Aurélio, acórdão pendente de publicação), o que reforça a jurisprudência da Corte em sentido contrário à pretensão recursal. As razões trazidas no recurso não alteram meu entendimento a respeito da matéria de fundo da impetração, razão pela qual reitero meu posicionamento no sentido da viabilidade do enquadramento do paciente no conceito de funcionário público por equiparação (artigo 327, § 1º, do CP), na linha do que decidido no acórdão dito coator. Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE GOMES DE MATOS FILHO ADV.(A/S) :DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EAF-CD3F-10BB-6BD8 e senha 3D3B-560C-F92A-1D31 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE GOMES DE MATOS FILHO ADV.(A/S) :DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EAF-CD3F-10BB-6BD8 e senha 3D3B-560C-F92A-1D31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSE GOMES DE MATOS FILHO (05137/DF) ADV.(A/S) : DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO (43190/DF) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 80BE-2337-DE6B-E63C e senha CF90-4A0C-7565-3510 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSE GOMES DE MATOS FILHO (05137/DF) ADV.(A/S) : DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO (43190/DF) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 80BE-2337-DE6B-E63C e senha CF90-4A0C-7565-3510 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748440444
2018-10-05T00:00:00
2018-10-16T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FUNCIONÁRIO PÚBLICO POR EQUIPARAÇÃO. DIRIGENTE DE ORGANIZAÇÃO SOCIAL. CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 1. Associação civil qualificada como Organização Social é considerada entidade paraestatal para os fins do disposto no § 1º do artigo 327 do Código Penal, o que torna legítima a qualificação de seus dirigentes, para efeitos penais, como funcionários públicos por equiparação. 2. O Instituto Candango de Solidariedade - ICS, enquanto ostentou a condição de Organização Social, constituiu entidade paraestatal, enquadrando-se no disposto no § 1º do artigo 327 do Código Penal. 3. Os ocupantes de cargo, emprego ou função no Instituto em referência respondem pela prática de crimes contra a Administração Pública. 4. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur392605
- Acórdão(s) citado(s): (ICS, ENTIDADE SOCIAL) HC 138484 (1ªT). - Decisão monocrática citada: (DIRIGENTE DE ORGANIZAÇÃO SOCIAL, FUNCIONÁRIO PÚBLICO) HC 125086. Número de páginas: 10. Análise: 25/10/2018, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
131672
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00327 PAR-00001\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 131672 AgR
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AGTE.(S) : RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSE GOMES DE MATOS FILHO ADV.(A/S) : DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE GOMES DE MATOS FILHO ADV.(A/S) :DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FUNCIONÁRIO PÚBLICO POR EQUIPARAÇÃO. DIRIGENTE DE ORGANIZAÇÃO SOCIAL. CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 1. Associação civil qualificada como Organização Social é considerada entidade paraestatal para os fins do disposto no § 1... do artigo 327 do Código Penal, o que torna legítima a qualificação de seus dirigentes, para efeitos penais, como funcionários públicos por equiparação. 2. O Instituto Candango de Solidariedade - ICS, enquanto ostentou a condição de Organização Social, constituiu entidade paraestatal, enquadrando-se no disposto no § 1... do artigo 327 do Código Penal. 3. Os ocupantes de cargo, emprego ou função no Instituto em referência respondem pela prática de crimes contra a Administração Pública. 4. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de setembro a 04 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57B8-24D4-0DEC-B9E3 e senha B3DA-C9BA-AC74-44C4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 131672 AGR / DF Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57B8-24D4-0DEC-B9E3 e senha B3DA-C9BA-AC74-44C4 Supremo Tribunal Federal HC 131672 AGR / DF Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57B8-24D4-0DEC-B9E3 e senha B3DA-C9BA-AC74-44C4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE GOMES DE MATOS FILHO ADV.(A/S) :DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que neguei seguimento a habeas corpus impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça exarado nos autos do AREsp 455.203/DF. No presente agravo regimental, a Defesa insiste na tese de que o Paciente não pode ser responsabilizado penalmente como incurso no tipo de peculato, ao argumento de que não se enquadraria no conceito jurídico de funcionário público por equiparação, previsto no § 1... do art. 327 do Código Penal Brasileiro. Argumenta que o Instituto Candango de Solidariedade (ICS) não integra o sistema formal da Administração Pública, tampouco se enquadra no conceito de entidade paraestatal para fins penais, o que inviabiliza a condenação do Paciente por crime contra a Administração Pública. Pede o provimento do recurso. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não provimento do agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3ED-6CC8-3954-B5BA e senha CB7D-9080-FD89-BE09 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE GOMES DE MATOS FILHO ADV.(A/S) :DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que neguei seguimento a habeas corpus impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça exarado nos autos do AREsp 455.203/DF. No presente agravo regimental, a Defesa insiste na tese de que o Paciente não pode ser responsabilizado penalmente como incurso no tipo de peculato, ao argumento de que não se enquadraria no conceito jurídico de funcionário público por equiparação, previsto no § 1... do art. 327 do Código Penal Brasileiro. Argumenta que o Instituto Candango de Solidariedade (ICS) não integra o sistema formal da Administração Pública, tampouco se enquadra no conceito de entidade paraestatal para fins penais, o que inviabiliza a condenação do Paciente por crime contra a Administração Pública. Pede o provimento do recurso. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não provimento do agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3ED-6CC8-3954-B5BA e senha CB7D-9080-FD89-BE09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente agravo regimental objetiva rever decisão em que neguei seguimento ao writ aos seguintes fundamentos: O acórdão impugnado está assim ementado: (…) Nada colhe a tese de que o acórdão impugnado se ressente de ilegalidade e abuso de poder. Na verdade, os impetrantes invocam premissas equivocadas e precedentes que não têm pertinência para a deslinde da questão. O conceito de funcionário público enunciado no art. 327 do Código Penal presta-se, na dicção do preceito, “para os efeitos penais”. Além disso, abrangente a formulação, enquanto contempla funções temporárias e não remuneradas. Trata-se, assim, de conceito instrumental concebido pelo legislador unicamente para fins de aplicação da lei penal. A figura equiparada do § 1... é ainda mais ampla. Considera-se funcionário público, para fins penais, quem exerce cargo, emprego ou função em entidade parestatal. Recebe igualmente essa qualificação “quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública”. Conforme se verifica, os requisitos não são cumulativos, e sim, disjuntivos. Isso quer dizer que a acusação não precisa comprovar que a entidade paraestatal executa atividade típica da Administração Pública. De outro lado, o significado do termo entidade paraestatal, por não estar definido pelo direito penal, deve ser buscado em normas extrapenais. A Lei 8.666/93, em seu art. 84, § 1..., considera entidades paraestatais as fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e as demais entidades sob controle, direto ou indireto, do Poder Público. A tônica é a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente agravo regimental objetiva rever decisão em que neguei seguimento ao writ aos seguintes fundamentos: O acórdão impugnado está assim ementado: (…) Nada colhe a tese de que o acórdão impugnado se ressente de ilegalidade e abuso de poder. Na verdade, os impetrantes invocam premissas equivocadas e precedentes que não têm pertinência para a deslinde da questão. O conceito de funcionário público enunciado no art. 327 do Código Penal presta-se, na dicção do preceito, “para os efeitos penais”. Além disso, abrangente a formulação, enquanto contempla funções temporárias e não remuneradas. Trata-se, assim, de conceito instrumental concebido pelo legislador unicamente para fins de aplicação da lei penal. A figura equiparada do § 1... é ainda mais ampla. Considera-se funcionário público, para fins penais, quem exerce cargo, emprego ou função em entidade parestatal. Recebe igualmente essa qualificação “quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública”. Conforme se verifica, os requisitos não são cumulativos, e sim, disjuntivos. Isso quer dizer que a acusação não precisa comprovar que a entidade paraestatal executa atividade típica da Administração Pública. De outro lado, o significado do termo entidade paraestatal, por não estar definido pelo direito penal, deve ser buscado em normas extrapenais. A Lei 8.666/93, em seu art. 84, § 1..., considera entidades paraestatais as fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e as demais entidades sob controle, direto ou indireto, do Poder Público. A tônica é a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 131672 AGR / DF existência de controle administrativo, o qual pode aperfeiçoar- se por meio da subordinação hierárquica, em um extremo, ou uma mera supervisão financeira ou controle finalístico, em outro. Basta dizer que as empresas públicas e sociedades de economia mista federais não possuem vínculo de subordinação hierárquica com órgãos da União e, mesmo assim, são consideradas entidades paraestatais. Disso se conclui que as organizações sociais, assim definidas pela Lei federal 9.637/98 e pelas Leis distritais 2.177/98 e 2.415/99 – esta última em vigor na época dos fatos –, são entidades paraestatais. O controle que a Administração Pública exerce sobre as organizações sociais transparece (i) da vinculação de seus objetivos para fins de interesse público, (ii) participação de representantes do poder público no órgão de deliberação superior da entidade, (iii) necessidade de publicação de relatórios financeiros e de gestão por meio da imprensa oficial, (iv) afetação de seu patrimônio no caso de extinção ou desqualificação, (v) celebração de contrato de gestão para fins de discriminação de atribuições e obrigações e estipulação de limites para despesas com remuneração, e (vi) fiscalização do cumprimento de metas. É de se reconhecer, portanto, que as organizações sociais submetem-se a um regime jurídico específico que lhes retira o autogoverno e a liberdade para dispor sobre o modo de constituição e funcionamento dos órgãos deliberativos e a forma de aprovação das contas (Código Civil Brasileiro, art. 54). LUIZ RÉGIS PRADO alinha-se a esse entendimento: “Entidades paraestatais são pessoas jurídicas de direito privado, instituídas por lei, ‘para realização de atividades, obras, serviços de interesse coletivo, sob normas e controle do Estado’. Inserem-se como modalidades de entidades paraestatais as empresas públicas, as sociedades de economia mista, os serviços sociais autônomos e modernamente o que se denomina ‘terceiro setor’ (entes da sociedade civil de fins públicos e não lucrativos).” (PRADO, Luiz Régis. Comentários ao código penal: jurisprudência. Conexões lógicas com os vários 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Supremo Tribunal Federal HC 131672 AGR / DF existência de controle administrativo, o qual pode aperfeiçoar- se por meio da subordinação hierárquica, em um extremo, ou uma mera supervisão financeira ou controle finalístico, em outro. Basta dizer que as empresas públicas e sociedades de economia mista federais não possuem vínculo de subordinação hierárquica com órgãos da União e, mesmo assim, são consideradas entidades paraestatais. Disso se conclui que as organizações sociais, assim definidas pela Lei federal 9.637/98 e pelas Leis distritais 2.177/98 e 2.415/99 – esta última em vigor na época dos fatos –, são entidades paraestatais. O controle que a Administração Pública exerce sobre as organizações sociais transparece (i) da vinculação de seus objetivos para fins de interesse público, (ii) participação de representantes do poder público no órgão de deliberação superior da entidade, (iii) necessidade de publicação de relatórios financeiros e de gestão por meio da imprensa oficial, (iv) afetação de seu patrimônio no caso de extinção ou desqualificação, (v) celebração de contrato de gestão para fins de discriminação de atribuições e obrigações e estipulação de limites para despesas com remuneração, e (vi) fiscalização do cumprimento de metas. É de se reconhecer, portanto, que as organizações sociais submetem-se a um regime jurídico específico que lhes retira o autogoverno e a liberdade para dispor sobre o modo de constituição e funcionamento dos órgãos deliberativos e a forma de aprovação das contas (Código Civil Brasileiro, art. 54). LUIZ RÉGIS PRADO alinha-se a esse entendimento: “Entidades paraestatais são pessoas jurídicas de direito privado, instituídas por lei, ‘para realização de atividades, obras, serviços de interesse coletivo, sob normas e controle do Estado’. Inserem-se como modalidades de entidades paraestatais as empresas públicas, as sociedades de economia mista, os serviços sociais autônomos e modernamente o que se denomina ‘terceiro setor’ (entes da sociedade civil de fins públicos e não lucrativos).” (PRADO, Luiz Régis. Comentários ao código penal: jurisprudência. Conexões lógicas com os vários 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 131672 AGR / DF ramos do direito. 11. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017. p. 863). (…) O Decreto 27.732/2007, por meio do qual o Governador do Distrito Federal revogou o título de organização social outorgado ao ICS, dá conta da celebração de diversos contratos de gestão entre essa instituição e órgãos daquele ente federado: contrato 001/2001, de 23/04/2001 (Processo Administrativo n 094.000.268/2001); contrato 001/2002, de 21/01/2002 (Processo Administrativo n 096.000.303/2001); contrato 001/2006, de 26/05/2006 (Processo Administrativo n 196.000.256/2006); contrato 023/2006, de 02/05/2006 (Processo Administrativo n 010.000.438/2006); contrato 001/2001, de 09/05/2001 (Processo Administrativo n 240.000.170/2001); e, contrato 001/2005, de 01/04/2005 (Processo Administrativo n 0130.000.377/2004). Os preceitos das Leis distritais 2.177/98 e 2.415/1999 não tratavam de matéria penal, tampouco constituíam normas integrativas. Por isso, é irrelevante que tenham sido editadas posteriormente à definição de entidade paraestatal pela Lei 8.666/93. Norma integrativa, a completar o sentido da norma do § 1... do art. 327 do Código Penal, é a do art. 84, § 1..., da Lei de Licitações. Coube às leis distritais tão somente dar significado prático à definição jurídica de entidade sob controle indireto do poder público. Se a expressão controle direto ou indireto estivesse restrita às hipóteses em que a entidade é criada por lei ou o Estado é titular da maioria das ações ou quotas do capital social com direito a voto, não seria necessária a referência, no dispositivo, “às demais entidades sob controle, direto ou indireto do Poder Público”. A menção às fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista seria suficiente. Além disso, ao aludir às “demais entidades” sobre controle do Estado, o legislador está a indicar que a enumeração é meramente exemplificativa. Desse modo, são entidades parestatais as figuras tradicionais do direito administrativo – fundações de direito privado instituídas pelo Estado, empresas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Supremo Tribunal Federal HC 131672 AGR / DF ramos do direito. 11. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017. p. 863). (…) O Decreto 27.732/2007, por meio do qual o Governador do Distrito Federal revogou o título de organização social outorgado ao ICS, dá conta da celebração de diversos contratos de gestão entre essa instituição e órgãos daquele ente federado: contrato 001/2001, de 23/04/2001 (Processo Administrativo n 094.000.268/2001); contrato 001/2002, de 21/01/2002 (Processo Administrativo n 096.000.303/2001); contrato 001/2006, de 26/05/2006 (Processo Administrativo n 196.000.256/2006); contrato 023/2006, de 02/05/2006 (Processo Administrativo n 010.000.438/2006); contrato 001/2001, de 09/05/2001 (Processo Administrativo n 240.000.170/2001); e, contrato 001/2005, de 01/04/2005 (Processo Administrativo n 0130.000.377/2004). Os preceitos das Leis distritais 2.177/98 e 2.415/1999 não tratavam de matéria penal, tampouco constituíam normas integrativas. Por isso, é irrelevante que tenham sido editadas posteriormente à definição de entidade paraestatal pela Lei 8.666/93. Norma integrativa, a completar o sentido da norma do § 1... do art. 327 do Código Penal, é a do art. 84, § 1..., da Lei de Licitações. Coube às leis distritais tão somente dar significado prático à definição jurídica de entidade sob controle indireto do poder público. Se a expressão controle direto ou indireto estivesse restrita às hipóteses em que a entidade é criada por lei ou o Estado é titular da maioria das ações ou quotas do capital social com direito a voto, não seria necessária a referência, no dispositivo, “às demais entidades sob controle, direto ou indireto do Poder Público”. A menção às fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista seria suficiente. Além disso, ao aludir às “demais entidades” sobre controle do Estado, o legislador está a indicar que a enumeração é meramente exemplificativa. Desse modo, são entidades parestatais as figuras tradicionais do direito administrativo – fundações de direito privado instituídas pelo Estado, empresas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 131672 AGR / DF públicas, sociedades de economia mista –, as novas figuras integrantes do chamado Terceiro Setor que atuem sob o controle indireto do Estado – como as organizações sociais – e outras mais que poderão ser agregadas a esse rol no futuro. Em consequência, a condenação do paciente como incurso no delito de peculato de modo algum viola o princípio da irretroatividade da lei penal. Os supostos desvios incidiram sobre recursos públicos transferidos ao ICS ao abrigo de contratos de gestão, os quais foram celebrados com base na Lei distrital 2.415/99. Tal o quadro, a classificação da conduta não poderia ser outra que não a do tipo de peculato. O Ministro CELSO DE MELLO, ao examinar pedido em habeas corpus envolvendo imputação de desvios de recursos do ICS, externou entendimento idêntico: (…) (HC 125.086/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, julgado em 15.8.2017, DJe 17.8.2017) (…) Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1..., do RISTF). Como se observa, neguei seguimento à impetração forte na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que às organizações sociais é conferida a condição de entes paraestatais, o que torna legítima a qualificação de seus dirigentes, para efeitos penais, como funcionários públicos, tendo em vista o conceito amplo que deriva da norma consubstanciada no art. 327 do Código Penal (HC 125.086/DF, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 17.8.2017). Enfrentei a tese de enquadramento do Instituto Candango de Solidariedade (ICS) no conceito de entidade paraestatal, para fins penais, assentando que as entidades integrantes do Terceiro Setor estão nele abrangidas, sujeitando seus gestores às condutas capituladas como crimes contra a Administração Pública. Em 11.9.2018, a 1... Turma deste Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, entendeu viável o enquadramento do ICS como entidade sujeita ao regime jurídico de que trata o artigo 327, § 1..., do Código Penal, não vislumbrando ilegalidade ou abuso de poder que justificasse o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Supremo Tribunal Federal HC 131672 AGR / DF públicas, sociedades de economia mista –, as novas figuras integrantes do chamado Terceiro Setor que atuem sob o controle indireto do Estado – como as organizações sociais – e outras mais que poderão ser agregadas a esse rol no futuro. Em consequência, a condenação do paciente como incurso no delito de peculato de modo algum viola o princípio da irretroatividade da lei penal. Os supostos desvios incidiram sobre recursos públicos transferidos ao ICS ao abrigo de contratos de gestão, os quais foram celebrados com base na Lei distrital 2.415/99. Tal o quadro, a classificação da conduta não poderia ser outra que não a do tipo de peculato. O Ministro CELSO DE MELLO, ao examinar pedido em habeas corpus envolvendo imputação de desvios de recursos do ICS, externou entendimento idêntico: (…) (HC 125.086/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, julgado em 15.8.2017, DJe 17.8.2017) (…) Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1..., do RISTF). Como se observa, neguei seguimento à impetração forte na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que às organizações sociais é conferida a condição de entes paraestatais, o que torna legítima a qualificação de seus dirigentes, para efeitos penais, como funcionários públicos, tendo em vista o conceito amplo que deriva da norma consubstanciada no art. 327 do Código Penal (HC 125.086/DF, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 17.8.2017). Enfrentei a tese de enquadramento do Instituto Candango de Solidariedade (ICS) no conceito de entidade paraestatal, para fins penais, assentando que as entidades integrantes do Terceiro Setor estão nele abrangidas, sujeitando seus gestores às condutas capituladas como crimes contra a Administração Pública. Em 11.9.2018, a 1... Turma deste Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, entendeu viável o enquadramento do ICS como entidade sujeita ao regime jurídico de que trata o artigo 327, § 1..., do Código Penal, não vislumbrando ilegalidade ou abuso de poder que justificasse o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 131672 AGR / DF deferimento da ordem pleiteada (HC 138.484, Rel. Min. Marco Aurélio, acórdão pendente de publicação), o que reforça a jurisprudência da Corte em sentido contrário à pretensão recursal. As razões trazidas no recurso não alteram meu entendimento a respeito da matéria de fundo da impetração, razão pela qual reitero meu posicionamento no sentido da viabilidade do enquadramento do paciente no conceito de funcionário público por equiparação (artigo 327, § 1..., do Código Penal Brasileiro), na linha do que decidido no acórdão dito coator. Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Supremo Tribunal Federal HC 131672 AGR / DF deferimento da ordem pleiteada (HC 138.484, Rel. Min. Marco Aurélio, acórdão pendente de publicação), o que reforça a jurisprudência da Corte em sentido contrário à pretensão recursal. As razões trazidas no recurso não alteram meu entendimento a respeito da matéria de fundo da impetração, razão pela qual reitero meu posicionamento no sentido da viabilidade do enquadramento do paciente no conceito de funcionário público por equiparação (artigo 327, § 1..., do Código Penal Brasileiro), na linha do que decidido no acórdão dito coator. Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF6E-88BE-81B9-C0C8 e senha A389-6302-6D5E-5F58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE GOMES DE MATOS FILHO ADV.(A/S) :DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EAF-CD3F-10BB-6BD8 e senha 3D3B-560C-F92A-1D31 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE GOMES DE MATOS FILHO ADV.(A/S) :DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EAF-CD3F-10BB-6BD8 e senha 3D3B-560C-F92A-1D31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSE GOMES DE MATOS FILHO (05137/DF) ADV.(A/S) : DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO (43190/DF) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 80BE-2337-DE6B-E63C e senha CF90-4A0C-7565-3510 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.672 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RONAN BATISTA DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSE GOMES DE MATOS FILHO (05137/DF) ADV.(A/S) : DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO (43190/DF) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 80BE-2337-DE6B-E63C e senha CF90-4A0C-7565-3510 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 131 . 672", "HC 131672 AGR / DF", "HC 131672 AGR / DF", "HABEAS CORPUS 131 . 672", "AREsp 455 . 203 / DF", "HABEAS CORPUS 131 . 672", "AREsp 455 . 203 / DF", "HABEAS CORPUS 131 . 672", "HABEAS CORPUS 131 . 672", "HC 131672 AGR / DF", "HC 131672 AGR / DF", "HC 131672 AGR / DF", "Processo Administrativo n 094 . 000 . 268 / 2001", "Processo", "Processo", "Processo Administrativo n 240 . 000 . 170 / 2001", "Processo Administrativo n 0130 . 000 . 377 / 2004", "HC 131672 AGR / DF", "HC 131672 AGR", "HC 125 . 086 / DF", "HC 125 . 086 / DF", "HC 131672 AGR / DF", "HC 125 . 086 / DF", "HC 125 . 086 / DF", "HC 131672 AGR / DF", "HC 138 . 484", "HC 131672 AGR / DF", "HC 138 . 484", "HABEAS CORPUS 131 . 672", "HABEAS CORPUS 131 . 672", "HABEAS CORPUS 131 . 672", "HABEAS CORPUS 131 . 672" ], "LEGISLACAO": [ "§ 1 . . . do artigo 327 do Código Penal", "§ 1 . . . do artigo 327 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 327 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 327 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 327 do Código Penal", "Lei 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 327 do Código Penal", "Lei 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei federal 9 . 637 / 98", "Leis distritais 2 . 177 / 98", "2", ".", "415", "/", "99", "Código Civil Brasileiro , art . 54", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei federal 9 . 637 / 98", "Leis distritais 2 . 177 / 98", "2", ".", "415", "/", "99", "Código Civil Brasileiro , art . 54", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 27 . 732 / 2007", "Leis distritais 2 . 177 / 98", "2", ".", "415", "/", "1999", "Lei 8 . 666 / 93", "art . 84 , § 1 . . . , da Lei de Licitações", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 27 . 732 / 2007", "Leis 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Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "RONAN BATISTA DE SOUZA", "JOSE GOMES DE MATOS FILHO", "DANILO DE OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "RONAN BATISTA DE SOUZA", "JOSE GOMES DE MATOS FILHO", "DANILO DE OLIVEIRA", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "ROSA WEBER", "RONAN BATISTA DE SOUZA", "JOSE GOMES DE MATOS FILHO", "DANILO DE OLIVEIRA", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "LUIZ RÉGIS PRADO", "PRADO , Luiz Régis", "LUIZ RÉGIS PRADO", "PRADO , Luiz Régis", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Celso de Mello", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "RONAN BATISTA DE SOUZA", "JOSE GOMES DE MATOS FILHO", "DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "RONAN BATISTA DE SOUZA", "JOSE GOMES DE MATOS FILHO", "DANILO DE OLIVEIRA", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "RONAN BATISTA DE SOUZA", "JOSE GOMES DE MATOS FILHO", "DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "RONAN BATISTA DE SOUZA", "JOSE GOMES DE MATOS FILHO", "DANILO DE OLIVEIRA EGIDIO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "10", "/", "2018", "28 de setembro", "04 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", 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Ementa e Acórdão 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.501 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SERGIO VESENTINI ADV.(A/S) :SERGIO VESENTINI AGDO.(A/S) :LUIZ ANTONIO SOARES ADV.(A/S) :MARCELO SANTOS LEMES ADV.(A/S) :BRUNA DE MELLO FIDALGO EMENTA DIREITO CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. DECISÃO ADMINISTRATIVA DA OAB. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA PARA IMPUGNAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, LIII, E 109 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3720-50ED-2AED-21F5 e senha 950E-F9C3-096B-E9BF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1129501 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 24 a 30 de agosto de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 31 de agosto de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3720-50ED-2AED-21F5 e senha 950E-F9C3-096B-E9BF Supremo Tribunal Federal ARE 1129501 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 24 a 30 de agosto de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 31 de agosto de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3720-50ED-2AED-21F5 e senha 950E-F9C3-096B-E9BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.501 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SERGIO VESENTINI ADV.(A/S) :SERGIO VESENTINI AGDO.(A/S) :LUIZ ANTONIO SOARES ADV.(A/S) :MARCELO SANTOS LEMES ADV.(A/S) :BRUNA DE MELLO FIDALGO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5º, LIII, e 109 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO DE INSTRUMENTO – Competência – Rol do artigo 1.015 taxativo – Matéria não impugnável por meio de agravo de instrumento – Ausência de hipótese legal para chamamento ao processo da Ordem dos Advogados do Brasil – Prescrição interrompida pela instauração de processo administrativo disciplinar – Prazo que recomeçou a correr do último ato do processo para interrompê-la – Sem ocorrência da prescrição. Recurso conhecido em parte e, na parte conhecida, não provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9E9-D8D0-770A-164F e senha 9A5B-6CD5-8DC4-4C40 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.501 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SERGIO VESENTINI ADV.(A/S) :SERGIO VESENTINI AGDO.(A/S) :LUIZ ANTONIO SOARES ADV.(A/S) :MARCELO SANTOS LEMES ADV.(A/S) :BRUNA DE MELLO FIDALGO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5º, LIII, e 109 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO DE INSTRUMENTO – Competência – Rol do artigo 1.015 taxativo – Matéria não impugnável por meio de agravo de instrumento – Ausência de hipótese legal para chamamento ao processo da Ordem dos Advogados do Brasil – Prescrição interrompida pela instauração de processo administrativo disciplinar – Prazo que recomeçou a correr do último ato do processo para interrompê-la – Sem ocorrência da prescrição. Recurso conhecido em parte e, na parte conhecida, não provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9E9-D8D0-770A-164F e senha 9A5B-6CD5-8DC4-4C40 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.501 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada violação da Constituição da República. Nesse sentido: “Ementa: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. ACORDÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO, NOS TERMOS DO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1. A mera alegação de existência de interesse da União não é suficiente para justificar o deslocamento da competência para a Justiça Federal. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.” (AI 686255 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 21/08/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje-197 DIVULG 31-08-2017 PUBLIC 01-09-2017) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. com agravo. Direito Processual Civil. Mera alegação de existência de interesse de um dos entes elencados no art. 109, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B1C1-5CE1-2A1E-0D7B e senha 9665-1311-056F-2276 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.501 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada violação da Constituição da República. Nesse sentido: “Ementa: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. ACORDÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO, NOS TERMOS DO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1. A mera alegação de existência de interesse da União não é suficiente para justificar o deslocamento da competência para a Justiça Federal. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.” (AI 686255 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 21/08/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje-197 DIVULG 31-08-2017 PUBLIC 01-09-2017) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. com agravo. Direito Processual Civil. Mera alegação de existência de interesse de um dos entes elencados no art. 109, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B1C1-5CE1-2A1E-0D7B e senha 9665-1311-056F-2276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1129501 AGR / SP inciso I, da Constituição Federal. Ausência de justificativa para o deslocamento do feito para a Justiça Federal. Indeferimento de diligência probatória. Inexistência de repercussão geral. Constitucional. Implementação de políticas públicas. Limites do Poder Judiciário. Repercussão geral reconhecida. Manutenção do julgado em que se determinou o retorno dos autos à origem. Precedentes. 1. A mera alegação de existência de interesse de um dos entes enumerados no art. 109, inciso I, da Constituição Federal não enseja o deslocamento da competência para a Justiça Federal. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tema 424, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. O Supremo Tribunal Federal, no exame do RE nº 684.612/RJ, de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, Tema 698, reconheceu a repercussão geral da matéria relativa aos limites da competência do Poder Judiciário, para determinar obrigações de fazer ao Estado em relação à implementação de direitos e garantias previstos na Constituição Federal. 4. Manutenção da decisão mediante a qual, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, se determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância da sistemática da repercussão geral. 5. Agravo regimental não provido.” (ARE 957071 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 09/06/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-142 DIVULG 28-06-2017 PUBLIC 29-06-2017) “Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CHAMAMENTO AO PROCESSO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. MERA ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE INTERESSE DA UNIÃO. RAZÃO INSUFICIENTE PARA JUSTIFICAR O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B1C1-5CE1-2A1E-0D7B e senha 9665-1311-056F-2276 Supremo Tribunal Federal ARE 1129501 AGR / SP inciso I, da Constituição Federal. Ausência de justificativa para o deslocamento do feito para a Justiça Federal. Indeferimento de diligência probatória. Inexistência de repercussão geral. Constitucional. Implementação de políticas públicas. Limites do Poder Judiciário. Repercussão geral reconhecida. Manutenção do julgado em que se determinou o retorno dos autos à origem. Precedentes. 1. A mera alegação de existência de interesse de um dos entes enumerados no art. 109, inciso I, da Constituição Federal não enseja o deslocamento da competência para a Justiça Federal. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tema 424, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. O Supremo Tribunal Federal, no exame do RE nº 684.612/RJ, de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, Tema 698, reconheceu a repercussão geral da matéria relativa aos limites da competência do Poder Judiciário, para determinar obrigações de fazer ao Estado em relação à implementação de direitos e garantias previstos na Constituição Federal. 4. Manutenção da decisão mediante a qual, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, se determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância da sistemática da repercussão geral. 5. Agravo regimental não provido.” (ARE 957071 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 09/06/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-142 DIVULG 28-06-2017 PUBLIC 29-06-2017) “Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CHAMAMENTO AO PROCESSO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. MERA ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE INTERESSE DA UNIÃO. RAZÃO INSUFICIENTE PARA JUSTIFICAR O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B1C1-5CE1-2A1E-0D7B e senha 9665-1311-056F-2276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1129501 AGR / SP DESLOCAMENTO DA CAUSA PARA A ESFERA DE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 857780 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 02/05/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-103 DIVULG 17-05-2017 PUBLIC 18-05- 2017) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B1C1-5CE1-2A1E-0D7B e senha 9665-1311-056F-2276 Supremo Tribunal Federal ARE 1129501 AGR / SP DESLOCAMENTO DA CAUSA PARA A ESFERA DE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 857780 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 02/05/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-103 DIVULG 17-05-2017 PUBLIC 18-05- 2017) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B1C1-5CE1-2A1E-0D7B e senha 9665-1311-056F-2276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.501 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SERGIO VESENTINI ADV.(A/S) : SERGIO VESENTINI (81395/SP) AGDO.(A/S) : LUIZ ANTONIO SOARES ADV.(A/S) : MARCELO SANTOS LEMES (354613/SP) ADV.(A/S) : BRUNA DE MELLO FIDALGO (364012/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BBFC-F456-56C6-F38A e senha 3DF7-6EC9-AED8-34BC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.501 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SERGIO VESENTINI ADV.(A/S) : SERGIO VESENTINI (81395/SP) AGDO.(A/S) : LUIZ ANTONIO SOARES ADV.(A/S) : MARCELO SANTOS LEMES (354613/SP) ADV.(A/S) : BRUNA DE MELLO FIDALGO (364012/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BBFC-F456-56C6-F38A e senha 3DF7-6EC9-AED8-34BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748212889
2018-08-31T00:00:00
2018-09-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. DECISÃO ADMINISTRATIVA DA OAB. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA PARA IMPUGNAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, LIII, E 109 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur390783
- Acórdão(s) citado(s): (DESLOCAMENTO DA COMPETÊNCIA) AI 686255 AgR (1ªT), ARE 957071 AgR (2ªT), ARE 857780 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 01/10/2018, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1129501
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 1129501 AgR
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AGTE.(S) : SERGIO VESENTINI ADV.(A/S) : SERGIO VESENTINI AGDO.(A/S) : LUIZ ANTONIO SOARES ADV.(A/S) : MARCELO SANTOS LEMES ADV.(A/S) : BRUNA DE MELLO FIDALGO
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Ementa e Acórdão 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.501 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SERGIO VESENTINI ADV.(A/S) :SERGIO VESENTINI AGDO.(A/S) :LUIZ ANTONIO SOARES ADV.(A/S) :MARCELO SANTOS LEMES ADV.(A/S) :BRUNA DE MELLO FIDALGO EMENTA DIREITO CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. DECISÃO ADMINISTRATIVA DA OAB. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA PARA IMPUGNAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5..., LIII, E 109 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3720-50ED-2AED-21F5 e senha 950E-F9C3-096B-E9BF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1129501 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 24 a 30 de agosto de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 31 de agosto de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3720-50ED-2AED-21F5 e senha 950E-F9C3-096B-E9BF Supremo Tribunal Federal ARE 1129501 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 24 a 30 de agosto de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 31 de agosto de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3720-50ED-2AED-21F5 e senha 950E-F9C3-096B-E9BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.501 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SERGIO VESENTINI ADV.(A/S) :SERGIO VESENTINI AGDO.(A/S) :LUIZ ANTONIO SOARES ADV.(A/S) :MARCELO SANTOS LEMES ADV.(A/S) :BRUNA DE MELLO FIDALGO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5..., LIII, e 109 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO DE INSTRUMENTO – Competência – Rol do artigo 1.015 taxativo – Matéria não impugnável por meio de agravo de instrumento – Ausência de hipótese legal para chamamento ao processo da Ordem dos Advogados do Brasil – Prescrição interrompida pela instauração de processo administrativo disciplinar – Prazo que recomeçou a correr do último ato do processo para interrompê-la – Sem ocorrência da prescrição. Recurso conhecido em parte e, na parte conhecida, não provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9E9-D8D0-770A-164F e senha 9A5B-6CD5-8DC4-4C40 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.501 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SERGIO VESENTINI ADV.(A/S) :SERGIO VESENTINI AGDO.(A/S) :LUIZ ANTONIO SOARES ADV.(A/S) :MARCELO SANTOS LEMES ADV.(A/S) :BRUNA DE MELLO FIDALGO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5..., LIII, e 109 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO DE INSTRUMENTO – Competência – Rol do artigo 1.015 taxativo – Matéria não impugnável por meio de agravo de instrumento – Ausência de hipótese legal para chamamento ao processo da Ordem dos Advogados do Brasil – Prescrição interrompida pela instauração de processo administrativo disciplinar – Prazo que recomeçou a correr do último ato do processo para interrompê-la – Sem ocorrência da prescrição. Recurso conhecido em parte e, na parte conhecida, não provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9E9-D8D0-770A-164F e senha 9A5B-6CD5-8DC4-4C40 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.501 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada violação da Constituição da República. Nesse sentido: “Ementa: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ACORDÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO, NOS TERMOS DO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1. A mera alegação de existência de interesse da União não é suficiente para justificar o deslocamento da competência para a Justiça Federal. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.” (AI 686255 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 21/08/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje-197 DIVULG 31-08-2017 PUBLIC 01-09-2017) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. com agravo. Direito Processual Civil. Mera alegação de existência de interesse de um dos entes elencados no art. 109, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B1C1-5CE1-2A1E-0D7B e senha 9665-1311-056F-2276 Supremo Tribunal Federal 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.501 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada violação da Constituição da República. Nesse sentido: “Ementa: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ACORDÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO, NOS TERMOS DO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1. A mera alegação de existência de interesse da União não é suficiente para justificar o deslocamento da competência para a Justiça Federal. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.” (AI 686255 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 21/08/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje-197 DIVULG 31-08-2017 PUBLIC 01-09-2017) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. com agravo. Direito Processual Civil. Mera alegação de existência de interesse de um dos entes elencados no art. 109, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B1C1-5CE1-2A1E-0D7B e senha 9665-1311-056F-2276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1129501 AGR / SP inciso I, da Constituição Federal. Ausência de justificativa para o deslocamento do feito para a Justiça Federal. Indeferimento de diligência probatória. Inexistência de repercussão geral. Constitucional. Implementação de políticas públicas. Limites do Poder Judiciário. Repercussão geral reconhecida. Manutenção do julgado em que se determinou o retorno dos autos à origem. Precedentes. 1. A mera alegação de existência de interesse de um dos entes enumerados no art. 109, inciso I, da Constituição Federal não enseja o deslocamento da competência para a Justiça Federal. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tema 424, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. O Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário n 684.612/RJ, de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, Tema 698, reconheceu a repercussão geral da matéria relativa aos limites da competência do Poder Judiciário, para determinar obrigações de fazer ao Estado em relação à implementação de direitos e garantias previstos na Constituição Federal. 4. Manutenção da decisão mediante a qual, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, se determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância da sistemática da repercussão geral. 5. Agravo regimental não provido.” (ARE 957071 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 09/06/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-142 DIVULG 28-06-2017 PUBLIC 29-06-2017) “Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CHAMAMENTO AO PROCESSO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. MERA ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE INTERESSE DA UNIÃO. RAZÃO INSUFICIENTE PARA JUSTIFICAR O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B1C1-5CE1-2A1E-0D7B e senha 9665-1311-056F-2276 Supremo Tribunal Federal ARE 1129501 AGR / SP inciso I, da Constituição Federal. Ausência de justificativa para o deslocamento do feito para a Justiça Federal. Indeferimento de diligência probatória. Inexistência de repercussão geral. Constitucional. Implementação de políticas públicas. Limites do Poder Judiciário. Repercussão geral reconhecida. Manutenção do julgado em que se determinou o retorno dos autos à origem. Precedentes. 1. A mera alegação de existência de interesse de um dos entes enumerados no art. 109, inciso I, da Constituição Federal não enseja o deslocamento da competência para a Justiça Federal. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tema 424, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. O Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário n 684.612/RJ, de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, Tema 698, reconheceu a repercussão geral da matéria relativa aos limites da competência do Poder Judiciário, para determinar obrigações de fazer ao Estado em relação à implementação de direitos e garantias previstos na Constituição Federal. 4. Manutenção da decisão mediante a qual, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, se determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância da sistemática da repercussão geral. 5. Agravo regimental não provido.” (ARE 957071 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 09/06/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-142 DIVULG 28-06-2017 PUBLIC 29-06-2017) “Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CHAMAMENTO AO PROCESSO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. MERA ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE INTERESSE DA UNIÃO. RAZÃO INSUFICIENTE PARA JUSTIFICAR O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B1C1-5CE1-2A1E-0D7B e senha 9665-1311-056F-2276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1129501 AGR / SP DESLOCAMENTO DA CAUSA PARA A ESFERA DE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 857780 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 02/05/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-103 DIVULG 17-05-2017 PUBLIC 18-05- 2017) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B1C1-5CE1-2A1E-0D7B e senha 9665-1311-056F-2276 Supremo Tribunal Federal ARE 1129501 AGR / SP DESLOCAMENTO DA CAUSA PARA A ESFERA DE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 857780 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 02/05/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-103 DIVULG 17-05-2017 PUBLIC 18-05- 2017) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B1C1-5CE1-2A1E-0D7B e senha 9665-1311-056F-2276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 31/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.501 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SERGIO VESENTINI ADV.(A/S) : SERGIO VESENTINI (81395/SP) AGDO.(A/S) : LUIZ ANTONIO SOARES ADV.(A/S) : MARCELO SANTOS LEMES (354613/SP) ADV.(A/S) : BRUNA DE MELLO FIDALGO (364012/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BBFC-F456-56C6-F38A e senha 3DF7-6EC9-AED8-34BC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.501 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SERGIO VESENTINI ADV.(A/S) : SERGIO VESENTINI (81395/SP) AGDO.(A/S) : LUIZ ANTONIO SOARES ADV.(A/S) : MARCELO SANTOS LEMES (354613/SP) ADV.(A/S) : BRUNA DE MELLO FIDALGO (364012/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.8.2018 a 30.8.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes em razão da ordem de sucessão na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BBFC-F456-56C6-F38A e senha 3DF7-6EC9-AED8-34BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 129 . 501", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 129 . 501", "RECURSO", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "AI 686255 AgR", "RECURSO", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "AI 686255 AgR", "ARE n 639 . 228 / RJ", "Recurso Extraordinário n 684 . 612 / RJ", "ARE 957071 AgR", "ARE 1129501 AGR / SP", "ARE n 639 . 228 / RJ", "Recurso Extraordinário n 684 . 612 / RJ", "ARE 957071 AgR", "ARE 857780 AgR", "ARE 1129501 AGR /", "ARE 857780 AgR", "AGRAVO 1 . 129 . 501" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ARTS . 5 . . . , LIII , E 109 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 5 . . . , LIII , e 109 da Constituição Federal", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 5 . . . , LIII , e 109 da Constituição Federal", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 109 , Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 109 , Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "/", "SP", "inciso I , da Constituição Federal", "art . 109 , inciso I , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I , da Constituição Federal", "art . 109 , inciso I , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.457 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :M.R.V. ADV.(A/S) :ADILSON HIPOLITO DE ARAUJO AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP Nº 1.073.620 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. CRIME DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL. WRIT SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. INDEFERIMENTO DA OITIVA DE TESTEMUNHA. ARTIGO 400, § 1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DOSIMETRIA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou, ausente o manejo de agravo regimental. Precedentes. 2. Inadmissível o emprego do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Na hipótese, “o acórdão recorrido está alinhado com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que ‘o § 1º do art. 400 do CPP, faculta ao Juiz o indeferimento das provas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias, desde, obviamente, que o faça de forma fundamentada’ (RHC 115.133, Rel. Min. Luiz Fux)” (RHC 148.340-AgR/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 19.4.2018). 4. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. 5. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9BBB-3B13-AE8A-0FEA e senha 1B96-D9D0-5CB2-32EC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão HC 153457 AGR / ES Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de setembro a 04 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9BBB-3B13-AE8A-0FEA e senha 1B96-D9D0-5CB2-32EC Supremo Tribunal Federal HC 153457 AGR / ES Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de setembro a 04 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9BBB-3B13-AE8A-0FEA e senha 1B96-D9D0-5CB2-32EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.457 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : M.R.V. ADV.(A/S) : ADILSON HIPOLITO DE ARAUJO (25314/ES) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP Nº 1.073.620 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A724-8470-04E5-C55B e senha C983-5FAF-FF21-40AC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.457 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : M.R.V. ADV.(A/S) : ADILSON HIPOLITO DE ARAUJO (25314/ES) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP Nº 1.073.620 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A724-8470-04E5-C55B e senha C983-5FAF-FF21-40AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748440309
2018-10-05T00:00:00
2018-10-16T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. CRIME DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL. WRIT SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. INDEFERIMENTO DA OITIVA DE TESTEMUNHA. ARTIGO 400, § 1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DOSIMETRIA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou, ausente o manejo de agravo regimental. Precedentes. 2. Inadmissível o emprego do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Na hipótese, “o acórdão recorrido está alinhado com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que ‘o § 1º do art. 400 do CPP, faculta ao Juiz o indeferimento das provas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias, desde, obviamente, que o faça de forma fundamentada’ (RHC 115.133, Rel. Min. Luiz Fux)” (RHC 148.340-AgR/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 19.4.2018). 4. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. 5. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur392541
Número de páginas: 3. Análise: 23/10/2018, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
153457
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00400 PAR-00001\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 153457 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : M.R.V. ADV.(A/S) : ADILSON HIPOLITO DE ARAUJO AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP Nº 1.073.620 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.457 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :M.R.V. ADV.(A/S) :ADILSON HIPOLITO DE ARAUJO AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP n 1.073.620 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. CRIME DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL. WRIT SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. INDEFERIMENTO DA OITIVA DE TESTEMUNHA. ARTIGO 400, § 1..., DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DOSIMETRIA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou, ausente o manejo de agravo regimental. Precedentes. 2. Inadmissível o emprego do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Na hipótese, “o acórdão recorrido está alinhado com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que ‘o § 1... do art. 400 do CPP, faculta ao Juiz o indeferimento das provas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias, desde, obviamente, que o faça de forma fundamentada’ (RHC 115.133, Rel. Min. Luiz Fux)” (RHC 148.340-AgR/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 19.4.2018). 4. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. 5. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9BBB-3B13-AE8A-0FEA e senha 1B96-D9D0-5CB2-32EC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão HC 153457 AGR / ES Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de setembro a 04 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. 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O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9BBB-3B13-AE8A-0FEA e senha 1B96-D9D0-5CB2-32EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.457 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : M.R.V. ADV.(A/S) : ADILSON HIPOLITO DE ARAUJO (25314/ES) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP n 1.073.620 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A724-8470-04E5-C55B e senha C983-5FAF-FF21-40AC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.457 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : M.R.V. ADV.(A/S) : ADILSON HIPOLITO DE ARAUJO (25314/ES) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP n 1.073.620 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A724-8470-04E5-C55B e senha C983-5FAF-FF21-40AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 153 . 457", "ARESP n 1 . 073 . 620", "RHC 115 . 133", "RHC 148 . 340 - AgR", "HC 153457 AGR / ES", "HC 153457 AGR / ES", "HABEAS CORPUS 153 . 457", "ARESP n 1 . 073 . 620", "HABEAS CORPUS 153 . 457", "ARESP n 1 . 073 . 620" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 400 , § 1 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "ADILSON HIPOLITO DE ARAUJO", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ADILSON HIPOLITO DE ARAUJO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "ADILSON HIPOLITO DE ARAUJO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "10", "/", "2018", "19", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de setembro", "04 de outubro de 2018", "05 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de setembro", "04 de outubro de 2018", "05 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "28", ".", "9", ".", "2018", "4", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "9", ".", "2018", "4", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.955 GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DIVINO ALVES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA ADV.(A/S) :RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA DIREITO PROCESSUAL PENAL E PENAL MILITAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. DENÚNCIA. CRIME MILITAR. PECULATO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVIII, LII, LIII, LIV E LVIII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA Nº 282 E Nº 356/STF. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356/STF: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27C0-1E50-00CA-A1EE e senha FA05-2D4F-BDA2-469E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1126955 AGR / GO Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de setembro a 4 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27C0-1E50-00CA-A1EE e senha FA05-2D4F-BDA2-469E Supremo Tribunal Federal ARE 1126955 AGR / GO Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de setembro a 4 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27C0-1E50-00CA-A1EE e senha FA05-2D4F-BDA2-469E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.955 GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DIVINO ALVES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA ADV.(A/S) :RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5º, XXXVIII, LII, LIII, LIV e LVIII, da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “DENÚNCIA. CRIME MILITAR. PECULATO. INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA RECONHECIDA. LEI ESTADUAL MATERIALEMTE INCOMPATÍVEL COM AS CONSTITUIÇÕES FEDERAL E ESTADUAL.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2F79-F162-F4BA-CA67 e senha E18E-AEF8-2DC4-50D2 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.955 GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DIVINO ALVES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA ADV.(A/S) :RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5º, XXXVIII, LII, LIII, LIV e LVIII, da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “DENÚNCIA. CRIME MILITAR. PECULATO. INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA RECONHECIDA. LEI ESTADUAL MATERIALEMTE INCOMPATÍVEL COM AS CONSTITUIÇÕES FEDERAL E ESTADUAL.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2F79-F162-F4BA-CA67 e senha E18E-AEF8-2DC4-50D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.955 GOIÁS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012, e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16FE-A811-C678-FC1F e senha 6C99-D9F1-DCFD-E14F Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.955 GOIÁS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012, e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16FE-A811-C678-FC1F e senha 6C99-D9F1-DCFD-E14F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1126955 AGR / GO prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16FE-A811-C678-FC1F e senha 6C99-D9F1-DCFD-E14F Supremo Tribunal Federal ARE 1126955 AGR / GO prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16FE-A811-C678-FC1F e senha 6C99-D9F1-DCFD-E14F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1126955 AGR / GO Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013, decidiu-se pela inocorrência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16FE-A811-C678-FC1F e senha 6C99-D9F1-DCFD-E14F Supremo Tribunal Federal ARE 1126955 AGR / GO Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013, decidiu-se pela inocorrência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16FE-A811-C678-FC1F e senha 6C99-D9F1-DCFD-E14F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.955 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DIVINO ALVES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA (10590/GO) ADV.(A/S) : RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT (35382/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D901-B560-5A89-1404 e senha 9886-1302-9292-3107 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.955 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DIVINO ALVES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA (10590/GO) ADV.(A/S) : RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT (35382/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D901-B560-5A89-1404 e senha 9886-1302-9292-3107 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748440458
2018-10-05T00:00:00
2018-10-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL PENAL E PENAL MILITAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. DENÚNCIA. CRIME MILITAR. PECULATO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVIII, LII, LIII, LIV E LVIII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA Nº 282 E Nº 356/STF. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356/STF: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur392615
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 743256 AgR (1ªT), AI 827894 AgR (1ªT). (SÚMULA 279) AI 744656 AgR (1ªT), ARE 800369 AgR (1ªT). (PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. Número de páginas: 7. Análise: 25/10/2018, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1126955
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1126955 AgR
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AGTE.(S) : DIVINO ALVES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA ADV.(A/S) : RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
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Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.955 GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DIVINO ALVES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA ADV.(A/S) :RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA DIREITO PROCESSUAL PENAL E PENAL MILITAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. DENÚNCIA. CRIME MILITAR. PECULATO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXVIII, LII, LIII, LIV E LVIII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA n 282 E n 356/Supremo Tribunal Federal. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27C0-1E50-00CA-A1EE e senha FA05-2D4F-BDA2-469E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1126955 AGR / GO Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de setembro a 4 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27C0-1E50-00CA-A1EE e senha FA05-2D4F-BDA2-469E Supremo Tribunal Federal ARE 1126955 AGR / GO Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de setembro a 4 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 05 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27C0-1E50-00CA-A1EE e senha FA05-2D4F-BDA2-469E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.955 GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DIVINO ALVES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA ADV.(A/S) :RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5..., XXXVIII, LII, LIII, LIV e LVIII, da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “DENÚNCIA. CRIME MILITAR. PECULATO. INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA RECONHECIDA. LEI ESTADUAL MATERIALEMTE INCOMPATÍVEL COM AS CONSTITUIÇÕES FEDERAL E ESTADUAL.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2F79-F162-F4BA-CA67 e senha E18E-AEF8-2DC4-50D2 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.955 GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DIVINO ALVES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA ADV.(A/S) :RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5..., XXXVIII, LII, LIII, LIV e LVIII, da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “DENÚNCIA. CRIME MILITAR. PECULATO. INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA RECONHECIDA. LEI ESTADUAL MATERIALEMTE INCOMPATÍVEL COM AS CONSTITUIÇÕES FEDERAL E ESTADUAL.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2F79-F162-F4BA-CA67 e senha E18E-AEF8-2DC4-50D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.955 GOIÁS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012, e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16FE-A811-C678-FC1F e senha 6C99-D9F1-DCFD-E14F Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.955 GOIÁS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012, e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16FE-A811-C678-FC1F e senha 6C99-D9F1-DCFD-E14F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1126955 AGR / GO prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16FE-A811-C678-FC1F e senha 6C99-D9F1-DCFD-E14F Supremo Tribunal Federal ARE 1126955 AGR / GO prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16FE-A811-C678-FC1F e senha 6C99-D9F1-DCFD-E14F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1126955 AGR / GO Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1....8.2013, decidiu-se pela inocorrência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16FE-A811-C678-FC1F e senha 6C99-D9F1-DCFD-E14F Supremo Tribunal Federal ARE 1126955 AGR / GO Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1....8.2013, decidiu-se pela inocorrência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16FE-A811-C678-FC1F e senha 6C99-D9F1-DCFD-E14F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.955 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DIVINO ALVES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA (10590/GO) ADV.(A/S) : RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT (35382/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D901-B560-5A89-1404 e senha 9886-1302-9292-3107 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.126.955 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DIVINO ALVES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA (10590/GO) ADV.(A/S) : RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT (35382/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D901-B560-5A89-1404 e senha 9886-1302-9292-3107 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 126 . 955", "SÚMULA n 282 E n 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "Súmulas 282", "AI 743 . 256 - AgR / SP", "AI 827 . 894 - AgR / RJ", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "AI 743 . 256 - AgR / SP", "AI 827 . 894 - AgR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 800369 AgR", "AI 744656 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 800369 AgR", "AI 744656 AgR", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 5 . . . , XXXVIII , LII , LIII , LIV E LVIII , DA CONSTITUIÇÃO", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 5 . . . , XXXVIII , LII , LIII , LIV e LVIII , da Lei Maior", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 5 . . . , XXXVIII , LII , LIII , LIV e LVIII , da Lei Maior", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "AGRAVO", "Medida Provisória n 2 . 200", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "Brasília", "Brasília", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ARE", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "DIVINO ALVES DE OLIVEIRA", "ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA", "RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "DIVINO ALVES DE OLIVEIRA", "ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA", "RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "DIVINO ALVES DE OLIVEIRA", "ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA", "RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER ARE", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "DIVINO ALVES DE OLIVEIRA", "ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA", "RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "DIVINO ALVES DE OLIVEIRA", "ROSANGELA MAGALHAES DE ALMEIDA", "RENATA OSORIO CACIQUINHO BITTENCOURT", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de setembro a", "4 de outubro de 2018", "05 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de setembro a", "4 de outubro de 2018", "05 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "08", ".", "3", ".", "2012", "07", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "08", ".", "3", ".", "2012", "07", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "02", "-", "09", "-", "2014", "03", "-", "09", "-", "2014", "21", "/", "08", "/", "2012", "03", "-", "09", "-", "2012", "04", "-", "09", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "02", "-", "09", "-", "2014", "03", "-", "09", "-", "2014", "21", "/", "08", "/", "2012", "03", "-", "09", "-", "2012", "04", "-", "09", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "28", ".", "9", ".", "2018", "4", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "9", ".", "2018", "4", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.338 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ALICE AZENHA MILANI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDERSON DE OLIVEIRA ALARCON ADV.(A/S) :FLAVIO BOSON GAMBOGI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 30 de outubro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AFD-31FE-6540-0A94 e senha 9C04-63FF-A632-1602 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.338 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ALICE AZENHA MILANI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDERSON DE OLIVEIRA ALARCON ADV.(A/S) :FLAVIO BOSON GAMBOGI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 7 de agosto de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — MATÉRIA FÁTICA — INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS — INVIABILIDADE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial para tornar insubsistente a usucapião de terras públicas. Consignou a inexistência de coisa julgada relativa à Fazenda Pirapó-Santo Anastácio. No extraordinário, os recorrentes apontam a violação dos artigos 5º, cabeça e incisos XXII e XXXVII, 6º, 20, inciso II, 26, inciso IV, 109, inciso I, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Arguem a nulidade do acórdão dos embargos declaratórios por negativa de prestação jurisdicional. Dizem contrariado o princípio da isonomia. Tecem comentários sobre o tema de fundo. Entendem inobservados o direito de propriedade, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. 2. De início, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Supremo Tribunal Federal 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.338 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ALICE AZENHA MILANI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDERSON DE OLIVEIRA ALARCON ADV.(A/S) :FLAVIO BOSON GAMBOGI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 7 de agosto de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — MATÉRIA FÁTICA — INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS — INVIABILIDADE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial para tornar insubsistente a usucapião de terras públicas. Consignou a inexistência de coisa julgada relativa à Fazenda Pirapó-Santo Anastácio. No extraordinário, os recorrentes apontam a violação dos artigos 5º, cabeça e incisos XXII e XXXVII, 6º, 20, inciso II, 26, inciso IV, 109, inciso I, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Arguem a nulidade do acórdão dos embargos declaratórios por negativa de prestação jurisdicional. Dizem contrariado o princípio da isonomia. Tecem comentários sobre o tema de fundo. Entendem inobservados o direito de propriedade, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. 2. De início, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RE 1114338 AGR / SP aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Quanto à evocação do enquadramento do extraordinário na alínea c do inciso III do artigo 102 da Carta Federal, percebe- se o equívoco do agravante, uma vez que não se declarou a validade de lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. No mais, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: Percebe-se que esta Corte Superior já reconheceu ser ilegítima a posse registrada em 1856 em nome de José Antonio de Gouveia, da qual decorreram todos os títulos dos particulares, tendo sido suficientemente demonstrada a natureza devoluta das terras, conforme a definição do art. 5º da Lei 601/1850. Considerou-se, outrossim, provada a falsidade do “registro da posse”, pelo que todos os títulos de domínio atuais dos particulares são nulos, em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Supremo Tribunal Federal RE 1114338 AGR / SP aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Quanto à evocação do enquadramento do extraordinário na alínea c do inciso III do artigo 102 da Carta Federal, percebe- se o equívoco do agravante, uma vez que não se declarou a validade de lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. No mais, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: Percebe-se que esta Corte Superior já reconheceu ser ilegítima a posse registrada em 1856 em nome de José Antonio de Gouveia, da qual decorreram todos os títulos dos particulares, tendo sido suficientemente demonstrada a natureza devoluta das terras, conforme a definição do art. 5º da Lei 601/1850. Considerou-se, outrossim, provada a falsidade do “registro da posse”, pelo que todos os títulos de domínio atuais dos particulares são nulos, em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 1114338 AGR / SP face do vício na origem da cadeia. Finalmente, consoante histórico e argumentos apresentados pelos próprios recorridos às fls. 1.049-1.051/e-STJ, constata-se que as áreas ora em discussão possuem o mesmo vício de origem na cadeia dominial noticiado no julgamento do EREsp 617.428/SP. […] Não prospera, ainda, a afirmação da Corte de origem de que a jurisprudência consolidada é no sentido de que cumpre ao Estado comprovar a natureza devoluta das terras litigiosas. Em verdade, nos termos do voto da lavra da Ministra Nancy Andrighi, supracitado: (...) a comprovação de que sobre a área não havia posse, consiste em prova de difícil produção, haja vista que tal situação jurídica corriqueiramente não se encontra documentada – e, quando documentada, o são por meio de contratos de gaveta, por exemplo, que não se encontram à disposição do Estado para instruir o processo, nem são levados a seu conhecimento previamente. Nesse quadro, a prova da inexistência de posse legítima é prova negativa, cuja produção se revela excessivamente difícil ao Estado, quando não impossível, pelo que não é razoável exigi-la do Poder Público, especialmente porque se mostra mais fácil ao particular ocupante a prova da posse. […] Portanto, diferentemente dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, a orientação desta Corte Superior é que: a) inexiste usucapião de terras públicas, sendo impossível o suposto reconhecimento pela legislação estadual (Lei 1.844/1921), conforme a jurisprudência do STF, que levou à publicação da Súmula 340 daquela Corte; b) ainda que se admita a possibilidade de usucapião de terras públicas no período anterior ao Código Civil de 1916, não se podem afastar os requisitos específicos dessa 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Supremo Tribunal Federal RE 1114338 AGR / SP face do vício na origem da cadeia. Finalmente, consoante histórico e argumentos apresentados pelos próprios recorridos às fls. 1.049-1.051/e-STJ, constata-se que as áreas ora em discussão possuem o mesmo vício de origem na cadeia dominial noticiado no julgamento do EREsp 617.428/SP. […] Não prospera, ainda, a afirmação da Corte de origem de que a jurisprudência consolidada é no sentido de que cumpre ao Estado comprovar a natureza devoluta das terras litigiosas. Em verdade, nos termos do voto da lavra da Ministra Nancy Andrighi, supracitado: (...) a comprovação de que sobre a área não havia posse, consiste em prova de difícil produção, haja vista que tal situação jurídica corriqueiramente não se encontra documentada – e, quando documentada, o são por meio de contratos de gaveta, por exemplo, que não se encontram à disposição do Estado para instruir o processo, nem são levados a seu conhecimento previamente. Nesse quadro, a prova da inexistência de posse legítima é prova negativa, cuja produção se revela excessivamente difícil ao Estado, quando não impossível, pelo que não é razoável exigi-la do Poder Público, especialmente porque se mostra mais fácil ao particular ocupante a prova da posse. […] Portanto, diferentemente dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, a orientação desta Corte Superior é que: a) inexiste usucapião de terras públicas, sendo impossível o suposto reconhecimento pela legislação estadual (Lei 1.844/1921), conforme a jurisprudência do STF, que levou à publicação da Súmula 340 daquela Corte; b) ainda que se admita a possibilidade de usucapião de terras públicas no período anterior ao Código Civil de 1916, não se podem afastar os requisitos específicos dessa 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 1114338 AGR / SP modalidade aquisitiva. A posse não se presume, vedação essa que vale tanto para a prova da sua existência no mundo dos fatos como para o dies a quo da afirmação possessória; c) jamais houve coisa julgada nessas demandas relativas à Fazenda Pirapó-Santo Anastácio, porque o despacho do juiz em 1927 tinha natureza meramente administrativa, e não jurisdicional. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Os argumentos expendidos no recurso não foram enfrentados pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula deste Tribunal. 3. Nego seguimento ao extraordinário interposto contra o pronunciamento formalizado pelo Superior Tribunal de Justiça. Após o trânsito em julgado, voltem-me para apreciação do recurso protocolado contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 4. Publiquem. Os agravantes sustentam versar a controvérsia sobre a comprovação de serem as terras sob litígio devolutas. Reiteram a arguição de nulidade 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Supremo Tribunal Federal RE 1114338 AGR / SP modalidade aquisitiva. A posse não se presume, vedação essa que vale tanto para a prova da sua existência no mundo dos fatos como para o dies a quo da afirmação possessória; c) jamais houve coisa julgada nessas demandas relativas à Fazenda Pirapó-Santo Anastácio, porque o despacho do juiz em 1927 tinha natureza meramente administrativa, e não jurisdicional. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Os argumentos expendidos no recurso não foram enfrentados pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula deste Tribunal. 3. Nego seguimento ao extraordinário interposto contra o pronunciamento formalizado pelo Superior Tribunal de Justiça. Após o trânsito em julgado, voltem-me para apreciação do recurso protocolado contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 4. Publiquem. Os agravantes sustentam versar a controvérsia sobre a comprovação de serem as terras sob litígio devolutas. Reiteram a arguição de nulidade 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RE 1114338 AGR / SP do acórdão dos declaratórios por ausência de fundamentação. Afirmam o prequestionamento da matéria, sendo desnecessário o exame de questão fática. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 17 de outubro de 2018. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Supremo Tribunal Federal RE 1114338 AGR / SP do acórdão dos declaratórios por ausência de fundamentação. Afirmam o prequestionamento da matéria, sendo desnecessário o exame de questão fática. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 17 de outubro de 2018. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.338 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. A argumentação dos agravantes não merece prosperar. Atente-se para o decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça declarou, em síntese: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. DISCRIMINAÇÃO. PONTAL DO PARANAPANEMA. ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM DESACORDO COM A ORIENTAÇÃO FIRMADA NO ERESP 617.428/SP. TÍTULOS DE DOMÍNIO NULOS EM RAZÃO DO VÍCIO NA ORIGEM DA CADEIA DOMINIAL. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. 1. O recorrente defende que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo entendeu pela possibilidade de aquisição de terras devolutas por usucapião, em clara violação dos arts. 65, 66 e 67 do Código Civil de 1916 – que instituíram a impossibilidade de usucapião de bens públicos – do disposto na Súmula 340 do STF e dos arts. 183 e 188 da CF/88. 2. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça já se manifestou, no EREsp 617.428/SP, a respeito da questão referente à ação discriminatória de terras devolutas relativas a parcelas da antiga Fazenda Pirapó-Santo Anastácio, na região do Pontal do Paranapanema. No citado julgamento foi reconhecida a ilegitimidade da posse registrada em 1856 em nome de José Antonio de Gouveia, da qual decorreram todos os títulos dos particulares, tendo sido suficientemente demonstrada a natureza devoluta das terras, conforme a definição do art. 5º da Lei 601/1850. Considerou-se, outrossim, provada a falsidade do “registro da posse”, pelo que todos os títulos de domínio atuais dos particulares são nulos, em face do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-7C07-3FA4-5A4B e senha D36E-B80D-8BF8-8787 Supremo Tribunal Federal 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.338 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. A argumentação dos agravantes não merece prosperar. Atente-se para o decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça declarou, em síntese: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. DISCRIMINAÇÃO. PONTAL DO PARANAPANEMA. ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM DESACORDO COM A ORIENTAÇÃO FIRMADA NO ERESP 617.428/SP. TÍTULOS DE DOMÍNIO NULOS EM RAZÃO DO VÍCIO NA ORIGEM DA CADEIA DOMINIAL. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. 1. O recorrente defende que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo entendeu pela possibilidade de aquisição de terras devolutas por usucapião, em clara violação dos arts. 65, 66 e 67 do Código Civil de 1916 – que instituíram a impossibilidade de usucapião de bens públicos – do disposto na Súmula 340 do STF e dos arts. 183 e 188 da CF/88. 2. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça já se manifestou, no EREsp 617.428/SP, a respeito da questão referente à ação discriminatória de terras devolutas relativas a parcelas da antiga Fazenda Pirapó-Santo Anastácio, na região do Pontal do Paranapanema. No citado julgamento foi reconhecida a ilegitimidade da posse registrada em 1856 em nome de José Antonio de Gouveia, da qual decorreram todos os títulos dos particulares, tendo sido suficientemente demonstrada a natureza devoluta das terras, conforme a definição do art. 5º da Lei 601/1850. Considerou-se, outrossim, provada a falsidade do “registro da posse”, pelo que todos os títulos de domínio atuais dos particulares são nulos, em face do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-7C07-3FA4-5A4B e senha D36E-B80D-8BF8-8787 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 1114338 AGR / SP vício na origem da cadeia. 3. A orientação do STJ é que: a) inexiste usucapião de terras públicas, sendo impossível o suposto reconhecimento pela legislação estadual (Lei 1.844/1921), conforme a jurisprudência do STF, que levou à publicação da Súmula 340 daquela Corte; b) ainda que se admita a possibilidade de usucapião de terras públicas no período anterior ao Código Civil de 1916, não se podem afastar os requisitos específicos dessa modalidade aquisitiva. A posse não se presume, vedação essa que vale tanto para a prova da sua existência no mundo dos fatos como para o dies a quo da afirmação possessória; c) jamais houve coisa julgada nas demandas relativas à Fazenda Pirapó-Santo Anastácio, porque o despacho do juiz em 1927 tinha natureza meramente administrativa, e não jurisdicional. 4. A prova da inexistência de posse legítima é prova negativa, cuja produção se revela excessivamente difícil ao Estado, quando não impossível, pelo que não é razoável exigi-la do Poder Público, especialmente porque se mostra mais fácil ao particular ocupante a prova da posse. (EREsp 617.428/SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Corte Especial, julgado em 4/6/2014, DJe 17/6/2014). 5. Consoante histórico e argumentos apresentados pelos próprios recorridos às fls. 1.049-1.051/e-STJ, constata-se que as áreas ora em discussão possuem o mesmo vício de origem na cadeia dominial noticiado no julgamento do EREsp 617.428/SP. 6. Recurso Especial provido. O Colegiado de origem assentou a impossibilidade da usucapião de terras públicas. Conforme fiz ver no pronunciamento atacado, concluir de forma diversa decorreria do exame de matéria fática e da interpretação de normas infraconstitucionais, o que é defeso em sede extraordinária. Ao contrário do alegado, inexistiu a negativa de prestação jurisdicional, tendo ocorrido julgamento fundamentado da controvérsia, mas diverso dos interesses da parte. Na espécie, o Tribunal local procedeu de forma consentânea com a ordem jurídica, abordando os temas suscitados no extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-7C07-3FA4-5A4B e senha D36E-B80D-8BF8-8787 Supremo Tribunal Federal RE 1114338 AGR / SP vício na origem da cadeia. 3. A orientação do STJ é que: a) inexiste usucapião de terras públicas, sendo impossível o suposto reconhecimento pela legislação estadual (Lei 1.844/1921), conforme a jurisprudência do STF, que levou à publicação da Súmula 340 daquela Corte; b) ainda que se admita a possibilidade de usucapião de terras públicas no período anterior ao Código Civil de 1916, não se podem afastar os requisitos específicos dessa modalidade aquisitiva. A posse não se presume, vedação essa que vale tanto para a prova da sua existência no mundo dos fatos como para o dies a quo da afirmação possessória; c) jamais houve coisa julgada nas demandas relativas à Fazenda Pirapó-Santo Anastácio, porque o despacho do juiz em 1927 tinha natureza meramente administrativa, e não jurisdicional. 4. A prova da inexistência de posse legítima é prova negativa, cuja produção se revela excessivamente difícil ao Estado, quando não impossível, pelo que não é razoável exigi-la do Poder Público, especialmente porque se mostra mais fácil ao particular ocupante a prova da posse. (EREsp 617.428/SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Corte Especial, julgado em 4/6/2014, DJe 17/6/2014). 5. Consoante histórico e argumentos apresentados pelos próprios recorridos às fls. 1.049-1.051/e-STJ, constata-se que as áreas ora em discussão possuem o mesmo vício de origem na cadeia dominial noticiado no julgamento do EREsp 617.428/SP. 6. Recurso Especial provido. O Colegiado de origem assentou a impossibilidade da usucapião de terras públicas. Conforme fiz ver no pronunciamento atacado, concluir de forma diversa decorreria do exame de matéria fática e da interpretação de normas infraconstitucionais, o que é defeso em sede extraordinária. Ao contrário do alegado, inexistiu a negativa de prestação jurisdicional, tendo ocorrido julgamento fundamentado da controvérsia, mas diverso dos interesses da parte. Na espécie, o Tribunal local procedeu de forma consentânea com a ordem jurídica, abordando os temas suscitados no extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-7C07-3FA4-5A4B e senha D36E-B80D-8BF8-8787 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 1114338 AGR / SP Cumpre destacar ter a sequência revelado a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. O Tribunal de origem procedeu com a interpretação de fatos e provas e da legislação de regência, não alcançando tema constitucional. A insurgência dos agravantes, com pretensão de novo recurso, impõe a fixação de multa, a teor do § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Aplico aos agravantes, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-7C07-3FA4-5A4B e senha D36E-B80D-8BF8-8787 Supremo Tribunal Federal RE 1114338 AGR / SP Cumpre destacar ter a sequência revelado a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. O Tribunal de origem procedeu com a interpretação de fatos e provas e da legislação de regência, não alcançando tema constitucional. A insurgência dos agravantes, com pretensão de novo recurso, impõe a fixação de multa, a teor do § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Aplico aos agravantes, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-7C07-3FA4-5A4B e senha D36E-B80D-8BF8-8787 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.338 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ALICE AZENHA MILANI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDERSON DE OLIVEIRA ALARCON (37270/DF, 64449/PR, 99962A/RS) ADV.(A/S) : FLAVIO BOSON GAMBOGI (52438/DF, 97527/MG) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 30.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C65-DD5D-286D-A7CA e senha 6ACC-59E8-ECD7-484A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.338 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ALICE AZENHA MILANI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDERSON DE OLIVEIRA ALARCON (37270/DF, 64449/PR, 99962A/RS) ADV.(A/S) : FLAVIO BOSON GAMBOGI (52438/DF, 97527/MG) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 30.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C65-DD5D-286D-A7CA e senha 6ACC-59E8-ECD7-484A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748879408
2018-10-30T00:00:00
2018-12-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 30.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur396985
Número de páginas: 10. Análise: 03/02/2019, BMP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1114338
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1114338 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ALICE AZENHA MILANI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDERSON DE OLIVEIRA ALARCON ADV.(A/S) : FLAVIO BOSON GAMBOGI AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.338 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ALICE AZENHA MILANI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDERSON DE OLIVEIRA ALARCON ADV.(A/S) :FLAVIO BOSON GAMBOGI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 30 de outubro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AFD-31FE-6540-0A94 e senha 9C04-63FF-A632-1602 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.338 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ALICE AZENHA MILANI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDERSON DE OLIVEIRA ALARCON ADV.(A/S) :FLAVIO BOSON GAMBOGI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 7 de agosto de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — MATÉRIA FÁTICA — INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS — INVIABILIDADE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial para tornar insubsistente a usucapião de terras públicas. Consignou a inexistência de coisa julgada relativa à Fazenda Pirapó-Santo Anastácio. No extraordinário, os recorrentes apontam a violação dos artigos 5..., cabeça e incisos XXII e XXXVII, 6..., 20, inciso II, 26, inciso IV, 109, inciso I, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Arguem a nulidade do acórdão dos embargos declaratórios por negativa de prestação jurisdicional. Dizem contrariado o princípio da isonomia. Tecem comentários sobre o tema de fundo. Entendem inobservados o direito de propriedade, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. 2. De início, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Supremo Tribunal Federal 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.338 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ALICE AZENHA MILANI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDERSON DE OLIVEIRA ALARCON ADV.(A/S) :FLAVIO BOSON GAMBOGI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 7 de agosto de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — MATÉRIA FÁTICA — INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS — INVIABILIDADE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial para tornar insubsistente a usucapião de terras públicas. Consignou a inexistência de coisa julgada relativa à Fazenda Pirapó-Santo Anastácio. No extraordinário, os recorrentes apontam a violação dos artigos 5..., cabeça e incisos XXII e XXXVII, 6..., 20, inciso II, 26, inciso IV, 109, inciso I, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Arguem a nulidade do acórdão dos embargos declaratórios por negativa de prestação jurisdicional. Dizem contrariado o princípio da isonomia. Tecem comentários sobre o tema de fundo. Entendem inobservados o direito de propriedade, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. 2. De início, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Quanto à evocação do enquadramento do extraordinário na alínea c do inciso III do artigo 102 da Carta Federal, percebe- se o equívoco do agravante, uma vez que não se declarou a validade de lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. No mais, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: Percebe-se que esta Corte Superior já reconheceu ser ilegítima a posse registrada em 1856 em nome de José Antonio de Gouveia, da qual decorreram todos os títulos dos particulares, tendo sido suficientemente demonstrada a natureza devoluta das terras, conforme a definição do art. 5... da Lei 601/1850. Considerou-se, outrossim, provada a falsidade do “registro da posse”, pelo que todos os títulos de domínio atuais dos particulares são nulos, em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Quanto à evocação do enquadramento do extraordinário na alínea c do inciso III do artigo 102 da Carta Federal, percebe- se o equívoco do agravante, uma vez que não se declarou a validade de lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. No mais, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: Percebe-se que esta Corte Superior já reconheceu ser ilegítima a posse registrada em 1856 em nome de José Antonio de Gouveia, da qual decorreram todos os títulos dos particulares, tendo sido suficientemente demonstrada a natureza devoluta das terras, conforme a definição do art. 5... da Lei 601/1850. Considerou-se, outrossim, provada a falsidade do “registro da posse”, pelo que todos os títulos de domínio atuais dos particulares são nulos, em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP face do vício na origem da cadeia. Finalmente, consoante histórico e argumentos apresentados pelos próprios recorridos às fls. 1.049-1.051/e-Superior Tribunal de Justiça, constata-se que as áreas ora em discussão possuem o mesmo vício de origem na cadeia dominial noticiado no julgamento do EREsp 617.428/SP. […] Não prospera, ainda, a afirmação da Corte de origem de que a jurisprudência consolidada é no sentido de que cumpre ao Estado comprovar a natureza devoluta das terras litigiosas. Em verdade, nos termos do voto da lavra da Ministra Nancy Andrighi, supracitado: (...) a comprovação de que sobre a área não havia posse, consiste em prova de difícil produção, haja vista que tal situação jurídica corriqueiramente não se encontra documentada – e, quando documentada, o são por meio de contratos de gaveta, por exemplo, que não se encontram à disposição do Estado para instruir o processo, nem são levados a seu conhecimento previamente. Nesse quadro, a prova da inexistência de posse legítima é prova negativa, cuja produção se revela excessivamente difícil ao Estado, quando não impossível, pelo que não é razoável exigi-la do Poder Público, especialmente porque se mostra mais fácil ao particular ocupante a prova da posse. […] Portanto, diferentemente dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, a orientação desta Corte Superior é que: a) inexiste usucapião de terras públicas, sendo impossível o suposto reconhecimento pela legislação estadual (Lei 1.844/1921), conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que levou à publicação da Súmula 340 daquela Corte; b) ainda que se admita a possibilidade de usucapião de terras públicas no período anterior ao Código Civil de 1916, não se podem afastar os requisitos específicos dessa 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP face do vício na origem da cadeia. Finalmente, consoante histórico e argumentos apresentados pelos próprios recorridos às fls. 1.049-1.051/e-Superior Tribunal de Justiça, constata-se que as áreas ora em discussão possuem o mesmo vício de origem na cadeia dominial noticiado no julgamento do EREsp 617.428/SP. […] Não prospera, ainda, a afirmação da Corte de origem de que a jurisprudência consolidada é no sentido de que cumpre ao Estado comprovar a natureza devoluta das terras litigiosas. Em verdade, nos termos do voto da lavra da Ministra Nancy Andrighi, supracitado: (...) a comprovação de que sobre a área não havia posse, consiste em prova de difícil produção, haja vista que tal situação jurídica corriqueiramente não se encontra documentada – e, quando documentada, o são por meio de contratos de gaveta, por exemplo, que não se encontram à disposição do Estado para instruir o processo, nem são levados a seu conhecimento previamente. Nesse quadro, a prova da inexistência de posse legítima é prova negativa, cuja produção se revela excessivamente difícil ao Estado, quando não impossível, pelo que não é razoável exigi-la do Poder Público, especialmente porque se mostra mais fácil ao particular ocupante a prova da posse. […] Portanto, diferentemente dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, a orientação desta Corte Superior é que: a) inexiste usucapião de terras públicas, sendo impossível o suposto reconhecimento pela legislação estadual (Lei 1.844/1921), conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que levou à publicação da Súmula 340 daquela Corte; b) ainda que se admita a possibilidade de usucapião de terras públicas no período anterior ao Código Civil de 1916, não se podem afastar os requisitos específicos dessa 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP modalidade aquisitiva. A posse não se presume, vedação essa que vale tanto para a prova da sua existência no mundo dos fatos como para o dies a quo da afirmação possessória; c) jamais houve coisa julgada nessas demandas relativas à Fazenda Pirapó-Santo Anastácio, porque o despacho do juiz em 1927 tinha natureza meramente administrativa, e não jurisdicional. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Os argumentos expendidos no recurso não foram enfrentados pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula deste Tribunal. 3. Nego seguimento ao extraordinário interposto contra o pronunciamento formalizado pelo Superior Tribunal de Justiça. Após o trânsito em julgado, voltem-me para apreciação do recurso protocolado contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 4. Publiquem. Os agravantes sustentam versar a controvérsia sobre a comprovação de serem as terras sob litígio devolutas. Reiteram a arguição de nulidade 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP modalidade aquisitiva. A posse não se presume, vedação essa que vale tanto para a prova da sua existência no mundo dos fatos como para o dies a quo da afirmação possessória; c) jamais houve coisa julgada nessas demandas relativas à Fazenda Pirapó-Santo Anastácio, porque o despacho do juiz em 1927 tinha natureza meramente administrativa, e não jurisdicional. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Os argumentos expendidos no recurso não foram enfrentados pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula deste Tribunal. 3. Nego seguimento ao extraordinário interposto contra o pronunciamento formalizado pelo Superior Tribunal de Justiça. Após o trânsito em julgado, voltem-me para apreciação do recurso protocolado contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 4. Publiquem. Os agravantes sustentam versar a controvérsia sobre a comprovação de serem as terras sob litígio devolutas. Reiteram a arguição de nulidade 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP do acórdão dos declaratórios por ausência de fundamentação. Afirmam o prequestionamento da matéria, sendo desnecessário o exame de questão fática. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 17 de outubro de 2018. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP do acórdão dos declaratórios por ausência de fundamentação. Afirmam o prequestionamento da matéria, sendo desnecessário o exame de questão fática. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 17 de outubro de 2018. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5425-9C57-7747-9856 e senha A4D8-055B-4C8C-12F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.338 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. A argumentação dos agravantes não merece prosperar. Atente-se para o decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça declarou, em síntese: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. DISCRIMINAÇÃO. PONTAL DO PARANAPANEMA. ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM DESACORDO COM A ORIENTAÇÃO FIRMADA NO ERESP 617.428/SP. TÍTULOS DE DOMÍNIO NULOS EM RAZÃO DO VÍCIO NA ORIGEM DA CADEIA DOMINIAL. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. 1. O recorrente defende que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo entendeu pela possibilidade de aquisição de terras devolutas por usucapião, em clara violação dos arts. 65, 66 e 67 do Código Civil de 1916 – que instituíram a impossibilidade de usucapião de bens públicos – do disposto na Súmula 340 do Supremo Tribunal Federal e dos arts. 183 e 188 da Constituição Federal de 1988/88. 2. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça já se manifestou, no EREsp 617.428/SP, a respeito da questão referente à ação discriminatória de terras devolutas relativas a parcelas da antiga Fazenda Pirapó-Santo Anastácio, na região do Pontal do Paranapanema. No citado julgamento foi reconhecida a ilegitimidade da posse registrada em 1856 em nome de José Antonio de Gouveia, da qual decorreram todos os títulos dos particulares, tendo sido suficientemente demonstrada a natureza devoluta das terras, conforme a definição do art. 5... da Lei 601/1850. Considerou-se, outrossim, provada a falsidade do “registro da posse”, pelo que todos os títulos de domínio atuais dos particulares são nulos, em face do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-7C07-3FA4-5A4B e senha D36E-B80D-8BF8-8787 Supremo Tribunal Federal 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.338 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. A argumentação dos agravantes não merece prosperar. Atente-se para o decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça declarou, em síntese: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. DISCRIMINAÇÃO. PONTAL DO PARANAPANEMA. ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM DESACORDO COM A ORIENTAÇÃO FIRMADA NO ERESP 617.428/SP. TÍTULOS DE DOMÍNIO NULOS EM RAZÃO DO VÍCIO NA ORIGEM DA CADEIA DOMINIAL. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. 1. O recorrente defende que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo entendeu pela possibilidade de aquisição de terras devolutas por usucapião, em clara violação dos arts. 65, 66 e 67 do Código Civil de 1916 – que instituíram a impossibilidade de usucapião de bens públicos – do disposto na Súmula 340 do Supremo Tribunal Federal e dos arts. 183 e 188 da Constituição Federal de 1988/88. 2. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça já se manifestou, no EREsp 617.428/SP, a respeito da questão referente à ação discriminatória de terras devolutas relativas a parcelas da antiga Fazenda Pirapó-Santo Anastácio, na região do Pontal do Paranapanema. No citado julgamento foi reconhecida a ilegitimidade da posse registrada em 1856 em nome de José Antonio de Gouveia, da qual decorreram todos os títulos dos particulares, tendo sido suficientemente demonstrada a natureza devoluta das terras, conforme a definição do art. 5... da Lei 601/1850. Considerou-se, outrossim, provada a falsidade do “registro da posse”, pelo que todos os títulos de domínio atuais dos particulares são nulos, em face do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-7C07-3FA4-5A4B e senha D36E-B80D-8BF8-8787 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP vício na origem da cadeia. 3. A orientação do Superior Tribunal de Justiça é que: a) inexiste usucapião de terras públicas, sendo impossível o suposto reconhecimento pela legislação estadual (Lei 1.844/1921), conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que levou à publicação da Súmula 340 daquela Corte; b) ainda que se admita a possibilidade de usucapião de terras públicas no período anterior ao Código Civil de 1916, não se podem afastar os requisitos específicos dessa modalidade aquisitiva. A posse não se presume, vedação essa que vale tanto para a prova da sua existência no mundo dos fatos como para o dies a quo da afirmação possessória; c) jamais houve coisa julgada nas demandas relativas à Fazenda Pirapó-Santo Anastácio, porque o despacho do juiz em 1927 tinha natureza meramente administrativa, e não jurisdicional. 4. A prova da inexistência de posse legítima é prova negativa, cuja produção se revela excessivamente difícil ao Estado, quando não impossível, pelo que não é razoável exigi-la do Poder Público, especialmente porque se mostra mais fácil ao particular ocupante a prova da posse. (EREsp 617.428/SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Corte Especial, julgado em 4/6/2014, DJe 17/6/2014). 5. Consoante histórico e argumentos apresentados pelos próprios recorridos às fls. 1.049-1.051/e-Superior Tribunal de Justiça, constata-se que as áreas ora em discussão possuem o mesmo vício de origem na cadeia dominial noticiado no julgamento do EREsp 617.428/SP. 6. Recurso Especial provido. O Colegiado de origem assentou a impossibilidade da usucapião de terras públicas. Conforme fiz ver no pronunciamento atacado, concluir de forma diversa decorreria do exame de matéria fática e da interpretação de normas infraconstitucionais, o que é defeso em sede extraordinária. Ao contrário do alegado, inexistiu a negativa de prestação jurisdicional, tendo ocorrido julgamento fundamentado da controvérsia, mas diverso dos interesses da parte. Na espécie, o Tribunal local procedeu de forma consentânea com a ordem jurídica, abordando os temas suscitados no extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-7C07-3FA4-5A4B e senha D36E-B80D-8BF8-8787 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP vício na origem da cadeia. 3. A orientação do Superior Tribunal de Justiça é que: a) inexiste usucapião de terras públicas, sendo impossível o suposto reconhecimento pela legislação estadual (Lei 1.844/1921), conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que levou à publicação da Súmula 340 daquela Corte; b) ainda que se admita a possibilidade de usucapião de terras públicas no período anterior ao Código Civil de 1916, não se podem afastar os requisitos específicos dessa modalidade aquisitiva. A posse não se presume, vedação essa que vale tanto para a prova da sua existência no mundo dos fatos como para o dies a quo da afirmação possessória; c) jamais houve coisa julgada nas demandas relativas à Fazenda Pirapó-Santo Anastácio, porque o despacho do juiz em 1927 tinha natureza meramente administrativa, e não jurisdicional. 4. A prova da inexistência de posse legítima é prova negativa, cuja produção se revela excessivamente difícil ao Estado, quando não impossível, pelo que não é razoável exigi-la do Poder Público, especialmente porque se mostra mais fácil ao particular ocupante a prova da posse. (EREsp 617.428/SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Corte Especial, julgado em 4/6/2014, DJe 17/6/2014). 5. Consoante histórico e argumentos apresentados pelos próprios recorridos às fls. 1.049-1.051/e-Superior Tribunal de Justiça, constata-se que as áreas ora em discussão possuem o mesmo vício de origem na cadeia dominial noticiado no julgamento do EREsp 617.428/SP. 6. Recurso Especial provido. O Colegiado de origem assentou a impossibilidade da usucapião de terras públicas. Conforme fiz ver no pronunciamento atacado, concluir de forma diversa decorreria do exame de matéria fática e da interpretação de normas infraconstitucionais, o que é defeso em sede extraordinária. Ao contrário do alegado, inexistiu a negativa de prestação jurisdicional, tendo ocorrido julgamento fundamentado da controvérsia, mas diverso dos interesses da parte. Na espécie, o Tribunal local procedeu de forma consentânea com a ordem jurídica, abordando os temas suscitados no extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-7C07-3FA4-5A4B e senha D36E-B80D-8BF8-8787 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP Cumpre destacar ter a sequência revelado a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. O Tribunal de origem procedeu com a interpretação de fatos e provas e da legislação de regência, não alcançando tema constitucional. A insurgência dos agravantes, com pretensão de novo recurso, impõe a fixação de multa, a teor do § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Aplico aos agravantes, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-7C07-3FA4-5A4B e senha D36E-B80D-8BF8-8787 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP Cumpre destacar ter a sequência revelado a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. O Tribunal de origem procedeu com a interpretação de fatos e provas e da legislação de regência, não alcançando tema constitucional. A insurgência dos agravantes, com pretensão de novo recurso, impõe a fixação de multa, a teor do § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Aplico aos agravantes, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-7C07-3FA4-5A4B e senha D36E-B80D-8BF8-8787 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 30/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.338 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ALICE AZENHA MILANI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDERSON DE OLIVEIRA ALARCON (37270/DF, 64449/PR, 99962A/RS) ADV.(A/S) : FLAVIO BOSON GAMBOGI (52438/DF, 97527/MG) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 30.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C65-DD5D-286D-A7CA e senha 6ACC-59E8-ECD7-484A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.338 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ALICE AZENHA MILANI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDERSON DE OLIVEIRA ALARCON (37270/DF, 64449/PR, 99962A/RS) ADV.(A/S) : FLAVIO BOSON GAMBOGI (52438/DF, 97527/MG) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 30.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C65-DD5D-286D-A7CA e senha 6ACC-59E8-ECD7-484A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 338", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 338", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 338", "Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP", "EREsp 617 . 428 / SP", "Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP", "EREsp 617 . 428 / SP", "Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP", "ERESP 617 . 428 / SP", "Súmula 340 do Supremo Tribunal Federal", "EREsp 617 . 428 / SP", "ERESP 617 . 428 / SP", "Súmula 340 do Supremo Tribunal Federal", "EREsp 617 . 428 / SP", "Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP", "EREsp 617 . 428 / SP", "EREsp 617 . 428 / SP", "Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP", "EREsp 617 . 428 / SP", "EREsp 617 . 428 / SP", "Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1114338 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 338", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 338" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.950 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO HOFMEISTER KERSTING AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUPOSTA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA E DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOCORRÊNCIA. OFENSA MERAMENTE INDIRETA OU REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. O Supremo Tribunal Federal entende que é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que se violação houvesse seria meramente indireta ou reflexa. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, visto que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de setembro a 4 de outubro de 2018. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C93-B0D3-4248-B9ED e senha 1D18-D8C6-20E3-F280 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1142950 AGR / RS MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C93-B0D3-4248-B9ED e senha 1D18-D8C6-20E3-F280 Supremo Tribunal Federal ARE 1142950 AGR / RS MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C93-B0D3-4248-B9ED e senha 1D18-D8C6-20E3-F280 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.950 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO HOFMEISTER KERSTING AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo cujo objeto é decisão monocrática de minha relatoria, assim fundamentada: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÕES FISCAIS. REUNIÃO. DE OFÍCIO. ART. 28 DA LEI Nº 6.830, DE 1980. FINALIDADE. CONDIÇÕES. Cabe a reunião de execuções fiscais quando na mesma fase, contra o mesmo devedor e com penhora sobre o mesmo bem. Admite-se que seja determinando de ofício o apensamento se assim concordar a exequente, expressa ou tacitamente, com o que fica suprida eventual falta de requerimento’. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 5º, LIV e LV, da CF. Sustenta que: (i) a recorrente sofre Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B12-FB78-A540-8D29 e senha 65A5-2E69-B33E-E494 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.950 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO HOFMEISTER KERSTING AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo cujo objeto é decisão monocrática de minha relatoria, assim fundamentada: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÕES FISCAIS. REUNIÃO. DE OFÍCIO. ART. 28 DA LEI Nº 6.830, DE 1980. FINALIDADE. CONDIÇÕES. Cabe a reunião de execuções fiscais quando na mesma fase, contra o mesmo devedor e com penhora sobre o mesmo bem. Admite-se que seja determinando de ofício o apensamento se assim concordar a exequente, expressa ou tacitamente, com o que fica suprida eventual falta de requerimento’. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 5º, LIV e LV, da CF. Sustenta que: (i) a recorrente sofre Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B12-FB78-A540-8D29 e senha 65A5-2E69-B33E-E494 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1142950 AGR / RS cerceamento de defesa com o apensamento de todas as execuções fiscais; (ii) o não desapensamento das execuções fiscais viola os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os seguintes fundamentos: ‘[…] No caso em tela, o recurso não merece seguimento, na medida em que a decisão atacada funda-se em matéria eminentemente infraconstitucional, assim, supostamente, constituiria a irresignação da parte, ofensa indireta e reflexa à Constituição Federal, inapta a autorizar o recurso extraordinário”. […] Ante o exposto, não admito o recurso extraordinário’. A pretensão recursal não merece prosperar. O Supremo Tribunal Federal entende que é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se violação houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, confira-se a ementa do seguinte julgado: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes) Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII c/c o art. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B12-FB78-A540-8D29 e senha 65A5-2E69-B33E-E494 Supremo Tribunal Federal ARE 1142950 AGR / RS cerceamento de defesa com o apensamento de todas as execuções fiscais; (ii) o não desapensamento das execuções fiscais viola os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os seguintes fundamentos: ‘[…] No caso em tela, o recurso não merece seguimento, na medida em que a decisão atacada funda-se em matéria eminentemente infraconstitucional, assim, supostamente, constituiria a irresignação da parte, ofensa indireta e reflexa à Constituição Federal, inapta a autorizar o recurso extraordinário”. […] Ante o exposto, não admito o recurso extraordinário’. A pretensão recursal não merece prosperar. O Supremo Tribunal Federal entende que é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se violação houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, confira-se a ementa do seguinte julgado: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes) Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII c/c o art. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B12-FB78-A540-8D29 e senha 65A5-2E69-B33E-E494 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1142950 AGR / RS 1.042, § 5º, do CPC/2015 e no art. 21, §1º, do RI/STF, nego provimento ao recurso”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) o indeferimento do desapensamento das execuções fiscais cerceia o direito constitucional da ampla defesa, instituído pela Carta Magna; (ii) o injustificado apensamento das execuções fiscais inviabiliza o controle da legalidade da atividade administrativa; (iii) o Fisco não pode elidir, cercear, tolher ou negar o direito do sujeito passivo na execução fiscal de defender-se; (iv) o apensamento das execuções fiscais cerceia o direito constitucional da ampla defesa, quando considerado, inclusive, o curto espaço de tempo entre as CDAs. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B12-FB78-A540-8D29 e senha 65A5-2E69-B33E-E494 Supremo Tribunal Federal ARE 1142950 AGR / RS 1.042, § 5º, do CPC/2015 e no art. 21, §1º, do RI/STF, nego provimento ao recurso”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) o indeferimento do desapensamento das execuções fiscais cerceia o direito constitucional da ampla defesa, instituído pela Carta Magna; (ii) o injustificado apensamento das execuções fiscais inviabiliza o controle da legalidade da atividade administrativa; (iii) o Fisco não pode elidir, cercear, tolher ou negar o direito do sujeito passivo na execução fiscal de defender-se; (iv) o apensamento das execuções fiscais cerceia o direito constitucional da ampla defesa, quando considerado, inclusive, o curto espaço de tempo entre as CDAs. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B12-FB78-A540-8D29 e senha 65A5-2E69-B33E-E494 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.950 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Supremo Tribunal Federal entende que é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se violação houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, confiram-se: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. LEVANTAMENTO DE DEPÓSITOS EM JUÍZO. REQUISITOS. ALEGAÇÃO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CAE-0245-22E3-B680 e senha 884F-091D-41BB-149D Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.950 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Supremo Tribunal Federal entende que é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se violação houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, confiram-se: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. LEVANTAMENTO DE DEPÓSITOS EM JUÍZO. REQUISITOS. ALEGAÇÃO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CAE-0245-22E3-B680 e senha 884F-091D-41BB-149D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1142950 AGR / RS OFENSA AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. RECURSO MANEJADO EM 16.02.2016. 1. Inexiste violação do art. 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 939.004-AgR, Relª. Min.ª. Rosa Weber) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CAE-0245-22E3-B680 e senha 884F-091D-41BB-149D Supremo Tribunal Federal ARE 1142950 AGR / RS OFENSA AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. RECURSO MANEJADO EM 16.02.2016. 1. Inexiste violação do art. 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 939.004-AgR, Relª. Min.ª. Rosa Weber) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CAE-0245-22E3-B680 e senha 884F-091D-41BB-149D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1142950 AGR / RS respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CAE-0245-22E3-B680 e senha 884F-091D-41BB-149D Supremo Tribunal Federal ARE 1142950 AGR / RS respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CAE-0245-22E3-B680 e senha 884F-091D-41BB-149D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.950 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO HOFMEISTER KERSTING (171636/MG, 01515/PE, 30968/RS, 47924-A/SC, 383842/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73BA-89DF-E1E7-1270 e senha E872-FE05-724E-2976 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.950 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO HOFMEISTER KERSTING (171636/MG, 01515/PE, 30968/RS, 47924-A/SC, 383842/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73BA-89DF-E1E7-1270 e senha E872-FE05-724E-2976 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748625885
2018-10-05T00:00:00
2018-11-09T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUPOSTA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA E DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOCORRÊNCIA. OFENSA MERAMENTE INDIRETA OU REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. O Supremo Tribunal Federal entende que é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que se violação houvesse seria meramente indireta ou reflexa. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, visto que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur394121
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG, ARE 939004 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 28/11/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1142950
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1142950 AgR
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AGTE.(S) : SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO HOFMEISTER KERSTING AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.950 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO HOFMEISTER KERSTING AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUPOSTA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA E DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOCORRÊNCIA. OFENSA MERAMENTE INDIRETA OU REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. O Supremo Tribunal Federal entende que é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que se violação houvesse seria meramente indireta ou reflexa. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, visto que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de setembro a 4 de outubro de 2018. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C93-B0D3-4248-B9ED e senha 1D18-D8C6-20E3-F280 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1142950 AGR / RS MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C93-B0D3-4248-B9ED e senha 1D18-D8C6-20E3-F280 Supremo Tribunal Federal ARE 1142950 AGR / RS MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C93-B0D3-4248-B9ED e senha 1D18-D8C6-20E3-F280 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.950 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO HOFMEISTER KERSTING AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo cujo objeto é decisão monocrática de minha relatoria, assim fundamentada: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÕES FISCAIS. REUNIÃO. DE OFÍCIO. ART. 28 DA LEI n 6.830, DE 1980. FINALIDADE. CONDIÇÕES. Cabe a reunião de execuções fiscais quando na mesma fase, contra o mesmo devedor e com penhora sobre o mesmo bem. Admite-se que seja determinando de ofício o apensamento se assim concordar a exequente, expressa ou tacitamente, com o que fica suprida eventual falta de requerimento’. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal de 1988. Sustenta que: (i) a recorrente sofre Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B12-FB78-A540-8D29 e senha 65A5-2E69-B33E-E494 Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.950 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO HOFMEISTER KERSTING AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo cujo objeto é decisão monocrática de minha relatoria, assim fundamentada: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÕES FISCAIS. REUNIÃO. DE OFÍCIO. ART. 28 DA LEI n 6.830, DE 1980. FINALIDADE. CONDIÇÕES. Cabe a reunião de execuções fiscais quando na mesma fase, contra o mesmo devedor e com penhora sobre o mesmo bem. Admite-se que seja determinando de ofício o apensamento se assim concordar a exequente, expressa ou tacitamente, com o que fica suprida eventual falta de requerimento’. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal de 1988. Sustenta que: (i) a recorrente sofre Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B12-FB78-A540-8D29 e senha 65A5-2E69-B33E-E494 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1142950 AGR / RS cerceamento de defesa com o apensamento de todas as execuções fiscais; (ii) o não desapensamento das execuções fiscais viola os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os seguintes fundamentos: ‘[…] No caso em tela, o recurso não merece seguimento, na medida em que a decisão atacada funda-se em matéria eminentemente infraconstitucional, assim, supostamente, constituiria a irresignação da parte, ofensa indireta e reflexa à Constituição Federal, inapta a autorizar o recurso extraordinário”. […] Ante o exposto, não admito o recurso extraordinário’. A pretensão recursal não merece prosperar. O Supremo Tribunal Federal entende que é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se violação houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, confira-se a ementa do seguinte julgado: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes) Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII c/c o art. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B12-FB78-A540-8D29 e senha 65A5-2E69-B33E-E494 Supremo Tribunal Federal ARE 1142950 AGR / RS cerceamento de defesa com o apensamento de todas as execuções fiscais; (ii) o não desapensamento das execuções fiscais viola os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os seguintes fundamentos: ‘[…] No caso em tela, o recurso não merece seguimento, na medida em que a decisão atacada funda-se em matéria eminentemente infraconstitucional, assim, supostamente, constituiria a irresignação da parte, ofensa indireta e reflexa à Constituição Federal, inapta a autorizar o recurso extraordinário”. […] Ante o exposto, não admito o recurso extraordinário’. A pretensão recursal não merece prosperar. O Supremo Tribunal Federal entende que é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se violação houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, confira-se a ementa do seguinte julgado: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes) Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII c/c o art. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B12-FB78-A540-8D29 e senha 65A5-2E69-B33E-E494 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1142950 AGR / RS 1.042, § 5..., do Código de Processo Civil/2015 e no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) o indeferimento do desapensamento das execuções fiscais cerceia o direito constitucional da ampla defesa, instituído pela Carta Magna; (ii) o injustificado apensamento das execuções fiscais inviabiliza o controle da legalidade da atividade administrativa; (iii) o Fisco não pode elidir, cercear, tolher ou negar o direito do sujeito passivo na execução fiscal de defender-se; (iv) o apensamento das execuções fiscais cerceia o direito constitucional da ampla defesa, quando considerado, inclusive, o curto espaço de tempo entre as CDAs. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B12-FB78-A540-8D29 e senha 65A5-2E69-B33E-E494 Supremo Tribunal Federal ARE 1142950 AGR / RS 1.042, § 5..., do Código de Processo Civil/2015 e no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) o indeferimento do desapensamento das execuções fiscais cerceia o direito constitucional da ampla defesa, instituído pela Carta Magna; (ii) o injustificado apensamento das execuções fiscais inviabiliza o controle da legalidade da atividade administrativa; (iii) o Fisco não pode elidir, cercear, tolher ou negar o direito do sujeito passivo na execução fiscal de defender-se; (iv) o apensamento das execuções fiscais cerceia o direito constitucional da ampla defesa, quando considerado, inclusive, o curto espaço de tempo entre as CDAs. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B12-FB78-A540-8D29 e senha 65A5-2E69-B33E-E494 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.950 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Supremo Tribunal Federal entende que é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se violação houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, confiram-se: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. LEVANTAMENTO DE DEPÓSITOS EM JUÍZO. REQUISITOS. ALEGAÇÃO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CAE-0245-22E3-B680 e senha 884F-091D-41BB-149D Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.950 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Supremo Tribunal Federal entende que é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se violação houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, confiram-se: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. LEVANTAMENTO DE DEPÓSITOS EM JUÍZO. REQUISITOS. ALEGAÇÃO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CAE-0245-22E3-B680 e senha 884F-091D-41BB-149D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1142950 AGR / RS OFENSA AO ART. 5..., XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. RECURSO MANEJADO EM 16.02.2016. 1. Inexiste violação do art. 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 939.004-AgR, Rel. Min.. Rosa Weber) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CAE-0245-22E3-B680 e senha 884F-091D-41BB-149D Supremo Tribunal Federal ARE 1142950 AGR / RS OFENSA AO ART. 5..., XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. RECURSO MANEJADO EM 16.02.2016. 1. Inexiste violação do art. 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 939.004-AgR, Rel. Min.. Rosa Weber) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CAE-0245-22E3-B680 e senha 884F-091D-41BB-149D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1142950 AGR / RS respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CAE-0245-22E3-B680 e senha 884F-091D-41BB-149D Supremo Tribunal Federal ARE 1142950 AGR / RS respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CAE-0245-22E3-B680 e senha 884F-091D-41BB-149D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.950 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO HOFMEISTER KERSTING (171636/MG, 01515/PE, 30968/RS, 47924-A/SC, 383842/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73BA-89DF-E1E7-1270 e senha E872-FE05-724E-2976 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.950 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO HOFMEISTER KERSTING (171636/MG, 01515/PE, 30968/RS, 47924-A/SC, 383842/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73BA-89DF-E1E7-1270 e senha E872-FE05-724E-2976 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "ARE 1142950 AGR / RS", "ARE 1142950 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 142 . 950", "ARE 1142950 AGR / RS", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 1142950 AGR / RS", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 1142950 AGR / RS 1", "ARE 1142950 AGR / RS 1", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 1142950 AGR /", "ARE 939 . 004 - AgR", "ARE 939 . 004 - AgR", "AGRAVO 1 . 142 . 950", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 142 . 950" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 28 DA LEI n 6 . 830", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 28 DA LEI n 6 . 830", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI /", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 93 , IX , da Lei Maior", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 93 , IX , da Lei Maior", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA", "UNIÃO", "Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA", "UNIÃO", "FAZENDA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SAVIPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO HOFMEISTER KERSTING", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO HOFMEISTER KERSTING", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO HOFMEISTER KERSTING", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO HOFMEISTER KERSTING", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO HOFMEISTER KERSTING", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "10", "/", "2018", "28 de setembro a", "4 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "1980", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "02", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "02", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "28", ".", "9", ".", "2018", "4", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "9", ".", "2018", "4", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.147.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CLUBE ATLETICO SAO PAULO ADV.(A/S) :MARCELO GAIDO FERREIRA ADV.(A/S) :ANDRE MASSIORETO DUARTE AGDO.(A/S) :SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS ADV.(A/S) :MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA ADV.(A/S) :MANUEL INACIO ARAUJO SILVA AGDO.(A/S) :CLUB ATHLETICO PAULISTANO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC75-2B32-FFF9-0FD8 e senha 789E-D14D-CF7A-1FC9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 1147752 AGR / SP conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 12 a 19 de outubro de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC75-2B32-FFF9-0FD8 e senha 789E-D14D-CF7A-1FC9 Supremo Tribunal Federal RE 1147752 AGR / SP conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 12 a 19 de outubro de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC75-2B32-FFF9-0FD8 e senha 789E-D14D-CF7A-1FC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 22/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.147.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CLUBE ATLETICO SAO PAULO ADV.(A/S) :MARCELO GAIDO FERREIRA ADV.(A/S) :ANDRE MASSIORETO DUARTE AGDO.(A/S) :SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS ADV.(A/S) :MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA ADV.(A/S) :MANUEL INACIO ARAUJO SILVA AGDO.(A/S) :CLUB ATHLETICO PAULISTANO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B7F5-F3C0-912E-8BF0 e senha 4603-9663-3C3A-6994 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.147.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CLUBE ATLETICO SAO PAULO ADV.(A/S) :MARCELO GAIDO FERREIRA ADV.(A/S) :ANDRE MASSIORETO DUARTE AGDO.(A/S) :SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS ADV.(A/S) :MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA ADV.(A/S) :MANUEL INACIO ARAUJO SILVA AGDO.(A/S) :CLUB ATHLETICO PAULISTANO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B7F5-F3C0-912E-8BF0 e senha 4603-9663-3C3A-6994 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 22/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.147.752 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, está assim ementado: “MANDADO DE SEGURANÇA. Impetração contra ato do Conselho Superior do Ministério Público e do Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, porque essas autoridades validaram a instauração de inquéritos civis para investigar suposta conduta discriminatória atribuída à responsabilidade das impetrantes (com relação a fatos envolvendo exigência de cadastro e uso de uniformes profissionais brancos para que babás ingressem em clubes esportivos e sociais acompanhando sócios menores de idade). ....................................................................................................... Segurança concedida para trancar os inquéritos civis.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.147.752 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, está assim ementado: “MANDADO DE SEGURANÇA. Impetração contra ato do Conselho Superior do Ministério Público e do Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, porque essas autoridades validaram a instauração de inquéritos civis para investigar suposta conduta discriminatória atribuída à responsabilidade das impetrantes (com relação a fatos envolvendo exigência de cadastro e uso de uniformes profissionais brancos para que babás ingressem em clubes esportivos e sociais acompanhando sócios menores de idade). ....................................................................................................... Segurança concedida para trancar os inquéritos civis.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1147752 AGR / SP A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 129, III, da Constituição Federal. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento. Cumpre ressaltar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Cabe registrar, de outro lado, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido pela ora recorrente, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do recurso extraordinário, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Supremo Tribunal Federal RE 1147752 AGR / SP A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 129, III, da Constituição Federal. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento. Cumpre ressaltar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Cabe registrar, de outro lado, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido pela ora recorrente, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do recurso extraordinário, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1147752 AGR / SP conclusões em interpretação de dispositivos meramente legais e em aspectos fático-probatórios: “Segue abaixo o teor da portaria de instauração do novo inquérito civil: ....................................................................................................... Como se nota do despacho de fl. 663/664, essa portaria foi editada em cumprimento às deliberações de fls. 615 e 662 (acima transcritas) que, no entendimento da douta Promotoria, permitiriam ‘a deflagração de investigações individuais contra associações recreativas por atos discriminatórios decorrentes de uniformes ou outras formas de identificação de acompanhantes’. Todavia, como já foi mencionado acima, essa deliberação (ou a redação da deliberação) não está em conformidade com a decisão do colegiado, porque o voto do Conselheiro VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR, que introduziu a ressalva e que foi adotado como razão de decidir, na verdade, visou apenas diante do trancamento do inquérito civil por falta de justa causa – assegurar no futuro ‘a possibilidade de instauração de inquéritos específicos sempre que houver suspeita de condutas discriminatória por parte de qualquer associação recreativa’. ....................................................................................................... E, mesmo que fosse possível a instauração de um inquérito genérico, sem cumprimento do artigo 4º, inciso I, da Resolução nº 143/16, do Conselho Nacional do Ministério Público, o que se admite apenas a título de argumentação, seria duvidosa necessidade de novas investigações (com base apenas nos fatos deduzidos no inquérito arquivado), considerando que as impetrantes, na verdade, não negam a exigência dos uniformes brancos, mas apenas defendem a legalidade da exigência por entenderem que esse regramento não constitui ato de discriminação social. ....................................................................................................... Sob esse aspecto, assiste-lhes realmente razão, pois, se a possibilidade de instauração de inquéritos específicos, conforme constou dos esclarecimentos do relator nos Embargos de Declaração (fls. 648/656) foi assegurada apenas para garantir futuras 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Supremo Tribunal Federal RE 1147752 AGR / SP conclusões em interpretação de dispositivos meramente legais e em aspectos fático-probatórios: “Segue abaixo o teor da portaria de instauração do novo inquérito civil: ....................................................................................................... Como se nota do despacho de fl. 663/664, essa portaria foi editada em cumprimento às deliberações de fls. 615 e 662 (acima transcritas) que, no entendimento da douta Promotoria, permitiriam ‘a deflagração de investigações individuais contra associações recreativas por atos discriminatórios decorrentes de uniformes ou outras formas de identificação de acompanhantes’. Todavia, como já foi mencionado acima, essa deliberação (ou a redação da deliberação) não está em conformidade com a decisão do colegiado, porque o voto do Conselheiro VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR, que introduziu a ressalva e que foi adotado como razão de decidir, na verdade, visou apenas diante do trancamento do inquérito civil por falta de justa causa – assegurar no futuro ‘a possibilidade de instauração de inquéritos específicos sempre que houver suspeita de condutas discriminatória por parte de qualquer associação recreativa’. ....................................................................................................... E, mesmo que fosse possível a instauração de um inquérito genérico, sem cumprimento do artigo 4º, inciso I, da Resolução nº 143/16, do Conselho Nacional do Ministério Público, o que se admite apenas a título de argumentação, seria duvidosa necessidade de novas investigações (com base apenas nos fatos deduzidos no inquérito arquivado), considerando que as impetrantes, na verdade, não negam a exigência dos uniformes brancos, mas apenas defendem a legalidade da exigência por entenderem que esse regramento não constitui ato de discriminação social. ....................................................................................................... Sob esse aspecto, assiste-lhes realmente razão, pois, se a possibilidade de instauração de inquéritos específicos, conforme constou dos esclarecimentos do relator nos Embargos de Declaração (fls. 648/656) foi assegurada apenas para garantir futuras 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1147752 AGR / SP providências quando ‘houver suspeita de condutas discriminatória por parte de qualquer associação recreativa’; e se não surgiu nenhuma suspeita de suposta discriminação (baseada em fatos novos), não se compreende porque a anterior decisão do Conselho Superior do Ministério Público, datada de 10/12/2015, cuja validade foi expressamente reconhecida pelo mesmo colegiado em 21/06/2016, haveria de ser desprestigiada (menos de um mês depois) com a reabertura das investigações sem uma justificativa plausível. Tudo indica, então, que a instauração da portaria, no caso, decorreu realmente de equívoco na interpretação (ou na redação) das deliberações de fls. 615 e 662, daí o reconhecimento de ilegalidade da portaria (convalidada pela autoridade impetrada), por insuficiência ou inadequação da motivação, pois, conforme orientação do Superior Tribunal de Justiça, ‘se inexistente o motivo declarado na formação do ato, o mesmo não tem vitalidade jurídica’ (RMS 10.165/DF, 6ª Turma, Rel. Min. Vicente Leal, j. 04/03/2002). ....................................................................................................... No caso, entretanto, a instauração das novas portarias (individuais), editadas 22 dias após a decisão que determinou o trancamento do inquérito civil por falta de justa causa, não decorreu do reconhecimento de ilegalidade da decisão anterior (do colegiado), nem tampouco da necessidade de modificação daquele posicionamento (baseada em hipótese de alteração das concepções jurídicas então adotadas), pois, nenhum desses fatos (inovações) foi invocado pela Promotoria de Justiça para justificar a necessidade de novas investigações.” Impõe-se observar, finalmente, que se revela inaplicável ao caso o art. 1.033 do CPC pelo fato de a configuração de ofensa reflexa não constituir o único fundamento que dá suporte ao presente ato decisório. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Supremo Tribunal Federal RE 1147752 AGR / SP providências quando ‘houver suspeita de condutas discriminatória por parte de qualquer associação recreativa’; e se não surgiu nenhuma suspeita de suposta discriminação (baseada em fatos novos), não se compreende porque a anterior decisão do Conselho Superior do Ministério Público, datada de 10/12/2015, cuja validade foi expressamente reconhecida pelo mesmo colegiado em 21/06/2016, haveria de ser desprestigiada (menos de um mês depois) com a reabertura das investigações sem uma justificativa plausível. Tudo indica, então, que a instauração da portaria, no caso, decorreu realmente de equívoco na interpretação (ou na redação) das deliberações de fls. 615 e 662, daí o reconhecimento de ilegalidade da portaria (convalidada pela autoridade impetrada), por insuficiência ou inadequação da motivação, pois, conforme orientação do Superior Tribunal de Justiça, ‘se inexistente o motivo declarado na formação do ato, o mesmo não tem vitalidade jurídica’ (RMS 10.165/DF, 6ª Turma, Rel. Min. Vicente Leal, j. 04/03/2002). ....................................................................................................... No caso, entretanto, a instauração das novas portarias (individuais), editadas 22 dias após a decisão que determinou o trancamento do inquérito civil por falta de justa causa, não decorreu do reconhecimento de ilegalidade da decisão anterior (do colegiado), nem tampouco da necessidade de modificação daquele posicionamento (baseada em hipótese de alteração das concepções jurídicas então adotadas), pois, nenhum desses fatos (inovações) foi invocado pela Promotoria de Justiça para justificar a necessidade de novas investigações.” Impõe-se observar, finalmente, que se revela inaplicável ao caso o art. 1.033 do CPC pelo fato de a configuração de ofensa reflexa não constituir o único fundamento que dá suporte ao presente ato decisório. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1147752 AGR / SP Não incide , neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/STF e Lei nº 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Supremo Tribunal Federal RE 1147752 AGR / SP Não incide , neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/STF e Lei nº 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.147.752 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CLUBE ATLETICO SAO PAULO ADV.(A/S) : MARCELO GAIDO FERREIRA (208418/SP) ADV.(A/S) : ANDRE MASSIORETO DUARTE (368456/SP) AGDO.(A/S) : SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS ADV.(A/S) : MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA (2207/RJ, 20688/SP) ADV.(A/S) : MANUEL INACIO ARAUJO SILVA (138377/SP) AGDO.(A/S) : CLUB ATHLETICO PAULISTANO ADV.(A/S) : EURO BENTO MACIEL (24768/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12C6-ECC7-6401-C4FC e senha 4274-2641-9C65-926C Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.147.752 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CLUBE ATLETICO SAO PAULO ADV.(A/S) : MARCELO GAIDO FERREIRA (208418/SP) ADV.(A/S) : ANDRE MASSIORETO DUARTE (368456/SP) AGDO.(A/S) : SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS ADV.(A/S) : MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA (2207/RJ, 20688/SP) ADV.(A/S) : MANUEL INACIO ARAUJO SILVA (138377/SP) AGDO.(A/S) : CLUB ATHLETICO PAULISTANO ADV.(A/S) : EURO BENTO MACIEL (24768/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12C6-ECC7-6401-C4FC e senha 4274-2641-9C65-926C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748626408
2018-10-22T00:00:00
2018-11-09T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur394175
- Acórdão(s) citado(s): (CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE) RTJ 120/912, RTJ 132/455. Número de páginas: 9. Análise: 29/11/2018, BMP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1147752
[ "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01033\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1147752 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CLUBE ATLETICO SAO PAULO ADV.(A/S) : MARCELO GAIDO FERREIRA ADV.(A/S) : ANDRE MASSIORETO DUARTE AGDO.(A/S) : SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS ADV.(A/S) : MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA ADV.(A/S) : MANUEL INACIO ARAUJO SILVA AGDO.(A/S) : CLUB ATHLETICO PAULISTANO ADV.(A/S) : EURO BENTO MACIEL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.147.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CLUBE ATLETICO SAO PAULO ADV.(A/S) :MARCELO GAIDO FERREIRA ADV.(A/S) :ANDRE MASSIORETO DUARTE AGDO.(A/S) :SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS ADV.(A/S) :MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA ADV.(A/S) :MANUEL INACIO ARAUJO SILVA AGDO.(A/S) :CLUB ATHLETICO PAULISTANO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/Supremo Tribunal Federal E LEI n 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC75-2B32-FFF9-0FD8 e senha 789E-D14D-CF7A-1FC9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 12 a 19 de outubro de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC75-2B32-FFF9-0FD8 e senha 789E-D14D-CF7A-1FC9 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 12 a 19 de outubro de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC75-2B32-FFF9-0FD8 e senha 789E-D14D-CF7A-1FC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 22/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.147.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CLUBE ATLETICO SAO PAULO ADV.(A/S) :MARCELO GAIDO FERREIRA ADV.(A/S) :ANDRE MASSIORETO DUARTE AGDO.(A/S) :SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS ADV.(A/S) :MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA ADV.(A/S) :MANUEL INACIO ARAUJO SILVA AGDO.(A/S) :CLUB ATHLETICO PAULISTANO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B7F5-F3C0-912E-8BF0 e senha 4603-9663-3C3A-6994 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.147.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CLUBE ATLETICO SAO PAULO ADV.(A/S) :MARCELO GAIDO FERREIRA ADV.(A/S) :ANDRE MASSIORETO DUARTE AGDO.(A/S) :SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS ADV.(A/S) :MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA ADV.(A/S) :MANUEL INACIO ARAUJO SILVA AGDO.(A/S) :CLUB ATHLETICO PAULISTANO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B7F5-F3C0-912E-8BF0 e senha 4603-9663-3C3A-6994 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 22/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.147.752 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, está assim ementado: “MANDADO DE SEGURANÇA. Impetração contra ato do Conselho Superior do Ministério Público e do Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, porque essas autoridades validaram a instauração de inquéritos civis para investigar suposta conduta discriminatória atribuída à responsabilidade das impetrantes (com relação a fatos envolvendo exigência de cadastro e uso de uniformes profissionais brancos para que babás ingressem em clubes esportivos e sociais acompanhando sócios menores de idade). ....................................................................................................... Segurança concedida para trancar os inquéritos civis.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Supremo Tribunal Federal 22/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.147.752 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, está assim ementado: “MANDADO DE SEGURANÇA. Impetração contra ato do Conselho Superior do Ministério Público e do Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, porque essas autoridades validaram a instauração de inquéritos civis para investigar suposta conduta discriminatória atribuída à responsabilidade das impetrantes (com relação a fatos envolvendo exigência de cadastro e uso de uniformes profissionais brancos para que babás ingressem em clubes esportivos e sociais acompanhando sócios menores de idade). ....................................................................................................... Segurança concedida para trancar os inquéritos civis.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 129, III, da Constituição Federal. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento. Cumpre ressaltar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Cabe registrar, de outro lado, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido pela ora recorrente, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do recurso extraordinário, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 129, III, da Constituição Federal. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento. Cumpre ressaltar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Cabe registrar, de outro lado, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido pela ora recorrente, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do recurso extraordinário, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP conclusões em interpretação de dispositivos meramente legais e em aspectos fático-probatórios: “Segue abaixo o teor da portaria de instauração do novo inquérito civil: ....................................................................................................... Como se nota do despacho de fl. 663/664, essa portaria foi editada em cumprimento às deliberações de fls. 615 e 662 (acima transcritas) que, no entendimento da douta Promotoria, permitiriam ‘a deflagração de investigações individuais contra associações recreativas por atos discriminatórios decorrentes de uniformes ou outras formas de identificação de acompanhantes’. Todavia, como já foi mencionado acima, essa deliberação (ou a redação da deliberação) não está em conformidade com a decisão do colegiado, porque o voto do Conselheiro VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR, que introduziu a ressalva e que foi adotado como razão de decidir, na verdade, visou apenas diante do trancamento do inquérito civil por falta de justa causa – assegurar no futuro ‘a possibilidade de instauração de inquéritos específicos sempre que houver suspeita de condutas discriminatória por parte de qualquer associação recreativa’. ....................................................................................................... E, mesmo que fosse possível a instauração de um inquérito genérico, sem cumprimento do artigo 4..., inciso I, da Resolução n 143/16, do Conselho Nacional do Ministério Público, o que se admite apenas a título de argumentação, seria duvidosa necessidade de novas investigações (com base apenas nos fatos deduzidos no inquérito arquivado), considerando que as impetrantes, na verdade, não negam a exigência dos uniformes brancos, mas apenas defendem a legalidade da exigência por entenderem que esse regramento não constitui ato de discriminação social. ....................................................................................................... Sob esse aspecto, assiste-lhes realmente razão, pois, se a possibilidade de instauração de inquéritos específicos, conforme constou dos esclarecimentos do relator nos Embargos de Declaração (fls. 648/656) foi assegurada apenas para garantir futuras 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP conclusões em interpretação de dispositivos meramente legais e em aspectos fático-probatórios: “Segue abaixo o teor da portaria de instauração do novo inquérito civil: ....................................................................................................... Como se nota do despacho de fl. 663/664, essa portaria foi editada em cumprimento às deliberações de fls. 615 e 662 (acima transcritas) que, no entendimento da douta Promotoria, permitiriam ‘a deflagração de investigações individuais contra associações recreativas por atos discriminatórios decorrentes de uniformes ou outras formas de identificação de acompanhantes’. Todavia, como já foi mencionado acima, essa deliberação (ou a redação da deliberação) não está em conformidade com a decisão do colegiado, porque o voto do Conselheiro VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR, que introduziu a ressalva e que foi adotado como razão de decidir, na verdade, visou apenas diante do trancamento do inquérito civil por falta de justa causa – assegurar no futuro ‘a possibilidade de instauração de inquéritos específicos sempre que houver suspeita de condutas discriminatória por parte de qualquer associação recreativa’. ....................................................................................................... E, mesmo que fosse possível a instauração de um inquérito genérico, sem cumprimento do artigo 4..., inciso I, da Resolução n 143/16, do Conselho Nacional do Ministério Público, o que se admite apenas a título de argumentação, seria duvidosa necessidade de novas investigações (com base apenas nos fatos deduzidos no inquérito arquivado), considerando que as impetrantes, na verdade, não negam a exigência dos uniformes brancos, mas apenas defendem a legalidade da exigência por entenderem que esse regramento não constitui ato de discriminação social. ....................................................................................................... Sob esse aspecto, assiste-lhes realmente razão, pois, se a possibilidade de instauração de inquéritos específicos, conforme constou dos esclarecimentos do relator nos Embargos de Declaração (fls. 648/656) foi assegurada apenas para garantir futuras 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP providências quando ‘houver suspeita de condutas discriminatória por parte de qualquer associação recreativa’; e se não surgiu nenhuma suspeita de suposta discriminação (baseada em fatos novos), não se compreende porque a anterior decisão do Conselho Superior do Ministério Público, datada de 10/12/2015, cuja validade foi expressamente reconhecida pelo mesmo colegiado em 21/06/2016, haveria de ser desprestigiada (menos de um mês depois) com a reabertura das investigações sem uma justificativa plausível. Tudo indica, então, que a instauração da portaria, no caso, decorreu realmente de equívoco na interpretação (ou na redação) das deliberações de fls. 615 e 662, daí o reconhecimento de ilegalidade da portaria (convalidada pela autoridade impetrada), por insuficiência ou inadequação da motivação, pois, conforme orientação do Superior Tribunal de Justiça, ‘se inexistente o motivo declarado na formação do ato, o mesmo não tem vitalidade jurídica’ (RMS 10.165/DF, 6... Turma, Rel. Min. Vicente Leal, j. 04/03/2002). ....................................................................................................... No caso, entretanto, a instauração das novas portarias (individuais), editadas 22 dias após a decisão que determinou o trancamento do inquérito civil por falta de justa causa, não decorreu do reconhecimento de ilegalidade da decisão anterior (do colegiado), nem tampouco da necessidade de modificação daquele posicionamento (baseada em hipótese de alteração das concepções jurídicas então adotadas), pois, nenhum desses fatos (inovações) foi invocado pela Promotoria de Justiça para justificar a necessidade de novas investigações.” Impõe-se observar, finalmente, que se revela inaplicável ao caso o art. 1.033 do Código de Processo Civil pelo fato de a configuração de ofensa reflexa não constituir o único fundamento que dá suporte ao presente ato decisório. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP providências quando ‘houver suspeita de condutas discriminatória por parte de qualquer associação recreativa’; e se não surgiu nenhuma suspeita de suposta discriminação (baseada em fatos novos), não se compreende porque a anterior decisão do Conselho Superior do Ministério Público, datada de 10/12/2015, cuja validade foi expressamente reconhecida pelo mesmo colegiado em 21/06/2016, haveria de ser desprestigiada (menos de um mês depois) com a reabertura das investigações sem uma justificativa plausível. Tudo indica, então, que a instauração da portaria, no caso, decorreu realmente de equívoco na interpretação (ou na redação) das deliberações de fls. 615 e 662, daí o reconhecimento de ilegalidade da portaria (convalidada pela autoridade impetrada), por insuficiência ou inadequação da motivação, pois, conforme orientação do Superior Tribunal de Justiça, ‘se inexistente o motivo declarado na formação do ato, o mesmo não tem vitalidade jurídica’ (RMS 10.165/DF, 6... Turma, Rel. Min. Vicente Leal, j. 04/03/2002). ....................................................................................................... No caso, entretanto, a instauração das novas portarias (individuais), editadas 22 dias após a decisão que determinou o trancamento do inquérito civil por falta de justa causa, não decorreu do reconhecimento de ilegalidade da decisão anterior (do colegiado), nem tampouco da necessidade de modificação daquele posicionamento (baseada em hipótese de alteração das concepções jurídicas então adotadas), pois, nenhum desses fatos (inovações) foi invocado pela Promotoria de Justiça para justificar a necessidade de novas investigações.” Impõe-se observar, finalmente, que se revela inaplicável ao caso o art. 1.033 do Código de Processo Civil pelo fato de a configuração de ofensa reflexa não constituir o único fundamento que dá suporte ao presente ato decisório. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP Não incide , neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal e Lei n 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP Não incide , neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal e Lei n 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA46-B79B-5CA2-EDD3 e senha BD7F-5393-E45C-3C42 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.147.752 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CLUBE ATLETICO SAO PAULO ADV.(A/S) : MARCELO GAIDO FERREIRA (208418/SP) ADV.(A/S) : ANDRE MASSIORETO DUARTE (368456/SP) AGDO.(A/S) : SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS ADV.(A/S) : MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA (2207/RJ, 20688/SP) ADV.(A/S) : MANUEL INACIO ARAUJO SILVA (138377/SP) AGDO.(A/S) : CLUB ATHLETICO PAULISTANO ADV.(A/S) : EURO BENTO MACIEL (24768/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12C6-ECC7-6401-C4FC e senha 4274-2641-9C65-926C Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.147.752 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CLUBE ATLETICO SAO PAULO ADV.(A/S) : MARCELO GAIDO FERREIRA (208418/SP) ADV.(A/S) : ANDRE MASSIORETO DUARTE (368456/SP) AGDO.(A/S) : SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS ADV.(A/S) : MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA (2207/RJ, 20688/SP) ADV.(A/S) : MANUEL INACIO ARAUJO SILVA (138377/SP) AGDO.(A/S) : CLUB ATHLETICO PAULISTANO ADV.(A/S) : EURO BENTO MACIEL (24768/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.10.2018 a 19.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12C6-ECC7-6401-C4FC e senha 4274-2641-9C65-926C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 147 . 752", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 147 . 752", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 147 . 752", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 147 . 752", "Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP", "RMS 10 . 165 / DF", "Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP", "RMS 10 . 165 / DF", "Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1147752 AGR / SP", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 147 . 752", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 147 . 752" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "LEI n 12 . 016 / 2009 , ART . 25", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 129 , III , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 129 , III , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 4 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 4 . . . , inciso I , da Resolução n 143 / 16", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 033 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 033 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "CLUBE ATLETICO SAO PAULO", "SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS", "CLUB", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "CLUBE ATLETICO SAO PAULO", "SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS", "CLUB ATHLETICO PAULISTANO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "CLUBE ATLETICO SAO PAULO", "SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Conselho Superior do Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "E", ".", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Conselho Superior do Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional do Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional do Ministério Público", "3", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Superior do Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "6", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Superior do Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "6", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "CLUBE ATLETICO SAO PAULO", "SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS", "CLUB ATHLETICO PAULISTANO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO", "CLUBE ATLETICO SAO PAULO", "SOCIEDADE HARMONIA DE TENIS", "CLUB ATHLETICO PAULISTANO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "MARCELO GAIDO FERREIRA", "ANDRE MASSIORETO DUARTE", "MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA", "MANUEL INACIO ARAUJO SILVA", "EURO BENTO MACIEL", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARCELO GAIDO FERREIRA", "ANDRE MASSIORETO DUARTE", "MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA", "MANUEL INACIO ARAUJO SILVA", "EURO BENTO MACIEL", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARCELO GAIDO FERREIRA", "ANDRE MASSIORETO DUARTE", "MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA", "MANUEL INACIO ARAUJO SILVA", "CLUB ATHLETICO PAULISTANO", "EURO BENTO MACIEL", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR", "VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR", "CELSO DE MELLO", "Vicente Leal", "Vicente Leal", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARCELO GAIDO FERREIRA", "ANDRE MASSIORETO DUARTE", "MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA", "MANUEL INACIO ARAUJO SILVA", "EURO BENTO MACIEL", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "MARCELO GAIDO FERREIRA", "ANDRE MASSIORETO DUARTE", "MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA", "MANUEL INACIO ARAUJO SILVA", "EURO BENTO MACIEL", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "19 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "12", "/", "2015", "21", "/", "06", "/", "2016", "04", "/", "03", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "12", "/", "2015", "21", "/", "06", "/", "2016", "04", "/", "03", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "12", ".", "10", ".", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "10", ".", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.148.203 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A presente causa foi decidida com base na análise de legislação infraconstitucional, sendo vedada a análise em recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de setembro a 4 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47BB-62E0-5031-13BA e senha 438E-809D-3558-C2D9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.148.203 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) “o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie; (ii) “a questão posta implica no reexame de conteúdo fático- probatório visando infirmar o que restou reconhecido no acórdão impugnado, incidindo, na espécie, o enunciado 279 do STF”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) “a decisão agravada ignora as apontadas violações aos artigos 22, inciso I, e 37, inciso III ambos da Constituição Federal, que são violações diretas ao texto constitucional”; (ii) “não há qualquer necessidade de reanálise do conteúdo probatório, eis que o quadro fático já se encontra delineado no acórdão atacado pelo recurso extremo”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83E-91F9-9F30-FD6C e senha 1A5D-F84A-05EB-BAAC Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.148.203 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) “o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie; (ii) “a questão posta implica no reexame de conteúdo fático- probatório visando infirmar o que restou reconhecido no acórdão impugnado, incidindo, na espécie, o enunciado 279 do STF”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) “a decisão agravada ignora as apontadas violações aos artigos 22, inciso I, e 37, inciso III ambos da Constituição Federal, que são violações diretas ao texto constitucional”; (ii) “não há qualquer necessidade de reanálise do conteúdo probatório, eis que o quadro fático já se encontra delineado no acórdão atacado pelo recurso extremo”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83E-91F9-9F30-FD6C e senha 1A5D-F84A-05EB-BAAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.148.203 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para divergir do entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame de fatos e provas, bem como a interpretação dada à legislação infraconstitucional, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AGENTE PENITENCIÁRIO DO DISTRITO FEDERAL. PRESCRIÇÃO. DECRETO 20.910/1932. LEI DISTRITAL 7.515/1986. LEI LOCAL. SÚMULA 280. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. Nos termos da orientação sedimentada na súmula 280 do STF, não cabe recurso extraordinário quando a verificação da alegada ofensa à Constituição Federal depende de análise prévia da legislação infraconstitucional pertinente à matéria em discussão. 2. Agravo Regimental a que se nega provimento”. (ARE 928.546-AgR, Rel. Min. Edson Fachin) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C3B-E794-51F6-A260 e senha 6475-7A5D-2ADA-333C Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.148.203 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para divergir do entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame de fatos e provas, bem como a interpretação dada à legislação infraconstitucional, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AGENTE PENITENCIÁRIO DO DISTRITO FEDERAL. PRESCRIÇÃO. DECRETO 20.910/1932. LEI DISTRITAL 7.515/1986. LEI LOCAL. SÚMULA 280. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. Nos termos da orientação sedimentada na súmula 280 do STF, não cabe recurso extraordinário quando a verificação da alegada ofensa à Constituição Federal depende de análise prévia da legislação infraconstitucional pertinente à matéria em discussão. 2. Agravo Regimental a que se nega provimento”. (ARE 928.546-AgR, Rel. Min. Edson Fachin) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C3B-E794-51F6-A260 e senha 6475-7A5D-2ADA-333C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1148203 AGR / DF 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C3B-E794-51F6-A260 e senha 6475-7A5D-2ADA-333C Supremo Tribunal Federal ARE 1148203 AGR / DF 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C3B-E794-51F6-A260 e senha 6475-7A5D-2ADA-333C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.148.203 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI (24022/DF, 199213/RJ, 415760/ SP) ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA (25480/DF, 199077/RJ, 415764/SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5189-470F-2310-CC3F e senha 23C6-A5E4-0B37-9BF8 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.148.203 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI (24022/DF, 199213/RJ, 415760/ SP) ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA (25480/DF, 199077/RJ, 415764/SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5189-470F-2310-CC3F e senha 23C6-A5E4-0B37-9BF8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748582980
2018-10-05T00:00:00
2018-11-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A presente causa foi decidida com base na análise de legislação infraconstitucional, sendo vedada a análise em recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur393885
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, PRESCRIÇÃO) ARE 928546 AgR (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 22/11/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1148203
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1148203 AgR
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AGTE.(S) : FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
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Ementa e Acórdão 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.148.203 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A presente causa foi decidida com base na análise de legislação infraconstitucional, sendo vedada a análise em recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de setembro a 4 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47BB-62E0-5031-13BA e senha 438E-809D-3558-C2D9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.148.203 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) “o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie; (ii) “a questão posta implica no reexame de conteúdo fático- probatório visando infirmar o que restou reconhecido no acórdão impugnado, incidindo, na espécie, o enunciado 279 do Supremo Tribunal Federal”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) “a decisão agravada ignora as apontadas violações aos artigos 22, inciso I, e 37, inciso III ambos da Constituição Federal, que são violações diretas ao texto constitucional”; (ii) “não há qualquer necessidade de reanálise do conteúdo probatório, eis que o quadro fático já se encontra delineado no acórdão atacado pelo recurso extremo”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83E-91F9-9F30-FD6C e senha 1A5D-F84A-05EB-BAAC Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.148.203 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) “o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie; (ii) “a questão posta implica no reexame de conteúdo fático- probatório visando infirmar o que restou reconhecido no acórdão impugnado, incidindo, na espécie, o enunciado 279 do Supremo Tribunal Federal”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) “a decisão agravada ignora as apontadas violações aos artigos 22, inciso I, e 37, inciso III ambos da Constituição Federal, que são violações diretas ao texto constitucional”; (ii) “não há qualquer necessidade de reanálise do conteúdo probatório, eis que o quadro fático já se encontra delineado no acórdão atacado pelo recurso extremo”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83E-91F9-9F30-FD6C e senha 1A5D-F84A-05EB-BAAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.148.203 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para divergir do entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame de fatos e provas, bem como a interpretação dada à legislação infraconstitucional, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AGENTE PENITENCIÁRIO DO DISTRITO FEDERAL. PRESCRIÇÃO. DECRETO 20.910/1932. LEI DISTRITAL 7.515/1986. LEI LOCAL. SÚMULA 280. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. Nos termos da orientação sedimentada na súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso extraordinário quando a verificação da alegada ofensa à Constituição Federal depende de análise prévia da legislação infraconstitucional pertinente à matéria em discussão. 2. Agravo Regimental a que se nega provimento”. (ARE 928.546-AgR, Rel. Min. Edson Fachin) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C3B-E794-51F6-A260 e senha 6475-7A5D-2ADA-333C Supremo Tribunal Federal 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.148.203 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para divergir do entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame de fatos e provas, bem como a interpretação dada à legislação infraconstitucional, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AGENTE PENITENCIÁRIO DO DISTRITO FEDERAL. PRESCRIÇÃO. DECRETO 20.910/1932. LEI DISTRITAL 7.515/1986. LEI LOCAL. SÚMULA 280. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. Nos termos da orientação sedimentada na súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso extraordinário quando a verificação da alegada ofensa à Constituição Federal depende de análise prévia da legislação infraconstitucional pertinente à matéria em discussão. 2. Agravo Regimental a que se nega provimento”. (ARE 928.546-AgR, Rel. Min. Edson Fachin) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C3B-E794-51F6-A260 e senha 6475-7A5D-2ADA-333C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1148203 AGR / DF 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C3B-E794-51F6-A260 e senha 6475-7A5D-2ADA-333C Supremo Tribunal Federal ARE 1148203 AGR / DF 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C3B-E794-51F6-A260 e senha 6475-7A5D-2ADA-333C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 05/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.148.203 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI (24022/DF, 199213/RJ, 415760/ SP) ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA (25480/DF, 199077/RJ, 415764/SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5189-470F-2310-CC3F e senha 23C6-A5E4-0B37-9BF8 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.148.203 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI (24022/DF, 199213/RJ, 415760/ SP) ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA (25480/DF, 199077/RJ, 415764/SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.9.2018 a 4.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Edson Fachin, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Alexandre de Moraes por sucedê-lo na Primeira Turma. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5189-470F-2310-CC3F e senha 23C6-A5E4-0B37-9BF8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 148 . 203", "enunciado 279 do Supremo Tribunal Federal", "enunciado 279 do Supremo Tribunal Federal", "súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 928 . 546 - AgR", "súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 928 . 546 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 22 , inciso I , e 37 , inciso III ambos da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 22 , inciso I , e 37 , inciso III ambos da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO 20 . 910 / 1932", "LEI DISTRITAL 7 . 515 / 1986", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO 20 . 910 / 1932", "LEI DISTRITAL 7 . 515 / 1986", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art", "art . 85 , § § 2 . . . e", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Edson Fachin", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Edson Fachin", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDA DA SILVA LOPES ANDRADE", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "10", "/", "2018", "28 de setembro a", "4 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2018", "28", ".", "9", ".", "2018", "4", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "9", ".", "2018", "4", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }